sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Divulgação: Leilão de Vinhos GRAACC. Ajude a quem necessita!

Olha só que iniciativa bacana que o GRAACC está promovendo. No segundo semestre de 2016 eles vão realizar um leilão de vinhos em prol da instituição e das crianças por eles ajudadas. Agora eles estão trabalhando na captação de garrafas de vinho que terão 100% revertidos os seus valores de venda para auxílio ao GRAACC. Veja o release oficial da instituição abaixo:

"O GRAACC, referência no tratamento do câncer infanto-juvenil, realizará no segundo semestre de 2016 um leilão em prol da causa.

A instituição já começou a receber doações de garrafas de vinho e outras peças para o leilão, com destaque para os raros Veja-Sicília Único 2013, Chateâu Palmer 2014 e Château Suduiraut Sauternes 1998.

Todas as garrafas já estão armazenadas em adegas na Dedalo Leilões, localizada no bairro dos Jardins, em São Paulo, que será a responsável pelo evento.

Você também pode fazer parte desta causa e ajudar os pacientes do GRAACC a terem uma vida inteira pela frente: contribua com esta ação especial.

Para fazer a sua doação ou mais informações, entre em contato pelo telefone (11) 5904-6600 / 99732 28 54 ou mande um email para flavionoguer@graacc.org.br."



Eu peço encarecidamente aos leitores deste blog que me ajudem na divulgação desta ação fazendo com que a mesma chegue as pessoas que poderão ajudar nesta empreitada. Conto com a ajuda de vocês.

Até o próximo!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

La Vieille Ferme Rouge 2014

Complementando o post anterior, ter a oportunidade de passar por tamanha experiência sensorial com o jantar no Provence Cottage & Bistrô (relembrem aqui) realmente necessitava de um bom acompanhamento. E olha só que barato, a carta de vinhos do restaurante é escrita a mão e num moleskine. É muito mimo. Depois de pensar muito sobre o assunto optei pelo La Vieille Ferme Rouge 2014, pensando num bom coringa para acompanhar os pratos até então desconhecidos. Olha, acho que eu acertei em cheio.


La Vieille Ferme tem sido popular entre os amantes do vinho há mais de 40 anos. Produzido em uma região tranquila e ensolarada do Sul do Rhône, na França, cada vinhedo é uma expressão de seu terroir: o vinhedo localizado em Côtes du Ventoux traz elegância e estrutura para os vinhos tintos e rosados; a altitude do vinhedo localizado em Côtes du Luberon traz frescor e delicadeza aos brancos. La Vieille Ferme é feita com grande cuidado e integridade pela Família Perrin, proprietários de Chateau de Beaucastel. Os maiores críticos de vinho de todo o mundo têm elogiado os produtores deste vinho por a sua qualidade irrepreensível, que alcançou reconhecimento internacional. O notável prestígio adquirido ao longo dos anos pela família Perrin garante sua presença entre o PFV (“Primum Familiae Vini”), associação formada por 11 dos maiores produtores de vinho do mundo, dentre eles Château Mouton-Rotschild, Vega Sicilia e Hugel & Fils, produtor da Alsace. A Perrin & Fils hoje é gerenciada por 6 membros da família Perrin da 5ª e 6ª gerações. Usando as mesmas técnicas empregadas no Château de Beaucastel, a família Perrin ter acrescentado algumas denominações interessantes em sua já impressionante lista de vinhos.

Sobre o La Vieille Ferme Rouge 2014, podemos acrescentar que é feito a partir das castas típicas da região do Rhone, a saber: Carignan, Cinsault, Grenache e Syrah. O vinho é então fermentado em cubas de cimento de 150 e 300 hectolitros. Depois da fermentação o vinho é mantido em ambas as cubas e grandes barris de carvalho por dez meses, em seguida, engarrafado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de média para grande intensidade, algum brilho e limpidez. Vale ressaltar que devido a iluminação mais aconchegante, intimista, esta avaliação ficou um pouco difícil.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas frescas, especiarias, baunilha e algo de tostado ao fundo.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom exemplar de vinho francês da região do Rhône, que mostrou seu potencial e frescor, escoltando bem todos os pratos do jantar. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Provence Cottage & Bistrô: Sofisticação e experiência sensacional!

Vivemos um turbilhão de atribuições e de tarefas em nosso dia a dia que muitas vezes esquecemos de nós mesmos e dos nosso prazeres, negligenciamos nossa saúde e deixamos de fazer atividades que nos trazem prazer. Por isso é bom que, de vez em quando, viremos a chave e mesmo que por um curto final de semana, nos entreguemos a alguns exageros sem culpa. E foi assim que eu e minha esposa chegamos a Monte Verde, Sul do estado de Minas Gerais, em um final de semana desses. E mais do que isso, descobrimos a verdadeira experiência gastronômica. Ou melhor, a verdadeira experiência sensorial, muito além da gastronomia.

Detalhes das louças e pratarias utilizadas

O Provence Cottage & Bistrô é uma luxuosa pousada e bistrô (desculpem a redundância) que trás ares de Europa para o aconchego de Monte Verde. Toda a arquitetura e os detalhes de decoração remetem as antigas pousadas provençais. Embora não tenhamos nos hospedado lá (o que foi uma pena, uma vez que só ficamos sabendo do lugar depois de já termos escolhido a nossa pousada) soubemos que por lá era servido um jantar em formato menu degustação com 5 pratos, e decidimos embarcar de cabeça. O Bistrô funciona num estilo comfort food e slow food, sendo uma surpresa a parte, afinal quando você faz a reserva não tem idéia do que será servido. Mas até nisso o cuidado do local é mostrado, pois se preocupam em saber se você tem restrições alimentares e caso as tenham, adaptações ao menu podem até ser feitas. E das mãos do chef Ari Kespers saem jóias tão criativas e deliciosas que transformam cada jantar em algo inesquecível. A inspiração é na cozinha internacional, não há dúvidas, mas com aquele quê mineirinho e recheado de produtos locais.

