Showing posts with label Semillon. Show all posts
Showing posts with label Semillon. Show all posts

Tuesday, December 13, 2016

Langtafel White Blend 2014

Eu gosto muito de variar os vinhos que bebo e, mais do que isso, procuro variar as regiões vinícolas que experimento para sempre poder aprender mais sobre os vinhos e suas peculiaridades. E hoje fomos até a um local que, na minha opinião, é até pouco explorado no nosso mercado mas que trás algumas gratas surpresas. Hoje falaremos de África do Sul e mais do que isso, falaremos de um bom vinho branco de lá com um corte não muito usual. Hoje é dia de Langtafel White Blend 2014.


O Langtafel White Blend 2014 é produzido pela Mooiplaas Wine Estate, situada entre as montanhas majestosas e férteis dos vales de Stellenbosch, na África do Sul. A propriedade é uma fazenda histórica cujos vinhedos estão plantados entre dois oceanos em encostas íngremes de antigos solos ricos em minerais nas ensolaradas colinas da região. É lá que Tielman e Louis Roos produzem uma gama de vinhos enraizados na tradição e técnicas artesanais que aproveitam ao máximo o terroir único da região. Uma das características mais marcantes da Mooiplaas é o terreno irregular, desde os prados no fundo do vale até a bacia hidrográfica no topo das colinas. Estes contrastes topográficos resultam em diferenças interessantes no microclima. Hoje, a Mooiplaas Wine State ocupa uma área de 243 hectares, dos quais cerca de 100 hectares são plantados com vinhas e 70 hectares dedicados a um parque natural privado.

Falando sobre o Langtafel White Blend 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir de um blend das uvas Chenin Blanc, Sauvignon Blanc e Semillon sem qualquer estágio em madeira. Vamos, finalmente, as impressões sobre o vinho?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha com reflexos levemente dourado com muito brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos e tropicais, aspargos e um toque mineral interessante no fundo.

Na boca o vinho apresentou corpo médio com boa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e delicioso.

Um bom vinho para o dia a dia, mais um vez fugindo dos hermanos chilenos e argentinos. É excelente para se ampliar a litragem com vinhos de outros países menos consumidos por aqui além de ser super fácil de beber, daqueles que a garrafa seca logo. Eu recomendo a prova. Mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Tuesday, August 9, 2016

Winebar com Mendel Wines em destaque

Ontem a noite tivemos mais um oportunidade de acompanhar o Winebar, degustação virtual conduzida pelo apresentador, Daniel Perches, e um convidado sempre muito especial (normalmente enólogo ou sommelier ligado aos vinhos a serem discutidos). Falando especificamente da noite de ontem, tivemos pela primeira vez a presença de Roberto de La Mota, um dos mais conceituados enólogos argentinos e proprietário da Bodega Mendel. A idéia aqui era falar da diversidade de uvas produzidas na Argentina, muito além da famosa Malbec. E para ilustrar tal idéia, os vinhos que viriam a ser degustados eram o Mendel Semillon 2014 e o Lunta Tempranillo 2012.

A Viñedos y Bodega Mendel surge em 2003, da união de Roberto de la Mota, um dos mais respeitados e experientes enólogos argentinos, e de uma família argentina comprometida em obter vinhos da mais alta qualidade que expressam o carácter único das vinhas e os atributos incomparáveis do terroir de Mendoza. Seus vinhedos estão localizados em Perdiel- Finca dos Andes e Finca Mayor Drummond - entre 900 e 1.100 metros acima do nível do mar, na melhor e mas irrigada terra de Lujan de Cuyo.


Falando um pouco dos vinhos degustados, comecemos pelo Lunta Tempranillo 2012, vinho este que pode ser considerado de uma linha de entrada da vinícola. É um vinho feito com 100% de uvas Tempranilllo de Luján de Cuyo com 60% do vinho passando por madeira francesa por cerca de 8 meses, depois mais 6 meses em garrafa antes de ser comercializado. O resultado? Um vinho de coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e boa limpidez. Aromas de frutos vermelhos frescos, especiarias, algo de tabaco, baunilha e tostado. Na boca o vinho apresenta corpo médio, boa acidez e taninos suaves. um bom vinho que acompanhou costelas suínas ao sal grosso e repolho picante.



