terça-feira, 27 de novembro de 2012

Gordon Brothers Columbia Valley Syrah 2007

E com a chegada de mais um excelente final de semana, era hora de abrir mais um bom vinho e mais do que tudo, brindar a vida, as novidades, ao amor, a felicidade, enfim, tudo de bom que tem acontecido na vida e pelo menos num dia de domingo, tentar exorcizar todo e qualquer obstáculo que possa ser alçado em nosso caminho. E foi exatamente o que eu fiz. E o vinho escolhido desta vez, é uma novidade pra mim, afinal ainda não havia provado qualquer vinho da região de Washington, nos EUA.


Confesso que ainda não conheço muito da região e que, por um pouco de preguiça, não pesquisei muito a respeito. Peço desculpas a vocês meus leitores, mas prometo que trarei mais informações e uma pesquisa mais apurada assim que possível aqui no blog. Mas por cima o que consegui descobrir é que a região recebe quase 300 dias de sol por ano, o que ajuda no amadurecimento das uvas, tem vinhedos plantados em altitude também o que faria com a amplitude térmica aumentasse na relação dia noite, o que também ajuda no cultivo e amadurecimento das vinhas. Além disso, a região pode ser considerada também mais seca do que outras em mesma latitude e protegida por montanhas, criando um clima propício para o cultivo destas uvas. Possui ainda abundância de fontes naturais de água e solo com formação antiga e com um mix de componentes. 

Quanto a vinícola, a Gordon Brothers State Family Vineyards é considerada uma das pioneiras na região, com início de plantio em 1980. A primeira safra que pode ser considerada é a de 1985, quando liberaram um pequeno lote de vinhos Chardonnay para o mercado interno. 

Finalmente sobre o vinho, é feito com 100% de uvas Syrah cultivadas nas propriedades da vinícola, sendo fermentado em tanques de inox e passando posteriormente por fermentação malolática e amadurecimento por aproximadamente 22 meses em barris de carvalho. O engerrafamento do vinho se deu em April de 2011. Possui ainda aproximadamente 14% de graduação alcoólica. Vamos então as impressões.

Na taça o vinho mostrou uma cor violácea de grande intensidade, escura e com muito brilho. Lágrimas coloridas, rápidas e em abundância ajudavam a tingir as paredes da taça. 

No nariz o vinho abriu um pouco alcoólico, mas logo arrefeceu e deu lugar a aromas de frutas escuras e especiarias, notadamente pimenta. Com o tempo em taça apresentou ainda aromas animais, madeira e coco.

Na boca o vinho tinha muito corpo, taninos finos,macios e bem redondos além de uma boa acidez. Retrogosto trazendo de volta a fruta e bem apimentado num final de média/longa duração.

Este é mais um exemplar vindo na seleção da SmartBuyWines que valeu conhecer. O vinho caiu bem com uma carne de costela bovina assada e batatas assadas recheadas com queijo e linguiça. Custou cerca de 100 dinheiros e valeu o investimento.

Até o próximo!

domingo, 25 de novembro de 2012

Rodney Strong Estate Vineyards Knotty Vines Zinfandel 2009

Este foi o vinho degustado no final de semana passada, ainda em estado de graça por tudo de bom que vem me acontecendo. Como já comentei sobre esta vinícola em outro post (relembrem aqui) vou ser direto e irei apenas comentar sobre o vinho em si e sobre minhas impressões.


Este vinho é feito com uvas 100% Zinfandel da apelação "Northern Sonoma", na região do condado de mesmo nome e, pra sermos mais precisos ainda, vindas somente do vinhedo apelidado de Knotty. Além disso passa por 16 meses de envelhecimento em barricas de carvalho francês e americano. Possui ainda 15% de graduação alcoólica. Vamos as impressões. 

Na taça uma bonita cor rubi violácea com toques granada, principalmente nas bordas. Lágrimas finas, levemente coloridas e bem rápidas completavam o aspecto visual. 

No nariz o vinho abriu mostrando leve toque alcoólico, que arrefeceu logo com o tempo de garrafa aberta, apresentando então aromas de frutas vermelhas em geléia e muita especiaria. Depois de um tempo, aromas de madeira e chocolate também se fizeram presentes.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, taninos finos e marcados, e boa acidez. Retrogosto trazendo fruta, chocolate e bastante pimenta. Final de média para longa duração.

