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Tuesday, May 12, 2020

Hopes End Red Blend 2017

A história da Hopes End Wines começa com a viagem de um médico, Dr. William Thomas Angove, em 1886, de Londres na Inglaterra com direção a uma das mais distantes terras no planeta, a Austrália, em busca de uma vida melhor. Ao chegarem em Port Misery, ao sul da Austrália porém, se deparou com uma situação um pouco diferente da imaginada: um pântano escuro, uma terra sem leis e sem princípios, muito distante do que se imaginava por novos começos. Mas foi ai a grande sacada, imaginando que se fora o destino que havia o trazido pra lá, assim seria. E nomeou o lugar como "Hopes End", algo como sem esperanças em uma tradução livre de minha autoria. Este local se encontrava ficava no sopé de Adelaide. Depois de estabelecer uma prática médica, o Dr. Angove logo se viu experimentando a produção de vinho, inicialmente usando o que produzia como tônico para seus pacientes. Inicialmente, o Dr. Angove plantou 10 acres de vinha e produziu mesa seca e vinho fortificado. Ele logo encontrou uma crescente base de clientes rapidamente transformando seu hobby em um negócio.


Falando agora sobre o Hopes End Red Blend 2017, podemos dizer que o mesmo é um blend de uvas Syrah, Grenache, Petit Verdot e Malbec com alguma passagem por madeira, pequena é verdade. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração violácea de grade intensidade com bom brilho e muita limpidez .Lágrimas finas, de média velocidade e coloridas se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, couro, baunilha, chocolate e toques terrosos. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso. 

Esse vinho foi o fiel escudeiro de costelinha de porco assada e purê de batatas, posição esta que assumiu com honras e glória, fazendo bonito no quesito harmonização.

Até o próximo!

Wednesday, July 11, 2018

Coyam 2014

A vinícola Viña Emiliana está localizada nos principais vales de vinho do Chile: Valle de Casablanca, Valle del Maipo, Valle del Cachapoal, Valle de Colchagua e Valle del Bio-Bio. Dessa maneira, aproveita-se ao máximo os benefícios que cada uma destas diferentes geografias têm à oferecer à cada variedade de uva e seus respectivos cultivos. Ela se caracteriza por produzir apenas vinhos orgânicos e biodinâmicos, de forma a preservar o equilíbrio natural da vida, do ser humano e do meio ambiente. Produzir vinhos desta maneira torna-os no final mais saudáveis, únicos e de melhor qualidade.


Falando sobre o Coyam 2014, podemos acrescentar que é um vinho feito a partir de uvas Cabernet Sauvignon (12%), Carmenère (17%), Malbec (3%), Merlot (31%), Mourvèdre (3%)e Syrah (34%). Após a colheita, seleção e fermentação das uvas, o vinho estagia durante 14 meses em barricas de carvalho (80% francês e 20% americano). Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea profunda, brilhante e limpida. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias, chocolate, toques terrosos e herbáceos.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um belo vinho chileno, ícone da vinícola e um dos tops quando falamos de vinhos do chile. Eu recomendo a prova. Foi o fiel escudeiro de um belo corte de short rib e fez a alegria da noite.

Até o próximo.

Monday, April 23, 2018

Los Intocables Black Malbec 2016

No último dia 19 de abril tivemos a comemoração do Malbec Day em São Paulo, na Casa Traffo, evento este que acontece em diversos países, onde a Wofa - WINES OF ARGENTINA - exalta a uva ícone do país. Durante o evento foram abordados obviamente vinhos da uva Malbec e alguns outros. A celebração trouxe aos apreciadores e amantes dos vinhos, um evento descontraído, com música, food trucks, e com diferentes comidas para harmonizar com os diversos estilos de vinho que cada vinícola oferecerá para degustação. Como é de praxe por aqui resolvei trazer um destaque pessoal, um vinho que se sobressaiu neste mar de Malbecs que foi o Los Intocables Black Malbec 2016 da Finca Las Moras.


Criada em 1992 como uma vinícola experimental, a Finca Las Moras, após anos de estudos e experimentos, se transformou no primeiro produtor de vinhos de alta qualidade da região de San Juan, localizado ao norte de Mendoza, na Argentina. Seu nome provém de árvores que produzem um fruto chamado "mora" e que cercam a região da vinícola. Liderados pelo enólogo Eduardo Casademont e com uma proposta inovadora de redescobrir essa região, essa vinícola premiada como a melhor da Argentina em 2013 pela IWSC (International Wine & Spirit Competition), tem como objetivo produzir vinhos de qualidade e estilo internacional respeitando a natureza e aplicando práticas sustentáveis.

Falando um pouco especificamente sobre o Los Intocables Black Malbec 2016, podemos ainda dizer que o mesmo é feito a partir de uvas Malbec cuidadosamente selecionadas, com um rendimento muito baixo de cachos por planta e, vejam que curioso, passando por um processo de produção inovador, que contempla uma maturação do vinho de 12 meses em barricas de carvalho Bourbon. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e bem coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos em compota, chocolate, caramelo, fumaça e algo de flores. No fundo de taça também notei notas torradas.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos bem redondinhos. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um vinho que soube aliar muita elegância e complexidade a já conhecida pujância do Malbec argentino. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, March 13, 2018

Pireko Malbec 2016

Rodolfo Spielmann nasceu e cresceu na Argentina, tendo fundado a Spielmann States seguindo seu sonho de produzir vinhos tintos premium em seu país de origem. Desenvolvou esse empreendimento tendo vivido e trabalhado mais de 25 anos no exterior, entre Europa, EUA e América do Sul. Aprendeu a apreciar e coletar vinhos das principais regiões vinícolas da Europa e dos EUA, decidindo elaborar seus próprios vinhos single vineyard em Mendoza. Em 2009, descobriu e adquiriu o vinhedo de 30 hectares com o núcleo de videiras de Malbec plantadas em 1910 e imediatamente concentrou sua gestão na produção de uvas premium. Obteve a primeira safra em 2010, o ano do centenário das vinhas de Malbec. A partir desse momento até o presente, o produtor de vinhos Pepe Galante e Spielmann mantiveram o foco nos vinhos ultra premium e aumentaram ligeiramente o portfólio de vinhos para quatro. Toda sua produçãoo tem como base 4 fatores: uma vinha única na Calle Cobos em Perdriel, Mendoza; velhas cepas de Malbec plantadas em seu porta-enxerto em 1910 que produzem alguns cachos de bagas concentradas; um foco em baixos rendimentos, com uma pequena quantidade de uvas por planta; micro-vinificação, um processo de vinificação para a melhor extração de cor, aroma e sabor das uvas.


