sexta-feira, 29 de abril de 2016

Infinitus Cabernet Sauvignon Tempranillo 2012

Cosecheros y Criadores, ou em tradução "macarrônica", produtores e criadores (produtor do vinho de hoje) é um termo histórico que marcou a diferença entre os produtores de vinho históricos para consumo rápido e comércio de carga a granel (os produtores) e das vinícolas que, com o desenvolvimento da "Rioja moderna" na segunda metade do século XIX, eles adotaram o modelo bordalês de envelhecimento e guarda de vinhos (criadores). Foi a família Martinez Bujanda que fundou a Cosecheros y Criadores em 1951, em Oyón, com uma vinícola projetada desde o início para a exportação de vinho de qualidade e que atualmente representa a indicação do Vinho da Tierra de Castilla. A vinícola dispõe de modernas instalações para o processamento de seu vinho e 6.000 barris de carvalho americano e francês para o envelhecimento do vinho por um método inovador e versátil para satisfazer os gostos dos consumidores de todas as tendências, dos mais "clássicos" aos mais modernos.


Já sobre o Infinitus Cabernet Sauvignon Tempranillo 2012, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir de uvas Cabernet Sauvignon e Tempranillo (sem proporções detalhadas) e com passagem de aproximadamente 6 meses em barricas. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas se faziam presentes também.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos bem frescos, algo de especiarias, baunilha e algo de tostado no fundo de taça.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirmou o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom vinho espanhol, num corte não muito usual com a Cabernet Sauvignon, e que foi um belo escudeiro para uma pizza em família. Valeu a prova, eu recomendo!

Até o próximo!

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Santa Helena 100+ Parras Viejas Cabernet Sauvignon 2012

A Santa Elena, produtora do vinho de hoje, foi fundada em 1942 e adquirida pela VSPT Wine Group em 1994. Hoje é uma das maiores vinhas no Vale de Colchágua, com um total de 334 hectares plantados. Ela também tem contratos de longo prazo nas melhores vales vinho chileno: Maipo, Elqui, Casablanca, Leyda, Cachapoal, Curicó e Maule. A Santa Helena faz parte do Wine Group VSPT com 9 outras vinícolas: San Pedro, Tarapaca, Leyda, Santa Helena, Misiones de Rengo, Vinamar e Casa Rivas no Chile, La Celia e Tamari na Argentina. Adquirida pela CCU -a maior companhia de bebidas no Chile, em parceria com a Heineken NV, a Santa Helena representa 10% do volume de negócios do grupo e conta com o apoio e estabilidade que lhe permitem competir em um mundo globalizado.


Sobre o Santa Helena 100+ Parras Viejas Cabernet Sauvignon 2012, poderíamos acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Cabernet Sauvignon do Vale do Colchágua (Zona Andes) e passou em barris de carvalho francês de primeiro e segundo uso por 14 meses para afinamento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas médias, ligeiramente mais lentas e coloridas também compunham o aspecto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos frescos, especiarias, baunilha, mentolado e um fundo balsâmico. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio para encorpado, taninos macios e domados além de uma bela acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e harmonioso.

Um belo vinho chileno, de conjunto elegante e harmonioso, um belo representante da uva Cabernet Sauvignon em terras chilenas. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 26 de abril de 2016

Fuligni Rosso di Montalcino Ginestreto 2010

O Fuligni Estate, produtor do vinho de hoje, se espalha por cerca de cem hectares totalmente cultivadas de terra em uma faixa quase contínua no lado leste de Montalcino, onde, historicamente, a produção mais autêntica de Brunello emergiu. As vinhas, que se estendem por mais de dez hectares, estão localizadas principalmente em Cottimelli, com altitudes que variam de 380 a 450 metros acima do nível do mar. As caves estão localizados em Cottimelli (cerca de três quilômetros de Montalcino na direção de Siena) em uma residência original do século 18, que já fora uma vez a residência dos Grão Duques da família Médice. Degustações de vinho também são realizadas em tais instalações, em quartos recentemente restaurados que usaram para acomodar um pequeno mosteiro de monges no século 16. Os Viscondes de Fuligni (título de nobreza da época), eram uma família veneziana que mudou para a Inglaterra no século 14, capitaneando uma tropa de mercenários a serviço do rei Edward III. Com a sucessão de Absburg- Lorraine ao Grão-Ducado, Luigi Fuligni foi transferido para a Toscana como general da nova soberania e, por volta de 1770, recebeu uma extensa concessão de terras em Maremma. A tarefa de Luigi Fuligni era fazer acontecer a recuperação das terras, desejo do monarca da época. Foi assim que Giovanni Maria Fuligni estabeleceu-se em Montalcino, no início de 1900 e começou a produzir vinho, assim como sua família havia feito anteriormente, predominantemente na área em torno Scansano em Maremma.


