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Thursday, July 4, 2019

Ceirós Touriga Nacional Reserva 2015

Com mais de 250 anos, a Quinta do Bucheiro, produtora do vinho de hoje, continua a ser totalmente independente, continuando orgulhosamente a pertencer à mesma família. A caminho do seu 3º centenário, a Quinta do Bucheiro mantêm os mesmos terrenos e a mesma tradição: produzir vinhos com uma qualidade superior. Implantada no Vale do Pinhão, na região do Alto Douro, numa das mais afamadas sub-regiões da Região Demarcada do Douro, reconhecida pela sua exposição a Nascente à altitude de 220 metros e com cerca de 40 hectares de vinha, sendo esta totalmente mecanizada, esta localização particular encontra-se abrangida por um microclima único que contribui, decididamente, para a tipicidade e diferenciação dos vinhos da Quinta do Bucheiro. As castas Touriga Nacional, Tinta Roriz e Tinta Barroca, para os vinhos tintos são juntamente com Malvasia Fina, Gouveio e Viozinho para os vinhos brancos, as castas selecionadas para a produção de um vinho com uma qualidade ímpar. O envelhecimento dos vinhos continua a ser feito nos seus velhos armazéns, dividindo-se o estágio pelos tonéis, pipas e meias pipas de carvalho francês, americano e português. Para os vinhos brancos não envelhecidos são utilizadas as cubas de inox. O processo de engarrafamento é executado na Quinta do Bucheiro por sistema automático e sanitizado após aprovação dos organismos reguladores e sob a responsabilidade do proprietário, Eng.º Enólogo, António Dias Teixeira.


Falando sobre o Ceirós Touriga Nacional Reserva 2015, podemos ainda afirmar que o vinho é feito com uvas 100% Touriga Nacional provenientes da sub região Cima-Corgo (Sabrosa, Pinhão), zona classificada como Patrimônio Mundial pela UNESCO. O vinho passa ainda por amadurecimento em carvalho antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violáceo de grande intensidade com algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, flores, especiarias mais pro lado das picantes e algo de baunilha ao fundo.

Na boca o vinho apresentou corpo médio +, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um bom vinho português provado por aqui. Meu vício, com certeza, são os vinhos de lá. Ainda não encontrei custo benefício melhor.

Até o próximo!

Tuesday, April 23, 2019

Convento de Tomar Reserva 2013

A Herdade dos Templários é uma quinta vitivinícola familiar que se dedica à produção e comercialização de vinhos de qualidade desde 1989 em Valdonas, Tomar, na região do Tejo em Portugal. As vinhas estão plantadas em solo profundo de origem xistosa e argilo-calcária, seco à superfície e rico em água na transição para o subsolo. Dotadas de rega gotejamento, para controlar o nível de stress hídrico, as vinhas apresentam sistemas de condução que garantem a exposição solar e arejamento necessários para maturações mais equilibradas e uvas de alta qualidade assentes numa seleção das melhores castas regionais, nacionais e internacionais. Uma perfeita conjugação entre a tradição, a tecnologia e o know-how aliados a uma rigorosa seleção de castas e à arte de vinificar na própria adega as suas próprias uvas, sob o controle de uma experiente equipa técnica liderada pelo enólogo Hernâni Canavarro, tem permitido produzir em pequena escala, grandes vinhos. As medalhas e distinções obtidas nos mais conceituados concursos e revistas nacionais e internacionais corroboram perante o mercado a qualidade e consistência de seu néctares.


Falando sobre o Convento de Tomar Reserva 2013, podemos ainda acrescentar que o vinho é um corte de uvas típicas de Portugal e internacionais, a saber: Touriga Nacional (50%), Cabernet Sauvignon (25%) e Syrah (25%). Tem passagem de 6 meses em barricas de carvalho (novas e usadas) para afinamento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos negros, especiarias e flores. Ao fundo, algo de defumado também se fazia notar.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos redondinhos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais um vinho da terrinha provado e aprovado por aqui, ó pá! Esse vinho me foi apresentado pelo Winelands Clube do Vinho, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Tuesday, February 12, 2019

Lagoalva Azulejo Tinto 2016

A longa tradição da Quinta da Lagoalva como produtora de vinho é atestada em 1888, na Exibição Portuguesa de Indústria, onde esteve presente com 600 cascos de vinho. Os 45 hectares de vinhas da Quinta da Lagoalva estão implantados nos melhores “terroirs” do Tejo e são constituídos pelas castas nacionais e mundiais com melhores aptidões enologicamente comprovadas tais como, nos brancos: Sauvignon Blanc, Alvarinho, Arinto, Fernão Pires, Verdelho, Chardonnay; e nos tintos: Touriga Nacional, Alfrocheiro, Tinta-Roriz, Cabernet Sauvignon, Shyrah, Tannat e Castelão. As vinhas da Quinta da Lagoalva se beneficiam de um moderno sistema de condução, tal como a adega, que conjuga uma vinificação eficaz com grande versatilidade de opções enológicas, baseadas no diálogo entre o modelo do “novo mundo” e opções tradicionais europeias. Pode por isso afirmar-se que os vinhos da Quinta da Lagoalva de Cima são resultado da filosofia do produtor, das características marcantes de castas de vincada personalidade resultante do seu microclima e “terroir”.


