quinta-feira, 30 de abril de 2015

Vinícola Salton: Lançamentos e Novidades em mais um Winebar!

A parceria entre a Vinícola Salton e o Winebar já é um sucesso comprovado, tendo em vista o número de lançamentos que a mesma fez usando a plataforma de degustação virtual. Eu tive de acompanhar grande parte delas, e com conhecimento de causa, posso dizer que eu fico muito orgulhoso de ver o vinho nacional tomando o rumo que está. No último dia 28 de abril, a Vinícola Salton apresentou mais alguns lançamentos e novidades para o ano vigente. Lucindo Copat, enólogo-chefe, foi quem fez a apresentação de tais lançamentos, a saber: Salton Prosecco Brut 2015, Salton Lucia Canei e o Salton Desejo Merlot 2011.

Falar sobre a Vinícola Salton seria como, desculpem o clichê, chover no molhado. Com seus mais de 100 anos de história, é uma das principais vinícolas do Brasil, sem sombras de dúvidas, e tem uma extensa gama de produtos, dos mais simples aos mais complexos, que atendem a todos os nichos de consumidores. E é com base neste conceito que a família Salton, agora em sua 3a geração a frente do negócio, vem trazendo os resultados até aqui demonstrados.

O Winebar é sempre uma degustação descontraída onde provamos juntos com os convidados e o mediador, na nossa casa, alguns ótimos vinhos das vinícolas ou importadoras participantes, no caso, a Vinícola Salton. Se quiser ainda preparar um prato que goste para acompanhar os vinhos durante a degustação, faça vontade nos outros participantes, é sempre muito divertido. Durante a transmissão, todos os convidados estarão trocando ideias e enviando perguntas através de um bate-papo, que fica no quadro ao lado do vídeo. Então se você tiver perguntas, é só enviar pelo bate-papo que as mesmas serão repassadas ao Daniel Perches e serão respondidas ao vivo, junto com o convidado.


Começamos a degustação com o Salton Prosecco Brut 2015, um vinho espumante feito com 100% de uvas Prosecco (Glera) e produzido pelo método charmat (fermentações em tanques de inox). Um vinho de cor amarelo palha bem clarinha, quase tendendo a um prateado, com perlage fina, consistente e persistente. Aromas de frutos como abacaxi, pera e com toques florais. Na boca é leve, fresco e com alguma cremosidade. Para abrir os trabalhos, para bebericar ou mesmo para entradinhas mais leves, é o espumante certo.


Passamos então ao espumante Salton Lucia Canei, um vinho espumante feito com 100% de uvas Pinot Noir e produzido pelo método tradicional, que teve contato de 18 meses com as leveduras. A curiosidade fica pelo nome do espumante, em homenagem a uma das "nonas" da família Salton, que teve 12 filhos e que trabalhou muito em prol da família, a mais de 100 anos atrás. De coloração rosa-salmão, tem um belo desprendimento de pequenas e delicadas borbulhas com bela formação de perlage e coroa de espuma. No nariz profusão de aromas de frutos vermelhos, panificação, nozes e algo de floral. Em boca é muito cremoso, voluptuoso de belíssima acidez e bastante estrutura. Um belo espumante sem dúvida nenhuma. 


Para finalizarmos chegamos ao Salton Desejo Merlot 2011, um vinho feito com 100% de uvas Merlot colhidas e escolhidas manualmente, o vinho passa por maturação de 12 meses em carvalho francês e americano (50% - 50%) além de um ano em garrafa antes de ir para o mercado. Só um detalhe: este vinho só em lançado quando a safra é considerada muito boa. Na taça o vinho apresentou uma cor rubi violácea ainda muito viva e brilhante. Apresenta aromas de compota de frutas escuras, côco, tabaco doce e algo de especiarias. Com o tempo em taça algo de alcaçuz pode ser notado também. Em boca é encorpado, acidez na medida e taninos presentes mas domados e de boa qualidade. Um vinho elegante e complexo, agrada em cheio. A garrafa secou rapidamente.

E assim finalizamos mais um Winebar em parceria com a Vinícola Salton com a certeza de que o vinho nacional está no caminho certo e que, reforçando o que disse Jorge Lucki na abertura da Expovinis, o vinho tinto brasileiro está numa crescente que nos faz ficar de olhos neles. Eu acredito e recomendo a prova destes e muitos outros que venho comentando por aqui. Vocês não irão se arrepender.

Até o próximo!

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Loja de Vinhos na França promove cursos em Português!

Essa é para você, prezado leitor, que tem viagem marcada ou ainda pretende se decidir por uma viagem a França nos próximos meses. Ao que tudo indica, se você for um enófilo inveterado, a balança vai pender pro lado de Paris, caso ainda esteja na dúvida. As caves Legrand, um dos melhores endereços para degustar e comprar vinhos em Paris, vai oferecer, a partir de maio deste ano, cursos de degustação em português. A ideia é atender a crescente demanda de clientes e turistas brasileiros, cada vez mais interessados em descobrir as especificidades dos crus franceses. 


Inaugurada em 1880, a Legrand é uma das mais bonitas, prestigiosas e completas caves de Paris. Tem mais de 5 mil rótulos, de 360 produtores, incluindo desde os maiores crus franceses, até vinhos raros de pequenos produtores. As garrafas compradas na cave também podem ser degustadas, sem nenhum acréscimo, no Comptoir, o bar e restaurante da Legrand, que funciona de segunda à sábado, das 12 às 20h. O acesso ao bar se faz pela belíssima galeria Vivienne. Com seu solo em mosaico e teto de vidro que datam de 1823, a galeria, tombada pelo patrimônio histórico, é uma das mais belas de Paris. Somente a arquitetura e a decoração já valem a visita.


A programação inclui três opções de cursos, com duração de 3 horas cada um. O curso principal é dedicado aos "Grand Crus" e inclui os melhores vinhos de regiões célebres como Margaux, em Bordeaux, Gevrey-Chambertin, na Borgonha, ou, ainda, Côte Rotie, na região do Rhône. Já a opção "Vins de Vignerons" tem foco em vinhos com estilo e personalidade próprios, elaborados por pequenos produtores, com ótimo custo benefício. A terceira opção é um giro pelos maiores vinhos brancos franceses, passando por regiões como a Alsácia, Loire ou Borgonha.


Os cursos serão estruturados em três partes: iniciação aos métodos de vinificação e discussão sobre o conceito de terroir; aplicação de técnicas de degustação para análise visual, olfativa e gustativa dos vinhos; e finalmente, a degustação propriamente dita. Durante cada seção, serão degustados 6 vinhos franceses, acompanhados de "amuses-bouches" e tira-gostos harmonizados, como queijos, frios, canapés, antepastos e frutas.


As degustações fazem parte de um projeto mais amplo que têm como foco o mercado e os consumidores brasileiros. Além dos cursos em português, a casa também investiu na contratação de um profissional especializado para atender a clientela brasileira. "O objetivo é oferecer os serviços que temos hoje em francês, também em português, entre eles, degustações, conselho para a formação de adegas particulares, organização de eventos, além do atendimento personalizado para a venda de vinhos", explica Gerard Sibourd-Baudry, diretor da casa.

A programação dos cursos pode ser consultada no site da Legrand, pelo endereço : http://www.caves-legrand.com/fr/paris/agenda-reservation

Reservas e mais informações também podem ser obtidas diretamente, em português ou em francês, pelo email : ana-carolina@caves-legrand.com

E então? O que acham? Se vocês estiverem passando por Paris, eu recomendo que ao menos deem uma olhada na Legrand que de repente algum dos cursos podem estar acontecendo na mesma época e você poderá se aprofundar ainda mais no assunto vinhos franceses com os expert no assunto!

