sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Francis Coppola Diamond Collection Cabernet Sauvignon 2013

Como eu disse anteriormente em meu post sobre o restaurante Olive Garden (relembrem aqui), em nossa recente viagem de férias a Orlando visitamos o local por duas oportunidades e a primeira, conforme o post anterior foi regada a vinho italiano. Já a segunda, seguimos de vinho "nacional", e como estávamos nos Estados Unidos, um belo vinho californiano foi a pedida, o Francis Coppola Diamond Collection Cabernet Sauvignon 2013.


Do site do importador destes vinhos no Brasil (Ravin): "A arte de fazer vinhos está na família Coppola por muitas gerações, faz parte da tradição. Agostino Coppola, avô de Francis Coppola, fazia seu próprio vinho nos porões de seu apartamento em Nova Iorque em tanques de concreto. Há 35 anos, quando Francis e Eleanor Coppola e seus filhos viviam em São Francisco, a família começou procurar um pequeno pedaço de terra no Vale de Napa que pudessem usar como refugio durante os finais de semana e para produzir seus vinhos. O refúgio encontrado por eles foi nada menos que a grande mansão Niebaum em Rutherford, no famoso estado de Inglenook. Com cerca de 400 hectares, foi o lugar escolhido pelo finlandês Gustave Niebaum, que enriqueceu com a exploração de mineração no Alasca. Trouxe as mudas da França, plantou os vinhedos e transformou o local. A excelência das primeiras safras comprovou o potencial; a marca rapidamente ganhou fama. Depois de adquirir esta propriedade em 1976, a família Coppola achou mais interessante pensar no reparo desta legendaria mansão do que numa pequena produção de vinhos no porão. Iniciaram o processo de restauração da região a fim de resgatar Inglenook e seus maravilhosos vinhos – foram 30 anos de dedicação – a família decidiu construir uma nova vinícola em Sonoma County para que pudessem produzir suas mais populares coleções. Os vinhos que Francis Coppola produz hoje em dia, não são os mesmos de Agostino, mas são produzidos dentro do mesmo espírito – para compartilhar com família e amigos".

Já sobre o Francis Coppola Diamond Collection Cabernet Sauvignon 2013, podemos ainda acrescentar que o vinho, apesar de rotulado como varietal (segundo legislação local), possui ainda em sua composição 10% de Segalin, 7% de Merlot e 5% de Cabernet Franc, além é claro da rotulada Cabernet Sauvignon (78%). Para finalizar o vinho passa por envelhecimento/amadurecimento em barricas de carvalho francês durante 12 meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea bem viva, brilhante e límpida. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias, chocolate e algo de mentolado. Fundo de taça com algo de tostado também.

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio para encorpado, acidez na medida e taninos firmes, marcados mas de boa qualidade (não eram verdes nem agressivos). O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um ótimo vinho americano, bem ao estilo que lhes é peculiar, encorpado, frutado, potente. É um tipo de vinho que gosto e recomendo a prova.

Até o próximo!

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

La Mascota Cabernet Franc 2013: Um surpreendente vinho argentino!

Eu costumo estar bem antenado nas redes sociais quanto o assunto me interessa, e vinho obviamente é um dos assuntos que mais me interessa ultimamente. E sempre que vejo indicações de vinhos nestas minhas andanças virtuais, eu tento ao menos provar o vinho que fora indicado. As vezes acerto, as vezes não. No caso do vinho de hoje, o La Mascota Cabernet Franc 2013, a indicação do Deco Rossi (entre outras atribuições é o embaixador da Wines of Argentina no Brasil) através de sua página pessoal do Facebook foi bem certeira. Vejamos nas linhas a seguir se vocês concordarão comigo.


O vinho é produzido pela La Mascota Vineyards, uma vinícola com alguma mística pessoal. Os seus vinhos premium são feitos a partir dos conhecimentos, experiências e estilo de seu autor: Rodolfo Sadler, "Opi" para seus amigos. As vinhas ficam no sopé da Cordilheira dos Andes, a cerca de mil metros de distância do rio Mendoza. As vinhas recebem a brisa fresca que desce das montanhas e sopram ao longo do rio, o que contribui para a geração de amplas faixas de temperatura. O solo é predominantemente de aluvião, com uma superfície de argila e barro, sendo que pode-se encontrar rochas a uma profundidade de 60 cm da superfície. Os vinhedos cobrem 100 hectares de terra. As principais variedades produzidas são Cabernet Sauvignon, Malbec, Cabernet Franc e Shiraz entre as tintas; e Chardonnay entre as brancas. A idade média das vinhas é de 30 anos.

Sobre o La Mascota Cabernet Franc 2013 em si, podemos ainda acrescentar que é um vinho varietal 100% Cabernet Franc com 15 meses de envelhecimento em barricas de carvalho francês e americano. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas mais gordinhas, coloridas e lentas faziam parte do aspecto visual. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias, toques animais e de chocolate. Ao fundo algo de menta também.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, com boa acidez, taninos macios e redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo de saboroso.


