terça-feira, 31 de maio de 2016

PaXis Douro 2013

A DFJ Vinhos nasceu em 1998, por três amigos: Dino, Fausto e José Neiva Correia (DFJ) com o intuito de fazer vinhos internacionais em Portugal e sepultar de vez o estigma que o país só faz vinhos rústicos. O slogan da DFJ Vinhos simboliza bem essa idéia: The New Portugal. Com o passar dos anos, tornou-se uma das maiores e mais importantes empresas portuguesas no ramo do vinho. Atualmente a DFJ Vinhos é responsável por fabricar anualmente seis milhões de garrafas de rótulos diversificados. Se beneficiando de diversos terroirs ideais, como o Douro e o Algarve, ela foi a primeira a desenvolver um trabalho de implantação de novas castas no país e também buscou promover uma agricultura que não prejudicasse o meio ambiente. O proprietário ainda desenvolveu um método que permite a correta vedação com rolhas de cortiça para seus produtos.


Sobre PaXis Douro 2013, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir de um blend de uvas autóctones e tradicionais do Douro, a saber: Touriga Franca, Tinta Roriz e Touriga Nacional. Passa por envelhecimento de 3 meses em barricas de 225 litros de carvalho francês e mais 3 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, espaçadas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros em compota, especiarias e toques florais. 

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais um vinho português interessante que provamos por aqui e que, como de costume, entra para um seleto grupo de vinhos que tem um excelente custo benefício. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Château de la Mallevieille Tinto 2012

A história do Château de la Mallevieille começou ainda em 1958 quando Fernand Biau visitou a região e se apaixonou pela propriedade, tendo adquirido-a logo em seguida. É porém só em 1983 que Philippe e Hélène Biau começam a produzir das vinhas que sobem as encostas orientadas sul – sudoeste, vinhos respeitando a tradição e o "savoir faire" atribuído a região. No entanto, existem relatos por Édouard Féret no seu livro de 1903 sobre os Bordeaux, mencionando esta propriedade vinícola produzindo já naquela época cerca de oito pipas de vinho tinto. Fica localizada na margem direita do Dordogne, sendo que esta antiga estalagem do século XVIII entre Saint Émilion e o Périgord da seu nome ao vinhedo de 30 ha. A história do Château de la Mallevieille é uma história de família que revela um conhecimento e amor com o trabalho na terra.


Sobre o Château de la Mallevieille Tinto 2012, podemos acrescentar que é um corte típico de Bordeaux (60% de Merlot, 20% de Cabernet Franc e 20% de Cabernet Sauvignon) com uvas oriundas de vinhas com mais de 40 anos de idade da região de Bergerac, em Bordeaux. A curiosidade fica por conta do método de envelhecimento do vinho, em tanques de concreto por 12 meses antes de ser engarrafado. Tenho lido um pouco sobre e me parece uma prática cada vez mais corrente por lá, no intuito de se manter o vinho o mais fiel possível o seu terroir. Vamos então as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de média intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, notas animais e de bosque além de leve lembrança mineral.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um excelente vinho francês que provo por aqui, ainda mais se levando em conta o custo benefício. O vinho era tão equilibrado, que nem percebi que a garrafa foi esvaziando. Impressionante! Eu recomendo, e muito, a prova do vinho. É mais um vinho do Clube de Vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo!

Até o próximo!

terça-feira, 24 de maio de 2016

Winebar vinhos do Porto Taylor's!

Ontem tivemos a oportunidade de participar de mais um Winebar, desta vez viajando virtualmente até Portugal e uma de suas regiões mais famosas por aqui, o Douro, em parceria com a Taylor's e seus incríveis vinhos do Porto, além do apoio da Qualimpor, importadora dos vinhos para o Brasil. A degustação dos vinhos foi conduzida pelo português Fernando Seixas, diretor da produtora de vinhos do Porto Taylor's. Foram degustados os vinhos: Taylor´s Porto Reserva Select e Taylor´s Porto 10 Anos. Vamos ver o que descobrimos então.


Criada há mais de três séculos, em 1692, a Taylor’s é uma das mais antigas casas de comércio do vinho do Porto que se dedica exclusivamente à produção de vinho do Porto e, especialmente, aos seus melhores estilos. Sediada no Porto e na região do Douro, a empresa está envolvida em todas as fases da produção dos seus vinhos do Porto, desde o plantio da vinha e cultivo das uvas à elaboração, envelhecimento e engarrafamento dos lotes de vinhos. De certa forma, a história da empresa acompanha a própria história do vinho do Porto. Desde a sua fundação que esta empresa se mantém familiar e independente. Desde sua fundação, a empresa manteve-se independente. Agora, no seu quarto século, a firma cresceu e prosperou, estabelecendo-se como uma das casas históricas de vinho mais respeitadas de todo o mundo. Isto foi conseguido através da perseverança, espírito pioneiro e da continuidade de tradição em que sucessivas gerações da família se envolveram.

Como eu possuía a garrafa do Taylor´s Porto Reserva Select, focaremos no mesmo. Este vinho é elaborado a partir de um lote de jovens vinhos do Porto cuidadosamente selecionados e produzidos nas áreas do Baixo Corgo e do Cima Corgo, na região do Douro, todos resultando de um blend de uvas típicas da região. Estes vinhos estagiam cerca de quatro anos em tonéis de carvalho. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração rubi violácea de grande intensidade, muito brilhante e límpida. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros em compota e frutos secos, algo de chocolate e algumas notas amendoadas. Com algum tempo em taça é possível também notar algo de tostado.

Na boca o vinho se mostrou untuoso, encorpado, redondo e com uma acidez interessante. O retrogosto confirma o olfato e o final é longo e saboroso.


Eu costumo dizer que vinho do Porto chama chocolate e ontem não foi diferente, fizemos brincadeiras com alguns tipos de chocolate e os com maior teor de cacau (40% e 70%) fizeram bonito. Mas, no final das contas, chocolate e vinho do Porto pode ser ruim? Eu acho que não.

Até o próximo!

