segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Laurus Châteauneuf du Pape 2006

Sabe aquele final de semana em que você pensa e chega a conclusão que você quer celebrar a vida, as coisas boas pelas quais você tem passado, enfim, é aquele momento em que você quer abrir um bom vinho? Aliado a isso soma-se o fato de que você tem um banquete te esperando pro jantar? Pois bem, domingo foi um destes dias e por isso eu escolhi o vinho francês Laurus Châteauneuf du Pape para a tarefa.

A apelação de origem Châteauneuf du Pape é provavelmente a mais famosa quando falamos no Vale do Rhône, no sudeste da França. Nela é permitido o uso de até 13 variedades de uvas, mas normalmente seus vinhos são feitos com base nas uvas Grenache, Mourvédre e Syrah, como é o caso do exemplar em questão. O nome curioso da apelação se deu por que nos primórdios além da residência de verão dos papas católicos ser localizada na região, muito de seus vinhos eram feitos para suprir os estoques papais de vinho na época. O produtor é a Maison Gabriel Meffre, que possui diversas linhas de vinhos em algumas apelações na França. O vinho estagia de 12 a 14 meses em barricas de primeiro e segundo usos. Vamos as impressões sobre o vinho.

Na taça o vinho apresentou uma cor rubi com halo já tendendo ao granada, demonstrando alguma evolução. Lágrimas finas, rápidas, espaçadas e incolores contribuíam para o aspecto visual.

No nariz o vinho se mostrou bem elegante, com notas de frutas maduras/em compota, muita especiaria (pimentas), uma nota animal (couro) e alguma coisa de café torrado, ao fundo da taça. Era possível também sentir uma nota mentolada, que ia e voltava na taça. Tudo com muita elegância, sem agredir o nariz.

Na boca o vinho tinha corpo cheio, boa acidez, taninos firmes, presentes e bem integrados. Final de média persistência apimentado e com lembrança de geléia de frutas.

Um grande exemplar de Châteauneuf, que certamente ainda irá evoluir muito em garrafa mas que já apresenta grande potencial. Acompanhou divinamente uma paleta de cordeiro com ervas e cebolas e um risoto de shitake e tomate. Este foi trazido pelo Smartbuy Club e valeu o preço pago.

Até o próximo!!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Música e vinho: a vez de Dave Mathews Band

Vimos nos últimos tempos um monte de rock-star associando seus nomes a vinhos (só nos últimos meses vimos os vinhos de Motörhead e AC/DC, e a mais tempo, o Kiss). Esta semana nos deparamos com Dreaming Tree, uma colaboração na Califórnia entre Dave Matthews e o enólogo da Simi, Steve Reeder. 

A idéia surgiu durante um jantar na vinícola de Robert Mondavi elaborado pelo enólogo Genevieve Janssens, preparado pelo chef John Besh e no qual Matthews estava se apresentando. Reeder estava conversando com alguns representantes da marca de vinho Constellation  e alguém disse: "Vamos juntar a música, o vinho e a comida e ver o que acontece", disse-nos Reeder. "O que você acha da Dave Matthews?" Reeder foi perguntado. "Bem, eles fazem boa música..." "E o que você pensa sobre trabalhar com Dave Matthews em um vinho?" lhe foi perguntado. Eu disse: "Sério?" 

Eu pesquisei sobre ele, e eu disse: esse cara é um verdadeiro artista, ele tem uma fazenda, uma pequena vinícola na Virginia. Eu enviei-lhe uma caixa de vinhos Simi e lhe disse para experimentar algumas garrafas e depois me diga do que você gosta. 

"Reeder criou alguns blends e eles apresentaram então três novos vinhos da Dreaming Tree: um Chardonnay da Costa Central da Califórnia, um Cabernet Sauvignon da Costa Norte e um blend tinto, cada um custando cerca de US$ 15; algumas sugestões e receitas para harmonizações também estão disponíveis no site da vinícola. Os vinhos são certificados pelo Instituto do Vinho e estão alinhados com práticas de sustentabilidade como garrafas amigas do meio ambiente, mais leves e outras práticas."Estamos tentando fazer a coisa certa pelas razões certas", disse Reeder. "Dave quer ser socialmente responsável, e ele definitivamente ama o vinho."

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Confraria do Meio: Segundo Ato!

Depois de uma fantástica reunião inaugural (relembre aqui) chegava a hora da Confraria do Meio se reunir pela segunda vez. Parentese. Desde o começo imaginamos a confraria com reuniões mensais e com temas pré definidos e passado um mês, cá estávamos outra vez. Fecha parentese.  Como havíamos definido, o tema desta reunião era Argentina, e portanto os confrades foram instruídos a levar vinhos do país para celebramos a noite. Evidentemente que tentamos também escolher um restaurante que pudesse casar com o tema, mas depois de muito pensarmos, discutirmos opções, chegamos a conclusão de que o local escolhido para o encontro da confraria (também conhecido como esbórnia enogastronômica) nesta reunião seria o Garcia e Rodrigues, localizado no Shopping Vila Olímpia, na Zona Sul de Sampa. A escolha do local também leva em conta os contatos que algum dos confrades tenha, a não cobrança de rolha e se possível, a temática do local.