Até o próximo!

terça-feira, 28 de abril de 2015

Condeminal: Belos vinhos argentinos descobertos na #Expovinis!

Como não poderíamos deixar de falar, tivemos também muitos vinhos bons de nossos vizinhos Chile, Argentina, Uruguay e assim por diante. Mas uma Bodega em especial, através da dica de um amigo, me surpreendeu e muito pela elegância de seus vinhos e por fugir da vala comum dos vinhos smilares em preços e procedência que encontramos deles por aqui, que foi a Bodega Condeminal.

A origem da Bodega Condeminal remete a França, onde surgiu a família Condeminal. Mais precisamente, falamos do Beaujolais com Alfred Condeminal, proprietário do castelo Belleverne e que produziu alguns dos célebres vinhos por lá, como o "Le Moulin à Vent". Sua filha, Chantal Vielle- Condeminal, agora vive em San Jose, Tupungato, no Vale do Uco, Província de Mendoza, Argentina. Os vinhos são produzidos na própria Bodega Condeminal, com um clima excepcional e vinhedos situados a 1.300 metros acima do nível do mar. Foram criadas duas linhas de vinhos, referindo-se a uma tradição da campanha argentina, que é o uso de Poncho, uma espécie de roupa de lã que protege a pessoa contra o frio, vento ou chuva. O Poncho pode ter diferentes desenhos e cores, de acordo com a sua origem. Para a linha de entrada da vinícola, o poncho "Pampa" foi escolhido porque é o mais utilizado na campanha ao passo que para os vinhos "Premium" foi escolhido o poncho "de llama", um animal que vive no norte do país, que produz uma lã fina e elegante.

Na Expovinis eu provei toda a linha deles mas como o espaço é pequeno e não quero criar textos maçantes, vou destacar três vinhos da linha "Premium" deles, dada a elegância que os mesmos apresentaram. Vamos a eles?


O primeiro vinho degustado e comentado é o Poncho de Llama Chardonnay 2012, um vinho 100% Chardonnay do Vale do Uco com 50% do vinho passando 10 meses em barricas francesas e os outros 50% em tanques de inox. Um vinho interessantíssimo, com coloração amarelo tendendo ao dourado e aromas que lembram frutos cítricos e tropicais, mel, baunilha e toques minerais. Na boca é untuoso e fresco, reforça o carácter mineral e tem um final longo e saboroso. Vale conhecer.


Passamos depois ao Poncho de Llama Malbec 2012, um vinho também 100% feito a partir de uvas Malbec de Tupungato com com 50% do vinho passando 12 meses em barricas francesas e os outros 50% em tanques de inox. Vinho de coloração violácea de boa intensidade, brilho e limpidez. Aromas de frutos vermelhos, floral e leve toque mentolado. Na boca tem corpo médio, acidez cativante e taninos macios. Não é uma bomba alcoólica ou extraído em excesso, demonstrando elegância e sutileza nos aromas e na boca. Agrada em cheio por não ser pesado e/ou enjoativo.

E por fim o vinho que mais gostei, que foi o Poncho de Llama Cabernet Sauvignon 2012, um vinho feito com 100% de uvas Cabernet Sauvignon do Vale do Uco e que também tem 50% do vinho estagiando 12 meses em barricas francesas e os outros 50% em tanques de inox. Coloração violácea de grande intensidade, brilho e limpidez característicos. Aromas de frutos escuros, especiarias, chocolate e algo de mineral. Na boca é encorpado (sem exageros), taninos presentes com excelente qualidade e acidez na medida. Não possui amargor ou sensação verde ao final. Elegância ímpar! Sem dúvida, o melhor dos três.

E quer saber qual é a pior parte disso tudo? Eles ainda NÃO tem importador no Brasil. Segundo o pessoal presente na feira, esta linha tem preço orbitando em torno dos 7 dólares na Bodega. Eu recomendo a prova e apostaria nos mesmos para trazer ao Brasil. Alguma importadora disposta?

Até o próximo!

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Guatambu Estância do Vinho lança seu vinho top na #Expovinis: Épico!

Falando novamente de Expovinis e mais uma novidade que pude presenciar por lá, a Vinícola Guatambu - Estância do Vinho aproveitou a feira para lançar novidades para o mercado nacional e em especial, um vinho considerado topo de gama, chamado Épico. Vamos ver o que descobrimos por lá?


Contando com administração familiar e visando diversificar seus produtos, a cinqüentenária Estância Guatambu, tradicional empresa do agronegócio, iniciou em 2003 o projeto de produção de uvas viníferas de Dom Pedrito, no Rio Grande do Sul, com a implantação de seus vinhedos com mudas importadas da França e da Itália. A produção da uvas em pequena escala é supervisionada por Gabriela Hermann Pötter, membro da terceira geração da família proprietária da Estância Guatambu. Em parceria com a Embrapa Uva e Vinho em 2007, começaram estudos para a utilização do terroir da Campanha Gaúcha para o cultivo e produção de vinhos. Em 2009 os primeiros frutos desta parceria já se faziam notar com o lançamento dos primeiros vinhos. Já em 2013 o destaque se deu na inauguração de toda estrutura turística da Estância Guatambu. A Guatambu produz 100% de seus vinhos com uvas próprias, de vinhedos cultivadas na região da Serrinha de Dom Pedrito, a 260m de altitude. Os vinhedos compreendem 21,5 ha das variedades Chardonnay, Sauvignon Blanc, Gewürztraminer, Tempranillo, Merlot, Tannat, Cabernet Sauvignon e Pinot Noir. (retirado do site do próprio produtor)

Já sobre o Épico, maior lançamento da Guatambu Estância do Vinho para a Expovinis, podemos ainda acrescentar que é um vinho muito curioso em sua concepção: 4 castas das melhores parcelas da vinícola (Cabernet Sauvignon, Merlot, Tannat e Tempranillo) num mix das safras de 2011, 2012, 2013, e 2014. Todas as castas tem passagem, pós fermentação, por barricas francesas e americanas. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de grande intensidade. Já nos aromas, frutos escuros e vermelhos maduros, chocolate, tostado e especiarias. Na boca era encorpado, taninos marcados e boa acidez. Retrogosto confirma o olfato e o final era longo e sem amargor.

Sem dúvida mais um belo vinho tinto nacional vem por ai. Tem lote limitado a 4000 garrafas e todas devem ser numeradas. Como o próprio Jorge Lucki falou durante a apresentação do Top Ten da Expovinis: os vinhos tintos nacionais vem numa crescente impressionante, devemos ficar de olhos neles. Se eu fosse você, provaria quando tiver oportunidade. Você não irá se arrepender!

Até o próximo!

ITBR Importadora e seus belos vinhos italianos no #Encontrodevinhos!

Ainda tentando compartilhar com vocês tudo de interessante que eu vi e degustei na última semana, recheada de eventos como a Expovinis e o Encontro de Vinhos Off em Sampa, volto por aqui pra falar de uns vinhos italianos que eu não conhecia e que são trazidos pela ITBR Importadora e são eles: um Barbera D'Asti, um Dolcetto D'Alba e um Nebbiolo produzidos pela Azienda Agricola Cascina Carlot.


