quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Fiuza Ikon & Home made Burgers: show de harmonização!

Em mais uma noite enogastronômica inspirada lá em casa, resolvemos brincar de fazer hambúrgueres caseiros recheados de queijo cheddar, que seria colocados em pão com aveia e cobertos com crispies de alho poró. Como sempre, surgiu a missão de harmonizar estas iguarias com algum vinho que tivesse em casa. Depois de chafurdar um pouco minha adega, eis que surgiu o Fiuza Ikon 2008. Vamos ver o que aconteceu?


Este vinho, o Fiuza Ikon 2008, é produzido pela Fiuza & Bright, que possui terras localizadas dentro da região do Ribatejo, com uma área de produção de 120 hectares de vinha, distribuídos pelas zonas de Almeirim, Alcanhões, Romeira e Azambuja. Segundo o produtor os terrenos argilosos, argilo-calcários e arenosos aliados a microclimas específicos, reúnem ótimas condições para a obtenção de uma excepcional qualidade de uvas. O recurso a castas estrangeiras, nomeadamente francesas, implantadas numa das quintas, em conjunto com castas autóctones portuguesas de reconhecido valor, permitem a conjugação e obtenção de vinhos varietais e cortes impressionantes e pouco usuais.

Sobre o Fiuza Ikon, apenas resta dizer que é um varietal 100% Touriga Nacional, top da vinícola. O vinho tem seleção manual das uvas e fermentação em pequenos tanques abertos com remontagem manual. Depois é diretamente direcionado e estagia cerca de 8 meses em barricas novas de carvalho francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor violácea profunda, com algum brilho e quase sem transparência. Lágrimas finas, moderadamente lentas e com alguma cor também se faziam notar.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos vermelhos, especiarias, floral, chocolate e leve toque mineral.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez, taninos finos e macios. Retrogosto confirma o olfato e o final é de longa duração.

O que mais posso dizer? Um baita vinho sem duvida nenhuma e acompanhou divinamente a refeição. Minha esposa que costuma ser mais comedida, bebeu o vinho como água. Vale a prova!

Até o próximo!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Champagne De Margerie à Bouzy Grand Cru & Kazami Sushi: Que dupla!

Em comemoração ao dia dos namorados (Valentine's Day), que em outras partes do mundo é comemorado em 14 de Fevereiro (no Brasil é em 12 de junho), resolvi pegar minha esposa e ir a um restaurante japonês que temos perto de casa e que sempre me despertou curiosidade. Como gostamos bastante deste tipo de comida, a tentativa era valida. É claro que eu acabei optando por procurar levar um vinho para o lugar que pudesse mostrar que a ocasião era especial, e nada melhor do que um champagne para tal. E então fomos ao Kazami Sushi com o nosso Champagne De Margerie à Bouzy Grand Cru embaixo do braço. Vamos ver o que aconteceu?


O Champagne De Margerie à Bouzy Grand Cru é produzido pela Georges Veselle Vineyards. O falecido M. Veselle foi prefeito de Bouzy por 25 anos e era o ex-gerente de outras produtoras de vinhos e champagnes como GHMumm, Perrier-Jouët e Heidsieck & Co. Monopole; por isso ele sabia como ninguém o riscado na produção dos melhores champagnes, e seus filhos tomaram conta admiravelmente de seus negócios desde o seu falecimento. Georges Vesselle teve cinco filhos: Xavier, Véronique, Sylvie, Eric e Bruno. Os dois últimos dividiam com o pai a paixão por vinhas e vinhos, tornaram-se sócios de seu pai em 1993. Cada um tem um papel bem definido na propriedade. Eric, como gerente de produção, cuida das vinhas e é o enólogo. O Bruno é chefe de desenvolvimento de negócios e comunicação. Os dois irmãos trabalham juntos para criar os blends que compõem os diferentes vinhos base de seus champagnes. O Champagne De Margerie à Bouzy Grand Cru é um corte de 90% Pinot Noir e 10% Chardonnay. Vamos as impressões?

Na taça o champagne mostrou uma coloração amarelo palha com reflexos dourados, bom brilho e limpidez. Boa formação de perlage com borbulhas pequenas e abundantes. 

