terça-feira, 29 de novembro de 2016

Juan Gil Silver Label 2014

Desde 1916, quando Juan Gil Jiménez construiu sua vinícola, a Juan Gil Bodegas Familiares, apenas uma idéia clara moveu as seguintes gerações a cargo do mesmo: fazer um bom trabalho e se orgulhar do nome Juan Gil e de sua marca comercial. Juan Gil Guerrero, filho do fundador, em primeiro lugar, e depois seu neto Juan Gil González, melhoraram e consolidaram a vinícola, aplicando técnicas tradicionais que foram transmitidas de pais para filhos. Hoje em dia, a quarta geração, ligando a tradição à revolução tecnológica, é aquela que goza do resultado do trabalho feito pelos antecessores. O reconhecimento internacional da qualidade dos seus vinhos se resume ao nome Juan Gil. Jumilla, onde está localizada a vinícola (Espanha), possui um clima extremo e de forte contraste com verões quentes de sol intenso, longos e frios invernos, uma diferença de 25ºC entre dia e noite, quase total ausência de chuvas, e com um solo seco e pedregoso. Bartolomé Abellán é o enólogo e coordena o resto das divisões técnicas do grupo.


Falando um pouco do Juan Gil Silver Label 2014, podemos acrescentar ainda que é um vinho feito a partir de uvas Monastrell (também conhecido como Mourvédre) provenientes de de vinhas velhas em solos calcários e pedregosos. Após a fermentação, o vinho foi mantido durante 12 meses em barricas de carvalho francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, com média velocidade e com alguma cor também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros e vermelhos, notas esfumaçadas, de especiarias e também de chocolate.

Na boca o vinho era encorpado, tinha uma boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um belíssimo vinho espanhol que provamos por aqui, equilibrado, saboroso e que vale o quanto custa. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Peppi Campania Rosso 2013

Antimo Esposito percebeu que seu sonho, a vinícola Porto di Mola, começou a tomar forma quando seu tio, Antonio Capuano, e seu pai, Peppi, trabalharam juntos em uma fazenda de propriedade da família, adquirida em 1988, localizada entre Galluccio e Rocca D'Evandro, na Itália. Nesse tempo nasceu a paixão e a idéia de criar outras vinícolas. A aquisição de novos vinhedos de Falanghina e Aglianico, por exemplo, e o fortalecimento da marca Galluccio DOC em 1997 além da forte paixão de Antonio e Peppì fizeram da fazenda um verdadeiro projeto, que finalmente atingiu seu apogeu com Antimo Esposito. A escolha do nome da vinícola é uma homenagem a um antigo local romano Porto di Mola, localizado em Rocca D'Averno. Este local, objeto de escavações dirigidas pela Superintendência Arqueológica de Nápoles e Caserta no início dos anos 90, datado no primeiro e segundo século A.D., foi identificado como a principal área da produção romana em toda a área do Mediterrâneo. O cuidado e a atenção a cada ciclo de produção asseguram que o gosto de cada uva seja diretamente transferido para garrafas de vinho que os consumidores compram.


Falando um pouco sobre o Peppi Campania Rosso 2013, podemos afirmar que é um vinho feito majoritariamente a partir da casta Aglianico dos vinhedos mais antigos da vinícola assim como algumas outras castas que por lá também estariam plantadas. Este vinho nasceu do desejo de Antimo Esposito de lembrar seu pai, Giuseppe, mais conhecido como Peppi. A fermentação se realiza em pequenas cubas de castanheiro, onde o vinho continua a amadurecer por cerca de 8 meses. Após o engarrafamento, passa por cerca de 10 meses de afinamento em garrafas antes de ser liberado ao mercado. Vamos finalmente as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, espaçadas e ligeiramente coloridas também se faziam notar. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias, couro, notas terrosas e tostadas.