Falando especificamente do Lagoalva Azulejo Tinto 2016, podemos ainda dizer que o vinho é um corte das uvas portuguesas Touriga Nacional, Castelão e Touriga Franca com a fermentação malo-láctica ocorrendo em barricas de carvalho Francês e Americano, onde o vinho ainda virá a estagiar durante 6 meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e com boa coloração também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, baunilha e leve toque floral.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez, taninos redondos e macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Olha, não costumo elogiar em demasia os vinhos que provo mas este me proporcionou muito prazer no dia em que foi degustado, uma unanimidade na família. Ele é leve, fácil de beber e pede sempre o próximo gole. Foi o fiel escudeiro de uma boa pizza e valeu a prova, eu recomendo.

Até o próximo!

Wednesday, September 26, 2018

Tiago Cabaço .com Premium Tinto 2017

Uma família de vinhos, sedutores e sérios, modernos no estilo e na forma mas profundamente alentejanos no carácter, os nossos vinhos dividem-se entre os “.com” de perfil enérgico e jovial, os monovarietais sérios e poderosos, os “Vinhas Velhas” que conjugam a excelência do terroir e as vinhas com mais de 30 anos, o espumante, para momentos especiais, e os “blog” simultaneamente vigorosos, subtis e frescos que se reclamam como os topos de gama Tiago Cabaço. Nascido e criado em Estremoz, no coração do Alentejo vinhateiro, Tiago Cabaço habituou-se desde muito cedo a partilhar o campo e a trabalhar nas vinhas e na adega com os pais. Foi através deste percurso que, de criança, aprendeu segredos da vinha, do solo, das castas e de todo o universo a ele associado, que ainda hoje aplica no seu dia-a-dia. Em 2004 criou a marca Tiago Cabaço Winery, o projeto em nome próprio. Desde então tem colocado no mercado vinhos da sua autoria, através dos quais passou a afirmar a sua personalidade e visão relativa aos vinhos e ao Alentejo.


Falando agora sobre o Tiago Cabaço .com Premium Tinto 2017, podemos afirmar que o vinho é feito a partir das castas Touriga Nacional, Aragonez, Trincadeira e Alicante Bouschet com fermentação e estágio posterior em tanques de aço inox (sem passagem por madeira). Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias (pimenta em maior presença) e toques florais.

Na boca o vinho apresentou corpo médio com boa estrutura, acidez na medida e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração. 

Mais um bom vinho português provado por aqui, com bom custo benefício e que tende a agradar a todos os paladares por seu estilo mais jovem e frutado sem se tornar enjoativo ou pesado. Eu recomendo a prova. 

Até o próximo!

Friday, June 29, 2018

Ribeiro Santo Pinha 2016

A Quinta do Ribeiro Santo localiza-se na freguesia de Oliveira do Conde, concelho de Carregal do Sal, na região demarcada do Dão, em Portugal. A Quinta do Ribeiro foi outrora propriedade do pároco da freguesia. Circundada por um ribeiro onde a água corria todo ano mesmo em anos muito secos, passou a ser apelidada pelo Padre por Quinta do Ribeiro Santo. Foi adquirida pela família de Carlos Lucas em 1994, que replantou de imediato as suas vinhas, dando inicio ao primeiro vinho engarrafado com o seu nome na colheita de 2000. A Região Demarcada do Dão é uma das mais antigas Regiões Vitivinícolas de Portugal, que data de 1908. Localizada no centro de Portugal, em região montanhosa que vai dos 400 aos 700m de altitude, tem como ponto de referência a Serra da Estrela, a mais alta de Portugal continental. O seu nome vem do rio que a atravessa, o Rio Dão. As características dos vinhos são fortemente marcadas pelo terreno granítico e pelo facto de as vinhas se encontrarem inseridas em florestas de pinheiros e eucaliptos.