No nariz o champagne apresentou aromas de frutos cítricos, flores brancas, baunilha, panificação e algo sutil de amêndoas.

Na boca o champagne apresentou boa acidez e cremosidade. O retrogosto confirmou o olfato e o final era de longa duração. 

Detalhe dos sushis flambados com salmão, morangos e leite condensado

E claro que o companheiro deste champagne se saiu muito bem também, afinal o Kazami Sushi (unidade Mandaqui) é uma casa muito interessante de comida japonesa que apresenta um extenso cardápio de pratos a la carte além de dois tipos de rodízio: o básico, que nos dá direito a pratos quentes, sushis e sashimis variados (peixe branco, atum e salmão), shimeji, tempurá, guioza entre outros; já o rodízio especial conta ainda com frutos do mar em adição aos pratos já citados no básico. O local é muito bem decorado, limpo e climatizado, criando uma boa sensação para todos presentes. Além disso, o serviço é muito atencioso e o gerente sempre presente para verificar a satisfação dos cliente. A casa cobra 30 reais de rolha, o que achei justo pelo serviço oferecido. Vale conhecer!

Até o próximo!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Santa Alvara Carmenère 2013 & Pizza: programa típico paulista!

Tem programa mais comum para paulista do que comer pizza, principalmente entre a sexta feira e o domingo? Eu acho que não. Soma-se a isso o fato de que o consumo de vinho tem crescido por aqui na terra brasilis e que, convenhamos, pizza e vinho combinam muito. Portanto, hoje falaremos desta combinação da qual participou o Santa Alvara Carmenère 2013.


O vinho é feito com supervisão da famosa casa chilena Casa Lapostolle, conhecida pelo projeto Clos Apalta e seus cultuados Carmenères. Do site do importador (Mistral): "A vinícola foi fundada pela francesa Alexandra Marnier-Lapostolle e elabora tintos e brancos de grande classe e muita elegância, cuja inspiração são os melhores vinhos europeus. De imenso prestígio, em poucos anos conseguiu uma verdadeira aclamação da imprensa especializada, estabelecendo-se como um dos mais reputados nomes do Chile. O enólogo da vinícola é o famoso Michel Rolland, talvez o mais célebre e influente enólogo da atualidade. Com seus vinhos de estirpe e sua grande consistência qualitativa, a Casa Lapostolle é, sem dúvida, um dos grandes nomes do vinho no Novo Mundo".

O Santa Alvara Carmenère 2013 é feito com uvas Carmenère colhidas da região do Vale do Rapel, no Chile. Tem estágio em barricas francesas sem maiores informações de tempo e qualidade (quantidade de uso) das mesmas. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou um bonita cor violácea de grande intensidade, bom brilho e sem transparência. Lágrimas finas, coloridas e em abundância também compunham o aspecto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas, especiarias e leve toque herbáceo.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez com taninos finos e macios. Retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um bom vinho de entrada e para o dia a dia que acompanhou de maneira digna a pizza romana e de mussarela de bufala com shimeji. Eu recomendo a prova e mais, acho que pode ser um vinho que faça a transição para este mundo maravilhoso do vinho de pessoas que ainda não estou com o paladar apurado.

Até o próximo!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Deus Semisparkling Branco: só a mitologia para salvar o carnaval!

Sabe quando você pensa que a vaca foi pro brejo e vê que tudo que você planejou durante muito tempo foi por água baixo? Bem, aconteceu mais ou menos assim comigo durante este carnaval, mas ao invés de abaixar a cabeça e deixar de aproveitar, me joguei na minha adega e tentei "descobrir" o que eu tinha por lá para "ser descoberto". Aí, eu achei o vinho alvo do post de hoje e resolvi arriscar. Qual é o tal vinho? O vinho espumante Deus, da Cavino SA.


O produtor do vinho espumante, a Cavino SA, é um grupo grego que tem sua fundação ainda em meados dos anos 50 na região do Peloponeso, na Grécia, mas que passou por algumas grande modificações em todo este caminho. Aparentemente o ano de 1999 é o que detém a marca mais recente na vinícola, quando começa a introduzir no mercado local e nos mercados internacionais vinhos de alto gama no quesito qualidade. De lá pra cá contou com uma expansão forte em mais de 26 países e construiu uma linha de engarrafamento que dizem ser o estado da arte no quesito tecnologia, com capacidade de produção de 7000 garrafas por hora.

