terça-feira, 21 de março de 2017

Shabo Saperavi 2014: Mais um vinho ucraniano por aqui

A empresa industrial e comercial Shabo, localizada a 70 km de Odessa e 5 km do resort Zatoka, na Ucrânia, cria bebidas finas da mais alta qualidade desde 2003, respeitando a tradição da vinificação, mas também aplicando as tecnologias mais avançadas. Com isso, os vinhos Shabo incorporam as melhores propriedades naturais de uvas, preservando o sabor e aroma das mesmas, recém-colhidas, as suas características varietais brilhantes. O nome da empresa é derivado de um dos mais antigos terroirs na Europa - Shabo. Os progenitores da vinificação em Chabot são considerados os gregos antigos, que nos séculos VI-II eram baseados na aldeia da costa do Mar Negro de Tiro e as primeiras videiras plantadas por lá, há 2500 anos atrás. No século XVI nesta região começou o "período turco". O assentamento turco foi nomeado "Asha-Abaga", que se traduz em "abaixar as vinhas". O nome não foi escolhido por acaso - geograficamente localizado abaixo dos vinhedos de Ackerman (mais tarde Belgorod-Dniester). Existem diferentes variedades de uvas cultivadas, mas entre elas havia uma que até hoje cresce em Chabot, e é considerada autóctone - "Teltow Kuruk", que em turco significa "cauda raposa". Para salvar estas videiras únicas na empresa "Shabo", um programa especial foi criado.


Já sobre o Shabo Saperavi 2014 é feito, como o próprio nome sugere, a partir de uvas Saperavi, cujas características principais é ser de amadurecimento tardio e nativa da República da Georgia, onde é uma das mais cultivadas. Tem estágio em madeira antes de ser engarrafa e liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, coloridas e em boa quantidade também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas, chocolate amargo, flores e algo de ervas.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um bom vinho tinto para o dia a dia, diferente do que estamos acostumados e que surpreende pelo pouco conhecimento a respeito da uva, ao menos meu conhecimento. Eu recomendo a prova. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

segunda-feira, 20 de março de 2017

Castellani Chianti Classico 2014

O negócio da vinícola Castellani foi estabelecido em Montecalvoli no final do século 19 quando Alfredo, viticultor de longa data, decide começar o engarrafamento e venda de seu vinho próprio. O filho de Alfredo, Duilio, juntamente com seu irmão Mario, começa o período de expansão da empresa. A vinha mais importante é a de Santa Lucia, no fértil Vale do Arno, onde um vinho tinto, apto para o envelhecimento é produzido e engarrafado em frascos típicos cobertos de palha, ganhando o interesse dos mercados transalpinos. Em 1966, uma inundação causa grandes danos à adega de Montecalvoli. É então decidido transferir temporariamente o negócio para a Burchino Estate, nas colinas de Terricciola. A compra da vinha de Poggio al Casone coincide com a ampliação da adega da Fazenda Travalda em Santa Lucia. Durante a noite de ano novo de 1982, um incêndio queima quase completamente para baixo as premissas da empresa. Parece ser o fim, mas dentro de poucos meses os irmãos Castellani compram o Campomaggio Estate e, graças à contribuição de Piergiorgio, filho de Roberto, o negócio reúne forças novamente para prosperar.


Já sobre o Castellani Chianti Classico 2014, podemos ainda afirmar que é vinho feito com uvas Sangiovese e Cabernet Sauvignon (90% e 10% respectivamente) especialmente selecionadas cultivadas nas vinhas da denominação Chianti Classico, a mais antiga zona de Chianti. Passa por envelhcimento de um ano em madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho, boa limpidez e um toque granada nas bordas. Lágrimas finas, em pouca quantidade e quase sem cor se faziam notar também.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos silvestres com toques de tabaco e de especiarias mais picantes.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos redondinhos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais um bom vinho italiano trazido pelo Grupo Pão de Açúcar e que deve agradar à todos os paladares. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quinta-feira, 16 de março de 2017

Divulgação: Road Show INOVINI 2017

Essa vai para o pessoal do interior de Sampa que normalmente fica meio afastado dos eventos do mundo do vinho mas que, vejam só, foram lembrados pela importadora Inovini este ano. Entre os dias 03 e 07 de abril, a importadora Inovini realiza o Road Show Inovini, evento que esse ano terá como novidade a realização de duas edições. Com estreia no próximo mês, o Road Show percorrerá as cidades de Sorocaba, Jundiaí, Botucatu, Araraquara e Ribeirão Preto.


