quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Bad Boy 2015

Jean-Luc Thunevin se tornou "uma estrela" no mundo do vinho em menos de uma década, graças ao seu famoso "vinho de garagem" Château Valandraud. Foi provavelmente durante uma degustação de Le Pin, um Pomerol de um pequeno vinhedo, que ele teve o desejo de fazer um vinho excepcional. Graças a sua paixão pelo vinho, sua determinação e sua determinação, ele fez o seu voto com a primeira safra em 1991 Château Valandraud. Este ano marca o início de uma grande aventura e um sucesso deslumbrante. Ele se torna o inspirador e iniciador de muitos outros vinhos de garagem. Todos estes microcuvées de baixos rendimentos produzem vinhos bastante concentrados. Murielle, sua esposa, que em si supervisiona o cuidado mais minucioso das vinhas: tamanho para cada planta, de decapagem sistemática, colheita verde para limitar voluntariamente o número de cachos por planta. Por sua parte, Jean-Luc procura a maturidade ideal das uvas para iniciar a colheita; Adotou igualmente as técnicas borgonhesa de perfuração e agitação sobre as borras para uma concentração ótima. Os vinhos são produzidos com preocupação constante por excelência e aparecem grandes e maduros. Robert Parker, que deu a Jean Luc Thunevin o apelido de Bad Boy e ovelha negra, germinando a idéia de criar o cuvée Bad Boy. Bad Boy foi criado na denominação "clássica" de Bordeaux por causa das limitações dos regulamentos em vigor na época (anos 2000) que proibiam montagens inovadoras. Era natural, portanto, para fazer um bebê Bad Boy com a criação da nova denominação de vinhos na França para blends inéditos, e obrigatório para criar um Crémant de Bordeaux branco e rosé. Mas a família cresceu com Bad Boy branco Chardonnay 100%, e a mais recente adição: a Bad Boy 100% Syrah, tanto o "vinho da França", embora produzidas em parcelas dos nossos vinhedos de São Genesius de Castillon, ao lado do Château Valandraud.


Depois desta overdose de informações, podemos ainda acrescentar que o vinho é um blend de 95% Merlot e 5% Cabernet Franc com maturação de 12 meses em barricas de carvalho 100% novas. Vamos então as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de média para grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, chocolate amargo e especiarias. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos aveludados. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um belo vinho de Bordeaux com toda certeza, que cativou a todos por aqui. Vale a prova. Eu recomendo.

Até o próximo!

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Henry of Pelham Riesling 2017

Bom dia prezados leitores. Depois de um longo período de abstinência aqui no blog (e só por aqui, por que beber nós continuamos de maneira normal) estamos de volta. Peço desculpas pela ausência sem aviso mas, um mix de bloqueio criativo e uma série de outras situações em minha vida particular e profissional fez com que eu me afastasse neste período, período este que espero ter acabado. E voltamos por aqui com um vinho até então nunca degustado por aqui: um Riesling canadense. Vamos ver o que descobrimos sobre ele por aqui?


No final do século XVIII, o tataravô de Henry, Nicholas, recebeu a título de doação a terra em que se encontra a vinícola atualmente por seus serviços prestados durante a revolução, e mesmo tendo avançado seis gerações, a vinícola se mantém na mesma fazenda da família. O vinhedo de 300 hectares da Henry of Pelham está localizado no Short Hills Bench, sub-denominação da Península de Niágara, em Ontário, no Canadá. A vinícola foi nomeada Henry of Pelham a partir de Henry, cujo senso de humor bem seco, criou o apelido “Henry of Pelham” a partir de um primeiro-ministro britânico. Ele era um grande empreendedor, construindo uma pousada e taberna na propriedade e operando uma estrada de pedágio. Ele criou ovelhas. E cultivou uvas - algumas das primeiras a serem plantadas no Canadá. A sala de degustação e loja de vinhos estão na casa de carruagens de Henry. O Short Hills Bench é o mais oriental das sub-denominações localizadas dentro da Niagara Escarpment. Ela abrange a terra que se eleva da planície da península ao sul da Estrada Regional 81 até a Escarpment e situada entre o Twelve Mile Creek e o Fifteen Mile Creek. As colinas ondulantes e vales das Colinas Curtas, que repousam sobre um antigo vale enterrado que uma vez cortou o Niagara de Escarpa e ligado as bacias do Lago Ontário e do Lago Erie, proporcionam longas encostas suaves com excelente drenagem e exposição solar. Os dias quentes e ensolarados e as noites frias características desta área são perfeitos para desenvolver os intensos sabores da uva derivados de seus complexos solos. Todas as uvas dos vinhos Henry of Pelham Estate e Speck Family Reserve são cultivadas na sub-denominação Short Hills Bench.

Falando agora sobre o Henry of Pelham Riesling 2017, podemos ainda afirmar que o vinho é feito exclusivamente com uvas Riesling oriundas das vinhas mais velhas da Henry of Pelham (30+ anos) da região de Short Hills Bench fermentado em tanques de aço inoxidável. Vamos finalmente as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha com reflexos ligeiramente dourados, muito brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas  cítricas e tropicais, toques florais e minerais adicionando boa complexidade.

Na boca o vinho apresentou corpo médio com um acidez crocante e vibrante. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um belo vinho sem dúvidas nenhuma, muito saboroso e de um local de onde ainda não havia provado vinhos. Fez par com comida japonesa e se saiu muito bem. Eu recomendo a prova. Veio na mala em minha última viagem a NY.

Até o próximo!

