quinta-feira, 31 de março de 2016

Mastroberardino Aglianico Campania IGT 2009

A Mastroberardino é talvez a vinícola mais conhecida da Campania, no sul da Itália, e foi criada na década de 1750 pelo enólogo Pietro di Mastro Berardino. Pietro foi premiado com o título profissional de "Mastro", como premiação para suas habilidades na produção de vinho de qualidade, uma tradição que tem continuado sem interrupção durante dez gerações e que ainda continua até hoje. Localizada na cidade de Altripalda, na antiga região de Irpinia, esta empresa baseada na família Mastroberardino há muito tempo tem defendido as variedades autóctones da região: Aglianico, Falanghina, Fiano, Piedirosso, Greco e Coda di Volpe. Hoje, a Mastroberardino é universalmente reconhecida como tendo sido o mais importante guardião da herança da vinificação na Campania. Talvez mais conhecida pela cidade de Nápoles do que pelo vinho produzido, a Campania tem alguns vinhos que valem o reconhecimento. Em primeiro lugar, o branco conhecido como Greco di Tufo - uma variedade autóctone, a Greco, produz vinhos brancos secos com um sabor sutil de nozes. O vinho tinto mais conhecido por lá é o Taurasi, feito da uva Aglianico.


Sobre o Mastroberardino Aglianico Campania IGT 2009, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com 100% de uvas Aglianico oriundas de vinhedos do terroir de Irpinia, que possui características únicas influenciadas pelo material vulcânico do Vesúvio. Tais vinhas possuem em média, 15 anos. Tem passagem de 10 meses em barricas de carvalho. Vamos as impressões sobre o vinho?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade com bordas tendendo ao granada, algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e sem cor também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros, flores e especiarias.

Na boca o vinho era encorpado, com boa acidez e taninos aveludados. O retrogosto confirma o olfato e adiciona um ligeiro toque mineral. O final era de longa duração.

Um belíssimo vinho italiano sem qualquer dúvida e que foi muito bem com bisteca suína e couscous marroquino. Eu recomendo a prova!

Até o próximo!

quarta-feira, 30 de março de 2016

Pedra Cancela Seleção do Enólogo 2010

E eis que estamos as voltas com mais um belo exemplar português por aqui, este, da região do Dão. Eu sou muito suspeito pra falar sobre vinhos portugueses, mas, seja pelo motivo que for, a questão é que eu bebo muito vinho português. Seja pela descendência (afinal todos temos um pouco de sangue português na nossa família e eu, mais ainda, tenho uma portuguesa de carteirinha em casa), seja pela relação preço-qualidade ou mesmo por que eu adoro os vinhos portugueses. E hoje nos vemos as voltas com o Pedra Cancela Seleção do Enólogo 2010. Vamos ver o que descobrimos sobre ele?


Os vinhos Pedra Cancela, da região demarcada do Dão, são produzidos pelo Engenheiro João Paulo Gouveia. Os vinhos representam bem a sua origem do Dão, vinhos intensos, elegantes e com muito carácter. A Quinta, de aproximadamente 8 hectares, encontra-se em Oliveira de Barreiros, em Viseu, considerada a capital da região do Dão.

Já sobre o Pedra Cancela Seleção do Enólogo 2010, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a base das uvas Touriga Nacional, Tinta Roriz e Alfrocheiro. Além disso, este vinho passa por 16 meses de envelhecimento em barricas de carvalho francês e americano. Vamos então as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com algum brilho e alguma limpidez. Lágrimas finas, rápidas e quase incolores também faziam parte do aspecto visual.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos vermelhos, especiarias, flores e leve toque mineral.

Na boca o vinho o vinho mostrou corpo médio para encorpado, belíssima acidez e taninos sedosos. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um ótimo vinho português, delicioso e fácil de beber. Para harmonizar, fomos de bacalhau assado na brasa com batatas aos murros, prato composto de postas de bacalhau com batatas, molho de cebola com alho e azeite. Aliás, como fui relapso. Degustamos o vinho e o bacalhau no restaurante já famoso por aqui, o Ora Pois Restaurante. Eu recomendo a prova, do vinho e, se já não tiveram a oportunidade de conhecer o Ora Pois, recomendo também o restaurante.

Até o próximo!

terça-feira, 29 de março de 2016

Nebbia Verdejo 2014: Descobrindo o frescor dos brancos espanhóis

Como eu já devo ter dito algumas vezes por aqui, o legal do mundo do vinho é explorar novas regiões, novas uvas e não se prender muito ao tradicional. Por exemplo, por que quando pensamos em vinhos brancos imediatamente lembramos de vinhos a base da uva Chardonnay? E vinhos tintos, normalmente pensamos em Cabernet Sauvigon ou Merlot? Precisamos conhecer coisas novas. E é assim que chegamos ao vinho de hoje, o Nebbia Verdejo 2014. Vamos ver o por que?