Sobre o Fuligni Rosso di Montalcino Ginestreto 2010 podemos acrescentar que é um vinho feito com 100% de uvas Sangiovese e que tem passagem de 6 meses por barricas francesas de carvalho. A curiosidade fica por conta de como o vinho recebe seu nome, a partir de pequenos arbustos emaranhados e floridos chamados Ginestra, comuns na região onde as vinhas se encontram. Vamos ao que interessa?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi de média intensidade com halo granada, algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e em pouca quantidade também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, especiarias, flores, toques terrosos e de alcaçuz.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, taninos marcados mas de boa qualidade e muito frescor. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um belo vinho italiano degustado por aqui, os Rossos muitas vezes me encantam por lembrarem muito de seus irmãos mais velhos, os Brunellos, mas por possuírem preços bem mais em conta. O vinho está em seu auge, creio que não irá evoluir mais e se você tiver algum ai na sua adega, recomendo que abra e aproveite. Eu recomendo.

Até a próxima!

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Divulgação: 4 º Malbec World Day - São Paulo

Em todo o mundo, abril é o mês do Malbec. E novamente, a Wines of Argentina, entidade responsável pelo posicionamento do vinho argentino no mundo, celebrará, junto ao Ministério de Relações Exteriores e Culto da Nação e à Corporação Vitivinícola Argentina, o Malbec World Day!


Durante o mês de abril, mais de 70 cidades de 54 países do mundo - de Nova York a Hong Kong - fazem grandes festas para degustação de vinhos argentinos desta uva. E São Paulo não poderia ficar de fora dessa! A cada edição, um tema serve de inspiração para a elaboração das comemorações. Em 2015, a magia do cinema foi premiada, e 2016 traz a contemporânea gastronomia de rua como temática para o grande dia. São Paulo tem sua quarta versão do Malbec World Day, que será realizada exclusivamente no dia 28 de Abril em um espaço inédito: o Vila Butantan, espaço de convivência para compras, lazer e gastronomia.

Estarão disponíveis rótulos consagrados de mais de 20 produtores, além de seus lançamentos, para brindar esse evento anual e concorrido, o Malbec World Day. O público, altamente selecionado, entre imprensa, gourmets, fãs de vinho e curiosos, o evento contará com food trucks que venderão 4 estilos diferentes de comidas para harmonizar com os diversos estilos de vinho que cada vinícola oferecerá. Cada stand oferecerá 4 categorias de vinhos: Malbecs Jovens, Malbecs Concentrados, Blends de Malbecs, e uma alternativa de brancos, rosados e/ou espumantes. O público terá a possibilidade de participar de bate-papos de 20 minutos de duração, nos quais obterão conselhos práticos e recomendações para harmonizar o Malbec com as propostas gastronômicas dos food trucks no evento.

Uma seleção de food trucks participa do evento com sugestões que vão do burger até criações das cozinhas de várias nacionalidades. Algumas em extrema harmonia com os Malbec! Além disso, DJs de lounge music e atrações performáticas dão um charme extra para a nossa noite gourmet.

Data: Dia 28 de abril / das 18h às 23h

Local: Rua Lemos Monteiro, 170

O ingresso custa R$ 150,00, é individual e dá direito à livre degustação dos vinhos. O valor de R$ 40,00 será revertido em fichas para consumo nos food trucks e entregues ao público na entrada do evento.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Speciale Gran Reserva Chardonnay 2014: Brasil na taça!

O vinho é produzido pela LPG Wines, que fruto do amor pelo vinho, foi fundada por três amigos, um renomado enólogo português e dois brasileiros, outro Enólogo e um Engenheiro Agrônomo. O trabalho iniciou em 2008, com a implantação do projeto de Agricultura de Precisão e Segmentação de Colheita com alguns produtores parceiros na região de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha. O projeto de produção utiliza o mesmo sistema adotado em mais de 15 países do velho mundo, tendo como foco a melhoria da qualidade da uva para a produção de um bom vinho. São produções únicas e exclusivas com a baixa tiragem por hectare.


Sobre o Speciale Gran Reserva Chardonnay 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com 100% de uvas Chardonnay e passa por envelhecimento de 6 meses em barricas de carvalho francês 100% novos com fundo de acácia. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo dourado com reflexos prateados, com muito brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos tropicais como pêssego e abacaxi em calda, mel com própolis e algo de empireumático, lembrando plástico, o que me causou certa estranheza, mas está registrado.

Na boca o vinho era untuoso e com boa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.


Para acompanhar, fizemos um belo risoto de lulas e camarões com crispies de alho poró e queijo pecorino. A harmonização foi excelente e ambos cresceram em sabor, quando se encontraram no paladar. Mais um belo caldo nacional, o que só demonstra que os vinhos nacionais tem crescido cada vez mais em qualidade. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Casa Lapostolle Grand Seléction Carmenère 2012

O vinho é feito pela famosa vinícola chilena Casa Lapostolle, conhecida pelo projeto Clos Apalta e seus cultuados Carmenères. Do site do importador (Mistral): "A vinícola foi fundada pela francesa Alexandra Marnier-Lapostolle e elabora tintos e brancos de grande classe e muita elegância, cuja inspiração são os melhores vinhos europeus. De imenso prestígio, em poucos anos conseguiu uma verdadeira aclamação da imprensa especializada, estabelecendo-se como um dos mais reputados nomes do Chile. O enólogo da vinícola é o famoso Michel Rolland, talvez o mais célebre e influente enólogo da atualidade. Com seus vinhos de estirpe e sua grande consistência qualitativa, a Casa Lapostolle é, sem dúvida, um dos grandes nomes do vinho no Novo Mundo".


