quarta-feira, 12 de junho de 2019

Precisamos desacelerar: Esporão, Mais Devagar

Confesso que a vida de uma volta de 180 graus ultimamente e com isso, tenho lidado com muita ansiedade e necessidade de urgência. E eu sei que isso não faz bem pra saúde, e que é necessário desacelerar, diminuir o ritmo ou algo sério pode acontecer. E coincidência ou não, encontrei uma campanha sobre o assunto, relacionado ao mundo dos vinhos, que trago abaixo:

Slow Forward: nova campanha do Esporão incentiva um estilo de vida mais tranquilo


Estudo realizado pela Universidade Católica Portuguesa concluiu que metade da população gostaria de adotar um estilo de vida mais calmo, o que resultou no manifesto ‘Mais. Devagar.’

Quem abranda tende a ser mais feliz’: essa é a nova campanha da Herdade do Esporão, uma das mais importantes empresas de vinhos em Portugal, que inicia um novo ciclo de comunicação da vinícola e de suas marcas, com o objetivo de promover o debate na sociedade sobre a necessidade de ‘ir mais devagar’ nos dias atuais. 

A partir da filosofia da marca, o Esporão desafiou a Universidade Católica Portuguesa para o desenvolvimento de um estudo sobre estilo de vida, que resultou no manifesto denominado ‘Slow Forward’ (‘Mais. Devagar’, em português), que a partir de agora acompanhará a assinatura da marca Esporão, com o propósito de incentivar e inspirar as pessoas a procurarem ritmos de vida mais equilibrados e que resultem num maior bem-estar.

O resultado do estudo, divulgado pelo Professor Ricardo Ferreira Reis, diretor do Centro de Estudos Aplicados da Católica Lisbon School of Business & Economics, permitiu concluir que 82,2% dos portugueses, dos 60% que não adotam um estilo de vida calmo, desejam fazê-lo. Por outro lado, os que têm um estilo de vida tranquilo passam mais tempo fora do trabalho, fazem mais atividades exteriores e são melhores gestores de tempo, apresentando níveis de foco mais elevados. A análise indica que a boa gestão de tarefas, mais tempo livre para as relações familiares e sociais são os indicadores que mais contribuem para o bem-estar geral.

O manifesto sinaliza uma reflexão sobre o propósito da empresa, além de uma contribuição para mitigar os problemas que afetam o mundo, cada vez mais apressado e menos humano. Desenvolvida pela agência holandesa Kessels Kramer, a campanha - internacional e multimeios - é complementada com relações públicas e produção de conteúdos em diversas plataformas, redes sociais e até um site próprio: www.maisdevagar.com.

“Esta campanha é um desafio a todos nós, questionando a obsessão da sociedade moderna em querer fazer tudo mais depressa. Quando, pelo contrário, abrandar traz-nos mais felicidade. No Esporão, seguir o ritmo da natureza em nossa produção é algo que já nos guia. Para nós, devagar é melhor”, conclui Catarina Santos, diretora de marketing do Esporão.



 MANIFESTO

Vivemos no tempo da pressa. Crescemos depressa. Trabalhamos depressa.
Comemos, bebemos, dormimos depressa.
Esquecemos depressa o que vemos depressa. E quando lemos, lemos depressa.
Amamos depressa. Fartamos depressa. E quando não enviamos emojis, escrevemos dprs.
Depressa não é para a frente. É só… urgente.
Depressa é à pressa.

Nós somos da terra do devagar.
Devagar tem outro sabor. Devagar é melhor.
Devagar tem respeito.
Devagar é um talento, e vai longe.
Sim, vivemos no tempo da pressa. Mas se tudo o que fizermos for para ontem, o que acontece a hoje e ao amanhã?

Há várias maneiras de andar para a frente. Esta é a nossa.
Esporão.
Mais. Devagar.

MANIFESTO EM VÍDEO AQUI.

Sobre o Esporão: Fundado em 1973 por José Roquette e Joaquim Bandeira, o Esporão é uma das mais importantes empresas de vinhos em Portugal. Determinante na afirmação nacional e internacional do Alentejo, o Esporão é também hoje um embaixador da cultura Portuguesa, desenvolvendo a sua atividade dentro dos limites da sustentabilidade e construindo relações próximas com clientes e consumidores em todo o mundo. 