O Garcia & Rodrigues é um misto de restaurante, delicatessen e confeitaria que, há 14 anos no Rio de Janeiro e um em São Paulo, oferece o melhor dos grandes clássicos tanto da gastronomia francesa quanto da cozinha brasileira, combinando ingredientes, aromas e temperos europeus e locais. Alguns de seus pratos já viraram referência, além da enorme variedade de tortas e cheesecakes, e de clássicos da pâtisserie francesa como tarteletes, éclairs, financiers e madeleines. Os pães são um destaque à parte. Com fabricação própria, são feitos na padaria e confeitaria do restaurante.

Vale ressaltar que toda a equipe da casa nos deixou muito a vontade desde a nossa chegada, mas em especial o sommellier Alex foi show de bola. Além de nos separar a melhor mesa da casa, fez questão de nos trazer uma taça para cada vinho degustado (e olha que foram 6 vinhos) e ainda fez questão de que recebêssemos o couvert por conta da casa. O destaque do couvert é uma espécie de fogaça de azeitonas num formato inusitado, mas que é uma delícia, além é claro do patê e dos pães, todos confeccionados na casa e na hora (chegavam ainda quentes na mesa). Enquato abríamos os trabalhos, tomamos um vinho branco para acompanhar o couvert e as entradinhas,que consistiam em um mix de antepastos com berinjela  cogumelos, batatinhas em conserva, fundo de alcachofra e outros. O vinho era o Mairena Sauvignon Blanc 2009, bem fresco e aromático com muita tipicidade: maracujá, algo vegetal, aspargos, muita mineralidade (lembrando areia de praia) e bom corpo. A mistura de cozinhas é o forte da casa e como o tema era Argentina, escolhemos pratos que tinham carne como atriz principal: uma canela de vitelo que era de se comer ajoelhado e um belo bife de chorizo. O vitelo desmanchava a cada garfada e o chorizo derretia na boca, e para acompanha-los, um risoto muito bem feito. Agora, passemos as impressões dos confrades sobre os vinhos e como é de praxe, na ordem em que foram eleitos na noite de ontem.


1o Lugar - Monteagrelo Bressia Malbec 2008 - Um vinho 100% malbec que conseguia aliar força e elegância, numa mistura de velho e novo mundo. Aromas de frutas vermelhas maduras, muito floral, carne de caça, chocolate amargo todos harmônicos e sem aquela porrada na cara. Taninos médios, corpo cheio, final muito longo e acidez bacana criavam um belo conjunto. Elogiadíssimo por todos, foi unanimidade;

2o Lugar - Fabre Montmayou Grand Vin 2003 - Um blend com 85% Malbec, 10% Cabernet Sauvignon e 5% Merlot de uma empreitada francesa em Mendoza com muito estilo velho mundo, o vinho apresentava aromas de fruta escura, baú velho, mentolado com um pouco de álcool sobrando no início, mas que arrefeceu durante a degustação. Boa acidez, taninos firmes e ainda presentes mesmo com a idade do vinho, uma bela surpresa da noite;

3o Lugar - Ben Marco Cabernet Sauvignon 2008 - Apesar de ser rotulado como varietal, apresenta 15% de malbec em sua composição. Este vinho faz parte das linhas premium da cultuada enóloga hermana, Susana Balbo. O vinho a princípio se mostrou fechado, necessitando de um tempo em decanter. Quando se abriu, aromas de frutas maduras, pimenta, cassis, alguma coisa de tostado e tabaco doce. Álcool sobrando durante toda a degustação. Boa acidez, taninos firmes e algo de rascantes e álcool sobrando um pouco também em boca num final de média duração. Os confrades, e eu me incluo, achamos que o vinho ainda era muito novo e que deve melhorar com mais um ou dois anos de garrafa;

4o Lugar - Colonia Las Liebres Bonarda 2009 - Apesar de ter recebido 89 pontos de Robert Parker e ser considerado um best buy, este vinho não agradou muito os confrades. Aromas de compota de furtas (framboesa), goiabada, mentol e especiarias o vinho tinha corpo de leve para médio, taninos finos e boa acidez com um final um pouco curto. Um vinho correto e mais para o dia a dia e só.

Por motivos profissionais e pessoais, a reunião da confraria foi um pouco esvaziada. Mesmo assim pudemos aproveitar, conversar muito, dar risadas além de comer e beber bem e em excelentes companhias. E é claro, decidimos os temas para as duas últimas reuniões do ano, anotem ai: em novembro o tema será vinhos portugueses e para dezembro, uma reunião especial com vinhos TOP, onde cada confrade levará o vinho que achar que tem um que a mais, aquele considerado vinhaço e aclamado pela crítica.

Que venham as próximas reuniões, até lá!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Doña Paula Estate Cabernet Sauvignon 2009

Este vinho é um exemplar de uma das grandes e conhecidas vinícolas de Mendoza, na Argentina, a Doña Paula. Não é o vinho de entrada da vinícola nem tão pouco seu top, sendo de uma linha intermediária que já tem um pouco mais de esmero e qualidade. Com uvas 100% Cabernet Sauvignon provenientes de Luján de Cuyo, aos pés do Andes, este vinho passa por afinamento de 10 a 12 meses em carvalho francês (33% novos). Vamos as impressões.

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor violácea sem qualquer traço de maior evolução, bem escura e brilhante. lágrimas finas, rápidas e bem coloridas tingiam as paredes da taça.

