quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Como os incêndios na Califórnia afetarão a safra 2017?

Depois de um período ausente em virtude das merecidas férias, nós do Balaio do Victor estamos por aqui para anunciar que voltamos com as energias recarregadas e com muito pique para compartilhas nossos textos com vocês. E já começamos com um assunto bem triste para nós que amamos o vinho: os incêndios que atingiram vinhedos e vinícolas na Califórnia. Eu sei que você, caríssimo leitor muito bem informado, vai falar que também houveram casos semelhantes em Portugal mas, como eu consegui um pouco mais de informações sobre a Califórnia, eis que aqui estamos.


À medida que os incêndios florestais atravessaram Napa, Sonoma, Carneros, Mendocino e além, os vinicultores avaliam seus vinhos jovens e as uvas que ainda estão sendo colhidas. A colheita do norte da Califórnia já estava paralisada quando os incêndios floresciam em partes dos condados de Sonoma, Napa e Mendocino, obrigando os vinicultores e os moradores a fugir. Com as equipes de bombeiros ainda lutando contra as chamas e muitas áreas sob evacuação obrigatória, os vinicultores estão enfrentando desafios, pois tentam terminar o que uma vez parecia uma colheita relativamente fácil.

Quando os incêndios chegaram, os vinicultores colheram a maioria das suas uvas. Estimativas mostram que cerca de 90% das vinhas da região do condado de Sonoma foram colhidas. O Napa Valley Vintners relatou quadro semelhante enquanto o Mendocino WineGrowers estima que a maioria das uvas brancas e 75 por cento das uvas tintas da região também o estavam. A safra de 2017 foi quente e seca e os viticultores parecem muito satisfeitos com a qualidade dos vinhos nos tanques agora. Isso permitiu uma colheita precoce. Mas os vinicultores relatam que ainda há Cabernet Sauvignon e outras uvas tardias que aguardam nas videiras. Agora eles estão lutando para escolher a última das suas uvas e fermentar os vinhos enquanto lidam com evacuações, perdas de energia, fechamentos de estradas e nuvens grossas de fumaça.

Aqueles que conseguiram escolher suas uvas estão enfrentando outros desafios. Como muitos tiveram que evacuar e acabaram por perder suas casas, muitas vinícolas estão trabalhando com equipes mínimas no momento. As quedas de energia também estão criando problemas para os vinhos que fermentam em tanques uma vez que a maioria dos vinicultores tenta manter suas fermentações de vinho tinto entre 70 ° a 85 ° F e vinhos brancos entre 45 ° a 60 ° F. Se a temperatura estiver muito alta, os vinhos podem apresentar aromas e sabores cozidos ou as leveduras podem morrer antes de completar a fermentação. A utilização de gelo seco tem sido uma solução. 

Além de ser um perigo para a saúde, a fumaça grossa tem alarmado alguns viticultores. O resíduo de fumo contém altas concentrações de fenóis voláteis, como guaiacol e eugenol, que podem se acumular nas peles das uvas e podem ser liberados para os vinhos durante a fermentação. Amostras tem sido enviadas para ETS Laboratories, o principal pesquisador das vinícolas da Califórnia, mas a empresa está atualmente sobrecarregada. Como cerca de 15 por cento das uvas ainda precisam ser colhidas, o laboratório tem avaliado cada vinhedo individualmente e notificado seus clientes dos riscos. É difícil de prever o que os fumos e seus compostos podem causar e isso só se torna problemático em níveis elevados. Mas o futuro do vinho da Califórnia do Norte ainda é desconhecido. Maiores informações podem ser encontradas em www.winespectator.com .

Até o próximo!

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Divulgação: Capital paulista recebe Road Show Inovini 2017

Entre os dias 02 e 06 de outubro, a importadora Inovini realiza o Road Show Inovini - evento que segue sua segunda edição esse ano (a primeira contemplando) algumas cidades do interior paulista. Para a segunda edição 2017, as cidades escolhidas foram Vinhedo (SP), Santos (SP), São Paulo (capital), Anápolis (GO) e Brasília.



Em contramão aos megaeventos do setor, a Inovini aposta mais uma vez nos encontros mais intimistas. Uma ótima oportunidade para que parceiros de negócios e consumidores finais conheçam os produtos importados pela empresa, degustem e façam networking com os representantes das vinícolas, além de encontrarem vinhos com preços e condições especiais. Tudo em formato de bate papos e degustações descontraídas e assertivas tendo como mote um dos temas mais especiais do mercado: o mundo dos vinhos.

A vinícola portuguesa Herdade do Perdigão, da região do Alentejo, será um dos grandes destaques e lançamentos durante os cinco dias de evento. Ao lado de vinícolas conceituadas, como a Los Vascos (Chile); González Byass (Espanha); Doña Paula (Argentina), Undurraga (Chile), Hardy´s (Austrália); Kumala (África do Sul), Barone Ricasoli (Itália) e Nino Franco (Itália). “O Road Show já virou um marco para o setor de vinhos. A cada edição temos a preocupação de selecionar cidades importantes e que muitas vezes estão fora do eixo dos destinos de eventos do mercado de vinhos. Estamos felizes por sermos pioneiros nesse novo formato de evento, escolhendo regiões pouco exploradas e com um grande potencial de negócios”, diz a gerente de marketing da Inovini, Rita Ibanez. Degustações comentadas com representantes de vinícolas e lançamentos do portfólio da importadora também são alguns dos destaques. 

Serviço:

Data: 04 de outubro
Cidade: São Paulo, SP
Local: Jd. Aurélia - Rua Tabapuã, 838.
Horário: 18h às 22h
Preço: Antecipado R$ 120,00. Crédito de R$ 100,00 em compras no dia do evento. Crédito não cumulativo.
Onde comprar: Para participar adquira seu convite no Hortisabor.
Telefone para informações: (11) 2307-2000

Até o próximo!

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Tellus Syrah 2015

O vínculo entre a Família Cotarella e o mundo do vinho tem sua origem nos anos sessenta, quando Antonio e Domenico Cotarella, produtores em Monterubiaglio, fizeram a primeira adega para produzir seu próprio vinho. Os irmãos Renzo e Riccardo Cotarella, ambos vinicultores cresceram em uma terra de longas tradições vinícolas, impulsionada pela paixão de seu pai Domenico, fundando em 1979 a atual Vinícola Falesco, produtora do vinho de hoje, transformando o que era um pequeno negócio familiar em uma empresa de sucesso. Os investimentos feitos desde então, sem dúvida, têm sido de grande importância, mas hoje, após mais de trinta anos, pode ser considerado amplamente recompensado, especialmente em termos afetivos. Na empresa familiar, de fato, atualmente trabalham suas filhas Dominga, Marta e Enrica, com o mesmo entusiasmo e envolvimento de seus pais. A quarta geração de netos, então, sugere um futuro tão importante quanto, para a marca Falesco.


