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Wednesday, April 24, 2019

The 7 Deadly Zins 2016

Michael, David e a região de Lodi, na Califórnia tem uma relação de longa data; é considerado a casa de ambos a seis gerações e a Michael David Winery, ainda de gestão familiar, continua comprometida com a terra, a comunidade e o espírito de sua cidade natal. A família cultiva este solo desde 1850 e cultiva uvas para vinho desde o início do século XX. São os produtores de uva da 5ª geração que criaram suas famílias nas vinhas, e agora a 6ª geração se juntou à equipe, o filho de Mike, Kevin e a filha Melissa. Sua coleção não convencional de vinhos é cultivada com responsabilidade, de acordo com as Regras de Lodi, um conjunto de mais de 100 padrões que explicam todos os aspectos da produção de vinho de qualidade de maneira sustentável: ambiental, social e econômica. Seu legado familiar e amor por Lodi direcionam o foco para a sustentabilidade.


Falando um pouco mais detalhadamente do The 7 Deadly Zins 2016, podemos afirmar que o vinho é feito com uvas Zinfandel de vinhas velhas da região de Lodi, na Califórnia e um pequeno toque de Petite Sirah. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com algum brilho e limpidez. Lágrimas mais gordinhas, lentas e bem coloridas estavam fazendo a festa também.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e negros, especiarias, chocolate e toques de fumaça. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Provavelmente vocês já estavam sentindo falta de um Zinfandel por aqui, afinal, eu tenho uma afeição especial por esta casta/estes vinhos. Ai está, veio na mala, diretamente do país do Tio Sam e vou dizer, é uma delicinha. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Wednesday, February 7, 2018

Woodbridge Chardonnay 2014

No início de 1900, Cesare e Rosa Mondavi, recém-casados ​​vieram de Sassoferrato no norte da Itália, estabelecendo-se em Minnesota, nos Estados Unidos. Em 1919, a Lei Nacional de Proibição foi aprovada, proibindo a venda de álcool. Isso parecia incompreensível para famílias italianas, a quem o vinho foi era um elemento imprescindível da vida diária. Felizmente, uma brecha na lei permitiu que as pessoas produzissem 200 litros de vinho por ano para o consumo familiar. Cesare envolveu-se no negócio de transporte de uvas para vinho da Califórnia para os locais onde as mesmas seriam vinificadas e notou que a maioria das uvas estavam vindo de um lugar chamado "Lodi" na Califórnia. Percebendo uma oportunidade ele mudou com sua família, que neste momento também incluía um Robert Mondavi, começando seu próprio negócio de envio de uvas rumo ao leste do país para famílias ítalo-americanos. O primeiro trabalho de Robert Mondavi foi pregar os caixotes que seriam utilizados para o transporte das uvas. Depois de estudar negócios e química na Universidade de Stanford e tendo um curso intensivo em viticultura e enologia na Universidade da Califórnia em Berkeley, Robert Mondavi mergulhou em todos os aspectos da indústria do vinho. Foi então que, mais de trinta anos atrás, Robert Mondavi estabeleceu uma cultura do vinho na América do Norte, colocando grandes vinhos da Califórnia na mesa de cada cidadão americano. Em 1979 ele estabeleceu a Woodbridge Winery perto de sua casa de infância de Lodi, Califórnia, para fazer vinhos com foco no consumo diário.


Falando sobre o Woodbridge Chardonnay 2014, podemos ainda acrescentar que embora seja rotulado como varietal, possui pequenas porcentages de outras castas para compor o vinho. Tem ainda passagem por 6 meses em caravalho para amadurecimento.

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo dourado com reflexos verdes, bom brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos, fósforo, flores, mel, manteiga e baunilha.