Na boca o vinho era encorpado com boa acidez e taninos marcados mas de boa qualidade.  O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um ótimo vinho italiano, trazido pela importadora mineira Casa Rio Verde, que também possui um clube de vinhos bem interessante que estou conhecendo e recomendando. Para ter mais informações visitem: VinhoSite e VinhoClube.

Até o próximo!

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Il Mulino: cozinha vibrante em sintonia com a magia da Disney!

Se você é, assim como eu, grande fã de alta gastronomia e quando está viajando gosta de aproveitar a oportunidade e conhecer os restaurantes que podem deixar uma boa memória, esta é uma dica para você. Nós brasileiros estamos muito acostumados, em nossa maioria, a visitar a Disney, em Orlando, na Flórida, algumas vezes em nossas vidas e foi na minha última visita que conheci o Il Mulino, filial do famoso restaurante de mesmo nome em Nova Iorque, também nos Estados Unidos.

Costoletta Di Vitello

De gastronomia italiana tradicional da região de Abruzzo, a inspiração deste elegante restaurante multifacetado cobre todos os sabores da região. Localizado dentro de um dos resorts da Disney (Swan), une a magia da Disney com uma cozinha vibrante e moderna. Em vez de pensar que você se encontra em uma parte do parque de diversões, você se sente no centro da cidade. O local é muito bonito, moderno, bem decorado e com garçons altamente preparados para te proporcionar uma noite inesquecível. Antepastos tradicionais como caponatas, linguiças artesanais se juntam a pratos como pizzas, risotos, massas deliciosas e até pratos com carne. A carta de vinhos é um show a parte, recheada principalmente em se tratando de vinhos americanos e italianos.

Rigatoni con Funghi

Para começar, os antepastos cortesia fizeram as honras, com linguiça curada, berinjela assada com legumes e uma seleção de pães quentinhos e azeite extra virgem da mais alta estirpe. Os pratos que selecionamos para nossa visita foram: Risotto con Funghi, Rigatoni con Funghi e Costoletta Di Vitello. Todos muito bem feitos, frescos e com ingredientes de boa qualidade. A massa e o risoto se encontravam al dente e saborosíssimas, com um molho cremoso e delicioso. A oferta de queijo complementar foi instantânea e abundante. A carne era tenra e saborosa, assada na medida e servida sobre uma cama de batatas rústicas. Uma coisa interessante é que todos os pratos de massa podem ser pedidos na versão de meia porção, o que pode ser bom para pessoas com apetites menos glutões, diferentemente dos nossos. Ao final da refeição, o destaque é para a dose de Limoncello servida, altamente digestivo.

Risotto con Funghi

Para acompanhar a refeição, não poderíamos fugir de um vinho italiano, no caso o Tenuta Di Arceno Chianti Clássico 2014, que é Toscana por excelência. A propriedade abrange 1.000 hectares de colinas, florestas verdejantes, ciprestes antigos, campos ensolarados, olivais, vinhas e castelos de pedra medievais. O Tenuta Di Arceno Chianti Clássico 2014 é composto por 80% de Sangiovese e 20% de Merlot com amadurecimento de 10 meses em carvalho francês. Resulta em um vinho de coloração rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho e boa limpidez. Aromas de frutos escuros, especiarias doces, flores e algo de alcaçuz. Corpo médio, excelente acidez e taninos macios. Belíssimo vinho, sem sombras de dúvidas.

Tenuta Di Arceno Chianti Clássico 2014

Uma bela experiência numa viagem inesquecível. Mas vá preparado, a conta não será barata. Entretanto, valerá cada centavo. Eu recomendo.

Até o próximo!

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Chapelle Saint Pierre Lussac Saint-Émilion 2012

Eu devo confessar que minha litragem e conhecimento em vinhos de Bordeaux são pequenos, mas na medida do possível eu tenho tentado corrigir este defeito procurando boas oportunidades com estes vinhos e muita leitura sobre o assunto. Hoje eu trago uma boa experiência recente que tive com o Chapelle Saint Pierre Lussac Saint-Émilion 2012 e que eu gostaria de dividir com vocês. Eu realmente espero que gostem da matéria.