Durante o evento, o público poderá interagir e conhecer um pouco mais sobre cada vinho apresentado, por meio de degustações e debates com representantes de cada vinícola - vinhos premiados produzidos em importantes regiões que estarão com preços e condições especiais.

Nomes como Los Vascos (Chile); González Byass (Espanha); Doña Paula (Argentina), Undurraga (Chile), Achaval – Ferrer (Argentina); Hardy´s (Austrália) e Kumala (África do Sul) marcam presença, e serão apresentados pelos representantes das vinícolas. Casos de Antonio Palacios Gonzalez, da González Byass, Juan Pablo Mozo de LosVascos, Nicolas Farias Torres, da Undurraga, Patricia Lambert da Achaval-Ferrer, Luis Alejandro Peres, da Doña Paula e Luis Enrique Izquierdo, de Hardys/Kumala. “A escolha das cidades do Road Show é sempre uma decisão estratégica da Inovini. Ano passado realizamos na região sul do país e foi um grande sucesso! Em 2017 resolvemos fazer dois Road Shows, um em cada semestre, sendo o primeiro em cidades do interior de São Paulo. Sabemos que ainda temos muito trabalho para fazer nesse mercado e o Road Show será o pontapé inicial de parcerias promissoras com as lojas de vinhos ícones da região”, diz a gerente da divisão de vinhos da Importadora Aurora, Rita lbañez.

Serviço: Road Show Inovini 2017 – primeira edição

Data: 03 de abril
Cidade: Sorocaba
Local: Padaria Real - Av. Engenheiro Carlos Reinaldo Mendes, 2.650 – Alto da Boa Vista, Sorocaba.
Horário: 20h às 23h
Preço: R$ 150,00 (o ingresso dá direito ao crédito de R$ 50,00 para compra de vinhos do evento).
Telefone para reservas e informações: (15) 3333-2500 

Data: 04 de abril
Cidade: Jundiaí
Local: Espacio La Fiesta - Av. Comend. Gumercindo Barranqueiros, 2121 - Malota, Jundiaí.
Evento em parceria com Empório Pirana.
Horário: 18h às 22h
Preço: R$ 150,00 (o ingresso dá direito a crédito de R$ 150,00 para compra de vinhos do evento).
Telefone para reservas e informações: (11) 4815-2230

Data: 05 de abril
Cidade: Botucatu
Local: Adega Paratodos - R. José Benedito Nogueira, 8 - Jardim Tropical, Botucatu.
Horário: 19h às 22h30
Preço: R$ 125,00 (o ingresso dá direito ao crédito de R$ 70,00 para compra de vinhos do evento).
Telefone para reservas e informações: (14) 3815-1000 / 3814-3699

Data: 06 de abril
Cidade: Araraquara
Local: Novo Hotel Municipal - R. São Bento, 734 - Centro, Araraquara.
Evento em parceria com Casa Deliza.
Horário: 19h às 23h
Preço: R$ 125,00 (o ingresso dá direito ao crédito de R$ 70,00 para compra de vinhos do evento).
Telefone para reservas e informações: (16) 3331-3100 (Casa Deliza)

Data: 07 de abril
Cidade: Ribeirão Preto
Local: Empório Sta. Therezinha (Shopping Iguatemi). O evento será no espaço em frente ao Empório.
Horário: 18h às 22h
Preço: R$ 90,00 (o ingresso dá direito ao crédito de R$ 50,00 para compra de vinhos do evento).
Telefone para reservas e informações: (16) 3904-3665

Se você é de uma destas cidades, aproveite a oportunidade.