O vinho foi o fiel escudeiro de uma talharim integral com molho de tomates cereja e cogumelos além de um medalhão de filé grelhado. Tudo perfeitamente harmonizado para um jantar em família. E o melhor foi o preço que o vinho custou: 34,90 no Pão de Açúcar da Engenheiro Caetano Álvares. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Prahova Valley Special Reserve Feteasca Neagra 2011

Estava passeando os olhos pela minha adega a fim de escolher um vinho para um almoço em família, sem grandes pretensões quando me deparei com uma garrafa que estava a algum tempo por lá e eu sempre acabava por preteri-la escolhendo outros rótulos. Mas, não sei exatamente o porque, desta vez algo me guiou até a garrafa deste vinho e acreditem, não poderia ter feito melhor escolha. Hoje falaremos do Prahova Valley Special Reserve Feteasca Neagra 2011.


O vinho é produzido pela Halewood Wines, fundada em 1978 por John Halewood. A empresa logo se tornou o maior produtor nacional independente de vinhos e bebidas alcoólicas no Reino Unido. A empresa passou a deter participações em áreas-chave da indústria de bebidas em todo o mundo. Com um volume de negócios anual superior a 500 milhões de Euros, a Halewood International Ltd. distribui mais de 1.400 produtos no Reino Unido e 30 países mundo a fora. Quatro das marcas do grupo Halewood International Ltd. podem ser encontradas nas dez melhores marcas em sua categoria no Reino Unido. Hoje, depois de um investimento de 10 milhões de euros, a empresa possui quatro subsidiárias na Romênia. O principal objetivo da empresa era comercializar vinhos romenos às expectativas internacionais. A Halewood Romênia atualmente vende seus vinhos para mais de 40 países e se tornou o maior exportador de vinho engarrafado romeno. Tais países incluem China, Japão, Coréia do Sul, México, Peru e, claro, o Reino Unido e os Estados Unidos. A Halewood Romênia utiliza castas internacionais, como Merlot, Cabernet Sauvignon, Pinot Noir, Chardonnay, Pinot Gris, Sauvignon Blanc, Gewürztraminer, e as incríveis variedades autóctones como a Feteasca Neagra, Feteasca Alba, Feteasca Regala e Iordana. Com tal diversidade, a Halewood Romênia é capaz de fornecer ao mercado nacional e internacional vinhos de alta qualidade, os quais têm personalidades bem definidas.

Sobre o Prahova Valley Special Reserve Feteasca Neagra 2011, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com 100% de uvas Feteasca Neagra, uva autóctone romena da região de Dealurile Munteniei, com maturação 6 meses em barricas novas com posterior envelhecimento em garrafas (sem período determinado). Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração rubi violácea de média intensidade com algum brilho e boa limpidez. Ligeira tendência ao granada nas bordas. Lágrimas finas, rápidas e incolores fazem parte do conjunto visual também.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, tabaco, especiarias e flores. 

Na boca o vinho se mostrou de médio corpo, boa acidez e taninos finos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais um bom vinho romeno provado por aqui, este que é mais um vinho que me foi apresentado pelo Winelands Clube do Vinho, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Olive Garden & Rocca Delle Macie Chianti Classico 2013

Quando se está na Flórida a passeio, provavelmente já deve ter cruzado com o restaurante chamado Olive Garden. Eles possuem diversas unidades por lá. Não a toa, afinal seu "quartel general" se encontra por lá. E eu sou um grande fã deles. Por isso em minha recente viagem de férias fomos não somente uma, mas duas vezes jantar por lá. E achei que deveria dar a dica e compartilhar as experiências com meus amigos por aqui.

O Olive Garden é uma rede de restaurantes americanos casuais que tem seu cardápio baseado na comida ítalo-americana, incluindo ai pratos de massas, carnes e saladas. O menu é enxuto e, a começar pelo famoso pãozinho da casa ou "bread stick" (sempre quentinho), tudo é muito farto e bem servido. Mais um exemplo claro é que a salada, sempre presente em qualquer prato que se peça, também é servida a vontade. É possível até dividir um único prato em dois adultos se levarmos em conta tudo que vem associado. Tem também boas opções de vinhos tanto em garrafa como em taça. 


Atualmente contando com mais de 800 unidades globalmente, o Olive Garden tem trabalhado cada vez mais para tornar sua marca reconhecida e forte quando se trata de comida italiana. Tanto que estão também investindo na remodelação de alguns restaurantes chave no intuito de torna-los parecidos a uma antiga casa de campo dos arredores da Toscana.

Nossas opções do menu foram o Ravioli di Portobello, recheado com os cogumelos que lhe dão nome e cobertos de um saboroso molho de queijo defumado e tomates e o o Carbonara de Frango e Camarão, massa do tipo spaghetti com frango temperado, camarão em um molho cremoso com bacon e pimentões vermelhos assados. Ambos estavam de se comer de joelhos. Nem deu tempo de tirar a foto do prato.

Como de praxe por aqui, era hora de escolhermos um vinho para acompanhar tamanha orgia gastronômica. E com toda essa ambientação italiana não nos restou outra opção a não ser escolhermos o Rocca Delle Macie Chianti Classico 2013.

A Rocca delle Macie foi criada em 1973, quando Italo Zingarelli - produtor de Ettore Scola de C'eravamo Tanto Amati, e também da série popular de filmes com a dupla de comediantes Bud Spencer e Terence Hill (incluindo They Call Me Trinity e Trinity is Still My Name) - decidiu realizar seu sonho ao longo da vida através da aquisição da propriedade "Le Macie" - que se estende através de 85 hectares no total, dos quais apenas dois possuíam videiras - a fim de criar uma vinícola no coração da região Chianti Classico. As propriedades da empresa agora se estendem por mais de 600 hectares, com um total de mais de 200 com vinhas plantadas e 80 como olivais, subdivididos em seis propriedades: Le Macie, Sant'Alfonso, Fizzano e le Tavolelle na zona Chianti Classico que se unem as recentemente adquiridas Campomaccione e Casamaria na região de Morellino di Scansano.