No nariz o vinho se mostrou até comportado e elegante, bem diferente dos vinhos do novo mundo, mostrando boa integração entre as frutas escuras e madeira (baunilha e algo lácteo). Ao fundo algo de especiarias também era possível se notar. 

Na boca o vinho tinha corpo médio, acidez moderada, taninos firmes, presentes mas também bem integrados ao vinho. Confirma frutas e tem final médio longo com lembrança láctea também. Álcool espeta um pouco, mas não interfere no conjunto.

Enfim, um excelente vinho, muita qualidade, muito elegante e integrado, sem aquela coisa de bomba de frutas+madeira que a gente tem visto hoje em dia. Eu recomendo, apesar do preço um pouco mais salgado.

Até o próximo.


sábado, 22 de outubro de 2011

22 de Outubro de 2011: Dia de Celebrar

Este post não é em nada relacionado ao vinho, a entretenimento ou coisas com as quais vocês tem visto no blog desde o seu nascimento. Hoje é um dia de muita felicidade para uma pessoa muito importante em minha vida, o meu irmão, e consequentemente para eu e todos nós. Hoje ele irá celebrar a sua união com a Mariana, minha cunhada. E é um motivo de muita felicidade para toda nossa família, eu, meus pais, enfim todos. E eu estou escrevendo estas singelas linhas numa forma de homenagem e para que o dia possa também ficar marcado aqui no blog.

Na verdade o que eu quero, e sempre quis, é que ambos sejam muito felizes, pois na verdade já estão juntos a alguma tempo e esta ocasião servirá somente para oficializar esta união. E que seja eterno enquanto dure, que tenham o melhor que a vida possa lhes oferecer enquanto casal, que possam continuar a nossa família de maneira saudável, alegre, cheia de amor, com muita felicidade e paz em seu lar! Que a vida a dois, a qual na verdade já tem, possa lhes oferecer ainda mais felicidade daqui pra frente. 

Ao meu irmão, gostaria de dizer que apesar do distanciamento que já vivemos desde que ele veio pra Atibaia e eu pra São José foi triste desde o início mas que ele sempre foi muito importante pra mim, sempre tivemos muita amizade e cumplicidade e que sempre torci para sua felicidade e o melhor na vida pessoal e profissional! E que continuarei por torcer, sempre!

Finalmente gostaria de dizer a Mariana que ela seja muito bem vinda em nossa família e que sempre conte conosco para o que for possível, que busque sempre conforto em nossos lares e que estamos todos muito felizes e celebrando junto com eles estes momentos.

E pode beijar a noiva! Sejam felizes para sempre!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Tabali Reserva Syrah 2008

Este foi o vinho que acompanhou um pedaço da rodada esportiva da quarta feira a noite. Eu digo um pedaço por que como os jogos estavam chatos, acabei por me concentrar em outras atividades e fiquei no final só com o vinho mesmo.

Este vinho é da Viña Tabali, uma das grandes vinícolas chilenas que tem em seu portfólio, uma grande gama de opções de vinhos, sendo que a linha reserva se posiciona como vinhos de entrada. Localizada no Vale do Limari, região extremamente promissora no tocante a fabricação de vinhos de qualidade, onde os verões são realmente quentes pela manhã e frescos ao entardecer/anoitecer numa região com pouca chuva. Existe ainda a proximidade com o Deserto do Atacama e ao Oceano Pacifico, que traduzem carácter único a seus vinhos. Este vinho é feito com uvas 100% Syrah e passa por 12 meses em caravalho francês.


Na taça o vinho apresentou uma coloração violácea muito escura, quase negra e intransponível. Lágrimas finas, rápidas e muito coloridas também tingiam toda a volta da taça.

No nariz o vinho apresentava aromas de frutas vermelhas e escuras quase em compota, bastante maduras. Fundo com especiarias (pimentas) e algum tostado também para compor o leque aromático. Com algum tempo em taça era possível também sentir alguma coisa de chocolate amargo.

Na boca o vinho tinha corpo cheio e bem carnudo, boa acidez e taninos bem marcantes, firmes ainda, quase mastigáveis. Confirma compota e pimenta em boca e tem um final médio-longo com lembrança de chocolate.

Um vinho bastante correto, bem encorpado e que pode ser um pouco "over" para aqueles que preferem a elegância dos vinhos europeus. De qualquer maneira vale o quanto custa e eu recomendo.

Até o próximo.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Quinta do Farfão Reserva 2003

E hoje é dia de falar dos meus vinhos preferidos, os portugueses. E eu digo preferidos pois comparativamente, no quesito custo x benefício, dificilmente vinhos do velho mundo conseguem bater os portugueses, quando falamos de mercado brasileiro. E temos também laços ancestrais, certo? Este exemplar em questão vem do Douro, região amplamente conhecida por dois fatores principais: as plantações de vinhas em socalcos/patamares em virtude da inclinação dos terrenos e pelo vinho do Porto, que apesar do nome é feito por lá. Eu ainda incluiria um terceiro fator: o intenso calor, quase desértico, principalmente no verão quando as temperaturas beiram os 50oC.

