terça-feira, 30 de setembro de 2014

Bosque Olivos: O Brazil do Azeite Extra Virgem que não conhecemos!

O Brasil é um país curioso, cheio de altos e baixos e que vive um momento de incertezas dado a proximidade com que as eleições presidenciais se aproximam. Independentemente do que vier por ai, tenho em mente de que não será muito fácil, mas isso não vem ao caso. O que eu queria mesmo dizer aqui é que recentemente descobri que fazemos azeite de oliva extra virgem de boa qualidade por aqui. Posso ser até taxado de ignorante por não saber disso anteriormente mas, enfim, estou sendo sincero. E eis que uma amostra deste belo Bosque Olivos Azeite de Oliva Extra Virgem surgiu em minha vida e eu quis compartilhar com vocês um pouco a respeito.


A empresa Bosque Olivos surgiu no Rio Grande do Sul, mais precisamente em 2006 com o intuito do estudo de viabilidade de fruticultura em uma propriedade de aproximadamente 11 hectares de terra que, após muito estudo, acabou apostando no plantio e cultivo de oliveiras. Já em 2007 o projeto piloto se iniciou e em 2008, a empresa como é conhecida hoje, foi finalmente batizada e fundada oficialmente. Atualmente a empresa conta com mais de 3000 árvores plantadas na propriedade sendo que aproximadamente 9 hectares de terra estão cobertos por esta cultura. Hoje passadas as dificuldades iniciais, o projeto tem crescido consideravelmente e as pesquisas tem dado bons frutos.

A principio, a primeira safra que gerou azeite de oliva foi a safra 2014 nas variações monovarietais arbequina, arbosana, picual e koroneiki. Ainda se utilizando desta safra, estão sendo experimentados diferentes blends para que agradem o consumidor final. Tive acesso ao varietal arbequina e vou compartilhar minhas experiências nas linhas que seguem.

O azeite era bem límpido e sem partículas em suspensão. No aroma era basicamente frutado e com toques ligeiramente amendoados, Na boca o azeite não era fluído de tudo mas também não era dos mais viscosos, diria que está no "meio termo", muito saboroso e com um leve picante no final. Não deixava qualquer amargor final. Bom frescor. 

Surpresa, o azeite agradou em cheio tanto a mim como a minha esposa, pois somos ambos apaixonados por esse alimento. Eu recomendo a prova e fico contente de descobrir mais uma faceta deste nosso Brasil varonil. Para maiores informações acessem:


Tenho certeza de que não irão se arrepender.

Até o próximo!

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Visita a Cervejaria Funky Buddha em Oakland Park, na Flórida!

As viagens a trabalho as vezes nos rendem surpresas agradáveis e possibilidades até então inimagináveis. Quando você tem um final de semana livre, as vezes procura novidades na região em que você se encontra para evitar os lugares já manjados, ainda mais se você já tiver visitado o local anteriormente. E foi exatamente assim que acabei descobrindo a Cervejaria Funky Buddha, em Oakland Park, Flórida. O local fica a cera de uns 40 minutos de Miami, lugar em que me encontrava e não pensei duas vezes em ir lá visitar. Ainda mais depois de ver que era possível fazer um tour pela fábrica, beber as cervejas ali no bar da cervejaria ou ainda comer pratos diferentes em um dos food trucks que costumam parar lá na porta.


A história da Funky Buddha  Brewery começou em 2007, quando o proprietário Ryan Sentz comprou um lounge de chá em um trecho despretensioso de lojas na Rodovia Federal em Boca Raton. O local logo se expandiu e se tornou ponto de encontro para amantes de uma boa cerveja artesanal. Logo o espaço em Boca Raton se tornou pequeno e depois de alguns estudos e convites, a aquisição do local atual em Oakland Park foi uma consequência e a realização de um sonho: tornar profissional sua atividade de cervejeiro caseiro. E assim, em setembro de 2010, Sentz e sua equipe levantaram um copo e brindaram a todos a nova Funky Buddha  Lounge & Brewery. Os primeiros lotes foram um sucesso instantâneo: cervejas como Rum-Soaked Oak-Aged Red Ale, Orange-Creamsicle Wheat e a Ginger Lemongrass fizeram com que os fãs de cervejas artesanais começassem uma caravana rumo ao lugar. Então, alguns meses depois, Sentz criou uma cerveja que quebrou todos paradigmas: a Maple Bacon Coffee Porter. Esta cerveja tinha de tudo um pouco: bacon salgado e defumado, um grosso e doce xarope de syrup e café torrado. Ela também bateu perfeitamente no renascimento da cerveja artesanal varrendo sites como BeerAdvocate.com e RateBeer.com na época. Nesta época também a Funky Buddha chegou a ser considerada a 27a melhor cervejaria do mundo de acordo com o RateBeer


A visita se dá basicamente mostrando todos os equipamentos da fábrica, desde a moagem dos grãos até a fermentação da cerveja em tanques de aço inox. Falamos também sobre as principais matérias primas que compõe a cerveja: água (a mais chata, segundo nosso guia Trevis), malte, lúpulo e as leveduras. Aliás o uso de vários tipos de lúpulo vindos de várias partes do mundo juntamente as leveduras selecionadas é que diferenciam as cervejas aqui. Vale lembrar que nenhuma cerveja é filtrada e/ou pasteurizada, o que reduz o shelf life consideravelmente. Além disso toda a visita é movida a cerveja: começamos com a OP Porter, densa, aromas de mocha e tostados além de um chocolate amargo; passamos a flagship deles a Hop Gun IPA, muito caramelo, mel, frutas e aquele amargor final delicioso e refrescante; depois veio a Floridian Hefeweizen, uma cerveja de trigo estilo alemã mais leve e refrescante, que trás muita banana e especiarias, num final seco e quase "salgado"; e para finalizar uma tripel belga de cair o queixo, deliciosa cujo nome me fugiu da memória.