Vamos falar agora do Pireko Malbec 2016, um vinho feito com uvas 100% Malbec oriundas do vinhedo da Spielmann em Cobos (Perdriel, Lujan de Cuyo, Mendoza), colhidas a mão. Como a intenção do enólogo e da vinícola é a expressão da fruta em si, este vinho não tem passgem por madeira, ambas a fermentação alcoólica a malolática ocorrem em tanques de inox onde o vinho descansa por alguns poucos meses antes de ser engarrafado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, ligeiramente mais lentas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, flores e leve toque apimentado ao fundo.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um vinho com estilo jovem e fresco, com acidez equilibrada que lhe confere uma ótima elegancia, o que o faz notar porque convida a beber sempre o próximo gole. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Thursday, February 22, 2018

Hey Malbec 2016: Descontração e sutileza neste Malbec argentino

Matías Riccitelli nasceu em Cafayate - Salta, uma pequena cidade no norte da Argentina, onde se respira vinho. Viajante e sonhador incansável, já em Mendoza se desenvolveu como enólogo de uma das vinícolas mais prestigiadas da Argentina. Após inúmeras colheitas feitas pelo mundo, onde ele estava recolhendo pequenas e grandes histórias, decide misturar tudo que foi aprendido ao longo de sua carreira e os ensinamentos transmitidos por seu mentor e pai, Jorge Riccitelli, para criar em 2009 a Riccitelli Vinhos. A adega está localizada em Las Compuertas, a 1100 m de altitude, a área mais alta do tradicional Luján de Cuyo, onde possui 20 hectares de vinhas antigas. Trabalha também com os pequenos produtores nos melhores terroirs ao pé da Cordilheira dos Andes entre 1000 e 1700 metros acima do nível do mar, como Gualtallary, Chacayes, Altamira e La Carrera. Em 2015 nós iniciou um novo projeto, revalorizar vinhas velhas na Patagônia Argentina, criando sua linha de Vinhas Velhas, Semillon, Merlot e Malbec de vinhas plantadas no final dos anos 60, localizado nas margens do Rio Negro.


Falando agora sobre o Hey Malbec 2016, podemos ainda afirmar que o vinho é produzido 100% com uvas Malbec, "a mais emblemática da Argentina"(segundo o enólogo), de vinhas desde Lujan de Cuyo até as alturas do Vale de Uco. Cerca de 80% do vinho passa por um processo de fermentação tradicional, realizada a uma temperatura controlada em tanques de aço inox enquanto os 20% restantes tem os bagos colocados inteiros e fermentados por maceração carbônica. Por fim, 70% do vinhoamadurece em pequenas piscinas de concreto e os 30% restantes em barricas de carvalho francês. Vamos finalmente as impressões a cerca deste vinho?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea profunda com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, flores, especiarias e toques de baunilha.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, muita acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um Malbec argentino que mostra uma outra interpretação da uva, com mais acidez e frescor, deixando o vinho mais leve e gostoso de ser bebido. Foi o fiel escudeiro de uma costela de porco ao sal grosso e olha, não fez feio. Eu recomendo a prova. Este vinho é trazido pela Winebrands e vale o quanto custa.

Até o próximo!

Thursday, January 25, 2018

Loma Larga Quinteto 2014

Don Manuel Escudero Joaquin Diaz Alvarez de Toledo, bisavô dos proprietários da Loma Larga Vineyards, trouxe pessoalmente em sucessivas viagens a Paris e Bordeaux, cepas as quais ele plantou com consultoria de enólogos também franceses, em sua propriedade agrícola "Chacra Victoria", localizada ao leste do que hoje é a rua Santa Rosa, da cidade de Santiago. Com o sonho de manter viva essa tradição vitivinícola, o que levou seus ancestrais a produzir vinhos de alta qualidade, que foram inclusive exportados para a Europa, a família começou a plantar as vinhas que existem atualmente na Loma Larga Vineyards ainda em 1999. Anteriormente porém, ainda em 1994 se iniciaram os estudos de clima e solos para entender o potencial do "Terroir" da Loma Larga". Os vinhos vêm de 100% da nossa vinha em Casablanca. O vinho é produzido em quantidades limitadas no Fundo Loma Larga. Para este fim, os melhores quartéis da vinha foram selecionados fazendo um manuseio muito fino, produzindo em média um máximo de 6 toneladas por hectare para a linha Loma Larga e de 9 toneladas por hectare para a linha Lomas del Valle com o objetivo de alcançar uma grande concentração e um bom amadurecimento fenólico em uma área fria como Casablanca. Este lento amadurecimento da uva é devido à variação das temperaturas extremas entre o dia e a noite. Uma brisa fria do Oceano Pacífico causa esse fenômeno no vale. Esta característica, além dos solos pobres nas colinas, Lomas e Cerro Foothills, permitiram um terroir excepcional para o vinho.


