terça-feira, 23 de novembro de 2010

Vinho Santa Colina Estilo Chardonnay 2008

Este exemplar da uva branca mais emblemática foi sugestão da dna Cecília da joga DO Brasil. E esta mulher tem um quê para indicar bons vinhos como eu nunca vi igual. E acreditem que este vinho, em sua safra mais atual segundo a própria dna Cecília (ainda não chequei na net nem nada), participou da última avaliação de vinhos brasileiros no RS e ao que me parece foi premiado no evento. Vamos as impressões.

Conforme dito anteriormente este vinho feito pela viníciola Aliança é feito 100% de uvas chardonnay oriundas de terras próximas a campanha gaúcha. Possui um estiloso rótulo que remete a uma ilustração de Arlete Cousandier Santarosa chamada "Abajur" e que lembra um casal de amantes.

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor palha brilhante com poucos reflexos esverdeados mostrando toda sua jovialidade. Lágrimas bem finas, abundantes e escorregadias completam o conjunto visual. Formou ainda leve efervescência nas primeiras duas taças.

Ao nariz o vinho trouxe um nítido aroma de abacaxi conjugado mais ao fundo com uma lembrança de pêras. O abacaxi me lembrou bastante frutas em calda ao passo que as peras me pareceram frescas. Poderia isto acontecer? Não sei ao certo mas foi minha sensação.

Já no palato mostrou um vinho bem leve, com excelente acidez e um conjunto harmonico com o nível alcóolico do mesmo (12,5%). Com um retrogosto de média duração trouxe novamente lembrança de abacaxi em caldas, muito saboroso. Caiu muito bem inclusive com o almoço de comida japonesa que tivemos em casa! Ajudava a limpar bem a boca quando comíamos peixes cru e outras iguarias.

Enfim um vinho honesto, sem grandes pretensões mas que foi uma gratíssima surpresa, ainda mais pelos módicos R$ 16,00 pagos pela garrafa. Mais uma vez o meu obrigado a Dna Cecília por mais uma excelente indicação.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Robin Hood

Como o final de semana está chegando vou postar uma última dica de filme para assistir ai com os amigos, namorada(o), pais, irmãos, etc. De modo simplório eu poderia dizer que este novo título de Robin Hood é um filme de origem. Mas eu iria desmerecer e muito o grande filme feito por Ridley Scott tendo Russel Crowe no papel princípal e título do longa. O filme trata ainda mais de amor, de lealdade e traição, de ganância e briga pelo poder, tensão entre nações, etc e tudo isso numa Inglaterra medieval dominada pelo repressão e pelo medo.

O filme narra a origem do mito de Robin Hood quando este está junto ao exército do rei Ricardo Coração de Leão em suas já decandentes cruzadas em busca de pilhagem, submissão e glória barata ao conquistar outros territórios, principalmente franceses, para uni-los ao reino da Inglaterra. Com a morte de Ricardo e a deserção de Robin Hood e seu "bando" (ainda que este bando não estivesse configurado a esta altura da história), Robin passa a ser considerado um fora da lei mas que com o desenrolar da história poderia trazer unidade para a Inglaterra contra seu inimigo, o reino da França. Diversos acontecimentos no entanto fazem com que após as batalhas finais, o então recém empossado rei traia a confiança de todos que lutaram sob o escudo da Inglaterra e passe a perseguir Robin que não vê outra saida ou se refugiar na foresta e viver a margem da sociedade criada a partir de então. É claro que a história é um pouco mais complexa do que estas linhas aqui mas não quero estragar a supresa de quem ainda não viu o filme.
Do lado técnico a escolha dos atores me pareceu acertada, e esta é minha opnião desde a parceria de Russel Crowe com Ridley Scott em "O Gladiador", além da bela Cate Blachett como Marion dá o tom de ternura e fragilidade necessária para contrastar com as cenas mais fortes de batalhas e sanguinolentas. Além disso figurino e fotografia de uma Inglaterra quase feudal marcada no tempo ficaram muito bonitas e bem caracterizadas trazendo ainda mais fidelidade a obra. A trillha sonora e as histórias paralelas, como a da infância de Robin, completam ainda o conjunto.

