quarta-feira, 31 de julho de 2013

Mais sobre parcerias eno-musicais..

Depois de comentar aqui no blog sobre lançamentos de bebidas do Kiss, Motorhead e outros, volto ao assunto uma vez que me parece que este tipo de parceria (bebidas e música) veio para ficar e está criando novos contornos com o passar do tempo e o avanço tecnológico se torna cada vez mais rápido.


Agora é a vez da cantora americana Sheryl Crow a se aventurar por tais caminhos. Quem não se lembra de um verso de seu hit "All I Wanna Do" onde ela canta algo versos sobre consumo de cerveja pela manhã, todas as sensações que isto lhe causa e cita nominalmente a marca Budweiser como uma das cervejas consumidas. Mas parece que até ela está migrando para a bebida de Baco. Segundo reportagem da revista Winespectator,  após o lançamento de seu recente livro "If it Makes You Healthy" (algo como se isto o torna saudável) a cantora agora firmou parceria com a Vinícola Chateau St. Jean para um projeto chamado "Soak Up Sonoma", um programa na vinícola e on line para divulgação de vinhos, música e alimentação saudável, tornando o aprendizado sobre os temas mais divertido. Segundo o enólogo responsável da vinícola, o estilo charmoso, alegre e divertido da cantora casa muito bem com os preceitos da vinícola, tornando a parceria muito valiosa para ambos.

Periodicamente ao longo do ano, algumas músicas do novo álbum da cantora estarão disponíveis para download no site da vinícola assim como algumas receitas do seu livro de culinária que terão também vinhos da St. Jean em dicas de harmonizações. Mas não é só isso, utilizando como base nesta parceria, Sheryl Crow irá também promover a vinícola pois a cada garrafa de vinho vendida terá 1 dólar doado para causas relacionadas ao câncer de mama (do qual a cantora é uma "sobrevivente"). 

Para finalizar a parceria, em Dezembro um programa chamado "Holiday Harmony" irá oferecer receitas sazonais, downloads adicionais de músicas e dicas de entretenimento para badalar até o sol raiar! 

Entendo que seja uma iniciativa interessante e tenho visto ações semelhantes de bandas nacionais (Ultraje a Rigor e Velhas Virgens, por exemplo) relacionadas principalmente a cervejas, mas por que não partirmos para o vinho? Celebridades, músicos e similares são ferramentas para impulsionar o consumo destes produtos e parcerias como essa iriam criar sempre relações ganha-ganha. E você, caríssimo leitor, o que acha a respeito destas parcerias? 

Até o próximo!

Cerveja ou espumante? Saison D'Épeautre, uma belga deliciosamente refrescante

Tirando a heresia do título do post (é cerveja, sem dúvida) e brincadeiras a parte, neste final de semana tive a oportunidade de almoçar mais uma vez na famoso FrangÓ em sampa, templo cervejeiro e com petiscos dos mais variados além é claro de sua comida de boteco. E foi lá que mais uma vez provei uma cerveja muito diferente e curiosa, ao menos para os padrões brasileiros (e pro meu padrão, é claro). Não sou nenhum conhecedor do assunto mas quero dividir com vocês minhas impressões sobre esta minha experiência.


A Cervejaria La Brasserie de Blaugies é pequena e familiar, como muitas na região. Está situada no centro de um triângulo formado pelas cidades de Mons (Bélgica), Maubeuge e Valenciennes (ambas na França). Tem como diferencial que todas suas cervejas além de serem produzidas em prédio próprio, sofrerem uma segunda fermentação em garrafa pela adição de leveduras, quase como num método champenoise para fabricação de vinhos espumantes, principalmente em Champagne, na França. A primeira produção data de meados de 1988, a bons anos atrás. 

Falando sobre a cerveja alvo do post em si, como já disse anteriormente passa por uma segunda fermentação em garrafa, criando algo semelhante ao que vemos nas perlage de espumantes em geral, que vem logo abaixo de uma fina e branca camada de espuma. Já que toquei no assunto espuma, o visual é de uma cor amarelo bem clara, um pouco turva pois a cerveja não é filtrada. Aliás, este é outro ponto interessante na cerveja: a presença de muita borra no interior da garrafa, que pode fazer com que a coloração mude um pouco dependendo do manuseio da garrafa. Aromas remetem a trigo e fermentação, lembrando odor de padaria quando está ainda na fase de produzir a massa do pão. Na boca muito refrescante, bastante borbulhas (lembrando espumante) e cremosidade da espuma. Corpo leve com o frescor em evidência. Sem amargor final. A meu ver ideal para dias quentes e para muita conversa. Tem 6% de álcool.

Mais um belo achado do blog, que apesar de ser cara (em torno de 60 dinheiros a garrafa de 750 ml) entrega muito prazer e descobrimento. Eu recomendo.

Até o próximo!

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Herdade do Rocim Tinto 2009


A volta dos que não foram! Dando continuidade, mesmo que tardia ao Winebar realizado em 17 de junho, onde não tive tempo hábil de provar e postar sobre os vinhos da noite, agora consegui a oportunidade perfeita para postar minhas impressões sobre este amigo patrício aqui, o Herdade do Rocim Tinto 2009.


