segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Brindando reveillon com Espumante Club des Sommeliers Brut para a #CBE

Esse mês a #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs, como em outros anos, propôs um desafio aos confrades e confreiras: "espumante de boa relação qualidade x preço, para brindar a chegada de 2016 com muitas garrafas, para os leitores escolherem seus vinhos para o réveillon". E este tema foi proposto pelo Gil Mesquita, do blog Vinho para Todos, que a partir de então assume também a presidência da confraria. A nossa escolha por aqui foi o Espumante Club des Sommeliers Brut. Vamos falar um pouco sobre a marca e sobre o vinho?


Do site do Grupo Pão de Açúcar vem algumas linhas sobre a marca Club des Sommeliers: "Club des Sommeliers é uma marca de vinhos exclusiva do Grupo Pão de Açúcar. Lançada em 2000, a linha possui mais de 60 rótulos de 10 países selecionados pelo enólogo e consultor de vinhos Carlos Cabral. Os vinhos Club des Sommeliers são selecionados nas melhores regiões vinícolas do mundo: França, Itália, Portugal, Espanha, Chile, Argentina, Brasil, África do Sul, Nova Zelândia e Austrália. Em 2011, lançamos a linha Reserva Club des Sommeliers, com vinhos que passam por um processo de envelhecimento em barricas de carvalho. O contato da bebida com a madeira torna-a mais saborosa e encorpada. A grande variedade de rótulos oferece a você vinhos de qualidade a preços acessíveis, com opções para o dia a dia e também para grandes celebrações. Confira nossos rótulos em diversas lojas do Extra e Pão de Açúcar com a garantia e exclusividade do Grupo Pão de Açúcar. Uma marca de vinhos especialmente selecionados para você".

Acrescentando, o Espumante Club des Sommeliers Brut é um vinho feito a partir das uvas Chardonnay e Pinot Noir da Serra Gaúcha, no Rio Grande do Sul feito pelo método tradicional, ou seja, a segunda fermentação é feita na garrafa. Vamos então as impressões?

Na taça o vinho espumante apresentou uma coloração amarelo palha com reflexos verde claro, límpido,brilhante e com boa formação de perlage continua e fina.

No nariz o vinho espumante apresentou aromas de frutos cítricos como abacaxi e maçã verde além de aromas de panificação e tostados.

Na boca o vinho espumante é bem fresco e cremoso, bem agradável. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração. 

Mais um bom vinho espumante nacional degustado por aqui, uma opção bem econômica e que demonstra todo o potencial do sul do país para a fabricação de espumantes. Tarefa dada é tarefa cumprida, espero que os leitores possam usar as dicas postadas estes mês na #CBE para escolher bem o espumante que fará o brinde da passagem para 2016. 

Até o próximo!

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

San Marzano Talò Primitivo di Manduria 2013

Talvez os vinhos italianos sejam os que mais cresceram no meu conceito durante todo o ano de 2015. Eu provei diversos vinhos, diversos produtores, baratos, caros, médios e depois de ter uma admiração pela Toscana, a Itália se tornou a menina dos meus olhos. E sempre que possível, procuro provar diferentes produtores, diferentes rótulos e me surpreender a cada um deles. E fez parte dessa (re)descoberta o vinho de hoje. Estou falando do San Marzano Talò Primitivo di Manduria 2013.


O vinho é produzido pela Cantine San Marzano, cuja história remonta a meados dos anos 60. Em 1962, alguns vinhateiros da região de San Marzano, cujas famílias haviam cultivado a terra por lá disponíveis por gerações, combinaram seus esforços para fundar a "Cantine San Marzano". Através das décadas esta coooperativa tem crescido significativamente, atraindo mais de 1200 viticultores, o uso de plantas modernas e tecnologicamente avançadas e produção de vinhos elegantes sem esquecer a obrigação e a manutenção das mais antigas tradições do vinho de Puglia. Hoje em dia a fusão de tradição honrada, tempo, paixão e sensibilidade com técnicas contemporâneas lhes permite produzir vinhos com varietais autóctones e características regionais, refletindo maravilhosamente a atenção individual, variação sazonal e terroir local.

