sexta-feira, 31 de julho de 2015

LFE 900 Single Vine: Um show de carácter e elegância do Chile!

A história de Viña Luis Felipe Edwards (LFE), produtora do vinho, remonta a 1976, quando Luis Felipe Edwards Sr. adquiriu a propriedade Fundo San José de Puquillay, localizado no Vale do Colchágua. A propriedade fica situada em um vale em forma de ferradura isolado, separado do majestoso e coberto de neve Andes pelo de seus cumes,San Fernando. Naquela época, ele plantou 60 hectares de vinhas, entre elas principalmente Cabernet Sauvignon, Malbec, Merlot e Carmenère. No início dos anos noventa, Luis Felipe Sr. decidiu fazer vinho com seu próprio nome e assim construiu uma moderna adega, equipada com a mais recente tecnologia no estado da arte da vinificação. A primeira safra, Luis Felipe Edwards Cabernet Sauvignon 1994, foi lançado no mercado internacional no final de 1995. A Viña Luis Felipe Edwards tem crescido desde então com o intuito de ser a maior empresa de vinhos de propriedade 100% familiar do Chile, com 1.850 hectares de vinhedos e tendo seus produtos exportados para mais de 70 países; duas gerações estão ativamente envolvidas em manter a marca sinônimo de qualidade e os valores familiares tradicionais nos dias de hoje.


Falando sobre o LFE 900 2010, podemos dizer que o vinho é um blend de 36% de Syrah, 22% de Petite Syrah, 20% de Cabernet Sauvignon, 18% de Mouvedre, 2% de Petit Verdot e 2% de Malbec. Tais uvas são colhidas nas alturas das colinas do Vale do Colchagua, a 900 metros acima do nível do mar, num clima mais fresco e luminoso do que nas partes mais baixas do vale. Não encontrei informações sobre envelhecimento em barricas, então arrisco dizer que não passa por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração violácea de grande intensidade, algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também escorriam pelas paredes da taça.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros bem maduros, especiarias e tabaco doce.

Na boca o vinho era encorpado, de boa acidez e com taninos macios e domados. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um belo vinho chileno, que comprado por R$ 89,00 no Pão de Açúcar, me pareceu um bom negócio. Eu recomendo.

Até o próximo!

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Frog Prince Red Wine 2012

Em 1992, o empresário culinário Pat Kuleto adquiriu cinco parcelas de criadores de gado para criar um rancho de 761 hectares de terra na encosta selvagem da borda oriental do Vale de Napa, com vista para o Lago Hennessey, Pritchard Hill e as cidades de Rutherford e St. Helena. Lá plantou vinhas que incluiam cabernet sauvignon, sangiovese, pinot noir, chardonnay, syrah, zinfandel e muscat, vinhas estas plantadas em altitudes que variam 800-1450 pés. A construção da adega, considerada o estado da arte, foi finalizada em 2001, completando o vinhedo que tinha crescido para incluir pomares extensos, jardins e um rancho de trabalho com ovinos, aves, gado e peixes da propriedade Lake Brunello. O winemaker Dave Lattin e o gerente do vinhedo, Alberto Ochoa, cultivam e cuidam individualmente dos pequenos blocos de vinha em todas as fases do seu desenvolvimento, com foco em lotes tão pequenos como meia tonelada. E assim surgiram os vinhos da Kuleto Estate.


Sobre o Frog Prince Red Wine 2012 podemos acrescentar que é um blend de 58% Cabernet Sauvignon, 21% Merlot, 8% Petit Verdot, 5% Cabernet Franc, 5% Malbec e 3% Syrah e passa por envelhecimento de 27 meses em carvalho francês, sendo 30% destas barricas novas. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor violácea intensa e profunda, com algum brilho e boa limpidez. Lágrimas mais gordinhas, lentas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros, coco, especiarias e toques florais.

Na boca o vinho era corpulento, musculoso, com boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Sem duvida mais um belo vinho americano que eu bebo e compartilho com vocês, que vale a prova, eu recomendo.

Até o próximo!

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Dia dos pais: vinhos com ótimo custo-benefício por Manuel Luz!

Ainda ficando no campo de pessoas interessantes que você tem o privilégio de conhecer quando está no mundo do vinho, posso citar também o Manuel Luz, atualmente sommelier e consultor de Wine Intelligence da Cantu Importadora (também colunista de vinhos para a wine.com.br, Revista Menu, consultor em outros muitos negócios relacionados, enfim, conhecedor do assunto), que é outro cara sensacional e que, além de falar com propriedade, usa uma linguagem mais simples e direta que qualquer um pode entender. E claro, se utilizando de sua atual parceria com a Cantu importadora, Manuel Luz fez uma seleção especial de vinhos por faixa de preço, para agradar todos os papais no domingo dia 9. Ainda penso que todo dia é Dia dos Pais, ainda mais tendo o grande exemplo de pai e de homem que eu tive e ainda tenho dentro de casa, mas como criaram esta data, o Dia dos Pais é uma data para deixar o seu paizão enófilo orgulhoso (uma pena que meu pai não bebe vinho). Nessa hora nada melhor que um bom vinho para conquistá-lo. Além disso, Manuel Luz também dá dicas de harmonização para cada rótulo, para os familiares que quiserem se aventurar na cozinha como um presente!


