domingo, 27 de novembro de 2011

Viagem a Bento Gonçalves (Vale dos Vinhedos) - Casa Valduga

De repente a brincadeira se tornara mais séria e era hora de visitar uma das maiores vinícolas nacionais presentes no Vale dos Vinhedos, a Casa Valduga. Logo na entrada e a primeira vista, a estrutura e preparo para a recepção dos turistas é incrível: tours pela unidade de produção de espumantes, restaurantes, pousadas, loja de produtos, etc. Apesar de tudo ser muito profissional, não sei se foi a guia de nossa tour, a Amanda, mas a idéia é aproximar os turistas da vinícola.



O tour pela planta se inicia com um pequeno video institucional contando um pouco mais da história da vinícola, da família, a dedicação com que tentam atingir padrão internacional e por ai vai. Logo depois somos conduzidos pela simpática Amanda, nossa guia, as caves onde os vinhos descansam em suas garrafas. Lá ela nos conta um pouco da história da vinificação, desde o plantio até a colheita, seleção, fermentação, etc. Conhecemos também a linha de engarrafamento da vinícola. Finalmente chegamos ao local onde os espumantes passam pelo processo de remuage e depois descansam em garrafa e depois vão ao mercado e por último temos uma visita a parrerais de uvas americanas e viníferas, para vê-las em pleno crescimento.

  

A degustação se inicia com dois espumantes e um vinho branco ainda nas caves de espumantes. O destaque aqui obviamente se deu aos espumantes, principalmente ao da linha premium brut, com perlage consistente, bons aromas e final longo e macio. Continuamos andando pela estrutura da vinícola e fomos a um deck onde seriamos apresentados a alguns vinhos tintos da casa também. Aqui uma grata surpresa, um malbec da linha Mvndus, linha esta que a vinícola produz em outros países (este no caso é n Argentina) mas que não tem aquelas características tão marcantes dos vinhos produzidos pelos hermanos, tinha bastante fruta, alguma coisa e madeira, boa acidez e taninos finos, mas tudo bem integrado e sem aquele exagero. Apesar de provavelmente ser de uma linha um pouco mais intermediária, sem saber seu preço, eu acredito que é um bom vinho para o dia a dia. E assim encerrávamos nosso tour pela loja da vinícola após quase 1:30h dentro de suas instalações e com um brinde: a taça personalizada com o nome da vinícola entalhado era nosso e ainda fora cuidadosamente embalado para enfrentar o avião na volta.


Se estiver em Bento Gonçalves e região visitando vinícolas, este com certeza é um passeio que você não deve perder. E continuávamos nossa viagem. Fiquem conosco.

Até a próxima.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Viagem a Bento Gonçalves (Vale dos Vinhedos) - Vinícola Angheben