Sobre o Deus Semisparkling Branco, complementamos dizendo que é produzido a partir das castas Moscatel de Rio (60%) e 40% de Sideritis (uvas autóctones). A fermentação alcoólica com leveduras selecionadas é feita a baixas temperaturas em tanques selados. Quando o equilíbrio certo é alcançado, a fermentação alcoólica é interrompida por intenso resfriamento. Assim, temos um menor grau alcoólico (em torno de 8,5%) e um pouco açúcar residual presente. Vamos ver o que ele nos mostrou?

Na taça o vinho espumante apresentou uma bonita cor amarelo palha bem clara, quase incolor, muito brilhante e límpida. Formação consistente de pequenas borbulhas com consequente boa formação de coroa. 

No nariz o vinho espumante mostrou aromas de frutas maduras e doces como pêssego, lichias e abacaxi.

Na boca o vinho espumante se mostrou leve, com excelente acidez e boa formação de espuma. Retrogosto confirma o olfato e o final é de média para longa duração.

Uma ótima opção de vinho espumante, diferente do usual que estamos acostumados por aqui. Serviu para acompanhar de maneira decente lula frita, bem salgadinha. Acho que a acidez ajudava a limpar o palato da gordura e por ser um alimento mais salgadinho, a doçura foi bem por contraste. Recebi esse belo exemplar do Winelands Clube do Vinho, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Fausto de Pizzato Merlot 2012: Elegância e leveza na taça!

Eu gosto de vez ou outra fugir das harmonizações clássicas, ou tradicionais, e arrisco algumas loucuras que podem, ou não, fazer a noite mais alegre. E hoje vou falar de uma tentativa que eu fiz e que muitos provavelmente irão torcer o nariz para: vinho tinto e peixe. O vinho? O Fausto de Pizzato Merlot 2012. Vamos ver o que aconteceu?


A tradição da família Pizzato na elaboração de vinhos vem desde sua Itália natal, mesmo que em pequenas quantidades. Desembarcando no Brasil ainda no século XIX, a paixão pela vitivinicultura falou mais alto e começou-se então o processo de plantio e cultura de vinhos em solo brasileiro. Entretanto somente em 1998 o sonho da produção de vinhos para comercialização começou a sair do papel. Naquele ano a Vinícola Pizzato é constituída juridicamente e materialmente a partir de investimentos familiares. Estabelecido o negócio e, a partir da produção de uvas de parreirais próprios, inicia-se a vinificação no ano de 1999 com a elaboração do Pizzato Merlot em quantidade final de 15.500 garrafas de 750 ml. Nos anos subseqüentes, a excelência na elaboração de Merlots foi mantida, além de incorporar outras castas na elaboração: Cabernet Sauvignon, Tannat, Egiodola, entre outras.

O Fausto de Pizzato Merlot 2012 é feito com uvas Merlot colhidas em Dois Lajeados, na Serra Gaúcha. Passagem moderada por barris de carvalho francês (3º uso ou mais) por 8 meses. Como curiosidade, este vinho foi selecionado para integrar a carta de vinhos da Classe Executiva da empresa aérea Lufthansa no ano de 2014. O que será que o vinho nos mostrou?

Na taça o vinho mostrou uma coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e sem transparência. Lágrimas finas, espassadas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, flores e toques animais.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez, taninos finos e macios. Retrogosto confirma o olfato e o final é de média duração.

E qual foi o acompanhamento que eu comentei ali em cima? Fizemos um papelote de salmão com alho poró e alcaparras além de brócolis cozido. E olha, vou falar pra vocês: eu gostei! Recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Enoturismo na Serra Gaúcha é com a Liga Turismo!


