segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Suipacha Reserva Malbec 2007

Depois de um longo e tenebroso afastado das atividades vinícolas em virtude de uma gripe muito forte e de um banho de remédios, eis que estamos reestabelecidos e prontos para o recomeço. E confesso que começamos com a corda toda! O primeiro vinho do recomeço é este Suipacha Reserva Malbec, da Bodega Otero Ramos, radicada em Mendoza, na Argentina. 


A história da Bodega Otero Ramos data de mais de uma década de muito trabalho, que nasceu de um sonho e da busca por este sonho de Manuel Otero Ramos que se materializou e começou a colher os frutos com vinhos de muita qualidade, amplamente divulgados pelo mundo a fora. A primeira colheita e respectiva safra para venda foi a de 2006 e desde então suas mudas de Malbec, Cabernet Sauvignon, Tannat, Pinot Noir, Petit Verdot, Chardonnay e Sauvignon Blanc vem gerando vinhos interessantíssimos. 

O vinho é feito com 100% de uvas Malbec de Lujan de Cuyo, em Mendoza na Argentina e passa por 12 meses de envelhecimento em carvalho de primeiro uso. Passa ainda por 24 meses em garrafa e por mais um ano em adega antes de ser colocado no mercado. Possui 13,8% de teor alcoólico. Vamos as impressões.

Na taça uma bonita cor rubi violácea de grande intensidade, bom brilho e quase sem transparência. Lágrimas finas, rápidas e levemente coloridas. 

No nariz o vinho mostrou um mix de frutas vermelhas e escuras, toques florais e lembrança de baunilha. Ao fundo de taça existia toques de especiarias e tostado.

N boca o vinho apresentou corpo de leve para médio, boa acidez e taninos finos porém marcados e de boa qualidade. Retrogosto confirma o olfato. Final de média duração.

Um bom vinho, trazido pela Vinea e que abriu a volta dos trabalhos. Que venham os próximos.

Até o próximo!

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

A difícil relação entre o consumidor brasileiro e o vinho nacional

Ultimamente tenho visto muita coisa sendo publicada em mídia especializada, blogs e outros, sobre os vinhos nacionais e o "sucesso" que os mesmos vem obtendo em premiações mundo a fora e sendo muito citados por críticos de renome fora do país. Eu, como consumidor costumeiro de vinhos (sejam estes nacionais ou não) venho aqui dar meu pitaco sobre o assunto. Veja, jamais fui contra o consumo do vinho nacional. Só ainda os acho fora de prumo com relação aos preços praticados no mercado interno. Além é claro de constatar a falta de uma política de popularização e acesso ao vinho e sua mídia, fracos a meu ver.


O primeiro ponto que eu questiono e a quantidade de premiações que existem mundo a fora durante o ano todo, as vezes repetitivamente no mesmo local. É evidente que hora ou outra um vinho nacional abocanhará um premio, dentre tantos distribuídos. Além disso, é preciso também verificar quem julga os vinhos em cada evento, a lisura de todo o processo, quem esta efetivamente participando do concurso e assim por diante. Não estou acusando nada nem ninguém, só quero iniciar um questionamento e reflexão sobre o assunto.

Depois, por que o foco somente no mercado de exportação sendo que o mercado interno nacional é enorme e pouco explorado? E falo por experiência própria. Explico, vivo em São Paulo, maior centro do Brasil e onde todo e qualquer produto é facilmente encontrado, não é mesmo? Em se tratando de vinhos nacionais, uma meia verdade. Pois até aqui é um pouco mais difícil encontrar determinados vinhos nacionais em restaurante ou redes maiores de supermercados, por exemplo. 

Uma coisa que me preocupa em demasia é: por que o vinho nacional é tão caro no mercado interno? Veja, impostos os vinhos importados também o pagam, em seu país de origem e aqui também. Sei que existem também muitos outros custos envolvidos em todo o processo, mas pagar o preço de determinados vinhos nacionais no mercado interno chega a parecer roubo. Além disso, em outros países, vinho é tratado como alimento, aqui como bebida alcoólica. Tendo esta distorção enraizada no nosso mercado faz com que o vinho encareça enquanto produto, tornando o acesso ainda mais difícil.

Ainda lendo as respectivas publicações que "divulgam" o vinho nacional, me parece que mais do que dizer sobre qualidade, o produto brasileiro ainda é tratado com espanto e novidade, como se dissessem ser praticamente impossível que o nosso país produza algo com o mínimo de qualidade. Mesmo por que quando vemos algum vinho nacional exposto fora do país (tive algumas oportunidades de vê-los), o mesmo fica mofando na prateleira pois as pessoas nem olhar para os mesmos olham. 