A próxima parada de minha visita ao Vale dos Vinhedos foi na Vinícola Angheben, vinícola esta que ha tempos eu tinha interesse de conhecer. Tinha na memória um vinho deles da uva Teroldego que havia provado rapidamente em alguma feira por ai mas que havia me encantado. Mas desde então não havia encontrado mais seus vinhos nem tive a oportunidade de prová-lo novamente. A ocasião então me parecia perfeita. 
 Fomos recebidos ainda que em instalações provisórias, pelo Sr. Idalencio F. Angheben, um senhor muito simpático e que mostrava nos olhos o amor e dedicação que tinha para com os vinhos. Segundo o próprio, trabalhou por 20 anos na Chandon, famosa fabricante de espumantes, mas que em determinado momento da vida decidiu que queria prosseguir com um negócio que pudesse chamar de próprio. Fundada em 1999, a vinícola não possui vinhedos próprios, pois entenderam que no momento a prestação de assessoria em vinhedos de terceiros traria maior vantagem e tempo/investimento dedicados a elaboração dos vinhos. Há controvérsias, mas me parece que no caso a decisão fora acertada dada a qualidade dos vinhos por lá produzidos. Aliando técnicas modernas de enologia com produções limitadas e de alta qualidade além do uso moderado e consciente da madeira (em média de 4 a 6 meses) os resultados demonstrados tem sido excelentes lembrando em muitas ocasiões mais vinhos do velho mundo do que do novo mundo. Sendo assim, fomos apresentados então a toda a linha de vinhos disponíveis para degustação. Ai entrou em cena um rapaz chamado Eduardo Angheben, que foi o responsável por nos apresentar os vinhos e conduzir as degustações. Depois de algum tempo de conversa e troca de idéias sobre os aromas dos vinhos, noções de terroir e uma verdadeira aula dada pelos dois, descobri que eles dão aulas para o curso de sommellerie da Ciclo das Vinhas, escola na qual obtive grande parte de meu breve conhecimento sobre vinhos. Foram realmente conversas muito interessantes!!
Mas voltando aos vinhos, mais uma vez vou falar sobre os vinhos que se destacaram, em minha opinião. Começando um belo Pinot Noir, bem típico com aromas de frutas vermelhas e floral bem presentes e marcantes, boa acidez e um final gostoso; depois um belo Barbera, uva de origem italiana, com muita fruta, caramelo e boa acidez pedindo algo pra comer e por fim a estrela e a razão da minha visita: o Teroldego, elegante, austero, frutos negros, especiarias, tabaco, algo de terroso/fungos e um final com chocolate amargo, simplesmente magnífico!! Era ele mesmo! Ele existia!!! E era melhor do que a minha memória me contava que o vinho tinha se mostrado na primeira prova.
Satisfeito, segui meu caminho. O único ponto que me deixou um pouco triste é que eu mandei depois um email de agradecimento ao Sr. Idalencio e ao Eduardo porém não obtive resposta. De qualquer forma, era hora de continuar nossas visitas.

Até a próxima!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Viagem a Bento Gonçalves (Vale dos Vinhedos) - Vinícola Don Laurindo

Depois da visita a Almaúnica e toda história contada pelo Márcio Brandelli confesso que fiquei muito curioso em conhecer o restante da família e seu trabalho, portanto não haveria escolha mais óbvia para a segunda visita do que a vinícola Don Laurindo. E foi pra lá que eu rumei.

Chegando ao lugar, já pude perceber a primeira diferença: como a vinícola já tem digamos "mais idade" e mais tradição (20 anos como Don Laurindo), não tem aquela arquitetura moderna e chamativa, mas mesmo assim lembra um lugar muito acolhedor. Outro detalhe é que não houve preparação para o uso da gravidade na elaboração dos vinhos, o que teoricamente pouparia esforços para bombeamento e também energia. De qualquer forma nada que influa no resultado dos vinhos, se estes forem cuidadosamente feitos.


Entrando na vinícola fomos recepcionados por uma simpática "guria" que seria nossa guia da visita. Infelizmente não guardei seu nome, mas ela disse que seria sobrinha do Márcio e portanto, deve saber de quem estou falando. Fomos apresentados então a área de recepção das uvas (de vinhedos próprios) que fica logo na entrada da local destinado aos tanques de fermentação, em sua maioria em aço inox com temperatura controlada. Evidentemente que ainda são mantidos alguns tanques de madeira mais turisticamente do que produtivamente, neste caso. Após esta área fomos apresentados as caves onde os vinhos envelheciam em barricas e também em garrafas. Existe ainda uma parte das caves separadas para criar um histórico da vinícola, com diversas garrafas de safras mais antigas ficando armazenadas para quem sabe um dia servirem para se verificar o tempo de guarda de determinados vinhos. Achei a iniciativa muito interessante.













E a hora esperada por nós chegou: tínhamos uma vasta gama de produtos para degustação e nem vou falar de um por um, afinal nem é este o intuito do post, mas vou falar de alguns que me chamaram mais a atenção. Pequeno parentese aqui: vocês leitores do blog já perceberam que sou tarado por vinhos tintos, portanto e principalmente ao longo desta série de posts não estranhem meu destaque maior para este tipo de vinho, ok? Voltando ao que interessa, eu destacaria os seguintes vinhos lá provados: um Malvasia de Cândia 2010 muito fragrante com notas de lichia e floral ao mesmo tempo sendo muito leve e fresco em boca; um tinto Ancellota 2007 com muita fruta vermelha, bom corpo e acidez, fácil de beber e por último um Merlot DO Vale dos Vinhedos 2009, especiado, muita fruta vermelha e escura, estruturado com bom corpo com taninos já fundidos no vinho que tornam a experiência muito agradável!  Vale ressaltar que provei muitos outros vinhos que apresentavam muita qualidade, mas escolhi alguns para destacar.

