quinta-feira, 27 de junho de 2013

CascinAdelaide Barolo Amabilin Barbera D'Alba Superiore 2007

Eu e minha esposa temos um pacto, mesmo que silencioso e nunca dito, ele existe. O fizemos para que sempre, mesmo que inconscientemente, celebremos tudo de bom que a vida nos dá. Datas e motivos nunca faltarão para tanto, e na última segunda feira não foi diferente. Em mais uma de nossas celebrações resolvi abrir este vinho especial para que a celebração fosse de fato, mais especial. E acho que acertei.


Localizada no coração da região de Barolo, na Itália, Cascina Adelaide é hoje uma das mais premiadas vinícolas do Piemonte. Com mais de 100 anos de existência, a vinícola combina seu terroir com moderna tecnologia. A extensa lista de premiações a qual a vinícola fora submetida e venceu e/ou se destacou nos últimos anos não deixa dúvida de que ela é uma das vinícolas de maior destaque no cenário Italiano. 

O vinho por sua vez é produzido com uvas 100% Barbera do vinhedo "Preda", um cru em Barolo. Colheita manual, esmagamento quase que simultâneo a chegada das uvas na adega, uso de leveduras indígenas e longa maceração são algumas das técnicas empregadas na produção do mesmo. Depois de fermentado o vinho é colocado nas barricas de carvalho, onde ficam por 12 meses e passam também por fermentação malolática. Segundo o produtor, o vinho pode ser guardado por até 20 anos em condições ideais. Vamos as impressões.

Na taça uma bonita cor rubi violácea de média para grande intensidade, com pouca transparência e muito brilho. Lágrimas finas, de velocidade moderada e ligeiramente coloridas também completavam o aspecto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos maduros, secos (ameixas pretas, uvas passa), toques florais e de canela. 

Na boca o vinho apresentou corpo de médio para encorpado, ótima acidez e taninos finos, polidos e de ótima qualidade. Retrogosto confirma o olfato com frutas secas e canela num final de longa duração.

Um baita vinho sem dúvida nenhuma, trazido pela abflug. Para acompanhar, fizemos um macarrão ao molho de gorgonzola com bifes ao alho e pimenta branca. Casou muito bem. Cada dia que passa os vinhos italianos me fascinam mais e mais. Eu aprovei e recomendo que experimentem.

Até o próximo!

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Nem só de vinho vive o blog(ueiro): Cerveja St Gallen Irish Red Ale

Certa vez, enquanto fazia compras com minha esposa no supermercado, me deparei com a cerveja alvo deste post em promoção e resolvi arriscar e levar uma garrafa pra casa. Confesso que pouco conhecia sobre a mesma, mas como já havia provado outras do mesmo estilo e gostado, abracei a idéia, curioso e apreciador que sou com respeito a esta bebida. A cerveja é produzida pela cervejaria St Gallen, parte do grupo responsável pela produção também das cervejas Therezopolis, situada na cidade de Teresópolis,  no Rio de Janeiro.


As cervejas do tipo irish red ale são bebidas típicas na Irlanda (dai parte do nome), feitas através de processos de alta temperatura e fermentação, ou seja, se utilizam de leveduras que fermentam rapidamente os maltes e o lúpulo, preservando assim os aromas mais frutados pela maior produção de ésteres advindos de tal processo. Suas principais características, como já citado anteriormente, são a coloração avermelhada (outra razão do nome ser o que é) e dos aromas principalmente frutados. O teor alcoólico pode variar, no caso desta do post o mesmo é de 9,2%.

Já no tocante a cervejaria, a mesma inaugurou em 2011 um templo para apreciadores de cerveja no Rio de Janeiro, com direito a local pra degustação, visitas guiadas, restaurante e afins. Além disso, estão disponíveis 3 tipos de cervejas diferentes (Red Ale, Weissbier e Stout Porter) para diferentes ocasiões e gostos, que somadas aos 3 tipos da Therezopolis (Ebenholz, Gold e Rubine) e a Sul Americana formam o portfólio da empresa. Bom, sem maiores enrolações, vamos as impressões.

Quando colocada no copo, a cerveja mostrou uma coloração vermelha com toques âmbar, algo de turva, espuma leve e de cor amarelo tendendo ao caramelo.

