domingo, 4 de março de 2012

Domaine Jean Bousquet Cabernet Sauvignon 2010

Mais um bom vinho desta família francesa que se radicou em Mendoza e que vem tirando bons néctares, de maneira orgânica da região do Vale do Tupungato (o outro foi um Pinot Noir Reserva, que vocês podem conferir aqui). As uvas 100% Cabernet Sauvignon são colhidas de vinhedos a mais de 1000m acima do nível do mar, sendo que o caldo passa  6 meses por envelhecimento em carvalho francês e americano, para afinamento. Vamos as impressões.


Na taça o vinho apresentou uma bonita cor violácea de média intensidade, pouca transparência e com lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas. 

No nariz o vinho abriu com frutas vermelhas maduras, um pouco de pimentas doces e ligeira lembrança láctea ao fundo, algo como chocolate ao leite.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez, taninos macios e ligeiramente rascantes. Retrogosto trazendo de volta frutas e um pouco de baunilha. Final de curta para média duração.

Mais um excelente opção de vinho para o dia a dia, que não tem defeitos e que vai agradar a maioria por ter esse ataque adocicado no começo.

Até o próximo.

sábado, 3 de março de 2012

Santa Rita Reserva Carmenére 2007

Depois de um longo e tenebroso inverno o blog volta a suas atividades e espero que, com todo o gás! E volta com um bbb (vulgo bom, bonito e barato) no mundo dos vinhos, pois eu considero uma ótima opção nos vinhos de entrada. E olha que no Chile existem muitos "santas" que são bem ruinzinhos. No caso deste aqui, eu entendo que é um dos melhores desta categoria. De qualquer forma, opinião é opinião. Feito pela gigante Viña Santa Rita (umas das maiores vinícolas chilenas), este vinho é o vinho de entrada da vinícola, feito com uvas 100% Carmenére do Vale do Rapel, no Chile e passa por envelhecimento de 8 meses em barricas de carvalho americanas e francesas de primeiro, segundo e terceiro usos. Vamos as impressões.


Na taça uma cor rubi violácea bem intensa e escura, com certo brilho e lágrimas finas, rápidas e levemente coloridas.

No nariz muito aroma de frutas escuras frescas, especiarias tendendo para pimentas e algo de baunilha e chocolate ao fundo.

Na boca corpo leve-médio, boa acidez, taninos redondos e macios com um retrogosto que remete as mesmas frutas escuras e chocolate sentidos no nariz. O final é um pouco curto, mas já era um pouco esperado

O vinho é bem feito, não tem defeitos e serve perfeitamente para o dia a dia ou mesmo para alguma comemoração sem muita formalidade. Deve ir bem com carnes vermelhas e massas sem muita condimentação, com molho de tomate. Eu gosto e não nego.

Até o próximo.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Simi Cabernet Sauvignon 2008

Estando nos Estados Unidos e não provar um cabernet californiano soa como um pecado, não é mesmo? Bom, eu não queria incorrer neste erro e eu tive que provar um cabernet californiano. Como não estou tendo muito tempo e degustado muitos vinhos, resolvi escrever este curto post sobre um vinho que provei. E o escolhido foi este exemplar que vem do Alexander Valley, um lugar marcado por intensa atividade geológica e que possui uma variação muito grande de solos em geral. 

Este vinho foi degustado quase a cegas, com pouquíssima informação sobre ele, mas no final acabou por se mostrar um excelente custo benefício. Não é dos mais tops nem dos mais caros, mas para o dia a dia (levando em conta os preços praticados por aqui) vale muito a pena. Feito num corte com mais de 90% de uvas cabernet sauvignon e envelhecido em carvalho francês e americano, vamos ao vinho.


De cor violácea escura, o vinho se mostrou bem vivo e brilhante, apesar de ser quase impenetrável.

No nariz, aromas de especiarias, frutas negras e algo de mentolado. Lembrança de baunilha podia ser identificado também.

Na boca bom corpo, taninos finos mas presentes e ligeiramente rascantes mas muito redondos e uma acidez interessante. Traz no retrogosto algo de chocolate e frutas negras assim como muito pimentão (assado).

Vinho interessante e bom pro dia a dia, aprovado!

Até o próximo!!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Gouguenheim Malbec 2009

Sei que ando em falta com vocês, meus caros leitores, mas é que estou viajando a trabalho e o tempo disponível para escrever pra vocês é mais escasso. Sei também que vocês querem é material novo, não importa qual a desculpa, mas de qualquer jeito, peço realmente desculpas. Voltando aos vinhos degustadados para o Guia Brasil as Cegas, eis que surge mais um bom malbec argentino para o dia a dia. Evidentemente que não pesquisei o preço nem nada, mas diria que cai bem para o dia a dia. Vamos a ele.


Produzido pela Bodega Gouguenheim em Tupungato, no Vale do Uco em Mendoza, este vinho leva 100% uvas malbec em sua composição. Tem também um período de 4 meses de envelhecimento em carvalho americano e francês para amadurecimento e afinamento. Vale ressaltar que esta região é de uma secura incrível, mas também com vinhedos de altitude, uma combinação que quando bem trabalhada, pode trazer grandes vinhos. Vamos as impressões.

Na taça uma bonita cor violácea, intensa e quase impenetrável. Lágrimas finas, coloridas e rápidas ajudavam a manter a taça deveras tingida durante a degustação.

No nariz o vinho apresentou aromas de flores lembrando violetas, especiarias/temperos em pó e muita fruta escura. Ao fundo da taça ainda podíamos sentir leve achocolatado e algo de tostado. Bem interessante no nariz.

Na boca o vinho apresentou taninos finos, redondos e levemente rascantes. Boa acidez e corpo médio compunham o tripé de sustentação do vinho. Trazia no retrogosto muita furta escura e especiarias em um final de média duração. Algo lácteo pode ser sentido também. 

Vinho honesto que mesmo sem saber o preço, valeu a pena ao menos conhece-lo. Se estiver numa faixa de até 50 reais, creio que seja uma boa compra.

Até o próximo!

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Da onde vem a palavra "sommelier" ?

Mais um capítulo da série sobre curiosidades do mundo vinícola. Hoje, iremos desvendar (ou não) a origem da palavra sommelier, que todos nós enófilos e envolvidos neste universo estamos sempre em contato. Matéria original retirada do site da revista WineSpectator.

Da onde é que a palavra "sommelier" vem? É a partir da palavra francesa "someil", que significa "dormir"? Afinal, o vinho amadurece e "dorme" na adega. O sommelier deve cuidar dela.

Teoria interessante (e romântica), mas parece que "sommelier" vem da do palavra do francês "saumalier", ou "soumelier", que era alguém que estava encarregado do transporte de suprimentos, ou a cargo de animais de carga. Estas palavras foram, provavelmente, alterações da palavra "somier" ou "sauma" que eram os animais de carga em si.

Tão linda como a primeira versão da etimologia, depois de todas as horas organizando minha adega me levaram a crer que a palavra tem mais sentido quando comparamos a pastoreio de animais do que assistir ao sono de alguém!

E vocês, prezados leitores, tem mais alguma teoria sobre a origem da palavra "sommelier" ? Caso tenham, utilizem o espaço de comentários do blog e deixem as suas!

Até o próximo!