Satisfeitos com nossas provas, partimos rumo à próxima visita.

Até o próximo!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Viagem a Bento Gonçalves (Vale dos Vinhedos) - Vinícola Almaúnica

A primeira vinícola que eu visitei durante minha viagem, esta fazia parte da minha "lista de desejos" para a visitação tamanho barulho seus vinhos (principalmente o Syrah) vinha fazendo na net e pela mídia especializada. Pois bem, aproveitei o sábado e logo parti para a visita. 
A história da vinícola se dá quando Márcio e Magda Brandelli, filhos de Laurindo da Vinícola Don Laurindo resolvem que era hora de explorarem seu próprio modelo de negócios e fundam a Almaúnica em 2008. Já em 2009 se dá a primeira safra. Detentores de 10ha de vinhedos próprios, podemos até chama-la de vinícola boutique dada a limitada produção de garrafas embora ainda exista espaço ocioso para uma produção maior em quantidade de garrafas, com foco atual em vinhos tintos (aprox. 80% da produção) e espumante (chardonnay/pinot noir) pelo método tradicional.
Logo na chegada a vinícola já chama a atenção pela arquitetura moderna e toda pensada também para a recepção do público. Além do deck frontal e da fachada da vinícola, o prédio está dividido em três pavimentos, sendo que toda a vinícola foi pensada tendo em mente o uso da gravidade para a fabricação de seus vinhos. No primeiro pavimento funciona a área para recepção dos turistas, com uma espécie de "bar" onde são servidas as amostras para degustação, uma sala com sofás e lareira para se aguardar a visita ou mesmo para conversar e/ou ler revistas e livros especializados em vinhos e ao fundo deste mesmo pavimento se encontra a estrutura por onde são recebidas as uvas colhidas na safra do ano. No andar mais abaixo se encontram os tanques de inox com temperatura controlada, onde é feita a fermentação e armazenagem pré engarrafamento dos vinhos. No piso inferior, abaixo do nivel do solo se encontram as caves de envelhecimento, tanto para os vinhos tintos (em média de 12 meses) como para a remuage dos espumantes e ainda para envelhecimento dos vinhos/espumantes em garrafas.

Fui recebido pelo próprio Márcio, que fez toda a explanação descrita acima e ainda me serviu os vinhos para degustação, dentre os quais destaco o Cabernet Sauvignon, bem típico mas sem aquele herbáceo agressivo que normalmente encontramos nos vinhos do Vale dos Vinhedos e com um corpo médio e o Reserva Syrah, este inclusive sendo considerado entre os mais representativos da nova geração de bons vinhos nacionais, sendo sempre citado entre os tops tintos nacionais. Muita especiaria, algo de coco e fruta escura completando o pacote olfativo. Corpo denso, taninos firmes e boa acidez. Enfim, mesmo estando ainda em sua segunda safra já mostra muita qualidade e potencial. Vale a prova.
Parece que começava bem minha tour pelas vinícolas do sul do país. Aguardem os próximos capítulos.

Até o próximo!

domingo, 20 de novembro de 2011

Screwcap se torna a preferida no Reino Unido segundo pesquisa

A aceitação do uso de screwcaps em garrafas de vinho mais do que duplicou entre os consumidores do Reino Unido nos últimos oito anos, de acordo com uma nova pesquisa. A pesquisa, realizada pela empresa de pesquisa Wine Intelligence para o seu relatório Closures de 2011, sugere que 85% da população que bebe regularmente vinho agora aceita screwcaps, em comparação com apenas 41% em 2003.

A cortiça continua a ser o tipo de vedamento mais aceito, mas os níveis de afinidade caíram ligeiramente ao longo dos últimos oito anos. Enquanto 51% dos consumidores dizem que efetivamente preferem a compra de vinhos com rolha de cortiça, 42% preferem que seus vinhos venham fechados com screwcap - um número que aumentou sete vezes em relação a oito anos atrás, quando 6% dos consumidores disseram que gostavam de screwcap efetivamente. 