Falando agora sobre o Tellus Syrah 2015, podemos dizer que é um vinho feito com 100% de uvas Syrah de vinhedos localizados no Lazio a 300 metros de altitude, com posterior amadurecimento de 5 meses em carvalho francês de segundo uso. Como curiosidade, podemos ainda citar que Tellus é a deusa romana da terra. A garrafa do vinho, inspirada nas antigas garrafas do império romano, é diferente e chama a atenção por ser mais baixa e bojudinha que as convencionais e seu rótulo criado em 2009, é o quarto ganhador de um concurso com artistas no Castel Sant’Angelo, em Roma, para a criação da nova imagem do produto. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam presentes. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos bem maduros, especiarias, baunilha e leve lembrança de tostado.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um ótimo vinho italiano provado por aqui que tende a agradar os mais variados paladares. Eu recomendo a prova. Este vinho é trazido pela Winebrands e vale o quanto custa. 

Até o próximo!

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Angel Cabernet Sauvignon 2013

A Angelus Estate, produtora do vinho de hoje, está localizada perto da barragem de Zhrebchevo, em Nova Zagora, na Bulgária. Possui 106,5 ha de vinhas que incluem as seguintes variedades: Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Syrah, Petit Verdot, Chardonnay, Sauvignon Blanc, Traminer e Viognier. A sala de fermentação está sob o solo, com escotilhas de acesso no chão. Desse modo, as uvas chegam aos tanques de fermentação usando apenas gravidade.Existem duas caves para envelhecimento de vinhos em barricas tonéis e com níveis controlados por temperatura. Tudo isso resulta em alguns dos mais emblemáticos vinhos oriundos deste país do leste europeu.


Falando agora do Angel Cabernet Sauvignon 2013, podemos ainda acrescentar que o vinho é produzido a partir de uvas 100% Cabernet Sauvignon com amadurecimento de alguns meses em barricas de carvalho. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e com alguma cor também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, especiarias, chocolate e algo de tostado. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio a encorpado, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais uma boa opção de vinho búlgaro que tivemos o prazer de provar por aqui. Mais um vinho apresentado pelo clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Enobrasil 2017: O vinho nacional que surpreende

Como eu já disse a alguns posts atrás, o mercado de vinhos nacionais tem evoluído com uma velocidade muito interessante, transformando regiões até então impensáveis em produtores de vinho. Reforçando o que eu disse por lá, deixemos de lado ainda o termo terroir, empregado a locais "seculares" e que possuem toda uma cultura ancestral quando falamos de cultivo de uvas e produção de vinhos, coisa que o Brasil ainda não tem a curto e médio prazo. E não existe uma maneira melhor de ter contato com este "novo" mercado nacional de vinhos do que um evento como o Enobrasil 2017 que ocorreu no último mês de agosto e que tive a oportunidade de visitar.

A sommelière Mikaela Paim que dentre outras atividades, é sommelière desde 2007, Presidente da Confraria Vinhos do Brasil, colaboradora da Osteria Generale há 15 anos e ainda trabalha com consultorias e Eventos Enogastronômicos além de guiar grupos de viagens enoturísticas com a Agência Stell Tour Turismo, acerta novamente em trazer a um mesmo espaço produtores nacionais de vinhos, queijos, azeites e outros alimentos/bebidas que vem surgindo por todos os cantos do nosso país. Para se ter como base, tivemos vinhos que vinham do Sul (Rio Grande do Sul e Santa Catarina), Nordeste (Pernambuco), Sudeste (São Paulo e Minas Gerais) e por ai vai. E esse foi o mote do evento: a diversidade de produtos e regiões que o país produz e que ainda não temos acesso.


Mantendo o padrão que tenho aplicado por aqui, pretendo apontar vinhos e vinícolas que mais me surpreenderam durante o evento (afinal, somos um blog de vinhos). O maior exemplo que tive neste evento foi uma pequena vinícola do interior de São Paulo (mais especificamente de Amparo), a Vinícola Terrassos. O surgimento deste empreendimento em solos paulistas se deu em 2003 com o início da plantação das vinhas (cerca de 20 variedades viníferas foram testadas) e as primeiras garrafas começaram a sair em 2010. Existe ainda o curioso uso da casta Máximo, desenvolvida em solos paulistas pelo cruzamento de uvas Seibel 11342 e Syrah. O vinho apresentado, um blend de Syrah e Máximo, se mostrou rústico e instigante, com aromas de frutos vermelhos e especiarias, além de um certo toque terroso. Em boca corpo médio e taninos marcados. Pareceu bem gastronômico. 


Outro destaque positivo vem do nordeste com a Vinícola Rio Sol e o seu Rio Sal Gran Reserva Alicante Bouschet (não poderia ser diferente, afinal a empresa pertence a Global Wines, com sede na região do Dão, em Portugal, e usar uma casta portuguesa faz sentido aqui, dadas as devidas ponderações). O vinho resultante é de médio corpo, boa acidez e taninos macios. Aromas de frutos vermelhos, especiarias, flores, chocolate e algo de tabaco. Tende a agradar paladares diversos.


Por fim, do Rio Grande do Sul (Campanha Gaúcha) vem o Cordilheira de Sant'Ana Tannat 2005. A vinícola homônima (Cordilheira de Sant'Ana) está localizada numa mesma latitude de grande áreas vinícolas de nossos hermanos mais reconhecidos mundialmente, o que já dá uma dica de que coisas boas podem vir daqui. Foi fundada em 1999 e os proprietários são o casal de enólogos Rosana Wagner e Gladistão Omizzolo. O vinho é muito escuro e denso, mesmo com tanto tempo em garrafa. Trouxe aromas de frutos escuros em compota, especiarias, flores, cacau e toques de minerais e animais. Em boca é encorpado com taninos domados e acidez na medida. Evoluído e elegante, um vinho que empolga.

E como era de se esperar, o Enobrasil 2017 cumpriu seu papel de forma magistral, apresentando o consumidor brasileiro aos produtos disponíveis em seu próprio país e que devem ser consumidos por aqui. Incrível é quebrar paradigmas e verificar que o Brasil pode sim fazer bons vinhos, em diversas regiões do país, e que pode sim competir com alguns de nossos vizinhos. O evento tende a crescer de tamanho e "conteúdo" já para o próximo ano, segundo a Mikaela. É o que nós esperamos. Vale a pena esperar até lá.

Até o próximo!

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Beau-Séant Merlot 2008

O vinho de hoje é produzido pela Stambolovo Winery, situada no sul da Bulgária, em estreita proximidade com as fronteiras com a Grécia e a Turquia. A região é de importância geográfica chave. O caminho mais curto da Europa para a Ásia e Ásia Menor passa por estas terras. Muito provavelmente esta foi a via pela qual as primeiras videiras foram trazidas para o que é hoje o território da Bulgária. Esse fato se deve, em grande certeza determinar a região como um dos primeiros centros de vinificação na Europa. Com uma história de quase 80 anos de atividade, atualmente a vinícola está entre os principais produtores de vinho na Bulgária. Devido às características benéficas climáticas e terroir da região, bem como a qualidade e tradição comprovada, hoje a marca Stambolovo é considerado pela maioria dos profissionais de negócios do mundo do vinho como a vinícola com os melhores, de maior qualidade e mais típicos vinhos Merlot na Bulgária.


