quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Chateau Burgozone Gold Cabernet Franc 2011

No território búlgaro onde as vinhas foram plantadas na propriedade da vinícola Chateau Burgozone, havia vestígios da antiga fortaleza romana de Burgozone. Os vinhos e o complexo vitivinícola foram nomeados depois. A fortaleza situa-se na antiga via romana Via Istrum, que conectou Constantinopla com Belgrado e defendeu as fronteiras do norte do Império Romano. As provas materiais encontradas aqui, como os restos de frascos e outras cerâmicas cerâmicas, ligadas à produção de vinhos e vinhos, datam desse período específico. Esta tradição antiga teve milhares de anos de história aqui e, juntamente com o comércio ativo ao longo do rio, tornou-se a base da riqueza e prosperidade da cidade de Oryahovo no passado. Em 2002 iniciou o projeto de revitalização do tradicional para a produção de vinho, que foi suspenso durante a proibição na década de 80 na União Soviética, imposta por Gorbachov. Para este efeito, um terrão único de 150 ha foi selecionado na margem sul do rio Danúbio, perto do porto de Oryahovo, sobre a ilha do Esperanto. Durante os séculos, deu a melhor uva da região. Além da própria vinha, o complexo inclui uma adega de boutique com o equipamento mais moderno. Os primeiros resultados são mais que encorajadores - Chateau Burgozone Chardonnay, produzido lá, fez história ganhando em 2010 o primeiro da Grande Medalha de Ouro da Bulgária no Concours Mondial de Bruxelles.


Falando agora especificamente do Chateau Burgozone Gold Cabernet Franc 2011, podemos acrescentar que o vinho é feito 100% com uvas Cabernet Franc provenientes de um terroir com condições únicas, localizado nas imediações de Oryahovo, na Bulgária e estagiou por 8 meses em barricas novas de carvalho francês e descansou em garrafas nas caves antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea e média intensidade toques granada nas bordas, boa limpidez e brilho. Lágrimas finas, rápidas e incolores se faziam presentes também.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias, estábulo, couro e folhas secas.

Na boca o vinho apresentou corpo médio para encorpado, taninos quase mastigáveis e acidez na medida. O retrogosto confirma o olfato e adiciona um toque mineral ao mesmo, sendo que o final era de longa duração.

Um belíssimo exemplar de vinho búlgaro, mais um, que provamos por aqui. Eu recomendo a prova. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Ca'vegar Bardolino Classico 2015

Foi em abril de 1958, quando onze viticultores da região de Gardesan, perto de Verona na Itália, se encontraram e fundaram uma cooperativa para a produção de vinhos, conhecida como Cantina Sociale Veronese del Garda. O objetivo era trabalhar juntas as uvas dos membros e produzir bons e bons molhos e vinhos. Nos anos seguintes, já conhecida como Cantina di Castelnuovo del Garda, experimentou um crescimento lento mas constante. Hoje, a cooperativa tem mais de 200 membros, que processam suas uvas crescidas em um total de 1000 hectares de terra em vinho. Desde 2006, um importante projeto de renovação tecnológica está em andamento nos vinhedos e na adega. A Cantina não está longe do Lago de Garda e é um exemplo de uma empresa intimamente ligada ao seu território e às suas tradições. As vinhas dos membros cooperativos se estendem ao sudeste do Lago de Garda. Vinhos advindos das DOCs Bardolino, Custoza, Lugana, Valpolicella, Soave e Garda são produzidos. Na sede histórica da cooperativa, há uma loja que vende uma ampla gama de produtos a preços da cantina: brancos, rosés e tintos.


Sobre o Ca'vegar Bardolino Classico 2015, podemos ainda acrescentar que o vinho é um blend das uvas Corvina , Rondinella , Molinara, típicas da região sem qualquer passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de média intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, leve toque herbáceo e algo de flores também.

Na boca o vinho apresentou corpo leve para médio, ótima acidez e taninos bem fininhos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um ótimo vinho para o dia a dia, sem complicações. Acompanhou uma refeição bem simples de papilote de frango com tomates cereja e cebola. Uma boa alternativa aos vinhos que costumamos consumir no dia a dia, ainda mais nestes dias de mais calor. Tem um bom custo benefício. Este é mais um vinho do clube de vinhos Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Foxglove Chardonnay 2016

No centro da Foxglove está Bob Varner, também enólogo da Varner Wines. Começando com sua primeira colheita em 1991, Bob adquire o vinho de vários lugares, todos no Edna Valley. O vinho resultante tem o preço de denominação da Costa Central e é repleto de sabores de frutas complexos pelos quais a denominação do Edna Valley é conhecida, uma denominação relativamente pequena, que tem cultivada principalmente Chardonnay em cerca de 1000 acres. Toda a área é rigidamente controlada por alguns proprietários que empregam as práticas de vinhas mais atualizadas que dão ao vale uma uniformidade impressionante. Localizado ao sul de San Luis Obispo, seus vinhedos são alguns dos mais próximos da Califórnia ao Oceano Pacífico. Os invernos amenos, o verão frio e nebuloso e os solos franco-argilosos produzem uma combinação de sabores que foram descritos como "livro Central Coast".


