Showing posts with label Trincadeira. Show all posts
Showing posts with label Trincadeira. Show all posts

Wednesday, September 26, 2018

Tiago Cabaço .com Premium Tinto 2017

Uma família de vinhos, sedutores e sérios, modernos no estilo e na forma mas profundamente alentejanos no carácter, os nossos vinhos dividem-se entre os “.com” de perfil enérgico e jovial, os monovarietais sérios e poderosos, os “Vinhas Velhas” que conjugam a excelência do terroir e as vinhas com mais de 30 anos, o espumante, para momentos especiais, e os “blog” simultaneamente vigorosos, subtis e frescos que se reclamam como os topos de gama Tiago Cabaço. Nascido e criado em Estremoz, no coração do Alentejo vinhateiro, Tiago Cabaço habituou-se desde muito cedo a partilhar o campo e a trabalhar nas vinhas e na adega com os pais. Foi através deste percurso que, de criança, aprendeu segredos da vinha, do solo, das castas e de todo o universo a ele associado, que ainda hoje aplica no seu dia-a-dia. Em 2004 criou a marca Tiago Cabaço Winery, o projeto em nome próprio. Desde então tem colocado no mercado vinhos da sua autoria, através dos quais passou a afirmar a sua personalidade e visão relativa aos vinhos e ao Alentejo.


Falando agora sobre o Tiago Cabaço .com Premium Tinto 2017, podemos afirmar que o vinho é feito a partir das castas Touriga Nacional, Aragonez, Trincadeira e Alicante Bouschet com fermentação e estágio posterior em tanques de aço inox (sem passagem por madeira). Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias (pimenta em maior presença) e toques florais.

Na boca o vinho apresentou corpo médio com boa estrutura, acidez na medida e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração. 

Mais um bom vinho português provado por aqui, com bom custo benefício e que tende a agradar a todos os paladares por seu estilo mais jovem e frutado sem se tornar enjoativo ou pesado. Eu recomendo a prova. 

Até o próximo!

Tuesday, September 18, 2018

Convento da Vila Tinto 2016

Fundada em 1955, a Adega de Borba foi a primeira de uma série de Adegas constituídas no Alentejo, com o incentivo da então Junta Nacional do Vinho, numa altura em que o setor não tinha o protagonismo que hoje tem na economia regional. De fato, não fosse esse empurrão decisivo dado pelo referido organismo estatal, que assim permitiu uma organização comercial e de transformação para os vinhos do Alentejo, a cultura da vinha teria desaparecido completamente da região, pois todos os incentivos da época estavam virados para a cultura dos cereais, e fazer do Alentejo o celeiro do País era uma política mais que consolidada para a época. Após 3 décadas de resistência, em que só o grande valor das castas regionais e a excelência das condições naturais permitiram que a produção de vinho no Alentejo se mantivesse, chegou-se finalmente aos anos oitenta, em que todo o potencial da região para a produção de vinho pode ser avaliado e confirmado pelo consumidor. Beneficiou a região do fato da produção estar associada a Adegas de grande dimensão, e desta forma mais rapidamente se apetrechou em termos tecnológicos que outras regiões do País, dando o salto para os vinhos engarrafados de qualidade, numa altura em que o consumidor passou a ser mais exigente e a privilegiar mais a qualidade que a quantidade. É verdade que a constituição da região demarcada do Alentejo e a constituição de estruturas técnicas associativas que rapidamente divulgaram novas tecnologias junto do viticultor foram essenciais em todo o processo. Hoje a Adega de Borba reúne 300 viticultores associados que cultivam cerca de 2.000 hectares de vinha, distribuindo por 70% castas tintas e 30% de castas brancas.


Sobre o Convento da Vila Tinto 2016, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir de um blend das castas Trincadeira, Aragonez, Castelão e Touriga Franca, típicas da região, sem passagem por madeira. Ambas a fermentação alcoólica e malolática ocorrem em tanques de inox. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos vermelhos, flores e leve toque herbáceo.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Mais um bom vinho português acessível que provamos por aqui. É dos vinhos de entrada mas que não fazem feio. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Thursday, June 14, 2018

Alabastro Reserva 2014

A Bacalhôa Vinho de Portugal, produtora do vinho de hoje, dispensa muitas apresentações. É uma das gigantes do mundo do vinho, conhecida e presente no mundo todo com belos caldos, desde os mais simples até seus vinhos premium. De qualquer maneira, é sempre bom darmos uma injeção de ânimo na nossa memória e trazer um pouco da história de sucesso desta empresa aqui para os leitores do blog. A Bacalhôa Vinhos de Portugal existe desde 1922, inicialmente sob a designação de João Pires & Filhos, tendo se desenvolvido ao longo dos anos com uma vasta gama de vinhos que lhe granjeou uma sólida reputação e a preferência de consumidores nacionais e internacionais. Ganhou um grande impulso com a parceria com o Grupo Francês Lafitte Rothschild e a aquisição de propriedades como a Quinta do Carmo, por exemplo. Está presente em 7 regiões vitícolas portuguesas (Alentejo, Península de Setúbal (Azeitão), Lisboa, Bairrada, Dão e Douro), com um total de 1200ha de vinhas, 40 quintas, 40 castas diferentes e 4 centros vínicos (adegas), a empresa distingue-se no mercado pela sua dimensão e pela autonomia em 70% na produção própria. Com uma capacidade total de 20 milhões de litros e 15.000 barricas de carvalho, a Bacalhôa Vinhos de Portugal prossegue a sua aposta na inovação no setor, tendo em vista a criação de vinhos que proporcionem experiências únicas e surpreendentes, com uma elevada qualidade e consistência.


