quinta-feira, 30 de outubro de 2014

De Martino Single Vineyard Alto de Piedras Carmenére 2011

Em mais um daqueles dias que merecem um vinho especial, a procura sempre é a parte mais legal. Não que eu tenha tantas opções assim disponíveis em casa nem nada disso, mas é sempre gostoso tentar escolher um vinho que venha bem a calhar com o momento, com a comida que estará a mesa e enfim, com tudo que envolve o ritual de se beber um vinho. Palavras vão e as sensações é que ficam guardadas. E o vinho escolhido então foi o De Martino Single Vineyard Alto de Piedras Carmenére 2011.


A Viña De Martino foi fundada em 1934 por Pietro De Martino Pascualone, que veio da Itália em busca de satisfazer sua paixão pela produção de vinhos. Em sua busca pelo lugar perfeito, ele encontrou a Isla de Maipo, localizada no Vale do Maipo, entre a Cordilheira dos Andes e o Oceano Pacífico. O lugar tem o nome da cidade que, até o início do século XX, estava no meio de vários braços do rio Maipo. Depois de um forte terremoto estas ramificações secaram, deixando apenas um grande braço do rio. Seus vinhedos estão localizados exatamente onde costumava passar um destes braços do rio, que lhe dão características únicas e especiais para área de produção de vinho. Hoje a propriedade cresceu dramaticamente, aumentando para 300 hectares sob manejo orgânico, mantendo a essência de uma vinícola familiar. A terceira e quarta gerações da família De Martino estão atualmente trabalhando na viña.

Sobre o De Martino Single Vineyard Alto de Piedras Carmenére 2011, podemos dizer que é um varietal 100% Carmenére de uvas colhidas no Vale do Maipo, no Chile de vinhas plantadas em 1992. O vinho estagia/envelhece em madeira por dois anos antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor violácea de grande intensidade, muito profunda, com bom brilho e quase sem transparência. Lágrimas médias, de velocidade um pouco mais lentas e bem coloridas também tingiam a taça.

No nariz o vinho abriu com aromas de frutos vermelhos, figo seco, tabaco, especiarias e um quê herbáceo ao fundo que lhe rende certo frescor.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, com boa acidez e taninos macios. Retrogosto confirma o olfato e o final é de longa duração.

Mais um belo vinho chileno degustado por aqui, este vindo diretamente do Chile para as nossas taças, agradou em cheio todos paladares aqui em casa. Eu recomendo.

Até o próximo!

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Winebar com Espumantes Dunamis: É hoje, não percam!

Como já é de praxe por aqui, hoje participaremos de mais um Winebar, especial onde provaremos 3 espumantes da linha Elementos Ar da Dunamis Vinhos. Os vinhos serão apresentados pelos enólogos Thiago Salvadori Peterle e Vinícius Bortolini Cercato. Os vinhos serão os seguintes: DUNAMIS AR MOSCATEL, DUNAMIS AR BRUT ROSÉ e DUNAMIS AR BRUT.


O Winebar é sempre uma degustação descontraída onde provamos juntos com os convidados e o mediador, na nossa casa, alguns ótimos vinhos das vinícolas ou importadoras participantes, no caso, a Dunamis Vinhos. Se quiser ainda preparar um prato que goste para acompanhar os vinhos durante a degustação, faça vontade nos outros participantes, é sempre muito divertido. Durante a transmissão, todos os convidados estarão trocando ideias e enviando perguntas através de um bate-papo, que fica no quadro ao lado do vídeo. Então se você tiver perguntas, é só enviar pelo bate-papo que as mesmas serão repassadas ao Daniel e serão respondidas ao vivo, junto com o convidado.

Para quem nunca participou e tem duvidas, é muito fácil. É só acessar a transmissão ao vivo, que será no endereço: http://www.winebar.com.br/aovivo/ ou através da Fan page do Facebook em https://www.facebook.com/winebarlive . A transmissão começa as 20:00h de Brasília.

Eu estou pronto e apostos com meus vinhos, e me sinto muito contente em ser um dos convidados. E você ai, vai perder?

Até lá!

Francis Coppola Diamond Collection Black Label Claret 2012


A vida é feita de bons momentos e não podemos desperdiça-los. E como uma maneira de comemorar estes bons momentos, ao lado daquelas pessoas que nos fazem bem, que nos dão amor e esperança de que tudo de ruim irá ficar longe pra sempre, eu gosto de tirar um bom vinho da adega, sentar com minha esposa e "filha" a mesa e saborear uma boa refeição agradecendo por isso tudo. E foi em uma destas oportunidades que o Francis Coppola Diamond Collection Black Label Claret 2012 saiu da adega após um bom descanso de sua viagem (ele veio na minha mala diretamente dos EUA) e foi para nossa mesa.


Do site do importador destes vinhos no Brasil (Ravin): "A arte de fazer vinhos está na família Coppola por muitas gerações, faz parte da tradição. Agostino Coppola, avô de Francis Coppola, fazia seu próprio vinho nos porões de seu apartamento em Nova Iorque em tanques de concreto. Há 35 anos, quando Francis e Eleanor Coppola e seus filhos viviam em São Francisco, a família começou procurar um pequeno pedaço de terra no Vale de Napa que pudessem usar como refugio durante os finais de semana e para produzir seus vinhos. O refúgio encontrado por eles foi nada menos que a grande mansão Niebaum em Rutherford, no famoso estado de Inglenook. Com cerca de 400 hectares, foi o lugar escolhido pelo finlandês Gustave Niebaum, que enriqueceu com a exploração de mineração no Alasca. Trouxe as mudas da França, plantou os vinhedos e transformou o local. A excelência das primeiras safras comprovou o potencial; a marca rapidamente ganhou fama. Depois de adquirir esta propriedade em 1976, a família Coppola achou mais interessante pensar no reparo desta legendaria mansão do que numa pequena produção de vinhos no porão. Iniciaram o processo de restauração da região a fim de resgatar Inglenook e seus maravilhosos vinhos – foram 30 anos de dedicação – a família decidiu construir uma nova vinícola em Sonoma County para que pudessem produzir suas mais populares coleções. Os vinhos que Francis Coppola produz hoje em dia, não são os mesmos de Agostino, mas são produzidos dentro do mesmo espírito – para compartilhar com família e amigos".


Sobre o Francis Coppola Diamond Collection Black Label Claret 2012, podemos dizer que é um corte de Cabernet Sauvignon, Petit Verdot, Merlot e Cabernet Franc (sem proporções divulgadas/definidas) quase que lembrando um corte bordalês clássico (era a intensão de Gustave Niebaum ainda nos primórdios da propriedade) com passagem em carvalho francês por cerca de 12 meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma cor rubi violácea de grande intensidade, com algum brilho e quase sem transparência. Lágrimas finas, rápidas e coloridas compunham também o aspecto visual.

No nariz o vinho mostrou boa complexidade, abrindo com aromas de frutos escuros e vermelhos, notas mentoladas, café com leite e tostado.

Na boca o vinho mostrou ser encorpado, com taninos macios e sedosos e uma boa acidez. Retrogosto confirma o olfato e o final é longo e deliciosamente saboroso.

