segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Monte da Penha Branco Reserva 2008


Os vinhos portugueses, principalmente os do Alentejo, formam pra mim a melhor gama na relação custo x benefício quando falamos de vinhos europeus.  Casam muito bem com meu gosto pessoal, possuem muito carácter e expressão, grande vocação gastronomica e não ferem demais o meu bolso. E é deste lugar que vem o vinho a ser comentado hoje. Este exemplar foi degustado junto com meu irmão e cunhada durante um almoço de sábado em um dia desses de calor senegales em Sampa.

Um pouco da história deste projeto vitivinícola em Portugal pôde ser retirado do próprio site da vinícola: “Desde o início do século XX, altura em que Joaquim da Cruz Baptista planta as primeiras vinhas da “Tapada de Chaves”, que esta família está ligada à concepção de vinhos de elevada qualidade em Portalegre. O sucesso do projecto, iniciado por Joaquim da Cruz Baptista inspirou a sua única filha, Gertrudes, a continuar o seu legado e, de forma apaixonada, a levar este projecto mais além, tornando-se conhecida pela sua experiência e dedicação ao mundo do vinho. Em 1987, o seu filho Francisco Fino, companheiro nos seus projectos vinícolas, decide plantar uma vinha de 12 hectares na sua propriedade. Esta vinha contribuiu para fazer os vinhos, branco e tinto, do “Tapada de Chaves”. Com a venda da “Tapada de Chaves” em finais de 1998, Francisco Fino decide, juntamente com a sua família, partir para um novo projecto, o “MONTE DA PENHA”.

Falando um pouco mais sobre este vinho alentejano, pude verificar que ele é feito baseado em um corte de 4 uvas, a saber: arinto (33%), roupeiro (33%), fernão pires (33%) e das pratas (1%). Não estagia em madeira, deixando que as uvas expressem toda sua força conjugadas por um excelente terroir. Cabe ainda dizer que o vinho ganhou medalha de bronze no International Wine Challenge de Vienna. Claro que muitas destas competições não podem ser levadas muito a ferro e a fogo e confesso que ainda sou muito inexperiente para julgar tal relevância mas fica aqui o registro. Sem maiores delongas vamos a pequenas notas da degustação.

Em taça o vinho mostrou uma cor amarelo dourada muito brilhante com lágrimaa finas, incolores e pouco viscosas. 

No nariz o vinho apresentou boa complexidade onde se sobressaiam notas tropicais de maracujá e pêssego, toques florais (flores brancas, entre jasmim e margarida) e ainda alguma lembrança de pedra molhada (lembrança mineral).

Em boca o vinho confirmou sua complexidade e trouxe de novo muita fruta e floral intenso aliadas a uma deliciosa acidez, gerando muita refrescância e frescor. Álcool impreceptível (12,5%). Um grande final, persistente e sem amargor.

Como eu comentei no início, um grande vinho e confirma minha tese pessoal a cerca dos vinhos portugueses (alentejanos especificamente). Este aqui é foi adiquirido na Vinea durante uma de suas degustações aos sábados. Falo sobre isso em outro post.

Saúde!

sábado, 29 de janeiro de 2011

Beaujolais Nouveau 2010

Estive meio afastadodo blog por diversas razões mas a volta não poderia ser em melhor estilo. Hoje vou falar de um vinho que tive o prazer de degustar e que, acho que assim como muitos, me despertava uma grande curiosidade. É considerado um ícone da indústria vitivinícola por alguns e odiado por outros tantos mas uma coisa ninguém pode negar: é um marco a cada ano no mundo do vinho. 

Este vinho é feito na França com a uva Gamay, e é com ele que os produtores dão início as vendas dos vinhos da safra do ano, no caso a de 2010, toda terceira quinta feira do mês de novembro de cada ano. O vinho é fermentado por poucas semanas e logo engarrafado para a venda. E até por isso é feita uma grande festa lá para o seu lançamento. Normalmente é considerado um vinho simples e que até deve ser servido ligeiramente resfriado, mas existem excelentes produtores que invariavelmente lançam bons vinhos, como é o caso deste Joseph Drouhin. Vale lembrar entretanto qual é o espírito do vinho: celebração, frescor, simplicidade e prazer. Sem maiores delongas, vamos as minhas impressões.

O vinho apresentou em taça uma cor bonita rubi violáceo bem claro, transparente e muito brilhante. Formava lágrimas esparssas, rápida e incolores.

No nariz uma sensação estranha: aromas muito fortes de banana, grama cortada e um leve mentol ao fundo. Achei bem diferente do convencional. Mesmo estando um pouco a cima da temperatura recomendada (ao redor dos 15oC) o vinho não apresentou vestígios de álcool (12,5%).