Sobre o Rocca Delle Macie Chianti Classico 2013 podemos acrescentar que o vinho é feito com 95% de uvas Sangiovese e 5% de uvas Merlot colhidas e selecionadas manualmente da área de Chianti Classico. Depois de todo processo fermentativo o vinho estagia em carvalho eslavo ou francês por um período de 6 a 10 meses e refinado ainda mais na garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea viva, muito brilhante e de boa transparência. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos negros, balsâmicos, tostados e algo de tabaco. Depois de um tempo um pouco de especiarias doces também apareceram.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, fresco e com taninos macios e redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um baita vinho de uma das regiões que mais admiro no planeta vinho: a Toscana. Eu recomendo a prova, do vinho e do restaurante.

Até o próximo!

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Aliança Bairrada Reserva Tinto 2012

"Foi em 1927 que 11 associados liderados por Domingos Silva e Ângelo Neves decidiram fundar, em Sangalhos (Anadia), a Aliança, que conta já com mais de 80 anos de vida. Esta iniciou a sua atividade exportando de imediato para o Brasil, África e Europa e hoje, mais de 50% da sua produção destina-se à exportação, sobretudo de vinhos, espumantes e aguardentes, imagem de marca da Aliança em Portugal e nos cerca de 60 países para onde exporta. Em 2007, a Bacalhôa Vinhos de Portugal adquiriu o capital maioritário da Aliança, passando esta a pertencer ao Grupo Bacalhôa, tendo sido a designação social das Caves Aliança S.A alterada para Aliança Vinhos de Portugal S.A., momento em que se procedeu igualmente a uma mudança da imagem institucional". Como vemos, história é o que não falta por aqui e claro que toda essa tradição veio junto com nosso colonizadores e se enraizou por aqui nestes longos anos de descobrimento até o que a então colonia se tornou hoje.


Já sobre o Aliança Bairrada Reserva Tinto 2012, podemos acrescentar que é um vinho elaborado com uvas da casta Touriga Nacional, Tinta Roriz e Baga, selecionadas das melhores zonas da região da Bairrada sem estágio em madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração rubi violácea de média intensidade com algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também faziam parte do conjunto visual. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos bem maduros. Leve lembrança floral.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos finos e macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um bom vinho para o dia a dia, assim como muitos dos portugueses disponíveis no mercado dado seu preço, normalmente abaixo dos concorrentes, mesmo os sul americanos. Pode ser bebido sem acompanhamento ou com uma boa culinária portuguesa. Gosto deste tintos com bacalhau. Eu recomendo.

Até o próximo!

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Hess Select Cabernet Sauvignon 2012

De volta a realidade do nosso dia a dia e, dando uma pausa nas postagens com dicas de viagem, vamos falar um pouco do vinho que celebrou nosso retorno ao lar e que foi o primeiro degustado em casa depois que voltamos de viagem. Estou falando do Hess Select Cabernet Sauvignon 2012.


A vinícola Hess Collection foi fundada pelo empresário suíço Donald Hess, que iniciou comprando vinhas em Mount Veeder em 1978 e começou a fazer vinho sob o rótulo Hess Collection em 1983. Em 1986, ele começou a renovação da adega histórica, originalmente construída em 1903 pelo Coronel Theodore Gier. A vinícola foi aberta ao público em 1989. A Hess Collection tem vinhas em Mount Veeder, juntamente com os seus vinhedos de Napa Valley - Su'skol e Allomi em Napa Valley, e Shirtail Creek Vineyard em Monterey. Cada uma destas vinhas é sustentavelmente explorada de acordo com a filosofia de Donald: "Nutra a terra, retorne o que você dela retira". Como a primeira das vinícolas Hess Família Wine Estates, a Hess Collection está agora lançando sua 30a safra de Mount Veeder de vinhas plantadas em 1978. Hess Wines oferece três níveis distintos de vinhos de Mount Veeder, de Napa Valley, e Hess Select, que colhe seus frutos das Costas Norte e Central da Califórnia. A Hess Collection distinguiu-se como um produtor premiado de vinhos varietais Cabernet Sauvignon e Chardonnay.

Sobre o Hess Select Cabernet Sauvignon 2012, podemos acrescentar que embora rotulado como varietal de acordo com legislação local, em sua produção encontramos ainda um pouco de Merlot, Malbec, Petit Syrah e Syrah. Mas a maior parte, cerca de 88%, é de Cabernet Sauvignon. É envelhecido em barricas de carvalho francês e americano por cerca de 15 meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho mostrou uma coloração rubi violácea de média para grande intensidade com algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, espaçadas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutas vermelhas e escuras em compota, toques mentolados, de especiarias, chocolate e baunilha. Com algum tempo em taça também se notam algumas notas animais, tipo couro. 

Na boca o vinho era encorpado, com bom frescor, taninos macios e redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um belo exemplar de Cabernet americano, sem exageros nem arestas soltas. Sem dúvida um bom vinho e agradou em cheio. Acompanhou costela suína assada somente com sal grosso. Adoro a combinação e acho que vocês também podem gostar, experimentem.

