segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Brandina Vinhos - Diretamente do interior de Sampa

Alguns dias atrás eu estava viajando com minha família em Campos do Jordão, região serrana do interior de São Paulo, quando descobri que existia um novo empreendimento vinícola na região, e resolvi arriscar a visita. E não é que, dadas as devidas proporções, fui surpreendido positivamente? Vamos ver o que eu pude descobrir sobre a Villa Santa Maria - Brandina Vinhos?


Saindo de Campos do Jordão, o passeio se inicia descendo a serra pelo Vale do Baú em pequenas estradas vicinais de terra, areia e pedriscos, o que pode assustar de princípio. Mas a passagem por bosques e muita mata nativa da região vale a vista e a chegada até a sede da produtora de vinhos é deslumbrante.


Recebidos então pelo Cristian (peço perdão caso o nome não seja esse, minha memória não me ajudou neste quesito), começamos a entender a história por trás do empreendimento bem como da produção dos vinhos na propriedade. O projeto teve seu início em meados dos anos 2004 através do empresário Mario Carbonari, que herdou o amor pelo vinho dos avós, italianos da região do Vêneto, e resolveu apostar no seu sonho depois de anos no mercado de tecnologia. Segundo o Cristian, a meta é de se plantar até 90 mil vinhas até o final deste ano. E aqui falamos de Sauvignon Blanc, Syrah, Merlot, Cabernet entre outras. O relevo e clima da região são bem interessantes no quesito luminosidade, amplitude térmica, chuvas moderadas, altitude e solo pobre, criando boas condições para o cultivo de uvas.


Todo o mix de condições descritas acima tem sido comumente chamadas de "terroir de inverno" atualmente, o que obriga ainda os viticultores a fazer a inversão de ciclo das parreiras (em relação ao hemisfério norte) e a utilização da dupla poda das plantas. E para tal a Villa Santa Maria, detentora dos rótulos Brandina Vinhos, conta ainda com a consultoria de Murilo Albuquerque, um dos grandes especialistas nestas técnicas em nosso país.


O projeto Villa Santa Maria, ainda em fase de expansão, tem atualmente as uvas colhidas e enviadas para a EPAMIG, em Minas Gerais, onde passam pelos processos de fermentação, envelhecimento e engarrafamento, antes de estarem disponíveis para a venda. O mais legal disso tudo é que a esposa do Mário, Célia Carbonari, é a arquiteta responsável por todo o projeto da vinícola. Atualmente está em fase final de construção uma grande cave subterrânea e num futuro próximo, um local para produção local também está nos planos.


A propriedade conta ainda com diversos atrativos que complementam ainda mais a visita: trilhas, cachoeiras, bosques para piquenique, quadra de bocha, loja de vinhos e quitutes da região além de uma Bruschetteria, espaço gastronômico da propriedade. O restaurante chama-se Bruschetteria da Villa e está a cargo do chef Guilherme Pazzianotto.


Eu confesso que sempre fui muito cético com vinhos nacionais, embora tenho visto uma boa evolução nos últimos anos, principalmente no tocante ao uso do termo terroir único e coisas correlatas. Afinal, mundo a fora, o termo terroir é empregado a locais "seculares" e que possuem toda uma cultura ancestral quando falamos de cultivo de uvas e produção de vinhos, coisa que o Brasil ainda não tem a curto e médio prazo. De qualquer forma, a descoberta de novas regiões produtoras de vinho de qualidade aqui no Brasil tem despertado atenção e portanto eu, como apreciador da bebida de Bacco, sempre tento conhecer mais sobre o assunto. O grande questionamento que eu deixo aqui é que, dadas todas as variáveis envolvidas no processo produtivo e de vendas de vinho (como a de taxação e impostos, a mais sensível no mercado nacional), o preço aplicado aos vinhos nacionais não me parecem compatíveis com o que o mercado consumidor está disposto a pagar, nem tem condições para tal. Gostaria de saber a opinião de vocês. 