A região como não poderia deixar de ser é a Apulia (ou Puglia como conhecemos), no coração da aclamada denominação de "Primitivo di Manduria", uma faixa de terra entre dois mares: Jônico e Adriático. Belas paisagens na província de Taranto e Brindisi, onde vinhedos e oliveiras florescem lado a lado. Definitivamente, o solo dos vinhedos e o terroir do Mediterrâneo desempenham um papel fundamental na produção de vinhos de altíssima qualidade, como é o caso dos vinhos da vinícola San Marzano. Nas mãos de enólogos apaixonados, mesmo os frutos das vinhas mais jovens tornam-se vinhos encorpados, generosos e elegantes. São vinhos que, com certeza, vão superar ainda mais todas as expectativas.

Sobre o San Marzano Talò Primitivo di Manduria 2013, podemos ainda acrescentar que é um vinho 100% feito com uvas Primitivo da área de San Marzano, em Salento, na Puglia. Passa por envelhecimento de 6 meses em barricas de carvalho americano e francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade, bom beilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos bem maduros, baunilha e chocolate. 

Na boca o vinho se mostrou de médio corpo para encorpado, taninos macios e redondos e acidez na medida. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais um belo vinho italiano degustado por aqui, que deve agradar todos os paladares, do mais experientes aos recém iniciados no mundo do vinho. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

La Flor Malbec 2014: O bom companheiro da maminha assada!

Não é todo dia que tiramos da adega aquele baita vinho, aquele vinho guardado com carinho para ocasiões especiais. Mas nem por isso devemos beber vinhos ruins. E existem muitas boa opções em faixas intermediárias de preços e, dependendo da ocasião, podem até se sair melhor do que opções consideradas superiores. Foi mais ou menos com esta filosofia que escolhi este La Flor Malbec 2014 para uma refeição ordinária dia desses e nossa casa. Vamos ver o que descobrimos sobre ele?


A família Pulenta tem sido associada à viticultura Argentina por três gerações. Em 1992, Angelo Pulenta e Palmina Spinsanti chegaram de Ancona, na Itália, na Argentina e lá fincaram as raízes de sua família (e de suas vinhas). Seus filhos, Eduardo e Hugo Pulenta, deram vida a Pulenta Estate no ano de 2002, fornecendo experiência e a mais qualificada mão de obra. A tradição, sabedoria e experiência da família, planejada durante os 100 anos desde a chegada de Angelo PulentaSpinsanti na Argentina, vivem hoje na Pulenta Estate. Sua missão é produzir series limitadas de grandes vinhos, elaborados com orgulho na Argentina.

Sobre o La Flor Malbec 2014, uma curiosidade: são os primeiros a saírem da vinícola mendocina a cada safra, sendo os mais jovens e considerados "na flor da idade". Ainda, é um vinho feito a partir de 100% de uvas Malbec vindas de Luján de Cuyo, em Mendoza, na Argentina e passagem por cerca de 6 meses em barricas de carvalho antes de libera-lo ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e bem coloridas também ajudavam a tingir as paredes da taça.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos vermelhos, muitos aromas florais e toques de especiarias doces e baunilha. 

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio para encorpado, taninos sedosos e acidez na medida. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

De vez em quando é bom voltar as origens, curtir um vinho sem maiores pretensões e fazer uma refeição em família que satisfaz a alma. O vinho acompanhou de maneira magistral uma maminha assada em cama de sal grosso e batatas assadas. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Winebar: Degustação especial de Espumantes Salton para o fim de ano!

Com a proximidade do final do ano, muitos já estão com os preparativos para as festas, jantares e confraternizações em pleno vapor. Sabendo disso, a Vinícola Salton em parceria com o Winebar, mais uma vez sai na frente, aproveitou para lançar e reapresentar alguns de seus vinhos espumantes que são amplamente consumidos nestas ocasiões e que, em minha opinião, combinam bem demais. E foi assim que no último mês de Novembro o enólogo Gregório Bircke Salton, mostrou o lançamento da linha Séries By Salton assim como (re)apresentou os espumantes Salton Brut e Salton Reserva Ouro.

Falar sobre a Vinícola Salton ou sobre o Winebar seria como, desculpem o clichê, chover no molhado. Com seus mais de 100 anos de história, a Salton é uma das principais vinícolas do Brasil. Já o Winebar é sempre uma degustação descontraída onde provamos junto com os convidados e o mediador, na nossa casa, alguns ótimos vinhos das vinícolas ou importadoras participantes.


