terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Casa Marin Miramar Vineyard Riesling 2008

Ontem tive uma experiência muito legal com um vinho e não poderia deixar de compartilha-la aqui com vocês. Nós enófilos sempre compramos mais vinhos do que consumimos e, vez ou outra, esquecemos uma garrafa no fundo da adega por algum tempo e quando os reencontramos, sempre bate aquele medo de que o vinho já tenha passado do ponto. Mas para nossa felicidade, o exemplo que trago aqui é de uma grata surpresa. Hoje falaremos do Casa Marin Miramar Vineyard Riesling 2008.


Antes, falemos um pouco sobre o produtor para relembrar. A famosa vinícola chilena Casa Marin na Provincia de San Antonio, com vinhedos muitos próximos ao oceano pacífico. A história da vinícola começa com o sonho de sua fundadora, proprietária e enóloga: María Luz Marín. Nada descreve melhor a vinícola do que a história desta mulher que lutou arduamente para criar uma vinha inovadora que expressa nos seus vinhos finos e exclusivos o único terroir de Lo Abarca. Marilú sempre quis estabelecer sua vinícola em Lo Abarca, mas teve que enfrentar muitos desafios antes de ser capaz de alcançá-lo devido ao clima extremo, falta de água e às dúvidas de seus pares no setor. Apesar de todas essas dificuldades, em 2000, Marilú tornou-se a única mulher a ser a proprietária fundadora e enóloga de um vinhedo na América do Sul. Conseguindo isso, criando uma empresa cujos vinhos foram reconhecidos e premiados internacionalmente, ajudando a posicionar o Chile como produtor de vinhos finos de alta qualidade e alto valor de mercado.

Falando novamente sobre o Casa Marin Miramar Vineyard Riesling 2008, podemos ainda acrescentar que o mesmo é feito com uvas 100% Riesling colhidas no vinhedo chamado Miramar, no Vale do Santo Antonio no Chile. Possui 12,5% de grau alcoólico e não passa por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração amarelo palha com reflexos dourados de média intensidade. Lágrimas finas, rápidas e incolores também fazem parte do aspecto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas lembrando parafina, flores brancas e frutos de polpa branca bem maduros. Toques de manteiga também se faziam notar com mais tempo na taça. Todos estes aromas muito bem misturados e se alternando na taça. Um verdadeiro perfume engarrafado.

Na boca foi onde o vinho mais me surpreendeu. No alto dos seus 11 anos de idade, manteve uma acidez deliciosa e que fazia salivar a cada gole, muito viva e acachapante. Corpo médio. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Como o mundo do vinho é delicioso, não acham? Eu não esperava que um vinho branco fosse se apresentar tão bem com 11 anos. Se tiverem uma garrafa por ai, provem e depois se puderem, compartilhem suas impressões comigo, eu ficarei imensamente grato. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Fiano di Avellino Campore Terredora 2009

A Terredora é considerada uma das melhores produtoras de vinho italianas, obtendo prêmios e mais prêmios de prestígio ao longo dos anos. Desde 1978 é a protagonista indiscutível do renascimento do vinho na Campania Italiana. Combinando experiência e tradição, introduziu o cultivo das uvas nativas milenares, inovações modernas, conhecimento técnico e implantes para melhorar o futuro, promovendo o retorno da viticultura à sua tradição mais antiga e mais qualificada.


Falando sobre o vinho de hoje, o Fiano di Avellino Campore Terredora 2009, podemos complementar que o vinho é feito com 100% de uvas Fiano de um vinhedo chamado Campore, na Itália. As uvas são colhidas bem maduras, quase como um "late harvest" seguida de cuidadosa vinificação com fermentação em baricas e cuidadoso envelhecimento "sur lie" por pelo menos 6 meses e posterior refino em garrafa por pelo menos 24 meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração dourada com bom brilho e limpidez. 

No nariz o vinho apresentou aromas de mel, frutas tropicais maduras, flores brancas e baunilha.

Na boca o vinho se mostrou gordo e, a despeito dos seus já 10 anos, uma acidez gostosa e que estimulava o próximo gole. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.