Já sobre o Casa Lapostolle Grand Seléction Carmenère 2012, podemos ainda afirmar que é um vinho produzido a partir de uvas Carmenère e Merlot (93% e 7% respectivamente) de cultivo orgânico da região do Vale do Rapel e cerca de 46% do vinho é maturado em barricas de carvalho francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e levemente coloridas também faziam parte do conjunto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas bem maduras, especiarias, leve toque herbáceo (que não incomoda o nariz), tabaco, algo de terroso e baunilha.

Na boca o vinho apresentou corpo médio+, taninos redondos e boa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo. 

Um belo vinho chileno, fácil e bom de se beber e que, cumpriu de maneira formidável seu papel no dia em que o consumimos: escoltar uma bela pizza. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

sexta-feira, 15 de abril de 2016

1865 Limited Edition Syrah 2010

O 1865 Limited Edition Syrah 2010 é produzido pela Viña San Pedro, fundada em 1865, e é hoje uma das maiores e mais antigas do Chile exportadores de vinho e uma das vinícolas mais importantes do país. O vinhedo principal, adega subterrânea e a centenária adega da San Pedro estão localizados em Molina, no Vale do Curicó, a 200 km. ao sul de Santiago. Lá, a Viña San Pedro tem uma das mais extensas áreas plantadas com vinhas na América Latina, com 1.200 hectares. Enquanto isso, a San Pedro tem mais de 1.500 hectares plantados no Vale Central e outros grandes vales vinícolas do Chile, como o Elqui, Casablanca, San Antonio-Leyda, Maipo, Cachapoal, Maule e Bío Bío, sempre à procura de novas e melhores fontes para os seus vinhos. A Viña San Pedro faz parte do grupo chamado VSPT Wine Group, o terceiro maior grupo de vinhos no Chile e o segundo maior exportador de vinho chileno.


Já sobre o 1865 Limited Edition Syrah 2010, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com 100% de uvas Syrah oriundas das melhores vinhas da Viña San Pedro atualmente, no Vale do Elqui. Tais vinhas foram plantadas em meados dos anos 90 e estão localizadas a mais de 700 metros acima do nível do mar. Finaliza com passagem de 14 meses em barricas francesas, cerca de 60% novas e as restantes de segundo uso. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração violácea de grande intensidade, quase sem brilho e com boa limpidez. Parecia quase tinta de caneta. Lágrimas finas, de média velocidade e coloridas também tingiam as paredes da taça.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos negros maduros, alcaçuz, tabaco, especiarias, chocolate e leve toque floral.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, com boa acidez e taninos maduros e quase mastigáveis. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e muito saboroso.

Sem dúvida um baita vinho chileno, que quando percebi já tínhamos zerado a garrafa e ficamos com aquela sensação de que beberíamos mais, caso estivesse disponível. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Le Casine Sangiovese 2014: Vinho bom e barato, italiano!

O negócio da família Castellani, produtora do vinho de hoje, foi criado em Montecalvoli no final do século 19 quando Alfred, viticultor de longa data , decide começar a engarrafar e vender seu vinho. Em 1903, a empresa é oficialmente registrada na Câmara de Comércio de Pisa. O filho de Alfredo, Duilio, junto com seu irmão Mario, começam um belo período de expansão da empresa. A vinha mais importante é a de Santa Lucia, no fértil Vale do Arno, onde um vinho tinto enérgico e "apto para o envelhecimento" é produzido e engarrafado em garrafas típicas cobertas de palha, ganhando o interesse dos mercados transalpinos. Em 1966, uma grande inundação provoca grandes danos para a adega em Montecalvoli. É então que temporariamente o negócio é transferido para a propriedade Burchino Estate, nas colinas de Terricciola. A compra da vinha Poggio al Casone coincide com a extensão da vinícola para a propriedade Travalda Estate, em Santa Lucia. Durante a noite do Dia de Ano Novo de 1982, um incêndio queima quase completamente as instalações da empresa. Parecia ser o final de tudo. Mas dentro de alguns meses, os irmãos Castellani compraram a propriedade Campomaggio Estate e, graças à contribuição de Piergiorgio, filho de Roberto, o negócio ganha força. Hoje esta empresa centenária prossegue com muito entusiasmo o objetivo de produzirem vinhos que são a expressão de uma das maiores regiões enológicas do mundo: a Toscana.