Começamos a degustação com o lançamento da noite, o Séries by Salton Brut, um espumante considerado de entrada (para venda em supermercados). É feito a partir de uvas Ugni Blanc e Prosecco, pelo método Charmat (segunda fermentação em tanques de inox). Como resultado tivemos um espumante de coloração amarelo palha bem clarinho, com reflexos esverdeados. Boa formação de perlage. No nariz mostrou aromas de flores brancas e frutas cítricas e tropicais. Em boca tem boa cremosidade e acidez na medida. Retrogosto confirma o olfato. Um vinho fácil, leve e que quando você percebe, a garrafa secou. Vale ressaltar que esta linha de produtos ainda possui um espumante Demi-Sec e um Rosé.

Depois, passamos ao Salton Brut, subindo um poucode patamar dos produtos Salton, com um vinho feito a base de Chardonnay, Trebbiano e alguma(s) outra(s) uva(s), feito também pelo método Charmat. Coloração ainda amarelo palha, reflexos esverdeados. Perlage mais delicado e consistente. Aromas mais puxados aos cítricos, ainda com flores e com toques de panificação e fermento. Na boca é bem fresco com boa cremosidade. O retrogosto confirma o olfato. Sem dúvida um campeão para o dia a dia.


Ao final, chegamos ao Salton Reserva Ouro, um espumante produzido pelo método Charmat, que fica em contato com as leveduras por aproximadamente 6 meses. Tem ainda em sua composição 60% Chardonnay, 20% Riesling e 20% Pinot Noir. Existe ainda uma curiosidade a cerca da produção deste vinho, onde 20% do vinho foi fermentado e conservado em barris de carvalho novo, norte americano e meio tostado. Como resultado temos uma bonita cor amarelo palha com toques esverdeados. Borbulhas de tamanho médio, boa intensidade e persistência. Já no nariz o vinho apresentou aromas de frutos como abacaxi e pêssego, toques de fermentação e mel. Leve lembrança floral. Na boca o vinho tinha bom corpo, acidez pronunciada e boa cremosidade. Retrogosto confirma o olfato e tem um final de média duração. Um bom vinho espumante, pelo preço me parece justo e bem competitivo.

Em suma, está procurando opções pra brindar o seu final de ano? Então procure pelos produtos  da Vinícola Salton e sua extensa gama de opções pois tenho certeza de que irá achar algo que case com seu gosto e que caiba no teu bolso. Eu recomendo! E assim terminamos mais um Winebar.

Até o próximo!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Churchill's Meio Queijo Douro Tinto 2012

Os vinhos de Portugal ocuparam um lugar de destaque e preferência em meu paladar por um longo período. No entanto quando comecei a conhecer vinhos americanos e vinhos italianos, e mesmo quando viajei para a Itália, estes vinhos também fizeram com que eu criasse laços afetivos. No entanto os portugueses sempre estiveram lá, na sua cadeira cativa. E sempre que eu provo um novo vinho português que me faz sentir prazer, é como se eu reencontrasse um velho amigo. E foi assim que me senti ao degustar o Churchill's Meio Queijo Douro Tinto 2012.


A Vinícola Churchill, produtora do vinho em questão, foi fundada por John Graham em 1981, como a primeira empresa de Vinho do Porto britânica a ser estabelecida em 50 anos. Seu desejo era montar uma empresa para produzir o seu próprio estilo individual de vinho. Era sua esposa, Caroline Churchill, que emprestou à empresa o seu nome. Em uma indústria centenária, eles eram a aposta e o novo desafio para o mercado. Desde 2004 produzem também vinhos distintos, com altíssima qualidade e caráter, transmitindo o que a região do Douro oferece de melhor. Na Churchill’s, é possível encontrar desde vinhos de entrada, como a linha Meio Queijo, como vinhos para ocasiões especiais, como o Porto Vintage.

Sobre o Churchill's Meio Queijo Douro Tinto 2012, podemos acrescentar que é um corte de uvas portuguesas, a saber: Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz. Não passa por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração violácea de média intensidade, bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, razoavelmente ligeiras e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas escuras maduras, flores e especiarias.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

É o vinho de entrada da vinícola e cumpre muito bem seu papel. É fácil de beber e deve agradar em cheio paladares iniciantes e iniciados no mundo do vinho. Eu recomendo.

Até o próximo!

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Syrah PGI Achaia 2013: Um belo vinho grego em nossas taças

Uma coincidência muito grande marcou este vinho, e por isso, eu pensei com muito cuidado sobre como e quando escrever sobre ele. A pouco mais de dois meses estava de férias, viajando com minha família e pude conhecer o famoso Epcot International Wine and Food Festival (relembrem aqui). Lá, apesar do preço, provei alguns vinhos bem legais e um deles, coincidentemente, veio a aparecer por aqui um tempo depois. Estou falando do Syrah PGI Achaia 2013.