A primeira sugestão começa na faixa de R$54,00*, é o francês Franc Beauséjour, que além de ter ótimo custo-benefício é um vinho bem leve, fácil de beber para qualquer paladar e em qualquer ocasião. “Com este vinho dá para investir num prato com sabor mais encorpado, como, por exemplo, um cordeiro grelhado com batatas assadas, que harmoniza muito bem com o rótulo” comenta o sommelier. Ainda numa faixa de preço bem acessível está outro francês, o Louis Bernard Côtes Du Rhône, de R$65,00*. O aroma, com toques de cereja e frutas vermelhas, encanta tanto quanto seu sabor rico e harmonioso, um vinho perfeito para se servir com ravioli recheado com queijo gorgonzola. 

Outa sugestão é o BenMarco Malbec, de Lujan de Cuyo, por R$95,00*. Um vinho argentino exuberante, com um leve aroma de café tostado e um sabor acentuado de geleia de cassis e groselha. Além disso, sua safra de 2009 recebeu diversas premiações como 92 pontos no Guia Descorchados e 91 no Robert Parker. O rótulo é ideal para harmonizar com carnes vermelhas como uma boa picanha grelhada com farofa.

Na faixa acima dos 100 reais, Manuel Luz indica o californiano Joel Gott Cabernet Sauvignon por R$170,00* e o luso clássico Herdade de São Miguel Pimenta Grande Escolha por R$ 240,00*. O americano, de paladar mais intenso e frutado e de um vermelho rubi que encanta os olhos é ideal para servir com um risoto de funghi secchi e parmesão. “Esse vinho fica um ano em barris de carvalho, harmonizando perfeitamente com um bom risoto” conta o sommelier. Já o português possui uma coloração cereja vivo intensa, com aroma de frutas maduras, trufas e eucalipto que o torna único e poderoso, par perfeito de um bacalhau assado com batatas douradas.

É como eu sempre digo por aqui, eu só divulgo notícias, promoções e trabalhos de pessoas que eu conheço e confio, e o Manuel Luz é uma destas pessoas. Portanto, se você ainda estiver em dúvidas em como agradar seu papai enófilo, estas dicas podem vir a calhar. E como vocês já sabem, as dicas do Manuel são sempre sucesso garantido. Se fizerem uso destas dicas, depois fiquem a vontade para compartilhar comigo o que os papais acharam.

Até o próximo!

*todos os preços são referentes ao varejo de São Paulo

terça-feira, 28 de julho de 2015

Viagem a Salta: seis dias, seis bodegas, 600 km de descobertas!

Eu costumo dizer que, quando você inicia no mundo do vinho, você facilmente identifica ao menos 3 tipos de pessoas: as que não conhecem nada ou muito pouco sobre o assunto mas que costumam fazer muita bravata a respeito, os que conhecem muito e se colocam em pedestais sem a menor vontade de dividir e passar o conhecimento e finalmente aqueles que conhecem muito sobre o assunto mas que são extremamente humildes e gostam de compartilhar e dividir o conhecimento, criando um grupo mais coeso de divulgadores e conhecedores do assunto. E eu tenho muito orgulho de dizer que eu conheci o João Filipe Clemente (dono da loja Vino & Sapore, editor do blog Falando de Vinhos e idealizador e organizador da Wine & Food Travel Experience, entre outros) e que ele faz parte do terceiro grupo. De origem portuguesa e vivendo a muito no Brasil, o João Filipe é um daqueles caras que conversa por horas com você, entre uma taça e outra, e mesmo tendo consciência de que você é um iniciante no mundo do vinho, te trata como sendo um semelhante e te ajuda a entender os pormenores do vinho. E olha que ele conhece muito a respeito. 


Você deve estar me perguntando o por que deste parágrafo introdutório não é mesmo? Acontece que o João Filipe está organizando agora em Setembro (de 3 a 8) uma viagem para Salta, na Argentina, para um grupo pequeno, entre 10 a 12 pessoas. A oportunidade é única de conhecer uma região diferente e agreste, diversidade de castas e estilos, de portes de produtores e de verdadeiros vinhos de altitude. Um roteiro por paisagens diferentes, quase lunares, passando por picos de mais de 3400 metros de altitude, altiplanos, vales e vinhedos, é claro.

Tudo isso com o roteiro a seguir:

São Paulo/B.Aires/Salta dia 3 de Setembro, bem cedinho para aproveitar lá!

Salta > Molinos – Bodega Tacuil dia 4 de setembro (com almoço)

Dia 5 de Setembro - Bodega Colomé (com almoço)

Colomé>Cafayate – Bodega Tukma dia 5 degustação e jantar (Tolombon/Cafayate)

Dia 6 de Setembro – El Esteco degustação – Almoço e degustação na El Porvenir – Final de tarde na San Pedro de Yacochuya com degustação.

