terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Bellini: A cara do verão brasileiro!

Durante o ano de 2014 tivemos inúmeros eventos junto ao Winebar e, com um pouco de atraso, estamos tentando colocar os posts com as impressões sobre os vinhos e bebidas degustadas em dia. E chegou a vez de falarmos de um drink bem diferente que pude conhecer dentre estas oportunidades. Estou falando do Bellini, um drink de baixo teor alcoólico (5%) perfeito para o verão brasileiro que estamos enfrentando, e que é feito de prosecco, pêssegos brancos da região de Veneza e gotas de framboesa.


Para que possamos entender melhor o que é o Bellini, sua receita é composta de duas partes do vinho espumante italiano Prosecco e uma parte de suco de pêssego branco (obtido após uma rigorosa seleção de pêssego branco maduro) além de algumas gotas de framboesa. Normalmente é servido resfriado e como aperitivo. Mas como surgiu este coquetel? Diz a história que foi entre os verões de 30 e 40 pelo bartender e fundador do Harry's Bar, em Veneza, Itália, um dos bares mais famosos do mundo. Seu nome? Giuseppe Cipriani. Ainda segundo a história, o nome do coquetel foi uma homenagem ao famoso pintor renascentista Giovanni Bellini, considerado um renovador do estilo veneziano, por causa da cor do coquetel que é semelhante às que usava em seus quadros. E a Vinícola Canella conseguiu, resultado de um processo tecnológico perfeito, manter o frescor dos pêssegos e engarrafar o produto.

A Vinícola Canella, fundada em 1947 por Luciano Canella, agora é administrada por seus filhos, Alessandra, Lorenzo, Nicoletta e Monica. Na década de 1980, a Vinícola Canella se especializou na produção de vinhos espumantes, empregando as melhores uvas na área de Piave, bem como o Prosecco, das regiões próximas Conegliano e Valdobbiadene, se juntando inclusive ao Consórcio do Prosecco. A paixão dos Canella pelo Prosecco e o seu amor pelo desafio e pioneirismo o levou a criar coquetéis de vinho com frutas, como o Bellini que tornou-se um sucesso internacional. Desde o início, Luciano Canella deu grande importância à imagem que foi transmitida. Vamos as impressões?

Na taça o drink apresentou uma coloração rosa salmão, turvo (devido à consistência do pêssego, feito em forma de purê) e com algum brilho.

No nariz o drink trás basicamente aromas de pêssego, com leve lembrança cítrica ao fundo.

Na boca o drink tem um consistência mais densa, um frescor bem saboroso e uma boa persistência. Leve dulçor na entrada de boca, mas não chega a ser enjoativo.

É excelente para se abrir os serviços e receber seus convidados em festas e comemorações, sendo que ajuda a abrir também o apetite. Trás ainda aquela lembrança de férias, piscina e praia. Deve agradar os paladares menos experimentados sem qualquer dúvida. O nosso foi servido para recepcionar os amigos e parentes na noite de Natal. Vale a prova, eu recomendo. É trazido ao Brasil pela Importadora Expand.

Até o próximo!

domingo, 28 de dezembro de 2014

Confraria Pane, Vinum Et Caseus: Itália em pauta!

Havia algum tempo que, entre muitos entreveiros, a Confraria Pane, Vinum Et Caseus não conseguia datas para se reunir e, mais do que isso, nós também não tínhamos tido oportunidades de casar as agendas e participar das escassas reuniões do ano. Entretanto, com o advento do final do ano, sempre é gostoso reunir as pessoas que gostamos e enfim, a reunião da confraria saiu e pudemos nos juntar a ela.


O presidente da Confraria, Fábio Barnes, e seus vices sempre preparam as reuniões de forma a que um tema seja explorado, sem que haja detrimento dos demais vinhos e/ou pratos degustados durante a noite. Desta vez, o tema seria: "Uma volta pela Itália". Como já é tradição da última confraria do ano, cada um traria um "pratinho" de comida e os vinhos seriam como sempre, as estrelas principais. As escolhas dos vinhos abrangeu principalmente as "grandes regiões" da Itália, a saber: Valpolicella, Toscana e Piemonte. Diferentemente do que costumo fazer, darei maior enfoque aos vinhos em detrimento das comidas, guloseimas e outros, disponibilizados também durante a reunião.


E a viagem começou com o Chianti Classico Principe Corsini Le Corti D.O.C.G 2009, um vinho da conhecida região Toscana de Chianti Clássico, produzido pela Tenuta Villa Le Corti, do grupo conhecido como Principe Corsini. A história de Chianti e Chianti Clássico já foi comentada por aqui e portanto, pouparei-os de meus comentários repetitivos. O vinho é feito com 95% de uvas Sangiovese e os outros 5% preenchidos com as uvas Canaiolo e Colorino. O vinho envelhece parte em cubas de cimento vitrificado e parte em grandes tonéis de madeira (os famosos botti italianos). Na taça o vinho apresentou um vinho rubi de média intensidade, algum brilho e boa transparência. No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias e toques florais. Fundo de taça apresentou também madeira. Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos finos. Retrogosto confirmou o olfato e o final era de média duração. Começávamos bem a noite italiana.


Num segundo ato da noite viajamos a região do Piemonte e a irmã menos famosa da Nebbiolo, a Barbera D'Alba com o Pietro Rinaldi Bricco Cichetta Barbera D'Alba Superiore 2010. Este vinho é um varietal 100% Barbera D'Alba produzido pela Azienda Agrícola Pietro Rinaldi, com uvas provenientes de vinhedos localizados em Madonna di Como, na região de Alba, no Piemonte. Maturação de 70% do vinho em barricas novas de carvalho francês e de 30% em barricas de segundo uso durante 16 meses. Na taça coloração rubi de média intensidade com bom brilho e boa transparência. Aromas de frutos vermelhos, especiarias e ligeira lembrança mineral ao fundo da taça. Corpo médio, boa acidez e taninos macios. Retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração. E mantínhamos o alto nível da noite.


A terceira etapa da noite trouxe um vinho que, quando bem feito, é espetacular. Estávamos agora na região de Valpolicella e o vinho? Um Ripasso da Azienda Agricola Monte del Frá. O Monte del Frá Valpolicella Classico Superiore Ripasso 2009 é composto por um corte de Corvina Veronese (80%) e Rondinella (20%) e é feito pela técnica de ripasso, que consiste em o vinho obtido como Valpolicella passar por um tempo de contato com a borra de vinificação que sobra dos vinhos Amarone, obtendo assim mais estrutura, complexidade e aromas. Na taça o vinho apresentou uma cor violácea de grande intensidade, algum brilho e pouca transparência. No nariz, aromas de frutos frescos e de licor de frutas além de especiarias doces como canela e cravo da índia. Na boca um vinho encorpado, boa acidez e taninos finos. Retrogosto confirma o olfato com uma leve doçura na entrada de boca. Final de longa duração. Estávamos subindo escada a cima, bebê!


