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Tuesday, February 19, 2019

Casa Marin Miramar Vineyard Riesling 2008

Ontem tive uma experiência muito legal com um vinho e não poderia deixar de compartilha-la aqui com vocês. Nós enófilos sempre compramos mais vinhos do que consumimos e, vez ou outra, esquecemos uma garrafa no fundo da adega por algum tempo e quando os reencontramos, sempre bate aquele medo de que o vinho já tenha passado do ponto. Mas para nossa felicidade, o exemplo que trago aqui é de uma grata surpresa. Hoje falaremos do Casa Marin Miramar Vineyard Riesling 2008.


Antes, falemos um pouco sobre o produtor para relembrar. A famosa vinícola chilena Casa Marin na Provincia de San Antonio, com vinhedos muitos próximos ao oceano pacífico. A história da vinícola começa com o sonho de sua fundadora, proprietária e enóloga: María Luz Marín. Nada descreve melhor a vinícola do que a história desta mulher que lutou arduamente para criar uma vinha inovadora que expressa nos seus vinhos finos e exclusivos o único terroir de Lo Abarca. Marilú sempre quis estabelecer sua vinícola em Lo Abarca, mas teve que enfrentar muitos desafios antes de ser capaz de alcançá-lo devido ao clima extremo, falta de água e às dúvidas de seus pares no setor. Apesar de todas essas dificuldades, em 2000, Marilú tornou-se a única mulher a ser a proprietária fundadora e enóloga de um vinhedo na América do Sul. Conseguindo isso, criando uma empresa cujos vinhos foram reconhecidos e premiados internacionalmente, ajudando a posicionar o Chile como produtor de vinhos finos de alta qualidade e alto valor de mercado.

Falando novamente sobre o Casa Marin Miramar Vineyard Riesling 2008, podemos ainda acrescentar que o mesmo é feito com uvas 100% Riesling colhidas no vinhedo chamado Miramar, no Vale do Santo Antonio no Chile. Possui 12,5% de grau alcoólico e não passa por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração amarelo palha com reflexos dourados de média intensidade. Lágrimas finas, rápidas e incolores também fazem parte do aspecto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas lembrando parafina, flores brancas e frutos de polpa branca bem maduros. Toques de manteiga também se faziam notar com mais tempo na taça. Todos estes aromas muito bem misturados e se alternando na taça. Um verdadeiro perfume engarrafado.

Na boca foi onde o vinho mais me surpreendeu. No alto dos seus 11 anos de idade, manteve uma acidez deliciosa e que fazia salivar a cada gole, muito viva e acachapante. Corpo médio. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Como o mundo do vinho é delicioso, não acham? Eu não esperava que um vinho branco fosse se apresentar tão bem com 11 anos. Se tiverem uma garrafa por ai, provem e depois se puderem, compartilhem suas impressões comigo, eu ficarei imensamente grato. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Wednesday, July 11, 2018

Coyam 2014

A vinícola Viña Emiliana está localizada nos principais vales de vinho do Chile: Valle de Casablanca, Valle del Maipo, Valle del Cachapoal, Valle de Colchagua e Valle del Bio-Bio. Dessa maneira, aproveita-se ao máximo os benefícios que cada uma destas diferentes geografias têm à oferecer à cada variedade de uva e seus respectivos cultivos. Ela se caracteriza por produzir apenas vinhos orgânicos e biodinâmicos, de forma a preservar o equilíbrio natural da vida, do ser humano e do meio ambiente. Produzir vinhos desta maneira torna-os no final mais saudáveis, únicos e de melhor qualidade.


Falando sobre o Coyam 2014, podemos acrescentar que é um vinho feito a partir de uvas Cabernet Sauvignon (12%), Carmenère (17%), Malbec (3%), Merlot (31%), Mourvèdre (3%)e Syrah (34%). Após a colheita, seleção e fermentação das uvas, o vinho estagia durante 14 meses em barricas de carvalho (80% francês e 20% americano). Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea profunda, brilhante e limpida. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias, chocolate, toques terrosos e herbáceos.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um belo vinho chileno, ícone da vinícola e um dos tops quando falamos de vinhos do chile. Eu recomendo a prova. Foi o fiel escudeiro de um belo corte de short rib e fez a alegria da noite.

Até o próximo.

Tuesday, July 3, 2018

Haras de Pirque Reserva de Propiedad 2016

A vinícola Haras de Pirque está situada em Pirque, uma das áreas mais prestigiadas e históricas do Vale do Maipo, no Chile. No sopé da cordilheira de Los Andes, na área central do país, em uma zona privilegiada para o plantio de vinhas. Entre 500 e 800 metros acima do nível do mar encontra-se o Maipo Alto, uma área com oscilação térmica amena, onde a vegetação nativa, como a murta e os boldos, prosperam, o que em certas ocasiões confere aos vinhos notas balsâmicas distintas. Seus proprietários acreditam firmemente nos fundamentos da sustentabilidade como um dos valores fundamentais da propriedade, tanto para o meio ambiente quanto para a responsabilidade social. Por esta razão, vários projetos foram desenvolvidos com o objetivo de alcançar uma atividade produtiva sustentável e responsável dentro da comunidade, como a agricultura orgânica dos vinhedos, medição da pegada de carbono e programas de eficiência energética, promoção do treinamento e desenvolvimento profissional dos trabalhadores e marcação trabalho e segurança do trabalho como uma das principais prioridades. A propriedade está comprometida com uma visão de longo prazo que busca melhorar os padrões de produção orientados para a qualidade, em um ambiente socialmente responsável por seus trabalhadores e práticas sustentáveis ​​para o território. Um design único, a arquitetura da adega tem a forma de uma ferradura, simbolizando a paixão pelos cavalos de raça pura. Por estar localizado na encosta, os diferentes vasos de fermentação apresentam um desnível acentuado que permite que as uvas e os mostos sejam processados ​​por gravidade, limitando o uso de bombas de água e outros equipamentos. Esta técnica evita substancialmente os riscos de oxidação e é mais suave nos taninos e ajuda a proteger os aromas e sabores do vinho.