Os produtos Herdade do Esporão são importados no Brasil em exclusividade pela Qualimpor: www.qualimpor.com.br.

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Dia dos Namorados: Mais amor (e mais vinho), por favor

Um vinho para amadores e para amantes: essa é a proposta dos rótulos I heart, que chegam ao Brasil para embalar os apaixonados, os encontros com os amigos, o date ou aquele momento em que tudo o que se quer é curtir a própria companhia.

Por aqui, desembarcaram quatro versões – um tinto, um branco, um rosé e um prosecco – que vêm em rótulos cheios de amor, trazendo em destaque o nome da uva que compõe o vinho.


E a experiência de consumo do I heart vai além dos seus aromas e sabores: a charmosa garrafa pode virar peça de decoração e também harmonizar perfeitamente com aquele close certeiro que vai direto para as redes sociais.

Leve e refrescante, o branco I heart Sauvignon Blanc tem um toque picante de dar água na boca. Se a ideia é harmonizar a dica é: experimente.Ouse. Com carne levemente apimentada ou uma saladinha com salmão defumado e abacate vai ficar uma delícia.

Ouse também nas combinações com o tinto I heart Cabernet Sauvignon. Ele é versátil e democrático, podendo combinar ou descombinar (aka ‘harmonizar por contraposição’) com o menu ou, ainda, ser apreciado sozinho.


Para sentir estrelas no céu da boca, escolha o I heart Prosecco. Suas borbulhas são perfeitas para acompanhar petisquinhos e frutos do mar. La vie en rose na taça, que tal? Então opte pelo I heart Rosé! Fresquinho e jovem, fica delicioso com salmão.

A regra é consumir sem regras – mas com responsabilidade! Como o amor.

Os vinhos I heart podem ser encontrados em supermercados, lojas de vinho e empórios. Tinto, branco e rosé têm preço médio para consumidor final de R$ 59,90, e o Prosecco R$ 110,00.

#Iheart #iheartvinho #cantuimportadora #ch2a

Cantu Importadora - (11) 2144-4464 | www.cantuimportadora.com.br

quarta-feira, 24 de abril de 2019

The 7 Deadly Zins 2016

Michael, David e a região de Lodi, na Califórnia tem uma relação de longa data; é considerado a casa de ambos a seis gerações e a Michael David Winery, ainda de gestão familiar, continua comprometida com a terra, a comunidade e o espírito de sua cidade natal. A família cultiva este solo desde 1850 e cultiva uvas para vinho desde o início do século XX. São os produtores de uva da 5ª geração que criaram suas famílias nas vinhas, e agora a 6ª geração se juntou à equipe, o filho de Mike, Kevin e a filha Melissa. Sua coleção não convencional de vinhos é cultivada com responsabilidade, de acordo com as Regras de Lodi, um conjunto de mais de 100 padrões que explicam todos os aspectos da produção de vinho de qualidade de maneira sustentável: ambiental, social e econômica. Seu legado familiar e amor por Lodi direcionam o foco para a sustentabilidade.


Falando um pouco mais detalhadamente do The 7 Deadly Zins 2016, podemos afirmar que o vinho é feito com uvas Zinfandel de vinhas velhas da região de Lodi, na Califórnia e um pequeno toque de Petite Sirah. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com algum brilho e limpidez. Lágrimas mais gordinhas, lentas e bem coloridas estavam fazendo a festa também.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e negros, especiarias, chocolate e toques de fumaça. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Provavelmente vocês já estavam sentindo falta de um Zinfandel por aqui, afinal, eu tenho uma afeição especial por esta casta/estes vinhos. Ai está, veio na mala, diretamente do país do Tio Sam e vou dizer, é uma delicinha. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 23 de abril de 2019