Consumidores de vinho do sexo feminino na faixa dos 30 e 40 anos são os maiores condutores da aceitação do screwcap, juntamente com os consumidores mais jovens que entraram recentemente no mundo do vinho.

A "Visão do Consumidor" deste ano sobre o maneiras de vedação do vinho sugere que o Reino Unido mudou fundamentalmente nos últimos oito anos ", disse Richard Halstead, Wine Intelligence COO e autor do relatório.

"De um mercado predominantemente cético - em alguns casos hostil - para screwcaps, agora temos uma situação onde eles são a norma e não a excepção." 

A pesquisa foi baseada em pesquisas on-line baseada em quotas de 1.000 adultos que bebem vinho pelo menos uma vez por mês, realizada em março de 2011. 

O relatório completo também inclui a análise das percepções semelhantes sobre o assunto nos EUA e Austrália, incluindo os dados que remontam a 2007.

sábado, 19 de novembro de 2011

Viagem a Bento Gonçalves (Vale dos Vinhedos) - Parte I

Primeiramente gostaria de pedir desculpas aos meus poucos e fiéis leitores pois estive muito ausente do blog ultimamente pelos mais diferentes motivos, sejam profissionais sejam pessoais. Mas eu vou tentar voltar a todo vapor e com direito aos meus relatos da minha mais recente viagem enológica ao Rio Grande do Sul. Espero que possam me perdoar e continuar prestigiando o blog.

Nesta primeira parte vou falar um pouco sobre alguns restaurantes que frequentei e que recomendo. Evidentemente que devam ser famosos e mais do que recomendados pela crítica especializada em geral, mesmo assim pretendo colocar alguns relatos.

Na minha chegada no sábado, logo após fazer o check in no hotel estava com uma certa fome, afinal já eram mais de 13h. Sorte minha (um pouco na verdade, pois minha escolha de hotel também se baseou na proximidade de restaurantes, proximidade da estrada para a estrada do vinho, etc.) logo ao lado do hotel se encontrava o restaurante Casa di Paolo, parte também integrante do complexo conhecido como Castelo Benvenutti. Pois bem, o restaurante tem uma proposta de se comer bem com uma certa quantidade de pratos da cozinha italiana (eu viria a descobrir mais tarde que a maioria dos restaurante da região tem sua cozinha baseada na italiana). Na verdade um  rodízio de comida, que tinha como entrada uma sopa de capelete (muito gostosa por sinal) e uma salada de folhas e tomate, de pratos principais tínhamos um espaguete ao sugo (meio sem graça, mais duro que al dente) e com grande destaque a polenta frita (muito saborosa e cremosa no interior) e o galeto na brasa, esse sim muito saboroso e bem passadinho, com um tempero que só realçava o sabor do frango. Para finalizar, entre as opções de sobremesa o pudim de leite e o sagú eram os destaques. Além de toda comilança, o atendimento carismático dos garçons fazem a diferença. Por fim, todo o ambiente temático relacionado a um interior de castelo também se torna um atrativo para o restaurante.

Neste mesmo dia a noite, após todas as atividades diurnas e visitações a vinícolas, o estômago voltou a reclamar e era hora de procurarmos um local para jantarmos. Desta vez a escolhida foi a pizzaria Sapore di Firenze. O primeiro destaque é para a localização: bem em uma rua que sempre está cheia de burburinho com muitos bares, restaurantes e até um hotel. Depois o sistema em que a casa funciona: um rodízio de massas e pizzas com diversos tipos de sabores e preparos. E é ai o por que do destaque para este restaurante. A enorme gama de sabores de pizza é incrível mas as pizzas doces são irresistíveis! Desde as mais simples como chocolate e chocolate branco até sabores como mousse de maracujá com sorvete de creme e chocolate branco com amêndoas além de abacaxi com coco compunham o extenso cardápio deles. Você ainda pode pedir o a la carte, mas pensando bem, pra que?