Como já comentei no post anterior sobre o assunto (aqui), este é mais um vinho regional Alentejano (dos quais sou normalmente muito fã) e que apresenta características muito particulares e marcantes. Produzido a partir de várias castas autóctones (como costume na região e no país) e uma internacional intrusa, a saber: Alicante Bouschet, Aragonez, Syrah, Touriga Nacional e Trincadeira o vinho tem um teor alcoólico de 14% e Amadurece 80% em barricas de carvalho francês e 20 % em barricas de carvalho americano. Vamos as impressões.

Na taça o vinho apresentou cor rubi violácea de média intensidade, alguma transparência e brilho. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas compunham ainda o conjunto visual.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutas vermelhas, toques de especiarias e lembrança de chocolate. Tudo muito harmônico e com boa intensidade.

Na boca o vinho tinha corpo médio, acidez um pouco mais baixa do que eu gostaria (embora eu ache que esta é uma característica mais ou menos comum aos vinhos da região) e taninos macios e redondos. Retrogosto confirma muita fruta e chocolate na boca. Final de média duração.

Um vinho correto, sem defeitos e que pode agradar principalmente aos menos experientes pela sensação mais doce em boca, conjunção do frutado, teor alcoólico e traços de amadurecimento em barrica. Vale conhecer, embora seu irmão "mais velho" seja incomparável.

Até o próximo!

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Você é um discípulo da harmonização perfeita?

Devo confessar que nem sempre consigo beber o vinho perfeito para o prato que estou comendo e que invariavelmente não levo muito a ferro e fogo as regrinhas de harmonização amplamente divulgadas por ai. Afinal, o que é o vinho perfeito ou ideal? Vale ressaltar que nem vivemos em um mundo ideal, imagine beber sempre um vinho ideal para o prato perfeito. Simplesmente, em minha humilde opinião, é impossível. Vamos fazer alguns exercícios de reflexão sobre o assunto.


A harmonização não necessita de um master sommellier ao seu lado sempre que for consumir um vinho, existem alguns ABCs e regrinhas básicas que podemos levar sempre conosco. Um exemplo clássico é aquele grande Cabernet ou Bordeaux que costumamos consumir com um belo e suculento pedaço de carne ao passo que brancos mais ácidos como Sauvignon Blancs pedem algum prato mais leve e frutos do mar. Você não vai pedir um filet de peixe e acompanha-lo daquele Barolo, certo? Parece simples, mas não é.

Quando vou a um restaurante costumo sim buscar uma harmonização mais perto da ideal uma vez que existe um chef por trás do meu prato, se esforçando em entregar uma boa refeição e os preços de vinhos invariavelmente nos pedem menos erros com a complementação entre um e outro. Mesmo aqui existem desafios. Quando o restaurante oferece vinhos em taças, o que escolher? Imagine que a harmonização ideal para seu prato sugere um determinado tipo de vinho, sendo que o único disponível no local é aquele que sabidamente você não gosta. Ou ainda, se o preço da taça deste mesmo vinho for quase do mesmo preço do prato que você tiver escolhido. Vale buscar algo por similaridade e buscar outras opções que podem "fazer a vez" da harmonização ideal.

Já em casa eu sou mais relaxado, e tento apenas proporcionar prazer a mim e as pessoas que irão fazer a refeição comigo (normalmente minha esposa, que me deixa a cargo do vinho). Nestes casos, e ao menos pra mim, o vinho se torna mais especial que a refeição ou ao menos, no mesmo patamar. Mas em situações mais casuais, até nós amantes do vinho buscamos beber aquilo que nos faz bem e proporciona prazer, deixando a harmonização em segundo plano. Entretanto, costumo ir de tintos mais ou menos encorpados com pratos a base de carne e massas de molho vermelho, brancos para peixes, risotos e frutos do mar e espumante em qualquer situação mais comemorativa. Há ainda vinhos mais versáteis, como alguns Pinot Noir mais leves que pra mim vão com quase tudo (atentem a palavra quase) e rosés para descontrair e petiscar. 

Em suma, não costumo ser fiel a harmonização perfeita, busco relaxar, tentar o melhor em termos de combinação (sem neuras) e comer e beber sem medo de ser feliz. Mas e vocês, prezados leitores, como fazem em suas refeições? Quais são seus segredos sobre o assunto?

Até o próximo!

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Encontro de Vinhos de Ribeirão Preto, é sábado agora!

Está chegando mais uma edição do Encontro de Vinhos em Ribeirão Preto, no interior do estado de São Paulo. O evento é itinerante, e normalmente trás a diversas localidades no Brasil as novidades do mercado de vinhos. Esta será a quarta vez que o evento passará por Ribeirão Preto, sendo que já tradicionalmente o evento irá ocorrer no hotel JP, local este de fácil acesso para todos os visitantes da feira.


O visitante poderá provar centenas de vinhos de diversos produtores e importadores num ambiente climatizado e preparado para as degustações. Na região externa por exemplo, os visitantes irão contar com um bistrô que servirá pratos par serem harmonizados com os vinhos, a preços bem camaradas. O visitante terá ainda a oportunidade de conversar com alguns produtores que estarão na feira, comprar vinhos in loco e abastecer sua adega, ainda mais neste inverno que resolveu dar finalmente as caras pelo Brasil a fora.