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Finca Los Nobles Chardonnay 2014

Na última semana tive a oportunidade de participar do Decanter Wine Day, um evento, em formato de feira, promovido pela própria importadora Decanter com o intuito de promover a degustação de novidades em seu portfólio, entre elas Porto Fonseca, Chloe da Argentina, além de mais de 100 rótulos de outros países. O evento contou também com a presença de Alberto Arizu, da Bodegas Luigi Bosca, com os novos vinhos da bodega. E é exatamente de um dos vinhos que provei com ele que trago hoje aqui. Estou falando do Finca Los Nobles Chardonnay 2014.


A Bodegas Luigi Bosca foi fundada pela Família Arizu, e conta com uma trajetória de mais de 100 anos na indústria vitivinícola argentina. Dirigida atualmente pela terceira e quarta gerações, a Bodega Luigi Bosca constitui um dos poucos estabelecimentos vinícolas que, ao longo das décadas, permanecem em mãos da família fundadora e, por seu prestígio, tornou-se um paradigma do vinho argentino. A Bodega Luigi Bosca não só é um dos estabelecimentos produtores com maior participação no mercado local de vinhos premium; além disso, seus rótulos estão presentes nos cinco continentes e chegam a mais de 50 países do mundo. Atualmente, a vinícola produz 8 milhões de garrafas de vinho das quais 60% é vendido no mercado externo, principalmente nos Estados Unidos, no Canadá e no Brasil.

Falando especificamente sobre o Finca Los Nobles Chardonnay 2014 , podemos acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Chardonnay provenientes dos vinhedos Las Compuertas e Finca Los Nobles, ambos situados em Luján de Cuyo, em Mendoza na Argentina. As vinhas que se encontram por lá tem idade média de 90 anos e estão entre as mais antigas da bodega. Cerca de 50% do vinho é fermentado em cubas de aço inoxidável e os outros 50% em barricas novas de carvalho francês, onde depois é envelhecido durante 8 meses. As duas partes do vinho realizam sua fermentação malolática. Após o envelhecimento em madeira, é realizado o blend final. Antes de ser lançado ao mercado, é armazenado durante pelo menos um ano em garrafa. Vamos finalmente as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração amarelo palha com reflexos dourados, muito brilhante e bastante límpido.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas citricas e tropicais em calda (abacaxi e pêssego principalmente), notas amanteigadas e amendoadas, baunilha e mel.

Na boca o vinho era untuoso, com uma bela e equilibrada acidez. O retrogosto confirmava o olfato e o final era longo e saboroso.

Um belíssimo vinho argentino, provavelmente um dos mais bacanas Chardonnays argentino que eu já provei. Tem um jeitão que deve aguentar ainda alguns aninhos em garrafa. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Lupi Reali Montepulciano D'Abruzzo 2012

A região italiana de Abruzzo é a região mais verde da Europa, com 36% de toda a sua superfície coberta por três parques nacionais, um parque regional e mais de trinta reservas naturais. Com um território que representa mais de dois terços acima de 750 m, a Valle Reale, produtora do vinho de hoje, está situada entre as províncias de Pescara e L'Aquila, no ponto em que os três parques se encontram: o Parco Nazionale del Gran Sasso ei Monti della Laga para o norte, o della Parco Nazionale Majella ao sul, e o Parco Regionale Naturale del Sirente-Velino para o noroeste. O ano de 1998 foi especial para a Família Pizzolo, ano este em que eles deram início a uma grande empreitada, restaurando uma vinha velha de Montepulciano d'Abruzzo encontrada em sua propriedade, que tinha sido adquirida alguns anos antes. Isso se deu num vale rodeado por montanhas, não muito longe da cidade de Popoli. Isto eventualmente deu origem ao projeto agrícola e agronômico da Valle Reale, que continua hoje graças a um grupo motivado de pessoas com os mesmos objetivos. Leonardo Pizzolo, acompanha com cuidado o cultivo de pequenos produtores vizinhos à sua propriedade. Uvas orgânicas são selecionadas para produzir vinhos leves e frescos, mas muito saborosos.


Já sobre o Lupi Reali Montepulciano D'Abruzzo 2012 propriamente dito, podemos ainde acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Montepulciano e aparentemente não tem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se despendiam nas paredes da taça.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas frescas e ervas secas.

Na boca o vinho tinha corpo de leve para médio, excelente acidez e taninos discretos. O retrogosto confirma o aroma e adiciona um toque mineral ao vinho. O final era de média para longa duração, ou mais modernamente falando, médio+ .

Um bom vinho italiano para o dia a dia que, apesar do preço não favorecer, eu recomendo a prova. É bem fácil de beber e quando você percebe, secou a garrafa.

Até o próximo!

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Divulgação: Vinhos de Portugal no Rio em sua 3a edição

Essa vai principalmente, mas não somente, aos amantes do vinho no Rio de Janeiro. Quem me acompanha sabe que costumo divulgar eventos e outros assuntos relacionados para que consigamos difundir ainda mais a cultura do vinho neste nosso Brasil. E recebi a programação abaixo que deve fazer a alegria de enófilos do Rio de Janeiro e região.


No próximo fim de semana, 20,21 e 22 de maio, o Casa Shopping receberá a terceira edição do evento Vinhos de Portugal no Rio, para alegrar os amantes de uma bebida que a cada ano conquista mais os brasileiros. Promovido pelo Globo e pelo jornal português Público, o evento reunirá no rio de janeiro 68 produtores de vinho de Portugal na Barra da Tijuca. O evento será organizado em diferentes atividades. Uma das opções aos visitantes será visitar o Mercado de Vinhos, onde 68 produtores de diversas regiões de Portugal oferecerão uma experiência de degustação diferente. Durante duas horas, cada participante fará suas degustações em uma Smart Wine Glass, a “taça inteligente” que foi premiada no Wine Business Innovation Summit, na Alemanha. A taça contém um chip que registra cada vinho degustado. Na semana posterior ao evento, os participantes receberão por e-mail informações sobre os vinhos degustados, inclusive onde encontrá-los para compra.

