sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Perini Fração Única Merlot 2012: A evolução dos tintos nacionais!

Os imigrantes Antonio e Giuseppe Perini chegavam ao Brasil trazendo da Itália a arte de transformar a uva em vinho há mais de 130 anos atrás, no entanto, a produção vinícola teve início mais tarde, com João Perini em 1928, quando a partir daí começou a expansão e, gradativamente, o aprimoramento do processo de elaboração em todos os aspectos, desde o cultivo de novas variedades viníferas até o produto final. Foi em 1970 que Benildo Perini, neto de Giuseppe e atual diretor da vinícola, iniciou a transformação do pequeno empreendimento familiar em empresa, engarrafando seu vinho com a marca Jota Pe em homenagem ao seu pai João Perini. Já em Garibaldi, as atividades têm início em 1996, quando a Perini terceiriza uma infraestrutura para elaborar seus Espumantes Casa Perini e no mesmo ano, a marca Casa Perini é lançada também para os Vinhos Finos da Vinícola. Atualmente, a Vinícola Perini conta com 12 hectares de vinhedos localizados em Garibaldi e 80 hectares em Farroupilha, agregando uma área total de 92 hectares. (retirado do site do próprio produtor). Hoje com uma linha muito diversificada, a Vinícola Perini aposta em descomplicar o vinho e trazer para o mercado em todas suas linhas produtos de excelente custo benefício e que tendem a agradar uma vasta gama de paladares do brasileiro.


Já sobre o Perini Fração Única Merlot 2012 podemos acrescentar que é um vinho feito com uvas Merlot de parcelas especiais e selecionadas. Teve passagem de seis meses por carvalho francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor rubi violácea de média intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas, em grande quantidade e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos vermelhos, mentolado, especiarias e algo de baunilha.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, acidez na medidas e taninos finos e granulares. O retrogosto confirma o olfato e o final é de média para longa duração. 

Mais um vinho brasileiro que só mostra como temos evoluído com relação aos vinhos tintos. Vejam, não estou comparando com ninguém nem dizendo que são os melhores vinhos que já provei, mas que os vinhos tintos nacionais evoluíram de forma consistente, com qualidade e representatividade. Que continuemos neste caminho. Ah, e com o preço abaixo dos 50 dinheiros!

Até o próximo!

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Wines of Uruguay #TannatTourBrasil: Uruguay além da Tanat!

O Uruguay é um país cuja a produção vitivinícola quase que totalmente se baseia em produções familiares e colheitas manuais, o que faz com que sua produção não seja lá das mais expressivas em comparação com os outros gigantes mundias e até mesmo com nossos hermanos argentinos e chilenos. Mesmo assim, o Brasil abocanha quase que metade do que de lá se exporta, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Por isso o mercado brasileiro tem ganhado cada vez mais a atenção das ações de marketing e feiras itinerantes da Wines of Uruguay e das bodegas em si. E todos sabemos que em se tratando de Uruguay, a associação mais obvia que é feita é com os vinhos da uva Tannat. E isto não é por acaso, afinal o Uruguay resgatou esta uva francesa de origem na região do Madiran , no sul da França, e hoje conta com cerca de 3000 hectares plantados da uva em seu território, aproveitando alguns do seus melhores e únicos terroirs, sendo o maior produtor da uva no mundo. 

Entretanto, os produtores da Wines of Uruguay mostraram também novas facetas relacionadas a outras uvas que tem se adaptado muito bem ao seu terroir e, mesmo usadas em cortes ou sozinhas, tem começado a brilhar por lá também. E eu vou tentar fugir um pouco do comum e separei alguns poucos vinhos dentre os 24 produtores presentes no dia do evento para tentar demonstrar esta tese. Vamos a eles?


Garzón Albariño Varietales 2014: A uva Albariño tem se mostrado em plena forma em terras uruguaias e este vinho da Bodegas Garzón é um bom exemplo. Quando Alejandro Bulgheroni e sua esposa Bettina descobriram Garzón em 1999, viram nela sua “pequena Toscana em Uruguai”. Assim, entre olivedos e vinhedos, começaram a projetar Bodega Garzón em uma zona privilegiada do Uruguai, próxima a Punta del Este, La Barra e José Ignacio, o paraíso turístico uruguaio. Este exemplar feito com 100% de uvas Albariño também tem um diferencial: permanece sur lie por um período com o intuito de se agregar complexidade. Como resultado temos um vinho que se destaca por suas notas florais e de frutos como pera, abacaxi entre outros. Já em boca é mais gordo do que normalmente encontramos em um Albariño, com um quê mineral e sua bela acidez, que o tornam longo e saboroso.


Artesana Tannat Zinfandel Merlot Edición Limitada 2013: Aqui além deste corte pouco usual (Zinfandel no Uruguay?) temos uma curiosidade sobre a Artesana Winery: quem comanda a festa são apenas mulheres, duas enólogas para ser mais exato, Analía Lazaneo e Valentina Gatti. Situada na região de Canelones, a vinícola nasceu em 2007 nas mãos de um americano. Este vinho é composto por 55% Tannat, 25% Zinfandel e 20% Merlot, que são vinificados separadamente e envelhecidos por 24 meses em barricas de carvalho francês para enfim formarem o blend final. O resultado é um vinho encorpado, denso, com aromas de frutos escuros, tabaco, caramelo, bala toffee e algo de floral. Em boca seus taninos são macios com uma boa acidez e final de média duração. Pra mim, este foi o melhor vinho da masterclass que ante veio a degustação aberta.