Falando agora sobre o Haras de Pirque Reserva de Propiedad 2016, podemos ainda dizer que o vinho é um blend tinto feito a partir das castas Cabernet Sauvignon, Carménère e Cabernet Franc. As parcelas individuais de vinha foram fermentadas separadamente e depois que os vinhos são prensados, eles são colocados em barris de carvalho para serem submetidos à fermentação malolática. Após o envelhecimento nestes barris, o vinho é misturado e engarrafado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias, mentolado, tabaco e notas herbáceas agradáveis (não aquela verde, que incomoda, sabe?).

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração (média +).

Um ótimo vinho chileno com um bom custo benefício e que tende a agradar os paladares menos iniciados e os mais iniciados no mundo do vinho. Acompanhou um belo corte de carne (prime rib) com sucesso. É trazido ao Brasil pela Winebrands.

Até o próximo!

Tuesday, April 17, 2018

Fillo Carignan Old Vines 2015

A BOWines nasceu em 2012, devido ao desejo de desenvolver uma paixão pelo vinho através da procura de castas e áreas que permitam produzir vinhos modernos com personalidade e máxima qualidade. BOWines mantém um respeito e compromisso absoluto com a natureza, desenvolvendo uma viticultura que consegue manter e sustentar os diferentes "terroir" chilenos. Além disso, a BOWines entende que a produção de vinhos deve ser uma manifestação de cultura e expressão do ser humano, por isso, mantém um compromisso especial de apoiar a divulgação e o desenvolvimento de todo tipo de manifestações artísticas. Sua experiência e conhecimento no desenvolvimento de excelentes vinhos é a sua maior força. Esta experiência baseia-se no conhecimento adquirido pelo enólogo Alvin Miranda ao longo da sua vida profissional, tanto no Chile como na Europa, onde viveu durante mais de uma década.


Focando agora no Fillo Carignan Old Vines 2015, podemos ainda afirmar que é um vinho feito com uvas Carignan (90%), Merlot e Cabernet Sauvignon (10% entre ambas as duas últimas) de vinhas com mais de 60 anos de idade, localizadas na melhor terra seca do Vale do Maule sem passagem por madeira. A curiosidade fica pelo nome, "Fillo" seria filho, em português. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas, com um toque mineral, de pimenta e notas florais.

Na boca o vinho apresentou corpo médio aliado a uma ótima acidez e taninos macios. O retrogosto confrima o olfato e o final era de longa duração.

Mais um belo vinho chileno que provamos por aqui, de uma uva que aos poucos vai caindo na graça dos nossos consumidores e que se mostrou muito elegante aliado a sua potência. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Thursday, March 1, 2018

WineNetwork apresentou belíssimos vinhos Chilenos em SP

No último mês de janeiro tive a oportunidade de participar de uma excelente degustação promovida pela Importadora Winetwork, que além de contar com uma marca própria no Chile (Viña Una Hectarea) trás ainda um mix muito interessante de produtos do país vizinho. Uvas pouco faladas por lá ou pouco utilizadas como variegais são as estrelas, como por exemplo Cabernet Franc, Grenache e Mourvèdre. O foco da importadora são vinhos chilenos de pequenos produtores e a tentativa de conexão importador cliente final. A degustação foi conduzida por Márcio Moualla, sócio proprietário da importadora, no restaurante Aranda Asador & Tapas.

A Viña Una Hectárea é um projeto familiar que pertence aos irmãos e enófilos Marcio e Samir Moualla, recente (tem origem em 2008) e que compreendeu de início um hectare de vinhas em cada um do vales chilenos, a saber: Casablanca, Maipo, Colchágua e Aconcágua. Hoje a vinícola expandiu seus territórios e já conta com mais de 14 hectares de vinhas, trabalhando basicamente com 9 tipos de uvas, dentre as quais se destacam as famosas Sauvignon Blanc, Cabernet Sauvignon e as nem tão famosas Petit Verdot e Mourvédre, por exemplo.

Como é de praxe por aqui, e com a intenção de deixar as postagens mais dinâmicas, selecionei dois vinhos para falarmos por aqui, um da própria Viña Una Hectárea e outro do mix de produtos da importadora, para destacar. Vamos a eles?


Do mix da importadora eu destaco o Garcia + Schwaderer Grenache Valle de Itata Piedra Lisa Vineyard 2013, "filho" de um projeto nascido em meados dos anos 2000 das mãos do casal de enólgos Felipe Garcia e Constanza Schwaderer (já conhecidos pelo excelente trabalho em grandes vinícolas chilenas). Decididos a mergulhar de cabeça em seu projeto pessoal, fizeram seu primeiro vinho, de acordo com o seu próprio gosto e ofereceram sua criação ao mundo. Este vinho é um blend de Grenache (85%) e Mourvèdre (15%) de vinhas centenárias sem paasagem por madeira. Como resultado é um vinho de aspecto rubi violáceo de grande intensidade, brilhante e limpido. Aromas de frutas escuras, especiarias e flores. Em boca é muito fresco e vibrante, de corpo médio e fácil de beber, com taninos firmes mas nada agressivos. Um vinho delicioso e fácil de beber.


Falando agora da produção própria da Una Hectárea, passamos ao Puro Instinto 2009, um blend de Syrah (60%), Cabernet Sauvignon (20%), Cabernet Franc (15%), Carignan (10%) e Petit Verdot (5%) com passagem de 18 meses em barrica de carvalho francës de primeiro uso. Como resultado temos um vinho de coloração violácea de grande intensidade com algum brilho e limpidez. Leve halo granada também presente. No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas e negras, especiarias, mentolado, mineral e baunilha. Na boca o vinho se mostrou encorpado com taninos bem fininhos e acidez muito viva. Outro belo vinho, sem dúvida nenhuma.