Devo confessar que sou fã assumido de vinhos da uva Zinfandel vindos da Califórnia e que, este é mais um excelente exemplar de lá. Este fez parte de uma das remessas do SmartBuy Club, da importadora SmartBuy Wines e como sempre, eles acertam em cheio. Pelo clube custou R$ 89,00 e valeu o quanto custou. Eu recomendo!

Até o próximo!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Skye Bar & Restaurante: Um pedido, um novo rumo na vida!

Como eu havia comentado no meu post anterior, o feriado prolongado da semana passada me reservaria muitas surpresas e emoções, sendo que a quinta feira seria apenas o aquecimento dos motores pra tudo que viria na sequencia. E já vou avisar que este talvez seja um post menos sobre comida, vinhos e mais sobre emoções e reações.

Eu programei pra sábado um passo muito importante em minha vida: iria oficializar meu noivado com a minha até então namorada. E eu precisava escolher um lugar bacana para isso. Nossa idéia inicial era o Terraço Itália no centro de Sampa, mas quis o destino que o mesmo não tivesse reservas disponíveis para a data. Foi ai que me lembrei do Skye, lugar que havia conhecido a um tempo atrás em uma reunião de negócios. Estava decidido então o lugar.

O lugar é simplesmente fantástico e fica localizado na cobertura do Hotel Unique, próximo ao Pq. do Ibirapuera, da onde se tem uma vista privilegiada assim como de todo o horizonte da cidade de São Paulo. A gastronomia do lugar é comandada pelo famoso Chef Emmanuel Bassoleil, que tem formação em escola de culinária francesa, e serve um menu eclético que mistura a culinária francesa, brasileira, italiana e japonesa de apresentação primorosa que faz com que queiramos provar logo os sabores ali apresentados.

O caminho da minha casa até a casa dela pareceu demasiadamente longo neste dia, apesar de ser no meio de um feriado e quase sem nenhum trânsito. Enquanto eu dirigia, um filme passava em minha cabeça. Apesar do pouco tempo que estávamos juntos, parece que nos conhecemos a muito tempo. Sim, eu a conheço a mais tempo, mas o relacionamento e a intimidade vieram só agora. Em meio a um som demasiadamente alto para me distrair e crises de riso e choro, cheguei a porta de sua casa. E lá estava ela, deslumbrante num vestidinho preto, cabelos soltos e seu sorriso inconfundível. Seguimos então ao restaurante.

A recepção e o serviço diferenciados do lugar realmente fazem jus a tudo que se fala por ai. Fomos direcionados a nossa mesa e era hora de decidirmos o que iriamos comer e beber para completar a noite. Eu fui de Confit de Canard com Risoto Malbec e ela de Salmão com legumes. Decidimos também pedir um vinho para acompanhar a refeição. Depois de muito pensar, o acompanhante da noite seria o Del Fin Del Mundo Reserva Pinot Noir 2010. Foi então que tudo aconteceu.

Após os pedidos feitos, ficamos conversando por um período que me pareceu até maior do que realmente foi. O olhar fixo em seus olhos me fazia enxergar que a hora tinha chegado. A baixa iluminação do lugar somado as velas na mesa faziam com que a sensação de ruborização em meu rosto só aumentasse. Foi assim que segurando suas mãos as palavras foram saindo de minha boca e o pedido de casamento aconteceu. E para minha sorte, apesar de já termos conversado sobre isso em outras oportunidades, ela aceitou com aquele sorriso sincero e verdadeiro. A felicidade exalava por todos os lados.

Mas e sobre a comida e o vinho, meus queridos leitores, vocês devem estar se perguntando. Ambos os pratos muito bem executados, sedutoramente apresentados e de se comer de joelhos. O vinho se mostrou uma escolha acertada, afinal seu corpo mais leve, taninos redondos e macios aliados a força dos aromas/sabores frutados, toques terrosos e de especiarias casou bem com os pedidos e a acidez do mesmo fazia com que se tornasse também muito gastronômico. Mas a esta altura do campeonato, serviram somente de pano de fundo pra o primeiro dia do resto de minha vida!