Mais um grande vinho americano que provamos por aqui, que assim como os filmes de Francis Ford Coppola, tem muita qualidade e muitas camadas para serem apreciadas. Eu recomendo.

Até o próximo!

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Don Laurindo Reserva Malvasia de Cândia 2013

Embora particularmente eu não veja muitos motivos no atual momento para se exaltar o Brasil (venho de uma ressaca "interior" dados os resultados da eleição passada), os vinhos nada tem a ver com isso e eles sim devem ser exaltados. E modéstia a parte, mais uma vez em minha opinião, nesta área acho que temos feito um excelente trabalho. Hoje é dia de falarmos de Brasil na Taça (parafraseando a famosa chef Carla Pernambuco e seu programa televisivo "Brasil no Prato"). E é ai que apareceu o Don Laurindo Reserva Malvasia de Cândia 2013.



A Vinícola Don Laurindo recebeu este nome e se estabeleceu como produtora e comercializadora de vinhos em 1991, porém sua história data de muito antes, quando as primeiras gerações da família Brandelli sairam do norte da Itália e vieram aportar na Serra Gaúcha, mais precisamente em Bento Gonçalves. Desde então o cuidado com as uvas desde os vinhedos até o envelhecimento, ou não, dos vinhos em madeira tem feito com que o prestígio e a qualidade da vinícola tenham subido e muito na consideração dos consumidores.

Sobre o Don Laurindo Reserva Malvasia de Cândia 2013, podemos dizer que é um varietal 100% de Malvasia de Cândia colhidas no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves no Sul do Brasil. Não passa por maturação em barricas. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor amarelo palha com reflexos esverdeados, com um bom brilho e uma boa transparência. Lágrimas finas, rápidas e incolores completam o conjunto visual.

No nariz o vinho se mostrou muito fragrante, com aromas de flores, frutos de polpa branca e algo de frutos tropicais. 

Na boca o vinho se mostrou fresco, com boa acidez e corpo médio. Retrogosto confirma o olfato. Leve amargor final que não incomoda. Final de média duração.

Uma boa opção de vinho branco para o verão brasileiro, fresco e longe da mesmice que outros podem mostrar. Eu recomendo a prova. Este veio diretamente da vinícola em minha visita no último mês de março.

Até o próximo!

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Estrelas do Brasil Brut Rosé 2010: Bela frase aquela de Dom Pérignon!

Continuando em uma onda de calor a ser combatido, a fase de borbulhas continuou também por aqui em nossa humilde residência. E é claro que, o mais divertido disso é compartilhar com vocês por aqui cada experiência que vamos tendo. Hoje o escolhido da vez foi o Estrelas do Brasil Brut Rosé.  Como teria dito Dom Pérignon "Estou bebendo estrelas", só que desta vez, Estrelas do Brasil.


A Estrelas do Brasil foi fundada em 2005 tendo como objetivo principal de atuação focado na elaboração e comercialização de vinhos espumantes finos de qualidade. O nome Estrelas do Brasil é obviamente (e como dito ali em cima) uma homenagem especial ao descobridor Dom Pérignon que no ano de 1670 na região de Champagne, França, após desvendar esta magnífica bebida saiu gritando a célebre frase "Estou bebendo estrelas". Além do emprego de novas tecnologias, como o uso de leveduras encapsuladas que fazem com que o processo de remuage não se faça necessário na produção de seus vinhos espumantes ou mesmo a produção de um belo Proseco através de um método de única fermentação ao melhor estilo Asti, prezam pelo meio ambiente e saúde de seus consumidores. Conta com quase que único meio de vendas seu website na internet. Sobre o Espumante Estrelas do Brasil Brut Rosé 2010, é obtido pelo método champenoise com leveduras imobilizadas, vinho base 100% da cultivar Pinot Noir. Vamos as impressões?

Na taça o vinho espumante apresentou uma cor salmão claro com muito brilho e excelente transparência. Formação de perlage intensa e constante criando um belo colar no topo do líquido.

No nariz o vinho espumante mostrou aromas de frutos vermelhos e cítricos seguido de toques de panificação. 

Na boca o vinho espumante mostrou muito frescor e cremosidade, aliados a boa complexidade e bom volume de espumas. Retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais uma prova de que pelo menos no tocante a espumantes, o Brasil está bem colocado no mercado. Acompanhou bem um churrasco em casa com a família. 

Até o próximo!

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Espumante Cavafoc Brut Rosé: Borbulhas espanholas, Olé!

Em um daqueles acalorados dias que assolaram São Paulo a não muito tempo atrás, nada melhor do que abrir um bom e velho espumante para acompanhar as refeições ou mesmo bebericar e ver o dia passar não é mesmo? Eu acabo sendo meio chato e repetindo sempre alguns "mantras" meus mas é que eu realmente entendo que os espumantes são vinhos que combinam muito bem com o nosso clima, e mais e mais tenho aprendido isso. Enfim, desta vez o escolhido para a tarefa hercúlea foi o Cavafoc Brut Rosé.


Este vinho espumante é produzido pela Spiritus Barcelona, um aclamado produtor de vinhos espanhóis, cuja  tradição remonta a 1788, ano em que os ancestrais da família proprietária Vinyes, com grande tradição agrícola, iniciaram a plantação de vinhas em suas terras para atender a demanda crescente do setor vitivinícola na região, que estavam exportando para os mercados do norte da Europa. Desde então, nove gerações da mesma família foram ligados ao solo e ao cultivo da terra. No início de 2004, uma nova geração da família traçou um ambicioso plano para abrir amplamente o seu vinho para o mercado internacional. Foi em 2006, quando o projeto frutificou com a parceria financeira, que o projeto tomou dimensões mundiais.

Sobre o Cavafoc Brut Rosé, podemos dizer que é feito a partir das uvas Garnacha e Trepat da região de Penedés, na Espanha. É feito pelo método tradicional, com a segunda fermentação em garrafa e o líquido fica em contato com as leveduras por 12 meses antes de ser finalizado e disponibilizado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho espumante apresentou uma bonita coloração salmão clara, brilhante e bem transparente. Formação persistente e em grande quantidade de pequenas borbulhas criavam uma coroa no topo da taça.

No nariz o vinho espumante mostrou aromas de frutos vermelhos e leve toque floral. Um pouco de aromas de panificação também se faziam presentes.

Na boca o vinho espumante se mostrou muito fresco e de corpo leve para médio com boa cremosidade. Retrogosto confirma o olfato e o final é delicioso e longo.

Mais uma bela opção para aplacar os dias de calor vindouros, opção esta do Winelands Clube do Vinho, o clube que eu assino e recomendo.


Até o próximo!

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Rhein Extra Brut Rosé: O espumante do Rei Ferdinand!

Mais um vez me vejo as voltas com vinhos curiosos de locais pouco comuns e com histórias pitorescas. Hoje temos por aqui o Espumante Rhein Extra Brut Rosé, vinho este oriundo da Romênia e com algumas histórias por trás deste rótulo. Vamos a elas?



