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Tuesday, March 13, 2018

Pireko Malbec 2016

Rodolfo Spielmann nasceu e cresceu na Argentina, tendo fundado a Spielmann States seguindo seu sonho de produzir vinhos tintos premium em seu país de origem. Desenvolvou esse empreendimento tendo vivido e trabalhado mais de 25 anos no exterior, entre Europa, EUA e América do Sul. Aprendeu a apreciar e coletar vinhos das principais regiões vinícolas da Europa e dos EUA, decidindo elaborar seus próprios vinhos single vineyard em Mendoza. Em 2009, descobriu e adquiriu o vinhedo de 30 hectares com o núcleo de videiras de Malbec plantadas em 1910 e imediatamente concentrou sua gestão na produção de uvas premium. Obteve a primeira safra em 2010, o ano do centenário das vinhas de Malbec. A partir desse momento até o presente, o produtor de vinhos Pepe Galante e Spielmann mantiveram o foco nos vinhos ultra premium e aumentaram ligeiramente o portfólio de vinhos para quatro. Toda sua produçãoo tem como base 4 fatores: uma vinha única na Calle Cobos em Perdriel, Mendoza; velhas cepas de Malbec plantadas em seu porta-enxerto em 1910 que produzem alguns cachos de bagas concentradas; um foco em baixos rendimentos, com uma pequena quantidade de uvas por planta; micro-vinificação, um processo de vinificação para a melhor extração de cor, aroma e sabor das uvas.


Vamos falar agora do Pireko Malbec 2016, um vinho feito com uvas 100% Malbec oriundas do vinhedo da Spielmann em Cobos (Perdriel, Lujan de Cuyo, Mendoza), colhidas a mão. Como a intenção do enólogo e da vinícola é a expressão da fruta em si, este vinho não tem passgem por madeira, ambas a fermentação alcoólica a malolática ocorrem em tanques de inox onde o vinho descansa por alguns poucos meses antes de ser engarrafado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, ligeiramente mais lentas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, flores e leve toque apimentado ao fundo.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um vinho com estilo jovem e fresco, com acidez equilibrada que lhe confere uma ótima elegancia, o que o faz notar porque convida a beber sempre o próximo gole. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Thursday, February 22, 2018

Hey Malbec 2016: Descontração e sutileza neste Malbec argentino

Matías Riccitelli nasceu em Cafayate - Salta, uma pequena cidade no norte da Argentina, onde se respira vinho. Viajante e sonhador incansável, já em Mendoza se desenvolveu como enólogo de uma das vinícolas mais prestigiadas da Argentina. Após inúmeras colheitas feitas pelo mundo, onde ele estava recolhendo pequenas e grandes histórias, decide misturar tudo que foi aprendido ao longo de sua carreira e os ensinamentos transmitidos por seu mentor e pai, Jorge Riccitelli, para criar em 2009 a Riccitelli Vinhos. A adega está localizada em Las Compuertas, a 1100 m de altitude, a área mais alta do tradicional Luján de Cuyo, onde possui 20 hectares de vinhas antigas. Trabalha também com os pequenos produtores nos melhores terroirs ao pé da Cordilheira dos Andes entre 1000 e 1700 metros acima do nível do mar, como Gualtallary, Chacayes, Altamira e La Carrera. Em 2015 nós iniciou um novo projeto, revalorizar vinhas velhas na Patagônia Argentina, criando sua linha de Vinhas Velhas, Semillon, Merlot e Malbec de vinhas plantadas no final dos anos 60, localizado nas margens do Rio Negro.


Falando agora sobre o Hey Malbec 2016, podemos ainda afirmar que o vinho é produzido 100% com uvas Malbec, "a mais emblemática da Argentina"(segundo o enólogo), de vinhas desde Lujan de Cuyo até as alturas do Vale de Uco. Cerca de 80% do vinho passa por um processo de fermentação tradicional, realizada a uma temperatura controlada em tanques de aço inox enquanto os 20% restantes tem os bagos colocados inteiros e fermentados por maceração carbônica. Por fim, 70% do vinhoamadurece em pequenas piscinas de concreto e os 30% restantes em barricas de carvalho francês. Vamos finalmente as impressões a cerca deste vinho?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea profunda com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, flores, especiarias e toques de baunilha.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, muita acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um Malbec argentino que mostra uma outra interpretação da uva, com mais acidez e frescor, deixando o vinho mais leve e gostoso de ser bebido. Foi o fiel escudeiro de uma costela de porco ao sal grosso e olha, não fez feio. Eu recomendo a prova. Este vinho é trazido pela Winebrands e vale o quanto custa.

Até o próximo!

Tuesday, August 9, 2016

Winebar com Mendel Wines em destaque

Ontem a noite tivemos mais um oportunidade de acompanhar o Winebar, degustação virtual conduzida pelo apresentador, Daniel Perches, e um convidado sempre muito especial (normalmente enólogo ou sommelier ligado aos vinhos a serem discutidos). Falando especificamente da noite de ontem, tivemos pela primeira vez a presença de Roberto de La Mota, um dos mais conceituados enólogos argentinos e proprietário da Bodega Mendel. A idéia aqui era falar da diversidade de uvas produzidas na Argentina, muito além da famosa Malbec. E para ilustrar tal idéia, os vinhos que viriam a ser degustados eram o Mendel Semillon 2014 e o Lunta Tempranillo 2012.

A Viñedos y Bodega Mendel surge em 2003, da união de Roberto de la Mota, um dos mais respeitados e experientes enólogos argentinos, e de uma família argentina comprometida em obter vinhos da mais alta qualidade que expressam o carácter único das vinhas e os atributos incomparáveis do terroir de Mendoza. Seus vinhedos estão localizados em Perdiel- Finca dos Andes e Finca Mayor Drummond - entre 900 e 1.100 metros acima do nível do mar, na melhor e mas irrigada terra de Lujan de Cuyo.