Falando um pouco sobre o vinho em si, as uvas são pisadas em lagares de granito, como era feito no passado. É composto por um corte de Tinta Roriz, Touriga Franca, Tinta Barroca, Tinto Cão, como também é costume na região. Evidentemente que não se sabe bem quais as proporções uma vez que as uvas normalmente eram plantadas todas misturadas, as famosas vinhas velhas portuguesas, e tudo era vinificado junto. não consegui confirmar tempo de estágio em madeira, mas pela evolução do vinho eu creio que deve ter passado algum tempo. Vamos as impressões.


Na taça o vinho apresentou uma cor rubi granada, com bordas atijoladas. Lágrimas finas, incolores e rápidas também eram notadas. O vinho pede decantação, pela idade e por não ser filtrado, apresentando grandes quantidades de borra e precipitados. O vinho já mostra aqui toda sua evolução e eu acho que ele já atingira seu auge, sendo que agora só lhe restaria o declínio.

No nariz, aromas bem complexos de ervas secas, chá preto, barrica de carvalho, mato e alguma coisa de solo molhado. Bem vinoso, tinha também um pouco de frutas vermelhas bem maduras a fundo. Tudo muito elegante e um pouco fechado de início.

Na boca o vinho tinha corpo médio, acidez ainda bem viva e taninos finos e bem integrados. Confirma chá e ervas em boca. Final de média duração sem amargor final.

O vinho foi comprado em uma ponta de estoque na D'Olivino e valeu o quanto foi pago na época, embora acho que deveria ter sido consumido um pouco mais cedo. Mas sabe quando temos um vinho e acabamos por esquece-lo na adega? Foi mais ou menos isso que aconteceu. De qualquer maneira, é um típico vinho velho mundo e agradou pela complexidade. Cresceu ainda com comida.

Até o próximo.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Sabor Real Tempranillo 2008

Mais um espanhol da região de Toro, este feito com a uva emblemática da Espanha, a Tempranillo. Fundada no ano 2005, a Bodegas Campiñas é o sonho de 20 agricultores da região de Toro que procuravam caracterizar nos seus vinhos os diferentes microclimas da denominação espanhola. As principais caraterísticas são a complexidade, intensidade e frutosidade da Tinta de Toro (nome que a uva Tempranillo recebe por lá), adquiridas através de um cuidado único tanto no campo quanto na bodega.

Este é um vinho advindo de vinhas consideradas jovens, com " apenas" 70 anos de vida. Pode parecer exagero, mas na Europa em geral quando falamos de vinhas velhas, normalmente falamos de vinhas centenárias, o que é fascinante.  Passa 14 meses em barricas de carvalho francês para afinamento. A maior curiosidade do vinho é que o mesmo recebeu 90 pontos do Robert Parker, e pelo preço, pode ser caracterizado como um best buy. Sem mais delongas, vamos as impressões.

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração quase negra, com bordas roxas, quase impenetrável. Lágrimas finas, rápidas e muito coloridas ainda tingiam as paredes da taça. É possível se afirmar que tudo isto denota a juventude do vinho.

No nariz o vinho se mostrou potente, com aromas de frutas maduras, quase em compota, um fundo com pimenta e alguma coisa de tostado, vindo do envelhecimento no carvalho. Ao fundo da taça notava-se ainda um que de café torrado.

Na boca o vinho apresentou corpo médio para cheio, boa acidez, taninos finos, presentes e bem marcantes. Confirma frutas e pimenta na boca e tem um final de longa duração com uma lembrança mineral. Apesar da potência o vinho se mostra equilibrado, sem arestas.

Realmente, apesar de eu não ser fã de pontuações para os vinhos, concordo com o Robert Parker que o vinho  é realmente muito bom e um excelente custo benefício, até mesmo em terras brasilis. Recomendado!

Até o próximo!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Miolo Seleção Chardonnay Viognier 2010

Já havia ouvido falar muito desta linha seleção da Miolo e como sua relação custo x benefício melhorou quando da sua mudança para o projeto Seival, na Campanha Gaúcha. Acontece que, até mesmo contra a minha vontade, eu tenho um certo preconceito com vinhos nacionais por que normalmente eles pecam por duas coisas principais: falta de qualidade e/ou preços altos. Evidentemente que nem todos os vinhos nacionais se encontram nesta vala comum e eu fico realmente satisfeito quando encontro um que se saia melhor do que a encomenda. E foi o que aconteceu no caso deste vinho da linha de entrada da Miolo. Elaborado com as castas Chardonnay e Viognier, este vinho é preservado em tanques de inox e não sofre fermentação maloláctica. Bem, vamos as impressões.
Na taça o vinho apresentou uma cor amarelo levemente dourada com alguns reflexos esverdeados. Lágrimas finas, rápidas e abundantes também se formavam na taça. 

No nariz o vinho se abriu com aromas de frutas tropicais como abacaxi, pêssego e maracujá. Leve fundo floral. No fundo de taça era possível sentir algo como mel.

Na boca o vinho tinha corpo leve, boa acidez gerando agradável frescor, e álcool na medida sem "espetar". Confirma em boca as frutas tropicais em um final curto/médio que lembra melão e leve citricidade. Muito interessante.

Um vinho simples, direto, extremamente agradável e por um preço incrivelmente baixo. Com certeza vale para um noite quente ou com comidas leves. Eu recomendo!!