O vinho é produzido pela Halewood Wines, fundada em 1978 por John Halewood. A empresa logo se tornou o maior produtor nacional independente de vinhos e bebidas alcoólicas no Reino Unido. A empresa passou a deter participações em áreas-chave da indústria de bebidas em todo o mundo. Com um volume de negócios anual superior a 500 milhões de Euros, a Halewood International Ltd. distribui mais de 1.400 produtos no Reino Unido e 30 países mundo a fora. Quatro das marcas do grupo Halewood International Ltd. podem ser encontradas nas dez melhores marcas em sua categoria no Reino Unido. Hoje, depois de um investimento de 10 milhões de euros, a empresa possui quatro subsidiárias na Romênia. O principal objetivo da empresa era comercializar vinhos romenos às expectativas internacionais. A Halewood Romênia atualmente vende seus vinhos para mais de 40 países e se tornou o maior exportador de vinho engarrafado romeno. Tais países incluem China, Japão, Coréia do Sul, México, Peru e, claro, o Reino Unido e os Estados Unidos. A Halewood Romênia utiliza castas internacionais, como Merlot, Cabernet Sauvignon, Pinot Noir, Chardonnay, Pinot Gris, Sauvignon Blanc, Gewürztraminer, e as incríveis variedades locais Feteasca Neagra, Feteasca Alba, Feteasca Regala e Iordana. Com tal diversidade, a Halewood Romênia é capaz de fornecer ao mercado nacional e internacional vinhos de alta qualidade, os quais têm personalidades bem definidas.

O Rhein Extra Brut Rosé é feito a partir de 100% de uvas Pinot Noir da Região de Sebes Alba, na Romênia e é produzido pelo método tradicional, onde a segunda fermentação acontece em garrafa. É considerado um dos melhores espumantes da Romênia, e segundo conta a história foi com ele que se deu a coroação do Rei Ferdinand em 1922 e continua seguindo a mesma tradição até hoje. Se entendi bem o tempo de contato com as leveduras chega a 12 meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho espumante apresentou uma bonita cor salmão, brilhante e de boa transparência com produção de pequenas borbulhas em bastante quantidade e de modo bem persistente. 

No nariz o vinho espumante abriu com aromas de frutos vermelhos (morangos e cerejas) e algo de panificação. Ao fundo um pouco de floral.

Na boca o vinho espumante se mostrou fresco, cremoso e muito agradável. Um toque adocicado na entrada de boca contrastava com seu final seco, afinal estamos falando de um Extra Brut. Retrogosto confirma o olfato e o final é de longa duração. 

Uma grata surpresa vinda das terras de meus ancestrais e que mostrou que até nós reles mortais podemos tomar o vinho dos reis! Recebi esse belo exemplar do Winelands Clube do Vinho, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Masterclass "Colchagua e seus clássicos": Vinhos chilenos em destaque!

No último dia 14 de Outubro aconteceu a Masterclass "Colchagua e seus clássicos", feita em parceria entre a CH2A Comunicação e a associação Viñas de Colchagua, conduzida pelo enólogo Mário Geisse e com a participação de 12 enólogos-chefes das vinícolas que integram o grupo, a saber: Bisquertt, Casa Silva, Lapostolle, Los Vascos, Luis Felipe Edwards, Montes, MontGras, Viña Santa Cruz, Santa Helena, Santa Rita, Viña Siegel, Viu Manent e Viña Ventisquero.


Venho observando os movimentos que os profissionais do mundo do vinho do Chile, sejam associações, viticultores, bodegas e mesmo a mídia tem feito em relação aos vinhos de lá e chego a conclusão de que o país que melhor tem trabalhado o marketing e a divulgação de seus vinhos (ao menos por aqui), tem sido o Chile. São diversas ações, durante todo o ano, que envolvem desde enólogos, imprensa, enófilos e consumidores finais nos mesmos ambientes, fazendo com que o vinho chileno, de uma maneira ou de outra, fique literalmente "na boca" de todo mundo.


O Vale do Colchágua é uma região bastante privilegiada no Chile, se encontra basicamente no centro do país e se estende desde a Cordilheira dos Andes até o Oceano Pacífico, num vale bem definido. Tem um clima privilegiado, estável e seco mesmo em épocas mais chuvosas em outras regiões do país, gerando condições ideais para as uvas se desenvolverem até seu ápice. A região é famosa por seus vinhos tintos e notem, mais elegantes e equilibrados do que a pouco víamos por ai (extração, estrutura, álcool, etc.). Entre Cabernets, Carmenéres e Merlots, hoje ainda encontramos bons Syrahs e para surpresa geral, lindos Malbec. Sim, estão peitando nossos hermanos argentinos também! Vamos ver o que o painel nos mostrou?


Siegel Unique Selection 2010: Corte de 45% de Cabernet Sauvignon, 35% de Carmenere e 20% de Syrah, este tinto passa por 12 meses de carvalho. Cor violácea de média intensidade e lágrimas coloridas. Aromas que lembram frutos pretos, especiarias, baunilha e um toque herbáceo. Taninos firmes, boa acidez e um final longo e picante. Algum amargor final. Me pareceu um pouco verde ainda, tende a evoluir em garrafa.


Casa Silva Microterroir Carmenere 2007: Este um vinho 100% Carmenere de Los Lingues, um terroir "recente" e que tem sido explorado pelos viticultores chilenos com sucesso. Passagem de 12 meses em madeira. Aspecto violáceo de grande intensidade com lágrimas muito coloridas. Aromas de frutos vermelhos, chocolate e leve toque herbáceo. Em boca é muito fresco, taninos finos e bom corpo. Final de média duração. Este mais pronto que o anterior, mais do meu agrado.


Doña Bernarda 2009: Top da Vinícola Luis Felipe Edwards, teste vinho é um corte de 58% de Cabernet Sauvignon com 15% de Syrah, 22% de Carmenere e 5% de Petit Verdot. Rubi violáceo de grande intensidade, pouco sinal de evolução. Aromas de frutos pretos, toques florais e de pimenta. Boa acidez, taninos bem integrados e encorpado. Final longo e saboroso. Baita vinho.


Viu 1 2007: Topo de gama da Viu Manent, este vinho é um varietal (por legislação) formado por 94% de Malbec e 6% de Petit Verdot. Passa por longos 22 meses em carvalho. Cor rubi violácea de média para grande intensidade quase sem halo evolutivo. Aromas de frutos escuros, tabaco, florais e especiarias. Acidez ainda viva e em bom tom, bom corpo e taninos sedosos e macios. Final longo e delicioso. Outro grande vinho.


Pangea 2009: Esse também de alta gama, desta vez da Viña Ventisqueiro é um varietal 100% Syrah com passagem de 20 meses em barricas e mais 18 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Rubi violáceo de média intensidade. Aromas de frutos vermelhos, especiarias, minerais e baunilha. Boa acidez, taninos finos e bom corpo. Um pouco "quente" de início. Final de média duração. Belo Syrah sem dúvida.

Montes Alpha M 2006: É um corte de 80% de Cabernet Sauvignon, 10% de Cabernet Franc, 5% de Merlot e 5% de Petit Verdot com passagem de 18 meses em barricas e 2 anos em garrafa antes de ir ao mercado. Este vinho já apresentou evolução na cor, rubi com grande tendência granada e halo evolutivo. Frutos vermelhos, especiarias, herbáceo e tostado são aromas sentidos. Bom frescor aliado a taninos finos e bem integrados e bem encorpado. Final longo e saboroso. Outro grande tinto.