Falando um pouco dos vinhos degustados, comecemos pelo Lunta Tempranillo 2012, vinho este que pode ser considerado de uma linha de entrada da vinícola. É um vinho feito com 100% de uvas Tempranilllo de Luján de Cuyo com 60% do vinho passando por madeira francesa por cerca de 8 meses, depois mais 6 meses em garrafa antes de ser comercializado. O resultado? Um vinho de coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e boa limpidez. Aromas de frutos vermelhos frescos, especiarias, algo de tabaco, baunilha e tostado. Na boca o vinho apresenta corpo médio, boa acidez e taninos suaves. um bom vinho que acompanhou costelas suínas ao sal grosso e repolho picante.



Agora passaremos ao que foi, na minha opinião, a estrela da noite: o Mendel Semillon 2014. Segundo Roberto, esta variedade branca foi trazida para a Argentina juntamente com a Malbec mas, não tendo feito o sucesso que sua irmão tinta, acabou sendo negligenciada. De qualquer maneira, este belíssimo exemplar é feito 100% com uvas Semillon de Altamira, em San Carlos provenientes de vinhas consideradas velhas (idade média de 73 anos) a uma altura de mais de 1000 metros acima do nível do mar. A fermentação ocorre em tanques de aço inoxidável e 15% do vinho passa por 6 meses em barricas de carvalho antes de ser engarrafado. Assim obtêm-se um vinho amarelo dourado com alguns reflexos ainda esverdeados, muito límpido e brilhante. No nariz muita fruta cítrica, algo de mel e floral. Na boca um vinho de boa untuosidade e excelente acidez. Final longo e saboroso. Uma delícia de vinho, daqueles que realmente se vai sem que percebamos. Acompanhou um belo risoto caprese e salmão assado. Sem dúvida o campeão da noite.


Assim finalizamos mais uma degustação com o pessoal do Winebar e esses excelentes vinhos argentinos da Mendel Wines. Vale ressaltar que os vinhos são trazidos ao Brasil pela Expand. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Wednesday, June 29, 2016

Carmine Granata Pinot Nero 2015

Hoje venho aqui falar de um vinho que me surpreendeu a cada gole. Vejam, a uva Pinot Noir e seus vinhos (exceções feitas a alguns bons Borgonhas e outros tintos vindos da Nova Zelândia) nunca esteve entre as minhas preferidas. Por alguns motivos que nem fazem tanta diferença aqui. Mas este exemplar que trago aqui hoje realmente me fez repensar um pouco se eu devo dar mais uma chance e começar a provar sem preconceitos novamente. Vamos ver o que o Carmine Granata Pinot Nero 2015 nos mostrou.


A Bodega Carmine Granata é uma empresa familiar, fundada em 1931 por Carmine Granata, um imigrante italiano, no departamento de Luján de Cuyo em Mendoza, na Argentina. As vinhas, com mais de 80 anos de vida, são reconhecidas por sua produção de uvas de alta qualidade, possível graças as condições climáticas ideais em que se encontram e pelas excelentes características de seu sistema de formação do solo, além do método de irrigação, cujas vinhas são irrigadas com a água de degelo proveniente dos Andes. Tanto a adega e as vinhas passaram por uma evolução constante com a adição de avanços tecnológicos: unidades de refrigeração, tanques de aço inoxidável, barricas de carvalho francês e filtros de última geração maximizaram a elaboração, armazenagem e acabamento de vinho. A capacidade de armazenamento da adega é de 1,75 milhões de galões, e a produção é de 400.000 galões em 277 acres. Após a sua morte, este pioneiro da indústria do vinho, deixou os seus ideais com seus descendentes. Hoje, a terceira geração projeta seus pontos de vista e continua a produzir vinhos de primeira classe para o mundo.

Já sobre o Carmine Granata Pinot Nero 2015, podemos acrescentar que é um vinho produzido 100% com uvas Pinot Noir (aqui por influência da descendência do produtor, foram chamadas de Pinot Nero) de vinhedos cuja altura média chega a 900 metros acima do nível do mar. Para afinamento/envelhecimento, o vinho passa por 6 meses em barricas de carvalho francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi de média intensidade com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, couro, toques terrosos e de folhas secas. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um belo exemplar argentino de vinho com a uva Pinot Noir, com bastante tipicidade sem deixar de carregar características do terroir argentino. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, May 23, 2016

Finca Los Nobles Chardonnay 2014

Na última semana tive a oportunidade de participar do Decanter Wine Day, um evento, em formato de feira, promovido pela própria importadora Decanter com o intuito de promover a degustação de novidades em seu portfólio, entre elas Porto Fonseca, Chloe da Argentina, além de mais de 100 rótulos de outros países. O evento contou também com a presença de Alberto Arizu, da Bodegas Luigi Bosca, com os novos vinhos da bodega. E é exatamente de um dos vinhos que provei com ele que trago hoje aqui. Estou falando do Finca Los Nobles Chardonnay 2014.


A Bodegas Luigi Bosca foi fundada pela Família Arizu, e conta com uma trajetória de mais de 100 anos na indústria vitivinícola argentina. Dirigida atualmente pela terceira e quarta gerações, a Bodega Luigi Bosca constitui um dos poucos estabelecimentos vinícolas que, ao longo das décadas, permanecem em mãos da família fundadora e, por seu prestígio, tornou-se um paradigma do vinho argentino. A Bodega Luigi Bosca não só é um dos estabelecimentos produtores com maior participação no mercado local de vinhos premium; além disso, seus rótulos estão presentes nos cinco continentes e chegam a mais de 50 países do mundo. Atualmente, a vinícola produz 8 milhões de garrafas de vinho das quais 60% é vendido no mercado externo, principalmente nos Estados Unidos, no Canadá e no Brasil.

Falando especificamente sobre o Finca Los Nobles Chardonnay 2014 , podemos acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Chardonnay provenientes dos vinhedos Las Compuertas e Finca Los Nobles, ambos situados em Luján de Cuyo, em Mendoza na Argentina. As vinhas que se encontram por lá tem idade média de 90 anos e estão entre as mais antigas da bodega. Cerca de 50% do vinho é fermentado em cubas de aço inoxidável e os outros 50% em barricas novas de carvalho francês, onde depois é envelhecido durante 8 meses. As duas partes do vinho realizam sua fermentação malolática. Após o envelhecimento em madeira, é realizado o blend final. Antes de ser lançado ao mercado, é armazenado durante pelo menos um ano em garrafa. Vamos finalmente as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração amarelo palha com reflexos dourados, muito brilhante e bastante límpido.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas citricas e tropicais em calda (abacaxi e pêssego principalmente), notas amanteigadas e amendoadas, baunilha e mel.