Na boca o vinho tinha corpo de leve para médio, taninos sedosos, trazendo e confirmando o gosto de banana e menta com um final de leve amargor sem prejudicar o vinho. Retrogosto bom, ficando um tempo razoável em boca (diria que de média para longa).

Enfim um vinho muito gostoso, que gera uma grande vontade de prová-lo tendo em vista toda divulgação que é feita na época de seu lançamento e que vale ser experimentado ao menos uma vez na vida. Sei que a cada safra o vinho muda mas se você optar por produtores sérios poderá encontrar vinhos prazerosos.

Saúde! E que venha 2011 então.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Dolcetto D’Alba 2008 Batasiolo DOC


O escolhido neste final de semana foi este italiano da grande vinícola Beni de Batasiolo, que produz uma larga gama de produtos. Como o próprio nome do vinho  já diz é produzio pelas uvas dolcetto, uva autóctone italiana da região do Piemonte. Direto do site do produtor: “A zona de produçao deste vinho estende-se pelas colinas dos arredores da cidade de Alba, á direita do rio Tanaro”. Ainda segundo o produtor  as uvas são pisadas no mesmo dia da colheita e ficam em contacto com o bagaço por cerca de 8-10 dias. O vinho não passa por envelhecimento em carvalho para conservar os aromas da fruta. Normalmente este varietal é tido como um vinho simples, para o dia a dia, com uma acidez um pouco mais pronunciada o que lhe emprega vocação gastronômica. Vamos as impressões.

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea brilhante, límpida e transparente. Lágrimas finas, abundantes, rápidas e incolores.

Ao nariz, se mostrou um vinho extremamente frutado, vinoso,  lembrando frutas vermelhas frescas. Destaque para morango.

Já no palato o vinho mostrou corpo médio, acidez muito gostosa e taninos finos e elegantes, quase doces. Confirmou o frutado do nariz e apresentou leve amargor final sem comprometer o resultado final. Persistência média.

Um vinho simples, objetivo, extremamente gastronômico que vale o quanto custa. Uma boa pedida pra se conhecer, apesar de minha predileção por vinhos levemente mais encorpados.

Saúde.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Finais de conferência na NFL


O final de semana foi agitado na NFL. E olha que algumas zebras pintaram e o super bowl deste ano promete ser no mínimo diferente.

Pelos lados da conferência americana (AFC) o destaque, e por que não zebra, é o NY Jets que bateu o Indianapolis Colts no final de semana retrasado e neste final de semana foi a vez do New England Patriots levar o seu. E olha que estes dois times tem nada mais nada menos que Payton Manning e Tom Brady respectivamente como seus quarterbacks, o que por si só já diz qual o peso de tal feito dos Jets. Embalados por uma defesa coesa e eficiente e com muitas jogadas terrestres, Mark Sanchez vem conduzindo bem o seu time. Do outro lado da final da AFC estará o Pittsburgh Steelers , maior campeão do super bowl com seis títulos, que vencera seu jogo de virada diante dos Ravens, em um jogo marcado pela rivalidade e por bons números defensivos de ambos os lados. Agora resta a Roethlisberger conduzir seu time em busca de mais um Super Bowl.

Já pelos lados da conferência nacional o destaque é para a atuação de gala de Aaron Rodgers, quarterback do Green Bay Packers, no massacre sobre o Atlanta Falcons na casa do adversário. Aaron errou apenas 5 passes ante os 36 tentados e conseguiu completar 3 passes para o TD e ainda anotou outro TD correndo com a bola. De quebra estabeleceu um novo recorde de pontuação em jogos de pós temporada com os 48 pontos marcados no jogo. O adversário será o arquirival Chicago Bears, que não deu sopa para o azarão Seattle SeaHawks e conquistou sua vaga na final da conferência. Estes por sua vez contaram com a consistência de seu quarterback Jay Cuttler e resolveram sem muita dificuldade o jogo. Agora a rivalidade falará alto no jogo final da conferência.

E quais são suas apostas para o Super Bowl? Pra mim iremos de Green Bay Packers contra New York Jets.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Alfredo Roca Cabernet Sauvignon 2008


Este post é para aqueles que buscam um vinho simples, honesto, pro dia a dia e com excelente custo benefício. Comprado no supermercado aqui perto de casa custou pouco mais de R$11,00 (meia garrafa) e importado pela Casa Flora, valeu a pena demais. Argentino de San Rafael, em Mendoza, este varietal é elaborado 100% com uvas Cabernet Sauvignon e estagia por 8 meses em carvalho.  Vamos as impressões.