Sobre o Le Casine Sangiovese 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir de 100% de uvas Sangiovese com passagem de 6 meses por madeira. Sem maiores delongas, vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e quase incolores também faziam parte do aspecto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos frescos, flores, especiarias, balsâmico e algo de baunilha.

Na boca o vinho tinha corpo médio, ótima acidez e taninos fininhos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um típico vinho bom, bonito e barato, que pode fazer parte de uma refeição do dia a dia ou mesmo pra acalentar o coração em um dia qualquer. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Rutini Cabernet Malbec 2013: nostalgia e qualidade argentina na taça

Hoje vou falar de um vinho que eu tenho muito carinho e que, vez ou outra, já provei por mais de uma vez e não sei ao certo o por que ele ainda não se encontrava neste blog. A questão é que este foi um dos primeiros vinhos que provei quando comecei a entender minimamente sobre esta deliciosa bebida de Bacco e que eu considero um vinho certeiro no quesito qualidade. Veja, não estou comparando com nenhum outro vinho ou com qualquer escola vinícola ao redor do mundo e simplesmente dizendo que é um vinho bem feito e que me trás conforto. Sem maiores delongas, vamos ver o que podemos falar sobre a vinícola e sobre o vinho?


A tradição vinícola da Família Rutini começa no início do século XIX, em Le Marche, Itália, quando Francisco Rutini produzia e vendia vinhos artesanais entre os seus vizinhos de Ascoli Piceno. Mais tarde, seu único filho, Felipe Rutini, emigrou para a Argentina para continuar a tradição da família e legado. Foi em Coquimbito, uma pequena, mas próspero distrito de Maipú, na província de Mendoza, que Felipe começou seu projeto Rutini: a Bodega La Rural. Don Felipe continuou a desenvolver vinhedos em Maipú e, em seguida, expandir suas operações nas áreas de Los Corralitos (Guaymallén) e Medrano (Rivadavia). Esta expansão duplicou a capacidade que tinha até então. Após a sua morte, em 1919, seus filhos estão no comando do projeto. A família Rutini foi uma das pioneiras a se envolver com plantações de vinhas em Tupungato, no coração do Valle de Uco, em 1925. Naquela época, Tupungato nada mais era do que uma parada na estrada que levava às montanhas mendocinas. Hoje, 90 anos após a epopeia da família Rutini a Tupungato, o lugar é sem dúvida uma das regiões vinícolas mais famosas de Mendoza e da Argentina. Em outubro de 2008 a construção da nova adega no Vale do Uco começou. No final de fevereiro de 2009, o batismo das instalações foi realizada com a chegada das primeiras uvas. No total, a Rutini Wines (nome utilizado pelo empreendimento atualmente) tem uma propriedade de 385 hectares de vinhedos, todos em um intervalo de altitude de 1050 a 1250 metros. As linhas "Rutini" e "Trumpeter" são produzidas exclusivamente na adega de Tupungato. Já em La Rural, sua adega inicial em Coquimibito, Maipú, produz todas as outras marcas da família: San Felipe, La Vuelta, Pequeña Vasija, entre outras, focadas principalmente no mercado argentino.

Finalmente, sobre o Rutini Cabernet Malbec 2013 podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir de um corte 50% - 50% de Cabernet Sauvignon e Malbec oriundas de Tupungato e La Consulta, respectivamente, ambos em San Carlos, Mendoza. Tem passagem de 12 meses em madeira, 50% em barricas novas de carvalho francês e 50% em barricas novas de carvalho americano. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e levemente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, flores, especiarias, baunilha e leve tostado ao fundo. 

Na boca o vinho tinha corpo médio +, taninos sedosos e acidez na medida. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

O vinho foi consumido no Outback, acompanhando uma bela costelinha suína ao molho barbecue, que aliás, é um dos meus pratos preferidos. A untuosidade da gordura da carne aliada a certa picância do molho fizeram jus a robustez do vinho. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 12 de abril de 2016

Peñalolen Azul Blend 2009: um vinhaço chileno!

A Viña Peñalolén, produtora do vinho de hoje, é famosa mundialmente por seus rótulos grandiosos e surpreendentes além de figurar entre as principais vinícolas chilenas. Localizada no famoso Vale do Maipo, aos pés da Cordilheira dos Andes, é propriedade de Ricardo Peña e de sua esposa, Isabel Peña, e conta com a administração cuidadosa do enólogo francês Jean Pascal Lacaze, que produz vinhos dentro da mesma técnica dos grandes Bordeaux. Jean Pascal também fez parte da criação do magnífico Stella Aurea, um dos grandes expoentes do Chile.


