segunda-feira, 20 de maio de 2013

Bodega Andina Merlot 2011

Era uma sexta feira como outra qualquer mas eu e minha esposa não tínhamos muita idéia do que iríamos fazer e comer no jantar. Foi quando ela veio com uma idéia muito legal: por que não fazemos um fondue de carne no vinho, parecido com um outro que comemos um outro dia num restaurante especializado aqui de Sampa? Eu topei na hora, afinal sou carnívoro inveterado. Eu também queria aproveitar a oportunidade e o tempinho frio para tomar um vinho, mesmo não estando 100% recuperado de uma gripe que me afligira na ultima semana. Pois bem, este vinho vinha marcando sopa em cima do balcão da cozinha a alguns dias e resolvi que ele seria a vítima do dia. E acho que fiz uma boa escolha, como vocês irão julgar por si mesmos nas linhas abaixo.


Pouco encontrei sobre a vinícola ou sobre o vinho em uma rápida pesquisa pela internet, portando deixo o canal de comentários do blog disponível a quem tiver mais informações e queira dividir comigo e com meus queridos e estimados leitores. Creio que se trate de um vinho mais "doméstico" do que propriamente exportado e divulgado aos quatro cantos do mundo. Este veio diretamente do Chile. Sem mais delongas, vamos as impressões.

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor rubi violácea com bom brilho e boa transparência. Lágrimas finas, rápidas, abundantes e incolores complementavam o conjunto visual.

No nariz aromas marcados de frutos negros e muito mentolado. Não notei aromas oriundos de estágio em madeira, suponho que o vinho não passe por envelhecimento em carvalho.

Na boca o vinho tinha corpo leve, boa acidez, taninos finos, redondos e extremamente sedosos. Retrogosto confirma olfato num final de curta para média duração.

Um vinho simples, bem feito e sem defeitos, ideal para o dia a dia, podendo ser tomado sozinho ou para acompanhar refeições despretensiosas. Acompanhou bem o fondue e a noite fria.

Até o próximo!

terça-feira, 14 de maio de 2013

A primeira vez: conselhos de como se portar em degustações/eventos de vinho

Todos já tivemos dúvidas a este respeito, não importa o quanto conheçamos de vinho. Será um local mais formal, onde somente conhecedores de vinho estarão presentes ou algo mais informal onde a maioria das pessoas que lá estará tem o mesmo nível de conhecimento que você? Como devo me portar uma vez que pouco conheço sobre vinhos e sou normalmente um consumidor de vinhos "doces" ? Inspirado num artigo que li, resolvi colocar algumas informações de lá retiradas e opiniões próprias sobre o assunto. Primeiramente será  preciso separar dois assuntos: o comportamento durante as degustações e eventos de vinho e depois a transição para o mundo dos vinhos finos. 


Com relação a como se portar na degustação/evento a primeira dica é relaxar, pois é muito provável que a grande maioria do público do local (e até alguns expositores) não serão experts no assunto e estarão lá para provar um pouco de muitos vinhos "diferentes" aos que usualmente estão acostumados e irão querer conversar sobre eles. É altamente improvável que alguém lhe coloque em uma sinuca de bico ao perguntar sobre um determinado vinho e sua opinião sobre o mesmo além de encoraja-lo a provas este e outros vinhos e tecer sua opinião, seja ela leiga ou não, sobre o que você acabara de provar.

Para ajudá-lo a se concentrar e degustar uma vasta gama de vinhos a dica é sorver pequenos goles de cada vinho ou mesmo apenas fazer com que o vinho "passeie" em sua boca, cuspindo-o na sequência nos vasilhames disponíveis no local. A dica é observar e ver os que tem um pouco mais de experiência no assunto e tentar "imitá-los" neste quesito. Esta prática de cuspir o vinho é recomendável pois mesmo em pequenas quantidades, os "goles" de vinho vão se somando e o seu grau alcoólico subindo rapidamente. Não exagere. 

Outra dica é, escolha a mesa/stand que irá visitar e tente seguir a sequência proposta pelo expositor. Sinta os aromas, o gosto. Compare os vinhos. Gostou mais do primeiro, segundo? Passe a próxima mesa/stand. Dessa maneira você irá começar a criar "litragem" para efeitos de comparação e finalmente encontrar e retornar ao vinho que mais lhe agradou. 