Convento de Tomar Reserva 2013

A Herdade dos Templários é uma quinta vitivinícola familiar que se dedica à produção e comercialização de vinhos de qualidade desde 1989 em Valdonas, Tomar, na região do Tejo em Portugal. As vinhas estão plantadas em solo profundo de origem xistosa e argilo-calcária, seco à superfície e rico em água na transição para o subsolo. Dotadas de rega gotejamento, para controlar o nível de stress hídrico, as vinhas apresentam sistemas de condução que garantem a exposição solar e arejamento necessários para maturações mais equilibradas e uvas de alta qualidade assentes numa seleção das melhores castas regionais, nacionais e internacionais. Uma perfeita conjugação entre a tradição, a tecnologia e o know-how aliados a uma rigorosa seleção de castas e à arte de vinificar na própria adega as suas próprias uvas, sob o controle de uma experiente equipa técnica liderada pelo enólogo Hernâni Canavarro, tem permitido produzir em pequena escala, grandes vinhos. As medalhas e distinções obtidas nos mais conceituados concursos e revistas nacionais e internacionais corroboram perante o mercado a qualidade e consistência de seu néctares.


Falando sobre o Convento de Tomar Reserva 2013, podemos ainda acrescentar que o vinho é um corte de uvas típicas de Portugal e internacionais, a saber: Touriga Nacional (50%), Cabernet Sauvignon (25%) e Syrah (25%). Tem passagem de 6 meses em barricas de carvalho (novas e usadas) para afinamento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos negros, especiarias e flores. Ao fundo, algo de defumado também se fazia notar.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos redondinhos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais um vinho da terrinha provado e aprovado por aqui, ó pá! Esse vinho me foi apresentado pelo Winelands Clube do Vinho, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

quarta-feira, 17 de abril de 2019

The Velvet Devil Merlot 2016

Hoje falaremos de um vinho que pode ser considerado inusitado, partindo do seu pai, Charles Smith, até o rótulo "chamativo", cujos conceitos sugerem sabor e combinação de vinhos, e cada obra original é uma colaboração de Charles e seu amigo de longa data, o artista Rikke Korff. Além disso, é oriundo de uma região que pouco falamos por aqui, Washington State, nos Estados Unidos. Vamos ver o que podemos falar sobre ambos, o vinho e seu produtor?


Poucos produtores de vinho têm uma história parecida com Charles Smith. Embora ele tenha nascido e crescido a uma hora de Napa Valley, CA, Charles não descobriu seu amor pelo vinho até se mudar para a Europa. Enquanto vivia no exterior, ele agenciou várias bandas de rock, incluindo a famosa dupla dinamarquesa The Raveonettes. E foi exatamente esta vida "rock n'roll" de estrada e muitos jantares regados a vinho que nele despertou esta paixão. Em 1999, durante uma viagem a Walla Walla, WA, Charles conheceu um produtor de vinhos que o convenceu a começar a fazer seu próprio vinho, fiel à sua própria história e visão. E em 2001, Charles criou a Charles Smith Wines e lançou 330 caixas de sua primeira safra. Oito anos depois, ele seria nomeado Enólogo do Ano pela revista Food & Wine e novamente em 2014, pela Wine Enthusiast. O conhecimento e o respeito de Charles pelas técnicas de vinificação do velho mundo, juntamente com seu compromisso com a forma como as pessoas realmente bebem vinho, são o que tornam seus vinhos tão únicos. Seus tintos são submetidos a longas macerações de 30 dias ou mais nas peles. Para os brancos, ele abdica da battonage, e eles são filtrados por estabilidade.

Falando agora do The Velvet Devil Merlot 2016, podemos ainda acrescentar que o vinho tem em sua composição 89% de Merlot, 10% de Cabernet Sauvignon e 1% Malbec, todas uvas provenientes de Washington State. Não encontrei informações sobre passagem por madeira mas suas características, que serão descritas a seguir, sugerem que houve tal passagem. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e com alguma cor também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, tabaco, cassis, chocolate amargo e toques de mineralidade (algo entre grafite e cedro).

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos aveludados. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um ótimo vinho que tem tudo pra acompanhar carnes, hambúrgueres e pratos "típicos" americanos. Diz a lenda que Charles Smith resolveu apostar neste vinho e principalmente na casta Merlot em contrapartida ao sentimento negativo que o filme "Sideways"gerou sobre a casta. Verdade ou não, recomendo a prova.

