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Wednesday, January 23, 2019

Feyzi Kutman Monosepage Cabernet Sauvignon 2010

A Vinícola Kutman é uma aventura que começou em 1896 com a iniciativa de Ali Paşazade Ahmet Efendi e continua na família a quatro gerações no Mürefte, na Turquia, a primeira aldeia onde começou. A Vinícola Kutman que processa meticulosamente as uvas de seus próprios 75 acres de vinhedos, bem como uvas coletadas de várias cidades, e assim transformando a variedade geográfica e climática da Turquia em uma vantagem, perseguindo a paixão da família e aumentando seu know-how com cada nova geração. Existem dois fatores importantes na produção de vinho. O primeiro é o conhecimento e a experiência e o segundo é fornecer uva de alta qualidade adequada para o vinho. A Vinícola Kutman está bem ciente da importância das vinhas. Trabalha não apenas com os membros da família, mas também junto com seus funcionários que são agora da família, para transformar a qualidade que vem dos vinhedos em um excelente vinho usando a tecnologia e métodos em desenvolvimento. A regra principal é a seguinte: O vinho pode ser produzido a partir de cada uva, mas cada uva não produz um vinho de qualidade. É por isso que a Vinícola Kutman cultiva as uvas vinícolas primárias e preferidas do mundo, como Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah, Chardonnay e Sauvignon Blanc, usando-as com sucesso em seus vinhos, em parte como monosepage (varietal - vinho produzido com um único tipo de uva), cortes (blend) e oferece-los ao gosto de seus consumidores. Várias espécies de uva locais cultivadas em diferentes regiões da Anatólia também tomam naturalmente o seu lugar na mistura de seus vinhos. As espécies Şenso e Karasakız da região da Trácia, Çalkarası de Denizli, Allicante de Manisa, Kalecik Karası de Ankara, Öküzgözü e Boğazkere de Elazığ e Diyarbakır são indispensáveis ​​para os vinhos tintos, enquanto as variedades Emir de Nevşehir, Sultaniye de Manisa e Semillon são consideradas para os vinhos brancos.


Sobre o Feyzi Kutman Monosepage Cabernet Sauvignon 2010, podemos ainda afirmar que o vinho foi elaborado com uvas 100% Cabernet Sauvignon e maturou por 10 meses em barricas de carvalho francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e com leve coloração também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas e negras em compota, especiarias, baunilha e alguma lembrança mineral.

Na boca o vinho mostrou corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos aveludados. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um belo vinho de um país que ainda não havia provado nada até o momento, a Turquia, e me sinto privilegiado de te-lo feito agora. Vale e muito a prova. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Thursday, September 14, 2017

La Conreria Priorat 2010

La Conreria d'Scala Dei, produtora do vinho de hoje, nasce da vontade e do entusiasmo de um grupo de pessoas historicamente ligadas ao Priorat, com o desejo de compartilhar com o mundo os vinhos magníficos que são feitos nesta terra. O nome da adega contém em si uma história e um legado que nos levam a conhecer uma antiga tradição. Situada na antiga vila de Scala Dei, à direita do belo Montsant (montanha santa) e ao lado do mosteiro do século 12, Cartoixa d' Scala-Dei, é hoje o símbolo da região de Priorat. Da antiga propriedade da família Rialp, houve a modernização de suas instalações para fazer os vinhos e compartilhar o legado histórico desta terra e suas pessoas nos magníficos arredores de Scala dei e Priorat e com seus visitantes. Com uma cuidadosa seleção de videiras e clusters, dos 265 hectares arrendados e de propriedade, e com todo esforço por trás de cada uma das 85.000 garrafas que são produzidas anualmente, esses vinhos se tornam realidade com a marca peculiar de El Priorat.


Sobre o La Conreria Priorat 2010, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir das castas Garnacha, Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah e Cariñena com fermentação malolática acontecendo em barrica onde permanece para amadurecimento sobre as leveduras por aproximadamente 3 meses. Após, o vinho ainda envelhece 4 meses em garrafa antes de ser liberado para o mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e praticamente incolores também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, eucalipto, especiarias, ervas, tabaco e algo de café com leite.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um excelente vinho espanhol provado por aqui. elegante, complexo e que evolui com o tempo em taça. Creio estar em seu ápice. Eu recomendo a prova.

Até o próximo.

Thursday, June 1, 2017

Castillo De Albai Rioja Reserva 2010

O vinho de hoje é produzido pela Pagos del Rey La Rioja, que foi inaugurada em 2006 e faz parte do grupo Felix Solis Avantis, líder no setor vitivinícola internacional - com presença em mais de 115 países. A Felix Solis Avantis é uma empresa familiar dedicada à produção de vinhos de qualidade, suco de uva e sangria, propriedade dos irmãos Solís de terceira geração, a família se esforça para unir tradição e inovação. A sede em Valdepeñas evoluiu para se tornar uma das maiores instalações de produção de vinhos com tecnologia de ponta no mundo. Sua presença em seis regiões vitícolas importantes na Espanha permite oferecer a mais ampla gama de variedades na indústria espanhola. A adega Pagos del Rey é uma das maiores em La Rioja, estando localizada junto a um antigo leito de rio com vista para o pico da montanha de Rioja Alavesa. Combina a tradição com a arquitetura moderna. Grandes chaminés e revestimentos de aço dominam a paisagem em vez de um navio. No entanto, os pilares de madeira de abeto adornam a delicada adega de barril. A família Solís trabalha em parceria com mais de 1.000 produtores de vinhos familiares que cobrem 3.500 hectares em La Rioja.