Até o próximo!

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Bardega: o sonho enófilo se torna realidade

Sabe quando dizemos que o sonho de toda criança é entrar naquelas lojas monstruosas de brinquedos e ter acesso a toda sorte deles, seja apenas para testar, seja pra brincar sem fim? Pois bem, faço a analogia ao recém inaugurado winebar em São Paulo com relação aos enófilos de plantão. Imagine você, meu caro leitor e enófilo, num lugar onde aproximadamente 100 garrafas de vinho (12 máquinas Enomatic) estão a sua disposição para que você escolha a que quer provar e a dose que quer mandar pra dentro (30 ml, 60 ml ou 120 ml). Foi mais ou menos assim, como aquela criança feliz do início do texto, que eu me senti na última quinta feira, feriado, quando entrei no Bardega. Não irei discutir preços aqui pois o vinho por si só já é um produto caro e elitizado no Brasil, e então, me foco no prazer que o lugar me proporcionou.


O lugar tem aquele estilo chique-descolado e o atendimento até então é muito cordial e atencioso (vamos ver se o tempo não irá deteriorar esta qualidade do lugar). O problema é que, e falo por mim mesmo, se você não vai até lá focado, o estrago pode ser grande. Resolvi de última hora que tentaria então harmonizar os vinhos com os pratos que eu escolheria para comer. E acho que fiz a escolha certa.


Minha primeira opção foi um lombo de cordeiro tenro e suculento, com o exterior bem passadinho e aquele tom rosado no interior, deixando o sabor do cordeiro bem preservado. De acompanhamento, aspargos verdes levemente cozidos, bem firmes e saborosos. Para este prato o vinho escolhido foi um francês da região do Rhône, o Alain Graillot Crozes-Hermitage 2009  que trazia aromas de frutos escuros, especiarias e toques de madeira além de lembrança animal, todos muito integrados num vinho mais austero, maduro e muito interessante que casou como uma luva com o cordeiro.


Como estava disposto a experimentar, meu segundo prato foi o que lá chamavam de "espeto de rabada", que consiste em carne de rabada cozida desfiada, disposta no prato como se estivesse em um espeto, sobre uma cama de purê de ervilha. A carne estava deliciosa, bem cozida e com o sabor característico da rabada e o purê dava o complemento necessário e quebrava um pouco a untuosidade da rabada. Desta vez ousei e fui pra Itália, buscar o Cinelli Colombini Brunello di Montalcino Prime Donne 2006  com aromas característicos (terrosos, animais, fruta mais madura, floral) e um retrogosto e final divinos, casando muito bem com a força e opulência do prato.

Fechando a fatura com chave de ouro, busquei um vinho de sobremesa que ainda não havia provado, para acompanhar uma torta de maça com sorvete de creme. E o escolhido foi o Dogobó Tokaji Classico 5 Puttonyos, divino, untuoso, aromas de frutos secos (damasco em evidência) além de uma boa acidez deixando o vinho delicioso! E acompanhou bem o doce em questão.

Devo dizer que a visita e a experiência foi incrível. A vontade é de ficar provando, provando, provando, até conhecer todos os vinhos. Com certeza, precisarei voltar por lá! O passeio foi bacana e as companhias fizeram com que a noite fosse inesquecível. Eu recomendo a visita! E não pense você que só pessoas que conhecem de vinho irão se divertir por lá. Minha até então namorada (hoje noiva, mas esta história será contada mais pra frente por aqui) que está começando no mundo do vinho curtiu cada momento e a experimentação. E tudo isso era parte da preparação para as emoções que o feriado me reservaria. Depois eu conto mais pra vocês. 

Até o próximo!

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Voyeur Carpe Noctem 2008: Observar ou ser observado?

Já se sentiu observado? No trânsito, no escritório, pela janela do seu quarto? De certeza que em alguma ocasião alguém tinha os olhos postos em si. Ninguém lhe tocou, mas foi alvo de desejo sem saber. À sua frente tem um objecto de prazer. Olhe bem... Não resista à provocação! Toque, sinta, cheire e beba. Não vai ter muitos momentos assim.