Informações importantes: comprando seu ingresso antecipadamente você garante um desconto, pagando somente R$ 50,00 (associados ABS pagam R$ 30,00 mediante apresentação da carteirinha). No dia do evento será vendido também, a R$ 60,00.

Encontro de Vinhos Ribeirão Preto 2013
Data: 27/07 (Sábado)
Local: Hotel JP – Rodovia Anhanguera, Km 306,5
Horário: Das 14h as 22h.
Ingressos: R$ 50,00 (antecipado) e R$ 60,00 na hora. Associados ABS têm 50% de desconto apresentando carteirinha

Ainda tem dúvidas? Acesse o site do Encontro de Vinhos, entre em contato com os organizadores e não perca a oportunidade. Quem me conhece sabe que não divulgo qualquer coisa por aqui e mesmo que não possa ir a esta edição, participei de outras edições em outros lugares e atesto a qualidade do evento.

Até o próximo!

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Winebar com House of Mandela: Impressões!

Conforme eu havia avisado a vocês, queridos leitores (aqui), na noite de ontem aconteceu mais um Winebar ao vivo, desta vez com vinhos Sul Africanos da "House of Mandela" com a parceria da importadora Ravin. Para os mais desavisados, vale lembrar que o Winebar é um lugar na internet onde se promovem experiências únicas para os apaixonados pelo vinho e gastronomia através de transmissões AO VIVO, onde você pode provar junto com produtores, importadores, formadores de opinião e afins os melhores vinhos do mundo falando diretamente com eles, enviando seus comentários, dúvidas e tudo que achar pertinente.

Sobre a House of Mandela, complementando um pouco da informação dada no post anterior sobre o assunto, vale dizer que é uma marca criada pela família Mandela para licenciamentos relacionados ao vinho e que utiliza outras vinícolas do país para produção de seus vinhos, vinícolas estas criteriosamente selecionadas a fim de associar o nome da família a produtos de qualidade. Um ponto muito interessante e bonito também sobre a vinícola é que ela segrega parte dos lucros obtidos com a vendagem dos vinhos para auxiliar a fundação que leva o nome de Mandela no auxílio as famílias em dificuldades na África.

Os vinhos degustados na noite de ontem foram:

HOUSE OF MANDELA THEMBU COLLECTION SAUVIGNON BLANC 2012: vinho feito com uvas 100% Sauvignon Blanc da região de Western Cape, na África do Sul. Passa por um interessante e não usual processo de 4 meses de fermentação em tanques de inox antes de ser engarrafado. Na taça mostrou uma coloração amarelo palha bem clarinha, límpida e brilhante com lágrimas finas, rápidas e incolores. Já com relação aos aromas, dominado por frutas cítricas e tropicais além de toques de aspargos. Na boca é que o vinho realmente se mostra, com uma acidez crocante, corpo médio e muita fruta. Final de longa duração. Extremamente fresco, combinou perfeitamente com filets de Saint Peter temperados com limão siciliano, pimenta e sal assados em papelotes de papel alumínio e arroz com brócolis. Fácil afirmar que combina bem com frutos do mar, entradas e saladinhas além de ser ótimo pra se beber por si só!


HOUSE OF MANDELA THEMBU COLLECTION PINOTAGE 2012: vinho feito com uvas 100% Pinotage da mesma região do vinho anterior com maturação de 6 meses em barricas de carvalho. Na taça mostrou cor violácea de média intensidade, pouca transparência e bom brilho. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas completavam o visual do vinho. No nariz o vinho apresentava aromas de frutos escuros e especiarias. Na boca taninos firmes, marcados mas de boa qualidade somados a um corpo médio e boa acidez. Retrogosto confirma olfato com fruta escura em evidência e leve picância num final de média duração. Vinho sem defeitos mas na minha opinião inferior ao branco, principalmente se levarmos em conta o custo x benfício. Harmonizou bem com uma maminha assada com batatas. 


Dois vinhos bacanas e com muita história por trás. Existe quem critique a exploração do nome Mandela, ainda mais com sua atual situação de saúde, mas acho válido principalmente por destinar parte do lucro para ajudar a um povo extremamente sofrido. Aproveitou ainda o boom do consumo de vinho que a Copa do Mundo de 2010 ajudou a promover por lá. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Karavelle, a cerveja rock n'roll!!

Existe uma fatia do mercado de cerveja que vem crescendo e caindo no gosto do brasileiro que é a de cervejas artesanais, fruto de pequenas produções de apaixonados pela bebida que se saem muito bem nesta nova função. Além disso, uma rádio que muito ouvi em minha adolescência mas que por motivos diversos hibernou por um período de aproximadamente 6 anos renasceu em meio a este nosso novo mundo conectado e ávido por novidades. E num casamento bastante produtivo, a Cervejaria Karavelle apostou na rádio rock (89,1 FM) como carro chefe de divulgação, principalmente aqui em sampa, sua fama chegou até meus ouvidos e resolvi conhecer um pouco mais desta cerveja.


