sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Iguatemi Alphaville realiza nova edição do Alphaville Wine Festival!

O Shopping Iguatemi Alphaville, em parceria com a Ville Du Vin, realiza mais uma edição do Alphaville Wine Festival, nos dias 28 e 29 de Novembro, no Piso Xingu, próximo à loja Brooksfield.


Na feira serão disponibilizados mais de 90 rótulos, das principais vinícolas do mundo, para degustação e compra. O evento acontece no dia 28/11, das 17h às 21h e no dia 29/11, das 16h 21h. Os convites estão a venda na loja Ville Du Vin, localizada no Piso Rio Negro, no valor de R$ 90,00, que poderá ser revertido em compras no festival.

Serviço:

Wine Festival

Quando: De 27 a 29 de novembro de 2014.

Horário: Dias 27 e 28, das 17h às 21h. E no dia 29/11, das 16h às 21h.

Local: Piso Xingu do Iguatemi Alphaville (Al. Rio Negro, 111 – Alphaville / Barueri – SP).

Preço: Convites na loja Ville Du Vin. Valor de R$ 90,00, reversíveis em produtos da loja.

Até o próximo!

Encontro de Vinhos: De volta a Sampa para a derradeira edição do ano!

A feira de vinhos itinerante mais legal do Brasil está de volta a Sampa para a última edição do ano. Depois de vários pedidos, o Encontro de Vinhos volta a São Paulo em mais uma feira, agora em Dezembro, para que possamos abastecer a nossa adega para as festas de final de ano, isso se você já não o fez não é mesmo? De qualquer forma o que vale é visitar a a feira e descobrir novos vinhos e novas oportunidades. Importadores, produtores brasileiros e internacionais estarão juntos oferecendo os melhores vinhos com descontos especiais durante o evento, para você poder comprar melhor e gastar menos.


Desta vez o evento contará com uma novidade com relação ao já famoso Top 5: eleição através de uma degustação as cegas com jornalistas, blogueiros e sommeliers, dos melhores vinhos do evento, enviados pelos produtores, importadores e afins. Agora teremos duas listas de grandes vinhos: os Top10 e os “Campeões dos Campeões”, que será uma eleição somente entre vinhos que ficaram nos Top5 de todas as cidades por onde a feira passou durante o ano vigente. Ou seja, você poderá provar os melhores vinhos do mercado, todos juntos em um único lugar.

Não perca. Aproveite a chance de conversar com os especialistas e ainda sair de lá abastecido. E se você comprar seu ingresso antecipado, você paga menos e recebe um voucher de R$ 30,00 (inteira) ou R$ 15,00 (meia) para gastar durante a feira.

Informações:

Data: 04 de dezembro
Local: Hotel San Raphael – Largo do Arouche, 150
Horário: 14h as 22h
Ingressos: R$ 80,00 inteira ou R$ 40,00 meia. Antecipado pelo site: R$ 70,00 (inteira) e R$ 35,00 (meia).

Os ingresso estão disponíveis em http://www.encontrodevinhos.com.br/venda-de-ingressos/ e você pode comprar seu ingresso online pagando diretamente pelo PagSeguro. É fácil, rápido e você pode até parcelar (atenção, tem juros!). Ao receber a confirmação do pagamento, imprima o comprovante e leve no dia do evento. Você deve retirar o seu voucher no dia também.

Até o próximo!

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Feteasca Neagra Private Reserve 2013: Mais da Romênia na taça!

Em mais um noite ordinária em casa, daquelas com chuva lá fora (graças a deus!) e a temperatura caindo um pouco face ao que temos presenciado, era hora de tirar um bom tinto da adega e trazer para a mesa. E a escolha é sempre difícil mas recai sobre a vontade de provar algo novo e diferente, seja região, uva ou coisa do gênero. E foi assim que o Feteasca Neagra Private Reserve 2013 foi provado então. Vamos ver o que descobrimos sobre ele.


O vinho é produzido pela Cramele Halewood Wines, fundada em 1978 por John Halewood. A empresa logo se tornou o maior produtor nacional independente de vinhos e bebidas alcoólicas no Reino Unido. A empresa passou a deter participações em áreas-chave da indústria de bebidas em todo o mundo. Com um volume de negócios anual superior a 500 milhões de Euros, a Halewood International Ltd. distribui mais de 1.400 produtos no Reino Unido e 30 países mundo a fora. Quatro das marcas do grupo Halewood International Ltd. podem ser encontradas nas dez melhores marcas em sua categoria no Reino Unido. Hoje, depois de um investimento de 10 milhões de euros, a empresa possui quatro subsidiárias na Romênia. O principal objetivo da empresa era comercializar vinhos romenos às expectativas internacionais. A Halewood Romênia atualmente vende seus vinhos para mais de 40 países e se tornou o maior exportador de vinho engarrafado romeno. Tais países incluem China, Japão, Coréia do Sul, México, Peru e, claro, o Reino Unido e os Estados Unidos. A Halewood Romênia utiliza castas internacionais, como Merlot, Cabernet Sauvignon, Pinot Noir, Chardonnay, Pinot Gris, Sauvignon Blanc, Gewürztraminer, e as incríveis variedades locais Feteasca Neagra, Feteasca Alba, Feteasca Regala e Iordana. Com tal diversidade, a Halewood Romênia é capaz de fornecer ao mercado nacional e internacional vinhos de alta qualidade, os quais têm personalidades bem definidas.

O Feteasca Neagra Private Reserve 2013, como o próprio nome já entrega, é feito com uvas 100% Feteasca Neagra, autóctone da região de Dealurile Munteniei, na Romênia. Amadurece por 12 meses em barricas de carvalho antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho mostrou coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e pouca transparência. Lágrimas finas, espassadas, de velocidade média e bem coloridas tingiam as paredes da taça.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos frescos com toques de tostado e baunilha.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez com taninos macios e sedosos. Retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais um bom vinho romeno provado por aqui, este que é mais um vinho que me foi apresentado pelo Winelands Clube do Vinho, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Afinal quem realmente bebe o Beaujolais Nouveau? E por que?

O Beujolais Nouveau é um vinho tinto feito a partir de uvas Gamay plantadas na região de Beaujolais, na França. É um vinho popular, "vin de primeur", fermentado por apenas algumas semanas após a colheita das uvas e é liberado para a venda na terceira quinta-feira de novembro de cada ano. É com ele que os produtores dão início as vendas dos vinhos da safra do ano. Muito se fala sobre este "famoso" vinho francês: desde ser ridicularizado sendo chamado de chamariz até um vinho festivo e alegre, tendo em vista sua alta demanda no mercado mundial. O que é realmente verdade neste pedacinho de mundo vitivinícola?


Os foliões se reuniram na cidade de Beaujeu na última quinta-feira para celebrar a chegada do primeiro vinho Beaujolais da safra 2014. A quase 10 mil quilômetros para a leste, além de várias horas antecipadamente, festeiros no Japão tinha feito a mesma coisa. Alguns consumidores particularmente entusiasmados mesmo se jogaram em banhos de vinho para brindar a nova safra em Hakone Kowakien Yunessun, resort japones, de acordo com o Wall Street Journal. A noite do Beaujolais Nouveau, como dito anteriormente sempre na terceira quinta-feira de novembro, sempre divide as opiniões entre os consumidores de vinho.