Enfim, mais um grande filme que merece ser visto pois além de muito bom por si só, mostra ainda uma lado que não havia sido explorado da lenda de Robin Hood.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Encontro Explosivo

Uma mulher solitária que trabalha com restauração de carros. Um agente secreto envolvido em uma rede de traições e espionagem. Uma série de coincidências faz com que estas pessoas se encontrem e passem a depender um do outro para sua sobrivênvcia. Parece uma história improvavel mas é a linha base de "Encontro Explosivo", filme que conta com Tom Cruise no papel de Roy Wilner (o agente secreto) e Cameron Diaz no papel de June (a tal mulher citada linhas acima). Paralelamente a isto algumas histórias se desenvolvem e passamos a conhecer um pouco melhor da vida de June e sua saga para conseguir chegar ao casamento de sua irmã ou Roy e como ele passa de agente da CIA a perseguido pela própria agência.

A química entre o casal de protagonistas faz com que suas as cenas pareçam ser reais aos olhos dos espectadores. A edição em ritimo acelerado, quase em forma de video clipe e a trilha sonora (eles tocam até Gotan Project!) completam um conjunto harmonioso. Além disso existe um balanceamento muito bom entre comédia e ação que nos faz rir ao mesmo tempo que pregamos os olhos na telinha esperando pelos próximos acontecimentos. E este é a meu ver o mérito do filme pois quando parece que ficaremos cansados das cenas de amor somos brindados por perseguições e tiros com motos, carros, etc. E Tom Cruise nos brinda com uma de suas melhores atuações. Um misto de canalha com galã, James Bond com um charlatão qualquer ao passo que Cameron Dias faz com que o filme não se torne masculinizado demais e dá um tom mais leve a trama de espionagem e traição. Uma das cenas mais hilárias é quando Roy é capturado em uma das vezes em que é perseguido e é torturado enquanto June está amarrada e dopada e em menos de 30 segundos o mesmo já se libertou e se livrou de seus vigias e está novamente em fuga carregando June em seus ombros. É diversão na certa!

Prepare a sessão de cinema em casa, chame a família e todos juntos assistam ao filme, pois ele não tem contra indicações. Garanto que serão pouco mais de uma hora e meia de pura diversão.

Mais do que recomendado!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo

Não me considero um cara nostálgico nem tão pouco fico sofrendo pensando na idade e na passagem cada vez mais rápida do tempo mas a questão é que este final de semana eu senti um pouco de saudades de alguns joguinhos de computador/videogame antigos. Como era feriado e o tempo não estava pra brincadeira resolvi pegar alguns filmes na locadora e aproveitar pra me divertir um pouco. E um dos escolhidos foi o filme que dá título a este post, o "Príncipe da Pérsia".

Baseado em um série de games homonima, o filme conta a história de um garoto pobre que é adotado pelo rei da pérsia numa época medieval não determinada. Acontece que este garoto cresce e começa a despertar a inveja em seus irmãos (filhos legítimos do rei) e no seu próprio tio e acaba sendo envolvido numa trama de conspiração e assassinato contra o rei, sendo ele o acusado. É então que este príncipe une forças com uma misteriosa princesa de outro reino em busca de provar sua inocencia enquanto a ajuda na proteção de um artefato místico que pode mudar o rumo de toda humanidade.
O visual e o ritimo do filme me pareceram deveras fiéis aos que apareciam nos jogos da série Prince of Persia, com muitas escaladas e perseguições nos telhados e paredes das cidades, além de duelos de espadas/adagas entre os personagens. Além disso a fotografia e ambientação recriam com maestria o mundo das mil e uma noites em que se desenrolam as aventuras do tal príncipe "mestiço" e a música ajuda a criar uma atmosfera de aventura e o casal de personagens principais tem uma ótima química em cena. A história é claro não é das mas não esperem muita complexidade de um filme diversão como este, mesmo que este filme tenha sido assinado pelo estúdio Walt Disney World e tendo como produtor Jerry Bruckheimer.