Este vinho vem de um negociante de Bordeaux, o que pode causar um pouco de preconceito a princípio. E explico o por que. O negociante pode, geralmente falando, comercializar qualquer tipo de vinho, seja este engarrafado por ele próprio ou por terceiros. Isso já nos dá um indício de que não existe um controle muito rígido sobre o que se coloca dentro da garrafa. Em contraponto a este fator, temos uma denominação de origem um pouco mais particular do que se lêssemos somente "AOC Bordeaux" no rótulo deste exemplar, no caso Lussac Saint-Émilion, o que pode nos dizer que existem algumas normas mais restritas que precisam ser seguidas na elaboração do mesmo. Somando-se a este fator, temos um nome de peso da região que é o responsável pela elaboração do vinho, que é Antoine Moueix.

Falando especificamente do Chapelle Saint Pierre Lussac Saint-Émilion 2012, podemos acrescentar que é um vinho feito a partir de um blend de uvas Merlot, Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon, usual em se tratando de Bordeaux. A primeira (Merlot) é a que se encontra em maioria no corte, levando-se em conta que a região Lussac Saint-Émilion se encontra na margem direita de Bordeaux onde tal uva tem uma melhor adaptabilidade em virtude do clima/solo propícios. Não encontrei informações sobre passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi de média intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos frescos, especiarias e algo de couro. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, taninos macios e acidez na medida. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um bom vinho de Bordeaux, me pareceu bem didático e redondo, com todos os elementos bem ajustados (acidez, taninos, álcool, etc). Se tiverem a oportunidade de degustar, eu recomendo.

Até o próximo!

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Salton Intenso Licoroso Chardonnay

Ainda em meados de julho deste ano, tivemos mais um Winebar com lançamentos da Vinícola Salton, em mais uma campanha de sucesso comprovado desta parceria, que na oportunidade contou com 3 vinhos para a degustação. Até aquela data, no entanto, não havíamos tido a chance de provar todos os três vinhos mas, neste final de semana, fechamos a trinca com o Salton Intenso Licoroso Chardonnay. Sobre a Vinícola Salton já cansamos de falar por aqui e por isso irei poupá-los de mais amolação e repetição de histórias ok? Vamos ver o que achamos sobre o vinho então?


O Salton Intenso Licoroso Chardonnay é, como o próprio nome já deixa a entender, um vinho fortificado, ou seja, após o esmagamento e extração dos sucos das uvas Chardonnay, uma fermentação é iniciada e subitamente finalizada com a adição de mais álcool (aguardente vínica) ao mosto. Neste ponto, o vinho é então conservado em barricas de carvalho francês de segundo uso. Após um ano se retira a metade da barrica e se completa com um novo mosto do ano (método de solera). Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo dourado bem escuro, tendendo quase a um acobreado com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas grossas, lentas desciam pelas paredes da taça.

No nariz o vinho apresentou aroma de frutos cítricos e frutos secos, baunilha, pão com manteiga, nozes e mel. 

Na boca o vinho era encorpado mas com uma boa acidez, que contrabalanceava com a doçura residual. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um inusitado e delicioso vinho licoroso feito na Serra Gaúcha e que vai agradar em cheio o paladar do brasileiro. Em casa harmonizamos com uma bela torta de limão caseira que minha esposa fez e olha, que delícia de combinação. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Columbia Crest Two Vines Syrah 2012

Situada ao longo do rio Columbia, no leste de Washington (Estados unidos), a Columbia Crest Winery (produtora do vinho de hoje) abriu as suas portas no coração do aclamado Horse Heaven Hills, em 1983. Ano após ano, a vinícola mantém seu compromisso com a qualidade, tradição e inovação no cultivo da uva e produção excepcional de vinhos artesanais. O estado de Washington e o Columbia Valley representam o terroir perfeito para o cultivo de uvas , desde o clima ao solo onde estão plantados os vinhedos. Estas condições de cultivo, juntamente com práticas de viticultura em circulação e de vinificação, permitem a Columbia Crest Winery criar vinhos de alta qualidade que são fiéis ao seu caráter varietal.


