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Wednesday, January 16, 2019

Bad Boy 2015

Jean-Luc Thunevin se tornou "uma estrela" no mundo do vinho em menos de uma década, graças ao seu famoso "vinho de garagem" Château Valandraud. Foi provavelmente durante uma degustação de Le Pin, um Pomerol de um pequeno vinhedo, que ele teve o desejo de fazer um vinho excepcional. Graças a sua paixão pelo vinho, sua determinação e sua determinação, ele fez o seu voto com a primeira safra em 1991 Château Valandraud. Este ano marca o início de uma grande aventura e um sucesso deslumbrante. Ele se torna o inspirador e iniciador de muitos outros vinhos de garagem. Todos estes microcuvées de baixos rendimentos produzem vinhos bastante concentrados. Murielle, sua esposa, que em si supervisiona o cuidado mais minucioso das vinhas: tamanho para cada planta, de decapagem sistemática, colheita verde para limitar voluntariamente o número de cachos por planta. Por sua parte, Jean-Luc procura a maturidade ideal das uvas para iniciar a colheita; Adotou igualmente as técnicas borgonhesa de perfuração e agitação sobre as borras para uma concentração ótima. Os vinhos são produzidos com preocupação constante por excelência e aparecem grandes e maduros. Robert Parker, que deu a Jean Luc Thunevin o apelido de Bad Boy e ovelha negra, germinando a idéia de criar o cuvée Bad Boy. Bad Boy foi criado na denominação "clássica" de Bordeaux por causa das limitações dos regulamentos em vigor na época (anos 2000) que proibiam montagens inovadoras. Era natural, portanto, para fazer um bebê Bad Boy com a criação da nova denominação de vinhos na França para blends inéditos, e obrigatório para criar um Crémant de Bordeaux branco e rosé. Mas a família cresceu com Bad Boy branco Chardonnay 100%, e a mais recente adição: a Bad Boy 100% Syrah, tanto o "vinho da França", embora produzidas em parcelas dos nossos vinhedos de São Genesius de Castillon, ao lado do Château Valandraud.


Depois desta overdose de informações, podemos ainda acrescentar que o vinho é um blend de 95% Merlot e 5% Cabernet Franc com maturação de 12 meses em barricas de carvalho 100% novas. Vamos então as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de média para grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, chocolate amargo e especiarias. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos aveludados. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um belo vinho de Bordeaux com toda certeza, que cativou a todos por aqui. Vale a prova. Eu recomendo.

Até o próximo!

Monday, November 12, 2018

Château Noaillac Cru Bourgeois 2014

Famoso Cru Bourgeois, o Château Noaillac é propriedade da família Pages desde o ano de 1983. Essa experiente família também é dona do ótimo Château La Tour de By, também na região do Médoc. Contando com 41 hectares de vinhedos localizados no estuário do Gironde, essa estrela em ascensão produz um dos mais confiáveis vinhos do Médoc. Atualmente o trabalho da adega está na terceira geração, a cargo de Damien Pages, que elabora este ótimo vinho a partir de vinhas com 20 a 25 anos de idade. Faz parte do seleto grupo dos Cru Bourgeois, classificação criada em 1932 para contemplar os melhores vinhos de Bordeaux, logo depois dos Grands Crus Classés


Falando agora um pouco mais do Château Noaillac Cru Bourgeois 2014, podemos dizer que o vinho é feito a partir de 55% Merlot, 40% Cabernet Sauvignon e 5% Petit Verdot com passagem por 12 meses em barricas de carvalho. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, de média velocidade e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas negras e vermelhas bem maduras, especiarias, tabaco, couro, café e baunilha. Bastante complexidade olfativa.

Na boca o vinho apresentou corpo médio para encorpado aliado a taninos finos, marcados e com uma boa acidez. O retrogosto basicamente confirma o olfato com um toque mineral. O final era de longa duração.

Um ótimo Bordeaux que provamos por aqui, apesar de não ser muito a minha especialidade, achei um baita vinho. Recomendo bastante a prova.

Até o próximo!

Tuesday, March 6, 2018

Cuvée Jean-Louis Charles de Fère Blanc de Blancs Brut

A história de Charles De Fère é a da conexão de uma família oriunda de Champanhe aos melhores métodos de produção de vinhos espumantes. Nascida em uma família de vinicultores de champanhe há muito estabelecidos, Jean-Louis Denois criou na década de 1980 uma oficina de vinhos espumantes em Fère-en-Tardenois. Sua ideia era elaborar vinhos espumantes excepcionais com base em um know-how herdado de 5 gerações. Navegam com paixão pelos vinhedos franceses em busca dos melhores vinhos do Vale do Loire, Charente, Beaujolais, Languedoc, Gers e Borgonha, terroirs em que selecionam, a cada ano, frutos de uma ótima qualidade para para obter a expressão de gosto fiel ao estilo de Charles de Fère. No espaço de alguns anos, o nome Charles De Fère torna-se uma referência qualitativa para a imprensa e os especialistas e lugares Charles de Fère entre os melhores produtores de vinhos espumantes.


Falando agora do Cuvée Jean-Louis Charles de Fère Blanc de Blancs Brut, podemos ainda afirmar que o vinho espumante é feito a partir das castas Airen, Ugni Blanc, Colombard, Durello e Chardonnay (em proporções variadas para manter o estilo da maison a cada safra) pelo método tradicional, com 9 meses de contato com as leveduras após a segunda fermentação. Vamos as impressões?

Na taça o vinho espumante apresentou coloração amarelo palha brilhante e muito limpido, com uma bela e constante formação de pequeninas borbulhas.

