quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

La Vieille Ferme Rouge 2014

Complementando o post anterior, ter a oportunidade de passar por tamanha experiência sensorial com o jantar no Provence Cottage & Bistrô (relembrem aqui) realmente necessitava de um bom acompanhamento. E olha só que barato, a carta de vinhos do restaurante é escrita a mão e num moleskine. É muito mimo. Depois de pensar muito sobre o assunto optei pelo La Vieille Ferme Rouge 2014, pensando num bom coringa para acompanhar os pratos até então desconhecidos. Olha, acho que eu acertei em cheio.


La Vieille Ferme tem sido popular entre os amantes do vinho há mais de 40 anos. Produzido em uma região tranquila e ensolarada do Sul do Rhône, na França, cada vinhedo é uma expressão de seu terroir: o vinhedo localizado em Côtes du Ventoux traz elegância e estrutura para os vinhos tintos e rosados; a altitude do vinhedo localizado em Côtes du Luberon traz frescor e delicadeza aos brancos. La Vieille Ferme é feita com grande cuidado e integridade pela Família Perrin, proprietários de Chateau de Beaucastel. Os maiores críticos de vinho de todo o mundo têm elogiado os produtores deste vinho por a sua qualidade irrepreensível, que alcançou reconhecimento internacional. O notável prestígio adquirido ao longo dos anos pela família Perrin garante sua presença entre o PFV (“Primum Familiae Vini”), associação formada por 11 dos maiores produtores de vinho do mundo, dentre eles Château Mouton-Rotschild, Vega Sicilia e Hugel & Fils, produtor da Alsace. A Perrin & Fils hoje é gerenciada por 6 membros da família Perrin da 5ª e 6ª gerações. Usando as mesmas técnicas empregadas no Château de Beaucastel, a família Perrin ter acrescentado algumas denominações interessantes em sua já impressionante lista de vinhos.

Sobre o La Vieille Ferme Rouge 2014, podemos acrescentar que é feito a partir das castas típicas da região do Rhone, a saber: Carignan, Cinsault, Grenache e Syrah. O vinho é então fermentado em cubas de cimento de 150 e 300 hectolitros. Depois da fermentação o vinho é mantido em ambas as cubas e grandes barris de carvalho por dez meses, em seguida, engarrafado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de média para grande intensidade, algum brilho e limpidez. Vale ressaltar que devido a iluminação mais aconchegante, intimista, esta avaliação ficou um pouco difícil.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas frescas, especiarias, baunilha e algo de tostado ao fundo.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom exemplar de vinho francês da região do Rhône, que mostrou seu potencial e frescor, escoltando bem todos os pratos do jantar. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Nenhum comentário:

Postar um comentário