Viña Progreso Sangiovese 2008: A Viña Progreso é o projeto experimental de Gabriel Pisano, onde ele está sempre tentando descobrir algum vinho ou técnica nova para aplicar a sua produção. Esta uva de origem italiana não é comumente utilizada no Uruguay mas aqui, Gabriel mostra toda sua paixão, utilizando uma plantação de alta densidade de plantas com produção baixissima por planta, concentrando mais os cachos e obtendo ótimos resultados. Um vinho 100% Sangiovese que após todo processo fermentativo (alcoólico) passa de 9 a 12 meses em barris de carvalho para fermentação malolática e envelhecimento. Resulta em um vinho de corpo médio e pronto para o consumo, mas que por sua estrutura (corpo, acidez e taninos) tende a ficar ainda melhor com tempo em garrafa. Trás aromas de frutos vermelhos, flores e leve toque de baunilha. Vale conhecer este e os outros vinhos deste Pisano "dissidente".


Sauvignon Gris 2015: Produzido pela Filguera Vinedos y Bodega, uma das poucas vinícola que me parece fugir desta imagem familiar e boutique, este vinho é produzido em Canelones com uma uva parente da Sauvignon Blanc (muitos dizem se tratar de uma mutação), a Sauvignon Gris (100%). Não passa por madeira. Temos então um vinho de uma cor quase prateada de tão clara que é, trazendo no nariz muitos frutos tropicais e cítricos com leve toque de flores brancas. Em boca é leve, muito fresco e com um final de média duração. Me pareceu muito a cara do Brasil e das temperaturas elevadas que por aqui temos, mesmo no inverno. 

É claro que existiam muitos outros vinhos interessantes por lá e bodegas a conhecer, mas a idéia aqui foi mostrar uma mínima parte de como o Uruguay pode ser conhecido muito além da uva Tannat. Espero que tenham gostado e se puderem, provem vinhos diferentes, uvas diferentes sem qualquer preconceito, é isto que faz do vinho um universo tão fascinante.

Até o próximo!

terça-feira, 25 de agosto de 2015

5º edição do Alphaville Wine Festival

Para os amigos da região de Alphaville em Sampa, e até para aqueles que não são, segue uma dica de feira em que o consumidor pode provar os vinhos e depois, se quiser, compra-los a preços promocionais.


No dia 29 de agosto, o Iguatemi Alphaville, juntamente com a Ville du Vin, realizará uma grande atração aos amantes de vinhos com a 5º edição do Alphaville Wine Festival. O evento contará com mais de 50 rótulos, das principais vinícolas do mundo, para degustação e compras.

Os convites individuais custam R$ 90,00 e já estão à venda, na loja Ville Du Vin. O valor poderá ser revertido em compras durante o festival, que será realizado no Piso Rio Negro, das 12h às 21h.

Na edição anterior, o evento recebeu mais de 500 visitantes, que além de conhecerem e degustarem os mais diversos rótulos, aproveitaram o momento para network e a confraternização entre amigos.

Serviço:

Alphaville Wine Festival

Quando: Dia 29 de agosto de 2015.

Onde: Piso Rio Negro do Iguatemi Alphaville (Alameda Rio Negro, 111 – Alphaville, Barueri/SP).

Horário: Das 12h às 21h.

Convites: R$ 90,00, à venda nas lojas Ville Du Vin (Piso Rio Negro). Valor do convite poderá ser revertido em compras no evento.

Mais Informações: (11) 2078-8000 // www.iguatemi.com.br/alphaville ou (11) 4208-6061 // Elaine Fudoli elainefudoli@villeduvin.com.br

Até o próximo!

Café Cabernet 2012: O que este curioso vinho sul africano tem?

Um vinho curioso que já te faz pensar e te induz a procurar determinados aromas e sabores. Será que funciona? É o que iremos verificar a seguir.


Este vinho é produzido pela Linton Park Wines na região do Cabo da Boa Esperança, na África do Sul. Sua história começa em 1699. Nesta época, a propriedade De Slangerivier, que leva seu nome em virtude do pequeno e sinuoso rio que flui do Monte Groenberg para a região onde a fazenda está situada, foi concedida ao francês Louis Fourie pelo então governador da época, Willem Adriaan van der Stel, sendo ele (Louis Fourie) o responsável pelo plantio das primeiras vinhas por lá. Em 1995, os planos foram elaborados para a restauração completa da propriedade, concluída algum tempo depois. Atualmente a fazenda cobre 294 hectares dos quais 100 hectares são cobertos com castas nobres, como Cabernet Sauvignon, Shiraz, Merlot, Pinotage, Chardonnay e Sauvignon Blanc. Os vinhedos estão situados nas encostas do Monte Groenberg com mais de 500m de altura, onde as temperaturas são muito mais frias e os solos ricos em um terroir único.

Já sobre o Café Cabernet 2012, podemos ainda acrescentar que é um vinho 100% feito com uvas Cabernet Sauvignon colhidas manualmente de videiras com idades por volta de 5 anos. É carinhosamente trabalhado com carvalho francês para aflorar os aromas alvo da proposta, no caso derivados do café. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também eram notadas nas paredes da taça.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, leve toque de especiarias, café com leite e café torrado. 