E por ultimo um dos pontos que considero o pior de todos: o preconceito enraizado no próprio brasileiro com relação ao vinho feito por aqui. Quando existe equiparação de preço e qualidade de um vinho nacional x vinho importado, o próprio consumidor procura o importado pois cria status, elitiza. 

Enfim, eu sempre que posso e vejo um vinho nacional a preço justo, não exito e consumo. Alguns de meus preferidos por exemplo são o Tannat da Casa Venturini e o Pequenas Partilhas Cabernet Franc, da Aurora. Ambos imbatíveis em sua faixa de preços (faixa dos 40 paus, salvo ledo engano). Mas e você, prezado leitor, o que acha a respeito do assunto?

Até o próximo!

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

A eterna briga: qual o tamanho de uma dose quando pedimos vinho em taça?

Em minhas andanças no mundo enovirtual, li um artigo que suscitou uma discussão interna que resolvi compartilhar com meus leitores. Na verdade, muitas vezes quando olho uma carta de vinhos de um restaurante e vejo que o mesmo tem opção de venda de vinhos em taças, me pergunto qual a quantidade de vinho que serei servido, caso peça esta opção. Quem decide isso? Como é feita a medida para que toda taça tenha sempre a mesma quantidade? Estas são minhas duvidas que entendo possam ser a de muitos de vocês por aqui e por isso abrirei a discussão.

O primeiro ponto a se considerar é que cada estabelecimento decide o quanto será sua taça e/ou porção, não existindo qualquer regra e/ou lei que trate do assunto. Então, se o dono do restaurante ou estabelecimento que você está frequentando disser a seus funcionários que uma dose deve ser de 150 ml (e então a garrafa deverá conter 5 doses/taças), os relatórios de consumo do local deverão cruzar o número de taças vendidas com o número de garrafas abertas/consumidas. Neste caso o staff do local terá que utilizar um dosador ou aprender a lidar com o tamanho correto da dose. É claro que existe a chance da última taça de cada garrafa possuir um menor volume se comparado com as demais.

Em segundo lugar, algo que não costuma agradar é quando o atendente não trás a garrafa até a mesa, simplesmente trazendo a taça já com o precioso líquido. Como vou saber se o vinho é mesmo o que eu pedi e mais, se é por exemplo da safra citada na carta? Quando o atendente traz a garrafa até a mesa já causa uma situação mais agradável e existem lugares que ainda lhe prestam a lisonja de provar o vinho antes de ser servido definitivamente na taça. 

Outro ponto relevante a se discutir é sobre a expectativa gerada pelo lugar frequentado. Explico, você não pode criar muita expectativa nem exigir muito de um serviço de uma rede de restaurantes de aeroportos por exemplo, ao passo que quando se visita restaurantes/estabelecimentos estrelados por guias e entidades internacionais você espera todos os mimos possíveis e impossíveis. E neste balaio entram também os vinhos em taça e assim por diante. 

E se depois de considerar tudo isso que foi discutido até então, você ainda não estiver satisfeito e achar que comprou gato por lebre (optando por pedir uma taça de vinho que não satisfez pelo tamanho, preço, etc.)? Eu sugiro uma conversa particular com o gerente do estabelecimento (ou pessoa responsável) e não com o atendente, pois este provavelmente estará cumprindo ordens. E vocês, o que me dizem a respeito?

Até o próximo!

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Homenagem ao dia Internacional da Grenache

Hoje, dia 23 de Setembro, foi designado como o dia Internacional da Grenache. Como estou sob efeito de remédios, não tenho bebido muita coisa ultimamente e não poderei prestar as devidas homenagens. Fica então o video abaixo, que é de Paso Robles nos EUA, e fala sobre o que é a Grenache para o pessoal de lá. Está em inglês, mas é bem fácil de ser entendido e divertido como todos os videos por eles postados!




Quem sabe no próximo ano, eu não consigo prestar uma homenagem feita por eu mesmo?

Até o próximo!

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Vinho bouchoneé : aromas indesejados ou supressão de sensibilidade olfativa?

Estava lendo uma das várias midias especializadas sobre vinhos (Decanter) que costumo fazer quando me deparei com uma noticia um tanto quanto interessante e resolvi trazer para debate aqui no blog. Uma nova pesquisa científica relacionada ao mudo do vinho discute o quanto um vinho afetado por problemas na rolha pode apresentar aromas ruins ou o agente químico (TCA) responsável por este defeito só cria um efeito que inibe nossos receptores olfativos de sentir outros aromas. Ou seja, nosso cérebro seria "enganado" por este defeito e não conseguiria identificar novos odores no vinho.


Ainda segundo esta pesquisa, estes aromas que lembram mofo, pano molhado (ou algo semelhante) que normalmente são encontrados quando o vinho apresenta esta contaminação pela rolha, seriam na verdade a supressão dos receptores das células olfativas localizadas nos nossos narizes. E isto não seria uma novidade em se tratando de supressão causada por alguma sensação externa, como se pode observar em casos  relacionados a visão, por exemplo. 

