segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Neragora Ares Merlot & Mavrud 2013

E não é que a onda biodinâmica chega também aos países menos conhecidos por aqui em relação a sua produção vinícola? E veja, não estou desdenhando ou fazendo pouco caso deste tipo de produção mas eu questiono um pouco é todo o alarido que tem se feito em torno da mesma. Minha opinião é de que o vinho é bom, basta, sendo ele biodinâmico, orgânico ou mesmo tradicional. Hoje trago ao blog um vinho biodinâmico da Bulgária, deste país do Leste Europeu com qual mantenho alguma relação, uma vez que parte da família de meu avô materno veio de lá em fuga das guerras que assolavam o continente na época. Enfim, sem muita delonga vamos ao que interessa, não é mesmo?


A vinícola Neragora nasce de duas almas e uma ótima visão, a partir da paixão da família Azzolini pela vinificação, vinhas e vinícolas, combinada com a dedicação e habilidades de enólogos e agrônomos italianos. A visão do empresário italiano Massimo Azzolini, que, com uma rica experiência no campo da agricultura orgânica, em 2002 foi para a Bulgária e descobriu o lado escondido da terra de Chernogorovo. Uma pequena extensão de terra de natureza crua, robusta, mas rica em beleza e potencial, atraiu a curiosidade de Massimo, levando-o a redefinir os contornos de uma paisagem que desapareceu. Uma curiosidade que rapidamente se transformou em um projeto ambicioso. Um projeto que agora está se concretizando, trazendo vida às almas gêmeas de um lugar com expressão de criatividade e excelência. A família Azzolini decidiu trazer alguns dos principais especialistas italianos - enólogos e agrônomos de renome internacional no campo da agricultura orgânica. O objetivo era claro - fazer vinhos de excelência em Chernogorovo. O nome Chernogorovo vem da palavra búlgara para "floresta negra". As colinas que são o lar dessas vinhas, "as colinas de ouro", foram famosas pelo cultivo de vinhas desde tempos imemoriais. Uma terra intocada cheia de vitalidade. 

Falando um pouco agora mais especificamente do Neragora Ares Merlot & Mavrud 2013, podemos dizer que o vinho é feito então com as uvas citadas a pouco (Merlot e Mavrud) vindas da região de Chernogorovo, no coração do Thracian Valley, região central da Bulgária sem maiores intervenções e/ou uso de madeira. A curiosidade é que O nome de Ares deriva do antigo Deus Trácio, mais tarde adotado pela mitologia grega como uma divindade da guerra. Sem mais delongas, vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, ligeiramente mais lentas e com alguma cor também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas, especiarias doces, chocolate amargo e toques florais.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um belo caldo búlgaro que provamos por aqui. Mais um vinho apresentado pelo clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Como os incêndios na Califórnia afetarão a safra 2017?

Depois de um período ausente em virtude das merecidas férias, nós do Balaio do Victor estamos por aqui para anunciar que voltamos com as energias recarregadas e com muito pique para compartilhas nossos textos com vocês. E já começamos com um assunto bem triste para nós que amamos o vinho: os incêndios que atingiram vinhedos e vinícolas na Califórnia. Eu sei que você, caríssimo leitor muito bem informado, vai falar que também houveram casos semelhantes em Portugal mas, como eu consegui um pouco mais de informações sobre a Califórnia, eis que aqui estamos.


À medida que os incêndios florestais atravessaram Napa, Sonoma, Carneros, Mendocino e além, os vinicultores avaliam seus vinhos jovens e as uvas que ainda estão sendo colhidas. A colheita do norte da Califórnia já estava paralisada quando os incêndios floresciam em partes dos condados de Sonoma, Napa e Mendocino, obrigando os vinicultores e os moradores a fugir. Com as equipes de bombeiros ainda lutando contra as chamas e muitas áreas sob evacuação obrigatória, os vinicultores estão enfrentando desafios, pois tentam terminar o que uma vez parecia uma colheita relativamente fácil.