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio, taninos finos e acidez na medida. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um vinho bem feito, curioso e que realmente entrega o que promete. Recomendo a prova, principalmente pra quem quer e gosta de algo diferente. Recebi mais esse belo exemplar do Winelands Clube do Vinho, o clube que eu assino e recomendo.


Até o próximo!

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Belo Horizonte receberá o maior evento de vinhos ao ar livre!

Na Praça do Museu Histórico Abílio Barreto em Belo Horizonte, e com atrações culturais e food trucks, o Encontro de Vinhos receberá cerca de 1 mil visitantes e dezenas de expositores em clima de descontração e lazer.


O Encontro de Vinhos, que percorre 6 cidades diferentes todo o ano, viu na gastronomia de rua uma excelente oportunidade de tirar o vinho das prateleiras de lojas e supermercados e levá-lo para uma praça, acessível a qualquer pessoa. O primeiro teste veio da participação do “Chefs na Praça”, em Campinas, onde o stand foi um dos mais procurados do festival.

“A gastronomia de rua é uma tendência que veio para ficar. Democratizar o alimento, e o vinho está incluso nisso, é uma forma de levar a todos os brasileiros um pouco mais da cultura do seu país.” comenta Daniel Perches, idealizador do evento.

O Encontro de Vinhos promete oferecer inúmeras atrações para a família toda: boa música, food trucks, centenas de vinhos diferentes e um clima de muita descontração.

O evento contará com a presença de dezenas de produtores e importadoras que ficarão dispostos em tendas individuais. Haverá uma área de alimentação, que ficará por conta dos food trucks: Cadê meu Brigadeiro, Crepioca e Só Coxinha. Atrações culturais também são previstas.

E, para completar o clima de festa, o participante receberá na entrada do evento uma taça acrílica colecionável para usar durante o evento e levar para casa, Além de mais alegre e festiva, a taça é mais segura do que a de vidro, devido ao grande número de famílias com crianças e idosos.

“Esse é o primeiro Encontro de Vinhos ao ar livre e nós estamos trabalhando forte para fazer dele uma experiência interessante e com a cara de Belo Horizonte: acolhedor e hospitaleiro assim como o povo mineiro.” comenta Beto Duarte, organizador do evento.

Mais informações:

Encontro de Vinhos Belo Horizonte

Dia 29 de agosto, das 12h às 20h

Preça do Museu Histórico Abílio Barreto

Rua Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim

R$ 80,00 e R$ 40,00 (meia) pelo site http://www.encontrodevinhos.com.br/

Até o próximo!

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Familia Cassone Obra Prima Maximus 2011: Obra de arte engarrafada!

A Bodega Familia Cassone foi criada em 1998 por seu patriarca, Eduardo Cassone, sua esposa mais seus três filhos. E esta veia pelo negócio vitivinícola se deu em Eduardo em consequência do empreendedorismo de seu pai, que começou a elaborar vinhos ainda em meados dos anos 50. E grande parte desta tradição veio ainda de seus antepassados, que chegaram na Argentina em meados do século XIX, vindos do Piemonte e arredores (Itália). Todos estes fatores em conjunto somados ainda a muito trabalho e dedicação colocaram esta bodega familiar no hall das mais importantes da Argentina. A Bodega Familia Cassone esta localizada no departamento de Luján de Cuyo e segue os padrões da região, sem deixar de lado entretanto os cuidados com o meio ambiente.


O Obra Prima Maximus 2011 é um corte cuja composição é: 66% Malbec, 17% Cabernet Franc e 17% Syrah de vinhedos em Lujan de Cuyo e Tupungato, em Mendoza. Passa ainda por 18 meses em barricas novas de carvalho francês para envelhecimento e afinamento. O vinho pode ser considerado o topo de gama da vinícola, sua maior expressão. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, lentas, em grande quantidade e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho já mostra toda sua complexidade, com notas de frutas vermelhas, especiarias, mentolado, chocolate e tostado.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, taninos firmes e potentes mas de alta qualidade e uma acidez deliciosa, mantendo o vinho vivo no palato. O retrogosto confirma o olfato e o final é levemente apimentado, longo e muito saboroso.

Um baita vinho argentino sem dúvidas! Adimito que sou fã da vinícola de longa data, mas ainda não tinha tido a oportunidade de conhecer sua maior estrela. E é claro que este encontro não me decpcionou, pelo contrário, só me fez ficar ainda mais fã do trabalho da Família Cassone. Eu recomendo.

Até o próximo!

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Irrosso di Casanova Di Neri 2013: Mais um sucesso de Winebar!

Em mais uma noite da excelente parceria entre o Winebar e a Importadora Expand, pudemos acompanhar ontem a degustação de um vinho interessantíssimo da prestigiada vinícola italiana Casanova Di Neri, um dos mais aclamados produtores da região de Montalcino. Giacomo Neri, proprietário da Vinícola Casanova di Neri, era o convidado da vez e além de falar um pouco sobre o vinho alvo do dia, nos deu uma verdadeira aula sobre um dos mais famoso vinhos do mundo: o Brunello di Montalcino. Vamos ver o que podemos falar sobre a vinícola e sobre o Irrosso di Casanova Di Neri 2013?