Sobre os vinhos, farei um post específico para eles logo menos.

Até o próximo!

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Atlántico Sur Reserve Tannat 2013

Juan Carlos Deicas nasceu em Montevidéu no dia 6 de setembro de 1937, tendo crescido no bairro de Piedras Blancas, estudou Ciências Econômicas e, antes de entrar no mundo vitivinícola, trabalhou como bancário. Casou-se em 1960 com Elida Heres, com quem teve dois filhos: Mariela e Fernando. Em 1979, Juan Carlos Deicas, fundou o Establecimento Juanicó, que hoje em dia é uma das principais vinícolas do Uruguai. Antes de ser propriedade da Família Deicas, as terras do Establecimiento Juanicó passaram por diferentes donos. Entre eles destacou-se Don Francisco Juanicó, quem em 1830 rompeu com a tradição da criação de gado na região e construiu uma cave subterrânea que lhe permitiu elaborar vinhos de grande qualidade, devido a sua climatização natural. Porém, a grande mudança produziu-se recentemente quando Fernando Deicas assumiu o controle da vinícola no começo dos anos 80. Com uma nova visão e uma “grande mudança de mentalidade” a Família Deicas incorporou novas tecnologias e fez um forte investimento industrial para enfrentar novos desafios e assim abrir as portas do novo mundo para a vinícola. As novas gerações têm contribuído com outras visões e enfoques mais modernos e internacionais. Em 2010, a Família Deicas decidiu separar a produção de certos vinhos especiais e nasceu então a vinícola Premium Família Deicas. Esta vinícola fica em Progresso, Canelones, e o seu ícone é um casarão antigo conhecido pelo nome de Domaine Castelar. Os vinhos da Família Deicas são produzidos em pequena escala, cuidando minuciosamente todo o processo, desde o vinhedo até a guarda. Hoje, três gerações desta família compartilham a mesma paixão: atingir o perfeito equilíbrio entre tradição e inovação.


Falando sobre o Atlántico Sur Reserve Tannat 2013, podemos ainda afirmar que o vinho é feito 100% com uvas Tannat através da combinação dos melhores uvas de seus diferentes micro terroirs. Cerca de 40% do vinho tem uma passagem por barris de carvalho francês de segunda utilização durante 6 meses. Vamos as impressões?

Ns taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e com alguma cor também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias doces, mentolado, chocolate e leve toque tostado no fundo de taça.

Um belíssimo vinho uruguaio, que serviu o propósito de celebrar uma situação tão bacana (estava em Campos do Jordão com as pessoas que amo, minha família). Não é um vinho barato, mas vale o quanto custa. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Alexandra Estate Mourvedre & Syrah & Viognier 2015


Inovação, estilo e a busca dos melhores são a base do projeto Alexandra Estate. Tudo começou em 2012 com a compra de 200 acres de vinhedos na região de Sakar, uma das regiões vinícolas mais famosas da Bulgária. Os vinhedos de Alexandra Estate em Oreshets, Harmanli, já no primeiro ano de frutificação atraíram a atenção dos especialistas, e sua proximidade com a floresta de carvalhos de 100 anos e a localização no sopé dos Rhodopes orientais contribuem mais para sua seleção. As variedades incluídas nos vinhos da propriedade são: Syrah, Malbec, Cabernet Franc, Pinot Noir, Merlot, Chardonnay, Marsanne, Roussanne, Semillon e Viognier. Em 2013, a Alexandra Estate expandiu com outros 100 acres de vinhedos na vila de Rakitnitsa, Stara Zagora, localizada a 300 metros acima do nível do mar, e seus solos carbonatados contribuem para a excelente qualidade das uvas plantadas neles. O que distingue a Alexandra Estate no cultivo de vinhas, são os princípios da agricultura orgânica e biodinâmica. Em 2014, a Alexandra Estate produziu um total de 30.000 garrafas de vinho: branco, rosé e tinto. No mesmo ano começou a construção de uma adega na aldeia Rakitnitsa, que tem capacidade para até 60.000 garrafas. Para a vinificação são utilizados barris de carvalho francês com capacidade para 225 litros e 300 litros. Todos os vinhos, são fermentados e amadurecidos em barris, e até o Rosé é parcialmente fermentado em carvalho francês. Na Alexandra Estate o trabalho fica a cargo de profissionais conceituados: o cultivo das videiras é confiado a Atanas Shiderov e Eric Moro e para a produção de vinho e a criação de misturas cuidar Alexander Velyanov e Thierry Haberer.