Assim está escrito no rótulo do vinho Voyeur, que pode ser considerado top de linha da Wines With Spirit, que degustamos no último winebar, dando sequência a meu post anterior. Este é um tinto elaborado com as uvas Castelão (48%), Touriga Nacional (28%) e Touriga Franca (24%) também na região de Península de Setúbal, em Portugal. É feito em edições especiais de 10 mil garrafas, se não me engano, e a minha era a de número 2853. Como já falei bastante sobre o projeto ou das linhas de produtos da Wine With Spirits no post anterior, me darei o direito de ir direto para as impressões sobre o vinho. Tenho certeza que vocês, meus leitores, irão achar melhor assim.

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor violácea escura, com bom brilho e pouco transparência. Lágrimas finas, rápidas e com pouca cor completam o aspecto visual.

No nariz o vinho se motrou muito aromático, trazendo aromas de frutas escuras, especiarias com pimenta em evidência e toques de chocolate e madeira.

Na boca o vinho tinha bom corpo, boa acidez e taninos finos e redondos mas bem marcados. Retrogosto de frutas escuras apimentado, num final longo e bem saboroso.

Um grande vinho, de muita qualidade e que valeu mais do que nunca a participação no Winebar. Se você ainda não provou, recomendo que o faça. Cada vez que provo um novo vinho português, fico mais fã ainda dos nossos patrícios no tocante a seus vinhos. 

Até o próximo!

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Bastardo 2010: vinho português com muito bom humor

Ontem foi dia de mais um Winebar, desta vez com os vinhos portugueses da linha "Wine with Spirit" que estão sendo trazidos ao Brasil pelas mãos da importadora abflug e do competentíssimo Marcelo Toledo. 

Esta linha de vinhos possui um conceito interessante, onde os vinhos são vendidos como emoções engarrafadas, sendo que cada um representa uma emoção e serviria para uma ocasião específica. Além isso, são feitas pesquisas exaustivas com relação a todos os aspectos que envolvem o vinho e sua comercialização, tais como elementos visuais, blend que mais se adequa ao vinho e assim por diante. Uma das principais jogadas de marketing da empresa foi a criação também do conceito de enotainment, ou seja, entretenimento tendo como pano de fundo o vinho, o consumo do mesmo e as emoções que ele ajuda a intensificar, ou esquecer. Esta comunicação ousada faz com que a empresa esteja hoje muito bem posicionada no mercado, atingindo diversos mercados na América do Sul, Ásia, Europa e buscando uma expansão contínua.


Na noite de ontem começamos provando o vinho Bastardo 2010, um rosé não muito usual, corte das uvas Castelão (45%), Aragonez (25%) e Trincadeira (30%) provenientes da região de Península de Setúbal, em Portugal. Vejam o que a Wine with Spirit coloca no contra rótulo do vinho: "Pessoas furiosas por amor terão prazer ao saborear um copo deste fluido mágico que anulará a existência deste ser. Escrever uma dedicatória no rótulo, em honra de uma determinada pessoa, vai ajudar a refrescar a temperatura e carregar um vídeo no micro site vai ajudar a arrefecer a raiva. A comunidade on-line de apreciadores de Bastardo! será uma ferramenta poderosa para revelar o lado feminino do vinho que aguarda a sua libertação. À tua Bastardo!". Precisa falar alguma coisa mais? Acho que não. Vamos então as impressões sobre o vinho.

Na taça apresentou uma cor mais escura do que os convencionais rosés de Provence com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, incolores completavam o aspecto visual.

No nariz o vinho se mostrou bem simples com aromas marcantes de frutas vermelhas frescas e algo que me lembrava açúcar queimado, calda de pudim sabe? Ao fundo leve toque floral. 

Na boca o vinho apresentou um corpo médio, mais do que esperado pra um rosé, uma acidez um pouco mais baixa do que eu gostaria mas sem comprometer e taninos bem finos e macios. Retrogosto marcado por muita fruta vermelha e uma lembrança de algodão doce. Achei engraçado mas foi isso que me lembrou. 