Na boca o vinho mostrou corpo médio aliado a uma ainda viva e saborosa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Este é um típico exemplo de Chardonnay barricado que tende a agradar paladares mais acostumados e que realmente tem apreço por este tipo de vinho, que é meu caso. Aliado a isso, temos uma acidez muito viva ainda que balanceia com este corpo e deixa o vinho menos cansativo e pesado. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, August 10, 2015

Woodbridge Cabernet Sauvignon 2012: O vinho da lenda Robert Mondavi

No início de 1900, Cesare e Rosa Mondavi, recém-casados ​​vieram de Sassoferrato no norte da Itália, estabelecendo-se em Minnesota, nos Estados Unidos. Em 1919, a Lei Nacional de Proibição foi aprovada, proibindo a venda de álcool. Isso parecia incompreensível para famílias italianas, a quem o vinho foi era um elemento imprescindível da vida diária. Felizmente, uma brecha na lei permitiu que as pessoas produzissem 200 litros de vinho por ano para o consumo familiar. Cesare envolveu-se no negócio de transporte de uvas para vinho da Califórnia para os locais onde as mesmas seriam vinificadas e notou que a maioria das uvas estavam vindo de um lugar chamado "Lodi" na Califórnia. Percebendo uma oportunidade ele mudou com sua família, que neste momento também incluía um Robert Mondavi, começando seu próprio negócio de envio de uvas rumo ao leste do país para famílias ítalo-americanos. O primeiro trabalho de Robert foi pregar os caixotes que seriam utilizados para o transporte das uvas. Depois de estudar negócios e química na Universidade de Stanford e tendo um curso intensivo em viticultura e enologia na Universidade da Califórnia em Berkeley, Robert Mondavi mergulhou em todos os aspectos da indústria do vinho. Foi então que, mais de trinta anos atrás, Robert Mondavi estabeleceu uma cultura do vinho na América do Norte, colocando grandes vinhos da Califórnia na mesa de cada cidadão americano. Em 1979 ele estabeleceu a Woodbridge Winery perto de sua casa de infância de Lodi, Califórnia, para fazer vinhos com foco no consumo diário.


Sobre o Woodbridge Cabernet Sauvignon 2012 podemos acrescentar que é um vinho composto pelas seguintes castas: 76% Cabernet Sauvignon, 13% Syrah, 5% Petite Sirah, 2% Petit Verdot, 1% Merlot e 3% outras variedades. Após todo processo fermentativo, o blend final passa por carvalho francês e americano para arredondamento e envelhecimento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor violácea de média para grande intensidade, bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, espassadas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias, chocolate, tabaco e algo que lembrou mentolado.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos sedosos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais uma boa opção de vinho americano a um bom custo considerando o mercado brasileiro (em torno de 45 dinheiros, comprado no Pão de Açúcar). Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, October 20, 2014

Morada Vineyards Chardonnay 2012: Para combater o calor!

Em um dia de muito calor e cansativo muitas vezes nem fome temos direito, mas como saco vazio não para em pé, resolvemos fazer um jantar mais leve e divertido e fomos do famoso queijo e vinhos. Juntamos um brie, um maasdam e fizemos um patêzinho de gorgonzola (gorgonzola e azeite basicamente) com um pouco de torradinhas e voilá! Faltava, entretanto, um vinho para acompanhar este nosso "queijos e vinhos". Como já dito anteriormente, em face ao calor que enfrentamos na cidade de São Paulo, resolvi arriscar um vinho branco um pouco mais "gordo"para harmonizar com os queijos escolhidos. e o escolhido foi o Morada Vineyards Chardonnay 2012. O resultado? Foi bom! Vejamos a seguir.


Os vinhedos da Morada Vineyards estão localizados na famosa região de Lodi, região esta reconhecida por suas vinhas velhas de Zinfandel, sendo que para elaborar seus vinhos, a Morada Vineyards seleciona as uvas de videiras com idades médias superiores a 40 anos de idade. O Morada Vineyards Chardonnay 2012 é um varietal 100% que é fermentado em tanques inxo sobre leveduras (sur lie). Imediatamente após o processo de fermentação cessar, cerca de 15% do vinho é colocado em barricas para envelhecer por cerca de 5 meses. O vinho não passa por fermentação malolática. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração amarelo palha de boa intensidade, com reflexos tendendo ao dourado. Ótimo brilho e boa transparência também podiam ser notados.