Para falar um pouco do produtor, tomei a liberdade de retirar alguns trechos da própria página deles: "Com sede em Indaiatuba e distribuição selecionada, a cervejaria elaborou um portfólio de produtos únicos e diferenciados, baseando-se em receitas raras que utilizam ingredientes preciosos, importados de várias regiões do Mundo. Ainda segundo o mesmo, eles tem como missão elaborar cervejas e chopes super Premium, puro malte, que utilizam matérias-primas extremamente selecionadas sendo que suas receitas são exclusivas, cuidadosamente elaboradas por seu mestre cervejeiro e seguem rigorosamente a Lei de Pureza da Baviera (Reinheitsgebot), de 1516".

Se apurei corretamente, a cervejaria conta com 6 tipos de cervejas diferentes em seu portfólio: Pilsen, Stout, Weiss, Red Ale, IPA e Keller, cada qual com suas características inerentes às matérias primas, método de produção e outras particularidades. As que eu provei foram a Red Ale e a Pilsen. Abaixo, um pouco do que  achei sobre as mesmas.

A Karavelle Red Ale tem uma bonita cor âmbar com toques atijolados e espuma puxando para o caramelo. Aliás, a espuma é bem cremosa e presente. Tem aromas de malte e açúcar queimado. Peca um pouco na falta de corpo e no final curto, não impressiona. Já a Pilsen é uma Premium de baixa fermentação, amarelo claro e brilhante, leve e refrescante com bastante espuma e toques florais. Final com leve toque de amargor. 

No frigir dos ovos, dos tipos que pude provar, a Pilsen levou vantagem e vale a prova. Achei a Red Ale um pouco fraca, talvez ainda sob o efeito da St. Gallen que provei recentemente (aqui), muito superior. Ainda tenho uma stout que quero provar logo. De qualquer forma vale conhecer. E que surjam sempre novas cervejarias e elevem o produto nacional ao mais alto nível.

Até o próximo!

Amanhã tem mais Winebar com House of Mandela e Ravin!!!

Amanhã, 23-07-2013 (terça feira), é dia de Winebar mais uma vez, e agora com vinhos sul africanos recheados de muita história. Com o apoio da importadora Ravin serão apresentados os vinhos da vinícola House of Mandela. 


A House of Mandela já existe a muito tempo, mas idéia da união da história familiar com a produção de vinhos se deu em 2010. Para eles, a linha de descendência da família Mandela faz com que o vinho produzido transcenda a garrafa e se torne parte de uma história muito maior, numa forma de manter o legado da família vivo e passado para outras pessoas. O bacana é que parte do lucro obtido pela venda dos vinhos é revertido para auxílio as pessoas carentes da África do Sul. A vinícola possui duas linhas de vinhos: a Reserva Real e a a Thembu Collection, frutos das principais regiões vinícola da África: Stellenbosch e Paarl. Os vinhos da linha Thembu tem três de seus representantes trazidos ao Brasil pela Ravin: House of Mandela Thembu Collection Sauvignon Blanc 2012, House of Mandela Thembu Collection Pinotage 2012 e House of Mandela Thembu Collection Shiraz 2012, entretanto para a apresentação, serão degustados o Sauvignon Blanc e o Pinotage.

Como de praxe a apresentação será conduzida pelo publicitário e blogueiro Daniel Perches e terá como contra parte Rogério D’Ávila, proprietário da importadora Ravin. Eu já estou com meus vinhos e pronto pra apreciar um pouco mais desta história e aprender sobre eles.

Lembrando que o evento acontece via web em www.winebar.com.br (ou pelo Facebook) a partir das 20h. E você, vai perder esta apresentação? Eu acho que não, certo?

Até lá!

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Zuccardi Serie A Syrah 2011

Em mais uma noite de esbórnia enogastronômica em casa este foi o vinho escolhido para acompanhar uma torta de liquidificador com recheio de carne seca e queijo coalho, de comer de joelhos. E como já é de praxe, falaremos a respeito do vinho por aqui.


Sobre a Zuccardi já falei muito aqui no blog e vocês já devem estar cansados de saber que é uma vinícola que admiro muito pois em todas a linhas com que trabalha sempre apresenta vinhos de qualidade. E não é diferente com esta linha "Serie A", onde segundo o produtor, o A vem de Argentina e a linha de vinhos é produzida com o intuito de demonstrar todo o potencial de diversos microclimas e micro regiões que existem dentro de Mendoza. E acho que o objetivo é atingido.

Já no tocante ao vinho, um varietal feito com uvas 100% Syrah colhidas em duas regiões diferentes: 60% de Santa Rosa e de Agrelo, no Valle de Uco. A fermentação malolática acontece previamente ao envio de 30% do vinho para barricas de primeiro, segundo e terceiro usos por aproximadamente 10 meses. Atinge 14% de graduação alcoólica. Vamos finalmente as impressões.

Na taça uma bonita cor violácea de média intensidade, com alguma transparência e bom brilho. Lágrimas finas, espassadas e ligeiras com leve cor ajudam a tingir as paredes da taça.

No nariz o vinho abre com aromas de frutos escuros maduros, toques de pimenta e floral. Ligeiro aroma tostado no fundo de taça.

Na boca o vinho apresenta corpo médio, boa acidez e taninos marcados, ligeiramente rascantes mas de boa qualidade. Retrogosto confirma frutas e pimenta num final de média para longa duração.