Como eu disse no começo, o filme serve muito bem como diversão e pra se lembrar com nostalgia dos joguinhos de computador que jogávamos em nossa infância/adolescência. Se você for com esta intenção para assistir o filme, garanto que terá boas quase duas horas de entretenimento em frente a sua tv.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Vinho Cuvée Riesling Tradition 2008

Mais um vinho degustado, este no feriado de segunda feira. Como em casa tínhamos um risoto de frutos do mar com costelinhas de tambaqui, nada melhor do que um bom branco. E este foi selecionado na Cave Jado, uma excelente importadora de vinhos franceses de pequenos produtores com excelente qualidade.

Este varietal é feito com uvas 100% riesling na Alsácia, da onde veem os melhores vinhos desta uva. Pelo que pude notar o vinho não passa por madeira. Vamos as impressões.

Na taça apresentou coloração amarelho palha com reflexos esverdeados. Extremamente brilhante e vivo, o vinho impressiona pela transparência.
Já ao nariz a primeira impressão que me veio era de um floral muito intenso, mas que não consegui distinguir de qual flor o aroma era proveniente! Continuando análise olfativa pude perceber também muita mineralidade, que me remetia a lembrança de mar, praia, areia ...estranho não? Pois é, eu também achei mas enfim, como não tenho muita experiência, foi o que eu pude perceber. Completou o conjunto um leve aroma de frutas brancas, como maçãs e peras.

Na boca o vinho era muito vivo, fresco com uma deliciosa acidez, bom corpo e comprovando o olfato, trouxe de novo a mineralidade, floral e as frutas com destaque para peras. Era muito persistente, seu gosto continuava por muito tempo na boca após a ingestão. Álcool bem integrado (12%) e impercepitivel, mesmo pelo tempo em taça e aumento de temperatura.

Mais um recomendado, este na faixa de preço de até R$ 70,00.

sábado, 13 de novembro de 2010

Vinho Marqués de Cáceres Vendima Selecionada Crianza 2006

Nada melhor do que com este friozinho que está fazendo por estas terras do que tomar um vinhozinho pra fechar a noite certo? Pois foi o que eu fiz na noite de ontem. E o escolhido desta vez foi um espanhol da Bodega Márques de Cáceres.Este vinho é um típico representante da região de Rioja, umas das regiões mais tradicionais e de prestigio no mundo do vinho espanhol e quiçá mundial.

Tem em sua composição 85% de Tempranillo (uva típica espanhola) e 15% de Garnacha. É envelhecido por 12 meses em barricas de carvalho (embora não tenha descoberto se são francesas e/ou americanas e se de primeiro ou segundo uso o que me fez lembrar que preciso ler um pouco mais sobre a legislação espanhola quanto as denominações de origem e a classificação crianza) e pelo menos mais 14 meses de envelhecimento em garrafa. Vamos as impressões.

Na taça o vinho mostrou uma coloração rubi bem escura, brilhante e com certa transparência. As lágrimas eram finas porém lentas e esparssas ao longo da taça. Na borda um halo levemente atijolado o que já mostrava o estágio de evolução que o vinho se encontrava.

No nariz a primeira impressão que veio e marcou bem foi de groselha bem intenso, seguido por leve baunilha e ao fundo alguma coisa de especiarias que me lembrava pimenta. Após algum tempo ainda foi possível sentir a sensação de algum odor animal estava presente, mas não consegui definir mas chegou a me lembrar couro. 

Na boca o vinho se mostrou bem estruturado, com taninos firmes e presentes mas de ótima qualidade. Acidez moderada fazia um bom conjunto porém de início achei que o vinho estava um pouco quente, com uma pontinha de álcool sobrando mas que o tempo em taça e de garrafa aberta arrefeceu. Trouxe mais do frutado inicial com lembrança de frutas vermelhas e um leve tostado ao final. De ótima persistência o final permanceu por um longo tempo em minha boca.