A Vinícola Casanova Di Neri foi fundada em 1971 por Giovanni Neri, que com sua grande visão e paixão pelo vinho, compreendeu o enorme potencial do vinho no território de Montalcino, passando o empreendimento para seu filho Giacomo Neri em 1991. Sua primeira colheita foi de um Brunello di Montalcino (Sangiovese) em 1978. Desde então sua curta porém premiada história tem se tornado notável dentro e fora da Itália. Atualmente, a propriedade abrange uma superfície de cerca de 500 hectares, dos quais 63 são de vinhas, 20 de oliveiras (sim, eles também produzem azeite por lá) e o restante são de florestas e terras aráveis.

Já o Irrosso di Casanova Di Neri 2013 é um vinho cujo corte contém uvas Sangiovese (em sua variação Sangiovese Grosso) e Colorino, do vinhedo denominado "Cetine" ao sul de Montalcino, da onde também vem as uvas de seus famosos Brunello Tenuta Nuova e Rosso di Montalcino. O vinho final é envelhecido em barris de carvalho por cerca de 15 meses e 6 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração rubi violácea de média para grande intensidade, bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, coloridas e em grande quantidade também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, chocolate, terrosos e algo que lembrava flores.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, parrudo, de boa acidez e com taninos marcados e presentes, mas de boa qualidade. O retrogosto confirma o olfato e final era longo e saboroso.

E assim fechamos mais um evento do Winebar, com mais um belo e interessante vinho italiano. Mais uma prova que a parceria bacana com a Expand e o Winebar já é um sucesso comprovado. Por aqui o vinho acompanhou um Spaghetti a Carbonara e ficou perfeito. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Bursôn Etichetta Blu 2011: Um curioso vinho italiano

A Azienda Agricola Randi, produtora do vinho de hoje, foi fundada no final da II Guerra Mundial, e consiste hoje de propriedades distribuídas nos municípios de Fusignano e Alfonsine, todos na região de Ravenna, na Emilia Romagna, Itália. Atualmente as vinhas que se estendem por quase 30 hectares tem como seus principais cultivares as uvas autóctones Trebbiano, Longanesi, ​​Malbo e a internacional Chardonnay. Desde 2000, a empresa está associada ao consórcio "Il Bagnacavallo" para a produção e exploração de uvas Longanesi, chamadas de Burson (nome e marca registrada do consórcio que gere a imagem e certifica a qualidade e adequação para a comercialização). Esta uva antiga deve seu nome a Antonio Longanesi, apelidado gentilmente de Burson, que salvou entre suas videiras os últimos espécimes desta uva, que atualmente leva seu nome. Esta vinha, o vinho, estão inextricavelmente ligadas ao território de Bagnacavallo e a planície vizinha Romagna. Não se sabe como tal uva chegou até lá, existindo várias teorias mais ou menos plausíveis, mas é certo que foi lá que ela encontrou o seu habitat. E a descoberta feita por Antonio Longanesi foi quase acidental. Sempre que passeava por sua propriedade e se deparava com esta até então desconhecida uva, ficava intrigado com sua capacidade de se manter longeva e saudável nos cachos mais tardiamente que as outras variedades comumente encontradas por lá. Algum tempo depois, para assegurar a prosperidade desta variedade antiga, sua família resolveu multiplicar sua área plantada mas foi com a fundação do consórcio "Il Bagnacavallo" que a uva foi finalmente reconhecida e seu produto percorreu o país.


Sobre o Bursôn Etichetta Blu 2011, só resta acrescentar que é feito com 100% de uvas Longanesi (Burson) e passa por envelhecimento de pelo menos 8 meses em tonéis de madeira. Vamos finalmente as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor rubi de média intensidade com ótimo brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas, espassadas e sem cor também compunham o conjunto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, floral, ervas secas e chá preto.

Na boca o vinho se mostrou de médio corpo, acidez na medida e taninos finos e granulares. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Uma bela surpresa este vinho italiano, bem diferente dos padrões comumente encontrados por aqui e que me fez lembrar do quanto é bom descobrir este nosso mundo vínico. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Paulo Laureano Premium Vinhas Velhas 2013: Tipicidade e referência!

Paulo Laureano é um dos mais conceituados enólogos portugueses e uma referência dos vinhos no Alentejo. Agrônomo, enólogo formado entre Portugal, Austrália e Espanha, depois de ensinar na Universidade de Évora durante 10 anos, resolveu dedicar-se, em exclusivo, aquilo que o move desde 2003, desenhar vinhos. Sobretudo na empresa que criou com a família em 1999 e que foi assumindo uma importância cada vez maior na sua vida. Paulo Laureano define-se como um enólogo minimalista. Para ele desenhar vinhos é uma paixão, desvendar os seus aromas e sabores, avaliar e optimizar as razões da sua identidade e personalidade, promovendo-os como verdadeiras fontes de prazer, são os pontos-chave da sua filosofia. A sua aposta exclusiva nas castas portuguesas, traduz a sua maneira de estar, encarando o vinho como fator de cultura e civilização. Paulo Laureano trabalha com o terroir do Alentejo, que além de ser umas das regiões europeias ambientalmente mais bem preservada, abriga uma das mais importantes áreas de produção de vinho em Portugal. Um clima quente, chuvas reduzidas, solos pobres e excelentes exposições permitem locais de excepcional qualidade para a produção de vinhos.