A Bodegas Verduguez, produtora do vinho, é uma empresa familiar (atualmente na quarta geração), na cidade de Villanueva de Alcardete, na parte oriental da província de Toledo, na fronteira com a província de Cuenca. A Bodegas Verduguez está registrada no Conselho Regulador da DO La Mancha que apoia e destaca a alta qualidade de seus vinhos. A adega atual foi fundada no mesmo ano em que foi construída, 1950, só que com outro nome. A partir de 1994 o atual presidente, Miguel Angel Verduguez Morata, num claro compromisso com a qualidade, começou a mudar a produção de vinhos tintos e brancos, e ao invés de vendê-los a granel, passou para o desenvolvimento de vinhos varietais puros com a preparação e caracterização necessária para atender às necessidades do mercado.

Sobre o Nebbia Verdejo 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Verdejo sem estágio nenhum por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho mostrou coloração amarelo palha com reflexos dourados, muito brilho e ótima limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam presentes.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos cítricos e tropicais e leves toques de ervas.

Na boca o vinho apresentou corpo médio e excelente acidez. O retrogosto confirma o olfato e adiciona um toque mineral. Final de média para longa duração.

Um vinho jovem, fresco e bem fácil de beber, daqueles que quando você percebe, a garrafa secou. Uma excelente opção, como dito no começo do texto, aos já batidos Chardonnays que costumamos consumir por aqui. Eu recomendo a prova. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Para acompanhar, fizemos uma receita da Rita Lobo em seu programa no canal GNT (tv por assinatura) que é uma espécie de galinhada "falsa", feita somente com peito de frango em cubos e que ficou deliciosa e casou bem.

Até o próximo!

segunda-feira, 28 de março de 2016

Viña Brava Tempranillo 2014: O famoso BBB espanhol

A Bodegas Torres, produtora do vinho de hoje, foi fundada em 1870 por Jaime Torres, e é uma vinícola histórica, localizada em Pacs, a cerca de 4 km de Vilafranca del Penedès, na Espanha, onde a empresa tem a sua sede. A Bodega Torres é uma vinícola familiar com as mais extensas vinhas na Denominação de Origem de Penedès e a maior da Espanha. A família também comanda a vinícola Miguel Torres Chile, no Vale Central do Chile e nos Estados Unidos (Califórnia), onde em 1986, Marimar Torres fundou o Marimar Estate. Na Espanha, fora da região do Penedès da onde são nativos, possuem também vinhedos póprios em outras DOs, como por exemplo a DO Conca de Barberà, a DO Toro, a DO Jumilla, a DO Ribera del Duero, a DOQ Priorat e mais recentemente na DOC Rioja - nas últimas três áreas com novas adegas ou vinícolas em construção. Da mesma forma, Torres é também o maior produtor de vinhos da Espanha sob a sua própria marca, exportando para mais de 140 países. Atualmente, a Bodega Torres é gerida pela quarta geração da família Torres, sendo Miguel A. Torres o atual presidente.


Sobre o Viña Brava Tempranillo 2014, podemos acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Tempranillo da região da Catalunya e não tem passagem por madeira, somente estabilização em tanques de inox e posterior breve período em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores também faziam parte do conjunto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e negros e leve toque especiado.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um bom vinho para o dia a dia, vendido a um preço justo na rede de lojas do supermercado Pão de Açúcar. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quinta-feira, 24 de março de 2016

Páscoa chegando, época melhor para vinhos e chocolates não há!

A Páscoa está chegando e para deixar esse momento em família ainda mais prazeroso, o chocolate não pode faltar e mais do que isso, é uma excelente hora para que os amantes do vinho e os amantes do chocolate se esbaldem juntos. É claro que ambos universos (vinhos e chocolates) são muito grandes e fica muito fácil se perder com uma combinação entre eles. Escolher o vinho correto para harmonizar com a sobremesa do almoço ou com o ovo de Páscoa para presentear uma pessoa querida é fundamental. Deixo aqui então algumas dicas de harmonização com uma das maiores produtoras mundiais de vinho do Porto, a Taylor´s. No Brasil, os vinhos da Taylor´s são importados com exclusividade pela Importadora Qualimpor e podem ser encontrados nos supermercados, empórios e lojas especializadas de todo o país. Como o preço pode variar regionalmente, optei por ocultá-los aqui.


Para o chocolate ao leite, o vinho Taylor´s 10 Anos é o mais indicado. Os aromas do chocolate, do leite e da baunilha contrastam com a fruta do vinho. Taylor´s 10 Anos combina delicadas notas de madeira com ricos aromas de fruta madura. 

Aos fãs de chocolate amargo, o Porto indicado é o Taylor´s Late Bottled Vintage, uma vez que este chocolate é mais consistente, possui menos teor de gordura e doçura. Assim, o sabor do chocolate não sobressai ou anula o sabor do vinho. Taylor´s LBV é um vinho especial e já pronto para o consumo, sem necessidade de envelhecimento. Deve ser servido num cálice não muito pequeno para que se possa apreciar totalmente seu sabor frutado.

E para o chocolate branco, de doçura e textura untuosa, a melhor combinação fica com o Taylor´s Tawny. Um vinho versátil que pode ser apreciado tanto antes das refeições, como aperitivo, ou após, devido a sua suavidade e seu caráter trufado com pequeno toque de madeira. Harmoniza muito bem com chocolates com amêndoas. Deve ser servido em baixa temperatura.

E ai, estão esperando o que? Chocolates e taças em mãos? Uma feliz páscoa a todos!