Sobre o Peñalolen Azul Blend 2009, podemos ainda acrescentar que o vinho é um corte de 60% Cabernet Sauvignon, 25% Cabernet Franc, 10% Petit Verdot e 8% Merlot. Segundo a vinícola, o nome remete a algo elevado. “O azul é algo superior, desde o tempo dos reis, onde o azul era a cor da Virgem Maria e símbolo de Majestade. Abundantes no mar e no céu, o pigmento azul é muito difícil de fabricar, azul é uma cor de nobreza e luxo, simboliza o infinito, o divino e o espiritual''. O vinho passa ainda por 18 meses de envelhecimento em barricas de carvalho de primeiro e segundo uso. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violáceo de grande intensidade, algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e quase incolores também faziam parte do conjunto visual. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e negros, especiarias, mentolado e chocolate.

Na boca o vinho era encorpado, com boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato, adicionando uma ponta mineral ao vinho e o final era de longa duração.

Um baita vinho chileno, complexo, elegante e delicioso. Fomos de "paprika schnitizel" para acompanhar, um prato alemão a base de medalhão de filé mignon, batata e molho picante com páprica. A combinação ficou interessante. Pra quem gosta de notas, recebeu 94 pontos no Guia Descorchados em sua safra 2011. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Chaku Cabernet Sauvignon 2013

A Viña La Roncière, produtora do vinho de hoje, foi fundada em 1949 pela família Orueta. Eles se instalaram no Vale do Colchágua, no Vale Central, no Chile.. Desde então, a família Orueta tem se dedicado a encontrar a perfeição em seus produtos, a fim de oferecer ao mundo, vinhos de alta qualidade. Ao mesmo tempo, La Roncière é uma "vinícola boutique", ou seja, não produz quantidades imensas e sem intenção de industrializar sua produção com grandes volumes, o que poderia afetar seus processos e, portanto, a sua qualidade.


Sobre o Chaku Cabernet Sauvignon 2013, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Cabernet Sauvignon oriundas do Vale do Rapel, no Chile. Após a fermentação e maceração por 30 dias em tanques de aço inox, cerca de 20 a 30% do vinho passa por 4 meses de envelhecimento em barricas francesas de segundo uso sendo que o restante permanece nos tanques até o blend final e engarrafamento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas mais gordinhas, coloridas e lentas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos suculentos, especiarias, baunilha e leve tostado. 

Na boca o vinho mostrou corpo médio +, acidez na medida e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom vinho chileno para o dia a dia, vai bem com um bom papo ou alguns pratos mais simples. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Viejo Carretón Cabernet Sauvignon Roble 2015

A história da Viñas de America Del Sur, produtora do vinho de hoje, tem início nos anos de 1904 quando Nicolás Impellizieri e sua esposa, Josefa, chegaram a Argentina vindos da Itália para se estabelecer na primeira região vinícola da Província de Mendoza, como uma pequena família de vinicultores. No entanto, foi somente na colheita de 1988 quando Luis Impellizieri começou a engarrafar seu próprio vinho para que esse fosse comercializado ao redor do país. A linha Viejo Carretón - Colleción Diplomática foi a primeira de relativo sucesso, o que possibilitou a vinícola se estabelecer no mercado e abrir as portas para linhas mais ousadas e premium. Em 2003, após quase um século de vida, houve o início da comercialização de seus vinhos mais top, a linha "Oculto", para outros países pelas mãos de Lucas Impellizieri, filho de Luis Impellizieri. Desde então e através destas 3 gerações da família, a Viñas de America Del Sur tem buscado atingir a excelência e a qualidade esperada em cada garrafa de seus vinhos, comercializados ao redor do globo.


Já sobre o Viejo Carretón Cabernet Sauvignon Roble 2015, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito 100% a partir de uvas Cabernet Sauvignon oriundas da Finca Lunlunda, em Maipú, Mendoza. Segundo o produtor, seus vinhedos são criados de forma orgânica. Tem ainda estágio de 4 a 6 meses em barricas de carvalho francês e americano. Finaliza com estágio em garrafa de até 3 meses antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, não tão rápidas e coloridas faziam parte do conjunto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos bem maduros, especiarias, notas defumadas e de baunilha.

Na boca o vinho tinha corpo de médio para encorpado, ou médio + como se diz por ai. Acidez na medida e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom vinho para o dia a dia, bem feito e sem defeitos. Acompanha uma boa conversa ou mesmo uma refeição rápida e despretensiosa. Convida ao próximo gole. Realmente não é só de Malbec que vivem os nossos hermanos. Recebi mais esse bom vinho do Winelands Clube do Vinho, o Clube que eu assino e recomendo. Eu recomendo.

Até o próximo!

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Divulgaçao: Freixenet lança embalagens térmicas de seus Cavas

Recebi estes dias uma informação bacanuda com relação aos Cavas Freixenet, que podem vir a calhar para os dias que insistem em ficar muito quentes e para quem sabe, aproveitar uma data especial e presentear uma pessoa querida.


A Freixenet, líder mundial na produção de espumantes, apresenta as novas embalagens térmicas que acompanham as garrafas dos seus cavas preferidos: Cordon Negro, Carta Nevada e Cordon Rosado. A charmosa embalagem em neoprene garante que a garrafa se mantenha na temperatura ideal para a sua degustação, podendo assim, ser transporta para onde desejar, portátil e prática.