Falando sobre o Castillo De Albai Rioja Reserva 2010, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com 100% de uvas Tempranillo de vinhedos localizados ao norte da Espanha, perto do rio Ebro. Após a fermentação o vinho passa 18 meses em barricas novas de carvalho americano e mais 18 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas médias, ligeiramente coloridas também se mostraram presentes.

No nariz o vinho abriu com aromas de frutos vermelhos, coco, especiarias doces e picantes (pimentas, cravo, canela), toques animais e leve tostado ao fundo.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era longa duração.

Mais um belo vinho espanhol que passou aqui pela minha taça e que eu fiz questão de comentar por que eu acho que os espanhóis estão cada vez mais trazendo boas opções para o nosso mercado. Este, por exemplo, é vendido no Pão de Açúcar a preços acessíveis. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, April 24, 2017

Cantine Povero Priore Barolo DOCG 2010

Desde o plantio da primeira vinha, a família Povero, proprietária da Cantine Povero, sentiu um forte vínculo emocional e de posse em direção à sua própria terra, juntamente com o orgulho de poder continuar a tradição de seus ancestrais cujas raízes remontam a 1837. Hoje, mais de 150.000 vinhas, mais de 140 km de linhas que cobrem 45 hectares de vinhas situadas em Cisterna d'Alba, Canale d'Alba e San Damiano D'Asti (entre as áreas de Monferrato e Roero no Piemonte - Itália) são o mote da empresa, que evoluiu em termos de distribuição e seus vinhos se tornaram hoje "experiências engarrafadas para o mundo.


Sobre o Cantine Povero Priore Barolo DOCG 2010, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir de uvas Nebbiolo com passagem de 36 meses em barricas de carvalho. Sem mais delongas vamos as impressões sobre este grande vinho.

Na taça o vinho apresentou coloração rubi de média intensidade com reflexos granada, algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos secos, flores, alcatrão, fumo, especiarias, terroso e chocolate. Muito complexidade já demonstrada no nariz.

Na boca o vinho apresentou corpo de médio para encorpado, boa acidez (o que o tornou um belo amigo para comida) e taninos marcados mas de boa qualidade. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

O vinho é elegante, complexo e poderoso, como um Barolo que se preze, contando com um bom fator custo benefício em relação a outros irmãos da "sua raça". Se você quer conhecer um Barolo (ou já conhece e gosta), recomendo que prove este. Foi um dos vinhos que embalou as comemorações de abril por aqui.

Até o próximo!

Tuesday, February 21, 2017

Beni di Batasiolo Barbaresco 2010

O vinho é produzido pela gigante Beni di Batasiolo, que possui vinhedos em todas regiões localizadas dentro da premiada área vitícola de Barolo: Batasiolo, Morino, Cerequio e Brunate em La Morra; Boscareto e a histórica Briccolina em Serralunga d'Alba; Bricco di Vergne e Zonchetta em Barolo; Tantesi e Bussia Bofani em Monforte d'Alba. Decidindo dar um novo nome à propriedade, os irmãos Dogliani se inspiraram na vinha onde estão localizadas as sedes da propriedade. Foi assim que a nova vinícola, situada no meio dos contornos suaves da vinha de Batasiolo, passou a chamar-se "Beni di Batasiolo". No antigo dialeto local a palavra "beni" significa uma propriedade, e é essa idéia do vínculo indissolúvel existente entre o agricultor e a sua vinha, que é encapsulado no nome "Beni di Batasiolo". Produz todos os vinhos mais famosos cultivados nesta região, incluindo Barolo, Barbaresco, Barbera d'Alba Sovrana e Dolcetto d'Alba Bricco di Vergne, bem como grandes brancos como Moscato d'Asti Bosc dla Rei, Langhe Chardonnay Morino e Gavi del Comune di Gavi mas, sempre lembrando que o Barolo é o símbolo máximo da vinícola.


Sobre o Beni di Batasiolo Barbaresco 2010, podemos ainda acrescentar que é um vinho que é feito a partir de uvas Nebbiolo e é envelhecido em barris de carvalho eslavo e francês durante um mínimo de doze meses e, posteriormente, por mais doze meses em tanques de aço inoxidável. Após este período o vinho é engarrafado, onde continuará seu refinamento até a liberação ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi com reflexos granada, começando nas bordas e indo em direção ao corpo do vinho com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, espaçadas e sem cor também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos secos como ameixas e uvas passas, toques de flores, chocolate amargo, tostado e algo de amendoado.

Na boca o vinho apresentou corpo de médio para encorpado, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um belo vinho italiano e um ótimo companheiro de comida (como a maioria dos vinhos italianos o são). Foi comprado no Pão de Açúcar em uma daquelas promoções de últimos itens (embora não lembre o valor) e achei uma ótima compra. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, January 9, 2017

Manz Douro Tinto 2010

A família Manz mudou-se para a pacata vila de Cheleiros, Oeste de Portugal, em 2004 e rapidamente se apaixonou pelas pessoas e pelo local. O passado vitivinícola da região, de paisagem campestre e costumes perdidos, depressa cativou André Manz que, com o auxílio e conselhos dos locais, decidiu experimentar produzir vinho para consumo próprio. Praticamente esquecidas no pomar adquirido, repleto de uva tinta Castelões, existiam cerca de 200 cepas de uva branca, de uma casta que nem os jovens enólogos envolvidos no projeto conseguiam identificar. Descoberta a sua origem e nome – Jampal – André foi desaconselhado a prosseguir com a sua produção. Os motivos residiam na restante oferta, em abundância, e na fraca rentabilidade em larga escala de Jampal – motivo pelo qual estava quase extinta no país. Mas o objetivo do produtor estreante não seria o de produzir em quantidade: “Eu não quero fazer muito vinho, quero fazer bom vinho”, explicou. O resultado foi surpreendente: o seu vinho era diferente de tudo o que se havia provado até então, constituindo uma oportunidade de negócio inesperada e o mote para a produção de outras castas portuguesas tintas mais antigas, assim como para a exploração de vinhas nas regiões nobres do Alto Douro e Palmela.