Ainda que em alguns países como o Reino Unido, o Beaujolais Nouveau tenha perdido um pouco do seu encanto, dados os esforços em se mostrar que a região tem muitos mais atrativos, como por exemplo a região de Beaujolais Villages e os 10 Crus de Beaujolais, é inegável que exista demanda para ele ao redor do mundo. Além do consumo interno, mais de 13,3 milhões de garrafas foram exportados em 2013 (cerca de 47% da produção do vinho), ainda que com um decréscimo de cerca de 9% em relação a 2012, de acordo com dados divulgados pela Ubifrance e Inter Beaujolais. Só o Japão, por exemplo, recebeu o equivalente a quase 8 milhões de garrafas, enquanto a China ainda é um player em desenvolvimento (no mundo vitivinícola em geral). O país estava apenas atrás do Reino Unido em 2013, conforme os dados divulgados.

E o que torna este vinho tão "apelativo" para o mercado então? De maneira mais simplória impossível, é o mais leve e mais próximo que um vinho tinto pode se aproximar de um vinho branco, por exemplo. Como o contato com as cascas e outros é muito pequeno, os compostos fenólicos e em especial os compostos adstringentes, como os taninos, estão presentes de maneira muito pequena e não chegam a "incomodar" tanto quanto nos vinhos tintos "convencionais". É um bom vinho de transição para quem está mais acostumado com vinhos brancos e quer começar no mundo dos vinhos tintos. Além disso é um triunfo de marketing e promoção uma vez que as pessoas tendem a se sentirem mais "especiais" sabendo que a mesma celebração em torno de seu lançamento está ocorrendo em diversas partes do mundo ao mesmo tempo. 

Enfim, não é um vinho que tem as características de um clássico, mas é sempre bom conhecer um pouco a seu respeito e prova-lo ao menos uma vez (no nosso caso mais em função dos preços assustadores do que outra coisa). Eu já provei uma vez e achei um vinho gostoso e despretensioso. E você, caríssimo leitor, já provou?

Até o próximo!

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Adega Premium, novo e-commerce de vinhos, chega ao mercado!

O mercado online de bebidas premium acaba de ganhar um novo player. Será lançado no próximo dia 27 de novembro, o Adega Premium, e-commerce que chega para conquistar a atenção e a preferência dos apreciadores de vinhos. Com mais de 70 produtos distintos, sendo 40% de espumantes, o portal reúne não apenas vinícolas renomadas do velho e novo mundo, como traz rótulos e produtores exclusivos, além de especialidades gastronômicas.


Atendendo a todo o País e com centro de distribuição em Catanduva, o objetivo do Adega Premium é tornar-se uma das principais referências em venda online de bebidas premium, não apenas pela variedade, como pela exclusividade e grande disponibilidade de produtos. Entre as novidades do Adega Premium, estão rótulos como os vinhos portugueses da vinícola Monte dos Cabaços. O portfólio dos chamados vinhos tranquilos traz ainda nomes clássicos como português Pêra Manca e o chileno Don Melchor. Já entre os espumantes, destacam-se o champanhe Don Perignon e a novidade Moet Chandon Ice

O lançamento oficial do www.adegapremium.com.br acontece no próximo dia 27 de novembro, com petit comité, no Clube Alphaville Don Pedro, em Campinas. O evento reunirá cerca de 20 rótulos, de diferentes produtores, para degustação, como Concha y Toro, Chandon e Jack Daniels. O evento é aberto ao público e acontece das 20h às 23h. E a escolha de Campinas para o evento de lançamento se deu pelo perfil do consumidor da região. Considerando o e-commerce como um todo, ou seja, todas as compras feitas via Internet, a região de Campinas assume o segundo lugar no ranking, movimentando cerca de R$ 900 milhões ao ano em compras. Além disso, a oferta no mercado físico local de vinhos ainda é pequena, com poucos players específicos neste segmento.

Com a proximidade das festas de final de ano é sempre bom termos novas opções para pesquisas e compras de nossas bebidas preferidas, tais como vinhos e espumantes. Eu acho que com a competitividade o mercado tende a melhorar para nós, consumidores finais. Para você de Campinas e região, compareça ao evento, pergunte, converse com o pessoal do Adega Premium e ao final saia confiante de que é você quem saiu ganhando. E você leitor, o que acha?

Informações:

Evento: Adega Premium, lançamento oficial
Data: 27/11/2014
Horário: das 20h às 23h
Local: Clube do Alphaville D. Pedro
Endereço: Rua Antônio Veiga, 354, Parque Imperador 
Cidade: Campinas – SP

Até o próximo!

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Badia di Morrona Caligiano Chianti DOCG 2012: Ah Toscana querida!

Sempre que bebo um vinho da Toscana por aqui é um deleite, primeiro por que só trás a tona lembranças deliciosas de uma parte muito importante de minha vida e também por que eu adoro a viticultura e a gastronomia italiana (provavelmente por causa dos meus genes). E não poderia ter sido de maneira melhor do que tirar o Badia di Morrona Caligiano Chianti DOCG 2012 da adega para relembrar tudo isso.


A clássica vinícola Badia di Morrona está localizada na comuna de Terricciola, dentro da província de Pisa. Sua atividade agrícola tem origem que se perde no tempo, bem como a tradição vitivinícola regional. A estrutura local do solo é ímpar, formada por fósseis marinhos, argila, minerais e areia. Já a sede da produtora é um mosteiro histórico do século XI, que na época fora utilizado por monges beneditinos para habitação e, desde então, para a produção de vinhos. Apenas no ano de 1939, a propriedade com aproximadamente 100 hectares foi adquirida por Mario Gaslini e Italo Gaslini, os quais decidiram investir nessa região da Toscana por acreditarem em seu alto potencial para a viticultura. Até hoje a produtora pertence à família Gaslini e, apesar de ter sido ampliada com o passar dos anos, sua propriedade está muito bem preservada, remontando um belo passado bucólico.

Sobre o Badia di Morrona Caligiano Chianti DOCG 2012, podemos complementar que é feito a partir das castas Sangiovese, Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah. A maturação é feita por10 meses em tanques de aço inox. Possui 13,5% de graduação alcoólica. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma cor rubi violácea de média intensidade, bom brilho e boa transparência. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos vermelhos silvestres, especiarias e tostado.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, deliciosa acidez e taninos finos e macios. Retrogosto confirma o olfato e o final é de média para longa duração.


Um delicioso vinho italiano, que embalou o sábado a noite acompanhado de um belo risoto de cogumelos ao vinho tinto com lascas de amêndoa e uma bela fraldinha grelhada. Este vinho foi comprado na loja Vinhos de Bicicleta, em São José dos Campos e custou cerca de R$ 60,00. Eu recomendo.

Até o próximo!

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Ferrari-Carano Dry Creek Zinfandel 2010: vinhaço na taça!

As vezes cometemos certas loucuras e em noites ordinárias abrimos vinhos que talvez merecessem uma ocasião que pedisse um algo a mais. Mas como o ditado sempre disse:"A vida é curta demais para bebermos vinhos ruins", eu pratico o desapego. Um por que eu sei que minha esposa merece sempre provar o melhor e dois, eu não sou colecionador nem nada. Tenho uma ou outra garrafa guardada pensando em ocasiões especiais mas de resto, vamos bebendo à vida! Eu falei tudo isso e me enrolei, como de costume por aqui, só pra introduzir a ocasião em que o Ferrari-Carano Dry Creek Zinfandel 2010 saiu da adega e foi parar na nossa mesa.


