sábado, 29 de dezembro de 2012

Champagne, Natal & pessoas queridas: combinação perfeita!

Champagne Moët & Chandon Impérial Brut


O natal é uma época do ano que eu gosto muito, e explico o por que. Primeiro por que como o próprio significado da data quer dizer, é horar de nascimento, de esperança renovada, enfim, de fazer crescer na gente uma nova motivação pra tudo. Gosto também por que é uma época em que podemos refletir sobre tudo o que fizemos ao longo do ano que se findou. E é claro, amo a oportunidade de podermos nos reunir com as pessoas que queremos bem, como pais, noiva, etc. E nada melhor do que comemorar isto tudo com um bom champagne. E o escolhido deste ano foi o Champagne Moët & Chandon Impérial Brut.

Falar sobre champagne muitas vezes é chover no molhado e ainda por cima de uma casa como a Moët & Chandon, que já tem seu nome escrito na produção de champagnes e na história francesa. Por isso, não irei me prender muito a falar sobre métodos de produção, a casa em si ou sobre outras amenidades. Tentarei ser mais direto. Esta champagne tem o corte clássico das três uvas permitidas na região: Pinot Noir, Pinot Meunier e Chardonnay nas proporções de 30 a 40% da primeira, 30 a 40% da segunda e 20 a 30% da última. Por ser uma champagne brut, tem quase nenhum açúcar residual. Vamos as impressões.

No taça o champagne apresentou uma bonita cor amarelo palha com reflexos levemente dourados, uma perlage consistente e com bolhas bem pequeninas e em abundância.

No nariz o vinho abriu com aqueles aromas típicos de panificação/fermentação (brioche/fermento), frutas cítricas e leve toque floral. Com o tempo em taça nuances minerais também podiam ser notadas.

Na boca o champagne era extremamente fresco (muita acidez) e as borbulhas formavam um colchão no interior da boca. Trazia muita fruta cítrica, muita mineralidade e os toques de panificação também no paladar. Final de longa duração.

O que posso eu dizer mais sobre este vinho? Simplesmente um deleite a cada gole da taça. Cumpriu fielmente seu propósito de celebrar e de acompanhar ainda uma refeição a base de bacalhau. Eu recomendo.

Até o próximo!!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

6 Aspectos essenciais quando degustamos um vinho

Estava lendo um artigo muito interessante que dizia que, antes de tudo, degustar um vinho vai muito além (e quando eu digo muito além, quero dizer muito mesmo) do que listar uma sério de descritores para aromas e sabores. E eu fiquei um pouco perplexo, não por não concordar com o artigo, mas por me dar aquele estalo de que na maioria dos lugares ou na maioria das vezes quando estamos degustando/escrevendo, nos prendemos a estes descritores de uma maneira quase xiita. Continuando pelo artigo, o autor ( Matt Kramer para a WineSpectator) nos brinda com sua sempre brilhante opinião sobre alguns aspectos muito mais importantes que devem ser notados quando degustamos um vinho. Abaixo listo quais são estes aspectos numa tradução/adaptação livre.

Textura: esta é uma característica do vinho que muitas vezes é negligenciada. No entanto, preste atenção à textura, ela pode ser o recurso "escondido" mais importante da qualidade do vinho. Isto é especialmente verdadeiro com vinhos brancos, um dos "brindes" para a qualidade e longevidade (potencial) de vinhos brancos secos é revelada pela textura. A esta altura o autor usa como exemplo um Borgonha feito em 1950 ou anteriormente, dizendo que podemos ser surpreendidos pela descoberta do quão espessa e densa a textura de tais vinhos normalmente é. Isto, ainda segundo ele, é devido a rendimentos muito baixos e tamanho de bagas pequenas. Esses recursos também eram (e são) críticos para a longevidade. De uma maneira mais simples, tais vinhos são texturalmente um convite para diluir sabores e vida curta, não importando o uso de um lote de carvalho novo e outros sabores adquiridos a partir de borras de agitação. A textura é quem manda na história.