Dia 7 de Setembro – Cafayate/Salta/Buenos Aires – Final de tarde com assado exclusivo e degustação na Vinoteca JÁ do famoso Joaquin Alberdi, o embaixador do vinho argentino!

Dia 8 de Setembro – Livre em Buenos Aires com retorno ao Brasil às 19:30 chegando em São Paulo por volta das 22:15

Serão um total de cinco noites, três almoços, dois jantares, degustações top, seis bodegas, mais de 35 vinhos em degustação, van acompanhando toda a parte terrestre, seguro saúde, aéreo e hotéis por um total USD2.450,00. Os sortudos(as) viajantes que embarcarem nesta aventura serão acompanhados pelo João Filipe em tempo integral. Eventuais alterações de roteiro ou substituição de bodegas poderão ocorrer no caso de eventuais contratempos, porém sempre preservando a qualidade igual ou superior ao já agendado.

Dê uma olhada no roteiro completo aqui. Pagamento, condições e reserva deverão ser efetuados através de seu parceiro e operador logístico, Clube Turismo Cotia, por meio de contato com seu proprietário Rodrigo Loureiro Tel: (011) 9.9913-5462 ou 4614.7153, porém se preferirem por e-mail podem enviar sua mensagem para cotiaclube@gmail.com.

Infelizmente não poderei gozar de um período de férias para acompanhar o grupo, mas estas viagens do João Filipe já estão no meu radar e assim que coincidirem com meu período de férias, será a minha vez.

Até o próximo!

segunda-feira, 27 de julho de 2015

KM 0 Río de La Plata Gran Reserva Tannat

A Bodega Irurtia, produtora do vinho em questão, nasceu com a chegada ao Uruguai do imigrante Vasco Don Lorenzo Irurtia nos primeiros anos do século passado. Sua paixão pelos bons vinhos e a dedicação ao trabalho no cultivo da videira dão seus frutos em 1913 com a primeira vindima. A quarta geração da família Irurtia ainda está estabelecida em Carmelo e hoje administra  os negócios da família. Cinco irmãos, filhos e filhas de Dante Irurtia e Estela González assumiram o legado da família e o desafio de ir junto com seus antepassados por uma ​​estrada infinita, através da melhoria da qualidade de seus vinhos com a mesma paixão e dedicação de seus antepassados e a responsabilidade de manter e aumentar o reconhecimento internacional dos vinhos Irurtia, da cidade de Carmelo e do orgulho uruguaio.


Sobre o KM 0 Río de La Plata Gran Reserva Tannat, basta acrescentar que é um vinho 100% Tannat colhidas em um terroir considerado único no Uruguai, bem na nascente do Rio da Prata (daí o nome KM 0 Rio de La Plata) na costa de Carmelo. Envelhecimento de 18 meses em barricas de carvalho. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração violácea profunda, com algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também tingiam as paredes da taça.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas e escuras em compota, frutos secos, baunilha, flores e leve toque tostado ao fundo.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, denso, de boa acidez e de taninos extremamente macios. Retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duracão.

Recebi mais esse belo exemplar do Winelands Clube do Vinho, o Clube que eu assino e recomendo.
 
Até o próximo!

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Pasolasmonjas 2007: O que Navarra pode nos oferecer?

A DSG Vineyards, produtora do vinho de hoje, é o projeto pessoal de um inquieto, dinâmico e jovem enólogo chamado David Sampedro Gil. Notoriamente ligado com algumas das melhores vinícolas do vinho em Rioja, David fundou sua própria adega, que batiza com suas iniciais, para abranger a produção de seus vinhos mais pessoais, tanto os produzidos em Navarra como em Rioja. Sua filosofia, que não se alterou desde 2003 era a de fazer vinhos que não deixam ninguém indiferente. Para fazer isso, trabalha suas vinhas organicamente, seguindo tanto quanto possível as orientações biodinâmicas e aproveita para aprender e treinar outros métodos de trabalho tanto em Espanha como em outros países. David começou seu projeto em Navarra passeando pela área de San Martin de Unx, junto com seu amigo Dan Standish, para conhecer as plantações garnacha:ao chegar a região de Pasolasmonjas, teve seu projeto claro e começou imediatamente os contatos para saber mais sobre esta bela terra.


Sobre o Pasolasmonjas 2007, acrescento que é um vinho tinto feito de uvas Garnacha (100%) de vinhas velhas, algumas com mais de 70 anos, plantadas no DO Navarra, localizados a uma altitude de 700 metros. Este vinho fez a fermentação alcoólica e malolática em barricas de carvalho francês de 4-5 anos de uso e é envelhecido por 12-16 meses (dependendo da época) em barricas de carvalho francês usadas. Sem mais delongas, vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho e alguma transparência. Lágrimas finas, lentas, em boa quantidade e quase sem cor também se faziam notar.