Falando agora sobre o Alexandra Estate Mourvedre & Syrah & Viognier 2015, podemos afirmar que o vinho é um blend das uvas mencionadas no próprio nome do vinho, uvas estas oriundas da vila de Oreshets e da aldeia de Rakitnitsa. Após a fermentação, parte do vinho vai direto pra carvalho e outra parte permanece em inox para a fermentação malolática acontecer. Por fim, o vinho amadurece em barricas de carvalho francês de 225 litros por 10 meses de 100% da mistura, 80% dos barris são novos, de primeiro uso, e 20% são usados (2o e 3o usos). Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros, flores, chocolate e especiarias.

Na boca o vinho apresentou corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração

Mais uma ótima opção de vinho búlgaro que tivemos o prazer de provar por aqui. Como é um vinho bem potente, aconselho provar junto com comida. No meu caso, foi um belo corte de chorizo que o escortou. Mais um vinho apresentado pelo clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Vilarnau conquista o Certificado Winery for Climate Protection (WfCP)

Nos dias de hoje, uma palavrinha tem sido usada com muita frequência e ela diz respeito à eu, você e todos que vivemos no planeta terra. Esta palavra é sustentabilidade. Mas o que isso tem de relação com o mundo dos vinhos, você pode estar se perguntando. Eu diria que a relação é total, uma vez que, a meu entender, sustentabilidade é a relação de uso dos recursos, naturais ou não, disponíveis no planeta de forma a não agredir o meio ambiente e a sociedade nele inseridos. Isso de uma maneira bem simples e direta, mas ajuda a entender um pouco mais sobre o por que disto estar nas dicussões atuais. A vinícola Vilarnau conquista o Certificado Winery for Climate Protection (WfCP), certificação de sustentabilidade ambiental criado para o setor vitivinícola, faz com que a vinícola seja a primeira e única da região de Sant Sadurní d'Anoia (Penedès) e uma das 14 da Espanha a obter o importante reconhecimento.

O Compromisso da Vilarnau com o desenvolvimento sustentável da vinha e da adega, juntamente com a sua luta contra as alterações climáticas, tem sido reconhecido pela Federação Espanhola do Vinho (FEV), a principal associação de produtores do país. Mérito resultado do trabalho diário da vinícola que inclui a instalação de uma caldeira de biomassa, redução do consumo de combustíveis fósseis, conversão de técnicas agrícolas tradicionais em técnicas ecológicas, reciclagem e valorização de resíduos e reutilização da água da chuva.

Tais implementações foram fundamentais para que Vilarnau conquistasse o Winery for Climate Protection. Reconhecimento chancelado pela Lloyd Register, um dos mais conceituados organismos de certificação autorizados pelo FEV.

De acordo com a filosofia da Vilarnau, desde a sua fundação, foram aplicadas práticas amigas do ambiente para garantir o menor impacto possível na natureza, em consonância com o 5 + 5 Caring for the Planet, o compromisso sustentável de González Byass; um dos principais produtores espanhóis de vinhos e destilados da Espanha, Chile e México e do grupo da Vilarnau. Cada propriedade da família de vinhos González Byass está comprometida em cuidar do meio ambiente, através do uso responsável dos recursos naturais e promovendo um crescimento equilibrado local e globalmente.