Sobre o Ribeiro Santo Pinha 2016, podemos ainda afirmar que é um vinho feito a partir das uvas Touriga Nacional, Alfrocheiro e Tinta Roriz (nativas de Portugal). Toda a vinha encontra-se em regime de produção integrada demonstrando a grande preocupação com as questões ambientais. A conjugação de práticas culturais associadas à utilização criteriosa de produtos biológicos respeitadores do ambiente origina produções equilibradas. Não passa por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, pinho, flores e toques de especiarias.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos domados. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Mais um ótimo portuga para o dia a dia, que surpreende pela qualidade aliada a um bom preço. Eu recomendo a prova. Harmonizou com um bom seriado da Netflix. É trazido ao Brasil pela Winebrands.

Até o próximo!

Wednesday, April 4, 2018

H.O. Colheita 2015 Tinto

A família Horta Osório e seus antepassados cultivam a vinha e produzem vinhos na Região Demarcada do Douro (a mais antiga região demarcada do mundo) desde o século XVII embora a linha atual tenha sido lançada ao mercado somente em 2012. Os seus vinhos H.O. provem exclusivamente de uvas produzidas de vinhas próprias da Casa Agrícola Horta Osório S.A., onde, além de "vinhas velhas"foram plantadas as melhores castas tradicionais do Douro em terroirs únicos. Os vinhos são produzidos sob a orientação dos enólogos João Brito e Cunha além de Fernando Lázaro. Os vinhos da H.O - Horta Osório Wines aliam a tradição do Douro às mais recentes técnicas de produção vitivinícola com a sabedoria, determinação e visão do seu fundador e proprietário.


Sobre o H.O. Colheita 2015 Tinto podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir das castas autóctones Touriga Nacional, Touriga Franca e Sousão com estágio de 15 meses em barricas de carvalho Francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, flores, especiarias com algo de ervas secas ao fundo.

Na boca o vinho apresentou corpo médio para encorpado, ótima acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom vinho português para o dia a dia mas que também possui certa complexidade para acompanhar algumas refeições mais pesadas. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Thursday, March 22, 2018

Quinta dos Murças Minas 2016: Douro em sua melhor forma!

Localizada no centro da DOC Douro, a Quinta dos Murças doi adquirida pela Herdade do Esporão em 2008 devido suas condições e diversidades. Possui um terroir marcado pelas montanhas, altitude, solos xistosos e pelo clima característico do vale do rio Douro. Nas vinhas foram plantadas dezenas de castas autóctones, segundo Produção Biológica e Produção Integrada. Seu enólogo, José Luis Moreira, procura conhecer de forma particular cada parcela, cada vinha, cada unidade de terroir e toda diversidade da Quinta: "Só assim acreditamosser possível perceber, interpretar e exprimir a diferenciação e perfil dos vinhos". Na Quinta são produzidos os vinhos Assobio DOC Douro (tinto, branco e rosé), Murças Minas, Murças Margem, Murças Reserva, VV47, os Portos Murças Vintage e Murças Tawny além do azeita Extra Virgem.


Falando especificamente do Quinta dos Murças Minas 2016, nova safra disponível no Brasil, é feito a partir das uvas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Francisca, Tinta Roriz e Tinto Cão provenientes de vinhas plantadas numa encosta entre os 110 e os 300 metros de altitude. Estas vinhas, orientadas a Sul, mais expostas ao sol, produzem uvas com maior concentração. Nestas mesmas encostas existem várias minas de água, que vão refrescando o ambiente e permitindo um equilíbrio entre a maior maturação e a frescura tão característica de Murças. A fermentação e envelhecimento são feitos em cubas de betão e em barricas de carvalho francês usado, durante cerca de 9 meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e bem coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias, flores e algo de balsâmico ao fundo. 

Na boca  o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era e longa duração.

Mais um belo exemplar de vinho português que provamos por aqui e mais uma vez, um deleite. Sou muito suspeito é verdade por que eu adoro o país, a gastronomia, os vinhos, enfim. Se eu recomendo a prova? Claro que sim! O vinho é trazido ao país exclusivamente pela Qualimpor e pode ser encontrado nos melhores empórios e lojas especializadas.

Até o próximo.

Thursday, March 15, 2018

Quinta do Casal Monteiro Grande Reserva 2015

Após passar por um período conturbado desde o ínicio deste século, a Quinta do Casal Monteiro foi adquirida em Abril de 2009 por Cirilo de Jesus e Miguel de Jesus (pai e filho), encerrando o ciclo da família Cardoso Menezes à frente da sociedade e iniciando uma nova era onde se tem apostado fortemente na qualidade e internacionalização. Como consequência, todos os anos a qualidade dos seus vinhos tem aumentado e é o que se espera é que assim continue durante a presente década. O cada vez maior número de prêmios internacionais e reconhecimento em revistas internacionais da especialidade, são em si a melhor prova da evolução no aumento do padrão de qualidade. Com a adoção de métodos tradicionais e protecção integrada para trabalhar as vinhas, respeitam sobremanera o ambiente. Equipados com uma adega moderna, primam por tomar especial atenção em todos os passos do processo de vinificação. Desde a selecção criteriosa das uvas durante a vindima aos processos de fermentação, estágio e engarrafamento, o controle de qualidade assegura que apenas o melhor chega ao consumidor.