Eu adoro visitar a Serra Gaúcha e todas as áreas vitivinícolas adjacentes pois eu entendo que por lá o enoturismo tem crescido de maneira exponencial, com uma boa estrutura montada, seja hoteleira, restaurantes e claro, vinícolas para visitar. E agora, achei uma oportunidade incrível para quem quer ir pra lá sem se preocupar com nada, pois eles fazem tudo pra você. Estou falando da Liga Turismo e da sua mais nova criação, a Confraria do Vinho Liga.

A Confraria do Vinho Liga tem como intuito atender os clientes interessados no universo enogastronômico, na fantástica arte da elaboração do vinho, na peculiaridade da uva vitivinífera, no incrível Terroir Brasileiro localizado na Serra Gaúcha e em todos os detalhes que englobam o enoturismo desde o viticultor ao vinho na taça. Eles pretendem atender o cliente de forma personalizada, como amigos e mostrar tudo o que nosso Terroir tem a oferecer, proporcionando momentos inesquecíveis, informações valiosas e experiências fabulosas como a sincronização de sabores em um jantar harmonizado. Eles dispõe de hospedagem nos hotéis mais bacanas da região, visitação nas vinícolas com degustação, cursos específicos, jantares harmonizados entre outros atrativos. Eu desafio vocês a conhecerem e se apaixonarem por este maravilhoso universo do vinho, conhecerem sua história e se deslumbrar com as paisagens tão marcantes quanto um vinho raro. Eles estão com pacotes bacanas para o pós carnaval e até o meio de Maio, tendo como parceiras a Vinícola Valduga, por exemplo, e toda sua estrutura receptiva para turistas assim como uma frota de 32 carros sendo vans, micro ônibus, carros executivos e executivos de luxo, serviços de helicópteros além de uma equipe de agentes, guias turísticos e motoristas especializados e capacitados para o atendimento com excelência aos passageiros. Estes pacotes são exclusivamente personalizados de acordo com o perfil de cada pessoa/grupo, com valores atrativos e pagamentos parcelados.


Então, se você tiver interesse em viajar sem se preocupar com nada, eu recomendo que utlizem os serviços da Liga Turismo e a Confraria do Vinho Liga. Se interessou? Entre em contato que eu dou o caminho das pedras. Quem sabe você não ganha um desconto falando que viu a matéria aqui? Eu recomendo.

Até o próximo!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

E chegou o carnaval: se beber, não dirija! A 99Taxis te mostra como.

É bem verdade que, mesmo não sendo adepto as festividades de carnaval, não há como negar que este é um dos feriados mais festejados por aqui na nossa terra brasilis. E essa festa é sempre intrinsecamente ligada ao consumo de bebida alcoólica, muitas vezes de forma não muito consciente. Mas existem sempre outros meios de aproveitar a bebida, de preferência um bom vinho ou espumante, e ainda se locomover por ai de forma segura seja com o "motorista da rodada", transporte público e/ou o uso de táxis. E é sobre esta última opção que eu quero falar com vocês.

Olha só que bacana a campanha que a empresa 99Taxis disponibilizou pros leitores do blog. Eles estão disponibilizando um cupom desconto no valor de R$15,00 em uma corrida para vocês! Qualquer um que nunca tenha participado de uma promoção da 99Taxis pode usar. Ah, a validade do cupom é até o fim de Fevereiro (para as pessoas que não conseguirem usar no carnaval possam aproveitar depois). Abaixo segue um tutorial de como usar o desconto:


Caso não consiga ler, clique somente na foto que ela abre num formato maior de forma individual. Em letras gerais abra o aplicativo e clique em pedir táxi. Você coloca o cupom de desconto (MIMO99) no local "meio de pagamento". Ainda no aplicativo cadastre seu cartão de crédito via PayPal e quando finalizar a corrida o taxista irá colocar o valor total da viagem (sem abater o desconto), o usuário deverá colocar os 3 dígitos do CPF e o próprio app irá mostrar o valor que será debitado da conta do usuário (o valor da corrida menos 15,00, ou seja, se a corrida der um valor total inferior a 15,00 ela sairá de graça). É ou não é uma ajuda bacana pra curtir o carnaval? Eu curti!

Espero que o leitores possam utilizar bastante e aproveitar. Bom carnaval!

Até o próximo!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Gran Vinafoc Cabernet Sauvignon Reserva 2009: De buenas a primeras!