Até o próximo!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Luis Pato Casta Baga 2007

O enólogo Luis Pato é conhecido pelo feito de domar a uva baga, como dizem seus conterrâneos, por se tratar de um tipo de uva que costumeiramente e quando não cultivada e vinificada com "carinho" dá origem a vinhos muito tânicos, adstringentes ao extremo, secos, ácidos e difíceis de beber. Exatamente ao contrário do que Luis Pato tem colocado no mercado. E como sempre fui muito entusiasta dos vinhos portugueses em geral, sempre fui muito curioso para experimentar tais vinhos mas pelos mais variados motivos nunca tinha tido a oportunidade. Até agora.

Este vinho é na verdade um corte de 85% de baga com 15% de touriga nacional, segundo informa o produtor, e é produzido na região centro sul de Portugal, e é engarrafado como vinho regional de Beiras. Ao que tudo indica passa por algum envelhecimento em carvalho (segundo site do importador) mas não consegui confirmar. De qualquer maneira vamos as impressões.


Na taça o vinho apresentou uma cor rubi violácea com halo granada nas bordas marcando alguma evolução. Lágrimas finas, rápidas e incolores também eram notadas.

No nariz o vinho se mostrou bem perfumado, abrindo com aromas de frutos vermelhos bem maduros, quase com aquela sensação de doçura no nariz (se fosse possível). Além disso um belo aroma floral e algo de especiarias podiam ser sentidos também. Tudo muito elegante e equilibrado.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos firmes, marcantes mas ao mesmo tempo muito redondos e equilibrados. Confirma o frutado e mostra pimenta na boca. Final longo com um pouco de amargor final, que não incomoda.

Matei minha curiosidade com os vinhos Luis Pato, embora eu tenha na lembrança que provei seu vinho Touriga Nacional em algum lugar de um passado não muito distante. Infelizmente como não utilizava o blog para dividir minhas experiências e nem anotava nada...ficou esquecido. O vinho agradou, e eu recomendo.

Até o próximo.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Cuvée Saint Roch 2007

Como já é de praxe, final de semana (e principalmente aos domingos) é dia de provar vinhos novos. E o escolhido deste domingo passado foi este belíssimo exemplar francês do sul do Rhône, da AOC Vacqueyras. Formado por um blend das uvas Grenache, Syrah, Mourvédre como de praxe na região, as uvas são vinificadas separadamente para que consigam colher cada uma em sua maturação ideal. As vinhas são velhas, com idades girando entre 30 e 60 anos e o solo é de carácter argiloso. O vinho estagiou em tanques de inox antes de ser engarrafado porém não passa por envelhecimento em barricas. Uma última curiosidade sobre o vinho é que o mesmo recebeu 90 pontos de Robert Parker, o que é um fator interessante de compra e valor sobre o vinho. Este vinho chegou até mim pelo Smart Buy Wines Club, clube de vinhos no qual você se associa e a cada dois meses você tem o direito a receber 3 belos vinhos a um determinado valor. A meu ver, um excelente negócio. Sem maiores delongas vamos as impressões.

Primeiro preciso relatar um susto que tomei. Mesmo tendo mantido o vinho na posição horizontal, ao abrigo da luz e em minha adega climatizada, assim que retirei a cápsula notei que algo estaria errado: o vinho havia atravessado a rolha e vazado levemente, ainda dentro da cápsula. Confesso que na hora fiquei bem chateado e pensando que havia perdido o vinho. Felizmente consegui retirar a rolha sem maiores problemas e o vinho ainda estava em perfeitas condições de consumo!

Na taça o vinho apresentou uma cor rubi já tendendo ao granada, com algum halo de evolução. Lágrimas finas, rápidas e incolores também podiam ser observadas.

No nariz o vinho abriu com muitas ervas (secas) e especiarias (notadamente pimenta) sobre um fundo de frutas escuras mais maduras. Ainda era possível sentir alguma coisa como carne defumada para completar a paleta olfativa.

Na boca o vinho tinha um corpo médio para cheio, boa acidez, taninos finos, presentes e alguma coisa adstringentes. Confirma ervas e frutas num final longo e delicioso, suculento. Sempre pede mais um gole. Se não tomar cuidado a garrafa se acaba muito rápido.

Mais um excelente vinho que a Smart Buy Wines trouxe para seus assinantes. Não canso de elogiar pois apesar de não ser um clube "barato" os vinhos confirmam a fama e entregam o quanto custam. Eu recomendo!!! Aliás, aproveitando a oportunidade gostaria de agradecer também a Smart Buy Wines pois a pouco tempo recebi um vinho de presente em virtude da indicação e posterior associação de um amigo ao clube de vinhos. Valeu!

Até o próximo!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Chianti Piccini DOCG 2009

Conforme havia comentado no post anterior, vou comentar sobre o vinho escolhido para acompanhar o jantar de sábado a noite. E como eu iria de comida italiana, resolvi escolher um vinho que viesse do país. Talvez pela força do meu prato eu devesse ter escolhido um Barolo ou Barbaresco, mas eu não estava neste clima de enfrentar um vinho destes e nem com tanta grana pra isso em um restaurante. A escolha recaiu então sobre um IGT Toscano, corte de Sangiovese e Cabernet Sauvignon que estava na carta e me pareceu interessante. Ao final, o mesmo não estava disponível e me fora oferecido este Chianti, representante também da Toscana e feito basicamente de uvas Sangiovese com 5% de Ciliegiolo. E não é que agradou, como escolta para a comida?