Ao leva-la ao nariz, pude sentir aromas de frutas vermelhas frescas e notas cítricas. Leve lembrança de tostado quando o copo ia se esvaziando. Muito refrescante.

Na boca a cerveja apresentou um bom corpo, muita refrescância e confirmou o olfato trazendo muita citricidade, frutas e leve picância ao final. Extremamente gostoso com toques de doçura no meio da boca.

Enfim, posso não conhecer muito, mas a cerveja sem dúvida é bem diferente do que estamos acostumados e vale muito a pena conhecer. Destaco ainda que a mesma vem em uma garrafa de 750 ml fechada com rolha de cortiça e possui um rótulo muito bonito e chamativo. Paguei algo por volta dos 20 reais e valeu o valor investido. Minha esposa fez bistecas de porco fritas com batata rústica e a combinação foi imediata. Boa ainda para esses dias mais frios. Eu recomendo!

Até o próximo!

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Peachy Canyon Incredible Red 2010

Mais um dia daqueles, em que ficar em casa curtindo a esposa, o aconchego e a diversão, chegava ao final e o horário do jantar se aproximava. Queríamos algo simples e fácil para finalizar a noite e optamos por um fondue de carne ao vinho, sempre delicioso e para carnívoros inveterados como a gente, um sonho de consumo. A pergunta recairia então sobre o vinho que escolheríamos para a situação. Pela proposta, um vinho também descompromissado e leve, seria a pedida. Achei que este Peachy Canyon Incredible Red 2010 seria uma boa pedida. Acho que acertei.


Paso Robles, onde este vinho é produzido, é uma região na Califórnia (EUA) famosa por seus vinhos e em especial, por seus vinhos oriundos da casta Zinfandel. Lá, montanhas suaves alternam na paisagem ao passo que um clima quente e de longos dias contrasta com temperaturas mais amenas com o cair da noite. São plantadas diversas variedades de uvas entre brancas e tintas, mas segundo conta a história, a uva Zinfandel é nativa da região e se tornou símbolo do lugar. 

Já a vinícola Peach Canyon tem uma história relativamente recente, sendo criada em 1988 quando um casal que havia se mudado para o lugar alguns anos antes em busca de sossego e uma vida mais tranquila para eles e seus filhos, comprou uma propriedade onde já haviam algumas vinhas de Zinfandel, dando origem a uma marca respeitada na região. Embora familiar, hoje a marca já é disponibilizada por todo os Estados Unidos e começa a chegar ao Brasil pelas mãos da competentíssima Smart Buy Wines. 

Sobre o vinho, para finalizarmos a parte "teórica"do post, o mesmo é composto por 84% de uvas Zinfandel, 9% de uvas Syrah e 7% de uvas Petit Syrah. Passa por 18 de carvalho americano (40%) e húngaro e possi 14,5% de álcool. Vamos então as impressões.

Na taça o vinho exibiu uma bonita cor rubi violácea de média intensidade, algum brilho e transparência. Lágrimas finas, rápidas e coloridas ajudavam a dar cor às paredes da taça.

No nariz o vinho abriu com aromas de frutos vermelhos, baunilha e toques de pimenta. Tudo muito suave e bem integrado, sem que nenhum destes saltasse na frente dos demais. Gostei.

Na boca o vinho apresentou boa acidez, corpo médio, taninos finos e macios. Retrogosto confirmando o olfato com fruta vermelha fresca, toques de capuccino e final de média duração com alguma picância.

Mais um bom vinho que foi apresentado pelo SmartBuy Club, de uma das uvas que mais me agrada. Combinou bem com o nosso jantarzinho e fez a alegria do fim de noite.

Até o próximo!

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Casando na Itália em meio aos vinhedos da Toscana

Sei que ando em falta com vocês, meus leitores, com relação a minhas experiências durante minha viagem à Itália, mas pretendo iniciar uma série aqui no blog com alguns relatos que gostaria de compartilhar com vocês. A primeira, como não poderia ser diferente, é com relação à cerimônia do meu casamento, que resolvemos fazer por lá durante a nossa viagem de lua de mel. Eis a história.