Sem dúvidas nenhuma são vinhos diferenciados e que podem provocar boas surpresas. Um especial agradecimento ao André Travaglia, também sócio da importadora, pelo convite, e ao Restaurante Aranda, por nos proporcionar belos momentos antes, durante e após a degustação, com serviço e comidas impecáveis.

Até o próximo!

Tuesday, February 20, 2018

Viña Maipo Vitral Sauvignon Blanc 2016

A Viña Maipo foi fundada em 1948 no Vale do Maipo, no Chile, uma área reconhecida mundialmente pela produção de vinhos de excelente qualidade. 20 anos depois, Concha y Toro, o maior grupo vitivinícola do Chile, adquire a vinha, aprimorando a qualidade de seus vinhos e lançando as bases do seu espírito global. Em 2000, a Viña Maipo executou um plano de desenvolvimento agressivo, superando em 2006 o objetivo de 1 milhão de caixas vendidas e se tornando o 4º maior exportador de vinhos do Chile. Em 2007, Max Weinlaub assume como o enólogo principal da Viña Maipo, dando lugar a uma estratégia renovada focada no desenvolvimento de vinhos de nível superior e expressivo de sua origem. Hoje em dia, presente em mais de 80 mercados, a Viña Maipo tem se preocupado em demonstrar o potencial do Chile para a produção de vinhos excelentes, nascidos de uma longa trajetória vitivinícola e uma verdadeira paixão pelo autêntico.


Falando agora do Viña Maipo Vitral Sauvignon Blanc 2016, podemos ainda dizer que o vinho faz parte da linha reserva da vinícola, inspirada pela luz que atravessa os vitrais coloridos da Igreja do povo de Maipo. além disso, é feito com uvas 100% Sauvignon Blanc oriundas dos Vales do Aconcagua, Central e do Coquimbo com estágio de 3 meses em tanques de aço inox antes de ser engarrafado e liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha bem clarinho, com reflexos esverdeados, muito brilho e limpidez.

No narizo vinho apresentou aromas de frutos cítricos, grama recém cortada e leves traços herbáceos.

Na boca o vinho presentou corpo de leve para médio aliada a uma deliciosa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um ótimo vinho para o dia a dia, especialmente nos dias de muito calor. É despretencioso mas ao mesmo tempo balanceado e bem saboroso. Não precisamos beber sempre vinhos complexos e topo de gama. As vezes uma conversa ou uma boa companhia pede um vinho descontraido, que é o caso aqui. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Friday, February 16, 2018

Luis Felipe Edwards 360° Series Carignan 2014

A história de Viña Luis Felipe Edwards (LFE), produtora do vinho, remonta a 1976, quando Luis Felipe Edwards Sr. adquiriu a propriedade Fundo San José de Puquillay, localizado no Vale do Colchágua. A propriedade fica situada em um vale em forma de ferradura isolado, separado do majestoso e coberto de neve Andes pelo de seus cumes, San Fernando. Naquela época, ele plantou 60 hectares de vinhas, entre elas principalmente Cabernet Sauvignon, Malbec, Merlot e Carmenère. No início dos anos noventa, Luis Felipe Sr. decidiu fazer vinho com seu próprio nome e assim construiu uma moderna adega, equipada com a mais recente tecnologia no estado da arte da vinificação. A primeira safra, Luis Felipe Edwards Cabernet Sauvignon 1994, foi lançado no mercado internacional no final de 1995. A Viña Luis Felipe Edwards tem crescido desde então com o intuito de ser a maior empresa de vinhos de propriedade 100% familiar do Chile, com 1.850 hectares de vinhedos e tendo seus produtos exportados para mais de 70 países; duas gerações estão ativamente envolvidas em manter a marca sinônimo de qualidade e os valores familiares tradicionais nos dias de hoje.


Falando agora do Luis Felipe Edwards 360° Series Carignan 2014, o vinho faz parte de uma linha cuja abordagem que procura o melhor clima e solo, da Cordilheira ao Mar, sem restrições e com apenas um objetivo; alcançar a máxima expressão e pureza da variedade, no caso a Carignan. Conforme dito anteriormente, é um vinho 100% feito com a casta em questão e passa por 8 a 12 meses de envelhecimento em barricas de carvalho francês de primeiro, segundo e terceiro usos. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, rapidas e coloridas se faziam notar também.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, chocolate, flores, especiarias e toques herbáceos. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidea e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um belo vinho chileno que provamos por aqui, de uma uva que aos poucos vai caindo na graça dos nossos consumidores e que se mostrou muito elegante aliado a sua potência. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Thursday, January 25, 2018

Loma Larga Quinteto 2014

Don Manuel Escudero Joaquin Diaz Alvarez de Toledo, bisavô dos proprietários da Loma Larga Vineyards, trouxe pessoalmente em sucessivas viagens a Paris e Bordeaux, cepas as quais ele plantou com consultoria de enólogos também franceses, em sua propriedade agrícola "Chacra Victoria", localizada ao leste do que hoje é a rua Santa Rosa, da cidade de Santiago. Com o sonho de manter viva essa tradição vitivinícola, o que levou seus ancestrais a produzir vinhos de alta qualidade, que foram inclusive exportados para a Europa, a família começou a plantar as vinhas que existem atualmente na Loma Larga Vineyards ainda em 1999. Anteriormente porém, ainda em 1994 se iniciaram os estudos de clima e solos para entender o potencial do "Terroir" da Loma Larga". Os vinhos vêm de 100% da nossa vinha em Casablanca. O vinho é produzido em quantidades limitadas no Fundo Loma Larga. Para este fim, os melhores quartéis da vinha foram selecionados fazendo um manuseio muito fino, produzindo em média um máximo de 6 toneladas por hectare para a linha Loma Larga e de 9 toneladas por hectare para a linha Lomas del Valle com o objetivo de alcançar uma grande concentração e um bom amadurecimento fenólico em uma área fria como Casablanca. Este lento amadurecimento da uva é devido à variação das temperaturas extremas entre o dia e a noite. Uma brisa fria do Oceano Pacífico causa esse fenômeno no vale. Esta característica, além dos solos pobres nas colinas, Lomas e Cerro Foothills, permitiram um terroir excepcional para o vinho.