Nos primeiros anos do século XX em Coazzolo, um lugar encantador, localizado entre Monferrato e Langhe (no Piemonte), imersos em uma paisagem maravilhosa, interpretação digna de um grande artista, um bom pai, Mario Mo, fundou com seus filhos uma pequena fazenda: a Azienda Agrícola Cascina Carlot. Localizada em Coazzolo d'Asti, a Azienda Agrícola Cascina Carlot abrange cerca de 7 hectares, com duas sedes cujas caves estão equipadas com as mais modernas ferramentas de vinificação.

Já sobre a ITBR Importadora, podemos ver que é uma empresa nacional cujo foco principal é a culinária e viticultura italianos, onde os produtores são escolhidos com muito rigor, com uma regra básica: produção em baixa escala, com tradição e história que mereça ser conhecida e compartilhada. e me parece que acertaram em cheio com estes vinhos que trouxeram pro Brasil e apresentaram no último Encontro de Vinhos. Vamos falar sobre eles?

O primeiro vinho provado foi o Dolcetto D’Alba DOC, um vinho produzido 100% com uvas Dolcetto sem envelhecimento em carvalho, só alguns meses em aço inox e garrafa antes de ser liberado ao mercado. Um vinho leve, fácil de beber essencialmente frutado (frutas vermelhas), com acidez pujante e taninos fininhos. Me parece que vem para ser um coringa, acompanhando uma comida descompromissada do dia a dia ou mesmo um bom papo.

Partimos então para o Barbera D'Asti DOCG, um vinho também 100% com uvas Barbera que também não tem passagem por madeira, somente tanques e garrafa por até um ano, antes de ser liberado ao mercado. Um pouco mais complexo, este vinho apresentou aromas de frutos silvestres, toques florais e terrosos. Na boca é bem macio e com uma acidez salivante. Imaginei uma massa com molho vermelho acompanhando este vinho. Outra boa opção para o dia a dia.

Por último provamos o Langhe Nebbiolo DOC, um vinho 100% Nebbiolo com uvas mais maduras que os outros vinhos, pelo amadurecimento tardio das mesmas nas vinhas, porém sem passagem por madeira também, só afinamento em tanques e em garrafa. De cor já com tendência granada, o vinho abriu com um intenso floral, frutos secos e algo de terroso. Na boca é tânico, marcado, encorpado, mas também muito saboroso e longo. Este vinho já pede uma carne de caça ou mesmo um risoto mais cremoso.

Ah, como é bom conhecer novos produtores e novos importadores que mais do que trazer vinhos, escolhem a dedo os produtos que mostram pro mercado e que agradam em cheio. Se ainda não provou estes vinhos, tenho certeza de que você deverá procura-los pois valerá a pena. Eu recomendo.

Até o próximo!

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Vinícola Perini e sua linha de vinhos na #Expovinis

Eu sei que eu tenho muito material pra publicar por aqui mas, aos poucos vou tentando colocar a casa em ordem. E com toda a agitação da semana com o Encontro de Vinhos e com a Expovinis, fica tudo mais difícil. E por falar em Expovinis, estive no stand da Vinícola Perini, e é sobre eles que quero falar um pouco hoje.


Os imigrantes Antonio e Giuseppe Perini chegavam ao Brasil trazendo da Itália a arte de transformar a uva em vinho há mais de 130 anos atrás, no entanto, a produção vinícola teve início mais tarde, com João Perini em 1928, quando a partir daí começou a expansão e, gradativamente, o aprimoramento do processo de elaboração em todos os aspectos, desde o cultivo de novas variedades viníferas até o produto final. Foi em 1970 que Benildo Perini, neto de Giuseppe e atual diretor da vinícola, iniciou a transformação do pequeno empreendimento familiar em empresa, engarrafando seu vinho com a marca Jota Pe em homenagem ao seu pai João Perini. Já em Garibaldi, as atividades têm início em 1996, quando a Perini terceiriza uma infraestrutura para elaborar seus Espumantes Casa Perini e no mesmo ano, a marca Casa Perini é lançada também para os Vinhos Finos da Vinícola. Atualmente, a Vinícola Perini conta com 12 hectares de vinhedos localizados em Garibaldi e 80 hectares em Farroupilha, agregando uma área total de 92 hectares. (retirado do site do próprio produtor)

Hoje com uma linha muito diversificada, a Vinícola Perini aposta em descomplicar o vinho e trazer para o mercado em todas suas linhas produtos de excelente custo benefício e que tendem a agradar uma vasta gama de paladares do brasileiro. E por isso, vou destacar alguns produtos em diferentes linhas de produtos para quem for visitar a feira ou mesmo quiser prova-los depois.

Começo com o Espumante No 1 2008. É o primeiro espumante vintage da empresa, o que significa que foram selecionadas as melhores uvas da safra para compor este corte de Chardonnay e Pinot Noir em edição especial e limitada de apenas 600 garrafas. Complexo, aromático, evoluído com aromas tostados, frutos secos, florais e com uma acidez muito bacana. Final delicioso.

Passo agora ao Casa Perini Tannat 2012. Como fã confesso desta casta tão controversa e difícil, não poderia deixar de fora um vinho como este. Feito 100% com uvas Tannat da Serra Gaúcha, o vinho impressiona pela maciez. Cor violácea de grande intensidade, aromas de frutos escuros, chocolate e leve toque floral. Na boca os taninos são sedosos e calmos, acidez na medida e corpo médio. Pelo preço (cerca de 30 dinheiros) é pra ser um best seller!

Finalizando nosso passeio por aqui vamos falar do Perini Fração Única Merlot 2012. Como o nome sugere, são usadas uvas Merlot de parcelas especiais e selecionadas. Teve passagem de seis meses por carvalho francês. Resulta num vinho de coloração rubi violácea de média intensidade, aromas remetendo a frutos vermelhos, mentolado, especiarias e algo de baunilha. Final de média para longa duração. Vinho bem feito e muito agradável de se beber.

Conforme disse anteriormente, se estiver na Expovinis, que termina hoje, não deixe de visitar o stand da Vinícola Perini e se deliciar com seus vinhos bacanas. Se não conseguir, tenho certeza de que você deverá procura-los pois valerá a pena.

Até o próximo!

Batalha Vinhas e Vinhos: Revelação nacional do #EncontrodeVinhos de Sampa!


Em uma semana recheada de bons eventos tais como o Encontro de Vinhos e a Expovinis, fica até difícil escrever muita coisa e colocar o assunto em dia mas, se eu quero fazer isso dar certo, tenho que procurar horários alternativos não é mesmo? E hoje vou falar de um produtor nacional que eu descobri durante um destes eventos, o Encontro de Vinhos Off. O produtor? Batalha Vinhas e Vinhos.


Em uma propriedade de 29 hectares, nasce neste mundo encantador e hipnótico da vitivinicultura a Batalha Vinhas e Vinhos, na região da Campanha Gaúcha, no Rio Grande do Sul (quase divisa com o Uruguai). Localizados ainda nas terras onde ocorreu a Batalha do Seival e com condições ideais de clima e solo na região considerada berço dos grandes vinhos do Rio Grande do Sul, fazem com que os vinhos que de lá saem, sejam prontamente reconhecidos por sua qualidade. Em sua propriedade são plantadas as castas Cabernet Sauvignon, Tannat, Merlot e Chardonnay. E eles não vieram para brincadeira quando o assunto é apresentar seus produtos e trouxeram toda sua linha de produtos para a feira. Por questões de espaço e fluidez do post, resolvi destacar dois dos vinhos que provei por lá. mas não se engane, os outros vinhos não comentados aqui também são bons e valem a prova.