Densidade de Extrato: cada degustador tem uma característica preferida nos vinhos. Para alguns é o buquê. Para outros é o comprimento final do um vinho, seja curto ou longo, intenso ou leve. Para o autor, entretanto, o que importa é a densidade do extrato que o vinho possui. Normalmente esta característica não é muito fácil de se reconhecer, mesmo para degustadores um pouco mais experientes. Eu me lembro muito bem de minha professora (Alexandra Corvo) frisar sempre que este era um aspecto fundamental, que dava sustentação e que fazia a diferença de um vinho bom para outro ruim. A maneira mais fácil de apreender esta noção é imaginar um doce com um centro duro, denso. Você pode ir derretendo o doce na boca achando que ele está se indo muito depressa. Então você chegar a esse centro, muito denso e você descobre que há muito mais por vir. Voilà! É o que poderíamos chamar de densidade de extrato. Para os fãs de Pilates, pense neste extrato como força central. Sem ele, um vinho é fraco. Os vinhos assim como as árvores, morrem de dentro para fora. Se um vinho carece de densidade de extrato, ele irá, com o tempo, revelar-se meramente superficial e vistoso. O extrato vem da vinha, ao invés da vinificação. É uma criação de baixos rendimentos e frutos pequenos, muitas vezes a partir de vinhas velhas.

Proporção: o elemento de proporção é facilmente compreendido. Um vinho, como uma pessoa atraente, deve ser razoavelmente proporcional. Não deve terminar "curto". Você deve ter uma sensação de sabores do vinho em quantidades aproximadamente iguais e nos mesmos intervalos de tempo: o cheiro, o gosto, o extrato e, criticamente, o final. Às vezes, especialmente com vinhos muito jovens, essas proporções podem ser distorcidas e depois entrar em uma maior igualdade. Mas com um vinho maduro, você deve esperar proporção razoável. Se ela não está presente, então o vinho ou está em uma curva descendente ou realmente nunca teve muita qualidade.

Finesse: este recurso é como os sabores de um vinho são entregues. Imagine uma bandeja no basquete, onde o jogador se aproxima em direção à cesta graciosamente e solta a bola rola pela ponta dos dedos e esta cai facilmente na rede. Isso é finesse. É assim que os vinhos devem entregar-se a você. Sem finesse, vinhos são desajeitados, não importa o quanto de complexidade possam ter. Finesse, como boas maneiras, é essencial para o refinamento.

Equilíbrio: este conceito significa coisas diferentes para diferentes degustadores. É um exemplo clássico de algo que você sabe o que é assim que o vê/sente suas qualidades. A noção mais básica de equilíbrio refere-se a um equilíbrio criado por quantidades aproximadamente iguais de "frutado" e acidez no vinho (e doçura de um vinho doce). O equilíbrio é essencial na medida em que faz um vinho revigorante para nós. Um vinho que não tem equilíbrio enjoa muito rapidamente. E olha que conseguimos notar o equilibrio (falta de) quase que desde o primeiro gole. Não é facilmente mensurável e está longe de ser exato. Um vinho, ao contrário de uma bailarina, não está equilibrado ou simplesmente está. Há sempre um intervalo em que constitui o equilíbrio para cada pessoa. Nos últimos anos, os vinhos se tornaram mais alcoólicos como resultado de uvas colhidas em níveis elevados de maturação, e o conceito de equilíbrio passou a incluir a capacidade de um vinho de "equilibrar" o seu nível de álcool com a densidade de frutas. É por isso que o equilíbrio tornou-se um termo tão proeminente no vocabulário do dia a dia do vinho.

Complexidade: o  único padrão de grande valia que pode ser usado singularmente para avaliar a qualidade de um vinho é a complexidade. Quanto mais vezes você pode voltar a um copo de vinho e encontrar algo diferente nele, no buquê, no sabor, mais complexo é o vinho. Complexidade não é um padrão arbitrário. Estamos, de fato, criados para responder favoravelmente a ele. Nós temos grandes cérebros e córtex. Nós sabemos através de décadas de trabalho em psicologia experimental que durante um período de tempo, nós sempre buscamos estímulos mais complexos. A complexidade é mais do que a multiplicidade. Em se tratando de vinho,  para ser verdadeiramente satisfatória, especialmente após uma exposição prolongada, deve continuamente nos surpreender (incerteza) e ainda assim devemos ser capazes de compreender essas surpresas, como parte de um padrão maior e agradável. Assim é com o vinho. Uma multiplicidade de sabores e aromas sem algum tipo de coesão se torna chocante e eventualmente irritante. A verdadeira complexidade está ai para nos surpreender, mas nunca para nos cansar. Isso não é um pequeno truque. Mas é ai que os grandes vinhos se destacam num mercado tão recheado, e podem ser aclamados como os maiores!