Falando sobre o Loma Larga Quinteto 2014, podemos ainda afirmar que o vinho é um blend de 42% Merlot, 34% Cabernet Franc, 21% Syrah, 2% Cabernet Sauvignon e 1% Malbec onde parte das castas passa por malolática em barricas com posterior amadurecimento nas mesmas (10 meses para Syrah e Malbec, se entendi corretamente) sendo que as demais castas ficam somente em tanques de inox para posterior blend. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, folhas secas, especiarias e um toque mentolado.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e tanios macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um ótimo vinho de um pequeno produtor chileno e que se mostrou complexo e equilibrado na medida a agradar o mais variados paladares. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Friday, January 12, 2018

LFE Seleccion de Familia Gran Reserva Sauvignon Blanc 2015

A história de Viña Luis Felipe Edwards (LFE), produtora do vinho, remonta a 1976, quando Luis Felipe Edwards Sr. adquiriu a propriedade Fundo San José de Puquillay, localizado no Vale do Colchágua. A propriedade fica situada em um vale em forma de ferradura isolado, separado do majestoso e coberto de neve Andes pelo de seus cumes,San Fernando. Naquela época, ele plantou 60 hectares de vinhas, entre elas principalmente Cabernet Sauvignon, Malbec, Merlot e Carmenère. No início dos anos noventa, Luis Felipe Sr. decidiu fazer vinho com seu próprio nome e assim construiu uma moderna adega, equipada com a mais recente tecnologia no estado da arte da vinificação. A primeira safra, Luis Felipe Edwards Cabernet Sauvignon 1994, foi lançado no mercado internacional no final de 1995. A Viña Luis Felipe Edwards tem crescido desde então com o intuito de ser a maior empresa de vinhos de propriedade 100% familiar do Chile, com 1.850 hectares de vinhedos e tendo seus produtos exportados para mais de 70 países; duas gerações estão ativamente envolvidas em manter a marca sinônimo de qualidade e os valores familiares tradicionais nos dias de hoje.


Falando sobre o LFE Seleccion de Familia Gran Reserva Sauvignon Blanc 2015, podemos acrescentar que é um vinho 100% Sauvignon Blanc de uvas oriundas do Vale do Leyda, sem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha com reflexos verdes, bom brilho e limpidez. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos e tropicais, aspargos e folhas secas.

Na boca o vinho apresentou corpo médio aliado a uma ótima e quase crocante acidez, mas sem parecer agressiva. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um ótimo vinho chileno para aplacar dias calorentos e, comprado em uma promoção no Pão de Açúcar, valeu demais o investimento. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, August 28, 2017

Wines of Chile: Qualidade e Diversidade a toda prova!

No início do mês de Agosto tivemos o prazer de participar de mais um evento promovido pela Wines of Chile em conjunto com a CH2A Comunicação, aqui em Sampa. O 7º Tasting Wines of Chile em São Paulo, um dos principais eventos de vinho realizados no Brasil, tinha como mote “Love wine love Chile” e versava sobre a qualidade e a diversidade presente nos vinhos vindos de lá, uma vez que o Chile tem uma vasta extensão territorial no sentido norte-sul, mesmo que a leste-oeste seja bem estreita, o que acarreta numa grande variedade de terroirs a serem explorados, dadas condições climáticas, ambientais e geográficas que mudam constantemente ao longo deste território. Além disso, a presença da Cordilheira dos Andes de um lado e o Oceano Pacífico de outro também ajudam a criar lugares muito específicos e únicos para o cultivo de vinhas de diversas cepas. Além dos fatos listados acima, vale ressaltar que o Brasil é quase uma "menina dos olhos" para o Chile no quesito importação de vinhos.


Abrindo a programação tivemos acesso a uma Masterclass exclusiva para profissionais, imprensa e correlatos com o título "Vinhos do Chile: Qualidade e Diversidade". A degustação foi conduzida pelo especialista Jorge Lucki e contou com a presença dos enólogos e representantes das vinícolas que integraram a degustação. Encerrando a Masterclass, o chef chileno Matías Palomo fez um cooking show inspirado em Pablo Neruda. Foram degustados 11 vinhos durante a masterclass e para não tornar maçante este post, vou destacar alguns vinhos que de alguma forma chamaram minha atenção durante a "aula".


Primeiro vou falar do vinho que provavelmente mais me chamou a atenção, pela raridade e pela história da uva que compõe o mesmo, a uva César. Estou falando do Limited Release Sucesor Romano 2015, produzido pela Casa Donoso que é trazida ao Brasil pela BEV Group. A uva César (também conhecida como Romain) é originária da Borgonha, mas mesmo por lá, foi esquecida e está restrita a poucas regiões/vinhos. Seu nome faz referência ao Imperador Romano de mesmo nome, uma vez que a variedade nasceu quando existia domínio romano na região. Focando um pouco no vinho em si, o mesmo é um corte de 85% de uva César e 15% de uva Carignan (Vale do Maipo) com passagem de 12 meses em barricas francesas. Como resultado temos um vinho que trás aromas de frutos negros maduros, leve toque de especiarias e algo que me trouxe lembrança de mineralidade. Na boca era duro, rústico com uma boa acidez e um corpo orbitando entre o leve e o médio. A meu ver, um vinho para ser consumido com comida, diferente e muito bom.