Os tours pela fábrica estão disponíveis em 3 horários aos sábado e domingos e dois horários as terças e quintas, se não me engano. E ainda os planos aqui são ousados: estão expandindo um pouco a fábrica e estão incluindo uma linha de envase para  que isso possa acontecer. Já estão presentes em bares e restaurantes espalhados pela Flórida mas a idéia é expandir dentro de todo o território nacional americano. Quem sabe um dia não desde um pouco mais e aparece em terras brasilis? Eu recomendo a visita e a cerveja.


Para maiores informações, reservas de tours e compras on line acessem:


Até o próximo!

domingo, 28 de setembro de 2014

Ervideira Invisível 2012: Um vinho português que vai te surpreender!


Continuando com algumas surpresas da prova de vinhos do Alentejo que sucedeu a Materclass "A arte do corte", Portugal sempre surpreende com alguns vinhos interessantes, o que não foi diferente com este Ervideira Invisível 2012. Vamos ver os por quês abaixo?


As herdades do Monte da Ribeira e da Herdadinha, pertencem à família Leal da Costa, descendente direta do Conde de Ervideira, agricultor de sucesso dos séc. XIX e XX. O Conde, que recebeu o título de D. Carlos I pelo função social que a família desempenhava na região, deu início à produção de vinho em 1880 como atestam as garrafas que ainda hoje a empresa exibe na sala de provas. Com 160ha de vinhedos divididos pela Vidigueira (110ha) e por Reguengos (50ha), a administração da Ervideira é assegurada por Dona Maria Isabel, a matriarca da família, e pelos seus seis filhos, sendo Duarte Leal da Costa o diretor executivo. A direção enológica é da responsabilidade de Nelson Rolo.

Sobre o Ervideira Invisível 2012, a surpresa principal: é feito a partir da casta Aragonêz, uma casta típica portuguesa que é tinta, mas que aqui foi vinificada em branco pelo pouco (ou quase nenhum contato) do mosto com as casas das uvas. Não passa por barricas de carvalho. Vamos as impressões?

Na taça o vinho mostrou uma coloração amarelo palha bem clara, quase prateada, com reflexos verdeais com muita transparência e brilho. Lágrimas finas, rápidas e sem cor também compunham o aspecto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de pêras, herbáceo e leve toque de especiarias.

Na boca o vinho se mostrou de corpo leve para médio com bom frescor. Retrogosto confirma o olfato e o final é de médio para longa duração.

Um bom vinho português, além do curioso fato da maneira como é produzido. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Masterclass Vinhos do Alentejo: A Arte do Corte

No último dia 15 de Setembro aconteceu no Hotel InterContinental São Paulo a Masterclass ‘A Arte do Corte’, conduzida pelo crítico de vinhos português Rui Falcão através da Comissão Vitivinícola Regional Alentejana. O evento foi organizado pela Essência do Vinho e integra a programação do Tasting anual da CVR Alentejana, que aconteceu no mesmo dia. A assessoria de imprensa ficou a cargo da sempre competente Alessandra Battochio Casolato através da CH2A Comunicação, mestre no quesito. Na prova, Rui Falcão falou sobre como o Alentejo tem conseguido combinar diferentes variedades de uvas alcançando vinhos que são um conjunto superior à soma das partes. Complicado né? Vamos ver a seguir se consigo simplificar um pouco o que aconteceu por lá.


Primeiro é preciso dizer que, se você um dia tiver a oportunidade de visitar Portugal (eu ainda não tive, mas vou ter) nunca diga que você quer um vinho de corte. Eles não vão entender! Afinal quase tudo que se faz por lá é a mistura de mais de uma uva. E mais, lá se você quiser realmente conversar sobre o assunto, fale em vinho de "lote". Enfim, particularidades da língua. E foi mais ou menos assim que Rui começou a aula, ou melhor, o show.


Mas a pergunta que começou a povoar a cabeça dos presentes (mentira, começou a povoar a minha cabeça) era o por que do uso quase que integral de cortes dos vinhos ao invés de se pensar em vinhos varietais. E Portugal, através de Rui Falcão, justificou: pluralidade de uvas autóctones, complementação de uma uva com a outra (características distintas), preferência pura e simples entre outros motivos. O mistério começava a se desfazer. 


Antes porém é preciso ressaltar que o Alentejo é uma das regiões mais consumidas no mundo. Some-se a isso o fato de se produzir vinho por lá a milhares de anos e as recentes inovações tecnológicas que por lá se empregaram para termos uma região muito interessante para se provar. E nada melhor do que provar vinhos e tentar entender o que acontece por lá. De brancos a tintos, muita coisa boa passou pelas taças. Vamos aos astros principais:


Adega de Borba Tinto 2012: corte de Aragonês, Trincadeira e Alicante Bouschet com uma cor bastante escura e vibrente, frutos escuros, caramelo e toques florais no nariz. Na boca tem um corpo médio, boa acidez e taninos marcados. Final de médio para longo;

Cortes de Cima Tinto 2011: aqui já entram uvas internacionais como Petit Verdot e Syrah com as tradicionais Touriga Nacional e Aragonês. Violáceo de grande intensidade, fruta, flor, especiarias e tostado no nariz e confirmado no paladar. Taninos marcados, bom corpo e acidez na medida;

Esporão Reserva Branco 2013: feito a partir das castas Arinto, Antão Vaz, Roupeiro e Semillon, este branco tinha coloração amarelo palha bem clarinha e brilhante, aromas de maracujá, lichia, coco e tostado. A acidez era marcada com um corpo médio e um final de média duração;

Vila Santa Reserva Branco 2012: este tem em sua composição Arinto, Alvarinho e Sauvignon Blanc. Mostra alguma evolução para um amarelo dourado com toques herbáceos, de abacaxi e maracujá no nariz. Na boca é untuoso, mineral e fresco com um final de longa duração;