Agora passaremos ao que foi, na minha opinião, a estrela da noite: o Mendel Semillon 2014. Segundo Roberto, esta variedade branca foi trazida para a Argentina juntamente com a Malbec mas, não tendo feito o sucesso que sua irmão tinta, acabou sendo negligenciada. De qualquer maneira, este belíssimo exemplar é feito 100% com uvas Semillon de Altamira, em San Carlos provenientes de vinhas consideradas velhas (idade média de 73 anos) a uma altura de mais de 1000 metros acima do nível do mar. A fermentação ocorre em tanques de aço inoxidável e 15% do vinho passa por 6 meses em barricas de carvalho antes de ser engarrafado. Assim obtêm-se um vinho amarelo dourado com alguns reflexos ainda esverdeados, muito límpido e brilhante. No nariz muita fruta cítrica, algo de mel e floral. Na boca um vinho de boa untuosidade e excelente acidez. Final longo e saboroso. Uma delícia de vinho, daqueles que realmente se vai sem que percebamos. Acompanhou um belo risoto caprese e salmão assado. Sem dúvida o campeão da noite.


Assim finalizamos mais uma degustação com o pessoal do Winebar e esses excelentes vinhos argentinos da Mendel Wines. Vale ressaltar que os vinhos são trazidos ao Brasil pela Expand. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Wednesday, June 1, 2016

Esporão Private Selection Branco 2013

Na semana passada tive a oportunidade de participar de mais um evento bem bacana, que foi o Qualimpor Wine Day, organizado pela importadora que dá nome ao mesmo (Qualimpor). O evento, assim como a importadora, tem seu foco nos vinhos portugueses e espanhóis, além de iguarias também de ambos países. E é de lá que vem o vinho que iremos falar sobre no post de hoje. Estou falando do Esporão Private Selection Branco 2013.


A pouco mais de 170 km a sudeste de Lisboa, junto à histórica cidade de Reguengos de Monsaraz, deparamo-nos com uma típica paisagem do Baixo Alentejo. É lá, por entre suaves planícies e vales pouco profundos escavados por ribeiras intermitentes, campos de cereais, vinhas e olivais que encontramos a Herdade do Esporão (produtora do vinho de hoje). Situada então no coração do Alentejo e integrada na Rota dos Vinhos da região, a Herdade do Esporão apresenta condições únicas para a agricultura e para o Enoturismo. Com cerca de 700ha de vinhas,olivais e outras culturas potenciadas pelo Modo de Produção Biológico e Produção Integrada. Neste território estão plantadas cerca de 40 castas, 4 variedades de azeitona, pomares e hortas.

Já sobre o Esporão Private Selection Branco 2013 podemos acrescentar que é um vinho feito com a casta Semillon, uva esta pouco usual se pensarmos em Portugal e Alentejo. Mas este é o intuito do uso desta casta neste vinho. o de desafiar o perfil mais conservador dos vinhos da região. Além disso o vinho é fermentado e maturado em barricas novas de carvalho francês sobre as borras (sur lie) e com o uso de batonnage, para que todo o vinho possa ter mais contato com as leveduras, com a madeira e para uma maior integração do mesmo com seus elementos. Eu diria que recebe um toque bordalês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho mostrou bonita coloração amarelo palha de reflexos dourados com bom brilho e boa limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos tropicais bem maduros, chocolate branco, toques minerais, amêndoas e algo floral.

Em boca o vinho era untuoso e com uma bela acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo, saboroso e muito elegante.

Um belíssimo exemplar de vinho branco Alentejano, que só engrandeceu o evento com seu protagonismo. Parabéns a Herdade do Esporão pelo belo vinho e a Qualimpor por nos dar a oportunidade de prova-lo. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Friday, May 1, 2015

Lafleur Mallet Sauternes 2007 & crème brulée: É harmonização pra #CBE

E chegamos àquele dia que sempre esperamos com entusiasmo todos os meses, que é o primeiro dia do mês quando os membros da #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs numa gostosa brincadeira postam todos sobre um mesmo tema. Neste mês, o tema foi super desafiador, proposto pelo Gil Mesquita, do blog Vinho para Todos, e foi "qualquer vinho de sobremesa, mas com uma dica de harmonização no post (de preferência com foto)". E digo que o tema foi desafiador por que, apesar de gostar muito de vinhos de sobremesa, eu consumo muito menos do que eu gostaria de consumir e não tinha pensado muito sobre harmonizações com eles. Até que este dia chegou. O vinho escolhido por aqui foi o Lafleur Mallet Sauternes 2007 e o escudeiro, o creme brulée. Vamos ver o que aconteceu?