Capuccino de Cogumelos Portobelo

Começamos o jantar já de um forma perfeita e inusitada com um Capuccino de Cogumelos Portobelo, Confit de Canard e Terra de Banana. Estava deveras cremoso e rico em camadas e texturas. Aqui o chefe brinca com a cor dos cogumelos, a cremosidade do preparo e a espuma colocada no topo além é claro da farofinha de banana, em alusão a famosa bebida a base de café, criando também um contraste doce x salgado muito interessante.

Ravioli de Banana da Terra

O segundo prato era de se comer de joelhos. Um belo Ravioli de Banana da Terra, Queijo da Serra da Canastra e Macadâmia. Mais uma vez o joguete do salgado e doce funciona muito bem, tudo isso aliado a uma massa caseira perfeita e cozida a perfeição.

Strudel de Bacalhau

Já passávamos da metade da "brincadeira" sensorial quando nos deparamos com o terceiro prato, e imaginem só, outro belo prato. Era um Strudel de Bacalhau com Consommé de Maçã. Além do contraste de sabores, pedacinhos de maçã em conserva criavam também uma textura diferente e um aspecto azedinho interessante aos pratos. Impressionante.

Tornedor Suino

Chegamos ao prato principal e, além do deleite visual, o prazer a cada garfada não poderia ser diferente. O Tornedor Suíno com Molho de Tamarindo, Mandioca Cremosa e Farofa Brasileira era espetacular. A carne tenra e suculenta, o contraste agridoce e as texturas adicionadas pela farofinha era divinos, formavam um conjunto afinado e consoante.

Para finalizar a sobremesa era composta de uma deliciosa Tapioca Bruleé com Creme Inglês e Sorvete Caseiro de Goiaba. Sem excessos na doçura e com a constante brincadeira entre as texturas e os sabores contrastantes, não poderia exisitr melhor forma para fechar o banquete sensorial pelo qual havíamos passado.

A cara da satisfação

Depois de tudo isso, o que mais eu poderia dizer sobre o Provence Cottage & Bistrô? O chef Ari Kespers nos proporciona uma experiência que expande os horizontes gastronômicos, que nos faz entender perfeitamente o que significa slow/comfort food e que nos deixa com o sentimento de que somos tratados de uma maneira ímpar. Os sabores permanecem na lembrança e a vontade de quero mais uma constante em meus pensamentos! Eu recomendo a todos que estiverem pensando em ir a Monte Verde ou que já estejam por lá a conhecer este restaurante, não irão se arrepender.

Detalhes da decoração com ares europeus

Ah, vocês devem estar se perguntando se não teve um vinho para acompanhar tudo isso, certo? Pois eu digo que teve sim, mas será assunto para o próximo post, uma vez que me alonguei demais por aqui. Fiquem conosco.

Até o próximo!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Stupendo Cabernet Sauvignon 2012: Mais um belo vinho brasileiro!

O vinho é produzido pela LPG Wines, que fruto do amor pelo vinho, foi fundada por três amigos, um renomado Enólogo Português e dois brasileiros, outro Enólogo e um Engenheiro Agrônomo. O trabalho iniciou em 2008, com a implantação do projeto de Agricultura de Precisão e Segmentação de Colheita com alguns produtores parceiros na região de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha. O projeto de produção utiliza o mesmo sistema adotado em mais de 15 países do velho mundo, tendo como foco a melhoria da qualidade da uva para a produção de um bom vinho. São produções únicas e exclusivas com a baixa tiragem por hectare.


O Stupendo Cabernet Sauvignon 2012 é um vinho varietal 100% Cabernet Sauvignon que estagiou em barricas de carvalho francesas e americanas por 12 meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade, bom brilho e boa limpidez. Lágrimas mais grossas, lentas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aroma de frutos negros e vermelhos, especiarias, baunilha e leve toque mentolado. Ao fundo lembrança de tostado.

Na boca o vinho era encorpado, de boa acidez e taninos marcados e presentes, mas de boa qualidade. O retrogosto confirma o olfato e o final é de longa duração.

Um belo vinho brasileiro, que como eu já disse e volto a repetir, tem mostrado que a qualidade dos vinhos tintos nacionais tem crescido de maneira muito interessante. Vale a prova, eu recomendo. Deve aguentar alguns pratos mais elaborados e mais gordos. Mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até a próxima!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Tierra Imperial Crianza 2012: As voltas com a Espanha

Confesso que tenho provado mais vinhos espanhóis nos últimos tempos e que estes tem me surpreendido de maneira positivamente cada vez mais, e não só os tintos, mas os brancos frescos e deliciosos que combinam com o verão aqui do Brasil. Mas como o tempo deu uma esfriada, desta vez resolvi ir de tinto. E o vinho que vamos conversar hoje sobre é o Tierra Imperial Crianza 2012.