Na boca o vinho era untuoso, com uma bela e equilibrada acidez. O retrogosto confirmava o olfato e o final era longo e saboroso.

Um belíssimo vinho argentino, provavelmente um dos mais bacanas Chardonnays argentino que eu já provei. Tem um jeitão que deve aguentar ainda alguns aninhos em garrafa. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, December 21, 2015

La Flor Malbec 2014: O bom companheiro da maminha assada!

Não é todo dia que tiramos da adega aquele baita vinho, aquele vinho guardado com carinho para ocasiões especiais. Mas nem por isso devemos beber vinhos ruins. E existem muitas boa opções em faixas intermediárias de preços e, dependendo da ocasião, podem até se sair melhor do que opções consideradas superiores. Foi mais ou menos com esta filosofia que escolhi este La Flor Malbec 2014 para uma refeição ordinária dia desses e nossa casa. Vamos ver o que descobrimos sobre ele?


A família Pulenta tem sido associada à viticultura Argentina por três gerações. Em 1992, Angelo Pulenta e Palmina Spinsanti chegaram de Ancona, na Itália, na Argentina e lá fincaram as raízes de sua família (e de suas vinhas). Seus filhos, Eduardo e Hugo Pulenta, deram vida a Pulenta Estate no ano de 2002, fornecendo experiência e a mais qualificada mão de obra. A tradição, sabedoria e experiência da família, planejada durante os 100 anos desde a chegada de Angelo Pulenta e Spinsanti na Argentina, vivem hoje na Pulenta Estate. Sua missão é produzir series limitadas de grandes vinhos, elaborados com orgulho na Argentina.

Sobre o La Flor Malbec 2014, uma curiosidade: são os primeiros a saírem da vinícola mendocina a cada safra, sendo os mais jovens e considerados "na flor da idade". Ainda, é um vinho feito a partir de 100% de uvas Malbec vindas de Luján de Cuyo, em Mendoza, na Argentina e passagem por cerca de 6 meses em barricas de carvalho antes de libera-lo ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e bem coloridas também ajudavam a tingir as paredes da taça.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos vermelhos, muitos aromas florais e toques de especiarias doces e baunilha. 

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio para encorpado, taninos sedosos e acidez na medida. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

De vez em quando é bom voltar as origens, curtir um vinho sem maiores pretensões e fazer uma refeição em família que satisfaz a alma. O vinho acompanhou de maneira magistral uma maminha assada em cama de sal grosso e batatas assadas. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, October 5, 2015

Cuatro Vacas Gordas Torrontés: vinho argentino para o calor

Apesar de estarmos alternando dias de muito calor com alguns dias mais amenos e com bastante chuva, confesso que o vinho branco tem entrado na minha "dieta da uva". E eu tenho provado bons e curiosos vinhos brancos por aqui. O vinho alvo de hoje, o Cuatro Vacas Gordas Torrontés, entra em ambas galerias, seja pelo nome curioso como pela qualidade, que agradou por aqui. Vamos a ele?


A Caligiore vinhos orgânicos, produtora do vinho em questão, é um negócio puramente familiar e dedicada exclusivamente à produção biológica de uvas e vinhos. Nascida em 2001, em Luján de Cuyo, aos pés da Cordilheira dos Andes e a 900 m de altitude, como a realização de um projeto para a integração da cadeia de suprimentos baseada em uma política clara de responsabilidade social corporativa, e uma meta pessoal de seus fundadores, a família Caligiore, de modo que o novo empreendimento constituiria um espaço de auto, de realização de objetivos pessoais para todos os membros da equipe. Assim, interpretando a essência da terra mendocina , desde o berço tradicional dos grandes vinhos argentinos, nasceu a idéia fundamental deste projeto, que era criar a primeira linha de vinhos orgânicos premium da Argentina, produzidos e certificados de acordo com padrões internacionais de produção orgânica e, assim, dar aos consumidores a opção de desfrutar de vinhos de alta qualidade, sensorialmente complexos, onde o potencial do terroir é destaque; feitos de maneira diferente, especial, sempre respeitando a natureza. Cada vinho é uma criação que combina o trabalho do homem e da alma da terra para expressar a essência de ambos, quase como uma obra de arte. Este é o conceito que envolve os vinhos Caligiore.

Sobre o Cuatro Vacas Gordas Torrontés, basta acrescentar que é um vinho feito com 100% de uvas Torrontés Riojana e que não passa por envelhecimento em barricas. Tem cerca de 13% de álcool. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor amarelo palha com reflexos dourados, muito brilhante e límpida.

No nariz o vinho mostrou aromas de flores brancas, frutos tropicais como lichia e toques cítricos. Leve toque herbáceo também se notava com algum tempo em taça.

Na boa o vinho mostrou corpo médio, muito frescor com leve sensação de agulha na língua (provavelmente algum vestígio de gás carbônico). O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração. 

Um bom vinho para o dia a dia, apesar do aroma apontar para um vinho com um quê de doçura, em boca é bem seco e muito fresco, o que o torna um bom vinho para ser bebido sem acompanhamento num dia quente ou mesmo com entradinhas e saladas, coisas bem leves. Em casa foi com alguns queijos e uma boa conversa. Eu recomendo a prova.

Até o próximo.

Wednesday, September 23, 2015

Casarena Jamilla's Single Vineyard Perdriel 2012: Elegância a toda prova!

Casarena Bodegas & Viñedos (traduzido como "Casa de Areia") tem este nome em virtude do estuque exterior em tons de terra da vinícola, localizada em Brandsen Street, no coração do distrito de Perdriel, na região de Luján de Cuyo, a cerca de 20 minutos do centro de Mendoza. Este projeto viticultural começou em 2007 após a reconstrução de uma vinícola familiar centenária (datada de 1937). O prédio antigo, onde a Bodega Casarena se encontra, foi totalmente renovado para a operação de uma adega state-of-the-art, que combina os melhores dos processos tradicionais com as mais recentes inovações tecnológicas. No momento, tem uma capacidade de 650.000 litros em tanques de revestidos com epoxi e equipados com um sistema de aquecimento e arrefecimento, o que ajuda a evitar alterações de temperatura durante o processo de fermentação. A adega tem também 175 mil litros de capacidade em tanques de aço inoxidável e uma sala especial projetado para armazenar 400 barris de carvalho, com temperatura controlada e sistema de umidade.


