segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

La Maldita Garnacha Tinto 2016

La Maldita Garnacha é uma nova gama de vinhos lançados pela vinícola Dinastia Vivanco, que inclui o vinho tinto do qual falaremos hoje, um branco e um rosé, todos os 100% Garnacha, porém produzidos dentro da DO Rioja, na Espanha. Esta coleção foi a resposta da Dinastia Vivanco ao seu importador americano que procurava uma Garnacha de Aragão para adicionar ao seu portfólio. Um rótulo colorido, arriscado e inovador, que é quase um grito de raiva ou guerra ante os vinhos clássicos. Essa idéia busca diferenciação da marca.


Falando um pouco mais especificamente sobre o La Maldita Garnacha Tinto 2016, com dito anteriormente é um vinho feito com 100% de uvas Garnacha das regiões de Tudelilla em Rioja Baja e a zona central de Rioja, nos municípios de Villamediana e Alberite. O vinho é envelhecido predominantemente em aço inoxidável sobre as leveduras por 3 a 4 meses, com uma porcentagem do vinho (cerca de 20%) passando em barris franceses e americanos posteriomente. pelo mesmo período. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração rubi violácea de média intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, flores, especiarias doces e um toque mineral.

Na boca o vinho tinha corpo de leve para médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um bom e decente Garnacha vindo de Rioja que, pelo preço e ousadia, fez um papel muito bacana quando pensamos em vinhos para o dia a dia e também em fugir do óbvio eixo Chile-Argentina. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Clos de Torribas Crianza 2013

O vinho em questão é produzido pela Bodegas Pinord, cuja historia remonta a mais de cento cinquenta anos, quando em sua propriedade de Sant Cugat Sesgarrigues, a família Tetas começou a elaborar vinhos brancos e tintos, procedentes de uvas de cultivo próprio, que naquela época já eram elaborados e criados seguindo os tradicionais métodos artesanais próprios da região. Em 1942, quando Josep Maria Tetas criou a atual bodega, instalando-a em Vilafranca del Penedès, a tão somente quatro quilômetros da propriedade original. Desta propriedade, precisamente, se escolhe o nome para a marca da empresa, Pi del Nord -Pinho do Norte-, que hoje em dia está reconvertida ao cultivo ecológico e continua produzindo uvas de excelente qualidade.O êxito não se fez esperar e superou as expectativas: em pouco tempo, Pinord começou a exportar seus vinhos por todo o mundo e a bodega experimentou um enorme crescimento. As instalações foram ampliadas e incrementou-se a produção.


Falando sobre o Clos de Torribas Crianza 2013, podemos afirmar que o vinho é feito a partir de uvas 100% Tempranillo da região do Penedés com posterior amadurecimento de 12 meses em carvalho e envelhecimento de 12 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade com reflexos granada, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias (princiaplemte as doces como canela e cravo da índia), baunilha e leve tostado.

Na boca o vinho apresentou corpo médio aliado a uma boa acidez e taninos suaves. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Mais um bom vinho espanhol provado por aqui, aliás, vinhos que tenho provado pouco mas que tem se mostrado bacanas e diferenciados, esse em especial para o dia a dia. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Castillo Perelada Torre Galatea Reserva 2008

A elaboração de vinho na Castillo Perelada é documentada já na Idade Média, como evidenciado por vários documentos e pergaminhos do período que são mantidos na biblioteca. Quando Miguel Mateu comprou este complexo monumental em 1923, um dos seus principais objetivos foi a revitalização desta tradição vinícola, uma tradição que hoje está mais viva do que nunca e que incorporou a tecnologia mais moderna para produzir vinhos que aproveitam ao máximo as nuances dos solos e vinhas de Empordà, na Espanha.


Salvador Dalí e Miguel Mateu, empresário, patrono da cultura e fundador da Perelada, mantiveram uma estreita amizade ao longo de sua vida. O pintor universal do Empordà visitou com assiduidade o castelo que seu amigo havia adquirido em 1923 e pintou e deu discursos. O Castillo Perelada e a Fundação Gala-Salvador Dalí querem homenagear essa amizade com a Torre Galatea Reserva, um vinho que quer ser uma amostra da essência do Empordà, seus solos e seu clima. Um ambiente com o qual o artista coexistiu ao longo de sua vida e que foi uma fonte de inspiração para muitas de suas obras magistral. Uma parte dos lucros obtidos com a venda desta Perelada Torre Galatea Reserva são doados para a Fundação Gala-Salvador Dalí.

Falando finalmente sobre o Castillo Perelada Torre Galatea Reserva 2008 em si, podemos ainda acrescentar que o vinho é um corte feito a partir das castas Garnatxa (39%), Syrah (26%), Merlot (26%) e Cabernet Sauvignon (9%) com passagem de 21 meses em barris de carvalho americano e francês para amadurecimento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias, tostado, baunilha e notas balsâmicas.