Sobre o Manz Douro Tinto 2010, podemos ainda afirmar que é um vinho feito a partir de um corte das uvas Touriga Nacional e Tinta Roriz (50% cada) com Maturação e estágio de 20 meses em depósito de inox e sem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de média para grande intensidade com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e sem coloração também faziam parte do conjunto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos em compota, notas florais e algo de especiarias.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais um bom vinho português degustado por aqui, que é uma boa opção em sua faixa de preço. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, June 28, 2016

San José De Apalta Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2010

A história da vinícola San José Apalta data dos anos 1970, quando a família fundadora da casa, família esta dedicada a agricultura por toda a vida, resolveu que era hora de partir em busca de um sonho de ter um vinhedo próprio. Depois de experimentar por mais de 20 anos o manejo e cultivo de uvas, resolveu que era hora de apostar pesado na expressão do terroir único em que se encontram, ou seja, Apalta, sub região do Vale do Rapel. Além disso, também em meados dos anos 90 investiu pesadamente em novas tecnologias inerentes ao mundo do vinho e na elevação dos patamares de qualidades empregados em seus vinhos.


Sobre o San José De Apalta Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2010 podemos ainda dizer que é um vinho feito com uvas Cabernet Sauvignon de um vinhedo conhecido como Las Capras, na região de Apalta, no Vale do Rapel e que passa de 8 a 12 meses de envelhecimento em barricas de carvalho. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos negros, especiarias, chocolate, alcaçuz, tabaco e toque mentolado ao fundo.

Na boca o vinho era encorpado, com boa acidez e taninos quase mastigáveis. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um belo exemplar de vinho chileno, corpulento e saboroso porém mantendo certa elegância. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, May 16, 2016

Tierra Imperial Reserva Tempranillo 2010

Fechando um domingão porreta de bom, resolvemos sentar ao sofá e assistir um filme enquanto a fome não vinha, havíamos almoçado como reis afinal de contas, e para acompanhar o filme resolvi por bem desarrolhar uma garrafa de vinho. Pretendia algo descompromissado e provavelmente sem maiores expectativas. Entretanto, quando levei a taça ao nariz a primeira vez fiquei intrigado. Depois a segunda, terceira, quarta vezes e o vinho me cativou e fez por merecer estar por aqui hoje. Estou falando do Tierra Imperial Reserva Tempranillo 2010.


A Bodegas Verduguez, produtora do vinho em questão, é uma empresa familiar (atualmente na quarta geração), na cidade de Villanueva de Alcardete, na parte oriental da província de Toledo, na fronteira com a província de Cuenca. A Bodega está registrada no Conselho Regulador da DO La Mancha que apoia e destaca a alta qualidade de seus vinhos. A adega atual foi fundada no mesmo ano em que foi construída, 1950, só que com outro nome. A partir de 1994 o atual presidente, Miguel Angel Verduguez Morata, num claro compromisso com a qualidade, começou a mudar a produção de vinhos tintos e brancos, e ao invés de vendê-los a granel, passou para o desenvolvimento de vinhos varietais puros com a preparação e caracterização necessária para atender às necessidades do mercado.

Sobre o Tierra Imperial Reserva Tempranillo 2010, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Tempranillo e que passa por 12 meses de envelhecimento em barricas de carvalho e posterior descanso em garrafa nas caves por no mínimo 24 meses antes de ser liberada ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade, algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, ligeiramente mais lentas e sem cor também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, orégano seco, pimenta, baunilha e tostado.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Mais um excelente vinho espanhol que provo por aqui, ainda mais se levando em conta o custo benefício. O vinho era tão equilibrado, que nem percebi que a garrafa foi esvaziando. Impressionante! Eu recomendo, e muito, a prova do vinho. É mais um vinho do Clube de Vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo!

Até o próximo!

Thursday, May 12, 2016

Fontanafredda Barolo 2009: Peso pesado italiano

Uma comemoração sempre merece um vinho a altura não é mesmo? Embora a data em si soe comercial (Dia das Mães) eu gosto de ter a oportunidade (cada vez mais rara nos dias de hoje) de juntar a família e as pessoas que gostamos para podermos sentar juntos a mesa e mesmo que por alguns breves momentos, compartilhar um a companhia do outro. E eu escolhi um vinho que considero acima da média dos que provamos regularmente, para acompanhar a refeição do domingo. Estou falando do Fontanafredda Barolo 2009.


No coração do Piemonte vitícola - nas colinas do Langhe - a Fontanafredda, produtora do vinho de hoje, nasceu: crônicas da época relatam que "ao fim de 17 de junho de 1858" uma área de 138.82 "giornate Piemontesi" (aproximadamente 54 hectares.) de propriedade de Roggeri Giacomo, filho de Giovanni Battista em Serralunga d'Alba, foi registrado sob a propriedade privada de Vittorio Emanuele II rei da Sardenha. O rei, que estava perdidamente apaixonado por Rosa Vercellana, também conhecido como "La Bela Rusin", uma plebéia e filha de um grande major a serviço de sua majestade, deu toda a parcela de terreno para ela, fazendo-a Condessa de Mirafiori e Fontanfredda um ano depois. A história de Fontanafredda tinha começado, mas não como um negócio propriamente dito, até vinte anos depois, em 1878, graças à clarividência de Emanuele Guerrieri, Conde de Mirafiori, filho do rei e Bela Rusin, um empresário nobre que dedicou sua vida ao vinho com uma abordagem muito moderna.