A Cavino Winery SA, produtora do vinho em questão, é um grupo grego que tem sua fundação ainda em meados dos anos 50 na região do Peloponeso, na Grécia, mas que passou por algumas grandes modificações em todo este caminho. Aparentemente o ano rde 1999 é o que detém a marca mais recente na vinícola, quando começa a introduzir no mercado local e nos mercados internacionais vinhos de alta gama no quesito qualidade. De lá pra cá contou com uma expansão forte em mais de 26 países e construiu uma linha de engarrafamento que dizem ser o estado da arte no quesito tecnologia, com capacidade de produção de 7000 garrafas por hora.

Sobre o Syrah PGI Achaia 2013, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com 100% de uvas Syrah, proveniente do melhor terroir da Grécia, o de Achaia que é a denominação geográfica protegida (PGI). O vinho fermentou e amadureceu por 3 meses em barricas de carvalho antes de ser engarrafado e liberado para o mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração rubi violácea de média intensidade, bom brilho e uma boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se fizeram notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros e vermelhos, coco e leve toque de fumo de corda. 

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração. 

Um bom vinho para o dia a dia, mais um vez fugindo dos hermanos chilenos e argentinos. Eu recomendo a prova. Mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Goedverwacht Crane White Colombar 2014: Um bacana vinho sul africano!

Quando começamos no mundo do vinho sempre procuramos vinhos que costumam ser "portos seguros", conhecidos da grande massa, fabricados como reloginhos e que normalmente não decepcionam paladares menos exigentes. Com o passar do tempo, entretanto, nosso paladar começa a ficar mais exigente e nossa curiosidade passa a aumentar, sendo ai quando começamos a buscar vinhos diferentes. E esse é o caso deste Goedverwacht Crane White Colombar 2014, um vinho branco sulafricano feito com uma uva pouco conhecida e usual: Colombar. Vamos ver o que descobrimos sobre este vinho?


Hoje, a Goedverwacht Wine Estate, produtora do vinho em questão, está situada no belo vale a partir do qual a pequena cidade Bonnievale leva seu nome, próximo a parte ocidental da Cidade do Cabo, na África do Sul. O centro de degustação de vinhos foi projetado por Derek Van Zyl e a adega/casa da fazenda recém-construídas se assemelham a um celeiro centenário, renovado com características holandesas da cidade do Cabo, como vigas expostas e acabamentos rústicos. Na década de 1960, Gabriel Hendrik du Toit, um engenheiro civil, seguiu o seu sonho de se tornar um viticultor através da compra de duas fazendas vizinhas, totalizando 70 ha, no belo Breede River Valley, entre Robertson e Bonnievale. Ele acrescentou uma terceira propriedade para começar uma fazenda de gado leiteiro e chamou-lhe Soek Die Geluk, uma vez que ele acreditava firmemente que iria encontrar a felicidade neste empreendimento. Entre 1989 e 2003, Jan du Toit, o atual proprietário, acrescentou mais três fazendas para as propriedades originais e, atualmente, as duas fazendas cobrir um total de 220 ha. Desse total, 180 ha estão sob irrigação.

Sobre o Goedverwacht Crane White Colombar 2014, podemos dizer que é um vinho feito 100% a partir da uva Colombar, que é uma variedade francesa pouco conhecida e muito utilizada na França para a produção de Cognac e Armagnac e é muito raro encontrar um varietal desta uva. Sem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração amarelo palha com reflexo esverdeados, muito brilhante e límpido.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos tropicais e frutos cítricos. Depois de um tempo aparece algo que lembra grama cortada, quase como nos Sauvignon Blanc chilenos, mas menos intenso.

Na boca o vinho se mostrou untuoso, de bom corpo e com uma bela acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Outra grata surpresa vinda da África do Sul, tão pouco explorada por nós enófilos brasileiros. As razões são muitas e já bati bastante nesta tecla e por isso nem vale repetir. de qualquer maneira, se estiver buscando boas experiências com vinhos sul africanos, eu recomendo que provem o Goedverwacht Crane White Colombar 2014. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Gimenez Mendez Alta Reserva Tannat 2013 & Hambúrgueres caseiros!