Falando sobre o Loma Larga Quinteto 2014, podemos ainda afirmar que o vinho é um blend de 42% Merlot, 34% Cabernet Franc, 21% Syrah, 2% Cabernet Sauvignon e 1% Malbec onde parte das castas passa por malolática em barricas com posterior amadurecimento nas mesmas (10 meses para Syrah e Malbec, se entendi corretamente) sendo que as demais castas ficam somente em tanques de inox para posterior blend. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, folhas secas, especiarias e um toque mentolado.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e tanios macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um ótimo vinho de um pequeno produtor chileno e que se mostrou complexo e equilibrado na medida a agradar o mais variados paladares. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Friday, March 31, 2017

La Celia Pioneer Reserva Malbec 2014

A Finca La Celia nasceu em 1890, quando Eugenio Bustos, depois de adquirir terras no Vale de Uco, começou a construir a sua vinícola. Sua filha, Celia Bustos, herdeira da propriedade após muito trabalho transformou a terra em prósperos vinhedos. A Finca La Celia foi a primeira vinícola a instalar-se no Vale do Uco, zona considerada uma das melhores de Mendoza. Seus vinhos estão presentes em mais de 35 países e são divididos em categorias que satisfazem as necessidades, preferências e exigências dos diversos consumidores.


Sobre o La Celia Pioneer Reserva Malbec 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Malbec oriundas de San Carlos, Vale de Uco, em Mendoza na Argentina e cerca de 80% do vinho estagia por 9 meses em barricas de carvalho francês antes de ser liberado ao mercado. Sem mais delongas, vamos então às impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, em grande quantidade e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos bem maduros, especiarias, flores e toques de chocolate e tostado.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, ótima acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um bom Malbec para o dia a dia, mais fresco e menos pesado do que comumente e que surpreendeu positivamente. Foi comprado em um promoção no Pão de Açúcar e valeu a prova, eu recomendo que provem.

Até o próxima!

Tuesday, March 7, 2017

Malma Finca la Papay Malbec 2014

A Bodega Malma nasceu como parte do novo desenvolvimento do projeto vitivinícola em San Patricio del Chañar, província de Neuquén, na Patagônia Argentina, uma região que desponta no mapa vitivinícola e destaca por seus vinhos de alta qualidade. A adega introduziu seus vinhos no mercado no ano 2004 e continua exportando seus produtos para o mundo desde esse momento. A Bodega Malma pertence às famílias Viola e Eurnekian, que adquiriram a adega no ano 2009, para continuar com o crescimento da região vitivinícola patagônica e se afirmar no negócio do vinho de alta gama no nível mundial. Junto com seu Enólogo, Sergio Pomar, e o Enólogo Consultor Roberto de la Mota, foi desenhado o portfólio de produtos e trabalhamos na pesquisa do potencial de cada micro-parcela de terra para as diferentes variedades.


Sobre o Malma Finca la Papay Malbec 2014, podemos afirmar que o mesmo faz parte de uma linha composta por vinhos mais jovens, com envelhecimento parcial em barricas o que pode conferir alguma complexidade. Em suma, um vinho 100% Malbec onde cerca de 20% do vinho permanece em barricas de carvalho francês e americano por 8 meses para envelhecimento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, de média velocidade e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, flores, chocolate e toques minerais.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom Malbec argentino, fresco e bem fácil de beber. Foi bem com uma boa pizza em família. Eu recomendo a prova. 

Até o próximo!

Wednesday, August 24, 2016

Susana Balbo e seus belíssimos vinhos

Ainda repassando os eventos passados que participei nestes últimos tempos, hoje venho falar de um evento que ocorreu no mês de julho passado e que também trouxe muita coisa boa, nova e também repaginadas. Estou falando de um um encontro com a Susana Balbo, que esteve em São Paulo e conduziu uma degustação com rótulos novíssimos de sua vinícola, além de seus já consagrados vinhos premium. Além disso, mostrou que o vinho não precisa ter essa cara sisuda com o qual é normalmente apresentado. Susana Balbo é a primeira enóloga mulher da Argentina e recebeu inúmeros prêmios devido à qualidade internacional de seus vinhos. Deste evento, trago alguns destaques nas linhas abaixo.


O primeiro destaque é a renovação dos rótulos e de toda comunicação visual da linha Crios, linha de entrada da Susana Balbo que definitivamente é a mais conhecida no nosso mercado brasileiro. Os vinhos desta linha são conhecidos por seu estilo frutado característico, descomplicado e para o dia a dia. Agora os rótulos da linha passam a ostentar um visual mais "vintage-moderno" buscando uma maior conexão com um público mais jovem e "descolado". O símbolo da linha Crios, a famosa mão espalmada, foi mantido, porém numa dimensão menor e ao lado de outras informações valiosas para "novatos" no mundo do vinho tais como breve descrição do vinho, notas de degustação e dicas de harmonização. Além disso, a vasta gama de uvas e blends faz com que o consumidor consiga descobrir características típicas de cada casta além de se aventurar em vinhos que transmitem certa segurança e excelente custo benefício. Dentre os destaques, um Torrontés fresco e bem com a cara do calor característico do nosso país e um Malbec distinto, menos opulento e potente, buscando muito frescor e a facilidade de se beber. Vale ressaltar que a entrada da nova geração da família de Susana, mais especificamente sua filha Ana Lucía Lovaglio, tem muita responsabilidade também nestas mudanças.


Em segundo lugar, gostaria de destacar também um lançamento feito na época do evento, que é o Susana Balbo Signature Rosé, ainda não disponível no mercado (tinha uma previsão de chegada de até 90 dias) mas que se mostrou um vinho delicioso e também com cara de Brasil. Um blend de Malbec e Pinot Noir com muito frescor, bom corpo e estrutura, muita fruta vermelha e cítrica, toques florais e minerais, daqueles vinhos que lembram uma boa piscina com amigos e familiares ou até um encontro com uma pessoa especial, por que não? O problema? O preço um pouco salgado que poderá afastar o público: será comercializado por cerca de 190 reais. De qualquer maneira vale conhecer, eu que não sou fã de rosés achei este vinho incrível.