Falando um pouco mais sobre o Casarena Jamilla's Single Vineyard Perdriel 2012, podemos acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Malbec de Agrelo & Perdriel, Luján de Cuyo, Mendoza. A fermentação acontece com leveduras naturais e o vinho passa por malolática e envelhecimento em barris de 500 litros. Vamos as impressões?

Na taça o vinho mostrou coloração de um profundo violáceo, brilhante e limpido. Lágrimas finas, rápidas e abundantes, com bastante cor, também se faziam presentes.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos vermelhos, grafite, chocolate e florais. Sem exageros.

Na boca o vinho tinha corpo médio para encorpado, boa acidez com taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um belo vinho, acima de qualquer suspeita. Não é pesado nem tão pouco enjoativo, amigo de uma boa mesa como de um bom papo. Foi ganhador de troféu na premiação do Argentina Wine Awards 2015 na categoria Malbecs. Estará na prova principal do Argentina Tasting Experience (relembrem  o que é e quando será aqui). Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, September 21, 2015

Caligiore Bonarda 2013: Argentino orgânico, uma bela experiência!

A Caligiore vinhos orgânicos é um negócio puramente familiar e dedicada exclusivamente à produção biológica de uvas e vinhos. Nascida em 2001, em Luján de Cuyo, aos pés da Cordilheira dos Andes e a 900 m de altitude, como a realização de um projeto para a integração da cadeia de suprimentos baseada em uma política clara de responsabilidade social corporativa, e uma meta pessoal de seus fundadores, a família Caligiore, de modo que o novo empreendimento constituiria um espaço de auto, de realização de objetivos pessoais para todos os membros da equipe. Assim, interpretando a essência da terra mendocina , desde o berço tradicional dos grandes vinhos argentinos, nasceu a idéia fundamental deste projeto, que era criar a primeira linha de vinhos orgânicos premium da Argentina, produzidos e certificados de acordo com padrões internacionais de produção orgânica e, assim, dar aos consumidores a opção de desfrutar de vinhos de alta qualidade, sensorialmente complexos, onde o potencial do terroir é destaque; feitos de maneira diferente, especial, sempre respeitando a natureza. Cada vinho é uma criação que combina o trabalho do homem e da alma da terra para expressar a essência de ambos, quase como uma obra de arte. Este é o conceito que envolve os vinhos Caligiore.


Sobre o Caligiore Bonarda 2013, podemos ainda acrescentar que é um vinho produzido com uvas 100% Bonarda de vinhas de aproximadamente 35 anos de idade. O vinho passa por envelhecimento de 8 meses em tanques de aço inoxidável mais 3 meses em garrafa sendo que 15% do volume é envelhecido em carvalho americano. Para finalizar o vinho não é ajustado nem filtrado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor violácea de média para grande intensidade com algum brilho e alguma limpidez. Lágrimas finas, espaçadas e bem coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, coco e toques mentolados.

Em boca o vinho o vinho apresentou corpo médio para encorpado, boa acidez com taninos macios e aveludados. O retrogosto confirma o olfato. Leve dulçor na entrada de boca que contrasta com o final longo e seco.

Um belo vinho sem dúvidas, uma boa experiência com um vinho orgânico que confesso não conhecer muito bem mas que só apresentou qualidades. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Friday, August 21, 2015

Familia Cassone Obra Prima Maximus 2011: Obra de arte engarrafada!

A Bodega Familia Cassone foi criada em 1998 por seu patriarca, Eduardo Cassone, sua esposa mais seus três filhos. E esta veia pelo negócio vitivinícola se deu em Eduardo em consequência do empreendedorismo de seu pai, que começou a elaborar vinhos ainda em meados dos anos 50. E grande parte desta tradição veio ainda de seus antepassados, que chegaram na Argentina em meados do século XIX, vindos do Piemonte e arredores (Itália). Todos estes fatores em conjunto somados ainda a muito trabalho e dedicação colocaram esta bodega familiar no hall das mais importantes da Argentina. A Bodega Familia Cassone esta localizada no departamento de Luján de Cuyo e segue os padrões da região, sem deixar de lado entretanto os cuidados com o meio ambiente.


O Obra Prima Maximus 2011 é um corte cuja composição é: 66% Malbec, 17% Cabernet Franc e 17% Syrah de vinhedos em Lujan de Cuyo e Tupungato, em Mendoza. Passa ainda por 18 meses em barricas novas de carvalho francês para envelhecimento e afinamento. O vinho pode ser considerado o topo de gama da vinícola, sua maior expressão. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, lentas, em grande quantidade e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho já mostra toda sua complexidade, com notas de frutas vermelhas, especiarias, mentolado, chocolate e tostado.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, taninos firmes e potentes mas de alta qualidade e uma acidez deliciosa, mantendo o vinho vivo no palato. O retrogosto confirma o olfato e o final é levemente apimentado, longo e muito saboroso.

Um baita vinho argentino sem dúvidas! Adimito que sou fã da vinícola de longa data, mas ainda não tinha tido a oportunidade de conhecer sua maior estrela. E é claro que este encontro não me decpcionou, pelo contrário, só me fez ficar ainda mais fã do trabalho da Família Cassone. Eu recomendo.

Até o próximo!

Thursday, July 9, 2015

Familia Cassone Obra Prima Corte Reserva 2013: Provado e aprovado!

Depois de ter divulgado o lançamento deste vinho no mercado brasileiro (aqui), consegui finalmente prova-lo e trago aqui minhas impressões a respeito. E confesso que, valeu a espera para a prova, pois mais uma vez o vinho não decepcionou. Mas eu nem duvidava do vinho, afinal o amor e dedicação com que a Familia Cassone trabalha, só gera frutos positivos.