Pehuén 2008: Outro vinho de alta gama, desta vez da Viña Santa Rita, feito a partir de 90% de uvas Carmenére e 10% Syrah com passagem de 18 meses em barricas. Cor violácea de grande intensidade e com lágrimas coloridas. Aromas de goiabada, figo, lácteo e canela. Na boca é fresco, tem taninos finos e um final de curto para média duração. Poderia ter um pouco mais de comprimento neste final mas é outro bom vinho.

Clos Apalta Lapostolle 2009: Corte composto de 78% de uvas Carmenére, 19% de Cabernet Sauvignon e 3& de Petit Verdot com passagem de 24 meses em barricas. Rubi violáceo de média para grande intensidade. Aromas de frutos vermelhos, cheese cake, canela, herbáceo e baunilha. Corpo médio, boa aciedez e taninos ainda bem marcados, talvez um pouco verdes ainda. Final de média duração. Precisa de um pouco mais de tempo em garrafa. Deve evoluir bem.


Montgras Ninquén 2007: Este vinho é um corte de 65% de Syrah com 35% de Cabernet Sauvignon passagem de 19 meses em barricas. Cor rubi violácea de média para grande intensidade. Aromas de frutos vermelhos, especiarias, mentol e toques herbáceos. Boa acidez e bom corpo com taninos finos e granulados. Vinho pronto e muito saboroso.

Le Dix 2009: Alta gama da Vinícola Los Vascos, este vinho possui em sua composição 85% de Cabernet Sauvignon, 10% de Carmenére e 5% de Syrah com passagem de 18 meses em barricas. Cor rubi de média para grande intensidade. Aromas de frutos vermelhos, baunilha, queijo e especiarias. Muito fresco com taninos finos e um corpo médio. Final com um quê meio curto. Elegante e austero.


Tralca 2010: Vinho da Viña Bisquertt com uma composição de 65% de Cabernet Sauvignon com 31% de Carmenére e 4% de Syrah com passagem em barricas que costuma variar de 18 a 24 meses. Cor violácea de grande intensidade com lágrimas coloridas e sem halo. Aromas de frutos vermelhos, especiarias, chocolate e leves notas herbáceas. Possui boa acidez, bom corpo e taninos finos. Um pouco quente de início mas a sensação alcoólica diminui com o tempo. Final de curto para médio. Talvez um pouco verde ainda, precise de mais tempo em garrafa.

Santa Cruz Reserva Especial Petit Verdot 2010: Vinho com 90% de uvas Petit Verdot com 10% de Carmenére e passagem de 24 meses em barricas. Violáceo profundo e brilhante. Aromas de frutos vermelhos, especiarias, floral e chocolate. Bem fresco e com taninos bastante firmes aliados a um bom corpo. Possui final médio. Austero e moderno, agradou bastante. 

O que mais dizer de um painel como este? Só vinho topo de gama, mostrando as mais diferentes variações e composições. Diversidade seria a palavra pra descreve-lo. Mais um show de organização e condução. Segundo Mario Geisse,  a intenção é repetir ano que vem. Que assim seja.

Até o próximo!

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Morada Vineyards Chardonnay 2012: Para combater o calor!

Em um dia de muito calor e cansativo muitas vezes nem fome temos direito, mas como saco vazio não para em pé, resolvemos fazer um jantar mais leve e divertido e fomos do famoso queijo e vinhos. Juntamos um brie, um maasdam e fizemos um patêzinho de gorgonzola (gorgonzola e azeite basicamente) com um pouco de torradinhas e voilá! Faltava, entretanto, um vinho para acompanhar este nosso "queijos e vinhos". Como já dito anteriormente, em face ao calor que enfrentamos na cidade de São Paulo, resolvi arriscar um vinho branco um pouco mais "gordo"para harmonizar com os queijos escolhidos. e o escolhido foi o Morada Vineyards Chardonnay 2012. O resultado? Foi bom! Vejamos a seguir.


Os vinhedos da Morada Vineyards estão localizados na famosa região de Lodi, região esta reconhecida por suas vinhas velhas de Zinfandel, sendo que para elaborar seus vinhos, a Morada Vineyards seleciona as uvas de videiras com idades médias superiores a 40 anos de idade. O Morada Vineyards Chardonnay 2012 é um varietal 100% que é fermentado em tanques inxo sobre leveduras (sur lie). Imediatamente após o processo de fermentação cessar, cerca de 15% do vinho é colocado em barricas para envelhecer por cerca de 5 meses. O vinho não passa por fermentação malolática. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração amarelo palha de boa intensidade, com reflexos tendendo ao dourado. Ótimo brilho e boa transparência também podiam ser notados.

No nariz o vinho abriu com aromas de frutos cítricos, frutos de polpa branca, fósforo e um pouco de baunilha e mel.

Na boca o vinho se mostrou untuoso, com boa e refrescante acidez. Retrogosto confirma o olfato e o final é de longa e saborosa duração. 

E o que dizer da combinação com os queijos? Deliciosa. Mais um bom vinho americano, notadamente tem se tornado meus preferidos, que provo e recomendo por aqui.

Até o próximo!

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Andeluna Cabernet Sauvignon Reserve 2006: Argentina na taça!

Nossos hermanos comprovadamente sabem fazer vinhos e dentre eles, belos tintos e brancos aromáticos são meus preferidos. E normalmente quando pensamos em vinho argentinos logo pensamos em Malbec pelo lado dos tintos e Torrontés no lado dos brancos (pelo menos eu tenho essa impressão). Mas não é que hoje falaremos de um belo vinho tinto que foge da Malbec? Estou falando do Andeluna Cabernet Sauvignon Reserve 2006.


O vinho é feito pela Andeluna Cellars, vinícola esta que é relativamente nova, sendo fundada em 2003 por H. Ward Lay dos EUA e Ricardo Reina Rutini (Argentina), mas pelo nível de seus vinhos, creio que pode ser considerada um caso de sucesso. Mantém como consultor o famoso "flying winemaker" Michael Rolland. A Andeluna Cellars cultiva variedades tradicionais, como Malbec, Cabernet Sauvignon, Merlot, Chardonnay e Cabernet Franc em seus vinhedos localizados em Tupungato, Mendoza a mais de 1.300 metros acima do nível do mar.

Já falando do Andeluna Cabernet Sauvignon Reserve 2006, o vinho é feito com uvas que vêm de seu vinhedo situado em Tupungato, Mendoza a mais de 1300 m de altitude sendo que o mesmo é envelhecido em barris de carvalho francês e americano por um período de seis meses, seguidos de pelo menos 6 meses em garrafa antes do lançamento ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de grande intensidade, pouco brilho e pouca transparência. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas compunham também os aspecto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos em compota, especiarias, chocolate e leve toque tostado.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, com acidez ainda viva em face sua idade "avançada" e taninos macios. Retrogosto confirma o olfato e o final é de longa duração.