A Bodegas Verduguez, produtora do vinho, é uma empresa familiar (atualmente na quarta geração), na cidade de Villanueva de Alcardete, na parte oriental da província de Toledo, na fronteira com a província de Cuenca. A Bodega está registrada no Conselho Regulador da DO La Mancha que apoia e destaca a alta qualidade de seus vinhos. A adega atual foi fundada no mesmo ano em que foi construída, 1950, só que com outro nome. A partir de 1994 o atual presidente, Miguel Angel Verduguez Morata, num claro compromisso com a qualidade, começou a mudar a produção de vinhos tintos e brancos, e ao invés de vendê-los a granel, passou para o desenvolvimento de vinhos varietais puros com a preparação e caracterização necessária para atender às necessidades do mercado.

Quando pensamos em Espanha e em um Tempranillo Crianza, logo nos vem a cabeça as regiões de Ribeira del Duero ou mesmo Rioja, entretanto o Tierra Imperial Crianza 2012 vem da região de La Mancha e Castilla. Feito 100% com uvas Tempranillo, este vinho passa por no mínimo 6 meses em barricas de carvalho e mais algum tempo em garrafa antes de ser liberado ao mercado, conforme solicita a legislação da DO La Mancha. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração rubi violácea de média intensidade com ligeiro halo granada nas bordas. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e negros, especiarias, notas animais e algo de baunilha.

Na boca o vinho tinha corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos marcados e firmes, mas de boa qualidade. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um bom vinho tinto espanhol que provamos por aqui, que me faz cada vez mais tentar conhecer e descobrir novos vinhos vindos de lá. Eu recomendo e muito a prova. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Altaïr Sideral 2011: Belo vinho vindo do Chile!

De vez em quando olhamos fundo em nossa vida e, por mais ordinária que ela tenha sido ultimamente, existem momentos em que precisamos celebrar, levantar o moral e olhar também para a metade cheia do copo. E são nestes dias que você procura abrir rótulos um pouco mais sofisticados. Em foi em um dia desses que o Altaïr Sideral 2011 saiu da adega.


O vinho é produzido pela gigante chilena Viña San Pedro, fundada em 1865, e é hoje uma das maiores e mais antigas do Chile exportadores de vinho e uma das vinícolas mais importantes do país. O vinhedo principal, adega subterrânea e a centenária adega de San Pedro estão localizados em Molina, no Vale do Curicó, a 200 km. ao sul de Santiago. Lá, a Viña San Pedro tem uma das mais extensas áreas plantadas com vinhas na América Latina, com 1.200 hectares. Enquanto isso, San Pedro tem mais de 1.500 hectares plantados no Vale Central e outros grandes vales vinícolas do Chile, como o Elqui, Casablanca, San Antonio-Leyda, Maipo, Cachapoal, Maule e Bío Bío, sempre à procura de novas e melhores fontes para os seus vinhos. A Viña San Pedro faz parte do grupo chamado VSPT Wine Group, o terceiro maior grupo de vinhos no Chile e o segundo maior exportador de vinho chileno.Em 2002 fechou um projeto com o proprietário do Château Dassault em Saint-Emillion, Bordeaux, França que viria a ser a Viña Altaïr. De um lado, o francês Dassault já tinha vasta experiência na produção de vinhos ultra premium, como os Grand Cru Classé de Saint-Emilion e, na outra ponta, a vinícola San Pedro, detentora de grande conhecimento do terroir chileno. É claro que o resultado só poderia ser um sucesso: nasceram ali dois vinhos ícones, o Altaïr e o Sideral, que já em sua primeira safra foi aclamado pela crítica internacional.

Falando sobre o Altaïr Sideral 2011, podemos dizer que é um vinho moderno e arrojado. Este vinho é considerado a porta de entrada para o exclusivo grupo de cinco vinhos ultra-premium da Viña San Pedro, chamada Grandes Vinhos de San Pedro. As cinco cepas cultivadas na propriedade de 72 hectares de vinhas localizada no Valle del Cachapoal (Cabernet Sauvignon, Carmenere, Syrah, Cabernet Franc e Petit Verdot) são misturadas em proporções variáveis, criando um vinho com uma personalidade única a cada safra. Finaliza com passagem de 12 meses em barricas de carvalho francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas mais gordinhas, lentas e coloridas também tingiam as paredes da taça.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros em compota, toque balsâmico, chocolate e leve mentolado.

Na boca o vinho era gordo, encorpado mas com taninos sedosos e acidez na medida. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa e deliciosa duração.

Um belo vinho chileno provado, faz jus a toda sua fama e, comprado em uma promoção da importadora, foi um bom custoxbenefício. Não é um vinho para o dia a dia. Mas vale conhecer, eu recomendo.

Até o próximo!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Herdade do Sobroso Tinto 2013

A Herdade do Sobroso, produtora do vinho em questão, nos seus 160 hectares de terras, concilia a produção de vinho com a fruição do espaço e da natureza, utilizando-os enquanto centro de lazer. Situada no região do Alentejo, mais especificamente na Vidigueira, a Herdade do Sobroso está delimitada pela Serra do Mendro ao norte, pelo Guadiana a leste e a sul pela enorme planície que se estende até perder de vista. A Herdade do Sobroso caracteriza-se por apresentar solos franco-argilosos e arenosos apostando na implantação de vinhas de acordo com critérios que visam a produção de uvas com elevada qualidade. No que diz respeito ao clima esta região é conhecida pelos seus Invernos frios, seguidos por Verões longos e quentes. As castas tintas dominantes são Aragonez, Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon, Syrah, Alfrocheiro e Trincadeira, enquanto os vinhos brancos provêm essencialmente das castas Antão Vaz, Arinto e Perrum.