O primeiro vinho que irei falar por aqui é o Batalha Espumante Brut, vinho espumante a base de 100% de uvas Chardonnay produzido pelo método tradicional (champenoise) e que ficou por 18 meses em contato com as leveduras antes de ser liberado ao mercado. Apresentou uma coloração amarelo dourada com boa formação de perlage, com borbulhas pequenas e constantes. Aromas de frutos cítricos e tropicais, mel e panificação. Na boca é cremoso e fresco, num final longo e saboroso. mais um belo vinho espumante nacional sem dúvidas.

Por fim destacamos o Batalha Tannat 2012. Apesar de ser denominado varietal, tem em sua composição uma parte de 15% de uvas Merlot. Passa por envelhecimento em barricas. Como resultado temos um vinho de coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Aromas de frutos escuros, especiarias doces, flores e algo de chocolate. Na boca um vinho de médio corpo, com boa acidez e taninos macios e sedosos. Final de média duração. Os vinhos com a uva Tannat tem feito bonito quando vem lá da Campanha.

Ah, como é bom conhecer novos produtores e ver que o vinho nacional, em especial os tintos, tem alcançado bons resultados. Ainda falta muito, mas se continuarmos neste caminho, assim como a Batalha Vinhas e Vinhos, tenho certeza que chegaremos muito longe. Eu recomendo a prova!

Até o próximo!

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Começou com tudo a Expovinis 2015: Top 10 Divulgado!

No dia de ontem foi dada a largada para o maior evento de vinhos da América Latina, a Expovinis Brasil, em sua 19a edição no ano de 2015. E como já é de praxe a 10 anos, a divulgação dos melhores vinhos da feira abre de forma oficial o evento.






O Top Ten funciona mais ou menos assim: os interessados em ter seus vinhos julgados (importadores/produtores/etc.) encaminham suas amostras para uma ou mais categorias dentre as 10 disponíveis e a partir dai, um grupo de 12 jurados irão degustar os vinhos às cegas e eleger os vencedores por categoria, a saber: Espumante Nacional, Espumante Importado, Branco Nacional, Branco Importado, Rosado, Tinto Nacional, Tinto Novo Mundo, Tinto Velho Mundo (dividida nas subcategorias ‘Península Ibérica’ e ‘Itália, França, entre outros’) e Fortificados e Doces.


O júri é formado por importantes profissionais do mundo do vinho, como o sommelier chileno Héctor Riquelme e Manoel Beato, sommelier-chefe do grupo Fasano, além de Celito Guerra (Embrapa-RS), Jorge Carrara (revista Prazeres da Mesa e site Basilico), José Luiz Borges Alvin (ABS-SP), José Luiz Pagliari (SENAC-SP), José Maria Santana (revista Gosto), Márcio Oliveira (Site Vinotícias), Mario Telles Junior (ABS-SP), Ricardo Farias (ABS-Rio), Roberto Gerosa (Blog do Vinho) e Tiago Locatelli (sommelier do grupo Varanda).

Abaixo segue a lista do Top Ten da edição 2015 da Expovinis Brasil:

Espumante Nacional: Aracuri Brut Chardonnay 2013/Aracuri Vinhos Finos (Produtor)
Espumante Importado: Champagne Georges de la Chapelle Nostalgie/Champagne Georges de la Chapelle (Produtor)
Branco Nacional: Vigneto Sauvignon Blanc 2014/Vinícola Pericó (Produtor)
Tinto Nacional: Valmarino Cabernet Franc Ano XVIII 2012/Vinícola Valmarino (Produtor)
Tinto Novo Mundo: Renacer Malbec 2011/Bodega y Viñedos Renacer (Produtor)
Branco Importado: Casas del Toqui Terroir Selection Sauv. Blanc Gran Reserva 2014/Bodegas de Los Andes Comércio de Vinhos (Importador)
Tinto Velho Mundo (I): Pêra Grave Reserva Tinto 2011/Luxury Drinks Portugal (Importador)
Tinto Velho Mundo (II): A Sirio Rosso IGT 2007/Azienda Agricola Sangervasio (Produtor)
Rosado: Saint Sidoine Côte de Provence Rosé 2014/Cellier Saint Sidoine (Produtor)
Fortificados e Doces: Alambre Moscatel de Setúbal 20 Anos José Maria da Fonseca/Decanter (Importador).


A feira segue até dia 24 de Abril e você poderá degustar estes e muitos outros excelentes vinhos, além dos lançamentos de vinícolas do Brasil, Chile, Argentina, Espanha, França, Portugal, Itália, Eslovênia, entre outros países. Estive presente por lá ontem e vi muita coisa boa. O tempo infelizmente me restringiu um pouco mas, eu recomendo a visita.



Até o próximo!

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Briego Tiempo Crianza 2009: Um belo Ribeira del Duero na taça!

Preciso confessar a vocês que me acompanham que eu estou descobrindo cada vinho bom vindo da Espanha que estou me surpreendendo. Como é difícil conhecer e escolher vinhos! É muita coisa de produtores diferentes, lugares diferentes, importadoras diferentes que fica impossível saber o que virá pela frente quando compramos um vinho. As indicações de amigos e de pessoas confiáveis é claro que fazem toda a diferença mas, mesmo assim, não paro de me surpreender. E hoje será dia de falarmos de mais uma destas boas surpresas espanholas, o Briego Tiempo Crianza 2009.


O vinho é produzido pela Bodegas Briego, na região de Valladolid, na Espanha, dentro da Denominação de Origem de Ribeira Del Duero. Os irmãos Hernando- Benito Gaspar, Fernando e Javier, desenvolveram o projeto da Bodegas Briego, recuperando assim a tradição que seu pai havia perseguido quase cinquenta anos atrás. Depois de reestruturar e restaurar as vinhas em ruínas, em 1988 foram realizadas novas plantações nos municípios de Curiel de Duero, Peñafiel e Fompedraza. Foi apenas em 1992 que o primeiro vinho da bodega é liberado ao mercado com o selo da DO Ribeira Del Duero: 20.000 garrafas de um vinho jovem com 6 meses em carvalho. A empresa familiar tem atualmente 77 hectares, todos eles da variedade Tempranillo, exceto uma pequena parcela de Merlot.

Por legislação, um vinho com a inscrição Crianza em seu rótulo, na região de Ribera del Duero (assim como em Rioja), necessita passar um mínimo de 12 meses em barricas de carvalho e outros 12 meses repousando em garrafas, antes de ser liberado ao mercado. No caso do Briego Tiempo Crianza 2009, esse período é de 14 meses em barricas francesas e americanas. Esse 100% Tempranillo tem ainda suas uvas colhidas de um vinhedo denominado Solanas. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração rubi violácea de média intensidade, bom brilho e boa limpidez. Ligeiro halo granada, denotando evolução. Lágrimas finas, rápidas, em pequena quantidade e quase incolores também podiam ser notadas nas paredes da taça.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros maduros, toques mentolados, chocolate e tostado.

Na boca o vinho mostrou corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos macios e sedosos. Retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração. 

Mais um belo vinho espanhol que passou aqui pela minha taça e que eu fiz questão de comentar por que eu acho que os espanhóis estão cada vez mais trazendo boas opções para o nosso mercado. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Veldfire Pinotage 2013: A África do Sul muito além de suas belezas

E cá estamos nós viajando por este nosso mundo do vinho e aportando nosso interesse na bela África do Sul. Conhecida por sua exuberante fauna e flora principalmente, poucos sabem que a África do Sul tem excelentes vinhos e até uma uva que por lá chamam de minha: a Pinotage. Chegou a vez de falarmos do Veldfire Pinotage 2013.