Falando agora do Quinta do Casal Monteiro Grande Reserva 2015, podemos afirmar que é um vinho feito através de um blend das castas Touriga Nacional, Syrah, Cabernet Sauvignon de parcelas com mais de 35 anos desde a sua plantação da região do Tejo, em Portugal. Vale ressaltar que cada casta foi fermentada separada quando acontece o blend final e o posterior amadurecimento do vinho po 16 meses em barricas novas de carvalho francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com algum brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, flores, especiarias, baunilha e leve tostato no fundo de taça.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Conheci este vinho na última Caravana de Vinhos do Tejo e posso dizer que foi um dos que mais me chamaram atenção, provavelmente um dos melhores que provei na feira. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, January 8, 2018

AdegaMãe Touriga Nacional 2014

Hoje volto a trazer por aqui um vinho de um dos países que mais me encanta no mundo, Portugal. Cada vez que provo um vinho de lá me vem a tona um turbilhão de emoções e lembranças de uma visita que por lá fiz e que continua sempre vivida em minha memória. Falaremos então do AdegaMãe Touriga Nacional 2014.


A AdegaMãe nasceu de uma paixão antiga que sempre existiu no seio do Grupo Riberalves: o vinho. Com um projeto arquitetônico moderno e inovador, a AdegaMãe apresenta uma forte aposta no setor vitivinícola e no enoturismo. No que à produção diz respeito, a AdegaMãe distingue-se no mercado pela aposta em vinhos genuínos que expressem as características únicas da região de Lisboa, muito marcada pela influência Atlântica.

Sendo mais específico sobre o AdegaMãe Touriga Nacional 2014, podemos acrescentar que o vinho é feito com uvas 100% feito a partir de uvas Touriga Nacional (como o próprio nome sugere) com estágio de 11 meses em barricas de carvalho francês. É classificado como Vinho Regional Lisboa. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e com alguma cor também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos negros, flores, chocolate e leve tostado, principalmente ao fundo de taça.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais um belo exemplar de vinho vindo da terra lusitana e que agradou em cheio. Me parece que esta linha é importação exclusiva do Oba Horti Fruti e tem um bom custo benefício. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, December 5, 2017

Monte das Promessas Tinto 2014

A Casa Santos Lima, produtora do vinho de hoje, é uma empresa familiar que se dedica à produção, engarrafamento e comercialização de vinhos portugueses. Trabalha diretamente ou indiretamente nas regiões de Lisboa, Algarve, Alentejo, Douro e Vinhos Verdes. Desta forma e a partir de cerca de 400 hectares de vinha, a empresa produz vinhos conhecidos pela sua excelente relação qualidade/preço e exporta cerca de 90% da sua produção total para perto de 50 países nos 5 continentes. Atualmente as principais instalações da empresa (escritórios, loja e as adegas de maiores dimensões) estão situadas na Quinta da Boavista em Alenquer, apenas a 45 km a Norte da cidade de Lisboa. Esta Quinta pertence à família Santos Lima há mais de 4 gerações e oferece condições ideais para a produção de vinho de qualidade.


Falando um pouco sobre o Monte das Promessas Tinto 2014, podemos acrescentar que este vinho é um regional alentejano feito a partir das castas Syrah, Touriga Nacional, Alicante Bouschet e Petit Verdot com estágio de quatro meses em barricas de carvalho francês e americano. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, de média velocidade e com alguma cor também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas escuras bem maduras, flores, especiarias e algo mineral.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos extremamente macios e sedosos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais uma boa opção de vinho português que encontramos por aqui em nosso mercado e que tem um bom custo benefício. Ah, eu amo esses patrícios.

Até o próximo!

Monday, November 6, 2017

Pedra Cancela Castas Nativas Touriga Nacional & Alfrocheiro 2012

Eis que me vejo novamente as voltas com vinhos portugueses, que cada vez mais tem feito parte do meu dia a dia, ainda mais tendo em vista que agora conheço um pouco mais da cultura patrícia "in loco" e a admiro cada dia mais. Sendo assim, falaremos hoje do Pedra Cancela Castas Nativas Touriga Nacional & Alfrocheiro 2012.