Só pra lembrar, os Cavas Freixenet são produzidos na pequena cidade de Sant Sadurní d'Anoia, na Catalunha (Espanha) e, a Freixenet está no Brasil há mais de 20 anos, vendendo cerca de 100 mil caixas/ano no país. Os cavas são importados exclusivamente pela Qualimpor e as novas embalagens em neoprene podem ser encontradas em lojas especializadas de todo o país.

Ainda sobre os Cavas Carta Nevada e Cordon Negro, como já comentei anteriormente sobre eles aqui no blog, irei deixar abaixo os links das minhas impressões, caso queiram relembrar.



Até o próximo!

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Divulgação: Wine Seasons Festival em São José dos Campos


Como eu já falei em um post anterior, sobre a descentralização dos eventos de vinho, agora é a vez de divulgarmos um evento bacana no interior de São Paulo, mais especificamente em São José dos Campos. Já tive a oportunidade de ir a um destes eventos num passado não muito distante e fico feliz com a oportunidade de uma nova edição. Vejam abaixo:

"Os amantes do vinho e os profissionais ligados à área vitivinícola têm encontro marcado em São José dos Campos, no próximo dia 03 de junho, quando acontece o Wine Seasons Festival, no Hotel Nacional Inn.

O evento pretende reunir na cidade renomados produtos de vinhos nacionais e internacionais, importadores e exportadores, distribuidores, fabricantes de acessórios e prestadores de serviços do segmento, além do público em geral. Dentre os expositores já confirmados, estão a vinícola Miolo e a importadora Portus.

O objetivo do evento é apresentar as novidades do setor e oferecer oportunidades de negócios para os profissionais da área. Além de produtos e serviços ligados à vitivinicultura, o público também poderá conhecer as novidades do mercado de azeites.

Os visitantes que comparecerem ao evento, que será realizado das 17h às 21h, poderão ter contato com o melhor do mundo dos vinhos, participar de degustações e de palestras com renomados profissionais. Entre os participantes estão confirmados sommeliers, enólogos e produtores de vinho.

O evento tem realização e comercialização das empresas Proimagem Eventos e TextoPP e apoio do Sinhores (Sindicato de Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares). Para mais informações sobre como participar do evento, é só ligar para: (12) 3923.3393"

Evento: Wine Seasons Festival 

Quando: 3 de junho 

Horário: 17h às 21h 

Local: Hotel Nacional Inn (Av. Dep. Benedito Matarazzo, 9009) – S. J. Campos 

Informações: (12) 3923.3393 


Informações e Credenciamento para Imprensa: Alameda Comunicação (12) 3923.9818

terça-feira, 5 de abril de 2016

Pasquale Cantina & Montessu IGT: A Itália em sua melhor forma!

Um passeio em família que culmina com um belo almoço, merece sempre o bom e o melhor. E, imbuído desta missão, procurei um lugar que apresentasse um comida que nos confortasse, um ambiente que nos acolhesse e que coubesse no bolso. Foi ai que descobri a Pasquale Cantina, no coração do bairro boêmio da Vila Madalena, zona Oeste de São Paulo. Afinal era por ali que aproveitávamos que era feriado e a cidade estava mais vazia e menos tumultuada para fazer um pouco de turismo em São Paulo.

A Pasquale Cantina é um dos restaurantes em São Paulo certificados pelo "Ospitalità Italiana", cujo objetivo é avaliar a hospitalidade e a tradição italiana, sendo que os requisitos para a certificação englobam desde a presença de, ao menos, um funcionário fluente em italiano até a proposta gastronômica, que deve conter pratos e vinhos da tradição do país e serem elaborados com produtos comprovadamente de origem italiana. E isso não é difícil para o Sr. Pasquale Nigro, dono do lugar, e sua origem lá na Puglia. Tendo suas portas abertas em 2001, a cantina se viu obrigada a diversas expansões ao longo do tempo, dada a fama que se abateu por lá. Entretanto, conseguiu ao longo destas mudanças, manter as tradições e o bom atendimento do passado, aliado a um ambiente rústico e sem formalidades. O único por menor é que como existem ambiente abertos, não existe ar condicionado e em dias mais quentes, pode ser um problema. Existe ainda por lá uma bela seleção de antepastos e entradinhas caseiras que valem conhecer. Além disso, o lugar funciona também como um empório, onde você pode comprar massas frescas, molhos prontos, antepastos, vinhos e acessórios.


Os pratos que pedimos estavam dentro de uma seleção "mais vendidos" do cardápio, e não decepcionaram. Eu optei pelo famoso Pene à “Pérola Negra” (molho a base de tomate picado, mozarella de búfala, alho, azeitonas pretas, pancetta, manjericão e pecorino romano), simplesmente perfeito, rústico nos sabores, que eram harmônicos entre si e com a massa al dente, exatamente como eu gosto. Já minha esposa foi no tradicional “Spaghetti à Carbonara” que também não decepciona e você pode ainda, alternar entre a pancetta e o bacon para compor seu molho. Por fim, minha filha foi de Orecchiette à Caprese, com bastante mozarella de búfala, manjericão e tomate cereja numa massa que parecem pequenas conchinhas, cozidas a perfeição.