Até o próximo!

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

T-Rex Cafe: Aventura gastronômica pré-histórica para a família toda!

Eu sempre que possível, enquanto estou viajando, gosto de comer em lugares diferentes e que possam oferecer mais do que somente uma refeição, mas uma experiência. E, estando na Disney e/ou em Orlando nos Estados Unidos, as opções crescem exponencialmente. Em uma dessas oportunidades, recebi a indicação de um restaurante no mínimo curioso: para um jantar temático em meio a criaturas pré-históricas e chuvas de meteoros periódicas, visite o T-Rex Cafe, localizado no complexo chamado Disney Springs.


O lugar é encantador, fazendo com que você se sinta dentro do cenário do filme Jurassic Park. A decoração do restaurante é um show a parte, com vários dinossauros que se movimentam mecanicamente e, de 15 em 15 minutos aproximadamente, o restaurante inteiro tem a iluminação reduzida e sons de dinossauros e uma chuva de meteoros são reproduzidos. O lugar é dividido em diferentes ambientes, cada um com um tema diferente. E não é só isso, existem ainda opções de loja de souvenires, oficina para "montar" seu próprio dinossauro e área exclusiva para crianças explorarem e desenterrarem dinossauros.


Mas o que esperar do tema principal, que é a refeição? Por lá servem comida para todos os gostos, com massas, carnes, peixes além de lanches e outros. Ah, existe sempre a opção do menu kids. Os pratos são fartos e invariavelmente podem ser divididos por dois adultos (salvo exceções). Agrada em cheio pelas opções. E como o tema aqui do blog é vinhos, escolhemos um para acompanhar a refeição. O vinho foi o Conquista Malbec 2014. Vamos ver o que descobrimos sobre ele?


Na verdade pouca coisa consegui averiguar sobre o vinho, mas ao que tudo indica é feito pela vinícola de mesmo nome, Conquista, ao sopé da Cordilheira dos Andes na região de San Rafael de Mendoza. É um vinho que apesar de ser rotulado como varietal (de acordo com a legislaçõ local), tem em sua composição 88% Malbec, 6% Bonarda, 3% Shiraz e 3% Merlot. Não encontrei dados sobre passagem por madeira, mas ao degusta-lo, nos passa a impressão de que realmente passa. Vamos as impressões?


Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração violácea de grande intensidade, brilhante e de boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas, em grande quantidade e bem coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos vermelhos e escuros, toques de pimentas, baunilha e algo de café.

Na boca o vinho era encorpado com boa acidez e taninos redondos. Uma ponta de álcool aparece sobrando no início, mas que arrefece depois de um tempo em taça e de garrafa aberta. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um vinho para o dia a dia e que serviu para o propósito, que foi escoltar uma boa costelinha de porco ao molho barbecue e frango assado com fritas. Eu recomendo a prova. E é claro, se estiverem em Orlando, não deixem de ter a experiência no T-Rex Cafe, acredito que não se arrependerão.

Até o próximo!

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Epcot International Wine and Food Festival: Sonho dentro do sonho!

A frase a seguir já está se tornando figura carimbada por aqui, mas, desta vez por um bom motivo. Peço desculpas a meus leitores pelo curto período de ostracismo do blog, mas estava em merecidas e curtas férias. Por isso ficamos alguns dias sem postar por aqui. Mas a boa notícia é que, a viagem renderá alguns posts interessantes, assim como o de hoje. Espero que gostem.


A mudança de estação (do verão para o outono) em Orlando, nos Estados Unidos , não só trás um pequeno alento nas altas temperaturas (pero no mucho) mas também uma mudança gastronômica em um dos parques do complexo da Walt Disney World, o Epcot Center. E essa mudança trás sabores exclusivos e experiências internacionais inesquecíveis para amantes de um bom vinho e uma boa culinária. É o famoso Epcot International Wine and Food Festival. Em sua vigésima edição, escolha entre as diversas opções de conhecer e provar vinhos, comidas e cervejas, tais como festas, jantares harmonizados, degustações, seminários, encontros com celebridades e chefes famosos entre as várias opções disponíveis. O evento acontece de 25 de Setembro até 16 de Novembro.Enquanto você estiver no parque, visite também o Festival Welcome Center, que oferece brindes comemorativos, itens de cozinha, uma livraria e um bar de vinhos. Maiores informações em https://disneyworld.disney.go.com/pt/events-tours/epcot/epcot-international-food-and-wine-festival .


Em tempos de dólar alto, no entanto, a maioria das opções ficam bem salgadas para nós meros mortais. Entretanto existe salvação. Mais de 25 quiosques espalhados pelo parque, mais especificamente na área chamada de "World Showcase", que vendem porções gourmet de pratos típicos de vários países e doses que começam com 4 onças de bebidas (cervejas e vinhos além de algumas bebidas "espirituosas") também destes países. Os preços variam entre 3 e 9 dólares em média. Imagine provar um boeuf bourguignon em um ambiente que te remeta a França, provar champagnes também neste mesmo ambiente ou ainda um vinho americano ou uma cerveja IPA como um bom americano? Foi isso que eu fiz, aproveitando da minha predileção pelos vinhos italianos, escolhi um vinho de lá pra provar e segui para o pavilhão da Itália. Chegando lá, em uma loja que mais parecia uma bottega de vinos em uma cidadela medieval italiana, procurei e achei algo interessante. Estou falando do Sartori di Verona Amarone della Valpolicella DOC 2010. Vamos ver o que sabemos sobre o vinho e quais foram as impressões?