A Quinta Pedra da Cancela é fruto da paixão pelo vinho da família Gouveia. A exploração vitivinícola é uma atividade da família há várias gerações, no inicio entregavam as suas uvas na Adega Cooperativa. Em 1999, com o final dos estudos superiores em Viticultura e Enologia de João Paulo Gouveia, filho de João Coelho Gouveia, decidem criar o seu próprio vinho. Reestruturaram-se as vinhas, adquiriram-se outras e edificou-se uma adega moderna e com apurada tecnologia, tudo isto respeitando a cultura da região demarcada do Dão. Em 2014 a denominação da empresa passou a ser Pedra Cancela Vinhos do Dão Ltda. A Quinta, de aproximadamente 8 hectares, encontra-se em Oliveira de Barreiros, em Viseu, considerada a capital da região do Dão.

Sobre o Pedra Cancela Castas Nativas Touriga Nacional & Alfrocheiro 2012 podemos ainda afirmar que é um vinho feito a partir das castas Touriga Nacional e Afrocheiro com amadurecimento em barricas de carvalho por 6 meses além de envelhecimento de 3 meses em garrafa para posterior liberação ao mercado. Vamos então as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, especiarias e leve toque floral. Ao fundo também podíamos notar notas de baunilha e tostado.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais um excelente vinho português que provamos por aqui, este vindo do dão e que foi comprado numa promoção por aproximadamente 55 reais. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Friday, October 27, 2017

Quinta do Sobreiró de Cima Touriga Nacional 2015

Hoje trago mais um vinho que provei em Portugal e que, depois de umas andanças pela rede, não encontrei referência ao mesmo no mercado nacional, o que me leva mais um vez a crer que o mesmo ainda não está por aqui, o que é uma pena, em minha opinião. Estou falando do Quinta do Sobreiró de Cima Touriga Nacional 2015.


A Quinta do Sobreiró de Cima está localizada na zona de Valpaços – num dos tesouros insondados do Portugal vitícola, refletindo a grande riqueza e vocação natural do país para a cultura da vinha e do vinho. Com origem em Valpaços, António Teixeira teve um percurso profissional que o levou aos quatro cantos do mundo, contactando com muitos grandes vinhos de castas aclamadas internacionalmente. A implantação da Quinta do Sobreiró de Cima foi um espelho dessas vivências, aliando o melhor ‘terroir’ de Trás-os-Montes às melhores castas que provou, tanto portuguesas como estrangeiras. A Quinta é composta por 2 áreas distintas, uma mais fresca e árida, e outra mais seca e quente. A nova geração da família procura alargar os horizontes deste trabalho precursor e visionário, ao transformar o desígnio e paixão familiar pela terra de origem, levando mais longe o nome da Quinta do Sobreiró de Cima e da Região de Valpaços, através da afirmação em Portugal e no mundo dos seus vinhos.

Falando agora do Quinta do Sobreiró de Cima Touriga Nacional 2015, podemos ainda acrescentar que o vinho é feito com uvas 100% Touriga Nacional oriundas de vinhas plantadas em solos xistosos da Quinta do Sobreiró de Cima, com exposição predominante Sul. A fermentação acontece em cubas inox, com maceração prolongada e posterior estágio nas mesmas até o engarrafamento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou cor violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, ligeiramente mais lentas e com alguma cor também se desprendiam pelas paredes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, flores e leve toque especiado.

Na boca o vinho mostrou corpo médio para encorpado, excelente acidez e taninos macios e sedosos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um belo caldo portuga que provamos por aqui, o que só me deixa mais e mais maravilhado com a terrinha e que me faz querer voltar lá por outras diversas vezes. Se tiver oportunidade, prove este vinho, eu recomendo.

Até o próximo!

Wednesday, October 25, 2017

Alves Vieira Tinto 2015

Hoje vou falar sobre o vinho que abriu oficialmente a temporada de férias aqui do Balaio (que infelizmente já acabou). Este vinho é produzido pela família Alves Vieira, nome de uma família unida pelos sonhos de criar bons vinhos em Vidigueira, no Alentejo. Vinhos feitos com dedicação, cuidado e atenção ao detalhe. Alves Vieira é o símbolo, faz parte da família.


O Alves Vieira Tinto 2015 é produzido a partir das castas Trincadeira, Touriga Nacional e Alicante Bouschet, sem passagem por madeira. O rótulo é bonito e bem trabalhado, chamando atenção antes mesmo de provar o vinho. Vamos saber as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, flores e leve toque de cacau.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom vinho português que surpreende pela leveza e delicadeza em contra partida ao que é esperado de vinhos do Alentejo, o que o torna fácil de beber e companheiro ideal de uma refeição sem grandes propósitos. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, October 24, 2017

Arribas do Pinhão Grande Reserva Douro 2014

Como vocês devem ter percebido estive um pouco ausente nestes últimos tempos, e conforme já me desculpei com vocês em um de meus posts anteriores, estava de férias e viajando. Sabe como é, limpando a mente e a alma, descansando dos afazeres do dia a dia e praticando uma das atividades que mais gosto, que é viajar. E, finalmente, consegui visitar o país que mais tinha vontade: Portugal. De lá trouxe muitas memórias e estórias, além é claro de alguns vinhos. E este é o caso do Arribas do Pinhão Grande Reserva Douro 2014, este por indicação do primo de minha esposa que vive por lá. Vamos ver o que descobrimos sobre ele e as sensações ao degusta-lo.