No nariz o vinho mostrou toda sua complexidade com frutos escuros em compota, especiarias (notadamente as doces como canela, cravo e toques de pimenta), baunilha, flores e leve toque tostado ao fundo da taça. 

Na boca o vinho se mostrou gordo, preenchendo cada pedacinho, com uma bela acidez e taninos macios e redondos. O retrogosto confirma o olfato e acrescenta uma pegada meio mineral (lembrando maresia). O final era de longa duração.

Outra grata surpresa com relação a vinhos espanhóis, este descoberto durante o Wine Weekend. É trazido pela Santa Cruz Importadora. Provei, comprei e recomendo. 

Até o próximo!

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Goedverwacht Private Cellar Triangle 2011: África do Sul na taça!

Hoje, a Goedverwacht Wine Estate está situada no belo vale a partir do qual a pequena cidade Bonnievale leva seu nome, próximo a parte ocidental da cidade do Cabo, na África do Sul. O centro de degustação de vinhos foi projetado por Derek Van Zyl e a adega/casa da fazenda recém-construídas se assemelham a um celeiro centenário renovado com características holandesas da cidade do Cabo, como vigas expostas e acabamentos rústicos. Na década de 1960, Gabriel Hendrik du Toit, um engenheiro civil, seguiu o seu sonho de se tornar um viticultor através da compra de duas fazendas vizinhas, totalizando 70 ha, no belo Breede River Valley, entre Robertson e Bonnievale. Ele acrescentou uma terceira propriedade para começar uma fazenda de gado leiteiro e chamou-lhe Soek Die Geluk, uma vez que ele acreditava firmemente que ele iria encontrar a felicidade neste empreendimento. Entre 1989 e 2003, Jan du Toit, o atual proprietário, acrescentou mais três fazendas para as propriedades originais e, atualmente, as duas fazendas cobrir um total de 220 ha. Desse total, 180 ha estão sob irrigação.


Sobre o Goedverwacht Private Cellar Triangle 2011, podemos acrescentar que tem em sua composição um típico corte bordales com 57% de Cabernet Sauvignon, 35% de Cabernet Franc e 8% de Merlot. Passa por envelhecimento de 14 meses em barricas de carvalho francês. Vamos as impressões? 

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor rubi violácea de média intensidade com algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, isoladas e sem cor também se faziam notar.

No nariz o vinho se mostrou de boa complexidade num mix de frutos vermelhos e escuros, especiarias, tabaco, chocolate e um fundo de tostado.

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio, boa acidez com taninos redondos e macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Outra grata surpresa vinda da África do Sul, tão pouco explorada por nós enófilos brasileiros. As razões são muitas e já bati bastante nesta tecla e por isso nem vale repetir. de qualquer maneira, se estiver buscando boas experiências com vinhos sul africanos, eu recomendo que provem o Goedverwacht Private Cellar Triangle 2011.

Até o próximo!

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Stupendo Pinot Noir 2012: Precisa dizer mais alguma coisa?

A LPG Wines, produtora do exemplar de hoje, é o fruto do amor pelo vinho, foi fundada por três amigos, um renomado Enólogo Português e dois brasileiros, outro Enólogo e um Engenheiro Agrônomo. O trabalho iniciou em 2008, com a implantação do projeto de Agricultura de Precisão e Segmentação de Colheita com alguns produtores parceiros na região de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha. O projeto de produção utiliza o mesmo sistema adotado em mais de 15 países do velho mundo, tendo como foco a melhoria da qualidade da uva para a produção de um bom vinho. São produções únicas e exclusivas com a baixa tiragem por hectare.


Sobre o Stupendo Pinot Noir 2012, podemos dizer também que é um varietal 100% Pinot Noir que estagiou por 12 meses em barricas de carvalho francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de média intensidade, bom brilho e uma boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e sem cor também se faziam notar.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos vermelhos frescos, toques terrosos e algo de baunilha. 

Na boca o vinho apresentou corpo de leve para médio, boa acidez, taninos finos e macios. Retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração adicionando uma pequena veia mineral.

Mais uma boa surpresa com este vinho brasileiro, que como eu já disse e volto a repetir, tem mostrado que a qualidade dos vinhos tintos nacionais tem crescido de maneira muito interessante. Vale a prova, eu recomendo. Mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.
Até a próxima!

terça-feira, 21 de julho de 2015

A 4º edição do Encontro de Vinhos chega a Campinas dia 25 de julho

O Encontro de Vinhos desembarca em Campinas pelo quarto ano consecutivo e promete ser o mais completo evento itinerante de vinhos da cidade. Além dos mais de 200 vinhos que serão oferecidos livremente aos visitantes, 8 food trucks oferecerão o melhor da gastronomia local. 


Mais de 30 expositores já confirmaram presença, entre eles: Casa Valduga, Domno, Dunamis, Miolo, TodoVino, Ideal Drinks, Excelência Vinhos, Perini, Vinos & Vinos, Adolfo Lona, Vinícola Garibaldi, La Cristianini, Pericó, Geisse, Vinícola Cassone, Kaiken, Terrazas, Amalaya, Alta Vista, Benegas, Bodegas del Fin do Mundo, Bodega Filos, Casamonte, Domínio del Plata, Casa Bianchi, Ravin, Vinhos Batalha, LPG Wines e Genaro Cacace.