E você, meu caro leitor, se lembra de mais algum aspecto que possa ser interessante ou indispensavel para a degustação de vinhos? Use o espaço de comentários do blog e nos ajude a criar um conteúdo ainda melhor! Eu vou ficando por aqui.

Até o próximo!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Em busca das origens do vinho

Eu confesso que gosto muito de ler reportagens/posts/etc sobre vinhos na internet e sempre que acho algo interessante, tento trazer aqui pro blog e divulgar para meu leitores, pessoas que prezo muito. E não vai ser diferente hoje. Acredito que todos nós, enófilos de plantão, sempre tivemos curiosidade e saber como/quando e onde o vinho surgiu, sob que circunstâncias, etc. E existem diversos estudos e teorias sobre o assunto, mas me parece que agora um botânico geneticista suíço em cooperação com um arqueologista biomolecular se envolveram em uma pesquisa de mais de 10 anos sobre o assunto, e alguns resultados surgiram dai. Segue abaixo a matéria traduzida e adaptada do site www.winespectator.com . Espero que gostem.

Através de perfis de DNA e da arqueologia, os pesquisadores descobriram o que acreditam ser o berço do cultivo de vinhas e produção de vinhos. Ainda segundo esta nova pesquisa destes cientistas, a longa história da humanidade ligada ao cultivo de uvas viníferas começou no sudeste da Anatólia, localizada onde atualmente se encontra a Turquia. A pesquisa mostrou também que as nossas uvas viníferas favoritas estão mais relacionadas entre si do que se pensava anteriormente.

Os pesquisadores já acreditavam que onde são encontradas a maior diversidade de videiras silvestres e estas compartilhem a maioria das semelhanças com as uvas viníferas cultivadas pelo homem, e as espécies europeias de vinhas de castas mais top pertencem a este grupo, que seria o lugar onde o homem primitivo começou a cultivar uvas especificamente para o vinho.

O sudeste da Anatólia tem aparecido na lista de prováveis ​​locais de nascimento da viticultura, juntamente com áreas próximas na Armênia, na Transcaucásia, na Geórgia e no Azerbaijão. Esta região (Anatólia) é parte do Crescente Fértil, onde se supõe que os agricultores da Idade da Pedra "domesticaram" os primeiros grãos selvagens. Essas culturas proveram uma base de abastecimento alimentar estável e permitiram que nossos ancestrais, nômades até então, pudessem se estabelecer dando origem aos povoados, à sociedade e à civilização como conhecemos hoje.

As evidências sugerem que as videiras eram abundantes na região naquela época. Uvas colhidas e não imediatamente consumidas podem ter sido armazenadas em uma cesta e inevitavelmente algumas teriam sido esmagadas, com as leveduras selvagens presentes nas cascas transformando rapidamente o suco em algo mais interessante. "Se algum homem ou mulher tinha provado este suco, observando o efeito de euforia, ele tinha uma única idéia: começar de novo". Por que então o homem começaria a plantar vinhas ao invés de colher uvas selvagens, como havia feito durante séculos? As uvas silvestres não seriam presas fáceis-as videiras subiram em árvores, fazendo com que a colheita das bagas se tornasse difícil e perigosa.