Por fim, vou falar de um vinho que me chamou a atenção por ser de uma uva que, apesar de ser a uva símbolo do Chile, é ainda muito criticada por trazer vinhos de qualidade duvidosa. No caso do Casa Silva Carmenére Microterroir de los Lingues 2011, me parece que acertaram a mão. Como o próprio nome já diz, o vinho é produzido por uma das gigantes do Chile, a Casa Silva, e é trazido ao Brasil pela Vinhos do Mundo. Este é um vinho feito 100% com uvas Carmenére com passagem de 12 meses em barricas de carvalho francês. Como resultado temos um vinho com aromas de frutas negras maduras, tabaco, café mocha, especiarias e leve toque herbáceo. Um vinho muito bem feito e sem arestas.

É claro que tanto a Masterclass quanto o Tasting em si trouxeram muitos outros vinhos e outras descobertas, mas para não me tornar repetitivo, trouxe o que eu achei mais interessante. Espero que tenham gostado. E se você esteve no evento e quer agregar com informações, sinta-se a vontade de usar o espaço dos comentários.

Até o próximo!

Monday, August 14, 2017

Starry Night Emoción Syrah 2012

Indo na contramão de quase tudo que vemos no novo mundo vitivinícola, encontramos a vinícola Starry Night, sócia do MOVI (Movimento dos Vinhateiros Independentes) do Chile, que busca não a quantidade mas sim a qualidade de seus vinhos. A Starry Night Vineyards & Winery está localizada em Maria Pinto, no sopé das montanhas da costa, numa área com influência costeira do Vale de Maipo e possui 4 hectares de Syrah e 4 hectares de Pinot Noir, rodeados por cerca de 300 hectares de floresta nativa. Toda a produção de vinhos da vinícola é feita em sua adega própria, que possui tudo o que é necessário para a produção dos mesmos. Podemos dizer que a vinícola tem como foco vinhos de "garagem" ou "vinhos de autor" onde a idéia é expressar toda filosofia de produção do produtor. 


Sobre o Starry Night Emoción Syrah 2012 podemos ainda acrescentar que é um vinho 100% feito a partir de uvas Syrah com passagem de 6 meses em barricas de carvalho francês para amadurecimento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias, toques florais e de coco.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um ótimo Syrah chileno que apesar de se mostrar encorpadão é fácil de beber e não tem aqueles toques herbáceos que costumam incomodar. Eu recomendo a prova. É trazido ao Brasil pela La Charbonnade.

Até o próximo!

Monday, June 12, 2017

MontGras Intriga 2012

Os irmãos Hernán e Eduardo Gras, juntamente com o sócio Cristián Hartwig, deram vida à Vinícola MontGras em 1993, combinando tecnologia de ponta com o talento e a paixão de um grupo muito especial de pessoas. Com a inspiração de Hernán, que teve uma longa trajetória de vinificação no Canadá, juntamente com a visão empresarial do ponto de vista pragmático de seu irmão Eduardo e Cristián, eles fizeram uma combinação perfeita que converteu MontGras em um dos principais grupos vitivinícolas do Chile, com Presença nas principais regiões vinícolas do país - Colchágua, Maipo e Leyda-, além de uma alta participação nos mercados internacionais.


O MontGras Intriga 2012 é um vinho feito a partir de uvas Cabernet Sauvignon (85%), Cabernet Franc (9%) e Petit Verdot (6%) de vinhas plantadas na propriedade Intriga, sobre solos aluviais com idade média de 30 anos aos pés da majestosa Cordilheira dos Andes. O vinho passa por envelhecimento de 21 meses em barricas francesas 25% novo e 75% de segundo uso. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, espaçadas e coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, ervas, especiarias, baunilha, flores, cedro, grafite e toques de aromas animais e tostados.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um belo vinho chileno, complexo e elegante que tende a agradar aos paladares em geral. Eu recomendo a prova. Foi comprado em promoção no Pão de Açúcar por cerca de 100 dinheiros e em minha opinião, valeu o quanto paguei.

Até o próximo!

Wednesday, May 3, 2017

Santa Rita Medalla Real Cabernet Sauvignon 2012

A Viña Santa Rita, produtora do vinho de hoje, foi fundada em 1880 por Domingo Fernandez, na mesma região onde hoje está a vinícola principal, em Alto Jauhel, no Vale do Maipo. No ano de 1980, o grupo Claro tornou-se o principal investidor e, pouco tempo depois, o único acionista da empresa. As décadas seguintes a esse acontecimento foram cruciais para o crescimento e expansão da empresa, que adquiriu as vinícolas chilenas Carmen e Terra Andina e Doña Paula na Argentina. Atualmente, o grupo Santa Rita possui um total de 5.000 hectares de vinhedos e produzem 24 milhões de garrafas por ano. A vinícola principal possui 1.000 hectares de terras nos principais e mais importantes vales do Chile: Maipo, Rapel, Lontué, Casablanca e Apalta. A equipe de enólogos é composta por oito pessoas lideradas por Cecília Torres e Andrés Ilbaca, que juntos são responsáveis pela produção de 19 milhões de garrafas. A vinícola é uma das maiores e mais importantes vinícolas do Chile com as estruturas de vinificação localizadas em Buin, Los Lirios, Palmilla e Lontué. A empresa tem a visão de ser referência mundial para vinhos premium e a missão de proporcionar às pessoas momentos agradáveis, através da busca pela excelência e comprometimento com a sustentabilidade. A Santa Rita foi a pioneira em obter em todos os seus vinhedos o certificado de sustentabilidade e respeito ao meio ambiente pela National Sustainability Code of Chilean Winemaking Industry.