Mais um grande vinho da Zuccardi, muito interessante e que foi muito bem com a torta. Este foi um presente e por isso não comento sobre valores nem nada parecido, só aconselho que provem o vinho.

Até o próximo!

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Buena Vista Count Cuvee Red Blend 2008

Nada como curtir os bons momentos da vida com boa companhia, comendo e bebendo o que de melhor a vida nos oferece não é? Pois é assim que eu tenho levado a vida. E foi numa destas oportunidades que a vida me deu que resolvemos abrir este vinho, eu e minha esposa, pra acompanhar um fondue de carne ao vinho muito gostoso e simples de se fazer.


A Vinícola Buena Vista teve sua fundação no ano de 1857, sim a muito tempo atrás, através de um visionário para a época chamado Agoston Haraszthy e foi a pioneira em Sonoma na produção de vinhos de alta qualidade. De lá pra cá muita história se passou e a vinícola se encontra agora num caminho de renovação, iniciado ainda no ano de 2012 pela família Boisset, atual proprietária da vinícola.

O vinho tem seu nome em alusão ao fundador da vinícola, apelidado de "The Count" muito por suas histórias (fantasiosas ou não) que misturavam política e casos policiais. É um blend de três uvas: Zinfandel, Merlot e Syrah. Passa por 14 meses de envelhecimento em carvalho francês, americano e húngaro. Possue 14,5% de teor alcoólico. Vamos as impressões.

Na taça uma cor rubi violácea de grande intensidade com pouca transparência. Lágrimas finas, rápidas e bem coloridas ajudavam a tingir as paredes da taça.

No nariz aromas de frutos escuros em compota, couro, chocolate e toques de tostado ao fundo da taça. Bastante complexidade e harmonia.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, com boa acidez e taninos marcados, presentes mas de excelente qualidade. Retrogosto confirma o olfato com fruta bem madura e chocolate amargo. Final de longa duração.

Mais um grande vinho, fruto da assinatura do clube de vinhos da Smartbuywines. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 16 de julho de 2013

El Enemigo Bonarda 2009

E era dia de celebrar! Celebrar a vida, as datas que nos marcam, os dias que se passam, enfim, nossas realizações na vida que vão muito além do lado material. E minha esposa me deu a missão de escolher o vinho para tal oportunidade. Depois de muito pensar em qual vinho tirar da adega, se seria ou não a ocasião certa, decidi que iria levar um velho ditado em conta: "a vida é muito curta para bebermos vinhos ruins". Foi ai que entrou em cena o El Enemigo Bonarda 2009, um presente de casamento muitíssimo interessante.


A Bodega El Enemigo se encontra aos pés dos Andes com vinhedos espalhados por Mendoza, especialmente em Luján de Cuyo, se utilizando das altitudes favoráveis e de clima propenso a produção de uvas de grande qualidade. É também um projeto de dois nomes de peso no cenário argentino: o enólogo Alejandro Vigil e Adrianna Catena, filha de ninguém menos que Nicolás Catena, dois românticos no que fazem e que nutriam uma paixão em comum que veio a uni-los ao redor do vinho. Uma curiosidade é que o nome El Enemigo faz referência ao inimigo que todos temos que lidar no dia a dia: nós mesmos.

O vinho em questão é composto por 90% de uvas Bonarda acrescidas de 10% de uvas Cabernet Franc. Passa por volta de 14 meses de envelhecimento em carvalho e tem 14% de álcool. Foi agraciado com 90 pontos do "nosso amigo" Robert Parker, que o classificou como um dos mais complexos vinhos feitos com uvas Bonarda. Vamos as impressões.

Na taça um cor violácea muito intensa e quase intransponível, sem traços de transparência. Lágrimas finas, ligeiramente mais lentas que o usual e muito coloridas ajudavam a tingir as paredes da taça.

No nariz uma complexidade incrível, passando por frutos vermelhos e escuros maduros, chocolate, especiarias e toques de defumado e tostado. Lembra ainda algum mentolado. Muito interessante.

Na boca o vinho era encorpado, taninos firmes, marcantes e de excelente qualidade e boa acidez, tudo muito equilibrado e mostrando um grande conjunto. Retrogosto confirmando o olfato num final longo e saborosíssimo.

Sem dúvida um grande vinho, excelente qualidade e que deve ter ainda um bom tempo de garrafa dada toda sua complexidade e estrutura. Como minha esposa mesmo disse, quando estava me aproximando do final do vinho, parecia uma criança segurando a taça como se não quisesse largar "meu brinquedo". Vale a prova, eu recomendo!

Até o próximo!

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Faces, os vinhos oficiais da Copa do Mundo de 2014

O blog acompanhou o lançamento oficial dos vinhos Faces em São Paulo

Na última sexta feira (12/07) o blog teve o privilégio de acompanhar em São Paulo o lançamento dos vinhos oficiais da Copa do Mundo de 2014. E o local escolhido não poderia ter sido melhor: a churrascaria Vento Haragano na região do Itaim, zona sul da capital.


