quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Van Zellers 2014: Mais uma boa expressão do Alentejo disponível !

Nem vou mais ficar fazendo ode e apologias aos meus queridos vinhos portugas, afinal quem me segue ou lê alguma coisa do que eu escrevo por aqui já percebeu isso de tempos. Então, hoje trago mais uma boa opção de vinho português por aqui, direto do Alentejo, o Van Zellers Tinto Regional Alentejano 2014.


O vinho é produzido pela Van Zellers & Co, que foi originalmente estabelecida em 1780 como uma empresa exportadora de Vinho de Porto pela primeira geração dos Van Zellers portugueses. Uma das maiores companhias dessa época, viria a ser vendida a outra casa em meados do século XIX. A família Van Zeller readquiriu-a, por incorporação na Quinta do Noval em meados de 1930 - a Quinta do Noval era então propriedade de Luís de Vasconcellos Porto, cuja filha e herdeira, Rita de Vasconcellos Porto, casara recentemente com Cristiano Van Zeller, descendente direto em linha primogênita do fundador. Em 1993 a Van Zellers & Co. foi vendida pela família junto com a Quinta do Noval, entrando num período de dormência, durante o qual não teve nem atividade comercial. Em 2006, Cristiano Van Zeller readquiriu finalmente a companhia e as suas marcas. Nesse mesmo ano iniciou a produção de vinhos Douro DOC sob as marcas "VZ" e "Van Zellers" e em 2009 relançou os vinhos do Porto Van Zellers, abrindo assim um novo capítulo da história desta companhia já bicentenária. Atualmente a vinícola conta também com incursões em outras regiões de Portugal, tais como o Alentejo já citado aqui, além de experiências internacionais,

Sobre o Van Zellers Tinto Regional Alentejano 2014 podemos acrescentar que é um corte das seguintes uvas: Trincadeira, Syrah, Alicante Bouschet e Touriga Nacional. Além disso, passa por envelhecimento em barricas de carvalho Francês de 2º, 3º e 4º usos durante 17 meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita e brilhante coloração violácea de média para grande intensidade com boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também compunham o conjunto visual.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos vermelhos e escuros muito maduros, especiarias doces e florais.

Na boca o vinho se mostrou de médio corpo com excelente acidez e taninos sedosos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais um belo portuga degustado por aqui, sempre agradável. Eu beberia este vinho por si só, sem acompanhamentos. Mas acho que pratos a base de carnes mais suaves e não muito temperadas, massas mais simples e claro, uma boa pizza, seriam boas companhias. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

4 comentários:

  1. Caro,
    Douro ou Alentejo? O título fala em Alentejo, o rótulo também, mas você cita Douro várias vezes, inclusive no nome do vinho no texto. Talvez a confusão seja por que este vinho é uma grande novidade, pois Cristiano Van Zeller é conhecido por seus vinhos no Douro, não no Alentejo. Se bem que está agora fazendo também umas incursões pela Espanha. Talvez vire um Telmo Rodriguez um dia.
    Sds,
    Leonel

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    1. Caro Leonel,

      Obrigado pelo comentário. Você tem toda razão. Comi bola feio mesmo. Mas é Alentejo mesmo. Vou corrigir o texto.

      Obrigado pelo toque.

      Abraços

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  2. Victor, tomei os dois (alantejano e douro, 2014). O Alantejano é meu preferido. $63 reais do alantejo contra $90 do douro e fantasticamente bom (alantejo).

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    1. Johr, eu ainda acho que em questão de custo benefício os Alentejanos quebram a banca no mercado nacional.
      Abração

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