Outra atividade será a Prova de Vinhos. Por uma hora, 30 participantes farão provas e harmonizações guiadas por críticos dos jornais Público (Pedro Garcias, Manuel Carvalho e Alexandra Prado Coelho) e O Globo (Pedro Mello e Souza), juntamente com Dirceu Vianna Júnior, o único brasileiro que possui o título de ‘Master of Wine’, e Luís Lopes, editor da revista Vinhos de Portugal.

O crítico português Luís Lopes também ministrará o curso “Introdução ao Vinho Português”, oficial da Academia de Vinho de Portugal, ViniPortugal. Os participantes receberão certificado ao final do curso, que terá duração de uma hora. Outra atividade para conhecer melhor os vinhos é a zona exclusiva de prova de vinhos do Porto Clássico, tintos, harmonização com doces, queijos e vinhos do Porto e muito mais. Com uma hora de duração, a iniciativa leva os participantes, guiados por um sommelier, a provar alguns dos vinhos mais sofisticados das diferentes regiões.

O evento ainda contará com uma área de convivência com um lounge e uma loja de vinhos. Este ano, a sessão "Tomar um copo", terá a participação da cantora Adriana Calcanhotto e dos críticos de vinho que conversarão descontraidamente com os visitantes em papos que sempre terminarão em agradáveis degustações do produto. Atividade para público limitado, por ordem de chegada, com duração de 15 a 20 minutos. A área de convivência funcionará sextas e sábados, das 11h às 23h e aos domingos, das 11h às 22h30.


Realizado pelos jornais O Globo e Público, o Vinhos de Portugal no Rio tem o patrocínio do Senac, Deli Delícia e Casa Shopping; parceria Vinhos de Portugal; e apoio de Coimbra, Porto e Setúbal. A produção é da DreamFactory. A organização do evento ressalta que só é permitida a entrada de menores de 18 anos na área de convivência acompanhados pelo responsável. É proibida a entrada com alimentos e bebidas. Beba com moderação. Evento sujeito à lotação. Informações sobre horários, preços e disponibilidade de vagas para as atividades no site www.vinhosdeportugalnorio.com.br .

PROGRAMAÇÃO

SEXTA - 20/MAIO – das 10h às 23h

MERCADO DE VINHOS*

Sessão de duas horas de degustação
Sexta (20/05)
14h às 16h
17h às 19h
20h às 22h

PROVAS E CURSOS*

11h Grandes Tintos (Pedro Garcias)
13h Grandes brancos (Pedro Garcias)
15h Vinhos brancos do século XXI (Pedro Mello e Souza)
17h Academia – Introdução ao Vinho Português (Luís Lopes)
19h Porto Clássico (Manuel Carvalho)**
21h Vinhos refrescantes para o Rio (Master of Wine, Dirceu Vianna Júnior)**

TOMAR UM COPO

14h30 Tomar um copo com vinhos do Porto (Manuel Carvalho)
16h30 Tomar um copo com Vinhos de Setúbal (Alexandra Prado Coelho e Henrique Soares)
18h30 Eça de Queirós: “Saboreando o seu cálice de Porto” (Adriana Calcanhotto e Carlos Reis)
20h30 Tomar um copo com vinhos de Setúbal (Luís Lopes e Alexandra Prado Coelho)
21h30 Tomar um copo com Vinho do Porto (Manuel Carvalho)

SÁBADO 21/MAIO – das 10h às 23h

MERCADO DE VINHOS*

Sessão de duas horas de degustação
11h às 13h
14h30 às 16h30
17h30 às 19h30
20h30 às 22h30

PROVAS E CURSOS*

11h Academia – Introdução ao Vinho Português (Luís Lopes)
13h Harmonização de doces e vinhos do Porto (Manuel Carvalho e Alexandra Prado Coelho)
15h Grandes Tintos (Pedro Garcias)
17h Oferecimento do SENAC – Inscrições no local com 30min de antecedência
19h Grandes produtores, safras históricas (Master of Wine Dirceu Vianna Júnior)**
21h Grandes Vinhos de Setúbal (Luís Lopes)

TOMAR UM COPO

12h30 Eça de Queirós: “Um vinho fresco, esperto, seivoso” (Adriana Calcanhotto e Carlos Reis)
14h30 Tomar um copo Deli Delícia
15h30 Tomar um copo com os vinhos das produtoras do Dão (Alexandra Prado Coelho e Rui Ribeiro)
16h30 Tomar um copo com vinhos do Alentejo (Luís Lopes)
17h30 Tomar um copo com grandes tintos (Pedro Garcias)
18h30 Eça de Queirós: “Densas latadas de moscatel” (Adriana Calcanhotto e Carlos Reis)
20h30 Tomar um copo com Vinho do Porto (Manuel Carvalho)
21h30 Tomar um copo com vinhos de Setúbal (Dirceu Vianna Júnior, Master of Wine)

DOMINGO - 22/MAIO – das 11h às 22h

MERCADO DE VINHOS*

Sessão de duas horas de degustação
11h às 13h
15h às 17h
18h às 20h

PROVAS E CURSOS*

11h Grandes brancos (Pedro Garcias)
13h Setúbal: a excelência do Moscatel (Luís Lopes)
15h Grandes produtores, safras históricas (Master of Wine Dirceu Vianna Júnior)***
17h Academia – Introdução ao Vinho Português (Luís Lopes)
19h Vinhos brancos do século XXI - Pedro Mello e Souza
21h Harmonização de Quejios e vinhos (Manuel Carvalho e Alexandra Prado Coelho)

TOMAR UM COPO

11h30 Tomar um copo com vinhos de Setúbal - Luís Lopes e Manuel Carvalho
12h30 Eça de Queirós: “Depois do segundo copo de Bairrada” (Adriana Calcanhotto e Carlos Reis)
13h30 Tomar um copo com o SENAC
15h30 Tomar um copo com Vinhos do Alentejo - Luís Lopes
16h30 Tomar um copo com vinhos de Setúbal (Alexandra Prado Coelho e Henrique Soares)
18h30 Tomar um copo com Vinho do Porto (Manuel Carvalho)
19h30 Rota do enoturismo do Dão (Alexandra Prado Coelho e Rui Ribeiro)
20h30 Tomar um copo com vinhos brancos (Pedro Garcias)