Até a próxima!

terça-feira, 16 de abril de 2019

Karakter Sauvignon Blanc 2017

O vinho de hoje é produzido por Domeniile Sahateni, vinícola romena de propriedade de Aurelia Visinescu, uma respeitável enóloga romena, e seu sócio. A vinícola é baseada na região Dealu Mare, onde o "terroir" provou que vinhos excepcionais podem ser alcançados, sendo composta por 70 ha de videiras. Investimentos da ordem de até 5 milhões de Euros foram feitos e dedicados ao plantio e replantio de vinhas, modernização da adega, ampliação de capacidade e outros. A capacidade total de produção é de 1.000.000 garrafas por temporada. Uma parte dos vinhos é envelhecido em barricas de carvalho romeno e também envelhecidos em garrafa na adega. As principais variedades de uvas são: Feteasca Neagra, Merlot, Cabernet Sauvignon, Pinot Noir - para os vinhos tintos e Feteasca Alba, Chardonnay, Riesling, Sauvignon Blanc, Tamăioasă Romaneasca e Muscat Ottonel para os vinhos brancos. O que vemos aqui é a utilização de castas internacionais mas também um grande uso de uvas autóctones romenas e pouco conhecidas por nós brasileiros, o que torna provar o vinho por si só já uma descoberta. Inicialmente eram 3 linhas de vinhos: Nomad, Artisan e Anima. A primeira (Nomad), segundo a enóloga é focada em vinhos mais ao estilo novo mundo e visa àqueles que gostam se aventurar por tal estilo; já a segunda (Artisan) é uma linha mais dedicada às uvas autóctones romenas e a região de Dealu Mare; por fim, a terceira linha (Anima) é a linha de vinhos exclusivos, considerados os tops da vinícola.


Falando sobre o Karakter Sauvignon Blanc 2017, podemos ainda dizer que o vinho é feito 100% por uvas Sauvignon Blanc oriundas de Dealu Mare, na Romenia sem qualquer passagem por madeira. Vamos as descrições?

Na taça o vinho apresentou uma belíssima coloração amarelo palha com reflexos dourados de ótimo brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos tropicais e cítricos, bem maduros e suculentos com leve toque mineral. Ao fundo, notas florais também se fazem notar.

Na boca o vinho mostrou corpo leve para médio com uma boa acidez (mas sem se tornar "elétrico" como alguns irmão chilenos, a meu ver se tornando mais agradável). O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais um bom vinho romeno provado por aqui, este que é mais um vinho que me foi apresentado pelo Winelands Clube do Vinho, o clube que eu assino e recomendo. Foi o fiel escudeiro de um dos muitos dias muito quentes que sentimos por aqui na ocasião do nosso verão.

Até o próximo!

segunda-feira, 15 de abril de 2019

El Contrabandista Banda de los Tres Sucios Petit Verdot 2016

Parafraseando grandes escritores, redatores e afins (ficando bem claro que não me enquadro em quaisquer destas categorias), me sinto com um misto de bloqueio criativo e falta de tempo (talvez seja uma desculpa que eu tento associar ao primeiro item) para colocar em palavras tudo que eu tenho tido o prazer de degustar, vivenciar ou mesmo perceber. E sei que com isso, ando decepcionando quem gosta do meu trabalho aqui. Tenho feito esforços para voltar, e pretendo que isso continue ao longo do tempo. Por isso não irei mais me desculpar pois entendo que meus leitores já devem estar cheios de desculpas e vamos ao que interessa, os vinhos. O vinho de hoje é um argentino que veio na mala diretamente da capital portenha e que, segundo o vendedor, é de um pequeno produtor que faz excelentes caldos. Estou falando do El Contrabandista Banda de los Tres Sucios Petit Verdot 2016.


Focando primeiramente no produtor, pude descobrir que a família Vicentin, responsável pelo vinho de hoje, é uma família com uma visão de progresso e trabalho que há mais de um século constrói o futuro em suas plantações na Argentina. O primeiro passo é a seleção dos vinhedos, alcançando a singularidade através das diferentes latitudes e longitudes da província de Mendoza e arredores . O segundo segredo é a tradição da família, uma visão e compromisso com o futuro. Embarcaram nesta viagem com amigos e grandes artistas que convertem e criam o néctar essencial do vinho, conseguem abrir uma garrafa vivendo um momento incomparável.