Já sobre o Fontanafredda Barolo 2009, podemos afirmar que é um vinho feito 100% com uvas Nebbiolo oriundas de vinhedos localizados em toda a área de cultivo de Barolo, que abrange onze aldeias ao sul de Alba. Após a fermentação o vinho passa pelo menos 24 meses em tonéis de madeira eslovena e pelo menos 12 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração rubi com reflexos granada de média intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, escassas e mais lentas também faziam parte do conjunto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas florais, de frutos secos (ameixa seca, uva passa, etc.), tabaco e toques terrosos, cravo, canela e algo de chocolate. 

Na boca o vinho mostrou corpo médio+, boa acidez e taninos marcados porém de boa qualidade. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo, saboroso e muito elegante.

Um bom vinho italiano que provamos por aqui, é um Barolo de entrada se assim podemos dizer mas que, se você quer conhecer a tipicidade e se deliciar com um exemplar sem quebrar sua conta bancária, pode apostar. Eu recomendo.

Até o próximo!

Tuesday, May 10, 2016

Quinta de Chocapalha Tinto 2010

A Quinta de Chocapalha fica junto à Aldeia Galega, estendendo-se pelas colinas soalheiras do Alto Conselho de Alenquer, Região Demarcada a noroeste de Lisboa. As sua vinhas com longa historia, encontram-se referenciadas desde o século XVI pela sua excelência e pertenciam a Diogo Duff, escocês destinto com insignia "Torre e Espada"pelo Rei D. João VI. Alice e Paulo Tavares da Silva adquiriram-na na década de 80, tendo operado significativos investimentos nos 45 ha de vinhas. A introdução de novos métodos de cultivo, permitiu à família consolidar a qualidade e a reputação dos seus vinhos. A responsabilidade enológica está a cargo da filha do casal, a reputada Sandra Tavares da Silva. Só na vindima de 2000, momento em que as vinhas atingiram a sua maturidade e qualidade pretendida, decidiu-se proceder ao engarrafamento dos melhores vinhos aí produzidos. A charmosa casa sede desta quinta foi construída em 1780. A adega atual ficou pequena e tem 2 lagares com pisa a pé. Uma adega nova bem equipada, muito bonita e encravada no meio das vinhas, foi inaugurada nas vindimas de 2012. As tradições desta quinta foram preservadas. O número de lagares com pisa a pé foi aumentado para 4.


Já sobre o Quinta de Chocapalha Tinto 2010, podemos ainda acrescentar que é um corte das uvas Tinta Roriz, Touriga Nacional, Castelão, Alicante Bouschet e Syrah, sendo que a fermentação foi feita em lagares, durante 12 dias, e com utilização de robô para pisa. O vinho estagiou durante 18 meses em barricas de carvalho francês de segundo e terceiro usos. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi com reflexos granada, algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e em pouca quantidade também faziam parte do conjunto visual.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos escuros em compota, flores e algo que me fez pensar em mineral, embora não conseguisse identificar ao certo o que era.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e delicioso.

Mais um ótimo vinho português que conhecemos por aqui, degustado no nosso restaurante português mais querido, o Ora Pois na Serra da Cantareira. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, May 9, 2016

Vinha da Tapada Coelheiros Tinto 2010

Criada em 1981, a Herdade dos Coelheiros (produtora do vinho de hoje) é uma empresa familiar que, através dos anos conseguiu o reconhecimento da produção de vinhos de indiscutível qualidade, quer no mercado português quer internacionalmente. A sua história de excelência começou com o lançamento do primeiro vinho rotulado Tapada de Coelheiros em 1991. A Herdade dos Coelheiros, localizada no conselho de Arraiolos, conhecido pelas suas bordadeiras que fazem um dos mais belos artesanatos típicos de Portugal, os famosos Tapetes de Arraiolos, decidiu homenagear a identidade cultural desta terra nos rótulos dos seus vinhos. Desde então, o portfólio de vinhos e de outros produtos foi crescendo gradualmente, em resultado não só de uma gestão cuidada dos recursos naturais da propriedade, mas também fruto de grande dedicação e desenvolvimento das diferentes atividades de produção oferecidas pelos 800 ha de terra que permitem a produção de produtos de excelência.


Sobre o Vinha da Tapada Coelheiros Tinto 2010, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir de uvas Aragonez, Trincadeira, Cabernet Sauvignon e Syrah com fermentação completa em cubas de inox e envelhecimento de 6 meses em carvalho francês e 4 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade, algum brilho, boa limpidez e leve halo granada. Lágrimas finas, rápidas, espaçadas e sem cor também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos em compota, flores, toques terrosos e algo de especiarias.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirmou o olfato e o final era de longa duração.

Um belo vinho português, saboroso e que está sempre a chamar o próximo gole. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, April 26, 2016

Fuligni Rosso di Montalcino Ginestreto 2010

O Fuligni Estate, produtor do vinho de hoje, se espalha por cerca de cem hectares totalmente cultivadas de terra em uma faixa quase contínua no lado leste de Montalcino, onde, historicamente, a produção mais autêntica de Brunello emergiu. As vinhas, que se estendem por mais de dez hectares, estão localizadas principalmente em Cottimelli, com altitudes que variam de 380 a 450 metros acima do nível do mar. As caves estão localizados em Cottimelli (cerca de três quilômetros de Montalcino na direção de Siena) em uma residência original do século 18, que já fora uma vez a residência dos Grão Duques da família Médice. Degustações de vinho também são realizadas em tais instalações, em quartos recentemente restaurados que usaram para acomodar um pequeno mosteiro de monges no século 16. Os Viscondes de Fuligni (título de nobreza da época), eram uma família veneziana que mudou para a Inglaterra no século 14, capitaneando uma tropa de mercenários a serviço do rei Edward III. Com a sucessão de Absburg- Lorraine ao Grão-Ducado, Luigi Fuligni foi transferido para a Toscana como general da nova soberania e, por volta de 1770, recebeu uma extensa concessão de terras em Maremma. A tarefa de Luigi Fuligni era fazer acontecer a recuperação das terras, desejo do monarca da época. Foi assim que Giovanni Maria Fuligni estabeleceu-se em Montalcino, no início de 1900 e começou a produzir vinho, assim como sua família havia feito anteriormente, predominantemente na área em torno Scansano em Maremma.