Sobre o Paulo Laureano Premium Vinhas Velhas 2013, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com uvas tradicionais portuguesas como Aragonês , Trincadeira e Alicante Bouschet sendo que após a fermentação malolática, o estágio decorre em barricas novas de carvalho Francês até o engarrafamento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor violácea de média para grande intensidade com algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos frescos, chocolate, tostado e leve lembrança floral.

Na boca o vinho tinha corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos marcados, presentes, mas de boa qualidade. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um bom vinho português degustado por aqui, o que só comprova a qualidade dos mesmos e minha predileção. Eu ainda acho que dado o custo benefício, os vinhos portugueses ainda estão na frente Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Cursos sobre vinhos? Octavio Café e Eno Cultura podem te ajudar!

Em agosto, o Octavio Café recebe dois cursos da Eno Cultura, escola que oferece qualificações reconhecidas internacionalmente em vinhos e destilados. No sábado, dia 22, acontece o WSET Nível 1, curso de vinho com duração de um dia - das 9 às 17 horas - voltado para iniciantes no mundo da bebida. Seu conteúdo aborda os principais estilos de vinhos, características das uvas e técnicas de degustação, harmonização e serviço. Os participantes também praticam o aprendizado com a degustação de mais de dez rótulos.


Na semana seguinte, de 24 a 28 de agosto, o WSET Nível 2 aprofunda o conhecimento no tema e entra em destilados. As aulas trazem as principais castas e países produtores, processo de destilação, estilos de vinhos, além de técnicas de degustação e harmonização mais complexas. Durante os cinco dias serão mais de 40 vinhos e destilados degustados.

O WSET (Wine & Spirit Education Trust) é uma curadoria internacional para educação em vinhos e destilados, fundada em 1969. Os professores Paulo Brammer e Thiago Mendes, apaixonados pela educação vinícola, possuem o diploma de nível 4 WSET e o Certificado de Educadores WSET.

Interessados podem entrar em contato pelo e-mail info@enocultura.com.br ou telefone (11) 4306-7643. Os cursos serão ministrados na sala de eventos do Octavio Café, localizado na Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2996.

SERVIÇO

WSET Nível 1 - Certificado Preparatório em Vinhos
Quando: 22 de agosto, sexta-feira, das 9 às 17 horas
Onde: Octavio Café - av. Brigadeiro Faria Lima, 2996
Investimento: R$ 860,00 por pessoa; consulte formas de pagamento
Inscrições até o dia 12 de agosto

WSET Nível 2 - Certificado Avançado em Vinhos e Destilados
Quando: De 24 a 28 de agosto, segunda a sexta-feira, das 18h às 22h30
Onde: Octavio Café - av. Brigadeiro Faria Lima, 2996
Investimento: R$ 2.400,00 por pessoa; consulte formas de pagamento
Inscrições até o dia 14 de agosto

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Adaga Marselan 2008: Mais um bom vinho tinto nacional

A Cave de Pedra Winery é toda construída em pedra basalto (rocha matriz da região do Vale dos Vinhedos), com arquitetura que lembra os castelos medievais, daí o nome da vinícola e o título do post. E foi construída assim pois os proprietários, além do gosto pessoal pela época e por tal arquitetura, pensaram também em uma maneira ecológica e mais barata para favorecer a manutenção de temperaturas amenas, necessárias para o amadurecimento e envelhecimento dos vinhos. A Cave de Pedra Winery tem produção limitada de vinhos e espumantes, mantendo assim a tipicidade do terroir do Vale dos Vinhedos. Sua especialidade é a elaboração de espumantes pelo processo tradicional (segunda fermentação em garrafa). Possuí diversas linhas e estilos de vinificação, produção esta que está contida em cerca 45.000 garrafas anuais, que ainda pode variar de safra para safra, dependendo da qualidade das uvas. Tem como principal meio de vendas o varejo da própria vinícola. Conta ainda com um vinhedo "didático" na entrada da sede da vinícola para fins de visitação e degustação de uvas diretamente do pé (uma deliciosa brincadeira, diga-se de passagem), além de espaços que podem ser utilizados para eventos e degustações para grupos de até 300 pessoas.


Sobre o Adaga Marselan 2008 podemos acrescentar que é feito com 100% desta variedade de uva oriunda da Itália (Marselan, que segundo consta é um cruzamento de Cabernet Sauvignon e Grenache) que passa por amadurecimento em barricas de carvalho por oito meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor violácea de média intensidade, com algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias doces, toques terrosos e tostados. 

Na boca o vinho mostrou corpo médio, acidez gastronômica e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais um ótimo exemplo de vinho tinto nacional a um bom custo benefício e que, mostra que também fazemos vinhos tintos decentes, que duram e que podem agregar a qualquer refeição. Eu recomendo a prova, foi o vinho que brindamos ao dia dos pais lá em casa.

Até o próximo!

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Arboleda Chardonnay 2013: Elegância e charme neste vinho chileno!