Ao combinar os dois campos de pesquisa (arqueologia e pesquisa de DNA) então as conclusões nos remetem a uvas domesticadas pela primeira vez entre 6000 e 8000 aC, possivelmente mais cedo. Os argumentos estão sempre ligados a que o ser humano tem tido a vontade de apreciar o vinho desde sempre e que existe uma verdade saga na busca de se evitar que o vinho vire vinagre. Usando métodos intensivos e precisos de identificação de compostos orgânicos deixados pelo vinho, estão sendo testados antigos vasos de barro da Anatólia claramente destinados para armazenamento e consumo da bebida. Ainda segundo a pesquisa, as amostras do leste da Turquia são realmente emocionantes, dizem os pesquisadores.

Há algumas conexões surpreendentes nestas descobertas também,que incluem as árvores genealógicas de 1.368 variedades de uva, com base na pesquisa de seu respectivo DNA. Por exemplo, a uva Syrah é a bisneta da Pinot. Outra surpresa: a uva Gouais Blanc, que sofre muito preconceito por parte de alguns supostamente por produzir vinhos de qualidade duvidosa, tem mais de 80 descendentes em circulação, inclusive Gamay, Chardonnay, Riesling e Furmint.

Para uvas viníferas européias, 13 "uvas fundadoras," ancestrais chave de nossas variedades favoritas, têm sido isoladas até agora, junto com os países cujos pesquisadores acreditam que prosperaram primeiro: na França, eles incluem Pinot Noir (Pinot Blanc e Gris são mutações) , Gouais Blanc, Savagnin, Cabernet Franc e Mondeuse Noire; na Itália, Garganega, Nebbiolo, Teroldego, Luglienga; na Itália ou na Grécia, Muscat Blanc Petit Grain; na Espanha, Cayetana Blanca; na Suíça ou na Áustria, Reze e na Croácia , Tribidrag.

Evidentemente existe muito mais para descobrir nos relacionamentos e linhagens dessas uvas viníferas. Estes mesmos estudos apontam para as variedades Savagnin e Pinot como as mais antigas, com idades entre um ou dois mil anos, ambas responsáveis ​​por uma série de cruzamentos que deram origem ao que cultivamos hoje.

Quanto a onde os primeiros viticultores começaram o seu trabalho, a investigação continua na Geórgia, e o Irã poderia guardar alguns segredos. Uma jarra de vinho encontrada no noroeste do Irã remonta a 5400 AC mas ainda não foi possível a coleta de amostras das videiras que lá estão até agora.


E nossa aula de história fica por aqui. Tem algo a acrescentar? Elogios, críticas e/ou sugestões? Estou aguardando seus comentários! 

Até o próximo!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Amigos, vinho, final de ano, papai noel....papai noel?

Com a chegada do mês de Dezembro, aparecem os almoços/jantares de final de ano e com isso, as oportunidades de nos juntarmos a pessoas queridas, comermos boa comida e é claro, bebermos bons vinhos. E foi na primeira destas reuniões, que grandes surpresas já aconteceram.


A queridíssima Evelyn Fligeri, do blog Taças e Rolhas  resolveu que iria organizar um almoço para o nosso grupo de blogueiros de vinho, e como sempre, ela caprichou. Comidinhas típicas de natal foram as estrelas, tais como: Queijos Brie, Camembert e Gouda; Salada de morangos com tomates "grapes" e redução de aceto balsâmico; Tender com mostarda e mel; Maionese de batata e legumes & Torta de palmito. Difícil escolher o que estava melhor pois a menina não é fraca não e manja muito de cozinha. Mas se fosse pra dizer o que eu gostei mais, o tender realmente estava "espetaculoso". Veja, eu sou carnívoro por natureza, então a opção ficou mais fácil. 

Dentre os vinhos, começamos com espumantes nacionais e champagnes já consagradas (Casa Valduga, Norton, Drapier Rosé e Veuve Clicquot está bom pra vocês?) onde a cada gole, uma sensação de prazer, um alívio para o calor que fazia neste final de semana em Sampa. Ai a coisa fica séria e você começa a se deparar com vinhos brancos esptaculares: Rieslings Alemão e Canadense, um Gewurs nacional bacanudo e um rosé de tirar o folego entre outros. E não é que até um belo Borgonha (tinto) apareceu por lá? Impressionante e difícil dizer o que era melhor ou de lembrar de detalhes de cada uma dos vinhos. Mas confesso que os dois Rieslings estavam demais e as champagnes então, de beber de joelhos. Veja, eu tenho uma frase estúpida que diz: Champagne é Champagne, o resto é espumante. Brincadeiras a parte, que deleite pra quem gosta (e até pra quem não gosta) de vinhos.