Até o próximo!

terça-feira, 14 de março de 2017

Café & Vinho: Para aquele que precisa de Energia para Descansar

Se o café ajuda a abastecer o seu dia e vinho ajuda a terminá-lo, prepare-se para uma combinação destas bebidas que poderia ser verdadeiramente, como se diz hoje em dia, lacradora. A Forbes relata que a empresa Molinari Caffe, com sede no Napa Valley, liberou silenciosamente ao mercado uma linha de café com infusão de vinho. O mestre em torrefação artesanal John Weaver (ex-mestre torrador da Peet's Coffee) fornece os grãos para a sua nova bebida favorita que é descrita como "rica" e "encorpada" com notas de pequenos frutos escuros.


De acordo o seu site do produtor, "os grãos de café encorpados relaxam em um belo lote de vinho artesanal, absorvendo todo seu nariz e a história. O café é cuidadosamente seco e torrado manualmente em pequenos lotes".

Embora a adição de álcool ao café não é certamente nada de novo (os italianos têm dominado a arte com grappa, à base de uva, durante anos), parece que esta é a primeira vez que os grãos de café expresso foram embebidos em vinho antes de serem preparados. E isso soa como a melhor maneira de acordar de manhã, ou ir para a cama a noite (a escolha é sua). Por enquanto, a distribuição será local com quantidades limitadas vendidas on-line, mas não ficaríamos surpresos ao ouvir histórias de conhecedores de café tentando fazer mais barato, imitações caseiras. 

As únicas perguntas que podemos fazer são sobre como esta bebida é melhor apreciada. Será que funciona bem com leite? Açúcar? Espuma extra? Seremos repreendidos se ele se fizer presente nas garrafas térmicas do escritório para que possa ser consumido o dia inteiro? Devemos ser esnobes e procurar uma "taça de cristal" adequada?

Basta pensar sobre as inúmeras "utilidades" deste café com infusão em vinho que já vem uma vontade de irmos para um café para uma xícara de um bom expresso ou uma taça de Cabernet. Ou ambos.

O fabricante recomenda que para liberar o melhor sabor que este café tem para oferecer, seja utilizada água filtrada ou engarrafada em uma prensa estilo francesa, embora uma infusão por gotejamento também funcione.

E você caro leitor, ficou com vontade de provar este café? Embora não esteja disponível no mercado nacional, como uma viagem para os EUA é bastante comum por aqui, que tal trazer uma amostra em sua próxima excursão? Se você o fizer e provar o café, volte por aqui e conte-nos sua experiência.

Até o próximo!

segunda-feira, 13 de março de 2017

Quando o vinho encontra o cinema: King Kong!

Eu gosto bastante de cinema, embora não seja profundo conhecedor e nem tenha conseguido ir tanto as salas em Sampa como eu gostaria, mas enfim, eu gosto. E é sempre bacana ver quando este mundo do cinema cruza com o mundo dos vinhos (outra de minhas paixões), mesmo que nem sempre estes cruzamentos estejam disponíveis em nosso mercado, como é o caso deste novo lançamento de Francis Ford Coppola, o King Kong Cabernet, que veio a tona junto com o lançamento mundial do novo filme do macacão nos cinemas.


A arte de fazer vinhos está na família Coppola por muitas gerações, faz parte da tradição. Agostino Coppola, avô de Francis Coppola, fazia seu próprio vinho nos porões de seu apartamento em Nova Iorque em tanques de concreto. A família Coppola decidiu construir uma nova vinícola em Sonoma County para que pudessem produzir suas mais populares coleções. Os vinhos que Francis Coppola produz hoje em dia não são os mesmos de Agostino, mas são produzidos dentro do mesmo espírito – para compartilhar com família e amigos.

O King Kong Cabernet nada mais é do que o icônico vinho do produtor/diretor, o Directors Cabernet Sauvignon, com uma pequena diferença no blend e com um rótulo fabuloso. As duas maiores paixões de Coppola são o vinho e os filmes, de modo que combiná-los era natural, criando a série Great Movies. Ele encomendou ao artista Laurent Durieux para re-imaginar o cartaz do filme original como um rótulo para os lançamentos de edição limitada. Já na garrafa, Coppola adicionou frutos Cabernet Sauvignon excepcionalmente maduros de San Luis Obispo aos já presentes no vinho frutos de Sonoma, atualmente fonte das uvas para o Directors Cabernet Sauvignon. Segundo Coppola, os frutos de Sonoma dão estrutura e frutas maduras suculentas, enquanto os frutos San Luis Obispo fornece notas florais e sabores de frutas vermelhas. O King Kong Cabernet é um vinho 100% Cabernet Sauvignon com 14 meses em carvalho francês e húngaro.