Até o próximo!

quarta-feira, 23 de março de 2016

Carmen Wave Series Right Wave Pinot Noir 2014

Este vinho é produzido pela Viña Carmen, gigante chilena muito conhecida no mercado brasileiro. A Viña Carmen foi fundada por Christian Lanz em 1850 e nomeada em honra de sua amada esposa. A vinícola tem hoje mais de 160 anos de história, marcados por marcos e sucessos obtidos através da sua experiência, patrimônio geológico e busca incansável pela qualidade e excelência. E um destes marcos, talvez um dos mais importantes para a vinícola, foi em meados dos anos 90 com a redescoberta da uva Carmenére pelo Chile, passando a Viña Carmen a ser uma das principais divulgadoras da uva mundo a fora e uma das primeiras a começar a usar a uva em blends e depois, em vinhos varietais. Atualmente seus vinhos se encontram presentes em mais de 50 países sempre mostrando suas consistência através das safras.


A "Wave Series" é uma linha de vinhos frescos, modernos, divertidos e simples que representam uma forma de ver e viver a vida. Esta linha captura a essência dos vinhedos do Vale do Leyda, cuja proximidade com o Oceano Pacífico e a ausência de montanhas, permite a influência da brisa do mar sobre as vinhas. No caso deste Carmen Wave Series Right Wave Pinot Noir 2014 podemos acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Pinot Noir da região do Vale do Leyda sem qualquer passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de média intensidade, bom brilho e com boa transparência. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam notar.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutas vermelhas frescas, ervas e um leve toque de especiarias doces.

Na boca o vinho se mostrou leve, fresco e com taninos fininhos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de curta para média duração.

Um bom vinho para o dia a dia, com alguma tipicidade e que pode ser um coringão para aqueles que como eu, não dispensam um vinho tinto mesmo nos dias mais quentes. Pode ser consumido ligeiramente mais refrescado do que outros vinhos tintos sem maiores prejuízos. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 22 de março de 2016

Terragnolo Boulder Marselan 2012: O Brasil que nos enche de orgulho

Eu estive um pouco reticente em falar sobre este vinho para que não houvesse qualquer confusão com relação a política ou celebração política por aqui, dada a situação de ebulição que se encontra nosso país. E não só o país, mas cada vez mais todas as camadas do poder executivo tem demonstrado inabilidade e falta de comprometimento com seus eleitores. Deixando de lado o momento desabafo, falemos então de um lado do Brasil que nos deixa orgulhosos e esperançosos, que é o dos vitivinicultores que trabalham duro, sem muito incentivo, a fim de gerar belos caldos para nosso deleite. Hoje falaremos então do Terragnolo Boulder Marselan 2012.


A Vinícola Terragnolo está localizada no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves no Rio Grande do Sul e tem sua história ligada a vinda da família de Luigi Valduga ao Brasil em 1875, vindos de Terragnolo, província de Trento no norte da Itália (daí o nome da vinícola). Seu bisneto, Sandro Valduga, que faz parte da quarta geração da família, aliou o conhecimento herdado de seus antepassados às mais modernas técnicas de vinificação, com um cuidado especial desde o solo onde é plantada a videira até o local de venda do produto para criar a vinícola. A Terragnolo é uma empresa familiar com produção limitada, que tem como meta principal a elaboração de vinhos diferenciados.

Sobre o Terragnolo Boulder Marselan 2012, podemos ainda acrescentar que o vinho é de produção limitadíssima (apenas 5 barricas de 225 litros) e que, como diz no rótulo, é feito com 100% de uvas Marselan oriundas da região do Vale dos Vinhedos com passagem por 36 meses em barricas de carvalho francesas para amadurecimento.Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade, bom brilho e boa limpidez. Lágrimas mais gordinhas, lentas e em pouca quantidade se faziam ver.

No nariz o vinho deu mostras de toda sua complexidade com aromas de frutos vermelhos, especiarias, flores, terra molhada, tabaco, mentolado e baunilha.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, taninos amaciados pelo tempo e uma boa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e persistente.

Um belíssimo vinho nacional degustado por aqui, fica melhor com o tempo e merece uma aerada antes de servir. Foi uma dica do Fernando Schmeing, da Enoteca Vinho Expresso, loja situada no hotel Intercity em Caxias do Sul. Valeu pela dica, o vinho é muito bom mesmo. Se estiverem de passagem por lá, não deixem de conferir. Eu recomendo a prova!

Até o próximo!

segunda-feira, 21 de março de 2016

Tenute Giucciardini Strozzi:Os vinhos da realeza italiana em São Paulo

Eu tomei um cuidado muito grande ao escrever sobre estes vinhos, afinal de contas, não é sempre que falamos sobre os vinhos da realeza não é mesmo? As princesas Irina e Natalia Strozzi Guicciardini, que são a 15a geração na linha de descendência de Mona Lisa, estiveram em São Paulo na última semana e apresentaram seus vinhos milenares a imprensa e especialistas. A degustação, seguida de almoço harmonizado, aconteceu no restaurante Rubaiyat Faria Lima, com organização da importadora ItáliaMais e da CH2A Comunicação.