O vinho em questão é produzido pelo Cheval Quancard, que possui diversas propriedades ao longo da região de Bordeaux. Desde 1844, a história da família Quancard tem sido associada as vinhas de Bordeaux. Nos anos anteriores a famosa classificação de 1855, Pierre Quancard criou o seu negócio de comércio de vinhos em Sainte-Antoine, localizado no coração das vinhas de Saint-André de Cubzac. Em 1985, orgulhosa do seu rico patrimônio, a empresa mudou seu nome para Cheval Quancard, em homenagem ao seu fundador e para afirmar a sua longa tradição familiar. Hoje, Cheval Quancard é uma das principais empresas de gestão familiar no mercado de Bordeaux. O seu envolvimento na região é reforçada pela personalidade e qualidade excepcional dos vinhos das 10 fazendas de propriedade familiar, que abrangem mais de 500 hectares de vinha das denominações de Sainte-Estèphe, Haut-Médoc, Lalande-de-Pomerol, Montagne -Saint-Émilion, e Bordeaux Supérieur. A sua gama de qualidade é ainda reforçada pelo afiliações de longa data com quintas e castelos, que dão lugar ao preço de qualidade - que combina tradição com técnicas de vinificação que são o estado da arte.

Sauternes, especificamente, fica a 65 km aproximadamente da cidade de Bordeaux e é uma região reconhecida por seus vinhos doces. O Lafleur Mallet Sauternes 2007 é um vinho feito da seleção dos mais nobres grãos de uvas das variedades Sémillon, Sauvignon Blanc e Muscadelle (50%, 20%, 30%) que foram "atacados"pela "podridão nobre". O vinho foi fermentado e envelhecido em tanques de inox. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma linda cor amarelo palha com reflexos dourados, brilhante e límpida.

No nariz, entretanto, é onde o vinho começou a se revelar. Aromas cítricos de casca de laranja, toques de damasco seco, mel e toques de madeira. Um verdadeiro perfume engarrafado.

Na boca o vinho foi outro deleite. É untuoso e com uma deliciosa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo, saboroso e sem dulçor excessivo.

Como dica de harmonização, buscamos fazer um emparelhamento com uma receita francesa. E o escolhido foi o crème brulée. A receita é a base de ovos, baunilha e creme de leite fresco. A untuosidade do creme foi um bom par para o vinho e a citricidade do vinho combateu a doçura da sobremesa. Por fim, a textura da "casquinha" de açúcar queimado que recobre o creme dava um "que" a mais. Eu gostei. De qualquer forma foi uma ótima experiência e mais uma missão cumprida com louvar para a #CBE.

Até o próximo!

Tuesday, December 9, 2014

Restaurante Carlota & Hardy's Stamp Chardonnay Semillon 2013

Em um simpático sobrado nas imediações de Higienópolis se encontra o restaurante Carlota, sob a batuta da chef gaúcha Cala Pernambuco. O logo do lugar, estilizado, remete a requinte e a tradição, e já deixa uma boa impressão, assim como uma espécie de "varanda" que serve para espera em dias mais concorridos. Assim que adentramos o restaurante ficamos também encantados: o pé direito é bem alto e o restaurante é de tijolinhos pintados de branco com toda a decoração garimpada pela própria chef, dando um toque autoral e acolhedor. O cardápio tem como base a culinária brasileira mas com múltiplas influências internacionais, afinal a chef é antenada e gosta muito de viajar e buscar novas inspirações para a sua cozinha. A carta de vinhos é bem generosa e conta com alguns rótulos bem conhecidos e outros que os complementam. Os preços não são assim tão em conta, mas o resultado destas combinações não poderia ser melhor.

 
Eu que havia prometido a minha esposa que iríamos conhecer o Carlota desde a ocasião de seu aniversário, em Maio último, vi neste final de semana a janela de oportunidade que precisava. Sempre fomos muito fãs do programa da Carla Pernambuco na tv, o Brasil no Prato, e suas receitas, apesar de mais requintadas, sempre nos chamaram atenção. Juntamos então a fome com a vontade comer.


Pensando em ter a experiência mais completa possível, começamos a refeição pedindo o vinho (sobre o qual falarei mais adiante) e o couvert que por si só já mostrava que havíamos feito uma boa escolha. O couvert era composto de uma cesta com pães quentinhos e biscoitos de polvilho deliciosos, acompanhados de manteiga temperada com pimenta e flor de sal e uma foundata de queijo com alecrim que era de lamber os dedos e a panelinha em que veio servida.


Ainda não tínhamos escolhido os pratos principais quando tivemos uma surpresa: a chef Carla Pernambuco em pessoa acabava de entrar no restaurante e, depois de olhares pouco discretos de nossa parte, veio até nossa mesa. Um cordial cumprimento seguido do questionamento sobre o que havíamos escolhido. Sabendo que ainda não estávamos decididos ela deu a sugestão: Pargo grelhado, tapenade de alcachofras e risoto 7 grãos de pecãs e damascos. Este era um dos pratos que compunha uma lista especial do menu intitulada favoritos. O prato estava delicioso e a leve doçura do risoto aliada a mudança de textura do arroz integral davam uma boa sustentação ao peixe, grelhado na medida. Já minha esposa optou por um prato a base de carne, o Filet mignon com crosta de parmesão, molho blue cheese e gateau de batata. O medalhão estava no ponto ideal, ainda rosa por dentro e a batata ficou deliciosa na companhia do alho poró e do alho.