Finalizando a pesquisa, os cientistas atribuem a esta pesquisa uma forma com que os produtores possam vir a aumentar a qualidade de seus vinhos, embalagens e assuntos relacionados. Tal estudo fora feito por cientistas japoneses e divulgado a pouco por uma publicação científica famosa pelas terras do Tio Sam.

E para você, querido leitor, qual seria a real causa dos odores indesejados em vinhos bouchoneé? Inibiçao de receptores ou aromas ruins mesmo? Fico aberto para novas contribuições ao assunto!

Até o próximo!

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Como escolher a quantidade de vinho para uma festa?

Quando estamos planejando uma festa, casamento por exemplo, sempre temos esta duvida com relação a quantidade de vinho que devemos adquirir para os convidados. Recentemente estava lendo uma publicação internacional de vinhos (Winespectator) e eles falaram um pouco a este respeito. Aproveitando o gancho, venho compartilhar com meus leitores algumas dicas por lá escritas.


A primeira dica é que a conta deve ser feita com base em 2 a 3 doses (taças) por convidado, o que se traduz em aproximadamente meia garrafa. Se o evento for mais longo (passando de 2 a 3 horas) você também pode chegar na conta de uma dose (taça) por hora por convidado. Lembrando que isso é somente uma média simples, pois cada um tem a idéia de como será seu público, se são mais comedidos ou verdadeiros beberrões.

É claro que existem outras variáveis para levarmos em conta. Para começo de conversa, quanta comida você pensa em servir? Normalmente quanto mais comida, mais bebida é consumida. A impressão que eu tenho é de que as pessoas tendem também a se esbaldar mais com bebida a medida que não necessitem de dirigir ou se deslocar por grandes distâncias para a festa. 

Com relação ao tipo de vinho, podemos dizer que o vinho branco combina melhor com dias mais quentes, em períodos diurnos e em locais abertos. Já os tintos podem ir a calhar em jantares mais formais onde carnes serão servidas e em locais fechados. De qualquer maneira você pode fazer um mix de 50% de cada a menos que você saiba a preferência de sua platéia. É também recomendável incluir espumantes nesta conta, uma vez que você está em uma situação festiva e nada melhor do que borbulhas nestas ocasiões. E não esqueça de muita água e outras bebidas não alcoólicas! Ah, e o cardápio deve influenciar esta decisão também.

Mesmo com todas estas dicas em curso, o que você deve considerar é que quando tiver decidido que tipos de vinho, suas respectivas quantidades e seu orçamento para isso, converse com um revendedor/importador de vinhos para que você obtenha um maior desconto no pacote fechado. Sabemos que Chardonnay e Cabernet Sauvignon são de longe as uvas mais lembradas nestas ocasiões mas você pode descobrir algumas coisas interessantes no caminho e que poderão casar melhor com a comida a ser servida.

Espero que as dicas funcionem. Preparem sua festa e depois me contem o resultado!

Até o próximo!

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

É dia de azeite Colinas de Garzón no Winebar!

Para você caro leitor, que gosta de azeites e outras gostosuras gourmet, hoje teremos algo interessante. Hoje, dia 16/09, às 20:00hs, teremos um WINEBAR diferente. Com o apoio da importadora World Wine, desta vez falaremos de azeite, um azeite muito especial vindo do Uruguai.


Do site do Winebar: Colinas de Garzón é a primeira linha de Azeite de Oliva Extra Virgem produzida no Uruguai premiada internacionalmente. As raízes deste azeite estão a uns poucos quilômetros da costa uruguaia, onde as nossas plantações completam a paisagem natural do complexo turístico de José Ignácio e Punta del Este.

A Colinas de Garzón possui 3 linhas de azeites, a saber:

BIVARIETAL – Arbequina – Coratina: De cor amarela pura e aroma frutado médio, possui delicada fragrância a campo de trevos. Revelando-se suave na ponta da língua mas com caráter, traduz-se em um azeite redondo e agradável com retrogosto de amargor no palato e sensação picante na garganta, embora com final doce que o transforma na melhor opção para realçar o sabor das comidas. Ideal para massas e risotos, saladas de folhas amargas, peixes brancos e vegetais cozidos.

TRIVARIETAL Coratina – Barnea – Picual: De cor dourada profunda e aroma frutado médio, possui delicada fragrância limpa oriunda da azeitona fresca. Revelando-se amargo na ponta da língua, porém com personalidade, resulta em um azeite atraente, que perdura com presença marcante na boca, bem encorpado, deixando sensação picante na garganta, mas sem agressividade. Ideal para carnes e mariscos de sabores fortes, peixes vermelhos e saladas.