Já sobre o Santa Rita Medalla Real Cabernet Sauvignon 2012, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Cabernet Sauvignon a partir de uvas de vinhedos do Alto Jahuel , no Vale do Maipo, Chile e uma parte do vinho é imediatamente transferida para barris de carvalho de 1°, 2° e 3° uso, para completar a fermentação malolatica enquanto o restante ocorre nos tanques de aço inox. O blend final ocorre 14 meses após o término da fermentação. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou cor violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas mais grossas, lentas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, chocolate, especiarias, mentol, tabaco e algo de tostado.

Na taça o vinho se mostrou encorpado, de boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um belíssimo vinho chileno que degustamos aqui no Balaio, best buy e super conhecido no nosso mercado. É trazido ao Brasil pela WineBrands. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, April 10, 2017

Lote "d" Syrah 2013 by Polkura

Inicialmente este seria o terceiro e último post dos Syrahs do Novo Mundo mas, de última hora, apareceu um Syrah do Velho Mundo e este será então o derradeira post sobre o assunto. Voltando hoje as postagens sobre o assunto, vamos falar do Lote "d" Syrah 2013 by Polkura.


A Viña Polkura é um projecto vitivinícola, iniciado em 2002 pelas famílias Muñoz e Bruchfeld, com o objectivo de fazer um vinho excepcional, baseado na excitante variedade Syrah. Marchigue, o extremo ocidental do Vale de Colchagua no Chile foi escolhido como o local ideal, porque mostrou o potencial enorme produzir este varietal.O nome Polkura remete a uma montanha na extremidade mais ocidental do Vale do Colchágua onde os vinhedos estão localizados, e está escrita na língua Mapuche, povo antigo do Chile. Polkura significa "pedra amarela" e faz também menção ao solo granítico da região que possui coloração amarelada. Apesar da proximidade com o oceano, a cadeia montanhosa segura um pouco das brisas marítimas mais frescas, fazendo com que o micro clima da região se torne algo temperado.

Sobre o Lote "d" Syrah 2013 by Polkura, podemos ainda dizer que é um vinho feito a partir de uvas 100% Syrah de uma parcela 100% voltada para o norte, o que significa que o vinhedo recebe mais sol.O solo é ligeiramente diferente do restante dos vinhedos, com mais calcário do que argila. O vinho amadurece em tanques de inox, sem madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias, chocolate amargo, defumados, herbáceos e toques de tostado.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de curta para média duração. Talvez um dos pontos fracos deste vinho.

Mais um bom exemplar de Syrah degustado por aqui. Vamos aguardar o próximo e derradeiro final para darmos um veredicto sobre qual deles mais agradou.

Até o próximo!

Thursday, March 30, 2017

Clos des Fous Pinot Noir Latuffa 2014

O vinho de hoje é de um projeto de autor, a vinícola Clos des Fous, um até certo ponto novo e pequeno produtor independente, com sede em Maule, no sul do Chile e que surgiu em 2008. Os 'fous' (tolos) no nome da vinícola são quatro amigos, incluindo o enólogo François Massoc e Pedro Parra, o gênio do terroir do Chile, que se reuniram na Borgonha. Somam-se a eles ainda Paco Leyton (enólogo e viticultor) e Albert Cussen (o "portador da sabedoria"). A filosofia da Clos des Fous é de explorar grandes vinhedos fora das áreas vinícolas tradicionais chilenas, especialmente aquelas nas condições extremas mais ao sul e no leste - descritas como "loucura" por seus pares no país. Além disso, Pedro Parra acredita que os solos rochosos resultam em menor vigor da videira e raízes mais profundas, o que ele acredita dá um melhor equilíbrio e mais finesse aos vinhos. A Clos des Fous opera segundo o princípio da intervenção minimalista, inspirado nas experiências dos parceiros na Borgonha.


Já sobre o Clos des Fous Pinot Noir Latuffa 2014 podemos ainda acrescentar que é um vinho 100% Pinot Noir com uvas oriundas do vinhedo conhecido como Traiguen, localizado em Malleco D.O., a denominação de vinho mais ao sul e mais frio no Chile. O clima é continental, frio, nublado, com 900 a 1.200 mm de precipitação por ano. As videiras não são irrigadas. Passagem de 24 meses em carvalho. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos bem frescos, flores e algo de baunilha ao fundo. Com algum tempo em taça notas de folhas e ervas também se apresentam.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, taninos finos e uma acidez refrescante. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um bom vinho feito a partir da casta Pinot Noir no Chile, que tem mostrado especial aptidão para o cultivo desta uva em seus climas mais frios, trazendo boa tipicidade. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, September 5, 2016

Domaine Oriental Merlot Reserva 2015

A história da Viña Casa Donoso, produtora do vinho de hoje, começou em 1989, quando um grupo de empresários estrangeiros, cativado pela beleza e pelas potencialidades do Valle del Maule, adquiriu a fazenda La Oriental, que pertencia à senhora Lucia Donoso Gatica, sendo que este histórico “domaine” está situado no coração da famosa DO chilena e a 250 quilômetros ao sul de Santiago. Uma mulher de especial encanto e empuxe empresarial, ela não só inspirou um dos primeiros vinhos engarrafados, “Doña Lucía”, mas também o próprio conceito da Viña Casa Donoso, orientado para a produção tradicional de vinhos tintos e brancos, no melhor estilo francês. A Viña Casa Donoso maneja quatro vinhedos no Vale do Maule. O primeiro, “Fundo La Oriental”, está localizado a leste da cidade de Talca (daí o nome), capital da região do Maule. O segundo, “Fundo Las Casas”, está situado na zona de San Javier. O terceiro, “Fundo San Vicente”, localiza-se a poucos quilômetros ao norte do “Fundo La Oriental” e o último é o Pencahue. Atualmente a vinha ocupa uma área de cerca de 710 hectares.