Nem só de vinhos brancos vive um enófilo em pleno verão senegalês. Vez ou outra da uma vontade de sacar um belo tinto da adega e, convenhamos, algumas comidas até ficam mais saborosas com um tinto. Além de minha predileção, é claro. Neste contexto que tentei vos descrever saiu da adega para a mesa o vinho espanhol Gran Vinafoc Cabernet Sauvignon Reserva 2009. Vamos ver o que descobrimos sobre ele?


Este vinho é produzido pela Spiritus Barcelona, um aclamado produtor de vinhos espanhóis, cuja tradição remonta a 1788, ano em que os ancestrais da família proprietária Vinyes, com grande tradição agrícola, iniciaram a plantação de vinhas em suas terras para atender a demanda crescente do setor vitivinícola na região, que estavam exportando para os mercados do norte da Europa. Desde então, nove gerações da mesma família foram ligados ao solo e ao cultivo da terra. No início de 2004, uma nova geração da família traçou um ambicioso plano para abrir amplamente o seu vinho para o mercado internacional. Foi em 2006, quando o projeto frutificou com a parceria financeira, que o projeto tomou dimensões mundiais.

Sobre o Gran Vinafoc Cabernet Sauvignon Reserva 2009, podemos acrescentar que é um varietal 100% Cabernet Sauvignon de vinhedos do Penedes Central e Alto, na DO Catalunya. Amadureceu por 12 meses em barrica de carvalho novas. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou cor rubi violácea de média para grande intensidade, algum brilho e pouca transparência. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas tingiam as paredes da taça.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias, baunilha e madeira. 

Na boca o vinho se mostrou encorpado, de boa acidez, com taninos macios e redondos. Retrogosto confirma o olfato. Final de média duração.

Mais um bom vinho degustado por aqui, elegante e até certo ponto refrescante, se contrapondo aos Cabernets que temos visto aqui pelos lados do Novo Mundo. Mais uma boa opção apresentada pelo Winelands Clube do Vinho, o clube que eu assino e recomendo.

Até a próxima!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Pangea Syrah 2008: Potência e elegância nesse vinho do Chile!

Em mais uma noite dessas onde, depois de um dia extremamente cansativo de trabalho e afazeres do dia a dia, chegava a hora de relaxarmos. Então resolvemos comer algo gostoso e claro, acompanhar com um bom vinho. Como a vida é demasiada curta para ficarmos pensando e guardando vinhos, tratei de tirar da adega o Pangea Syrah 2008. Muitos vão dizer que era muito cedo pra abri-lo. Vamos ver o que podemos falar sobre ele? 


A Viña Ventisquero, uma velha conhecida do público brasileiro, começou suas atividades em 2000 e desde então com o lançamento de cada novo vinho, vem se consolidando como um grande player no mercado. Hoje a vinícola possui vinhedos em todas as grandes regiões vitivinícolas do Chile: Maipo, Casablanca, Leyda e Colchágua. Sobre o Pangea Syrah, podemos adicionar que é um varietal 100% Syrah com uvas provenientes do Vale do Colchágua e conta com passagem de 20 meses em barricas de carvalho francês e mais 24 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado.Impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de média intensidade, algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, espassadas e quase já sem cor se faziam notar pelas paredes da mesma.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias, toques minerais e de baunilha.

Na boca o vinho se apresentou boa acidez, taninos finos, macios, redondos e um bom corpo. Retrogosto confirma o olfato. Final de média para longa duração.

É um belo Syrah chileno sem dúvida alguma. O vinho está pronto para consumo mas ainda deve se beneficiar de algum tempo em garrafa. De acompanhamento tivemos costelinhas de porco grelhadas e brócolis cozido no vapor. E o prato se entendeu muito bem com o vinho, criando uma bela combinação. Eu recomendo a prova, do vinho.

Até o próximo!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Erasmo 2007: Muita história e falação por trás de um vinho!