Finalmente falando do El Contrabandista Banda de los Tres Sucios Petit Verdot 2016, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com uvas 100% Petit Verdot oriundas de Vista Flores, Los Chacayes, Tunuyan e Vale de Uco com cerca de 1120 metros acima do nível do mar. Ao término da fermentação, o vinho passa por 12 meses em barricas de carvalho francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, tabaco, fumaça, alcaçuz e algo de grafite.

Na boca o vinho apresentou corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Uma baita descoberta e um baita vinho este varietal. Eu curto muito varietais argentinos que fogem dos já batidos Malbecs e Cabernets. Se tiverem a chance, recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Casa Marin Miramar Vineyard Riesling 2008

Ontem tive uma experiência muito legal com um vinho e não poderia deixar de compartilha-la aqui com vocês. Nós enófilos sempre compramos mais vinhos do que consumimos e, vez ou outra, esquecemos uma garrafa no fundo da adega por algum tempo e quando os reencontramos, sempre bate aquele medo de que o vinho já tenha passado do ponto. Mas para nossa felicidade, o exemplo que trago aqui é de uma grata surpresa. Hoje falaremos do Casa Marin Miramar Vineyard Riesling 2008.


Antes, falemos um pouco sobre o produtor para relembrar. A famosa vinícola chilena Casa Marin na Provincia de San Antonio, com vinhedos muitos próximos ao oceano pacífico. A história da vinícola começa com o sonho de sua fundadora, proprietária e enóloga: María Luz Marín. Nada descreve melhor a vinícola do que a história desta mulher que lutou arduamente para criar uma vinha inovadora que expressa nos seus vinhos finos e exclusivos o único terroir de Lo Abarca. Marilú sempre quis estabelecer sua vinícola em Lo Abarca, mas teve que enfrentar muitos desafios antes de ser capaz de alcançá-lo devido ao clima extremo, falta de água e às dúvidas de seus pares no setor. Apesar de todas essas dificuldades, em 2000, Marilú tornou-se a única mulher a ser a proprietária fundadora e enóloga de um vinhedo na América do Sul. Conseguindo isso, criando uma empresa cujos vinhos foram reconhecidos e premiados internacionalmente, ajudando a posicionar o Chile como produtor de vinhos finos de alta qualidade e alto valor de mercado.

Falando novamente sobre o Casa Marin Miramar Vineyard Riesling 2008, podemos ainda acrescentar que o mesmo é feito com uvas 100% Riesling colhidas no vinhedo chamado Miramar, no Vale do Santo Antonio no Chile. Possui 12,5% de grau alcoólico e não passa por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração amarelo palha com reflexos dourados de média intensidade. Lágrimas finas, rápidas e incolores também fazem parte do aspecto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas lembrando parafina, flores brancas e frutos de polpa branca bem maduros. Toques de manteiga também se faziam notar com mais tempo na taça. Todos estes aromas muito bem misturados e se alternando na taça. Um verdadeiro perfume engarrafado.

Na boca foi onde o vinho mais me surpreendeu. No alto dos seus 11 anos de idade, manteve uma acidez deliciosa e que fazia salivar a cada gole, muito viva e acachapante. Corpo médio. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Como o mundo do vinho é delicioso, não acham? Eu não esperava que um vinho branco fosse se apresentar tão bem com 11 anos. Se tiverem uma garrafa por ai, provem e depois se puderem, compartilhem suas impressões comigo, eu ficarei imensamente grato. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Fiano di Avellino Campore Terredora 2009

A Terredora é considerada uma das melhores produtoras de vinho italianas, obtendo prêmios e mais prêmios de prestígio ao longo dos anos. Desde 1978 é a protagonista indiscutível do renascimento do vinho na Campania Italiana. Combinando experiência e tradição, introduziu o cultivo das uvas nativas milenares, inovações modernas, conhecimento técnico e implantes para melhorar o futuro, promovendo o retorno da viticultura à sua tradição mais antiga e mais qualificada.


Falando sobre o vinho de hoje, o Fiano di Avellino Campore Terredora 2009, podemos complementar que o vinho é feito com 100% de uvas Fiano de um vinhedo chamado Campore, na Itália. As uvas são colhidas bem maduras, quase como um "late harvest" seguida de cuidadosa vinificação com fermentação em baricas e cuidadoso envelhecimento "sur lie" por pelo menos 6 meses e posterior refino em garrafa por pelo menos 24 meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração dourada com bom brilho e limpidez. 