Falando agora do Foxglove Chardonnay 2016, podemos ainda acrescentar que o vinho é feito a partir de uvas 100% Chardonnay da região de Central Coast, na Califórnia, EUA. O vinho é engarrafado sem passar pela fermentação maloláctica e não tem carvalho nele, apresentando um perfil muito limpo e varietal. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha com reflexos dourados, muito límpido e brilhante. Lágrimas finas, rápidas e sem cor também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos tropicais, pedra molhada com leve toque de baunilha.

Na boca o vinho mostrou corpo leve para médio aliado a uma ótima acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um belo exemplar de Chardonnay californiano que, a contrapartida de seus compatriotas, não vem carregado de madeira, tornando-o mais leve e saboroso, trazendo aquela sensação do quero mais a cada gole. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Château Noaillac Cru Bourgeois 2014

Famoso Cru Bourgeois, o Château Noaillac é propriedade da família Pages desde o ano de 1983. Essa experiente família também é dona do ótimo Château La Tour de By, também na região do Médoc. Contando com 41 hectares de vinhedos localizados no estuário do Gironde, essa estrela em ascensão produz um dos mais confiáveis vinhos do Médoc. Atualmente o trabalho da adega está na terceira geração, a cargo de Damien Pages, que elabora este ótimo vinho a partir de vinhas com 20 a 25 anos de idade. Faz parte do seleto grupo dos Cru Bourgeois, classificação criada em 1932 para contemplar os melhores vinhos de Bordeaux, logo depois dos Grands Crus Classés


Falando agora um pouco mais do Château Noaillac Cru Bourgeois 2014, podemos dizer que o vinho é feito a partir de 55% Merlot, 40% Cabernet Sauvignon e 5% Petit Verdot com passagem por 12 meses em barricas de carvalho. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, de média velocidade e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas negras e vermelhas bem maduras, especiarias, tabaco, couro, café e baunilha. Bastante complexidade olfativa.

Na boca o vinho apresentou corpo médio para encorpado aliado a taninos finos, marcados e com uma boa acidez. O retrogosto basicamente confirma o olfato com um toque mineral. O final era de longa duração.

Um ótimo Bordeaux que provamos por aqui, apesar de não ser muito a minha especialidade, achei um baita vinho. Recomendo bastante a prova.

Até o próximo!

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Palácio da Bacalhôa 2013

A Bacalhôa Vinho de Portugal, produtora do vinho de hoje, dispensa muitas apresentações. É uma das gigantes do mundo do vinho, conhecida e presente no mundo todo com belos caldos, desde os mais simples até seus vinhos premium. De qualquer maneira, é sempre bom darmos uma injeção de ânimo na nossa memória e trazer um pouco da história de sucesso desta empresa aqui para os leitores do blog. A Bacalhôa Vinhos de Portugal existe desde 1922, inicialmente sob a designação de João Pires & Filhos, tendo se desenvolvido ao longo dos anos com uma vasta gama de vinhos que lhe granjeou uma sólida reputação e a preferência de consumidores nacionais e internacionais. Ganhou um grande impulso com a parceria com o Grupo Francês Lafitte Rothschild e a aquisição de propriedades como a Quinta do Carmo, por exemplo. Está presente em 7 regiões vitícolas portuguesas (Alentejo, Península de Setúbal (Azeitão), Lisboa, Bairrada, Dão e Douro), com um total de 1200ha de vinhas, 40 quintas, 40 castas diferentes e 4 centros vínicos (adegas), a empresa distingue-se no mercado pela sua dimensão e pela autonomia em 70% na produção própria. Com uma capacidade total de 20 milhões de litros e 15.000 barricas de carvalho, a Bacalhôa Vinhos de Portugal prossegue a sua aposta na inovação no setor, tendo em vista a criação de vinhos que proporcionem experiências únicas e surpreendentes, com uma elevada qualidade e consistência.


Falando agora do Palácio da Bacalhôa 2013, podemos afirmar que o vinho é feito a partir das uvas Cabernet Sauvignon, Merlot e Petit Verdot oriundas da região da Península de Setúbal sendo que 12% do mosto fermentou e estagiou 4 meses em barricas novas de carvalho francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma profunda cor violácea, muita intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, mais lentas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, baunilha, café, especiarias, mentolado e leve tostado.

Na boca o  vinho se mostrou encorpado, com boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um baita vinho português ora pois, delicioso, complexo, guloso, enfim, nem da pra falar muito. Recomendo a prova.

Até o próximo!