O vinho é produzido pela Vinícola Sartori di Verona, cuja origem data de 1898. Foi neste data que Pietro Sartori comprou Villa Maria, uma vinha com uma pequena adega em anexo, no coração do bairro de Valpolicella da região do Vêneto, para garantir uma fonte de vinho de alta qualidade para o seu hotel. Isto marcou o advento da Sartori di Verona. Alguns anos mais tarde, o filho de Pietro, Regolo, construiu a adega para o core business da família, e na década de 1950 os dois filhos de Regolo expandiram a adega e trouxeram estes vinhos ao reconhecimento internacional, exportando-os ao redor do mundo. Hoje, Andrea Sartori, bisneto de Pietro, está no comando.

Sobre o Sartori di Verona Amarone della Valpolicella DOC 2010, podemos acrescentar que é um vinho cujo corte é composto por 50% Corvina, 30% Corvinone, 15% Rondinella e 5% Cabernet Sauvignon. Estas uvas são colhidas manualmente e passam pelo processo de secagem em esteiras de madeira por 100 dias. Após este processo passa por um processo de fermentação tradicional e finalmente por envelhecimento ao longo de um período mínimo de 3 anos em barris de carvalho eslavo. Vamos finalmente as impressões?

Na taça o vinho se mostrou de coloração rubi violácea brilhante e límpida com ligeiro halo granada. Com relação ao nariz, o vinho apresentou aromas de frutos secos e passas (uva, cereja), toques de chocolate amargo, especiarias doces e ligeiro floral. Na boca o vinho se mostrou encorpado, com taninos bem marcados e quase mastigáveis e um delicioso frescor. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso. Sem dúvidas, um grande vinho italiano.

O que mais eu posso dizer? Viajar para a Disney é sempre um sonho pra mim e nesta oportunidade, poder ainda conciliar esta visita a uma feira de vinhos e gastronomia é sempre mais gostoso. Quem puder ir, mesmo em tempos de dólar a 4 reais, não irá se arrepender. Eu recomendo.

Até o próximo!

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Cuatro Vacas Gordas Torrontés: vinho argentino para o calor

Apesar de estarmos alternando dias de muito calor com alguns dias mais amenos e com bastante chuva, confesso que o vinho branco tem entrado na minha "dieta da uva". E eu tenho provado bons e curiosos vinhos brancos por aqui. O vinho alvo de hoje, o Cuatro Vacas Gordas Torrontés, entra em ambas galerias, seja pelo nome curioso como pela qualidade, que agradou por aqui. Vamos a ele?


A Caligiore vinhos orgânicos, produtora do vinho em questão, é um negócio puramente familiar e dedicada exclusivamente à produção biológica de uvas e vinhos. Nascida em 2001, em Luján de Cuyo, aos pés da Cordilheira dos Andes e a 900 m de altitude, como a realização de um projeto para a integração da cadeia de suprimentos baseada em uma política clara de responsabilidade social corporativa, e uma meta pessoal de seus fundadores, a família Caligiore, de modo que o novo empreendimento constituiria um espaço de auto, de realização de objetivos pessoais para todos os membros da equipe. Assim, interpretando a essência da terra mendocina , desde o berço tradicional dos grandes vinhos argentinos, nasceu a idéia fundamental deste projeto, que era criar a primeira linha de vinhos orgânicos premium da Argentina, produzidos e certificados de acordo com padrões internacionais de produção orgânica e, assim, dar aos consumidores a opção de desfrutar de vinhos de alta qualidade, sensorialmente complexos, onde o potencial do terroir é destaque; feitos de maneira diferente, especial, sempre respeitando a natureza. Cada vinho é uma criação que combina o trabalho do homem e da alma da terra para expressar a essência de ambos, quase como uma obra de arte. Este é o conceito que envolve os vinhos Caligiore.

Sobre o Cuatro Vacas Gordas Torrontés, basta acrescentar que é um vinho feito com 100% de uvas Torrontés Riojana e que não passa por envelhecimento em barricas. Tem cerca de 13% de álcool. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor amarelo palha com reflexos dourados, muito brilhante e límpida.

No nariz o vinho mostrou aromas de flores brancas, frutos tropicais como lichia e toques cítricos. Leve toque herbáceo também se notava com algum tempo em taça.

Na boa o vinho mostrou corpo médio, muito frescor com leve sensação de agulha na língua (provavelmente algum vestígio de gás carbônico). O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração. 

Um bom vinho para o dia a dia, apesar do aroma apontar para um vinho com um quê de doçura, em boca é bem seco e muito fresco, o que o torna um bom vinho para ser bebido sem acompanhamento num dia quente ou mesmo com entradinhas e saladas, coisas bem leves. Em casa foi com alguns queijos e uma boa conversa. Eu recomendo a prova.

Até o próximo.

