sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Enobrasil 2017, maior evento de vinhos brasileiros vem ai!

Você ai que gosta de vinho brasileiro ou que tem aprendido a admirar a evolução que estes tem apresentado nos últimos tempos irá ter uma grane oportunidade no próximo dia 28 de agosto aqui em São Paulo. Eu estou falando do Enobrasil 2017, um evento anual que foi criado com a proposta de aproximar o consumidor final da nova realidade dos vinhos e produtos brasileiros.


O Enobrasil surge em 2014 criando experiências sensoriais, como; música brasileira ao vivo, degustações de vinhos, pães, queijos, chocolates, azeites, palestras, arte e cultura. Estimulando a valorização do Brasil. A idéia aqui é expressar a qualidade e a riqueza brasileira através de uma atmosfera sensorial única, onde todos participantes se envolvem na causa de um Brasil mais forte. Não é apenas um evento, é uma causa em fortalecer a valorização dos produtos e produtores brasileiros.

Na edição deste ano teremos ainda uma novidades, haverão 7 palestras de até 30 minutos para até 20 pessoas conforme programação abaixo:

  • 17:30 - Vinícola Perini com o diretor Rogério Salazar
  • 18:00 - Enoturismo com Stella Aranha da Agência Stell Tour
  • 18:30 - Terroir de Inverno com o Especialista Eduardo Barbosa
  • 19:00 - Estrelas do Brasil com Sommelier Wilson Carraro
  • 19:30 - Vinhos do Nordeste com João Santos da Vinícola Rio Sol
  • 20:00 - Vinho e Poesia com o Artista Raimundo Gadelha 
  • 20:30 - Chocolate e Vinho com Mariana da Chianti Chocommelier

Você deve estar se perguntando quem está organizando o evento, certo? Pois bem, a organização fica a cargo da sommelière Mikaela Paim que dentre outras atividades, podemos citar que é sommelière desde 2007, Presidente da Confraria Vinhos do Brasil, colaboradora da Osteria Generale há 15 anos e ainda trabalha com consultorias e Eventos Enogastronômicos além de guiar grupos de viagens enoturísticas com a Agência Stell Tour Turismo.

Agora que você ficou curioso, vamos ao que interessa, seguem os detalhes do evento:

Data: 28 de Agosto de 2017
Horário: 17h às 21h
Local: Rua Dr. Fausto Ferraz – 163 – Osteria Generale – São Paulo

Vinícolas Participantes:
Tire suas dúvidas remanescentes e compre seu ingresso neste link.

E ai, nos vemos lá?

Até o próximo!

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Torcicoda Primitivo Salento 2015

Nomeada em função das antigas torres à beira-mar da região com vista para o Mar Adriático, a Tormaresca (produtora do vinho de hoje) acrescenta uma nova dimensão à paisagem vinícola de classe mundial da Itália. Na verdade, é o único produtor com vinhas em ambas as regiões vinícolas de elite da Puglia. A propriedade Bocca di Lupo está localizada dentro do Castel del Monte DOC, enquanto a propriedade Masseria Maìme está na área de Salento, o coração pulsante desta vibrante região vitivinícola. Tormaresca lidera o renascimento moderno da Puglia, combinando a vinificação clássica com as mais recentes técnicas vitivinícolas para criar vinhos excepcionais que estão à espera de serem descobertos. Todos os vinhos da Tormaresca são elaborados com 100% de frutas cultivadas por eles. Bocca di Lupo ocupa 250 acres de solo calcário a uma altitude de 800 pés acima do nível do mar em Murgia, perto do vulcão Vulture. Lá são cultivadas as variedades Chardonnay, Aglianico, Fiano, Moscato e Cabernet Sauvignon, produzindo vinhos com sabores frescos, vibrantes e elegantes. Os 625 hectares da propriedade de Masseria Maìme se estendem a meio quilômetro ao longo da costa do Adriático, proporcionando um ambiente ideal para o Negroamaro, Primitivo, Cabernet Sauvignon, Chardonnay e Fiano. Juntos, estas propriedades permitem que a Tormaresca cultive variedades nacionais e internacionais excepcionais no coração da Puglia.