A Ferrari-Carrano possui quase vinte vinhedos em cinco apelações distintas do Estados Unidos: Alexander Valley em Sonoma (conhecido por produzir excepcionais Cabernet Sauvignon, Chardonnay e Syrah); Anderson Valley em Mendocino (reconhecido pelos Pinot Noirs); Dry Creek Valley em Sonoma (Pinot Noir, Chardonnay e Sauvignon Blanc); e Carneros entre Napa e Sonoma. É uma das últimas vinícolas de grande porte que ainda não foi adquirida por um dos conglomerados de marcas famosas. Há duas sedes, uma que produz vinhos tintos em Alexander Valley e outra que produz os brancos em Dry Creek Valley. Esta última é lar da Ferrari-Carano e é conhecida como Villa Fiore Wine Shop & Tasting Room, ou simplesmente de Estate Winery, sendo construída em 1981. Todos os vinhos Ferrari-Carano são vinificadas e mantidos em lotes separados até o momento do engarrafamento.


Agora falemos mais um pouco sobre a estrela do post, o Ferrari-Carano Dry Creek Zinfandel 2010. Apesar de ser um varietal Zinfandel, sua composição é a seguinte: 87% Zinfandel, 9% Petite Sirah e 4% Carignan. Lotes individuais foram transferidos para barris, em seguida, misturados e envelhecidos em barris de carvalho francês, americano e húngaro por 16 meses antes de ser engarrafado e depois por mais 12 meses em garrafa antes do lançamento ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração violácea de grande intensidade, pouca transparência e um bom brilho. Lágrimas mais gordas e mais lentas porém muito coloridas.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos vermelhos e escuros, baunilha, chocolate e leve toque especiado. 

Na boca o vinho se mostrou encorpado, com taninos macios e redondos e uma acidez gostosa. Retrogosto confirmou o olfato e o final é de longa duração.

Mais um ótimo vinho americano da uva Zinfandel que provamos por aqui, comprovando nossa paixão por estes exemplares. Confirmou toda expectativa. Foi acompanhado de um fondue de carne ao vinho. Excelente!

Até o próximo!

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Wines of Argentina e as mulheres: reconhecimento merecido!

Que as mulheres vem ganhando cada vez mais espaço no mundo corporativo, na política, enfim, no mercado de trabalho, não existem dúvidas, ainda que exista uma disparidade de salários e cargos que vem diminuindo consistentemente. Mais e mais elas tem sido reconhecidas mundo afora e agora chegou a vez do mundo do vinho se render a elas, ou pelo menos o mundo do vinho sul americano. A Wines of Argentina, entidade responsável pela imagem do vinho argentino no mundo, apresenta o Argentina Wine Awards (AWA) 2015: “The Empowerment of Women in Wine” (O Poder da Mulher no Vinho). Vamos saber mais sobre o evento?


Este evento, criado e planificado para avaliar e premiar a qualidade e os avanços da indústria vitivinícola argentina, já ganhou lugar como o concurso mais importante do país. A nona edição do AWA será realizada de 8 a 13 de fevereiro de 2015 na província de Mendoza e enfatizará o empowerment (poder) feminino e o papel que a mulher desempenha dentro da indústria. O propósito desta edição é conhecer a opinião das mulheres mais destacadas a nível mundial sobre os vinhos argentinos. A edição 2015 contará com um júri de luxo precedido por Jancis Robinson MW (UK), Christy Canterbury MW (USA), Susan Kostrzewa (USA), Barbara Philip MW (Canadá), Sara D'Amato (Canadá), Annette Scarfe MW (Singapura/HK), Megumi Nishida (Japão), Felicity Carter (Alemanha), Essi Avellan MW (Finlândia), Cecilia Torres Salinas (Chile) e Suzana Barelli (Brasil). Resta ainda confirmar oficialmente Shari Mogk Edwards (Canadá).

Este ano, o concurso tem como novidade o júri, tanto internacional como nacional, formado por mulheres que são referencia da indústria mundial do vinho. O propósito é reconhecer o papel que a mulher exerce, em um mundo tradicionalmente masculino, outorgando inventividade e intuição à indústria em todos os aspectos.Vejam um pouco da história de cada uma delas:
  • Jancis Robinson: (UK) MW. De acordo com a revista Decanter é a jornalista de vinhos mais respeitada no mundo. Em 1984 foi a primeira pessoa fora da indústria do vinho em aprovar o exame mais rigoroso do mundo: o Master of Wine. Desde o seu site (www.JancisRobinson.com), e todas as semanas no Financial Times, escreve sobre o mundo da indústria do vinho. Em 2003, recebeu o prêmio OBE outorgado pela Rainha da Inglaterra;
  • Christy Canterbury: (USA) MW, é jornalista, panelista e júri de Nova Iorque. Escreve para a revista Decanter, TimAtkin.com, Wine Enthusiast, entre outros. Foi nominada para os prêmios Louis Roederer 2014 como melhor comunicadora online do ano;
  • Susan Kostrzewa: (USA) É editora executiva da revista Wine Enthusiast e forma parte do painel de degustadores. É autora de numerosos livros de cozinha, viagens e vinhos como, por exemplo, Opus Vino, uma seleção das melhores regiões vitivinícolas;
  • Barbara Philip: (Canadá) MW, é responsável pela seleção de vinhos europeus para a British Columbia Liquor Distribution Branch (BCLDB). Com seu marido, leva à frente uma consultora de vinhos, e trabalha como apresentadora, jornalista e juiz;
  • Sara D'Amato: (Canadá). É consultora, sommelier, crítico de vinhos e sócia principal na WineAlign.com. Sara é colunista de vinhos para a revista Chatelaine e escreve como freelance para várias publicações;
  • Annette Scarfe: (Singapura/HK) MW, trabalha como consultora independente assessorando jogadores importantes da indústria vitivinícola asiática. Também é juiz em concursos de vinho no Reino Unido, Hong Kong e França;
  • Megumi Nishida: (Japão) Jornalista freelance de várias revistas tais como Winart, Vinoteque, Wands, Cuisine kingdom, entre outras;
  • Essi Avellan: (Finlândia) MW, é editora da Revista Fine Champagne, a única Revista do mundo dedicada ao mundo do champagne;
  • Felicity Carter: (Alemanha), é chefe editorial da Revista Meininger´s, dedicada ao mundo do negócio do vinho a nível internacional. Também possui vasta experiência como júri de vinhos em todo o mundo;
  • Cecilia Torres Salinas: (Chile), é a referente número um da indústria do vinho chileno. Trabalha como enóloga em uma das vinícolas mais premiadas do Chile;
  • Suzana Barelli: (Brasil), Jornalista e Editora da Revista Menu;
  • Shari Mogk Edwards: (Canadá), é a líder do departamento de marketing e vendas de vinhos e licores da LCBO (Liquor Control Board of Ontario), considerado o retailer com maior poder de compra do mundo devido a sua rede de lojas. É encarregada de levar adiante as estratégias a curto e longo prazo do monopólio.
Com este júri não tem como o evento não ser um sucesso? E uma homenagem justa a quem tem, por muito tempo, dividido as funções de mãe, trabalhadora, esposa e muitas outras! Um brinde as mulheres no vinho!

Até o próximo.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Winebar, Galvão Bueno e Itália: quer saber o que deu esta mistura?