No nariz o vinho espumante apresentou aromas de frutos cítricos e tropicais, toques de mel e de fermento de panificação.

Na boca o vinho espumante se mostrou fresco e cremoso, confirmando tudo que já havia visto no olfato. Final de média para longa duração.

Um gostoso vinho espumante francês que tende a ser um bom companheiro de entradinhas, saladas, comidas mais leves ou uma conversa nestes dias de calor. Eu recomendo a prova. É trazido pelo grupo Oba Hortifruti e vale o quanto custa.

Até o próximo!

Wednesday, August 30, 2017

4o Internationl Wine Show: Sucesso e bons vinhos!

A quarta edição da “International Wine Show” - tradicional evento de degustação de vinhos de todo o mundo - aconteceu no último mês de julho no Centro de Convenções Frei Caneca, na capital paulista. No total foram mais de 40 expositores participantes e cerca de 270 rótulos de vinhos de mais de 120 vinícolas, diversos deles premiados pelos melhores guias de vinhos do mundo, dentro os quais podemos destacar as importadoras e vinícolas: Adega Alentejana, Barrinhas, Bodega, Bruck, Calix, Cantu, Casa Flora, Casa Perini, Casa Valduga, Caves Santa Cruz, Chandon, Decanter, Devinum, Don Bonifacio, Epice, Galeria dos Vinhos, Inovini, Interfood, Italia Mais, KMM, La Charbonnade, La Pastina, Lidio Carraro, Lusovini, Miolo, Mistral, Mr. T, Obra Prima, Orion, Portus, Premium Drink, Qualimpor, RGB Importadora, Santar, Sogrape, Terra Vinis, TW Vinhos, VCT, Vinci, Vinícola Aurora, Winebrands, Worldwine, Zahil e Vina Carmen.


Vale ressaltar aqui que, para um evento deste porte (com o número de expositores mais público visitante), a organização foi impecável. O local era amplo, com uma boa disposição entre os expositores, pontos de aperitivos, água e locais de "descanso". Porém, a grande sacada da organização este ano foi atender a um pedido recorrente de jornalistas e formadores de opinião: a abertura antecipada em uma hora para que este público especializado pudesse ter acesso aos importadores/produtores ainda com a possibilidade de se conversar com mais calma e atenção dos mesmos. E funcionou muito bem. Além disso, durante o evento, os vinhos degustados estavam a preços promocionais e muito convidativos.


Convenhamos que, devido ao porte e número de rótulos a se degustar, fica um tanto quanto difícil falar sobre todos eles e, assim sendo (além de respeitar o mote do blog de não se tornar repetitivo/cansativo) optamos por selecionar alguns poucos rótulos para falar sobre. Acompanhem conosco nas próximas linhas.


O primeiro vinho que venho a destacar é o Inconsciente Tempranillo Blanco 2015, produzido pela Bodegas Mateos e trazido ao Brasil pela Importadora Bodegas de Los Andes. Este vinho era um lançamento na feira e me chamou a atenção justamente por ser vinificado em branco a partir de uma casta tinta. Feito em Rioja, na Espanha, o vinho passa pelo processo de leve esmagamento dos bagos a fim de se obter seu suco e pouco após o término deste processo, as cascas e outros agentes "corantes" são removidos a fim de se manter o mosto "branco". É feita então a fermentação e após o processo, o vinho permanece sobre as leveduras por 6 meses em tanques de inox. Finalmente o vinho é engarrafado e liberado ao mercado. Como resultado obtêm-se um vinho de cor amarelo dourada com reflexos verdeais, límpido e com bom brilho. No nariz, o vinho trouxe aromas de frutos tropicais e algo de frutos cítricos, toques minerais e florais. Na boca o corpo era médio e a acidez muito boa com o retrogosto confirmando o olfato. Um bom vinho e uma ótima surpresa, sem dúvidas.


O próximo vinho que iremos destacar é o Léon Perdigal Côtes du Rhone 2015, um tradicional corte de uvas da região do Rhône (Grenache, Syrah, Cinsault, Carignan e Mourvèdre) cultivadas em quatro diferentes zonas dentro da região. O vinho é produzido e nomeado em homenagem a um famoso toneleiro da região de Ogier. Não tem passagem por madeira o que nos dá como resultado um vinho de coloração violácea de média intensidade com bom brilho e limpidez. No nariz o vinho trouxe aromas de frutos vermelhos e especiarias (pimenta preta em destaque). Na boca, corpo médio e boa acidez criam um bom conjunto com os taninos suaves. Um vinho considerado de entrada mas que surpreende pela qualidade. É trazido ao Brasil pela Épice


Por fim, gostaria de falar dos vinhos Toscanos do tenor Andrea Bocelli. Flutuando entre algumas das regiões mais famosas da Toscana (Chiantti, Bolgheri, Morellino) por quase 3 séculos, o tenor e sua família tem produzido vinhos da mais alta gama e espalhado um pouco da cultura italiana pelo mundo. Aqui destaco dois vinhos, o Bocelli Chianti DOCG e o Bocelli Tenor Red IGT. O primeiro é um blend de 80% Sangiovese e 20% Merlot com passagem em inox e concreto para amadurecimento. Trás muita tipicidade nos aromas com frutos vermelhos, flores, especiarias e algo de chocolate. Já o segundo é um vinho feito a partir de um corte de partes iguais de Cabernet Sauvignon (Bolgheri), Sangiovese e Merlot (Morellino) sendo que cerca de 10% do mosto amadurece em barris de carvalho francês por 8 meses. Com isso temos um vinho mais encorpado, denso com aromas de frutos escuros, especiarias, café com leite e leve tostado. Dois baita vinhos que representam bem o estilo toscano de fazer vinhos. São trazidos ao Brasil pela importadora Itália Mais.