O último e derradeiro capítulo da noite reservava uma grata surpresa. Voltaríamos a Toscana e provaríamos um vinho que é dos meus preferidos: o ColdiSole Brunello di Montalcino DOCG 2008, do grande grupo Lionello Marchesi. É um dos grandes vinhos tintos da Toscana e é parte da história destes, sendo o único - em termos de tradição e regulamentos - feito exclusivamente com uvas Sangiovese. Tem passagem de 36 meses em barricas de carvalho e mais 12 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Na taça uma coloração rubi com tendência granada, algum brilho e alguma transparência. No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos silvestres, especiarias, couro e toques de baunilha. Na boca o vinho era corpulento, musculoso, taninos mastigáveis e uma acidez incrivelmente deliciosa. Retrogosto confirma o olfato e o final era de longa e saborosa persistência. O ato final não poderia ser melhor.

E assim nos despedíamos de mais um grande encontro da Confraria Pane, Vinum Et Caseus onde pudemos além de conhecer vinhos novos, rever pessoas tão queridas e que já estávamos sentindo muitas saudades. E que venham as próximas reuniões.

Até o próximo!

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Ferrari-Carano Fumé Blanc 2013: Peso pesado californiano!

Que eu sou fã dos vinhos americanos muitos de vocês, caríssimos leitores, já estão cansados de saber. Mas de vez em quando ainda descubro vinhos que não havia provado e que me surpreendem pela qualidade. E quando uma uva que comumente é vista em outros lugares aparece em um grande vinho e temos a oportunidade de provar, fica melhor ainda. Bom, eu falei tudo isso para que vocês pudessem entender o por que estou falando hoje do Ferrari-Carano Fumé Blanc 2013. Vamos saber um pouco mais sobre ele.


Primeiro, é interessante entender o "apelido" Fumé Blanc. Antes dos anos 1970, os vinhos feitos a partir da casta Sauvignon Blanc não eram vistos com bons olhos pelos americanos em geral. Desta maneira, o que se via por lá eram vinhos pobres, diluídos e sem carácter. Isto resultava em um baixo consumo e, no final das contas, em um ciclo vicioso. Mas foi ai que Robert Mondavi conseguiu um lote especial desta casta e buscou atingir outro patamar de qualidade no seu vinho, buscando inspiração nos grandes vinhos do Vale do Loire, na França. E tentando afastar seu vinho da imagem arranhada que os vinhos baseados em Sauvignon Blanc tinham na época, ele escolheu este "apelido" para seu vinho. E até hoje, grandes vinhos são feitos inspirados em Mondavi.

A Ferrari-Carrano possui quase vinte vinhedos em cinco apelações distintas do Estados Unidos: Alexander Valley em Sonoma (conhecido por produzir excepcionais Cabernet Sauvignon, Chardonnay e Syrah); Anderson Valley em Mendocino (reconhecido pelos Pinot Noirs); Dry Creek Valley em Sonoma (Pinot Noir, Chardonnay e Sauvignon Blanc); e Carneros entre Napa e Sonoma. É uma das últimas vinícolas de grande porte que ainda não foi adquirida por um dos conglomerados de marcas famosas. Há duas sedes, uma que produz vinhos tintos em Alexander Valley e outra que produz os brancos em Dry Creek Valley. Esta última é lar da Ferrari-Carano e é conhecida como Villa Fiore Wine Shop & Tasting Room, ou simplesmente de Estate Winery, sendo construída em 1981. Todos os vinhos Ferrari-Carano são vinificadas e mantidos em lotes separados até o momento do engarrafamento.

Agora falemos mais um pouco sobre a estrela do post, o Ferrari-Carano Fumé Blanc 2013. É um varietal 100% feito de uvas Sauvignon Blanc onde 65% do vinho estagia em tanques de aço inox e outros 35% em barricas francesas usadas por 4 meses, sur lie. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração amarelo palha com reflexos dourados, muito brilho e ótima transparência. 

No nariz o vinho mostrou aromas de frutas tropicais e cítricas (pêssego, abacaxi, maracujá, limão siciliano) e toques de mel.

Na boca o vinho apresentou corpo médio (certa untuosidade) e boa acidez. Retrogosto confirma o olfato e o final é de longa duração.

Mais um grande vinho americano provado por aqui que acompanhou bem um risoto de peras com gorgonzola e uma fraldinha assada. Este é mais um que a SmartBuy Wines trás pro Brasil. Eu recomendo.

Até o próximo!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Dunamis Ar Brut: Para brindar o dia a dia da vida!

Conforme eu já comentei algumas vezes por aqui, tivemos um Winebar no já distante mês de Setembro, onde conhecemos uma nova linha de espumantes da Dunamis Vinhos, a linha Elementos Ar. E, assim como os vinhos foram dispostos no dia do programa ao vivo, o segundo vinho que provamos por aqui foi o Dunamis Ar Brut


Fundada em 2010, a Dunamis Vinhos está localizada nos municípios de Dom Pedrito e Cotiporã. A Dunamis Vinhos é pioneira no desenvolvimento de alguns vinhos bem peculiares como um vinho Merlot vinificado em branco e outros. Com vinhos e espumantes descontraídos, a Dunamis Vinhos oferece uma experiência de descoberta para os novos consumidores brasileiros. A proposta de sofisticação sem chateação traduz-se nos nomes e nas embalagens de nossos vinhos, elaborados por dois jovens enólogos, Thiago Peterle e Vinícius Cercato, e feitos para combinar com diferentes estilos, paladares e momentos: sozinho para relaxar, em um encontro com os amigos, no almoço de família ou no jantar a dois. Plantados em 2002, seus vinhedos estão localizados nas regiões da Campanha Gaúcha e da Serra Gaúcha, no Rio Grande do Sul. O reconhecimento veio logo, por seus vinhos criativos e descontraídos, e hoje a empresa é bem conhecida do público nacional. Dentre suas linhas de produtos, podemos citar: Elementos Cor, Ser e Tom (vinhos tinto, branco e rosé); Elementos Ar (vinhos espumantes Brut, Brut Rosé e Moscatel) e Movimento (varietais brancos e tintos com diversas uvas além de espumantes Brut e Extra Brut).

Sobre o vinho espumante Dunamir Ar Brut, podemos complementar que é feito com uvas 100% Chardonnay de vinhedos localizados na Serra Gaúcha. É produzido pelo método chamado de Charmat curto. Vamos as impressões?

Na taça o vinho espumante apresentou coloração amarelo palha com reflexos verdeais, bom brilho e boa transparência. Boa formação de perlage, com bolhas pequenas e persistentes, formando boa coroa.

No nariz o vinho espumante apresentou aromas de frutos como pêssego e abacaxi com toques florais. 

Na boca o vinho espumante se mostrou cremoso e fresco, com boa formação de espuma também. O retrogosto confirma o olfato e o final é de média duração.

Tendo em vista que o final do ano se aproxima e costumamos brindar fazendo uso de vinhos espumante, está ai mais uma boa opção de relação custo benefício. Eu recomendo.