A Importadora Itáliamais, apesar de nova no mercado nacional (cerca de um ano), tem um braço e uma história muito ligada a Roma, onde já atua a um bom tempo. Com isso se relacionam diretamente com os produtores e garimpam verdadeiros achados. Sua filosofia é de trabalhar com o seguimento de restaurantes e lojas especializadas, não tendo venda ao consumidor final. Possuem cerca de 20 produtores em seu portfólio, grande parte da Toscana e adjacências.

Já a Tenute Giucciardini Strozzi tem mais de mil anos de existência, ao menos é o que dizem os registros históricos, remetendo ao ano de 994 como o ano de fundação da mesma. Por incrível que pareça, permanece ainda como uma propriedade familiar. Está situada em San Gimignano, uma pérola incrustada no coração da Toscana, na Itália. Seus vinhos mais famosos são a base da uva autóctone Vernaccia di San Gimignano, que tem registro de primeira produção ainda nos anos de 1200. Ainda segundo os registros, grandes nomes italianos como Michelangelo, Dante e Boccaccio foram alguns dos que provaram e aprovaram seus vinhos. Mas, afinal, quais os vinhos foram mostrados na degustação? Vamos a eles?


Cusona Brut Spumante di Vernaccia di San Gimignano: vinho espumante produzido pelo método Charmat longo (longo tempo de contato com as leveduras em tanques inox) com uvas Vernaccia di San Gimignano. Apresentou coloração amarelo palha com muito brilho, perlage fina, delicada e persistente, nariz de frutas tropicais, leveduras com final amendoado. Em boca é cremoso e fresco, fácil de beber;


Arabesque Vermentino IGT 2014: vinho branco que apesar de ser rotulado como Vermentino, tem 15% de Sauvignon Blanc na composição e sem passagem por madeira. Como resultado temos um vinho de aspecto palha com reflexos verdes, muito claro e limpido. Nariz franco e direto de frutas cítricas e muito mineral. Corpo leve, muito frescor e final agradável;


Vernaccia di San Gimigniano 1933 Cusona 2013: esse vinho branco a base da uva símbolo da vinícola (100%) pode ser considerado um degrau acima, com uvas selecionadas manualmente, cerca de um terço delas próximas do apassificamento. Tem passagem por barricas de segundo uso por cerca de 2 a 3 meses. Resulta num vinho de aspecto amarelo palha com reflexos já tendendo ao dourado, límpido e brilhante. Nariz amplo e franco de frutas, flores e leve toque apimentado. Bastante mineral, lembrando água do mar. Boca com corpo médio, muito frescor e mais mineral, quase salgado mesmo. Belo vinho;


Momi Rosso di Marema Toscana 2013: este vinho é um corte das uvas Petit Verdot, Cabernet Sauvignon, Sangiovese e Montepulciano d'Abruzzo com passagem de aproximadamente 3 meses. Um vinho de coloração violácea de média para grande intensidade com bom brilho. No nariz apresentou aromas de frutos escuros e vermelhos, especiarias com leve tostado ao fundo de taça. Na boca começa com uma ponta de álcool sobressalente, que arrefece com o tempo, taninos redondos, boa acidez e um quê mineral, num final de média duração. Foi bem com a refeição, denotando um certo carácter gastronômico;


Sòdole Rosso 2009: de longe meu preferido, este vinho é um IGT 100% Sangiovese com passagem de um ano em barricas francesas e mais um ano em garrafa antes de ser liberado ao mercado. O visual é marcado por uma coloração rubi violácea de boa intensidade com leve halo granada. O nariz apresenta frutos negros, flores, especiarias, chá preto e algo mentolado. Na boca o vinho tinha corpo médio, ótima acidez e taninos fininhos. Final longo e delicioso, um espetáculo de vinho!


Ocra Bolgheri Rosso 2014: a palavra "Ocra" tem um significado de sangue da terra segundo a língua etrusca, além é claro de remeter a cor de mesmo nome (ocre). É um vinho feito a partir de um corte de Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah com passagem de 12 meses em barricas francesas. Como resultado um vinho de aspecto violáceo de grande intensidade e com algum brilho. No nariz, aromas de frutos escuros, especiarias, toques animais e algo de floral. Em boca é encorpado, elegante, taninos firmes e boa acidez. Belo final;


Vignaré Bolgheri Superiore 2011: este vinho pode ser considerado o irmão mais velho do vinho anterior e é um corte de Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot vinificado e maturado por 18 meses em barricas de carvalho francesas e novas. Como resultado temos um vinho de coloração rubi violácea de grande intensidade com algum brilho. No nariz temos frutos escuros, especiarias, leve toque mineral e algo de tostado no fundo de taça. Na boca é encorpado, taninos macios e boa acidez. Final longo;


Millanni 2007 Supertoscano: a surpresa da noite ficou por conta deste vinho que não estava previsto mas foi trazido pelas princesas. Um corte de Sangiovese, Cabernet Sauvignon e Merlot com 12 meses de envelhecimento em barricas francesas. Um vinho de aspecto rubi de média para grande intensidade com halo granada. No nariz apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias, baunilha, flores e madeira seca. Na boca era encorpado, suculento, acidez ainda muito viva e taninos domados com o tempo. Tem estrutura para evoluir mas se encontra em seu ápice. Belíssimo vinho e belíssima surpresa.