*Atividades pagas.
**Provas Especiais.
***Prova fechada para convidados do Globo. Não será vendida

SERVIÇO:

‘Vinhos de Portugal no Rio’
Data: 20 a 22 de maio de 2016
Horário: sexta e sábado, das 11h às 23h e domingo, das 11h às 22h30
Local: Casa Shopping – Av. João Cabral Melo Neto - PAV 2, Bloco P, Loja 210 (antiga Espaço 204) - Barra da Tijuca, Rio de Janeiro/RJ
Preço do mercado de vinhos: R$ 110 + taxas = R$ 121,00
Preços das provas: R$ 110 + taxas = R$ 121,00
Provas especiais: R$ 130,00 + taxas = R$ 143,00
Informações e compra de ingressos: www.vinhosdeportugalnorio.com.br

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Brouilly Cuvée du Commandeur 2013

Ainda falando um pouco dos eventos que andei participando nos últimos dias, volto com o Cantu Day, da Importadora Cantu. Conforme já dito por aqui, a importadora abre as portas do seu galpão na zona oeste de São Paulo, normalmente todo ano, para mostrar um pouco mais sobre o seu portfólio, fazendo com que clientes, imprensa e convidados possam degustar uma dezena de rótulos por eles trazidos ao Brasil, dentre os quais as novidades do ano. E hoje iremos falar de França, de uma apelação e de um tipo de vinho não é muito divulgado e consumido em nosso mercado, que são os vinhos feitos com a uva Gamay nas principais apelações de Beaujolais, na França. Hoje vamos de Brouilly Cuvée du Commandeur 2013.


Desde 1632, a família Domaine Comte de Monspey, produtores do vinho de hoje, preparam deliciosos vinhos de vinhas históricas das principais denominações de origem francesas. Stéphane e Sophie Gibert de Monspey, proprietários da vinícola, continuam crescendo, vinificando e criando vinhos excepcionais com base em métodos orgânicos. Adicionalmente, Stéphane vinifica, monta e completa a sua gama de vinhos em outras denominações menores, algumas delas propriedades familiares. Inúmeros prêmios e guias especializados reconhecem o trabalho desses entusiastas das videiras e dos vinhos de terroir que produzem nas principais apelações de origem francesas.

Sobre o Brouilly Cuvée du Commandeur 2013, podemos acrescentar que é um vinho produzido 100% com uvas Gamay de vinhas com mais de 50 anos de idade, na região do Beaujolais, mais especificamente na AOC Brouilly. O vinho passa por estágio de 12 meses em barricas de carvalho francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade, bom brilho e boa limpidez. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas em compota, alcaçuz, especiarias e toques florais.

Na boca o vinho apresentou corpo médio+, boa acidez e taninos sedosos. O retrogosto confirma o olfato e adiciona um quê mineral ao vinho. Muito interessante. O final era de longa duração.

Um belíssimo vinho sem sombras de dúvidas. Gostaria eu de ter mais oportunidades de provar este tipo de vinho por aqui. Irei me empenhar para tal. No momento, recomendo a prova deste. Vale a pena.

Até o próximo!

terça-feira, 17 de maio de 2016

Vale de Cavalos Douro 2012 & Poças Porto 10 Years Old Tawny

Semana passada tivemos um evento bacana aqui em Sampa, que foi o Cantu Day, da Importadora Cantu. Neste evento, normalmente anual, a importadora abre as portas do seu galpão na zona oeste de São Paulo para mostrar um pouco mais sobre o seu portfólio, fazendo com que clientes, imprensa e convidados possam degustar uma dezena de rótulos por eles trazidos ao Brasil, dentre os quais as novidades do ano. Bem, aqui hoje não irei falar exatamente uma novidade, a vinícola Poças esta à aproximadamente dois anos trabalhando com a Cantu, mas foram alguns dos vinhos que chamaram minha atenção. Vou falar de dois, de fato, o Vale de Cavalos Douro 2012 e o Poças Porto 10 Years Old Tawny.

Para a vinícola Poças, tudo começou em 1918, quando Manoel Domingues Poças Júnior, nascido no centro da azáfama do Vinho do Porto, decidiu fundar o seu próprio negócio. Era 15 de agosto, poucos meses antes do Armistício. Manoel Poças tinha 30 anos e alguma experiência de trabalho na área. Com o seu tio, fundou uma empresa para vender brandies a grandes produtores de Vinho do Porto. Pouco depois estabeleceu a sede que se mantém até hoje, em Vila Nova de Gaia. Primeiro o seu tio, depois os irmãos, a mulher, os netos: toda a família Poças veio a partilhar a sua paixão pelo vinho, combinando o respeito pela tradição com a mente aberta à inovação trazida pelas novas gerações. Hoje, com três quintas nas melhores localizações da Região Demarcada do Douro, a Poças tem o controle total da qualidade dos seus vinhos. E o envolvimento da família é mais forte do que nunca.


Sobre o Vale de Cavalos Douro 2012, podemos afirmar que é um blend tipico português a partir das uvas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca de vinhas com idades entre 40 e 60 anos oriundas do Douro Superior. Parte do vinho estagia por cerca de 8 meses em carvalho francês e americano. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar. Já no nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, florais, especiarias e leve toque de baunilha. Em boca o vinho tinha médio corpo, excelente acidez e taninos redondinhos. Um bom vinho para o dia a dia, fácil de beber e que deve agradar o paladar brasileiro.


Já o Poças Porto 10 Years Old Tawny é um vinho fortificado feito a partir de uvas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Barroca e Tinto Cão de vinhas cujas idades variam entre 20 e 40 anos. O vinho é obtido através do blend de vinhos selecionados de diferentes safras, envelhecidos em casco, e cuja média de idades é de 10 Anos. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração tendendo ao granada, acastanhada, brilhante e límpido. As lágrimas eram viscosas, lentas e coloridas nas paredes da taça. No nariz o vinho apresentou aromas de frutos secos, tabaco, caramelo e algo de gengibre. Em boca o vinho era gordo, untuoso e acidez ainda viva. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração. Não é tão "doce" em boca, além de ter fruta seca ainda bem evidente no nariz. Me conquistou, uma delicia. 