Até o próximo!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Rhein Extra Brut Impérial: final de ano com espumante romeno na #CBE!

É mais uma vez aquela época do mês em que os enoblogueiros espalhados por este Brasil (e mundo) afora se unirem em mais uma degustação virtual, a já conhecida por aqui #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs. Neste mês, um pouco antes do prazo que normalmente é o primeiro dia de cada mês, tivemos que escolher um "Espumante feito pelo método tradicional" para compilar uma espécie de "sugestão de lista de compras" para o final de ano dos leitores. Desta vez o "culpado" pela escolha foi o Gustavo Kauffman do blog Enoleigos. E o vinho que escolhemos por ai? Foi o Rhein Extra Brut Impérial. Vamos saber um pouco sobre ele?


O vinho é produzido pela Halewood Wines, fundada em 1978 por John Halewood. A empresa logo se tornou o maior produtor nacional independente de vinhos e bebidas alcoólicas no Reino Unido. A empresa passou a deter participações em áreas-chave da indústria de bebidas em todo o mundo. Com um volume de negócios anual superior a 500 milhões de Euros, a Halewood International Ltd. distribui mais de 1.400 produtos no Reino Unido e 30 países mundo a fora. Quatro das marcas do grupo Halewood International Ltd. podem ser encontradas nas dez melhores marcas em sua categoria no Reino Unido. Hoje, depois de um investimento de 10 milhões de euros, a empresa possui quatro subsidiárias na Romênia. O principal objetivo da empresa era comercializar vinhos romenos às expectativas internacionais. A Halewood Romênia atualmente vende seus vinhos para mais de 40 países e se tornou o maior exportador de vinho engarrafado romeno. Tais países incluem China, Japão, Coréia do Sul, México, Peru e, claro, o Reino Unido e os Estados Unidos. A Halewood Romênia utiliza castas internacionais, como Merlot, Cabernet Sauvignon, Pinot Noir, Chardonnay, Pinot Gris, Sauvignon Blanc, Gewürztraminer, e as incríveis variedades locais Feteasca Neagra, Feteasca Alba, Feteasca Regala e Iordana. Com tal diversidade, a Halewood Romênia é capaz de fornecer ao mercado nacional e internacional vinhos de alta qualidade, os quais têm personalidades bem definidas.

O Rhein Extra Brut Impérial é elaborado pelo método tradicional desde 1906, onde a segunda fermentação ocorre em garrafa. Tem como base a uva Chardonnay, mas recebe também no corte as uvas Feteasca Regala e Riesling todas colhidas da região de Sebes (Alba) na Romênia. De curiosidade, é considerado o melhor espumante da Romênia e serve ao palácio presidencial de lá desde a sua primeira safra. Vamos as impressões?

Na taça o vinho espumante apresentou uma bonita cor amarela com reflexos dourados, bom brilho e boa transparência. Produção de pequenas borbulhas em bastante quantidade e de modo bem persistente. 

No nariz o vinho espumante mostrou aromas de frutos como pêssego, mel, panificação e leve fundo floral. 

Na boca o vinho espumante mostrou bastante cremosidade e uma deliciosa e refrescante acidez. Retrogosto confirma o olfato e o final é longo e ajuda a limpar o palato e prepara-lo para a próxima garfada!

Tarefa dada é tarefa cumprida, #CBE em dia! Além de ser uma grata surpresa vinda das terras de meus ancestrais e que mostrou que até nós reles mortais podemos tomar o vinho dos reis! Recebi esse belo exemplar do Winelands Clube do Vinho, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Undurraga Terroir Hunter Carmènére 2012: Potencia e elegância chilena!

E mais um final de semana se aproximava do fim, ou melhor, o ano se aproxima cada vez mais do fim. Mas não é bem isso que eu queria dizer. De qualquer forma, para fechar o último domingo, enquanto eu assistia uma partida da NFL (futebol americano), minha esposa preparou belas asinhas de frango ao molho picante e eu, no intuito de aproveitarmos a noite, abri um vinho para acompanhar. O escolhido da vez foi o Undurraga Terroir Hunter Carmenére 2012.


A Viña Undurraga foi fundada em 1885 sendo que a primeira colheita se deu em 1891. Dai pra frente, só alcançou o sucesso, sendo inclusive a primeira vinícola chilena a exportar para o exigente mercado americano em 1903. Desde então muitas visitas ilustres e lançamentos de vinhos de alta qualidade fizeram da vinícola um símbolo de prosperidade no Chile. Possui vinhedos espalhados nas melhores zonas vinícolas do Chile e são dedicadas exclusivamente ao cultivo e produção de vinhos. 

Já o projeto TH (Terroir Hunter) busca encontrar dentre as diversidades dos terrois chilenos, locais em que o plantio e cultivo de determinadas uvas possam expressar na sua totalidade as características de lá. Tais vinhos exploram não somente as condições climáticas e de relevo das regiões de origem, mas também pregam a mínima intervenção do homem na sua produção. O Carmènére, alvo do post de hoje, tem suas uvas procedentes de um vinhedo de 4,05 ha. plantado em “pé franco” em um solo de argila vermelha sobre rocha granítica decomposta na região de Peumo, na zona ocidental do Vale de Cachapoal, no Chile. Podemos acrescentar que, finalmente, o vinho passa por 12 meses em barricas antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho mostrou uma coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e pouca transparência. Lágrimas finas, espassadas e ligeiramente coloridas também compunham o aspecto visual. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas frescas, especiarias, chocolate e toques herbáceos.

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos finos e macios. Retrogosto confirma o olfato e o final é de longa duração.

Mais um bom vinho chileno provado por aqui, prova de que nossos vizinhos sabem fazer vinhos de qualidade e que, sua diversidade é mais importante do que uma "uva símbolo". Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Intipalka Reserva Cabernet Sauvignon Petit Verdot 2012:É vinho do Peru

Este final de semana me senti o próprio conquistador espanhol quando partiu em busca de novas conquistas nas terras sul-americanas, quando chegou ao que hoje chamamos de Peru, anteriormente habitado pelo povo Inca. Tá, você ai leitor usual pode não estar entendendo nada, mas é que pela primeira vez nós aqui da redação provamos um vinho peruano e a alegria da descoberta pode ser comparada a chegada em terras mais ao sul, como os conquistadores espanhóis o fizeram. O vinho? É claro que foi o  Intipalka Reserva Cabernet Sauvignon Petit Verdot 2012.