A Viña Arboleda, fundada em 1999, é o projeto pessoal de Eduardo Chadwick na região do Aconcagua, cujo nome é uma homenagem às árvores nativas preservadas em suas vinhas. Além de Chardonnay e Sauvignon Blanc, também há Pinot Noir, Carmenere, Syrah e Cabernet Sauvignon sendo produzidos. O local especialmente selecionado para os vinhos Arboleda é o Aconcagua Costa, sendo o vinhedo nomeado Chilhué, que significa" lugar de gaivotas" na língua nativa local. O objetivo deste projeto, a Viña Arboleda, é encontrar o melhor terroir próximo ao mar para fazer vinhos que se destacam do resto, com características bem definidas de clima frio. Pouco depois, se embrenhando e se distanciando da costa, encontra-se o vinhedo Las Vertientes, nomeado em "homenagem"as nascentes naturais encontrados na propriedade. Aqui os vinhos tintos tem mais destaque. Por fim, neste ano, a filha de Eduardo, Maria Eugênia Chadwick foi anunciada como embaixadora internacional da marca. Tendo crescido em um ambiente de vinhos e acompanhado seu pai em várias viagens que deram oportunidade de conhecer e interagir com personalidades da indústria, ela mantém a tradição da família e a paixão pelo vinho, passando a integrar formalmente a Viña Arboleda como Brand Manager desde março de 2015.


Sobre o Arboleda Chardonnay 2013 podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com 100% de uvas Chardonnay colhidas à mão e foi integralmente fermentado em barricas de carvalho francês (30% novas). Existe ainda uma curiosidade, uma grande parte das uvas (44%) foi fermentada nas barricas, usando leveduras silvestres naturalmente presentes na pele das uvas. Passou por dez meses de envelhecimento “sur lie”. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor amarelo palha com alguns reflexos ainda esverdeados, bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores também escorriam pelas paredes da taça.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas tropicais como abacaxi e pêssego, toques de baunilha, manteiga, fósforo, mel e uma leve lembrança de tostado no fundo da taça.

Na boca o vinho se mostrou com bom corpo, estrutura e também uma boa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Este vinho nos foi apresentado durante o último Winebar com os vinhos da Arboleda e com parceria da importadora Expand (relembrem aqui), mas eu ainda não tinha tido a oportunidade de provar este, que era o que faltava por aqui. Belo vinho chileno sem dúvidas, elegante e muito bem feito. Recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Primogénito Pinot Noir 2012: Elegância aliada a uma pegada hermana!

Se existe um lugar na América do Sul que eu tenho muita vontade de conhecer, este lugar é a Patagônia. Seja em sua parte argentina como em sua parte chilena, as imagens e descrições que vejo e ouço a respeito só me fazem sonhar em um dia lá visitar. E, como bom enófilo, tenho provado algum de seus elegantes vinhos e, sem sombra de dúvidas, só tenho tido boas impressões. E é este o caso deste Primogénito Pinot Noir 2012 que recentemente provei na Wine Weekend aqui de São Paulo e que, nesta oportunidade, pude provar com mais calma em casa na companhia de minha esposa. Vamos ver o que o vinho nos mostrou?


A explosão do vinho na região da Patagônia nos últimos anos é devido aos seus excelentes resultados na produção, bem como a utilização de matérias-primas soberbas, juntamente com as características únicas do solo patagônico e a tecnologia mais avançada empregada. A Bodega Patritti nasceu em 2003, quando as primeiras videiras foram plantadas em San Patricio del Chañar, na província de Neuquén, na Argentina. A adega tem uma capacidade de produção de 1,5 milhões de litros. Ela foi projetada por um prestigiado grupo de arquitetos que alcançaram um excelente resultado na combinação de critérios estéticos sutis com recursos técnicos avançados. Por meio da gravidade, o movimento suave das uvas e do vinho durante o processo de elaboração, com agitação mínima, preserva a expressão máxima de cada variedade. Todo projeto tecno-enológico foi feito pelo prestigiado enólogo argentino Mariano Di Paola, que trabalha em conjunto com Nicolas Navío, enólogo residente. Para fermentação dos vinhos tintos, são utilizados tanques de aço inoxidável de pequeno volume com a forma de cones truncados que geram uma superfície de contato maior, aumentando a eficiência na extração de taninos, sabores, cor e aroma, que é completado por um tratamento rigoroso e personalizada de vinhos novos. O resto do equipamento de arrefecimento inclui pias de concreto para controlar temperaturas de fermentação, e um porão com capacidade para 500 barris.

Sobre o Primogénito Pinot Noir 2012, só nos resta acrescentar que é um vinho feito com 100% Pinot Noir e que passa por 12 meses em barricas de carvalho francês. A curiosidade fica por conta do símbolo que representa essa linha de vinhos, que é o Garabato. Ele é uma vara de madeira dura, que se assemelha a um número um. Em tempos antigos foi usado como uma ferramenta, como é até hoje, pra limpar erva daninha, abrir estradas, etc. Bom, vamos finalmente as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor rubi suave, com bom brilho e excelente limpidez. Lágrimas finas, rápidas, em grande quantidade e sem cor também faziam parte do aspecto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos silvestres, toques terrosos que lembram cogumelos, algo de floral e leve lembrança de baunilha.

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um excelente vinho, soube através de pessoas que trabalharam na Wine Weekend que foi um dos campeões de vendas por lá. É trazido pela importadora La Charbonnade. Vale a prova, eu recomendo.

Até o próximo!