Mais um belo evento que pudemos registrar e onde tivemos oportunidade de provar muitos vinhos, da mais variada gama de preços, tipos e origens. Mal podemos aguardar o ano que vem. Se você, caríssimo leitor, participou do evento e quer compartilhar suas experiências, fique a vontade e utilize o espaço de comentários ao final deste post.

Até o próximo!

Tuesday, June 20, 2017

Champagne Aubry Brut Premier Cru

O Champagne de hoje é feito pelos irmãos Pierre e Philippe Aubry, em uma área de cinco hectares compostos por mais de sessenta parcelas. Esta gama de solos, exposições, diferentes variedades de uvas, permite que os dois irmãos perpetuem o estilo que o nome Aubry ajudou a criar. O interessante destes irmãos é que usam todas as uvas permitidas em Champagne para elaborar seus espumantes e não se prendem somente as 3 principais.


Falando especificamente do Champagne Aubry Brut Premier Cru, podemos dizer que o mesmo é feito a partir de 45% de uvas Pinot Meunier, 25% de Pinot Noir, 25% de Chardonnay e 5% das variedades antigas Arbanne, Petit Meslier e Fromenteau. Fica de 18 a 24 meses em contato com as leveduras. Vamos as impressões?

Na taça o Champagne apresentou coloração amarelo dourado brilhante e muito límpido com execelente formação de perlage, borbulhas bem pequenas e extremamente persistentes. Era "barulhenta" como dizem alguns. 

No nariz o Champagne apresentou aromas de frutos cítricos e tropicais, florais, minerais e de panificação. Como de se esperar, boa complexidade em um Champagne como esse.

Na boca o Champagne se mostrou muito cremoso e fresco, com muita elegância. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Este Champagne foi um baita achado na época em que comprei, um excelente custo benefício e que comprova toda sua qualidade e complexidade quando degustamos. Eu recomendo a prova. 

Até o próximo!

Thursday, May 18, 2017

Mirandelle De L. Lurton Bordeaux Sauvignon Blanc 2015

A família Récapet começou a plantar vinhas em St. Emillion ainda em 1650. Foi só na metade do século XIX que migraram para o sul da França, com destino à Branne. Desde 1897 a família é conhecida por sua produção, e atualmente a vinícola é comandada por François Lurton, membro da quinta geração da família. Enólogo de formação, ele esteve a frente de grandes projetos, entre eles, o grupo Möet & Chandon, no qual adquiriu grande experiência. Em 1988, abriu uma consultoria com seu irmão, Jacques, com quem passou a viajar o mundo conhecendo novos terroirs. Em 2007, deu continuidade aos projetos familiares, rebatizou a propriedade com seu nome e desde então dedica-se à produção de vinhos de qualidade impecável, na França, Espanha, Argentina e Portugal.


Já sobre o Mirandelle De L. Lurton Bordeaux Sauvignon Blanc 2015, podemos ainda acrescentar que o vinho é feito com 100% de uvas Sauvignon Blanc da região de Bordeaux (sem uma AOC mais específica) e sem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha bem clarinho com reflexos esverdeados, límpida e com bom brilho. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos, ervas, flores e algo que lembrava melado.

Na boca o vinho apresentou muito frescor e certa untuosidade. O retrogosto confirmou o olfato e o final era de longa duração.

Um bom vinho branco de Bordeaux, de um afamado produtor e que trás um bom custo benefício. Foi bem com tilápia a parmigiana. Eu recomendo a prova. 

Até o próximo!



Fonte de informações sobre o produtor: www.grandcru.com.br

Wednesday, January 18, 2017

Le Petit Xavier Rouge Vin de France

Xavier Vignon, "produtor do vinho", aproveita ao máximo a sua profissão de enólogo-consultor, tendo passado por regiões como Bordeaux, Champagne, Austrália, Nova Zelândia, Califórnia entre outras, para comprar vinho de várias propriedades prestigiadas do Vale do Rhone, na França, para misturá-las com outros vinhos de alta qualidade feitos em pequenas quantidades e depois vendê-los sob a sua própria marca. Desde o final dos anos 90, Xavier Vignon passou a maior parte do seu tempo desenvolvendo técnicas modernas mantendo métodos tradicionais com um sucesso surpreendente.


Sobre o Le Petit Xavier Rouge Vin de France em si, não consegui muito mais informações mas, levando em conta o que normalmente encontramos em vinhos da região, eu apostaria num blend de Syrah e Grenache e, ao que tudo indica, sem passagem por madeira. Enfim, sem maiores delongas, vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias, flores e um leve toque mineral ao fundo.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos bem macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Este vinho tende a agradar tanto a iniciantes como enófilos com alguma bagagem por ser muito fácil de beber e muito equilibrado. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Thursday, January 12, 2017

Champagne Nicolas Feuillatte Brut

O Centro Vinícola - Champagne Nicolas Feuillatte é uma instalação de produção excepcional, dedicada à qualidade, que nasceu em 1970 da aliança de paixão e força, a partir da inspiração visionária de apenas um punhado de produtores de uva e que hoje une mais de 5.000 viticultores. O Centro Vinícola - Champagne Nicolas Feuillatte é a maior união cooperativa em Champagne. O seu modelo econômico, social e ambiental baseia-se principalmente na solidariedade, na qualidade e na inovação. O modelo cooperativo também é uma ótima oportunidade para criar um excelente Champagne, essencialmente, como resultado da excepcional oferta de uva que abrange 2.250 hectares de vinhas.