Mais do que uma bebida, o King Kong Cabernet é um colecionável impressionante que qualquer enófilo e fã de cinema deveria ter em sua coleção. Uma pena que não aparecerá por aqui, portanto se você viajar ao exterior e tiver a oportunidade, traga o vinho. Já provei dois rótulos do produtor (confiram aqui e aqui) e atesto que são vinhos bacanas.

Até o próximo!

sexta-feira, 10 de março de 2017

Sans Souci Bistrô: surpreendente e não-convencional

Eu gosto muito de dividir minhas experiências enogastronômicas com vocês, leitores aqui do blog, mesmo que eu não seja especialista no assunto (apesar dos cursos na área do vinho). De qualquer maneira, sei que ando em falta com o blog. Ando um pouco desanimado é verdade e as vezes falta inspiração para escrever. Mas, vez ou outra, aparecem oportunidades que reacendem, ainda que timidamente, a paixão por compartilhar algumas maravilhas que descobrimos por ai, como no caso do Sans Souci Bistrô, em Campos do Jordão, cidade da Serra da Mantiqueira no interior paulista muito conhecida pelo frio, pelas malhas vendidas por lá e é claro pela gastronomia.

O restaurante fica encrustado no prédio da malharia Genève (vejam só) onde os clientes se deparam primeiro com um pequeno café que mostra em suas vitrines pãezinhos, croissant e doces que parecem muito apetitosos, e depois com o salão onde fica o bistrô propriamente dito. A decoração do Sans Souci Bistrô é exagerada, fantasiosa, sentimental, em meio a xícaras, bibelôs e bichinhos de pelúcia, em sua maioria garimpados em antiquários e lugares afins. A filosofia da comida foi trazida com o chef e é conhecida como slow food, claramente num objetivo de que possamos saborear grandes pratos com uma maior apreciação da comida, valorização dos ingredientes e dos produtores da mesma.


No Sans Souci Bistrô somos recebidos com pequenos mimos como uma pipoca "gourmet", coberta de queijo parmesão e salsa trufada além de um pequeno "shot" de uma gelatina feita a base de vinho espumante com aquela pedrinhas de laranja que explodem na boca. Tudo isso já deixa a imaginação solta e o paladar muito aguçado.


Com o menu conciso do Sans Souci Bistrô, não foi muito difícil até de imaginar o que cada um de nós pediríamos neste jantar especial que estava só se iniciando. Eu como de costume optei pelo "Bourguignon de cordeiro com legumes da horta e couscous marroquino", já minha esposa foi de "Filé Mignon com molho de cogumelos, purê de batata com paris fresco e azeite trufado" ao passo que a baixinha foi na segurança com o "Ravioli com mussarela de búfala, molho de tomate fresco e manjericão". O que dizer? As carnes estavam no ponto em que foram solicitadas, tenras e muito saborosas. A massa perfeitamente al dente, cozida a perfeição e com um molho delicioso. Notava-se ainda que os sabores e os ingredientes eram harmônicos entre si e formavam pares muito elegantes (cordeiro e o couscous, filé mignon e os cogumelos além do ravioli o molho fresco, por exemplo).


Para acompanhar a refeição, não poderíamos fugir de um vinho, no caso o vinho português Porta 6 Tinto, um vinho produzido pela Vidigal Wines a partir das castas Aragonez, Castelão e Touriga Nacional, rotulado como um vinho regional de Lisboa e com ligeira passagem em madeira. Apresentava coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Nos presentou com um nariz de frutos vermelhos frescos, toques florais e algo de nozes. Na boca mostrou corpo médio e uma ótima acidez, escoltada por taninos macios e sedosos. A escolha foi muito boa, caiu bem com os pratos sem sobrepujar ou sumir, na medida certa.