No nariz o vinho apresentou aromas de mel, frutas tropicais maduras, flores brancas e baunilha.

Na boca o vinho se mostrou gordo e, a despeito dos seus já 10 anos, uma acidez gostosa e que estimulava o próximo gole. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.


Um belíssimo vinho branco italiano, de uma uva e região pouco conhecidas de minha parte mas que agradou demais a despeito de já ser um senhor. Foi o fiel escudeiro de uma bela massa com camarões. Mais um vinho apresentado pelo clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Lagoalva Azulejo Tinto 2016

A longa tradição da Quinta da Lagoalva como produtora de vinho é atestada em 1888, na Exibição Portuguesa de Indústria, onde esteve presente com 600 cascos de vinho. Os 45 hectares de vinhas da Quinta da Lagoalva estão implantados nos melhores “terroirs” do Tejo e são constituídos pelas castas nacionais e mundiais com melhores aptidões enologicamente comprovadas tais como, nos brancos: Sauvignon Blanc, Alvarinho, Arinto, Fernão Pires, Verdelho, Chardonnay; e nos tintos: Touriga Nacional, Alfrocheiro, Tinta-Roriz, Cabernet Sauvignon, Shyrah, Tannat e Castelão. As vinhas da Quinta da Lagoalva se beneficiam de um moderno sistema de condução, tal como a adega, que conjuga uma vinificação eficaz com grande versatilidade de opções enológicas, baseadas no diálogo entre o modelo do “novo mundo” e opções tradicionais europeias. Pode por isso afirmar-se que os vinhos da Quinta da Lagoalva de Cima são resultado da filosofia do produtor, das características marcantes de castas de vincada personalidade resultante do seu microclima e “terroir”.


Falando especificamente do Lagoalva Azulejo Tinto 2016, podemos ainda dizer que o vinho é um corte das uvas portuguesas Touriga Nacional, Castelão e Touriga Franca com a fermentação malo-láctica ocorrendo em barricas de carvalho Francês e Americano, onde o vinho ainda virá a estagiar durante 6 meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e com boa coloração também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, baunilha e leve toque floral.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez, taninos redondos e macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Olha, não costumo elogiar em demasia os vinhos que provo mas este me proporcionou muito prazer no dia em que foi degustado, uma unanimidade na família. Ele é leve, fácil de beber e pede sempre o próximo gole. Foi o fiel escudeiro de uma boa pizza e valeu a prova, eu recomendo.

Até o próximo!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Prahova Valley Reserve Merlot 2016

O vinho do post de hoje é produzido pela Halewood Wines, fundada em 1978 por John Halewood. A empresa logo se tornou o maior produtor nacional independente de vinhos e bebidas alcoólicas no Reino Unido, passando a deter participações em áreas-chave da indústria de bebidas em todo o mundo. Com um volume de negócios anual superior a 500 milhões de Euros, a Halewood International Ltd. distribui mais de 1.400 produtos no Reino Unido e 30 países mundo a fora. Quatro das marcas do grupo Halewood International Ltd. podem ser encontradas nas dez melhores marcas em sua categoria no Reino Unido. Hoje, depois de um investimento de 10 milhões de euros, a empresa possui quatro subsidiárias na Romênia. O principal objetivo da empresa era comercializar vinhos romenos às expectativas internacionais. A Halewood Romênia atualmente vende seus vinhos para mais de 40 países e se tornou o maior exportador de vinho engarrafado romeno. Tais países incluem China, Japão, Coréia do Sul, México, Peru e, claro, o Reino Unido e os Estados Unidos. A Halewood Romênia utiliza castas internacionais, como Merlot, Cabernet Sauvignon, Pinot Noir, Chardonnay, Pinot Gris, Sauvignon Blanc, Gewürztraminer, e as incríveis variedades autóctones como a Feteasca Neagra, Feteasca Alba, Feteasca Regala e Iordana. Com tal diversidade, a Halewood Romênia é capaz de fornecer ao mercado nacional e internacional vinhos de alta qualidade, os quais têm personalidades bem definidas.