Desde quando começamos os preparativos para nosso casamento, minha esposa e eu chegamos ao consenso de que não iríamos nos preocupar com celebração religiosa nem festa, focando basicamente numa viagem bacana de lua de mel, embora respeitemos toda e qualquer religião e as pessoas que vem na festa um item básico relacionado ao casamento. Após alguma confabulação, decidimos que nosso destino seria a Itália, antigo sonho de consumo meu e dela, embora ela ainda não tinha tido a oportunidade de visitar qualquer parte da Europa. Era hora então de decidirmos o roteiro, e eu, levando em conta minha proximidade com os vinhos, tracei um roteiro focando basicamente focado em Roma e na Toscana, prontamente aceito por minha esposa.


Em paralelo a isso, minha esposa tinha uma colega de trabalho que estava também planejando um casamento, só que de maneira inusitada: ela iria se casar com seu então noivo na Austrália, em uma praia, aproveitando que o mesmo estaria na região fazendo um curso. Foi ai que surgiu a idéia de aproveitarmos nossa viagem e fazermos algo semelhante só que na Toscana. Imaginem vocês, nada mais gostoso do que estar viajando em lua de mel e aproveitar as lindas paisagens e os belos vinhos da Toscana para uma inesquecível cerimônia de casamento.


O próximo passo seria então pesquisar sobre agências e/ou empreendimentos que contassem com tais serviços para começarmos os planos. Depois de uma exaustiva pesquisa pela internet chegamos a um nome de consenso: Original Tuscan Wedding. Esta agência foi fundada por duas mulheres, uma americana e a outra inglesa, que vivem na região a mais de 20 anos e perceberam que este nicho de mercado era inexplorado e extremamente procurado por casais. Elas se definem como experts em logística e fazem todo o contato para locações, fornecedores de flores, alimentos, bebidas, músicos e tudo que envolve uma cerimônia de casamento. E como não poderia de ser, de todos os locais oferecidos, fechamos com uma vinícola que possui local para acomodação de visitantes, visitas guiadas, refeições, etc, o chamado agriturismo. Fechamos então a cerimônia, uma noite de hospedagem, uma visita guiada a vinícola e uma degustação de vinhos na mesma. A vinícola escolhida foi a Il Palagetto, na cidade de San Gimignano, a qual faz parte de um grupo vitivinícultor maior, a Tenute Niccolai. O grupo possui vinhedos e vinícolas em alguns lugares estratégicos na Itália e principalmente na Toscana, fazendo desde vinhos brancos que podem ser considerados mais simples até os potentes Brunellos de Montalcino. E partimos em nossa viagem.


Depois de alguns dias de viagem por Roma, Montalcino, Montepulciano e Siena, rumamos a San Gimignano. A estrada que leva ao lugar é mágica. Circundando colinas, subindo e descendo pequenas serrinhas, a paisagem não poderia ser mais bonita. Vinhedos se espalham de lado a lado e vez ou outra vemos no topo de uma montanha uma cidade, parecendo colocada com a mão. Chegando ao portão da vinícola, fomos direcionados ao nosso quarto, que era de sonho, onde pudemos descarregar nossas coisas. O clima que não parecia muito bom pela região nos dias anteriores dava uma trégua e um sol tímido entre algumas nuvens carregadas mostrava a cara. Um pouco depois do horário previsto (por conta de um mal entendido sobre qual entrada da propriedade deveria se apresentar) uma das donas da agência chegou ao local trazendo as flores e para repassarmos todo o script da cerimônia. Assim que concluímos esta etapa, começou a parte mais tensa, ao menos pra mim: minha esposa foi para o quarto juntamente com a dona da agência e a cabeleireira, que acabara de chegar, para se arrumar. Sobrou pra mim caminhar e tentar ficar calmo aguardando minha vez pra me arrumar e ir para a cerimônia.