Falando agora da linha considerada super premium, o destaque fica por conta do vinhaço BenMarco Expressivo, um blend das uvas Malbec, Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon do terroir de Gualtallary, com estagio de 14 meses em barricas de primeiro uso. Um vinho que trás aromas de frutos escuros e vermelhos, chocolate, especiarias e que é opulento, suculento com taninos macios e redondinhos. Não é exatamente um lançamento, mas vale sempre provar este vinho. Eu o interpretei como o melhor da noite, mais pronto para o consumo mas que mesmo assim me parece ter ainda uma boa estimativa de guarda.


Por fim não poderia deixar de fora o vinho ultra premium e top do finíssimo Nosotros Francis, um belo blend das uvas Malbec, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Tannat oriundas do Vale do Uco com estágio de 15 meses em barricas de carvalho francesas de primeiro uso. Como resultado um vinhaço suculento, opulento, encorpado mas extremamente macio e saboroso, trazendo muita fruta vermelha e escura madura, especiarias, alcaçuz, baunilha e toques florais. Muita complexidade também é seu carro chefe. Como todo vinho top, seu preço é salgado mas vale para uma ocasião mais especial. Eu recomendo muitíssimo a prova, ao menos uma vez deste vinhão.

Vale lembrar que os vinhos da Susana Balbo são trazidos ao Brasil pela Cantu Importadora, que foi a organizadora deste belíssimo evento.Um evento ousado, descomplicado e que mostra como estamos atrasados em relação ao consumo de vinhos no Brasil. De qualquer maneira, precisamos de mais incentivos como estes. 

Até o próximo!

Monday, June 13, 2016

Punta de Flechas Malbec 2011

A paixão pelo vinho que corre no sangue francês da família Rothschild nasceu em 1868, quando James de Rothschild comprou o Château Lafite. Depois de mais de um século de história da família ligada ao mundo do vinho, Baron Edmond de Rothschild (bisneto de James) levou a aventura ainda mais adiante em 1973 com a aquisição de dois vinhedos Cru Bourgeois em Listrac e Moulis-en-Médoc: Château Clarke e Château Malmaison. Em seguida, ele fundou a Compagnie Vinicole Baron Edmond de Rothschild. Com cuidadosa atenção aos detalhes, as propriedades foram restauradas e modernizadas, as videiras foram replantadas, mantendo ao mesmo tempo uma sensação familiar. Desde então, a Compagnie Vinicole se abriu para o mundo sob a liderança do Barão Benjamin de Rothschild. Em particular, estabeleceu parcerias estratégicas com outras famílias que têm o mesmo espírito empreendedor e paixão pelo vinho. A Compagnie Vinicole comprou 250 hectares na Argentina, em 1999, perto da Cordilheira dos Andes para produzir vinhos de qualidade. As vinhas foram plantadas gradualmente a partir de 1999 em diante. A adega foi construída em 2003 e está em operação desde a colheita de 2004, que marcou o nascimento da Flechas de los Andes. A construção da adega foi um empreendimento ambicioso. A sua decoração e layout foram concebidos pelo artista de ficção científica Philippe Druillet e sua arquitetura é única. O uso de setas é a característica marcante da concepção, ecoando a marca visual da família Rothschild, ao mesmo tempo, honrando o estilo das fazendas tradicionais da Argentina. As estruturas e os detalhes arquitetônicos (pátio, galeria, portões, etc.) foram todos feitos por maçons locais, marceneiros, serralheiros e artesãos com ênfase em materiais regionais. Hoje, a adega em Flechas de los Andes é bem conhecida em toda a província de Mendoza.


Já sobre o o Punta de Flechas Malbec 2011, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com 100% de uvas Malbec da região de Vista Flores, em Mendoza, na Argentina, com passagem de 14 meses em barricas de madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou cor violácea de grande intensidade com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas ligeiramente mais lentas e gordinhas, além de coloridas, também compunham o conjunto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos frescos, flores, baunilha e leve toque especiado.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom Malbec argentino, fresco e bem fácil de beber. Vai bem num dia desses de frio, como os que tem feito por aqui. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Wednesday, May 4, 2016

Doña Paula Selección de Bodega Malbec 2011

Mais um achado diretamente da festa em celebração ao Dia Internacional da Malbec, ou simplesmente #malbecworldday, este Doña Paula Selección de Bodega Malbec 2011 pode se dizer que é uma bela expressão da casta em solo argentino, além de aliar muita elegância e frescor.


Fundada em 1997, a bodega Doña Paula (produtora do vinho), é considerada uma vinícola "Estate" por ter 100% das uvas utilizadas para produzir seus vinhos provenientes de vinhedos próprios. O cuidado minucioso para todos detalhes em suas vinhas garantem uma qualidade constante e um estilo próprio em seus vinhos, que mostram a expressão mais clara de cada terroir. A Doña Paula tem atualmente 703 hectares de vinhedos localizados nas melhores áreas de Mendoza, procurando em cada propriedade, o clima ideal e a combinação de solo para cada variedade.

Sobre o Doña Paula Selección de Bodega Malbec 2011, podemos acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Malbec, sendo o resultado de um blend de 3 terroirs distintos: Finca El Alto, cujos solos são principalmente argilosos; Finca Alluvia, que tem minerais e solos rochosos; e por fim Finca Los Indios, que tem solos calcários e arenosos. Estas vinhas velhas são plantadas em altitudes que variam entre 1.050 e 1.350 metros acima do nível do mar. O envelhecimento se dá por 16 meses em barricas de carvalho francês de primeiro e segundo usos. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com algum brilho e limpidez. Lágrimas ligeiramente mais gordinhas e lentas, além de coloridas, também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, flores, tabaco, couro e algo de especiarias. Depois de um tempo também apareceu um pouco de baunilha e tostado.