A Costa Boal Family Estates, produtora do vinho de hoje, é uma empresa familiar e jovem sob a gerência de António Boal e Raquel Boal, que um dia decidiram sujar suas mãos de terra. Para além das propriedades dos antepassados, situadas na Região Demarcada do Douro, Cima Corgo na localidade de Cabêda, decidiram avançar para a compra de mais sete hectares de vinha desta vez em Trás-os-Montes, Mirandela, nascendo então assim, a marca de vinhos Flor do Tua e Paredes Meias. Estes vinhos têm a sua origem em vinhas com 40 anos, cujas característica dos terrenos e variedades de castas permitem fazer vinhos de alta qualidade.

Falando agora sobre o Arribas do Pinhão Grande Reserva Douro 2014, podemos ainda dizer que o vinho é feito a partir das castas Touriga Nacional e Touriga Franca com estágio de 12 meses em barrica de carvalho francês. Vamos finalmente as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas mais grossas e lentas com bastante cor também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros maduros, especiarias, flores, chocolate e algo de tostado.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos aveludados. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um belo caldo português que provamos aqui. Não achei nenhuma referência a ele no mercado nacional e, como conclusão, entendo que o mesmo não é importado pro Brasil. Deveria. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, September 12, 2017

Quinta de Camarate Tinto 2014

Falar da José Maria da Fonseca, produtora do vinho de hoje, é um tanto quanto difícil dado seu tamanho, importância e história no mundo do vinho de Portugal. Para se ter uma ideia, a empresa foi fundada em 1834 e a sua marca mais famosa de vinhos, a Periquita, lançada ainda em 1850. Nem mesmo a morte do fundador, o Sr. José Maria da Fonseca ainda em 1884, fez com que seu legado se perdesse e a família assumiu a empresa, desde então. A partir daí, diversas novas marcas e produtos foram lançados tanto no mercado português como também nos mercados internacionais (o Brasil incluído). Hoje é um dos líderes nas áreas da produção e comercialização de vinhos de mesa e generosos, encontrando-se as suas marcas presentes em mais de 70 países, possuindo mais de 30 marcas, distribuídas por vinhos de mesa, generosos e licorosos, e por cinco regiões: Península de Setúbal, Alentejo, Douro, Dão e Vinhos Verdes.


Situada em Azeitão, perto de Setúbal, a Quinta de Camarate foi adquirida por Antonio Soares Franco Jr. em 1914 e é hoje propriedade dos irmãos António e Domingos Soares Franco, os proprietários da José Maria da Fonseca. Esta quinta tem uma área de 120ha, 39 dos quais estão plantados com vinhas. A restante parte é utilizada para pasto das ovelhas que dão origem ao famoso queijo de Azeitão. As vinhas da Quinta de Camarate estão plantadas em solos argilocalcários, localizados no sopé da Serra da Arrábida. Nesta propriedade foram plantadas, para além das castas destinadas à produção de vinho, castas portuguesas e estrangeiras, que constituem a coleção ampelográfica da José Maria da Fonseca com mais de 560 castas. Com a replantação das vinhas iniciada em 1994 e a introdução de novas castas, foi possível modernizar o estilo dos vinhos lá produzidos.

Falando agora do Quinta de Camarate Tinto 2014, podemos afirmar que o vinho é feito a partir de um corte das castas Touriga Nacional (48%), Castelão (30%), Aragonês (17%) e Cabernet Sauvingon (5%) sem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e quase incolores se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, flores, especiarias, toques mentolados e de ervas. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Mais uma boa opção de vinho para o dia a dia trazido pelo Pão de Açúcar e que tende agradar os paladares dos iniciantes e dos mais experientes, por que não? Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, August 15, 2017