E para nossa alegria ontem participamos de mais um Winebar, degustação on line conduzida pelo Daniel Perches (blog Vinhos de Corte) e Alexandre Frias (blog Diário de Baco), desta vez com a ilustre presença do o italiano Roberto Cipresso, winemaker da vinícola Bueno Wines, do apresentador/narrador/comentarista da rede Globo Galvão Bueno. E chegou a hora de compartilharmos por aqui as nossas impressões. Antes, um pouco de história sobre a vinícola e sobre o winemaker.


Criada por Galvão Bueno, a Bueno Wines foi fundada como Bueno Bellavista Estate, na região do Seival, na Campanha Gaúcha, no paralelo 31, a mesma latitude dos vinhos produzidos na Argentina, Austrália, Nova Zelândia e África do Sul. Os primeiros lançamentos foram um vinho tinto, de corte bordalês: o Bueno Paralelo 31 e depois um espumante, o Bueno Cuvée Prestige, em 2009. O sucesso foi imediato e, com ele, o incentivo para expandir os horizontes com novos lançamentos: o Bueno Bellavista Pinot Noir e o Bueno Bellavista Sauvignon Blanc. em 2010 nasce o primeiro resultado da grandiosa união de Galvão e Roberto Cipresso, enólogo italiano: o Bueno La Valletta. A parceria deu tão certo que os dois lançaram mais tarde o Bueno-Cipresso Brunello di Montalcino. Tais vinhos são produzidos na vinícola Poggio al Sole, no coração da Toscana.

Sobre Roberto Cipresso, muito se pode dizer. Natural do Veneto, Roberto Cipresso dedicou-se, inicialmente, ao estudo das técnicas agrícolas. Depois mudou para a Toscana, onde começou sua carreira de enólogo em Montalcino, trabalhando com os mais importantes produtores de vinhos da região. Em 1999, fundou a Winemaking, grupo de consultoria agrônoma e enológica que atende vinícolas da Itália e do exterior. Seu conhecimento o levou a criar a Winecircus, uma adega-laboratório experimental, dedicada à pesquisa da atividade vitivinícola, em parceria com as Universidades de Padova, Trento, Pisa e Udine. Cipresso foi eleito o “Melhor Enólogo Italiano”, durante o “Wine Oscar 2006”, e o “Homem do Ano”, pela revista Men’s Health, em 2008, na categoria “Comida”. Seu Brunello di Montalcino Riserva 2006 La Fiorita foi listado como um dos melhores vinhos italianos no “Best Italian Wines Awards 2012” e recebeu a medalha de ouro no “Merano Wine Festival 2012”.


No entanto acho que vocês meus leitores estão mais interessados em saber sobre os vinhos degustados ontem, certo? Vamos a eles. O primeiro vinho que degustamos por aqui foi o Bueno Paralelo 31 2011, vinho produzido a partir das uvas Cabernet Sauvignon, Merlot e Petit Verdot provenientes da Campanha Gaúcha, no Rio Grande do Sul. Passa por madurecimento em barricas novas de carvalho francês e americano por 12 meses. De coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e quase sem transparência. Aromas de frutos escuros, chocolate, tabaco e toques herbáceos. Corpo médio, taninos marcados mas de boa qualidade e uma boa acidez. Retrogosto confirma o olfato e o final é de média duração com ligeiro amargor final. Foi degustado com queijos diversos e torradas, sendo um bom par para eles.


Depois veio o astro da noite, segundo nossa humilde opinião: o Bueno La Valletta Sangiovese 2011. Como o próprio nome já diz, um vinho 100% Sangiovese, produzido na Toscana por Roberto Cipresso e com maturação de 14 meses em barricas de segundo uso de carvalho francês. Além disso ainda passa mais 6 meses em garrafa antes de ir ao mercado. Vinho rubi violáceo de média para grande intensidade, mostrando já na taça sua juventude. Aromas de frutos vermelhos, couro, especiarias com toques florais, terrosos e tostados. Bela complexidade aromática, que tende a melhorar conforme o vinho é aerado. Encorpado, com aquela acidez característica dos vinhos toscanos (que abrem o apetite e pedem uma comida) e taninos presentes e marcados, mas de excelente qualidade. Retrogosto confirma o olfato e o final é de longa duração. Vinho incrível e que mostra grande potencial de evolução. Foi harmonizado com um belo risoto de carne e cogumelos ao vinho tinto.

E assim fechamos mais um evento do Winebar, com mais vinho interessantes e propostas diferentes. A única ressalva fica por conta do preço dos vinhos ao consumidor, que pode ser um pouco proibitivo. De qualquer forma eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Degustação "Vive La France" por Vinhos de Bicicleta

No último dia 13 de Novembro fiz um pequeno tour por algumas das famosas regiões vitivinícolas francesas durante uma degustação organizada pela Vinhos de Bicicleta em São José dos Campos no interior de São Paulo e conduzida por seu proprietário, Rodrigo Ronconi Ferraz. Os produtores apresentados foram escolhidos pensando também em sua reputação nas suas respectivas regiões. Também com base na culinária francesa, a harmonização foi especialmente preparada pelo chef de cozinha Luis Rocco para a ocasião. Vamos ver o que aconteceu ?


A Vinhos de Bicicleta nasceu primeiramente como um clube de vinhos, depois de uma viagem de seu fundador, Rodrigo Ferraz, a Mendoza na Argentina. Esta viagem tinha como foco bodegas de pequeno porte, as chamadas bodegas boutique ou familiares (já falei sobre isso aqui) e a atmosfera intimista com os vinhos artesanais de cada lugar. Rodeado de história, aromas e sabores, inebriado pela paisagem percorrida, Rodrigo veio com a idéia de fundar um clube de vinhos com foco neste estilo de vinho, e começou a garimpar exemplares ao redor do mundo. Algum tempo depois conseguiu ainda abrir uma loja física com espaço para eventos/degustações e voilá, lá estávamos na sede da Vinhos de Bicicleta. E devo dizer que a loja física deles é muito bacana, uma boa seleção de rótulos, espaço aconchegante e muito bem localizada em São José dos Campos, no interior de São Paulo.


O primeiro vinho da noite vem de uma apelação francesa pouco falada por aqui, Lirac. O vinho: Domaine Lafond Roc-Epine Blanc 2012. Esta é um subregião de Côtes du Rhône que cercea sua irmã mais famosa, Chateneuf du Pape. Este vinho é um blend, como de costume por lá, das uvas Grenache Blanc, Roussane e Viogner. Fica sur lie por 3 meses em barricas. Sua coloração amarelo tem uma certa tendência ao dourado é um show a parte. No nariz, frutos cítricos misturados a mel, plástico e uma leve picância. Ao paladar é muito untuoso mas contrasta com uma acidez gostosa e tem um longo final, que confirma o olfato. Delicioso! Este vinho foi deliciosamente harmonizado com salada de arroz preto e vermelho, frutos do mar e queijo curado.


Depois passamos a um clássico francês, um rosé de Provence. O escolhido foi o Château L'Escarelle Rosé 2013 cuja a apelação é Coteaux Varois en Provence. Feito a partir das uvas Grenache, Cinsault e Syrah, o vinho se mostrou com uma coloração rosa bem clarinha, como casca de cebola roxa cortada bem fininho. Aromas típicos de frutas vermelhas e um toque de pedra molhada. Na boca é extremamente fresco, leve e agradável. Final de média duração. Este é aquele vinho que nos faz pensar imediatamente em verão, beira de piscina, enfim, combina com o clima senegalês que tem feito por aqui. Aqui o vinho foi harmonizado com o famoso camarão a provençal, como manda o figurino.