Na boca o vinho era encorpado, muito fresco e com taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e adiciona um toque que me lembrou algo mineral, sem conseguir identificar ao certo o que era. O final era longo.

Mais um belo vinho argentino postado por aqui, que se destaca pela elegância e pelo frescor ante o mar de vinhos hermanos desta uva que povoam o nosso mercado. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, May 2, 2016

Colomé Lote Especial Malbec 2013: Diretamente do #MalbecWorldDay!

No último dia 17 de abril foi celebrado o Dia Internacional da Malbec, esta uva tão querida pelos brasileiros em geral e que, apesar de ter origem na França, alcançou prestígio e divulgação pelos vinhos vindos da Argentina. E muitas ações foram criadas para a divulgação e celebração desta data. O #MalbecWorldDay foi criado pela Wines of Argentina para tal e, expandindo as celebrações para todo o mês de abril, tivemos no último dia 28 de Abril um belo evento em um espaço inédito: o Vila Butantan, espaço de convivência para compras, lazer e gastronomia. E foi lá que degustei o vinho que falaremos por aqui hoje, que é o 


A Bodega Colomé, produtora do vinho de hoje, foi fundada no ano 1831, provavelmente a cargo do governador espanhol de Salta, Nicolás Severo de Isasmendi e Echalar. No ano 1854, sua filha Ascensión, unida em matrimonio com José Benjamín Dávalos, introduziu na Colomé as videiras francesas Malbec pré-filoxera e Cabernet Sauvignon. Três vinhedos de 4 hectares cada um, os quais datam daqueles tempos, ainda produzem uvas que formam parte de vinho Colomé Reserva. A Bodega Colomé pertenceu às famílias Isasmendi-Dávalos ao longo de 170 anos. Em 1969, a família Rodó adquiriu a estância e a bodega, conservando-a durante 13 anos. Raúl Dávalos, descendente direto da família Isasmendi-Dávalos, recuperou a antiga propriedade da família no ano 1982 e a conservou até que o Grupo Hess a adquiriu em 2001. A partir de então plantaram vinhedos até chegar às 140 has atuais distribuídos em 4 estâncias, edificaram novas instalações para a bodega com a última tecnologia e equipamentos. Na atualidade a Bodega Colomé colhe e elabora mais de meio milhão de litros e exporta seus vinhos a mais de 25 países do Mundo.

Sobre o Colomé Lote Especial Malbec 2013, posso ainda acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Malbec de vinhedo único com mais de 10 anos de idade, alturas médias de 2300 metros acima do nível do mar e plantado em pé franco. Para envelhecimento e afinamento, o vinho passa por 12 meses em barricas de carvalho. Vamos finalmente as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração púrpura de grande intensidade, algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas se despendiam pela parede da taça, 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos negros, especiarias e chocolate.

Na boca o vinho era encorpado, com boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um belo vinho argentino, embora seja mais moldado ao estilo de vinhos do novo mundo, é também elegante e tem bom frescor o que o torna mais fácil de beber. Não fica pesado após os primeiros goles. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Wednesday, April 13, 2016

Rutini Cabernet Malbec 2013: nostalgia e qualidade argentina na taça

Hoje vou falar de um vinho que eu tenho muito carinho e que, vez ou outra, já provei por mais de uma vez e não sei ao certo o por que ele ainda não se encontrava neste blog. A questão é que este foi um dos primeiros vinhos que provei quando comecei a entender minimamente sobre esta deliciosa bebida de Bacco e que eu considero um vinho certeiro no quesito qualidade. Veja, não estou comparando com nenhum outro vinho ou com qualquer escola vinícola ao redor do mundo e simplesmente dizendo que é um vinho bem feito e que me trás conforto. Sem maiores delongas, vamos ver o que podemos falar sobre a vinícola e sobre o vinho?


A tradição vinícola da Família Rutini começa no início do século XIX, em Le Marche, Itália, quando Francisco Rutini produzia e vendia vinhos artesanais entre os seus vizinhos de Ascoli Piceno. Mais tarde, seu único filho, Felipe Rutini, emigrou para a Argentina para continuar a tradição da família e legado. Foi em Coquimbito, uma pequena, mas próspero distrito de Maipú, na província de Mendoza, que Felipe começou seu projeto Rutini: a Bodega La Rural. Don Felipe continuou a desenvolver vinhedos em Maipú e, em seguida, expandir suas operações nas áreas de Los Corralitos (Guaymallén) e Medrano (Rivadavia). Esta expansão duplicou a capacidade que tinha até então. Após a sua morte, em 1919, seus filhos estão no comando do projeto. A família Rutini foi uma das pioneiras a se envolver com plantações de vinhas em Tupungato, no coração do Valle de Uco, em 1925. Naquela época, Tupungato nada mais era do que uma parada na estrada que levava às montanhas mendocinas. Hoje, 90 anos após a epopeia da família Rutini a Tupungato, o lugar é sem dúvida uma das regiões vinícolas mais famosas de Mendoza e da Argentina. Em outubro de 2008 a construção da nova adega no Vale do Uco começou. No final de fevereiro de 2009, o batismo das instalações foi realizada com a chegada das primeiras uvas. No total, a Rutini Wines (nome utilizado pelo empreendimento atualmente) tem uma propriedade de 385 hectares de vinhedos, todos em um intervalo de altitude de 1050 a 1250 metros. As linhas "Rutini" e "Trumpeter" são produzidas exclusivamente na adega de Tupungato. Já em La Rural, sua adega inicial em Coquimibito, Maipú, produz todas as outras marcas da família: San Felipe, La Vuelta, Pequeña Vasija, entre outras, focadas principalmente no mercado argentino.