Uma belíssima e agradável tarde ao lado de boas companhias, bons vinhos e mais uma vez, show de organização da CH2A Comunicação. À importadora Itáliamais, parabéns pelos belíssimos vinhos e pela parceria. O único senão fica por conta dos preços dos vinhos, que estão um pouco acima da média quando falamos de mercado nacional. Entretanto, recomendo a prova, valem a experiência.



Até o próximo!

quarta-feira, 16 de março de 2016

Maurizio B Martino Ripasso Valpolicella Classico Superiore 2010

A família Biscardo, produtora do vinho em questão, têm feito vinhos em sua sede em Soave a mais de 150 anos, e as operações são atualmente lideradas pelos irmãos Maurizio e Martino Biscardo. Famoso por seus espumantes Prosecco e tintos baseados na uva Corvina, eles também estão envolvidos em um projeto fascinante na Puglia. Durante o curso da longa e ilustre carreira de Maurizio, ele prestou consultoria para outras vinícolas bem conhecidas ao redor da Itália e ao fazer isso, ele se deparou com os vinhedos que fornecem as uvas para seus vinhos na Puglia. Ambos os vinhos Pugliese e Veneto são caracterizados por uma drinkability perigosa, pureza aromática e custo benefício excepcional.



Sobre o Maurizio B Martino Ripasso Valpolicella Classico Superiore 2010 podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir das uvas Corvina, Rondinella e Molinara e que, além disso, foram fermentadas com as cascas e borra restantes da fermentação dos vinhos Amarone. Depois, o vinho passa por maturação em madeira por um ano e posterior amadurecimento de pelo menos seis meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos finalmente as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração rubi violácea de média para grande intensidade, algum brilho e limpidez. Lágrimas ligeiramente mais gordinhas, lentas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros, frutos secos, chocolate, especiarias, flores e algo de madeira seca.

Na boca o vinho tinha corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos macios e suaves. O retrogosto confirmava o olfato e o final era longo e delicioso.

Um belíssimo exemplar deste vinho italiano conhecido como o irmão mais novo do Amarone. Um vinho equilibrado, complexo e harmonioso. Eu recomendo a prova. Adorei.

Até o próximo!

terça-feira, 15 de março de 2016

Casa Ferreirinha Papa Figos Tinto 2013

O vinho em questão é produzido pela Sogrape Vinhos, uma gigante do mundo do vinho Português. A Sogrape Vinhos nasceu da vontade e ousadia de um grupo de amigos que, no difícil ambiente econômico e político de 1942, decidiram apostar forte no talento de um homem visionário para criar e desenvolver uma empresa de vinhos diferente, inovadora, capaz de divulgar e impor os vinhos portugueses nos mercados internacionais. A verdadeira dimensão da Sogrape dos nossos dias exprime-se na amplitude e no peso do seu portfólio, onde desde logo sobressaem as duas grandes marcas de vinhos portugueses no mundo – Mateus Rosé e Sandeman –, para além dos prestigiados Vinhos do Porto Ferreira e Offley, a que se juntam marcas especialistas de renome representativas das principais denominações de origem: Barca Velha, orgulho da Casa Ferreirinha (Douro), Quinta dois Carvalhais (Dão), Herdade do Peso (Alentejo), nos frescos Vinhos Verdes Quinta de Azevedo e Gazela, e no multi-regional Grão Vasco, isto só para citar os mais renomados.


Sobre o Casa Ferreirinha Papa Figos Tinto 2013, podemos acrescentar que é um vinho típico do Douro, feito a partir de um blend de uvas autóctones a saber: Touriga Franco, Touriga Nacional, Tinta Roriz e Tinta Barroca. Além disso, o vinho tem passagem por madeira por cerca de oito meses. Sem mais delongas, vamos as impressões.

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também faziam parte do aspecto visual. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, flores, mentolado, especiarias, balsâmicos e algo de baunilha. Ao fundo da taça, também pude notar algo de madeira e tostado.

Na boca o vinho tinha corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um belo vinho português, fácil de beber e que olha, cabe no bolso. Eu recomendo a prova.


Para acompanhar fizemos um belo risoto de gorgonzola com aspargos frescos e uma picanha assada. Ficou show! 

Até o próximo!

sexta-feira, 11 de março de 2016

Fuzion Tempranillo - Malbec 2012

Eu gosto muito de escrever aqui, com o intuito de dividir com quem tem a paciência de parar e ler meus textos, ainda mais quando eu entendo que o assunto ou vinho a ser comentado no dia acrescenta um algo a mais e auxilia pessoas a consumirem esta bebida que tanto gostamos. Acima de tudo, quando estou comprando meus vinhos e os provando, eu também busco por preços que caibam no meu bolso e por vinhos que muitas vezes por entregam qualidade superior ao quanto custam. E este é o caso do vinho de hoje, do Fuzion Tempranillo - Malbec 2012.