A uva Pinotage pode ser considerada ainda jovem no cenário vitivinícola mundial se comparada as grandes uvas europeias como Cabernet Sauvignon e Merlot, por exemplo, mas segundo especialistas é "filha" de duas outras européias: Pinot Noir e Cinsault (também chamada de Hermitage). Sim, prezados leitores, ela é oriunda de um cruzamento genético destas duas outras uvas, gerando mais do que uma união dos nomes das duas uvas (Pinot + Age) mas uma uva de mais fácil trato do que a Pinot Noir (mantendo algumas de suas características) e a resistência e fartura na colheita da Hermitage. Entretanto, a facilidade de amadurecimento e o rendimento elevado nas vinhas faz com que os enólogos tenham muito trabalho desde o plantio até a obtenção do caldo final. 

O vinho é produzido pela Stanford Hills State, uma fazenda que dentre outras atividades, se dedica também a produção de vinhos boutique (relembrem o que é vinícola boutique aqui). A Stanford Hills State se tornou reconhecida pela qualidade superior de seus vinhos da cepa Pinotage, produzidos em quantidades muito pequenas até mesmo nas suas gamas de vinhos mais simples, como o caso da linha Veldfire. A Stanford Hills Estate está situada perto da pitoresca aldeia de Stanford, as margens do Rio Klein. Esta aldeia fica a quase duas horas de carro da Cidade do Cabo e manteve a maior parte do seu charme do velho mundo, com suas casas de época e ruas largas.

Já sobre o Veldfire Pinotage 2013, podemos ainda acrescentar que é um vinho varietal produzido 100% com uvas Pinotage da região de Walker Bay, na apelação Stanford Foothills. A fermentação alcoólica e a fermentação malolática se dão em tanques de aço inox. Terminado este processo, o vinho é envelhecido por 6 meses me madeira antes de ser engarrafado e finalmente liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor violácea de média para grade intensidade, bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas, ligeiramente coloridas e espassadas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias e toques florais. Fundo de taça com tostado.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez e taninos macios e sedosos. Retrogostos confirma o olfato e o final é de média para longa duração.

Uma boa opção de vinho para o dia a dia, para aqueles que como eu gostam de fugir do lugar comum e conhecer outras castas/países/vinhos. Recomendo a prova. Mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube de vinhos que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Feriado em Sampa? Vá de Encontro de Vinhos Off!

A feira de vinhos itinerante mais legal do Brasil está de volta a Sampa em sua primeira edição, na cidade, do ano. É o já consagrado Encontro de Vinhos Off. O que vale é visitar a a feira e descobrir novos vinhos e novas oportunidades. Importadores, produtores brasileiros e internacionais estarão juntos oferecendo os melhores vinhos com descontos especiais durante o evento, para você poder comprar melhor e gastar menos.


Aproximadamente 30 expositores estarão na Casa da Fazenda Morumbi, dia 21 de abril, para apresentarem seus produtos ao público paulistano. O Encontro de Vinhos Off chega a São Paulo em sua sexta edição de cara nova. Muito mais do que apresentar vinhos de excelente qualidade, o evento se destaca por reunir gastronomia, cultura e diversão em um só lugar e com atrações para a família inteira.

Além da bebida de Baco, o visitante conhecerá produtos e serviços relacionados ao vinho: cursos, malas, bolsas, adegas, taças, azeites e outros produtos serão destaque no evento junto aos produtores e importadores. Para complementar, não poderia faltar informação, arte, música e gastronomia que, juntas, deixarão o feriado ainda mais descontraído e divertido para o paulistano.

O Encontro de Vinhos Off contará com a presença de food trucks vendendo suas especialidades, artistas de rua cantando e encantando o público, palestras sobre o mundo dos azeites e até tatuadores com muitas inspirações dionisíacas para aqueles que quiserem se aventurar em fazer a primeira ou a próxima tatuagem.

“Na nova formatação do Encontro de Vinhos buscamos, além de reunir produtores e importadores de vinhos, mostrar ao público a diversidade de informações e atrações que este universo incrível pode agregar” comenta Daniel Perches, organizador do evento.

Vai perder essa festa? Venha para o Encontro de Vinhos Off e faça do feriado de Tiradentes um dia memorável.

Sobre o Encontro de Vinhos Off

Data: 21 de abril
Horário: das 14H as 22H
Local: Casa da fazenda morumbi, av. morumbi, 5594.
Ingressos: R$ 80,00 inteira e R$ 40,00 meia (válida para estudantes e terceira idade) antecipados.

Nos vemos lá? Eu espero que sim!

quinta-feira, 16 de abril de 2015

#MalbecWorldDay com Familia Cassone tem tudo pra ser um sucesso!

O #MalbecWorldDay foi criado pela Wines of Argentina para celebrar esta uva que se tornou a uva símbolo dos vinhos dos nossos hermanos e que é muito apreciada por aqui. Mas a história é um pouco mais complexa. Como sabemos a uva Malbec tem seu berço na França, mais precisamente na região de Cahors. No final do século XIX no entanto, com o advento da filoxera e a quase total destruição da vitivinicultura francesa, a cepa cai no que podemos chamar de um certo ostracismo, sendo então colocada de lado em contrapartida a outras mais famosas. Neste ínterim a cepa chega a Argentina e começa a se desenvolver de forma espantosa e se adaptando de maneira exemplar ao clima e solo da região de Mendoza principalmente. E na data de 17 de abril de 1853 um projeto para criação de uma escola de agronomia e de um órgão em Mendoza em prol da vitivinicultura do país com base na expansão desta atividade cria um marco com relação muito estreita da uva Malbec e da vitivinicultura da Argentina. E foi com toda esta história levada em conta que se criou o Dia Mundial da Malbec em 17 de abril.



A 5ª Edição do “Malbec World Day” conta com a participação de mais de 70 eventos em 64 cidades de 50 países do mundo e as celebrações ocorrerão durante todo o mês de abril. No Brasil, para celebrar a uva, a Bodega Familia Cassone, de Lujan de Cuyo, Mendoza e seus parceiros oferecem promoções especiais dos seus premiados vinhos, durante todo o mês de abril:

Obra Prima Maximus Gran Reserva Familiar

Obra Prima Malbec Colección Gran Reserva

Obra Prima Malbec Reserva

Cassone Edición Especial Malbec-Malbec

Cassone Edición Especial Malbec-Cabernet Sauvignon

Cassone Edición Especial Malbec-Syrah


Inaugurada em 1998 em Luján de Cuyo, Mendoza, a Bodega Familia Cassone produz vinhos com uvas de vinhedos centenários próprios. A Familia Cassone mantém a tradição de uma bodega familiar e alia costumes de uma produção artesanal, detalhista e preocupada com a singularidade de cada garrafa, com a mais avançada tecnologia. Hoje, por ter se mantido fiel aos seus princípios de excelência na qualidade, modernidade na produção e tradição dos seus valores, o sucesso da bodega permite considerá-la uma da mais importantes vinícolas de caráter familiar da Argentina.

Para participar veja quais cidades, restaurantes e lojas oferecem a promoção do “Malbec World Day” com a Bodega Familia Cassone na cidade de São Paulo:

ARAGON COCINA
Alameda Ministro Rocha Azevedo, 1373
São Paulo, SP
(11) 3085-1877

CANTALOUP RESTAURATE
Rua Manuel Guedes, 474 - Itaim Bibi,
São Paulo - SP, 04536-070
(11) 3078-3445

CASA EUROPA CANTINA E MERCADO
Al. Gabriel Monteiro da Silva, 726 - São Paulo SP
(11) 3063-5577 

SKAPINO RESTAURANTE
Rua Guilhei Vatanabe, 289
Jd. Guedala - São Paulo - SP
(11) 3722 5277

Prezados leitores, se tiverem a oportunidade de visitar uma destas casas ou de provar os vinhos da Familia Cassone, aconselho que o façam. Não irão se arrepender.