Vinhos de Santa Catarina e Feriado de Finados numa bela harmonização

Amigos enófilos, segue uma sugestão para quem ainda não tem uma viagem programada para o feriado de finados, em Novembro. É mais uma daquelas viagens imperdíveis com o nosso portuga mais querido João Filipe (dono da loja Vino & Sapore, editor do blog Falando de Vinhos e idealizador e organizador da Wine & Food Travel Experience, entre outros), que além de tudo conhece de vinhos como ninguém e o mais importante, adora compartilhar este conhecimento. Vejam abaixo release do próprio a respeito:


"Mendoza tem seus mais altos vinhedos a 1500 metros de altitude, a maioria entre 900 a 1100 metros. Na serra catarinense os vinhedos estão em média nos 1300 metros com alguns poucos a 900m e outros acima, 1400m o que gera um terroir totalmente diferente das regiões vinícolas gaúchas e, consequentemente, um estilo de vinhos também.

Me lembro que há uns dois anos promovi uma mini feira só de vinhos nacionais e entre eles um Cabernet Sauvignon da Villaggio Grando que meu amigo Olivier Bourse, sommelier francês criado em Bordeaux não só elogiou por seu estilo mais bordalês de ser, como ainda comprou duas garrafas!

O terroir da serra catarinense é diferenciado e tem seu epicentro em São Joaquim, porém se espalha devagarinho por toda a região. Ainda é uma região em fase de desenvolvimento longe da maturidade e que demonstra um potencial enorme. Se hoje já possui a qualidade, acho que precisa ainda investir mais na diversidade, eu fico imaginando no que esta região aliada a uma beleza única de canions e paisagens ímpares ainda poderá nos dar no quesito bons vinhos e férias inesquecíveis. A diversidade cultural (origem de emigrantes), as paisagens e os bons vinhos tornam o sucesso algo eminente e já está mostrando a sua cara.

Pois bem, eu convido os amigos enófilos que guardaram uns dólares para viajar ao exterior e que estão revendo seus projetos, a trocar um pouco dos dólares comprados e me acompanhar em cerca de 1.000 kms de viagem de descobrimentos por esta imensa região num roteiro muito especial aero rodoviário dentro de minha filosofia vínica, a busca por experiências fora da mesmice. Cinco noites, seis dias período em que conheceremos os vinhos de onze vinícolas, das quais visitaremos seis, micro ônibus com ar condicionado, banheiro e bar (água e sucos) a bordo que nos receberá em Floripa e nos deixará 6 dias depois em Navegantes para nosso retorno, vejam detalhe do mapa abaixo com nossa rota de descobrimentos clicando aqui".

Tenho uma nova parceria com a Mais Viagens que será quem estará encarregado da venda e toda a parte operacional da viagem, porém se tiverem alguma dificuldade ou dúvida que precisem de mim é só gritar! Lá vocês poderão falar com o Murilo Cassador através dos contatos: 11 3255-5681 / 11 97113-1188 / 11 9475-1334 ou por E-mail: contato@maisviagens.net.br . Seremos no máximo 14 pessoas, então não dê mole não!

Saída dia 28 de Outubro cedo de Congonhas (SP) para Florianópolis onde passaremos uma lindo dia livre e algumas sugestões de passeios como no mercado municipal e na Lagoa da Conceição. À noite seremos recebidos pelo presidente da ACAVITIS (Associação Catarinense dos Produtores de Vinhos Finos de Altitude) Sr. Acari Amorim na Vinho e Arte Amorim onde jantaremos e receberemos informações sobre os projetos da ACAVITIS e os Vinhos de Altitude de Santa Catarina. Na oportunidade teremos nosso primeiro contato com os vinhos da região pois o jantar será harmonizado com os vinhos da Quinta da Neve. Quem não puder ir cedo e preferir chegar lá no final da tarde para nos encontrar para o jantar ou estiver em outra cidade que não São Paulo, o Murilo poderá ajudar a solucionar isso, liguem para ele.

Dia 29 de Outubro – Check out ás 8:00 para que possamos nos dirigir a São Joaquim através da primeira emoção do dia, subir a Serra do Rio do Rastro onde o almoço será livre no restaurante Mensageiro da Montanha no mirante da Serra. Depois, um pequeno passeio pela paisagem da região e chegada a São Joaquim no final da tarde. Às 20 horas, saímos do hotel para o restaurante Cristal de Gelo onde jantaremos acompanhado do enólogo da Quinta de Santa Maria que nos falará de seus vinhos, novidades e harmonizará os pratos.

Dia 30 de Outubro – Saímos ás 9:30 com destino à Villa Francioni nossa primeira parada do dia. A vinícola é ícone na região e eu sou especialmente fã do VF que surpreendeu a todos numa degustação ás cegas com vinhos de Bordeaux (link), mas há muito mais. Um dos pioneiros e ícone da região, é uma visita obrigatória para quem por lá passa. Seremos recebidos pelo enólogo da casa, conheceremos o projeto e provaremos alguns de seus bons vinhos. Vinícola Monte Agudo – conheceremos a vinícola e degustaremos os vinhos enquanto almoçamos em seu lindo restaurante onde seremos recebidos como merecemos (rs)! Este produtor iremos explorar juntos pois não conheço seus vinhos, ainda, porém as criticas são muito boas e de gente que respeito. Após o almoço, visitaremos a Villaggio Bassetti que me surpreendeu muitíssimo na Expovinis de 2014, em especial seu Sauvignon Blanc. Seremos recebidos pelo proprietário ou o enólogo da casa, caso ele não esteja, que nos levará a conhecer os vinhedos e provaremos seus vinhos. Retornamos ao hotel no final o dia e jantar livre

Dia 31 de Outubro – Check out às 9:30 pois ás dez precisaremos estar na Casa do Vinho do Sr. Vilson onde faremos uma prova de alguns vinhos especiais que escolhemos em conjunto. Entre duas preciosidade esgotadas no mercado, faremos uma visita aos vinhos da Pericó, Santo Emilio e Hiragami. Especializado em vinhos da região, possui uma incrível infraestrutura para receber grupos do porte do nosso e ainda tem preços (para quem quiser se esbaldar) imbatíveis!