Hoje vamos falar de um vinho que teve muito burburinho ao seu redor quando foi eleito pelo Guia Descorchados em sua edição de 2012 como o melhor vinho chileno. Entretanto, não espere encontrar aqui a confirmação ou negação acerca desta afirmação. Eu não acredito nem estou em condições de julgar se um vinho é o melhor do país e ponto. Aqui iremos ver o que encontramos de informações sobre ele e nossas impressões a respeito de sua degustação. Você já deve estar se perguntando qual é o vinho (mentira, você já leu o nome no título). Bom, só pra constar, falaremos hoje do Erasmo 2007.


O vinho é produzido pela Viña La Reserva de Caliboro, localizada em Loncomilla, Vale do Maule, na região central do Chile. A adega de "La Reserva de Caliboro" foi construída no final do século XIX com o objetivo de produzir vinhos para a propriedade Caliboro e foi usada em sua forma original até o final do século XX. Em 2005, após alguns anos de inatividade e do nascimento de "La Reserva de Caliboro", o conde Francesco Marone Cinzano decidiu reconstruir a impressionante estrutura , com um projeto ambicioso. Ele teve como objetivo resgatar um símbolo emblemático do patrimônio rural chileno, a conservação e a restauração do edifício, combinando elementos antigos e modernos. Francesco partiu da Itália em busca de inovação, passou anos estudando novos terroirs e escolheu o Chile como destino.

O nome Erasmo veio como uma homenagem a um dos trabalhadores da propriedade, um homem do campo, que o ajudou na fundação da vinícola e cuja sabedoria sobre o cultivo de uvas no local ajudou a preparar o solo e plantar as videiras que foram especialmente importadas da Europa para esta finalidade. É um corte bordalês, com Cabernet Sauvignon, Merlot e Cabernet Franc (60%, 30% e 10%), com maturação de 18 meses em barricas francesas e 12 em garrafa. Vamos as impressões?

Na taça o vinho mostrou uma coloração violácea intensa, brilhante e sem transparência. Lágrimas finas, espassadas e coloridas compunham também o aspecto visual.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutas negras, especiarias, chocolate e notas mentoladas. É um vinho bem perfumado.

Na boca o vinho se mostrou elegante, de corpo médio para encorpado, taninos macios, sedosos e uma boa acidez. Retrogosto confirma o olfato e o final é longo e persistente.

O vinho acompanhou bem carne de cordeiro com aspargos grelhados. É um bom vinho e, pelo preço pago (cerca de 90 reais), valeu o investimento. Tente a prova, eu recomendo.

Até o próximo!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Luccarelli Primitivo Puglia IGP 2013, asinhas de frango e Superbowl!

Estou em dívida com meu blog e com vocês, queridos leitores, pois semana passada, devido a uma alta demanda no trabalho, não consegui postar muita coisa. E estou tentando recapitular tudo que bebi e postar por aqui. E não tem sido fácil. Mas hoje vamos falar um pouco de um vinho italiano que eu considero um curinga, que cai bem com quase tudo que comemos ou mesmo sozinho e em boa companhia. Estou falando do Luccarelli Primitivo Puglia IGP 2013.


O vinho é produzido pela Terre di Sava, uma empresa que foi fundada em 2008 por um grupo de empresários amigos e amantes do vinho, com o intuito de fortalecer a imagem vitivinícola da região. Está localizada no sul da Itália, bem no salto da bota (alusão ao formato do território italiano), na Puglia, mais especificamente na região de Sava, uma área muito reconhecida pela produção excepcional de vinhos compostos por uvas autóctones italianas. No total, Terre di Sava apresenta 400 hectares de vinhas, onde, as principais variedades cultivadas são: a Primitivo, Negroamaro, Malvasia Nera, Malvasia Bianca e Verdeca. A enóloga responsável pela vinícola é Caterina Bellanova que tem por filosofia o compromisso pessoal com os pequenos produtores locais e com suas terras: “Isso reflete na elegância e complexidade presentes na estrutura deste vinho.”

Sobre o Luccarelli Primitivo Puglia IGP 2013 podemos complementar um pouco dizendo que o vinho é feito com 100% de uvas Primitivo e que não passa por barricas. A curiosidade fica por conta desta casta, a Primitivo, que é uma prima distante da Zinfandel americana, provavelmente oriundas da Croácia há muitos anos atrás. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor violácea de grande intensidade, bom brilho e pouca transparência. Lágrimas finas, abundantes e coloridas compunham também o aspecto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros maduros, especiarias e baunilha. 