CORTE ITALIANO – Frantoio – Leccino: De cor amarelo brilhante com suaves reflexos verdes, apresenta aroma frutado com matizes de ervas recém-cortada. De balanceado amargor e acabamento picante, percebe-se como um óleo fresco, de definida estrutura, que evoca toques de tomates verdes e amêndoas. Ideal para todos os tipos de carnes, sopas, molhos e também para se cozinhar na grelha.

Como vocês já sabem, o Winebar é é um serviço criado para os apaixonados pelo vinho (desta vez excepcionalmente teremos azeites), onde são realizados eventos e degustações online através das redes sociais. Além da participação dos convidados através de mensagens enviadas pelo Facebook, você poderá também assistir a transmissão ao vivo pela web. Winebar é um jeito fácil de conhecer ótimos vinhos (e agora azeites!), conversando diretamente com o produtor e/ou importador, só que no conforto de sua casa. E o melhor de tudo isso é que todos podem participar, tendo ou não um exemplar do vinho (azeite) para degustar.

Eu não vou perder e recomendo que você também não o faça.

Até mais tarde!

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Yealands Way Pinot Noir 2010: um brinde as coisas simples da vida

Nem sempre teremos um banquete em casa. Mas quem disse que uma refeição simples não pode ser inesquecível quando na companhia das pessoas que você ama, acompanhada de um vinho bacana e de uma comidinha caseira deliciosamente preparada com muito amor? Pois é assim que começamos a história do nosso jantar e do vinho escolhido, o Yealands Way Pinot Noir 2010.


Como já dito anteriormente por aqui no blog (neste post), a vinícola Yealands State tem uma história muito interessante pois é totalmente voltada para a sustentabilidade e pela utilização dos créditos de carbono em sua produção. Trocando em miúdos, muito do que se utiliza de recursos na companhia vem de meios de reciclagem, seja da água da chuva, luz solar, garrafas de vidro, e assim por diante. Uma atitude louvável em tempos de ganância e egoísmo em moda. Fica localizada em Awatere Valley, em Marlborough, na Nova Zelândia. O vinho é feito com uvas 100% Pinot Noir. Não encontrei maiores informações sobre o mesmo, então vamos as impressões.

Na taça uma bonita cor rubi brilhante, com boa transparência, lágrimas finas, rápidas e incolores.

No nariz o vinho abriu com aromas de frutas vermelhas maduras e toques terrosos. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, excelente acidez e taninos finos e macios. Retrogosto confirma o olfato com frutas vermelhas maduras e um final de longa duração bem saboroso.

E assim mais um dia se esvaia com um vinho de excelente custo benefício, na faixa dos 50 dinheiros na rede Pão de Açúcar em São Paulo. Acompanhou graciosamente um arroz branco com creme de milho e lascas de peito de frango empanadas com ervas finas. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Encontro de Vinhos: é a vez dos mineiros!

É isso mesmo caros leitores, um dos eventos mais interessantes no circuito enofílico brasileiro (sim, brasileiro por que o evento já passou por Rio de Janeiro, cidades no estado de São Paulo e assim por diante), tem uma nova edição em um local até aqui inédito para o evento: a cidade de Belo Horizonte. No dia 14 de Setembro próximo poderemos nos reunir com produtores, importadores, enófilos, jornalistas, blogueiros e afins para celebrarmos, discutirmos e provarmos (ora essa, a parte mais aguardada por muitos) diversos vinhos de várias regiões do planeta e dos mais variados tipos existentes.


Venha provar os vinhos, conversar com quem importa ou mesmo quem faz aquele vinho que você queria provar mas ainda não teve coragem de comprar. O ingresso dá direito a provar todos os vinhos da feira e permanecer pelo tempo que quiser.

Comprando seu ingresso antecipadamente você garante um desconto, pagando somente R$ 50,00 (associados ABS pagam R$ 30,00 mediante apresentação da carteirinha). No dia do evento será vendido também, a R$ 60,00.

Não perca.

Encontro de Vinhos Belo Horizonte 2013
Data: 14/09 (Sábado)
Local: Mercure BH Lourdes
Avenida do Contorno, 7315 – Bairro Lourdes
Horário: Das 14h as 22h.
Ingressos: R$ 50,00 (antecipado) e R$ 60,00 na hora. Associados ABS têm 50% de desconto apresentando carteirinha

Ainda tem dúvidas? Acesse o site do Encontro de Vinhos, entre em contato com os organizadores e não perca a oportunidade. Quem me conhece sabe que não divulgo qualquer coisa por aqui e mesmo que não possa ir a esta edição, participei de outras edições em outros lugares e atesto a qualidade do evento.


Até o próximo!