Saída para Treze Tilías (Dreizehnlinden), uma vila Austríaca encrustada na serra, ás 11:30 porém teremos uma parada em São Bento do Sul para conhecer, almoçar e provar os vinhos da Vinícola Abreu Garcia que conhecerei junto com todos, porém amigos foram unânimes em recomendar, não perca! Não perderemos! Chegada em Treze Tilías no inicio da noite com check in no hotel. Jantar no hotel (incluso) ou saída para jantar (livre) no restaurante da Cervejaria Bierbaum, uma parada estratégica no vinho!

Dia 1 de Novenbro visita à Vinícola Kranz às 10 horas, com degustação e alguns acepipes. Numa feira de vinhos brasileiros na Fecomercio, conheci seus vinhos e me surpreendi com, especialmente, um rosé muito diferenciado e complexo, mas tem mais! Passeio e almoço livres e à noite jantar no hotel com show Tirolês. Jantar e show inclusos no preço do tour exceto por bebidas.

Dia 2 de Novembro, saída ás 9:00 com destino a Caçador e à belíssima Villaggio Grando, um dos principais players dos vinhos de altitude. Um portfolio de vinhos com muita diversidade e muita pesquisa. Visita, provas e um bate-papo com tira gosto para nos prepararmos para a viagem a Navegantes de onde embarcaremos de volta a São Paulo. No caminho, parada para almoço (livre).


Eu acompanharei o grupo do inicio ao fim, mas isso você já sabia, o que você quer mesmo saber é do preço né? Vamos ver; este tour cobre todas as degustações e visitas, almoços e lanches nas vinícolas, passagens aéreas, ônibus fretado pelos seis dias, quatro jantares ou seja, afora algumas poucas refeições livres que normalmente poderão ser pagas no cartão de crédito sem adicional de IOF (mais um beneficio da viagem local), o custo abrange quase tudo. Clicou nos links, já fez a viagem virtual, pois bem; se realmente estiver interessado contate o Murilo ou me envie um e-mail para wineandfoodtravelexperience@gmail.com e lhe passarei os preços e condições de imediato.

Kanimambo e espero ver você a bordo. Das cerca de 20 vínicolas na região, provaremos vinhos de mais da metade, uma experiência ímpar e um enorme aprendizado sobre os Vinhos de Altitude Brasileiros, não perca esta oportunidade".

Agora quem ainda não tiver compromisso na data e quiser cair de cabeça no mundo dos vinhos catarinenses, só me resta desejar boa viagem. Infelizmente tenho uma incrível sina (negativa) de nunca conseguir casar minha agenda com essas viagens do João, uma vez que eu morro de vontade de ir. Com a certeza de que não me faltarão oportunidades, me despeço de vocês.

Até o próximo!

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Vinícola Salton acerta na parceria e lança novidades com o Winebar!

A parceria entre a Vinícola Salton e o Winebar já é um sucesso comprovado, tendo em vista o número de lançamentos que a mesma fez usando a plataforma de degustação virtual. Eu tive de acompanhar grande parte delas, e com conhecimento de causa, posso dizer que eu fico muito orgulhoso de ver o vinho nacional tomando o rumo que está. No último dia 29/09, a Vinícola Salton apresentou mais alguns lançamentos e novidades. O enólogo Gregório Bircke Salton foi quem fez a apresentação de tais lançamentos, a saber: Salton Évidence Brut, Salton Paradoxo Pinot Noir e Salton Gerações Antônio “Nini” Salton.


Falar sobre a Vinícola Salton ou sobre o Winebar seria como, desculpem o clichê, chover no molhado. Com seus mais de 100 anos de história, a Salton é uma das principais vinícolas do Brasil. Já o Winebar é sempre uma degustação descontraída onde provamos junto com os convidados e o mediador, na nossa casa, alguns ótimos vinhos das vinícolas ou importadoras participantes.

Começamos a degustação com o Salton Évidence Brut, um vinho espumante feito com uvas 70% Chardonnay e 30% Pinot Noir sendo que 20% deste vinho foi fermentado e mantido com suas leveduras em barricas de carvalho francês por um período de 6 meses.Os vinhos base foram elaborados separadamente e assim conservados. Antes da tomada de espuma foi realizado o corte. A segunda fermentação acontece em garrafa (método Champenoise ou Tradicional). Permanece em contato com as leveduras na garrafa por 24 meses. Como resultado temos um vinho espumante de coloração amarelo palha com reflexos tendendo ao dourado, muito brilho e limpidez. Tem um belo desprendimento de pequenas e delicadas borbulhas com bela formação de perlage e coroa de espuma. No nariz o vinho tinha aromas de frutas cítricas, frutas tropicais, mel, panificação e flores brancas. Na boca era muito cremoso e fresco, de bom corpo. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e acariciava por onde passava. Delicioso e que combinou com um belo risoto de aspargos frescos com queijo brie e filés de Saint Peter com molho de cogumelos e tomate. Divino!