Quinta das Carvalhas Douro Tinto 2013

A Real Companhia Velha, grupo ao qual pertence o produtor deste vinho (em conjunto com a rede televisiva portuguesa SIC, em homenagem a uma novela feita por eles), é a mais antiga e emblemática empresa de vinhos de Portugal, tendo celebrado 258 anos de existência e de atividade ininterrupta ao serviço do Vinho do Porto. Para trás, fica o registo de uma história fabulosa e de um passado glorioso. Para o futuro, permanece a vontade de manter um elevado padrão de qualidade dos seus vinhos e a confiança numa Companhia onde o rigor e a visão de fazer ainda mais história são uma preocupação constante. Desde a sua instituição por Alvará Regio de El-Rei D. José I, em 10 de Setembro de 1756, a importância desta Ex-Majestática Companhia ficou bem patente através dos valiosos serviços prestados à comunidade. Proprietária de algumas das melhores quintas do Douro, a Real Companhia Velha tem sabido preservar e honrar a sua tradição, apostando no futuro, através de um constante processo de modernização e experimentação na Região Demarcada do Douro.


A Quinta das Carvalhas é uma propriedade de grande beleza, com uma posição predominante na encosta da margem esquerda do Rio Douro no Pinhão, que se estende pelas encostas da margem direita do afluente Rio Torto. As mais antigas referências escritas sobre a Quinta remontam a 1759, estando as suas magníficas Vinhas Velhas, de plantação pós-filoxerica, a atingir a respeitável idade de um século. A propriedade atinge os 600 hectares de superfície, que integram 120 hectares de vinha intercalados por belíssimas florestas, matos mediterrânicos e olivais centenários. A sua privilegiada localização proporciona deslumbrantes vistas da região, dispondo ainda de uma estrada privada panorâmica com acesso ao cume da montanha onde se localiza a famosa Casa Redonda. 

Sobre o Quinta das Carvalhas Douro Tinto 2013 podemos ainda acrescentar que o vinho é um corte das uvas típicas da região do Douro com enfase na Touriga Nacional com passagem por madeira para amadurecimento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com algum brilho e boa limpidez. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, flores, especiarias e toques de baunilha. 

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez e taninos marcados mas de boa qualidade. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais um bom vinho português provado por aqui, este trazido com exclusividade pela rede Pão de Açúcar de supermercados e me cativou pela excelente relação custo benefício. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Thursday, August 10, 2017

Ceirós Tinto 2013

Com mais de 250 anos, a Quinta do Bucheiro, produtora do vinho de hoje, continua a ser totalmente independente, continuando orgulhosamente a pertencer à mesma família. A caminho do seu 3º centenário, a Quinta do Bucheiro mantêm os mesmos terrenos e a mesma tradição: produzir vinhos com uma qualidade superior. Implantada no Vale do Pinhão, na região do Alto Douro, numa das mais afamadas sub-regiões da Região Demarcada do Douro, reconhecida pela sua exposição a Nascente à altitude de 220 metros e com cerca de 40 hectares de vinha, sendo esta totalmente mecanizada, esta localização particular encontra-se abrangida por um microclima único que contribui, decididamente, para a tipicidade e diferenciação dos vinhos da Quinta do Bucheiro. As castas Touriga Nacional, Tinta Roriz e Tinta Barroca, para os vinhos tintos são juntamente com Malvasia Fina, Gouveio e Viozinho para os vinhos brancos, as castas selecionadas para a produção de um vinho com uma qualidade ímpar. O envelhecimento dos vinhos continua a ser feito nos seus velhos armazéns, dividindo-se o estágio pelos tonéis, pipas e meias pipas de carvalho francês, americano e português. Para os vinhos brancos não envelhecidos são utilizadas as cubas de inox. O processo de engarrafamento é executado na Quinta do Bucheiro por sistema automático e sanitizado após aprovação dos organismos reguladores e sob a responsabilidade do proprietário, Eng.º Enólogo, António Dias Teixeira.


Sobre o Ceirós Tinto 2013, podemos ainda afirmar que o vinho é feito a partir das principais castas durienses, Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca e Tinta Barroca cultivadas na região de Cima-Corgo. Após a fermentação o vinho passa por amadurecimento em barricas de carvalho francês durante 3 meses seguido pelo estagio final em cubas de inox. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e quase incolores também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros, flores, especiarias, chocolate e algo de tostado no fundo de taça.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa persistência.

Mais um bom vinho português provado por aqui. Meu vício, com certeza, são os vinhos de lá. Ainda não encontrei custo benefício melhor.

Até o próximo!

Wednesday, August 9, 2017

Herdade do Rocim Touriga Nacional 2015

A Herdade do Rocim é, sem dúvida, uma das propriedades mais impressionantes de todo Portugal. É além disso, principalmente, o resultado de um desejo e de um sonho. Lançando um projeto arquitetônico ousado, que prima beleza e delicadeza de detalhes, a vinícola se destaca também pela alta qualidade de seus vinhos. Situado nas imediações de Vidigueira, no Baixo Alentejo, ela conta com cerca de 120 hectares, entre os quais 70 de vinhas e 10 de olivais. Adquirida em 2000 pelo Grupo Movicortes, recebeu altos investimentos nas instalações, o que permitiu a vinícola implementar processos de produção muito mais modernos e atualizados. Graças à estrutura do projeto, além da fama do produto produzido, a vinícola se tornou uma fonte promocional para a região do Alentejo.


