Monday, January 30, 2023

A new beginning!



The blog you are about to read was conceived as a gateway so that I would be able to express myself without being afraid of judgment, with time to think about the words I wanted to use and so on and so forth. It shifted more than once from geek stuff (comics, tv series, movies, etc) to something related to travel, food and wine, at that time, my real and only lasting passion. It's been working like that for the past couple of years.

The efforts I was making to create good content kind of made it worth it as I started to get some attention to my texts, creating some good bonds with people and companies with the same interest as mine. At that time I was really happy I was able to use a hobby as something that gave me some perspective. No matter how much I enjoyed writing and interacting with those new bonds, due to some changes in my professional life at that time, I started to have some trouble keeping it up. I struggled with writing and posting with the frequency I wanted.

Finally, time passed by and it became a sort of burden that I didn't want to carry anymore. Moreover, I felt overwhelmed by the thought that if I didn't post anything I would be disappointing someone somehow (if I had that many readers anyway). I started to slow down and leave in the background then. And it was only the beginning.

I can add to the mix that shortly after that all happened, a big change to my life became a reality: I was moving to a different country with so much uncertainty, going back to a school room and basically starting my life from zero. Moreover, soon after I started to adjust to this new life, I saw myself and the world involved in the pandemic, which shifted everyone's plans for good in the coming 3 years. The isolation of the lockdowns, the fear imposed by so much propaganda, being far away from people I cared about made me kind of forget about this blog for a long period of time.

In the end, those were only excuses I was hiding behind because the truth was that I wasn't that good at what I was doing, I wasn't attracting the people I wanted to (at least I thought I wasn't). I have always been insecure of myself and with very high standards I usually think I won't be able to cope with.

I am about to change that. At least I will try. My intention is to reactivate this blog and bring not only texts about wines and restaurants but reflections from my daily experiences here and there, bringing back also what I like to talk about (movies, books, music, etc.). One of the first steps I've taken, though, is to translate it to an English version. From now on, expect to see more postings in English and more changes to come. I hope to have you onboard while I try to make it work.

Welcome back!

Wednesday, February 17, 2021

Mercado de vinhos celebra expansão recorde em 2020

O ano de 2020, marcado por uma pandemia sem precedentes (???) na história, cobrou um alto pedágio da maioria das pessoas, fisicamente, emocionalmente, financeiramente e de vários outros aspectos da vida de cada um, de maneira única e sem comprações. E uma das coisas que percebi comigo, e que depois vim a confirmar com uma matéria que irei compartilhar com vocês abaixo é que, infelizmente (ou não, ainda não consegui me decidir), houve um grande aumento no consumo de vinho (álcool em geral, em alguns casos mais específicos).



Dados da Ideal Consulting mostraram que o consumo de vinhos cresceu 20% no Brasil em 2020, expansão recorde para este determinado período (um ano), passando de 2,1 litros por habitante para 2,7. Uma das razões para esse salto foi a pandemia de Covid-19. Com a necessidade de ficar mais tempo em casa e o fechamento de bares e restaurantes durante um período do ano, o investimento em bebidas mais refinadas e a mudança de hábitos fizeram o consumo de vinho ir de vento em popa. Dados da OVI (The International Organisation of Vine and Wine) já apontavam o Brasil como um mercado crescente nos últimos anos, porém foi apenas em 2019 que o país ultrapassou a marca de 2 litros/habitante.

Essa tendência também foi observada pelo comércio. Jonas Martins, diretor comercial da MMV Importadora de Vinhos, relata que o mercado esteve aquecido durante o ano todo. “Se lá em março alguém me dissesse que venderíamos o quanto vendemos em 2020, eu diria que esta pessoa estava maluca”, celebra Jonas.

Ele relata que o faturamento da MMV em 2020 superou os de 2017/18/19 juntos. A empresa já estava em processo de expansão, mesmo antes da pandemia. Houve um grande aumento de portfólio, especialmente com vinhos portugueses e vinhos argentinos orgânicos e biodinâmicos, além dos rótulos tradicionais que já faziam sucesso no mercado brasileiro, com vinhos que alinham qualidade e preços muito acessíveis.