Falando um pouco do Herdade do Sobroso Tinto 2013, posso ainda acrescentar que é um vinho feito a partir das castas Aragonez, Trincadeira, Alicante Bouschet e Alfrocheiro Preto (uvas autóctones e muito comuns na região) estagiando por 14 meses em pipas de 500 litros de carvalho francês antes de ser liberado ao mercado. Tem 14% de álcool. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração violácea de média para grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas mais gordinhas, levemente coloridas e mais lentas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros, chocolate e toques florais.

Na boca o vinho apresentou corpo médio para encorpado, taninos macios e ótima acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um belo portuga degustado por aqui, encontrado facilmente na rede Pão de Açúcar. Não é um vinho considerado barato, mas entrega a qualidade esperada. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Milcampos Viñas Viejas Tempranillo 2012

Este vinho é produzido em Ribera del Duero, uma das denominações de origem da Espanha de maior prestígio. As uvas que lhe dão origem são provenientes de vinhas antigas, com mais de 40 anos de idade. A vinícola La Milagrosa, produtora do Milcampos Viñas Viejas Tempranillo 2012, foi fundada em 1962 como uma cooperativa com o objetivo de resolver os problemas de elaboração de vinhos com uvas plantadas nas cidades de Milagros, Pardilla, Montejo de la Vega y de la Serrezuela, Torregalindo e Fuentenebro. Nos anos 70 e 80 a vinícola enfrentou crise econômica e teve que se reinventar. Atualmente, com mais de 210 viticultores sócios e uma estrutura moderna com capacidade de vinificar 1.500 toneladas de uva por ano, a Bodela La Milagrosa se dedica a produção de vinhos segundo o regulamento da DO Ribera del Duero.


Sobre o Milcampos Viñas Viejas Tempranillo 2012, podemos acrescentar que é um vinho elabora 100% com uvas Tempranillo e que passa por 10 meses de envelhecimento em barricas de carvalho americano e húngaro. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade, algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também faziam parte do aspecto visual. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, flores e especiarias. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom vinho espanhol, que pode ser degustado sozinho ou acompanhando carnes mais temperadas, pizzas mais elaboradas e cozinha espanhola em geral.Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Virando o ano com Champagne Lacombe Grande Cuvée Brut!

E foi assim que mais um ano se passou e cá estamos em 2016. O final de ano foi bem complicado, com muitos desafios no lado profissional. Mas, conseguimos sobreviver e agora, com certo atraso venho falar do espumante com o qual brindamos a virada do ano de 2015 para 2016. E olha que foi dia de Champagne, bebe! Passamos muito bem com o Champagne Lacombe Grande Cuvée Brut.


Este Champagne, como o próprio nome já denuncia, é produzido pela Maison Georges Lacombe, cuja história se confunde com a do próprio fundador, Georges Lacombe. Foi no final de sua adolescência, quando criou e passou a editar a revista “O Eclético” (tradução livre do francês), que ele começou a se apaixonar por vinho. Casou-se e, então, voltou às terras de sua família, nas proximidades de Cahors, onde começou a cultivar algumas vinhas. Mas foi chegar à Champagne somente depois do casamento de sua filha, em 1989, com um enólogo da prestigiada região de espumantes. O pequeno vinhedo que comprou foi se estendendo e, hoje, depois de conquistar tamanha reputação, já soma 12 hectares, a maioria localizada no Vale do Marne.

Sobre o Champagne Lacombe Grande Cuvée Brut, podemos ainda acrescentar que é um corte a partir das 3 uvas comumente usadas em Champagne: Pinot noir (35%), Pinot Meunier (30%) e Chardonnay (35%). É utilizado 75% de vinho base do ano de colheita do engarrafamento mais 25% de vinhos base considerados "reservas" de safras anteriores. Passa de 24 a 36 meses em contato com as leveduras, na garrafa. Vamos as impressões?

Na taça o Champagne apresentou uma bonita coloração dourada brilhante e límpida. Boa formação de uma fina perlage, bastante persistente e "barulhenta". 

No nariz o Champagne apresentou aromas de frutos tropicais e cítricos, pão, floral e algo de manteiga. 

Na boca o Champagne se mostrou muito cremoso e fresco, muito equilibrado. O retrogosto confirmou o olfato e o final era de longa duração.

A cada dia que passa e com o aumento da "litragem" com relação aos Champagnes, posso dizer que me torno mais e mais fã desta bebida. Este foi provado no dia primeiro de janeiro, pós virada de ano e arrebentou na mesa. Se você é também fã desta bebida, não deixe de provar este. Eu recomendo.

Até o próximo!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Brancaia Tre Tinto Toscana IGT 2012

E mais uma vez nos encontramos as voltas com vinhos belíssima e saudosa Toscana. Saudosa pois foi lá que celebrei meu casamento e pude conhecer um pouco deste pitoresco e fantástico lugar onde comer e beber bem é uma certeza. Hoje trazemos ao blog o Brancaia Tre Tinto Toscana IGT 2012.