Também já estão confirmados para o Food Truck Experience os seguintes nomes: PizzStop, Yakissoba do Chef, Maria Panqueca, Clássicos Hot Dog, Maria Coxiña, Madruga Pizza entre outros.

Além de muita diversão para a família toda, o Encontro de Vinhos também oferece cultura e aprendizado. Este ano haverá duas palestras e uma delas será ministrada por Deco Rossi, representante da Wines of Argentina no Brasil, que falará sobre a “Diversidade Argentina”. Inscrições limitadas a 20 pessoas por palestra, ambas com degustação exclusiva.

E, por falar em parceria, a 99 Táxis oferecerá descontos de R$ 15,00 pela corrida. Bebida e direção não combinam. Vá de táxi!

Conheça mais sobre o evento. Acesse: www.encontrodevinhos.com.br


Quando: 25 de julho, das 14h as 22h


Onde: Av. Guilherme Campos, 500, Bloco II (Anexo ao Parque D. Pedro Shopping)

Quanto: R$ 80,00 e R$ 40,00 (meia) pelo site e R$ 90,00 no local do evento

Eu já estive em uma das edições anteriores e posso atestar que a experiência é única e vale muito! Se eu fosse você não perderia.

Até o próximo!

Borandes 2013: A classe francesa com o toque andino chileno!

Primeiro gostaria de me desculpar com meus leitores habituais por ter me ausentado por tanto tempo, acho que mais de dez dias. É que a loucura do trabalho e uma viagem neste meio tempo me tomaram muito mais tempo do que eu esperava. Eu ainda tinha a esperança de postar neste período, fato este que infelizmente não se concretizou. No entanto estou de volta e tenho degustado muitos vinhos, vamos ver se consigo trazer coisas bacanas pra vocês. E começando hoje com o pé direito, vamos logo a um vinhaço: Borandes 2013.


Este vinho, o Borandes 2013, é um projeto ousado assinado por Alejandro Jofré, eleito o melhor enólogo chileno de 2014. Alejandro Jofré estudou viticultura e enologia na Universidade Católica do Chile e trabalhou por anos na tradicional vinícola Viña Maquis. Entretanto, resolveu seguir os seus próprios projetos a partir de 2013. Sua idéia aqui foi de ousar e mesclar dois estilos distintos de enologia: o francês e o chileno. De um lado o uso de cepas originárias de Bordeaux, como Cabernet Franc (24%), Cabernet Sauvignon (70%) e Carmenére (6%) e de outro, o terroir chileno ao pé dos Andes. Se você notar, o rótulo do vinho faz também alusão a esta mescla, mostrando elementos icônicos de ambos os países, simbolizando a "dualidade" existente na garrafa. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bela coloração violácea profunda e de grande intensidade com bom brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros, notas de tabaco, especiarias, animais, mentolado, chocolate e leve toque herbáceo ao fundo. Muita complexidade já se fazia sentir no olfato.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, taninos firmes, presentes, quase mastigáveis mas de excelente qualidade aliados a uma boa acidez. O retrogosto confirmou o olfato e o final era longo e o vinho ficava vivo no paladar por um bom tempo.

Sem dúvidas um excelente vinho chileno de sotaque francês: complexidade, elegância, tipicidade e muito gastronômico. Para acompanhar fizemos um medalhão de filé mignon ao molho de gorgonzola e batatas rústicas. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Familia Cassone Obra Prima Corte Reserva 2013: Provado e aprovado!

Depois de ter divulgado o lançamento deste vinho no mercado brasileiro (aqui), consegui finalmente prova-lo e trago aqui minhas impressões a respeito. E confesso que, valeu a espera para a prova, pois mais uma vez o vinho não decepcionou. Mas eu nem duvidava do vinho, afinal o amor e dedicação com que a Familia Cassone trabalha, só gera frutos positivos.


A Bodega Familia Cassone foi criada em 1998 por seu patriarca, Eduardo Cassone, sua esposa mais seus três filhos. E esta veia pelo negócio vitivinícola se deu em Eduardo em consequência do empreendedorismo de seu pai, que começou a elaborar vinhos ainda em meados dos anos 50. E grande parte desta tradição veio ainda de seus antepassados, que chegaram na Argentina em meados do século XIX, vindos do Piemonte e arredores (Itália). Todos estes fatores em conjunto somados ainda a muito trabalho e dedicação colocaram esta bodega familiar no hall das mais importantes da Argentina. A Bodega Familia Cassone esta localizada no departamento de Luján de Cuyo e segue os padrões da região, sem deixar de lado entretanto os cuidados com o meio ambiente.
 