Quando os incêndios chegaram, os vinicultores colheram a maioria das suas uvas. Estimativas mostram que cerca de 90% das vinhas da região do condado de Sonoma foram colhidas. O Napa Valley Vintners relatou quadro semelhante enquanto o Mendocino WineGrowers estima que a maioria das uvas brancas e 75 por cento das uvas tintas da região também o estavam. A safra de 2017 foi quente e seca e os viticultores parecem muito satisfeitos com a qualidade dos vinhos nos tanques agora. Isso permitiu uma colheita precoce. Mas os vinicultores relatam que ainda há Cabernet Sauvignon e outras uvas tardias que aguardam nas videiras. Agora eles estão lutando para escolher a última das suas uvas e fermentar os vinhos enquanto lidam com evacuações, perdas de energia, fechamentos de estradas e nuvens grossas de fumaça.

Aqueles que conseguiram escolher suas uvas estão enfrentando outros desafios. Como muitos tiveram que evacuar e acabaram por perder suas casas, muitas vinícolas estão trabalhando com equipes mínimas no momento. As quedas de energia também estão criando problemas para os vinhos que fermentam em tanques uma vez que a maioria dos vinicultores tenta manter suas fermentações de vinho tinto entre 70 ° a 85 ° F e vinhos brancos entre 45 ° a 60 ° F. Se a temperatura estiver muito alta, os vinhos podem apresentar aromas e sabores cozidos ou as leveduras podem morrer antes de completar a fermentação. A utilização de gelo seco tem sido uma solução. 

Além de ser um perigo para a saúde, a fumaça grossa tem alarmado alguns viticultores. O resíduo de fumo contém altas concentrações de fenóis voláteis, como guaiacol e eugenol, que podem se acumular nas peles das uvas e podem ser liberados para os vinhos durante a fermentação. Amostras tem sido enviadas para ETS Laboratories, o principal pesquisador das vinícolas da Califórnia, mas a empresa está atualmente sobrecarregada. Como cerca de 15 por cento das uvas ainda precisam ser colhidas, o laboratório tem avaliado cada vinhedo individualmente e notificado seus clientes dos riscos. É difícil de prever o que os fumos e seus compostos podem causar e isso só se torna problemático em níveis elevados. Mas o futuro do vinho da Califórnia do Norte ainda é desconhecido. Maiores informações podem ser encontradas em www.winespectator.com .

Até o próximo!

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Divulgação: Capital paulista recebe Road Show Inovini 2017

Entre os dias 02 e 06 de outubro, a importadora Inovini realiza o Road Show Inovini - evento que segue sua segunda edição esse ano (a primeira contemplando) algumas cidades do interior paulista. Para a segunda edição 2017, as cidades escolhidas foram Vinhedo (SP), Santos (SP), São Paulo (capital), Anápolis (GO) e Brasília.



Em contramão aos megaeventos do setor, a Inovini aposta mais uma vez nos encontros mais intimistas. Uma ótima oportunidade para que parceiros de negócios e consumidores finais conheçam os produtos importados pela empresa, degustem e façam networking com os representantes das vinícolas, além de encontrarem vinhos com preços e condições especiais. Tudo em formato de bate papos e degustações descontraídas e assertivas tendo como mote um dos temas mais especiais do mercado: o mundo dos vinhos.

A vinícola portuguesa Herdade do Perdigão, da região do Alentejo, será um dos grandes destaques e lançamentos durante os cinco dias de evento. Ao lado de vinícolas conceituadas, como a Los Vascos (Chile); González Byass (Espanha); Doña Paula (Argentina), Undurraga (Chile), Hardy´s (Austrália); Kumala (África do Sul), Barone Ricasoli (Itália) e Nino Franco (Itália). “O Road Show já virou um marco para o setor de vinhos. A cada edição temos a preocupação de selecionar cidades importantes e que muitas vezes estão fora do eixo dos destinos de eventos do mercado de vinhos. Estamos felizes por sermos pioneiros nesse novo formato de evento, escolhendo regiões pouco exploradas e com um grande potencial de negócios”, diz a gerente de marketing da Inovini, Rita Ibanez. Degustações comentadas com representantes de vinícolas e lançamentos do portfólio da importadora também são alguns dos destaques. 