Tinto da Talha Grande Escolha Tinto 2009: talvez um dos melhores, senão o melhor da noite, feito com um corte simples Alicante Bouschet/Touriga Nacional já apresentava traços evolutivos granada com muita complexidade aromática: fumo, fruta, floral, medicinal e toques terrosos. Na boca mostrou corpo e acidez invejáveis com taninos bem marcados e um final longo e delicioso;

Dona Maria Reserva Tinto 2008: corte de Alicante Bouschet, Syrah e Petit Verdot trazendo aromas frutas, balsâmico e toques animais. Guloso e encorpado na boca, com taninos macios e uma boa acidez. Um vinho mastigável e delicioso;

Paulo Laureano Premium 2012: famoso bigode do mundo do vinho, seu vinho é um corte de Alicante Bouschet, Trincadeira e Aragonês de coloração violácea escura e sem transparência, com muita fruta e especiaria em primeiro plano. Encorpado, taninos marcados e de boa acidez.

E foi assim que essa intrigante região vinícola, eleita como umas das melhores do mundo para se visitar por uma publicação americana, se apresentou neste dia. Muita diversidade, muitas uvas e muito vinho bom.

Até o próximo!

sábado, 20 de setembro de 2014

Espumante Les Amis Brut Rosé: Todo charme de Provence na taça!

Continuando a falar sobre os vinhos do último Winebar com a Importadora Expand e os vinhos franceses da Les Amis, é hora agora de falarmos de uma região e de um vinho famoso mundo a fora mas que não havia sido degustado por aqui nem tão pouco escrito, ou se foi aconteceu por uma ou duas vezes no máximo. Estou falando do Espumante Les Amis Rosé, da região da Provence, na França. A Provence é famosa por seus delicados e frescos vinhos rosés que são sinônimo de verão e de ambientes alegres e descontraídos. Vamos ver se este espumante também é assim?


Este projeto denominado "Les Amis" advém da união de alguns vinicultores franceses, amigos, que possuem propriedades e empreendimentos vinícolas em diversas regiões da França e que juntos, no melhor estilo cooperativa, lançam vinhos sob os rótulos "Les Amis". E desde então, além da produção em mercado nacional, começaram a exportar seus vinhos para outros lugares do mundo e voilá, a Importadora Expand nos presentou com seus rótulos em território nacional. No caso específico deste espumante, a vinícola fica localizada em Provence e é uma empresa familiar criada em 1952, especializada em produzir vinhos, principalmente espumantes de qualidade premium. A região recebe chuvas intensas no outono e na primavera e os verões são secos e quentes. Apesar das temperaturas serem altas, a diversidade do relevo proporciona variações importantes mesmo em pequenas distâncias. Já sobre o Espumante Les Amis Rosé, podemos acrescentar que é feito com 100% de uvas Grenache e não consegui identificar ou mesmo obter informações sobre o método de produção (charmat ou convencional). Vamos as impressões?

Na taça o espumante apresentou uma bonita coloração rosé bem clarinha, lembrando casca de cebola com perlage fina, borbulhas pequenas e bem persistentes.

No nariz o espumante mostrou aromas de frutos vermelhos e toques de panificação. Leve lembrança floral.

Na boca o espumante se mostrou fresco, corpo leve para médio e com um retrogosto que confirmava o olfato. Equilíbrio é a palavra que melhor o descreve. O final é de média duração.

Um bom exemplar da Provence, deve agradar em cheio principalmente em dias mais quentes para se jogar conversa fora, sem acompanhar nenhuma comida ou mesmo com pratos leves e entradinhas. Eu recomendo. 

Até o próximo!

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

KM 0 Río de La Plata Reserva Tannat 2012: Músculo e classe Uruguaio

O Uruguai é um país que passou e me fascinar desde que tive a oportunidade de passear e conhecer um pequeno pedaço de lá. E desde então sempre que posso provar um vinho vindo de lá me recordo de como eu ainda preciso voltar e visitar muitas outras partes do país que não pude na primeira vez além é claro das vinícolas de lá que vem mostrando ao mundo como tratar a dura e áspera uva Tannat. E é bem por ai que vamos hoje com o KM 0 Río de La Plata Reserva Tannat 2012.
 
 
A Bodega Irurtia, produtora do vinho em questão, nasceu com a chegada ao Uruguai do imigrante Vasco Don Lorenzo Irurtia nos primeiros anos do século passado. Sua paixão pelos bons vinhos e a dedicação ao trabalho no cultivo da videira dão seus frutos em 1913 com a primeira vindima. A quarta geração da família Irurtia ainda está estabelecida em Carmelo e hoje administra  os negócios da família. Cinco irmãos, filhos e filhas de Dante Irurtia e Estela González assumiram o legado da família e o desafio de ir junto com seus antepassados por uma ​​estrada infinita, através da melhoria da qualidade de seus vinhos com a mesma paixão e dedicação de seus antepassados e a responsabilidade de manter e aumentar o reconhecimento internacional dos vinhos Irurtia, da cidade de Carmelo e do orgulho uruguaio.
 
Sobre o KM 0 Río de La Plata Reserva Tannat 2012, basta acrescentar que é um vinho 100% Tannat colhidas em um terroir considerado único no Uruguai, bem na nascente do Rio da Prata (daí o nome KM 0 Rio de La Plata) na costa de Carmelo. Envelhecimento de 6 meses em garrafa. Vamos as impressões?
 
Na taça o vinho apresentou uma bonita cor violácea de grande intensidade, bom brilho e quase sem transparência. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas tingiam a taça também.
 
No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros maduros e toques florais.
 
Na boca o vinho ser mostrou encorpado, musculoso e suculento. Boa acidez e taninos redondos e macios também se faziam presentes. Retrogosto confirma o olfato e o final é de média para longa duração.
 