Um dos maiores produtores de Pisco (bebida destilada a base de uvas) do mundo, o Peru também começa agora a figurar entre os países produtores de vinho, ainda que em uma menor escala. E um produtor que tem apostado e alto neste mercado, e claro, coincidentemente é o produtor do vinho de hoje, Santiago Queirolo, nas cercanias de Lima, no Peru. Sua fundação se deu em 1880, com a fabricação de Pisco e de vinhos coloniais (ou de garrafão) feitos a base de uvas de mesa. Entre mudanças da localização dos vinhedos à modernização da bodega, a terceira geração da família assume o controle da vinícola e o grande salto qualitativo acontece. E esta modernização inclui a aquisição e plantio de vinhas na região do do Vale do Ica, região mais ao sul de Lima, da onde vem as uvas Cabernet Sauvignon e Petit Verdot do blend de hoje. Existe ainda a utilização de madeira americana e francesa no envelhecimento do vinho (8 meses em barricas) e posterior envelhecimento de 6 meses em garrafa antes de libera-lo ao mercado. Vamos finalmente as impressões sobre este curioso vinho?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor rubi violácea de grande intensidade com brilho e alguma transparência. Lágrimas finas, rápidas, em grande quantidade e ligeiramente coloridas também compunham o aspecto visual do vinho. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros, baunilha e toques torrosos. 

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos finos e macios. Retrogosto confirma o olfato e o final é de média para longa duração.

Um belo vinho que me foi apresentado pelo Winelands Clube do Vinho, o clube que eu assino e recomendo. Recomendo a prova, afinal é sempre bom conhecer novidades no mundo vitivinícola.

Até o próximo!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Azul & Wine.com.br: Nova carta de vinhos em voos internacionais!

Foto retirada do site voeazul.com.br

Dez opções de vinhos estão disponíveis nas classes Business Light e econômica das aeronaves A330-200 da Azul Linhas Aéreas Brasileiras para os voos internacionais. A carta, que conta com bebidas originárias da França, Itália, Portugal, Argentina e Estados Unidos, foi composta em uma parceria da companhia com a Wine.com.br, o terceiro maior e-commerce de vinhos do mundo.

Logo tirado do site do próprio comércio eletrônico

“Estamos trazendo alguns dos melhores vinhos do mundo diretamente para o nosso serviço internacional, escolhidos a dedo em conjunto com a equipe de especialistas da Wine.com.br. Esta parceria é uma forma de potencializarmos ainda mais a Experiência Azul de nossos Clientes em ambas as classes das aeronaves que fazem os voos internacionais. Apostamos num serviço refinado e de primeira linha, com opções de vinhos que atendem a todos os gostos”, afirma Gianfranco Beting, diretor de Comunicação, Marca e Produto da Azul.

Na Business Light, os Clientes contam com vinhos como Clos de Los Siete (Argentina), MacMurray Russian River Pinot Noir (Estados Unidos), Champagne Jacquart Brut Rosé (França) e Champagne Jacquart Brut Mosaïque (França). Já na classe econômica, há opções como Fantinel Borgo Tesis DOC Grave Pinot Grigio (Itália) e William Hill Central Coast Cabernet Sauvignon (Estados Unidos). Além destes, também é servido, na Business Light, o vinho de sobremesa Grande Renaissance Sauternes AOC (França).




quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Uma noite Siciliana no Parigi: Bons vinhos & boa comida!

Na noite da última segunda-feira, a convite do jornalista e blogueiro Beto Duarte (Blog Papo de Vinho), estive reunido com um grupo de blogueiros, jornalistas e formadores de opinião para a apresentação de vinhos italianos sicilianos muito peculiares das Aziendas Agricola Vasari e Patrì, trazidos ao Brasil pela Itay's Wine no restaurante Parigi, em Sampa. A estrela da noite seria a uva tinta Nero D'Avola, autóctone da região e acompanhada por sua fiel escudeira, a Inzolia, uva branca também autóctone da região.


A Sicília é uma ilha do mar Mediterrâneo mais ao Sul da Itália, pertencente a um arquipélago de ilhas menores onde se encontra por exemplo, a ilha de Malta. A Sicília é separada do continente e da Itália peninsular pelo estreito de Messina, de somente três quilômetros, onde se encontra, com seu magnífico porto natural, a cidade de Messina. Fala-se de vinho na Sicília desde muito tempo, ainda no século VIII AC, quando colonos gregos por lá se instalaram, principalmente em sua área costeira. Houveram períodos recentes em que o vinho da Sicília foi colocado de lado dado o sucesso de outras áreas vitivinícolas italianas como a Toscana e o Piemonte, por exemplo. Mas a grande virada tecnológica aconteceu e hoje em dia alguns de seus vinhos disputam palmo a palmo o mercado internacional com seus irmãos italianos. Uvas autóctones como a Catarrato e a Inzolia (brancas) além das Nero D'Avola e Frapatto (tintas) costumam ser as mais utilizadas, ao lados das internacionais, por lá.


A primeira vinícola a se apresentar foi a Azienda Patrì, uma vinícola que foi fundada ainda em 1936 na Sicília e que agora cobre cerca de duas centenas de hectares, um terço cultivada com as variedades Nero d'Avola, Syrah, Cabernet Sauvignon, Catarratto e Insolia. A empresa acredita que o uso racional dos recursos de uma área entre os melhores do mundo para o cultivo de videiras leva à produção de uvas finas e ao nascimento de grandes vinhos. Foram mostrados dois vinhos.


O primeiro foi o Patrì Solitario Bianco Inzolia, um vinho feito 100% com a casta branca autóctone Inzolia sem passagem por madeira apesar do contato com as leveduras em tanques de inox. Um vinho de cor amarelo palha com reflexos dourados, aromas de frutas como pêssego, toques florais e leve picância. Em boca muita acidez, algo mineral e um corpo médio. E o melhor, custa cerca de 50 reais, é pra comprar de caixa. O outro vinho apresentado foi o Patrì Solitario Nero D'Avola, também 100% feito com a uva que dá nome ao mesmo. Um vinho de coloração rubi violácea de média intensidade, bom brilho e boa transparência. Aromas de frutas vermelhas frescas e algo de floral. Na boca taninos finos, boa acidez e um corpo leve para médio. Outro vinho que por 50 dinheiros, vale conhecer. Eu vou aqui parafrasear o também blogueiro (entre outras atribuições) Mauricio Tagliari: "é o companheiro ideal da pizza de sábado".


Depois era a vez da Azienda Agricola Vasari fazer suas apresentações. Por cerca de 1000 anos, a família Vasari tem cultivado vinhas por todo o vale do rio Mela em Santa Lucia del Mela e Meri. Como eles mesmos costumam dizer, a produção de um bom vinho é uma arte e como toda verdadeira arte, exige experiência, habilidade e paixão. Desde 1990, Ruggero Vasari tem introduzido e, posteriormente, desenvolvido métodos de agricultura orgânica para o cultivo da terra na propriedade. Como resultado a Azienda foi uma das primeiras na Sicília a adotar os exigentes requisitos da Comunidade Europeia para a agricultura biológica e absoluto respeito ao meio ambiente hoje a cargo da sétima geração da família.