O vinho escolhido para acompanhar a refeição foi o Australiano Hardy's Stamp Chardonnay Semillon 2013. A Hardy's é uma vinícola que está no ramo a mais de 160 anos e conta agora com a quinta geração da família no comando. Possuem vinhedos espalhados pela Austrália e suas principais regiões, como por exemplo os Vales de McLaren e Clare. Sobre o vinho pouca informação está disponível, a não ser que é um corte de duas uvas, como o próprio nome já diz e que tem alguma passagem por madeira. O vinho apresentou uma coloração amarelo palha com alguns reflexos verdeais. No nariz o vinho mostrou aromas de frutas cítricas, algo de frutas tropicais com notas florais e mel. Na boca um vinho de corpo médio, boa acidez e um saboroso e longo final. Um bom vinho, com um blend um pouco fora do comum. Aprovado.


Para fechar o almoço com chave de ouro era preciso enfiar de vez o pé na jaca e curtir uma boa sobremesa. Depois de muito pensar, xeretar as mesas vizinhas e ouvir alguns sopros sobre um tal petit gateau, tínhamos o veredicto: Petit gateau de doce de leite com sorvete de banana. Uma delícia, bolinho no ponto com recheio cremoso e o sorvete extremamente saboroso. Aprovado com louvor.

Era enfim hora de partirmos, satisfeitos e felizes pois a refeição tinha sido tudo que esperávamos. Recomendo que conheçam o restaurante, ideal para encontros românticos. Eu recomendo.

Até o próximo!

Friday, September 26, 2014

Masterclass Vinhos do Alentejo: A Arte do Corte

No último dia 15 de Setembro aconteceu no Hotel InterContinental São Paulo a Masterclass ‘A Arte do Corte’, conduzida pelo crítico de vinhos português Rui Falcão através da Comissão Vitivinícola Regional Alentejana. O evento foi organizado pela Essência do Vinho e integra a programação do Tasting anual da CVR Alentejana, que aconteceu no mesmo dia. A assessoria de imprensa ficou a cargo da sempre competente Alessandra Battochio Casolato através da CH2A Comunicação, mestre no quesito. Na prova, Rui Falcão falou sobre como o Alentejo tem conseguido combinar diferentes variedades de uvas alcançando vinhos que são um conjunto superior à soma das partes. Complicado né? Vamos ver a seguir se consigo simplificar um pouco o que aconteceu por lá.


Primeiro é preciso dizer que, se você um dia tiver a oportunidade de visitar Portugal (eu ainda não tive, mas vou ter) nunca diga que você quer um vinho de corte. Eles não vão entender! Afinal quase tudo que se faz por lá é a mistura de mais de uma uva. E mais, lá se você quiser realmente conversar sobre o assunto, fale em vinho de "lote". Enfim, particularidades da língua. E foi mais ou menos assim que Rui começou a aula, ou melhor, o show.


Mas a pergunta que começou a povoar a cabeça dos presentes (mentira, começou a povoar a minha cabeça) era o por que do uso quase que integral de cortes dos vinhos ao invés de se pensar em vinhos varietais. E Portugal, através de Rui Falcão, justificou: pluralidade de uvas autóctones, complementação de uma uva com a outra (características distintas), preferência pura e simples entre outros motivos. O mistério começava a se desfazer. 


Antes porém é preciso ressaltar que o Alentejo é uma das regiões mais consumidas no mundo. Some-se a isso o fato de se produzir vinho por lá a milhares de anos e as recentes inovações tecnológicas que por lá se empregaram para termos uma região muito interessante para se provar. E nada melhor do que provar vinhos e tentar entender o que acontece por lá. De brancos a tintos, muita coisa boa passou pelas taças. Vamos aos astros principais:


Adega de Borba Tinto 2012: corte de Aragonês, Trincadeira e Alicante Bouschet com uma cor bastante escura e vibrente, frutos escuros, caramelo e toques florais no nariz. Na boca tem um corpo médio, boa acidez e taninos marcados. Final de médio para longo;

Cortes de Cima Tinto 2011: aqui já entram uvas internacionais como Petit Verdot e Syrah com as tradicionais Touriga Nacional e Aragonês. Violáceo de grande intensidade, fruta, flor, especiarias e tostado no nariz e confirmado no paladar. Taninos marcados, bom corpo e acidez na medida;

Esporão Reserva Branco 2013: feito a partir das castas Arinto, Antão Vaz, Roupeiro e Semillon, este branco tinha coloração amarelo palha bem clarinha e brilhante, aromas de maracujá, lichia, coco e tostado. A acidez era marcada com um corpo médio e um final de média duração;