Sobre o Columbia Crest Two Vines Syrah 2012 podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com 100% de uvas Syrah oriundas da região de Columbia Valley, sendo que metade do vinho estagia em inox e a outra metade 14 meses em barricas francesas. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de grande intensidade com algum brilho e limpidez. Leve halo granada se faz notar também. Lágrimas finas, rápidas, espaçadas e quase sem cor finalizam o aspecto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros em compota, especiarias mais picantes, flores e algo de mentolado. 

Na boca o vinho se mostrou de médio corpo, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

O vinho se mostrou mais fresco e elegante do que eu esperava pra um Syrah, o que foi uma agradável constatação pois o vinho não se torna pesado nem chato para se beber. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Mega Spileo Moschato 2014

A Cavino Winery SA, produtora do vinho em questão, é um grupo grego que tem sua fundação ainda em meados dos anos 50 na região do Peloponeso, na Grécia, mas que passou por algumas grandes modificações em todo este caminho. Aparentemente o ano de 1999 é o que detém a marca mais recente na vinícola, quando começa a introduzir no mercado local e nos mercados internacionais vinhos de alta gama no quesito qualidade. De lá pra cá contou com uma expansão forte em mais de 26 países e construiu uma linha de engarrafamento que dizem ser o estado da arte no quesito tecnologia, com capacidade de produção de 7000 garrafas por hora. Como curiosidade, podemos ainda citar que a Cavino Winery foi eleita a melhor vinícola grega do ano de 2015 (acredite sempre desconfiando de tais "eleições).


Agora falando do Mega Spileo Moschato 2014, podemos dizer que o mesmo é feito 100% com uvas Moscato da região geográfica indicada de Achaia, com maturação sur lie em tanques de inox e portanto, sem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha com reflexos esverdeados, muito brilhante e límpido.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas tropicais e cítricas e toques florais.

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio e acidez quase crocante. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um bom vinho para o dia a dia, mais um vez fugindo dos hermanos chilenos e argentinos. É excelente para se ampliar a litragem com vinhos de outros países menos consumidos por aqui além de ser super fácil de beber, daqueles que a garrafa seca logo. Eu recomendo a prova. Mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Goedverwacht Crane Red Merlot 2013

Hoje em dia muito se tem batido na tecla de que a uva Merlot pode ser considerada a uva simbolo brasileira, seja por ser largamente plantada ou por uma mera forçação de barra (você decide), embora eu discorde desta afirmação (acho que outras uvas trazem melhores resultados em vinhos tintos por aqui), existem outros lugares que fazem alguns vinhos bacanas com esta casta. E o vinho de hoje, o Goedverwacht Crane Red Merlot 2013, é um exemplo disso. 


Hoje, a Goedverwacht Wine Estate, produtora do vinho em questão, está situada no belo vale a partir do qual a pequena cidade Bonnievale leva seu nome, próximo a parte ocidental da Cidade do Cabo, na África do Sul. O centro de degustação de vinhos foi projetado por Derek Van Zyl e a adega/casa da fazenda recém-construídas se assemelham a um celeiro centenário, renovado com características holandesas da cidade do Cabo, como vigas expostas e acabamentos rústicos. Na década de 1960, Gabriel Hendrik du Toit, um engenheiro civil, seguiu o seu sonho de se tornar um viticultor através da compra de duas fazendas vizinhas, totalizando 70 ha, no belo Breede River Valley, entre Robertson e Bonnievale. Ele acrescentou uma terceira propriedade para começar uma fazenda de gado leiteiro e chamou-lhe Soek Die Geluk, uma vez que ele acreditava firmemente que iria encontrar a felicidade neste empreendimento. Entre 1989 e 2003, Jan du Toit, o atual proprietário, acrescentou mais três fazendas para as propriedades originais e, atualmente, as duas fazendas cobrir um total de 220 ha. Desse total, 180 ha estão sob irrigação.