O primeiro vinho mostrado foi o Principe Siciliano Rosso Sicilia IGT, um vinho 100% Nero D'Avola da região do município de Santa Lucia del Mela ainda sem passagem por madeira. Um vinho de coloração rubi violácea de média intensidade, bom brilho e boa transparência. Mostra aromas de frutos vermelhos, tinta de caneta e algo de floral. Na boca um vinho de corpo leve para médio, boa acidez e taninos finos. Na faixa dos 50 reais também. O segundo vinho apresentado pela Vasari foi o Mamertino Nero D'Avola, também 100% desta uva e com passagem de 6 meses por madeira. De visual rubi violáceo, boa limpidez e transparência, o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas, especiarias doces e algo que me lembrou batom. Na boca um vinho de corpo médio, boa acidez e taninos finos. Este um pouco mais caro, na faixa dos 100 reais. O vinho seguinte foi o Mamertino Rosso, um corte de 90% de Nero D'Avola com 10% de Nocera. Este já é um vinho um pouco mais elaborado e passa por madeira, os famosos botti, antes de ser liberado ao mercado. Com coloração com tendências granada, o vinho apresentou aromas de frutas maduras escuras, notas balsâmicas, baunilha e algo de madeira. Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos mais marcados, porém de boa qualidade. Este também por volta do 100 reais. Por último tivemos uma surpresa: estava sendo trazido pelo primeira vez ao país e mostrado ao mercado naquela noite o Mamertino Cru Timpanara Riserva, um vinho 100% Nero D'Avola de uvas colhidas manualmente de um único vinhedo, Timpanara, e envelhecido em carvalho. No visual já se notava uma coloração com o granada um pouco mais pronunciada, pouco brilho e pouca transparência. No nariz mostrou aromas de framboesas, baunilha, flores e algo de madeira. Em boca um vinho encorpado, de boa acidez e taninos maduros. Simplesmente muito bom. Uma pena que este já no patamar dos 200 reais. Mas todos o vinhos são interessantes e merecem atenção.

Depois fomos brindados com o impecável serviço de jantar pelo restaurante Parigi com 3 opções para cada etapa do jantar: entrada, prato principal e sobremesa. E tudo regado a muito vinho, a vontade. Minhas opções foram, para a entrada bacalhau com alho poró e azeite que estava muito bom; prato principal um belo pernil de cordeiro assado por 7 horas que desmanchava soltando do osso a cada garfada, acompanhado de polenta e pra finalizar uma torta mousse de chocolate amargo, café e avelãs. Tudo muito bem feito, saboroso e com atendimento perfeito.

Com isso encerrávamos a cobertura de mais um evento mega bacana, agradecendo a todos envolvidos por mais uma bela organização e torcendo para que o ano que vem continue da mesma fora.

Até o próximo!

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Restaurante Carlota & Hardy's Stamp Chardonnay Semillon 2013

Em um simpático sobrado nas imediações de Higienópolis se encontra o restaurante Carlota, sob a batuta da chef gaúcha Cala Pernambuco. O logo do lugar, estilizado, remete a requinte e a tradição, e já deixa uma boa impressão, assim como uma espécie de "varanda" que serve para espera em dias mais concorridos. Assim que adentramos o restaurante ficamos também encantados: o pé direito é bem alto e o restaurante é de tijolinhos pintados de branco com toda a decoração garimpada pela própria chef, dando um toque autoral e acolhedor. O cardápio tem como base a culinária brasileira mas com múltiplas influências internacionais, afinal a chef é antenada e gosta muito de viajar e buscar novas inspirações para a sua cozinha. A carta de vinhos é bem generosa e conta com alguns rótulos bem conhecidos e outros que os complementam. Os preços não são assim tão em conta, mas o resultado destas combinações não poderia ser melhor.

 
Eu que havia prometido a minha esposa que iríamos conhecer o Carlota desde a ocasião de seu aniversário, em Maio último, vi neste final de semana a janela de oportunidade que precisava. Sempre fomos muito fãs do programa da Carla Pernambuco na tv, o Brasil no Prato, e suas receitas, apesar de mais requintadas, sempre nos chamaram atenção. Juntamos então a fome com a vontade comer.


Pensando em ter a experiência mais completa possível, começamos a refeição pedindo o vinho (sobre o qual falarei mais adiante) e o couvert que por si só já mostrava que havíamos feito uma boa escolha. O couvert era composto de uma cesta com pães quentinhos e biscoitos de polvilho deliciosos, acompanhados de manteiga temperada com pimenta e flor de sal e uma foundata de queijo com alecrim que era de lamber os dedos e a panelinha em que veio servida.


Ainda não tínhamos escolhido os pratos principais quando tivemos uma surpresa: a chef Carla Pernambuco em pessoa acabava de entrar no restaurante e, depois de olhares pouco discretos de nossa parte, veio até nossa mesa. Um cordial cumprimento seguido do questionamento sobre o que havíamos escolhido. Sabendo que ainda não estávamos decididos ela deu a sugestão: Pargo grelhado, tapenade de alcachofras e risoto 7 grãos de pecãs e damascos. Este era um dos pratos que compunha uma lista especial do menu intitulada favoritos. O prato estava delicioso e a leve doçura do risoto aliada a mudança de textura do arroz integral davam uma boa sustentação ao peixe, grelhado na medida. Já minha esposa optou por um prato a base de carne, o Filet mignon com crosta de parmesão, molho blue cheese e gateau de batata. O medalhão estava no ponto ideal, ainda rosa por dentro e a batata ficou deliciosa na companhia do alho poró e do alho.


O vinho escolhido para acompanhar a refeição foi o Australiano Hardy's Stamp Chardonnay Semillon 2013. A Hardy's é uma vinícola que está no ramo a mais de 160 anos e conta agora com a quinta geração da família no comando. Possuem vinhedos espalhados pela Austrália e suas principais regiões, como por exemplo os Vales de McLaren e Clare. Sobre o vinho pouca informação está disponível, a não ser que é um corte de duas uvas, como o próprio nome já diz e que tem alguma passagem por madeira. O vinho apresentou uma coloração amarelo palha com alguns reflexos verdeais. No nariz o vinho mostrou aromas de frutas cítricas, algo de frutas tropicais com notas florais e mel. Na boca um vinho de corpo médio, boa acidez e um saboroso e longo final. Um bom vinho, com um blend um pouco fora do comum. Aprovado.


Para fechar o almoço com chave de ouro era preciso enfiar de vez o pé na jaca e curtir uma boa sobremesa. Depois de muito pensar, xeretar as mesas vizinhas e ouvir alguns sopros sobre um tal petit gateau, tínhamos o veredicto: Petit gateau de doce de leite com sorvete de banana. Uma delícia, bolinho no ponto com recheio cremoso e o sorvete extremamente saboroso. Aprovado com louvor.

Era enfim hora de partirmos, satisfeitos e felizes pois a refeição tinha sido tudo que esperávamos. Recomendo que conheçam o restaurante, ideal para encontros românticos. Eu recomendo.

Até o próximo!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Da Vinci Chianti Classico 2008: Direto da Toscana para a #CBE

É mais uma vez aquela época do mês em que os enoblogueiros espalhados por este Brasil (e mundo) afora se unirem em mais uma degustação virtual, a já conhecida por aqui #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs. Neste mês a gente teve que escolher um "Um Chianti, valendo Classico, Riserva e qualquer sub região e sem limite de preço". Desta vez o culpado foi o Jorge Alonso, do blog Contando Vinhos. E o vinho que nós escolhemos por aqui? O Da Vinci Chianti Classico 2008.