Já sobre o Domaine Oriental Merlot Reserva 2015, podemos acrescentar que é um vinho feito 100% a partir de uvas Merlot oriundas de de vinhedos localizados no coração do Vale do Maule e que, após todo processo de fermentação, passa por estágio de 6 meses em barricas de carvalho francês e americano. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de média para grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, ligeiramente mais demoradas e com alguma cor também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros maduros, especiarias doces, notas herebáceas e chocolate.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um excelente vinho chileno que provo por aqui, ainda mais se levando em conta o custo benefício. Eu recomendo, e muito, a prova do vinho. É mais um vinho do Clube de Vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Tuesday, August 30, 2016

Alma Tierra Cabernet Franc 2013

Dia de churrasco é sempre uma boa oportunidade de tomar alguns vinhos com as pessoas que gostamos não é mesmo? Eu sempre fico muito contente com essas oportunidades pois além de tirar alguns vinhos interessantes da adega, aproveito para apresentar vinhos diferentes para pessoas que não estão assim tão acostumados com tais vinhos. E foi assim que o Alma Tierra Cabernet Franc 2013 saiu da adega e foi pra mesa.


O vinho é produzido pela Villaseñor Wines, produtor chileno que se encontra localizado no Valle Central e cuja história começa com a vinda da família que empresta seu nome a vinícola da Espanha para a VIII Região de Conepción, no Chile, onde se assentaram e começaram a produção de vinhos ditos caseiros a época. Dada a paixão com que a família produzia seus vinhos, não tardou a surgir a Villaseñor Vineyards, com as novas gerações da família e a busca por novas terras para a produção de vinhos da mais alta qualidade. A diversidade no cultivo de cepas é uma característica marcante da vinícola, no momento são 20 variedades, espalhadas por 135 hectares plantados em diferentes vales do Chile. A adega principal da vinícola foi construída para produzir vinhos em harmonia com o ambiente natural e mínima intervenção humana. A adega tem capacidade para produzir cerca de 870 mil litros de vinho em quatro níveis subterrâneos. Toda movimentação do vinho é feita de maneira gravitacional, evitando assim o uso de bombas e outros equipamentos.

Já sobre o Alma Tierra Cabernet Franc 2013, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Cabernet Franc de vinhas oriundas do Vale Central do Chile. Não consegui maiores informações mas a princípio o vinho não passa por madeira. Vamos as impressões.

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade com bom brilho e boa limpidez. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuras, mentolado e algo de baunilha.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos finos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um bom vinho para o dia a dia e que serviu muito bem ao propósito: curtir um bom churrasco com a família e amigos. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, August 22, 2016

Montes Selección Limitada Cabernet Sauvignon Carmenére 2013

A história da Viña Montes começou em 1987, quando seus dois fundadores originais, Aurelio Montes e Douglas Murray, ambos profissionais do vinho altamente experientes, quiseram realizar seu sonho de produzir vinhos chilenos com qualidade muito superior aos padrões da época. Em 1988, eles se juntaram aos outros dois fundadores, Alfredo Vidaurre e Pedro Grand, que trouxeram suas próprias habilidades e experiências complementares para o empreendimento. E assim nasceu a Viña Montes, primeiramente com o nome de Discover Wine. Seu vinho mais emblemático, o Montes Alpha Cabernet Sauvignon, foi o primeiro grande vinho tinto chileno, recebendo enorme reconhecimento internacional. A versão de 1987 desse Cabernet Sauvignon foi o primeiro vinho ‘premium’ a ser exportado pelo Chile, abrindo rapidamente oportunidades para a Viña Montes e para outras empresas do Chile. A Viña Montes foi não só a precursora dos vinhos de alta qualidade no Chile, servindo como um divisor de águas na história da viticultura chilena, como também inaugurou uma profunda transição da 'quantidade' para a 'qualidade' em todo o cenário vinícola do país.


Falando especificamente sobre o Montes Selección Limitada Cabernet Sauvignon Carmenére 2013, podemos acrescentar que é um vinho feito a partir de uvas Cabernet Sauvignon (70%) e Carmenére (30%) oriundas de vinhedos chamados Apalta e Marchigüe, localizados no Vale do Colchágua. Cerca de 47% do vinho passa por 10 meses em barricas de carvalho francês de primeiro uso para envelhecimento/afinamento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas de velocidade moderada, mais gordinhas, coloridas e espaçadas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos em compota, especiarias doces, baunilha e leve toque tostado ao fundo da taça.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, com boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um bom vinho chileno, best buy e super conhecido no nosso mercado. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, August 16, 2016

Viña Tabalí e seus belos vinhos do Vale do Limarí

Eu estou numa busca constante de tirar o atraso com as postagens por aqui e compartilhar com vocês o que de melhor eu tenho visto e provado, mas ainda tenho falhado nesta missão. Hoje trago pra vocês alguns vinhos interessantes que provei ainda em junho mas que não havia tido tempo de sentar e organizar minhas anotações. Espero que me perdoem, mais uma vez, mas espero também que curtam como eu tenho curtido cada momento para trazer estas notícias pra vocês.


Em junho passado a importadora World Wine recebeu a visita do enólogo chefe da vinícola chilena Vinã Tabalí, Felipe Muller, e tive a oportunidade de participar de um happy hour com ele onde nos foi apresentado as novas safras das linhas Tabalí Reserva e Talinay (muito bem pontuado no Guia Descorchados), além de uma abordagem a cerca das curiosidades sobre a região de Limarí e as características de seus vinhos de solos calcários. Vamos ver o que tiramos desta conversa?