Uma bela refeição e um belo vinho para fechar uma noite de passeio em família de maneira magistral. Eu recomendo a prova, do Sans Souci Bistrô e do Porta 6. Quem ainda não foi, deve ir . Penso que não se arrependerá. Mas vá preparado, a conta não será barata. Entretanto, valerá cada centavo.

Até o próximo!

quarta-feira, 8 de março de 2017

Guadalmare Morellino di Scansano 2014

O negócio da vinícola Castellani foi estabelecido em Montecalvoli no final do século 19 quando Alfredo, viticultor de longa data, decide começar o engarrafamento e venda de seu vinho próprio. O filho de Alfredo, Duilio, juntamente com seu irmão Mario, começa o período de expansão da empresa. A vinha mais importante é a de Santa Lucia, no fértil Vale do Arno, onde um vinho tinto, apto para o envelhecimento, é produzido e engarrafado em frascos típicos cobertos de palha, ganhando o interesse dos mercados transalpinos. Em 1966, uma inundação causa grandes danos à adega de Montecalvoli. É então decidido transferir temporariamente o negócio para a Burchino Estate, nas colinas de Terricciola. A compra da vinha de Poggio al Casone coincide com a ampliação da adega da Fazenda Travalda em Santa Lucia. Durante a noite de 1982 o dia de ano novo um incêndio queima quase completamente para baixo as premissas da empresa. Parece ser o fim. Mas dentro de poucos meses os irmãos Castellani compram o Campomaggio Estate e, graças à contribuição de Piergiorgio, filho de Roberto, o negócio reúne força.


Já sobre o Guadalmare Morellino di Scansano 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir das uvas Sangiovese (85%), Cabernet Sauvignon (10%) e Merlot (5%) de vinhas provenientes da região de Maremma na região mais ao sul da Toscana entre os rios Ombrone e Albegna e ao que tudo indica, sem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros, toques florais e leve tom especiado.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média a longa duração.

Um bom vinho italiano para aquele almoço de domingo com uma boa massa, mas que deve ir bem com carnes vermelhas também. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 7 de março de 2017

Malma Finca la Papay Malbec 2014

A Bodega Malma nasceu como parte do novo desenvolvimento do projeto vitivinícola em San Patricio del Chañar, província de Neuquén, na Patagônia Argentina, uma região que desponta no mapa vitivinícola e destaca por seus vinhos de alta qualidade. A adega introduziu seus vinhos no mercado no ano 2004 e continua exportando seus produtos para o mundo desde esse momento. A Bodega Malma pertence às famílias Viola e Eurnekian, que adquiriram a adega no ano 2009, para continuar com o crescimento da região vitivinícola patagônica e se afirmar no negócio do vinho de alta gama no nível mundial. Junto com seu Enólogo, Sergio Pomar, e o Enólogo Consultor Roberto de la Mota, foi desenhado o portfólio de produtos e trabalhamos na pesquisa do potencial de cada micro-parcela de terra para as diferentes variedades.


Sobre o Malma Finca la Papay Malbec 2014, podemos afirmar que o mesmo faz parte de uma linha composta por vinhos mais jovens, com envelhecimento parcial em barricas o que pode conferir alguma complexidade. Em suma, um vinho 100% Malbec onde cerca de 20% do vinho permanece em barricas de carvalho francês e americano por 8 meses para envelhecimento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, de média velocidade e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, flores, chocolate e toques minerais.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom Malbec argentino, fresco e bem fácil de beber. Foi bem com uma boa pizza em família. Eu recomendo a prova. 

Até o próximo!

sexta-feira, 3 de março de 2017

Ação beneficente em prol dos vinhateiros chilenos

Veja que ação super bacana que está sendo desenvolvida pela escola Eno Cultura em prol dos vinhateiros chilenos que foram afetados no começo com as queimadas que dizimaram vinhas centenárias. Toda a renda obtida com a venda dos ingressos será repassada aos prejudicados, no Chile. A Eno Cultura promove em São Paulo no próximo dia 28 de março aula/degustação sobre terroir, castas e vinhas centenárias chilenas em prol dos vinhateiros que tiveram seus vinhedos incendiados.