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Finca Sophenia Reserve Malbec 2011

Imaginem o cenário a seguir: um jantar após um dia de intensas reuniões de negócios, com colegas de trabalho que vieram de outro país para passarem apenas 3 dias por aqui. O local escolhido para o jantar é a churrascaria mais famosa da cidade. De repente, todos olham pra você e você fica responsável por escolher o vinho que irá acompanhar a refeição. E a escolha foi feita pelo Finca Sophenia Reserve Malbec 2011, o que aparentemente cumpriu as expectativas alheias.


A Finca Sophenia tem uma idéia curiosa quando tratamos de seu nome. Fundada em 1997 por Roberto Luka, o nome se formou a partir da junção dos nomes de suas filhas Sophia e Eugenia. Mas Roberto não começou ali sua história com vinhos, sendo anteriormente responsável por uma das maiores empresas de exportação de seu país além de presidir a Wines of Argentina. A vinícola tem seus vinhedos localizados nas encostas da Cordilheira dos Andes no famoso distrito de Tupungato, em Mendoza na Argentina. A elevação aproximada dos vinhedos é de aproximadamente 1200 metros acima do nível do mar, criando assim condições para um clima mais ameno com muita exposição solar e um bom contraste de temperaturas durante o dia e a noite. Além disso, a aplicação de modernas técnicas de enologia (com dicas do famoso Michel Rolland) tais como resfriamento de uvas brancas após recebimento, utilização de gravidade para transporte de uvas e mosto em diversas etapas do processo e assim por diante geram vinhos que tem sido agraciados com premiações e bons conceitos ao redor do mundo. 

Sobre o vinho em si, é um vinho 100% Malbec com uvas colhidas manualmente em Tupungato, Mendoza. Passa por afinamento/envelhecimento de 10 a 12 meses em barricas de carvalho francês e americano. Vamos as impressões.

Na taça uma bonita cor violeta de grande intensidade, quase sem nenhuma transparência e com algum brilho. Lágrimas finas, lentas e ligeiramente coloridas complementam o aspecto visual.

No nariz aromas de frutos vermelhos, floral e lembrança de capuccino e mentolado. Vinho bastante fragrante. Ao fundo da taça nota-se algo de tostado.

Na boca um vinho de corpo médio para encorpado, boa acidez com taninos macios e bem redondos. Retrogosto confirma o olfato com fruta e cappucino. Final de média para longa duração.

Um belo vinho, bom representante dos Malbec argentinos que se encontram em terras brasilis. Vai bem com carnes no geral e "guentou" bem o rodízio. Vale a prova. 

Até o próximo!

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Muralhas de Monção Vinho Verde e Camarão na Moranga: surpresa e emoção

Sabe aquela sensação de que a semana durou aproximadamente uns 3456969 dias e que, ao final destes, você ainda vai demorar pra chegar em casa? Pois é, era mais ou menos assim que eu estava me sentindo na última sexta feira. Mas não é que chegando em casa tudo mudou, como num giro de 180 graus? Chegando em casa encontro minha esposa me esperando com a mesa toda arrumada e um belo jantar preparado, com direito a Camarão na Moranga aromatizando a casa toda. Iríamos comemorar nossos 5 meses de casamento em grande estilo. Foi então que ela me pediu que escolhesse um vinho bacana pra acompanhar a refeição. Depois de pensar um pouco decidi que iríamos deste Muralhas do Monção Vinho Verde. 


A Adega Cooperativa Regional de Monção (produtora deste vinho) foi fundada em 1958, incluindo cerca de 25 viticultores nesta época. Fica situada encravada na região dos Vinhos Verdes em Portugal, mais especificamente na sub região de Monção e Mengalço. Esta região aliás, é uma das mais antigas demarcadas em Portugal. O vinho é feito a partir das castas Alvarinho (predominante) e Trajadura, autóctones de Portugal e da região, mais especificamente. Não passa por madeira. Vamos as impressões.

Na taça apresentou uma bonita cor amarelo palha de bastante brilho, bem transparente e com lágrimas finas e bem rápidas.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos como pêssego e outros frutos tropicais. 

Na boca um vinho de corpo leve pra médio, excelente acidez, seco e bem macio. Retrogosto confirma o olfato com muita fruta. Final de média duração.

E o que dizer da harmonização do vinho com a comida? Perfeita. A acidez do vinho ajudava a limpar o paladar e pedia a próxima garfada do camarão na moranga e toda sua untuosidade em virtude do catupiry e também o sabor forte do fruto do mar. Eu recomendo. Foi uma bela comemoração sem dúvida!

Até o próximo!

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

O consumo moderado de vinho pode prevenir a depressão?