Enfim, mais um bom vinho que eu recomendo. É um pouco mais caro (na faixa do R$ 60,00 se não me engano) mas que vale o quanto custa.

Saúde!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

The Walking Dead


Desde Evil Dead, histórias com zumbis são propagadas em quadrinhos, televisão e cinema mas parece que com o diretor George Romero elas ganharam forma definitiva. Depois vieram os videogames da chamada nova geração e elevaram a relação com esta “raça” a um nivel ainda mais alto dado que poderíamos interagir com eles e ainda por cima ter que sobreviver a seus ataques. E agora a fórmula parece que volta com uma roupagem mais moderninha

A aproximadamente duas semanas atrás tivemos a estréia do novo seriado “The Walking Dead” na rede de TV americana AMC , do diretor Frank Darabont. A história central é voltada nos famosos mortos-vivos e sua relação com os humanos. Se é que podemos chamar ser alvo das refeições zumbis como uma relação mas, enfim. Com muita expectativa e alarde a série estreou e teve bons indíces de audiência. E como não poderia deixar de ser sou nerd e fã de carteirinha de seriados (apesar de ultimanete ainda estar um pouco negligente neste aspecto) eu me prontifiquei a assistir o primeiro episódio numa terça feira a apenas dois dias da estréia nos EUA. Deixando de lado a mutilação que o episódio sofreu por aqui (a rede FOX que exibiu o episódio em terras tupiniquins teve que fazer uma cirurgia no mesmo para que este coubesse na sua janela de uma hora para exibição) eu revi o episódio original e depois o segundo episódio. E estou muito excitado com o que tem por vir. A seguir, colocarei um pouco de minhas impressões sobre o assunto.

O episódio piloto nos coloca as voltas com o policial Rick Grimes, típico tira certinho que durante uma missão é atingido por um tiro e entra em coma no hospital. Acorda desorientado depois de semanas então em um futuro pós apocalíptico onde só se vê corpos espalhados por todo lugar, nenhum ser humano e seres afetados que andam de maneira letargica e desengonçada e tem uma fome insassiavel por carne humana. Na busca por encontrar sua mulher Lori e seu filho Carl, aos poucos ele vai descobrindo o que aconteceu. Com o auxílio de Morgan e seu filho, que o encontra no meio da rua a beira de ser atacado por um destes zumbis ele descobre que existe um campo de refugiados em Atlanta e é pra lá que ele vai. E este é somente o ponto de partida para Rick.

A história pode ser até manjada mas o fato é que o seriado escolheu bem seus atores e personagens, dando um ar bem misterioso e com muita ação pra trama e nos deixando com vontade de ver o que vem a seguir. Além disso a fotografia e os efeitos visuais aplicados são de primeira qualidade e parece que estamos dentro de filmes de ponta do cinemão norte americano. Some-se a isso esta nova retomada aos zumbis (assim como tivemos com os vampiros com True Blood, Vampire Diaries, Crepusculo, etc.) e o crescente interesse do público por este tipo de histórias e temos um prato pronto para o sucesso. Os dois episódios que foram exibidos até agora nos deixam salivando pelo desfecho da história. E que adrenalina! E não deixa de ser também uma história de sobrevivência e descobertas!

Enfim, mais um seriado que com certeza irá me prender na frente do monitor! E que venha o terceiro episódio!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Sempre a seu Lado


E como prometido no post de ontem, hoje é dia de falar do filme assistido ainda no final de semana passado. Este é um drama, uma história comovente especialmente para aqueles que assim como eu amam os animais, em especial o seu animalzinho de estimação. O nome do filme é “Sempre a Seu Lado”. Abaixo, seguem as impressões.