Um belíssimo vinho branco italiano, de uma uva e região pouco conhecidas de minha parte mas que agradou demais a despeito de já ser um senhor. Foi o fiel escudeiro de uma bela massa com camarões. Mais um vinho apresentado pelo clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Lagoalva Azulejo Tinto 2016

A longa tradição da Quinta da Lagoalva como produtora de vinho é atestada em 1888, na Exibição Portuguesa de Indústria, onde esteve presente com 600 cascos de vinho. Os 45 hectares de vinhas da Quinta da Lagoalva estão implantados nos melhores “terroirs” do Tejo e são constituídos pelas castas nacionais e mundiais com melhores aptidões enologicamente comprovadas tais como, nos brancos: Sauvignon Blanc, Alvarinho, Arinto, Fernão Pires, Verdelho, Chardonnay; e nos tintos: Touriga Nacional, Alfrocheiro, Tinta-Roriz, Cabernet Sauvignon, Shyrah, Tannat e Castelão. As vinhas da Quinta da Lagoalva se beneficiam de um moderno sistema de condução, tal como a adega, que conjuga uma vinificação eficaz com grande versatilidade de opções enológicas, baseadas no diálogo entre o modelo do “novo mundo” e opções tradicionais europeias. Pode por isso afirmar-se que os vinhos da Quinta da Lagoalva de Cima são resultado da filosofia do produtor, das características marcantes de castas de vincada personalidade resultante do seu microclima e “terroir”.


Falando especificamente do Lagoalva Azulejo Tinto 2016, podemos ainda dizer que o vinho é um corte das uvas portuguesas Touriga Nacional, Castelão e Touriga Franca com a fermentação malo-láctica ocorrendo em barricas de carvalho Francês e Americano, onde o vinho ainda virá a estagiar durante 6 meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e com boa coloração também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, baunilha e leve toque floral.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez, taninos redondos e macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Olha, não costumo elogiar em demasia os vinhos que provo mas este me proporcionou muito prazer no dia em que foi degustado, uma unanimidade na família. Ele é leve, fácil de beber e pede sempre o próximo gole. Foi o fiel escudeiro de uma boa pizza e valeu a prova, eu recomendo.

Até o próximo!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Prahova Valley Reserve Merlot 2016

O vinho do post de hoje é produzido pela Halewood Wines, fundada em 1978 por John Halewood. A empresa logo se tornou o maior produtor nacional independente de vinhos e bebidas alcoólicas no Reino Unido, passando a deter participações em áreas-chave da indústria de bebidas em todo o mundo. Com um volume de negócios anual superior a 500 milhões de Euros, a Halewood International Ltd. distribui mais de 1.400 produtos no Reino Unido e 30 países mundo a fora. Quatro das marcas do grupo Halewood International Ltd. podem ser encontradas nas dez melhores marcas em sua categoria no Reino Unido. Hoje, depois de um investimento de 10 milhões de euros, a empresa possui quatro subsidiárias na Romênia. O principal objetivo da empresa era comercializar vinhos romenos às expectativas internacionais. A Halewood Romênia atualmente vende seus vinhos para mais de 40 países e se tornou o maior exportador de vinho engarrafado romeno. Tais países incluem China, Japão, Coréia do Sul, México, Peru e, claro, o Reino Unido e os Estados Unidos. A Halewood Romênia utiliza castas internacionais, como Merlot, Cabernet Sauvignon, Pinot Noir, Chardonnay, Pinot Gris, Sauvignon Blanc, Gewürztraminer, e as incríveis variedades autóctones como a Feteasca Neagra, Feteasca Alba, Feteasca Regala e Iordana. Com tal diversidade, a Halewood Romênia é capaz de fornecer ao mercado nacional e internacional vinhos de alta qualidade, os quais têm personalidades bem definidas.


Sobre o Prahova Valley Reserve Merlot 2016, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com uvas 100 % Merlot com passagem em barricas de carvalho para amadurecimento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de média intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e sem coloração também se faziam notar. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias e baunilha. Leve toque animal ao fundo também era notado.