No nariz o vinho abriu com aromas de frutos cítricos, frutos de polpa branca, fósforo e um pouco de baunilha e mel.

Na boca o vinho se mostrou untuoso, com boa e refrescante acidez. Retrogosto confirma o olfato e o final é de longa e saborosa duração. 

E o que dizer da combinação com os queijos? Deliciosa. Mais um bom vinho americano, notadamente tem se tornado meus preferidos, que provo e recomendo por aqui.

Até o próximo!

Thursday, October 2, 2014

Mettler Family Vineyards Petite Sirah 2010: Vinho americano na taça!

Nem bem voltei de viagem de quase duas semanas em terras americanas e resolvi beber um vinho em homenagem ao meu retorno. Iríamos fazer um bom e velho fondue de carne ao vinho e escolhi o Mettler Family Vineyards Petite Sirah 2010 para fazer os trabalho da noite. Vamos ver o que ele teve a nos dizer?


A Família Mettler, uma das mais antigas famílias de agricultores do Lodi, tem raízes na indústria do vinho que remontam à década de 1770, e tem cultivado uvas para vinho na apelação Lodi desde o final de 1800, quando as primeiras vinhas foram plantadas. A tradição da agricultura familiar continuou e na década de 1940, a sexta geração produtor de uva Carl Mettler casou com Gladys Handel, também de uma família de agricultores bem conhecidos na região. Isso ajudou a expandir as vinhas da família. Carl trabalhou em estreita colaboração com universidades próximas delegando a várias regiões demarcadas o plantio de variedades experimentais. Essa experimentação ajudou a estabelecer as condições de crescimento para as variedades específicas da apelação de Lodi. Hoje, Larry Mettler, o mais jovem dos três filhos de Carl, ainda cultiva os vinhedos originais da Mettler Vineyards.

Já que tanto falei a apelação Lodi, uma AVA americana famosa principalmente por seus vinhos feitos de vinhas velhas de uvas Zinfandel, vamos entender um pouco mais sobre a mesma. A apelação Lodi está definida e influenciada por sua proximidade com o Oceano Pacífico e com a baia de San Francisco. Situada diretamente a leste de San Francisco, na beira do Delta do Rio Sacramento, Lodi se aproveita da lacuna costeira onde as faixas litorais norte e sul se encontram na baia de San Francisco. Enquanto as temperaturas sobem no vale central, brisas marítimas frias são puxadas diretamente em toda a região Lodi criando um clima diferenciado que permite o cultivo de uvas na região a mais de um século. Gozando de um clima mediterrânico clássico, Lodi tem verões quentes e secos e invernos frescos, úmidos. Os dias de verão quentes e secos permitem as das uvas do Lodi sua maturação e o desenvolvimento de sabores de frutas maduras completos, enquanto as brisa marítimas tendem a manter a acidez natural do vinho, criando uma estrutura e complexidade nos vinhos produzidos.

Sobre a uva Petite Sirah em si eu pouco descobri, a não ser que foi criada inicialmente no Vale do Rhône e por lá é mais conhecida como Durif. Esta casta foi criada num cruzamento entre a Syrah e uma uva menos famosa autóctone do Rhône com o intuito de aumentar sua resistência a pragas. Com o passar do tempo no entanto se percebeu que a casta se adaptou muito bem ao clima mais seco da Califórnia onde passou a ser cultivada por alguns produtores, gerando vinhos interessantes até hoje. Finalmente o Mettler Family Vineyards Petite Sirah 2010 é feito com a seguinte composição de uvas: 90% Petite Sirah, 8% Cabernet Sauvignon e 2% Cabernet Franc. O mesmo passa por 21 meses em barricas francesas antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração violácea de grande intensidade, sem transparência e com algum brilho. Légrimas finas, abundantes, rápidas e bem coloridas também compunham o conjunto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas escuras em compota, especiarias e toques de café com leite. Fundo de taça apresenta também aromas tostados.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, com taninos macios e redondos e uma boa e gulosa acidez. Retrogosto confirma o olfato e o final é de longa duração.