Falando sobre o Beau-Séant Merlot 2008, podemos dizer que este vinho faz parte de uma coleção especial de vinhos, produzidos e engarrafados mediante marcação e licença sob o controle da Ordo Supremus Militaris Templi Hierosolymitani - Magnus Prioratus Magistralis Bulgariae, a ordem dos Templários, ordem militar de monges guerreiros foi fundada sob o nome de Os Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, posteriormente conhecida com o nome atual, Ordem dos Templários, cujo lema era: Non Nobis Domine, Non Nobis, Sed Nomini Tuo Da Gloriam (Não para nós, Senhor, não para nós, mas para o seu nome dar glória). 

Passando aos detalhes viticulturais do vinho, acrescentamos que o vinho é feito com uvas Merlot de uma microrregião controlada no sul da Bulgária, com amadurecimento em carvalho e posterior envelhecimento em garrafa, para liberação ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores também faziam parte do aspecto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, especiarias doces, chocolate amargo e leve toque de tabaco.
Na boca o vinho apresentou corpo médio, acidez na medida e taninos fininhos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais um belo vinho que foi apresentado pelo Winelands Clube do Vinho, o clube que eu assino e recomendo. E mais vindo das terras de meus antepassados, alimentando minha vontade de um dia passar por lá e verificar tudo isso e muito mais in loco.

Até o próximo.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Comenda Grande Tinto 2014

A exploração agrícola da Comenda Grande, produtora do vinho de hoje, foi iniciada por Maria José de Almeida Margiochi, neta de José Maria Eugênio de Almeida (hoje Fundação Eugênio de Almeida). Herdada pela senhora D. Maria Madalena de Noronha e seu marido D. João de Noronha, esta exploração agrícola de referência da casa Margiochi é hoje continuada por sua filha Maria de Lourdes S.A. de Noronha Lopes, pelo seu marido Eng. António Lopes e pelos filhos, compreendendo uma área de 750 hectares. Na vinha instalada, em que cerca de 36 hectares são castas tintas e 7 hectares castas brancas, privilegiaram-se as castas mais marcantes do Alentejo – Trincadeira e Aragonez nas tintas e Arinto e Antão Vaz nos brancos mas existem outras tais como Alfrocheiro, Tinta Caiada, Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon, Touriga Nacional, Syrah e Baga nas tintas, bem como Verdelho, Sauvignon Blanc e Roupeiro nas brancas. A Comenda Grande está sediada em Arraiolos, Alentejo, Portugal.


Falando sobre o Comenda Grande Tinto 2014 especificamente, podemos acrescentar que é um vinho feito a partir de um corte das uvas Aragonez, Alicante Bouschet e Trincadeira complementadas por Syrah, Tinta Caiada, Alfrocheiro e Cabernet Sauvignon. Após a fermentação o vinho passa por amadurecimento de 12 meses em barricas de carvalho francês e envelhecimento em garrafa de 6 meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com ligeiro halo granada, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também faziam parte do conjunto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias doces, baunilha e flores.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, acidez na medida e taninos macios e redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um bom vinho português degustado e aprovado por aqui que vale a prova, eu recomendo.

Até o próximo!

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Visitando a Vinícola Guaspari em SP

Eu confesso que sempre fui muito cético com vinhos nacionais, embora tenho visto uma boa evolução nos últimos anos, principalmente no tocante ao uso do termo terroir único e coisas correlatas. Afinal, mundo a fora, o termo terroir é empregado a locais "seculares" e que possuem toda uma cultura ancestral quando falamos de cultivo de uvas e produção de vinhos, coisa que o Brasil ainda não tem a curto e médio prazo. De qualquer forma, a descoberta de novas regiões produtoras de vinho de qualidade aqui no Brasil tem despertado atenção e portanto eu, como apreciador da bebida de Bacco, quis conhecer mais sobre o assunto. E em mais um "capítulo" da viagem enoturística adquirida junto a Stelltour Viagens, uma agência de viagens que tem como mote viagens com destinos relacionados ao vinho, fomos brindados com a visita a uma das vinícolas que muito tem se falado aqui no Brasil e também em alguns lugares do mundo, a Vinícola Guaspari.



A menos de 200 km de São Paulo encontramos a cidade de Espírito Santo do Pinhal, que possui aproximadamente 50.000 habitantes, onde está localizada a Vinícola Guaspari, uma das mais belas e premiadas vinícolas nacionais. O início da vinícola se deu em 2001, pelo menos conceitualmente, com a chegada de uma família muito ligada ao campo a esta região tradicionalmente cafeeira e identifica condições muito favoráveis à viticultura e depois fisicamente falando, com a aquisição de uma antiga propriedade, já em 2002. A altitude, clima seco, amplitude térmica elevada principalmente na época da colheita e demais característica do local foram o chamariz.




Na companhia de uma enólogo da casa, o passeio se inicia em frente a um imponente logo da empresa e segue até os vinhedos, que aprendemos mais tarde terem sido plantados em meados de 2006 com algumas mudas importadas da França, e que para obter-se o vinho ali, o sistema de dupla poda foi empregado, criando o que chamamos de "colheita de inverno". O termo "terroir de inverno" surge novamente. Aqui descobrimos que cerca de 80 ha da propriedade estão cobertas com vinhas, dentre as quais encontramos Sauvignon Blanc, Syrah, Cabernet Franc e Sauvignon, entre outras. Continuamos então a visita ao restante da vinícola, do recebimento das uvas a parte produtiva, tanques, engarrafamento, caves de envelhecimento em barricas e em garrafa até o derradeiro final na sala de degustação. Tudo com muita tecnologia empregada, afinal o investimento feito ali passa da casa do milhão de reais. Além disso, descobrimos também que a vinícola conta ainda com o enólogo-residente chileno Cristian Sepúlveda e consultoria do americano Gustavo González, que são quem assinam os rótulos. Além do visual acachapante da vinícola e da região, a hora mais esperada é a da degustação, e como de praxe por aqui, iremos destacar dois vinhos para vosso deleite.


O primeiro vinho a destacarmos aqui é o Sauvignon Blanc Vale da Pedra 2015, um vinho que apesar de ser feito com uvas 100% Sauvignon Blanc, passa por um "blend" onde parte da fermentação foi realizada em tanques de inox e tanques de concreto em formato de ovo de concreto (tecnologia que proporciona a micro-oxigenação e uma fermentação mais delicada) e a a outra parte do vinho estagiou em barrica de carvalho francês de 600 litros. Após 12 meses, fez-se uma assemblage do tanque com a barrica. Como resultado temos um vinho de coloração amarelo palha bem clarinha com alguns reflexos dourados. No nariz aromas de frutos cítricos e tropicais, aspargos e uma leve lembrança floral. Na boca apresentou corpo leve para médio, acidez na medida e retrogosto marcado pelo cítrico, mas que confirma o olfato. Um bom vinho, mais equilibrado que muitos chilenos disponíveis por aqui. 


O segundo vinho foi o Syrah Vista da Serra 2014, considerado um dos ícones da vinícola. Como o próprio nome já diz, o vinho é feito com uvas 100% Syrah da parcela que dá nome ao vinho, "Vista da Serra", com amadurecimento de 20 meses em barricas de carvalho francês. Como resultado, observamos um vinho de coloração violácea profunda, escura, com algum brilho e limpidez. No nariz o vinho apresentou aromas de frutos negros em compota, especiarias, chocolate e algo que lembrava eucalipto. Em boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso. Excelente vinho, bate de frente com a maioria de seus "concorrentes" chilenos e argentinos.