Falando agora um pouco do Alabastro Reserva 2014, podemos ainda afirmar que é um blend das uvas Alicante Bouschet, Aragonez e Trincadeira com passagem de 6 a 9 meses em barrica de carvalho francês. A curiosidade aqui é que Alabastro, nome do vinho, é o nome de um tipo de pedra mármore típica da região. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e sem cor também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, baunilha, tostado e toques de especiarias.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

É como eu sempre digo, os portugueses vivem me surpreendendo positivamente. Este sem dúvida é um belo vinho, de entrada de gama eu diria, e que deve agradar o paladar do brasileiro. Normalmente encontro promoções deste vinho no Pão de Açúcar e vale o quanto custa. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Thursday, November 23, 2017

Quinta do Carmo Tinto 2014

Eu tenho a certeza de que todos nós, vez ou outra, passamos por dias mais pesados onde diversas áreas da vida parece que vão entrar em parafuso. No final, conseguimos lidar com tudo mas o que sobre é aquele cansaço mental e físico que sempre pedem um afago na alma. E foi assim que acabei abrindo o vinho Quinta do Carmo Tinto 2014, vinho este feito por uma das mais conceituadas vinícolas de Portugal, a Bacalhôa Vinhos de Portugal.


A vinícola existe desde 1922 mas ganhou um grande impulso com a parceria com o Grupo Francês Lafitte Rothschild e a aquisição de propriedades como a Quinta do Carmo, por exemplo. O Grupo Bacalhôa possui adegas nas regiões mais importantes de Portugal: Alentejo, Península de Setúbal (Azeitão), Lisboa, Bairrada, Dão e Douro, produzindo uma grande variedade de vinhos, dos mais simples aos topo de gama. A Quinta do Carmo está localizada na região do Alentejo, a poucos quilômetros da cidade de Estremoz. É uma propriedade tipicamente alentejana, com uma área total de 1.000ha, onde estão incluídos 100ha de oliveiras, cereais, plantações de sobreiros e florestas. 

O vinho Quinta do Carmo Tinto 2014 é um blend das castas Aragonez (40%), Alicante Bouschet (30%), Trincadeira (20%) e Cabernet Sauvignon (10%). As vinhas que dão origem ao vinho estão instaladas num vale junto ao sopé da Serra D’Ossa em terrenos argilo-xistosos. Cada casta é vinificada separadamente e é utilizada uma vinificação tradicional com fermentações em tanques de aço inox e em lagares com temperatura controlada. No final da fermentação segue-se uma maceração prolongada (7 a 15 dias). Os vinhos estagiam em barricas de carvalho francês durante 12 meses. No final do estágio é feito o lote final do vinho. Vamos ver como foram as impressões sobre ele?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas mais lentas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros bem maduros, baunilha, especiarias e algo de mentolado.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

É como eu sempre digo, os portugueses vivem me surpreendendo positivamente. Este sem dúvida é um vinhaço!! Está entre os melhores que já provei. Não é barato, principalmente aqui no Brasil (este foi comprado na própria vinícola, após visita e degustação) mas vale cada centavo!!

Até o próximo!

Monday, October 30, 2017

Lenda de Dona Maria Tinto 2014

A febre portuguesa se abateu sobre este blog vejam só vocês. Foi só fazer minha viagem dos sonhos para a "terrinha" que aflorou de vez toda minha paixão pelos vinhos vindos de lá. Ainda mais agora que sou oficialmente cidadão português. Mas isto é estória para uma próxima oportunidade. Hoje focaremos no vinho Lenda de Dona Maria Tinto 2014 e todas as surpresas que este nos trouxe. 


Há aproximadamente 150 anos que se produz vinho na Quinta de Dona Maria, mas somente a partir de 1988 é que o seu atual proprietário, Júlio Bastos, começa a comercialização a nível nacional e internacional dos vinhos então produzidos por lá. Em 1992, Júlio Bastos, pretendendo assegurar o seu crescimento e, ao mesmo tempo, o escoamento da produção, vende 50% da Sociedade Agrícola Quinta do Carmo aos Domaines Barons de Rothschild (Lafite). É nessa altura que a antiga adega é transferida da Quinta de Dona Maria ou Quinta do Carmo para a Herdade das Carvalhas, propriedade essa que, a partir dessa data passou a pertencer à Sociedade. Nunca tendo deixado de pensar em voltar a fazer o seu próprio vinho, foi na entrada do novo milênio que surgiu essa oportunidade. Júlio Bastos decide então vender a sua participação na Sociedade Agrícola Quinta do Carmo, e recomeça este novo projeto, os vinhos Dona Maria. Em 2003 faz-se a primeira vindima de uma nova etapa na longa vida desta Quinta, cujo conceito, é a produção de vinhos de qualidade aliado a um projeto familiar, que sempre distinguiu esta propriedade ao longo dos tempos.