Vila Santa Reserva Branco 2012: este tem em sua composição Arinto, Alvarinho e Sauvignon Blanc. Mostra alguma evolução para um amarelo dourado com toques herbáceos, de abacaxi e maracujá no nariz. Na boca é untuoso, mineral e fresco com um final de longa duração;

Tinto da Talha Grande Escolha Tinto 2009: talvez um dos melhores, senão o melhor da noite, feito com um corte simples Alicante Bouschet/Touriga Nacional já apresentava traços evolutivos granada com muita complexidade aromática: fumo, fruta, floral, medicinal e toques terrosos. Na boca mostrou corpo e acidez invejáveis com taninos bem marcados e um final longo e delicioso;

Dona Maria Reserva Tinto 2008: corte de Alicante Bouschet, Syrah e Petit Verdot trazendo aromas frutas, balsâmico e toques animais. Guloso e encorpado na boca, com taninos macios e uma boa acidez. Um vinho mastigável e delicioso;

Paulo Laureano Premium 2012: famoso bigode do mundo do vinho, seu vinho é um corte de Alicante Bouschet, Trincadeira e Aragonês de coloração violácea escura e sem transparência, com muita fruta e especiaria em primeiro plano. Encorpado, taninos marcados e de boa acidez.

E foi assim que essa intrigante região vinícola, eleita como umas das melhores do mundo para se visitar por uma publicação americana, se apresentou neste dia. Muita diversidade, muitas uvas e muito vinho bom.

Até o próximo!

Monday, September 15, 2014

Valdivieso Grand Brut: Desta vez as borbulhas vieram do Chile!

Em mais um dia de jantinha especial aqui em casa, embora um dia ordinário, além de termos visitas e passarmos por momentos agradáveis, aproveitamos a oportunidade para abrimos um espumante que veio diretamente da fonte, neste caso, o Chile. Estou falando é claro do Valdivieso Grand Brut.
 
 
O vinho espumante é produzido pela Viña Valdivieso, um dos grandes produtores vitivinícolas do nosso vizinho Chile, e está neste mercado a mais de 100 anos tendo começado como uma das pioneiras na produção de vinhos espumantes. De lá pra cá, muitas linhas de vinhos se desenvolveram fazendo com que a Valdivieso se torna-se uma das maiores de seu país e produzisse ícones como o Caballo Loco e Éclat, por exemplo. Possui vinhedos em diversas áreas espalhadas pelos melhores terrenos no Chile e faz desta diversidade, seu maior trunfo.

Já sobre o vinho espumante em si, podemos dizer que é um corte de 60% de Chardonnay, 20% de Pinot Noir e 20% de Semillon. Estas uvas são provenientes do Vale do Curicó, no Chile. É feito pelo método tradicional onde o líquido, depois de engarrafado, fica por 12 meses em contato com as leveduras. Vamos as impressões?

Na taça o vinho espumante apresentou uma bonita coloração amarelo palha com reflexos esverdeados, bom brilho e ótima transparência. Borbulhas finas, em boa quantidade formavam também um boa coroa na parte superior da taça.

No nariz o vinho espumante apresentou aromas de panificação, amêndoas e frutas tropicais. Ligeiro floral também se pode notar.

Na boca o vinho espumante se mostrou fresco e com um corpo leve, tendendo para o médio. O retrogosto confirma o olfato e as borbulhas continuam e formam um bom colchão na boca. O Final é agradável e de média duração.

Mais um bom vinho espumante degustado por aqui, este vindo do Chile e que agrada pela maciez e frescor que apresentou. Vale a pena conhecer. Eu recomendo.

Até o próximo!

Wednesday, June 11, 2014

Espumante Montchenot Extra Brut 2012: Borbulhas vindas da Argentina

A Bodegas Y Viñedos Lopez representa um caso excepcional na indústria do vinho na Argentina pois começou em 1898 e continua até hoje nas mãos da família fundadora, sendo mais de 116 anos de tradição. Seu fundador, José López Rivas, chegou em 1886 vindo da aldeia de Algarrobo em Málaga, na Espanha, onde se dedicou juntamente com sua família as videiras e oliveiras. Ele decidiu instalar seus vinhedos no país (Argentina) e escapar de uma praga devastadora, a filoxera, que afetou as vinhas por toda a Europa. Em 1898, ele estabeleceu-se definitivamente em Mendoza, e o peso da tradição vinícola da família Lopez não tardou a surgir. No mês de março deste mesmo ano começou a fazer os seus próprios vinhos nas melhores áreas da província, produzidos até os dias atuais com vinhas próprias e um princípio que permanece desde então: controlar todas as etapas da produção dos vinhos, cuidando e supervisionando cada detalhe.