O filme narra a história de quando Hachiko, um filhote de cachorro da raça akita, é encontrado perdido em uma estação de trem por Parker (Richard Gere) e como ambos se identificam rapidamente. O filhote acaba conquistando a todos na casa de Parker, mas é com ele que acaba criando um profundo laço de lealdade. Baseado em uma história real que aconteceu no Japão no início do século,  é um emocionante filme sobre lealdade.

Não é de hoje que sabemos como o ser humano e seu animal de estimação podem criar laços inimagiáveis de convivencia, companheirismo, amor, e assim por diante mas o filme mostra esta situação levada ao extremo. De uma maneira pouco usual Parker adota o filhotinho e Akita e a cada dia aprende um pouco mais sobre como é a vida junto a um animal destes. De gênio forte, Hachiko não é daqueles cãezinhos que correm atrás de bolinhas e executam ordens que aprendem com o tempo mas que interpreta e é leal a cada ato que o seu dono, por ele mesmo escolhido, faz. Mais do que isso, a relação entre ambos nos faz refletir sobre nossas relações atuais, sejam elas com animais e/ou seres humanos, e a maneira como levamos a vida de uma forma geral. Todos os dias o cachorro acompanhava seu dono a estação de trem de onde partiria para trabalhar e estaria lá ao final do dia quando ouvia o som do apito de trem, o esperando para acompanha-lo de volta pra casa. Não irei contar a história que se desenvolve até o final para não estragar a surpresa de quem não viu o filme ainda, mas o filme com certeza irá te fazer chorar mas também será responsável por muitos sorrisos. Mas deixará lições também.

De resto, prepare os lenços de papel e para derramar muitas lágrimas. Pois isto certamente irá acontecer!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Vinho Catrala Merlot Grand Reserve Limited Edition 2007

Final de semana é sinonimo de duas coisas aqui pro blog: um vinho e um filme. Ao menos, normalmente é assim. E neste final de semana não foi diferente. Este post será focado no vinho e o próximo no filme do final de semana. Foi com este chileno que eu passei o almoço e a tarde deste domingo. A seguir as impressões.

Este vinho é proveniente do Valle Casablanca no Chile e conforme o produtor (Viña Catrala) passa por fermentação malolática em carvalho francês onde também tem um estágio de maturação de 10 meses. Recebeu ainda 85 pontos no Guia Descorchados, importante publicação de vinhos da américa latina.

Possui uma cor rubi bem escura e muito brilhante com leve halo atijolado na beirada mostrando alguma evolução. Na taça mostrou muitas lágrimas, finas e sem coloração. 

Ao nariz trouxe lembrança de frutas vermelhas frescas, lembrando morango e ainda uma baunilha bem aparente. Ao fundo um leve toque que me fez lembrar couro, talvez proveniente do contato com o carvalho para maturação. O álcool estava bem integrado apesar do alto teor (14,5%) e não era percebido mesmo o vinho não estando a uma temperatura ideal.

Na boca o vinho é muito elegante, redondo com taninos presentes mas sem amarrar a boca. Possuia leve acidez e médio corpo. O retrogosto trouxe lembrança de frutas e algo como chocolate, o que persistiu por um bom tempo.

Um vinho muito interessante, o que pega é o valor, que eu considerei um pouco alto (em torno de R$ 70,00) porém que no final valeu a pena pois me trouxe bastante prazer. 

Recomendado!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Tropa de Elite II


Um soco no âmago da política brasileira. O dedo na ferida de um dos maiores problemas do Brasil. Parafraseando o Capitão Nascimento: “A certeza de que o buraco é mais embaxio”. Estas seriam apenas algumas definições que utilizaria para descrever as sensações que tive ao assistir o filme Tropa de Elite II
  
Os eventos narrados no segundo longa dão início após uma operação do BOPE dentro de um presídio de segurança máxima no Rio, no caso Bangu I. O Capitão Nascimento sai com sua imagem fortalecida desta operação e passa a integrar a Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro e quando achava que tudo poderia melhorar, ele descobre da maneira mais difícil quem são seus verdadeiros inimigos. Esta seria de maneira simplória a premissa desta continuação.