Sobre o Prahova Valley Reserve Merlot 2016, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com uvas 100 % Merlot com passagem em barricas de carvalho para amadurecimento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de média intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e sem coloração também se faziam notar. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias e baunilha. Leve toque animal ao fundo também era notado.

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio, boa acidez e taninos bem fininhos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais um bom vinho romeno provado por aqui, este que é mais um vinho que me foi apresentado pelo Winelands Clube do Vinho, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Feyzi Kutman Monosepage Cabernet Sauvignon 2010

A Vinícola Kutman é uma aventura que começou em 1896 com a iniciativa de Ali Paşazade Ahmet Efendi e continua na família a quatro gerações no Mürefte, na Turquia, a primeira aldeia onde começou. A Vinícola Kutman que processa meticulosamente as uvas de seus próprios 75 acres de vinhedos, bem como uvas coletadas de várias cidades, e assim transformando a variedade geográfica e climática da Turquia em uma vantagem, perseguindo a paixão da família e aumentando seu know-how com cada nova geração. Existem dois fatores importantes na produção de vinho. O primeiro é o conhecimento e a experiência e o segundo é fornecer uva de alta qualidade adequada para o vinho. A Vinícola Kutman está bem ciente da importância das vinhas. Trabalha não apenas com os membros da família, mas também junto com seus funcionários que são agora da família, para transformar a qualidade que vem dos vinhedos em um excelente vinho usando a tecnologia e métodos em desenvolvimento. A regra principal é a seguinte: O vinho pode ser produzido a partir de cada uva, mas cada uva não produz um vinho de qualidade. É por isso que a Vinícola Kutman cultiva as uvas vinícolas primárias e preferidas do mundo, como Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah, Chardonnay e Sauvignon Blanc, usando-as com sucesso em seus vinhos, em parte como monosepage (varietal - vinho produzido com um único tipo de uva), cortes (blend) e oferece-los ao gosto de seus consumidores. Várias espécies de uva locais cultivadas em diferentes regiões da Anatólia também tomam naturalmente o seu lugar na mistura de seus vinhos. As espécies Şenso e Karasakız da região da Trácia, Çalkarası de Denizli, Allicante de Manisa, Kalecik Karası de Ankara, Öküzgözü e Boğazkere de Elazığ e Diyarbakır são indispensáveis ​​para os vinhos tintos, enquanto as variedades Emir de Nevşehir, Sultaniye de Manisa e Semillon são consideradas para os vinhos brancos.


Sobre o Feyzi Kutman Monosepage Cabernet Sauvignon 2010, podemos ainda afirmar que o vinho foi elaborado com uvas 100% Cabernet Sauvignon e maturou por 10 meses em barricas de carvalho francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e com leve coloração também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas e negras em compota, especiarias, baunilha e alguma lembrança mineral.

Na boca o vinho mostrou corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos aveludados. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um belo vinho de um país que ainda não havia provado nada até o momento, a Turquia, e me sinto privilegiado de te-lo feito agora. Vale e muito a prova. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Bad Boy 2015

Jean-Luc Thunevin se tornou "uma estrela" no mundo do vinho em menos de uma década, graças ao seu famoso "vinho de garagem" Château Valandraud. Foi provavelmente durante uma degustação de Le Pin, um Pomerol de um pequeno vinhedo, que ele teve o desejo de fazer um vinho excepcional. Graças a sua paixão pelo vinho, sua determinação e sua determinação, ele fez o seu voto com a primeira safra em 1991 Château Valandraud. Este ano marca o início de uma grande aventura e um sucesso deslumbrante. Ele se torna o inspirador e iniciador de muitos outros vinhos de garagem. Todos estes microcuvées de baixos rendimentos produzem vinhos bastante concentrados. Murielle, sua esposa, que em si supervisiona o cuidado mais minucioso das vinhas: tamanho para cada planta, de decapagem sistemática, colheita verde para limitar voluntariamente o número de cachos por planta. Por sua parte, Jean-Luc procura a maturidade ideal das uvas para iniciar a colheita; Adotou igualmente as técnicas borgonhesa de perfuração e agitação sobre as borras para uma concentração ótima. Os vinhos são produzidos com preocupação constante por excelência e aparecem grandes e maduros. Robert Parker, que deu a Jean Luc Thunevin o apelido de Bad Boy e ovelha negra, germinando a idéia de criar o cuvée Bad Boy. Bad Boy foi criado na denominação "clássica" de Bordeaux por causa das limitações dos regulamentos em vigor na época (anos 2000) que proibiam montagens inovadoras. Era natural, portanto, para fazer um bebê Bad Boy com a criação da nova denominação de vinhos na França para blends inéditos, e obrigatório para criar um Crémant de Bordeaux branco e rosé. Mas a família cresceu com Bad Boy branco Chardonnay 100%, e a mais recente adição: a Bad Boy 100% Syrah, tanto o "vinho da França", embora produzidas em parcelas dos nossos vinhedos de São Genesius de Castillon, ao lado do Château Valandraud.