Até o próximo!

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Tierra Imperial Reserva Tempranillo 2010

Fechando um domingão porreta de bom, resolvemos sentar ao sofá e assistir um filme enquanto a fome não vinha, havíamos almoçado como reis afinal de contas, e para acompanhar o filme resolvi por bem desarrolhar uma garrafa de vinho. Pretendia algo descompromissado e provavelmente sem maiores expectativas. Entretanto, quando levei a taça ao nariz a primeira vez fiquei intrigado. Depois a segunda, terceira, quarta vezes e o vinho me cativou e fez por merecer estar por aqui hoje. Estou falando do Tierra Imperial Reserva Tempranillo 2010.


A Bodegas Verduguez, produtora do vinho em questão, é uma empresa familiar (atualmente na quarta geração), na cidade de Villanueva de Alcardete, na parte oriental da província de Toledo, na fronteira com a província de Cuenca. A Bodega está registrada no Conselho Regulador da DO La Mancha que apoia e destaca a alta qualidade de seus vinhos. A adega atual foi fundada no mesmo ano em que foi construída, 1950, só que com outro nome. A partir de 1994 o atual presidente, Miguel Angel Verduguez Morata, num claro compromisso com a qualidade, começou a mudar a produção de vinhos tintos e brancos, e ao invés de vendê-los a granel, passou para o desenvolvimento de vinhos varietais puros com a preparação e caracterização necessária para atender às necessidades do mercado.

Sobre o Tierra Imperial Reserva Tempranillo 2010, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Tempranillo e que passa por 12 meses de envelhecimento em barricas de carvalho e posterior descanso em garrafa nas caves por no mínimo 24 meses antes de ser liberada ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade, algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, ligeiramente mais lentas e sem cor também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, orégano seco, pimenta, baunilha e tostado.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Mais um excelente vinho espanhol que provo por aqui, ainda mais se levando em conta o custo benefício. O vinho era tão equilibrado, que nem percebi que a garrafa foi esvaziando. Impressionante! Eu recomendo, e muito, a prova do vinho. É mais um vinho do Clube de Vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo!

Até o próximo!

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Donnafugata Anthilia 2014: excelência em vinho branco Siciliano

Na última segunda feira tive a oportunidade de visitar a feira World Wine Experience Itália 2016, e como amante do país, seus vinhos e sua culinária, fiquei encantado com muitos dos vinhos que pude por lá provar. Hoje trago aqui um vinho que, apesar de já ter provado em uma outra oportunidade, nunca havia tido o tempo e o esmero necessário para que ele aparecesse por aqui. Mas hoje finalmente será diferente. Falaremos então do Donnafugata Anthilia 2014.


A vinícola Donnafugata foi fundada na Sicília, por uma família empreendedora, com experiência de mais de 160 anos de trabalho com vinhos premium. Giacomo Rallo, sua mulher Gabriella e filhos, estão envolvidos em um projeto empresarial com foco na atenção aos detalhes e as pessoas além da sincronização com a natureza, para fazer vinhos que correspondem cada vez mais para o potencial desta área. A aventura de Donnafugata começou em caves históricas da família Rallo em Marsala, em 1983, e em seus vinhedos Contessa Entellina, no coração da Sicília ocidental. Em 1989, a Donnafugata chegou na ilha de Pantelleria, iniciando sua produção de vinhos doces naturais. Uma curiosidade diz respeito ao nome Donnafugata, literalmente "mulher em fuga" refere-se à história da rainha Maria Carolina, esposa de Fernando IV de Bourbon, que fugiu de Nápoles no início de 1800 com a chegada das tropas de Napoleão, buscando refúgio na parte da Sicília, onde a adega e os vinhedos estão hoje em dia. Este evento inspirou o logotipo Donnafugata, a efígie de cabeça de uma mulher com cabelo esvoaçantes encontrados em cada garrafa.

Sobre o Donnafugata Anthilia 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir de um blend de uvas cuja Catarratto é a variedade predominante e o restante complementado por outras variedades autóctones e internacionais. Não passa por madeira, só fica em tanques de aço inox por dois meses e depois mais dois meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração amarelo palha com reflexos dourados, bom brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos tropicais e cítricos (pêssegos, maçã, limão siciliano, pêra) além de toques minerais e leve lembrança floral.

Na boca o vinho era cremoso e com uma excelente acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era de muito frescor e de longa duração.

Um belíssimo vinho branco italiano provado na feira, um dos melhores a meu entender. Me parece um vinho bem versátil e pode ir bem sozinho num bate papo com outras pessoas ou com refeições mais leves ou a base de peixes e frutos do mar. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Fontanafredda Barolo 2009: Peso pesado italiano

Uma comemoração sempre merece um vinho a altura não é mesmo? Embora a data em si soe comercial (Dia das Mães) eu gosto de ter a oportunidade (cada vez mais rara nos dias de hoje) de juntar a família e as pessoas que gostamos para podermos sentar juntos a mesa e mesmo que por alguns breves momentos, compartilhar um a companhia do outro. E eu escolhi um vinho que considero acima da média dos que provamos regularmente, para acompanhar a refeição do domingo. Estou falando do Fontanafredda Barolo 2009.


No coração do Piemonte vitícola - nas colinas do Langhe - a Fontanafredda, produtora do vinho de hoje, nasceu: crônicas da época relatam que "ao fim de 17 de junho de 1858" uma área de 138.82 "giornate Piemontesi" (aproximadamente 54 hectares.) de propriedade de Roggeri Giacomo, filho de Giovanni Battista em Serralunga d'Alba, foi registrado sob a propriedade privada de Vittorio Emanuele II rei da Sardenha. O rei, que estava perdidamente apaixonado por Rosa Vercellana, também conhecido como "La Bela Rusin", uma plebéia e filha de um grande major a serviço de sua majestade, deu toda a parcela de terreno para ela, fazendo-a Condessa de Mirafiori e Fontanfredda um ano depois. A história de Fontanafredda tinha começado, mas não como um negócio propriamente dito, até vinte anos depois, em 1878, graças à clarividência de Emanuele Guerrieri, Conde de Mirafiori, filho do rei e Bela Rusin, um empresário nobre que dedicou sua vida ao vinho com uma abordagem muito moderna.