Ao fim de muita espera chegara minha vez de me arrumar, mas em pouco tempo eu estava pronto e a hora da cerimônia se aproximava. Ao som de "I Do it for You" e "Love me Tender", lindamente executadas por uma violoncelista incrível, minha esposa, bela e sorridente, se aproximou e o Padre Paolo prosseguiu com a cerimônia. Sim, Padre Paolo, eu havia comentado que até um padre também estaria presente? Pois é, esta agência pensa em tudo, sugere toda a cerimônia com base no que você tem em mente, é incrível. Passada a cerimônia, brindamos com um belo Vernaccia di San Gimignano, vinho branco típico da região e produzido pela própria vinícola em questão. Era hora de finalizarmos a sessão de fotos (isso, também contrataram o fotógrafo) e nos movemos para a adega onde iríamos fazer a visita guiada e a degustação (ainda vestidos de noivo e noiva, sendo o centro das atenções). Degustação memorável diga-se de passagem, com direito a fechamento com Brunello de Montalcino 2005, pancadão, vivasso e deliciosamente lembrado até hoje. E ainda teria o jantar, com mais vinhos "da casa". 


Em suma, para não me estender mais do que já o fiz: a cerimônia foi perfeita, inesquecível, sem ter o que colocar nem o que tirar. A agência é seríssima no que se propõe a fazer e eu realmente recomendo que quem tem vontade, não deve perder a oportunidade de fazer algo semelhante. Sei que fica difícil colocar tudo em palavras aqui no blog devido a emoção e a minha falta de talento para a escrita. Entretanto me coloco a disposição para quem tiver dúvidas e quiser saber mais sobre o assunto. Eu recomendo.


Até a próxima!

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Prontos para a safra 2013? Veja o que pode vir por ai...

Todos prontos para degustar seus primeiros vinhos da safra 2013? Enquanto as vinhas ainda estão em floração pela Europa e América do Norte, os produtores do hemisfério sul já colheram, esmagaram e fermentaram sua produção. E quais são as primeiras impressões sob o olhar de viticultores, enólogos e produtores em geral destas áreas?


Segundo relatos, Argentina e Chile tiveram uma estação de crescimento mais fresca que o usual, o que fez com que os produtores esperassem mais tempo para executar a colheita das uvas, para que as mesmas pudessem amadurecer. Entretanto, ainda de acordo com os mesmos relatos, isto não causará problemas para os grandes tintos de ambos países, notadamente os Malbecs argentinos e os Cabernets chilenos. O mesmo não pode se dizer dos Sauvignon Blanc chilenos, que podem não atingir níveis ideais de amadurecimento, gerando algumas notas herbáceas muito verdes e desagradáveis no vinho final.

No tocante a Austrália e Nova Zelândia, os reportes são de encolhimento da safra atual, com uma colheita menor do que a esperada graças a condições de seca no leste e tempestades no oeste. A ilha norte da Nova Zelândia enfrentou fortes geadas no começo da temporada, enquanto na ilha sul, a colheita mais curta gerou um pesadelo logístico.

Fechando o circuito, falaremos da África do Sul onde os viticultores desfrutaram de um inverno chuvoso, trazendo rendimentos saudáveis com um verão quente e seco embora a chuva durante algumas etapas de colheita possam ter precipitado alguns produtores. No entanto, o consenso geral é de que a safra foi de qualidade e quantidade muito boa, podendo se esperar bons vinhos então.

E então, o que você achou sobre estas impressões preliminares? Podemos esperar bons vinhos? Não encontrei dados sobre Brasil e Uruguai, portanto se algum leitor quiser e souber sobre o assunto, gostaria que compartilhassem conosco. 

Até o próximo!

terça-feira, 18 de junho de 2013

Winebar com vinhos patrícios: Olho de Mocho Reserva 2009

Ontem tive mais uma oportunidade de participar da degustação comentada do winebar, desta vez com a presença da enóloga portuguesa Catarina Vieira, co-responsável pela produção dos vinhos da Herdade do Rocim, vinícola alentejana das mais impressionantes quando falamos de uso e emprego de modernas tecnologias, arquitetura e claro, pela qualidade de seus vinhos. Os vinhos selecionados são: Herdade do Rocim Tinto 2009Olho de Mocho Reserva 2009. O evento contou ainda com o apoio da World Wine, que trás os vinhos pro Brasil.


Sobre o winebar, me utilizando das palavras do próprio site, é um local onde se promovem experiências únicas para os apaixonados pelo vinho e gastronomia. Através de transmissões AO VIVO pela internet (site próprio e Facebook), você prova com os organizadores os melhores vinhos do mundo falando diretamente com o produtor. Nada a acrescentar, só a agradecer, como de costume, pela oportunidade de participar juntamente com muitos jornalistas, formadores de opinião, produtores, enfim, de aprender muito sempre que estas oportunidades aparecem.