Em mais um novo estudo referente a saúde e o consumo de vinho, foi constatado que o consumo moderado de álcool (vinho de preferência) pode reduzir a incidência de doenças mentais nos indivíduos, tais como a depressão. O número de pessoas que consomem álcool está crescendo. A depressão é a perturbação mental mais notória no mundo, com um sensível aumento no número de diagnósticos nos últimos tempos. Mas estariam estes dois números intrinsecamente ligados? Segundo um novo estudo, as pessoas que bebem vinho com moderação podem realmente sofrer menos casos de depressão.

O estudo, realizado por uma equipe dos melhores médicos preventivos e clínicos da Espanha, observa que a presença simultânea de problemas relacionados ao álcool e a depressão é comum. Mas uma pesquisa anterior também desta equipe mostra que os consumidores de vinho tendem a ser mais saudáveis. Os cientistas queriam testar se tais benefícios à saúde podem afetar também o bem-estar mental. Por exemplo, doenças cardiovasculares e a depressão compartilham algumas características fisiológicas, e o vinho é tido como um auxiliar da saúde do coração de forma bem estabelecida.

Para testar suas idéias, a equipe puxou dados de saúde a partir de 5505 homens e mulheres que participaram de um estudo maior chamado PREDIMED, que analisa o impacto da dieta mediterrânea em doenças do coração. Nenhum dos participantes relataram depressão, problemas com álcool ou outras doenças notáveis ​​quando se juntaram ao estudo. Depois de um acompanhamento de sete anos, os pesquisadores notaram quantos indivíduos foram clinicamente diagnosticados com depressão e analisaram seus hábitos de consumo de álcool . Eles descobriram que o consumo moderado de álcool, dentro do intervalo de 5 a 15 gramas por dia, ou cerca de uma porção, está associado com uma possibilidade de 28 por cento inferior de incidência de casos de depressão. E o consumo de vinho na gama de 2 a 7 taças por semana foi associado a uma taxa de 32 por cento inferior de incidência de casos de depressão. Ainda segundo este estudo, o consumo do álcool e do vinho propriamente dito só viria a ajudar pessoas que ainda não se encontram em um estado depressivo, sendo pouco ou nada efetivo no caso de pessoas que já se encontram em depressão. Finalizando ainda este estudo, os médicos responsáveis dizem que os resultados podem ser extrapolados para fora da Espanha.

Nem todos concordam com as conclusões. Em uma revisão dos resultados, um hematologista do Centro Médico da Universidade de Boston, disse que ele não há como traçar um paralelo fisiológico entre doença cardiovascular e depressão em relação ao consumo de álcool. "Beber é muitas vezes um sintoma de depressão, provavelmente uma tentativa de auto-medicação, e desenhar um significado mais profundo a partir da fusão dos dois parece-me insustentável ", disse ele.

Os cientistas espanhóis têm algumas teorias para seus resultados. É possível que as pessoas que bebem vinho desfrutem de uma saúde mental melhor, por razões de estilo de vida não relacionados. Além disso, o resveratrol, composto encontrado comumente no vinho tinto é teorizado por possuir propriedades neuro protetoras. "Neuro proteção aplicada ao hipocampo pode impedir que consumidores moderados de vinho desenvolvam depressão", diz o estudo. Investigações anteriores sugerem que o hipocampo pode desempenhar um papel no desenvolvimento da depressão grave. 

No entanto, o estudo observa que a incidência da depressão pode ser avaliada de forma imprecisa. "Se os consumidores pesados ​​eram menos propensos a procurar cuidados médicos, isso poderia resultar porcentagens subestimadas de depressão entre estes consumidores, por exemplo​​", concluíram os estudos.


Reportagem origialmente publicada em www.winespectator.com

Champagne & Apple: harmonização impossível?


Que Champagne é o nome da região mais famosa de vinhos espumantes do mundo e  que seus vinhos são os mais reverenciados para situações festivas, acho que ninguém vai discordar. É também um lugar onde o velho dito "a imitação é a forma mais sincera de lisonja" nunca foi levado em consideração quando falamos de sua marca. E olha que oportunistas de plantão não faltam. Sempre em meio a contratempos pelo nome e pela utilização do mesmo, dois recentes episódios ressaltam aos olhos e foram destaque na mídia.


Primeiro, no início deste mesmo ano, quando a Casa Branca lançou um menu de inauguração descrevendo acidentalmente como Champagne, uma garrafa de vinho de algum lugar dentro da região mais conhecida vinícola dos EUA, a Califórnia.