A Bodega Familia Cassone foi criada em 1998 por seu patriarca, Eduardo Cassone, sua esposa mais seus três filhos. E esta veia pelo negócio vitivinícola se deu em Eduardo em consequência do empreendedorismo de seu pai, que começou a elaborar vinhos ainda em meados dos anos 50. E grande parte desta tradição veio ainda de seus antepassados, que chegaram na Argentina em meados do século XIX, vindos do Piemonte e arredores (Itália). Todos estes fatores em conjunto somados ainda a muito trabalho e dedicação colocaram esta bodega familiar no hall das mais importantes da Argentina. A Bodega Familia Cassone esta localizada no departamento de Luján de Cuyo e segue os padrões da região, sem deixar de lado entretanto os cuidados com o meio ambiente.
 
O Obra Prima Corte Reserva foi elaborado com por 65 % de Malbec proveniente de vinhedos próprios de 103 anos, 20% de Cabernet Sauvignon de vinhedos de 85 anos, 15% de Cabernet Franc de vinhedos jovens. Passa ainda por 13 meses de envelhecimento em barricas novas de carvalho francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, lentas, em grande quantidade e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros, especiarias, toques florais, animais e de chocolate.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, de acidez perfeita e taninos quase mastigáveis. O retrogosto confirmou o olfato e o final era de longa duração.

E a expectativa se confirmou! Um baita vinho argentino sem dúvidas. Macio, redondo e pronto, sem se tornar cansativo ou pesado. E é claro que, para a brincadeira ficar completa, fizemos uma comidinha mais bacana, um belo medalhão de filé mignon com batatas rústicas. E o casamento foi muito bom, ambos o vinho e o prato se deram bem, sem competições. Eu recomendo.

Até o próximo!

Monday, June 22, 2015

Novidade no mercado: Familia Cassone Obra Prima Corte Reserva 2013!

Eu já provei alguns vinhos da Bodega Familia Cassone e tive oportunidade de conhecer pessoas que trabalham pela bodega para o mercado brasileiro, como a Deca e o Marcelo Cassone. Assim sendo, pude verificar o quanto são sérios e colocam muito amor no que fazem. E para eles, o mercado brasileiro de vinhos é sem dúvida uma fatia importante de sua operação. E é por isso que eles estão trazendo mais uma novidade para nós, enófilos brasileiros. Vamos saber um pouco mais sobre isso?

Antes porém, um pouco da história da bodega: "A Bodega Familia Cassone foi criada em 1998 por seu patriarca, Eduardo Cassone, sua esposa mais seus três filhos. E esta veia pelo negócio vitivinícola se deu em Eduardo em consequência do empreendedorismo de seu pai, que começou a elaborar vinhos ainda em meados dos anos 50. E grande parte desta tradição veio ainda de seus antepassados, que chegaram na Argentina em meados do século XIX, vindos do Piemonte e arredores (Itália). Todos estes fatores em conjunto somados ainda a muito trabalho e dedicação colocaram esta bodega familiar no hall das mais importantes da Argentina. A Bodega Familia Cassone esta localizada no departamento de Luján de Cuyo e segue os padrões da região, sem deixar de lado entretanto os cuidados com o meio ambiente".


O novo vinho “Obra Prima Corte Reserva 2013”, um corte de Malbec, Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon chega ao mercado brasileiro já para este inverno. O “Obra Prima Corte Reserva” foi elaborado com por 65 % de Malbec proveniente de vinhedos próprios de 103 anos, 20% de Cabernet Sauvignon de vinhedos de 85 anos, 15% de Cabernet Franc de vinhedos jovens. Segundo Federico Cassone, winemaker da vinícola, “Cada varietal contribui para a identidade global do vinho, e juntos, eles fazem um vinho único, como nenhum de vocês já provaram antes. É um vinho que merece muita atenção, promete uma longa vida e vai melhorar ainda mais nos próximos 3 a 4 anos”.

O “Obra Prima Corte Reserva” já chega premiado ao mercado antes mesmo de seu lançamento, pois participou da degustação para o guia Descorchados 2015 e obteve 91 pontos já em sua primeira safra. No Brasil estará disponível ao mercado ao final de junho e será lançado oficialmente ao público durante o evento “Wine Weekend no Ibirapuera”. “O lançamento de mais um novo produto reforça o comprometimento Familia Cassone em inovar e oferecer ao mercado novas opções - este já é o nosso 4o lançamento desde que abrimos a filial no brasil há pouco mais de um ano” explica Marcelo Cassone gerente-geral da filial brasileira. Para os ávidos consumidores, a bodega oferece uma promoção exclusiva de pré-lançamento através de sua loja online concedendo um desconto de 20% para compras do produto até dia 03 de julho http://loja.familiacassone.com.br .

Prezados leitores, se tiverem a oportunidade de provar os vinhos da Familia Cassone, aconselho que o façam. Não irão se arrepender. Eu vou logo procurar o meu!

Até o próximo!

Wednesday, March 11, 2015

Otero Ramos 30 Yardas Malbec 2011: Simplicidade e qualidade!

Mudando radicalmente de estilo e de local produtor de vinho, vamos falar um pouco agora dos vinhos que mais são consumidos no dia a dia por aqui: vinhos argentinos. Ao lado dos vinhos chilenos, são notoriamente os vinhos mais vendidos em nosso território, seja pelo preços atrativos, seja pela facilidade de compreensão dos rótulos, disponibilidade, enfim, uma série de fatores. E hoje falaremos de mais um bom exemplo de custo benefício interessante de uma bodega que já falamos por aqui, mas de uma linha mais básica e que surpreendeu pela qualidade. Hoje falaremos do Otero Ramos 30 Yardas Malbec.


O vinho é produzido pela Bodega Otero Ramos, bodega cuja história data de mais de uma década de muito trabalho, tendo nascido de um sonho e da busca por este sonho de Manuel Otero Ramos, que se materializou e começou a colher os frutos com vinhos de muita qualidade, amplamente divulgados pelo mundo a fora. A primeira colheita e respectiva safra para venda foi a de 2006 e desde então suas mudas de Malbec, Cabernet Sauvignon, Tannat, Pinot Noir, Petit Verdot, Chardonnay e Sauvignon Blanc vem gerando vinhos interessantíssimos.