Sobre o Champagne Nicolas Feuillatte Brut, podemos ainda acrescentar que é feito a partir de um blend das uvas consideradas clássicas de Champagne, a saber: Pinot Meunier, Pinot Noir e Chardonnay. O Champagne é envelhecido por pelo menos 2 anos nas adegas da empresa, em contato com as leveduras, mesmo que a exigência de envelhecimento mínimo legal é de apenas 15 meses. Vamos então as impressões?

Na taça o Champagne apresentou coloração amarelo dourado brilhante e bem límpido. Formação de uma perlage consistente, intensa em forma de uma espuma cremosa. 

No nariz o Champagne apresentou aromas frutas cítricas, frutos tropicais, mel, flores brancas, panificação e uma leve lembrança mineral ao fundo.

Na boca o Champagne é extremamente cremoso, fresco e frutado. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e muito saboroso.

Apesar de ser um Champagne considerado de entrada, é muito didático pois demonstra claramente todas as características esperadas em um Champagne de peso além é claro do custo benefício inegável quando falamos de mercado brasileiro. Se tiver a oportunidade, eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, December 12, 2016

Chateau Rivière Lacoste Cuvée Prestige 2012

O vinho de hoje é produzido pelo Château Pont de Brion, cuja a maravilhosa história familiar se iniciou ainda em meados de 1931 com Paul Dauvin, que chegou a viver em Langon, uma comuna na região de Graves, ao sul de Bordeaux, na margem esquerda do Garonne, tendo plantado suas primeiras videiras adjacentes à propriedade presente. Em 1955, Jean Brussac, seu genro, assumiu o negócio que na época cobria 2 hectares. Foi somente quando Antonio Molinari, genro de Jean Brussac, juntou-se ao domínio em 1957 que este aumentou a 7 ha. Depois de uma carreira curta mas brilhante em TI, em 1988, Pascal, bisneto do fundador, começou um retorno ao negócio. Hoje, a propriedade é dirigida pela 5 ª geração, Charlotte, continuando firme à filosofia estabelecida no início, produzindo rótulos sob as marcas Ludeman les Cèdres, Pont de Brion e Rivière Lacoste.


Já sobre o Chateau Rivière Lacoste Cuvée Prestige 2012, podemos ainda afirmar que o vinho é um corte das uvas Cabernet Sauvignon, Petit Verdot e Merlot da região de Graves, em Bordeaux, o que por si só já nos dá uma idéia de que o vinho possa ser mais cuidadosamente elaborado tendo em vista que pertence a uma AOC com regras mais restritas quando comparada a uma apelação Bordeaux geral. Aparentemente não tem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e quase incolores também se faziam notar. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros, algo de especiarias e leve toque terroso ao fundo.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios e sedosos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais uma boa opção de vinho de Bordeaux que provamos por aqui. O vinho era tão equilibrado, que nem percebi que a garrafa foi esvaziando. Impressionante! Eu recomendo, e muito, a prova do vinho. 

Até o próximo!

Wednesday, November 23, 2016

Chapelle Saint Pierre Lussac Saint-Émilion 2012

Eu devo confessar que minha litragem e conhecimento em vinhos de Bordeaux são pequenos, mas na medida do possível eu tenho tentado corrigir este defeito procurando boas oportunidades com estes vinhos e muita leitura sobre o assunto. Hoje eu trago uma boa experiência recente que tive com o Chapelle Saint Pierre Lussac Saint-Émilion 2012 e que eu gostaria de dividir com vocês. Eu realmente espero que gostem da matéria.


Este vinho vem de um negociante de Bordeaux, o que pode causar um pouco de preconceito a princípio. E explico o por que. O negociante pode, geralmente falando, comercializar qualquer tipo de vinho, seja este engarrafado por ele próprio ou por terceiros. Isso já nos dá um indício de que não existe um controle muito rígido sobre o que se coloca dentro da garrafa. Em contraponto a este fator, temos uma denominação de origem um pouco mais particular do que se lêssemos somente "AOC Bordeaux" no rótulo deste exemplar, no caso Lussac Saint-Émilion, o que pode nos dizer que existem algumas normas mais restritas que precisam ser seguidas na elaboração do mesmo. Somando-se a este fator, temos um nome de peso da região que é o responsável pela elaboração do vinho, que é Antoine Moueix.

Falando especificamente do Chapelle Saint Pierre Lussac Saint-Émilion 2012, podemos acrescentar que é um vinho feito a partir de um blend de uvas Merlot, Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon, usual em se tratando de Bordeaux. A primeira (Merlot) é a que se encontra em maioria no corte, levando-se em conta que a região Lussac Saint-Émilion se encontra na margem direita de Bordeaux onde tal uva tem uma melhor adaptabilidade em virtude do clima/solo propícios. Não encontrei informações sobre passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi de média intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos frescos, especiarias e algo de couro. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, taninos macios e acidez na medida. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um bom vinho de Bordeaux, me pareceu bem didático e redondo, com todos os elementos bem ajustados (acidez, taninos, álcool, etc). Se tiverem a oportunidade de degustar, eu recomendo.

Até o próximo!

Thursday, September 29, 2016

Coleção VEUVE CLICQUOT JOURNEY

Eu gosto muito de dividir com vocês algumas notícias que recebo, mesmo que nem sempre o acesso aos produtos/serviços/etc divulgados seja fácil. E hoje eu trago mais uma notícias relacionada a um produto que sempre atrai por si só muita atenção, que é o Champagne Veuve Clicquot. Para homenagear a história da presença internacional desta Maison de Champagne pelo globo, foi lançado um convite para que todos façam uma grande viagem pela Coleção Clicquot Journey com duas embalagens que reverenciam os deleites que uma viagem pode trazer, a Clicquot Arrow e a Clicquot Trunk.