Felizmente deverão existir maneiras de tomar notas sobre cada vinho degustado, o que invariavelmente irá te ajudar muito a organizar suas idéias e lembranças de cada vinho degustado. Aqui a dica é: escreva tudo que vier a mente sobre determinado vinho (principalmente no começo de suas aventuras no mundo do vinho). O vinho te lembrou um chicle de frutas? Aromas de fezes? Não faz mal, anote tudo e depois compare e leia as notas de degustação do produtor e/ou de especialistas. Assim você poderá criar um banco de dados de termos para degustações futuras. Lembre-se que todo consumidor de vinhos tem seu próprio estilo para descrever um vinho, não existe o certo e errado.

Passando agora ao aspecto da transição dos vinhos considerados "doces" para os vinhos ditos "finos", você provavelmente irá descobrir vinhos mais complexos, mais "pesados" em boca, irá sentir uma secura principalmente na parte frontal da boca quando se tratarem de tintos e que estes vinhos demandam uma atenção maior pra poder entende-los. A dica aqui é começar com vinhos mais leves, mais jovens, com tendência a serem mais frutados e frescos pois a transição será mais suave. Alguns brancos e espumantes ajudam também. Se a sensação de secura na boca começar a pesar, tome um pouco de água e coma alguma coisa como um biscoito de água e sal ou pão, por exemplo. Mas sempre coisas leves, que não influenciem no gosto do vinho quando estiver degustando. 

A dica final é busque sempre vinhos e sensações que lhe deem prazer e continue degustando e tomando notas. Só assim irá evoluir seu paladar e aprenderá a lida com as mais diferentes sensações que os vinhos podem te passar no paladar. Ao longo do tempo você terá uma base de dados de aromas, gostos e tipos de vinho que mais lhe agradam e que você pode se enveredar cada vez mais. Além disso, cursos rápidos e básicos podem lhe dar informações importantes, desde que você escolha a instituição ou professor com cuidado. De resto escolha o vinho que mais te agrada, abra-o e deguste com pessoas com as quais você gosta de estar. Garanto que a experiência será sempre prazerosa.

Até o próximo!

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Vinho & Futebol: combinação perfeita!

Depois da parceria anunciada a um bom tempo atrás entre o time inglês Manchester United e a gigante chilena Concha Y Toro (já discutido aqui), mais uma parceria envolvendo o esporte do povo e a bebida de Baco parece que vai sair do papel, e coincidentemente envolvendo também (mesmo que de forma indireta) os Red Devils (apelido dado ao time do Manchester United em virtude da cor de seu uniforme).


Segundo os boatos da vez, quem parece querer investir em vinhos é o agora aposentado Sir Alex Ferguson, treinador do time vermelho por nada menos que 27 anos, colecionando muitas glórias e alguns fracassos contundentes. E seu alvo seria a compra de vinhedos no sul da França, num investimento que giraria ao redor dos 2 milhões de libras. 

A paixão do até outrora treinador pelos vinhos já é bem conhecida da imprensa mundial,uma vez que em determinada entrevista ele fez questão de comparar o jogador Cristiano Ronaldo (com quem trabalhou por alguns anos no Manchester) a um Petrus 1961.

Entretanto especialistas em prospecção e vendas de vinhedos na França e em outras localidades advertem que a mudança de apreciador para produtor de vinhos requer alguns cuidados especiais, como a escolha do tamanho da propriedade e a apelação a qual esta pertence. Pode-se juntar a isso o impacto de uma crise economica principalmente na Europa e a capacidade do retorno do investimento com o final da mesma, números difíceis de serem medidos/previstos.

Enfim, para os que apreciam tanto o esporte como a bebida, pode ser uma oportunidade de juntar duas paixões e de repente acrescentar algo a uma coleção ou mesmo uma maneira de continuar seguindo um ídolo, por exemplo. E você, caro leitor, o que acha desta mistura com cara brasileira? Deixem suas opiniões nos comentários do blog e vamos debater este assunto!

Até o próximo!