Um baita vinho argentino, gostoso e opulento que deve acompanhar bem carnes mais gordurosas e pratos mais encorpados. Apesar dos 15,4% de grau alcoólico não se faz sentir. Uma boa opção e me parece que sua faixa de preço seja adequada, embora tenha provado este em restaurante e não vi quanto foi pago. Eu recomendo.

Até o próximo!

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Salton Intenso Marselan Teroldego 2014: Vinho tinto surpreendente!

Dando continuidade aos post relacionados ao último Winebar realizado em parceria com a Vinícola Salton, hoje vamos falar de um vinho tinto trazido por eles e que surpreendeu positivamente a todos durante a degustação virtual, se tornando nosso segundo vinho preferido dentre os 3, perdendo para o Espumante Salton Poética e vencendo o Salton Paradoxo Gewurztraminer. Hoje é dia do Salton Intenso Marselan Teroldego 2014. Como dito anteriormente também, poupando meu caríssimo leitor de me tornar retórico e cansativo, não irei mais falar sobre a Salton, suas qualidade, virtudes e etc, focando somente no vinho neste post ok? Vamos a ele.


Como o próprio nome lhe confere, o Salton Intenso Marselan Teroldego 2014 é um vinho feito a partir de uvas Marselan e Teroldego de ambos terroirs Serra Gaúcha e Campanha. Estas uvas são internacionais, e suas origens são respectivamente França e Itália, mas com um pouco de trabalho tem resgatado sua identidade a pouco esquecidas e também pouco conhecidas por aqui. Muito desse ressurgimento em terras brasilis se deu quando, as gerações mais recentes dos primeiros imigrantes que vieram da Europa e trouxeram consigo mudas destas plantas, realizaram o caminho de volta para as regiões de origem de suas famílias a fim de ter contato com sua própria história e buscar formação especializada. Para finalizar, não passa por barricas. Vamos as impressões.

Na taça o vinho mostrou uma coloração violácea de grande intensidade, quase sem transparência e com bom brilho. Lágrimas finas, rápidas, em grande quantidade e muito coloridas também tingiam as paredes da taça,

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos negros, flores e especiarias.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios e redondos. Retrogosto confirma o olfato e o final é de média duração.

Procurando um vinho tinto nacional para o dia a dia e por menos de 30 reais? Pode ser a pedida certa. Harmonizou bacana com um belo Risotto de Cogumelos e Carne ao vinho tinto. Provem que vocês não irão se arrepender. Eu recomendo.

Até o próximo!

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Espumante Salton Poética: Show de custo benefício do espumante gaúcho!

Conforme eu comentei anteriormente, tivemos na noite de ontem mais um Winebar com produtos da Vinícola Salton, dos quais iremos falar por aqui neste e em alguns próximos posts que tenho planejados. E por pura preferência minha, resolvi falar em primeiro lugar do vinho espumante que nos cativou desde o primeiro gole, que foi o Espumante Salton Poética. Poupando meu caríssimo leitor de me tornar retórico e cansativo, não irei mais falar sobre a Salton, suas qualidade, virtudes e etc, focando somente no vinho neste post ok? Vamos a ele.


O Espumante Salton Poética é um espumante que é feito a partir de 80% de uvas Pinot Noir e 20% de uvas Chardonnay. Uma vez elaborado o vinho base, é realizado o corte entre os vinhos das duas variedades que compõe o espumante. A segunda fermentação é feita nos tanques, característica principal do método Charmat. Uma vez concluída a fermentação, o espumante permanece durante três meses surlie, ou seja, em contato com as leveduras da segunda fermentação para adquirir alguma complexidade.Vamos as impressões?

Na taça o vinho espumante mostrou uma bonita coloração salmão de média intensidade, bom brilho e boa transparência. Boa formação de borbulhas, pequenas e persistentes. 

No nariz o vinho espumante apresentou aromas de frutos vermelhos em profusão com leve lembrança de panificação ao fundo.

Na boca o vinho espumante se mostrou leve, fresco e muito agradável. Seu retrogosto confirma o olfato, tem uma boa formação de espuma também em boca e tem um final de longa duração.

Mais um bom espumante brasileiro que provamos por aqui, reforçando a idéia de que ao menos no tocante a este tipo de vinho o Brasil realmente está muito bem posicionado no mercado. Se você ainda estiver em dúvida de espumantes para suas comemorações de natal e réveillon, por exemplo, eu diria que você já encontrou um candidato a altura. Eu recomendo.

Até o próximo!

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Winebar & Vinícola Salton: Parceria de sucesso comprovado!

Como já é de praxe por aqui, amanhã (14/10) participaremos de mais um Winebar em parceria com a Vinícola Salton, que resolveu mostrar mais alguns de seus lançamentos para o ano vigente. Lucindo Copat, enólogo-chefe, fará a apresentação de tais lançamentos, a saber: Salton Poética, Salton Paradoxo Gewurztraminer e Salton Intenso Marselan e Teroldego.


Falar sobre a Vinícola Salton seria como, desculpem o clichê, chover no molhado. Com seus mais de 100 anos de história, é uma das principais vinícolas do Brasil, sem sombras de dúvidas, e tem uma extensa gama de produtos, dos mais simples aos mais complexos, que atendem a todos os nichos de consumidores. E é com base neste conceito que a família Salton, agora em sua 3a geração a frente do negócio, vem trazendo os resultados até aqui demonstrados.

O Winebar é sempre uma degustação descontraída onde provamos juntos com os convidados e o mediador, na nossa casa, alguns ótimos vinhos das vinícolas ou importadoras participantes, no caso, a Vinícola Salton. Se quiser ainda preparar um prato que goste para acompanhar os vinhos durante a degustação, faça vontade nos outros participantes, é sempre muito divertido. Durante a transmissão, todos os convidados estarão trocando ideias e enviando perguntas através de um bate-papo, que fica no quadro ao lado do vídeo. Então se você tiver perguntas, é só enviar pelo bate-papo que as mesmas serão repassadas ao Daniel Perches e serão respondidas ao vivo, junto com o convidado.

Para quem nunca participou e tem duvidas, é muito fácil. É só acessar a transmissão ao vivo, que será no endereço: http://www.winebar.com.br/aovivo/ ou através da Fan page do Facebook em https://www.facebook.com/winebarlive . A transmissão começa as 20:00h de Brasília.

Eu estou pronto e apostos com meus vinhos, e me sinto muito contente em ser um dos convidados. E você ai, vai perder?

Até lá!

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Prahova Valley Spumant Brut: O vinho espumante do Conde Drácula!


Mais uma vez me sinto estasiado com o mundo do vinho e o motivo é um só: a oportunidade de descobrir novas regiões e novos vinhos sempre que possível. E desta vez, para minha surpresa, descobri um espumante que é feito na Romênia, terra de meus antepassados e também conhecida pela história da origem do vampiro mais famoso da literatura, o Conde Drácula (daí a brincadeira com o título do post). Estou falando é claro do Prahova Valley Spmant Brut.