Pra falar sobre a vinícola, irei me utilizar mais uma vez do site do Winebar: "A Herdade do Rocim é, sem dúvida, uma das propriedades mais impressionantes de todo Portugal. Lançando um projeto arquitetônico ousado, que prima beleza e delicadeza de detalhes, a vinícola se destaca também pela alta qualidade de seus vinhos. Situado nas imediações de Vidigueira, no Baixo Alentejo, ela conta com cerca de 120 hectares, entre os quais 70 de vinha e 10 de olival. Adquirida em 2000 pelo Grupo Movicortes, recebeu altos investimentos nas instalações, o que permitiu a vinícola implementar processos de produção da atualidade. Graças à estrutura do projeto, além da fama do produto produzido, a vinícola se tornou uma fonte promocional para a região do Alentejo".

Como não consegui ainda provar os dois vinhos, hoje posto sobre o vinho que eu escolhi pra escortar o jantar ontem e comentar pro winebar: Olho de Mocho Reserva 2009. O vinho é feito a partir de um corte das uvas Uvas: Syrah, Touriga Nacional e Alicante Bouchet embora não seja sempre o mesmo, podendo variar uma outra uva em sua composição em cada safra por se utilizar das melhores uvas de cada uma das safras. Passa ainda por amadurecimento de 12 meses em barricas de carvalho (80% francesa) e estágio em garrafa durante 6 meses antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões.

Na taça uma cor violácea, de grande intensidade, quase sem transparência e com algum brilho. Lágrimas finas, rápidas e bem coloridas ajudavam a tingir as paredes da taça.

No nariz, aromas de frutas vermelhas em compota, toques de chocolate e café e leve lembrança de especiarias. Ao fundo da taça, lembrança de madeira também se fez sentir.

Na boca um vinho de corpo médio, boa acidez e taninos marcados e presentes, mas de boa qualidade. Retrogosto confirma o olfato com muita fruta, picância em língua e chocolate. Final de longa duração. 

Mais um grande vinho apresentado pelo winebar, que mostra ter ainda perfil para envelhecer mais um pouco dada sua estrutura. Caiu bem com a carne grelhada e batatas rústicas feitas pela minha esposa. Vale a prova, eu recomendo! Assim que provar o outro vinho da degustação, posto aqui minhas impressões.

Até o próximo!

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Meu dia dos namorados combinou com Riesling: um ode ao amor!

Sei que estou um pouco atrasado nesta postagem, mas um misto de falta de tempo e um pouco de preguiça eu acabei postergando um post que pra mim, é muito especial. Veja, eu sei que a data é muito mais comercial do que qualquer outra coisa porém o significado dela quando estamos com a pessoa amada é muito grande e complexamente difícil de descrever em texto. Portanto eu passei um tempo pensando como colocar as coisas aqui de uma maneira que pudesse minimamente expressar meus sentimentos neste 12 de junho de 2013. Como alguns de vocês já sabem, me casei este ano e por isso seria nosso primeiro dia dos namorados como marido e mulher. Desta maneira achei que, melhor do que falar sobre o vinho em questão (que até já tomei anteriormente e escrevi sobre ele aqui) decidi que traçaria alguns paralelos com as características do vinho e o amor além de uma homenagem a minha esposa, em virtude também desta data. Ah, só lembrando, o vinho escolhido foi o Casa Marin Riesling Miramar Vineyard 2009, escolhido pra acompanhar um salmão assado ao tempero de limão e pimenta com um risoto de ervas finas. 



O brilho da coloração dourada que o vinho mostrava na taça me lembrou do brilho do seu olhar, meu amor, ao cruzar os meus olhos no nosso reencontro, quando num bar mexicano aqui da zona norte, pude ver dentro dos seus olhos que uma faísca ali aparecia.


Seu aroma floral prontamente me remete a você e suas orquídeas, o amor e carinho como as trata e a maneira como gosta de vê-las sempre belas e floridas. O que dizer então dos aromas de frutos brancos? O toque de dulçor que estes frutos acrescentam ao vinho me fazem lembrar de como você é doce e com aquela sua vontade de sempre se preocupar e me deixar confortável e satisfeito, não deixando que nada nos falte. Já o aroma de plástico, empireumático, prontamente me recorda de algo novo, novidade, que é como estamos criando nossa vida em conjunto, com nosso casamento ainda com aquele gostinho de lua de mel.