Já sobre o Goedverwacht Crane Red Merlot 2013, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com 100% de uvas Merlot e que, curiosamente, passa por estágio em tanque de inox com pedaços de carvalho (chips) por aproximadamente 7 meses até seu engarrafamento. Sem maiores delongas, vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, de velocidade moderada e ligeiramente coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias e toques de chocolate amargo. Com mais algum tempo em taça foi possível também se sentir notas de café torrado.

Em boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Outra grata surpresa vinda da África do Sul, tão pouco explorada por nós enófilos brasileiros. As razões são muitas e já bati bastante nesta tecla e por isso nem vale repetir. de qualquer maneira, se estiver buscando boas experiências com vinhos sul africanos, eu recomendo que provem o Goedverwacht Crane Red Merlot 2013. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Magneto Vinho Alentejano Tinto 2015

Situada em Orada, concelho de Borba, a Herdade Penedo Gordo (produtora do vinho de hoje) está geograficamente localizada num microclima sublime para a produção dos vinhos Alentejanos. O clima seco, as amplitudes térmicas acentuadas e a complexidade dos vários tipos de solo, conferem à vinha uma capacidade única de produzir uvas com uma qualidade excepcional. A vinha é composta por 90ha das castas tintas Touriga Nacional, Alicante Bouschet, Aragonês, Trincadeira e Syrah e castas brancas Roupeiro e Antão Vaz. A vinificação é feita na adega localizada bem no centro da vinha, garantindo frescura e qualidade. Além da vinha a Herdade Penendo Gordo conta também com uma grande área de olival com as variedades Cobrançosa e Galega. A equipe de técnicos da Herdade Penedo Gordo acompanha atentamente a vinha para garantir uma vindima com uvas na maturação correta para produção de melhores vinhos.


Já sobre o Magneto Vinho Alentejano Tinto 2015, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir de um blend das seguintes castas: Aragonez, Trincadeira, Alicante Bouschet e Touriga Nacional, aparentemente sem qualquer passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e com alguma cor também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, flores e algo de especiarias. 

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos finos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Mais um ótimo vinho português para o dia a dia, por cerca de 40 dinheiros na rede Pão de Açúcar. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Tonel 22 Reserva DOC Douro 2013

O Grupo Enoport United Wines, dono da marca Tonel 22 (produtora do vinho de hoje), resultou da união de algumas das mais antigas e prestigiadas empresas de vinho portuguesas, todas elas com características familiares e cada uma delas detendo uma especialidade vincada e definida, que lhes valeu o reconhecimento nacional e internacional, tais como as Caves Velhas, Caves Dom Teodósio, Adegas Camillo Alves, Caves Acácio, Caves Monteiros e Caves Moura Basto. Unindo a experiência do passado com novas capacidades de gestão e tecnologia, novas empresas foram criadas com base em três grandes núcleos - Agroturismo / Produção / Distribuição - cada uma delas com objetivos de excelência e comprometimento com as atuais exigências dos mercados globais. A Enoport United Wines oferece vinhos de várias regiões de Portugal, de diferentes segmentos, premiados em vários concursos nacionais e internacionais.


Já sobre o Tonel 22 Reserva DOC Douro 2013, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir das castas Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz, castas típicas e autóctones da região do Douro e com passagem por madeira (embora não tenha conseguido identificar o período). Vamos finalmente as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, espaçadas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias (pimenta em primeiro plano) e toques de flores. Algo de tostado apareceu com o passar do tempo.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais um bom portuga para o dia a dia, também trazido pelo Pão de Açúcar, que aposta neste país para trazer vinhos exclusivos e de bom custo beneficio. Eu recomendo.

Até o próximo!

