Thursday, June 10, 2010

Museu TAM, em São Carlos, reabre com o dobro de aeronaves



É por essas e outras iniciativas que eu sempre tive orgulho desta empresa, que me fez ser o profissional que sou hoje.

Algumas das relíquias históricas da aeronáutica, chegaram pelos ares para a reabertura da exposição prevista para domingo (13); Constellation pintado nas cores da antiga Panair do Brasil: trazido do Paraguai, onde abrigou um restaurante.

(Portal Veja SP) - Boa parte do acervo do Museu TAM, localizado em São Carlos, a 237 quilômetros de São Paulo, veio voando para a reinauguração do local, prevista para domingo (13). Não se trata de força de expressão. Das 72 aeronaves em exibição, 31 chegaram pelos ares ao galpão de 20 000 metros quadrados, vizinho ao Centro Tecnológico onde a companhia aérea realiza a manutenção de sua frota. “Transportar essas preciosidades exige muita responsabilidade”, afirma o presidente do museu, João Francisco Amaro.

Um dos fundadores da TAM ao lado do irmão, o comandante Rolim Amaro (1942-2001), ele mesmo conduziu a maioria dessas relíquias até lá. “Vim da Argentina com um caça alemão Focke-Wulf FW-44J”. Alguns percorreram distâncias maiores, como o Douglas DC-3, usado na II Guerra, que veio dos Estados Unidos. A réplica do De moiselle, de Santos Dumont, e o caça inglês Supermarine Spitfire são outras raridades. “Nosso RWD-13, que já pilotei, é o único exemplar do mundo em condições de voar”, garante o empresário, referindo-se a um modelo polonês de 1938.

Concebida pelos irmãos Amaro em 1996, a coleção do museu começou com dois Cessna (um 195 e um espécie de finger que dá acesso a um túnel repleto de painéis sobre a história da aviação mundial — dos primeiros balões aos ônibus espaciais. Ao fim da jornada, avistam-se os mais de setenta modelos, organizados no pátio em ordem cronológica. Uma das principais atrações é o hidroavião Jahú, que cruzou o Atlântico em 1927, pilotado pelo paulista João Ribeiro de Barros. Há ainda o Cessna 140 repleto de assinaturas na fuselagem — uma delas do presidente Getúlio Vargas. Nos anos 50, transportou a paulistana Ada Rogato em sua travessia solitária pelas três Américas.

Os apaixonados por aviação militar encontram um cardápio farto. Uma das estrelas é o alemão Messerschmitt Bf 109, conhecido como Me 109, que custou mais de 1 milhão de dólares. Três MiGs modelos 15, 17 e 21 e nove exemplares da Força Aérea Brasileira, a principal doadora, completam o acervo. Entre os destaques da FAB está o P-47, usado na campanha brasileira na Itália. Na frota de aeronaves civis, é possível apreciar o Lockheed Constellation, que carregava passageiros nos anos 40 e abrigou um restaurante no Paraguai décadas mais tarde.

Transportado para cá em seis carretas, foi remontado dentro do pátio do museu. A restauração da maioria dos itens é feita por engenheiros da própria empresa. No momento, eles trabalham em vinte modelos, que ficam numa reserva técnica, aguardando sua vez de entrar em cena. “É diversão para mais dez anos”, afirma Amaro.
Fonte: Portal Veja SP Qua, 09 de Junho de 2010 12:07

Tuesday, June 8, 2010

E começa a copa..

Depois de dois amistosos que serviram apenas pra o Brasil mostrar que tem deficiências na marcação e que o meio campo do time também não empolga, é chegada a hora de torcer. Sim pode me chamar de incoerente mas é isso que temos que fazer. Muitos podem não acreditar mais na lisura do esporte depois da Copa de 1998 ou ainda pelas convocações duvidosas que sempre são feitas (quem não lembra do zagueiro Célio Silva ou do atacante Afonso?) mas a questão é que todos brasileiros, mais ou menos, irão torcer pela seleção de seu país. E eu me incluo nessa.

Esta copa está até meio estranha, assim podemos dizer, pois grandes jogadores se contundiram na fase preparatória ou foram cortados de suas seleções ainda na fase de convocação, vide os exemplos do alemão Ballack, do inglês Ferdinand ou muitos outros que ainda correm risco de ficar de fora como o italiano Pirlo, o marfinense Drogba ou o holandês Robeen.

Mas  o que importa é que no dia 15 de junho, as 15:30 da tarde pelo horário de Brasília o Brasil entra em campo no primeiro jogo do mundial de 2010 frente a Coréia do Norte, uma ilustre desconhecida, para começar sua caminhada rumo ao tõ sonhado hexa campeonato mundial de futebol. E olha que esta mesma Coréia já fez vitimas no distante 1966 quando eliminou a Itália ainda na primeira fase e deu um grande susto em Portugal nas oitavas de final abrindo 3 x 0 no jogo. Que isso não aconteça este ano!

Faça sua torcida e vamos juntos ver o que irá acontecer no dia 11 de julho, dia da final da copa.

Monday, June 7, 2010

O brasileirão e a pausa para a Copa

A maioria dos times brasileiros comemoram e muito a folga de praticamente 40 dias que teremos para a realização da Copa do Mundo. É claro que existem os opostos. Os times que estão bem ou em ascensão veem nesta parada uma chance para aperfeiçoamento técnico e físico e para crescerem ainda mais na competição. Por outro lado, os times que estavam cambaleando comemoram em dobro pois tem a chance de trabalharem arduamente para que seus times saim da pasmaceira e consigam engrenar de uma vez por todas na tabela.