O terceiro ato não poderia ser diferente e fomos para Bordeaux com  o Château Cabos 2011, um vinho genérico daquela região com uma particularidade no corte: 90% Merlot e 10% Cabernet Franc com passagem em madeira. Vinho rubi de média para grande intensidade. Aromas de couro, tostado, fruta madura e leve toque herbáceo. Famoso vinho mutante, os aromas mudam constantemente com o tempo em taça porém o tostado e o couro prevalecem na maior parte do tempo. Retrogosto extremamente amadeirado, chega a enjoar um pouco. Não faz o gênero elegante. Harmonizado com polenta e creme de parmesão com presunto cru.


E como sempre, ou pelo menos na maioria das vezes, o melhor ficou para o final e viajamos novamente até Côtes du Rhone mas dessa vez pra provar um tinto, o Rasteau Grand Cuvée 2010, a base das uvas Grenache, Carignan e Cinsault. Um vinho rubi violáceo de boa intensidade, aromas de frutas vermelhas, especiarias, baunilha. Encorpado, o vinho mostrou boa acidez e taninos redondos. Final longo e saboroso. Harmonizado também a perfeição com cordeiro desfiado, purê de batatas e cebola caramelizada. A melhor dupla da noite de longe!

Ao final a noite, também era hora de aproveitarmos uma mesa com azeites, queijos e antepastos especialmente preparados para o evento. Era hora de nos despedirmos de mais um evento sensacional. Se estiverem em São José dos Campos e ainda não conhecem a Vinhos de Bicicleta, recomendo que o façam.

Até o próximo!

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Jantar Harmonizado Miolo & Sta. Maricota: Aula de Brasil!

Na noite do dia 12 de Novembro pude acompanhar uma aula sobre alguns dos terroirs brasileiros utilizados pela Vinícola Miolo para a produção de seus vinhos, em um jantar harmonizado com vinhos selecionados da Miolo Wine Group. A apresentação foi conduzida pelo enólogo consultor Lourenço Pedrotti, tendo como palco o restaurante Sta. Maricota, na zona sul de Sampa. Durante a palestra, o Chef Cesar Jafet criou e serviu alguns pratos para que fossem harmonizados com os rótulos apresentados.

O restaurante Sta. Maricota é um ambiente elegante e ao mesmo tempo despretensioso, aconchegante. A culinária tem como pano de fundo a Itália mas, com toques libaneses, segundo o próprio chef sugeriu em sua apresentação (terras de seus antepassados). Entretanto, esta mistura e o uso de ingredientes e produtos locais cria uma culinária moderna e multi cultural. Constituído de dois pisos, o local é ainda muito bem decorado com mesas quadradas e os pratos sempre sobrepostos a sousplats, de madeira. 


A Miolo Wine Group é um dos maiores, se não o maior, grupo vitivinícola nacional, elaborando mais de 100 rótulos produzidos em seis projetos vitivinícolas no Brasil, em diferentes regiões: Vinícola Miolo (Vale dos Vinhedos, RS), Seival Estate (Campanha, RS), Vinícola Almadén (Campanha, RS), RAR (Campos de Cima da Serra, RS) e Vinícola Ouro Verde (Vale do São Francisco, BA). Produz também os vinhos do apresentador e narrador esportivo Galvão Bueno.

O interessante disso tudo é poder ver e entender um pouco a disparidade, principalmente climática, nas áreas produtivas: de pouco ou nenhuma chuva no Nordeste se contrapondo principalmente a alta umidade e pluviosidade da Serra Gaúcha, por exemplo. E o que dizer das altitudes, que variam até mesmo dentro das serras do Rio Grande Do Sul? É ai que entra o trabalho enológico de seleção de quais castas devem ser plantadas em quais regiões, tipos de vinhos a serem elaborados e assim por diante. E a idéia do enólogo Lourenço foi trazer alguns vinhos de diferentes regiões para que pudéssemos provar e tentar começar a entender o por que das escolhas da Miolo.

Para abrirmos os trabalhos fomos de Miolo Cuvée Tradition Brut, espumante elaborado pelo método tradicional francês (Chanpenoise) e num corte tradicional de uvas Chardonnay e Pinot Noir da Serra Gaúcha (Vale dos Vinhedos). Um vinho espumante essencialmente frutado e fresco, mas muito bem feito que lembrava frutos cítricos e tropicais aliados a leves toques de leveduras. Muito boa formação de perlage e acidez cativante. Abriu o apetite enquanto batíamos um papo e passávamos pela apresentação do Lourenço.

Com a entrada, formada por uma polenta frita com cogumelos frescos (deliciosamente crocante por fora, saborosa e cremosa por dentro) foram servidos dois vinhos para efeitos de comparação: o Bueno Bellavista Sauvignon Blanc com uvas provenientes da Campanha Gaúcha. Aspecto visual impecável mas nariz discreto e que demora a mostrar um pouco de fruta. Corpo leve, boa acidez e também um pouco de falta de extrato no meio de boca. Cresceu com a comida entretanto, ressaltando o aspecto frutado; e na sequência o RAR Collezione Pinot Noir, tinto com uvas também provenientes de Campos de Cima da Serra, este sim com mais tipicidade. Aromas de frutas vermelhas com toques animais e de baunilha. Bom corpo e acidez com taninos sedosos. Caiu bem com a untuosidade da polenta também.


Para o prato principal o Chef Cesar Jafet modernizou um clássico paulista: picadinho de carne com arroz branco e farofa. Deliciosa, a carne estava macia e saborosa em seu molho, que em conjunto ao arroz e a crocância da farofa faziam um bem pra alma. Dos vinhos servidos aqui, saiu o vencedor da noite. Vamos a eles. Primeiro o já famoso e conhecido Miolo Merlot Terroir, vinho feito com uvas Merlot do Vale dos Vinhedos além de passar um ano em barricas e mais um ano em garrafa antes de ir ao mercado. Complexo e denso, trás frutas vermelhas, flores, chocolate e tostado no nariz. Encorpado, taninos redondos e boa acidez. Belo vinho sem dúvidas. E o campeão da noite foi o Terra Nova Testardi Syrah, feito com uvas provenientes do Vale do São Francisco. É fermentado e estagia em barricas por um ano. Apesar de tudo tem algumas características de vinhos de clima frio, como a boa acidez, os taninos domados e a pimenta que salta ao nariz além é claro das frutas negras frescas. Tem uma certa pegada animal também que impressiona. Vinhaço!

E pra fechar com chave de ouro um belo e delicioso pudim de capuccino , doce na medida e com a pegada mais amarga do café, combinou muito e deu uma dose de glicose depois de tanto vinho. Ainda volto lá mais vezes pra conhecer a cozinha do Chef. E assim mais um delicioso evento teve cobertura por aqui. Um agradecimento aos organizadores e aos presentes por compartilhar tanta informação em mais uma noite dessas.

Até o próximo!

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Kim Crawford Sauvignon Blanc 2013: Refrescante elegância!