O vinho é produzido pela Halewood Wines, fundada em 1978 por John Halewood. A empresa logo se tornou o maior produtor nacional independente de vinhos e bebidas alcoólicas no Reino Unido. A empresa passou a deter participações em áreas-chave da indústria de bebidas em todo o mundo. Com um volume de negócios anual superior a 500 milhões de Euros, a Halewood International Ltd. distribui mais de 1.400 produtos no Reino Unido e 30 países mundo a fora. Quatro das marcas do grupo Halewood International Ltd. podem ser encontradas nas dez melhores marcas em sua categoria no Reino Unido. Hoje, depois de um investimento de 10 milhões de euros, a empresa possui quatro subsidiárias na Romênia. O principal objetivo da empresa era comercializar vinhos romenos às expectativas internacionais. A Halewood Romênia atualmente vende seus vinhos para mais de 40 países e se tornou o maior exportador de vinho engarrafado romeno. Tais países incluem China, Japão, Coréia do Sul, México, Peru e, claro, o Reino Unido e os Estados Unidos. A Halewood Romênia utiliza castas internacionais, como Merlot, Cabernet Sauvignon, Pinot Noir, Chardonnay, Pinot Gris, Sauvignon Blanc, Gewürztraminer, e as incríveis variedades locais Feteasca Neagra, Feteasca Alba, Feteasca Regala e Iordana. Com tal diversidade, a Halewood Romênia é capaz de fornecer ao mercado nacional e internacional vinhos de alta qualidade, os quais têm personalidades bem definidas.

Já sobre o vinho, é um espumante feito a base das uvas Chardonnay, Feteasca Regala (autóctone romena) e Riesling produzido pelo método tradicional (segunda fermentação em garrafa) e passa por 12 meses de contato com as leveduras. Vamos as impressões?

Na taça o vinho espumante apresentou uma bonita coloração amarelo palha com reflexos ligeiramente tendendo ao dourado. Borbulhas de pequenas para médias em grande quantidade e bastante persistentes. 

No nariz o vinho espumante apresentou aromas de frutos cítricos e de polpa branca com ligeiro toque de fermento.

Na boca o vinho espumante se mostrou fresco e cremoso. O retrogosto confirma o olfato e o final é saboroso e de média duração.

Uma grata surpresa vinda das terras de meus ancestrais e que mostrou que vinho bom não precisa ser famoso e conhecido, aliás, bem ao contrário. Recebi esse belo exemplar do Winelands Clube do Vinho, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

KM 0 Río de La Plata Reserva Tannat Syrah 2012: Um belo vinho uruguaio

Voltando a falar de vinhos de um lugar que ainda tenho vontade de visitar, o Uruguai, país sul americano pequeno em tamanho mas que faz vinhos de grande qualidade. E tem mostrado isso cada vez mais. Hoje veremos que além do bom trabalho solo feito com as uvas Tannat, seus blends também podem impressionar pela elegância com que se apresentam na taça. Hoje é dia de KM 0 Río de La Plata Reserva Tannat Syrah 2012 na taça.



A Bodega Irurtia, produtora do vinho em questão, nasceu com a chegada ao Uruguai do imigrante Vasco Don Lorenzo Irurtia nos primeiros anos do século passado. Sua paixão pelos bons vinhos e a dedicação ao trabalho no cultivo da videira dão seus frutos em 1913 com a primeira vindima. A quarta geração da família Irurtia ainda está estabelecida em Carmelo e hoje administra os negócios da família. Cinco irmãos, filhos e filhas de Dante Irurtia e Estela González assumiram o legado da família e o desafio de ir junto com seus antepassados por uma ​​estrada infinita, através da melhoria da qualidade de seus vinhos com a mesma paixão e dedicação de seus antepassados e a responsabilidade de manter e aumentar o reconhecimento internacional dos vinhos Irurtia, da cidade de Carmelo e do orgulho uruguaio.

Sobre o KM 0 Río de La Plata Reserva Tannat Syrah 2012, basta acrescentar que é um vinho feito a partir de uvas Tannat e Syrah colhidas em um terroir considerado único no Uruguai, bem na nascente do Rio da Prata (daí o nome KM 0 Rio de La Plata) na costa de Carmelo. Envelhecimento de 6 meses em garrafa. Vamos as impressões?


Na taça o vinho apresentou uma bonita cor rubi violácea de grande intensidade, bom brilho e pouca transparência. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também compunham o aspecto visual.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutas vermelhas, especiarias e leve toque floral. 


Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. Retrogosto confirma o olfato e o final é de média para longa duração.

Recebi mais esse belo exemplar do Winelands Clube do Vinho, o Clube que eu assino e recomendo. E o Uruguai vai me deixando com mais vontade de visita-lo.

Até o próximo!

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Festival do Vinho Sul-Americano: SBAV-SP & CH2A em mais um show!

Em mais uma oportunidade aberta a este que vos fala, pude conferir o que rolou de mais bacana no Festival do Vinho Sul-Americano, organizado pela SBAV-SP (Associação Brasileira dos Amigos do Vinho de São Paulo) com a assessoria da CH2A Comunicação, no último dia 3 de Outubro no Hotel Golden Tulip Paulista Plaza, em São Paulo. A intensão do evento era mostrar toda a diversidade de terroirs e vinhos que podemos encontrar quando falamos de América do Sul. O bacana do evento também era que, alguns dos rótulos degustados podiam ainda ser adquiridos pelo consumidor final, o que fazia com que você acaba-se levando pra casa aquilo que realmente tinha provado e aprovado!


Argentina, Chile e Uruguai são os países da América do Sul mais conhecidos quando falamos em vinhos (o Brasil corre por fora, na minha opinião). Juntos, eles dominam a participação no mercado brasileiro, onde quase 80% dos vinhos finos vendidos são importados. O Chile é o líder de importações seguido da vizinha Argentina, e embora o Uruguai não esteja entre os primeiros colocados do ranking, o Brasil é o mais importante mercado de exportação para o vinho uruguaio. E toda essa miscelânea de rótulos, países, costumes e afins foi mostrado com a participação de grandes importadoras como como Decanter, Interfood, Zahil, Viníssimo e vinícolas de destaque, como a premiada chilena Viña Ventisquero e as brasileiras Miolo, Perini e Aurora entre outras. Em eventos deste porte e com tanta diversidade fica até difícil escolher um ou outro rótulo para falar por aqui, mas vamos tentar.


A Família Cassone, localizada no departamento de Luján de Cuyo em Mendoza na Argentina veio com seu portfólio quase completo, mas o destaque vai para o Cabernet Franc Reserva 2012 da Viña del Fundo, projeto com “foco em terroir” no Chile. Localizada no coração do Vale do Maule, produz vinhos com uvas de vinhedos próprios com mais de 80 anos de idade. Este vinho é um varietal 100% Cabernet Franc que passa 12 meses em barricas novas de carvalho francês. Muito escuro e brilhante, o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias e leve mentolado. Corpo médio, boa acidez e taninos aveludados além de um final saboroso sem qualquer amargor final. Elegância e prazer se associam a este vinho. Para quem é fã principalmente da uva, eu recomendo! Já que falamos de Chile, de lá vem também o grande Artífice Platinum Cabernet Sauvignon 2010, vinho top da vinícola e feito a partir de uvas 80% Cabernet Sauvignon, 15% PetitVerdot e 5% Syrah do Valle de Colchagua. Todo o vinho passa por 12 meses de barricas francesas de primeiro uso. Coloração violácea de grande intensidade e brilhante, aromas de frutos vermelhos e escuros, especiarias e mentolados além do toque tostado. Bom corpo e acidez, taninos marcados mas redondos e prontos pra se beber. Final longo, saboroso e marcante. Vinhaço!