Até o próximo!

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Quercus Premium Pinot Noir 2011: Elegância e estilo eslovenos!

A cada nova descoberta e a cada nova prova eu me dou conta do quanto o mundo do vinho pode ser fascinante. Eu não me canso de aprender, de provar e me deleitar com vinhos novos de lugares menos famosos e pitorescos. Só fico imaginando a história por trás de cada uma destas garrafas. Bom, sei que este inicio meio sentimental ficou um pouco piegas mas foi exatamente desta maneira que eu me senti quando peguei o Quercus Premium Pinot Noir 2011 da adega para beber.


O vinho é produzido pela Vinícola "Goriška Brda", um dos produtores de vinho esloveno mais renomados e importantes, continuando e melhorando a tradição da produção de vinhos de séculos com sucesso. "Goriška Brda" foi fundada em 1957 como uma cooperativa e ainda hoje é completamente propriedade de seus membros. Desde o seu início a vinícola teve um grande impacto sobre o desenvolvimento econômico da região e do estilo de vida do povo local. A "Goriška Brda" possui 1.000 hectares de vinhas que se espalham a meio caminho entre o mar Adriático e os Alpes. Em média, cada viticultor cooperado cultiva menos de 2 hectares e, portanto, cuida de cada videira com devoção.

A marca Quercus, que empresta o nome a este vinho, tenta satisfazer o gosto internacional para o vinho e, ao mesmo tempo que carrega uma marca pronunciada da região de Goriška Brda, onde as uvas amadureceram, e outra da Vinícola Goriška Brda, onde foi produzido. Quercus é uma linha de produtos frescos, frutados e vinhos mais leves. No caso do Quercus Premium Pinot Noir 2011 é um varietal 100% Pinot Noir (lá também conhecida como Modri Pinot) que estagiou, pós fermentação, em tonéis de carvalho romeno pelo período de 12 meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração rubi de média intensidade com algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, espassadas e ligeiras sem qualquer coloração também se faziam notar nas paredes da taça.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, toques terrosos, herbáceos e de baunilha.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos finos e granulares. Retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

O que mais podemos falar deste vinho esloveno? Um bom exemplar de Pinot Noir, sem pretenções de ser um Borgonha ou coisas do gênero, simplesmente o pretexto de se fazer e beber um bom vinho para o dia a dia. Vale a prova, eu recomendo. Mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

terça-feira, 14 de abril de 2015

Anders Lane Prohibition Old Vine Zinfandel 2012

Como alguns leitores já me conhecem, eu sou um fã assumido de vinhos da uva Zinfandel. Não, não são vinhos considerados top de mercado nem conhecidos por seu potencial de guarda. O que me atrai nestes vinhos é o prazer que ele proporciona quando bebido e a maneira corpulenta e saborosa como costuma se apresentar. Eu diria que este pode ser considerado o "meu" Malbec, que a maioria dos brasileiros gosta acima da média. E hoje estou aqui pra falar de mais um deles, o Anders Lane Prohibition Old Vine Zinfandel 2012, da importadora SmartBuy Wines.


Este é um vinho curioso por assim se dizer. Foi desenhado a quatro mãos para atender ao paladar do brasileiro pela importadora SmartBuyWines e por Philip Zorn, famoso enólogo do Napa Valley. Philip tinha vocação de winemaker já na infância, quando tentou fermentar umas ameixas na lancheirinha da escola. Foi criado na Alemanha e estudou na Technische Hochschule fuer Weinbau und Kellerwirtschaft trazendo uma perspectiva europeia para a criação de vinhos de Napa Valley. Depois de voltar para os EUA em 1984, tornou-se produtor de uma série de melhores vinícolas da Califórnia, incluindo Sunny St. Helena, Gauer Estate, Paraiso Springs e Tria. Através deste processo Philip Zorn ganhou uma profunda compreensão da cultura da uva e produção de vinho na Califórnia. Atualmente trabalha como enólogo da Waterstone Winery mas também participa de projetos em suas propriedades vitícolas particulares e nesta parceria com a importadora SmartBuy Wines. O Anders Lane Prohibition Old Vine Zinfandel 2012 é produzido com uvas Zinfandel de videiras de mais de 40 anos do Vale do Lodi no estado da California, Estados Unidos. Não possui informação sobre envelhecimento em carvalho. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou  uma coloração rubi violácea de grande intensidade, bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, abundantes, rápidas e coloridas também tingiam as paredes da taça.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias e chocolate. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. Retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um novo Zinfandel excelente para o dia-a-dia, feito para agradar ao mais exigente consumidor brasileiro e para ser uma alternativa aos famosos Malbec consumidos em profusão por aqui. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Itaú Personnalité, Praça São Lourenço&Ricasoli Brolio Chianti Clássico

Vocês devem estar se perguntando o por que do título deste post ou mesmo o que seria a soma destas coisas a princípio sem relação que apareceram por lá. Eu explico. Na oportunidade de comemorar meu aniversário, procurava um lugar bacana para que eu pudesse ter um jantar gostoso e passar um tempo de qualidade em companhia da minha esposa e filha. E não é que, em uma de minhas pesquisas descobri que o Restaurante Praça São Lourenço, sempre muito bacana e de boas referências por aqui, faz parte da lista de restaurantes que preparam um menu degustação exclusivamente para clientes do banco Itaú Personnalité? Então a minha escolha estava feita.


O sistema de menu degustação é muito interessante pois o o cliente experimenta, em uma só refeição, diversos pratos em porções menores do que as habituais. Em geral, as receitas são especialidades do chef, ou seja, uma amostra do melhor que a casa tem a oferecer. É como se o chef tivesse a oportunidade de mostrar todas suas habilidades. Normalmente é a oportunidade de se conhecer o trabalho autoral do mesmo. É desenvolvido em conjunto com os fornecedores de matéria prima e em geral, tem muita qualidade. No entanto é preciso disposição, pois mesmo que as porções sejam em tamanho reduzido, no final das várias etapas, você terá comido o mesmo que uma refeição "padrão" com entrada, prato principal e sobremesa.

O Restaurante Praça São Lourenço tem como principais atrativos uma gastronomia de alto padrão, um ambiente agradável e tranquilo de 1.500 metros quadrados e sua excelente localização, no coração do agitado bairro da Vila Olímpia. O ambiente aliás, é um show a parte e se apresenta todo envidraçado e como se estivesse apoiado em troncos de árvore, além de um jardim aberto incrível. A casa, aberta há nove anos, oferece menu à la carte no jantar, assinado pelo chef Felipe Mirasierras, com pratos de influências variadas. E neste mês de Março que passou a pouco, completa 10 anos de existência, comemorando com a criação de um cardápio especial para o jantar, com os melhores pratos destes 10 anos de vida, revisitados de uma forma toda nova e especial.

Começamos a brincadeira do menu degustação Itaú Personnalité com carpaccio de cogumelo Porto Belo, pinolis, queijo de cabra, vinagrete balsâmico e mini agrião. Como fã confesso de cogumelos, posso dizer que a textura e sabores adocicados destes com o amargor característico do agrião e o toque balsâmico combinaram de maneira ímpar.

A segunda entrada do menu degustação Itaú Personnalité era composto de pupunha crocante com salsa verde e rúcula selvagem. Sensacional e bem típico do Brasil. Gostei!