A vinícola escolhida pela Fifa, após muita disputa com outras vinícolas nacionais e internacionais, foi a Lídio Carraro e seus vinhos de boutique, e para quem não conhece a vinícola, um breve histórico: Fundamentados no conceito de vinícola boutique (já discutido aqui no blog), seus vinhos tendem a expressar o "terroir" no qual são plantados através da busca pela integridade e quebra de paradigmas, de maneira sustentável e pouco ou nenhum uso de recursos externos para controle dos vinhedos/vinhos (baixo uso de defensivos químicos, não utilização de carvalho para correção dos vinhos, etc). Como também já comentei um pouco sobre os seus vinhos em outras oportunidades (aqui, aqui ou aqui) não irei me alongar muito nisso.


Os vinhos da copa são dois até o momento, um branco e outro tinto, e até o final do ano teremos ainda uma terceira opção, um rosé. O conceito da marca "Faces" , criada para a Copa do Mundo é no entanto, o que   mais me chama a atenção. Com a tentativa de resgatar a "brasilidade"e o mix de povos e culturas que acabou por formar o que hoje chamamos de brasileiros serve de base para todo o projeto, que nos foi muito passionalmente apresentado pela Enóloga e Diretora Técnica da vinícola, Monica Rossetti. Aliás, uma curiosidade e também motivo de grande orgulho pra nós brasileiros apreciadores de vinhos: além do trabalho para a Lidio Carraro, a Monica também presta consultoria para vinícolas italianas no Piemonte e na Toscana.

O Faces branco é um vinho de corte produzido a partir de três uvas: Chardonnay, Moscato e Riesling Itálico na proporção de 1/3 para cada na composição final e como de praxe os vinhos não passam por madeira. Pelo que a Monica nos passou, apenas o Chardonnay passa por fermentação malolática. Um vinho de cor amarelho palha com reflexos verdeais. Aromas de frutas cítricas e tropicais, toques de flores e leve lembrança de baunilha. Corpo leve para médio. Acidez refrescante. Fica um tempo médio em boca. Um vinho bacana, e se o preço for mesmo o que foi revelado, em torno de 40 dinheiros, acho um bom vinho para o dia a dia.


Já o Faces tinto é um pouco mais "complicado". Explico. É um vinho de corte que utiliza 11 uvas em sua composição, lembrando alguns pesos pesados do mundo do vinho europeu (apenas em termos de composição, algo não muito familiar ao brasileiro acostumado com vinhos varietais). A idéia aqui complementa ainda a campanha Faces pois simula a escalação de um time de futebol (e seus 11 jogadores). E estas uvas são: Cabernet Sauvignon, Merlot, Tannat, Pinot Noir, Touriga Nacional, Malbec, Nebbiolo, Alicante, Ancellotta, Teroldego e Tempranillo. Na taça uma cor violácea, trás no nariz aromas de frutas vermelhas e escuras frescas misturadas além de toques de especiarias. Na boca um corpo de leve a médio, boa acidez e taninos bem finos e suaves. Sem defeitos, agrada mas não tanto quanto o branco. Com o mesmo preço do branco, empolga menos mas mesmo assim ainda é justo.

Depois disso ainda pude rever alguns vinhos das outras linhas da Lidio Carraro, conversar com a equipe Lidio Carraro presente na apresentação (Leonardo Khouri - Gerente de Contas e Ana Cristina - Representante Comercial para São Paulo) sobre vinhos, mercado, etc além é claro de um belo almoço com os já aprovados cortes de carne disponíveis na casa.

Mais do que apresentar os vinhos da Copa do Mundo para a imprensa e lojistas, o evento e a campanha da Lidio Carraro tem que servir para despertar o consumidor brasileiro e o produtor nacional para que juntos façamos o mercado crescer. Agradeço mais esta oportunidade e vamos junto na divulgação.

Até o próximo!

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Cono Sur Organic Pinot Noir 2010

O dia a dia também merece vinhos, não é mesmo? E já dizia o ditado, "A vida é muito curta para bebermos vinhos ruins". Imbuído deste sentimento, tenho procurado tomar vinhos que satisfaçam mais do que simplesmente meu gosto pessoal, mas que tenham qualidade e que possam também a aumentar os conhecimentos meus e de minha esposa a cerca do mundo vitivinícola. E foi assim que chegamos ao vinho do post de hoje.


A vinícola Cono Sur foi fundada em 1993, no Vale do Colchágua - Chile, e teve como mote inicial a produção de vinhos expressivos e com aquela pegada de novo mundo. Desde seu começo, a vinícola conseguiu aplicar um mix de tecnologias avançadas sobre técnicas já consagradas de vitivinicultura. 

O vinho em questão faz parte da linha de vinhos orgânicos e tem como símbolo em seu rótulo uma bicicleta, simbolizando a maneira como os empregados fazem seu percurso indo e vindo dos vinhedos da companhia quando estão trabalhando com este meio de transporte. Além disso, o vinho é guiado única e exclusivamente pelas leis naturais do ambiente, em uso de químicos e/ou produtos sintéticos. O emprego de defensivos naturais como flores, grama e a introdução de insetos benéficos são apenas algumas das apostas do produtor para o controle do vinhedo. Finalizando, é ainda certificado por um órgão alemão por suas práticas orgânicas. É feito com uvas 100% Pinot Noir e não obtive informações sobre maturação em barricas. Vamos as impressões.