Falando sobre o Herdade do Rocim Touriga Nacional 2015, podemos ainda acrescentar que, como o próprio nome já diz, é um vinho feito com 100% de uvas Touriga Nacional fermentadas em grandes balseiros de carvalho. Após este processo, o vinho passa por 9 meses em barricas de carvalho para amadurecimento.Por fim, o vinho ainda envelhece por 3 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, de velocidade média e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, flores, especiarias com toques de baunilha e minerais. Um vinho de boa complexidade aromática.

Na boca o vinho apresentou um corpo de médio para encorpado, boa acidez e taninos macios e sedosos. O retrogosto confirmou o olfato e o final era de longa duração.

Mais um belo vinho português provado por aqui que demonstra acima de tudo uma boa estrutura podendo ser consumido agora mas que pode aguentar mais um bom tempo em garrafa. O vinho veio diretamente da terra pátria na bagagem da minha sogra e foi um presente de seu primo (meu xará) aos quais faço meu agradecimento público. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, August 1, 2017

Vallado Tinto 2013: A vez do Douro na Confraria Brasileira de Enoblogs

Depois de um longo e tenebroso inverno (sem trocadilhos com a estação em que nos encontramos hoje) eis que voltamos a postar para a #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs. E o tema deste mês foi proposto pelo confrade Gil Mesquita (Vinho para Todos). A sua sugestão foi "Um tinto do Douro, de qualquer faixa de preço". E para meu deleite, pude continuar em um país que muito prazer me traz quando pensamos nos vinhos a preços acessíveis no mercado brasileiro, que é Portugal. Para a tarefa de hoje escolhemos o Vallado Tinto 2013.


A Quinta do Vallado, construída em 1716, é uma das quintas mais antigas e famosas do Vale do Douro, em Portugal. Pertenceu à lendária Dona Antónia Adelaide Ferreira e mantém-se até hoje na posse dos seus descendentes. A Quinta do Vallado é famosa pela produção de Vinhos do Douro e Vinhos do Porto de qualidade reconhecida mundialmente. Recentemente, fizeram a modernização de seu Wine Hotel para o receber ainda melhor os amantes da bebida de Bacco.

Falando um pouco do Vallado Tinto 2013, podemos afirmar que o vinho é feito com cerca de 80% das uvas provenientes de vinhas com cerca de 25 anos de Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca e Sousão e os restantes 20% de vinhas velhas com cerca de 70 anos. Já sobre envelhecimento, cerca de 70% do vinho estagiou durante 16 meses em cubas de aço inoxidável e o restante em barricas de 225 lt de carvalho Francês de 3º e 4º usos. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e com alguma cor também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, flores e especiarias. Leve toque de baunilha ao fundo. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um bom vinho português que provamos por aqui, este em especial para a #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs. Foi comprado em uma promoção da rede Pão de Açúcar e valeu o quanto custou. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, July 11, 2017

Coroa d'Ouro 2014

Para a vinícola Poças, tudo começou em 1918, quando Manoel Domingues Poças Júnior, nascido no centro da azáfama do Vinho do Porto, decidiu fundar o seu próprio negócio. Era 15 de agosto, poucos meses antes do Armistício. Manoel Poças tinha 30 anos e alguma experiência de trabalho na área. Com o seu tio, fundou uma empresa para vender brandies a grandes produtores de Vinho do Porto. Pouco depois estabeleceu a sede que se mantém até hoje, em Vila Nova de Gaia. Primeiro o seu tio, depois os irmãos, a mulher, os netos: toda a família Poças veio a partilhar a sua paixão pelo vinho, combinando o respeito pela tradição com a mente aberta à inovação trazida pelas novas gerações. Hoje, com três quintas nas melhores localizações da Região Demarcada do Douro, a Poças tem o controle total da qualidade dos seus vinhos. E o envolvimento da família é mais forte do que nunca.


Sobre o Coroa d'Ouro 2014 podemos ainda afirmar que é um vinho feito a partir castas tradicionais da região do Douro, a saber: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca de vinhas com idades entre 10 e 20 anos. O vinho não tem estágio em madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, de média velocidade e com alguma cor também se podiam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, flores e leve toque de especiarias.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acides e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais um bom vinho português para o dia a dia provado por aqui, fácil de beber e que te instiga ao próximo gole. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!