Do Brasil, gratas surpresas. Começo com o Espumante No 1 2008 da Vinícola Perini. É o primeiro espumante vintage da empresa, o que significa que foram selecionadas as melhores uvas da safra para compor este corte de Chardonnay e Pinot Noir em edição especial e limitada de apenas 600 garrafas. Complexo, aromático, evoluído com aromas tostados, frutos secos, florais e com uma acidez muito bacana. Final delicioso. Depois, viajando quase que todo o país e pousando em Pernambuco, tínhamos os rótulos da Vinícola Santa Maria, projeto de portugueses muito interessante em pleno sertão nordestino, onde temos mais de 300 dias de sol por ano. Destaque para um dos poucos lugares no mundo onde, com os devidos controles, é possível se colher mais de uma safra de uva por ano. Espumantes muito frescos e bacanas e vinhos interessantes. No entanto, para não me alongar, vou destacar o Paralelo 8 Premium 2011, tinto produzido a partir do corte das castas Touriga Nacional, Aragonez, Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon e Shiraz. Passa por estágio de 8 meses em barricas francesas novas. Todo este trabalho nos trás um vinho rubi violáceo de grande intensidade, com bom brilho e quase sem transparência. Aromas de frutos vermelhos e especiarias com algo floral. Boa acidez, taninos domados mas presentes e um final longo e saboroso. Dizem as más línguas que é o vinho servido no palácio do planalto, a se confirmar.


Passando ao Uruguai agora trago como destaque o 1752 Gran Tradicion 2010, da Bodegas Carrau. Este vinho é um blend das uvas Tannat, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc com passagem de 18 meses em barricas. Vinho elegante, macio, violáceo bem escuro e brilhante. Aromas de frutos vermelhos e escuros, especiarias, tabaco e baunilha em um vinho encorpado, de bom frescor e com taninos macios e domados. Final longo e deliciosamente saboroso. Vinhaço.


Para fechar meu relato do evento, nossa última parada foi na Argentina com a Bodega Salentein e seu Numina Gran Corte 2011. O vinho é um corte de várias uvas (64% Malbec, 18% Cabernet Sauvignon, 11% Merlot, 5% Cabernet Franc e 2% Petit Verdot) com passagem de 16 meses em barricas francesas. Vinho violáceo escuro e profundo, aromas de frutos vermelhos e escuros, baunilha, tabaco e especiarias. Encorpado, taninos macios e sedosos, boa acidez com um final longo e saboroso. Outro grande vinho.


Em meio a grandes vinhos, boas conversas, finalizamos mais uma cobertura de evento interessante. Mais um show de organização num local agradável e espaçoso. Parabéns a SBAV-SP e a CH2A.

Até o próximo!

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Les Amis Bordeaux 2010: Um Bordeaux simples e fácil de beber!

E pra finalizar os vinhos oriundos do último Winebar em companhia da Importadora Expand, trouxe pra mesa um exemplar vindo da região de Bordeaux, o Les Amis Bordeaux 2010. Vamos aos detalhes.


Este projeto denominado "Les Amis" advém da união de alguns vinicultores franceses, amigos, que possuem propriedades e empreendimentos vinícolas em diversas regiões da França e que juntos, no melhor estilo cooperativa, lançam vinhos sob os rótulos "Les Amis". E desde então, além da produção em mercado nacional, começaram a exportar seus vinhos para outros lugares do mundo e voilá, a Importadora Expand nos presentou com seus rótulos em território nacional.

Localizada na região de Bordeaux, a vinícola cumpre todas as regras de produção estabelecidas pela Denominação de Origem e estão anualmente sujeitos a um exame gustativo exigente. Este rigor é uma base qualitativa que diretamente garante a reputação mundial dos grandes vinhos de Bordeaux. A região possui clima oceânico temperado e apresenta solo calcário argiloso. O vinho é um corte composto de 60 % de uvas Merlot com 40% de uvas Cabernet Sauvignon.

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de média intensidade, bom brilho e boa transparência. Lágrimas finas, rápidas e incolores também compunham o conjunto visual.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos vermelhos, madeira e leve toque de especiarias.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos finos e macios. Retrogosto confirma o olfato e o final é de média para longa duração.

Mais um bom exemplo de um Bordeaux acessível e fácil de beber, mostrando que vinho não precisa ser complexo e complicado todos os dias. Eu recomendo.

Até o próximo!

The Crossings Sauvignon Blanc 2013: Elfos, Anões? Não, vinho branco!

Provavelmente você não deve ter entendido uma vírgula do título, e olha, pra ser sincero, eu acho que não consegui passar a mensagem que eu gostaria também. A questão é que, como estamos falando de um vinho da Nova Zelândia, quis fazer menção as filmagens da trilogia "O Senhor dos Anéis" e também de "O Hobbit"que aconteceram por lá. Dito isso, já acabei com o mistério do título. Vamos agora é falar do The Crossings Sauvignon Blanc 2013.


Formado por uma terra e clima bem incomuns, o vinho da Nova Zelândia levou apenas algumas décadas para figurar entre os favoritos entre os amantes do vinho em todo o mundo, especialmente o Sauvignon Blanc vindo de Marlborough. O país atravessa latitudes equivalentes a Itália, tem sol intenso, no entanto, o oceano circundante é frio e coloca a Nova Zelândia num espectro frio e limítrofe para o cultivo de uvas. Combinado com uma paisagem intocada e com uma robusta gama de viticultores comprometidos com práticas sustentáveis, o vinho da Nova Zelândia atinge sabores e purezas de intensidade incomparáveis. A maioria dos vinhedos do país encontram-se em vales e planícies protegidas ao longo da costa leste. Eles são todos diferentes e cada região vinícola da Nova Zelândia tem suas próprias forças. No entanto, nenhum deles tiveram um impacto maior sobre o mundo do vinho de Marlborough. Marlborough está na ponta nordeste da Ilha Sul da Nova Zelândia. Seus vales e planícies aluviais são limitadas pelo Oceano Pacífico, a leste e as montanhas em todos os lados, fornecendo abrigo que mantém esta região seca, ensolarado e quente.

Sobre o The Crossings Sauvignon Blanc 2013 pouco resta a se falar a não ser que é feito a partir de 100% de uvas Sauvignon Blanc oriundas do Awatere Valley, em Marlborough, na Nova Zelândia e o mesmo não passa por qualquer envelhecimento em madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração amarelo palha com reflexos verdeias, muito brilho e transparência. Lágrimas finas, rápidas e incolores também faziam parte do conjunto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de mousse de maracujá e torta de limão além de um toque herbáceo delicado.

Na boca o vinho apresentou corpo leve para médio com uma bela e gulosa acidez, Retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um belo vinho neo zelandês que encanta pela beleza dos aromas e dos sabores que se contrapõem a elegância com que se mostram. Eu recomendo,

Até o próximo!