E pra quem leu o título do post está até agora sem entender o que eu quis dizer com o papai noel, certo? Pois bem, saibam que até a figura do bom velhinho fora evocada e trazida a nós pelo grande Evandro Silva (Confraria Dos Panas), que num grande gesto se vestiu de Papai Noel e nos presentou com garrafas de vinho. Uma grande idéia, que fez todos participantes do encontro muito felizes. 

O saldo final foram muitas risadas, comidas deliciosas, vinhos espetaculares e a certeza de que, o ano realmente foi especial e que as pessoas não aparecem em nossas vidas a toa, que existe um propósito e que a vontade de nos encontrar só cresce.

E que venha o próximo encontro!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Clube Des Sommeliers Sauvignon Blanc 2010 - Nova Zelândia a preços acessíveis

Eu sempre olhei com desconfiança para os vinhos de marca exclusiva do Grupo Pão de Açúcar, mesmo já tendo ouvido e lido muito bem a respeito. E confesso que este meu preconceito me fez perder algum tempo e que tive uma grata surpresa consumindo o rótulo que irei tratar hoje aqui no post.


Do site do Grupo Pão de Açúcar vem algumas linhas sobre a marca Club des Sommeliers:  "Club des Sommeliers é uma marca de vinhos exclusiva do Grupo Pão de Açúcar. Lançada em 2000, a linha possui mais de 60 rótulos de 10 países selecionados pelo enólogo e consultor de vinhos Carlos Cabral. Os vinhos Club des Sommeliers são selecionados nas melhores regiões vinícolas do mundo: França, Itália, Portugal, Espanha, Chile, Argentina, Brasil, África do Sul, Nova Zelândia e Austrália. Em 2011, lançamos a linha Reserva Club des Sommeliers, com vinhos que passam por um processo de envelhecimento em barricas de carvalho. O contato da bebida com a madeira torna-a mais saborosa e encorpada. A grande variedade de rótulos oferece a você vinhos de qualidade a preços acessíveis, com opções para o dia a dia e também para grandes celebrações. Confira nossos rótulos em diversas lojas do Extra e Pão de Açúcar com a garantia e exclusividade do Grupo Pão de Açúcar. Uma marca de vinhos especialmente selecionados para você".

Feito isso, focamos agora no vinho. O vinho é feito com uvas Sauvignon Blanc da região de Marlborough, na Ilha Sul da Nova Zelândia, região conhecida como a melhor no país para esta uva, e caso tenham interesse, dediquei um post exclusivo sobre a Nova Zelândia e suas regiões aqui. Não irei detalhar muito esta parte pra não deixar o post massante. Vamos as impressões.

Na taça uma cor amarelo palha de reflexos verdeais muito bonita, brilhante e bem transparente. Lágrimas finas, rápidas e incolores podiam ser observadas na taça.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutas cítricas como limão siciliano e toques de maracujá aliados a um leve quê de grama cortada e fresca. 

Na boca o vinho tinha um corpo leve, excelente acidez e muita lembrança de frutas cítricas e ácidas. Um final de média duração. 

Um vinho simples, que cumpre seu objetivo e qe combinou muito bem com o calor que vem nos assolando nos últimos dias. Custou cerca de 40 reais no Extra e valeu o investimento. Eu recomendo.

Até o próximo!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Qual a diferença entre barris de carvalho francês e americano?

Eu sempre tive esta curiosidade e aposto que muitos de meus leitores também a tem. Estava outro dia lendo artigos e notícias relacionadas a vinho pela rede quando me deparei com este pequeno artigo que, apesar de não satisfazer 100% a nossa curiosidade, pode ajudar a começar a entender um pouco melhor tal diferença. Espero que gostem e que as informações aqui contidas vos sejam úteis.