Na boca o vinho se mostrou encorpado de boa acidez e com taninos muito macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um excelente vinho espanhol que provamos por aqui, uma bela pedida com boa complexidade e elegância. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

LFE Seleccion de Familia Gran Reserva Sauvignon Blanc 2015

A história de Viña Luis Felipe Edwards (LFE), produtora do vinho, remonta a 1976, quando Luis Felipe Edwards Sr. adquiriu a propriedade Fundo San José de Puquillay, localizado no Vale do Colchágua. A propriedade fica situada em um vale em forma de ferradura isolado, separado do majestoso e coberto de neve Andes pelo de seus cumes,San Fernando. Naquela época, ele plantou 60 hectares de vinhas, entre elas principalmente Cabernet Sauvignon, Malbec, Merlot e Carmenère. No início dos anos noventa, Luis Felipe Sr. decidiu fazer vinho com seu próprio nome e assim construiu uma moderna adega, equipada com a mais recente tecnologia no estado da arte da vinificação. A primeira safra, Luis Felipe Edwards Cabernet Sauvignon 1994, foi lançado no mercado internacional no final de 1995. A Viña Luis Felipe Edwards tem crescido desde então com o intuito de ser a maior empresa de vinhos de propriedade 100% familiar do Chile, com 1.850 hectares de vinhedos e tendo seus produtos exportados para mais de 70 países; duas gerações estão ativamente envolvidas em manter a marca sinônimo de qualidade e os valores familiares tradicionais nos dias de hoje.


Falando sobre o LFE Seleccion de Familia Gran Reserva Sauvignon Blanc 2015, podemos acrescentar que é um vinho 100% Sauvignon Blanc de uvas oriundas do Vale do Leyda, sem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha com reflexos verdes, bom brilho e limpidez. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos e tropicais, aspargos e folhas secas.

Na boca o vinho apresentou corpo médio aliado a uma ótima e quase crocante acidez, mas sem parecer agressiva. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um ótimo vinho chileno para aplacar dias calorentos e, comprado em uma promoção no Pão de Açúcar, valeu demais o investimento. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Le Pont Couvert Cabernet Sauvignon 2014

A Vinal Winery, produtora do vinho de hoje, foi criada em 1947 e está situada na cidade de Lovech (centro norte da Bulgária) na planície do Danúbio, uma das cinco principais regiões vitivinícolas do país. Mantém uma ampla gama de produção, incluindo vinhos brancos, roses e tintos (secos, semi-secos, semi-doces, sobremesas, espumantes), licores de frutas, vermute, vodka, gim, conhaque, etc. A produção média de vinho por ano é 8 500 000 e as instalações de armazenamento de vinho têm uma capacidade superior a 13 000 000 litros. Possui três linhas de engarrafamento e a tecnologia de fabricação disponível permite o engarrafamento de seus produtos em diversas dosagens, de 0,1 l a 3,0 l. As suas vinhas abrangem tanto variedades internacionais como autóctones de uva, incluindo Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir, Cabernet Franc, Chardonnay, Muscat Ottonel, Mascate de Alexandria, Dimyat, Pamid, Gamza, Varna Muscatel e Viogner. A produção da Vinal é alocada tanto para o mercado interno como para exportação. A proporção é de 10% para o mercado interno e de 90% para os mercados de exportação. Os países de exportação incluem a Polônia, Rússia, EUA, Mongólia, Japão, República Tcheca, Inglaterra, Lituânia, Letônia, Croácia, Chipre, Ucrânia, Coréia do Sul, Iraque, Gana, Vietnã e outros.


Falando agora sobre o Le Pont Couvert Cabernet Sauvignon 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho 100% Cabernet Sauvignon de vinhas situadas às margens do famigerado rio Danube, região mais conhecida por Côtes de Danube. A fermentação ocorre em tanques de inox e, logo em seguida, o vinho é transferido para barricas de carvalho francês e americano, onde passa pela fermentação malolática e postarior amadurecimento de 12 meses. Como curiosidade temos que o rótulo desse vinho é uma homenagem ao símbolo da belíssima cidade de Lovetch, sua ponte coberta. Ela é a único desse tipo não só na Bulgária, mas em toda a Península dos Balcãs. Construída sobre o rio Ossam, existe desde o século XIX e sofreu várias reconstruções, impostas por inundações repetitivas do rio e outros incidentes. Atualmente, após a última reforma em 1.999, através do projeto "Belle Lovetch", tem 40 bancas, onde comerciantes e artesãos dão vida ao local. Uma das saídas da ponte leva à parte histórica de Lovetch, assim transformando-se em um elo entre o presente e o passado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou rubi violáceo de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias, chocolate, tostado e um toque mineral sutil, porém perceptível.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um belo caldo búlgaro que provamos aqui no Balaio. Eu recomendo a prova. Foi o fiel escudeiro de belo churrasco na sede do Balaio e fez bem o papel. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!