O vinho de hoje é produzido pela Brancaia Winery & Wines, que até 1981, numa região conhecida como Castellina in Chianti, se encontrava em estado de total abandono. Foi quando o casal suíço Brigitte e Bruno Widmer se apaixonou pelo local e bancou a compra da propriedade. Apenas dois anos mais tarde, a Brancaia alcançou a primeira colocação em uma importante degustação de Chianti Classico e, em seguida, ganhou rapidamente reconhecimento internacional. Isso levou a uma extensão contínua das atividades que resultam na compra da fazenda Poppi (Radda in Chianti) em 1989, seguido pela fundação de Brancaia em Maremma, em 1998, a apenas 10 km da costa mediterrânica. Desde 1998, Barbara Widmer, enóloga e filha dos fundadores, tem sido responsável pela vinificação bem como pelos vinhedos em todas as três propriedades - tendo também a grande ajuda da consultoria do famoso enólogo Carlo Ferrini.

Já sobre o Brancaia Tre Tinto Toscana IGT 2012, podemos acrescentar que é um vinho feito a partir das uvas Sangiovese, Merlot e Cabernet Sauvignon (dai o nome "TRE"). Ainda, mostra em seu rótulo a inscrição IGT (Indicazione Geográfica Típica) que é uma forma de padronizar e exigir determinados cuidados com o vinho (em menor escala se compararmos aos DOC e DOCGs, por exemplo). Por fim, tem passagem de 12 meses por barricas de carvalho francês e mais 2 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de média intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, espaçadas e sem cor se faziam presentes.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos vermelhos silvestres, toques florais, chocolate e leve mineral ao fundo.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, acidez muito refrescante e taninos finos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Sem dúvidas um excelente exemplar de vinho da toscana que aparece por aqui e só vem confirmar o que eu tenho dito, que os vinhos italianos tem chegado perto do vinhos portugueses para tomar de vez minha predileção. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Van Zellers 2014: Mais uma boa expressão do Alentejo disponível !

Nem vou mais ficar fazendo ode e apologias aos meus queridos vinhos portugas, afinal quem me segue ou lê alguma coisa do que eu escrevo por aqui já percebeu isso de tempos. Então, hoje trago mais uma boa opção de vinho português por aqui, direto do Alentejo, o Van Zellers Tinto Regional Alentejano 2014.


O vinho é produzido pela Van Zellers & Co, que foi originalmente estabelecida em 1780 como uma empresa exportadora de Vinho de Porto pela primeira geração dos Van Zellers portugueses. Uma das maiores companhias dessa época, viria a ser vendida a outra casa em meados do século XIX. A família Van Zeller readquiriu-a, por incorporação na Quinta do Noval em meados de 1930 - a Quinta do Noval era então propriedade de Luís de Vasconcellos Porto, cuja filha e herdeira, Rita de Vasconcellos Porto, casara recentemente com Cristiano Van Zeller, descendente direto em linha primogênita do fundador. Em 1993 a Van Zellers & Co. foi vendida pela família junto com a Quinta do Noval, entrando num período de dormência, durante o qual não teve nem atividade comercial. Em 2006, Cristiano Van Zeller readquiriu finalmente a companhia e as suas marcas. Nesse mesmo ano iniciou a produção de vinhos Douro DOC sob as marcas "VZ" e "Van Zellers" e em 2009 relançou os vinhos do Porto Van Zellers, abrindo assim um novo capítulo da história desta companhia já bicentenária. Atualmente a vinícola conta também com incursões em outras regiões de Portugal, tais como o Alentejo já citado aqui, além de experiências internacionais,

Sobre o Van Zellers Tinto Regional Alentejano 2014 podemos acrescentar que é um corte das seguintes uvas: Trincadeira, Syrah, Alicante Bouschet e Touriga Nacional. Além disso, passa por envelhecimento em barricas de carvalho Francês de 2º, 3º e 4º usos durante 17 meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita e brilhante coloração violácea de média para grande intensidade com boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também compunham o conjunto visual.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos vermelhos e escuros muito maduros, especiarias doces e florais.

Na boca o vinho se mostrou de médio corpo com excelente acidez e taninos sedosos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais um belo portuga degustado por aqui, sempre agradável. Eu beberia este vinho por si só, sem acompanhamentos. Mas acho que pratos a base de carnes mais suaves e não muito temperadas, massas mais simples e claro, uma boa pizza, seriam boas companhias. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Morgado da Vila Vinho Verde 2013: Para combater o calor e para a #CBE

E chegamos àquele dia que sempre esperamos com entusiasmo todos os meses, que é o dia do mês quando os membros da #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs - numa gostosa brincadeira, postam todos sobre um mesmo tema, relacionado ao vinho evidentemente. Neste mês o primeiro tema para 2016 foi escolha do confrade Daniel Perches, o pai do Antônio e editor do blog Vinhos de Corte. Ele levou em conta o calor bravo e indicou: "Vinho Verde, de qualquer preço". Por aqui fomos de Morgado da Vila Vinho Verde 2013


O vinho em questão é produzido pela vinícola Quinta da Lixa, que é o testemunho vivo da paixão que a Família Meireles sempre teve pelos Vinhos Verdes. Presente em diversas áreas do mundo empresarial, esta família que já era proprietária de vinhedos localizados ao redor da pequena Vila da Lixa, decide em 1986 criar uma pequena empresa que viria a se tornar naquela que é hoje a Quinta da Lixa - Sociedade Agrícola, Ltda. O vinho produzido era inicialmente vendido a granel mas rapidamente se percebeu que a sua qualidade e aceitação eram tais que o engarrafamento na propriedade era imperativo. Devido ao aumento de produção, torna-se necessário a construção de novas instalações que viessem substituir a primitiva adega onde já não era possível a manutenção do padrão de qualidade que caracterizava os vinhos da Empresa. Em 1999 a Quinta da Lixa compra uma nova propriedade, a Quinta de Sanguinhedo com 30 hectares dos quais 20 vieram a ser ocupados com vinha. Neste momento a Empresa tem um total de 105 hectares de vinha distribuídos pelas seguintes Quintas: Quinta da Lixa, Quinta da Corredoura, Quinta do Souto, Quinta Nova, Quinta de Sanguinhedo e Quinta dos Lagareiros. Com novas vinhas, no início do século, a empresa aposta fortemente na diversificação dos seus vinhos, colocando no mercado vários Vinhos Varietais e Espumantes de Vinho Verde.