Na taça apresentou coloração vermelho rubi escuro, quase nenhuma transparência e com certo brilho. Lágrimas finas, com alguma cor e bem rápidas.

Ao nariz trouxe aromas de frutas frescas, lembrando morangos e alguma coisa entre cereja e amora (não sei ao certo, infelizmente) e com um gostoso herbáceo/vegetal ao fundo, lembrando alguma coisa como pimentão. Não trouxe lembrança de aromas ligado ao carvalho, apesar dos 8 meses de estágio. Álcool muito bem integrado e sem aparecer apesar dos 13,5%.

Na boca apresentou corpo médio, taninos finos quase doces porém muito firmes, acidez na medida e uma permanência de média para longa. Trouxe de novo um delicioso gosto de frutas frescas com destaque para morango e algo vegetal assim como no nariz com um leve tostado ao final.

Para quem estiver procurando um vinho simples e honesto, sem gastar muito, este nosso hermano é A dica. A maiúsculo mesmo, pois me surpreendeu pela relação custo x qualidade.

Saúde!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Chianti Coli DOCG 2008

Mais uma indicação do dono da loja Cantábria, em Atibaia. Este um autêntico Chianti italiano que é produzido pela vinícola Coli, em Tavarnelle Val di Pesa próximo a região de Florença, na Itália. Esta região se encontra dentro da região delimitada pela área do Chianti Clássico, tendo como norma a utilização mínima de 75% em composição de uvas Sangiovese. As outras uvas que compõe este vinho são a Canaiolo, Trebbino e Malvasia. Vamos as impressões.

Na taça o vinho apresentou coloração vermelho rubi bem viva, limpida, transparente e brilhante. Lágrimas finas, incolores e rápidas.

Primeiro ataque ao nariz mostra frutas vermelhas silvestres e bem frescas, com uma leve baunilha ao fundo. Já ao final da taça, um tostado aparece para completar o conjunto.

Já na boca o vinho mostrou corpo médio, uma boa combinação de taninos bem vivos e redondos com uma acidez que pede pra harmonizar com comida. No palato trouxe a lembrança das frutas vermelhas frescas e alguma especiaria.

Resumindo, um vinho extremamente elegante, fácil de beber, pronto pro consumo e muito honesto, com um preço bem legal.

Saúde.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Prosecco Terra Serena DOC Treviso


Sempre quando o sábado chega fica aquela vontade de sair, passear e curtir. E naturalmente estas ações passam por curtir um bom jantar. E melhor ainda se acompanhado de um bom vinho e uma boa companhia. Eu e minha namorada estamos pegando um hábito bem interessante de sempre apreciarmos um bom espumante quando saimos para jantar e isto vai de encontro óbviamente com o que eu vinha descrevendo no início do parágrafo. O escolhido deste final de semana foi o Prosecco Terra Serena, do qual vou falar um pouco mais neste post.

Produzido pela Vinícola Serena, localizada em Treviso, na Itália, este espumante é elaborado a partir de uvas “glera”. Vejam, coloquei entre aspas o nome da variedade da uva pois pesquisando um pouco na internet descobri que anteriormente esta variedade de uva era chamada de prosecco, assim como o tipo de vinho produzido a patir delas mas que agora passou a se chamar glera e prosecco é o nome que se dá uma grande região produtora da cepa. Sei que parece meio confuso e que faltam informações sobre isso, mas assim que tiver mais certeza volto a postar. De volta ao espumante, este exemplar é produzido pelo método charmat, ou seja, sua segunda fermentação acontece em autoclaves de inox em temperatura e pressão controlados. Vamos as impressões.

Na taça ostrou coloração amarelo palha bem claro com leves reflexos verdes. Perlage fina e abundante.

No nariz apresentou aromas de maçã verde e toques florais. Ao fundo era possível notar um leve aroma de fermento. 

Já no paladar formava um bom colchão de espuma, preenchendo bem a boca porém era de certo modo ligeiro e sua lembrança era logo apagada da boca. Por ser um vinho espumante que tem intensão de ser fresco e refrescante eu acho que faltou um pouco de acidez, mas nada que comprometa muito o resultado final. Retrogosto frutado, novamente com a maçã verde percorrendo toda a lingua.

É um espumante gostoso e que vai bem em qualquer ocasião. Mas eu ainda não tenho “litragem” suficiente em proseccos para cravar como boa opcão. Fica a dica e quem conhecer este ou outros proseccos e quiser comentar, fique a vontade.

Saúde!