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio, boa acidez e taninos bem fininhos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais um bom vinho romeno provado por aqui, este que é mais um vinho que me foi apresentado pelo Winelands Clube do Vinho, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Feyzi Kutman Monosepage Cabernet Sauvignon 2010

A Vinícola Kutman é uma aventura que começou em 1896 com a iniciativa de Ali Paşazade Ahmet Efendi e continua na família a quatro gerações no Mürefte, na Turquia, a primeira aldeia onde começou. A Vinícola Kutman que processa meticulosamente as uvas de seus próprios 75 acres de vinhedos, bem como uvas coletadas de várias cidades, e assim transformando a variedade geográfica e climática da Turquia em uma vantagem, perseguindo a paixão da família e aumentando seu know-how com cada nova geração. Existem dois fatores importantes na produção de vinho. O primeiro é o conhecimento e a experiência e o segundo é fornecer uva de alta qualidade adequada para o vinho. A Vinícola Kutman está bem ciente da importância das vinhas. Trabalha não apenas com os membros da família, mas também junto com seus funcionários que são agora da família, para transformar a qualidade que vem dos vinhedos em um excelente vinho usando a tecnologia e métodos em desenvolvimento. A regra principal é a seguinte: O vinho pode ser produzido a partir de cada uva, mas cada uva não produz um vinho de qualidade. É por isso que a Vinícola Kutman cultiva as uvas vinícolas primárias e preferidas do mundo, como Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah, Chardonnay e Sauvignon Blanc, usando-as com sucesso em seus vinhos, em parte como monosepage (varietal - vinho produzido com um único tipo de uva), cortes (blend) e oferece-los ao gosto de seus consumidores. Várias espécies de uva locais cultivadas em diferentes regiões da Anatólia também tomam naturalmente o seu lugar na mistura de seus vinhos. As espécies Şenso e Karasakız da região da Trácia, Çalkarası de Denizli, Allicante de Manisa, Kalecik Karası de Ankara, Öküzgözü e Boğazkere de Elazığ e Diyarbakır são indispensáveis ​​para os vinhos tintos, enquanto as variedades Emir de Nevşehir, Sultaniye de Manisa e Semillon são consideradas para os vinhos brancos.


Sobre o Feyzi Kutman Monosepage Cabernet Sauvignon 2010, podemos ainda afirmar que o vinho foi elaborado com uvas 100% Cabernet Sauvignon e maturou por 10 meses em barricas de carvalho francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e com leve coloração também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas e negras em compota, especiarias, baunilha e alguma lembrança mineral.

Na boca o vinho mostrou corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos aveludados. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um belo vinho de um país que ainda não havia provado nada até o momento, a Turquia, e me sinto privilegiado de te-lo feito agora. Vale e muito a prova. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Bad Boy 2015

Jean-Luc Thunevin se tornou "uma estrela" no mundo do vinho em menos de uma década, graças ao seu famoso "vinho de garagem" Château Valandraud. Foi provavelmente durante uma degustação de Le Pin, um Pomerol de um pequeno vinhedo, que ele teve o desejo de fazer um vinho excepcional. Graças a sua paixão pelo vinho, sua determinação e sua determinação, ele fez o seu voto com a primeira safra em 1991 Château Valandraud. Este ano marca o início de uma grande aventura e um sucesso deslumbrante. Ele se torna o inspirador e iniciador de muitos outros vinhos de garagem. Todos estes microcuvées de baixos rendimentos produzem vinhos bastante concentrados. Murielle, sua esposa, que em si supervisiona o cuidado mais minucioso das vinhas: tamanho para cada planta, de decapagem sistemática, colheita verde para limitar voluntariamente o número de cachos por planta. Por sua parte, Jean-Luc procura a maturidade ideal das uvas para iniciar a colheita; Adotou igualmente as técnicas borgonhesa de perfuração e agitação sobre as borras para uma concentração ótima. Os vinhos são produzidos com preocupação constante por excelência e aparecem grandes e maduros. Robert Parker, que deu a Jean Luc Thunevin o apelido de Bad Boy e ovelha negra, germinando a idéia de criar o cuvée Bad Boy. Bad Boy foi criado na denominação "clássica" de Bordeaux por causa das limitações dos regulamentos em vigor na época (anos 2000) que proibiam montagens inovadoras. Era natural, portanto, para fazer um bebê Bad Boy com a criação da nova denominação de vinhos na França para blends inéditos, e obrigatório para criar um Crémant de Bordeaux branco e rosé. Mas a família cresceu com Bad Boy branco Chardonnay 100%, e a mais recente adição: a Bad Boy 100% Syrah, tanto o "vinho da França", embora produzidas em parcelas dos nossos vinhedos de São Genesius de Castillon, ao lado do Château Valandraud.