Sobre o Morgado da Vila Vinho Verde 2013 pouco podemos acrescentar que não sua composição, sendo este feito com duas uvas tradicionais da região, Loureiro e Trajadura, que não passa por madeira e que em apenas 11,5% de teor alcoólico. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha bem clara, tendendo até a uma cor parecida com um prateado e com pequena formação de borbulhas contra as paredes da taça. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos em evidência, seguido de aromas de frutos tropicais, flores brancas e um que de ervas aromáticas.

Na boca o vinho tinha corpo de leve para médio e uma excelente acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

O fiel escudeiro do nosso vinho, Ora Pois, não poderia ser outra opção do que o bom e velho bacalhau. Veja bem, só digo que não poderia ser outra opção por que em casa somos completamente fissurados pelo bacalhau. Mas me parece que o vinho vai bem com saladas, pratos bem leves a base de frutos do mar ou mesmo sozinho, numa boa conversa e boa companhia.

Um bom vinho verde degustado por aqui, que após terminar o post, vislumbrei que degustei/postei pouquíssimo sobre estes vinhos por aqui. Falha que pretendo corrigir. Eu recomendo a prova. O Morgado da Vila Vinho Verde 2013 é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo. E assim concluímos mais uma tarefa para a #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs.

Até o próximo!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Cortes de Cima Chaminé Tinto 2013: Mais um belo vinho português

O período de festividades de natal e ano novo foi regado a muito vinho em minha casa, graças a deus, e por isso vou tentar resgatar um pouco do que rolou por lá durante este período pois por nossas taças passaram bons vinho que valem ser lembrados. E pra começar com chave de ouro vamos falar de um vinho de minhas regiões vitivinícolas preferidas, o Alentejo, falaremos então do Cortes de Cima Chaminé Tinto 2013.


Como já revelado acima, o vinho é produzido pela Cortes de Cima, uma vinícola familiar que se encontra na região do Alentejo, em Portugal. Sua história porém começou ainda em meados de 1888, quando Francisco Correia Sarmento saiu de Portugal e rumou para a Califórnia onde se estabeleceu, casou e algumas gerações mais tarde nascia Carrie, uma de suas herdeiras até então. Ela fez então o caminho contrário de seu antepassado e em se casando, rumou de volta a Europa e foi levada à Vidigueira, 100 km para o interior da costa do litoral alentejano. Quanto se instalaram na Cortes de Cima, em 1988, a propriedade era considerada, pelos padrões alentejanos, de “tamanho médio”, com os seus 375 hectares de oliveiras e a tradicional terra seca arável. Mas foi só em 1991 que plantaram suas primeiras vinhas, rompendo com o tradicional com relação ao manejo das videiras e com o plantio de castas que de certa maneira, eram proibidas pela DOC vigente na região. Em 1996 lançaram seu primeiro vinho que naufragou em um mar de críticas negativas e desdenhosas pela imprensa nacional. Entretanto o sucesso fora de Portugal fora absoluto e, em 1998, seu ícone "Incógnito" rompeu as últimas das barreiras e do preconceito com as uvas internacionais. Atualmente as vinhos se estendem por 120 hectares, e produzem as castas Aragonez, Syrah, Touriga Nacional, Trincadeira, Petit Verdot, Antão Vaz e Verdelho.

Sobre o Cortes de Cima Chaminé Tinto 2013 podemos dizer que é um vinho típico alentejano, fruto do corte das castas tradicionais portuguesas com um toque internacional, a saber: 40% Aragonez, 25% Syrah, 20% Touriga Nacional, 10% Alicante Bouschet e 5% Trincadeira. Não passa por envelhecimento em madeira. Fica como curiosidade o nome Chaminé, que tem origem numa das parcelas da vinha – ‘Chaminé de Gião’, onde eram originalmente produzidas as uvas usadas neste vinho Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou um coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas, abundantes e levemente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, flores, especiarias e chocolate.

Na boca o vinho se mostrou de médio corpo, ótima e agradável acidez assim como taninos suaves. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais uma ótima opção de vinho português disponível no mercado brasileiro, esse um pouco acima do que costumo dizer de bom custo benefício mas que ainda constitui uma opção que deve ser provada tendo em vista sua qualidade. Eu recomendo.

Até o próximo!!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Fish Bar Santos & Cave Amadeu Brut: Para os dias quentes!

No último mês de Dezembro tive a oportunidade de passar um final de semana muito gostoso na cidade de Santos, no litoral de São Paulo, e como é de praxe quando estou viajando, aproveitei a oportunidade de conhecer novos restaurantes e quem sabe, indicá-los por aqui. Dito e feito, depois de uma ótima experiência, resolvi compartilhar com vocês por aqui.