O Obra Prima Corte Reserva foi elaborado com por 65 % de Malbec proveniente de vinhedos próprios de 103 anos, 20% de Cabernet Sauvignon de vinhedos de 85 anos, 15% de Cabernet Franc de vinhedos jovens. Passa ainda por 13 meses de envelhecimento em barricas novas de carvalho francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, lentas, em grande quantidade e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros, especiarias, toques florais, animais e de chocolate.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, de acidez perfeita e taninos quase mastigáveis. O retrogosto confirmou o olfato e o final era de longa duração.

E a expectativa se confirmou! Um baita vinho argentino sem dúvidas. Macio, redondo e pronto, sem se tornar cansativo ou pesado. E é claro que, para a brincadeira ficar completa, fizemos uma comidinha mais bacana, um belo medalhão de filé mignon com batatas rústicas. E o casamento foi muito bom, ambos o vinho e o prato se deram bem, sem competições. Eu recomendo.

Até o próximo!

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Barbera d’Alba Cascina Ballarin Pilade 2011

Curioso saber que em La Morra todos os chamam de Ballarin, mas o nome correto da família é Viberti. Entretanto, Ballarin tem sido o apelido da família por gerações. O ano de 1928 marca a história da família, pois é quando o bisavô e avô da atual geração, cansados do trabalho em outras propriedades, começam a construir sua própria adega e casa. E por muitos anos, as atividades da empresa foram centradas no cultivo de frutas, uvas, cereais, avelãs, bem como na criação de gado e produção de vinho. A grande transformação e especialização em viticultura começou há 25 anos. Algumas das antigas culturas foram substituídos por vinhas, o armazém foi renovado e em sintonia com uma adega de vinhos, o estábulo e o celeiro, após reformas significativas, tornaram-se quartos de hóspedes e, finalmente, foi construído o que costuma-se chamar de agroturismo para os clientes que quisessem desfrutar da paisagem e mergulhar na natureza.


Hoje na Cascina Ballarin são cultivadas uvas em vinhedos próprios em regiões como La Morra, Monforte d'Alba, Novello e a produção de vinho acontece também em adega própria. O Barolo é o vinho principal, sendo que diferentes tipos de Barolo são produzidos separadamente a partir de diferentes vinhas, a fim de preservar as nuances dos diferentes tipos de solo. Além disso, são produzidos também Barbera d'Alba, Dolcetto d'Alba, Langhe Rosso e Langhe Bianco.

Sobre o Barbera d’Alba Cascina Ballarin Pilade 2011, podemos ainda acrescentar que é um vinho 100% Barbera sendo que passa por envelhecimento de 6 meses em carvalho e posteriores 6 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. A curiosidade fica por conta do nome Pilade, que é o nome do vinhedo de onde as uvas são oriundas: o nome é homenagem ao antigo dono desta parcela de vinhas. Vamos as impressões?

Na taça o vinho mostrou coloração rubi violácea de média para grande intensidade, ligeiro halo granada, algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, espassadas e sem cor também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas maduras, café, especiarias (principalmente doces como cravo e canela) e ago de tostado ao fundo.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos extremamente macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um vinho italiano delicioso, daqueles pra ficar na memória. Para acompanhar a brincadeira aqui em casa sempre tem uma comidinha, e desta vez fomos de risoto de funghi com medalhão de filé mignon delicinha. Combinação perfeita e mais uma noite de sono com os anjos.

Até o próximo!

terça-feira, 7 de julho de 2015

Szemelt Rizling 2012: Ouro líquido vindo da Hungria!

É sempre bom poder provar vinhos de regiões pouco exploradas por nós, seja em virtude dos preços, disponibilidade, conhecimento e afins. A questão muitas vezes mora também na quantidade informação que está acessível. Hoje trago um vinho da Hungria que faz parte deste conjunto. A grande barreira que se apresenta para a difusão da informação infelizmente é a linguística e muitos produtores que disponibilizam informações na internet, o fazem em sua própria língua natal, o que não facilita muito a nossa vida. O pouco de informação disponível será retirado de outros sites, cujos nome serão listados ao final. O vinho? O Szemelt Rizling 2012.


O Szemelt Rizling 2012 é produzido pela Vinícola Vargas (Vargas Pincészet), na região de Badacsony, na Hungria. A região é conhecida por ser uma região quase que exclusiva para vinhos brancos encontra-se a cerca de 200 km a sudoeste de Budapeste, junto ao lago Balaton (maior lago da Europa Central). No dia 4 de janeiro de 1993 a Varga Pincészet teve o início de sua história. Quando um húngaro, juntamente com sua esposa e seus pais decidiu fundar a empresa, ele tinha como meta repassá-la para as próximas gerações para continuarem a elaborar rótulos que encantassem os quatro cantos do mundo. Nas últimas duas décadas o vinho húngaro passou por uma série de transformações (profissionais e tecnológicas) para elevar consideravelmente a sua qualidade. Seguindo o padrão europeu ocidental, a produção de rótulos da Hungria busca expressar as mais belas características de cada terroir do país. Atualmente a vinícola possui cerca de 250 hectares para cultivar seus vinhedos e também suas castas autóctones e estrangeiras. Já sobre o Szemelt Rizling 2012, podemos acrescentar que é um vinho feito com 100% de uvas Riesling e que, apesar de parecer, não existe informação sobre envelhecimento em madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresenta uma coloração amarelo palha com reflexos dourados, bom brilho e boa limpidez.