Na taça uma bonita cor rubi límpida, brilhante e de boa transparência. Lágrimas finas, rápidas e sem cor compõe também o aspecto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas bem frescas e toques de tostado e madeira. Bastante perfume.

Na boca o vinho tinha corpo de leve para médio, excelente acidez e taninos sedosos. Retrogosto confirma o olfato com uma boa estrutura e final de média duração. 

Um bom vinho para o dia a dia, pode ser bebido sozinho ou com refeições mais leves. De qualquer maneira, beba. Vale o quanto custou (algo em torno de 45 dinheiros). Eu recomendo!

Até o próximo!

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Cuvée Hommage 2003

Estava eu trocando umas mensagens com minha esposa, como de costume e foi quando ela me disse que havia preparado uma jantinha surpresa bacana pra gente. Curioso que sou, fiquei remoendo pra saber o que era mas esperei chegar em casa. Neste meio tempo comecei a pensar em possíveis harmonizações com os vinhos que tinha em casa, afinal janta especial e surpresa merece o que temos de bom em termos de vinho, vocês não acham? Chegando em casa vi que ela tinha feito um belo escondidinho de carne seca a base de purê de mandioquinha, carne seca dessalgada e um bom catupiri para completar, além de parmesão ralado pra gratinar. Coloquei meu pouco conhecimento a prova na hora de escolher o vinho, consultei meus alfarrapos e cheguei a conclusão: iria tentar um Bordeaux.


Confesso que não sou profundo conhecedor de vinhos franceses, ainda mais quando lidamos com a enormidade de particularidades que envolvem Bordeaux e Borgonha, mas o vinho escolhido por mim é um vinho produzido na região de Côtes de Bourg, situada na margem direita do rio Gironde. Tendo em vista este cenário e levando em conta também o clima e solo, a uva Merlot é a que se encontra em maioria plantada por ali em virtude da mesma ter um ciclo de maturação mais demorado que as outras tintas permitidas dentro das apelações de Bordeaux. 

Sobre a vinícola e o vinho em sim, podemos dizer que é uma vinícola um tanto quanto nova, sendo que o Château Lamblin (produtor do vinho) viria a ser criado em 1998 e a partir dai, técnicas orgânicas de vitivinicultura foram aplicadas para que se atingisse a qualidade de que hoje desfrutamos de seus vinhos. Por lá, 80% das vinhas plantadas são de uvas Merlot, seguidas de 10% de vinhas de Cabernet Sauvignon e 10% de Malbec sendo que no vinho, a proporção se altera um pouco para 60% Merlot, 20% Cabernet Sauvignon e 20% Malbec. Além disso, o vinho passa por maturação de 14 meses em tonéis de carvalho. Vamos as impressões.

Na taça uma coloração rubi violácea de média intensidade com ligeiro halo granada nas bordas. Lágrimas finas, ligeiramente mais lentas e sem cor compunham o conjunto visual também.

No nariz o vinho abriu com aromas terciários de couro e estrebaria, seguido de aromas mentolados e frutos escuros. Ao fundo da taça era possível ainda identificar aromas tostados.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, acidez ainda viva e taninos marcados, mas elegantes e de boa qualidade. Retrogosto trazendo frutas negras e mentolado, confirmando o olfato. Final de longa duração.

Um belo vinho sem dúvida, que cresce com a comida e precisou de um tempo aberto pra respirar no decanter antes de servir. Foi bem com o escondidinho. Eu recomendo.

Até o próximo!

terça-feira, 2 de julho de 2013

Quinta de Bons-Ventos 2011

Nada melhor do que aproveitar o final de semana para uma viagenzinha relaxante para as montanhas,curtindo um friozinho, boas companhias, muita comida e diversão não é mesmo? E foi assim que aproveitei o meu com uma curta viagem para Campos de Jordão, no interior paulista, sempre regada a um vinhozinho para aplacar o frio e celebrar. E o escolhido desta vez foi o Quinta de Bons-Ventos, portuguesinho da região de Lisboa e produzido pela gigante Casa Santos Lima.


Falando sobre o vinho em si, é produzido num corte (como é e costume português, tendo em vista a enormidade de castas autóctones disponíveis por lá) das uvas Castelão (Periquita), Camarate, Tinta Miúda e Touriga Nacional sem proporções divulgadas. Envelhecimento parcial (3 a 4 meses) em meias-pipas de carvalho. Possui cerca de 13% em volume de álcool. Vamos as impressões.

Na taça uma bonita cor violácea de média intensidade com algum brilho. Lágrimas finas, rápidas e levemente  coloridas ajudavam a tingir as paredes da taça.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, algo de especiarias e toques de chocolate. Aromas harmonicos e discretos, nada muito pujante.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos finos, marcados e de boa qualidade. Retrogosto confirma o olfato trazendo principalmente frutas escuras com um fundo especiado e leve toque de chocolate. Final de média duração. 

Vinho honesto, sem defeitos e que vale o quanto custa (algo em torno de 26 dinheiros no supermercado Pão de Açúcar). Para se tomar no dia a dia com refeições cotidianas ou mesmo para bebericar com amigos. Eu recomendo.

Até o próximo!

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Vinho aromatizado com xarope de refrigerante é lançado

Uma companhia francesa, Haussmann Famille, lançou no mercado no último mês de junho o primeiro vinho aromatizado artificialmente com xarope de refrigerante.