Incrível é quebrar paradigmas e verificar que o Brasil pode sim fazer bons vinhos, em diversas regiões do país, e que pode sim competir com alguns de nossos vizinhos. Tudo isso numa paisagem incrível e com muita organização, investimento e coisa e tal. O grande questionamento que eu deixo aqui é que, dadas todas as variáveis envolvidas no processo produtivo e de vendas de vinho (como a de taxação e impostos, a mais sensível no mercado nacional), o preço aplicado aos vinhos nacionais não me parecem compatíveis com o que o mercado consumidor está disposto a pagar, nem tem condições para tal. Gostaria de saber a opinião de vocês.

Conforme eu havia dito anteriormente, esta visita foi parte de um pacote de viagem enoturística preparada e apresentada pela Stelltour Viagens, uma agência de viagens que tem como mote viagens com destinos relacionados ao vinho. Atualmente a agência tem criado pacotes relacionados ao mundo do vinho no Brasil em conjunto com a sommeliére Mikaela Paim, que dentre outras atividades, podemos citar que é sommelière desde 2007, Presidente da Confraria Vinhos do Brasil, colaboradora da Osteria Generale há 15 anos e ainda trabalha com consultorias e Eventos Enogastronômicos. Eu recomendo tanto a visita como os pacotes de viagens da agência.

Até o próximo!

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

La Conreria Priorat 2010

La Conreria d'Scala Dei, produtora do vinho de hoje, nasce da vontade e do entusiasmo de um grupo de pessoas historicamente ligadas ao Priorat, com o desejo de compartilhar com o mundo os vinhos magníficos que são feitos nesta terra. O nome da adega contém em si uma história e um legado que nos levam a conhecer uma antiga tradição. Situada na antiga vila de Scala Dei, à direita do belo Montsant (montanha santa) e ao lado do mosteiro do século 12, Cartoixa d' Scala-Dei, é hoje o símbolo da região de Priorat. Da antiga propriedade da família Rialp, houve a modernização de suas instalações para fazer os vinhos e compartilhar o legado histórico desta terra e suas pessoas nos magníficos arredores de Scala dei e Priorat e com seus visitantes. Com uma cuidadosa seleção de videiras e clusters, dos 265 hectares arrendados e de propriedade, e com todo esforço por trás de cada uma das 85.000 garrafas que são produzidas anualmente, esses vinhos se tornam realidade com a marca peculiar de El Priorat.


Sobre o La Conreria Priorat 2010, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir das castas Garnacha, Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah e Cariñena com fermentação malolática acontecendo em barrica onde permanece para amadurecimento sobre as leveduras por aproximadamente 3 meses. Após, o vinho ainda envelhece 4 meses em garrafa antes de ser liberado para o mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e praticamente incolores também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, eucalipto, especiarias, ervas, tabaco e algo de café com leite.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um excelente vinho espanhol provado por aqui. elegante, complexo e que evolui com o tempo em taça. Creio estar em seu ápice. Eu recomendo a prova.

Até o próximo.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Quinta de Camarate Tinto 2014

Falar da José Maria da Fonseca, produtora do vinho de hoje, é um tanto quanto difícil dado seu tamanho, importância e história no mundo do vinho de Portugal. Para se ter uma ideia, a empresa foi fundada em 1834 e a sua marca mais famosa de vinhos, a Periquita, lançada ainda em 1850. Nem mesmo a morte do fundador, o Sr. José Maria da Fonseca ainda em 1884, fez com que seu legado se perdesse e a família assumiu a empresa, desde então. A partir daí, diversas novas marcas e produtos foram lançados tanto no mercado português como também nos mercados internacionais (o Brasil incluído). Hoje é um dos líderes nas áreas da produção e comercialização de vinhos de mesa e generosos, encontrando-se as suas marcas presentes em mais de 70 países, possuindo mais de 30 marcas, distribuídas por vinhos de mesa, generosos e licorosos, e por cinco regiões: Península de Setúbal, Alentejo, Douro, Dão e Vinhos Verdes.


Situada em Azeitão, perto de Setúbal, a Quinta de Camarate foi adquirida por Antonio Soares Franco Jr. em 1914 e é hoje propriedade dos irmãos António e Domingos Soares Franco, os proprietários da José Maria da Fonseca. Esta quinta tem uma área de 120ha, 39 dos quais estão plantados com vinhas. A restante parte é utilizada para pasto das ovelhas que dão origem ao famoso queijo de Azeitão. As vinhas da Quinta de Camarate estão plantadas em solos argilocalcários, localizados no sopé da Serra da Arrábida. Nesta propriedade foram plantadas, para além das castas destinadas à produção de vinho, castas portuguesas e estrangeiras, que constituem a coleção ampelográfica da José Maria da Fonseca com mais de 560 castas. Com a replantação das vinhas iniciada em 1994 e a introdução de novas castas, foi possível modernizar o estilo dos vinhos lá produzidos.

Falando agora do Quinta de Camarate Tinto 2014, podemos afirmar que o vinho é feito a partir de um corte das castas Touriga Nacional (48%), Castelão (30%), Aragonês (17%) e Cabernet Sauvingon (5%) sem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e quase incolores se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, flores, especiarias, toques mentolados e de ervas. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Mais uma boa opção de vinho para o dia a dia trazido pelo Pão de Açúcar e que tende agradar os paladares dos iniciantes e dos mais experientes, por que não? Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Visitando a Vinícola Casa Geraldo em MG

Após apenas dois anos da fundação da cidade de Andradas, no Sul de Minas Gerais, em 1892, as primeiras mudas de videiras começaram a ser plantadas por lá, trazidas por um imigrante italiano que viu na região condições ideais para a produção de uvas e a consequente mudança de vida com o dinheiro que viria do negócio. A partir daí se deu o desenvolvimento do que muitos chamam de a "Terra do Vinho" na região, com a criação de aproximadamente 56 adegas. A localização privilegiada aos pés da Serra da Mantiqueira, o clima seco, a amplitude térmica e a altitude da região criam um terroir diferenciado na região, o terroir de inverno como tem sido chamado hoje em dia.



A Vinícola Casa Geraldo é sinônimo de tradição e está profundamente ligada também a história da cidade. Geraldo Marcon e seu pai dividiram experiências e, na busca de prosperidade econômica, viram na produção de uvas uma solução. Parte do processo entretanto consistia na aquisição de propriedades para abrigar estas produções. Foi ai que se deu a expansão territorial da vinícola em solo mineiro e as primeiras produções de vinho de garrafão para venda a granel. Tudo isso em meados dos anos 60. Com o falecimento de Geraldo Marcon, assume seu filho, Luis Marcon, e assim sucessivamente até chegarmos aos dias atuais com a quinta geração da família a frente dos negócios. Mas é com a entrada das novas gerações que a busca pela aplicação de novas tecnologias e a produção de vinhos finos aconteceu e se desenvolve até os dias atuais. São efetuadas duas podas e duas safras anuais, uma com as uvas americanas e outra com a uvas viníferas contando com a ajuda da Embrapa. Hoje são produzidos cerca de 2,5 milhões de litros de vinhos, ainda que numa divisão de 65% de vinhos de mesa e 35% de vinhos finos e espumantes, aproximadamente. Aliás, uma curiosidade aqui é que a Casa Geraldo pode ser considerada a pioneira na produção de vinhos espumantes feitos fora do Sul do país.