Desde a sua fundação, em 1772, a viagem e seus encantos estão no coração da Maison Veuve Clicquot, exportando seus champagnes por toda a Europa, em seguida para os Estados Unidos e depois para a América Latina, África, Ásia e Pacífico. Em uma época em que viajar era uma aventura e enviar seus champagnes para todo o mundo, um grande desafio, a Madame Clicquot sempre cultivou um espírito aventureiro e a paixão pelo novo. 


Qual será o seu próximo destino? A charmosa embalagem Clicquot Arrow aponta o caminho! Uma reinterpretação dos tradicionais sinais de trânsito, a nova Arrow, de metal e estilizada com a conhecida cor Yellow Clicquot, traz uma garrafa do seu champagne preferido, o Veuve Clicquot Yellow Label. A embalagem em formato de seta apresenta uma seleção de 29 destinos, entre eles estão: Rio de Janeiro, Ibiza, Berlim, St. Tropez, Paris, Milão, Nova York, Miami, Las Vegas, Mykonos, Tóquio, Sydney, Havaí, Istambul, Montreal, Cape Town e muitos outros. A Clicquot Arrow traz também a distância, calculada em quilômetros, a partir de Reims, o centro da produção da Maison Veuve Clicquot. Um must have colecionável, que pode ser usado quando e onde desejar ou transformado em objeto de design na decoração da sua casa.


É fácil conhecer um viajante experiente: basta contar as etiquetas de sua mala! Cada viagem deixa seu rastro, sua vivência, sua lembrança. Inspirada nas malas vintage, a Clicquot Trunk, feita em couro sintético, papelão resistente, dobradiças e fechaduras articuladas, chega estampada e cheia de história pra contar! Em seu interior, a grande surpresa: uma garrafa de 750 ml do champagne Veuve Clicquot Yellow Label para celebrar o próximo destino. Prática e portátil, pode ser estilizada com as tags de suas próximas viagens!

Ambas embalagens tem o preço sugerido de 440 reais para o mercado brasileiro. Se você tiver a grana, um belo presente para alguém especial ou mesmo pra você mesmo. O que acharam?

Até o próximo!

Thursday, June 2, 2016

Divulgação: Novidade da Veuve Clicquot para o Dia dos Namorados

O dia 12 de junho está chegando e, apesar de toda óptica comercial que a data possui, é sempre gostoso arrumarmos um motivo a mais para comemorarmos o Dia dos Namorados com o nosso amor e exaltarmos a pessoa amada, não é mesmo? E com a ajuda de um belo Champagne fica ainda melhor! Pois vejam só o lançamento que a Veuve Clicquot está trazendo ao mercado para esta data.


A novidade da Veuve Clicquot para a data mais romântica do ano chega para encantar. O Clicq´Call permite que você grave a mensagem de voz que quiser para a pessoa amada! Esta linda caixa, com uma garrafa do Champagne Veuve Clicquot Rosé, acompanhada de um gravador embutido, torna-se o presente perfeito para o Dia dos Namorados. Nunca houve uma maneira tão divertida e descontraída para uma declaração de amor, um pedido de namoro ou até um pedido de casamento. 

A inovação permite que a mensagem seja personalizada: basta pressionar o botão indicado na caixa, dizer o que quiser e apertar novamente o botão. Voilá! Ao abrir a caixa, suas palavras serão ouvidas imediatamente. Tudo pode se tornar uma brincadeira e as ocasiões para usar o Clicq´Call são infinitas: o gravador é reutilizável e você pode gravar quantas mensagem diferentes quiser.

Para complementar, vale lembrar que o Champagne Veuve Clicquot Rosé é um feito a partir de uvas Pinot Noir (50 a 55% no corte), Chardonnay (28 a 33%) e Pinot Meunier (15 a 20%) sendo que o vinho de base amadurece por no mínimo 30 meses em barricas de carvalho francês. Tudo isso se completa pela adição de, aproximadamente, 12% de um vinho tinto elaborado a partir de uvas tintas especialmente cuidadas e selecionadas para acrescentar um toque mágico ao Veuve Clicquot Rosé. A abundante utilização de vinhos brancos e tintos de reserva assegura a perenidade do estilo da Maison.

É ou não é uma maneira diferente de presentear seu amor? 

Até o próximo!

Monday, May 30, 2016

Château de la Mallevieille Tinto 2012

A história do Château de la Mallevieille começou ainda em 1958 quando Fernand Biau visitou a região e se apaixonou pela propriedade, tendo adquirido-a logo em seguida. É porém só em 1983 que Philippe e Hélène Biau começam a produzir das vinhas que sobem as encostas orientadas sul – sudoeste, vinhos respeitando a tradição e o "savoir faire" atribuído a região. No entanto, existem relatos por Édouard Féret no seu livro de 1903 sobre os Bordeaux, mencionando esta propriedade vinícola produzindo já naquela época cerca de oito pipas de vinho tinto. Fica localizada na margem direita do Dordogne, sendo que esta antiga estalagem do século XVIII entre Saint Émilion e o Périgord da seu nome ao vinhedo de 30 ha. A história do Château de la Mallevieille é uma história de família que revela um conhecimento e amor com o trabalho na terra.