Espumante Montchenot Extra Brut 2012

Falando um pouco sobre o vinho espumante alvo do post, o Espumante Montchenot Extra Brut 2012, podemos dizer que o mesmo é feito a partir das uvas Chardonnay, Semillon e Pinot Noir de vinhedos localizados em  Stone Cross (Alto Vale do Rio Mendoza), departamento de Maipú e Campo Vidal em Tupungato, ambos na província de Mendoza. O processo de segunda fermentação acontece em tanques de aço inox. Vamos as impressões?

Na taça o vinho espumante apresentou uma coloração amarelo palha com alguns reflexos dourados. Borbulhas bem pequeninas, abundantes e persistentes, formando uma bonita coroa. 

No nariz o vinho espumante mostrou aromas de frutos tropicais como abacaxi e pêssego e toques florais e de mel.

Na boca o vinho espumante apresentou boa cremosidade, certa untuosidade e uma gostosa e refrescante acidez. Forma bom colchão de espuma. Retrogosto confirma o olfato com muita fruta. Final de média para longa duração. 

Um bom vinho espumante para o dia a dia, bem feito e sem defeitos. Acompanha uma boa conversa ou mesmo uma refeição rápida e despretensiosa. Convida ao próximo gole. Realmente não é só de Malbec que vivem os nossos hermanos. Eu recomendo.

Até o próximo!

Tuesday, February 4, 2014

Club Des Sommeliers Bordeaux Branco 2011: Noite de calor, vinho e uma bela maminha!

Popularizar o vinho, tirar aquela aura elitista. Muito disso é discutido em nosso mercado seja por importadores, produtores, mídia especializada e afins, mas ações palpáveis e de alguma maneira mais concretas são escassas. Mas eu acho que esta linha de vinhos da rede de supermercados Pão de Açúcar se encaixa muito bem neste assunto e acerta em cheio na proposta, conforme já comentei por outras tantas vezes por aqui. Hoje é vez do Club Des Sommeliers Bordeaux Branco 2011.


Veja o que o Grupo Pão de Açúcar diz a respeito destes vinhos: "Club des Sommeliers é uma marca de vinhos exclusiva do Grupo Pão de Açúcar. Lançada em 2000, a linha possui mais de 60 rótulos de 10 países selecionados pelo enólogo e consultor de vinhos Carlos Cabral. Os vinhos Club des Sommeliers são selecionados nas melhores regiões vinícolas do mundo: França, Itália, Portugal, Espanha, Chile, Argentina, Brasil, África do Sul, Nova Zelândia e Austrália. Em 2011, lançamos a linha Reserva Club des Sommeliers, com vinhos que passam por um processo de envelhecimento em barricas de carvalho. O contato da bebida com a madeira torna-a mais saborosa e encorpada. A grande variedade de rótulos oferece a você vinhos de qualidade a preços acessíveis, com opções para o dia a dia e também para grandes celebrações. Confira nossos rótulos em diversas lojas do Extra e Pão de Açúcar com a garantia e exclusividade do Grupo Pão de Açúcar. Uma marca de vinhos especialmente selecionados para você".

Dito isso passamos ao vinho. O Club Des Sommeliers Bordeaux Branco 2011 é feito a partir de uvas Sauvignon Blanc e Sémillon colhidas na região de Bordeaux, na França. Você leitor mais perspicaz vai me dizer que isso é muito genérico e eu, entendendo sua colocação direi que você está correto. Porém dentro da proposta de ser um vinho mais simples, para apresentar a região ao consumidor não costumeiro, entendo que esteja de bom tamanho. Sem maiores informações sobre o vinho, vamos as impressões.

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor amarelo palha brilhante com alguns reflexos dourados. Lágrimas finas, rápidas e incolores completavam o aspecto visual.

No nariz o vinho trazia aromas de frutas cítricas, toques florais e leve lembrança empireumática, algo como plástico novo.

Na boca o vinho tinha um corpo de leve para médio, ótima acidez e trazia no retrogosto a confirmação do olfato. Pude sentir também um toque salino, lembrando água salgada, conchas (eu diria que é mineral, mas como existe uma discussão a cerca do assunto, deixemos assim mesmo. Final de média duração.

Um vinho correto, que entrega o que se propõe e que vale o quanto custou (cerca de R$ 45,00). Acompanhou bem uma maminha cozida e o calorão que vem assolando terras brasilis. A maminha foi feita de modo bem simples, como descrito abaixo:

Coloque numa panela azeite abundante e ervas (tomilho, alecrim, louro, etc.) e acrescente por cima a carne e uns dois dentes de alho amassados ainda com a casca. Acrescente cerca de 100 ml de vinho branco e uma cebola cortada em rodelas. Salgue e coloque pimenta a gosto. Tampe e cozinhe por uma hora em fogo lento. Retire do fogo e corte em fatias. Voilá! Eu recomendo.