Recebi mais esse belo exemplar do Winelands Clube do Vinho, o Clube que eu assino e recomendo. E o Uruguai vai me deixando com mais vontade de visita-lo.
 
Até o próximo!

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Espumante Salton Intenso: Para fechar o domingo com chave de ouro!

Ainda em meados de junho tivemos um Winebar com lançamentos da Vinícola Salton (relembrem aqui), que na oportunidade contou com 3 vinhos para a degustação. Até aquela data no entanto não havíamos tido a chance de provar todos os três vinhos mas, neste final de semana fechamos a trinca com o Espumante Salton Intenso.  Sobre a Vinícola Salton já cansamos de falar por aqui e por isso irei poupá-los de mais amolação e repetição de histórias ok? Vamos ver o que achamos sobre o vinho espumante então?
 
 
O Espumante Salton Intenso é uma edição limitada da vinícola e é produzido pelo método denominado Charmat, onde a segunda fermentação acontece dentro de tanques de inox. A composição deste espumante não é muito usual: Chardonnay, Pinot Noir e Riesling. O vinho espumante, após a segunda fermentação, passa 18 meses em contato com as leveduras nos tanques de inox. Vamos as impressões?
 
Na taça o vinho espumante apresentou uma bonita coloração amarelo palha com reflexos verdeais bem brilhante e com ótima transparência. Boa formação de espuma com borbulhas pequenas e persistentes.
 
No nariz o vinho espumante mostrou aromas de frutos cítricos e tropicais, toques florais e leve lembrança de panificação.
 
Na boca o vinho espumante se mostrou muito fresco, com uma excelente acidez e uma ótima formação de colchão de espuma. Retrogosto confirma o olfato e o final tem de média para longa duração.
 
Mais um bom espumante brasileiro que provamos por aqui, reforçando a idéia de que ao menos no tocante a este tipo de vinho o Brasil realmente está muito bem posicionado no mercado. Eu recomendo.
 
Até o próximo!

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Valdivieso Grand Brut: Desta vez as borbulhas vieram do Chile!

Em mais um dia de jantinha especial aqui em casa, embora um dia ordinário, além de termos visitas e passarmos por momentos agradáveis, aproveitamos a oportunidade para abrimos um espumante que veio diretamente da fonte, neste caso, o Chile. Estou falando é claro do Valdivieso Grand Brut.
 
 
O vinho espumante é produzido pela Viña Valdivieso, um dos grandes produtores vitivinícolas do nosso vizinho Chile, e está neste mercado a mais de 100 anos tendo começado como uma das pioneiras na produção de vinhos espumantes. De lá pra cá, muitas linhas de vinhos se desenvolveram fazendo com que a Valdivieso se torna-se uma das maiores de seu país e produzisse ícones como o Caballo Loco e Éclat, por exemplo. Possui vinhedos em diversas áreas espalhadas pelos melhores terrenos no Chile e faz desta diversidade, seu maior trunfo.

Já sobre o vinho espumante em si, podemos dizer que é um corte de 60% de Chardonnay, 20% de Pinot Noir e 20% de Semillon. Estas uvas são provenientes do Vale do Curicó, no Chile. É feito pelo método tradicional onde o líquido, depois de engarrafado, fica por 12 meses em contato com as leveduras. Vamos as impressões?

Na taça o vinho espumante apresentou uma bonita coloração amarelo palha com reflexos esverdeados, bom brilho e ótima transparência. Borbulhas finas, em boa quantidade formavam também um boa coroa na parte superior da taça.

No nariz o vinho espumante apresentou aromas de panificação, amêndoas e frutas tropicais. Ligeiro floral também se pode notar.

Na boca o vinho espumante se mostrou fresco e com um corpo leve, tendendo para o médio. O retrogosto confirma o olfato e as borbulhas continuam e formam um bom colchão na boca. O Final é agradável e de média duração.

Mais um bom vinho espumante degustado por aqui, este vindo do Chile e que agrada pela maciez e frescor que apresentou. Vale a pena conhecer. Eu recomendo.

Até o próximo!

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Viña Montes tentando expandir seus horizontes: Peru é o alvo!

O enólogo chileno Aurélio Montes tem a intenção de plantar vinhas no Vale Sagrado do Peru, perto da antiga cidade de Machu Picchu, para testar a capacidade do território para a produção de vinho. Ele disse a jornalistas em um jantar em Londres esta semana que o experimento com vinhas no Peru começará na próxima semana.

Lá, irão plantar cinco variedades de uvas para ver como viticultura pode progredir, em um local, situado no Vale Sagrado "no caminho para Machu Picchu" com cerca de 3.000 metros acima do nível do mar. O local já é tratado com o primeiro projeto vitivinicultural na área. Não existe a certeza de que as vinhas irão viver, mas Aurélio Montes tem tratado isso de maneira bem humorada dizendo que os resultados podem ser surpreendentes ou eles podem simplesmente ter de arrancar todas as vinhas após um período de dois anos.

O Peru tinha cerca de 20 mil hectares de vinhas plantadas em 2012, de acordo com a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), que acrescentou que as plantações mais do que duplicaram desde a virada do século 21.
 
Montes disse que ele ganhou acesso ao site do Vale Sagrado, abordando o importador rico dos seus vinhos no Peru. O importador, a quem ele não revelou o nome, é proprietária do terreno e se comprometeu a entrar em uma joint-venture com Montes.

A idéia inicial de Montes é plantar apenas 1.000 videiras no local, incluindo Pinot Noir, Sauvignon Blanc, Merlot, Syrah e Chardonnay. Se os resultados forem dentro do esperado, a tendência é que continue a plantação até atingir cerca de cinco hectares.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Luiz Porto Chardonnay 2012: Eita trem bom sô, vinho mineiro uai!