Uma refeição destas não poderia deixar de contar com um belo vinho para acompanhar. E a escolha recaiu sobre o Montessu IGT 2010. Este vinho é produzido pela Agricola Punica, uma joint venture entre Sebastiano Rosa, o homem por trás do vinho Sassicaia, a Cantina de Santadi, a Tenuta San Guido, Antonello Pilloni presidente da Santadi e do lendário enólogo Giacomo Tachis. Em 2002, a Agricola Punica comprou uma terra de 170 hectares dividida em duas propriedades: Barrua e Narcao, situadas na zona sudoeste da Sardenha, em uma área conhecia como "Sulcis Meridionale". As vinhas situadas em Barrua e Narcao caracterizam-se por 15 hectares de Carignano, plantados em 1990 e 50 hectares de novas plantações de Carignano, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot. Os solos são muito profundos e rochosos, com uma boa parcela de argila. A Agricola Punica produz dois vinhos com base na uva Carignano, Barrua e Montessu ambos IGT Isola dei Nuragui, nome que remete às torres antigas de pedra construídas por nuraghes que habitaram esta ilha do período neolítico até 238 AC, quando a Sardenha passou a fazer parte do Império Romano.

Sobre o Montessu IGT 2010, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir de uvas Carignano, Syrah, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon e Merlot. Passa ainda por amadurecimento e envelhecimento em barricas de carvalho francês durante 15 meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi de média para grande intensidade com ligeiro halo granada nas bordas. Algum brilho, boa limpidez e lágrimas finas, rápidas e sem cor.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos negros, café com leite, alcaçuz, especiarias, chá preto e algo mentolado também.

Na boca o vinho era encorpado, taninos marcados, rústicos mas de boa qualidade e uma gulosa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e marcante. 

Uma bela refeição e um belo vinho italiano para fechar um passeio em família de maneira magistral. Eu recomendo a prova, da cantina e do vinho. Quem ainda não foi, deve ir . Penso que não se arrependerá.

Até o próximo!

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Evel Douro Branco 2014

A Real Companhia Velha, produtora deste vinho, é a mais antiga e emblemática empresa de vinhos de Portugal, tendo celebrado 258 anos de existência e de atividade ininterrupta ao serviço do Vinho do Porto. Para trás, fica o registo de uma história fabulosa e de um passado glorioso. Para o futuro, permanece a vontade de manter um elevado padrão de qualidade dos seus vinhos e a confiança numa Companhia onde o rigor e a visão de fazer ainda mais história são uma preocupação constante. Desde a sua instituição por Alvará Regio de El-Rei D. José I, em 10 de Setembro de 1756, a importância desta Ex-Majestática Companhia ficou bem patente através dos valiosos serviços prestados à comunidade. Proprietária de algumas das melhores quintas do Douro, a Real Companhia Velha tem sabido preservar e honrar a sua tradição, apostando no futuro, através de um constante processo de modernização e experimentação na Região Demarcada do Douro.


Evel é uma das mais antigas e carismáticas marcas de vinho em Portugal, tendo sido registada em 1913. A curiosidade do seu nome fantasia provém do fato de não ter um significado próprio, para além daquele que resulta da leitura do seu anagrama: Leve. O vinho Evel Douro Branco 2014 é produzido a partir de uvas Viosinho, Rabigato, Fernão Pires e Moscatel provenientes de vinhas plantadas na Quinta do Casal da Granja e Quinta do Cidrô, localizadas nos conselhos de Alijó e S. João da Pesqueira, respectivamente. Por fim, não passa por estágio em madeira, somente em tanques de inox até seu engarrafamento. Vamos às impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração amarelo palha com reflexos dourados, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores compunham também o aspecto visual.

No nariz o vinho apresentou notas de frutos tropicais, frutos cítricos, flores brancas e leve toque mineral ao fundo.

Na boca o vinho tinha corpo médio com uma acidez elétrica. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo, cremoso e saboroso.

Mais um belo vinho português por aqui, que fez a alegria na sexta-feira santa aqui em casa e que, acompanhou bem um belo filé de pescada branca frita, purê de ervilhas e saladinha de tomates e cebola roxa. A harmonização foi uma delícia. Eu recomendo a prova. A receita é da Rita Lobo em seu programa no canal de TV a cabo GNT.

Até o próximo!

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Divulgação: Curitiba recebe grande prova de vinhos do Porto e do Douro

Eu ouço bastante que o eixo Rio-SP (mais São Paulo mesmo) concentra grande parte dos eventos que acontecem no país, sejam quais mercados estejamos falando, mas em especial quando falamos de vinho. Mas, ao que tudo indica, estamos vendo um movimento no sentido contrário desta tendência, com a disseminação dos eventos por todo o Brasil. E é sobre isso que quero falar hoje.