Já sobre o Fontanafredda Barolo 2009, podemos afirmar que é um vinho feito 100% com uvas Nebbiolo oriundas de vinhedos localizados em toda a área de cultivo de Barolo, que abrange onze aldeias ao sul de Alba. Após a fermentação o vinho passa pelo menos 24 meses em tonéis de madeira eslovena e pelo menos 12 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração rubi com reflexos granada de média intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, escassas e mais lentas também faziam parte do conjunto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas florais, de frutos secos (ameixa seca, uva passa, etc.), tabaco e toques terrosos, cravo, canela e algo de chocolate. 

Na boca o vinho mostrou corpo médio+, boa acidez e taninos marcados porém de boa qualidade. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo, saboroso e muito elegante.

Um bom vinho italiano que provamos por aqui, é um Barolo de entrada se assim podemos dizer mas que, se você quer conhecer a tipicidade e se deliciar com um exemplar sem quebrar sua conta bancária, pode apostar. Eu recomendo.

Até o próximo!

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Chateau de Pourcieux Rosé 2014: Rosé para a #CBE

Ando em falta com a #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs aqui no Balaio, tanto com relação aos prazos como com as postagens em si. Peço desculpas a meus amigos confrades e confreiras e prometo que, ao menos, tentarei ser mais assíduo. Infelizmente não completarei a missão em 100% aqui hoje, mas já é um começo. O tema do mês foi passado por nossa querida amiga Alessandra Esteves, também conhecida como a Dama do Vinho (http://www.alessandraesteves.com/), tema este que foi: "Vinho rosé, de qualquer país, uva ou faixa de preço... mas, acompanhado de uma sugestão de harmonização (de preferência com foto), para mostrar a versatilidade desses vinhos". Então hoje é dia de Chateau de Pourcieux Rosé 2014 aqui no Balaio.


O château de Pourcieux manteve-se até o presente momento como propriedade da família do Marquês d'Espagnet, sendo que muitos dos anos de suas vidas também foram dedicados ao Parlamento de Provence. Um belo exemplo da arquitetura provençal, em 1993, o château foi registrado no inventário oficial de monumentos históricos. Desde tempos imemoriais, tem sido um local importante da viticultura e está entre as vinhas mais veneráveis ​​da Provence. Vestígios romanos testemunham sua história; sob o château suas caves contem cubas monumentais que datam do século XVIII e uma coleção de barricas de carvalho que foram montadas no local e ainda estão em uso hoje. Desde 1986 Michel d'Espagnet perpetua a tradição da família em estreita colaboração com seus colegas, o "maître de chai", Jean-Christophe de Boisgelin, e sua enóloga, Bernadette Tourrel.

Sobre o Chateau de Pourcieux Rosé 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir do blend das uvas Syrah, Grenache e Cinsault, sendo que estas são vinificadas separadamente sendo que a sangria do vinho é feita após maceração pelicular de quatro a seis horas a uma temperatura controlada. As variedades ficam então separadas em seus tanques para clareamento, filtração e posterior blend segundo orientação da enóloga após algumas degustações. Não tem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma linda coloração salmão bem clarinha, lembrando pele de cebola, com muito brilho e limpidez. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos muito frescos, algo de pêssego e leve toque floral.

Na boca o vinho era muito fresco, leve e delicado. Equilíbrio e elegância caracterizam este vinho. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e delicado.

Sem dúvida um excelente vinho rosé, que já foi eleito algumas vezes como o melhor rosé da Expovinis e que sem dúvida me cativou. Confesso que não provo muitos vinhos rosés mas que, pretendo faze-lo com mais frequência. Infelizmente não consegui harmonizar ou sugerir alguma harmonização com este vinho, não cumprindo a missão da #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs por completo, mas, segundo o produtor, o mesmo pode ser harmonizado refeições leves, carnes brancas grelhadas, saladas além é claro da cozinha provençal e asiática.

Até o próximo!

terça-feira, 10 de maio de 2016

Quinta de Chocapalha Tinto 2010

A Quinta de Chocapalha fica junto à Aldeia Galega, estendendo-se pelas colinas soalheiras do Alto Conselho de Alenquer, Região Demarcada a noroeste de Lisboa. As sua vinhas com longa historia, encontram-se referenciadas desde o século XVI pela sua excelência e pertenciam a Diogo Duff, escocês destinto com insignia "Torre e Espada"pelo Rei D. João VI. Alice e Paulo Tavares da Silva adquiriram-na na década de 80, tendo operado significativos investimentos nos 45 ha de vinhas. A introdução de novos métodos de cultivo, permitiu à família consolidar a qualidade e a reputação dos seus vinhos. A responsabilidade enológica está a cargo da filha do casal, a reputada Sandra Tavares da Silva. Só na vindima de 2000, momento em que as vinhas atingiram a sua maturidade e qualidade pretendida, decidiu-se proceder ao engarrafamento dos melhores vinhos aí produzidos. A charmosa casa sede desta quinta foi construída em 1780. A adega atual ficou pequena e tem 2 lagares com pisa a pé. Uma adega nova bem equipada, muito bonita e encravada no meio das vinhas, foi inaugurada nas vindimas de 2012. As tradições desta quinta foram preservadas. O número de lagares com pisa a pé foi aumentado para 4.


Já sobre o Quinta de Chocapalha Tinto 2010, podemos ainda acrescentar que é um corte das uvas Tinta Roriz, Touriga Nacional, Castelão, Alicante Bouschet e Syrah, sendo que a fermentação foi feita em lagares, durante 12 dias, e com utilização de robô para pisa. O vinho estagiou durante 18 meses em barricas de carvalho francês de segundo e terceiro usos. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi com reflexos granada, algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e em pouca quantidade também faziam parte do conjunto visual.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos escuros em compota, flores e algo que me fez pensar em mineral, embora não conseguisse identificar ao certo o que era.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e delicioso.