Mais uma vez me deparo com novidades relacionadas a esse mundão bão demais que é o mundo do vinho, agora seguindo rumo a Minas Gerais, na região sudeste do Brasil. Pois é de lá que sai o Luiz Porto Chardonnay 2012, uma dica que me foi passada pelo Rodrigo, da loja Vinhos de Bicicleta de São José dos Campos (interior de Sampa), e como eu sei que ele conhece do assunto, só me resta agradecer. Vamos conhecer um pouco mais sobre este vinho mineiro?
 
 
Situada na zona cafeeira do sul de Minas Gerais, a Luiz Porto Vinhos Finos conta com 15 hectares de vinhedos próprios, implantados em 2005, totalmente cultivados no inovador sistema de dupla poda ou inversão de ciclo. Através desta técnica, uvas de excelente qualidade são colhidas no inverno, época na qual as características climáticas das montanhas do sul de Minas permitem as melhores condições para o amadurecimento da uva – períodos secos e com temperaturas amenas e contrastantes entre dias e noites. Com cerca de 45 mil plantas provenientes da região de Bordeaux, na França, o vinhedo tem potencial para produzir mais de 55 toneladas de uvas a cada inverno e 50 mil litros de vinho fino por ano. Sendo fruto e desejo de inovação, uma moderna vinícola associa espaço e tecnologia na elaboração de vinhos finos. Contando com tanques em aço inox, barricas de carvalho francês e americano e todo maquinário importado da Itália, a Luiz Porto Vinhos Finos consegue processar suas uvas totalmente, desde o vinhedo até o engarrafamento. Cuidando de tudo nos mínimos detalhes, a vinícola busca fazer parte do novo tempo da vitivinicultura brasileira e ampliar sua geografia.
 
Finalizando, sobre o Luiz Porto Chardonnay 2012, é um vinho feito com uvas 100% Chardonnay da região de Cordislândia em Minas Gerais. O vinho é fermentado e envelhecido em carvalho francês por 12 meses sobre as leveduras. Vamos as impressões?
 
Na taça o vinho apresentou uma bonita cor amarelo palha com tendências douradas, bom brilho e uma excelente transparência. Lágrimas finas, abundantes e ligeiramente mais lentas compunham também o conjunto visual.
 
No nariz o vinho se mostrou complexo, abrindo com aromas de abacaxi em calda, seguido por manteiga, mel, madeira e baunilha. Toques especiados também se faziam sentir.
 
Na boca o vinho se mostrou untuoso, gordo e volumoso mas com uma boa acidez. Retrogosto confirma o olfato e o final é de longa duração.
 
Mais uma grata surpresa da vitivinicultura brasileira, que me faz acreditar que sim podemos fazer vinhos de qualidade e que com algum trabalho de precificação e marketing, podemos fazer frente a alguns de nossos Hermanos mais consumidos por aqui. Eu recomendo!
 
Até o próximo!

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Soli Brut 2012: Borbulhas diretamente da Bulgária para a nossa taça!

Como este mundo do vinho me surpreende a cada dia! Contando com meu pequeno conhecimento sobre ele, é difícil imaginar que em determinados lugares possam existir vinhos bacanas e prontos a serem descobertos. E este é o caso do Soli Brut 2012, vindo diretamente das terras de meus ancestrais, a Bulgária. Vamos conhecer um pouco mais sobre ele?
 
 
 
Este espumante é feito pela Vinícola Edoardo Miroglio, localizada no vale da Trácia, na aldeia de Elenovoa 22 km de Nova Zagora na Bulgária. A vinícola é cercada por vinhedos que se espalham sobre colinas, um lago e gramados verdes, que proporcionam excelentes condições para o desenvolvimento do enoturismo também. Em 2002 Edoardo Miroglio, um conhecido produtor têxtil e de vinhos italianos descobriu na região o solo perfeito e condições climáticas para a produção de vinhos de qualidade. O cultivo de uvas e produção de vinho têm sido tradicional na região desde os tempos ancestrais. Muitos autores antigos têm elogiado o vinho traciano,  e a receita foi passada de pai para filho por gerações. Até o presente momento, sobre o solo extremamente adequado de Elenovo, mais de 220 hectares de vinhas de uvas francesas e búlgaras foram plantadas. Algumas das variedades cultivadas pela Vinícola Edoardo Miroglio são: Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah, Cabernet Franc, Pinot Noir, Chardonnay, Muscat Ottonel, Gewurztraminer, Sauvignon Blanc, Mavrud, Rubin, Melnik 55 e Bouquet. A capacidade de produção anual de Edoardo Miroglio adega é de aproximadamente 1 milhão de litros de vinho. Até o momento, quase 22 milhões de milhões de euros foram investidos na Vinícola Edoardo Miroglio. Sobre o Soli Brut 2012, basta acrescentar que é feito com uvas 100% Pinot Noir vinificadas em branco pelo método tradicional. Vamos as impressões?
 
Na taça o vinho espumante apresentou uma bonita cor amarelo com tendência douradas, alguns reflexos ainda verdeais, bom brilho e ótima transparência. Borbulhas em abundância formando uma coroa na taça, de persistência média.
 
No nariz o vinho espumante mostrou aromas de frutos tropicais e toques florais.
 
Na boca o vinho espumante se mostrou fresco (boa acidez) e de corpo médio. Borbulhas faziam um bom colchão e o retrogosto confirma o olfato. Final de longa média para longa duração.

Uma grata surpresa vinda de terras ancestrais de onde sinceramente não esperaria ver vinhos espumantes. Recebi esse belo exemplar do Winelands Clube do Vinho, o Clube que eu assino.
 
Até o próximo!

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Antica Corte Ripasso della Valpolicella Classico Superiore 2012: #CBE!