No Brasil, Vilarnau é representada e importada pela Inovini – divisão de vinhos da importadora Aurora.

Que isto se torne rotina no mundo vitivinícola e que tenhamos um futuro mais animador com relação ao ambiente que vivemos e como lidamos com seus recursos.

Até o próximo.

segunda-feira, 23 de julho de 2018

5ª International Wine Show no Centro de Convenções Frei Caneca

A International Wine Show, evento de degustação de vinhos do mundo, realiza sua quinta edição no dia 28 de julho (sábado), das 16h00 às 21h00, no 4º andar do Centro de Convenções Frei Caneca, integrado ao Shopping Frei Caneca, na capital paulista. São cerca de 300 rótulos, nacionais e importados, dos principais países produtores de vinho do planeta! Tintos, brancos, rosés e espumantes poderão ser degustados e comprados com descontos especiais no evento.

4ª International Wine Show// Foto:  Bruno Polengo

A 5ª International Wine Show reunirá 50 stands de importadoras e vinícolas selecionadas, com a oferta de vinhos em promoção para degustação e compras, além de outros produtos relacionados ao universo enogastronômico.

As importadoras e vinícolas que já confirmaram presença no evento são: 011 Shop, Adega Alentejana, Barrinhas, Bev Group, Bodegas, Cantu, Casa Flora, Casa Perini, Casa Valduga, Caves Santa Cruz, Chandon, Decanter, Devinum, Don Bonifacio, Épice, Fabenne, Galeria dos Vinhos, Grand Cru, Inovini, Interfood, Italia Mais, Italys Wine, KMM, La Charbonnade, La Pastina, Lusovini, Miolo, Mistral, Mr. T, Obra Prima, Optimus, Perez Cruz, Portus, Puklavec, Qualimpor, S&P – Segala & Perini, Santar, Sogrape, Terra Vinis, TW Vinhos, Vinci, Vinhos do Mundo, Vinícola Aurora, Winebrands, Worldwine e Zahil.

Para harmonizar, será servido um buffet composto por queijos, frutas e pães. Destaque para uma mesa com produtos artesanais brasileiros como queijos, geleias, salames e produtos em conserva, todos com degustação e vendas no local. Os produtores são clientes da Local.e, uma nova empresa focada na promoção do consumo local e valorização do pequeno produtor brasileiro. A empresa conta hoje com 15 produtores artesanais parceiros e os ajuda na representação de vendas, inteligência de mercado e ações de trade marketing. As empresas parceiras da Local.e que apresentarão seus produtos na 5ª International Wine Show são: Fazenda Atalaia (queijos frescos e maturados), Frellini Salumeria (embutidos), La Conserveria (conservas) e Troppo (geleias, relishs e picles), todos os produtos naturais, artesanais e sem aditivos químico.

O investimento para participação na 5ª International Wine Show é de R$ 99,00 (1º lote) e os vinhos serão degustados em uma taça personalizada, que o convidado recebe logo na entrada e leva como brinde ao final do evento. O ingresso dá direito também a um Guia com os vinhos de cada expositor.

Realizada pelo Shopping Frei Caneca, a 5ª International Wine Show conta com o patrocínio do Banco Rendimento e do Bradesco e o apoio do Empório Frei Caneca e do Centro de Convenções Frei Caneca. Os parceiros do evento são o Clube Adega, Delta Café, Lindt chocolates e a Local.e.

Serviço:
5ª International Wine Show no Centro de Convenções Frei Caneca
Quando: 28.07.2018 (sábado)
Horário: 16h00 às 21h00
Valor do Convite: R$ 99,00
Compras pelo Ingresso Rápido ou no Empório Frei Caneca
Local: Centro de Convenções Frei Caneca – 4º Andar
Rua Frei Caneca, 569 – Consolação - São Paulo - SP

ENTRADA PROIBIDA PARA MENORES DE 18 ANOS