O vinho é produzido pela Fuzion Wines, vinícola radicada em Mendoza cuja missão é retratar a Argentina, sua sofisticação, sua história, sua diversidade e sua cultura. Tida como um país que é a mistura e a expressão única de Velho e Novo Mundo, a Argentina seria uma mescla de ambos, uma "fusão", e isto é o que representa a Fuzion Wines. Rubén Ruffo é o enólogo chefe da Fuzion Wines. Ele completou a sua licenciatura em enologia lá por Mendoza, ainda em 1990, na Universidade Juan Agustin Maza. Desde então, ele participou de diversas safras ao lado de nomes tais como a Familia Zuccardi lá na Argentina e outras ao redor do globo. A equipe é complementada pelo engenheiro agrônomo Bernardo Nerviani, que chefia o departamento de viticultura da vinícola. A produção dos vinhos Fuzion Wines começa obviamente nas vinhas, onde as uvas são colhidas manualmente e isto, juntamente com a tecnologia, grande paixão e cuidado em cada detalhe faz com que produzam vinhos da mais alta qualidade. Dando continuidade as informações acima, o Fuzion Tempranillo - Malbec 2012 é um vinho formado por um blend de 70% de uvas Tempranillo e 30% de uvas Malbec sem passagem por madeira. Sem mais delongas, vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias e leve floral. 

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez trazendo bastante frescor e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom vinho argentino, mais fresco que usualmente comparado aos vinhos de lá e fácil de beber, por um preço que convida, cerca de 50 dinheiros. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quarta-feira, 9 de março de 2016

Qual a diferença entre aerar e decantar o vinho?

Esta talvez seja uma dúvida muito comum que encontramos entre os enófilos, sejam eles novatos no mundo do vinho ou mesmo com alguma experiência. E existe muita confusão pelo fato de que o instrumento normalmente utilizado em ambos os casos, o decanter, é um só. Mas a necessidade de uma técnica ou da outra é que difere e também o tipo de vinho que normalmente necessita de uma ou outra. A seguir, descrevei brevemente cada uma destas técnicas e seus usos mais comuns.


Decantação: Uma técnica utilizada para remover os sedimentos de um vinho antes de consumi-lo. Depois de permitir que o sedimento se concentre no fundo da garrafa, deixando-a em pé por aproximadamente 24 horas prévias ao consumo, o vinho é derramado lentamente e com cuidado em um outro recipiente (normalmente um decanter), deixando o sedimento no frasco de origem. A visualização dos sedimentos pode ser facilita se utilizando uma fonte de luz auxiliar atrás da garrafa quando o líquido está sendo vertido no outro recipiente (normalmente utilizamos uma vela). Esta técnica é normalmente utilizada em vinhos tintos mais velhos e/ou que não tenham sido filtrados pois são estes que apresentam maior formação de sedimentos em suas garrafas.

Aeração: Este processo de incentivar um vinho a absorver o oxigênio também é chamado de respiração. O simples fato de se remover a rolha de uma garrafa de vinho pode não permitir o contato suficiente de ar e portanto, a decantação ou mesmo agitando o vinho em uma taça são os métodos preferidos. O objetivo é permitir que o vinho possa se abrir e se desenvolver, liberando seus aromas no ar. Dez a 30 minutos (pelo menos) de aeração podem ajudar a abrir vinhos tintos jovens mais fechados e "tímidos", que precisam de mais tempo de envelhecimento para evoluir, sendo estes os principais alvos quando falamos de decantação ao passo que vinhos tintos mais velhos (15 anos ou mais) são mais delicados e podem perder seus aromas mais frutados e expressivos, não sendo recomentada tal técnica recomendada; tais vinhos podem evoluir muito rapidamente a taça (vinhos mais velhos).

Até o próximo!

terça-feira, 8 de março de 2016

Qual é o significado das diferentes formas de garrafas de vinho?

Nós, que gostamos de vinho, já notamos algumas vezes que existem diversos tipos de garrafas que armazenam o sagrado líquido, como por exemplo, as garrafas de Pinot Noir que em geral tem a parte inferior mais bojuda, lembrando uma lâmpada invertida ou mesmo a maioria dos vinhos feitos a partir da uva Riesling, que tem a garrafa com um pescoço mais alongado. Seriam essas diferenças apenas para diferenciar o tipo de vinho que as garrafas carregam?


Como via de regra, esses formatos de garrafa se perpetuaram ao longo do tempo exatamente com o intuito de indicarem algumas diferenças do líquido que carregam. Existem três formas principais e uma quantidade infinita de variações. A maioria destes formatos datam ainda do século 19 e existem até hoje dada sua utilidade em deixar os amantes do vinho saberem o que está dentro, pelo menos na maior parte do tempo. Notemos que, por exemplo, a maioria destes formatos facilita com que as garrafas sejam armazenadas na posição horizontal.

As garrafas estilo "Bordeaux" têm os lados retos e ombros altos e poderíamos esperar ver neste tipo de garrafa vinhos feito a base de Cabernet Sauvignon, Merlot, Sauvignon Blanc e Semillon, por exemplo. Já as garrafas estilo "Borgonha" por sua vez, se mostram mais bojudas e com ombros mais inclinados, usadas geralmente para vinhos feitos a base de uvas Pinot Noir e/ou Chardonnay, por exemplo, assim como os vinhos vindos do Rhône também. Este formato (Borgonha) é também semelhante ao formato utilizado para as garrafas dos vinhos espumantes, embora estas sejam um pouco mais grossas, resistentes e com uma reentrância profunda para lidar com a pressão interna. Por fim, as garrafas mais altas e finas, com ombros ligeiramente inclinados são identificadas com os vinhos mais aromáticos e das regiões da Alsácia e do Mosel da França e Alemanha, respectivamente, e uvas como Riesling e Gewürztraminer. Fora isso, podemos pensar ainda nas garrafas de vinho do Porto, por exemplo, que são semelhantes as garrafas estilo Bordeaux só que mais "achatadas" e com um leve globo no pescoço.