Embora em meu post anterior eu tenha destacado os EUA por todas ligações afetivas que desenvolvi ao longo do tempo com este país, é inegável dizer que um país que também tem se mostrado muito versátil e com uma evolução constante é o Uruguai, embora menos badalado que os vizinhos Argentina e Chile. E hoje vamos de Uruguai com o vinho Gimenez Mendez Alta Reserva Tannat 2013.


O vinho é produzido pela Vinícola Gimenez Mendez, uma vinícola uruguaia estabelecida na mais pura área da América do Sul e totalmente pertencente e gerida pela família Gimenez Mendez. Seus vinhedos, cerca de 100 hectares, e adega estão localizados nas regiões de Las Brujas em Montevideo, Los Cerrillos e Canelón Grande, no sul do Uruguai, territórios privilegiados para a produção de vinhos. A história da família Gimenez Mendez com a viticultura data de 1929, quando produziam praticamente só vinhos de mesa. Devido a uma crise do mercado uruguaio, em meados dos anos 90, adquiriram uma outra adega mais antiga e tiveram a oportunidade de expandir seus negócios, decisão esta que se mostrou acertada com o passar do tempo. Atualmente seus vinhos podem ser encontrados no Reino Unido, Alemanha, Suíça, EUA, Brasil, Barbados e México. 

Sobre o vinho de hoje, o Gimenez Mendez Alta Reserva Tannat 2013, podemos acrescentar que em sua safra 2013 o vinho foi produzido com 100% de uvas Tannat e, depois do processo fermentativo, o vinho estagiou em barricas de carvalho francês e americano por 10 meses. Vamos finalmente as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Algumas lágrimas mais gordinhas, espaçadas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, flores, especiarias, baunilha e algo de defumado. Ao fundo de taça também temos um que de tostado. 

Na boca o vinho se mostrou encorpado, com taninos marcados mas de boa qualidade (sem apresentarem aspereza e aspecto"verde") e acidez na medida. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Para acompanhar o vinho, fizemos belos hamburgueres caseiros com pão australiano ou integral, bacon frito e queijo cheddar. Foi uma delícia!

Mais um excelente vinho uruguaio que provamos por aqui, que tem mostrado, ao menos pra mim, que o Uruguai conseguiu domar a difícil Tannat e fazer com ela belos caldos. Eu recomendo a prova. É mais um vinho trazido pelo Clube de Vinhos Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Siduri Russian River Pinot Noir 2012: a taça foi para os EUA na #CBE!

Com certo atraso este mês, afinal a #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs tem por característica que seus membros postem todos sobre um mesmo tema no primeiro dia de cada mês, chegamos ao nosso post. Neste mês, o tema foi dado pelo Alexandre Frias, do blog Diário de Baco, em sua despedida da "presidência" desta confraria: "Como provamos muitos vinhos diferentes este ano, certamente um país deve ter chamado sua atenção de forma especial, seja pela característica dos vinhos ou até pela evolução em qualidade. Minha sugestão é de provamos um vinho do país que mais te impressionou em 2015. Pelo conjunto da obra, qual país levaria a taça em 2015?" E por uma série de motivos, mas mais do que nunca pela afinidade que desenvolvi com este país, minha escolha recaiu sobre os Estados Unidos com o vinho Siduri Russian River Pinot Noir 2012.


O vinho é produzido pela Siduri Wines, que também é o nome da deusa babilônica do vinho, que, na mitologia babilônica, trazia consigo o vinho para a vida eterna. Siduri é também a realização de um sonho que Adam Lee e Dianna Novy compartilham desde que se conheceram há 15 anos, no Texas, e perceberam então o amor mútuo pelos vinhos feitos a partir da uva Pinot Noir. Estimulados pela crença de que poderiam se tornar produtores de vinho e fazer seus próprios vinhos Pinot Noir, deixaram suas famílias e empregos no Texas e mudaram-se para Sonoma, região vinícola da Califórnia. Em 1994 foram lançados os vinhos Siduri que com seu primeiro lançamento já foram recebidos com grande sucesso de crítica. Atualmente a Siduri produz Pinot Noir single vineyard de mais de 20 diferentes vinhedos que se estendem do norte de Santa Bárbara até o Willamette Vally, no Oregon. Todo os vinhos Pinot Noir são produzidos sem filtragem e sem afinamento, em um esforço para maximizar a expressão destes muito diversos terroirs.