No inicio deste ano um incêndio de grandes proporções atingiu a cidade costeira de Valparaíso, no Chile. Com ele, tragicamente, mais de dez vidas foram ceifadas, centenas de casas foram destruídas e muitos vinhedos que fazem parte da herança do vinho chileno foram perdidos.

De lá para cá, grupos da iniciativa privada em conjunto com o Ministério da Agricultura, a Associação de Enólogos do Chile e a Organização Barra Solidária, dentre outros, vem unindo forças para ajudar as famílias afetadas. No Brasil quem capitaneia a ação colaborativa é a escola de vinhos Eno Cultura com seus parceiros locais.


Foram prejudicados micro e pequenos produtores de uvas, e de vinhos, que mantém produtivas videiras - muitas destas centenárias - em algumas das mais históricas e tradicionais regiões produtoras chilenas, tal como a província de Cauquenes no Maule e no Vale de Itata, em Bio-Bio-, o berço do vinho chileno.


Responsáveis por manter o patrimônio vinícola chileno, em especial, foram afetadas vinhas da casta País, simbólica por ser a primeira variedade de uva trazida ao território, ainda no século XVI. Tão importante quanto, videiras de Carignan certamente também contarão com ao menos um vinho representativo na aula especial que será ministrada por Paulo Brammer. Como tema, o sócio da escola de vinhos Eno Cultura, contará a história do vinho chileno, focando nas vinhas centenárias e seus defensores.


A aula abordará: 

- Sub-regiões do Sul do Chile
- Vinhas centenárias 
- Projeto Vigno
- Os protetores do terroir
- Oito vinhos serão degustados

Serão degustados vinhos das vinícolas:

De Martino, Torres, Bodegas Re, Undurraga, Clos de Fous, Odfjell, dentre outros

Serviço

Local: 
Praça São Lourenço
Rua Casa do Ator, 608, Vila Olímpia
São Paulo, SP

Horário: 
19h30 receptivo
20h00 às 22h00 evento

Valor: R$ 250


*O valor arrecadado será repassado integralmente aos afetados.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Arco do Esporão Tinto 2014: Do Alentejo para a #CBE

Depois de um mês tumultuado e sem conseguir postar para a #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs, eis que o Balaio do Victor volta com tudo com o vinho do mês. E o tema proposto desta vez foi feito pelo nosso confrade Ewertom Cordeiro (Blog Vinhos de Minha Vida): "Como admirador dos vinhos portugueses e preferir os tintos sugiro um tinto alentejano com 3 ou mais castas". E como por aqui missão dada é missão cumprida, chegamos com o Arco do Esporão Tinto 2014.


A pouco mais de 170 km a sudeste de Lisboa, junto à histórica cidade de Reguengos de Monsaraz, deparamo-nos com uma típica paisagem do Baixo Alentejo. É lá, por entre suaves planícies e vales pouco profundos escavados por ribeiras intermitentes, campos de cereais, vinhas e olivais que encontramos a Herdade do Esporão (produtora do vinho de hoje). Situada então no coração do Alentejo e integrada na Rota dos Vinhos da região, a Herdade do Esporão apresenta condições únicas para a agricultura e para o Enoturismo. Com cerca de 700ha de vinhas,olivais e outras culturas potenciadas pelo Modo de Produção Biológico e Produção Integrada. Neste território estão plantadas cerca de 40 castas, 4 variedades de azeitona, pomares e hortas.

Sobre o Arco do Esporão Tinto 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir das castas Aragonez, Syrah e Touriga Nacional com uma breve passagem por barricas de carvalho americano. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e com certa coloração também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas, flores, chocolate, especiarias e tostado.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, excelente acidez e taninos macios. Álcool um pouco proeminente de início mas que arrefece durante a degustação. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um bom vinho para o dia a dia, um bom custo benefício e que pode ser encontrado na rede Pão de Açúcar por cerca de R$ 50,00 e que a meu ver, vale o investimento. Mais um vinho degustado para #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!