O Fish Bar Santos é um local descolado de conceito inovador, com um ambiente bem decorado, espaçoso e com cardápio bem interessante. O restaurante oferece uma vasta gama de pratos a base de peixes e frutos do mar além de trazer a Santos um conceito mais amplamente divulgado fora do país, que é a mistura de restaurante e bar. Sua localização não poderia ser melhor, o bairro Ponta da Praia, em Santos, mais especificamente no canal 7, um bairro charmoso e muito privilegiado. Com relação a decoração, a inspiração são os restaurantes americanos estilo "casual dining" como o Bubba Gump, de mesma temática nos Estados Unidos. 

Arroz de Polvo

Estivemos lá para um almoço em família de um domingo e não nos decepcionamos. E olha que as escolhas dos pratos foram as mais diferentes possíveis. Como um bom glutão que sou, escolhi um arroz de polvo para saborear e não me arrependi: o arroz estava no ponto, sem empapar ou ficar seco demais ao passo que a consistência do polvo estava ideal, sem se tornar aquele borrachudo que faz "nhéc nhéc" na boca, cozido a perfeição e em boa quantidade. Já minha filha optou por um risoto de amêndoas e espumante com salmão ao molho de limão siciliano: mais uma vez o cozimento do arroz se encontrava al dente e o salmão grelhado a perfeição com o creme de limão siciliano dando um belo toque cítrico e as amêndoas a textura diferenciada do prato. Por fim minha esposa foi um pouco mais econômica e ficou no tradicional fish n'chips, na minha opinião o mais fraco dos pratos por estar um pouco oleoso e com porção menor em relação aos demais.

Risoto de Espumante com amêndoas, salmão grelhado e creme de limão siciliano

Para acompanhar, nada melhor do que um bom espumante nacional, e fomos de Cave Amadeu Brut. O espumante faz parte de uma linha de entrada da Vinícola Cave Geisse, dirigida pelo chileno Mário Geisse em solo brasileiro (Pinto Bandeira, RS). Já estive por lá e escrevi um pouco sobre o assunto, portanto se quiser saber mais sobre a vinícola recomendo a leitura deste link aqui. O Cave Amadeu Brut é um espumante jovem e muito fresco, caracterizado por seu forte toque frutado. É produzido a partir de um corte das uvas Chardonnay e Pinot Noir via método tradicional (segunda fermentação em garrafa) e passa por 12 meses em contato com as leveduras. Vamos finalmente as impressões?

Fish n'Chips

Na taça o vinho espumante apresentou uma coloração amarelo palha com reflexos verdes com uma boa formação de uma perlage fina e persistente. Já no nariz o vinho espumante apresentou aromas de frutos tropicais e cítricos bem maduros, aromas de panificação e leve lembrança floral. Por fim, na boca o vinho espumante se mostrou muito cremoso e fresco, com o retrogosto confirmando o olfato. O final era de longa duração. Entre um gole e outro era possível limpar o palato e seguir com a próxima garfada. Muito bom mesmo.


Mais uma bela opção de espumante brasileiro por aqui e a dica é: se você está em Santos e esta procurando um bom lugar para comer frutos do mar, esse é a minha recomendação de lugar!

Até o próximo!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Vizar Doze Meses 2009: Um baita vinho espanhol

Como fiz questão de deixar meu público, pequeno mas fiel, curioso com relação ao vinho provado durante o almoço realizado no restaurante Elle 5 (post anterior, aqui), chegou a hora de revelar todos os aspectos sobre o mesmo. E eis que surge seu nome: Vizar Doze Meses 2009. Vamos ver o que descobrimos sobre ele?


A Bodegas Vizar, produtora do vinho em questão, está situada nos arredores de Valladolid, nas encostas do Rio Douro, do lado Espanhol e conta com 90 hectares de terras onde se encontram tanto a sede da vinícola como todos os seus vinhedos. Os vinhedos da propriedade são antigos e já testemunharam a passagem de diversas populações por ali. Vale lembrar que a propriedade já fora dos Duques de Alba e, em seguida, passaram por várias mãos ao longo dos séculos até agora pertencerem à família Zarzuela.

Sobre o Vizar Doze Meses 2009 podemos acrescentar que é um vinho composto de 81% Tempranillo, 12% Cabernet Sauvignon e 7% Syrah, com estágio de 12 meses em barricas de carvalho francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor rubi violácea de média intensidade, algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas e sem cor.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, flores, bala toffe e leve lembrança mineral. Ao fundo de taça, lembranças de aromas tostados.

Um ótimo vinho crianza espanhol com bela complexidade e que desfaz o mistério do post anterior. Acomphou de forma gloriosa o almoço e sinceramente mostrou muita qualidade. Tenho ainda as safras 2007 e 2008 deste vinho que pretendo provar em ocasiões que demandem vinhos mais complexos. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Restaurante Elle 5: Experiência muito além da gastronomia!

Se você é, assim como nós aqui do blog, bom de garfo e fã de uma comida caseira, bem feita, reconfortante e a um preço razoável, não pode perder a dica de hoje. Imagine-se em sua própria sala de jantar só que sendo servido e tendo uma cozinheira de mão cheia preparando o que você vai comer. Esta é quase a premissa do que você vai encontrar ao visitar o Elle 5 e que vamos descrever para vocês nas linhas a seguir. O Elle 5 leva o conceito de "comfort food" e "slow food" ao nível máximo.