Com o calor que tem nos assolado em Sampa somados a falta d'água cada vez mais presente em nossas vidas, muitas vezes menos é mais. O que eu quero dizer com isso? Muitas vezes não é necessário um jantar sofisticado para que a noite seja pra lá de agradável e satisfaça entre outros, a fome e massageie o ego. Enfim, em uma noite destas resolvemos que nosso jantar seria uma versão personalizada do famoso "queijos e vinhos" e mais uma vez fiquei incumbido de tirar da adega um vinho que estivesse a altura da noite. O escolhido da vez foi o Kim Crawford Sauvignon Blanc 2013.


Formado por uma terra e clima bem incomuns, o vinho da Nova Zelândia levou apenas algumas décadas para figurar entre os favoritos entre os amantes do vinho em todo o mundo, especialmente o Sauvignon Blanc vindo de Marlborough. O país atravessa latitudes equivalentes a Itália, tem sol intenso, no entanto, o oceano circundante é frio e coloca a Nova Zelândia num espectro frio e limítrofe para o cultivo de uvas. Combinado com uma paisagem intocada e com uma robusta gama de viticultores comprometidos com práticas sustentáveis, o vinho da Nova Zelândia atinge sabores e purezas de intensidade incomparáveis. A maioria dos vinhedos do país encontram-se em vales e planícies protegidas ao longo da costa leste. Eles são todos diferentes e cada região vinícola da Nova Zelândia tem suas próprias forças. No entanto, nenhum deles tiveram um impacto maior sobre o mundo do vinho de Marlborough. Marlborough está na ponta nordeste da Ilha Sul da Nova Zelândia. Seus vales e planícies aluviais são limitadas pelo Oceano Pacífico, a leste e as montanhas em todos os lados, fornecendo abrigo que mantém esta região seca, ensolarado e quente.

As raízes de Kim Crawford Wines remontam a 1996, quando Kim Crawford e sua esposa, Erica, se apaixonaram pela idéia de iniciar uma vinícola. Determinados em transformar a sua paixão em uma realidade, Kim e Erica, tiraram a empresa do papel a partir de um quarto de hóspedes de sua casa, em Auckland Central, na Nova Zelândia. Sem possuir vinhas ou tanques, Kim e Erica produziram suas primeiras 4.000 caixas e assim nascia a Kim Crawford Wines. Com uma velocidade incrível, os vinhos da Kim Crawford wines começaram a ganhar prêmios e seguidores fiéis. Apenas dois anos após o lançamento, a Kim Crawford Wines começou a exportar para os Estados Unidos. Dentro de quatro anos, a empresa mudou-se para uma vinícola tida como o "estado da arte" em Marlborough e ali começaram a comprar e cultivar suas próprias vinhas.

Falando agora do astro principal deste post, o Kim Crawford Sauvignon Blanc 2013, tem suas uvas 100 % Sauvignon Blanc seleccionadas a partir de vinhas no Vale de Wairau (Marlborough) e seu vizinho, o Vale de Awatere sem qualquer estágio em barricas. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor amarelo palha com reflexos verdeais, bom brilho e ótima transparência. Lágrimas finas, rápidas e incolores também puderam ser notadas.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos cítricos, mousse de maracujá e notas herbáceas características do varietal.

Na boca o vinho mostrou corpo médio e uma excelente e refrescante acidez. Retrogosto confirma o olfato com um final delicioso e de longa duração.

Mais um belo vinho branco por aqui, que pode ajudar a combater o calor em dias como os que temos presenciado e que estão por vir em Sampa. Eu recomendo a prova deste vinho. 

Até o próximo!

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Dificuldades com o "ato de cuspir"em uma degustação de vinhos? Guia rápido!

Para algumas pessoas, uma das partes mais difíceis sobre cuspir durante uma degustação de vinhos está relacionado com a idéia de cuspir em público. Enófilos mais atentos, como nós, sabemos que é amplamente aceito no mundo do vinho e que não é rude cuspir na frente de outros amantes do vinho, ou até mesmo na frente do produtor, que fez o vinho que você está cuspindo. Na maioria das vezes você estará utilizando uma cuspideira, mas em várias circunstâncias outras "artimanhas" podem ser utilizadas tais como: xícaras de café vazias, no cascalho e no sistema de esgotos em pisos das vinícolas, etc. Além disso, se você realmente cuspir os vinhos em uma degustação mostrará também que você está lá para aprender e não para beber e se embriagar.

Foto gentilmente cedida por Evelyn Fligeri do blog Taças e Rolhas

Vamos supor que você está emocionalmente ok com o ato de cuspir, mas é com a forma que você está tendo problemas. Primeiro, relaxe, é só cuspir sem muita ciência envolvida. Contanto que você evite cuspir em outras pessoas, não há realmente nenhuma maneira errada de cuspir, e com a prática você pode trabalhar em seu objetivo e reduzir respingos indesejados. Mas, mesmo depois de certa rodagem no quesito cuspir, as primeiras vezes em um novo recipiente sempre criam a necessidade de certos "ajustes".

Nós, enquanto seres humanos limpos e adeptos de uma boa higiene, cuspimos todos os dias quando escovamos os dentes, e eu imagino que a maioria das vezes não acabamos todo babados com creme dental espalhado na camisa ou com o espelho do banheiro todo respingado, certo? Cuspir o vinho é ainda mais fácil porque a formação de espuma é menor que a do creme dental, por exemplo.

Use os músculos nas laterais do rosto para forçar o líquido para fora, aumentando a velocidade a medida que o líquido vai se aproximando do final. Não force muito líquido para fora de uma vez, porque vai ser mais difícil de controlar o fluxo. Seus lábios devem estar tensionados, com uma pequena abertura para permitir a saída do vinho e mantenha sua língua em um ponto próximo desta abertura com o intuito de orientar a direção do líquido. É mais fácil cuspir quando está perto do recipiente destino, então se coloque sobre ele ou mesmo leve-o até a sua boca, se puder. Apontar para o lado do recipiente, onde é mais silencioso e há menos chance de respingos também poderá ajudar.

Seguindo as dicas e com a prática, tenho certeza de que você não irá encontrar mais problemas e será um expert das cuspideiras. Como tudo na vida, a prática leva a perfeição, ou melhor, próximo da perfeição.

Até o próximo!

Stambolovo Estate Merlot & Mavrud 2011: Mais Bulgária na taça!

Como já se tornou de praxe por aqui, vinhos provenientes do Leste Europeu tem feito a festa e aparecido cada vez mais com frequência por aqui, e isso está relacionado a eu ter feito uma boa escolha a um tempo atrás. Guarde esta informação, depois voltaremos a ela. Agora nós vamos primeiro falar do alvo principal do post de hoje, que é o vinho búlgaro Stambolovo Estate Merlot & Mavrud 2011.


O vinho é produzido pela Stambolovo Winery, e como já dito anteriormente por aqui, a vinícola tem as suas vinhas e instalações situadas no sul da Bulgária, em estreita proximidade com as fronteiras com a Grécia e a Turquia. A região é de importância geográfica chave. O caminho mais curto da Europa para a Ásia e Ásia Menor passa por estas terras. Muito provavelmente esse foi o caminho pelo qual as primeiras videiras foram trazidas para o que é hoje o território da Bulgária. Com uma história de quase 80 anos no negócio, atualmente a vinícola está entre os principais produtores de vinho na Bulgária. Devido às características benéficas climáticas e terroir da região, bem como com a qualidade e tradição comprovada pelo tempo, hoje a marca Stambolovo é considerado pela maioria dos profissionais de negócios de vinho, a vinícola com os melhores, da mais alta qualidade e mais típicos vinhos Merlot na Bulgária.