Passamos então ao Salton Paradoxo Pinot Noir, um vinho feito com 100% de uvas Pinot Noir da Campanha Gaúcha, região esta que inclusive tem ganhado reconhecimento de maneira bem rápida aqui dentre os nosso terroirs em virtude da qualidade das uvas (e consequentemente dos vinhos) que de lá tem saído. Passa por 12 meses de envelhecimento em barricas francesas. Resulta em um vinho de coloração violácea clara, límpida e bem brilhante. No nariz o vinho mostra aromas típicos de frutos vermelhos, especiarias, chocolate e algo terroso. Na boca o vinho tem corpo leve para médio, taninos finos e suavez e uma acidez pronunciada. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo, delicado e saboroso. Ele foi par de uma bela macarronada com molho a bolonhesa (carne moída, bacon, azeitonas pretas e manjericão), se portando de maneira incrível. este vinho se encaixa naquele velho mantra da boa relação entre custo e benefício que nós enófilos brasucas sempre estamos dispostos a garimpar.

Para finalizarmos chegamos ao Salton Gerações Antônio “Nini” Salton, um vinho feito a partir do corte das seguintes uvas: Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Malbec. O vinho passa 12 Meses em barricas francesas novas e posteriormente ao seu engarrafamento permanece um ano antes de sua expedição. Como resultado observamos um vinho de coloração violácea de grande intensidade e brilho, com boa limpidez. Aromas de frutos escuros, especiarias, toques animais, mentolado e baunilha. Na boca o vinho é encorpado, com boa acidez e taninos sedosos. O retrogosto confirma o olfato. É muito elegante e o seu final é longo e muito saboroso. Um baita vinho sem sombra de dúvida. Foi o par de uma boa costela de porco assada, somente temperada com sal grosso. De lamber os beiços. Um vinho de respeito, que se mostra evoluído e no ponto de consumo. Se a Salton continuar a produzir grandes vinhos nas mais diversas faixas de preço, vai melhorar ainda mais seu posicionamento no mercado nacional. Meu preferido de longe, dos três degustados aqui.

E assim finalizamos mais um Winebar em parceria com a Vinícola Salton com a certeza de que o vinho nacional está no caminho certo e que, reforçando o que disse Jorge Lucki na abertura da Expovinis, o vinho tinto brasileiro está numa crescente que nos faz ficar de olhos neles. Eu acredito e recomendo a prova destes e muitos outros que venho comentando por aqui. Vocês não irão se arrepender.

Até o próximo!

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Palacios Reales Espumoso Brut: Borbulhas espanholas para a #CBE

E chegamos àquele dia que sempre esperamos com entusiasmo todos os meses, que é o primeiro dia do mês quando os membros da #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs - numa gostosa brincadeira postam todos sobre um mesmo tema, relacionado ao vinho evidentemente. Neste mês, vejam só, corríamos o risco de ficar sem tema dada as atribulações que nossas vidas cotidianas nos levam mas eis que, de maneira salvadora, a Ale Esteves, também conhecida sobre a alcunha de Dama do Vinho (http://www.alessandraesteves.com/), propôs um tema que veio a calhar: vinho espumante... uma boa desculpa para abrir e comemorar, mas também porque o calorão suplica. E como por aqui o lema é desafio proposto, desafio aceito, fomos de Palacios Reales Espumoso Brut.


A Bodegas Verduguez, produtora do vinho espumante em questão, é uma empresa familiar (atualmente na quarta geração), na cidade de Villanueva de Alcardete, na parte oriental da província de Toledo, na fronteira com a província de Cuenca. A Bodega está registrada no Conselho Regulador da DO La Mancha que apoia e destaca a alta qualidade de seus vinhos. A adega atual foi fundada no mesmo ano em que foi construída, 1950, só que com outro nome. A partir de 1994 o atual presidente, Miguel Angel Verduguez Morata, num claro compromisso com a qualidade, começou a mudar a produção de vinhos tintos e brancos, e ao invés de vendê-los a granel, passou para o desenvolvimento de vinhos varietais puros com a preparação e caracterização necessária para atender às necessidades do mercado.

Sobre o Palacios Reales Espumoso Brut, podemos acrescentar ainda que foi elaborado com uvas autóctones espanholas Macabeo e Airén, além disso, o método de produção utilizado foi o mesmo empregado nos Champagnes, ou seja, método Tradicional ou Champegnoise. Vamos as impressões?

Na taça o vinho espumante apresentou uma bonita coloração amarelo palha com reflexos tendendo ao dourado, muito brilhante e limpida. A formação de perlage é intensa e constante, formando boa coroa de pequenas borbulhas na taça. 

No nariz o vinho espumante apresentou aromas de frutos cítricos e tropicais (destaques para limão siciliano e pêssego), toques de panificação e algo de mel ao fundo.

Na boca o vinho espumante se mostrou muito cremoso, fresco e com um bom corpo. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso. 

Mais um belo vinho espumante degustado por aqui, que a meu ver é um coringão e vai com quase qualquer tipo de prato. Eu recomendo a prova. O Palacios Reales Espumoso Brut é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo. E assim concluímos mais uma tarefa para a #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs.

Até o próximo!