Com algum atraso, chegou um dos dias que mais espero no mês quando o assunto é vinho e o blog: é dia de postagem para a #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs. Desta vez o tema nos remete a uma Itália que ainda não tive o prazer de conhecer mas que ainda é sonho de consumo: "Velhão, pensei no tema "Valpolicella" Vale tudo, do clássico ao ripasso, amarone, recioto... Tá de bom tamanho?" Esta frase foi enviada pelo Alexandre Takei, do blog Notas Etílicas, e serviu como guia para encontrarmos os vinhos deste mês. Aqui ficamos com o Antica Corte Ripasso della Valpolicella Classico Superiore 2012.

 
A Antica Corte produz todos os grandes vinhos da província de Verona: Valpolicella, Ripasso e Amarone, Bardolino e Chiaretto, Soave; Lugana, Custoza e também Pinot Grigio. A província de Verona oferece um território variado, especialmente adequado para a viticultura: a zona de Valpolicella - um anfiteatro de colinas ao norte de Verona - área de Bardolino - localizado perto do Lago Garda, que é um fator determinante na criação de características positivas nas uvas e vinhos - e as colinas a leste de Verona na zona de Soave, não esquecendo Lugana e Custoza. O cuidado especial com as vinhas, com alta tecnologia na adega permitem a Antica Corte produzir vinhos de qualidade que são a expressão do terroir.
 
O Antica Corte Ripasso della Valpolicella Classico Superiore 2012 é produzido pela técnica de ripasso, que consiste em o vinho obtido como Valpolicella passar por um tempo de contato com a borra de vinificação que sobra da vinificação dos vinhos Amarone, obtendo assim mais estrutura, complexidade e aromas. Este vinho é feito com as castas  Corvina (65%), Rondinella (25%), Molinara, Rossignola e Negrara (10% juntas). Os vinhedos estão situados em 5 das principais comunas da área de Valpolicella Classico (Fumane, Marano di Valpolicella, Negrar, San Pietro Incariano e Santo Ambrósio di Valpolicella). Depois de todo o processo fermentativo (incluindo o "ripasso"), o vinho envelhece em barricas de carvalho esloveno. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor rubi violácea de média para grande intensidade, bom brilho e pouca transparência. Lágrimas mais gordinhas que o usual e mais lentas também, com alguma cor.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos secos como ameixa e uvas passas, toques de especiarias e notas florais.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, com boa acidez e taninos macios. Retrogosto confirma o olfato e o final é de longa duração.

Um grande vinho italiano, apesar de não estar muito acostumado e consumi-lo, mostra qualidade a cada gole. Eu recomendo a prova. E assim cumprimos a tarefa da #CBE, com um pequeno atraso.

Até o próximo!

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Les Amis Bourgogne Pinot Noir 2011: Um belo vinho francês!

Depois de participarmos de mais um Winebar na última terça feira, é hora de falarmos sobre as impressões que tivemos sobre os vinhos não é mesmo? E para começarmos a degustar com chave de ouro (uma vez que não seria possível provar os 3 vinhos até o dia do Winebar), resolvemos iniciar nossa viagem pela França na Borgonha, e degustamos o Les Amis Bourgogne Pinot Noir 2011.
 
Este projeto denominado "Les Amis" advém da união de alguns vinicultores franceses, amigos, que possuem propriedades e empreendimentos vinícolas em diversas regiões da França e que juntos, no melhor estilo cooperativa, lançam vinhos sob os rótulos "Les Amis". E desde então, além da produção em mercado nacional, começaram a exportar seus vinhos para outros lugares do mundo e voilá, a Importadora Expand nos presentou com seus rótulos em território nacional.
 
 
Já sobre o Les Amis Bourgogne Pinot Noir 2011, podemos dizer que é 100% feito com uvas Pinot Noir  provenientes das regiões de Côte de Beaune, Côte de Nuits e Côte Chalonnaise. A colheita é feita manualmente, sendo cuidadosamente selecionadas e desengaçadas antes do processo de vinificação. A fermentação do vinho é em tanques de aço inox em temperaturas controladas. Vamos as impressões?
 
Na taça o vinho apresentou uma bonita cor rubi de média intensidade, bom brilho e boa transparência. Lágrimas finas, rápidas e sem cor complementavam o aspecto visual.
 
No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, terra molhada, toques animais  lembrança de especiarias.
 
Na boca o vinho tem corpo de leve para médio, uma boa acidez e taninos finos. Retrogosto confirma o olfato e o final é de média duração.
 
Um bom exemplar de vinho da Borgonha, com boa tipicidade e elegância. Poderia ter um final um pouco mais longo em boca. Acompanhou bem um risoto de bacalhau. Eu recomendo.
 
Até o próximo!

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Monte Antico Toscana 2009: Simplesmente recordando dias incríveis

Sempre que falo da Toscana me vem na cabeça lembranças incríveis de acontecimentos que fizeram o tempo parar, ao menos por alguns dias enquanto viajava com minha esposa pela região. E sempre que posso, busco um vinho italiano para relembrar esta etapa de nossas vidas. Ainda mais em dias de solidão quando não podia estar ao lado dela, sentir seu calor e seus abraços, a sensação de saudade se amplifica e buscamos na memória maneiras de arrefecer os sentimentos. Foi assim que o Monte Antico Toscana 2009 apareceu por aqui.
 
 
Por mais de 30 anos Neil Empson e Maria Empson, trilharam a indústria italiana no caminho para a fama internacional e ainda estão na vanguarda da evolução, acrescentando excitantes novos produtores a um portfólio incomparável assim que estes são descobertos. Neil é Membro Honorário da Liga de Chianti e um Cavaleiro da Ordem de trufas e vinhos de Alba. Ele viaja o mundo espalhando a mensagem e desenterrando novos tesouros. Maria, artista, virou mulher de negócios, supervisiona a embalagem, o marketing e as promoções. Uma série de vinhos Empson apresentam rótulos de seu design. A Monte Antico é de propriedade de Neil e Maria Empson. Três décadas e meia de paixão e experiência entraram em homenagem aos Empsons até o coração da Itália. Sua afinidade única com esta região extraordinária levou-os a fazer sua própria marca em solo toscano: com o Maestro dos enólogos italianos, Franco Bernabei, eles elevaram o patamar da uva Sangiovese a excelência e a mesma manifestou o seu potencial máximo, sendo complementada com porcentagens menores de Merlot e Cabernet Sauvignon.