Não espere encontrar um vasto salão, muitas mesas e diversos funcionários. O Elle 5 é de longe diferente disso. Imagine um sobrado numa região que alterna entre residencial e comercial. Continue com a imagem em vossa cabeça. Suba algumas escadas e se depare com uma varanda que conta com uma mesa para 6 lugares. Entre na sala de jantar e encontre mais 3 mesas que comportam no máximo 4 pessoas. Ao fundo um lavabo e mais adiante é possível ver a cozinha. A primeira recordação que vem a cabeça é de estarmos na sala de jantar de casa. E é assim que somos recebidos pela Dona Bárbara, proprietária, garçonete e cozinheira do Elle 5.

Dona Bárbara é muito simpática e acolhedora. Se apresenta e nos deixa com os cardápios, perguntando ainda se temos algo em mente para bebermos. Como havia levado um vinho, pedi apenas água para acompanhar. E olha só que bacana, o Elle 5 não disponibiliza carta de vinhos e você pode levar qualquer vinho que quiser pois não é cobrado rolha, sendo que só é cobrado 10% de serviço nestes casos (normalmente o serviço não é cobrado). 

Os deliciosos azeites preparados pela Dona Bárbara

O Elle 5 tem um cardápio baseado na culinária italiana, uma vez que a Dona Bárbara morou muito tempo por lá e trouxe consigo esta experiência gastronômica. O couvert é baseado em um pão caseiro quentíssimo e leve que sai do forno na hora e azeites temperados preparados por ela mesma (com orégano, alecrim, manjerição, alho, calabresa e várias ervas). Todas as massas e demais pratos são preparados também na hora, nada é pré cozido ou fica pré pronto, o que da uma sensação ainda mais prazerosa. E não é por ser um pequeno restaurante que existam poucas opções no cardápio. Alguns tipos de massas e diversos tipos de molhos além de risotos, carnes e peixes. Eu fui no tradicional espaguete a carbonara enquanto minha esposa escolhera a mesma massa mas com molho pomodoro (molho de tomate com muzarela de búfala) e minha filha foi de risoto de abobrinhas. Porções fartas, massas e arroz do risoto perfeitamente al dente, cozidos a perfeição e molhos deliciosos traziam ainda mais a sensação de que comíamos uma comida caseira, feita com amor e carinho.

Meu delicioso carbonara

Para fechar a tarde com chave de ouro pensamos em uma sobremesa. Olhadela pelo cardápio e chegamos a um doce que era o surpreendente "tipo tiramissu". Não sei ao certo a composição da receita, mas ia um creme de chocolate e um tipo de bolacha ao fundo para dar a textura e crocância da receita. Delicioso. Finalizando com um belo e autêntico expresso italiano.

O que dizer de tal experiência onde você paga por uma refeição mas leva muito mais que isso, leva humanidade, afeto e amor? Eu resumiria dizendo que talvez tenha sido um dos melhores restaurantes de cozinha italiana que visitei em São Paulo. Não só pela comida, mas por toda experiência que nos circunda quando o visitamos.

Vocês devem estar se perguntando se não irei comentar sobre o vinho que levei, certo? Bem, dado que me alonguei propositadamente neste post, deixarei o vinho e suas nuances para um próximo post. Espero vocês lá também!

Até o próximo!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Duca di Sargento Nero D'Avola: Em homenagem ao dia do Espaguete.

Primeiramente peço desculpas pela minha prolongada ausência do blog desde meados do final do ano passado. É que muita água rolou por debaixo da ponte (mentira, muito trabalho mesmo) e pouco esforço de minha parte para. Mas estou tentando retomar os posts do blog na medida do possível e hoje, vi que nos Estados Unidos é considerado o dia do espaguete. Prevejo pedras voando em minha direção. O fato é que hoje vamos comentar sobre um vinho que casa muito bem com um belo espaguete com almondegas e molho de tomate. Estou falando do Duca di Sargento Nero D'Avola.


A primeira referência histórica ao macarrão cozido (encontrados no Talmud de Jerusalém) sugere que os árabes inventaram o prato milhares de anos atrás. O que é notável sobre este registro é que ele realmente se refere ao macarrão seco comprado então de um fornecedor qualquer, o que significa que a massa tenha sido vendido nas lojas desde pelo menos o século 5! Hoje nós associamos massas com os italianos, que revolucionaram o prato e inventaram uma grande variedade de formas de massas.

Já sobre o Duca di Sargento Nero D'Avola, esse vinho se tornou intrigante para nós uma vez que não consegui encontrar muita informação sobre ele na rede. Embora tenha o achado com facilidade na rede Pão de Açúcar, não existe muito o que se falar sobre o vinho ou a vinícola. Sabe-se que é um varietal Nero D'Avola (uva tinta autóctone da Itália) da região da Sicília. Também é conhecida sob a alcunha de “Calabrese”, talvez pela antiga proveniência da uva ou, mais provavelmente, seja uma tradução errada do dialeto siciliano ("cala" significa uva e "aulisi" indica a região de Avola que fica na província de Siracusa). Atualmente é um dos vinhedos mais difundidos na região. Enfim, vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração violácea de média para grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, toques de especiarias doces, flores e algo de tostado. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, acidez suculenta e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um bom vinho para o dia a dia, um belo par pro espaguete com molho de tomate e almondegas caseiras (tudo feito artesanalmente em casa pela minha esposa) e ainda por cima um campeão no quesito custo benefício. Eu recomendo.

Até o próximo!