No nariz o vinho apresenta aromas de frutos cítricos, toques de plástico e algo de amendoado ao fundo. 

Na boca o vinho era gordo e corpulento em contraponto a uma saborosa e salivante acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração. 

Um bom vinho, diferente do usual e que pode agradar mesmo nesta época mais fria do ano por ser mais encorpado e sugerir harmonizações mais ousadas. Eu recomendo a prova.


Até o próximo!


Informações obtidas em www.evino.com,br

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Dal Pizzol Ancellotta 2011: vinho brasileiro com alma italiana!

Criada em 1974, a Vinícola Monte Lemos, mais conhecida por Dal Pizzol, surgiu a partir de uma proposta diferenciada que privilegia a produção controlada. Comandada pelos irmãos Antônio e Rinaldo Dal Pizzol, a vinícola elabora anualmente 300 mil garrafas (225 mil litros) e tem como enólogo responsável Dirceu Scottá. A vinícola possui uma ampla variedade de produtos nas marcas Dal Pizzol (62% da produção) e Do Lugar (38%). Deste total, 51% são vinhos tintos, 12% vinhos brancos, 32% espumantes e 5% suco de uva. A Dal Pizzol traz consigo uma tradição na vitivinicultura que remonta o Século XIX (1878), quando os primeiros imigrantes da família chegaram ao Brasil, mais precisamente para o sul do país, em Faria Lemos, Rio Grande do Sul.


Sobre o Dal Pizzol Ancellotta 2011, podemos dizer que o vinho é produzido com 100% de uvas Ancellotta, casta esta que tem origem italiana e é pouco plantada e divulgada por aqui, mesmo com toda imigração e antepassados italianos que Bento Gonçalves e região carregam, e que o vinho não passa por madeira, somente estabilização em tanques de inox (15 meses) e depois um curto período em garrafa (3 meses) antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor rubi violácea de média intensidade, ligeiro halo granada, bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, lentas, bastante espassadas e com alguma cor também podiam ser notadas.

No nariz o vinho abriu com aromas de frutos vermelhos bem frescos, especiarias, champignon e toques animais.

Na boca o vinho tinha corpo médio, acidez gulosa e taninos finos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração. 

Uma ótima opção de vinho nacional que tem aquela alma gastronômica italiana, aquela acidez deliciosa e a vocação para ser o par ideal de um bom prato. No nosso caso, fomos de espaguete integral com molho bolonhesa. Este molho, no entanto, tem uns adicionais como a azeitonas, manjericão, toques de mostarda sem falar na carne que batiza o molho. Prato e vinho deram as mãos e foram felizes para sempre. E nós também, curtindo uma bela refeição.

Até o próximo!

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Flor D'Englora Garnatxa 2011: A Espanha que surpreende!

A Catalunha é conhecida como “uma região de espírito independente”. Ela está situada a nordeste da Espanha, próximo à França. A região possui 11 denominações de origem, dentre elas está Montsant. Difícil não se impressionar com a beleza de Montsant, uma zona vinícola muito pequena, abaixo do Priorato – e produz vinhos, muitas vezes, mais ousados, interessantes e baratos que seu vizinho. Aqui se produzem tintos excelentes com cortes inovadores que mesclam as uvas nativas (Mas Collet, de Celler, de Capçanes) às tradicionais Garnacha, Cariñena. Tempranillo e Cabernet Sauvignon de uma maneira rica e sofisticada. O solo é pedregoso, rico em xisto, calcário, argila, areia e granito, dando origem a vinhos minerais e poderosos.


A Cellers Baronia del Montsant, que produz o vinho de hoje, está em uma região de paisagens difíceis e tortuosas, embrulhada pelo maciço Montsant. A bodega nasceu em agosto de 1998 na bonita vila de Cornudella de Montsant, em Tarragona. Esta área é reconhecidamente no mundo vitivinictultor como uma área de vinhos tintos, complexos e aveludados, sendo que a orografia característica da região, com inclinações acentuadas, torna difícil e duro o trabalho dos agricultores. Entre as variedades que mais aparecem por lá, podemos citar a Cabernet Sauvignon, Syrah, Merlot, Tempranillo (Ull de Llebre), Cariñena (Samsó) e Garnacha.

Finalmente, sobre o Flor D'Englora Garnatxa 2011, podemos acrescentar que é feito com 100% de uvas Garnacha de vinhas velhas (mais de 35 anos) e que não passa por envelhecimento em barricas de carvalho, somente um tempo em tanques de aço inoxidável. É o vinho mais "jovem" da linha de produtos da Cellers Baronia Del Montsant. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de média intensidade com ligeiro halo granada. Lágrimas finas, rápidas e incolores também faziam parte do conjunto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas, leve toques florais e balsâmico.