Serviço:

Data: 04 de outubro
Cidade: São Paulo, SP
Local: Jd. Aurélia - Rua Tabapuã, 838.
Horário: 18h às 22h
Preço: Antecipado R$ 120,00. Crédito de R$ 100,00 em compras no dia do evento. Crédito não cumulativo.
Onde comprar: Para participar adquira seu convite no Hortisabor.
Telefone para informações: (11) 2307-2000

Até o próximo!

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Tellus Syrah 2015

O vínculo entre a Família Cotarella e o mundo do vinho tem sua origem nos anos sessenta, quando Antonio e Domenico Cotarella, produtores em Monterubiaglio, fizeram a primeira adega para produzir seu próprio vinho. Os irmãos Renzo e Riccardo Cotarella, ambos vinicultores cresceram em uma terra de longas tradições vinícolas, impulsionada pela paixão de seu pai Domenico, fundando em 1979 a atual Vinícola Falesco, produtora do vinho de hoje, transformando o que era um pequeno negócio familiar em uma empresa de sucesso. Os investimentos feitos desde então, sem dúvida, têm sido de grande importância, mas hoje, após mais de trinta anos, pode ser considerado amplamente recompensado, especialmente em termos afetivos. Na empresa familiar, de fato, atualmente trabalham suas filhas Dominga, Marta e Enrica, com o mesmo entusiasmo e envolvimento de seus pais. A quarta geração de netos, então, sugere um futuro tão importante quanto, para a marca Falesco.


Falando agora sobre o Tellus Syrah 2015, podemos dizer que é um vinho feito com 100% de uvas Syrah de vinhedos localizados no Lazio a 300 metros de altitude, com posterior amadurecimento de 5 meses em carvalho francês de segundo uso. Como curiosidade, podemos ainda citar que Tellus é a deusa romana da terra. A garrafa do vinho, inspirada nas antigas garrafas do império romano, é diferente e chama a atenção por ser mais baixa e bojudinha que as convencionais e seu rótulo criado em 2009, é o quarto ganhador de um concurso com artistas no Castel Sant’Angelo, em Roma, para a criação da nova imagem do produto. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam presentes. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos bem maduros, especiarias, baunilha e leve lembrança de tostado.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um ótimo vinho italiano provado por aqui que tende a agradar os mais variados paladares. Eu recomendo a prova. Este vinho é trazido pela Winebrands e vale o quanto custa. 

Até o próximo!

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Angel Cabernet Sauvignon 2013

A Angelus Estate, produtora do vinho de hoje, está localizada perto da barragem de Zhrebchevo, em Nova Zagora, na Bulgária. Possui 106,5 ha de vinhas que incluem as seguintes variedades: Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Syrah, Petit Verdot, Chardonnay, Sauvignon Blanc, Traminer e Viognier. A sala de fermentação está sob o solo, com escotilhas de acesso no chão. Desse modo, as uvas chegam aos tanques de fermentação usando apenas gravidade.Existem duas caves para envelhecimento de vinhos em barricas tonéis e com níveis controlados por temperatura. Tudo isso resulta em alguns dos mais emblemáticos vinhos oriundos deste país do leste europeu.


Falando agora do Angel Cabernet Sauvignon 2013, podemos ainda acrescentar que o vinho é produzido a partir de uvas 100% Cabernet Sauvignon com amadurecimento de alguns meses em barricas de carvalho. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e com alguma cor também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, especiarias, chocolate e algo de tostado. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio a encorpado, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais uma boa opção de vinho búlgaro que tivemos o prazer de provar por aqui. Mais um vinho apresentado pelo clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!