Até o próximo!

Tuesday, January 7, 2014

Winebar Wines of Argentina: Harmonizando Vinho & Música!

Passados alguns dias das festividades de final de ano, agora é hora de me voltar para o concurso lançado ainda em meados de Dezembro de 2013 em um difícil exercício de harmonização entre vinho e música, desafio este proposto pela Wines of Argentina através do já conhecido por aqui, Wine bar. O concurso tem mais ou menos o formato a seguir: cada blogueiro recebeu dois vinhos com a missão de harmonizar cada uma deles com uma música, dentro de uma playlist montada pelos organizadores do concurso, e publicar o texto com as harmonizações e as justificativas em seu meio de comunicação. E é o que vou fazer a seguir.

O meu primeiro vinho foi na verdade um espumante, o Espumante Omnium Viniterra Brut, cujo produtor é a Viniterra. Não consegui informações muito apuradas sobre o mesmo mas ao que tudo indica é feito com um corte de Chardonnay (50%) e Semillon (50%) com segunda fermentação em tanques (método charmat). Com uma coloração amarelo palha clara com toques verdeais, perlage fina e persistente o vinho mostrou no nariz aromas de frutas como pêssegos e abacaxis maduros e bem doces com toques suavemente florais. Na boca o vinho apresentou corpo leve, boa acidez, boa formação de espuma e certa cremosidade além de um ataque inicial doce (mesmo sendo um espumante brut). Retrogosto confirma o olfato com muita fruta madura, quase em compota e o toque floral um pouco mais evidente. Final com um certo amargor que em determinado momento me incomodou um pouco, mas pode ser algo pessoal. Um espumante suave, doce e simples, direto.



Quando comecei a pensar em espumante, logo me veio a mente que eles naturalmente harmonizam com festas. E para tal, músicas mais animadas e dançantes, certo? Além disso, procurava por algo doce, suave e bem simples, direto, com uma letra que pode ser facilmente decorada e cantarolada. Dito isto tudo, minha escolha para a harmonização musical foi a música "I Feel Love" interpretada pelo Bronski Beat, que a meu entender tinha todas estas características, como a batida puxada para o eletrônico e dançante, a suavidade vocal da música e a doçura de falar do amor (afinal, quer sentimento mais doce que este). Além disso a letra é simples e não tem muitas estrofes, o único porém é a última frase que deixa no ar um "Por que você não volta?"; seria este também um sinal para o amargor final de uma história de amor?

Já meu segundo vinho foi o Salentein Reserve Pinot Noir 2011, vinho este proveniente de vinhedos de altitude da região do Vale do Uco, em Mendoza, na Argentina e produzido pelas Bodegas Salentein. Feito com 100% de uvas Pinot Noir, este vinho passa por envelhecimento em barricas de carvalho e posterior amadurecimento em garrafa, antes de ser disponibilizado ao mercado. Na taça uma bonita cor rubi violácea de média intensidade com lágrimas finas, rápidas e sem cor. Ao nariz o vinho mostrou boa tipicidade da casta com aromas de frutos vermelhos silvestres (morangos e cerejas) e toques amadeirados. Na boca o vinho apresentou corpo médio,boa acidez e taninos sedosos e macios. Retrogosto confirma o olfato a acrescentou um toque de baunilha a mistura já existente. Final de média para longa duração. Um vinho que a meu ver consegue preservar características inerentes a casta (Pinot Noir) com uma certa pegada novo mundo, colocando um pouco mais de força e gingado ao vinho.


Pensando nas características que listei no parágrafo acima, a escolha da música para a harmonização do segundo vinho foi "Light My Fire", aqui em uma versão de José Feliciano. A música originalmente foi gravada pela banda norte americana The Doors em seu albúm de estréia e rapidamente estourou, mas esta versão aqui deu ao músico porto riquenho José Feliciano inclusive um Grammy em 1969. Apesar de preservar a letra e a pegada pop, Feliciano consegue aqui incluir seu jeito e voz latinos (novo mundo) a uma música já consagrada, fazendo uso de toda sua sensibilidade musical e uso de violão acústico sendo inclusive considerado um dos primeiros latinos a abrir caminho no mercado americano. 

Deixo aqui meus exercícios de harmonização musical para que sejam julgados agradecendo de antemão a Wines of Argentina e aos organizadores do Wine Bar pela oportunidade de participar do concurso. Espero também que meus leitores possam se divertir, assim como eu, com os vinhos e a música.

Até o próximo!

Monday, January 6, 2014

Espumante Salton Brut: tradição e qualidade!