A boa “maré” inclusive levou Jonas Martins, que também é sommelier, a colocar em prática um sonho antigo: abrir um Wine Bar em Curitiba. Mesmo com muitos comércios de gastronomia sofrendo com sanções durante a pandemia, Martins observou que aquele seria o momento ideal para realizar esse investimento, aproveitando uma futura abertura de mercado e o aumento do consumo por parte do público.

Assim surgiu o Balbino & Martins Loja e Bar de Vinhos, localizado na Avenida Iguaçu, 1274, no Rebouças, em Curitiba. Mais do que uma loja de vinhos ou um bar, o Balbino & Martins traz uma experiência completa no mundo dos vinhos, com degustação, gastronomia e assessoria para quem deseja uma boa imersão.

A tendência é que o consumo de vinhos em 2021 siga na crescente.

E vocês, o que podem dizer a respeito do consumo de vinho/álcool por ai? Aumentou, diminuiu, ficou igual?

Thursday, May 14, 2020

O Farol: Isolamento, monotonia e loucura!

Voltando a dar dicas relacionadas a filmes e séries em meio a pandemia, eu venho hoje falar de um filme que, apesar de não ser fácil de digerir e de finalizar, me deixou pensando muito a respeito por alguns dias após te-lo assistido. Hoje vou falar do filme "O Farol" que está disponível na Amazon Prime.


Em linhas gerais, o filme trata do cotidiano de dois marinheiros (Willem Dafoe e Robert Pattison, quase irreconhecíveis em seus respectivos papéis), que são enviados a uma ilha remota no litoral da Inglaterra para um período de quatro semanas com o intuito de trabalharem como zeladores do farol presente na ilha, mantendo as instalações em ordem assim como assegurando o funcionamento do mesmo para direcionar as embarcações que passam pela região durante o período. Entretanto o isolamento e o tédio das atividades repetitivas começam a criar uma grande tensão entre ambos. Estas interações entre ambos sempre acontecem regadas a muito álcool, cigarros e conversas intimistas. Some-se a isso a curiosidade do novato (Pattison) em saber o que realmente acontece na sala principal do farol com alguns fenômenos estranhos que se passam a seu redor, temos um terror psicológico de primeira.

Mas o que, a meu ver, o filme quer mesmo demonstrar é como o comportamento humano e as relações que se derivam de tal comportamento podem se deteriorar com o isolamento e o cansaço mental. É quando os instintos mais obscuros e primórdios começam a florescer, gerando violência, segredos não compartilhados e culminando na deterioração do próprio ser humano. Mais do que isso, a sensação de que tudo isso possa ser um pesadelo prolongado faz com que a sensação incômoda se acentue.

Para fazer tudo isso, o diretor usa de ferramentas pouco ortodoxas em se tratando de cinema moderno: a fotografia em preto e branco (quase suja, como num VHS), uma tela menor do que a widescreen comumente utilizada, diálogos um me inglês arcaico, trilha sonora carregada, planos pouco usuais, luz dosada e claro, atuações perfeitas de ambos atores. Tudo isso para criar uma atmosfera sufocante e aprisionante, fazendo quase com que nos sentíssemos na ilha junto aos marinheiros.

E como eu havia dito no começo do texto, esse filme me deixou pensando muito a respeito do comportamento dos marinheiros pois, em épocas de pandemia, ficamos confinados por muito tempo convivendo com as mesmas pessoas sob o mesmo teto, gerando de alguma maneira uma nova realidade nem sempre fácil de lidar. Nos sentimos sobrecarregados, mentalmente exauridos e por muitas vezes sem vontade de mesmo conversar com o outro. E é normal que isso ocorra. O que não é normal e o que devemos evitar a qualquer custo é que as relações cotidianas, principalmente com nossa família, se deteriore ao ponto de gerar instintos primitivos, violência e falta de respeito.

Eu sei que este filme não será fácil de assistir e que nem todos aguentarão até o final, mas quem o fizer, gostaria imensamente que deixasse seus pensamentos na caixinha de comentários abaixo. 

Até o próximo!