Na boca o vinho se mostrou de médio corpo, boa acidez, taninos macios e redondos. Retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom vinho no quesito custo benefício, macio e fácil de beber. Eu, como dito anteriormente, considero um bom curinga e daqueles pode ser usado para se introduzir pessoas que ainda não tem um paladar para o vinho. Acompanhou minhas asinhas de frango picantes e o jogo do Superbowl, embalando a noite. Eu recomendo.

Até o próximo!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Champagne Montaudon Grand Rosé: Por que Champane não tem hora!


Ainda fuçando minhas notas de degustação dos vinhos que passearam pela nossa mesa durante as festividades de final de ano, achei mais um vinho que ainda não havia postado. E esse foi um vinho espumante que deu continuidade as festividades de dia primeiro de janeiro, comemoração do primeiro dia do ano. Qual é este vinho? É o Champagne Montaudon Grand Rosé.


A Maison Montaudon foi fundada em 1891 por Louis Auguste, e é uma tradicional casa de Champagne com fama e reconhecimento internacional. Desde dezembro de 2008, a empresa pertence à Moët Hennessy, do grupo LVMH, responsável por mais de 25% de todas as vendas e exportações dos vinhos desta famosa região francesa. Sua história tem início em Epernay, mas atualmente está localizada na região de Reims, onde mais de 45 hectares de vinhas estão plantadas.Embora as instalações sejam históricas, o processo de produção conta com o melhor da tecnologia disponível no setor de vinificação. O Champagne Montaudon Grand Rosé é feito com um corte típico da região de Champagne: Chardonnay e Pinot Noir. Tem por volta de 12% de graduação alcoólica. Vamos as impressões?

Na taça o champagne apresentou uma bonita cor salmão com tendências laranjas, bom brilho e um perlage persistente e abundante de pequeninas borbulhas.

No nariz o champagne apresentou aromas de frutos vermelhos, panificação e leve toque floral.

Na boca o champagne se mostrou cremoso e extremamente fresco com o retrogosto confirmado todo o olfato. O final era de longa duração.

Falar o que mais? É champagne, bebê! Não é um champagne top mas para o mercado nacional e com o preço que consegui (abaixo de 100 dinheiros na época que comprei) valeu demais.

Até o próximo!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Intipalka Valle do Sol Chardonnay 2013 : A sorte do ano está lançada!

Eu estava procurando em meus alfarrábios se eu tinha algum vinho que havia degustado e não tinha postado quando me deparei com este, do post de hoje, que serviu para abrir os trabalhos no dia do jantar de réveillon. Estou falando do Intipalka Valle do Sol Chardonnay 2013. Vamos ver um pouco mais sobre ele?


Um dos maiores produtores de Pisco (bebida destilada a base de uvas) do mundo, o Peru também começa agora a figurar entre os países produtores de vinho, ainda que em uma menor escala. E um produtor que tem apostado e alto neste mercado, e claro, coincidentemente é o produtor do vinho de hoje, Santiago Queirolo, nas cercanias de Lima, no Peru. Sua fundação se deu em 1880, com a fabricação de Pisco e de vinhos coloniais (ou de garrafão) feitos a base de uvas de mesa. Entre mudanças da localização dos vinhedos à modernização da bodega, a terceira geração da família assume o controle da vinícola e o grande salto qualitativo acontece. E esta modernização inclui a aquisição e plantio de vinhas na região do do Vale do Ica, região mais ao sul de Lima, da onde vem as uvas Chardonnay que compõe o vinho de hoje. Não Passa por barricas. Vamos as impressões?
Na taça o vinho apresentou uma bonita cor amarelo palha com reflexos esverdeados, muito límpida e brilhante.

No nariz o vinho apresentou aromas de abacaxi, pêssegos e leve toque de mel.

Na boca o vinho se mostrou de médio corpo e com uma ótima acidez. Retrogosto confirmou o olfato e tinha um final de média duração.