Sobre o Otero Ramos 30 Yardas Malbec 2011, podemos acrescentar que é um varietal 100% Malbec de uvas provenientes de Luján de Cuyo, em Mendoza, na Argentina e não passa por envelhecimento em barricas, somente um tempo de estabilização em garrafa (6 meses). Vamos a ele?

Na taça o vinho mostrou uma coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e boa limpidez. Lágrimas mais gordinhas, coloridas e espassadas também faziam parte do conjunto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, flores, especiarias e baunilha.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, acidez na medida com taninos macios. Retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom vinho, trazido pela Vinea e que abriu os trabalhos de uma noite dessas qualquer. Que venham os próximos. Eu recomendo a prova.

Até lá!

Friday, January 16, 2015

Montchenot Blanco 2013: Vinho hermano para arrefecer o calor!


E mais uma tentativa de amenizar o calor que assola o verão brasileiro, busquei nas profundezas da minha adega algum vinho branco que pudesse ser refrescante e de alguma forma acompanhasse refeições leves e desse aquela sensação de prazer que buscamos quando bebemos vinho. E foi assim que resgatei o Montchenot Blanco 2013 e coloquei-o em nossa mesa. 


O vinho é produzido pela Bodegas Y Viñedos Lopez, que representa um caso excepcional na indústria do vinho na Argentina, pois começou em 1898 e continua até hoje nas mãos da família fundadora, sendo mais de 116 anos de tradição. Seu fundador, José López Rivas, chegou em 1886 vindo da aldeia de Algarrobo em Málaga, na Espanha, onde se dedicou juntamente com sua família as videiras e oliveiras. Ele decidiu instalar seus vinhedos no país (Argentina) e escapar de uma praga devastadora, a filoxera, que afetou as vinhas por toda a Europa. Em 1898, ele estabeleceu-se definitivamente em Mendoza, e o peso da tradição vinícola da família Lopez não tardou a surgir. No mês de março deste mesmo ano começou a fazer os seus próprios vinhos nas melhores áreas da província, produzidos até os dias atuais com vinhas próprias e um princípio que permanece desde então: controlar todas as etapas da produção dos vinhos, cuidando e supervisionando cada detalhe.

Sobre o Montchenot Blanco 2013, podemos dizer que é um vinho elaborado a partir de uvas Chenin Blanc cuidadosamente selecionadas,  de vinhas da propriedade localizada em Los Carolinos, em Luján de Cuyo, Mendoza. É fermentado em tanques de inox, onde permanece até ser engarrafado, não passando por qualquer envelhecimento em barricas de carvalho. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração amarelo palha com reflexos verdes, bom brilho e bastante limpidez. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas cítricas e toques florais.

Na boca o vinho apresentou corpo médio e uma ótima acidez, se mostrando bastante gastronômico também. Retrogosto confirma o olfato e o final é de média para longa duração.

Um bom vinho branco para o dia a dia, bem feito e sem defeitos. Acompanha uma boa conversa ou mesmo uma refeição rápida e despretensiosa. Convida ao próximo gole. Realmente não é só de Malbec que vivem os nossos hermanos. Recebi mais esse bom vinho do Winelands Clube do Vinho, o Clube que eu assino e recomendo. Eu recomendo.

Até o próximo!

Tuesday, September 2, 2014

Luigi Bosca Single Vineyard Malbec DOC 2011: Vinhaço argentino na taça

Confesso que muito já havia ouvido a respeito desta que é, sem sombras de dúvidas, uma das mais famosas vinícolas argentinas, pelo menos em terras brasilis, mas que nunca tive a oportunidade de provar seus vinhos. Ao menos não que eu me lembrasse. Mas quisera o destino que, em um happy hour pós uma semana cheia no trabalho, a oportunidade de provar o Luigi Bosca Single Vineyard Malbec 2011 aparecera em minha frente. Vamos ver o que ele tem a nos dizer?


A Bodegas Luigi Bosca foi fundada pela Família Arizu, e conta com uma trajetória de mais de 100 anos na indústria vitivinícola argentina. Dirigida atualmente pela terceira e quarta gerações, a Bodega Luigi Bosca constitui um dos poucos estabelecimentos vinícolas que, ao longo das décadas, permanecem em mãos da família fundadora e, por seu prestígio, tornou-se um paradigma do vinho argentino. A Bodega Luigi Bosca não só é um dos estabelecimentos produtores com maior participação no mercado local de vinhos premium; além disso, seus rótulos estão presentes nos cinco continentes e chegam a mais de 50 países do mundo. Atualmente, a vinícola produz 8 milhões de garrafas de vinho das quais 60% é vendido no mercado externo, principalmente nos Estados Unidos, no Canadá e no Brasil.

Falando um pouco mais especificamente do Luigi Bosca Single Vineyard Malbec DOC 2011, podemos dizer que é um varietal 100% Malbec, sendo que para a produção deste vinho, foram selecionadas antigas parcelas de Finca La Linda, localizada em Vistalba, que cumpre com os requisitos agronômicos que exigem as normas da Denominação de Origem. Após a fermentação, 100% do vinho passa para barris de carvalho francês novos, onde é realizada a fermentação malolática e é envelhecido durante 14 meses. Antes de sair para o mercado, é mantido na vinícola pelo menos dezoito meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor violácea de grande intensidade com bom brilho e quase nenhuma transparência. Lágrimas finas, rápidas e coloridas tingiam as paredes da taça.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, toques florais, especiarias e torrado ao fundo de taça.

Na boca o vinho se mostrou encorpado e potente, taninos marcados porém de excelente qualidade e uma boa acidez. Retrogosto confirma o olfato e o final é de longa duração.

Um baita vinho argentino, que por si só já é um deleite. mas que deve ir bem com carnes em um bom e velho churrasco. Eu mais do que recomendo.

Até o próximo!