Fechando, não poderia deixar de comentar aquele gostinho mineral que me faz lembrar de nossa viagem de final de ano a Ilha Bela, dias gostosos, em família, um delícia.

Bom, o vinho? É bom e só confirmou minhas impressões postadas em artigo anterior. Sobre a data? O primeiro dia dos namorados com você, meu amor, foi inesquecível e tenho certeza que será o primeiro de infindáveis. Obrigado, mais uma vez, por estar este tempo a meu lado. Te amo!

Até o próximo!

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Sanduíche de pernil e Tannat brasileiro: deu samba!!!

Sabe quando temos aquela grande inspiração francesa de irmos a cozinha fazer um belo "restô d'onté"? Pois é, brincadeiras a parte, quando eu e minha esposa nos deparamos com as sobras do pernil do dia anterior, não tivemos dúvida: um belo sanduíche de pernil, com bastante cebola regadas a azeite cairia muito bem. E como eu sempre gosto de inventar e testar, queria ver se eu conseguia um bom casamento entre o sanduba e um vinho. Foi ai que de nossa adega saiu o Casa Venturini Tannat Reserva 2008. Vamos ver o que aconteceu?


Como já comentei diversas vezes sobre a Vinícola Góes & Venturini (produtora do vinho) aqui no blog, irei poupar vocês de mais uma vez discorrer sobre o assunto. O vinho é um varietal 100% Tannat com uvas colhidas em Santana do Livramento, na Campanha Gaúcha e passa por envelhecimento em barricas de carvalho francês, sem período explicitado, para afinamento e envelhecimento. 

Na taça o vinho apresenta uma bonita cor violáceo de grande intensidade, pouca transparência e brilho médio. Lágrimas finas, rápidas e coloridas tingiam também as paredes da taça.

No nariz o vinho abriu com aromas de frutas vermelhas e escuras, toques de especiarias e lembrança de aromas animais (sem definir exatamente).

Na boca um vinho de corpo médio, boa acidez e taninos secos, rústicos e marcantes mas de boa qualidade. Retrogosto confirma o olfato com frutas e especiarias em evidência marcando um final de média duração.

Um bom vinho, bem feito e sem defeitos que vale o valor pago (algo em torno de R$ 30,00). Eu recomendo a prova. E foi muito bem acompanhando nosso sanduba de pernil e cebola. Uma bela companhia para o final de noite do domingo.

Até o próximo!

terça-feira, 11 de junho de 2013

Rosso di Montalcino Castello Banfi 2010

Como uma noite ordinária de sábado pode se tornar especial? Simplesmente com boa companhia, uma boa refeição e um bom vinho. E foi assim que eu transformei a noite do último sábado em mais um daqueles momentos em que celebramos a vida, a família e as coisas boas que nos acontecem. Minha esposa preparou um belo pernil de porco com tempero a base de alho, pimenta, sal e folhas de louro lentamente assado em forno mínimo por aproximadamente duas a três horas. E como teríamos a visita de minha sogra, resolvi tirar um vinho mais bacana da adega. Foi ai que o Rosso di Montalcino Castello Banfi 2010 chegou a nossa mesa.


O Castello Banfi é uma das vinícolas mais famosas da região da Toscana, na Itália, mais precisamente na região de Montalcino. Esta vinícola é conhecida mundialmente pela busca incessante pela qualidade de seus vinhos, pelos grandes Brunellos e atualmente pela busca em diminuir a influência extra-natureza em seus vinhos e a utilização de técnicas de cultivo e produção orgânicas. Reconhecida também pelas pesquisas clonais da uva Sangiovese, a vinícola busca os melhores clones para manter a consistência de sua produção. Além da produção de vinhos, a vinícola também conta com serviços de visitação e hospedagem em suas dependências. O vinho em questão é feito exclusivamente com uvas Sangiovese colhidas nas encostas das montanhas de Montalcino passando por um período entre 10 a 12 meses em barricas e grandes tonéis de carvalho e depois por mais 6 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões.