Na taça apresentou uma cor rubi translucida, com lágrimas finas, rápidas e alguma cor. Halo aquoso não denotando muita evolução (e nem é a intensão deste vinho) e até em função de sua pouca idade também.

No nariz abriu com frutas vermelhas em abundância, tendendo para cerejas com o tempo. Alguma coisa de especiado ao fundo, bem mais discreto. Álcool imperceptível no momento em que se abriu a garrafa.

Na boca o vinho apresenta boa acidez, corpo leve (eu diria um leve+) com taninos finos e presentes, integrados ao vinho. Confirma na boca as frutas vermelhas. Final de curto para médio.

O vinho é simples, porém gostoso e leve. Quando você percebe já se foi sua garrafa. Atendeu ao propósito. Sem mais.

Até o próximo.

Café Journal:uma boa experiência enogastronômica

Este final de semana tive a oportunidade de conhecer uma casa que a tempos tinha interesse, mas que por falta de "coragem" ou mesmo por acabar optando por outras opções, acabava sempre deixando de lado. Neste sábado foi diferente eu eu aproveitei para conhecer o Café Journal, situado na zona Sul de São Paulo, mais especificamente no Bairro de Moema.

Chegando ao local já ficamos impressionados, pois a casa consegue aliar com maestria o ambiente hora rústico, hora requintado. Detalhes com tijolos a vista, antiguidades, artes e mesas com velas fazem do local muito aconchegante. Inicialmente no local funcionava o Bar Café Journal que após a aquisição por parte do empresário Denis Rezende passou a se tornar um reduto de enogastronomia em Sampa. Ao que me parece, dando uma folheada no menu, a influência da cozinha é fortemente italiana, com diversos pratos de massas e carnes em cortes que lembram o país da bota. Além disso, conta com uma invejável adega e uma enomatic, máquina onde o cliente pode experimentar grandes vinhos em taças, com diferentes porções, para ter uma experiência ainda mais interessante.

Quando fomos acomodados em nossa mesa, já pudemos observar o cardápio e a carta de vinhos (que tive que solicitar) e nos fora oferecido o couvert, devidamente listado no cardápio com descrição e preço por pessoa, como manda a nova lei que regulamente o assunto. O couvert era composto por pães, biscoitos, dois tipos de patês e manteiga, repostos sempre que o cliente assim o desejava. As porções eram bem servidas e os componentes muito frescos e gostosos, e eles foram então nossa entrada para a noite. Neste ínterim pudemos pedir nossas bebidas, eu como de praxe fui de vinho e minha namorada de suco. Percebi entretanto uma certa movimentação ao redor de nossa mesa e percebi também que os atendentes de nossa mesa solicitaram a presença do sommelier da casa. Na verdade o vinho que eu havia solicitado não estava disponível (apesar de estar na carta) e então o sommelier veio com uma opção semelhante em preço e tipo de vinho. Aceitei a sugestão (será comentado em um post separado) e continuei saboreando os petiscos. Notei entretanto que uma outra mesa havia pedido um outro vinho e que também não estava disponível. Talvez seja interessante que a casa reveja sua carta e a relação com a adega ou números de vendas. Fica uma dica.
Hora da decisão dos pratos principais e ao passear pelo cardápio não tive dúvida: optei por um ossobuco de vitelo com polenta cremosa e minha namorada foi de picanha assada com batata assada recheada de acompanhamento. Os pratos eram com porções bem servidas e estavam do jeito que solicitamos, a picanha bem passada e o ossobuco suculento!! A preparação a apresentação dos pratos era exemplar, e além de serem muito saborosos eram um deleite visual. Detalhe para a panelinha que continha a polenta que acompanhava meu ossobuco. Confesso que foi até difícil finalizar com todo o prato, tendo sobrado um restinho de polenta. Sem muito espaço para mais nada, tomei apenas um café e pedi a conta.


Não vou dizer que seja barato, mas eu acho que o valor pago foi justo pela comida e serviços oferecidos. Pudemos contar com muita gentileza e bom atendimento nas quase duas horas em que ficamos no restaurante. Recomendo a quem busca um lugar novo, bacana, com boa comida e bebida num bairro já saturado de opções. Especialmente se for a dois.

Até o próximo!

domingo, 9 de outubro de 2011

Gourmeo: a experiência que não funcionou

Eu costume escrever no blog minhas aventuras enogastronômicas e mais do que ninguém, gosto de falar coisas boas sobre os serviços que utilizo e os lugares que frequento. Infelizmente não será assim hoje. A alguns dias atrás, através de um post anterior do blog mesmo, recebi um comentário me recomendando um novo serviço disponível na internet, o Gourmeo, e me convidando a testar o mesmo para depois divulga-lo no blog. Como gosto deste tipo de desafio, mesmo que seja quase as cegas, resolvi topar o desafio. 

O Gourmeo é um serviço de reservas on line em restaurantes em diversas cidades ao redor do mundo, e incluiu recentemente o serviço no Brasil (mais especificamente São Paulo, pelo que puder apurar). Mais do que isso, você paga uma taxa pelas reservas que efetua e no final da sua conta no restaurante escolhido automaticamente recebe 30% de desconto no valor final, incluindo ai bebidas taxas, etc. Visitando o site deles (www.gourmeo.com/br) ainda é possível ler algumas resenhas sobre os lugares que você vai escolher, o que teoricamente torna ainda mais fácil sua escolha. E pelo que vi no site deles, firmaram parcerias (ou não) com muitos restaurantes renomados em Sampa.