Sobre o Torcicoda Primitivo Salento 2015, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com uvas 100% Primitivo da região de Salento, na Puglia. Tais uvas são colhidas ligeiramente sobremaduras e após a fermentação, o vinho passa por amadurecimento de 10 meses em barricas de carvalho francês e húngaro. Finalmente envelhece 8 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos em compota, especiarias com destaque para as doces como canela e cravo além de baunilha, chocolate e ligeiro tostado.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com taninos firmes mas muito redondos e uma boa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um ótimo vinho italiano provado por aqui que tende a agradar os mais variados paladares. Eu recomendo a prova. Este vinho é trazido pela Winebrands e vale o quanto custa. 

Até o próximo!

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Quinta das Carvalhas Douro Tinto 2013

A Real Companhia Velha, grupo ao qual pertence o produtor deste vinho (em conjunto com a rede televisiva portuguesa SIC, em homenagem a uma novela feita por eles), é a mais antiga e emblemática empresa de vinhos de Portugal, tendo celebrado 258 anos de existência e de atividade ininterrupta ao serviço do Vinho do Porto. Para trás, fica o registo de uma história fabulosa e de um passado glorioso. Para o futuro, permanece a vontade de manter um elevado padrão de qualidade dos seus vinhos e a confiança numa Companhia onde o rigor e a visão de fazer ainda mais história são uma preocupação constante. Desde a sua instituição por Alvará Regio de El-Rei D. José I, em 10 de Setembro de 1756, a importância desta Ex-Majestática Companhia ficou bem patente através dos valiosos serviços prestados à comunidade. Proprietária de algumas das melhores quintas do Douro, a Real Companhia Velha tem sabido preservar e honrar a sua tradição, apostando no futuro, através de um constante processo de modernização e experimentação na Região Demarcada do Douro.


A Quinta das Carvalhas é uma propriedade de grande beleza, com uma posição predominante na encosta da margem esquerda do Rio Douro no Pinhão, que se estende pelas encostas da margem direita do afluente Rio Torto. As mais antigas referências escritas sobre a Quinta remontam a 1759, estando as suas magníficas Vinhas Velhas, de plantação pós-filoxerica, a atingir a respeitável idade de um século. A propriedade atinge os 600 hectares de superfície, que integram 120 hectares de vinha intercalados por belíssimas florestas, matos mediterrânicos e olivais centenários. A sua privilegiada localização proporciona deslumbrantes vistas da região, dispondo ainda de uma estrada privada panorâmica com acesso ao cume da montanha onde se localiza a famosa Casa Redonda. 

Sobre o Quinta das Carvalhas Douro Tinto 2013 podemos ainda acrescentar que o vinho é um corte das uvas típicas da região do Douro com enfase na Touriga Nacional com passagem por madeira para amadurecimento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com algum brilho e boa limpidez. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, flores, especiarias e toques de baunilha. 

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez e taninos marcados mas de boa qualidade. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais um bom vinho português provado por aqui, este trazido com exclusividade pela rede Pão de Açúcar de supermercados e me cativou pela excelente relação custo benefício. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Starry Night Emoción Syrah 2012

Indo na contramão de quase tudo que vemos no novo mundo vitivinícola, encontramos a vinícola Starry Night, sócia do MOVI (Movimento dos Vinhateiros Independentes) do Chile, que busca não a quantidade mas sim a qualidade de seus vinhos. A Starry Night Vineyards & Winery está localizada em Maria Pinto, no sopé das montanhas da costa, numa área com influência costeira do Vale de Maipo e possui 4 hectares de Syrah e 4 hectares de Pinot Noir, rodeados por cerca de 300 hectares de floresta nativa. Toda a produção de vinhos da vinícola é feita em sua adega própria, que possui tudo o que é necessário para a produção dos mesmos. Podemos dizer que a vinícola tem como foco vinhos de "garagem" ou "vinhos de autor" onde a idéia é expressar toda filosofia de produção do produtor. 


Sobre o Starry Night Emoción Syrah 2012 podemos ainda acrescentar que é um vinho 100% feito a partir de uvas Syrah com passagem de 6 meses em barricas de carvalho francês para amadurecimento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias, toques florais e de coco.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um ótimo Syrah chileno que apesar de se mostrar encorpadão é fácil de beber e não tem aqueles toques herbáceos que costumam incomodar. Eu recomendo a prova. É trazido ao Brasil pela La Charbonnade.

Até o próximo!