Um vinho simples, que acerta na proposta de bebida despretensiosa, sem muita frescura e que servirá muito bem pra um happy hour ou mesmo bebericar sem motivos. Até minha namorada, que não havia tido experiências anteriores com vinhos rosés, achou o vinho interessante e gostoso. A marca acerta em cheio no seu público alvo! Eu recomendo!

No próximo post continuamos com os vinhos do Winebar. Até lá!

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Somm: documentário mostra a preparação para os exames de Master of Wine

O documentário em questão segue a rotina de quatro candidatos ao maior título que um sommelier pode almejar, o de Master of Wine, e fez sua estréia esta semana no festival de filmes do Napa Valley, na Califórnia. Nele, fica mais do que evidente que as pessoas que atingem este título são mais do que dedicados a sua profissão, são obssecados. O filme foca também na relação de amizade entre estes quatro candidatos, suas características individuais e como cada característica influi na relação entre eles. 

Nada menos do que apenas 200 pessoas ao redor do mundo ostentam este título, o que mostra o quão difícil o mesmo é para se obter. O exame final consta de três partes: serviço do vinho, teoria e degustação as cegas. O foco do filme se dá então em toda fase preparatória e de estudos até os dias que antecedem o exame e posteriormente como os candidatos lidam com os resultados obtidos, podendo estes serem bons ou não. É uma busca insana pelo sucesso que acarreta em noites de estudo em claro, família negligenciada, muitos livros e anotações, cuspideiras por todo lugar e muitos, mas muitos vinhos degustados ao longo deste período. 

Momentos de humor são também mostrados no filme, como por exemplo momentos em que os candidatos são aconselhados a dar um tempo apenas a poucos dia dos exames e ir ver um filme ou mesmo fazer uma massagem. Além disso, outro candidato vai ao médico pedir remédios que façam com que seu nariz esteja totalmente livre no dia do exame. Tudo isso com o intuito de se poder sentir no dia aromas mais diversos como urina de gato e frutas frescas do bosque da Birmânia.

Apesar de todo assunto relacionado ao vinho, o filme também trás as famosas lições de moral como amizade, camaradagem, dedicação aos estudos e sucesso profissional que a maioria dos filmes "comuns" trás para aqueles que não estão envolvidos no mundo do vinho, tornando a diversão também agradável para o público em geral. 

Confesso que não vi ainda o documentário mas que estou deveras curioso para tal. Imagino que deva ser extremamente desgastante a rotina destes candidatos. Me lembro da época em que fiz meu curso, que mesmo não seja neste nível de exigência, me tomou um tempinho legal. Depois conto o que achei do filme.

Até o próximo!

Matéria original publicada em www.winespectator.com 

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Amazon.com & Vinhos? Vamos ver no que vai dar

Começou nesta semana a nova incursão da gigante do varejo eletrônico americano, a Amazon, na venda on line de vinhos. Pelo pouco que puder pesquisar, me parece ser a segunda investida na área, com uma mal fadada primeira tentativa a tempos atrás. A Amazon está portanto adicionando vinhos ao seu já vasto catálogo de produtos vendidos através da internet.


Primeiramente, serão incluídos 12 estados americanos mais a capital, Washington DC, dentre os possíveis destinos das garrafas da bebida de Baco despachados pela Amazon. Pelo que disseram no lançamento, o frete mais comum para até seis garrafas deverá custar dez dólares. Pelo que pude entender também neste primeiro momento estarão disponíveis cerca de 1000 rótulos de vinícolas ao redor dos EUA com preços variando de menos de 10 dólares a valores que ultrapassam os 100 dólares. Não consegui identificar se já existem planos de expansão para vinhos de outros lugares do mundo ou mesmo expansão da rede de localidades atendidas pelo serviço.

Ao entrar neste mercado, no entanto, a gigante norte americana terá competição pesada com outros sites deste mercado, que jé se encontram estabilizados e com maior tempo de experiência neste tipo de vendas, assim como o Wine.com e outros.

Resta a nós brasileiros acompanharmos o movimento deste mercado e se esta nova tentativa da Amazon vai vingar, e por que não, tirarmos algumas lições de venda e atendimento ao cliente no pós venda. Vejamos no que vai dar!

Até o próximo!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Champagne Vollereaux Brut & Winebar: Eu conferi!