A coisa começou a ficar um pouco mais séria no menu degustação Itaú Personnalité quando chegou a vez do bacalhau do tipo Gadus Morthua sobre cama de batatas rusticas, creme de ervilhas e rúcula. A posta de bacalhau era muito generosa e estava assada a perfeição, tenra e molhadinha. Delicioso!


O próximo prato do menu degustação Itaú Personnalité que surgiu sobre nossa mesa foi um belo bombom de alcatra com mil folhas de mandioca e caldo de tutano. O ponto da carne estava perfeito, selada por fora e tenra e rosada por dentro e a untuosidade do mil folhas fizeram a alegria.


E o gran finale do menu degustação Itaú Personnalité ficou por conta de um delicioso mil folhas de pêra com caramelo e sorbet de limão siciliano, que por não ter um apelo muito adocicado, fechou com suavidade a refeição.


Já estão se perguntando se eu não iria falar do vinho que acompanhou a noite, não é mesmo? Vou sim, e é agora. Fomos de Ricasoli Brolio Chianti Clássico 2010. A Itália e sua bela Toscana sempre que possível, estão entre minhas escolhas e quando vi este rótulo na carta, achei que seria um porto seguro. E foi. Produzido pela Tenuta Barone Ricasoli, foi elaborado com uvas Sangiovese (80%), Merlot (10%) e Cabernet Sauvignon (10%) oriundas de uma área denominada Gaiole in Chianti passando 9 meses em pequenas barricas e grandes tonéis de carvalho para envelhecimento. 

O vinho apresentou uma coloração rubi de média intensidade, alguma brilho e boa limpidez. Já nos aromas, frutas vermelhas silvestres, flores com toques de ervas. Na boca apresentou corpo médio para encorpado, boa complexidade com taninos presentes e acidez gulosa. Confirma os aromas e acrescenta toque de especiarias. O final era longo e saboroso. Belo vinho.

Para quem é cliente Itaú Personnalité, recomendo provar o menu degustação do Restaurante Praça São Lourenço. Conciso, saboroso e muito bem elaborado, irá agradar aos mais refinados paladares. Enquanto isso iremos provar outras opções que ofereçam tais serviços e compartilharemos por aqui.

Até o próximo!

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Don Melchor 2006: Degustando um ícone em meio as comemorações!

Antes de mais nada só queria deixar bem claro que não estou aqui querendo dizer que o vinho só é bom, ou não, por que tem fama, nome e coisa do gênero. Nem sei se tais vinhos podem ser descritos e discutidos mas a questão é que quando se pensa em algumas comemorações que fazem parte de nossa vida, tais como aniversário, aniversário de casamento e coisas do gênero, procuro sempre degustar um vinho que considero especial e único, pois não é sempre que conseguirei prova-lo (se é que provarei de novo, dado preço e outras condições que o circundam). Dito isso, aproveitando que meu aniversário passou e que, além da Páscoa tinha também a comemoração pelos 2 anos do meu casamento, resolvi tirar o Don Melchor 2006 da adega por entender que era hora de conhecer o "mito".


O Don Melchor, como já é sabido pela maioria dos leitores que me acompanha, é produzido pela Viña Concha Y Toro (se você não sabia, que bom que pude apresentar uma informação nova pra você!), grande player vitivinícola (senão o maior) do Chile. Quando falamos de Concha Y Toro quase que obrigatoriamente falamos talvez um dos nomes/marcas mais famosas que existem no mundo com relação a produção e comercialização de vinhos. E talvez o Brasil seja um dos principais mercados que alimenta essa fama. Quando a exploração vitivinícola estava só começando no Chile, o grande político e empresário chileno Don Melchor Concha y Toro encarregou nobres cepas francesas da região de Bordeaux e plantou as vides em Pirque, Valle del Maipo. Além disso, contratou o exímio enólogo francês monsieur Labouchere para elaborar seus vinhos. Com este grande gesto visionário, a Vinha Concha y Toro foi fundada no ano de 1883. Ir além do que foi acima e tentar reproduzir a história desta gigante do mundo vitivinícola mundial nas linhas que se seguem me parece ser um erro, uma vez que sua história e linhas de produtos é devidamente conhecida e divulgada no mercado brasileiro de vinhos. Deixemos então de lados as "apresentações" sobre a Concha Y Toro e passemos a falar do vinho em si.

Segundo a própria Viña Concha Y Toro, o Don Melchor é um dos primeiros (senão o primeiro) vinhos ícones do Chile. Em meados dos anos 80, o Chile ainda caminhava a passos vagarosos rumo a produção de vinhos considerados de topo de gama, mas o trabalho na Viña Concha Y Toro tomava forma quando se juntaram à iniciativa visionária de Don Eduardo Guilisasti Tagle quem incitou seu filho Rafael e o enólogo da época, Goetz Von Gersdorff, a visitar, em Bordeaux, França, o reconhecido mestre francês Emile Peynaud, considerado o pai da enologia moderna e a reconhecida qualidade dos Cabernet Sauvignon provenientes do terroir de Puente Alto, no Chile. Nascia então o Don Melchor, um vinho composto de  96% de uvas Cabernet Sauvignon e um pequeno acréscimo de 4% de uvas Cabernet Franc (da safra 2006, a qual falamos aqui) provenientes do Vale do Maipo (Puente Alto). Além disso passa por 15 meses de envelhecimento em barricas de carvalho francês. Vamos então as impressões?

Na taça o vinho apresentou um coloração rubi violácea de média para grande intensidade, ainda brilhante e límpida. Lágrimas finas, mais lentas e ainda coloridas também tingiam as paredes da taça e sinceramente, não demonstravam que o vinho já tinha 9 anos.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutas vermelhas, especiarias, mentol, grafite e toques de chocolate. O vinho mudava toda vez que colocava a taça no nariz dada sua complexidade.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, com acidez ainda viva e taninos sedosos e macios. Retrogosto confirma o olfato e o final era de longa e saborosa duração.

O que falar de um mito? Sem acrescentar muita coisa, aprecie sem moderação. É sem dúvida um baita vinho chileno, sem discutirmos preço, disponibilidade e afins. Eu gostei. Se eu tiver outra chance como essa tomaria de novo.

Até o próximo!

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Importadora Cantu aposta em rótulos premium para roadshows de 2015


Olha só que bacana a informação que recebi da Cantu Importadora: o já conhecido Cantu Day (relembrem aqui), um dos principais roadshows do mercado de vinho do Brasil, faz homenagem a produtores brasileiros em suas primeiras edições do ano que acontecem em Curitiba (13/04) e Porto Alegre (14/04).

A Cantu Importadora, um dos mais inovadores players de vinhos do Brasil, inicia em abril o Cantu Day 2015, roadshow que se tornou um dos principais eventos da indústria vitivinícola no país. As primeiras duas cidades que receberão o evento são Curitiba e Porto Alegre. Essas capitais foram escolhidas pela importadora por terem público consumidor compatível aos produtos que a empresa está promovendo este ano: 300 rótulos premium de 30 produtores provenientes de 10 países. Entre as vinícolas estão Ventisquero (Chile), Poças e Alexandre Relvas (Portugal), Domínio Del Plata e Susana Balbo (Argentina), H.Stagnari (Uruguai), Lyngrove e Graham Beck (África do Sul), Yellow Tail e John Duval (Austrália), Louis Bernard e Nuiton Beaunoy (França), além de Folonari, Montresor e Riveto (Itália).