O Lenda de Dona Maria Tinto 2014 pode ser considerado como vinho de entrada de gama desta quinta, mas vou te dizer, se a entrada é assim nem imagino como devem ser os outros vinhos. É um vinho feito a partir das castas tradicionais do Alentejo, a saber: Aragonez, Trincadeira e Alicante Bouschet com um pequeno estágio de 3 meses em barricas de carvalho francês e americano para amadurecimento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, flores e toques de chocolate.

Na boca o vinho era de médio corpo, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um bom vinho português provado por aqui, custou cerca de 50 reais no Pão de Açúcar e valeu o quanto custa, pra fugir dos manjados chilenos e argentinos que inundam nosso mercado. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Wednesday, October 25, 2017

Alves Vieira Tinto 2015

Hoje vou falar sobre o vinho que abriu oficialmente a temporada de férias aqui do Balaio (que infelizmente já acabou). Este vinho é produzido pela família Alves Vieira, nome de uma família unida pelos sonhos de criar bons vinhos em Vidigueira, no Alentejo. Vinhos feitos com dedicação, cuidado e atenção ao detalhe. Alves Vieira é o símbolo, faz parte da família.


O Alves Vieira Tinto 2015 é produzido a partir das castas Trincadeira, Touriga Nacional e Alicante Bouschet, sem passagem por madeira. O rótulo é bonito e bem trabalhado, chamando atenção antes mesmo de provar o vinho. Vamos saber as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, flores e leve toque de cacau.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom vinho português que surpreende pela leveza e delicadeza em contra partida ao que é esperado de vinhos do Alentejo, o que o torna fácil de beber e companheiro ideal de uma refeição sem grandes propósitos. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, September 19, 2017

Comenda Grande Tinto 2014

A exploração agrícola da Comenda Grande, produtora do vinho de hoje, foi iniciada por Maria José de Almeida Margiochi, neta de José Maria Eugênio de Almeida (hoje Fundação Eugênio de Almeida). Herdada pela senhora D. Maria Madalena de Noronha e seu marido D. João de Noronha, esta exploração agrícola de referência da casa Margiochi é hoje continuada por sua filha Maria de Lourdes S.A. de Noronha Lopes, pelo seu marido Eng. António Lopes e pelos filhos, compreendendo uma área de 750 hectares. Na vinha instalada, em que cerca de 36 hectares são castas tintas e 7 hectares castas brancas, privilegiaram-se as castas mais marcantes do Alentejo – Trincadeira e Aragonez nas tintas e Arinto e Antão Vaz nos brancos mas existem outras tais como Alfrocheiro, Tinta Caiada, Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon, Touriga Nacional, Syrah e Baga nas tintas, bem como Verdelho, Sauvignon Blanc e Roupeiro nas brancas. A Comenda Grande está sediada em Arraiolos, Alentejo, Portugal.


Falando sobre o Comenda Grande Tinto 2014 especificamente, podemos acrescentar que é um vinho feito a partir de um corte das uvas Aragonez, Alicante Bouschet e Trincadeira complementadas por Syrah, Tinta Caiada, Alfrocheiro e Cabernet Sauvignon. Após a fermentação o vinho passa por amadurecimento de 12 meses em barricas de carvalho francês e envelhecimento em garrafa de 6 meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com ligeiro halo granada, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também faziam parte do conjunto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias doces, baunilha e flores.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, acidez na medida e taninos macios e redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um bom vinho português degustado e aprovado por aqui que vale a prova, eu recomendo.

Até o próximo!

Wednesday, July 19, 2017

Esporão Trincadeira 2015

A pouco mais de 170 km a sudeste de Lisboa, junto à histórica cidade de Reguengos de Monsaraz, deparamo-nos com uma típica paisagem do Baixo Alentejo. É lá, por entre suaves planícies e vales pouco profundos escavados por ribeiras intermitentes, campos de cereais, vinhas e olivais que encontramos a Herdade do Esporão (produtora do vinho de hoje). Situada então no coração do Alentejo e integrada na Rota dos Vinhos da região, a Herdade do Esporão apresenta condições únicas para a agricultura e para o Enoturismo. Com cerca de 700ha de vinhas,olivais e outras culturas potenciadas pelo Modo de Produção Biológico e Produção Integrada. Neste território estão plantadas cerca de 40 castas, 4 variedades de azeitona, pomares e hortas.