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor rubi com toques violáceos de média intensidade, bom brilho e boa transparência. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas completam o conjunto visual.

No  nariz o vinho abriu com aromas de frutas vermelhas maduras, toques florais e leve lembrança de madeira ao fundo.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos suaves, macios e redondos. Retrogosto confirma o olfato com frutas em evidência. Final de longa e deliciosa duração.

Um baita vinho, fruto de minha recente viagem a Itália (a qual ainda devo algumas dicas a vocês, caríssimos leitores) e que agradou a todos além de acompanhar a refeição divinamente. Eu recomendo.

Até o próximo!

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Castle Rock Columbia Valley Cabernet Sauvignon 2009

Quem diria que de um jantar improvisado, grandes sabores poderíamos tirar? Pois foi mais ou menos com base nesta frase que este vinho foi tirado da adega e foi pra nossa mesa, fazendo a alegria em parceria com um fondue de carne ao vinho, outro achado que por ser simples e saboroso, satisfaz os carnívoros que nossa família é. 


O vinho alvo deste post é um 100% Cabernet Sauvignon feito em uma região dos EUA que confesso saber pouco, me mostrando que estou precisando estudar um pouco mais ultimamente. O Vale do Columbia fica na região leste de Washington, capital americana, próximo a cadeia montanhosa de Cascade. Com tal localização geográfica e proteção das chuvas cria-se um clima quente, ensolarado e quase árido. Com isso, a irrigação com auxílio do degelo das montanhas se faz necessária e ajuda a fertilizar os solos de origem vulcânica da região. A vinícola foi fundada em 1994 e desde então tem sido reconhecida pela qualidade de seus vinhos, em todas as apelações em que possuem vinhedos nos EUA. Vamos então as impressões sobre o vinho.

Na taça uma bonita cor rubi violácea com bom brilho e pouca transparência. Lágrimas finas e coloridas tingiam a taça de uma maneira até certo ponto bem rápida.

No nariz aromas de frutas negras em compota predominantemente, seguidos de toques de baunilha e madeira (bem discretos).

Na boca um vinho encorpado, com taninos macios e redondos e uma boa acidez. Retrogosto confirma o olfato e trás um delicioso e longo final.

Mais um ótimo vinho, apresentado pelo Smart Buy Wine Club, que como sempre eu venho dizendo, até hoje não me decepcionou. Este custou R$ 67,00 e vale o quanto custou. Eu recomendo.

Até o próximo!

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Quem chegou primeiro no mundo dos vinhos: os franceses ou outros povos?

Recente pesquisa arqueológica identificou uma prensa de pedra em uma cidade mediterrânea, com cerca de 2400 anos, que pode fazer parte da primeira incursão francesa no mundo vitivinícola. A princípio se confundiu tal artefato com uma prensa de azeite, mas ao final de algumas rodadas de análises químicas provou se tratar de um instrumento utilizado na produção de vinhos. Em decorrência de tais descobertas, começou-se a questionar não só a exatidão anteriormente relatada sobre quando os franceses começaram a produzir vinho mas também quem realmente os ensinou a fazer tal.

Foto originalmente do site da revista WineSpectator
A evolução da produção de vinho francesa aconteceu em fases. Primeiro, antigas civilizações do Mediterrâneo, como os fenícios e os gregos começaram a vender taças e vinho para os gauleses nativos. No que se diz respeito ao sul da França, foram os etruscos que trouxeram os celtas e/ou os gauleses para o mercado de vinhos. A partir dai, tais técnicas se se espalham até o Rhône e, eventualmente, se estabelece o que é a cultura do vinho de hoje. Então, como indicado pela prensa de pedra encontrada, os gauleses iniciaram a produção de vinho em torno de 425 AC.

O sítio arqueológico em torno da prensa apoia a teoria de que o comércio e a produção de vinhos passaram de mão em mão. Os primeiros artefatos relacionados com o vinho no local consistem em recipientes de barro trazidos por comerciantes gregos e etruscos para venda aos gauleses nativos. Um século ou ainda mais tarde, a produção de vinho local, conforme indicado pela prensa, surgiu lado a lado com o comércio de vinhos. Os celtas e os gauleses importaram alguns conjuntos de vinhos muito elegantes, feitos de ouro ou bronze, que mostravam o quão rico eles eram na época. E a partir do momento que eles foram na direção da importação do vinho, se deu também o interesse pela produção própria de vinho. Os pesquisadores também encontraram sementes de uva enterradas ao lado da prensa e identificaram prensas estruturalmente semelhantes em antigas pinturas etruscas relacionadas a produção de vinho.