E então, o mais recente imbróglio, desta vez com a gigante do mercado de eletrônicos e de comunicação, a Apple e seu novo Iphone 5S, um produto vindo da China (e não da França). A Apple ainda está definindo a estratégia de lançamento deste novo produto, mas segundo vazamentos "extra-oficiais", videos e fotos mostram que o produto terá uma nova cor, que até então se chamaria "Champagne". Ainda segundo publicações internacionais, já existem comentários em tom de desaprovação vindos de pessoas do alto escalão das associações de representantes dos vinhos de Champagne. Para eles, primeiramente o vinho espumante Champagne não possui uma única cor, o que por si só já invalidaria a iniciativa da Apple. Depois, segundo estas pessoas, quem se utiliza do nome Champagne para uma determinada cor estaria se apropriando de todo o benefício e mito que existe ao redor do rótulo no mundo. E olha que para eles, não existe qualquer problema em ingressar ações litigiosas contra a Apple ou qualquer outra empresa, principalmente de fora do mundo vinícola, como em perfumes, cremes dentais, água mineral para animais de estimação, roupas intimas e sapatos, por exemplo.

O jeito vai ser esperarmos até o lançamento do novo Iphone pra ver se a Apple comprou ou não esta briga. E você caro leitor, o que acha do caso? De que lado você fica?

Até o próximo!

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Angelica Zapata Malbec Alta 2009

Falar sobre a Bodega Catena Zapata ou mesmo da família Catena Zapata é o mesmo que chover no molhado. Talvez a uva Malbec na Argentina? Também seria muita repetição de assunto. Então como começar o post desa vez? Sinceramente não tive muita idéia. Opa, no entanto acho que estes pensamentos acabaram gerando um parágrafo introdutório, não é verdade?


Mais uma jantinha especial ao lado da família já é por si só um motivo mais do que óbvio para abrimos um grande vinho e portanto, foi isto que fizemos na noite de ontem. E a combinação escolhida não poderia ser mais clássica do que uma bela peça de carne assada com brócolis cozido no vapor e batatas rústicas de acompanhamento com um Malbec argentino de peso. E o escolhido da noite fora o Angelica Zapata Malbec Alta 2009. Este vinho é um exemplar 100% Malbec com uvas colhidas em vários vinhedos de propriedade da Bodega em Mendoza, na Argentina. Além disso, passa por 18 meses em barricas francesas das quais metade são novas. Possui teor alcoólico de 14%. Vamos então as impressões sobre o vinho.

Na taça uma bonita cor violácea de grande intensidade e brilho com quase nenhuma transparência, dando uma impressão quase que de tinta preta se olhada em um local com pouca iluminação. Complementavam o aspecto visual algumas lágrimas finas, levemente mais lentas e com alguma cor.

No nariz o vinho abriu numa combinação de frutas escuras e vermelhas em compota, seguidos de notas florais, toques de especiarias e lembrança de chocolate. Muito perfumado desde o momento que removi a rolha. Leve ponta de álcool sobrando no início mas que logo se desfaz sem incomodar.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, com taninos redondos e macios e acidez na medida. Retrogosto confirma o olfato com muita fruta, leve picância e chocolate. Final de longa duração.

O que dizer então da harmonização com a carne? Ficou divino. E pra finalizar a noite temática hermana, comemos um havanete de doce de leite com cobertura de chocolate que também ficou incrível junto ao vinho. Eu recomendo!

Até o próximo!

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

O que são os sedimentos encontrados no vinho?

Primeiramente é necessário dizer que, apesar de ser mais comum o aparecimento de sedimentos em vinhos tintos, os vinhos brancos também podem apresentar algum tipo de resíduo sólido. A maioria dos sedimentos, particularmente em vinhos jovens, vem de restos de pedaços de uvas, sementes de uvas e células de leveduras mortas, que são um subproduto normal da vinificação principalmente quando o vinho não passa por processos mais elaborados e demorados de filtragem. Mas vinhos tintos e brancos são normalmente feitos utilizando-se de métodos diferentes, e o processo de vinificação de vinhos tintos simplesmente gera mais sedimentos do que a vinificação de vinhos brancos. Os vinhos brancos, por exemplo, são mais propensos a deixar cristais de tartarato, que são um tipo diferente de depósito sólido. Ambos sedimentos e tartaratos são inofensivos, mas as pessoas tendem a evitá-los porque sua textura pode ser desagradável ao paladar.


Na produção de um vinho tinto típico, as uvas esmagadas e seu suco são fermentados em conjunto, enquanto os vinhos brancos são geralmente feitos apenas a partir do suco da uva. Imagine que as uvas esmagadas seriam como um saco de chá gigante, que tem um tempo de contato mais longo em vinhos tintos, enquanto os brancos costumam ter muito menos contato com estes sólidos. E uma vez que estes sólidos são da onde surgem estes sedimentos do vinho final, é fácil imaginar que os brancos terão menos sedimento então.

Separar o vinho de uva estes sólidos vem mais tarde, através de trasfega, refinamento ou filtragem, embora às vezes um produtor poderá optar por fazer seu vinho sem refinamento ou filtragem. Embora existam alguns vinhos brancos não filtradas fantásticos, eu acho que a maioria dos amantes do vinho esperam que os seus brancos fiquem claros, límpidos e com ótima transparência, por razões cosméticas.