Mais um ótimo vinho português que conhecemos por aqui, degustado no nosso restaurante português mais querido, o Ora Pois na Serra da Cantareira. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Vinha da Tapada Coelheiros Tinto 2010

Criada em 1981, a Herdade dos Coelheiros (produtora do vinho de hoje) é uma empresa familiar que, através dos anos conseguiu o reconhecimento da produção de vinhos de indiscutível qualidade, quer no mercado português quer internacionalmente. A sua história de excelência começou com o lançamento do primeiro vinho rotulado Tapada de Coelheiros em 1991. A Herdade dos Coelheiros, localizada no conselho de Arraiolos, conhecido pelas suas bordadeiras que fazem um dos mais belos artesanatos típicos de Portugal, os famosos Tapetes de Arraiolos, decidiu homenagear a identidade cultural desta terra nos rótulos dos seus vinhos. Desde então, o portfólio de vinhos e de outros produtos foi crescendo gradualmente, em resultado não só de uma gestão cuidada dos recursos naturais da propriedade, mas também fruto de grande dedicação e desenvolvimento das diferentes atividades de produção oferecidas pelos 800 ha de terra que permitem a produção de produtos de excelência.


Sobre o Vinha da Tapada Coelheiros Tinto 2010, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir de uvas Aragonez, Trincadeira, Cabernet Sauvignon e Syrah com fermentação completa em cubas de inox e envelhecimento de 6 meses em carvalho francês e 4 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade, algum brilho, boa limpidez e leve halo granada. Lágrimas finas, rápidas, espaçadas e sem cor também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos em compota, flores, toques terrosos e algo de especiarias.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirmou o olfato e o final era de longa duração.

Um belo vinho português, saboroso e que está sempre a chamar o próximo gole. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Divulgação: Leilão de Vinhos Italianos e Espumantes Argentinos

Pessoal, olha que interessante esta notícia que recebi: A empresa Sold está realizando leilão de vinhos Rosso Di Montalcino da Tenuta Fanti e Espumantes Cruzat Cuvee Nature. Estão disponíveis mais de 60 lotes com lance inicial a partir de R$180,00 (lote com 6 garrafas do espumante). É possível encontrar também 4 garrafas do vinho Rosso di Montalcino com lance inicial de R$200,00, além de outros lotes com 12 unidades.


É claro que, tomadas as devidas precauções, não temos certeza de como estão as condições dos vinhos mas, por que não arriscar? Me parece um bom negócio. Se você, prezado leitor, tiver interesse, os lotes estão no Rio de Janeiro e podem ser visitados, basta fazer agendamento pelo site da Sold Leilões. Vale ressaltar que, o leilão já está aberto para lances.


Qualquer pessoa pode participar dos leilões: basta se cadastrar no site www.sold.com.br, criar um login e senha e se habilitar no leilão de interesse. A partir daí, é só acompanhar os lances no dia marcado para o encerramento. O método usado na internet é o mesmo de qualquer leilão, isto é: quem der o maior lance leva o produto. Normalmente, o período para fazer os lances começa 15 dias antes do prazo final para o arremate. O processo da confirmação da compra até a retirada do produto é concluído em no máximo cinco dias. O usuário que tiver dúvidas sobre as condições do produto deve conferir seu estado verificando, pessoalmente, a qualidade da mercadoria nos apartamentos decorados, galpões e depósitos onde ficam armazenadas. O endereço difere a cada lote e essa informação é enviada por e-mail mediante o agendamento no site.

Serviço:

Leilão ImportAll Store – Vinhos e Espumantes – O encerramento será dia 13 de maio a partir das 14h00: http://www.sold.com.br/lote/lista/leilao/3618
 
Presente em 14 Estados do Brasil, a SOLD Leilões vendeu no ano passado R$ 65 milhões em ativos e a previsão para este ano é alcançar R$ 80 milhões. Seu mix de produtos está dividido em 60% bens de consumo (Móveis, Informática, Roupas, Acessórios, Eletros e Utensílios); 20% Veículos e 20% Industrial e Agrícola.

E ai, vamos preparar as adegas para o inverno aproveitando a oportunidade?

Até o próximo!

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Algumas dicas para se comprar bons vinhos a bons preços

O Santo Graal que todos nós enófilos buscamos é encontrar uma boa garrafa de vinho por preços que caibam no orçamento, não é mesmo? E isso quer dizer que não estou falando apenas de um vinho que é bebível, estou falando de um vinho que você vai realmente aproveitar e provavelmente irá querer beber novamente. O problema é que, para a maioria dos vinhos com preços abaixo deste valor, tendem a ser mais maquiados ou simplesmente a possuir gosto de algo que foi produzido em massa. Mas há diamantes brutos que podemos lapidar, existem alguns bons vinhos por menos de 50 reais, por exemplo, que são ótimos para beber e feitos com cuidado e qualidade. Vamos ver como tentar achar tais preciosidades?


A primeira dica é: fuja de regiões renomadas e famosas. Se você topar com uma garrafa de vinho por valores muito baixos de uma região que é conhecida por boas garrafas que custam em média valores maiores, não caia em tentação. É altamente improvável que os vinhos que você encontrou nestas condições não serão o diamante em bruto que você procura. Na verdade, é provavelmente um vinho que foi "melhorado quimicamente" e os critérios aplicados em sua fabricação não devem seguir padrões mínimos de qualidade, salvo raras exceções. Não desperdice o seu tempo.

Segundo: busque vinhos brancos. Normalmente muitos vinhos brancos não tem passagem por madeira, comparados aos tintos, e são prontamente engarrafados após o processo de fermentação, fazendo com que o processo produtivo destes seja menos caro e então é possível encontramos bons vinhos brancos com preços por vezes mais compatíveis com nossa realidade. Principalmente se você estiver procurando algo leve e refrescante.

Terceira dica: procure por uvas menos famosas. Se compararmos astros do mundo vinícola como a Pinot Noir com outras como Albariño ou Nero d'Avola, veremos que a segunda ou terceira tem menos fama e por isso, você poderá encontrar alguma oportunidade se fugir do óbvio.