Sobre o Château de la Mallevieille Tinto 2012, podemos acrescentar que é um corte típico de Bordeaux (60% de Merlot, 20% de Cabernet Franc e 20% de Cabernet Sauvignon) com uvas oriundas de vinhas com mais de 40 anos de idade da região de Bergerac, em Bordeaux. A curiosidade fica por conta do método de envelhecimento do vinho, em tanques de concreto por 12 meses antes de ser engarrafado. Tenho lido um pouco sobre e me parece uma prática cada vez mais corrente por lá, no intuito de se manter o vinho o mais fiel possível o seu terroir. Vamos então as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de média intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, notas animais e de bosque além de leve lembrança mineral.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um excelente vinho francês que provo por aqui, ainda mais se levando em conta o custo benefício. O vinho era tão equilibrado, que nem percebi que a garrafa foi esvaziando. Impressionante! Eu recomendo, e muito, a prova do vinho. É mais um vinho do Clube de Vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo!

Até o próximo!

Wednesday, May 18, 2016

Brouilly Cuvée du Commandeur 2013

Ainda falando um pouco dos eventos que andei participando nos últimos dias, volto com o Cantu Day, da Importadora Cantu. Conforme já dito por aqui, a importadora abre as portas do seu galpão na zona oeste de São Paulo, normalmente todo ano, para mostrar um pouco mais sobre o seu portfólio, fazendo com que clientes, imprensa e convidados possam degustar uma dezena de rótulos por eles trazidos ao Brasil, dentre os quais as novidades do ano. E hoje iremos falar de França, de uma apelação e de um tipo de vinho não é muito divulgado e consumido em nosso mercado, que são os vinhos feitos com a uva Gamay nas principais apelações de Beaujolais, na França. Hoje vamos de Brouilly Cuvée du Commandeur 2013.


Desde 1632, a família Domaine Comte de Monspey, produtores do vinho de hoje, preparam deliciosos vinhos de vinhas históricas das principais denominações de origem francesas. Stéphane e Sophie Gibert de Monspey, proprietários da vinícola, continuam crescendo, vinificando e criando vinhos excepcionais com base em métodos orgânicos. Adicionalmente, Stéphane vinifica, monta e completa a sua gama de vinhos em outras denominações menores, algumas delas propriedades familiares. Inúmeros prêmios e guias especializados reconhecem o trabalho desses entusiastas das videiras e dos vinhos de terroir que produzem nas principais apelações de origem francesas.

Sobre o Brouilly Cuvée du Commandeur 2013, podemos acrescentar que é um vinho produzido 100% com uvas Gamay de vinhas com mais de 50 anos de idade, na região do Beaujolais, mais especificamente na AOC Brouilly. O vinho passa por estágio de 12 meses em barricas de carvalho francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade, bom brilho e boa limpidez. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas em compota, alcaçuz, especiarias e toques florais.

Na boca o vinho apresentou corpo médio+, boa acidez e taninos sedosos. O retrogosto confirma o olfato e adiciona um quê mineral ao vinho. Muito interessante. O final era de longa duração.

Um belíssimo vinho sem sombras de dúvidas. Gostaria eu de ter mais oportunidades de provar este tipo de vinho por aqui. Irei me empenhar para tal. No momento, recomendo a prova deste. Vale a pena.

Até o próximo!

Wednesday, May 11, 2016

Chateau de Pourcieux Rosé 2014: Rosé para a #CBE

Ando em falta com a #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs aqui no Balaio, tanto com relação aos prazos como com as postagens em si. Peço desculpas a meus amigos confrades e confreiras e prometo que, ao menos, tentarei ser mais assíduo. Infelizmente não completarei a missão em 100% aqui hoje, mas já é um começo. O tema do mês foi passado por nossa querida amiga Alessandra Esteves, também conhecida como a Dama do Vinho (http://www.alessandraesteves.com/), tema este que foi: "Vinho rosé, de qualquer país, uva ou faixa de preço... mas, acompanhado de uma sugestão de harmonização (de preferência com foto), para mostrar a versatilidade desses vinhos". Então hoje é dia de Chateau de Pourcieux Rosé 2014 aqui no Balaio.


O château de Pourcieux manteve-se até o presente momento como propriedade da família do Marquês d'Espagnet, sendo que muitos dos anos de suas vidas também foram dedicados ao Parlamento de Provence. Um belo exemplo da arquitetura provençal, em 1993, o château foi registrado no inventário oficial de monumentos históricos. Desde tempos imemoriais, tem sido um local importante da viticultura e está entre as vinhas mais veneráveis ​​da Provence. Vestígios romanos testemunham sua história; sob o château suas caves contem cubas monumentais que datam do século XVIII e uma coleção de barricas de carvalho que foram montadas no local e ainda estão em uso hoje. Desde 1986 Michel d'Espagnet perpetua a tradição da família em estreita colaboração com seus colegas, o "maître de chai", Jean-Christophe de Boisgelin, e sua enóloga, Bernadette Tourrel.

Sobre o Chateau de Pourcieux Rosé 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir do blend das uvas Syrah, Grenache e Cinsault, sendo que estas são vinificadas separadamente sendo que a sangria do vinho é feita após maceração pelicular de quatro a seis horas a uma temperatura controlada. As variedades ficam então separadas em seus tanques para clareamento, filtração e posterior blend segundo orientação da enóloga após algumas degustações. Não tem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma linda coloração salmão bem clarinha, lembrando pele de cebola, com muito brilho e limpidez. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos muito frescos, algo de pêssego e leve toque floral.

Na boca o vinho era muito fresco, leve e delicado. Equilíbrio e elegância caracterizam este vinho. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e delicado.