Voltando agora nossas atenções ao astro principal de hoje, o Stambolovo Estate Merlot & Mavrud 2011, podemos dizer que é um corte das uvas Merlot e Mavrud (autóctone búlgara) sem proporções divulgadas. Amadureceu em barricas de carvalho novas por 6 meses e por mais 6 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões sobre ele?

Na taça o vinho uma coloração rubi violácea de média para grande intensidade com alguma tendência já ao granada, pouco brilho e alguma transparência. Lágrimas finas, abundantes e ligeiramente coloridas também se notavam nas paredes da taça.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos silvestres maduros, especiarias e baunilha. Ao fundo da taça leve tostado se fazia presente.

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio, boa acidez com taninos marcados e integrados ao restante do vinho. Retrogosto confirma o olfato e o final é de média para longa persistência. 

A meu ver mais um excelente vinho búlgaro apresentado por aqui, um vinho no mínimo diferente, evoluído e que agrada paladares um pouco mais exigentes e acostumados com o mundo do vinho. Vale conhecer e provar. Este é mais um vinho que foi apresentado pelo Winelands Clube do Vinho, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Dunamis Ar Brut Rosé: Simplicidade a toda taça!

No último dia 29 de Setembro tivemos a oportunidade de conhecer os espumantes da linha Elementos Ar da Dunamis Vinhos. E seguindo o modelo feito no programa, o primeiro vinho que provamos foi o Dunamis Ar Brut Rosé, lançamento da vinícola então. Vejamos o que podemos falar deles.

espumante-Dunamis-ar-brut-rose

Fundada em 2010, a Dunamis Vinhos está localizada nos municípios de Dom Pedrito e Cotiporã. A Dunamis Vinhos é pioneira no desenvolvimento de alguns vinhos bem peculiares como um vinho Merlot vinificado em branco e outros. Com vinhos e espumantes descontraídos, a Dunamis Vinhos oferece uma experiência de descoberta para os novos consumidores brasileiros. A proposta de sofisticação sem chateação traduz-se nos nomes e nas embalagens de nossos vinhos, elaborados por dois jovens enólogos, Thiago Peterle e Vinícius Cercato, e feitos para combinar com diferentes estilos, paladares e momentos: sozinho para relaxar, em um encontro com os amigos, no almoço de família ou no jantar a dois. Plantados em 2002, seus vinhedos estão localizados nas regiões da Campanha Gaúcha e da Serra Gaúcha, no Rio Grande do Sul. O reconhecimento veio logo, por seus vinhos criativos e descontraídos, e hoje a empresa é bem conhecida do público nacional. Dentre suas linhas de produtos, podemos citar: Elementos Cor, Ser e Tom (vinhos tinto, branco e rosé); Elementos Ar (vinhos espumantes Brut, Brut Rosé e Moscatel) e Movimento (varietais brancos e tintos com diversas uvas além de espumantes Brut e Extra Brut).

Sobre o vinho espumante Dunamir Ar Brut Rosé, é um corte de 50% de Merlot e 50% de Malbec com uvas cultivadas na Serra Gaúcha, notoriamente uma região reconhecida por sua vocação na produção de vinhos espumantes. O vinho base ficou em contato com as cascas por 6 meses antes da fermentação e a segunda fermentação é feita pelo método Charmat bem curto (cerca de 45 dias). Vamos as impressões.

Na taça o vinho espumante mostrou uma coloração salmão mais escura do que o usual, boa formação de perlage, com bolhas pequenas e persistentes, formando boa coroa. Bom brilho e boa transparência.

No nariz o vinho espumante apresentou aromas bem intensos de frutos vermelhos em geral (morangos e cerejas principalmente) com leve aroma floral de fundo.

Na boca o vinho espumante se mostrou cremoso e fresco, com boa formação de espuma também. O retrogosto confirma o olfato muito frutado e o final é de média duração com leve amargor, que não chega a incomodar.

Mais uma bela opção de vinho espumante que conhecemos por aqui, ainda mais tendo em vista que nos aproximamos das festividades de final de ano e os vinhos espumantes são sem dúvidas uma das bebidas mais consumidas nesta época. Mas não nos fixemos a isto pois como a própria proposta da Dunamis Vinhos, são vinhos espumantes para qualquer hora, local e ocasião! Eu recomendo.

Até o próximo!

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Giuliana Flores: Opções de presentes para todos os gostos e bolsos!


Fugindo um pouco ao trivial que este blog costuma abordar, hoje vou falar um pouco sobre uma loja virtual que tem crescido exponencialmente nos últimos anos e abriga uma vasta gama de opções de presentes, inclusive para enófilos como nós. E a idéia surgiu por que como já estamos vendo por todos os lados, estamos chegando ao final de mais um ano e com isto, as confraternizações da empresa ou da família, os amigos secretos, a noite de natal e a noite de réveillon fazem com que nos desdobremos em busca de presentes para aquelas pessoas que de uma forma ou de outra, são importantes para nós.


Comprar flores,para decorar a casa ou presentear alguém ficou muito mais fácil graças às floriculturas online, como a Giuliana Flores, alvo do post de hoje. Ela oferece inúmeras opções de flores e presentes (vinhos também estão nas opções) além de uma entrega rápida e eficiente. Tudo isso sem que você saia do conforto de sua casa. Lá, você encontra lindos arranjos, buquês e cestas especiais para diferentes datas especiais.

O interessante é conhecer um pouco da história por trás desta mega floricultura virtual. A Giuliana Flores começou a mais de 20 anos atrás como uma minúscula floricultura de bairro na cidade de São Caetano do Sul, no estado de São Paulo. E a pequena loja física ainda existe nos dias de hoje (reformada e ampliada), mas a empresa conta hoje com mais de 90% de seu faturamento pelo comércio virtual. E não só em seu domínio próprio mas em parceria com outros gigantes do setor como Saraiva e Ponto Frio, por exemplo.

Superar o desafio logístico com o aumento das operações, por exemplo, foi um dos maiores feitos até então. Afinal entregar os produtos em perfeito estado e na hora prevista ao redor do Brasil não é para qualquer um. Mudanças de embalagens, monitoramento das transportadoras e a remoção de produtos mais delicados para entregas de longa distância foram algumas das medidas bem sucedidas. E o sucesso tem sido alcançado dia após dias com seus belíssimos arranjos e presentes para lá de especiais.

Portanto se você ainda está indeciso sobre algum presente em especial para as comemorações de final de ano, sejam quais forem os motivos, por que não acessa o site da Giuliana Flores e dá uma pesquisada? Eu tenho certeza que você não irá se arrepender. Eu recomendo.

Até o próximo!

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Encontro de Vinhos Curitiba: é sábado, não percam!

Atenção pessoal de Curitiba e região, o Encontro de Vinhos está chegando por aí. A feira mais itinerante de vinhos do Brasil desembarca na capital paranaense com centenas de rótulos para serem degustados.


No dia 08 de novembro (sábado), das 14h as 22h, a feira estará no Hotel Lizon e você pode comprar os seus ingressos antecipadamente com desconto ou no dia mesmo, como preferir.

O funcionamento é simples: você chega, pega uma taça e pode provar quantos vinhos quiser, durante todo o tempo da feira. Os produtores e importadores estão lá para degustar com você.