A Viña Tabalí é uma das pioneiras na elaboração de vinhos no Vale do Limarí, que de 12 anos pra cá com o início da produção de vinhos por lá, tem se mostrado como uma região "cult" principalmente quando falamos de vinhos brancos. Isso tem se dado em função de sua proximidade com o deserto do Atacama e do Oceano Pacífico, trazendo grande amplitude térmica entre dias quentes e noites frescas além de seus solos de base calcárea e a topografia em si, de um vale aberto ao mar que recebe a famosa "Camanchaca", ou uma neblina que encobre a região e leve brisas costeiras aos vinhedos por lá plantados. Outra característica dos vinhedos desta região é a produção de vinhos que carácter mineral muito acentuado, quase salinos. Em sua maioria, uvas brancas e de amadurecimento mais lento tem se mostrado propícias para estes terroir tais como Chardonnay e Pinot Noir, entretanto a Viña Tabalí também tem feito excelentes trabalhos com a delicada Pinot Noir e a difícil Syrah. Fomos então apresentados aos vinhos das linhas Tabalí Reserva e Talinay, dos quais destaco os seguinte vinhos:


Talinay Chardonnay 2012 - um varietal 100% Chardonnay do vinhedo de mesmo nome, localizado a norte do Chile, tem fermentação e passagem de 11 meses em barricas francesas com batonnage diária. Resulta num belo vinho de cor palha com reflexos dourados, brilhante e límpida. Trás no nariz aromas de frutos cítricos, pimenta, manteiga, baunilha e fósforo. Na boca temos um vinho untuoso, gordo, com excelente acidez e que adiciona uma pegada mineral evidente e um final de média pra longa duração. Interessante notar que a madeira fica em segundo plano, deixando o frescor e a fruta sobressaírem. Delicioso.


Tabalí Reserva Pinot Noir 2013 - também um varietal 100%, desta vez Pinot Noir claro, tem passagem de 10 meses em barricas francesas. Aqui temos um vinho de coloração rubi violácea de média intensidade com bom brilho e limpidez. O nariz é bem limpo e nítido de frutas vermelhas frescas, especiarias e notas terrosas. Na boca tem corpo médio, boa acidez e taninos fininhos. Retrogosto confirma o olfato. Final de boa longevidade. Fresco e equilibrado, um belo vinho com boa tipicidade.


Talinay Pinot Noir 2013 - elaborado exclusivamente a partir de uvas Pinot Noir do vinhedo Coastal Limestone, no Vale do Limarí, norte do Chile. Passa por estágio de 12 meses em barricas de carvalho francês. Assim pudemos degustar um vinho de cor rubi violacea de média intensidade, brilhante e limpido. Aromas de frutos vermelhos silvestres, notas florais, algo de herbáceo sobre um fundo bem mineral. No paladar apresenta corpo médio para encorpado, acidez muito viva e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era muito longo e saboroso. Belíssimo vinho.


Tabalí Reserva Especial Red Blend 2012 - aqui temos um blend das uvas Syrah, Cabernet Sauvignon e Merlot de videiras plantadas no mais antigo terraço aluvial do rio Limarí. O vinho passa por 18 meses em barricas francesas, sendo que 70% destas são de primeiro uso. Como resultado temos um vinho de coloração violácea profunda, intensa mas com bom brilho e limpidez. No nariz o vinho mostrou muita complexidade com frutas vermelhas e negras, especiarias, tabaco, chocolate e algo de floral. Em boca é carnudo, encorpado, com uma acidez gostosa e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo. Outro excelente vinho.

E lá se foi mais uma noite com grandes vinhos, ótimas companhias, muito conhecimento trocado e opções para todos os bolsos e gostos. Se você ainda não conhece os vinhos da Viña Tabalí, recomendo que o faça. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, August 15, 2016

Domaine Oriental Chardonnay 2015

Ontem foi dia dos pais, e por mais que o carácter comercial tenha deturpado um pouco esta data, é sempre bom ter a oportunidade de estarmos juntos a quem, juntamente com a nossa mãe, nos deu a vida e passou todos os ensinamentos, carácter e afins. E pra comemorar, é claro que um gostoso almoço em família não poderia faltar, e junto, um vinho bacana também. E o escolhido do dia foi o Domaine Oriental Chardonnay 2015. Vamos ver o que descobrimos sobre ele? 


A história da Viña Casa Donoso, produtora do vinho de hoje, começou em 1989, quando um grupo de empresários estrangeiros, cativado pela beleza e pelas potencialidades do Valle del Maule, adquiriu a fazenda La Oriental, que pertencia à senhora Lucia Donoso Gatica, sendo que este histórico “domaine” está situado no coração da famosa DO chilena e a 250 quilômetros ao sul de Santiago. Uma mulher de especial encanto e empuxe empresarial, ela não só inspirou um dos primeiros vinhos engarrafados, “Doña Lucía”, mas também o próprio conceito da Viña Casa Donoso, orientado para a produção tradicional de vinhos tintos e brancos, no melhor estilo francês. A Vinha Casa Donoso maneja quatro vinhedos no Vale do Maule. O primeiro, “Fundo La Oriental”, está localizado a leste da cidade de Talca (daí o nome), capital da região do Maule. O segundo, “Fundo Las Casas”, está situado na zona de San Javier. O terceiro, “Fundo San Vicente”, localiza-se a poucos quilômetros ao norte do “Fundo La Oriental” e o último é o Pencahue. Atualmente a vinha ocupa uma área de cerca de 710 hectares.

Sobre o Domaine Oriental Chardonnay 2015, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Chardonnay de vinhedos com idade média de 15 anos, lá no Vale do Maule. Cerca de 60% do vinho passa por 3 meses de envelhecimento em barricas de carvalho enquanto o restante fica em tanques de inox. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha com leves reflexos dourados, uma ótima limpidez e excelente brilho.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos e tropicais, leve toque de mel e manteiga.

Na boca o vinho mostrou ser untuoso e fresco, com o retrogosto confirmando o olfato. O final era longo e saboroso.

Mais um excelente vinho chileno que provo por aqui, ainda mais se levando em conta o custo benefício. O vinho era tão fresco e alegre, que nem percebi que a garrafa foi esvaziando. Impressionante! Eu recomendo, e muito, a prova do vinho. É mais um vinho do Clube de Vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!