Já sobre o Esporão Trincadeira 2015, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com 100% de uvas Trincadeira de vinhas com cerca de 40 anos vinificadas em depósito de betão, onde também cumpriu o período de amadurecimento por 6 meses sem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos frescos com leve toque de especiarias e minerais.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, muito frescor e taninos suaves. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um ótimo vinho varietal português, pouco usual mas que é uma delícia. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, June 19, 2017

Paulo Laureano Vinha das Lebres Reserva 2014

Paulo Laureano é um dos mais conceituados enólogos portugueses e uma referência dos vinhos no Alentejo. Agrônomo, enólogo formado entre Portugal, Austrália e Espanha, depois de ensinar na Universidade de Évora durante 10 anos, resolveu dedicar-se, em exclusivo, aquilo que o move desde 2003, desenhar vinhos. Sobretudo na empresa que criou com a família em 1999 e que foi assumindo uma importância cada vez maior na sua vida. Paulo Laureano define-se como um enólogo minimalista. Para ele desenhar vinhos é uma paixão, desvendar os seus aromas e sabores, avaliar e optimizar as razões da sua identidade e personalidade, promovendo-os como verdadeiras fontes de prazer, são os pontos-chave da sua filosofia. A sua aposta exclusiva nas castas portuguesas, traduz a sua maneira de estar, encarando o vinho como fator de cultura e civilização. Paulo Laureano trabalha com o terroir do Alentejo, que além de ser umas das regiões europeias ambientalmente mais bem preservada, abriga uma das mais importantes áreas de produção de vinho em Portugal. Um clima quente, chuvas reduzidas, solos pobres e excelentes exposições permitem locais de excepcional qualidade para a produção de vinhos.


Sobre o Paulo Laureano Vinha das Lebres Reserva 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com uvas tradicionais portuguesas como Aragonês e Trincadeira aparentemente sem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor violácea de média para grande intensidade com algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos em compota, chocolate e leve lembrança floral.

Na boca o vinho tinha corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos marcados, presentes, mas de boa qualidade. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um bom vinho português degustado por aqui, o que só comprova a qualidade dos mesmos e minha predileção. Eu ainda acho que dado o custo benefício, os vinhos portugueses ainda estão na frente Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Friday, January 6, 2017

Monte das Ânforas Tinto 2014

A Bacalhôa Vinhos de Portugal existe desde 1922, mas ganhou um grande impulso com a parceria com o Grupo Francês Lafitte Rothschild e a aquisição de propriedades como a Quinta do Carmo, por exemplo. O Grupo Bacalhôa possui adegas nas regiões mais importantes de Portugal com um total de 1200 ha de vinhas, 40 quintas, 40 castas diferentes, a saber: Alentejo, Península de Setúbal (Azeitão), Lisboa, Bairrada, Dão e Douro, produzindo uma grande variedade de vinhos, dos mais simples aos topo de gama.


Falando um pouco mais especificamente do Monte das Ânforas Tinto 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir das castas Aragonez e Trincadeira, plantadas em diferentes vinhas do Alentejo. O vinho não tem passagem por madeira. Como curiosidade, o vinho Monte das Ânforas deve o seu nome à Herdade das Ânforas, em Arraiolos, que possui como elemento decorativo uma coleção de ânforas ou “talhas” notável. Tradicionalmente na região do Alentejo recorria-se a ânforas de cerâmica para a produção de vinhos. Foi a solução encontrada para driblar a dificuldade de utilizar boas madeiras para a construção de barricas, ocorrência que se fazia sentir em toda a bacia mediterrânea. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de média para grande intensidade com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, espaçadas e com ligeira cor também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos frescos, especiarias e algo de flores.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos fininhos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um vinho português simples, sem defeitos, feito para o dia a a dia e que deve agradar até as pessoas que não são consumidoras costumeiras de vinho, pois tem aquela leve sensação de dulçor durante a degustação. Eu recomendo a prova, especialmente se você está naquela transição entre os vinhos de mesa e os vinhos finos.

Até o próximo!

Wednesday, January 4, 2017

Vinha do Monte Tinto 2013

A grandeza do Alentejo inspirou esta determinada aposta da Sogrape na Herdade do Peso, produtora do vinho de hoje, no conselho da Vidigueira, numa zona exclusiva onde os diversos microclimas e relevos atípicos criam uma rica e impressionante variedade de terroirs. A essência deste Alentejo mais profundo é revelada nos vinhos, extraída com paixão por quem trabalha cada palmo desta terra. A Sogrape Vinhos é uma gigante do mundo do vinho Português, que nasceu da vontade e ousadia de um grupo de amigos que, no difícil ambiente econômico e político de 1942, decidiram apostar forte no talento de um homem visionário para criar e desenvolver uma empresa de vinhos diferente, inovadora, capaz de divulgar e impor os vinhos portugueses nos mercados internacionais. A verdadeira dimensão da Sogrape dos nossos dias exprime-se na amplitude e no peso do seu portfólio.