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Woodbridge Cabernet Sauvignon 2012: O vinho da lenda Robert Mondavi

No início de 1900, Cesare e Rosa Mondavi, recém-casados ​​vieram de Sassoferrato no norte da Itália, estabelecendo-se em Minnesota, nos Estados Unidos. Em 1919, a Lei Nacional de Proibição foi aprovada, proibindo a venda de álcool. Isso parecia incompreensível para famílias italianas, a quem o vinho foi era um elemento imprescindível da vida diária. Felizmente, uma brecha na lei permitiu que as pessoas produzissem 200 litros de vinho por ano para o consumo familiar. Cesare envolveu-se no negócio de transporte de uvas para vinho da Califórnia para os locais onde as mesmas seriam vinificadas e notou que a maioria das uvas estavam vindo de um lugar chamado "Lodi" na Califórnia. Percebendo uma oportunidade ele mudou com sua família, que neste momento também incluía um Robert Mondavi, começando seu próprio negócio de envio de uvas rumo ao leste do país para famílias ítalo-americanos. O primeiro trabalho de Robert foi pregar os caixotes que seriam utilizados para o transporte das uvas. Depois de estudar negócios e química na Universidade de Stanford e tendo um curso intensivo em viticultura e enologia na Universidade da Califórnia em Berkeley, Robert Mondavi mergulhou em todos os aspectos da indústria do vinho. Foi então que, mais de trinta anos atrás, Robert Mondavi estabeleceu uma cultura do vinho na América do Norte, colocando grandes vinhos da Califórnia na mesa de cada cidadão americano. Em 1979 ele estabeleceu a Woodbridge Winery perto de sua casa de infância de Lodi, Califórnia, para fazer vinhos com foco no consumo diário.


Sobre o Woodbridge Cabernet Sauvignon 2012 podemos acrescentar que é um vinho composto pelas seguintes castas: 76% Cabernet Sauvignon, 13% Syrah, 5% Petite Sirah, 2% Petit Verdot, 1% Merlot e 3% outras variedades. Após todo processo fermentativo, o blend final passa por carvalho francês e americano para arredondamento e envelhecimento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor violácea de média para grande intensidade, bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, espassadas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias, chocolate, tabaco e algo que lembrou mentolado.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos sedosos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais uma boa opção de vinho americano a um bom custo considerando o mercado brasileiro (em torno de 45 dinheiros, comprado no Pão de Açúcar). Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Poy Premium Brut: Espumante Croata surpreende na taça!

A vinícola Mladina tem zelado por uma reputação de ser um produtor de excelentes vinhos desde 1736 e a fundação da adega como se conhece hoje, pelo Conde Erdödy. A adega foi nomeada com o mesmo nome da região vitícola de Mladina, dentro da denominação Plešivica-Okić, na Croácia. A vinícola Mladina cultiva 70,56 ha de vinhas com 290.358 videiras. Além da qualidade e prêmios recebidos por seus vinhos brancos, é também o maior produtor de Portugizac, um popular vinho tinto, jovem e fresco, da Croácia.


Já sobre o Poy Premium Brut, podemos ainda acrescentar que é feito por um corte de Chardonnay , Pinot Blanc e Riesling Itálico e pelo método tradicional, isto é, com segunda fermentação na garrafa, permanecendo em contato com as borras por 12 meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho espumante apresentou uma coloração amarelo palha brilhante e límpida, com reflexos esverdeados. Boa formação de perlage, fino, delicado e contínuo.

No nariz o vinho espumante apresentou aromas de frutos tropicais e cítricos como abacaxi, pêssego, toques de panificação e mel.

Na boca o vinho espumante era cremoso e bem fresco.O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um bom vinho espumante, surpreende por ser croata, país notoriamente não reconhecido pela produção de tais vinhos e que, imagino, deve ter uma produção ínfima voltada para o mercado local. De qualquer maneira, gostei muito do vinho e da oportunidade de degusta-lo. Recebi mais esse belo exemplar do Winelands Clube do Vinho, o clube que eu assino e recomendo.

Para acompanhamento, fizemos um nhoque caseiro com molho cremoso de cogumelos. A combinação foi bem bacana e fez a nossa alegria em mais um almoço em família.

Até o próximo!

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Shopping Higienópolis Promove II Festival de Vinhos

Para os enófilos de Sampa, mais uma oportunidade de feira de vinhos em que o consumidor final pode provar os vinhos e se gostar, levar para casa a preços bacanas no período entre hoje e a quinta feira (4 a 6 de agosto): II Festival de Vinhos, promovido pelo Shopping Pátio Higienópolis, que nesta segunda edição terá cerca de 70 rótulos, entre 14 importadoras e vinícolas participantes, que poderão ser apreciados em dois dias diferentes.


A abertura do II Festival de Vinhos será hoje, dia 4 de agosto, às 19h30, com palestra da enóloga e sommelière Anna Rita Zanier, que irá conduzir os participantes num tour pelas regiões vinícolas da Itália, abordando a harmonização de vinhos com determinados pratos. Zanier, nascida na Itália, ministra palestras sobre o assunto há mais de 18 anos. A palestra é gratuita, sem reserva prévia de lugar. Sujeito à lotação.

Nos dias 5 e 6 de agosto, entre 17h e 22h, o público poderá degustar de mais de 70 rótulos de vinhos, de diferentes tipos de uvas, produzidos em diferentes regiões e com uma grande variedade de safras. Os ingressos custam R$ 90 por pessoa, para um único dia – valor que pode ser utilizado como crédito para a compra do vinho escolhido favorito (ou vinhos) no Emporium Dinis após a degustação. Os ingressos estarão à venda a partir de 22 de julho, no Emporium Dinis, piso Veiga Filho.