Além disso, a Cantu também homenageará os vinhos nacionais. Nos dois eventos, produtores brasileiros da bebida terão a chance de expor seus rótulos para centenas de compradores e jornalistas. Segundo Tiago Dal Pizzol, gerente geral da Cantu, o Brasil está em novo patamar na produção de vinhos nacionais. “Venho de uma família produtora de vinho de Bento Gonçalves e acompanhei as mudanças nos meios de produção vitivinícola no país. Acredito que estamos vivendo uma época de mais maturidade do vinho nacional com rótulos já conhecidos internacionalmente. Por isso, acreditamos que é nosso papel apoiar os produtores locais”, afirma.

O evento em Curitiba acontece na Nova Curitiba Eventos, dia 13 de abril das 16h às 21h Já em Porto Alegre a Casa Vetro recebe o roadshow, das 16h às 21h. O Cantu Day é apenas para convidados.

Eu estive presente no primeiro roadshow organizado em Sampa e vou te falar, com o portfólio que eles apresentam, vale muito a pena. Quem tiver oportunidade, não irá se arrepender.

Até o próximo!

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Ovidio Garcia Esencia Crianza 2009: Belo vinho tinto espanhol

Abrindo os trabalhos do final de semana prolongado que se aproximava, mais uma vez me dirigi a minha adega em busca de algo que ainda não havia provado e que pudesse nos dar prazer e embalar a quinta feira a noite. E eis que me deparei com o Ovidio Garcia Esencia Crianza 2009 e resolvi traze-lo para a mesa. Vamos ver o que podemos falar dele?


O vinho em questão é produzido pela Bodega Ovidio Garcia, oriunda de Ribeira del Duero, na Espanha. A bodega nasceu em 1999, fruto dos sonhos da família Garcia em se tornar referencia na produção de vinhos de qualidade na região. Seus vinhedos se encontram nas cercanias da cidade de Cigales, sendo que as principais castas plantadas, em ordem de importância, são: Tempranillo e Garnacha. 

Sobre o  Ovidio Garcia Esencia Crianza 2009, podemos ainda acrescentar que é um varietal 100% elaborado com uvas Tempranillo que passa por 15 meses de envelhecimento em barricas, sendo que destas, 60% são francesas, 30% são americanas e 10% húngaras. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade,  bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas, em pequena quantidade e pouco coloridas também compunham o aspecto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, chocolate, toques minerais e tostados.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, acidez na medida e taninos macios. Retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom vinho espanhol, trazido pela Vinea Vinhos e que tem uma boa relação custo benefício. Recomendo a prova.

Até o próximo.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Valle Dell'Acate Il Frappato Vittoria 2011: Baita vinho italiano!

Existem dias em que, embora você não esteja esperando ou não criou muita expectativa ao redor de um vinho, você acaba se surpreendendo. Você simplesmente quer um bom vinho, a boa companhia da esposa e momentos agradáveis. Ai você olha a adega e quer fugir um pouco do convencional. É exatamente ai que você descobre aquele vinho de uma uva que você nunca tinha provado e pronto, está ai a decisão. E o vinho que passou por este pequeno relato foi o Valle Dell'Acate Il Frappato Vittoria 2011.


O vinho é produzido pela Vinícola Valle Dell'Acate, uma vinícola siciliana situada no domínio histórico Bidini, entre as colinas sinuosas de Valle del Dirillo. Giuseppe Jacono fundou a cantina no final do século 19. A família Jacono tem sido ativa no cenário viticultural desde que Vittoria foi o epicentro da Sicília para a exportação de vinho para a França. Desde então, esta vocação familiar tem sido salvaguardada e transmitida ao longo de gerações. Foi assim que a Vinícola Valle dell'Acate deu continuidade a esta tradição, especializada no cultivo de uvas autóctones italianas e, principalmente, sicilianas. Hoje a Valle dell'Acate é gerida pela mais recente geração da família Jacono junto com a família Ferreri.

Falando um pouco mais do Valle Dell'Acate Il Frappato Vittoria 2011 propriamente, é feito com uvas 100% Frappato plantadas em uma região mais a lesta dentro da Sicília, na D.O.C Vittoria Il Frappato. O processo de envelhecimento não leva madeira, somente cubas de aço por 6 meses e mais 3 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de média intensidade com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, em pouca quantidade, rápida e sem cor também compunham o aspecto visual. 

Na nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos silvestres, bem frescos, toques florais e de especiarias.

Na boca o vinho apresentou corpo de leve para médio, ótima acidez e taninos finos, granulares e bem marcados. Retrogosto confirma o olfato e o final é de longa e saborosa duração.

Sinceramente? Adorei! Um belo vinho italiano, fresco e guloso, que te fazia buscar mais e mais o próximo gole e, mais do que isso, secou a garrafa numa velocidade assustadora. Para quem não conhece, eu recomendo e muito a prova! Este é trazido pela Vinea.

Até o próximo!

quarta-feira, 1 de abril de 2015

François Labet Vieilles Vignes Bourgogne Chardonnay 2008:Vinho da #CBE

E chegamos àquele dia que sempre esperamos com entusiasmo todos os meses, que é o primeiro dia do mês quando os membros da #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs numa gostosa brincadeira postam todos sobre um mesmo tema. Neste mês, o tema foi sugerido pelo amigo Silvestre Tavares Gonçalves, do blog Vivendo a Vida (entre muitas outras atividades deste mestre e grande conhecedor do mundo dos vinhos. Ah, o tema, estava até me esquecendo: "Vamos de branco da Borgonha até 150 reais". Como eu sempre digo por aqui, missão dada é missão cumprida (daquele famoso filme) e o vinho de hoje é o François Labet Vieilles Vignes Bourgogne Chardonnay 2008.


François Labet é um dos pioneiros da Borgonha em viticultura natural e maior detentor da vinha no Clos de Vougeot, com Château de la Tour. Ele também faz uma série de outros vinhos, sob o rótulo François Labet (como é o caso do vinho de hoje). Todos os vinhos seguem as exigências das AOC’s francesas. Após a vinificação, todos os vinhos são amadurecidos, engarrafados e envelhecem em Beaune antes da expedição para mais de 75 países onde os vinhos de François Labet podem ser encontrados. O desejo de Labet é brindar seus clientes com vinhos plenos de caráter, sem aditivos, que possam ser degustados com o mesmo prazer que ele tem, quando está em casa, entre amigos, na beira da piscina ou acompanhando um churrasco. (fonte: www.saintvinsaint.com.br).

Sobre o François Labet Vieilles Vignes Bourgogne Chardonnay 2008, podemos ainda acrescentar que é um vinho elaborado 100% com uvas Chardonnay da região de Côte de Beaune, na Borgonha e a fermentação alcoólica ocorreu em barricas de carvalho de 350 litros à 18ºC para 50% do vinho. Já a fermentação malolática acontece de forma espontânea e o vinho amadurece "sur lie" (sobre as leveduras) por 12 meses antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho já apresentava sinais de evolução com uma cor amarelo dourada, brilhante e bem limpida. Lágrimas finas, rápidas, espassadas e incolores também compunham o aspecto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos e tropicais, algo de damasco seco, toques de mel com própolis e também um fundo mineral.

Na boca o vinho era gordo, untuoso e com uma acidez ainda viva. Retrogosto confirma o olfato e deixa mais evidente o toque mineral. Final de longa duração.

Um bom vinho da Borgonha, que a meu ver já caminha para o declínio (veja bem, a safra 2008) e se você tiver um garrafa destas em casa, recomendo bebe-la. De qualquer forma foi uma ótima experiência e mais uma missão cumprida com louvar para a #CBE.

Até o próximo!