Ainda hoje existe muita confusão entre Chianti em geral e Chianti Clássico, e no passado a região chegou a sofrer por excesso de fama, por um lado (com uma superprodução de vinhos demasiadamente comerciais, engarrafados naqueles típicos "fiascos" de palha) e, por outro lado, pelas regras excessivamente restritivas da denominação de origem. Os acontecimentos em Chianti Clássico nas últimas décadas marcaram indelevelmente o vinho italiano pra sempre - com o surgimento dos supertoscanos, a transformação das exigências da DOCG e o ressurgimento de Chianti Clássico como uma das mais prestigiosas e elegantes denominações de origem da Itália. Lá a Sangiovese brilha em plena elegância, em contrapartida à potência dos Brunellos di Montalcino, produzidos mais ao sul. A área entre Florença até Siena, toda coberta de vinhas e olivais, é uma das mais famosas regiões vitivinícolas do mundo. Embora feito a partir da uva Sangiovese local, vinhos Chianti podem variar muito de um para o outro. Alguns produtores adicionam frequentemente outras variedades de uva com a Sangiovese, enquanto outros preferem métodos mais tradicionais . Existem alguns nomes famosos , mas a melhor coisa a fazer é explorar a região e provar vinhos diretamente de pequenos produtores de vinho.

A Cantina Leonardo da Vinci (produtora do vinho em questão) é uma espécie de cooperativa, que nasceu da união de cerca de 30 fazendeiros que tomaram esta decisão buscando enfrentar de forma mais racional e conjunta os problemas que passavam nos anos 60. A partir daí o que se viu foi o crescimento da cooperativa e a busca pela qualidade e foco em vinhos de mais alta gama. A cooperativa possui diversos vinhedos na região da Toscana sendo que a sede operacional da mesma se encontra nos arredores de Vinci, onde o famoso inventor italiano Leonardo da Vinci nasceu (dai o nome em sua homenagem). Sobre o vinho em si, é um vinho feito com 95% de uvas Sangiovese e 5% de uvas Colarino. O vinho é envelhecido em barricas novas e usadas porém sem maiores informações sobre proporções e tempo de envelhecimento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de média intensidade com alguma tendência granada (mostrando evolução), algum brilho e boa transparência. Lágrimas finas, espassadas, rápidas e incolores compunham também o aspecto visual.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos vermelhos com toques florais e de madeira.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, acidez ainda viva e salivante e taninos finos e macios. Retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um ótimo vinho que provamos para a  #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs, este proveniente de uma das regiões que mais gosto do mundo, a Toscana na Itália! E que venham os próximos pois este eu recomendo.

Até o próximo!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Bouza Albariño 2013: Frescor e perfume uruguaios na taça!

É sempre bom reunir amigos, e quando estes amigos são tão adeptos do vinho como você, o bicho pega. É tanta garrafa de vinho diferente que as vezes nem conseguimos tomar notas ou fotografar algumas para colocar por aqui e compartilhar com os leitores. Acontece que este não foi o caso aqui e vamos falar de um vinho que um casal de amigos levou em casa em uma dessas "orgias" enofílicas qualquer. Estou falando do Bouza Albariño 2013.


A Bodega Bouza pode ser considerada uma vinícola boutique dado o tamanho de sua produção e está localizada nas cercanias de Montevidéu, no Uruguai. Nasceu como um empreendimento familiar, impulsionado pelo amor ao campo, seus frutos e pela crença de que o trabalho em pequena escala oferece sempre os melhores resultados, acompanhando todo o processo zelosamente, do vinhedo à taça. Tem vinhedos plantados de Alvarinho e Chardonnay quando falamos de cepas brancas e Tannat, Merlot e Tempranillo, sendo que a primeira (Tannat) é considerada a uva símbolo do Uruguai, dada a maneira com que se adaptou ao terroir de lá e como os uruguaios conseguiram domar a antes selvagem e áspera uva.

Já sobre o Bouza Albariño 2013, podemos acrescentar que é um vinho 100% feito com uvas Alvarinho com uma particularidade: 15% do vinho é fermentado em barricas e onde permanece "sur lie" por cerca de meses antes de se combinarem aos 85% restantes para "formar" o vinho final. Atinge 13,5% de graduação alcoólica. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresenta uma bonita coloração amarelo brilhante com alguns reflexos dourados e bem límpido.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos tropicais (pêssego, maracujá) com toques cítricos e florais.

Na boca o vinho mostrou corpo médio com uma acidez gulosa e salivante. Retrogosto confirma o olfato e o final é de média para longa duração. 

Um delicioso e guloso vinho branco uruguaio que pode muito bem ser bebido só ou acompanhando comida. No encontro de nossa confraria, foi praticamente só e a garrafa secou bem rapidinho. Só me faz reforçar a vontade de visitar o Uruguai e algumas vinícolas por lá. Eu recomendo.

Até o próximo!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

New World Wines: Novos vinhos neozelandeses chegam ao Brasil

Na noite de ontem (03/12) fomos apresentados a um novo conceito em vinhos neozelandeses: a importadora New World Wines, em parceria com a Vinhos OnLine e o Consulado Geral da Nova Zelândia mostraram 3 linhas de vinhos que chegam ao Brasil para fazer barulho e tentar tornar o vinho neozelandês mais palatável em termos principalmente de custos, no Brasil. Vamos falar um pouco sobre tudo que foi visto por lá.


A Nova Zelândia é conhecida principalmente pelo poderoso mercado do agronegócio que se desenvolveu por lá, mas também vem sendo reconhecida na área de tecnologia. Como consequência, o país usa todo seu poderio tecnológico em prol dos campos mais tradicionais, como na produção de alimentos, frutas, carne e, nosso foco aqui, vinhos. Neste quesito, a Nova Zelândia conta com mais de 700 vinícolas das quais cerca de 87% produzem menos de 20 mil caixas por ano. Isso quer dizer que, comparativamente com outros produtores mundiais, a maioria de suas vinícolas podem ser consideradas "boutique" ou de pequeno para médio porte. Tem como principal região produtora Marlborough. Ainda, em um país onde o consumo per capita de vinhos atinge incríveis 13 litros (no Brasil não chega a 3), mais da metade de sua produção é exportada. Entretanto, os preços dos vinhos de lá é comparativamente mais alto que outros players do mercado, principalmente no Brasil. Uma das histórias mais marcantes da vitivinicultura neozelandesa moderna, se não a mais marcante, é a aposta do setor como um todo (- de 5% ainda utiliza rolha de cortiça como vedação) na adoção do fechamento das garrafas de vinho pelo método screwcap.


No portfólio da New World Wines estão vinícolas conhecidas como Ara e Jules Taylor, além de sua linha própria, os vinhos Pania. Cada rótulo é uma forte expressão da região de Marlborough, na Nova Zelândia, reconhecida internacionalmente como uma das localidades mais premium do mundo dos vinhos. A degustação foi conduzida por Rodrigo Penna, wine specialist e gerente da New World Wines. Vamos a elas.