Tuesday, May 12, 2020

Hopes End Red Blend 2017

A história da Hopes End Wines começa com a viagem de um médico, Dr. William Thomas Angove, em 1886, de Londres na Inglaterra com direção a uma das mais distantes terras no planeta, a Austrália, em busca de uma vida melhor. Ao chegarem em Port Misery, ao sul da Austrália porém, se deparou com uma situação um pouco diferente da imaginada: um pântano escuro, uma terra sem leis e sem princípios, muito distante do que se imaginava por novos começos. Mas foi ai a grande sacada, imaginando que se fora o destino que havia o trazido pra lá, assim seria. E nomeou o lugar como "Hopes End", algo como sem esperanças em uma tradução livre de minha autoria. Este local se encontrava ficava no sopé de Adelaide. Depois de estabelecer uma prática médica, o Dr. Angove logo se viu experimentando a produção de vinho, inicialmente usando o que produzia como tônico para seus pacientes. Inicialmente, o Dr. Angove plantou 10 acres de vinha e produziu mesa seca e vinho fortificado. Ele logo encontrou uma crescente base de clientes rapidamente transformando seu hobby em um negócio.


Falando agora sobre o Hopes End Red Blend 2017, podemos dizer que o mesmo é um blend de uvas Syrah, Grenache, Petit Verdot e Malbec com alguma passagem por madeira, pequena é verdade. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração violácea de grade intensidade com bom brilho e muita limpidez .Lágrimas finas, de média velocidade e coloridas se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, couro, baunilha, chocolate e toques terrosos. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso. 

Esse vinho foi o fiel escudeiro de costelinha de porco assada e purê de batatas, posição esta que assumiu com honras e glória, fazendo bonito no quesito harmonização.

Até o próximo!

Wednesday, May 6, 2020

Moonlight Harvest Pinot Grigio

Hoje voltamos a programação normal, voltamos a falar de vinhos, especialmente vinhos canadenses. E eu diria que no mínimo, é curioso a maneira como ele é produzido. Segundo o produtor, todos os seus vinhos tem suas uvas colhidas no período noturno, sob a luz do luar. Além de toda a mística que o produtor tenta passar com essa afirmação, de que o vinho acaba por capturar as essências e mistérios da noite, esse método de colheita normalmente é empregado em lugares mais quentes tentando fazer com que as uvas sejam colhida em temperaturas mais amenas, retardando assim o processo fermentativo durante a colheita e transporte das mesmas para a vinícola. Enfim, vamos ver se descobrimos um pouco mais sobre ambos, o produtor e o vinho.


A Copper Moon Wines produz seus vinhos em Kelowna, British Columbia, aqui no Canadá. Esta é uma marca popular de propriedade de Andrew Peller, Ltd. Tudo começou em 1927, quando Andrew Peller chegou ao Canadá vindo da Hungria. Tendo possuído uma série de negócios de sucesso, ele veio aqui para finalmente perseguir seu sonho. Ele imaginou um dia em que canadenses, como europeus, passariam a apreciar vinhos de alta qualidade e a compartilhá-los com familiares e amigos. Ele perseguiu seu objetivo e estabeleceu a Andrés Wines Ltd., a caçula das grandes vinícolas canadenses de Port Moody, B.C. em 1961. Desde então, passou a adquirir e inaugurar vinícolas nas mais renomadas áreas vitivinícolas do Canadá, passando por Manitoba e Ontário, por exemplo.

Voltando ao astro principal do nosso post de hoje, o Moonlight Harvest Pinot Grigio é um vinho feito a base de 100% uvas Pinot Grigio de suas plantações em BC. Não passa por madeira nem nada. Vamos as impressões.

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha com reflexos esverdeados, bom brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos e tropicais, toques de flores brancas e leve lembrança de mel, com algum tempo em taça.

Na boca o vinho apresentou corpo leve aliado a uma ótima acidez. O retrogosto confirmou o olfato, dando a sensação de estar comenda frutas bem maduras e suculentas. O final era de média duração.

Mais uma boa opção para se conhecer neste vasto mundo vinícola canadense, um vinho para o dia a dia e com um preço bem acessível. Leve e descontraído, pode ser um bom companheiro de um bom papo ou mesmo para entradinhas mais leves. Vale provar.

Até o próximo!