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

1º FESTIVAL DO VINHO SUL-AMERICANO: É HOJE!

A SBAV-SP organiza na data de hoje, o 1º Festival do Vinho Sul-Americano, que acontece no Hotel Golden Tulip Paulista Plaza.

Entre os participantes, já estão confirmadas as importadoras Decanter, Interfood, Zahil e Viníssimo e vinícolas de destaque, como a chilena Viña Ventisquero. Miolo, Perini e Aurora compõem o time de sul-americanos com rótulos brasileiros.

No evento, aberto ao consumidor final, também será possível comprar os rótulos, que estarão à venda. E é essa a parte mais legal do evento, afinal você poderá degustar e conhecer o que vai comprar!


1º Festival do Vinho Sul-Americano

Dia 3 de outubro (sexta-feira), das 16 às 21 horas

Hotel Golden Tulip Paulista Plaza [Alameda Santos, 85 - Jardins]

Para participar é necessário confirmar sua presença.

R.S.V.P.: (11) 3253.7052 | rsvp@ch2a.com.br

Até o próximo!

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Mettler Family Vineyards Petite Sirah 2010: Vinho americano na taça!

Nem bem voltei de viagem de quase duas semanas em terras americanas e resolvi beber um vinho em homenagem ao meu retorno. Iríamos fazer um bom e velho fondue de carne ao vinho e escolhi o Mettler Family Vineyards Petite Sirah 2010 para fazer os trabalho da noite. Vamos ver o que ele teve a nos dizer?


A Família Mettler, uma das mais antigas famílias de agricultores do Lodi, tem raízes na indústria do vinho que remontam à década de 1770, e tem cultivado uvas para vinho na apelação Lodi desde o final de 1800, quando as primeiras vinhas foram plantadas. A tradição da agricultura familiar continuou e na década de 1940, a sexta geração produtor de uva Carl Mettler casou com Gladys Handel, também de uma família de agricultores bem conhecidos na região. Isso ajudou a expandir as vinhas da família. Carl trabalhou em estreita colaboração com universidades próximas delegando a várias regiões demarcadas o plantio de variedades experimentais. Essa experimentação ajudou a estabelecer as condições de crescimento para as variedades específicas da apelação de Lodi. Hoje, Larry Mettler, o mais jovem dos três filhos de Carl, ainda cultiva os vinhedos originais da Mettler Vineyards.

Já que tanto falei a apelação Lodi, uma AVA americana famosa principalmente por seus vinhos feitos de vinhas velhas de uvas Zinfandel, vamos entender um pouco mais sobre a mesma. A apelação Lodi está definida e influenciada por sua proximidade com o Oceano Pacífico e com a baia de San Francisco. Situada diretamente a leste de San Francisco, na beira do Delta do Rio Sacramento, Lodi se aproveita da lacuna costeira onde as faixas litorais norte e sul se encontram na baia de San Francisco. Enquanto as temperaturas sobem no vale central, brisas marítimas frias são puxadas diretamente em toda a região Lodi criando um clima diferenciado que permite o cultivo de uvas na região a mais de um século. Gozando de um clima mediterrânico clássico, Lodi tem verões quentes e secos e invernos frescos, úmidos. Os dias de verão quentes e secos permitem as das uvas do Lodi sua maturação e o desenvolvimento de sabores de frutas maduras completos, enquanto as brisa marítimas tendem a manter a acidez natural do vinho, criando uma estrutura e complexidade nos vinhos produzidos.

Sobre a uva Petite Sirah em si eu pouco descobri, a não ser que foi criada inicialmente no Vale do Rhône e por lá é mais conhecida como Durif. Esta casta foi criada num cruzamento entre a Syrah e uma uva menos famosa autóctone do Rhône com o intuito de aumentar sua resistência a pragas. Com o passar do tempo no entanto se percebeu que a casta se adaptou muito bem ao clima mais seco da Califórnia onde passou a ser cultivada por alguns produtores, gerando vinhos interessantes até hoje. Finalmente o Mettler Family Vineyards Petite Sirah 2010 é feito com a seguinte composição de uvas: 90% Petite Sirah, 8% Cabernet Sauvignon e 2% Cabernet Franc. O mesmo passa por 21 meses em barricas francesas antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração violácea de grande intensidade, sem transparência e com algum brilho. Légrimas finas, abundantes, rápidas e bem coloridas também compunham o conjunto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas escuras em compota, especiarias e toques de café com leite. Fundo de taça apresenta também aromas tostados.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, com taninos macios e redondos e uma boa e gulosa acidez. Retrogosto confirma o olfato e o final é de longa duração.

Mais um belo vinho americano por aqui, vinhos aliás que eu gosto muito por sinal, e que tem feito a alegria de todos aqui em casa. Este veio junto com a remessa do SmartBuy Wines Club. Eu recomendo.

Até o próximo!

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Loma Larga Cabernet Franc 2008: Diretamente do Chile para a #CBE

É mais uma vez aquela época do mês em que os enoblogueiros espalhados por este Brasil (e mundo) afora se unirem em mais uma degustação virtual, a já conhecida por aqui #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs. Desta vez quem escolheu foi o Felipe Silva E Silva do blog BebadoVinho: "Um vinho 100% CABERNET FRANC, de qualquer país e faixa de preço". Como minha esposa estava em viagem pelo Chile e queria trazer uns vinhos que ela andou vendo por lá, enquanto ela me mandava as fotos eu a ajudava a escolher. E foi assim que o Loma Larga Cabernet Franc 2008 veio participar da festa.


Como já comentado anteriormente por aqui: "Don Manuel Escudero Joaquin Diaz Alvarez de Toledo, bisavô dos proprietários da Loma Larga Vineyards, trouxe pessoalmente em sucessivas viagens a Paris e Bordeaux, cepas as quais ele plantou com consultoria de enólogos também franceses, em sua propriedade agrícola "Chacra Victoria", localizada ao leste do que hoje é a rua Santa Rosa, da cidade de Santiago. Com o sonho de manter viva essa tradição vitivinícola, o que levou seus ancestrais a produzir vinhos de alta qualidade, que foram inclusive exportados para a Europa, a família começou a plantar as vinhas que existem atualmente na Loma Larga Vineyards ainda em 1999. Anteriormente porém, ainda em 1994 se iniciaram os estudos de clima e solos para entender o potencial do "Terroir" da Loma Larga".

Agora falando um pouco mais sobre o Loma Larga Cabernet Franc 2008, ele é um vinho com uvas colhidas na DO Vale da Casablanca que após a fermentação malolática passou por estágio de 14 meses em barricas francesas. Após este período não foi filtrado e foi engarrafado, estando liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de grande intensidade com algum brilho e pouca transparência. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas tingiam as paredes da taça. 

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos escuros, toques de especiarias, flores e algo de coco.

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos macios e redondos. o retrogosto confirma o olfato e final era guloso e de longa duração.

Mais um bom vinho Chileno provado por aqui, este parte do desafio mensal da #CBE, desta vez cumprido dentro do prazo estabelecido. Eu recomendo.

Até o próximo!