O filme foca muito mais nos bastidores políticos que envolvem a guerra contra o tráfico e o surgimento das milicias no Rio de Janeiro do que a aposta na dinâmica das operações do BOPE mostrados no primeiro filme. E acerta em cheio criando uma trama cheia de elementos dignos dos filmes de máfia de antigamente. A corrupção dos policiais/políticos do estado do Rio é o ponto forte da história, escancarada de maneira até surpreendente pelo diretor. É de se estranhar que o mesmo não tenha sofrido qualquer tipo de represália apesar de existirem algumas correntes de que o filme teve sua estréia adiada em virtude das eleições para governador no estado. Há controvérsias no entanto. A questão é que de uma maneira ampla e sem maquiagem o diretor tece uma trama que mostra como é o papel de cada parte descrita acima na rede de corrupção que culminou com o surgimento das milicias e operações anti tráfico no Rio de Janeiro. Compra de votos com uso de força policial, uso da máquina pública em eleições, disputa por poder dentro da instituição policia militar entre muitos outros aspectos são delineados no longa de maneira soberba. E sem medo.

Por outro lado a parte técnica do filme, com efeitos visuais muito bem elaborados, história bem amarrada, personagens fortes e atores muito bem utilizados fazem com que o filme se mostre capaz de bater de frente com algumas obras estrangeiras do gênero. Inclua neste contexto histórias paralelas como o fim do casamento do Capitão Nascimento, sua relação com o filho entre outras. E temos um dos melhores, se não o melhor filme policial nacional de todos os tempos. E vindo de uma pessoa como eu, que sempre se mostoru avesso a produções nacionais, chega a impressionar.

Enfim um filme que intriga, que faz pensar e repensar e que deveria servir de argumento e ter poder decisório sobre nosso voto na eleição que se passou e nas próximas. Mas isto daria muito pano pra manga e um outro post sobre o assunto teria que ser feito.

Assistam, comentem e deixem sua impressão sobre o filme aqui no blog.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Vinho Casa Venturini Chardonnay Reserva 2007

Feriado sem muito o que fazer em casa resolvi tomar um brasileirinho branco pra acompanhar o almoço. Este foi adquirido na loja da Vinícola Góes & Venturini na cidade de São Roque, interior de Sampa. Vale lembrar que a vinícola é uma joint venture da vinícola paulista Góes e da vinícola gaúcha Casa Venturini, de Flores da Cunha no Rio Grande do Sul. Segundo o produtor, este vinho é de produção limitada e esta safra 2007 já recebeu diversas premiações nacionais e internacionais, entre as quais eu destacaria: prata no VIII Concurso de Vino Bachus em Madrid, bronze no Challenge International du Vin 2008, galo de ouro no 7o Concurso Internacional de Flores da Cunha e ficou entre os representativos na 15a Avaliação Brasileira de Vinhos de 2007.Vamos as impressões.

Na taça o vinho apresentou uma coloração amarelho dourado com reflexos esverdeados mostrando já sua evolução. No nariz a impressão nítida é de abacaxi e maracujá bem menos intenso ao fundo. Na boca o vinho mostrou corpo médio porém eu senti que faltou um pouco de acidez, apesar de não ser prejudicial. De persistência média o palato confirmou o nariz com abacaxi bem evidente. A graduação alcoólica de 13,2% passa despercebida por estar devidamente integrada com o restante do conjunto. Ao final ainda era possível sentir uma certa picância na lingua, quase como umas agulhadinhas bem interessantes.

Em suma um vinho muito correto e pelo preço que tem apresentado (em torno de R$ 35,00 - 40,00) acho que pode ser considerado um bom custo benefício. É perfeito para um dia mais quente em conjunto com pratos mais leves de frutos do mar/peixes. No meu caso foi bem com filés de Saint Peter a milanesa e arroz com brócolis. Recomendado!

Obs.: Post editado para inclusão de uma foto, que não ficou lá estas coisas mas serve para ilustração.