Já no domingo o restaurante escolhido para o almoço veio através da indicação de uma amiga de minha namorada. E o escolhido do dia foi a Casa de Madeira. Parte do complexo turístico da Casa Valduga, o restaurante tenta também resgatar a tradição italiana de se comer bem. Além disso o ambiente um pouco mais requintado dá um toque mais acolhedor ao local. Funcionando novamente no formato de menu fechado, com algumas opções entre entradas, pratos principais e sobremesas, as opções de pratos eram: para a entrada salada de radicci com bacon e salada mista; pratos principais nhoque de batata doce com molho de tomate (não foi meu favorito), tagliatele ao pesto (bem al dente e saboroso) e uma bela polenta com molho de vinho e queijo fantástica, cremosa e deliciosa. Na parte das carnes, dois pratos muito interessantes: uma codorna com molho de vinho e cebola roxa (um pouco magrinha mas muito saborosa) e belos medalhões de filet mignon ao molho de grasppa. Para finalizar mais uma esbórnia as opções eram sagú e sorvete com calda de frutas, dentre as quais destaco framboesa e goiaba. Destaque também para o suco de uva feito por eles, estando entre os mais gostosos lá provados. 

Finalizando meus relatos de restaurantes visitados e recomendados não poderia deixar de fora o restaurante do complexo da Casa Valduga. Chegando por lá se percebe que o local é bem turístico mas não pode ficar de fora de nenhum roteiro feito por lá. Logo na entrada um músico no piano tocando sucessos de músicas nacionais e internacionais e espumante e couvert para esperarmos a mesa. Depois o menu, que mais uma vez consta de um rodízio de pratos italianos mas com algumas opções diferentes, como molhos diferentes (tomate seco por exemplo) para as massas, sempre al dentes e muito bem preparadas. Do lado das carnes, uma costelinha de porco simplesmente sensacional, muito bem feita. E para fechar, o tradicional pudim de leite sem defeitos! E é claro que grande parte da linha de vinhos da Casa Valduga para acompanhar a refeição fantástica.

Nos próximos capítulos, as vinícolas visitadas e alguns outros detalhes que quero compartilhar. Fiquem comigo!

Até lá!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

As mulheres indianas comandam grande incremento no consumo de vinho

O consumo de vinho na Índia está crescendo a uma taxa 'estupenda' -particularmente entre as mulheres, diz um novo estudo. O consumo cresceu quase 25% nos últimos cinco anos, de acordo com "Perspectiva para o Mercado Indiano  de Vinho para 2015 - Incremento da Demanda pelas Mulheres"publicado por uma empresa privada de marketing, a AM Solutions Mindpower em Nova Delhi.

Os indianos consumiram cerca de 620.000 caixas de vinhos em 2005, mas este número subiu para 2.33milhões de caixas até agora em 2011. O consumo de vinho deve chegar às 6.88milhões de caixas até 2015, segundo o relatório. As mulheres são as maiores condutoras desse aumento, disse Ankur Gupta, chefe de marketing para a empresa. O consumo de vinho entre as mulheres em toda a Índia aumentou 28,7% nos últimos cinco anos, em comparação a um aumento de 17,3% no consumo dos homens, especialmente em áreas metropolitanas. Gupta disse a Decanter.com que as mulheres estão bebendo mais vinho porque o consideram uma "bebida sofisticada " que "levanta seu status em reuniões sociais." O aumento da independência financeira das mulheres de classe média também está impulsionando a demanda, já que podem mais facilmente "entrar em eventos sociais em bares e em restaurantes", disse Gupta.

O vinho tinto é responsável por quase 51% do consumo total de vinho na Índia, mas mais do que duas em cada três mulheres preferem os tintos sobre outros vinhos, porque elas vêem o vinho tinto como um antioxidante que tem vários benefícios à saúde, Gupta acrescentou.

Agora a pergunta que não quer calar é: por que não conseguimos alavancar de forma consistente o consumo de vinho no Brasil? As respostas são muitas, e são um conjunto de fatores, mas se quiserem, encontrem aberto o canal de comentários do blog para mais esta discussão.

Até o próximo.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Alto de La Ballena Tannat Viognier Reserva 2008

Preciso confessar que tinha um laço de carinho com este vinho e que estava sempre guardando para uma ocasião especial. Depois de muito pensar sobre, resolvi que talvez a melhor ocasião para bebe-lo seria mesmo a companhia das pessoas que te fazem bem, ainda mais depois de um estressante final de semana. E como o prato principal do dia seria cortes de carne grelhados, resolvi que esta seria a hora de retira-lo de minha adega e desarrolha-lo. 