Entretanto, vale ressaltar que isto não é uma regra mas uma maneira encontrada pelos produtores de facilitar a vida dos enófilos e de pessoas que não conheçam muito sobre vinhos. Podemos encontrar vinhos diferentes e garrafas diferentes. dependendo de considerações regionais, mercadológicas e culturais.

Até o próximo!

segunda-feira, 7 de março de 2016

Tierra Imperial Oaked Selection Tempranillo, Shiraz & Merlot 2010

A Bodegas Verduguez, produtora do vinho, é uma empresa familiar (atualmente na quarta geração), na cidade de Villanueva de Alcardete, na parte oriental da província de Toledo, na fronteira com a província de Cuenca. A Bodega está registrada no Conselho Regulador da DO La Mancha que apoia e destaca a alta qualidade de seus vinhos. A adega atual foi fundada no mesmo ano em que foi construída, 1950, só que com outro nome. A partir de 1994 o atual presidente, Miguel Angel Verduguez Morata, num claro compromisso com a qualidade, começou a mudar a produção de vinhos tintos e brancos, e ao invés de vendê-los a granel, passou para o desenvolvimento de vinhos varietais puros com a preparação e caracterização necessária para atender às necessidades do mercado.


Sobre o Tierra Imperial Oaked Selection Tempranillo, Shiraz & Merlot 2010, posso ainda acrescentar que o vinho é um blend onde a Tempranillo predomina (60%) e as outras uvas se encontram em proporções iguais (20% cada). Passagem de 4 meses por barricas de carvalho para envelhecimento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade com algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias, e algo de chocolate.

Na boca o vinho tinha corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos marcados e firmes, mas de boa qualidade. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um bom vinho espanhol que provamos por aqui, que me faz cada vez mais tentar conhecer e descobrir novos vinhos vindos de lá. Eu recomendo e muito a prova. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

sexta-feira, 4 de março de 2016

Rosemount Estate Diamond Label Shiraz 2013

Os vinhos australianos estão em falta por aqui, eu sei, e por isso vamos tentar corrigir este erro daqui pra frente. E por isso eu trouxe por aqui um vinho que eu gostei muito e que me fez querer provar mais vinhos de lá, que é o Rosemount Estate Diamond Label Shiraz 2013.


O vinho é produzido pela Rosemount Estate, que desde 1974 produz vinhos australianos de grande qualidade. Conforme evoluiu, a Rosemount Estate, mais e mais fruta foi garimpada e colhida das áreas que estão incluídas no Vale McLaren, uma região que tem sido essencial para seu desenvolvimento desde os anos 1980. A adega da Rosemount Estate está situado dentro do edifício vitivinícola mais antigo no Vale McLaren. A propriedade foi originalmente chamado "Hope Farm"e foi criada em 1850. Ao longo dos anos, a propriedade foi expandida. Em 1891, foi rebatizada "Hope Winery"com mais de 70 acres com plantação de videiras, incluindo Shiraz, Cabernet e Mataro. Ao longo dos anos, a propriedade teve muitos proprietários diferentes, e muitos nomes diferentes. Em 1950 foi chamado de "Seaview Winery", como o mar pode ser visto além das vinhas dos gramados ao redor da porta da adega. O Vale McLaren tornou-se o lar de Rosemount Estate em 2001. Aliando potência, frescor e certa elegância, os vinhos da marca são vinhos fáceis de beber e entregam o que prometem.

Já sobre o Rosemount Estate Diamond Label Shiraz 2013, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito 100% a partir de uvas Syrah. Após a fermentação, parte do vinho fica armazenado e envelhecendo em tanques de inox por 5 meses (80% do vinho) e por 3 meses em barricas de carvalho americano e francês (10% do vinho em cada tipo de madeira). Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou um profunda cor violácea com bom brilho e alguma limpidez. Lágrimas mais gordinhas, lentas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros em compota, especiarias (as mais "doces" em destaque) e chocolate.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e adiciona um elemento de certa picância. O final era longo.

Para harmonizar, uma bela picanha assada, marinada com vinho branco, chimichurri e algumas outras especiarias além de batatas ao murro. Par perfeito, comida e vinho cresceram sem um sobrepujar o outro. 

Um belo vinho australiano, fácil de beber e que quando percebemos, a garrafa estava vazia. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quinta-feira, 3 de março de 2016

Pourpre du Périgord 2013: A vez da França na taça do Balaio!

Hoje é dia de falarmos de vinhos francês por aqui, mas não um vinho qualquer. Um vinho que chamou a atenção por possuir uma excelente relação custo benefício e que, surpreendeu por não não estar ligado a nenhuma AOC nem ter algum sobrenome famoso no rótulo. Estou falando do Pourpre du Périgord 2013.