Depois desta overdose de informações, podemos ainda acrescentar que o vinho é um blend de 95% Merlot e 5% Cabernet Franc com maturação de 12 meses em barricas de carvalho 100% novas. Vamos então as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de média para grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, chocolate amargo e especiarias. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos aveludados. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um belo vinho de Bordeaux com toda certeza, que cativou a todos por aqui. Vale a prova. Eu recomendo.

Até o próximo!

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Henry of Pelham Riesling 2017

Bom dia prezados leitores. Depois de um longo período de abstinência aqui no blog (e só por aqui, por que beber nós continuamos de maneira normal) estamos de volta. Peço desculpas pela ausência sem aviso mas, um mix de bloqueio criativo e uma série de outras situações em minha vida particular e profissional fez com que eu me afastasse neste período, período este que espero ter acabado. E voltamos por aqui com um vinho até então nunca degustado por aqui: um Riesling canadense. Vamos ver o que descobrimos sobre ele por aqui?


No final do século XVIII, o tataravô de Henry, Nicholas, recebeu a título de doação a terra em que se encontra a vinícola atualmente por seus serviços prestados durante a revolução, e mesmo tendo avançado seis gerações, a vinícola se mantém na mesma fazenda da família. O vinhedo de 300 hectares da Henry of Pelham está localizado no Short Hills Bench, sub-denominação da Península de Niágara, em Ontário, no Canadá. A vinícola foi nomeada Henry of Pelham a partir de Henry, cujo senso de humor bem seco, criou o apelido “Henry of Pelham” a partir de um primeiro-ministro britânico. Ele era um grande empreendedor, construindo uma pousada e taberna na propriedade e operando uma estrada de pedágio. Ele criou ovelhas. E cultivou uvas - algumas das primeiras a serem plantadas no Canadá. A sala de degustação e loja de vinhos estão na casa de carruagens de Henry. O Short Hills Bench é o mais oriental das sub-denominações localizadas dentro da Niagara Escarpment. Ela abrange a terra que se eleva da planície da península ao sul da Estrada Regional 81 até a Escarpment e situada entre o Twelve Mile Creek e o Fifteen Mile Creek. As colinas ondulantes e vales das Colinas Curtas, que repousam sobre um antigo vale enterrado que uma vez cortou o Niagara de Escarpa e ligado as bacias do Lago Ontário e do Lago Erie, proporcionam longas encostas suaves com excelente drenagem e exposição solar. Os dias quentes e ensolarados e as noites frias características desta área são perfeitos para desenvolver os intensos sabores da uva derivados de seus complexos solos. Todas as uvas dos vinhos Henry of Pelham Estate e Speck Family Reserve são cultivadas na sub-denominação Short Hills Bench.

Falando agora sobre o Henry of Pelham Riesling 2017, podemos ainda afirmar que o vinho é feito exclusivamente com uvas Riesling oriundas das vinhas mais velhas da Henry of Pelham (30+ anos) da região de Short Hills Bench fermentado em tanques de aço inoxidável. Vamos finalmente as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha com reflexos ligeiramente dourados, muito brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas  cítricas e tropicais, toques florais e minerais adicionando boa complexidade.

Na boca o vinho apresentou corpo médio com um acidez crocante e vibrante. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um belo vinho sem dúvidas nenhuma, muito saboroso e de um local de onde ainda não havia provado vinhos. Fez par com comida japonesa e se saiu muito bem. Eu recomendo a prova. Veio na mala em minha última viagem a NY.

Até o próximo!