Na boca o vinho tinha corpo médio, acidez alegre e viva e taninos finos. Retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Mais um bom exemplar de vinho espanhol que degustamos por aqui, equilibrado e fácil de beber. Boa opção para o dia a dia. Eu recomendo. Ah, e para aqueles que se ligam em pontuações e afins, esta safra levou 90 pontos do Robert Parker.

Até o próximo!


Informações sobre a vinícola e a região retiradas do site da vinícola e da Grand Cru.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Santa Julia Cabernet Sauvignon Reserva 2013: o BBB Argentino!

A Bodega Santa Julia é parte do grupo Zuccardi, e foi criada nos anos 90 como uma forma de homenagem a filha de José Zuccardi, Julia. O grupo Zuccardi é um dos mais famosos da Argentina, e possui diversas linhas de produtos hoje no mercado brasileiro. A história da vitivinicultura do grupo remonta aos anos 1950 na família, quando começaram as experimentações com plantio e novos modos de irrigação em Mendoza. Mas somente em 1990 é que começa a produção de vinhos de alta gama. Ao que tudo indica tanto trabalho e dedicação deu certo e a linha é um sucesso de vendas e de crítica.


O Santa Julia Cabernet Sauvignon Reserva 2013 é composto de uvas 100% Cabernet Sauvignon colhidas em Maipu e no Vale do Uco, em diferentes composições de solo em Mendoza. Passa por amadurecimento de 10 meses em carvalho francês de primeiro, segundo e terceiro usos. Sem maiores delongas, vamos a ele.

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, ligeiramente lentas e com certa cor também compunham o aspecto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas escuras, algo de especiarias (pimenta), leve herbáceo de fundo com baunilha e um toque animal.

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio, taninos finos e ligeiramente rascantes mas integrados ao conjunto e acidez na medida. Retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um bom vinho que entra com boa vantagem numa lista de bom custo benefício. Para o dia a dia. O típico BBB (bom, bonito e barato). Eu recomendo.

Até o próximo!

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Réserve des Seigneurs 2012: A hora e a vez da França na #CBE

Preciso confessar uma coisa pra vocês: eu não fui totalmente honesto com vocês no último post. É que o exercício de harmonização que eu fiz nele tinha um outro propósito escondido, que era atender ao tema proposto pela #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs. E como hoje chegamos àquele dia que sempre esperamos com entusiasmo todos os meses, que é o primeiro dia do mês, quando os membros da #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs - numa gostosa brincadeira, postam todos sobre um mesmo tema relacionado ao vinho. Neste mês, o tema foi do amigo Cristiano Orlandi, do bog Vivendo Vinhos. Como sempre, saindo da mesmice o amigo mandou: "Um vinho francês que não seja nem Bordeaux e nem Borgonha". E como por aqui o lema é desafio proposto, desafio aceito, fomos de Réserve des Seigneurs 2012 da região de Côtes du Rhone.


O Réserve des Seigneurs 2012 é produzido pelo Domaine de l'Oratoire Saint Martin, sendo que A maior parte da propriedade está situada no nordeste da aldeia Cairanne, a 200 metros dos montes de Rasteau em um lugar chamado "la montagne", tudo isso dentro da macro região de Côtes du Rhone. O Domaine é comandado por uma família de produtores de vinho por mais de 300 anos. Desde 1984 até os dias atuais, o negócio familiar fica a cargo dos irmãos Frédéric e François Alary, mais de dez gerações depois da fundação da propriedade. E eles trabalham com afinco, visitam os vinhedos várias vezes ao dia durante todas etapas do cultivo a colheita, e principalmente a última, onde experimentam, mastigam, e mais do que tudo, respeitam o tempo de cada uva. Hoje a fazenda conta com 25 hectares de vinhedos nas encostas de Saint Martin, incluindo o "oratoire", construído no meio da vinha, que deu seu nome à propriedade. 

Sobre o Réserve des Seigneurs 2012, podemos ainda acrescentar que o vinho é um blend de 60% Mourvèdre, 20% Grenache e 20% Syrah de vinhas com média de 65 anos aproximadamente. Passa em carvalho francês por 24 meses, sem filtragem ou colagem. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de grande intensidade, bom brilho e boa limpidez. Lágrimas gordinhas, espassadas, lentas e coloridas fazem parte do conjunto visual também. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias (principalmente doces), leve toque floral e algo de tostado no fundo de taça.

Na boca o vinho se mostrou de médio corpo para encorpado, boa acidez e com taninos macios e redondos. Retrogosto confirma o olfato e o final, picante, era de longa e saborosa duração.


Para a harmonização, afinal a brincadeira também envolvia esta "etapa", fizemos um Steak au Poivre que leva no molho, creme de ricota, cebolas roxas, vinho do porto e é flambado no conhaque, além é claro do mix de pimentas rosas e verdes em grãos. A harmonização foi muito boa, tanto vinho como prato cresceram um na companhia do outro. Eu recomendo a prova, do vinho e do prato. Missão dada, missão cumprida mais uma vez. 

Até o próximo!