Falando um pouco do Siduri Russian River Pinot Noir 2012, podemos dizer que o vinho é feito 100% a partir de uvas Pinot Noir de diversas áreas do Russian River, a saber: Green Valley, Middle Reach, Laguna Ridge, Santa Rosa Plain e West side Road. Cada um destes lotes foi vinificado separadamente e depois é feito o corte final. A fermentação malolática aconteceu de forma espontânea. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de média intensidade, bom brilho e excelente limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar. 

No nariz o vinho mostrou um perfil marcado de frutas vermelhas, aspectos terrosos que lembravam cogumelos e leve toque floral.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, taninos sedosos e acidez na medida. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um belo Pinot Noir americano que, tem um pouco da tipicidade que se espera da uva e representa bem o local de onde vem. Mais um belo vinho degustado por aqui e mais uma missão cumprida pela #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs. 

Até o próximo!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

São Roque recebe última edição do Encontro de Vinhos 2015

A Vinícola Góes recebe em seus parreirais um dos principais eventos de vinhos no estilo roadshow do país, o Encontro de Vinhos. O objetivo é reunir apreciadores do segmento em um espaço diferente, promovendo uma interação mais próxima com a natureza e, principalmente, com o vinho.


Dezenas de produtores e importadores de vinhos nacionais e importados já confirmaram presença e o visitante poderá degustar vinhos provenientes da Itália, Portugal, França, Brasil entre outras renomadas regiões vitivinícolas. Food trucks também participarão do evento oferecendo o que há de melhor da gastronomia local.

Os participantes poderão fazer um tour guiado ao interior dos parreirais, conhecendo diferentes variedades de uva, o processo produtivo do vinho e um mini museu com equipamentos antigos para a elaboração da bebida de Baco

O evento conta também com o espaço Kids, onde as crianças poderão se divertir com tranquilidade, aprendendo também sobre as uvas e degustando sucos da fruta. Serão oferecidas taças acrílicas colecionáveis para a degustação dos vinhos

Para chegar ao evento, a Vinícola Góes disponibiliza estacionamento e traslado gratuitos até os vinhedos durante todo o período. 

Sobre o Encontro de Vinhos

Data: 05 de dezembro

Horário: das 11h às 19h

Local: Vinícola Góes

Endereço: Estrada do Vinho, KM 9

Entrada: R$ 60,00 e R$ 30,00 (meia) antecipados pelo site www.encontrodevinhos.com.br ou R$ 70,00 e R$ 35,00 no local

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Piccini Chianti Riserva 2012: Um ode a Itália!

Como eu já disse em um de meus posts passados, tenho tido muitas e boas experiências com vinhos italianos e rapidamente eles tem se tornado uma espécie de xodós por aqui. É claro que eu falo vinho italiano e isso é muito amplo, pois temos uma enorme gama de vinhos vindos de lá e de uma série de regiões diferentes, com características diferentes e por ai vai. Mas o que eu quero dizer, em suma, é que os vinhos que tenho buscado deste país ultimamente tem me agradado muito. E hoje é a vez do Piccini Chianti Riserva 2012.


Localizada em Castellina in Chianti, uma das 8 cidades da área de Chianti, a Tenute Piccini (produtora do vinho), ou simplesmente Piccini, é o início da saga da família Piccini no mundo do vinho. A propriedade, desenvolvida a partir de apenas 7 ha em 1882, é agora sede principal do Grupo Piccini, gerindo 400 ha de vinhas situadas nas principais áreas de vinho da Toscana, com um foco especial em Chianti Clássico e Chianti. A Tenute Piccini é hoje um dos maiores produtores da Toscana, cuja produção de Chianti representa entre 10% a 12% de toda a produção da região de mesmo nome. Sob a liderança de Mario e Martina, a Tenute Piccini conta com uma equipe de jovens profissionais na Itália e parceiros fortes no exterior para a sua rede de distribuição crescente, que já se estende por impressionantes 72 países.

Sobre o Piccini Chianti Riserva 2012 podemos ainda dizer que é um vinho feito com 100% de uvas Sangiovese, sendo que após a fermentação permanece envelhecendo em carvalho por 12 meses e mais 3 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho mostrou uma coloração rubi violácea de média intensidade, algum brilho, boa transparência e leve tendencia granada nas bordas. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos silvestres, especiarias e toques terrosos e de madeira.

Na boca o vinho tinha corpo médio, uma deliciosa acidez e taninos sedosos e macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um belo vinho, um Chianti bem interessante e típico e que aflora lembranças memoráveis de minha vida. Este eu provei no Eataly, em minha recente visita ao lugar. Aliás, este é assunto para um post dia desses. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!