SERVIÇO:

II Festival de Vinhos do Shopping Pátio Higienópolis

Endereço: Shopping Pátio Higienópolis (Piso Veiga Filho - Vão Central) – Avenida Higienópolis, 618 com entrada alternativa pelas ruas Dr. Veiga Filho 133 e Dr. Albuquerque Lins 1.345 (Piso Boulevard)

- Palestra com Anna Rita Zanier, Piso Veiga Filho (Vão Central), dia 4 de agosto, às 19h30 horas (entrada gratuita; não há reserva prévia de lugar, nem inscrições; por ordem de chegada – sujeito à lotação)

- Festival, com Degustação, dias 5 e 6 de agosto, das 17h às 22h (piso Veiga Filho, Vão Central), Ingressos R$ 90 por dia/pessoa. Venda a partir de 22/07, no Emporium Dinis (não haverá venda de ingressos no local) - Somente para maiores de 18 anos

Até o próximo!

Califortune Red Wine 2012: Beba sem moderação!

Eu simplesmente adoro o jeitão americano de fazer vinhos, embora tenha a convicção que agora muitas pessoas começarão a torcer o nariz para tal declaração. Que fique claro, existem bons vinhos e vinhos ruins em qualquer lugar do mundo, e nos Estados Unidos não é diferente. O que eu quero dizer é que os vinhos com os quais eu tenho tido experiências recentes me agradam muito, criando um tipo de vinho que eu tenho mais prazer ao beber. Normalmente são corpulentos, carregados de frutas e em alguns casos de madeira, alcoólicos, enfim, um nicho que tenho gostado, apesar de gostar também de vinhos mais elegantes e complexos. E não é que o vinho de hoje é diferente, apesar de sua origem? Vamos então conhecer mais sobre o Califortune Red Wine 2012.


O vinho de hoje é produzido por uma espécie de cooperativa, a West Coast Wine Group, uma empresa dedicada à missão de trazer a verdadeira essência e carácter dos vinhos da Califórnia para o mundo. Produzem em geral vinhos acessíveis, encorpados, bem equilibrada e a preços comumente mais acessíveis do que as outras marcas de vinhos californianos. Seus vinhos são um convite caso você esteja interessado em um vinho para beber todos os dias. Todas as marcas de vinho por eles produzidos buscam mostrar o potencial da fruta, fáceis de beber e amigos do bom prato - perfeitos para celebrações cotidianas. Os pilares da gama de vinhos são as castas Cabernet Sauvignon e Merlot.

Já sobre o Califortune Red Wine 2012 em si, podemos ainda acrescentar que é um blend de uvas francesas, famosas por integrarem os vinhos de Bordeaux: Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Petit Verdot, Merlot, Syrah e Malbec. Além disso, estagiou em barricas de carvalho por 12 meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de grande intensidade, bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, espassadas, lentas e coloridas também podiam ser notadas.

No nariz o vinho abriu com aromas de frutos escuros, especiarias doces, chocolate e algo de tostado no fundo de taça.

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio, boa acidez com taninos macios e sedosos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um gostoso e despretensioso vinho americano que foge um pouco do esteriótipo "bombado" que costumamos ver por ai que aliado ao seu preço em conta, pode aproximar mais nós enófilos brasileiros dos vinhos americanos. Recebi mais esse belo exemplar do Winelands Clube do Vinho, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Columbia Crest Syrah 2011: A vez da Syrah na #CBE

E não é que hoje, com dois dias de atraso, chegamos àquele dia que sempre esperamos com entusiasmo todos os meses, que é quando os membros da #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs - numa gostosa brincadeira, postam todos sobre um mesmo tema relacionado ao vinho. Neste mês, o tema foi dado pela Fabiana Gonçalves do blog Escrivinhos, sem dó nem piedade: "um vinho feito com a uva Syrah/Shiraz, de qualquer nacionalidade e faixa de preço". E cá estamos nós do Balaio do Victor com o nosso Syrah americano, o Columbia Crest Syrah 2011. Vamos ver o que pudemos descobrir sobre ele?


Situada ao longo do rio Columbia, no leste de Washington (Estados unidos), a Columbia Crest Winery abriu as suas portas no coração do aclamado Horse Heaven Hills, em 1983. Ano após ano, a vinícola mantém seu compromisso com a qualidade, tradição e inovação no cultivo da uva e produção excepcional de vinhos artesanais. O estado de Washington e o Columbia Valley representam o terroir perfeito para o cultivo de uvas , desde o clima ao solo onde estão plantados os vinhedos. Estas condições de cultivo, juntamente com práticas de viticultura em circulação e de vinificação, permitem a Columbia Crest Winery criar vinhos de alta qualidade que são fiéis ao seu caráter varietal.

Sobre o Columbia Crest Syrah 2011, podemos ainda acrescentar que o vinho possui cerca de 1% de uvas Primitivo em sua composição (os outros 99% são Syrah) e que estagiou durante 14 meses em 60% de  barricas de carvalho francês e 40% de barricas de carvalho americano. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente colorida também se faziam notar.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos vermelhos frescos, especiarias, defumado,algo de folhas secas e toques de coco.

Na boca o vinho se mostrou de médio corpo, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

O vinho se mostrou mais fresco e elegante do que eu esperava pra um Syrah, o que foi uma agradável constatação pois o vinho não se torna pesado nem chato para se beber. Acompanhou bem um fondue de carne ao vinho. Eu recomendo a prova. E mais uma tarefa para a #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs concluída.

Até o próximo!