Sobre o Fuligni Rosso di Montalcino Ginestreto 2010 podemos acrescentar que é um vinho feito com 100% de uvas Sangiovese e que tem passagem de 6 meses por barricas francesas de carvalho. A curiosidade fica por conta de como o vinho recebe seu nome, a partir de pequenos arbustos emaranhados e floridos chamados Ginestra, comuns na região onde as vinhas se encontram. Vamos ao que interessa?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi de média intensidade com halo granada, algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e em pouca quantidade também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, especiarias, flores, toques terrosos e de alcaçuz.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, taninos marcados mas de boa qualidade e muito frescor. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um belo vinho italiano degustado por aqui, os Rossos muitas vezes me encantam por lembrarem muito de seus irmãos mais velhos, os Brunellos, mas por possuírem preços bem mais em conta. O vinho está em seu auge, creio que não irá evoluir mais e se você tiver algum ai na sua adega, recomendo que abra e aproveite. Eu recomendo.

Até a próxima!

Friday, April 15, 2016

1865 Limited Edition Syrah 2010

O 1865 Limited Edition Syrah 2010 é produzido pela Viña San Pedro, fundada em 1865, e é hoje uma das maiores e mais antigas do Chile exportadores de vinho e uma das vinícolas mais importantes do país. O vinhedo principal, adega subterrânea e a centenária adega da San Pedro estão localizados em Molina, no Vale do Curicó, a 200 km. ao sul de Santiago. Lá, a Viña San Pedro tem uma das mais extensas áreas plantadas com vinhas na América Latina, com 1.200 hectares. Enquanto isso, a San Pedro tem mais de 1.500 hectares plantados no Vale Central e outros grandes vales vinícolas do Chile, como o Elqui, Casablanca, San Antonio-Leyda, Maipo, Cachapoal, Maule e Bío Bío, sempre à procura de novas e melhores fontes para os seus vinhos. A Viña San Pedro faz parte do grupo chamado VSPT Wine Group, o terceiro maior grupo de vinhos no Chile e o segundo maior exportador de vinho chileno.


Já sobre o 1865 Limited Edition Syrah 2010, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com 100% de uvas Syrah oriundas das melhores vinhas da Viña San Pedro atualmente, no Vale do Elqui. Tais vinhas foram plantadas em meados dos anos 90 e estão localizadas a mais de 700 metros acima do nível do mar. Finaliza com passagem de 14 meses em barricas francesas, cerca de 60% novas e as restantes de segundo uso. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração violácea de grande intensidade, quase sem brilho e com boa limpidez. Parecia quase tinta de caneta. Lágrimas finas, de média velocidade e coloridas também tingiam as paredes da taça.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos negros maduros, alcaçuz, tabaco, especiarias, chocolate e leve toque floral.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, com boa acidez e taninos maduros e quase mastigáveis. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e muito saboroso.

Sem dúvida um baita vinho chileno, que quando percebi já tínhamos zerado a garrafa e ficamos com aquela sensação de que beberíamos mais, caso estivesse disponível. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, April 5, 2016

Pasquale Cantina & Montessu IGT: A Itália em sua melhor forma!

Um passeio em família que culmina com um belo almoço, merece sempre o bom e o melhor. E, imbuído desta missão, procurei um lugar que apresentasse um comida que nos confortasse, um ambiente que nos acolhesse e que coubesse no bolso. Foi ai que descobri a Pasquale Cantina, no coração do bairro boêmio da Vila Madalena, zona Oeste de São Paulo. Afinal era por ali que aproveitávamos que era feriado e a cidade estava mais vazia e menos tumultuada para fazer um pouco de turismo em São Paulo.

A Pasquale Cantina é um dos restaurantes em São Paulo certificados pelo "Ospitalità Italiana", cujo objetivo é avaliar a hospitalidade e a tradição italiana, sendo que os requisitos para a certificação englobam desde a presença de, ao menos, um funcionário fluente em italiano até a proposta gastronômica, que deve conter pratos e vinhos da tradição do país e serem elaborados com produtos comprovadamente de origem italiana. E isso não é difícil para o Sr. Pasquale Nigro, dono do lugar, e sua origem lá na Puglia. Tendo suas portas abertas em 2001, a cantina se viu obrigada a diversas expansões ao longo do tempo, dada a fama que se abateu por lá. Entretanto, conseguiu ao longo destas mudanças, manter as tradições e o bom atendimento do passado, aliado a um ambiente rústico e sem formalidades. O único por menor é que como existem ambiente abertos, não existe ar condicionado e em dias mais quentes, pode ser um problema. Existe ainda por lá uma bela seleção de antepastos e entradinhas caseiras que valem conhecer. Além disso, o lugar funciona também como um empório, onde você pode comprar massas frescas, molhos prontos, antepastos, vinhos e acessórios.