Sem dúvida um excelente vinho rosé, que já foi eleito algumas vezes como o melhor rosé da Expovinis e que sem dúvida me cativou. Confesso que não provo muitos vinhos rosés mas que, pretendo faze-lo com mais frequência. Infelizmente não consegui harmonizar ou sugerir alguma harmonização com este vinho, não cumprindo a missão da #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs por completo, mas, segundo o produtor, o mesmo pode ser harmonizado refeições leves, carnes brancas grelhadas, saladas além é claro da cozinha provençal e asiática.

Até o próximo!

Thursday, March 3, 2016

Pourpre du Périgord 2013: A vez da França na taça do Balaio!

Hoje é dia de falarmos de vinhos francês por aqui, mas não um vinho qualquer. Um vinho que chamou a atenção por possuir uma excelente relação custo benefício e que, surpreendeu por não não estar ligado a nenhuma AOC nem ter algum sobrenome famoso no rótulo. Estou falando do Pourpre du Périgord 2013.


O vinho é produzido por uma cooperativa de viticultores, a Union de Viticulteurs de Port-Ste-Foy. O desenvolvimento dos vinhos do IGP Vin de Pays du Périgord desfrutam de uma liberdade criativa muitas vezes não permitida às apelações vizinhas, o que pode resultar muitas vezes em vinhos surpreendentes. O terroir de onde vem suas uvas é ancorado em Dordogne, uma região circundada por apelações famosas em Bordeuaux como por exemplo Bergerac, Côtes de Bergerac e Montravel. As castas mais plantadas por lá são as tintas Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot; do lado das brancas as Sémillon, Sauvignon Blanc e Muscadelle.

Já sobre o Pourpre du Périgord 2013, podemos acrescentar que é um corte típico bordalês a base de Cabernet Sauvignon e Merlot (50% cada) e sem passagem por madeira, apenas tanques de inox (pelo que pude apurar). Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de média para grande intensidade, bom brilho r alguma limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros, toques terrosos, animais e algo de especiarias. 

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era delicado e de média duração.

Um belo vinho francês, elegante e delicado, com algumas nuances interessantes e bastante complexidade. Vale conhecer, eu recomendo. 

Mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Tuesday, February 23, 2016

De Perrière Blanc de Blancs Brut: Borbulhas diretamente da Borgonha!

Nada como estarmos em um país tropical, no verão, para darmos um motivo a mais para aumentarmos o consumo de espumantes, não é mesmo? E como, apesar de conhecer a qualidade dos espumantes brasileiros, nada como buscar alguma alternativas e conhecer novos vinhos. E foi assim que cheguei ao espumante De Perrière Blanc de Blancs Brut.


O espumante é produzido pela Boisset La Famille Des Grands Vins, fundada por Jean-Claude Boisset em 1961 em Gevrey-Chambertin, como uma empresa familiar mas que hoje se tornou um nome internacional, invocando os fortes valores de suas origens Borgonha. Eles foram uma das primeiras casas a produzir Crémant de Bourgogne e possuem muita experiência no cultivo e vinificação da uva Chardonnay. Ao longo do tempo outras regiões e AOC foram incorporadas.

Sobre o De Perrière Blanc de Blancs Brut, podemos ainda acrescentar que o espumante foi produzido com as uvas Chardonnay, Ugni Blanc e Colombard pelo método tradicional, onde a segunda fermentação ocorre em garrafa. Vamos as impressões?

Na taça o vinho espumante apresentou uma bonita coloração amarelo palha com reflexos dourados, bom brilho e limpidez. Perlage com formação persistente com borbulhas bem pequeninas e em grande quantidade.

No nariz o vinho espumante apresentou aromas de frutos cítricos, frutos tropicais, flores brancas, fermento e panificação além de alguma lembrança de mel. 

Na boca o vinho espumante se mostrou gordo, untuoso, cremoso e extremamente fresco. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso. 

Um delicioso vinho espumante francês que embora não seja seu primo rico (Champagne) mostrou muita qualidade e vai bem tanto sozinho num bom bate papo como com alguns queijos e entradas a base de frutos do mar. Eu recomendo a prova. Mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Thursday, January 28, 2016

La Vieille Ferme Rouge 2014

Complementando o post anterior, ter a oportunidade de passar por tamanha experiência sensorial com o jantar no Provence Cottage & Bistrô (relembrem aqui) realmente necessitava de um bom acompanhamento. E olha só que barato, a carta de vinhos do restaurante é escrita a mão e num moleskine. É muito mimo. Depois de pensar muito sobre o assunto optei pelo La Vieille Ferme Rouge 2014, pensando num bom coringa para acompanhar os pratos até então desconhecidos. Olha, acho que eu acertei em cheio.


La Vieille Ferme tem sido popular entre os amantes do vinho há mais de 40 anos. Produzido em uma região tranquila e ensolarada do Sul do Rhône, na França, cada vinhedo é uma expressão de seu terroir: o vinhedo localizado em Côtes du Ventoux traz elegância e estrutura para os vinhos tintos e rosados; a altitude do vinhedo localizado em Côtes du Luberon traz frescor e delicadeza aos brancos. La Vieille Ferme é feita com grande cuidado e integridade pela Família Perrin, proprietários de Chateau de Beaucastel. Os maiores críticos de vinho de todo o mundo têm elogiado os produtores deste vinho por a sua qualidade irrepreensível, que alcançou reconhecimento internacional. O notável prestígio adquirido ao longo dos anos pela família Perrin garante sua presença entre o PFV (“Primum Familiae Vini”), associação formada por 11 dos maiores produtores de vinho do mundo, dentre eles Château Mouton-Rotschild, Vega Sicilia e Hugel & Fils, produtor da Alsace. A Perrin & Fils hoje é gerenciada por 6 membros da família Perrin da 5ª e 6ª gerações. Usando as mesmas técnicas empregadas no Château de Beaucastel, a família Perrin ter acrescentado algumas denominações interessantes em sua já impressionante lista de vinhos.