Mas o que mais me causa apreensão não é nem a pausa no campeonato mas sim a famigerada "janela" de transferências, a ser aberta em agosto para que jogadores brasileiros possam se transferir daqui para outros países ou para que alguns façam o caminho inverso. É ai que mora o perigo principalmente para os times de ponta. Com grandes desfalques pós janela, a configuração do campeonato tende a se alterar bastante. E as especulações que já tomavam conta dos noticiários tende a se intensificar até a volta do brasileiro e até o último dia de fechamento da tal janela. O que será que temos por vir?

Ficamos agora com a copa e com a seledunga. E té dia 14 de julho!!

Sunday, June 6, 2010

Up Altas Aventuras

Feriado, frio, sem muita vontade para sair e com uma viagem de férias se aproximando e o resultado mais comum é: assistir a filmes em casa mesmo. E um dos filmes escolhidos foi esta animação da Disney/Pixar "UP - Altas Aventuras". Abaixo, seguem minhas impressões sobre o filme.

Primeiro, um pouco da premissa do filme. Carl é um senhorzinho vendedor de balões de gás para crianças que desde sempre viveu na mesma casa com a então falecida esposa Ellie, a qual conheceu quando ainda era garoto e desde então nunca se separou. Mas com o advento da modernidade, seu terreno é pretendido por um empresário do ramo da construção civil que faz de tudo para conseguir a casa do velhinho. Quando Carl tem uma reação extrema (acerta com sua bengala um rapaz que acidentalmente quebra sua caixa de correio) passa a ser considerado ameaça a sociedade e é "condenado" a ir viver em um asilo. Mas ele planeja uma fuga espetacular se baseando em uma promessa que fez a então falecida esposa. E é a partir dai que toda a ação se desenrola. E bota ação nisso.

Mais do que ação, o filme trata do amor e da cumplicidade! Sim, desde seu início a animação faz questão de desenvolver a história de Carl desde que conhece sua esposa quando criança até o casamento e os anos que viveram juntos. Carl sempre foi a parte caladona do casamento, mas sempre mostrou como era dedicado a esposa e como o casal tinha uma química perfeita entre eles. Por outro lado Ellie era o lado mais agitado e falante, sempre falando e fazendo e tomando as rédeas do relacionamento. É emocionante ver como o casal funciona bem junto e como seus sonhos e anceios parecem estar sempre se encaixando, conectados por suas vontades individuais. E mesmo com o falecimento da esposa, Carl passa seus dias se dedicando a ela e as vontades que eles dividiam em seus dias de vida. E juntamente com toda a ação que se desenvolve com a fuga de Carl o amor e cumplicidade do casal vai desenhando o desenrolar da história. E que história!

Up é um filme triste e divertido ao mesmo tempo, mas acima de tudo um lindo filme que exalta o amor e desenvolve personagens que muito filme de verdade gostaria de fazer. Situações maduras e as vezes até difíceis para crianças compreenderem mas que por outro lado faze de Up o filme mais adulto da Pixar. Vale cada minuto!!!

Friday, June 4, 2010

Distrito 9 - O filme

Já tivemos inúmeros filmes sobre invasões alienígenas na Terra e esta é, sem dúvida, a premissa principal e comercial de Distrito 9. Porém ao assistir ao filme, tive a sensação de que o filme queria passar também uma lição digamos moral. Mas antes de falar sobre isso, saibam que o filme tem todos os demais clichês cinematográficos dos filmes de seu gênero: sogro militar malvado, soldado mal encarado que não morre mesmo se chovesse bala de canhão do céu, mocinha indefesa, reviravolta na vida do " mocinho", inimigos que viram amigos e se unem por objetivo comum e por ai vai, sem falar é claro das naves e dos próprios extraterrestres que por si só já são clichês.

A premissa de Distrito 9 é a chegada de uma grande nave alienígena a Terra,vinda refugiada de seu planeta natal. Com isto os seres humanos ao mesmo tempo que temem uma invasão hostil, tentam de todas as formas sugar os avanços tecnológicos e novidades vindas do espaço e confinam os aliens as margens da cidade de Joanesburgo. Mas o aumento da tensão entre aliens e os africanos faz com que o governo trace um plano de reassentamento destes aliens em outro local. Só que o plano sai errado. E a partir dai toda a história se desenrola.

Mas voltando a história do politicamente correto (ou incorreto?), o filme trata também de segregação racial. Sim, isto mesmo. Não estranha portanto o fato do filme se passar no bairro de Soweto em Joanesburgo (África do Sul). Os aliens são tratados como constante ameaça e desde a sua chegada foram "assentados"  num campo militar que depois de um certo tempo migra para algo perto de uma favela nos dias de hoje. A partir dai são retratados como marginalizados a sociedade e adeptos do crime, tráfico de armas e drogas, prostituição e assim por diante. Quem já não viu isso no dia a dia como alusão a pobres e ricos, negros e brancos? Pois é essa a mensagem digamos secundária que o filme tenta passar. E acho que consegue com certa maestria, sem parecer piegas. O que ajuda também é o fato de se usar de formato documentário para aproximar a platéia do dia a dia dos alienigenas (camarões, como são tratados no filme).

O filme consegue entreter e fazer pensar ao mesmo tempo, o que traz um grande ponto positivo para a produção ao passo que deixa pontas abertas para uma possível continuação (afinal, neste mercado dinheiro e retorno é quase tudo certo?). Vale a pena, caso não tenha o visto no cinema, alugar o filme e aproveitar o feriado e o frio para passar bons momentos em frente de seu televisor.