Showing posts with label Vêneto. Show all posts
Showing posts with label Vêneto. Show all posts

Wednesday, March 16, 2016

Maurizio B Martino Ripasso Valpolicella Classico Superiore 2010

A família Biscardo, produtora do vinho em questão, têm feito vinhos em sua sede em Soave a mais de 150 anos, e as operações são atualmente lideradas pelos irmãos Maurizio e Martino Biscardo. Famoso por seus espumantes Prosecco e tintos baseados na uva Corvina, eles também estão envolvidos em um projeto fascinante na Puglia. Durante o curso da longa e ilustre carreira de Maurizio, ele prestou consultoria para outras vinícolas bem conhecidas ao redor da Itália e ao fazer isso, ele se deparou com os vinhedos que fornecem as uvas para seus vinhos na Puglia. Ambos os vinhos Pugliese e Veneto são caracterizados por uma drinkability perigosa, pureza aromática e custo benefício excepcional.



Sobre o Maurizio B Martino Ripasso Valpolicella Classico Superiore 2010 podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir das uvas Corvina, Rondinella e Molinara e que, além disso, foram fermentadas com as cascas e borra restantes da fermentação dos vinhos Amarone. Depois, o vinho passa por maturação em madeira por um ano e posterior amadurecimento de pelo menos seis meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos finalmente as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração rubi violácea de média para grande intensidade, algum brilho e limpidez. Lágrimas ligeiramente mais gordinhas, lentas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros, frutos secos, chocolate, especiarias, flores e algo de madeira seca.

Na boca o vinho tinha corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos macios e suaves. O retrogosto confirmava o olfato e o final era longo e delicioso.

Um belíssimo exemplar deste vinho italiano conhecido como o irmão mais novo do Amarone. Um vinho equilibrado, complexo e harmonioso. Eu recomendo a prova. Adorei.

Até o próximo!

Wednesday, May 14, 2014

Vinícola Italiana Masi expandindo seus negócios em terras brasilis

A Vinícola Masi, com sua grande história ligada a região do Vêneto, na Itália, começou um forte movimento expansionista nos últimos anos, criando braços da empresa em outros lugares fora do Vêneto e subjacências, como Tupungato na Argentina. Com o nome derivado de um vale da região do Vêneto, o "Vaio dei Masi", aliás como não poderia deixar de ser, resolveu agora criar um vinho com sotaque italiano em solo brasileiro. E o parceiro escolhido aqui foi a Vinícola Vallontano, cujo enólogo Luís Henrique Zanini é também conhecido pela visão e forte ímpeto experimental (vide todo seu trabalho relacionado aos vinhos Era dos Ventos, por exemplo).


A aproximação entre ambas vinícolas, Masi e Vallontano, se iniciou ainda em 2006 quando os donos da Vinícola Masi, entre eles Sandro Boscaini, decidiu se embrenhar pelo mundo a fora, a procura de vinhedos e vinícolas que de alguma maneira tivessem alguma ligação ou criassem alguma lembrança relacionadas ao seu Vêneto querido. Como sabemos, o sul do país e principalmente a região vitivinícola do Vale dos Vinhedos e adjacências tem uma forte ascendência do norte da Itália então não é difícil entender o por que da escolha por nosso país como um dos focos deste projeto de internacionalização da Masi. O projeto de um vinho elaborado com o processo nos mesmos moldes do processo para produção dos grandes amarones (passificação/secagem das uvas) dava início então em 2007. A idéia aqui é expressar através de tal processo o terroir brasileiro e explorar todas as possibilidades que isto abria. E não pensem que isto foi fácil e rápido. Para chegarem a composição final do vinho com as uvas tannat, teroldego e ancelota e algumas outras castas (não reveladas ainda), muita coisa foi testada quase que de forma artesanal.

Extraoficialmente o vinho, batizado de Oriundi, deu suas caras no último evento da importadora Mistral, o Encontro Mistral 2014. Existe a expetativa, no entanto, que a apresentação oficial do vinho para o mercado ocorra apenas no mês que vem, com a presença do pessoal da Masi aqui em nosso país. Ainda não conheço o vinho, mas se mantiver o patamar de qualidade que os vinhos com o sobrenome Masi costumam carregar, não vejo como não dar certo. Só nos resta aguardar.

De qualquer forma, desejo o maior sucesso na empreitada ao Zanini e aos seus parceiros, pois além de tudo, é o nome do vinho brasileiro que está em jogo e mais do que nunca, apesar de ter uma visão um pouco diferente em determinados aspectos quando falamos de vinho brasileiro, espero vê-lo brilhar no mercado interno e externo.

Até o próximo!