Apesar de 425 AC soar antigo, é mais ou menos o mesmo tempo em que Sócrates viveu. As novas descobertas implicam que a França chegou no jogo da vitivinicultura um pouco tarde. Comerciantes da Israel moderna e Líbano trouxeram conhecimentos do vinho do Oriente Médio ao norte da África, Grécia, Espanha e Itália, centenas de anos antes de os franceses estabelecerem sua primeira produção de vinhos. No entanto, com base nos vinhos que de lá vem, estes gauleses conseguiram compensar o "tempo perdido".

terça-feira, 4 de junho de 2013

Pérez Cruz Syrah Limited Edition 2010

Mais uma noite de frio, coisa que tem acontecido com frequência neste nosso Outono, com o Inverno já batendo a porta, me vi quase que obrigado a abrir um bom vinho e curtir a jantinha deliciosa que minha mulher havia preparado. Era também o final melancólico para um belo feriado em família, então nada mais justo que comemorar e brindar a isto e a essa nova vida que eu venho vivendo desde meados de abril. O escolhido para esta tarefa "hercúlea" foi o carnudo Pérez Cruz Syrah Limited Edition, fruto de minha viagem ao Chile em Abril do ano passado. 


Como já comentei sobre a vinícola em outras oportunidades (aqui e aqui) vou poupar vocês leitores de muito lenga lenga e tentar ir direto ao ponto. O vinho é um varietal Syrah (93%) com uma pequena parcela (7%) de uva Carmenére que passa cerca de 15 meses em barricas francesas maturando e afinando. Vamos as impressões.

Na taça um bonita cor violácea de grande intensidade, quase negra, com quase nenhuma transparência e pouco brilho. Lágrimas finas, rápidas e bem coloridas também tingiam as paredes da taça.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas bem maduras, toques de pimenta e lembrança de tabaco e chocolate. 

Na boca o vinho era encorpado, com boa acidez e taninos finos porém marcados e bem presentes. Retrogosto confirma o olfato com frutas, toques apimentados e lembrança de chocolate num final de longa duração.

Já conhecia o vinho e por isso o trouxe quando fiz a visita a vinícola e só fiz confirmar sua qualidade. Excelente pra acompanhar pratos com carne e molhos mais fortes e apimentados. Foi bem também com brigadeiro de colher (não é piada, gosto da combinação de vinho tinto com doces a base de chocolate). Eu recomendo.

Até o próximo!

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Namaqua Cabernet Sauvignon 2008

Com mais um feriado por aqui, nada melhor do que aventuras culinárias e um bom vinho, certo? Com isso, nasce este nosso post com este vinho sul africano, simples, para o dia a dia mas que agrada e vai bem acompanhando comida. Já comentei sobre a vinícola e a região em outro post por aqui e por isso não vou me alongar com isso (relembrem aqui), pulando para os "finalmentes"deste vinho.

Como esqueci de tirar a foto do vinho, segue imagem retirada do site oficial da vinícola (www.namaquawines.com)

Na taça uma bonita cor rubi com tons violáceos, bom brilho e alguma transparência. Fechando o conjunto visual, lágrimas finas, levemente coloridas e bem rapidinhas também se faziam notar na taça.

No nariz, aromas de frutos negros (groselha  de pele escura, em sua maioria), toques de especiarias e lembrança de baunilha (embora eu não tenha certeza de que o vinho passe por barricas, me pareceu que este aroma estava presente).

Na boca o vinho mostrou corpo médio, taninos finos e redondos e acidez ligeiramente abaixo do que eu esperava, sem comprometer o resultado final. Retrogosto confirma o olfato e a lembrança do vinho se mantém num período de média duração.

Um bom vinho, para o dia a dia, acompanhou bem um filet mignon ao molho gorgonzola e batata assada. Vale conhecer.

Até o próximo!