Este que vos fala se sente muito honrado em dizer que ontem teve a oportunidade de participar do Winebar realizado com as Champagnes Vollereaux tendo recebido uma garrafa da Champagne Vollereaux Brut, cortesia da importadora Chez France. E não poderia deixar de, em primeiro lugar, agradecer a oportunidade. Como no começo desta semana já comentei sobre o Winebar e seu funcionamento, hoje irei apenas me ater a comentar sobre minhas percepções sobre a champagne em si.


Sobre a importadora, retirada de seu próprio site: "É uma empresa franco-brasileira cuja estratégia baseia-se na divulgação e comercialização de produtos e serviços franceses no Brasil que estejam associados ao conceito de "Art de Vivre". A Chez France é uma empresa web (portal), baseada no comércio eletrônico e redes sociais, que irá ofertar um conjunto de soluções (comunicação, vendas, logística, comércio exterior, administrativo/financeiro/tributário) para que as empresas francesas ligadas ao conceito "Art de Vivre" tenham um ambiente diferenciado para ofertar e comercializar os seus produtos e serviços no mercado brasileiro".

Contando um pouco também sobre o produtor, retirado também do site da importadora: "Nascido em uma família de viticultores, instalada em Pierry et Moussy desde 1805, foi após a 1ª Grande Guerra que Victor Vollereaux decidiu produzir, ele próprio, o seu champagne. Ele fez o seu primeiro engarrafamento em 1923 e propôs a sua produção ao seu círculo de amigos e conhecidos. Essa operação se renovou de ano em ano. Pouco a pouco, ele constituiu seu estoque e uma clientela fiel que são a base da futura S.A. Vollereaux. A evolução será contínua, graças ao trabalho de todos, de geração em geração: Victor, Paul-Jules, Paul, Jean-Marc, Pierre. Atualmente, a S.A. Vollereaux é dirigida por Pierre Vollereaux e ainda persiste a mesma cooperação entre os filhos no que se refere à organização e ao funcionamento da empresa familiar, para confirmar e, sem dúvida, aperfeiçoar a conquista de seus predecessores".

Agora nos voltamos para o vinho, um champagne que pode ser considerado um clássico, feito com 1/3 de cada tipo de uva (Pinot Noir, Pinot Meunier e Chardonnay) e também um blend de vinhos dos anos 2005, 2006 e 2007 (sendo o último seu maior constituinte) sendo ainda que passa por 3 anos de contato com as leveduras e amadurecendo. Vamos as impressões.

Na taça apresentou uma bonita cor amarelo dourada, brilhante e bem límpida. De perlage extremamente persistente, podia-se até ouvir a explosão de suas bolhas em determinados momentos, formando uma leve "colcha" no topo da taça.

No nariz abriu com aromas leves de fermentação/panificação logo alternando para frutas cítricas. Muito fragrante.

Na boca mostrou acidez marcante, um mousse delicioso formando um colchão de ar, e muita fruta cítrica também no paladar. De final longo e persistente, mostrou muito frescor.

É um champagne muito leve, fácil de beber e de extremo frescor. Eu me arrisco a dizer que tem muita relação com o paladar do brasileiro comum (e eu me incluo nesta faixa) e que se encaixa plenamente no clima quente do verão que se aproxima. Confesso que havia degustado o champagne dias antes por motivos diversos e que o mesmo serviu também para comemorar alguns novos horizontes que se abrem em minha vida. E só deixou o gostinho de quero mais. Além disso tem um ótimo posicionamento de preços proposto pelo importador, o que coloca este champagne como um belo custo benefício! Eu recomendo que provem. Meus agradecimentos finais aos organizadores do Winebar e a importadora Chez France pela oportunidade!

Até o próximo!

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Confraria Pane, Vinum et Caseus: curiosidades do leste Europeu.

Narrar os encontros da Confraria Pane, Vinum et Caseus é sempre muito especial e marcante pra mim. E desta vez, de fato, o será mais ainda. Explico: depois de mais de ano participando da confraria (salvo ledo engano) estava de volta ao local de minha primeira reunião e onde eu criei todos os laços com o pessoal que me recebeu de maneira ímpar, a casa do Comandante e sua esposa! Por isso não estranhem se o texto hoje for mais carregado de emoções e menos de vinhos, afinal eu fico realmente emocionado com a lembranças e  com a maneira como sou sempre muito bem recebido e muito carinhosamente tratado nestas ocasiões, fazendo com que eu faça sempre o esforço de comparecer ao maior número de reuniões possíveis.