Mais um belo vinho americano por aqui, vinhos aliás que eu gosto muito por sinal, e que tem feito a alegria de todos aqui em casa. Este veio junto com a remessa do SmartBuy Wines Club. Eu recomendo.

Até o próximo!

Monday, May 5, 2014

Morada Vineyards Old Vine Zinfandel 2011: Vinho americano agora!

Ainda oscilando entre o frio e o calor, a capital de São Paulo nos proporciona várias oportunidades para consumirmos vinhos das mais variadas facetas, de espumantes a tintos encorpados, passando pelos deliciosos vinhos de sobremesa também. E foi em uma destas oportunidades em que a temperatura caiu bem e tivemos a idéia de comermos um belo fondue de carne ao vinho, que o Morada Vineyards Old Vine Zinfandel 2011 saiu da adega e foi pra mesa. Todos que me acompanham por aqui já sabem de minha predileção por vinhos feitos a partir desta casta, dada a sua usual volúpia, potência e sabores inconfundíveis, além de sua grande versatilidade e facilidade de se beber. Entretanto a maioria deve dar risada quando escrevo estas coisas, afinal de contas vinhos com a casta Zinfandel usualmente são relegados a um segundo plano. De qualquer maneira, é assim que vamos hoje.


Os vinhedos da Morada Vineyards estão localizados na famosa região de Lodi, região esta reconhecida por suas vinhas velhas de Zinfandel, sendo que para elaborar seus vinhos, a Morada Vineyards seleciona as uvas de videiras com idades médias superiores a 40 anos de idade. Apesar de ser considerado um varietal (permitido por legislação), este vinho é um corte de 82% de Zinfandel, 12% de Petite Sirah e 6% de Merlot. O vinho é fermentado em tanques de inox, sendo que 50% do mesmo é colocado para amadurecimento em carvalho francês e americano (não sei por quanto tempo, entretanto). Possui 13,5% de álcool. Vamos as impressões.

Na taça o vinho apresentou uma coloração violácea de grande intensidade, algum brilho e quase nenhuma transparência. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas tingiam as paredes da taça.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos com ameixas em evidência. Toques de chocolate.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, acidez interessante e até mais evidente do que costumamos ver nestes vinhos e taninos finos e redondos. Entrada de boca com sensação leve de doçura. Retrogosto confirma o olfato. Final seco de média duração.

Mais um belo exemplar da casta Zinfandel com o plus de ser um pouco mais em conta que os outros que tenho provado. Este também é trazido pela SmartBuy Wines e me foi apresentado pelo clube de vinhos da importadora. Eu recomendo!

Até o próximo!

Wednesday, March 19, 2014

Old Vine Zinfandel & hambúrgueres caseiros!

Aqui em casa é assim, viu uma receita boa seja na tv, internet ou qualquer outra publicação sobre o assunto que logo queremos reproduzir e incrementar. Eis que certo dia vimos no site Cuecas na Cozinha uma receita fácil e rápida de hambúrgueres caseiros e pronto, decidimos que essa seria a receita da vez. E claro que a difícil tarefa de harmonizar a comida com o vinho tinha que ser cumprida, e a escolha recaiu sobre este Old Vine Zinfandel. Já falei que sou tarado por Zinfandel? Então.