Monday, January 20, 2014

Torresella Pinot Grigio 2012

Em mais uma de nossas tentativas de fazer receitas que nunca havíamos cozinhado, o final de semana foi o escolhido para uma "Moqueca Capixaba" adaptada. Explico. Como teríamos convidados que iriam viajar e que não eram muito fãs de pimentão e pimenta, resolvemos deixar estes dois ingredientes de fora desta vez. A moqueca foi feita com cebola, cebolinha, coentro, postas de cação, tomate, azeite, açafrão e gotas de azeite de dendê. E é claro que precisávamos de um vinho, de preferência bem fresco, para acompanhar o prato. O escolhido foi então este Torresella Pinot Grigio 2012, um italiano básico do Vêneto.


A Cantina Torresella está localizada na região do Vêneto, na parte oriental da Itália, uma área de colinas e planícies amplas ao longo do Mar Adriático, a meio caminho entre Veneza e Trieste. A terra , com seu solo aluvial de argila e calcário, tem sido conhecida por seus vinhedos superiores desde os tempos romanos. Foi fundada pelo Conde Gaetano Marzotto , que criou um empreendimento de 4.000 hectares em torno da vinícola , cedendo o terreno para rendeiros, de quem ele comprou as melhores uvas para os seus vinhos. Ao longo dos anos, Torresella foi inovadora em técnicas de vinificação moderna, com o objetivo de produzir vinhos frescos, leves e de qualidade consistente a preços acessíveis. A Cantina Torresella produz seis 100% varietais. Há dois vinhos brancos, Pinot Grigio e Riesling , dois vinhos tintos , Pinot Noir e Nero d' Avola , e dois vinhos espumantes, prosecco e frisante . Os vinhos são extremamente fiéis às suas características varietais, com ênfase no frescor e complexidade de frutas.

Sobre o vinho em si, um IGT do Vêneto feito com 100% de uvas Pinot Grigio, com pouco ou quase nenhum contato do mosto com as cascas e sem envelhecimento em barricas ou garrafa. Atinge apenas 12% de graduação alcoólica. Vamos as impressões.

Na taça uma bonita e brilhante cor amarelo palha bem clarinha, quase transparente. Lágrimas finas, rápidas e abundantes.

No nariz o vinho presentou aromas de frutas de polpa branca como maçã e pera.

Na boca um vinho de corpo leve e boa acidez. Retrogosto confirma o olfato e adiciona um pouco de citricidade. O final é de curta duração.

Não é um grande vinho, mas cai bem com o verão e pratos mais leves. Se tivesse adicionado pimenta e pimentão ao prato teria cometido um grande erro. Da maneira como foi feito, caiu bem. Vale a prova. Custou cerca de 45 dinheiros.

Até o próximo.

Wednesday, April 17, 2013

Corbec 2009 #malbecworldday #CBE

Apesar de não fazer parte oficialmente da CBE (Confraria Brasileira de Enoblogs - Confraria virtual de blogueiros de vinho) fui convidado a participar da edição deste mês da confraria em virtude de todas as ações relacionadas ao #malbecworldday e obviamente não poderia recusar. E mais do que nunca gostaria de agradecer novamente ao grande Deco Rossi (do blog Enodeco, embaixador da Wines of Argentina no Brasil e outras facetas mais) por ter me incluído na ação.


O vinho Corbec é parte do trabalho da gigante italiana Masi em solo argentino, onde misturando todo seu know how com os terroirs da Argentina, vem galgando incrível sucesso com suas criações. Este vinho é um corte inusitado da uva italiana Corvina (70%) com a uva franco-argentina Malbec (30%) sendo que a primeira ainda passa por um processo chamado de "passificação", onde as uvas são colocadas em esteiras de madeiras e secadas ao sol a fim de concentrar o açúcar e demais constituintes (área inclusive em que a Masi é expert no assunto e marca registrada dos vinhos Amarone). Após o processo de passificação, as uvas são fermentadas separadamente em tanques de inox para depois do corte, ficarem maturando por 18 meses em barricas de carvalho. Vamos as impressões sobre o vinho.

Na taça o vinho tinha uma linda cor violácea intensa, escura e quase impenetrável. Lágrimas finas, rápidas e devidamente coloridas compunham também o aspecto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas escuras em compota, toques de especiarias e lembrança de chocolate ao fundo. Com algum tempo em taça também pude notar toques de tostado. Os aromas pareciam se revezar na taça.

Na boca o vinho se mostrou encorpado e ao mesmo tempo aveludado, com taninos finos, redondos e macios. Acidez extremamente viva. Retrogosto trazendo muita fruta em compota com toques de especiarias. Final de longa duração.

Um baita vinho sem duvida nenhuma. Foi harmonizado com um belo bife a parmegiana e vou dizer, sem sombra de dúvida, que foi muito bem. Eu recomendo a prova. E o repeteco. E a prova de novo. Um vinho pra chamar de meu.

Até o próximo!