Este vinho foi adquirido diretamente da vinícola em recente visita ao Uruguai, mais especificamente a Punta Del Este (relembre aqui), próximo da onde a mesma se localiza. A história da vinícola é bem curiosa, pois o casal que é dono do lugar não trabalhava com vinhos até pouco tempo atrás mas nutriam esta paixão em comum, além é claro de terem se conhecido ainda quando cursavam MBA e trabalhavam em áreas relacionadas a negócio e financeiras. Tendo em vista que ambos nutriam a paixão por vinhos em comum, não demorou muito para largarem seus empregos e investirem seu tempo e seu dinheiro na vinícola. Evidentemente que contam com um grande suporte do governo uruguaio e seus órgão relacionados a agricultura e desenvolvimento.


O vinho é composto por um corte inusitado de 90% de Tannat com 10% de Viognier. Destaco ainda que a viognier foi fermentada em barricas francesas tendo sua borra colocada junto as uvas Tannat quando esta começou sua fermentação. Após todo o processo e corte final, o vinho ainda permanece por  9 meses em barricas de carvalho. Vamos às impressões sobre o vinho.

Na taça tem uma bonita cor rubi brilhante tendendo para um tom mais granada com algum halo aquoso e lágrimas finas e coloridas tingindo a taça.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, floral, especiarias, alcaçuz e uma leve nota animal ao fundo. Com um pouco mais de tempo em taça apresentou também um leve toque de baunilha.

Na boca o vinho apresenta corpo médio, taninos finos, firmes e presentes, mas bem integrados com o vinho. Boa acidez, e um final de média persistência que confirma frutas e especiarias com leve toque mineral.

Um excelente vinho que só veio a confirmar as sensações da degustação feita no dia em que o adquiri na vinícola. Infelizmente eu entendo que seu preço no Brasil não é muito convidativo (em torno de 110 reais) mas que valeu demais os aproximadamente 45 reais pagos no Uruguai. De qualquer maneira eu recomendo tanto o vinho como a visita a vinícola!

Até a próxima!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Artero Tempranillo 2010

Sabe aquele dia em que nada dá certo? Pois é, como já dizia aquele ditado, o negócio é abrir uma garrafa de vinho e relaxar. Bom pode ser que não exista tal ditado ou que eu o tenha distorcido um pouco mas a questão é que foi exatamente isto que eu fiz após um dia de trabalho estressante e pouco produtivo. Fui com um amigo jantar e aproveitei a deixa pra pedir um vinho e saboreá-lo. E o escolhido foi este jovem vinho tinto da região de La Mancha, na Espanha. Feito com 100% de uvas Tempranillo, este vinho não passa por envelhecimento em barricas e tem como mote principal a jovialidade, facilidade de se beber e seu frescor. Vamos as impressões sobre ele.

Na taça apresentou uma bonita cor violácea,escura e com lágrimas finas, coloridas e até rápidas tingindo toda a parede da taça. Pode ser que minha descrição tenha sido afetada pela luminosidade do local, mas acho que não muda muito disso.

No nariz o vinho se mostrou bem austero, com aromas de frutas como groselha e algo de ervas e só. Não que seja um defeito, mas era o que poderíamos esperar de um vinho jovem e sem madeira, descompromissado e de linha de entrada da vinícola.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos finos porém algo marcantes e presentes. Final de média duração confirmando frutas e ervas.

Um vinho correto, para o dia a dia mas que foi um pouco caro no restaurante. Trazido pela Decanter ao valor de R$ 32,50, é uma boa compra.

Até o próximo.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Alamos Malbec 2009

Este vinho é um velho conhecido meu mas não sei por que cargas d'água eu nunca havia escrito sobre ele no blog, afinal já tive diversas oportunidades de degusta-lo. Ele é da linha de entrada dos vinhos de Catena Zapata, e mesmo assim já mostra a qualidade e dedicação com os quais nossos famosos hermanos trabalham. O vinho é feito com uvas 100% Malbec do Vale do Uco, em Mendoza e passa por envelhecimento de 6 a 9 meses em carvalho francês. Vamos as impressões.