Com um nome até sugestivo, Rouge Sucette Cola (algo como Pirulito Cola em uma tradução livre), o vinho com 9% de teor alcoólico foi criado para ser servido resfriado, e é feito com 75% de mosto vinificado de uvas e os outros 25% divididos entre açúcar, água e xarope artificial de refrigerante de cola. Segundo o fabricante, o resultado chega a ser surpreendente, pois alia o "amargor" do vinho com a doçura do xarope. O produtor já é conhecido por já trabalhar com uma linha de vinhos rosé e branco aromatizados artificialmente com xarope de maracujá. 

O lançamento ocorreu na última semana de junho em meio a Bordeaux Vinexpo 2013, o alvo do produto segundo o próprio produtor é a "geração coca cola" de jovens consumidores como uma maneira de traze-los para o consumo de vinhos. O vinho também é visto como potencialmente vendável entre mulheres e pessoas asiáticas que podem ter o paladar mais voltado para os gostos doces em bebidas. Obviamente o vinho não estará disponível no Brasil e o preço lá fora, numa rede de supermercados ingleses beira as 3 libras.

Pesquisas feitas no mercado francês dão conta que existe uma demanda crescente por produtos deste tipo, vinhos aromatizados, com uma estimativa de vendas de mais de 30 milhões de garrafas no ano corrente, um incremento de 50% em comparação a 2012. Ainda segundo avaliadores de mercado, tais vinhos também tem dirigido a vendagem de vinhos no mercado americano, com vinhos tintos doces se superando dia após dia e os vinhos da uvas Moscato correspondendo por mais de 6% em volume de vendas no país, um incremento de 33% ante o ano anterior. Do outro lado da moeda, o consumo de açúcar na Grã-Bretanha teve um aumento de 31% desde 1990, com o consumo médio de 700g de açúcar por pessoa em uma semana.

Para maiores informações recomendo a leitura do original, em inglês, no site http://www.thedrinksbusiness.com .

Será que a moda pega por aqui também?

Até o próximo!

Mais uma cobertura do blog: Grand Tasting Wines Of Argentina 2013

Na última quinta feira aconteceu mais um grande evento de vinhos em São Paulo, o Wines of Argentina Grand Tasting, e o blog Balaio do Victor se fez presente e vai contar pra vocês leitores, um pouco do que aconteceu por lá.


O evento aconteceu no Hotel Unique em São Paulo, e contou com a degustação anual de vinhos argentinos com direito a participação de 44 bodegas, master class com o tema "Argentina muito além da Malbec", "Wine Walks" guiados por enólogos argentinos renomados e ainda feira onde as bodegas e/ou importadores mostravam seu portfólio e mais recente lançamentos. 

O local escolhido não poderia ser melhor pois o salão disponibilizado para a feira era amplo e fazia com que o espaço entre as mesas e o acesso as mesmas fosse facilitado, permitindo com que todos tivessem acesso a todas sem maiores entreveros. Além disso, os serviços disponibilizados pela organização (cuspideiras, comidas, etc.) eram feitos de maneira impecável tornando a vida do visitante muito agradável. Tudo era de muita qualidade, desde a seleção dos vinhos até os quitutes servidos. Embora não tendo participado do Master Class, todos os relatos de amigos e visitantes era de que o sucesso tinha sido absoluto.





 Um dos destaques em minha modesta opinião foram os "wine walks, pequenos tours temáticos guiados por enólogos argentinos que nos apresentavam vinhos de acordo com o tema, correndo algumas mesas da feira, a fim de que identificássemos uma ou outra características de um determinado grupo de vinhos argentinos. Uma sacada muito inteligente. Participei do tour sobre cabernets argentinos com o enólogo Tomás Hugues, onde pude notar diferenças entre os vinhos de acordo com o terroir em que a uva era plantada, por exemplo, fruta mais madura nos vinhos de Mendoza ao passo de mais frescor em vinhos de Salta, por exemplo. 


Em meio a um mar de vinhos, destaques não faltaram, mas faltaria tempo, espaço e memória pra falar de todos, aqui ou um por um. Correria também o risco de cometer alguma injustiça e deixar de citar algum vinho que eu não provei. Mas de maneira geral, muitos vinhos interessantes, como um Semillón 1942 da Bodega Lagarde o qual pude dividir um pequeno gole com minha amiga e também blogueira Evelyn Fligeri (Taças & Rolhas) ou quem sabe um pouco usual Petit Verdot da Bodega Decero. Falando ainda de vinhos,  o já famoso Eolo da Trivento ou o Judas da Sotano estavam também por lá desfilando sua potência e qualidade, linhas como a Iscay da Trapiche, a qual eu não conhecia, fazendo um pequeno debute ou ainda a vinícola Tukma e seus vinhos bons de preço procurando um importador aqui no Brasil ou mesmo um branco diferente como o Masi Passo Blanco ou ainda quem sabe a bodega Familia Schroeder e seus vinhos da Patagônia (linha Saurus). E foi daí pra melhor, podem acreditar.


Enfim, muitos vinhos pra se provar, muitos amigos para conversar, muitos quitutes para os vinhos acompanhar e um evento pra na memória ficar. 

Até o próximo!