"A primeira diferença é bastante óbvia: barris franceses são feitos de carvalhos cultivados na França e barris americanos são feitos a partir de árvores de carvalho cultivadas nos Estados Unidos. Para ser mais específico, as duas espécies de árvores de carvalho usados ​​principalmente para barris na França são Quercus robur e Quercus sessiliflora, enquanto na América, o carvalho é tipicamente usado Quercus alba. Falando em traços largos, barris de carvalho francês são conhecidos por dar ao vinho notas mais sutis e picantes (especiarias), com texturas mais sedosas. Já os barris americanos tendem a ser mais potentes no seu sabor, muitas vezes descritos como aportando notas de baunilha e coco, com uma textura mais cremosa aos vinhos.

Dito isto, uma série de variáveis ​​podem afetar como o barril irá influenciar um vinho. Existem diferentes produtores de barril e diferentes níveis de "torra", que se refere ao aquecimento do interior da madeira para a moldagem da mesma. A influência também depende de como os barris são utilizados. Alguns vinhos são envelhecidos em barris por alguns meses, outros por alguns anos. Barricas mais novas (geralmente de primeiro e segundo uso) são mais fortes, enquanto barris mais velhos (terceiro e demais usos) são mais neutros. Muitos enólogos usam uma variedade de barris, incluindo uma mistura de francês e americano, ou barris de outras fontes, como a Hungria e Eslovênia."

E ai, será que ajuda a começar a entender as pequenas diferenças em seus vinhos quando sabemos qual tipo de madeira é aplicada no vinho? Você tem alguma coisa a acrescentar? Me ajudem a enriquecer o post colocando seus comentários ai embaixo do post!

Até o próximo

Matéria traduzida e adaptada de www.winespectator.com

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Barda Pinot Noir 2009

Eu vivo me perguntando se os produtores vitivinicultores do chamado "Novo Mundo" um dia irão entender que mais do que potência, fruta, extração, as pessoas esperam também por prazer, elegância, enfim, elementos que a meu ver veem a complementar uns aos outros e não competir, de forma a que um se sobressaia ao outro. E é muito bom quando conseguimos então descobrir vinhos que tendem a um equilíbrio, como é o caso deste que irei falar sobre no post de hoje. Eu já havia ouvido falar muito bem dele e como minha noiva teve a oportunidade de uma viagem a trabalho para a Argentina, pedi a ela que trouxesse uma garrafa para a prova, e olha que o preço saiu em média quase metade do que custa aqui, com toda a crise que o pais de nostros hermanos atravessa.


A Bodega Chacra, produtora do vinho, está localizada na Patagônia argentina, um local consideravelmente mais frio e seco, que se encontra equidistante do oceano e da cordilheira, criando assim condições especiais para o cultivo de uvas consideradas mais frágeis e de delicado cultivo, como é o caso da Pinot Noir.

O vinho em questão é feito com 100% de uvas Pinot Noir, que após a fermentação passam para as barricas francesas afim de que a fermentação malolática e o afinamento/envelhecimento do mesmo possam acontecer. Tem 14% de teor alcoólico. Vamos as impressões.

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor rubi, com bastante brilho e transparência, lembrando um bom exemplar da casta. Lágrimas finas, ligeiramente rápidas e sem cor complementam o aspecto visual.

No nariz o vinho abriu com muitas frutas vermelhas frescas, toques de especiarias e lembranças florais. Apesar de certa potência, o vinho conseguiu mostrar também muita harmonia e elegância entre os aromas.

Na boca o vinho tinha um corpo médio, boa acidez e taninos finos, sedosos e muito macios. Retrogosto trazendo muita fruta e toques de especiarias. Final de longa duração.

Um excelente exemplar de Pinot Noir argentino, lembra um pouco os vinhos borgonheses, pois conseguiu de maneira magistral aliar a força atribuída aos vinhos do Novo Mundo com a elegância dos vinhos do Velho Mundo. Como disse, este veio diretamente da Argentina, e se não me engano foi comprado na Tonel Privado. Além de tudo acabei ganhando de presente de minha noiva, então não poderia ter sido melhor. Eu recomendo!

Até o próximo!