O vinho de hoje é feito pela Oak Ridge Winey, localizada em Lodi, na Califórnia, dita como berço de bons exemplares da casta por lá. Lodi está situado entre o pé de Sierra Nevada e a Bahia de São Francisco. Dias quentes e brisa fresca à noite (influências marinhas) criam um clima excepcionalmente mediterrâneo perfeitamente adequado para cultivar a Zinfandel. Vinhas velhas, algumas com mais de 120 anos de idade, retorcidas e esculpidas pelo tempo, produzem pequenas quantidades de frutas para criar um vinho que é a expressão máxima do terroir. Vamos as impressões.

Na taça uma bonita cor violácea de média para grande intensidade, bom brilho e quase nenhuma transparência. Lágrimas finas, lentas, levemente espaçadas e com alguma cor compunham também o aspecto visual.

No nariz o vinho mostrou frutas vermelhas, toques de café, chocolate amargo e leve mentolado ao fundo.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos finos e macios. Retrogosto em sintonia com o olfato. Final de média para longa duração.

Mais um bom representante da casta Zinfandel, que agrada facilmente paladares de iniciantes e os já mais escolados. Fez um bom par com nossos hambúrgueres caseiros, recheados com queijo cheddar e pães integrais. Me senti criança comendo e bebendo tamanha felicidade. Eu recomendo. Este vinho me foi apresentado pela Smart Buy Wines e valeu a prova.

Até o próximo!

Thursday, November 14, 2013

Mettler Family Vineyards Epicenter Old Vine Zinfandel 2010: revisitando o passado!

Sábado é aquele dia que tem que ser desprovido de compromissos e horários, onde você aproveita a família, se distrai e enfim, descansa do dia a dia agitado que levamos. Só que não. O último sábado foi bem corrido com ida ao supermercado, apresentação da minha enteada na escola e outras coisitas mais. Pois bem, quando a noite caiu sobre nossas cabeças, queríamos mesmo era relaxar e nada melhor do que uma boa pizza, vinhozinho e uma tvzinha no sofá, certo? E o vinho escolhido para esta tarefa foi o Mettler Family Vineyards Epicenter Old Vine Zinfandel 2010, vinho este que eu já havia provado outra safra e que seria a oportunidade de confirmar ou não sua qualidade, até então percebida.


Relembrando um pouco sobre a uva Zinfandel e o vinho de hoje: "Muito utilizada principalmente em vinhos norte-americanos, como no caso do vinho em questão, esta uva é dada como parente das uvas Primitivo (italiana da Puglia) ou ainda da uva croata Crljenak Kasteljanski, sendo a segunda teoria a mais aceita hoje em dia, após exames de dna em ambos os frutos. Com esta uva são produzidos uma infinidade de estilos de vinhos, desde rosés claros e levemente adocicados até tintos encorpadões, escuros, tânicos e de boa estrutura de envelhecimento. O vinho de hoje está mais para a área dos tintos escuros e encorpados. Proveniente da AVA Lodi, tida como a melhor nos EUA para plantação de zinfandel e com terrenos menos caros que Napa Valley porém com tanta qualidade quanto a prima mais famosa, o vinho é produzido pela Mettler Family Vineyards, uma vinícola com mais de 100 anos de tradição e cultivo de uvas nos EUA e que vem passando a arte de geração a geração. Sem mais delongas vamos as impressões".

Na taça uma bonita cor violácea bem escura, densa e com pouca transparência mas bom brilho. Lágrimas finas, rápidas e levemente coloridas também ajudavam a tingir as paredes da taça.

No nariz aromas de frutos escuros em compota, coco, toques de especiarias e lembrança floral. Um vinho bem fragrante. Palavras de minha esposa: "um vinho diferente, não"?

Na boca o vinho mostrou corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos firmes, marcados mas de excelente qualidade. Retrogosto confirma o olfato com frutas escuras e coco principalmente num final longo e levemente picante.

Realmente um bom vinho, mas sei que muitos irão arremessar pedras dizendo que vinhos Zinfandel geralmente não tem muito a apresentar mas eu sou um fã e acho que o vinho é muito curinga, indo bem em diversas situações, principalmente as mais despretensiosas. Eu recomendo.

Até o próximo!