Falando agora do Vinha do Monte Tinto 2013, o vinho é um típico blend de uvas portuguesas, a saber: Aragonez, Alfrocheiro, Alicante Bouschet, Syrah e Trincadeira. Tudo bem que vocês irão dizer que a Syrah não é uma casta portuguesa e sim, vocês estão corretos, mas como a grande maioria é, juntei todas em uma mesma frase e espero que vocês não se importem. O vinho estagiou em cubas de aço inox durante cerca de 6 meses e depois foi liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas ligeiramente coloridas e finas, também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros e vermelhos, flores e leve toque de especiarias.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um bom vinho português, fácil de beber e que olha, cabe no bolso. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Friday, November 11, 2016

Magneto Vinho Alentejano Tinto 2015

Situada em Orada, concelho de Borba, a Herdade Penedo Gordo (produtora do vinho de hoje) está geograficamente localizada num microclima sublime para a produção dos vinhos Alentejanos. O clima seco, as amplitudes térmicas acentuadas e a complexidade dos vários tipos de solo, conferem à vinha uma capacidade única de produzir uvas com uma qualidade excepcional. A vinha é composta por 90ha das castas tintas Touriga Nacional, Alicante Bouschet, Aragonês, Trincadeira e Syrah e castas brancas Roupeiro e Antão Vaz. A vinificação é feita na adega localizada bem no centro da vinha, garantindo frescura e qualidade. Além da vinha a Herdade Penendo Gordo conta também com uma grande área de olival com as variedades Cobrançosa e Galega. A equipe de técnicos da Herdade Penedo Gordo acompanha atentamente a vinha para garantir uma vindima com uvas na maturação correta para produção de melhores vinhos.


Já sobre o Magneto Vinho Alentejano Tinto 2015, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir de um blend das seguintes castas: Aragonez, Trincadeira, Alicante Bouschet e Touriga Nacional, aparentemente sem qualquer passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e com alguma cor também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, flores e algo de especiarias. 

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos finos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Mais um ótimo vinho português para o dia a dia, por cerca de 40 dinheiros na rede Pão de Açúcar. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, May 9, 2016

Vinha da Tapada Coelheiros Tinto 2010

Criada em 1981, a Herdade dos Coelheiros (produtora do vinho de hoje) é uma empresa familiar que, através dos anos conseguiu o reconhecimento da produção de vinhos de indiscutível qualidade, quer no mercado português quer internacionalmente. A sua história de excelência começou com o lançamento do primeiro vinho rotulado Tapada de Coelheiros em 1991. A Herdade dos Coelheiros, localizada no conselho de Arraiolos, conhecido pelas suas bordadeiras que fazem um dos mais belos artesanatos típicos de Portugal, os famosos Tapetes de Arraiolos, decidiu homenagear a identidade cultural desta terra nos rótulos dos seus vinhos. Desde então, o portfólio de vinhos e de outros produtos foi crescendo gradualmente, em resultado não só de uma gestão cuidada dos recursos naturais da propriedade, mas também fruto de grande dedicação e desenvolvimento das diferentes atividades de produção oferecidas pelos 800 ha de terra que permitem a produção de produtos de excelência.


Sobre o Vinha da Tapada Coelheiros Tinto 2010, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir de uvas Aragonez, Trincadeira, Cabernet Sauvignon e Syrah com fermentação completa em cubas de inox e envelhecimento de 6 meses em carvalho francês e 4 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade, algum brilho, boa limpidez e leve halo granada. Lágrimas finas, rápidas, espaçadas e sem cor também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos em compota, flores, toques terrosos e algo de especiarias.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirmou o olfato e o final era de longa duração.

Um belo vinho português, saboroso e que está sempre a chamar o próximo gole. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Wednesday, January 20, 2016

Herdade do Sobroso Tinto 2013

A Herdade do Sobroso, produtora do vinho em questão, nos seus 160 hectares de terras, concilia a produção de vinho com a fruição do espaço e da natureza, utilizando-os enquanto centro de lazer. Situada no região do Alentejo, mais especificamente na Vidigueira, a Herdade do Sobroso está delimitada pela Serra do Mendro ao norte, pelo Guadiana a leste e a sul pela enorme planície que se estende até perder de vista. A Herdade do Sobroso caracteriza-se por apresentar solos franco-argilosos e arenosos apostando na implantação de vinhas de acordo com critérios que visam a produção de uvas com elevada qualidade. No que diz respeito ao clima esta região é conhecida pelos seus Invernos frios, seguidos por Verões longos e quentes. As castas tintas dominantes são Aragonez, Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon, Syrah, Alfrocheiro e Trincadeira, enquanto os vinhos brancos provêm essencialmente das castas Antão Vaz, Arinto e Perrum.


Falando um pouco do Herdade do Sobroso Tinto 2013, posso ainda acrescentar que é um vinho feito a partir das castas Aragonez, Trincadeira, Alicante Bouschet e Alfrocheiro Preto (uvas autóctones e muito comuns na região) estagiando por 14 meses em pipas de 500 litros de carvalho francês antes de ser liberado ao mercado. Tem 14% de álcool. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração violácea de média para grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas mais gordinhas, levemente coloridas e mais lentas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros, chocolate e toques florais.

Na boca o vinho apresentou corpo médio para encorpado, taninos macios e ótima acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um belo portuga degustado por aqui, encontrado facilmente na rede Pão de Açúcar. Não é um vinho considerado barato, mas entrega a qualidade esperada. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Wednesday, January 13, 2016

Van Zellers 2014: Mais uma boa expressão do Alentejo disponível !