No primeiro grande evento de 2016 dedicado aos apreciadores de vinho em Curitiba, o Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) promove, dia 4 de abril (segunda-feira), uma grande degustação gratuita no Hotel Pestana. Mais de 30 empresas e cerca de 40 marcas portuguesas estarão representadas e poderão ser degustadas por formadores de opinião, jornalistas, chefs e público em geral.

Das 15h às 20h, os produtores apresentarão aos visitantes as mais recentes novidades e rótulos icônicos no mercado brasileiro. O crítico Alexandre Lalas, das revistas Gula e WINE – A Essência do Vinho, comandará ainda duas provas comentadas – “À Descoberta do Vinho do Porto” e “Uma Viagem pelo Douro” –, dirigidas a jornalistas e profissionais convidados.

Estão confirmados os seguintes produtores: Alpalina, Casa Ferreirinha, Cockburn’s, Croft, Dow’s, Dalva, Duorum, Fonseca, Graham’s, Lavradores de Feitoria, Messias, Poeira, Poças Júnior, Quinta da Casa Amarela, Quinta do Crasto, Quinta Dona Leonor, Quinta das Lamelas, Quinta do Monte Xisto, Quinta dos Murças, Quinta Nova, Quinta do Noval, Quinta do Pessegueiro, Quinta do Portal, Quinta de la Rosa, Quinta de Santa Eufémia, Quinta da Touriga-Chã, Quinta de Valbom, Quinta da Veiga, Quinta do Vallado, Ramos Pinto, Real Companhia Velha, Romaneira, Sandeman, Taylor’s, Vale da Veiga, Vicente Faria Vinhos e Wine & Soul.

Os interessados em participar da degustação aberta devem fazer inscrição online e obrigatória, através do endereço http://cadastro.portointernationaltasting.com

O Brasil é um dos principais mercados para os Vinhos do Porto e do Douro. No calendário de ações promocionais organizadas pelo IVDP neste ano, estão previstas degustações no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Serviço:

Degustação aberta de Vinhos do Porto e do Douro

Data: 4 de abril (2ª feira)

Horário: 15h às 20h

End.: Hotel Pestana (Rua Com. Araújo, 499 I Centro I Curitiba-PR)

Inscrição: Gratuita mediante cadastro no site http://cadastro.portointernationaltasting.com

Casa Valduga Gran Reserva Heitor Villa-Lobos Cabernet Sauvignon 2006

Hoje é mais um daqueles dias em que eu me animo mais ainda para escrever aqui no blog, afinal é dia de uma brincadeira gostosa onde blogueiros ao redor do Brasil postam sobre vinhos que abordam um mesmo tema, escolhido por um dos confrades, é dia da #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs aqui no Balaio. E o tema deste mês foi escolhido pelo amigo Gustavo Kauffman, do blog Enoleigos. Ele andava meio sumido, mas aproveitou-se que era seu aniversário e foi pedido "um presente" para a CBE. A escolha foi: "Vinho Sul Americano com 10 anos de vida ou mais. Vamos ver como nossos vinhos, e de nossos hermanos, tem amadurecido!". De início fiquei um pouco tenso, pois não tinha um vinho com tais características em casa. Mas, como missão dada é missão cumprida, estamos aqui as voltas com o Casa Valduga Gran Reserva Heitor Villa-Lobos Cabernet Sauvignon 2006.


Pensei até em falar sobre a Casa Valduga, mas desculpe a heresia, seria chover no molhado. Um player gigante como este no mercado nacional não precisa de apresentações e portanto, ater-me-ei apenas ao vinho.

No ano do cinquentenário da morte do maior compositor erudito das Américas, a Casa Valduga selecionou as mais finas uvas Cabernet Sauvignon para compor uma verdadeira sinfonia de aromas e sabores em homenagem ao célebre maestro Heitor Villa-Lobos. Bem, isso é o que diz o site da vinícola. De qualquer maneira o Casa Valduga Gran Reserva Heitor Villa-Lobos Cabernet Sauvignon 2006 é um vinho feito com 100% de uvas Cabernet Sauvignon do Vale dos Vinhedos com amadurecimento de 12 meses em carvalho francês e mais 18 meses nas caves da vinícola antes de ser liberado ao mercado. Vamos ver qual é o resultado de tamanho primor nesta produção?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com halo granada, algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas se faziam notar também.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas em compota, especiarias, mentolado, chocolate e leve herbáceo.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, com acidez ainda viva e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um grande vinho nacional que provei para a CBE, este da Casa Valduga, o que só demonstra a dedicação com que esta família trata a vitivinicultura no Brasil. Se a idéia era verificar como os vinhos nacionais, ou melhor, sul americanos envelhecem, eu diria que a surpresa foi boa. O vinho estava muito vivo e no seu auge, mesmo com 10 anos de vida. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!