segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Beringer Bros Bourbon Barrel Aged Cabernet Sauvignon 2016

Após um bom e merecido período de férias, o blog volta com atividade total e espero conseguir ser mais efetivo com relação ao número de postagens por aqui. E não poderia deixar de contar pra vocês sobre um vinho que eu trouxe na bagagem mas que me conquistou no primeiro gole. Estou falando do Beringer Bros Bourbon Barrel Aged Cabernet Sauvignon 2016. Vamos descobrir um pouco mais sobre a história da vinícola bem como algumas curiosidades do vinho?


A paixão tem o maravilhoso poder de transformar meros objetos em obsessão, transformar tarefas cotidianas em arte. Na vinícola Beringer Bros, tem-se vivido essa paixão por mais de 141 anos. A história da vinícola Beringer Bros remonta ao ano de 1868, quando Jacob Beringer, atraído pelas oportunidades do novo mundo, navegou de sua casa em Mainz, na Alemanha, para Nova York. No entanto, depois de ouvir que o solo rochoso na encosta e o solo fértil do vale se assemelhavam aos vinhedos da Alemanha, Jacob seguiu para o Vale do Napa. Jacob e seu irmão Frederico Beringer compraram 215 acres de terra em 1875 e se tornaram uma das primeiras vinícolas do Vale de Napa. A vinícola Beringer Bros é conhecida por estabelecer muitos "primeiros" como líderes na indústria do vinho. Foram uma das primeiras instalações alimentadas por gravidade e entre as primeiras a operar usando cavernas e adegas cavadas à mão. Foram também os primeiros a dar tours públicos em 1934, iniciando uma tradição de hospitalidade em Napa Valley. Por fim, são a primeira e única adega a ter um vinho tinto e um branco, o vinho nº 1 do ano pela revista Wine Spectator.

Falando um pouco mais do Beringer Bros Bourbon Barrel Aged Cabernet Sauvignon 2016, podemos ainda dizer que o vinho é produzido exclusivamente com uvas Cqabernet Sauvignon dos principais vinhedos da empresa na Califórnia e 20% do vinho permanece em barricas de carvalho americano que anteriormente foram utilizados para a fabricação de bourbon. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, de média velocidade, coloridas e em grande quantidade também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, chocolate amargo, baunilha e toques de especiarias.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, suculento, quase mastigável. Taninos redondos e boa acidez também se faziam notar. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e memorável. 

Um delicioso vinho americano, com a curiosidade do uso das barricas de bourbon pra acrescentar um calor e um toque mais encorpado ao vinho. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Tiago Cabaço .com Premium Tinto 2017

Uma família de vinhos, sedutores e sérios, modernos no estilo e na forma mas profundamente alentejanos no carácter, os nossos vinhos dividem-se entre os “.com” de perfil enérgico e jovial, os monovarietais sérios e poderosos, os “Vinhas Velhas” que conjugam a excelência do terroir e as vinhas com mais de 30 anos, o espumante, para momentos especiais, e os “blog” simultaneamente vigorosos, subtis e frescos que se reclamam como os topos de gama Tiago Cabaço. Nascido e criado em Estremoz, no coração do Alentejo vinhateiro, Tiago Cabaço habituou-se desde muito cedo a partilhar o campo e a trabalhar nas vinhas e na adega com os pais. Foi através deste percurso que, de criança, aprendeu segredos da vinha, do solo, das castas e de todo o universo a ele associado, que ainda hoje aplica no seu dia-a-dia. Em 2004 criou a marca Tiago Cabaço Winery, o projeto em nome próprio. Desde então tem colocado no mercado vinhos da sua autoria, através dos quais passou a afirmar a sua personalidade e visão relativa aos vinhos e ao Alentejo.


Falando agora sobre o Tiago Cabaço .com Premium Tinto 2017, podemos afirmar que o vinho é feito a partir das castas Touriga Nacional, Aragonez, Trincadeira e Alicante Bouschet com fermentação e estágio posterior em tanques de aço inox (sem passagem por madeira). Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias (pimenta em maior presença) e toques florais.

Na boca o vinho apresentou corpo médio com boa estrutura, acidez na medida e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração. 

Mais um bom vinho português provado por aqui, com bom custo benefício e que tende a agradar a todos os paladares por seu estilo mais jovem e frutado sem se tornar enjoativo ou pesado. Eu recomendo a prova. 

Até o próximo!

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Belnero Toscana IGT 2013

O Castello Banfi é uma das vinícolas mais famosas da região da Toscana, na Itália, mais precisamente na região de Montalcino. Foi fundada em 1978 graças à vontade dos irmãos ítalo-americanos John e Harry Mariani. Esta vinícola é conhecida mundialmente pela busca incessante pela qualidade de seus vinhos, pelos grandes Brunellos e atualmente pela busca em diminuir a influência extra-natureza em seus vinhos e a utilização de técnicas de cultivo e produção orgânicas. Reconhecida também pelas pesquisas clonais da uva Sangiovese, a vinícola busca os melhores clones para manter a consistência de sua produção. Além da produção de vinhos, a vinícola também conta com serviços de visitação e hospedagem em suas dependências.