Finalmente, sobre o Rutini Cabernet Malbec 2013 podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir de um corte 50% - 50% de Cabernet Sauvignon e Malbec oriundas de Tupungato e La Consulta, respectivamente, ambos em San Carlos, Mendoza. Tem passagem de 12 meses em madeira, 50% em barricas novas de carvalho francês e 50% em barricas novas de carvalho americano. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e levemente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, flores, especiarias, baunilha e leve tostado ao fundo. 

Na boca o vinho tinha corpo médio +, taninos sedosos e acidez na medida. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

O vinho foi consumido no Outback, acompanhando uma bela costelinha suína ao molho barbecue, que aliás, é um dos meus pratos preferidos. A untuosidade da gordura da carne aliada a certa picância do molho fizeram jus a robustez do vinho. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Friday, March 11, 2016

Fuzion Tempranillo - Malbec 2012

Eu gosto muito de escrever aqui, com o intuito de dividir com quem tem a paciência de parar e ler meus textos, ainda mais quando eu entendo que o assunto ou vinho a ser comentado no dia acrescenta um algo a mais e auxilia pessoas a consumirem esta bebida que tanto gostamos. Acima de tudo, quando estou comprando meus vinhos e os provando, eu também busco por preços que caibam no meu bolso e por vinhos que muitas vezes por entregam qualidade superior ao quanto custam. E este é o caso do vinho de hoje, do Fuzion Tempranillo - Malbec 2012.


O vinho é produzido pela Fuzion Wines, vinícola radicada em Mendoza cuja missão é retratar a Argentina, sua sofisticação, sua história, sua diversidade e sua cultura. Tida como um país que é a mistura e a expressão única de Velho e Novo Mundo, a Argentina seria uma mescla de ambos, uma "fusão", e isto é o que representa a Fuzion Wines. Rubén Ruffo é o enólogo chefe da Fuzion Wines. Ele completou a sua licenciatura em enologia lá por Mendoza, ainda em 1990, na Universidade Juan Agustin Maza. Desde então, ele participou de diversas safras ao lado de nomes tais como a Familia Zuccardi lá na Argentina e outras ao redor do globo. A equipe é complementada pelo engenheiro agrônomo Bernardo Nerviani, que chefia o departamento de viticultura da vinícola. A produção dos vinhos Fuzion Wines começa obviamente nas vinhas, onde as uvas são colhidas manualmente e isto, juntamente com a tecnologia, grande paixão e cuidado em cada detalhe faz com que produzam vinhos da mais alta qualidade. Dando continuidade as informações acima, o Fuzion Tempranillo - Malbec 2012 é um vinho formado por um blend de 70% de uvas Tempranillo e 30% de uvas Malbec sem passagem por madeira. Sem mais delongas, vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias e leve floral. 

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez trazendo bastante frescor e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom vinho argentino, mais fresco que usualmente comparado aos vinhos de lá e fácil de beber, por um preço que convida, cerca de 50 dinheiros. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, February 1, 2016

Tolentino Winemaker's Selection Malbec 2014

Nós brasileiros já estamos mais do que acostumados com os vinhos provenientes tanto de Argentina como Chile, mas quando nos deparamos com alguns exemplares que fogem do usual, costumamos comentar por aqui. E por fugir do usual podemos entender que temos vinhos tintos mais elegantes, menos bombados e que entregam por vezes qualidade condizente com o preço, um pouco maior do que os vinho considerados de entrada. E foi o caso deste Tolentino Winemaker's Selection Malbec 2014.


O vinho é produzido pela Bodega Cuarto Dominio, localizada em La Consulta, Valle de Uco, bodega esta pertencente e operada pela quarta geração de produtores de Mendoza. Tudo começou há mais de um século atrás, quando a primeira geração viajou para a Argentina da Europa com a esperança de transformar o seu vinho tornando sonhos em realidade em Mendoza. Mais de 110 anos depois, o legado vive e está prosperando com as seguintes gerações dos produtores continuando a cultivar e produzir vinhos de distinção, qualidade e autenticidade nas vinhas de alta elevação do Vale do Uco.

A curiosidade fica por conta do sobrenome do presidente da bodega, o Sr. Javier Catena, que é membro da conhecida família produtora de vinhos argentinos, muito embora não utilize este nome para divulgar seus vinhos, o motivo eu realmente não sei. De qualquer maneira, um nome de peso a frente da bodega e a presença do gene enólogo no dna parece ter ajudado a criar belos caldos.

Sobre o Tolentino Winemaker's Selection Malbec 2014 podemos acrescentar que é um vinho que, apesar de rotulado como varietal (de acordo com a legislação argentina) possui cerca de 5% de Cabernet Franc em sua composição, além é claro da Malbec do rótulo. O vinho permanece de 6 a 8 meses em barricas de carvalho francês para afinamento e envelhecimento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas gordas, mais lentas e coloridas tingiam as paredes da taça.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, café com leite, flores e leve tostado ao fundo.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, acidez alta e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um belo e elegante vinho argentino, que se diferencia dos demais justamente por esta elegância e por ter arestas muito bem aparadas, sem exageros de álcool ou extração das frutas. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, December 21, 2015

La Flor Malbec 2014: O bom companheiro da maminha assada!

Não é todo dia que tiramos da adega aquele baita vinho, aquele vinho guardado com carinho para ocasiões especiais. Mas nem por isso devemos beber vinhos ruins. E existem muitas boa opções em faixas intermediárias de preços e, dependendo da ocasião, podem até se sair melhor do que opções consideradas superiores. Foi mais ou menos com esta filosofia que escolhi este La Flor Malbec 2014 para uma refeição ordinária dia desses e nossa casa. Vamos ver o que descobrimos sobre ele?