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Chateau Burgozone Gold Cabernet Franc 2011

No território búlgaro onde as vinhas foram plantadas na propriedade da vinícola Chateau Burgozone, havia vestígios da antiga fortaleza romana de Burgozone. Os vinhos e o complexo vitivinícola foram nomeados depois. A fortaleza situa-se na antiga via romana Via Istrum, que conectou Constantinopla com Belgrado e defendeu as fronteiras do norte do Império Romano. As provas materiais encontradas aqui, como os restos de frascos e outras cerâmicas cerâmicas, ligadas à produção de vinhos e vinhos, datam desse período específico. Esta tradição antiga teve milhares de anos de história aqui e, juntamente com o comércio ativo ao longo do rio, tornou-se a base da riqueza e prosperidade da cidade de Oryahovo no passado. Em 2002 iniciou o projeto de revitalização do tradicional para a produção de vinho, que foi suspenso durante a proibição na década de 80 na União Soviética, imposta por Gorbachov. Para este efeito, um terrão único de 150 ha foi selecionado na margem sul do rio Danúbio, perto do porto de Oryahovo, sobre a ilha do Esperanto. Durante os séculos, deu a melhor uva da região. Além da própria vinha, o complexo inclui uma adega de boutique com o equipamento mais moderno. Os primeiros resultados são mais que encorajadores - Chateau Burgozone Chardonnay, produzido lá, fez história ganhando em 2010 o primeiro da Grande Medalha de Ouro da Bulgária no Concours Mondial de Bruxelles.


Falando agora especificamente do Chateau Burgozone Gold Cabernet Franc 2011, podemos acrescentar que o vinho é feito 100% com uvas Cabernet Franc provenientes de um terroir com condições únicas, localizado nas imediações de Oryahovo, na Bulgária e estagiou por 8 meses em barricas novas de carvalho francês e descansou em garrafas nas caves antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea e média intensidade toques granada nas bordas, boa limpidez e brilho. Lágrimas finas, rápidas e incolores se faziam presentes também.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias, estábulo, couro e folhas secas.

Na boca o vinho apresentou corpo médio para encorpado, taninos quase mastigáveis e acidez na medida. O retrogosto confirma o olfato e adiciona um toque mineral ao mesmo, sendo que o final era de longa duração.

Um belíssimo exemplar de vinho búlgaro, mais um, que provamos por aqui. Eu recomendo a prova. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Ca'vegar Bardolino Classico 2015

Foi em abril de 1958, quando onze viticultores da região de Gardesan, perto de Verona na Itália, se encontraram e fundaram uma cooperativa para a produção de vinhos, conhecida como Cantina Sociale Veronese del Garda. O objetivo era trabalhar juntas as uvas dos membros e produzir bons e bons molhos e vinhos. Nos anos seguintes, já conhecida como Cantina di Castelnuovo del Garda, experimentou um crescimento lento mas constante. Hoje, a cooperativa tem mais de 200 membros, que processam suas uvas crescidas em um total de 1000 hectares de terra em vinho. Desde 2006, um importante projeto de renovação tecnológica está em andamento nos vinhedos e na adega. A Cantina não está longe do Lago de Garda e é um exemplo de uma empresa intimamente ligada ao seu território e às suas tradições. As vinhas dos membros cooperativos se estendem ao sudeste do Lago de Garda. Vinhos advindos das DOCs Bardolino, Custoza, Lugana, Valpolicella, Soave e Garda são produzidos. Na sede histórica da cooperativa, há uma loja que vende uma ampla gama de produtos a preços da cantina: brancos, rosés e tintos.


Sobre o Ca'vegar Bardolino Classico 2015, podemos ainda acrescentar que o vinho é um blend das uvas Corvina , Rondinella , Molinara, típicas da região sem qualquer passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de média intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, leve toque herbáceo e algo de flores também.

Na boca o vinho apresentou corpo leve para médio, ótima acidez e taninos bem fininhos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um ótimo vinho para o dia a dia, sem complicações. Acompanhou uma refeição bem simples de papilote de frango com tomates cereja e cebola. Uma boa alternativa aos vinhos que costumamos consumir no dia a dia, ainda mais nestes dias de mais calor. Tem um bom custo benefício. Este é mais um vinho do clube de vinhos Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Foxglove Chardonnay 2016

No centro da Foxglove está Bob Varner, também enólogo da Varner Wines. Começando com sua primeira colheita em 1991, Bob adquire o vinho de vários lugares, todos no Edna Valley. O vinho resultante tem o preço de denominação da Costa Central e é repleto de sabores de frutas complexos pelos quais a denominação do Edna Valley é conhecida, uma denominação relativamente pequena, que tem cultivada principalmente Chardonnay em cerca de 1000 acres. Toda a área é rigidamente controlada por alguns proprietários que empregam as práticas de vinhas mais atualizadas que dão ao vale uma uniformidade impressionante. Localizado ao sul de San Luis Obispo, seus vinhedos são alguns dos mais próximos da Califórnia ao Oceano Pacífico. Os invernos amenos, o verão frio e nebuloso e os solos franco-argilosos produzem uma combinação de sabores que foram descritos como "livro Central Coast".


Falando agora do Foxglove Chardonnay 2016, podemos ainda acrescentar que o vinho é feito a partir de uvas 100% Chardonnay da região de Central Coast, na Califórnia, EUA. O vinho é engarrafado sem passar pela fermentação maloláctica e não tem carvalho nele, apresentando um perfil muito limpo e varietal. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha com reflexos dourados, muito límpido e brilhante. Lágrimas finas, rápidas e sem cor também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos tropicais, pedra molhada com leve toque de baunilha.

Na boca o vinho mostrou corpo leve para médio aliado a uma ótima acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um belo exemplar de Chardonnay californiano que, a contrapartida de seus compatriotas, não vem carregado de madeira, tornando-o mais leve e saboroso, trazendo aquela sensação do quero mais a cada gole. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!