Sobre o La Vieille Ferme Rouge 2014, podemos acrescentar que é feito a partir das castas típicas da região do Rhone, a saber: Carignan, Cinsault, Grenache e Syrah. O vinho é então fermentado em cubas de cimento de 150 e 300 hectolitros. Depois da fermentação o vinho é mantido em ambas as cubas e grandes barris de carvalho por dez meses, em seguida, engarrafado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de média para grande intensidade, algum brilho e limpidez. Vale ressaltar que devido a iluminação mais aconchegante, intimista, esta avaliação ficou um pouco difícil.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas frescas, especiarias, baunilha e algo de tostado ao fundo.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom exemplar de vinho francês da região do Rhône, que mostrou seu potencial e frescor, escoltando bem todos os pratos do jantar. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Friday, January 15, 2016

Virando o ano com Champagne Lacombe Grande Cuvée Brut!

E foi assim que mais um ano se passou e cá estamos em 2016. O final de ano foi bem complicado, com muitos desafios no lado profissional. Mas, conseguimos sobreviver e agora, com certo atraso venho falar do espumante com o qual brindamos a virada do ano de 2015 para 2016. E olha que foi dia de Champagne, bebe! Passamos muito bem com o Champagne Lacombe Grande Cuvée Brut.


Este Champagne, como o próprio nome já denuncia, é produzido pela Maison Georges Lacombe, cuja história se confunde com a do próprio fundador, Georges Lacombe. Foi no final de sua adolescência, quando criou e passou a editar a revista “O Eclético” (tradução livre do francês), que ele começou a se apaixonar por vinho. Casou-se e, então, voltou às terras de sua família, nas proximidades de Cahors, onde começou a cultivar algumas vinhas. Mas foi chegar à Champagne somente depois do casamento de sua filha, em 1989, com um enólogo da prestigiada região de espumantes. O pequeno vinhedo que comprou foi se estendendo e, hoje, depois de conquistar tamanha reputação, já soma 12 hectares, a maioria localizada no Vale do Marne.

Sobre o Champagne Lacombe Grande Cuvée Brut, podemos ainda acrescentar que é um corte a partir das 3 uvas comumente usadas em Champagne: Pinot noir (35%), Pinot Meunier (30%) e Chardonnay (35%). É utilizado 75% de vinho base do ano de colheita do engarrafamento mais 25% de vinhos base considerados "reservas" de safras anteriores. Passa de 24 a 36 meses em contato com as leveduras, na garrafa. Vamos as impressões?

Na taça o Champagne apresentou uma bonita coloração dourada brilhante e límpida. Boa formação de uma fina perlage, bastante persistente e "barulhenta". 

No nariz o Champagne apresentou aromas de frutos tropicais e cítricos, pão, floral e algo de manteiga. 

Na boca o Champagne se mostrou muito cremoso e fresco, muito equilibrado. O retrogosto confirmou o olfato e o final era de longa duração.

A cada dia que passa e com o aumento da "litragem" com relação aos Champagnes, posso dizer que me torno mais e mais fã desta bebida. Este foi provado no dia primeiro de janeiro, pós virada de ano e arrebentou na mesa. Se você é também fã desta bebida, não deixe de provar este. Eu recomendo.

Até o próximo!

Monday, November 30, 2015

Domaine Chatelain Pouilly-Fumé Harmonie 2013

Pouilly-Fumé pode ser considerada umas das mais famosas apelações de vinhos brancos quando falamos de França, e por que não, do mundo. Seus vinhos feitos a base da uva Sauvignon Blanc atingem insuperável complexidade e harmonia. Está localizada a margem direita do Vale do Loire na região centro-norte da França. Como curiosidade, o nome "Fumé" parece derivar do aspecto da uva quando mais madura, que acaba sendo envolvida por uma "flor"de aspecto acinzentado como também aos aromas esfumaçados que comumente são encontrados em vinhos da região.


Já o produtor deste vinho, o Domaine Chatelain, podemos acrescentar que o mesmo foi fundado em 1630 e que continua nas mãos da família, 12 gerações depois. A propriedade conta hoje com 30 hectares de vinhas de Pouilly Fumé AOC, repartidas em 6 dos 7 municípios da denominação, a saber: Tracy-sur-Loire - Pouilly-sur-Loire - Mesves-sur-Loire - Saint-Andelain - Saint-Laurent l'Abbaye - Saint-Martin-sur-Nohain. Esta geografia particular e parcelar cobre praticamente todos os diversos terroirs da AOC, gerando uma grande liberdade de criação e escolhas com o intuito de propor um vinho trabalhado, equilibrado e muito característico.

Finalmente, falemos agora do Domaine Chatelain Pouilly-Fumé Harmonie 2013. Como já dito anteriormente é um vinho feito 100% com uvas Sauvignon Blanc oriundas de vinhas com idades entre 20 e 30 anos. É vinificado em cubas de inox a temperaturas controladas e depois é engarrafado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração amarelo palha com reflexos dourados, muito brilhante e bastante límpido.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas cítricas, flores brancas e muita mineralidade. Leve toque herbáceo ao fundo.

Na boca o vinho mostrou corpo médio com um pé no untuoso com uma acidez deliciosa e salivante. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um belo vinho do Loire sem dúvidas, cai bem com o clima quente que temos por aqui e com comidas mais leves, principalmente a base de frutos do mar. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!