Os pratos que pedimos estavam dentro de uma seleção "mais vendidos" do cardápio, e não decepcionaram. Eu optei pelo famoso Pene à “Pérola Negra” (molho a base de tomate picado, mozarella de búfala, alho, azeitonas pretas, pancetta, manjericão e pecorino romano), simplesmente perfeito, rústico nos sabores, que eram harmônicos entre si e com a massa al dente, exatamente como eu gosto. Já minha esposa foi no tradicional “Spaghetti à Carbonara” que também não decepciona e você pode ainda, alternar entre a pancetta e o bacon para compor seu molho. Por fim, minha filha foi de Orecchiette à Caprese, com bastante mozarella de búfala, manjericão e tomate cereja numa massa que parecem pequenas conchinhas, cozidas a perfeição.


Uma refeição destas não poderia deixar de contar com um belo vinho para acompanhar. E a escolha recaiu sobre o Montessu IGT 2010. Este vinho é produzido pela Agricola Punica, uma joint venture entre Sebastiano Rosa, o homem por trás do vinho Sassicaia, a Cantina de Santadi, a Tenuta San Guido, Antonello Pilloni presidente da Santadi e do lendário enólogo Giacomo Tachis. Em 2002, a Agricola Punica comprou uma terra de 170 hectares dividida em duas propriedades: Barrua e Narcao, situadas na zona sudoeste da Sardenha, em uma área conhecia como "Sulcis Meridionale". As vinhas situadas em Barrua e Narcao caracterizam-se por 15 hectares de Carignano, plantados em 1990 e 50 hectares de novas plantações de Carignano, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot. Os solos são muito profundos e rochosos, com uma boa parcela de argila. A Agricola Punica produz dois vinhos com base na uva Carignano, Barrua e Montessu ambos IGT Isola dei Nuragui, nome que remete às torres antigas de pedra construídas por nuraghes que habitaram esta ilha do período neolítico até 238 AC, quando a Sardenha passou a fazer parte do Império Romano.

Sobre o Montessu IGT 2010, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir de uvas Carignano, Syrah, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon e Merlot. Passa ainda por amadurecimento e envelhecimento em barricas de carvalho francês durante 15 meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi de média para grande intensidade com ligeiro halo granada nas bordas. Algum brilho, boa limpidez e lágrimas finas, rápidas e sem cor.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos negros, café com leite, alcaçuz, especiarias, chá preto e algo mentolado também.

Na boca o vinho era encorpado, taninos marcados, rústicos mas de boa qualidade e uma gulosa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e marcante. 

Uma bela refeição e um belo vinho italiano para fechar um passeio em família de maneira magistral. Eu recomendo a prova, da cantina e do vinho. Quem ainda não foi, deve ir . Penso que não se arrependerá.

Até o próximo!

Wednesday, March 30, 2016

Pedra Cancela Seleção do Enólogo 2010

E eis que estamos as voltas com mais um belo exemplar português por aqui, este, da região do Dão. Eu sou muito suspeito pra falar sobre vinhos portugueses, mas, seja pelo motivo que for, a questão é que eu bebo muito vinho português. Seja pela descendência (afinal todos temos um pouco de sangue português na nossa família e eu, mais ainda, tenho uma portuguesa de carteirinha em casa), seja pela relação preço-qualidade ou mesmo por que eu adoro os vinhos portugueses. E hoje nos vemos as voltas com o Pedra Cancela Seleção do Enólogo 2010. Vamos ver o que descobrimos sobre ele?


Os vinhos Pedra Cancela, da região demarcada do Dão, são produzidos pelo Engenheiro João Paulo Gouveia. Os vinhos representam bem a sua origem do Dão, vinhos intensos, elegantes e com muito carácter. A Quinta, de aproximadamente 8 hectares, encontra-se em Oliveira de Barreiros, em Viseu, considerada a capital da região do Dão.

Já sobre o Pedra Cancela Seleção do Enólogo 2010, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a base das uvas Touriga Nacional, Tinta Roriz e Alfrocheiro. Além disso, este vinho passa por 16 meses de envelhecimento em barricas de carvalho francês e americano. Vamos então as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com algum brilho e alguma limpidez. Lágrimas finas, rápidas e quase incolores também faziam parte do aspecto visual.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos vermelhos, especiarias, flores e leve toque mineral.

Na boca o vinho o vinho mostrou corpo médio para encorpado, belíssima acidez e taninos sedosos. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um ótimo vinho português, delicioso e fácil de beber. Para harmonizar, fomos de bacalhau assado na brasa com batatas aos murros, prato composto de postas de bacalhau com batatas, molho de cebola com alho e azeite. Aliás, como fui relapso. Degustamos o vinho e o bacalhau no restaurante já famoso por aqui, o Ora Pois Restaurante. Eu recomendo a prova, do vinho e, se já não tiveram a oportunidade de conhecer o Ora Pois, recomendo também o restaurante.

Até o próximo!

Wednesday, March 16, 2016

Maurizio B Martino Ripasso Valpolicella Classico Superiore 2010

A família Biscardo, produtora do vinho em questão, têm feito vinhos em sua sede em Soave a mais de 150 anos, e as operações são atualmente lideradas pelos irmãos Maurizio e Martino Biscardo. Famoso por seus espumantes Prosecco e tintos baseados na uva Corvina, eles também estão envolvidos em um projeto fascinante na Puglia. Durante o curso da longa e ilustre carreira de Maurizio, ele prestou consultoria para outras vinícolas bem conhecidas ao redor da Itália e ao fazer isso, ele se deparou com os vinhedos que fornecem as uvas para seus vinhos na Puglia. Ambos os vinhos Pugliese e Veneto são caracterizados por uma drinkability perigosa, pureza aromática e custo benefício excepcional.



Sobre o Maurizio B Martino Ripasso Valpolicella Classico Superiore 2010 podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir das uvas Corvina, Rondinella e Molinara e que, além disso, foram fermentadas com as cascas e borra restantes da fermentação dos vinhos Amarone. Depois, o vinho passa por maturação em madeira por um ano e posterior amadurecimento de pelo menos seis meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos finalmente as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração rubi violácea de média para grande intensidade, algum brilho e limpidez. Lágrimas ligeiramente mais gordinhas, lentas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros, frutos secos, chocolate, especiarias, flores e algo de madeira seca.