Desta vez a "temática" da reunião fora toda idéia do Comandante e sua esposa, uma vez que ambos voltaram recentemente de uma viagem ao Leste Europeu. Aliás, me desculpem se me geografia não estiver tão afiada assim. Estiveram visitando entre outros Hungria, República Tcheca, etc. 


Como já é de praxe fomos recepcionados com muitos petiscos e vinhos que teoricamente não faziam parte da seleção da confraria para a noite de sábado. Entre deliciosos patês de ricota com páprica ou de fígado de frango, ficamos a conversar com nossos confrades sobre amenidades. E o Comandante caprichou, trazendo vinhos Húngaros, pouco conhecidos e/ou encontrados por aqui, para nossa apreciação. Entre os três tintos apresentados, eu destaco um deles: o Egri Merlot Barrique 2006, do produtor Molnár Dinerszet, um vinho que apesar da idade apresentava uma bonita cor violácea com reflexos alaranjados, guiado por muita fruta e toques florais com bom corpo e taninos aveludados, excelente! Alem deste, um vinho de uma uva típica da Hüngria, o Vesztergombi Szekszárd Kadarka 2008 também não fez feio, um vinho simples, porém gostoso e que desce bem.


Para o jantar,o prato principal era um delicioso Goulash feito com alcatra, tenra e macia, acompanhado de batatas assadas e arroz branco. O tempero e o molho do Goulash estavam na medida e faziam com que cada garfada puxasse a outra. O vinho escolhido pela confraria para acompanhar foi o Clos Reserva,  um Rioja feito com Tempranillo e Mazuelo muito bacana e que levou bem o desafio da harmonização com o Goulash, levando em conta seus aromas/sabores frutados, especiados e com toques de baunilha no seu corpo médio e de boa acidez e taninos. E de sobremesa, mais um deleite: Strudel de maçã com sorvete de creme, um clássico que deixou a todos de queixo caído dado a crocância da massa folhada em contraponto com o recheio cremoso com toques de canela e o sorvete por cima, dando o toque final. Tudo maravilhosamente feito, com muito carinho e atenção por nossos confrades cozinheiros.

Evidentemente tivemos muitos outros vinhos servidos e muita conversa e comida compartilhados. Falar de tudo se torna muito difícil, lembranças ficam na memória e a certeza de que cada reunião é especial e única cada vez fica mais evidente. Ficamos a espera da próxima reunião! Mais uma vez agradeço aos anfitriões Comandante e sua esposa pela recepção calorosa em sua casa, além de todos os confrades pelas delícias e experiências trocadas!

Até o próximo!

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Winebar e Champagne Vollereaux: não percam esta combinação!

Amanhã, dia 06 de Novembro as 20h o Winebar (salão virtual de degustações via Facebook) volta com estilo: o produtor Julien Breuzon em conjunto com a importadora Chez France fará a apresentação da sua linha de champagnes que está sendo disponibilizada no Brasil. 


Para quem ainda não conhece, o Winebar é um serviço criado para os apaixonados pelo vinho, onde serão realizados eventos e degustações online através das redes sociais. Além da participação dos convidados através de mensagens enviadas pelo Facebook, você poderá também assistir a transmissão ao vivo pela web. Winebar é um jeito fácil de conhecer ótimos vinhos, conversando diretamente com o produtor, só que no conforto de sua casa. E o melhor de tudo isso é que todos podem participar, tendo ou não um exemplar do vinho para degustar.

Confesso que não sou profundo conhecedor de champagnes mas eu não vou perder mais este evento por nada!! É a chance de aprofundar os conhecimentos tendo contato direto com o produtor e com o produto, além de pessoas que conhecem e podem passar muita informação. E depois evidentemente divulgar minhas impressões aqui no blog.

Caso você, meu caríssimo leitor, queira assistir a degustação cliquem aqui.

Espero encontrá-los por lá!

Um abraço!