Visualmente o vinho apresentou uma bonita cor violácea escura, límpida e brilhante, com lágrimas finas, rápidas e coloridas tingindo toda a taça.

No nariz o vinho mostra aromas de frutas escuras maduras, leve floral de fundo e alguma coisa de bala toffee de café e tostado. Todos aromas bem presentes e fragrantes.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, acidez média porém suficiente e taninos finos e bem integrados. Final médio com lembrança das frutas e alguma coisa de café sem amargor.

Vinho correto e com excelente custo para o dia a dia. Acho que é bom também para quem está iniciando no mundo dos vinhos tintos secos pois ele tem aquela sensação de doçura devido as frutas maduras e ao álcool. 

Até o próximo.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Expo São Roque

Você que gosta de gastronomia, diversão, compras e muitas atrações pode encontrar todos os anos, a apenas 70 km de São Paulo, um evento que faz esta união. É a Expo São Roque, evento que acontece todo mês de Outubro (nos finais de semana, de sexta a domingo, e nos feriados) e que tem como objetivo divulgar o potencial turístico da região e ainda a cultura da alcachofra roxa e do vinho. O evento acontece sempre no "Recanto da Cascata", local que ainda possui grande atrativo visual por estar todo construído ao redor de um pequena queda d'água, que faz a alegria de todos os visitantes. É a oportunidade ideal para se experimentar os diversos pratos feitos tendo a alcachofra como astro principal e ainda conhecer um pouco da história do município bem como as vinícolas familiares de muita tradição. Além disso, apresentações musicais e teatrais além da tradicional pisa da uva, podem ser vistos nos dias do evento.

O local em que o evento ocorre está basicamente dividido em alguma áreas, a saber: o palco, local onde ocorrem as atrações musicais e teatrais; o espaço gourmet onde estão instalados os restaurantes que participam da edição e tem como mote a alcachofra em seus pratos principais, sejam estes self service ou a la carte; um pavilhão dedicado às vinícolas de São Roque; orquidário, que como o próprio nome já diz, é um espaço dedicado as orquídeas mas que também expõe outras flores; fast food e lanchonetes que além de um espaço dedicado a elas estão também em quiosques espalhados pelo local da festa; mercado da alcachofra, onde você pode comprar as alcachofras em caixas ou em unidades, em variados tamanhos, além de muitas outras atrações em segundo plano.

Como bom glutão que sou, evidentemente que eu indico o espaço gourmet, com destaque para a Cantina da Tia Lina, com pratos elaborados com muito cuidado e com muito sabor, como o risoto de alcachofra, o fundo de alcachofra gratinado e o estrogonofe de fundo de alcachofra, todos divinos. Prove também as alcachofras recheadas, com destaque para a que leva lombo canadense e presunto no recheio. Outra dica é o pavilhão das vinícolas, que apesar de fazerem vinhos de uvas americanas e não viníferas em sua maioria, já começam em associação com vinícolas do sul do país a produzir exemplares de Tannat, Cabernet Sauvignon e Chardonnay com alguma qualidade. De uma destas associações inclusive nasceu o Casa Venturini Chardonnay Reserva, que em sua safra 2011 já faz parte dos 16 vinhos mais representativos da safra segundo eleição realizada na Avaliação Nacional de vinhos deste ano.

Outro ponto interessante são as palestras que acontecem num espaço reservado a elas, como por exemplo com chefes de cozinha renomados que ensinam receitas com alcachofra ou enólogos que vão até lá com o intuito de tentar democratizar um pouco a idéia de que o vinho é um alimento e deve fazer parte mais integrante de nossa cultura. Este ano por exemplo vale destacar o Chef Osley José e o enólogo Fábio Góes, que contavam com 3 e 2 apresentações diárias respectivamente.

Este ano sei que divulgo e dou a dica com um pouco de atraso, afinal a feira se encerrou no último final de semana. Mas se programem para o ano que vem que eu tenho certeza de que vocês não irão se arrepender. Para maiores informações, consultem o site oficial do evento: www.exposaoroque.com.br .
Eu recomendo!

Até o próximo!