Na boca o vinho tinha corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos macios e suaves. O retrogosto confirmava o olfato e o final era longo e delicioso.

Um belíssimo exemplar deste vinho italiano conhecido como o irmão mais novo do Amarone. Um vinho equilibrado, complexo e harmonioso. Eu recomendo a prova. Adorei.

Até o próximo!

Monday, March 7, 2016

Tierra Imperial Oaked Selection Tempranillo, Shiraz & Merlot 2010

A Bodegas Verduguez, produtora do vinho, é uma empresa familiar (atualmente na quarta geração), na cidade de Villanueva de Alcardete, na parte oriental da província de Toledo, na fronteira com a província de Cuenca. A Bodega está registrada no Conselho Regulador da DO La Mancha que apoia e destaca a alta qualidade de seus vinhos. A adega atual foi fundada no mesmo ano em que foi construída, 1950, só que com outro nome. A partir de 1994 o atual presidente, Miguel Angel Verduguez Morata, num claro compromisso com a qualidade, começou a mudar a produção de vinhos tintos e brancos, e ao invés de vendê-los a granel, passou para o desenvolvimento de vinhos varietais puros com a preparação e caracterização necessária para atender às necessidades do mercado.


Sobre o Tierra Imperial Oaked Selection Tempranillo, Shiraz & Merlot 2010, posso ainda acrescentar que o vinho é um blend onde a Tempranillo predomina (60%) e as outras uvas se encontram em proporções iguais (20% cada). Passagem de 4 meses por barricas de carvalho para envelhecimento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade com algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias, e algo de chocolate.

Na boca o vinho tinha corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos marcados e firmes, mas de boa qualidade. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um bom vinho espanhol que provamos por aqui, que me faz cada vez mais tentar conhecer e descobrir novos vinhos vindos de lá. Eu recomendo e muito a prova. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Tuesday, October 20, 2015

Epcot International Wine and Food Festival: Sonho dentro do sonho!

A frase a seguir já está se tornando figura carimbada por aqui, mas, desta vez por um bom motivo. Peço desculpas a meus leitores pelo curto período de ostracismo do blog, mas estava em merecidas e curtas férias. Por isso ficamos alguns dias sem postar por aqui. Mas a boa notícia é que, a viagem renderá alguns posts interessantes, assim como o de hoje. Espero que gostem.


A mudança de estação (do verão para o outono) em Orlando, nos Estados Unidos , não só trás um pequeno alento nas altas temperaturas (pero no mucho) mas também uma mudança gastronômica em um dos parques do complexo da Walt Disney World, o Epcot Center. E essa mudança trás sabores exclusivos e experiências internacionais inesquecíveis para amantes de um bom vinho e uma boa culinária. É o famoso Epcot International Wine and Food Festival. Em sua vigésima edição, escolha entre as diversas opções de conhecer e provar vinhos, comidas e cervejas, tais como festas, jantares harmonizados, degustações, seminários, encontros com celebridades e chefes famosos entre as várias opções disponíveis. O evento acontece de 25 de Setembro até 16 de Novembro.Enquanto você estiver no parque, visite também o Festival Welcome Center, que oferece brindes comemorativos, itens de cozinha, uma livraria e um bar de vinhos. Maiores informações em https://disneyworld.disney.go.com/pt/events-tours/epcot/epcot-international-food-and-wine-festival .


Em tempos de dólar alto, no entanto, a maioria das opções ficam bem salgadas para nós meros mortais. Entretanto existe salvação. Mais de 25 quiosques espalhados pelo parque, mais especificamente na área chamada de "World Showcase", que vendem porções gourmet de pratos típicos de vários países e doses que começam com 4 onças de bebidas (cervejas e vinhos além de algumas bebidas "espirituosas") também destes países. Os preços variam entre 3 e 9 dólares em média. Imagine provar um boeuf bourguignon em um ambiente que te remeta a França, provar champagnes também neste mesmo ambiente ou ainda um vinho americano ou uma cerveja IPA como um bom americano? Foi isso que eu fiz, aproveitando da minha predileção pelos vinhos italianos, escolhi um vinho de lá pra provar e segui para o pavilhão da Itália. Chegando lá, em uma loja que mais parecia uma bottega de vinos em uma cidadela medieval italiana, procurei e achei algo interessante. Estou falando do Sartori di Verona Amarone della Valpolicella DOC 2010. Vamos ver o que sabemos sobre o vinho e quais foram as impressões?


O vinho é produzido pela Vinícola Sartori di Verona, cuja origem data de 1898. Foi neste data que Pietro Sartori comprou Villa Maria, uma vinha com uma pequena adega em anexo, no coração do bairro de Valpolicella da região do Vêneto, para garantir uma fonte de vinho de alta qualidade para o seu hotel. Isto marcou o advento da Sartori di Verona. Alguns anos mais tarde, o filho de Pietro, Regolo, construiu a adega para o core business da família, e na década de 1950 os dois filhos de Regolo expandiram a adega e trouxeram estes vinhos ao reconhecimento internacional, exportando-os ao redor do mundo. Hoje, Andrea Sartori, bisneto de Pietro, está no comando.

Sobre o Sartori di Verona Amarone della Valpolicella DOC 2010, podemos acrescentar que é um vinho cujo corte é composto por 50% Corvina, 30% Corvinone, 15% Rondinella e 5% Cabernet Sauvignon. Estas uvas são colhidas manualmente e passam pelo processo de secagem em esteiras de madeira por 100 dias. Após este processo passa por um processo de fermentação tradicional e finalmente por envelhecimento ao longo de um período mínimo de 3 anos em barris de carvalho eslavo. Vamos finalmente as impressões?