Monday, May 26, 2014

Obra Prima Coleccion Malbec 2010: Um vinho argentino com sobrenome

A Bodega Familia Cassone foi criada em 1998 por seu patriarca, Eduardo Cassone, sua esposa mais seus três filhos. E esta veia pelo negócio vitivinícola se deu em Eduardo em consequência do empreendedorismo de seu pai, que começou a elaborar vinhos ainda em meados dos anos 50. E grande parte desta tradição veio ainda de seus antepassados, que chegaram na Argentina em meados do século XIX, vindos do Piemonte e arredores (Itália). Todos estes fatores em conjunto somados ainda a muito trabalho e dedicação colocaram esta bodega familiar no hall das mais importantes da Argentina. A Bodega Familia Cassone esta localizada no departamento de Luján de Cuyo e segue os padrões da região, sem deixar de lado entretanto os cuidados com o meio ambiente. 


Falando um pouco do vinho em questão, o Obra Prima Coleccion Malbec 2010, é feito a partir das uvas Malbec (80%), Cabernet Sauvignon (10%) e Merlot (10%) - apesar disso é considerado um varietal Malbec (permitido pelas leis argentinas). Segundo o produtor, os vinhos Obra Prima Coleccion Malbec são elaborados tendo-se o cuidado de selecionar as melhores uvas de cada uma das castas envolvidas. Ainda segundo a Familia Cassone, este vinho só será elaborado em colheitas consideradas excepcionais. Passa ainda por 18 meses de envelhecimento em barricas de carvalho francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor violácea de grande intensidade, bom brilho e quase sem transparência. Lágrimas finas, rápidas, coloridas e em grande quantidade também faziam parte do aspecto visual.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos negros, baunilha, flores e toques tostados. Bastante fragrante.

Na boca o vinho se mostrou encorpado e robusto, com taninos firmes e acidez na medida. Retrogosto confirma o olfato. Final de longa duração.

Um grande vinho, com certeza figura entre os melhores exemplares dos vinhos argentinos. Eu recomendo.

Até o próximo!

Monday, May 19, 2014

Nieto Senetiner Malbec DOC 2011: Um vinho argentino para o dia a dia

A história da Bodega Nieto Senetiner data de 1888, quando as primeiras vinhas foram trazidas e plantadas por imigrantes italianos, na província de Luján de Cuyo, em Mendoza. Desde então, ainda que de maneira familiar, a bodega prosperou e fora adiquirada em 1969 pela família Senetiner, atual proprietária da bodega. A bodega atua nos mais diversos segmentos de vinhos, sempre tendo algum destaque seja quando falamos de vinhos espumantes, vinhos brancos, vinhos rosés e/ou vinhos tintos. Esta vinícola argentina, uma das pioneiras no uso da Malbec em um vinho com denominação de origem na América Latina, é uma das vinícolas que mais entende do riscado quando se trata de Malbec.


O vinho em questão, Nieto Senetiner Malbec DOC 2011, é um varietal 100% Malbec de uvas cuja origem se dá em Lujan de Cuyo, em Mendoza, na Argentina. Estes vinhedos estão a mais de mil metros de altitude e alguns possuem mais de 50 anos de idade. O vinho passa ainda por 12 meses em carvalho francês para afinamento e envelhecimento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor violácea de grande intensidade, bom brilho e quase nenhuma transparência. Lágrimas finas, rápidas e coloridas tingiam as paredes da taça.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas (cerejas mais notadamente), toques florais (pétalas de rosas), tabaco e algo de baunilha. Fundo de taça  ainda apresentou certo tostado.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez e taninos macios e redondos. Retrogosto confirma basicamente o olfato. Final de média duração.

Um típico exemplar de Malbec argentino (sem qualquer desdém em tal afirmação), bem feito e que é um bom custo benefício para o dia a dia. Deve agradar em cheio o paladar do brasileiro em geral. Me parece ser um bom curinga na cozinha, podendo encarar uma boa gama de pratos ao mesmo tempo que vai bem se bebido sozinho. Eu recomendo.

Até o próximo!

Thursday, April 17, 2014

#MalbecWorldDay com vinhos Nieto Senetiner

Hoje é dia de comemorar mais um #MalbecWorldDay e nada melhor do que comemorar em grande estilo, com uma das vinícolas que mais entende do riscado: a Nieto Senetiner. Esta vinícola argentina, uma das pioneiras no uso da Malbec em um vinho com denominação de origem na América Latina, organizou um jantar harmonizado somente com vinhos feitos a partir da uva Malbec, jantar este que foi oferecido no espaço que a Nieto Senetiner mantém em São Paulo, chamado de Casa Nieto. O espaço Casa Nieto torna a vinícola a primeira de nacionalidade argentina a ter um espaço seu em solo brasileiro. O lugar é muito aconchegante e elegante.O jantar contou ainda com a co-organização da Casa Flora, importadora de vinhos responsável por brindar o mercado brasileiro com os vinhos da vinícola Nieto Senetiner.


Para quem não se lembra muito bem, o #MalbecWorldDay foi criado pela Wines of Argentina para celebrar esta uva que se tornou a uva símbolo dos vinhos dos nossos hermanos e que é muito apreciada por aqui. Mas a história é um pouco mais complexa. Como sabemos a uva Malbec tem seu berço na França, mais precisamente na região de Cahors. No final do século XIX no entanto, com o advento da filoxera e a quase total destruição da vitivinicultura francesa, a cepa cai no que podemos chamar de um certo ostracismo, sendo então colocada de lado em contrapartida a outras mais famosas. Neste ínterim a cepa chega a Argentina e começa a se desenvolver de forma espantosa e se adaptando de maneira exemplar ao clima e solo da região de Mendoza principalmente. E na data de 17 de abril de 1853 um projeto para criação de uma escola de agronomia e de um órgão em Mendoza em prol da vitivinicultura do país com base na expansão desta atividade cria um marco com relação muito estreita da uva Malbec e da vitivinicultura da Argentina. E foi com toda esta história levada em conta que se criou o dia Mundial da Malbec em 17 de abril.


A intenção do jantar era mostrar algumas faces que a Malbec pode assumir em determinados vinhos, mostrando também a versatilidade que esta uva pode ter. De vinhos mais leves, menos potentes e com leve teor de açúcar residual até poderosos vinhos tintos que lembram até tinta preta. Cada prato foi pensado, portanto, com este intuito.