Depois desta overdose de informações, podemos ainda acrescentar que o vinho é um blend de 95% Merlot e 5% Cabernet Franc com maturação de 12 meses em barricas de carvalho 100% novas. Vamos então as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de média para grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, chocolate amargo e especiarias. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos aveludados. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um belo vinho de Bordeaux com toda certeza, que cativou a todos por aqui. Vale a prova. Eu recomendo.

Até o próximo!

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Henry of Pelham Riesling 2017

Bom dia prezados leitores. Depois de um longo período de abstinência aqui no blog (e só por aqui, por que beber nós continuamos de maneira normal) estamos de volta. Peço desculpas pela ausência sem aviso mas, um mix de bloqueio criativo e uma série de outras situações em minha vida particular e profissional fez com que eu me afastasse neste período, período este que espero ter acabado. E voltamos por aqui com um vinho até então nunca degustado por aqui: um Riesling canadense. Vamos ver o que descobrimos sobre ele por aqui?


No final do século XVIII, o tataravô de Henry, Nicholas, recebeu a título de doação a terra em que se encontra a vinícola atualmente por seus serviços prestados durante a revolução, e mesmo tendo avançado seis gerações, a vinícola se mantém na mesma fazenda da família. O vinhedo de 300 hectares da Henry of Pelham está localizado no Short Hills Bench, sub-denominação da Península de Niágara, em Ontário, no Canadá. A vinícola foi nomeada Henry of Pelham a partir de Henry, cujo senso de humor bem seco, criou o apelido “Henry of Pelham” a partir de um primeiro-ministro britânico. Ele era um grande empreendedor, construindo uma pousada e taberna na propriedade e operando uma estrada de pedágio. Ele criou ovelhas. E cultivou uvas - algumas das primeiras a serem plantadas no Canadá. A sala de degustação e loja de vinhos estão na casa de carruagens de Henry. O Short Hills Bench é o mais oriental das sub-denominações localizadas dentro da Niagara Escarpment. Ela abrange a terra que se eleva da planície da península ao sul da Estrada Regional 81 até a Escarpment e situada entre o Twelve Mile Creek e o Fifteen Mile Creek. As colinas ondulantes e vales das Colinas Curtas, que repousam sobre um antigo vale enterrado que uma vez cortou o Niagara de Escarpa e ligado as bacias do Lago Ontário e do Lago Erie, proporcionam longas encostas suaves com excelente drenagem e exposição solar. Os dias quentes e ensolarados e as noites frias características desta área são perfeitos para desenvolver os intensos sabores da uva derivados de seus complexos solos. Todas as uvas dos vinhos Henry of Pelham Estate e Speck Family Reserve são cultivadas na sub-denominação Short Hills Bench.

Falando agora sobre o Henry of Pelham Riesling 2017, podemos ainda afirmar que o vinho é feito exclusivamente com uvas Riesling oriundas das vinhas mais velhas da Henry of Pelham (30+ anos) da região de Short Hills Bench fermentado em tanques de aço inoxidável. Vamos finalmente as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha com reflexos ligeiramente dourados, muito brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas  cítricas e tropicais, toques florais e minerais adicionando boa complexidade.

Na boca o vinho apresentou corpo médio com um acidez crocante e vibrante. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um belo vinho sem dúvidas nenhuma, muito saboroso e de um local de onde ainda não havia provado vinhos. Fez par com comida japonesa e se saiu muito bem. Eu recomendo a prova. Veio na mala em minha última viagem a NY.

Até o próximo!