Na taça o vinho se mostrou de coloração rubi violácea brilhante e límpida com ligeiro halo granada. Com relação ao nariz, o vinho apresentou aromas de frutos secos e passas (uva, cereja), toques de chocolate amargo, especiarias doces e ligeiro floral. Na boca o vinho se mostrou encorpado, com taninos bem marcados e quase mastigáveis e um delicioso frescor. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso. Sem dúvidas, um grande vinho italiano.

O que mais eu posso dizer? Viajar para a Disney é sempre um sonho pra mim e nesta oportunidade, poder ainda conciliar esta visita a uma feira de vinhos e gastronomia é sempre mais gostoso. Quem puder ir, mesmo em tempos de dólar a 4 reais, não irá se arrepender. Eu recomendo.

Até o próximo!

Friday, July 31, 2015

LFE 900 Single Vine: Um show de carácter e elegância do Chile!

A história de Viña Luis Felipe Edwards (LFE), produtora do vinho, remonta a 1976, quando Luis Felipe Edwards Sr. adquiriu a propriedade Fundo San José de Puquillay, localizado no Vale do Colchágua. A propriedade fica situada em um vale em forma de ferradura isolado, separado do majestoso e coberto de neve Andes pelo de seus cumes,San Fernando. Naquela época, ele plantou 60 hectares de vinhas, entre elas principalmente Cabernet Sauvignon, Malbec, Merlot e Carmenère. No início dos anos noventa, Luis Felipe Sr. decidiu fazer vinho com seu próprio nome e assim construiu uma moderna adega, equipada com a mais recente tecnologia no estado da arte da vinificação. A primeira safra, Luis Felipe Edwards Cabernet Sauvignon 1994, foi lançado no mercado internacional no final de 1995. A Viña Luis Felipe Edwards tem crescido desde então com o intuito de ser a maior empresa de vinhos de propriedade 100% familiar do Chile, com 1.850 hectares de vinhedos e tendo seus produtos exportados para mais de 70 países; duas gerações estão ativamente envolvidas em manter a marca sinônimo de qualidade e os valores familiares tradicionais nos dias de hoje.


Falando sobre o LFE 900 2010, podemos dizer que o vinho é um blend de 36% de Syrah, 22% de Petite Syrah, 20% de Cabernet Sauvignon, 18% de Mouvedre, 2% de Petit Verdot e 2% de Malbec. Tais uvas são colhidas nas alturas das colinas do Vale do Colchagua, a 900 metros acima do nível do mar, num clima mais fresco e luminoso do que nas partes mais baixas do vale. Não encontrei informações sobre envelhecimento em barricas, então arrisco dizer que não passa por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração violácea de grande intensidade, algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também escorriam pelas paredes da taça.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros bem maduros, especiarias e tabaco doce.

Na boca o vinho era encorpado, de boa acidez e com taninos macios e domados. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um belo vinho chileno, que comprado por R$ 89,00 no Pão de Açúcar, me pareceu um bom negócio. Eu recomendo.

Até o próximo!

Friday, June 19, 2015

Cascina Del Monastero Barbera D'Alba Lepriè 2010: la bella Italia!

Vez ou outra pinta por aqui um vinho diferente, uvas menos badaladas e produtores nem tão conhecidos assim. Bom, eu sempre estou em busca de algo nestes moldes e quando a indicação é boa, vamos atrás. Eu, como sonhador inveterado que sou, estou sempre sonhando com a Itália (palco do meu casamento e de uma das mais incríveis viagens que já fiz) e por isso mesmo, é sempre uma celebração quando vinhos de lá aparecem por aqui. Eis que hoje é dia do Cascina Del Monastero Barbera D'Alba Lepriè 2010.


O vinho é produzido pela "La Cascina Del Monastero", situada no sopé do Langhe (região do Piemonte), na aldeia de "Annunziata di La Morra", a poucos quilômetros de Alba e os principais centros do Langhe, e uma hora e meia de Milão, Gênova e Turim. A propriedade conta com uma fazenda B & B que oferece muito mais do que apenas alojamento. Em sua chegada, você é transportado no tempo, visitando a esplêndida adega do século 18, onde são produzidos os vinhos. A história de "La Cascina del Monastero" começou em 1926, quando Alessio Grasso, um produtor de vinho de Treiso, tornou-se o proprietário do Cascina Luciani e os vinhedos que cercam a fazenda. Um digno herdeiro do fundador foi encontrado no neto de Alessio Giuseppe, que administra o negócio hoje com sua esposa Velda, e eles estão prontos para um dia passar o leme para seus filhos Loris e Giada, o mais recente na linha de uma família dedicada às colinas do Langhe.

Já sobre o Cascina Del Monastero Barbera D'Alba Lepriè 2010, acrescentamos que é um vinho feito com 100% de uvas Barbera de um vinhedo antigo e que produz pequenas e selecionadas quantidades de uvas. Fica localizado em Perno, um bairro periférico de Monforte d'Alba. Por fim, o vinho passa 12 meses em barricas de carvalho seguidos 3 anos em garrafa. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor rubi violácea de média intensidade, algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas, bem separadas entre si e sem cor também faziam parte do aspecto visual. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas maduras, tons terrosos e florais e algo de tostado no fundo da taça. 

Na boca o vinho mostrou corpo médio, acidez bem marcante e taninos finos. Retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um belo vinho sem duvida nenhuma, elegante e rústico e que deve cair bem com a culinária italiana, massas com molhos mais cremosos e risotos. Eu recomendo.

Até o próximo!