De entrada, uma saladinha verde com crispy de jamon serrano. Todos esperávamos um vinho branco (embora fosse o dia da Malbec) para acompanhar. Mas em uma excelente sacada do pessoal da Casa Flora, resolveram colocar o Emília Malbec 2012 para tentarmos harmonizar e checar o resultado. E não é que ficou bom? O amargor das folhas com a crocância e leve gordura do jamon harmonizaram de forma interessante com a leve sensação de doçura que o vinho tinha em boca, aliada a taninos macios e uma boa acidez (até certo ponto incomum em vinhos Malbec). O vinho apresentava ainda aromas de compota de frutas, toques florais e algo de especiarias. Começávamos com o pé direito.


Seguimos então ao primeiro prato, um Risoto de Funghi Porcini bem cheiroso e saboroso. A escolha para harmonização já ficaria mais séria a partir daqui. E o vinho apresentado então foi o Don Nicanor Malbec 2010, um vinho já mais elegante, que descansou em barricas de carvalho por 18 meses. Aromas de frutas escuras bem maduras, algo de frutos secos (ameixa preta, uva passa) e baunilha em segundo plano. Bom corpo, taninos finos e macios e acidez bem postada. Complexo e equilibrado ao mesmo tempo, este vinho caiu bem com o risoto.


Chegamos na hora do segundo prato, e aqui a coisa era pra profissa. Massa com ragú de Ossobuco e o vinho para acompanhar? Nada mesmo que o Cadus Malbec Blend of Vineyards 2010, ou Tri Malbec para os íntimos. Este vinho é denominado desta forma pois as uvas Malbec utilizadas para produzi-lo vem de 3 vinhedos diferentes, que contam com solos e climas diferenciados ajudando na criação de um vinho complexo e elegante. Passa ainda por 12 meses em barricas novas de carvalho francês. Tudo isso resulta num vinho incrível, frutos vermelhos e negros em sintonia juntamente com aromas de madeira, baunilha e toques de flores e especiarias. Em boca é encorpadão, taninos redondos e boa acidez. Confirma a complexidade olfativa também em boca. Fica por muito tempo no paladar. Um vinho especial, sem dúvidas. E claro, na minha opinião, o campeão da noite. Combinou divinamente com a massa e o ossobuco.


Fica o agradecimento especial a Nieto Senetiner, sua assessoria de imprensa, Casa Flora e demais organizadores pelo convite e pela chance de participar do jantar. Uma maneira estilosa de comemorarmos o #MalbecWorldDay.

Até o próximo!

Thursday, December 5, 2013

Vistalba Corte A 2008

Já de volta ao lar, nos braços de minha família, com muitos motivos para comemorar o ano que está perto de se acabar, resolvemos abrir um grande vinho para a ocasião. Cansado também desta convivência americanizada dos últimos dias (mentira, adoro vinhos americanos) abri minha adega (que esta meio pobrinha ultimamente) e resolvi tirar de lá este Vistalba Corte A 2008, um presente vindo diretamente da Argentina.


A vinícola Vistalba foi construida em 2002, no coração de Luján de Cuyo, em Mendoza, na Argentina pelo famoso enólogo Carlos Pulenta. Seguindo sua descendência e se utilizando das técnicas vinícolas trazidas por ambos italianos e espanhóis para Mendoza, Carlos desenvolveu toda sua linha de vinhos e cortes se baseando ainda na família, especialistas em solo da região e assim por diante. Possui uma arquitetura bela e imponente, estilo Criollo, ou como dizem por lá, no estilo nativo. 

O vinho em destaque é um corte composto de 64% Malbec, 29% Bonarda e 7% de Cabernet Sauvignon. É envelhecido em barricas francesas por 18 meses. Depois passa ainda por 12 meses em garrafa antes de ser disponibilizado ao mercado. Atinge graduação alcoólica de 14,8%.  Vamos as impressões.

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor violácea de média para grande intensidade, com lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas compondo o aspecto visual.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutas vermelhas, chocolate e toques de eucalipto. 

Na boca um vinho encorpado, taninos redondos e acidez na medida. Retrogosto confirma o olfato com frutas e toques mentolados. Final de longa duração.

Mais um grande vinho hermano, que fez companhia para mais uma noite de comemoração em casa. Que venham outras.

Até o próximo! 

Monday, September 30, 2013

Suipacha Reserva Malbec 2007

Depois de um longo e tenebroso afastado das atividades vinícolas em virtude de uma gripe muito forte e de um banho de remédios, eis que estamos reestabelecidos e prontos para o recomeço. E confesso que começamos com a corda toda! O primeiro vinho do recomeço é este Suipacha Reserva Malbec, da Bodega Otero Ramos, radicada em Mendoza, na Argentina. 


A história da Bodega Otero Ramos data de mais de uma década de muito trabalho, que nasceu de um sonho e da busca por este sonho de Manuel Otero Ramos que se materializou e começou a colher os frutos com vinhos de muita qualidade, amplamente divulgados pelo mundo a fora. A primeira colheita e respectiva safra para venda foi a de 2006 e desde então suas mudas de Malbec, Cabernet Sauvignon, Tannat, Pinot Noir, Petit Verdot, Chardonnay e Sauvignon Blanc vem gerando vinhos interessantíssimos. 

O vinho é feito com 100% de uvas Malbec de Lujan de Cuyo, em Mendoza na Argentina e passa por 12 meses de envelhecimento em carvalho de primeiro uso. Passa ainda por 24 meses em garrafa e por mais um ano em adega antes de ser colocado no mercado. Possui 13,8% de teor alcoólico. Vamos as impressões.

Na taça uma bonita cor rubi violácea de grande intensidade, bom brilho e quase sem transparência. Lágrimas finas, rápidas e levemente coloridas. 

No nariz o vinho mostrou um mix de frutas vermelhas e escuras, toques florais e lembrança de baunilha. Ao fundo de taça existia toques de especiarias e tostado.

N boca o vinho apresentou corpo de leve para médio, boa acidez e taninos finos porém marcados e de boa qualidade. Retrogosto confirma o olfato. Final de média duração.

Um bom vinho, trazido pela Vinea e que abriu a volta dos trabalhos. Que venham os próximos.

Até o próximo!