Diante de todo o exposto acima, meu desafio era somente me cadastrar no site, escolher o restaurante de minha preferência e aproveitar a refeição. O escolhido na ocasião foi o Café Journal, requintado restaurante localizado em Moema, zona sul de Sampa. Sempre tive vontade de conhecer o local e me pareceu uma oportunidade imperdível. Aliás, a refeição e o local serão alvos de um post posterior. Efetuei a reserva e prontamente recebi um email e um sms de confirmação da reserva, até aqui tudo parecia funcionar muito bem. Mero engano de minha parte.

Cheguei ao local exatamente no horário estipulado em minha reserva e me direcionei ao recepcionista para que ele localizasse minha reserva e me direcionasse para a mesa separada. Disse que possuía a reserva em nome de Victor Beltrami e a primeira surpresa: nada constava. Expliquei então que se tratava de uma reserva feita através do site Gourmeo e expliquei brevemente como funcionava o site e tal e a segunda surpresa: nada constava e pior, me parecia que eu falava grego pois o rapaz parecia não saber do que se tratava. Insisti um pouco mais mas como parecia que nada sairia dali, resolvi apenas ir me sentar em uma mesa a aproveitar o jantar. Evidentemente a última surpresa da noite, a qual eu já contava, não haveria qualquer desconto em minha conta final. Não discuti, afinal não havia reserva nem nada.

Não estou aqui criticando e dizendo que o serviço é fraudulento ou coisa do gênero apenas que comigo, desta vez, não funcionou. Não sei se houve alguma falta de comunicação entre o serviço e a casa escolhida ou o que houve. E não sei se irei tentar de novo, afinal ficou uma ponta de frustração. 

Com a palavra, os organizadores. 

Até o próximo.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Lei do couvert começa hoje a valer em SP

Prezados leitores, hoje proponho um post um pouco diferente. Na verdade, seria mais como uma pergunta que eu gostaria de fazer a vocês e gostaria de receber o feedback e interagir mais com vocês.

Como sabemos, entra em vigor hoje (07/10) em todo estado de São Paulo a Lei do Couvert, lei pela qual se proíbe bares e restaurantes de cobrarem o couvert (geralmente uma pequena cesta, composta de pães, torradas e de manteiga ou margarina, ofertada antes do prato principal) sem que os clientes sejam avisados antecipadamente sobre o serviço, seu valor, composição, etc. Vale ressaltar que esta prática já existia no Código de Defesa do Consumidor mas que agora, com a sanção do governador Geraldo Alckmin, ganha força e dá instrumentos aos órgãos fiscalizadores para multar quem infringi-la. Ou seja, noves fora, a cobrança sem aviso prévio já seria então considerada abusiva.

Mas o que eu queria discutir aqui é: será que este tipo de lei é realmente necessária? Será que o consumidor, cada vez mais antenado e ligado em tecnologias e informação (evidentemente que a maioria das pessoas que frequenta bares e restaurantes com tal serviço tem um pouco mais de cultura/poder aquisitivo) não pode se defender e questionar a cobrança/oferecimento do couvert caso não seja de seu interesse? Um simples não não seria suficiente?

E mais, gostaria que vocês relatassem suas experiências relacionadas a este assunto: vocês já rejeitaram o couvert em um restaurante? Qual foi a reação do garçom? Já foram obrigados a pagar por algum couvert que inicialmente achavam fazer parte da cortesia da casa? E toda sorte de assuntos relacionados.

Enfim, usem os comentários para discutirmos mais este assunto polêmico que virou lei aqui em São Paulo. Conto com vocês!

Até o próximo!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Catena Malbec 2008

Pouco ainda não se falou e não se discutiu sobre a família Catena quando estamos no mundo do vinho argentino. São pioneiros na plantação da uva Malbec em Mendoza desde 1902 e desde então vem produzindo vinhos a quatro gerações aos pés dos Andes. Especificamente o vinho que vai ser discutido aqui é feito pela Laura Catena, bisneta do fundador da bodega Nicola Catena, que vem ano após anos nos brindando com este blend de malbec de diversas vinhas diferentes. As uvas que resultam neste blend vem de vinhas em Maipú, Lujan de Cuyo, Tupungato e San Carlos. Para afinamento, o vinho passa 14 meses entre barricas francesas e americanas, novas e usadas. Vamos as impressões.


Na taça apresentava uma cor púrpura muito intensa, densa e quase intransponível. Lágrimas finas, lentas e muito coloridas ajudavam a tingir a taça ainda mais.


No nariz o vinho já se mostrou assim que a garrafa fora aberta com um aroma de geléia de frutas escuras, tendendo para ameixa preta e amoras. Leve toque floral lembrando violetas. Notas lácteas e de café completavam o conjunto lembrando alguma coisa como cappuccino. Ao fundo da taça alguma lembrança de couro. Um vinho deveras complexo.

Na boca o vinho tinha um bom corpo, bem cheio, excelente acidez e taninos firmes, presentes mas com muita qualidade. Confirma frutas e café na boca com um final longo que lembra também alguma coisa de chocolate amargo.