A linha de vinhos próprios da New World Wines, Pania, faz alusão a uma antiga lenda Maori (indígenas da região, salvo engano) e seus rótulos, muito bonitos, trazem ilustrações assinadas por uma famosa artista nacional. Tais vinhos buscam expressar o potencial de Marlborough a um custo mais acessível sem abrir mão da qualidade. Suas uvas vem de diversos vinhedos espalhados pela região. São dois exemplares, o Pania Sauvignon Blanc bem típico com aquela cor amarelo claro com reflexos ainda verdeais, muita fruta no nariz (maracujá, limão siciliano), toques herbáceos que passeiam entre a grama cortada e o aspargo (um meio termo quando falamos de maturação) e ainda leves toques minerais. Em boca a acidez se destaca e o corpo leve deixa sempre a sensação refrescante com um final de média duração; já o Pania Pinot Noir me pareceu um pouco menos expressivo, apesar da coloração rubi mais clara e transparente e um nariz até certo ponto interessante com frutos vermelhos, caramelo e um pouco de madeira. O que me decepcionou um pouco foi a boca, com um final deveras curto e falta de extrato. Apesar disso, com os vinhos variando entre 60 - 75 dinheiros me pareceram boas opções para desmistificar o vinho neozelandês.


A segunda vinícola apresentada foi a Ara Wines, que aposta mais em vinhos single vineyard do que no panorama da região como um todo. Sendo assim, possui um único vinhedo da onde tira as uvas para seus vinhos, no caso 3, mostrados e trazidos pra cá. Começamos com o Ara Single Vineyard Sauvignon Blanc que visualmente é muito típico com aquele amarelo palha tradicional, brilhante e límpido. Os aromas são mais contidos e basicamente me remetem a frutas cítricas. Na boca é bem fresco e apresenta corpo médio com um final de médio para longo; o Ara Single Vineyard Pinot Gris se mostrou um vinho deveras interessante. Amadureceu sur lie para ganhar um peso e complexidade maiores. Resulta num vinho amarelo dourado com um reflexo tendendo a um salmão e com um nariz perfumado com mel e própolis, peras e flores. Na boca se mostra mais gordo e untuoso que os vinhos até aqui provados mas mantém uma acidez agradável. Tem um belo final; e pra finalizar o Ara Single Vineyard Pinot Noir, este também um vinho mais interessante. Cor mais escura e aromas de frutos vermelhos, noz moscada, carne e toques terrosos. Em boca mostra um corpo médio, acidez gostosa, taninos finos e um final de médio para longo. Estes vinhos vagam entre os 70 - 90 dinheiros para o consumidor final, o que também é muito bem em se falando de Nova Zelândia.


Finalmente chegamos a vinícola Jules Taylor e seus vinhos que podemos chamar de autor, uma vez que o nome da vinícola remete ao nome da enóloga responsável. Depois de muito trabalhar em vinícolas tanto dentro como fora da Nova Zelândia, criou sua própria. E ela utiliza somente as uvas com as quais tem mais afinidades. Foram apresentados dois vinhos. O primeiro, o Jules Taylor Sauvignon Blanc mostrou coloração típica com amarelo palha e reflexos verdes. Nos aromas, muito maracujá e pêssego ao lado de notas de aspargos frescos. Algo de especiarias. Na boca o vinho tinha corpo médio e acidez suculenta e um final de média para longa duração; e o Jules Taylor Pinot Noir, um vinho mais complexo que os anteriores. O aspecto visual já mostra um vinho mais escuro que um Pinot usual e os aromas já mostram mais camadas: frutos vermelhos, pinho, mentolado, especiarias e toques animais. Na boca já mostra um vinho mais encorpado e com taninos mais presentes porém macios, acidez na medida e um final longo e carnudo. Estes vinhos variam entre 90 a 110 dinheiros mas ainda sim são bons exemplares a se provar.

Fechamos o evento com um coquetel harmonizado pelo chef neozelandês Shaun Dowling, onde tivemos a oportunidade de provar alguns comes com ingredientes comumente usados na culinária neo zelandesa como carne de cordeiro, cream cheese, salmão, etc. Tudo delicioso e mais uma vez bem organizado pela Alessandra Casolato e a CH2A Comunicação, a quem dirijo meus cumprimentos mais uma vez.

Até o próximo!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

12º Annual Wines of Chile Awards: 15 feras em suas categorias

A noite de ontem foi de gala para o vinho chileno. Em uma cerimônia pra lá de especial foram divulgados quais foram os melhores vinhos chilenos do ano em uma edição histórica: a primeira vez que o prêmio acontece fora do Chile e em seu principal mercado comprador, o Brasil. O júri, que esteve reunido provando e degustando centenas de amostras, era composto por Carlos Cabral, Mário Telles, José Luiz Pagliari, Diego Arrebola, Manoel Beato, Gabriela Monteleone, Daniela Bravin, Tiago Locatelli, Gabriela Bigarelli, Jorge Lucki, Marcelo Copello e Didú Russo. O cargo de mestre de cerimônias e apresentador do evento ficou com a jornalista Ana Paula Padrão. Tivemos ainda representantes de algumas vínicolas como Pablo Morandé, Marcelo Retamal e Mario Geisse.


Foram inscritos mais de 600 vinhos de quase 100 vinícolas chilenas. O premio principal da noite, sob a alcunha de "Best in Show" foi para a Viña Casas del Bosque e seu Syrah de clima frio, o Syrah Gran Reserva 2012. Esta honraria máxima destaca o melhor vinho do concurso. Os demais prêmios foram como descrito abaixo:

Premium Red: Armida 2009 da Viña De Martino;

Premium White: Amélia 2013 da Viña Concha Y Toro;

Other Reds: Tama Vineyard Slection Carignan 2003 da Viña Anakena;

Other Whites: Single Vineyard Neblina Riesling da Viña Leyda;

Blends: 5 Cepas 2013 da Casa Silva;

Rosé: Gallardia de Itata Cinsault 2014 da Viña De Martino;

Sparkling Wine: Brut Nature da Viña Morandé;

Late Harvest: Erasmo Late Harvest Torontel 2009 da Erasmo;

Cabernet Sauvignon: Gran Terroir de Los Lingues Cabernet Sauvignon 2012 da Casa Silva;

Carmenére: Carmenére Reserva 2013 Pedriscal Vineyard da Falernia;

Pinot Noir: Pinot Noir Reserva 2013 da Falernia;

Syrah: Syrah Gran Reserva 2012 da Viña Casas del Bosque;

Chardonnay: Tarapacá Gran Reserva Chardonnay da Viña Tarapacá;

Sauvignon Blanc: Specialties Sauvignon Blanc Ocean Side 2014 da Viña Santa Carolina.


Os vinhos escolhidos pelo júri conforme mostrado acima refletem ainda a representatividade deles no mercado em seu respectivo segmento, mostrando que a diversidade também pode ser o mote do Chile no tocante a variedade de vinhos obtidos em seus mais diversos terroirs.