Falando sobre o Belnero Toscana IGT 2013, podemos afirmar que o vinho é feito quase que exclusivamente de uvas Sangiovese e pequenas quantidades de Cabernet Sauvignon e Merlot, oriundas das colinas do sul de Montalcino a uma altitude de 170 a 230 metros acima do nível do mar. Após a fermentação alcoólica, o vinho segue para barricas de carvalho onde passará pela fermentação malolática e grande período de amadurecimento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade, brilhante e muito límpido. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas muito complexos como frutos vermelhos, café, tabaco, baunilha e especiarias doces.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, carnudo, com boa acidez e taninos bem marcantes. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo de delicioso.

Um baita vinho italiano, fruto de uma recente viagem internacional de minha esposa e que agradou a todos além de acompanhar a refeição divinamente. Eu recomendo.

Até o próximo!

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Convento da Vila Tinto 2016

Fundada em 1955, a Adega de Borba foi a primeira de uma série de Adegas constituídas no Alentejo, com o incentivo da então Junta Nacional do Vinho, numa altura em que o setor não tinha o protagonismo que hoje tem na economia regional. De fato, não fosse esse empurrão decisivo dado pelo referido organismo estatal, que assim permitiu uma organização comercial e de transformação para os vinhos do Alentejo, a cultura da vinha teria desaparecido completamente da região, pois todos os incentivos da época estavam virados para a cultura dos cereais, e fazer do Alentejo o celeiro do País era uma política mais que consolidada para a época. Após 3 décadas de resistência, em que só o grande valor das castas regionais e a excelência das condições naturais permitiram que a produção de vinho no Alentejo se mantivesse, chegou-se finalmente aos anos oitenta, em que todo o potencial da região para a produção de vinho pode ser avaliado e confirmado pelo consumidor. Beneficiou a região do fato da produção estar associada a Adegas de grande dimensão, e desta forma mais rapidamente se apetrechou em termos tecnológicos que outras regiões do País, dando o salto para os vinhos engarrafados de qualidade, numa altura em que o consumidor passou a ser mais exigente e a privilegiar mais a qualidade que a quantidade. É verdade que a constituição da região demarcada do Alentejo e a constituição de estruturas técnicas associativas que rapidamente divulgaram novas tecnologias junto do viticultor foram essenciais em todo o processo. Hoje a Adega de Borba reúne 300 viticultores associados que cultivam cerca de 2.000 hectares de vinha, distribuindo por 70% castas tintas e 30% de castas brancas.


Sobre o Convento da Vila Tinto 2016, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir de um blend das castas Trincadeira, Aragonez, Castelão e Touriga Franca, típicas da região, sem passagem por madeira. Ambas a fermentação alcoólica e malolática ocorrem em tanques de inox. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos vermelhos, flores e leve toque herbáceo.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Mais um bom vinho português acessível que provamos por aqui. É dos vinhos de entrada mas que não fazem feio. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Milénico Tempranillo 2012

A Bodegas Y Viñedos Milénico nasce nas margens do Douro, no município de San Martín de Rubiales, entre Roa e Peñafiel, no coração da Ribera del Duero, uma região com mais de mil anos ininterruptos de tradição e cultura vinícola. O clima é rigoroso, com flutuações diárias marcantes que forçam ciclos diários de atividade na planta, o que confere ao vinho um caráter inconfundível e distintivo. Milénico é o resultado da nossa dedicação e entusiasmo pela criação de vinhos excepcionais. Nosso relacionamento constante com a terra, com a vinha, com o vinho e nosso desejo de alcançar o melhor é a energia que inspira nosso dia a dia. O Milénico é possível graças à sua localização privilegiada, à origem de uma fruta extraordinária e à nossa busca pela perfeição, que se traduz em um cuidado e atenção contínuos e extremos aos detalhes ao longo da vida do Milénico.


Falando agora sobre o Milénico Tempranillo 2012, podemos ainda acrescentar que é um vinho cujas uvas vem de um seleção de uvas de 6 parcelas próprias e uma de terceiros. Esta á uma combinação de vinhas com mais de 50 anos junto a outras plantadas nos anos 90. Passa ainda por envelhecimento e amadurecimento de 12 meses em barricas de carvalho francês (85%) e americano (15%) de 225 e 500 litros além de 12 meses na garrafa. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de média para grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam notar. 

No nariz o vinho apresentou aromas de bala toffee, frutos vermelhos, notas balsâmicas e toques de tostado. 

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez e taninos de muita qualidade. O retrogosto confirma o olfato e incluí um toque mineral ao vinho. O final era de longa duração.

Um belo vinho espanhol que provamos por aqui que me faz cada vez mais tentar conhecer e descobrir novos vinhos vindos de lá. Eu recomendo e muito a prova. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!