O visitante que se dispõe a vir até Andradas vai poder conhecer um pouco mais de perto como é o terroir da Serra da Mantiqueira, a história da vinícola até os dias atuais, todo processo produtivo da empresa além é claro de provar vinhos e produtos da região. As instalações da vinícola contam ainda com um bar, restaurante, auditório e loja. Os carros chefe da vinícola, no tocante aos vinhos finos (nosso foco aqui), são vinhos feitos a partir das castas Syrah e Sauvignon Blanc, castas estas que aparentemente melhor se adaptaram ao terroir de inverno de Andradas. Entretanto podemos ainda encontrar uvas como Cabernet Sauvignon e outras. Como de praxe por aqui, vou destacar alguns vinhos que entendo serem relevantes para vocês que acompanham o blog. Espero que gostem.


O primeiro vinho a comentarmos por aqui é o Casa Geraldo Relicário Rosé Brut, um vinho espumante feito com 100% de uvas Pinot Noir pelo método charmat (segunda fermentação em tanques de inox). Um espumante de coloração rosada um pouco mais escura que a casca de uma cebola com bom brilho, limpidez e formação de perlage consistente. Aromas de frutos vermelhos, leve toque de panificação e algo floral. Na boca é fresco, leve e com boa persistência. Grata surpresa.


O próximo vinho que iremos comentar aqui é o Casa Geraldo Family Reserve Cabernet Sauvignon 2012, um vinho feito a partir de um lote experimental de uvas Cabernet Sauvignon que passou por 18 meses em barricas de carvalho para amadurecimento. Feito, num primeiro momento, apenas para ser servido nas reuniões da família Geraldo, acabou sendo compartilhado e se tornou um "ícone". Como resultado temos aqui um vinho de coloração intensa com pouco brilho e boa limpidez. No nariz o vinho trás os aromas de frutos escuros maduros, especiarias, baunilha, tabaco e algo de tostado. Na boca o vinho encorpado de boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração. Bom vinho principalmente para acompanhar refeições.



Por fim, falaremos de outro espumante por aqui, este mais elabora e duma linha considerada superior. Estou falando do Espumante Casa Geraldo Memórias, um espumante feito com uvas 70% Chardonnay e 30% Pinot Noir através do método champenoise (segunda fermentação em garrafa) com cerca de 36 meses de contato com as leveduras. Como resultado temos um vinho espumante de coloração amarelo palha de boa limpidez e brilho. Excelente formação de uma perlage persistente e elegante. No nariz aromas de frutos cítricos e tropicais, panificação, mel e flores. Muito fresco e untuoso com um retrogosto que confirma o olfato. Final longo e saboroso. Ótima pedida.


Depois de visitarmos todo complexo enoturístico da vinícola ainda pudemos provar e aproveitar o restaurante da mesma, onde o almoço é servido na forma de buffet self service além é claro, de todos os vinhos da vinícola. Ainda a noite participamos do que seria um dos eventos mais importantes da vinícola e da cidade: a festa da vindima. Muita musica italiana, muita comida e muito mais diversão no restaurante da vinícola.

Esta visita foi parte de um pacote de viagem enoturística preparada e apresentada pela Stelltour Viagens, uma agência de viagens que tem como mote viagens com destinos relacionados ao vinho. Atualmente a agência tem criado pacotes relacionados ao mundo do vinho no Brasil em conjunto com a sommeliére Mikaela Paim, que dentre outras atividades, podemos citar que é sommelière desde 2007, Presidente da Confraria Vinhos do Brasil, colaboradora da Osteria Generale há 15 anos e ainda trabalha com consultorias e Eventos Enogastronômicos. Eu recomendo tanto a visita como os pacotes de viagens da agência.

Até o próximo!

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Atelier Mavro Kalavritino Cabernet Sauvignon 2015

A Cavino Winery SA, produtora do vinho em questão, é um grupo grego que tem sua fundação ainda em meados dos anos 50 na região do Peloponeso, na Grécia, mas que passou por algumas grandes modificações em todo este caminho. Aparentemente o ano de 1999 é o que detém a marca mais recente na vinícola, quando começa a introduzir no mercado local e nos mercados internacionais vinhos de alta gama no quesito qualidade. De lá pra cá contou com uma expansão forte em mais de 26 países e construiu uma linha de engarrafamento que dizem ser o estado da arte no quesito tecnologia, com capacidade de produção de 7000 garrafas por hora.


Já sobre o Atelier Mavro Kalavritino Cabernet Sauvignon 2015, podemos ainda acrescentar que o vinho faz parte da linha premium da Cavino Winery e que é feito a partir de um corte das uvas Cabernet Sauvignon (40%) e a autóctone Mavro Kalavritino (60%). A vinificação de cada variedade é feita separadamente com o corte sendo feito após a fermentação alcoólica e malolática. Por fim, cerca de 40 a 50% do vinho passa por 6 a 8 meses de amadurecimento em barricas de carvalho. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, baunilha, coco, tostados e algo de balsâmico. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos suaves. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais um interessante vinho grego provado por aqui, com predominância de uma uva autóctone até então desconhecida por mim e que aparentemente nem na Grécia é muito utilizada, tornando este vinho especial. Vale a prova, eu recomendo. Mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Grand Estates Columbia Crest Cabernet Sauvignon 2013

Situada ao longo do rio Columbia, no leste de Washington (Estados unidos), a Columbia Crest Winery (produtora do vinho de hoje) abriu as suas portas no coração do aclamado Horse Heaven Hills, em 1983. Ano após ano, a vinícola mantém seu compromisso com a qualidade, tradição e inovação no cultivo da uva e produção excepcional de vinhos artesanais. O estado de Washington e o Columbia Valley representam o terroir perfeito para o cultivo de uvas , desde o clima ao solo onde estão plantados os vinhedos. Estas condições de cultivo, juntamente com práticas de viticultura em circulação e de vinificação, permitem a Columbia Crest Winery criar vinhos de alta qualidade que são fiéis ao seu caráter varietal.


Sobre o Grand Estates Columbia Crest Cabernet Sauvignon 2013, podemos ainda acrescentar que o vinho é feito com cerca de 75% de Cabernet Sauvignon com pequenas quantidades de Merlot e Cabernet Franc. Os varietais são fermentados separadamente e após a fermentação malolática, o corte ocorre e o vinho é transferido para barricas de carvalho, onde permanece para amadurecimento por cerca de 6 meses antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros em compota, chocolate, baunilha, especiarias doces e algo de mentolado.

Na boca o vinho mostrou corpo médio tendendo a encorpado, boa acidez com taninos suaves e macios. O retrogosto confirmou o olfato e o final era longo e saboroso.

Um ótimo vinho americano provado por aqui, mesmo sendo um vinho de entrada, onde a mescla fruta/barrica é muito bem feita e não torna o vinho pesado ou enjoativo, mas a meu ver, muito atraente para os diversos paladares. Eu recomendo a prova. Este vinho é trazido pela Winebrands e vale o quanto custa. 

Até o próximo!