O vinho é produzido por uma cooperativa de viticultores, a Union de Viticulteurs de Port-Ste-Foy. O desenvolvimento dos vinhos do IGP Vin de Pays du Périgord desfrutam de uma liberdade criativa muitas vezes não permitida às apelações vizinhas, o que pode resultar muitas vezes em vinhos surpreendentes. O terroir de onde vem suas uvas é ancorado em Dordogne, uma região circundada por apelações famosas em Bordeuaux como por exemplo Bergerac, Côtes de Bergerac e Montravel. As castas mais plantadas por lá são as tintas Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot; do lado das brancas as Sémillon, Sauvignon Blanc e Muscadelle.

Já sobre o Pourpre du Périgord 2013, podemos acrescentar que é um corte típico bordalês a base de Cabernet Sauvignon e Merlot (50% cada) e sem passagem por madeira, apenas tanques de inox (pelo que pude apurar). Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de média para grande intensidade, bom brilho r alguma limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros, toques terrosos, animais e algo de especiarias. 

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era delicado e de média duração.

Um belo vinho francês, elegante e delicado, com algumas nuances interessantes e bastante complexidade. Vale conhecer, eu recomendo. 

Mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

quarta-feira, 2 de março de 2016

Villa Masti Chianti Classico 2011

Sempre que me vejo as voltas com um vinho italiano da região da Toscana, muitas boas recordações me vem a mente e eu fico a sonhar com o dia em que eu possa voltar aquele solo sagrado e poder sentir mais uma vez aquele clima indescritível, ver aquelas paisagens de tirar o fôlego e me fartar em sua deliciosa culinária, sem falar é claro de me ver envolto naqueles vinhos que se tornaram queridinhos pra mim. E é diante de toda essa magia que eu trago hoje aqui no blog o Villa Masti Chianti Classico 2011.


O vinho é produzido pela Fattoria San Pancrazio, cuja sede está situada na prestigiosa Villa de San Pancrazio, no domínio de San Casciano Val di Pesa e na cidade de onde tira o seu nome, situado nas colinas suaves de Chianti, imerso no coração da Toscana e perto de Florença. A pequena e simpática propriedade familiar nasceu em 1388 como uma pequena horta com alguns pares de videiras e oliveiras plantadas pelos campos. Em 1978, a propriedade foi comprada e a partir dai que os vinhos começaram a ser o carro chefe por lá. Desde então a paixão e a filosofia de se fazer grandes vinhos se encontra enraizada nos alicerces da vinícola.

Sobre o Villa Masti Chianti Classico 2011 podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir das uvas Sangiovese (90%) , Colorino e Canaiolo (10% juntas). O vinho passa então por 12 meses de envelhecimento em barricas de carvalho francês e ainda, mais 6 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos finalmente as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de média intensidade com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam presente.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos frescos, ervas, flores e toques de madeira. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio para encorpado, taninos sedosos e muito frescor em virtude de uma acidez gulosa, sempre convidativa ao próximo gole. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

O que mais posso dizer? Mais um belo vinho italiano da toscana degustado por aqui. Serviu de fiel escudeiro para uma bela pizza em família e fez muito bonito. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 1 de março de 2016

Garzón Varietales Tannat 2013: É dia de Uruguai na #CBE

E mais uma vez chegamos àquele dia que sempre esperamos com entusiasmo todos os meses, que é o dia do mês quando os membros da #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs - numa gostosa brincadeira, postam todos sobre um mesmo tema, relacionado ao vinho evidentemente. Normalmente este dia é o primeiro dia do mês, sempre que conseguimos. Neste mês o tema para março, foi indicado pelo casal Maykel e Anna, do blog Vinho por 2. Mesmo segurando as mamadeiras dos gêmeos eles aceitaram o convite e indicaram: "Tannat do Uruguai, sem limite de preço".


Quando Alejandro Bulgheroni e sua esposa Bettina descobriram Garzón em 1999, viram nele sua “pequena Toscana em Uruguai”, e tiveram um sonho. Um sonho familiar que hoje se fez realidade: Agroland. Assim, entre olivedos e vinhedos, começaram a projetar Bodega Garzón, produtora do vinho de hoje no blog. Os vinhedos da Bodega Garzón estão localizados em uma zona privilegiada do Uruguai, próxima a Punta del Este, La Barra e José Ignacio, o paraíso turístico uruguaio. A proximidade do oceano (18 km) cria também um clima que trás presente uma agradável brisa fresca quase diária, fazendo com que as uvas (principalmente as brancas) amadureçam da melhor forma possível.

Já sobre o Garzón Varietales Tannat 2013, podemos ainda acrescentar que este vinho feito 100% com a uva Tannat da própria região de Garzón, em Maldonado, no Uruguai e que o vinho passa por envelhecimento de 9 meses em barricas de carvalho francês. Sem maiores delongas, vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e alguma limpidez. Lágrimas mais grossas, lentas e coloridas escorriam pelas paredes da taça.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos negros, flores, especiarias, café com leite e um leve toque animal.

Na boca o vinho era encorpado, com boa acidez e taninos firmes porém de muita qualidade. O retrogosto confirma o olfato e dá um ligeiro toque mineral ao conjunto. O final era de longa duração.

Um belo vinho uruguaio, que mostra toda a potência e elegância que os vinhos a partir da uva Tannat podem alcançar por lá. Eu recomendo a prova. Tarefa dada é tarefa cumprida, e que venha a próximo tarefa para a #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs.

Até a próxima!