Quarta dica: cuidado com as famosas promoções ou "queima de estoque". Embora você possa encontrar alguns bons negócios nas queimas de estoque, se você não souber o que está procurando (algum produtor conhecido e/ou vinho já provado), é mais provável que você venha a se decepcionar. Estas promoções geralmente trazem vinhos que uma loja/importadora não consegue vender, estão sendo descontinuados e que muitas vezes significa que não havia ninguém na loja que era apaixonado o suficiente para vendê-los. E isso significa que você provavelmente não vai desfrutar se beber essas garrafas também.

Quinta dica: se atenha aos vinhos que cada região é famosa por. Explico. Se você estiver procurando um Bordeaux, por exemplo, e ver que a composição do vinho é Syrah e Grenache (exagerando) ao invés das tradicionais Cabernet Sauvignon, Merlot e Cabernet Franc, fuja para as montanhas. A tradição traz consigo a qualidade e a possibilidade de bons negócios. 

Para finalizar, não existe tal coisa como Champagne a menos de 100 reais. Pode até ter escrito Champagne no rótulo (e estar contra legislação ou algo do gênero) mas acredite, não é. Se você não estiver disposto a gastar muito, vá de espumante nacional ou opções importadas mais acessíveis.

E você caro leitor, você tem alguma dica pra dividir conosco? Deixe uma linha nos comentários e vamos compartilhar tais idéias.

Até o próximo!

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Doña Paula Selección de Bodega Malbec 2011

Mais um achado diretamente da festa em celebração ao Dia Internacional da Malbec, ou simplesmente #malbecworldday, este Doña Paula Selección de Bodega Malbec 2011 pode se dizer que é uma bela expressão da casta em solo argentino, além de aliar muita elegância e frescor.


Fundada em 1997, a bodega Doña Paula (produtora do vinho), é considerada uma vinícola "Estate" por ter 100% das uvas utilizadas para produzir seus vinhos provenientes de vinhedos próprios. O cuidado minucioso para todos detalhes em suas vinhas garantem uma qualidade constante e um estilo próprio em seus vinhos, que mostram a expressão mais clara de cada terroir. A Doña Paula tem atualmente 703 hectares de vinhedos localizados nas melhores áreas de Mendoza, procurando em cada propriedade, o clima ideal e a combinação de solo para cada variedade.

Sobre o Doña Paula Selección de Bodega Malbec 2011, podemos acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Malbec, sendo o resultado de um blend de 3 terroirs distintos: Finca El Alto, cujos solos são principalmente argilosos; Finca Alluvia, que tem minerais e solos rochosos; e por fim Finca Los Indios, que tem solos calcários e arenosos. Estas vinhas velhas são plantadas em altitudes que variam entre 1.050 e 1.350 metros acima do nível do mar. O envelhecimento se dá por 16 meses em barricas de carvalho francês de primeiro e segundo usos. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com algum brilho e limpidez. Lágrimas ligeiramente mais gordinhas e lentas, além de coloridas, também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, flores, tabaco, couro e algo de especiarias. Depois de um tempo também apareceu um pouco de baunilha e tostado.

Na boca o vinho era encorpado, muito fresco e com taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e adiciona um toque que me lembrou algo mineral, sem conseguir identificar ao certo o que era. O final era longo.

Mais um belo vinho argentino postado por aqui, que se destaca pela elegância e pelo frescor ante o mar de vinhos hermanos desta uva que povoam o nosso mercado. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Colomé Lote Especial Malbec 2013: Diretamente do #MalbecWorldDay!

No último dia 17 de abril foi celebrado o Dia Internacional da Malbec, esta uva tão querida pelos brasileiros em geral e que, apesar de ter origem na França, alcançou prestígio e divulgação pelos vinhos vindos da Argentina. E muitas ações foram criadas para a divulgação e celebração desta data. O #MalbecWorldDay foi criado pela Wines of Argentina para tal e, expandindo as celebrações para todo o mês de abril, tivemos no último dia 28 de Abril um belo evento em um espaço inédito: o Vila Butantan, espaço de convivência para compras, lazer e gastronomia. E foi lá que degustei o vinho que falaremos por aqui hoje, que é o 


A Bodega Colomé, produtora do vinho de hoje, foi fundada no ano 1831, provavelmente a cargo do governador espanhol de Salta, Nicolás Severo de Isasmendi e Echalar. No ano 1854, sua filha Ascensión, unida em matrimonio com José Benjamín Dávalos, introduziu na Colomé as videiras francesas Malbec pré-filoxera e Cabernet Sauvignon. Três vinhedos de 4 hectares cada um, os quais datam daqueles tempos, ainda produzem uvas que formam parte de vinho Colomé Reserva. A Bodega Colomé pertenceu às famílias Isasmendi-Dávalos ao longo de 170 anos. Em 1969, a família Rodó adquiriu a estância e a bodega, conservando-a durante 13 anos. Raúl Dávalos, descendente direto da família Isasmendi-Dávalos, recuperou a antiga propriedade da família no ano 1982 e a conservou até que o Grupo Hess a adquiriu em 2001. A partir de então plantaram vinhedos até chegar às 140 has atuais distribuídos em 4 estâncias, edificaram novas instalações para a bodega com a última tecnologia e equipamentos. Na atualidade a Bodega Colomé colhe e elabora mais de meio milhão de litros e exporta seus vinhos a mais de 25 países do Mundo.

Sobre o Colomé Lote Especial Malbec 2013, posso ainda acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Malbec de vinhedo único com mais de 10 anos de idade, alturas médias de 2300 metros acima do nível do mar e plantado em pé franco. Para envelhecimento e afinamento, o vinho passa por 12 meses em barricas de carvalho. Vamos finalmente as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração púrpura de grande intensidade, algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas se despendiam pela parede da taça, 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos negros, especiarias e chocolate.

Na boca o vinho era encorpado, com boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um belo vinho argentino, embora seja mais moldado ao estilo de vinhos do novo mundo, é também elegante e tem bom frescor o que o torna mais fácil de beber. Não fica pesado após os primeiros goles. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!