Nem vou mais ficar fazendo ode e apologias aos meus queridos vinhos portugas, afinal quem me segue ou lê alguma coisa do que eu escrevo por aqui já percebeu isso de tempos. Então, hoje trago mais uma boa opção de vinho português por aqui, direto do Alentejo, o Van Zellers Tinto Regional Alentejano 2014.


O vinho é produzido pela Van Zellers & Co, que foi originalmente estabelecida em 1780 como uma empresa exportadora de Vinho de Porto pela primeira geração dos Van Zellers portugueses. Uma das maiores companhias dessa época, viria a ser vendida a outra casa em meados do século XIX. A família Van Zeller readquiriu-a, por incorporação na Quinta do Noval em meados de 1930 - a Quinta do Noval era então propriedade de Luís de Vasconcellos Porto, cuja filha e herdeira, Rita de Vasconcellos Porto, casara recentemente com Cristiano Van Zeller, descendente direto em linha primogênita do fundador. Em 1993 a Van Zellers & Co. foi vendida pela família junto com a Quinta do Noval, entrando num período de dormência, durante o qual não teve nem atividade comercial. Em 2006, Cristiano Van Zeller readquiriu finalmente a companhia e as suas marcas. Nesse mesmo ano iniciou a produção de vinhos Douro DOC sob as marcas "VZ" e "Van Zellers" e em 2009 relançou os vinhos do Porto Van Zellers, abrindo assim um novo capítulo da história desta companhia já bicentenária. Atualmente a vinícola conta também com incursões em outras regiões de Portugal, tais como o Alentejo já citado aqui, além de experiências internacionais,

Sobre o Van Zellers Tinto Regional Alentejano 2014 podemos acrescentar que é um corte das seguintes uvas: Trincadeira, Syrah, Alicante Bouschet e Touriga Nacional. Além disso, passa por envelhecimento em barricas de carvalho Francês de 2º, 3º e 4º usos durante 17 meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita e brilhante coloração violácea de média para grande intensidade com boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também compunham o conjunto visual.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos vermelhos e escuros muito maduros, especiarias doces e florais.

Na boca o vinho se mostrou de médio corpo com excelente acidez e taninos sedosos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais um belo portuga degustado por aqui, sempre agradável. Eu beberia este vinho por si só, sem acompanhamentos. Mas acho que pratos a base de carnes mais suaves e não muito temperadas, massas mais simples e claro, uma boa pizza, seriam boas companhias. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Friday, January 8, 2016

Cortes de Cima Chaminé Tinto 2013: Mais um belo vinho português

O período de festividades de natal e ano novo foi regado a muito vinho em minha casa, graças a deus, e por isso vou tentar resgatar um pouco do que rolou por lá durante este período pois por nossas taças passaram bons vinho que valem ser lembrados. E pra começar com chave de ouro vamos falar de um vinho de minhas regiões vitivinícolas preferidas, o Alentejo, falaremos então do Cortes de Cima Chaminé Tinto 2013.


Como já revelado acima, o vinho é produzido pela Cortes de Cima, uma vinícola familiar que se encontra na região do Alentejo, em Portugal. Sua história porém começou ainda em meados de 1888, quando Francisco Correia Sarmento saiu de Portugal e rumou para a Califórnia onde se estabeleceu, casou e algumas gerações mais tarde nascia Carrie, uma de suas herdeiras até então. Ela fez então o caminho contrário de seu antepassado e em se casando, rumou de volta a Europa e foi levada à Vidigueira, 100 km para o interior da costa do litoral alentejano. Quanto se instalaram na Cortes de Cima, em 1988, a propriedade era considerada, pelos padrões alentejanos, de “tamanho médio”, com os seus 375 hectares de oliveiras e a tradicional terra seca arável. Mas foi só em 1991 que plantaram suas primeiras vinhas, rompendo com o tradicional com relação ao manejo das videiras e com o plantio de castas que de certa maneira, eram proibidas pela DOC vigente na região. Em 1996 lançaram seu primeiro vinho que naufragou em um mar de críticas negativas e desdenhosas pela imprensa nacional. Entretanto o sucesso fora de Portugal fora absoluto e, em 1998, seu ícone "Incógnito" rompeu as últimas das barreiras e do preconceito com as uvas internacionais. Atualmente as vinhos se estendem por 120 hectares, e produzem as castas Aragonez, Syrah, Touriga Nacional, Trincadeira, Petit Verdot, Antão Vaz e Verdelho.

Sobre o Cortes de Cima Chaminé Tinto 2013 podemos dizer que é um vinho típico alentejano, fruto do corte das castas tradicionais portuguesas com um toque internacional, a saber: 40% Aragonez, 25% Syrah, 20% Touriga Nacional, 10% Alicante Bouschet e 5% Trincadeira. Não passa por envelhecimento em madeira. Fica como curiosidade o nome Chaminé, que tem origem numa das parcelas da vinha – ‘Chaminé de Gião’, onde eram originalmente produzidas as uvas usadas neste vinho Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou um coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas, abundantes e levemente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, flores, especiarias e chocolate.