Ainda falando do final do ano e um pouco dos vinhos e espumantes que bebemos por aqui, chegamos a este espumante nacional da Salton, degustado ainda na noite da virada. A Vinícola Salton é uma das gigantes do mercado nacional e já foi bastante discutida e mostrada por aqui, por isso pouparei vocês leitores de mais sobre ela, falando apenas do vinho em destaque, o espumante Salton Brut.


O vinho é um corte composto pelas seguintes uvas: Chardonnay, Riesling, Malvasia, Trebiano e Semillon, todas colhidas na Serra Gaúcha, no Rio Grande do Sul. A base é então fermentada a primeira vez em tanques de inox sendo que a segunda fermentação também ocorre em tanques, ou seja, este espumante é feito pelo método charmat. Este processo de segunda fermentação acontece por um mês, segundo informações do próprio produtor. O vinho pertence a linha Fantasia, uma das linhas de entrada da vinícola, o que no entanto não pode desmerecer o produto apresentado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor amarelho palha brilhante com toques esverdeados. Boa perlage, consistente e persistente. Pequenas borbulhas em grande quantidade.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas cítricas, floral e leve lembrança de panificação. 

Na boca o vinho tinha um corpo leve, boa e refrescante acidez e bom colchão de espuma criando uma agradável sensação de cremosidade. Retrogosto confirma o olfato num final de média duração.

Acompanhou bravamente um bom Tambaqui assado e seus acompanhamentos. Foi um presente de meu amado pai e combinou perfeitamente com a ocasião. Eu recomendo.

Até o próximo!

Monday, March 11, 2013

Valdivieso Brut: celebrando o dia das mulheres!

Vejam, seria muita hipocrisia de minha parte não dizer que mesmo sendo uma data tão importante como essa, tudo fica minimalizado a uma data meramente comercial. Mas é uma data que deveria nos fazer pensar e ver que as mulheres em nossas vidas tem papel muito mais importante do que as vezes nos damos conta. Desde a nossa mãe, que mais do que nos colocar no mundo, nos criou e educou e fez de tudo para que chegássemos aonde estamos hoje; a noiva (aplica-se a namorada, esposa, companheira, etc.) que está sempre ao nosso lado dando o suporte necessário, criticando quando preciso, mas dando o ombro para nos apoiarmos nos momentos difíceis para seguirmos a vida em conjunto ou mesmo a nossa sogra que está por trás da nossa companheira, que da força e que abençoa a nossa união e que fez das tripas coração para que ela chegasse pronta pro mundo de hoje. Enfim, as conquistas que estas mulheres todas celebram nesta data deveriam ser mais lembradas e exaltadas deixando-se de lado por um momento as aspirações comerciais que envolvem uma data assim.


Esta pequena introdução seve para mostrar o motivo pelo qual o vinho do post de hoje fora degustado, sendo ofertado de muito bom grado pela minha sogra, sendo ainda que fora trazido diretamente da fonte em sua mais recente viagem ao Chile.

A Viña Valdivieso é um dos grandes produtores vitivinícolas do nosso vizinho Chile, e está neste mercado a mais de 100 anos tendo começado como uma das pioneiras na produção de vinhos espumantes. De lá pra cá, muitas linhas de vinhos se desenvolveram fazendo com que a Valdivieso se torna-se uma das maiores de seu país e produzisse ícones como Caballo Loco e Éclat, por exemplo. Possui vinhedos em diversas áreas espalhadas pelos melhores terrenos no Chile e faz desta diversidade, seu maior trunfo. Sobre o vinho em questão, é feito num corte de 60% de uvas Chardonnay e 40% de uvas Semillon (todas provenientes do Vale do Curicó) pelo método charmat de produção de espumantes (quando a segunda fermentação do vinho ocorre em grandes tanques de aço inox). Vamos as impressões.

Na taça uma bonita cor amarelo palha bem límpida e brilhante, com uma perlage consistente e persistente, acompanhando o tempo todo a degustação.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutas (maçã verde), toques florais e algo que me lembrava erva doce. Ao fundo senti também algo que pinicava um pouco o nariz e lembrava especiarias, pimenta pra ser mais exato, mas achei meio estranho, de qualquer forma, estava lá.

Na boca um vinho de corpo leve, muito fresco e que formava um colchão de ar com suas borbulhas. Retrogosto essencialmente frutado e com toque de chá de erva doce. Delicioso que pedia mais a cada gole.

Um bom vinho espumante,  alegre como a data deveria ser, para celebrar. Vai muito bem como aperitivo mas pode também acompanhar uma comida. 

Agradecimento especial para minha sogra que me deu a oportunidade de degustar o vinho junto a ela e a minha noiva, que teve a idéia desta pequena celebração.

Até o próximo!