A família Pulenta tem sido associada à viticultura Argentina por três gerações. Em 1992, Angelo Pulenta e Palmina Spinsanti chegaram de Ancona, na Itália, na Argentina e lá fincaram as raízes de sua família (e de suas vinhas). Seus filhos, Eduardo e Hugo Pulenta, deram vida a Pulenta Estate no ano de 2002, fornecendo experiência e a mais qualificada mão de obra. A tradição, sabedoria e experiência da família, planejada durante os 100 anos desde a chegada de Angelo Pulenta e Spinsanti na Argentina, vivem hoje na Pulenta Estate. Sua missão é produzir series limitadas de grandes vinhos, elaborados com orgulho na Argentina.

Sobre o La Flor Malbec 2014, uma curiosidade: são os primeiros a saírem da vinícola mendocina a cada safra, sendo os mais jovens e considerados "na flor da idade". Ainda, é um vinho feito a partir de 100% de uvas Malbec vindas de Luján de Cuyo, em Mendoza, na Argentina e passagem por cerca de 6 meses em barricas de carvalho antes de libera-lo ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e bem coloridas também ajudavam a tingir as paredes da taça.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos vermelhos, muitos aromas florais e toques de especiarias doces e baunilha. 

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio para encorpado, taninos sedosos e acidez na medida. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

De vez em quando é bom voltar as origens, curtir um vinho sem maiores pretensões e fazer uma refeição em família que satisfaz a alma. O vinho acompanhou de maneira magistral uma maminha assada em cama de sal grosso e batatas assadas. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, November 9, 2015

Pensando nas festividades de final de ano? Scandalo Brut Rosé!

Com a proximidade das festividades de final do ano, nós amantes de um bom vinho e um bom espumante sempre nos deparamos com pedidos de indicação de tais bebidas para estas datas. E é sempre interessante quando involuntariamente acabamos cruzando com vinhos que se encaixam nestas características no nosso dia a dia e podemos então divulga-los por aqui. Este é o caso do vinho espumante Scandalo Brut Rosé.


O vinho espumante é produzido pela LPG Wines lá em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul e é fruto do amor pelo vinho, tendo sido fundada por três amigos, um renomado Enólogo Português e dois brasileiros, outro Enólogo e um Engenheiro Agrônomo. O trabalho iniciou em 2008, com a implantação do projeto de Agricultura de Precisão e Segmentação de Colheita com alguns produtores parceiros na região de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha. O projeto de produção utiliza o mesmo sistema adotado em mais de 15 países do velho mundo, tendo como foco a melhoria da qualidade da uva para a produção de um bom vinho. São produções únicas e exclusivas com a baixa tiragem por hectare.

Sobre o Espumante Scandalo Brut Rosé, podemos ainda acrescentar que é um vinho espumante produzido com uvas Pinot Noir, Chardonnay e Malbec (60%, 30% e 10% respectivamente) pelo método Tradicional ou Champegnoise, onde a segunda fermentação ocorre na garrafa. A diferença deste vinho aparece quando o vinho base permanece por 6 meses em barricas de carvalho e depois de ser engarrafado (e a segunda fermentação ocorrer), ficar por 24 meses em contato com as leveduras. Por fim descansa por mais 6 meses em cave antes de ir para o mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho espumante apresentou uma bonita coloração rosa salmão, bom brilho e boa limpidez. Conta também com a formação de uma fina e duradoura perlage.

No nariz o vinho espumante apresenta aromas de frutos vermelhos e de panificação. Leve toque floral ao fundo.

Na boca o vinho espumante é muito fresco e cremoso, com um retrogosto que confirma o olfato. O final era de longa duração.

Mais um belo vinho espumante brasileiro, que a meu ver é um coringão e vai com quase qualquer tipo de prato. E é claro que vai agradar em cheio para as festividades de final de ano ou em qualquer outra data. Eu recomendo a prova. O Scandalo Brut Rosé é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Tuesday, November 3, 2015

Gimenez Mendez Alta Reserva Malbec: Nem só de Tannat se faz o Uruguay

Eu sempre me surpreendo quando me coloco a frente com vinhos uruguaios, ainda mais quando fujo do convencional Tannat e busco explorar outras cepas que por lá não são tão faladas ou reconhecidas mas que de uma maneira ou outra acabam por fazer caldos interessantes. É o caso deste Gimenez Mendez Alta Reserva Malbec, que embora seja feito com a uva Malbec, que simboliza outro país vizinho (Argentina) mostrou que pode ter suas qualidades e se diferenciar do irmão sul americano. Vamos ver o por que?


O vinho é produzido pela Vinícola Gimenez Mendez, uma vinícola uruguaia estabelecida na mais pura área da América do Sul e totalmente pertencente e gerida pela família Gimenez Mendez. Seus vinhedos, cerca de 100 hectares, e adega estão localizados nas regiões de Las Brujas em Montevideo, Los Cerrillos e Canelón Grande, no sul do Uruguai, territórios privilegiados para a produção de vinhos. A história da família Gimenez Mendez com a viticultura data de 1929, quando produziam praticamente só vinhos de mesa. Devido a uma crise do mercado uruguaio, em meados dos anos 90, adquiriram uma outra adega mais antiga e tiveram a oportunidade de expandir seus negócios, decisão esta que se mostrou acertada com o passar do tempo. Atualmente seus vinhos podem ser encontrados no Reino Unido, Alemanha, Suíça, EUA, Brasil, Barbados e México. 

Sobre o vinho de hoje, o Gimenez Mendez Alta Reserva Malbec, podemos acrescentar que em sua safra 2013 o vinho foi produzido com 100% de uvas Malbec uruguaias e, depois do processo fermentativo, o vinho estagiou em barricas de carvalho francês e americano por 10 meses. Vamos finalmente as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, de média velocidade e bem coloridas também escorriam pelas paredes da taça. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, chocolate, tabaco e um quê de animal (fiquei um pouco indeciso mas lembrava um pouco couro). Algo de alcaçuz ao fundo.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos macios e redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração. 