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Wines of Uruguay Tannat Tasting Tour 2017

Atualmente, dos países vizinhos que produzem vinhos, o Uruguay tem sido o que mais me surpreende. E isto tem se devido principalmente a "domesticação" da rústica Tannat à descoberta de blends bem interessantes (usando até mesmo castas pouco usuais por estes lados) que tem sido criados por lá. E foi o que pude presenciar mais uma vez no Masterclass do Tannat Tasting Tour São Paulo, que aconteceu no Museu de Arte Contemporânea de São Paulo no último dia 22 de agosto, evento este organizado pela Wines of Uruguay


Não há como negar que, até como parte de um case de sucesso de marketing, a uva Tannat se tornou símbolo do país vizinho e, como não deveria deixar de ser, o mote da Masterclass é o uso da casta, seja em vinhos varietais e em cortes. Até grandes críticos do mundo do vinho acabaram por se render aos vinhos tintos vindos do Uruguay, como a aclamada Jancis Robinson, por exemplo. E o Brasil tem uma grande parcela contribuinte no consumo de vinhos vindos do nosso vizinho: cerca de 60% das exportações uruguaias tem como destino o nosso mercado, chegando a volumes que ultrapassam os 2 milhões de litros.


Sobre o evento em si, estavam disponíveis mais de 125 rótulos diferentes de vinhos além de representantes dos importadores e vinícolas, sempre solícitos no contato com o público em geral. O local escolhidos não poderia ser melhor: o visual de fim de tarde da cobertura do Museu de Arte Contemporânea de São Paulo (mesmo em um dia onde o clima não foi o parceiro ideal) adicionou um quê artístico ao tasting. Nas linhas abaixo vou destacar dois vinhos que me chamaram a atenção na Masterclass. Espero que tenham sido do agrado de vocês também.


O primeiro vinho que eu vou destacar é o Alto de La Ballena Tannat Viognier 2013, produzido por uma vinícola boutique localizada em Maldonado (Alto de La Ballena), muito próximo ao balneário de Punta Del Leste, numa belíssima serra da região. O vinho é feito a partir de um corte de Tannat (85%) e Viognier (15%). O interessante aqui é que as uvas Tannat são fermentadas em conjunto com as cascas da Viognier e o mosto da Viognier é fermentado separadamente. O vinho resultante do corte fica 9 meses em barricas de carvalho americano para amadurecimento. Temos como resultado um vinho de coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, flores, chocolate, especiarias e um fundo mineral. Na boca  o vinho se mostrou de corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo. Um vinho elegante e potente.

Por último falaremos do Don Julio Ariano Tannat/Merlot/Syrah 2013, um vinho feito a partir de uvas Tannat selecionadas de uma parcela especial acrescidas de Merlot e Syrah. O vinho estagia por 18 meses em barricas francesas e americanas para amadurecimento. Além disso, antes da liberação ao mercado, o vinho passa por 12 meses em garrafa para envelhecimento. Este vinho foi criado em homenagem a Don Julio Ariano, um dos pioneiros da família na propriedade. Como resultado temos um vinho de coloração violácea profunda, brilhante e límpida. Trouxe no nariz aromas de frutas em compota, chocolate, flores, baunilha, especiarias doces e leve toque de tabaco. Na boca é encorpado, carnudo, de boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso. Baita vinho!

Foi isso que eu quis trazer pra vocês, meus prezados leitores, entretanto caso você tenha participado da Masterclass ou da feira, deixem nos comentários suas impressões, vinhos que mais gostaram e afins. Fico no aguardo.

Até o próximo!

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

4o Internationl Wine Show: Sucesso e bons vinhos!

A quarta edição da “International Wine Show” - tradicional evento de degustação de vinhos de todo o mundo - aconteceu no último mês de julho no Centro de Convenções Frei Caneca, na capital paulista. No total foram mais de 40 expositores participantes e cerca de 270 rótulos de vinhos de mais de 120 vinícolas, diversos deles premiados pelos melhores guias de vinhos do mundo, dentro os quais podemos destacar as importadoras e vinícolas: Adega Alentejana, Barrinhas, Bodega, Bruck, Calix, Cantu, Casa Flora, Casa Perini, Casa Valduga, Caves Santa Cruz, Chandon, Decanter, Devinum, Don Bonifacio, Epice, Galeria dos Vinhos, Inovini, Interfood, Italia Mais, KMM, La Charbonnade, La Pastina, Lidio Carraro, Lusovini, Miolo, Mistral, Mr. T, Obra Prima, Orion, Portus, Premium Drink, Qualimpor, RGB Importadora, Santar, Sogrape, Terra Vinis, TW Vinhos, VCT, Vinci, Vinícola Aurora, Winebrands, Worldwine, Zahil e Vina Carmen.


Vale ressaltar aqui que, para um evento deste porte (com o número de expositores mais público visitante), a organização foi impecável. O local era amplo, com uma boa disposição entre os expositores, pontos de aperitivos, água e locais de "descanso". Porém, a grande sacada da organização este ano foi atender a um pedido recorrente de jornalistas e formadores de opinião: a abertura antecipada em uma hora para que este público especializado pudesse ter acesso aos importadores/produtores ainda com a possibilidade de se conversar com mais calma e atenção dos mesmos. E funcionou muito bem. Além disso, durante o evento, os vinhos degustados estavam a preços promocionais e muito convidativos.


Convenhamos que, devido ao porte e número de rótulos a se degustar, fica um tanto quanto difícil falar sobre todos eles e, assim sendo (além de respeitar o mote do blog de não se tornar repetitivo/cansativo) optamos por selecionar alguns poucos rótulos para falar sobre. Acompanhem conosco nas próximas linhas.


O primeiro vinho que venho a destacar é o Inconsciente Tempranillo Blanco 2015, produzido pela Bodegas Mateos e trazido ao Brasil pela Importadora Bodegas de Los Andes. Este vinho era um lançamento na feira e me chamou a atenção justamente por ser vinificado em branco a partir de uma casta tinta. Feito em Rioja, na Espanha, o vinho passa pelo processo de leve esmagamento dos bagos a fim de se obter seu suco e pouco após o término deste processo, as cascas e outros agentes "corantes" são removidos a fim de se manter o mosto "branco". É feita então a fermentação e após o processo, o vinho permanece sobre as leveduras por 6 meses em tanques de inox. Finalmente o vinho é engarrafado e liberado ao mercado. Como resultado obtêm-se um vinho de cor amarelo dourada com reflexos verdeais, límpido e com bom brilho. No nariz, o vinho trouxe aromas de frutos tropicais e algo de frutos cítricos, toques minerais e florais. Na boca o corpo era médio e a acidez muito boa com o retrogosto confirmando o olfato. Um bom vinho e uma ótima surpresa, sem dúvidas.