Monte Antico Toscana 2009 pode ser considerado um supertoscano, é um corte de 85% de uvas Sangiovese, 10% de uvas Merlot e 5% de uvas Cabernet Sauvignon, sendo que estas uvas vem de alguns dos melhores sites de vinhedos da região, nas áreas de Maremma, Colline Pisane, e Colli Fiorentini. Após a fermentação em tanques de aço inox o vinho é envelhecido por 1 ano em barricas de carvalho (80% barris eslava, 20% barricas francesas). O carvalho francês é ao mesmo tempo novo e de segundo uso, enquanto os barris eslavos são 5-6 anos de idade. Seguido por seis meses envelhecimento em garrafa. Vamos as impressões?
 
Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de média intensidade, bom brilho e boa transparência.
 
No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias, toques terrosos e lembrança de algo animal.
 
Na boca o vinho se mostrou de médio corpo, boa acidez e taninos marcados. Retrogosto confirma o olfato e o final é de curta para média duração.
 
Um vinho simples, bem feito, que pelo valor pago (cerca de 8 dólares) entrega o que promete. Vale conhecer.
 
Até o próximo!

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Encontro de Vinhos BH: É amanhã, mineiros enófilos ou não, não percam!

Será realizado no dia 04 de Setembro a Segunda Edição do Encontro de Vinhos Belo Horizonte no Hotel Mercure Lourdes. 

 
 
A maior feira itinerante de vinhos do Brasil retorna à capital mineira trazendo na mala 20 expositores e centenas de vinhos diferentes para serem apreciados. Entre os expositores, produtores, importadoras, escola e fabricante de malas compõem o time deste ano. São eles: Cantu, Ideal Drinks Gourmet, Domno, Casa Rio Verde, Chez France, Decanter, Interfood, Vinci, La Botte, M&C, Miolo, Casa Valduga, Casa Madeira, Chozas Carrascal, Vinci, La Botte, Villa Francioni, Bodega Vizard, Enocultura, e Winefit.
 
O produtor espanhol Chozas Carrascal apresentará o premiado vinho "Las Ocho" e concederá descontos àqueles que desejarem levá-lo para casa. A loja virtual de vinhos franceses, Chez France, mostrará em primeira mão o Champagne Vollereaux Brut Edição Limitada com 92 pontos pela respeitada Revista Wine Spectator. O bordalês Domaine de la Solitude Branco 2009, vinho produzido pelo Domaine de Chevalier, 90 pontos WS também estará no evento para ser degustado. Todos os produtos terão 10% de desconto durante a feira.
 
A Ideal Drinks Gourmet disponibilizará ao visitante a degustação do Castelo D’Alba Grande Reserva Vinhas Velhas 2011, considerado pela Revista Decanter o melhor vinho da região do Douro. A Casa Rio Verde apresentará ao público o seu mais recente portfólio, importado exclusivamente de Portugal, Itália e França. A importadora La Botte divulgará seu portfólio formado por vinícolas boutique argentinas e italianas com rótulos inéditos no mercado. Já o Brasil será muito bem representado pelos vinhos e espumantes da Casa Valduga. Destaque para o Valduga 130, tiragem limitada que comemora os 130 anos da chegada da família ao Brasil.
 
A fabricante de malas e valises Winefit lançará sua nova coleção, com design assinado pela estilista de renome internacional Felícia Bierkark. A escola de formação de profissionais e enófilos, Enocultura, também estará presente no evento para apresentar seus novos cursos customizados e os credenciados pela Wine and Spirit Trust.
 
Essas e outras novidades o aguardam no Encontro de Vinhos Belo Horizonte.
 
Informações: 

 
Data: 04 de Setembro, das 14h as 22h
Local: Hotel Mercure Lourdes, Avenida do Contorno, 7315
Valor dos ingressos: R$ 70,00 se vendidos no local. Nas compras pelo site www.encontrodevinhos.com.br, o cliente paga somente R$ 60,00.
Sócios ABS-Belo Horizonte têm 50% de desconto.
 

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Luigi Bosca Single Vineyard Malbec DOC 2011: Vinhaço argentino na taça

Confesso que muito já havia ouvido a respeito desta que é, sem sombras de dúvidas, uma das mais famosas vinícolas argentinas, pelo menos em terras brasilis, mas que nunca tive a oportunidade de provar seus vinhos. Ao menos não que eu me lembrasse. Mas quisera o destino que, em um happy hour pós uma semana cheia no trabalho, a oportunidade de provar o Luigi Bosca Single Vineyard Malbec 2011 aparecera em minha frente. Vamos ver o que ele tem a nos dizer?


A Bodegas Luigi Bosca foi fundada pela Família Arizu, e conta com uma trajetória de mais de 100 anos na indústria vitivinícola argentina. Dirigida atualmente pela terceira e quarta gerações, a Bodega Luigi Bosca constitui um dos poucos estabelecimentos vinícolas que, ao longo das décadas, permanecem em mãos da família fundadora e, por seu prestígio, tornou-se um paradigma do vinho argentino. A Bodega Luigi Bosca não só é um dos estabelecimentos produtores com maior participação no mercado local de vinhos premium; além disso, seus rótulos estão presentes nos cinco continentes e chegam a mais de 50 países do mundo. Atualmente, a vinícola produz 8 milhões de garrafas de vinho das quais 60% é vendido no mercado externo, principalmente nos Estados Unidos, no Canadá e no Brasil.