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Divulgação: Sherry Wine Week acontece de 07 a 11 de novembro

Hoje começa o Sherry Wine Week aqui no Brasil, festa internacional em comemoração aos vinhos espanhóis Jerez. Em seu terceiro ano no Brasil, o Sherry Wine Week conta com várias ações simultâneas nos principais bares e restaurantes da cidade


Mais de 2000 eventos realizados simultaneamente em 22 países, com a participação de 100.000 pessoas. Esses são alguns dos números que comprovam o sucesso do Sherry Wine Week - festa internacional de celebração em torno dos famosos vinhos espanhóis Jerez

No Brasil, o Sherry Wine Week acontece entre os dias 07 e 11 de novembro e conta com a participação de vinícolas locais, inclusive a maior referência da região, a González Byass, representada no país pela importadora Inovini. Em sua terceira edição brasileira, a vinícola promoverá eventos especiais com menus de harmonização, degustações e ações temáticas em restaurantes, wine bars, hotéis e empórios, tanto Brasil, como em outros países. 

A González Byass, foi eleita uma das melhores bodegas do mundo pela Wine & Spirits Magazine Top 100 e que esse ano lançou boas novidades, como o novo rótulo e embalagem do Solera 1847 e a premiação do Beronia Reserva 2011, eleito como o melhor vinho tinto do mundo na competição da International Wine Challenge.

Entre workshops, degustações com consumidor final e encontros com a imprensa, casas como o restaurante Torero Valese (Av. Horácio Lafer, 638 - Itaim Bibi) promoverá durante a semana do evento, a seguinte ação: na compra de uma taça de Tio Pepe (R$ 20), o cliente ganha uma tradicional tapa espanhola que pode ser: Croqueta de jamón com emmental; Tapa de rosbife e caviar; Tapa de sobrasada; Tapa de pulpo com crisp de alho-poró ou Tapa de chèvre e aspargo com redução de Jerez.

O descolado bar espanhol Jamón, Jamón (Av. Pedroso de Morais, 267 – Pinheiros) e o intimista restaurante Forquilha (Rua Vupabussu, 347) também participam da ação do famoso Jerez: na compra de uma taça de Tio Pepe (R$ 20), o cliente ganha uma tradicional tapa espanhola de jamón, tumaca, rúcula e parmesão.

“Queremos mostrar ao consumidor a versatilidade dos vinhos de Jerez. O Fino Tio Pepe, por exemplo, é excelente para a coquetelaria. Por ser um vinho fortificado e não um destilado, ele se mostra uma alternativa bastante interessante para a composição de drinks com menor teor alcoólico”, diz António Palácios da González Byass.

Agora é só escolher o local a visitar, e aproveitar. O que acham?

Até o próximo!

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Frentana Torre Vinaria Montepulciano D'Abruzzo 2014

O vinho de hoje é produzido pela Cantina Frentana, que desde 1958 tem sua história transmitida de geração para geração com muita paixão. Uma história com um gosto genuíno em que os jogadores podem ter mudado, mas os valores permanecem intocados. Esta terra, situada nas colinas da Majella e iluminada pelo esplendor da Costa dei Trabocchi, sempre foi consagrada ao cultivo de vinhas e à cultura do vinho. O generoso solo calcário, a doce alternância da brisa do mar e da terra, a sábia ação de mitigação do mar, são muito mais do que uma descrição fria desse território de excelência: são sua tradição e sua história, uma magia à qual naturalmente pertencem. Um patrimônio de Abruzzo: a maioria dos vinhedos estão localizados na área de Rocca San Giovanni, de onde se obtêm excelentes vinhos brancos e espumantes. Sua filosofia baseia-se na ética e na sustentabilidade, pelo que as pessoas e o seu vínculo com o território são essenciais: um projeto de qualidade total que envolve cerca de cem vinhas, utilizando técnicas inovadoras, mas respeitadoras do ambiente, oferecendo formação ao longo da vida e ajuda valiosa de agrônomos especializados. Por último, a escolha da agricultura biológica e o lançamento de projetos de melhoramento do ambiente e da biodiversidade, como com a variedade "Paleovite d'Abruzzo", a fim de salvaguardar o patrimônio genético das últimas videiras selvagens de Abruzzo descobertas em Oasi de Laccetta em Torino di Sangro.