Na boca o vinho se mostrou de médio corpo, ótima e agradável acidez assim como taninos suaves. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais uma ótima opção de vinho português disponível no mercado brasileiro, esse um pouco acima do que costumo dizer de bom custo benefício mas que ainda constitui uma opção que deve ser provada tendo em vista sua qualidade. Eu recomendo.

Até o próximo!!

Friday, September 18, 2015

Rapariga da Quinta 2012 e Bacalhau: que combinação deliciosa!

Eu sou suspeito quando falo de vinhos portugueses e mesmo da culinária de lá, por que eu sou um grande fã. E tem aquele restaurante português pertinho de casa que sempre parece me chamar, mesmo que inconscientemente, para mais uma boa refeição por lá. Esse restaurante é o Ora Pois, que eu já comentei algumas vezes por aqui (relembrem aqui principalmente) e foi onde eu provei o vinho do post de hoje. Vamos a ele?


Luís Duarte, produtor do Rapariga da Quinta, é um dos enólogos mais renomado de Portugal. Em 1997 foi destacado com o título de Enólogo do Ano pela Revista de Vinhos, uma das publicações especializadas mais prestigiadas de Portugal. Em 2007 repetiu a façanha, conquistando novamente este título. Em 2010, foi nomeado para a categoria “Best Winemaker in the World” do Wine Awards 2010, um concurso realizado pela revista alemã Der Feinschmecker e ficou entre os seis finalistas. Em seus quase 25 anos de carreira, sempre no Alentejo, Luis Duarte vem assinando muitos dos vinhos alentejanos que mais prazer proporcionam e maior sucesso tem alcançado. E recentemente tem nos presenteado com vinhos de seu projeto pessoal, elaborados com suas vinhas, daquelas que circundam a sua casa. (retirado do site do importador, Épice)

Sobre o Rapariga da Quinta 2012, podemos complementar que é um corte das uvas Trincadeira, Alicante Bouschet e Aragonêz sendo que passa por 6 meses de estágio em barrica de carvalho americano. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração violácea de média intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também tingem as paredes da taça. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, toques de especiarias e de baunilha. Ao fundo de taça também se notava notas tostadas.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios e fininhos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.


E claro que para acompanhar, nada melhor do que um bom e velho Bacalhau Assado na Brasa com Batatas ao Murro, um show. Eu recomendo a prova, do vinho, do restaurante, enfim, da culinária e dos vinhos portugueses que em geral, tem trazido satisfação e preços mais acessíveis.

Até o próximo!

Friday, September 11, 2015

Vinhos do Alentejo em SP: Herdade do Gamito

Ontem foi dia de provas alguns vinhos portugueses que ainda não conhecida e claro, de revisitar alguns outros tantos que já conheço e gosto. Mas me chamou atenção uma casa que, segundo o representante presente no stand, ainda não tinha importador para o Brasil e que, provando seus vinhos, acho um desperdício. Estou falando da Herdade do Gamito.

Do site do produtor: "A Herdade do Gamito está situada no Nordeste Alentejano, a 4 quilômetros do Crato, vila histórica que foi sede da Ordem de Malta em Portugal. Com 27 hectares de vinha, é propriedade de descendentes de uma antiga família tradicional, com raízes centenárias na região. Histórias e personagens deste passado áureo habitavam a imaginação de Gonçalo Sá da Bandeira, que em criança sonhava recuperar as terras ancestrais para delas viver. Um querer, que aliado ao amor pela terra e à paixão pelo vinho, o levou a comprar a seu pai uma pequena parcela de terreno, que restava de um patrimônio agrícola familiar. Foi com muito trabalho, persistência e ajuda da mulher e dos amigos, que alargou as fronteiras da sua propriedade e iniciou-se na arte de fazer vinho. Primeiro de forma artesanal, mais tarde adaptando a tradição às exigências da enologia moderna".


Durante o evento eles trouxeram 3 vinhos para degustação, mas nos parágrafos abaixo gostaria de destacar dois, na verdade um único, mas me pareceu que ficaria um post meio vazio e de última hora resolvi incluir o segundo. Em ordem de preferência, começarei com o intruso de última hora e fecho com meu preferido da Herdade do Gamito, se não o preferido da feira.

O primeiro vinho que destaco é o Herdade do Gamito 2009, considerado quase topo de gama da vinícola, este vinho é um corte de uvas Syrah, Alicante Bouschet, Trincadeira e Merlot com estágio de 12 meses em barricas francesas. Resulta em um vinho de cor violácea de boa intensidade, algum brilho e limpidez. Trás no nariz aromas de frutos escuros, algo floral e de especiarias. Na boca é gordo, encorpado e de taninos firmes com boa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final é um pouco curto. Bom vinho.

Chegamos então ao meu preferido, o Gamito Alicante Bouschet 2011, primeiro vinho monocasta da Herdade do Gamito (ALicante Bouschet, just in case). Também passa por 12 meses de estágio em barricas de carvalho francês. Resulta num vinho violáceo de grande intensidade com ligeiro halo granada com boa limpidez e algum brilho. Aromas de frutos escuros, chocolate e tostado. Em boca é cheio, encorpado, taninos macios, redondos e de ótima acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final é longo e saboroso. Vinhaço!