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Zuccardi Q Tempranillo 2009

Mais uma noite dessas qualquer ao lado da família, friozinho rondando, comidinha caseira, o que fazer? Abrir um vinhozinho e comemorar a essas "pequenas"coisas que tornam a vida realmente válida, com um sentido pra seguir em frente não é mesmo? E para a tarefa da noite narrada acima, o escolhido foi este argentino de estirpe, o Zuccardi Q Tempranillo, da famosa vinícola argentina Família Zuccardi. 


Já comentei um pouco sobre esta vinícola por aqui, em virtude de já ter degustado alguns de seus vinhos, e sempre tive boas surpresas. E não poderia ser diferente. A história desta vinícola que remonta a meados dos anos 60 e a sua incessante busca pelo aprimoramento e pelo mais alto grau de qualidade corroboram pra isso também. Sobre o vinho, um exemplar 100% Tempranillo de uvas colhidas em Santa Rosa, na região de Mendoza na Argentina, de parreiras com mais de 30 anos de idade e que se encontram a mais de 600 metros acima do nível do mar, podemos ainda afirmar que o mesmo passa por 12 meses em carvalho e mais 12 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado.  Sem maiores delongas, vamos as impressões.

Na taça o vinho apresentou uma cor rubi intensa e quase negra, com certo brilho e de pouca transparência. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também completam o aspecto visual.

No nariz o vinho abriu aromas de frutos escuros e vermelhos, especiarias, baunilha e toques de madeira. Todos muito bem integrados e variando com o tempo em taça.

Na boca o vinho tinha uma acidez muito agradável, taninos finos e macios e corpo médio. Retrogosto confirma o olfato e trás também toques de coco. Final de média duração.

Mais um grande vinho da Zuccardi, degustado em companhia de bifes de alcatra ao molho madeira e que foi muito bem. Vale a pena. Este foi um presente de meu grande amigo Perci e eu agradeço demais, acertou em cheio! 

Até o próximo!

terça-feira, 7 de maio de 2013

Champagne Laurent-Perrier Brut

Ainda sem ter organizado minhas idéias da viagem a Itália, muito pela falta de tempo e pela preguiça que venho enfrentando nos últimos tempos, e mais uma vez venho pedir desculpas aos leitores mais usuais aqui do blog. Mas enquanto isso resgato um post que ficou perdido um tempo comigo e que só agora resolvi coloca-lo no ar. Em mais uma das várias comemorações que fiz na época do meu casamento e aniversário (por que afinal, o importante é comemorar) tomei este champagne e não postei minhas impressões, o que ocorre agora com este post.


A Laurent Perrier é uma casa tradicional na região de Champagne na França e já passou por algumas reinvenções ao longo de sua história, desde sua fundação em 1812. O que eles mesmos dizem por lá é que houve um renascimento da casa depois da segunda grande guerra, quando um dos herdeiros da propriedade na época começa a se interessar pelo negócio e aprender técnicas de vinificação, passando então a gerir o negócio. É ai então que a marca começa sua expansão para outros lugares no mundo, chegando hoje a marca de ser exportada para mais de 140 países ao redor do globo.

Sobre esta garrafa em especial, o que podemos dizer sobre ela é que é feita com 50% de uvas Chardonnay, 35% de uvas Pinot Noir e 15% de uvas Pinot Meunier, a primeira fermentação acontece em tanques de aço inox (a segunda é em garrafa, de acordo com o processo permitido na região) e que passa por 3 anos de envelhecimento em garrafa antes de ser liberada para o mercado (mesmo que apenas 18 meses sejam necessários por legislação). Vamos as impressões.

Na taça uma bonita cor amarelo palha com reflexos verdeais, extremamente límpida e brilhante. Bolhas pequenas, constantes e que formam um belo colchão na parte superior da taça formam também o conjunto visual.

No nariz o vinho apresenta aromas de frutas cítricas e brancas, lembrança de panificação e fundo com toques florais. Muita suavidade e frescor.

Na boca o champagne apresentou um acidez incrível e deliciosamente refrescante, corpo médio e borbulhas persistentes. Retrogosto que confirma o olfato e final de longa duração.

Mais uma comemoração em grande estilo, mais um grande vinho provado e aprovado. E assim vamos seguindo, por que a vida é feita pra celebrar.

Até o próximo!