E você prezado leitor, como é sua relação com os sedimentos encontrados no vinho? 

Até o próximo!

Ps.: Foto original retirada do site adega24.com, que detém os direitos sobre a mesma

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Winebar Península Ibérica: World Wine dando show c/ Mencía Luna Beberide 2009

Mesmo não tendo conseguido participar ao vivo do programa por motivos profissionais, assisti ao video e degustei posteriormente o vinho enviado e posto agora minhas impressões.


Primeiramente, devo dizer que o tema escolhido para o Wine Bar foi deveras interessante por alguns motivos: sou parte do vinhos de Portugal fã clube, tenho pouco conhecimento sobre a Espanha e suas "novas" (pero no mucho) regiões vinícolas, o portfólio da importadora World Wine é bem extenso e foi uma maneira de conhecer alguns de seus produtos, a oportunidade de acompanhar a "ressurreição" de regiões como o Dão e o Douro e assim por diante. Além disso, o tema também foi escolhido em virtude da feira que a importadora está promovendo durante os dias de 09 a 11 de Setembro em ambas São Paulo e Rio de Janeiro. Na ocasião, a importadora estará promovendo cerca de 18 produtores entre portugueses e espanhóis para seu público em um formato mais intimista, com direito a degustação dos vinhos, petiscos e se ainda estiver disposto, um jantar no EAT em São Paulo. Fui agraciado com a possibilidade de conhecer um vinho de uma região e feito com uma uva que não conhecia (nunca havia provado). Estou falando do Mencía Luna Beberide 2009

Do site do produtor/importador, um pouco sobre a região: "Localizada num vale ao abrigo das montanhas, na zona noroeste da Província de Leon. Situa-se na zona compreendida entre a Cordilheira Cantabrica e os montes de Leon, sendo seus limites naturais com as serras do caurel e Ancares, os montes Aquilanos e as serras de Jistredo. A montanha protege a região dos excesso do clima e das extremas temperaturas continentais. Graças as magníficas condições naturais, nessa região elaboram-se excelentes vinhos desde os tempos em os beneditinos del Cluny que assentaram nessa região no século XI. O Bierzo obteve o reconhecimento oficial como zona produtora em 1985, quando os vinhos eram elaborados com uvas locais e vinhos procedentes de outras zonas. Essa prática desapareceu com esse novo controle. Esta região faz fronteira entre a úmida Galícia e a seca Castilla y Leon, tem forte influência Atlântica que ajuda a produzir vinhos equilibrados". Confesso que preciso estudar um pouco sobre o local uma vez que não tenho muito a acrescentar. 

Sobre a vinícola: "Fundada em abril de 1987, desde sua criação caminha rumo a moderna estrutura agrária. Seus 50 hectares são vinhedos próprios, das vinhas se cultivam um bom conjunto varietal como: Mencía, Chardonnay, Gewürztraminer, Merlot e Cabernet Sauvignon. Nos últimos anos contou com a colaboração de Mariano Garcia "O Mago" da Ribera del Duero, importante para o desenvolvimento de seus vinhos tintos. Mariano que crê muito no potencial desta bodega".

Finalizando a parte de curiosidade do post, a uva Mencía é autóctone da região e acredita-se ter parentesco com a Cabernet Franc dada sua proximidade de características, apesar de alguns testes de dna não compactuarem com a tese. É plantada na região desde a Roma antiga e também sofreu muito com o golpe da filoxera que assolou a Europa no século XIX. Anteriormente esta cepa era associada a vinhos ligeiros e de pouca personalidade, o que vem mudando com os últimos anos, fazendo com que a região de Bierzo seja colocada numa posição de destaque devido a seus grande tintos. Direcionando ao vinho do post, o mesmo é feito com 100% de uvas Mencía, este vinho não passa por madeira para envelhecimento e/ou afinamento, sendo somente fermentado em tanques de inox. Vamos as impressões.

Na taça o vinho mostrou uma coloração violácea de média para grande intensidade, pouca transparência e bom brilho. Lágrimas finas, rápidas e com leve coloração.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutas vermelhas (silvestres) com toques mentolados e minerais. Uma pequena ponta de álcool apareceu na abertura da garrafa, mas arrefeceu com o tempo.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, taninos finos e macios e boa acidez. Retrogosto confirma o olfato com frutas e mineral. Uma pequena ponta de álcool também pode ser sentida no início, mas que logo arrefeceu. Final de média duração.

Um bom vinho, diferente do que estou acostumado a consumir, que valeu conhecer. Eu recomendo. Mais do que isso, mais um grande Winebar. Vida longa a este meio de divulgação e conhecimentos sobre o vinho.

Até o próximo!