O detalhe da foto é a companhia do vinho: Kaeru, o sapo da sorte japonês. Na língua japonesa, além de sapo, Kaeru significa também retorno. Entre o povo japonês, tal animal é muito respeitado. Diz a tradição japonesa que carregar um sapinho em madeira, porcelana ou qualquer outro material dentro da bolsa ou da carteira, faz todo o dinheiro gasto deve retornar. E foi assim que eu fiz um pedido de ano novo.

Um bom vinho branco para o dia a dia, bem feito e sem defeitos. Acompanha uma boa conversa ou mesmo uma refeição rápida e despretensiosa. Convida ao próximo gole. Recebi mais esse bom vinho do Winelands Clube do Vinho, o Clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Nederburg Foundation Sauvignon Blanc 2014: Aplacando o calor da #CBE

É mais uma vez aquela época do mês em que os enoblogueiros(as) espalhados por este Brasil (e mundo) afora se unirem em mais uma degustação virtual, a já conhecida por aqui #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs. Neste mês, mais uma vez, tive um pequeno atraso pelo qual já me desculpo com meus colegas enoblogueiros e enoblogueiras. O tema foi sugerido pelo próprio presidente da Confraria, o Alexandre Frias do blog Diário de Baco: "Desculpa o tremendo atraso neste mês, mas apara agilizar o processo, eu mesmo darei o tema do mês: Um vinho de Sauvignon Blanc sem limite de preço. Por incrível que pareça, este vinho perfeito para o verão, não aparece na CBE há mais de 2 anos! Bora refrescar?". E por aqui como missão dada é missão cumprida, chegamos com o vinho sul africano Nederburg Foundation Sauvignon Blanc 2014.


Um pouco de história da Nederburg: "Em 1º de novembro de 1791, Philippus Bernadus Wolvaart, aos 42 anos recebeu a posse de uma propriedade que cobre o equivalente a 49 ha pela Companhia das Índias Orientais Holandesas (DEIC). Ele pagou a soma de 5600 florins pela a fazenda, que fica entre os rios Berg e Palmiet no distrito de Drakenstein (que hoje conhecemos como Paarl). Batizou a propriedade de Nederburgh. No entanto, o "h" parece ter sido retirado do nome muito cedo na história da fazenda. Ele começou imediatamente a limpar a terra, usando como mão de obra seus 10 bois e seis cavalos. ele estendia suas plantações um pouco a cada ano. Por volta de 1808 ele havia plantado 63 000 videiras e estava produzindo 23280 litros de vinho e outros 2328 litros de brandy. Seu foco, dedicação, espírito pioneiro, paciência e cuidado estabeleceram uma tradição na Nederburg, que se mantém até hoje. Depois disso e nos anos que vieram, após passar pelas mãos de alguns outros proprietários, a Nederburg chegou aos cuidados de Johann Georg Graue, sob os quais viveu altos e baixos mas viu sua fama se expandir e muitos prêmios ganhar com a ajuda do enólogo alemão Günter Brözel, que esteve a frente dos vinhos Nederburg até 1989, quando se aposentou. Desde então a Nederburg nomeou outros enólogos que mantiveram e expandiram a qualidade e o nome da vinícola na África do Sul e mundo afora.

A linha de vinhos Foundation, além de fazer referência ao fundados da vinícola (Philippus Bernadus Wolvaart), é uma linha de vinhos jovens, frutados e indicados para o consumo do dia a dia. O Nederburg Foundation Sauvignon Blanc 2014 é feito única e exclusivamente com uvas Sauvignon Blanc de regiões como Darling, Paarl e Philadelphia de idades que variam entre 50 e 15 anos de idade. Não passa por envelhecimento em barricas. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor amarelo palha com reflexos verdes, límpida e com muito brilho.

No nariz o vinho mostrou aromas discretos de frutas cítricas (maracujá) e grama recém cortada.

Na boca o vinho apresentou corpo leve e boa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final é ligeiro.


Para acompanhar o vinho, minha esposa chef fez rosetas de pescada com geléia de pimenta sobre cama de duxell de cogumelos e batata rústica. Show de bola. Infelizmente o vinho não esteve a altura, muito simples e discreto. As vezes agente erra. De qualquer maneira, fica ai o vinho do mês da confraria. E que venham as próximas.

Até lá!