Falando um pouco mais especificamente do Luigi Bosca Single Vineyard Malbec DOC 2011, podemos dizer que é um varietal 100% Malbec, sendo que para a produção deste vinho, foram selecionadas antigas parcelas de Finca La Linda, localizada em Vistalba, que cumpre com os requisitos agronômicos que exigem as normas da Denominação de Origem. Após a fermentação, 100% do vinho passa para barris de carvalho francês novos, onde é realizada a fermentação malolática e é envelhecido durante 14 meses. Antes de sair para o mercado, é mantido na vinícola pelo menos dezoito meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor violácea de grande intensidade com bom brilho e quase nenhuma transparência. Lágrimas finas, rápidas e coloridas tingiam as paredes da taça.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, toques florais, especiarias e torrado ao fundo de taça.

Na boca o vinho se mostrou encorpado e potente, taninos marcados porém de excelente qualidade e uma boa acidez. Retrogosto confirma o olfato e o final é de longa duração.

Um baita vinho argentino, que por si só já é um deleite. mas que deve ir bem com carnes em um bom e velho churrasco. Eu mais do que recomendo.

Até o próximo!

Winebar com vinhos Franceses da Les Amis & Expand: É hoje, não percam!

Como já é de praxe por aqui, hoje participaremos de mais um Winebar, em parceria com a importadora Expand, que tem o intuito de nos fazer conhecer um pouco mais sobre este incrível e peculiar assunto que é o mundo dos vinhos franceses. Neste tour que faremos pela França passaremos pelas regiões da Provence com seu Espumante Les Amis Rosé; Borgonha com o Les Amis Bourgogne Pinot Noir 2011 e finalmente Bordeaux com o Les Amis Bordeaux.


O Winebar é sempre uma degustação descontraída onde provamos juntos com os convidados e o mediador, na nossa casa, alguns ótimos vinhos das vinícolas ou importadoras participantes, no caso, a Importadora Expand. Se quiser ainda preparar um prato que goste para acompanhar os vinhos durante a degustação, faça vontade nos outros participantes, é sempre muito divertido. Durante a transmissão, todos os convidados estarão trocando ideias e enviando perguntas através de um bate-papo, que fica no quadro ao lado do vídeo. Então se você tiver perguntas, é só enviar pelo bate-papo que as mesmas serão repassadas ao Daniel e serão respondidas ao vivo, junto com o convidado.

Para quem nunca participou e tem duvidas, é muito fácil. É só acessar a transmissão ao vivo, que será no endereço: http://www.winebar.com.br/aovivo/ ou através da Fan page do Facebook em https://www.facebook.com/winebarlive . A transmissão começa as 20:00h de Brasília.

Eu estou pronto e apostos com meus vinhos, e me sinto muito contente em ser um dos convidados. E você ai, vai perder?

Até lá!

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Byzantium Rosso di Valachia Dealu Mare 2013: Romênia na taça!

E quando você menos espera, o mundo do vinho te surpreende de novo. Provar vinhos de várias partes do mundo e conhecer cada dia um sabor e um aroma diferente faz parte de quem quer conhecer o mundo do vinho de uma maneira bem interessante e eis que, de vez em quando, surpresas aparecem. O que dizer então quando você tem descendência romena e aparece em seu caminho um vinho de lá? Pois é, estou falando do Byzantium Rosso di Valachia Dealu Mare 2013.
 
 
O vinho é produzido pela Halewood Wines, fundada em 1978 por John Halewood. A empresa logo se tornou o maior produtor nacional independente de vinhos e bebidas alcoólicas no Reino Unido. A empresa passou a deter participações em áreas-chave da indústria de bebidas em todo o mundo. Com um volume de negócios anual superior a 500 milhões de Euros, a Halewood International Ltd. distribui mais de 1.400 produtos no Reino Unido e 30 países mundo a fora. Quatro das marcas do grupo Halewood International Ltd.  podem ser encontradas nas dez melhores marcas em sua categoria no Reino Unido. Hoje, depois de um investimento de 10 milhões de euros, a empresa possui quatro subsidiárias na Romênia. O principal objetivo da empresa era comercializar vinhos romenos às expectativas internacionais. A Halewood Romênia atualmente vende seus vinhos para mais de 40 países e se tornou o maior exportador de vinho engarrafado romeno. Taís países incluem China, Japão, Coréia do Sul, México, Peru e, claro, o Reino Unido e os Estados Unidos. A Halewood Romênia utiliza castas internacionais, como Merlot, Cabernet Sauvignon, Pinot Noir, Chardonnay, Pinot Gris, Sauvignon Blanc, Gewürztraminer, e as incríveis variedades locais Feteasca Neagra, Feteasca Alba, Feteasca Regala e Iordana. Com tal diversidade, a Halewood Romênia é capaz de fornecer ao mercado nacional e internacional vinhos de alta qualidade, os quais têm personalidades bem definidas.
 
Sobre o vinho, o Byzantium Rosso di Valachia Dealu Mare 2013 é um corte de 60%  de Feteasca Neagra,  20% de Shiraz e 20% de Cabernet Sauvignon e é produzido na DOC Dealu Mare. Não consegui informação sobre envelhecimento em madeira, mas vamos ao que interessa.
 
Na taça o vinho apresentou uma cor violácea de média para grande intensidade, bom brilho e pouca transparência. Lágrimas finas, rápidas e coloridas compunham também o aspecto visual.
 
No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros, toques de especiarias e lembrança de eucalipto. Ao fundo um pouco de lácteo e pimentão.
 
Na boca o vinho se mostrou de médio corpo para encorpado, boa acidez e taninos macios e redondos. Retrogosto confirma o olfato e o final é de média para longa duração.
 
Uma grata surpresa vinda das terras de meus ancestrais e que mostrou que vinho bom não precisa ser famoso e conhecido, aliás, bem ao contrário. Acompanhou o almoço de domingo e um belo bife a parmegiana. Recebi esse belo exemplar do Winelands Clube do Vinho, o clube que eu assino e recomendo.
 
Até o próximo!