O próximo vinho que iremos destacar é o Léon Perdigal Côtes du Rhone 2015, um tradicional corte de uvas da região do Rhône (Grenache, Syrah, Cinsault, Carignan e Mourvèdre) cultivadas em quatro diferentes zonas dentro da região. O vinho é produzido e nomeado em homenagem a um famoso toneleiro da região de Ogier. Não tem passagem por madeira o que nos dá como resultado um vinho de coloração violácea de média intensidade com bom brilho e limpidez. No nariz o vinho trouxe aromas de frutos vermelhos e especiarias (pimenta preta em destaque). Na boca, corpo médio e boa acidez criam um bom conjunto com os taninos suaves. Um vinho considerado de entrada mas que surpreende pela qualidade. É trazido ao Brasil pela Épice


Por fim, gostaria de falar dos vinhos Toscanos do tenor Andrea Bocelli. Flutuando entre algumas das regiões mais famosas da Toscana (Chiantti, Bolgheri, Morellino) por quase 3 séculos, o tenor e sua família tem produzido vinhos da mais alta gama e espalhado um pouco da cultura italiana pelo mundo. Aqui destaco dois vinhos, o Bocelli Chianti DOCG e o Bocelli Tenor Red IGT. O primeiro é um blend de 80% Sangiovese e 20% Merlot com passagem em inox e concreto para amadurecimento. Trás muita tipicidade nos aromas com frutos vermelhos, flores, especiarias e algo de chocolate. Já o segundo é um vinho feito a partir de um corte de partes iguais de Cabernet Sauvignon (Bolgheri), Sangiovese e Merlot (Morellino) sendo que cerca de 10% do mosto amadurece em barris de carvalho francês por 8 meses. Com isso temos um vinho mais encorpado, denso com aromas de frutos escuros, especiarias, café com leite e leve tostado. Dois baita vinhos que representam bem o estilo toscano de fazer vinhos. São trazidos ao Brasil pela importadora Itália Mais.

Mais um belo evento que pudemos registrar e onde tivemos oportunidade de provar muitos vinhos, da mais variada gama de preços, tipos e origens. Mal podemos aguardar o ano que vem. Se você, caríssimo leitor, participou do evento e quer compartilhar suas experiências, fique a vontade e utilize o espaço de comentários ao final deste post.

Até o próximo!

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Stambolovo Estate Sauvignon Blanc 2016

O vinho de hoje é produzido pela Stambolovo Winery, vinícola esta que tem as suas vinhas e instalações situadas no sul da Bulgária, em estreita proximidade com as fronteiras com a Grécia e a Turquia. A região é de importância geográfica chave. O caminho mais curto da Europa para a Ásia e Ásia Menor passa por estas terras. Muito provavelmente esse foi o caminho pelo qual as primeiras videiras foram trazidas para o que é hoje o território da Bulgária. Com uma história de quase 80 anos no negócio, atualmente a vinícola está entre os principais produtores de vinho na Bulgária. Devido às características benéficas climáticas e terroir da região, bem como com a qualidade e tradição comprovada pelo tempo, hoje a marca Stambolovo é considerado pela maioria dos profissionais de negócios de vinho, a vinícola com os melhores, da mais alta qualidade e mais típicos vinhos Merlot na Bulgária.


Falando mais especificamente sobre o Stambolovo Estate Sauvignon Blanc 2016, podemos afirmar que é um vinho feito 100% com uvas Sauvignon Blanc sem qualquer estágio em madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração dourada com reflexos verdes, ótimo brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos (abacaxi e maracujá) e grama recém cortada.

Na boca o vinho apresentou corpo leve e uma acidez deliciosa mas sem ser "agressiva" como a maioria dos irmão chilenos da mesma casta apresentam, por exemplo. O retrogosto confirmou o olfato e acrescentou um toque mineral ao vinho. O final era de média duração.

A meu ver mais um excelente vinho búlgaro apresentado por aqui, um vinho no mínimo diferente e que difere dos hermanos de mesma casta. Vale conhecer e provar. Foi o fiel escudeiro de um jantar num rodízio de comida japonesa aqui em sampa. Este é mais um vinho que foi apresentado pelo Winelands Clube do Vinho, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Wines of Chile: Qualidade e Diversidade a toda prova!

No início do mês de Agosto tivemos o prazer de participar de mais um evento promovido pela Wines of Chile em conjunto com a CH2A Comunicação, aqui em Sampa. O 7º Tasting Wines of Chile em São Paulo, um dos principais eventos de vinho realizados no Brasil, tinha como mote “Love wine love Chile” e versava sobre a qualidade e a diversidade presente nos vinhos vindos de lá, uma vez que o Chile tem uma vasta extensão territorial no sentido norte-sul, mesmo que a leste-oeste seja bem estreita, o que acarreta numa grande variedade de terroirs a serem explorados, dadas condições climáticas, ambientais e geográficas que mudam constantemente ao longo deste território. Além disso, a presença da Cordilheira dos Andes de um lado e o Oceano Pacífico de outro também ajudam a criar lugares muito específicos e únicos para o cultivo de vinhas de diversas cepas. Além dos fatos listados acima, vale ressaltar que o Brasil é quase uma "menina dos olhos" para o Chile no quesito importação de vinhos.


Abrindo a programação tivemos acesso a uma Masterclass exclusiva para profissionais, imprensa e correlatos com o título "Vinhos do Chile: Qualidade e Diversidade". A degustação foi conduzida pelo especialista Jorge Lucki e contou com a presença dos enólogos e representantes das vinícolas que integraram a degustação. Encerrando a Masterclass, o chef chileno Matías Palomo fez um cooking show inspirado em Pablo Neruda. Foram degustados 11 vinhos durante a masterclass e para não tornar maçante este post, vou destacar alguns vinhos que de alguma forma chamaram minha atenção durante a "aula".


Primeiro vou falar do vinho que provavelmente mais me chamou a atenção, pela raridade e pela história da uva que compõe o mesmo, a uva César. Estou falando do Limited Release Sucesor Romano 2015, produzido pela Casa Donoso que é trazida ao Brasil pela BEV Group. A uva César (também conhecida como Romain) é originária da Borgonha, mas mesmo por lá, foi esquecida e está restrita a poucas regiões/vinhos. Seu nome faz referência ao Imperador Romano de mesmo nome, uma vez que a variedade nasceu quando existia domínio romano na região. Focando um pouco no vinho em si, o mesmo é um corte de 85% de uva César e 15% de uva Carignan (Vale do Maipo) com passagem de 12 meses em barricas francesas. Como resultado temos um vinho que trás aromas de frutos negros maduros, leve toque de especiarias e algo que me trouxe lembrança de mineralidade. Na boca era duro, rústico com uma boa acidez e um corpo orbitando entre o leve e o médio. A meu ver, um vinho para ser consumido com comida, diferente e muito bom.


Por fim, vou falar de um vinho que me chamou a atenção por ser de uma uva que, apesar de ser a uva símbolo do Chile, é ainda muito criticada por trazer vinhos de qualidade duvidosa. No caso do Casa Silva Carmenére Microterroir de los Lingues 2011, me parece que acertaram a mão. Como o próprio nome já diz, o vinho é produzido por uma das gigantes do Chile, a Casa Silva, e é trazido ao Brasil pela Vinhos do Mundo. Este é um vinho feito 100% com uvas Carmenére com passagem de 12 meses em barricas de carvalho francês. Como resultado temos um vinho com aromas de frutas negras maduras, tabaco, café mocha, especiarias e leve toque herbáceo. Um vinho muito bem feito e sem arestas.

É claro que tanto a Masterclass quanto o Tasting em si trouxeram muitos outros vinhos e outras descobertas, mas para não me tornar repetitivo, trouxe o que eu achei mais interessante. Espero que tenham gostado. E se você esteve no evento e quer agregar com informações, sinta-se a vontade de usar o espaço dos comentários.