Como dito anteriormente, ainda não tem importador aqui pro Brasil. Candidatos? Não percam a oportunidade, eu recomendo.

Até o próximo!

Monday, August 17, 2015

Paulo Laureano Premium Vinhas Velhas 2013: Tipicidade e referência!

Paulo Laureano é um dos mais conceituados enólogos portugueses e uma referência dos vinhos no Alentejo. Agrônomo, enólogo formado entre Portugal, Austrália e Espanha, depois de ensinar na Universidade de Évora durante 10 anos, resolveu dedicar-se, em exclusivo, aquilo que o move desde 2003, desenhar vinhos. Sobretudo na empresa que criou com a família em 1999 e que foi assumindo uma importância cada vez maior na sua vida. Paulo Laureano define-se como um enólogo minimalista. Para ele desenhar vinhos é uma paixão, desvendar os seus aromas e sabores, avaliar e optimizar as razões da sua identidade e personalidade, promovendo-os como verdadeiras fontes de prazer, são os pontos-chave da sua filosofia. A sua aposta exclusiva nas castas portuguesas, traduz a sua maneira de estar, encarando o vinho como fator de cultura e civilização. Paulo Laureano trabalha com o terroir do Alentejo, que além de ser umas das regiões europeias ambientalmente mais bem preservada, abriga uma das mais importantes áreas de produção de vinho em Portugal. Um clima quente, chuvas reduzidas, solos pobres e excelentes exposições permitem locais de excepcional qualidade para a produção de vinhos.


Sobre o Paulo Laureano Premium Vinhas Velhas 2013, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com uvas tradicionais portuguesas como Aragonês , Trincadeira e Alicante Bouschet sendo que após a fermentação malolática, o estágio decorre em barricas novas de carvalho Francês até o engarrafamento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor violácea de média para grande intensidade com algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos frescos, chocolate, tostado e leve lembrança floral.

Na boca o vinho tinha corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos marcados, presentes, mas de boa qualidade. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um bom vinho português degustado por aqui, o que só comprova a qualidade dos mesmos e minha predileção. Eu ainda acho que dado o custo benefício, os vinhos portugueses ainda estão na frente Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, March 9, 2015

Paulo Laureano Premium Tinto 2012: O final de semana foi dos patrícios

Em mais um final de semana enofílico e em companhia das pessoas queridas que compõe a minha vida, aproveitei para beber bons vinhos. E, em virtude disso, meu passeio foi pelos vinhos portugueses, sabidamente entre os meus favoritos. E para começarmos bem, o sábado teve o vinho Paulo Laureano Premium Tinto 2012. Vamos ver o que podemos falar sobre ele, seu produtor e afins?



O vinho em questão é feito pela Paulo Laureano Vinus, do famoso enólogo português homônimo. Segundo o site do mesmo: "Paulo Laureano é um dos mais conceituados enólogos portugueses e uma referência dos vinhos no Alentejo. Agrônomo, enólogo formado entre Portugal, Austrália e Espanha, depois de ensinar na Universidade de Évora durante 10 anos, resolveu dedicar-se, em exclusivo, aquilo que o move desde 2003, desenhar vinhos. Sobretudo na empresa que criou com a família em 1999 e que foi assumindo uma importância cada vez maior na sua vida. Paulo Laureano define-se como um enólogo minimalista. Para ele desenhar vinhos é uma paixão, desvendar os seus aromas e sabores, avaliar e optimizar as razões da sua identidade e personalidade, promovendo-os como verdadeiras fontes de prazer, são os pontos-chave da sua filosofia. A sua aposta exclusiva nas castas portuguesas, traduz a sua maneira de estar, encarando o vinho como fator de cultura e civilização". 

Paulo Laureano trabalha com o terroir do Alentejo, que além de ser umas das regiões europeias ambientalmente mais bem preservada, abriga uma das mais importantes áreas de produção de vinho em Portugal. Um clima quente, chuvas reduzidas, solos pobres e excelentes exposições permitem locais de excepcional qualidade para a produção de vinhos. O vinho Paulo Laureano Premium Tinto 2012 é um corte das uvas portuguesas Aragonês , Trincadeira e Alicante Bouschet com estágio em madeira. Vamos as impressões da degustação do vinho?

Na taça o vinho mostrou um bonita cor rubi violácea de grande intensidade com leve halo granada. Lágrimas finas, rápidas, ligeiramente colorida e em grande quantidade também compunham o aspecto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, toques florais, chocolate e madeira.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez e taninos macios. Retrogosto confirma o olfato e o final é de longa e saborosa duração.

O que falar? Mais um bom vinho português degustado por aqui, o que só comprova a qualidade dos mesmos e minha predileção. Eu ainda acho que dado o custo benefício, os vinhos portugueses ainda estão na frente Eu recomendo a prova.

Até o próximo!