Veja também a página de expositores e siga o Encontro de Vinhos no Facebook, onde você é sempre  atualizado com as novidades e eventos vindouros.

Encontro de Vinhos Curitiba 2014
Data: 08 de novembro de 2014
Horário: das 14h as 22h
Convites: R$ 70,00 ou antecipado com desconto pela nossa página de venda de ingressos.

Até o próximo!

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Bellini? O Winebar de hoje vai te ensinar o que é!

Como já é de praxe por aqui, hoje participaremos de mais um Winebar especial e peculiar eu diria: provaremos uma bebida deliciosa feita de prosecco, pêssegos brancos da região de Veneza e gotas de framboesa. Um drink de baixo teor alcoólico (5%) perfeito para o verão! É o famoso Bellini, cocktail italiano e um dos mais prestigiados na Europa. Mais uma vez esta oportunidade nos é dada pela Importadora Expand com um plus: o produtor Fabio Lunardi, da vinícola Canella irá participar e explicar um pouco mais sobre a bebida.


O Winebar é sempre uma degustação descontraída onde provamos juntos com os convidados e o mediador, na nossa casa, alguns ótimos vinhos das vinícolas ou importadoras participantes, no caso, a Importadora Expand e a Vinícola Canella. Se quiser ainda preparar um prato que goste para acompanhar os vinhos durante a degustação, faça vontade nos outros participantes, é sempre muito divertido. Durante a transmissão, todos os convidados estarão trocando ideias e enviando perguntas através de um bate-papo, que fica no quadro ao lado do vídeo. Então se você tiver perguntas, é só enviar pelo bate-papo que as mesmas serão repassadas ao Daniel e serão respondidas ao vivo, junto com o convidado.

Para quem nunca participou e tem duvidas, é muito fácil. É só acessar a transmissão ao vivo, que será no endereço: http://www.winebar.com.br/aovivo/ ou através da Fan page do Facebook em https://www.facebook.com/winebarlive . A transmissão começa as 20:00h de Brasília.

Eu estou pronto e apostos com minha bebida, e me sinto muito contente em ser um dos convidados. Confesso que estou ansioso pois não conheço a bebida e será uma oportunidade de ouro! E você ai, vai perder?

Até lá!

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Templar Knight Cabernet Sauvignon 2006: O cavaleiro búlgaro na taça!

Confesso que cada dia mais me impressiono com este tal de mundo do vinho. A cada descoberta, a cada garrafa desarrolhada e a cada gole de um vinho até então "exótico" por assim se dizer, mais conhecimento se agrega sobre o assunto. E ultimamente tenho provado muitos vinhos vindos de regiões pouco conhecidas e discutidas por aqui como Bulgária, Romênia e afins. E eu fico até orgulhoso, afinal, são terras dos meus antepassados. Enfim, não é diferente com o vinho de hoje, o cavaleiro templário da Bulgária ou, pelo nome de batismo, o Templar Knight Cabernet Sauvignon 2006.


O vinho é produzido pela Stambolovo Winery, situada no sul da Bulgária, em estreita proximidade com as fronteiras com a Grécia e a Turquia. A região é de importância geográfica chave. O caminho mais curto da Europa para a Ásia e Ásia Menor passa por estas terras. Muito provavelmente esta foi a via pela qual as primeiras videiras foram trazidas para o que é hoje o território da Bulgária. Esse fato se deve, em grande certeza determinar a região como um dos primeiros centros de vinificação na Europa. Com uma história de quase 80 anos de atividade, atualmente a vinícola está entre os principais produtores de vinho na Bulgária. Devido às características benéficas climáticas e terroir da região, bem como a qualidade e tradição comprovada, hoje a marca Stambolovo é considerado pela maioria dos profissionais de negócios do mundo do vinho como a vinícola com os melhores, de maior qualidade e mais típicos vinhos Merlot na Bulgária.

Sobre o vinho, encontrei pouca informação disponível, mas o suficiente para compartilhar com vocês, prezados leitores. um varietal 100% Cabernet Sauvignon da região de Suhindol, no sul da Bulgária. Passa por envelhecimento de 12 meses em barricas francesas e americanas, de 225 litros e 6 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho mostrou uma coloração rubi de média intensidade com tendência ao granada, já mostrando sua evolução, pouco brilho e alguma transparência. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam notar nas paredes da taça.

No nariz o vinho mostrou toda sua complexidade com frutos escuros, especiarias, tabaco, alcaçuz e notas mentoladas. 

Na boca o vinho se mostrou volumoso e guloso, com taninos amaciados pelo tempo e acidez ainda viva, mostrando frescor inesperado. Retrogosto confirma o olfato e o final é de longa duração.

Mais um belo vinho que foi apresentado pelo Winelands Clube do Vinho, o clube que eu assino e recomendo. E mais vindo das terras de meus antepassados, alimentando minha vontade de um dia passar por lá e verificar tudo isso e muito mais in loco.

Até o próximo.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Angheben Gewürztraminer 2012: Um dos melhores brancos nacionais #CBE!

É mais uma vez aquela época do mês em que os enoblogueiros espalhados por este Brasil (e mundo) afora se unirem em mais uma degustação virtual, a já conhecida por aqui #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs. Neste mês a gente teve que escolher um "vinho branco brasileiro de qualquer valor", tema do mês de Outubro da CBE que ficou a cargo da Ju Gonçalves do blog Vou de Vinho. Sendo assim, como diz o velho ditado "recordar é viver", busquei na minha adega um vinho que trouxe de minha última viagem ao Vale dos Vinhedos e que coincidentemente estava esperando uma boa ocasião para beber. O vinho? Foi o Angheben Gewürztraminer 2012.


A história da Vinícola Angheben é bem bacana e curiosa. Explico. O seu Idalêncio Angheben, fundador da vinícola, trabalhou por 20 anos na Chandon, famosa fabricante de vinhos espumantes, mas que em determinado momento da vida, decidiu que queria prosseguir com um negócio que pudesse chamar de seu, fundando assim em 1999 a Vinícola Angheben. A vinícola não possui vinhedos próprios, pois entenderam que no momento a prestação de assessoria em vinhedos de terceiros traria maior vantagem e tempo/investimento dedicados a elaboração dos vinhos, com a ajuda de seu filho, Eduardo Angheben. Há controvérsias, mas me parece que no caso específico da Angheben a decisão fora acertada, dada a qualidade dos vinhos por lá produzidos. Aliando técnicas modernas de enologia com produções limitadas e de alta qualidade além do uso moderado e consciente da madeira (em média de 4 a 6 meses) os resultados demonstrados tem sido excelentes lembrando em muitas ocasiões mais vinhos do velho mundo do que do novo mundo.

Sobre o Angheben Gewürztraminer 2012, é um vinho elaborado unicamente de uvas da variedade Gewürztraminer. provenientes de Encruzilhada do Sul, onde encontrou condições muito boas para seu crescimento e desenvolvimento pleno. Não passa por barricas e tem 13% de volume alcoólico. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor amarelo palha com reflexos dourados, boa transparência e ótimo brilho. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam presentes na taça.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos como lichia, fósforo, toques florais e ligeira picância. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio e ótimo frescor. Retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um belo vinho branco nacional sem sombra de dúvidas, como tudo que a Vinícola Angheben faz. Mais uma vez cumprimos o desafio mensal da CBE, um pouco atrasados é verdade, mas cumprimos. Eu recomendo.

Até o próximo!