Sem dúvida um bom vinho para o dia a dia, fugindo do estilão fruta bombada e muito álcool argentino, também foi bem com uma peça de fraldinha assada. Eu recomendo a prova. É mais um vinho trazido pelo Clube de Vinhos Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Friday, October 23, 2015

Hess Select Cabernet Sauvignon 2012

De volta a realidade do nosso dia a dia e, dando uma pausa nas postagens com dicas de viagem, vamos falar um pouco do vinho que celebrou nosso retorno ao lar e que foi o primeiro degustado em casa depois que voltamos de viagem. Estou falando do Hess Select Cabernet Sauvignon 2012.


A vinícola Hess Collection foi fundada pelo empresário suíço Donald Hess, que iniciou comprando vinhas em Mount Veeder em 1978 e começou a fazer vinho sob o rótulo Hess Collection em 1983. Em 1986, ele começou a renovação da adega histórica, originalmente construída em 1903 pelo Coronel Theodore Gier. A vinícola foi aberta ao público em 1989. A Hess Collection tem vinhas em Mount Veeder, juntamente com os seus vinhedos de Napa Valley - Su'skol e Allomi em Napa Valley, e Shirtail Creek Vineyard em Monterey. Cada uma destas vinhas é sustentavelmente explorada de acordo com a filosofia de Donald: "Nutra a terra, retorne o que você dela retira". Como a primeira das vinícolas Hess Família Wine Estates, a Hess Collection está agora lançando sua 30a safra de Mount Veeder de vinhas plantadas em 1978. Hess Wines oferece três níveis distintos de vinhos de Mount Veeder, de Napa Valley, e Hess Select, que colhe seus frutos das Costas Norte e Central da Califórnia. A Hess Collection distinguiu-se como um produtor premiado de vinhos varietais Cabernet Sauvignon e Chardonnay.

Sobre o Hess Select Cabernet Sauvignon 2012, podemos acrescentar que embora rotulado como varietal de acordo com legislação local, em sua produção encontramos ainda um pouco de Merlot, Malbec, Petit Syrah e Syrah. Mas a maior parte, cerca de 88%, é de Cabernet Sauvignon. É envelhecido em barricas de carvalho francês e americano por cerca de 15 meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho mostrou uma coloração rubi violácea de média para grande intensidade com algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, espaçadas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutas vermelhas e escuras em compota, toques mentolados, de especiarias, chocolate e baunilha. Com algum tempo em taça também se notam algumas notas animais, tipo couro. 

Na boca o vinho era encorpado, com bom frescor, taninos macios e redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um belo exemplar de Cabernet americano, sem exageros nem arestas soltas. Sem dúvida um bom vinho e agradou em cheio. Acompanhou costela suína assada somente com sal grosso. Adoro a combinação e acho que vocês também podem gostar, experimentem.

Até o próximo!

Thursday, October 22, 2015

T-Rex Cafe: Aventura gastronômica pré-histórica para a família toda!

Eu sempre que possível, enquanto estou viajando, gosto de comer em lugares diferentes e que possam oferecer mais do que somente uma refeição, mas uma experiência. E, estando na Disney e/ou em Orlando nos Estados Unidos, as opções crescem exponencialmente. Em uma dessas oportunidades, recebi a indicação de um restaurante no mínimo curioso: para um jantar temático em meio a criaturas pré-históricas e chuvas de meteoros periódicas, visite o T-Rex Cafe, localizado no complexo chamado Disney Springs.


O lugar é encantador, fazendo com que você se sinta dentro do cenário do filme Jurassic Park. A decoração do restaurante é um show a parte, com vários dinossauros que se movimentam mecanicamente e, de 15 em 15 minutos aproximadamente, o restaurante inteiro tem a iluminação reduzida e sons de dinossauros e uma chuva de meteoros são reproduzidos. O lugar é dividido em diferentes ambientes, cada um com um tema diferente. E não é só isso, existem ainda opções de loja de souvenires, oficina para "montar" seu próprio dinossauro e área exclusiva para crianças explorarem e desenterrarem dinossauros.


Mas o que esperar do tema principal, que é a refeição? Por lá servem comida para todos os gostos, com massas, carnes, peixes além de lanches e outros. Ah, existe sempre a opção do menu kids. Os pratos são fartos e invariavelmente podem ser divididos por dois adultos (salvo exceções). Agrada em cheio pelas opções. E como o tema aqui do blog é vinhos, escolhemos um para acompanhar a refeição. O vinho foi o Conquista Malbec 2014. Vamos ver o que descobrimos sobre ele?


Na verdade pouca coisa consegui averiguar sobre o vinho, mas ao que tudo indica é feito pela vinícola de mesmo nome, Conquista, ao sopé da Cordilheira dos Andes na região de San Rafael de Mendoza. É um vinho que apesar de ser rotulado como varietal (de acordo com a legislaçõ local), tem em sua composição 88% Malbec, 6% Bonarda, 3% Shiraz e 3% Merlot. Não encontrei dados sobre passagem por madeira, mas ao degusta-lo, nos passa a impressão de que realmente passa. Vamos as impressões?


Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração violácea de grande intensidade, brilhante e de boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas, em grande quantidade e bem coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos vermelhos e escuros, toques de pimentas, baunilha e algo de café.

Na boca o vinho era encorpado com boa acidez e taninos redondos. Uma ponta de álcool aparece sobrando no início, mas que arrefece depois de um tempo em taça e de garrafa aberta. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um vinho para o dia a dia e que serviu para o propósito, que foi escoltar uma boa costelinha de porco ao molho barbecue e frango assado com fritas. Eu recomendo a prova. E é claro, se estiverem em Orlando, não deixem de ter a experiência no T-Rex Cafe, acredito que não se arrependerão.

Até o próximo!