Não tem muito a acrescentar, um vinho muito bom, correto e que entrega  o que promete. Quando quiser agradar tanto pessoas que não gostam de vinho como as que tenham algum entendimento no assunto, acho que esta possa ser uma opção com pouca margem de erro. Recomendado!

Até o próximo!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Pesquisa recente revela: compradores de vinhos chineses são altamente conectados nas redes de computadores

Consumidores de vinho chineses usam muito mais a internet e as redes sociais para fonte de informação do que suas contrapartes ocidentais, de acordo com uma nova pesquisa. Três quartos dos consumidores entrevistados pela empresa de pesquisas Wine Intelligence disseram que muitas vezes recorrem a internet para procurar informações sobre determinados vinhos, dentre os quais 62% utilizam com freqüência as redes sociais como fonte. Estes consumidores "altamente conectados" estão muito menos propensos a confiar nas recomendações do vendedores das lojas (32%) ou no boca a boca de amigos e familiares (39%). 

A Wine Intelligence disse que a pesquisa, feita com base em entrevistas com mais de 1.000 chineses de classe média superior e consumidores de vinho importado, mostrou um contraste "dramático" com os países ocidentais, onde o boca a boca é considerado muito mais importante. A empresa acrescentou ainda que os novos consumidores de vinho na China eram cada vez mais dependentes do mundo digital para aprender sobre vinhos, com cerca de 13m de adultos chineses freqüentemente acessando informações on-line. Sites populares incluíam Baidu, a maior ferramenta de buscas do país, e o site de informações sobre vinhos Winechina.cn. 

Entre os termos de busca mais populares estavam os relacionadas com novos lançamentos vintage, as análises e informações sobre jogos de vinho e comida. 

"O consumidor atual de vinho importado na China é altamente conectado e confortável em usar o mundo digital para saber mais sobre o vinho", disse Maria Troein, principal autora do relatório e Executiva de Projeto Sênior da Wine Intelligence. "Este domínio on-line também reflete o grau em que os consumidores de vinho importados se encontram, são ainda um grupo relativamente pequeno e exclusivo na China, semelhante aos "usuários avançados" em outros países que usam a internet para encontrar e se conectar com outros que estão interessados ​​em vinho."

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Zinfandelic 2006

Já tive a oportunidade de provar este vinho em uma feira de vinhos (aqui) mas por coincidência (ou não) o vinho fez parte da seleção bimestral da SmartBuy Wines para quem participa do Smart Buy Wine Club, e portanto descansava em minha adega até que no domingo eu resolvi degustá-lo de novo, para comparar.

Segundo o site do importador e do produtor, o vinho presta dois tributos: um, a cultura californiana dos anos 60 numa mistura rock n'roll, hippies, etc. e outro com relação a zinfandel, uva típica e emblemática dos EUA, com suas vinhas velhas no Condado de Amador County. Evidentemente o vinho é feito com 100% de uvas Zinfandel de vinhedos com mais de 40 anos aos pés das montanhas de Sierra Nevada na Califórnia, local com uma das maiores altitudes no condado. Ainda segundo o importador, o vinho recebeu 90 pontos da Wine Enthusiast, publicação americana especializada em vinhos. Vamos as impressões.


O vinho tinha em taça uma cor rubi violácea com boa transparência, límpida, brilhante e com bordas alaranjadas já demonstrando sua idade. Nada muito acentuado no entanto. Lágrimas lentas, finas e com certa cor.

No nariz o vinho abriu com aromas de frutas escuras como jabuticaba e ameixa preta, alguma coisa de couro e  carne defumada, um pouco de especiarias e um pouco de chocolate. Bastante complexidade.

Na boca o vinho me parece um pouco diferente da última vez que o degustei. Apresentou um corpo médio, boa acidez e taninos finos mas presentes e marcantes. No evento tive a impressão do vinho ser mais cheio, mais carnudo, mas nada que decepcionasse. Confirmou frutas e especiarias na boca e contou ainda com um final médio longo lembrando alguma coisa de cheese cake com cobertura de geléia de jabuticaba que minha mãe faz com maestria!

Mais um vinho bacana, correto, que valeu o quanto custou, sendo um bom representante da "família zinfandel americana". 

Até o próximo!

Kiss lança linha de vinhos e cervejas

Mais um post da linha rock e vinho. Diretamente do site do virgula, no uol, segue a notícia:

O Kiss já lançou inúmeros produtos de merchandising ao longo dos anos, que vão de camisinhas a caixões com a marca registrada da banda. Mas uma nova parceria com a distribuidora de bebidas Rewine promete agradar os fãs que curtem ouvir um som "no grau": chegaram os vinhos e cervejas Kiss.

Como esperado, as bebidas serão vendidas em embalagens especiais com a identidade visual da banda. Mas de acordo com o vocalista Paul Stanley, a banda não se preocupou somente com o visual.

"[As bebidas] não são algo em que queríamos simplesmente colar nosso rótulo", detalhou em um post no Facebook. "Queríamos vinhos e cervejas únicos, e conseguimos. Elas vão botar fogo no seu paladar".

Por enquanto, as bebidas do Kiss estão disponíveis somente na Europa, sem previsão de chegar ao Brasil.

Mais uma vez ficaremos de fora dos produtos de colecionador, mas como já era de se esperar. Nos resta ficar  com água na boca.

Até o próximo!