Até o próximo!

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

O vinho pode torná-lo mais criativo, segundo nova pesquisa

O vinho tem sido associado a cura, ou redenção, dos males que afligem a sociedade moderna. Pesquisas o colocam como um aliado para o seu coração e reduz o risco de contrair câncer de cólon, por exemplo. Quando você o consome antes da dormir, dizem ajudá-lo a perder peso. Pode até atrasar o aparecimento de doenças como Parkinson e Alzheimer. Mas, embora geralmente pensemos em álcool como prejudicando nosso julgamento, em alguns casos, poderia realmente melhorar nossa capacidade de fazer um trabalho melhor. Na verdade, qualquer bebida alcoólica o fará. Mas não é por isso que você deve se afogar neste exato momento em cinco doses tiros de tequila e, em seguida, tentar fazer um número acrobático, mas isso significa que uma pequena taça de vinho ou uma cerveja pode torná-lo mais criativo.


Um estudo realizado por pesquisadores do Instituto de Psicologia da Universidade de Graz, da Áustria, descobriu que os participantes que haviam consumido uma pequena dose de cerveja obtiveram melhores resultados em um teste de solução criativa de problemas do que os participantes que consumiram uma cerveja não alcoólica e/ou placebo. O pesquisador mostrou aos participantes um conjunto de palavras não relacionadas, que os participantes tiveram que encontrar conexões inesperadas, também chamado de teste de Associações Remotas. Então, basicamente, consumir um pouco de vinho  pode ajudá-lo a encontrar essa solução que não estava vendo antes.

Vale a pena mencionar brevemente que houve outro teste de criatividade onde os participantes que consumiram a cerveja alcoólica não fizeram nada melhor do que aqueles que tinham o placebo. No teste de Pensamento Divergente, onde os participantes tiveram que dar usos criativos para objetos comuns, os dois grupos de participantes obtiveram resultados semelhantes. Então, mesmo nesse caso, o álcool certamente não atrapalhou, mas também não ajudou.

Definitivamente o que não é recomendável seria usar este estudo como uma desculpa para virar uma garrafa de vinho toda vez que você está tentando resolver um problema. Ainda assim, vale a pena saber disso, se algo está realmente te bloqueando, uma taça de vinho pode dar-lhe a pequena vantagem que você precisa para encontrar essa nova idéia que você estava procurando. Ou, pelo menos, quebrar a monotonia.



Matéria original em: http://www.foodandwine.com

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Enobrasil 2017, maior evento de vinhos brasileiros vem ai!

Você ai que gosta de vinho brasileiro ou que tem aprendido a admirar a evolução que estes tem apresentado nos últimos tempos irá ter uma grane oportunidade no próximo dia 28 de agosto aqui em São Paulo. Eu estou falando do Enobrasil 2017, um evento anual que foi criado com a proposta de aproximar o consumidor final da nova realidade dos vinhos e produtos brasileiros.


O Enobrasil surge em 2014 criando experiências sensoriais, como; música brasileira ao vivo, degustações de vinhos, pães, queijos, chocolates, azeites, palestras, arte e cultura. Estimulando a valorização do Brasil. A idéia aqui é expressar a qualidade e a riqueza brasileira através de uma atmosfera sensorial única, onde todos participantes se envolvem na causa de um Brasil mais forte. Não é apenas um evento, é uma causa em fortalecer a valorização dos produtos e produtores brasileiros.

Na edição deste ano teremos ainda uma novidades, haverão 7 palestras de até 30 minutos para até 20 pessoas conforme programação abaixo:

  • 17:30 - Vinícola Perini com o diretor Rogério Salazar
  • 18:00 - Enoturismo com Stella Aranha da Agência Stell Tour
  • 18:30 - Terroir de Inverno com o Especialista Eduardo Barbosa
  • 19:00 - Estrelas do Brasil com Sommelier Wilson Carraro
  • 19:30 - Vinhos do Nordeste com João Santos da Vinícola Rio Sol
  • 20:00 - Vinho e Poesia com o Artista Raimundo Gadelha 
  • 20:30 - Chocolate e Vinho com Mariana da Chianti Chocommelier

Você deve estar se perguntando quem está organizando o evento, certo? Pois bem, a organização fica a cargo da sommelière Mikaela Paim que dentre outras atividades, podemos citar que é sommelière desde 2007, Presidente da Confraria Vinhos do Brasil, colaboradora da Osteria Generale há 15 anos e ainda trabalha com consultorias e Eventos Enogastronômicos além de guiar grupos de viagens enoturísticas com a Agência Stell Tour Turismo.

Agora que você ficou curioso, vamos ao que interessa, seguem os detalhes do evento:

Data: 28 de Agosto de 2017
Horário: 17h às 21h
Local: Rua Dr. Fausto Ferraz – 163 – Osteria Generale – São Paulo

Vinícolas Participantes:
Tire suas dúvidas remanescentes e compre seu ingresso neste link.

E ai, nos vemos lá?

Até o próximo!

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Torcicoda Primitivo Salento 2015

Nomeada em função das antigas torres à beira-mar da região com vista para o Mar Adriático, a Tormaresca (produtora do vinho de hoje) acrescenta uma nova dimensão à paisagem vinícola de classe mundial da Itália. Na verdade, é o único produtor com vinhas em ambas as regiões vinícolas de elite da Puglia. A propriedade Bocca di Lupo está localizada dentro do Castel del Monte DOC, enquanto a propriedade Masseria Maìme está na área de Salento, o coração pulsante desta vibrante região vitivinícola. Tormaresca lidera o renascimento moderno da Puglia, combinando a vinificação clássica com as mais recentes técnicas vitivinícolas para criar vinhos excepcionais que estão à espera de serem descobertos. Todos os vinhos da Tormaresca são elaborados com 100% de frutas cultivadas por eles. Bocca di Lupo ocupa 250 acres de solo calcário a uma altitude de 800 pés acima do nível do mar em Murgia, perto do vulcão Vulture. Lá são cultivadas as variedades Chardonnay, Aglianico, Fiano, Moscato e Cabernet Sauvignon, produzindo vinhos com sabores frescos, vibrantes e elegantes. Os 625 hectares da propriedade de Masseria Maìme se estendem a meio quilômetro ao longo da costa do Adriático, proporcionando um ambiente ideal para o Negroamaro, Primitivo, Cabernet Sauvignon, Chardonnay e Fiano. Juntos, estas propriedades permitem que a Tormaresca cultive variedades nacionais e internacionais excepcionais no coração da Puglia.


Sobre o Torcicoda Primitivo Salento 2015, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com uvas 100% Primitivo da região de Salento, na Puglia. Tais uvas são colhidas ligeiramente sobremaduras e após a fermentação, o vinho passa por amadurecimento de 10 meses em barricas de carvalho francês e húngaro. Finalmente envelhece 8 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos em compota, especiarias com destaque para as doces como canela e cravo além de baunilha, chocolate e ligeiro tostado.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com taninos firmes mas muito redondos e uma boa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um ótimo vinho italiano provado por aqui que tende a agradar os mais variados paladares. Eu recomendo a prova. Este vinho é trazido pela Winebrands e vale o quanto custa. 

Até o próximo!