Já sobre o FrentanaTorre Vinaria Montepulciano D'Abruzzo 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a base de uvas Montepulciano com toques de Merlot e Cabernet Sauvignon. As uvas são colhidas à mão e fermentadas em tanques de aço com temperatura controlada, a maturação é em aço e tanques de cimento. A curiosidade aqui fica por conta de que o nome 'Frentana' é reservado para as variedades autóctones sendo que Torre Vinaria foi criado para vinhos atípicos. Sem mais delongas, vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas de média espessura e velocidade além de coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, couro, fumaça e toques herbáceos e de especiarias.

Na boca o vinho apresentou corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos macios e redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e delicioso.

Um ótimo vinho italiano, foi muito bem com uma pizza margherita especial no jantar de ontem. O vinho é trazido pela importadora mineira Casa Rio Verde, que também possui um clube de vinhos bem interessante que estou conhecendo e recomendando. Para ter mais informações visitem: VinhoSite e VinhoClube.

Até o próximo!

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Terra Chã Tinto 2014: Bom custo benefício para a #CBE

Depois de um mês tumultuado e sem conseguir postar para a #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs, eis que o Balaio do Victor volta com tudo com o vinho do mês. E o tema proposto desta vez foi feito pela Fabiana Gonçalves, do blog Escrivinhos, que não titubeou: "Sei que como apreciadores de vinhos, nós adoramos quando encontramos um rótulo de boa relação entre preço e qualidade. Tanto é que até no supermercado a gente tenta “garimpar” alguma coisa legal, com um precinho camarada. Então, que tal procurar nas prateleiras das lojas ou mercados uma boa oferta? O ideal é que seja até R$ 40. Vamos à caçada"! E como por aqui missão dada é missão cumprida, chegamos com o Terra Chã Tinto 2014.


O Terra Chã Tinto 2014 é produzido pela Sociedade Agrícola Casal do Conde, que tem a sua origem no início do séc. XX em Vila Chã de Ourique na Região do Ribatejo (Portugal). Com uma raiz familiar, esta Sociedade fundada pelo vinicultor Manuel Henriques, foi sempre caracterizada por um crescimento dinâmico que lhe permitiu chegar ao início do século XXI como uma das maiores produtoras vinícolas do Ribatejo. A sua estratégia de aquisição de algumas das melhores quintas e vinhas da região como a Quinta d’ Arrancosa e as vinhas da Correchana, foram acrescentando capacidade produtiva, e permitiram seguir uma filosofia de produção de vinhos de qualidade. Em 2009, a Sociedade Agrícola Casal do Conde foi adquirida por um grupo de investidores de capitais luso-angolanos que veio a modernizar os seus processos de gestão, a sua estratégia de marketing e o seu posicionamento comercial, dotando-a de uma forte capacidade de investimento. Atualmente, a Sociedade Agrícola Casal do Conde dispõem de 137,5 ha das melhores terras do Vale do Tejo, das quais 75 ha estão cobertos por vinhas. A sua adega localizada junto à povoação de Porto de Muge, tem acompanhado a evolução tecnológica do setor, apostando nos mais avançados processos de vinificação e engarrafamento, espelhando a tradição vinícola da empresa, num contexto de modernidade e confiança no futuro da região vinícola do Tejo como uma referência na produção de vinhos de qualidade em Portugal.

Já sobre o Terra Chã Tinto 2014, podemos ainda acrescentar que o vinho é um blend típico de uvas autóctones portuguesas e internacionais, a saber: Alicante Bouschet, Aragonês, Castelão, Merlot, Syrah e Touriga Nacional. Aparentemente não tem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se fizeram presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros, flores e leve toque especiado.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos finos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um bom vinho para o dia a dia, um bom custo benefício e que pode ser encontrado na rede Pão de Açúcar por menos de R$ 40,00 e que a meu ver, vale o investimento. Mais um vinho degustado para #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!