Além da cerimônia, os convidados puderam também se deleitar com um jantar muito bem organizado que contou com uma entrada a base de queijo de cabra, maçã assada e creme de maracujá; prato principal com risoto de pupunha e trilogia de carnes (cordeiro, linguiça e frango) além de uma deliciosa sobremesa a base de chocolate.

Uma bela noite e mais um belo evento que só vem a reforçar a tese de que o Chile investe pesado quando se trata da divulgação de seus vinhos para seus principais mercados. 

Até o próximo!

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Domínio Vicari Merlot 2009: Descobrindo novos horizontes!

Confesso a vocês, prezados leitores, de que tenho pouco ou nenhum conhecimento quando falamos de vinhos naturais, biodinâmicos e naturais. E estou começando agora a prova-los e entende-los um pouco, portanto já peço desculpas caso cometa algum equívoco. Eu acho, e essa é apenas minha opinião, de que você precisa ter uma certa litragem pra se enveredar por este caminho que está tão em voga hoje em dia. E vou falar hoje sobre um destes vinhos, o Domínio Vicari Merlot 2009.


Esse vinho é feito num estilo próximo ao verdadeiro sentido de vinhos de boutique, de autor: na garagem da casa da Lizete Vicari, conhecida como a Dama do Vinho, e seu filho, o enólogo José Augusto Vicari Fasolo na Praia do Rosa, uma das mais belas de Santa Catarina. As uvas, no entanto, vem de Monte Belo, no Rio Grande do Sul. Estes vinhos são feito da forma mais natural possível,com altas doses de paixão e mínima intervenção: sem conservantes, filtragem ou adição de leveduras (utiliza apenas as da própria uva). Para expressar melhor ainda seu lugar de origem, Lizete e seu filho optaram por não passar o vinho em madeira. Sobre o vinho, o que acrescentar que somente ser feito com uvas 100% Merlot? Ah claro, importante dizer que atinge 11% de graduação alcoólica. Vamos as impressões.

Na taça o vinho apresentou um bonita e brilhantes cor rubi violácea de média intensidade, com algum brilho e alguma transparência. Lágrimas finas, rápidas e incolores.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos vermelhos, flores, toques terrosos e oxidativos. Tudo muito franco e direto.

Na boca um vinho de corpo leve para médio, acidez na medida e taninos finos. Retrogosto confirma o olfato e o final é de média duração. 

Um vinho diferente, leve e pronto para se beber. Continuo com minha opinião de que é preciso ter um pouco de litragem antes de se aventurar por vinhos naturais mas, me pareceu que este agradará até mesmo pessoas menos experientes. Eu recomendo.

Até o próximo!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Enoteca Saint Vin Saint & Domaine Pierre Gaillard Syrah 2009

Se existia um restaurante que eu tinha muita vontade de conhecer, esse com certeza era a Enoteca Saint Vin Saint, em Sampa, por tudo que já ouvira falar a respeito e por admirar mesmo que a distância (pelas redes sociais em suma) o trabalho de seus proprietários, Lis Cereja e seu marido Ramatis Russo. Tinha por que sábado foi dia de conhecer o local na companhia da minha esposa.


A Enoteca Saint Vin Saint é um bistrô em sua essência. Tem um ambiente intimista e acolhedor, com um atendimento quase que personalizado e muito atencioso. A comida é o que podemos chamar de confort food, tudo muito bem preparado e que trás no aroma a lembrança do aconchego do lar. Além disso, é um bistrô onde tudo é orgânico ou natural, desde os ingredientes dos pratos, passando pelos temperos e os vinhos. A carta de vinhos aliás surpreende por ser bem recheada e principalmente com vinhos que eu tive pouco ou nenhum contato ainda. A Lis é formada em Nutrição e Gastronomia além de apaixonada por vinhos ao passo que Ramatis tem uma extensa experiência em como gerir o salão, e hoje aplica tal experiência no seu negócio. Ah, ambos tem formação de sommellerie também.
 

Desde o primeiro contato com o lugar pudemos nos sentir especiais. Desde a atenção do garçom cujo nome me falha a memória agora, ao sommelier Leonardo. Este aliás foi um verdadeiro amigo na escolha do vinho, explicou tudo que eu perguntei e não tive dúvidas, fui de Domaine Pierre Gaillard Syrah 2009. Depois falo dele. Seguindo também uma dica do garçom optei pelo Entrecôte c/ saladinha e chips de batata e minha esposa optou pelo clássico da casa: um sublime Risoto de boeuf bourguignon. O Entrecôte estava perfeito, incrível e no ponto mais lindo (perfeitamente assado por fora e rosa no interior) ao passo que o risoto é feito com a tradicional receita de carne no Pinot Noir mas que conta com o plus do arroz al dente extremamente bem preparado. Delicioso! Para a sobremesa depois de conversar um pouco com o pessoal da casa optamos pelos churros caseiros com caldas bêbadas de nutela com Porto e doce de leite com Jerez que foram um espetáculo a parte e quase nos fez comer de joelhos. Pra fechar, ainda provei o famoso "café do Jacú", onde o grão do café é ingerido pela ave mas não digerido, é eliminado junto as fezes do animal, que é tratada e o grão segue o curso normal para a elaboração do café. Com esta incrível refeição, não poderia deixar de falar do vinho que escolhi, certo?


A vinificação sempre foi a grande paixão de Pierre Gaillard. Com 12 anos, seu pai vivia a procurá-lo entre as vinhas perto de sua casa. Começou seus estudos sobre vinicultura e enologia em Beaune, e em seguida, em Montpellier. Sua primeira experiência de trabalho foi como gerente de vinha de uma grande propriedade em Côte-Rôtie. Em 1981, comprou o seu primeiro pedaço de terra em Saint Joseph. Foi lá que reviveu o “Clos de Cuminaille”, um vinho antigo da época romana. Depois da experiência de sucesso, Pierre expande seus domínios a Madeloc e, em 2007, cria o Domaine Cottebrune, em Faugère, Languedoc. Com uma filosofia de respeito à uva, “matéria-prima” dos vinhos, os “domaines” de Pierre somam hoje 77 hectares em três regiões diferentes: Malleval, Cottebrune e Madeloc. Sobre o Domaine Pierre Gaillard Syrah 2009 basta acrescentarmos que é um vinho 100% Syrah que passa por 6 meses em barricas. Vamos as impressões?


Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de média para grande intensidade, razoável brilho e pouca transparência. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também faziam parte do conjunto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, especiarias e leve tostado. 

Na boca o vinho mostrou médio corpo, boa acidez e taninos finos e macios. Retrogosto confirma o olfato e o final é de longa duração.

Sinceramente, nem tenho muito mais a dizer. O vinho casou bem com a comida e tudo foi incrível nesta noite de sábado com a pessoa que eu amo. Eu recomendo a visita. Esta com certeza foi a primeira de muitas outras vezes que iremos aparecer por lá.

Até o próximo!