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Nomad Cabernet Sauvignon 2012

O vinho em questão é produzido por Domeniile Sahateni, vinícola romena de propriedade de Aurelia Visinescu, uma respeitável enóloga romena, e seu sócio. A vinícola é baseada na região Dealu Mare, onde o "terroir" provou que vinhos excepcionais podem ser alcançados, sendo composta por 70 ha de videiras. Investimentos da ordem de até 5 milhões de Euros foram feitos e dedicados ao plantio e replantio de vinhas, modernização da adega, ampliação de capacidade e outros. A capacidade total de produção é de 1.000.000 garrafas por temporada. Uma parte dos vinhos é envelhecido em barricas de carvalho romeno e também envelhecidos em garrafa na adega. As principais variedades de uvas são: Feteasca Neagra, Merlot, Cabernet Sauvignon, Pinot Noir - para os vinhos tintos e Feteasca Alba, Chardonnay, Riesling, Sauvignon Blanc, Tamăioasă Romaneasca e Muscat Ottonel para os vinhos brancos. O que vemos aqui é a utilização de castas internacionais mas também um grande uso de uvas autóctones romenas e pouco conhecidas por nós brasileiros, o que torna provar o vinho por si só já uma descoberta. São 3 linhas de vinhos: Nomad, Artisan e Anima. A primeira (Nomad), segundo a enóloga é focada em vinhos mais ao estilo novo mundo e visa àqueles que gostam se aventurar por tal estilo; já a segunda (Artisan) é uma linha mais dedicada às uvas autóctones romenas e a região de Dealu Mare; por fim, a terceira linha (Anima) é a linha de vinhos exclusivos, considerados os tops da vinícola.


Já sobre o Nomad Cabernet Sauvignon 2012 podemos ainda acrescentar que é um vinho 100% feito a partir de uvas Cabernet Sauvignon com alguma passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias, baunilha, toques florais e de tosta. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, acidez correta e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom Cabernet Sauvignon vindo de uma região até certo ponto desconhecida por aqui em nosso mercado mas que tende a agradar os paladares por não contar com aqueles aromas/sabores mais herbáceos/verdes que tanto incomodam. Eu recomendo a prova. Este é mais um vinho que tive acesso através do Winelands Clube do Vinho, o clube de vinhos que eu assino e recomendo. 

Até o próximo!

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Ceirós Tinto 2013

Com mais de 250 anos, a Quinta do Bucheiro, produtora do vinho de hoje, continua a ser totalmente independente, continuando orgulhosamente a pertencer à mesma família. A caminho do seu 3º centenário, a Quinta do Bucheiro mantêm os mesmos terrenos e a mesma tradição: produzir vinhos com uma qualidade superior. Implantada no Vale do Pinhão, na região do Alto Douro, numa das mais afamadas sub-regiões da Região Demarcada do Douro, reconhecida pela sua exposição a Nascente à altitude de 220 metros e com cerca de 40 hectares de vinha, sendo esta totalmente mecanizada, esta localização particular encontra-se abrangida por um microclima único que contribui, decididamente, para a tipicidade e diferenciação dos vinhos da Quinta do Bucheiro. As castas Touriga Nacional, Tinta Roriz e Tinta Barroca, para os vinhos tintos são juntamente com Malvasia Fina, Gouveio e Viozinho para os vinhos brancos, as castas selecionadas para a produção de um vinho com uma qualidade ímpar. O envelhecimento dos vinhos continua a ser feito nos seus velhos armazéns, dividindo-se o estágio pelos tonéis, pipas e meias pipas de carvalho francês, americano e português. Para os vinhos brancos não envelhecidos são utilizadas as cubas de inox. O processo de engarrafamento é executado na Quinta do Bucheiro por sistema automático e sanitizado após aprovação dos organismos reguladores e sob a responsabilidade do proprietário, Eng.º Enólogo, António Dias Teixeira.


Sobre o Ceirós Tinto 2013, podemos ainda afirmar que o vinho é feito a partir das principais castas durienses, Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca e Tinta Barroca cultivadas na região de Cima-Corgo. Após a fermentação o vinho passa por amadurecimento em barricas de carvalho francês durante 3 meses seguido pelo estagio final em cubas de inox. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e quase incolores também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros, flores, especiarias, chocolate e algo de tostado no fundo de taça.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa persistência.

Mais um bom vinho português provado por aqui. Meu vício, com certeza, são os vinhos de lá. Ainda não encontrei custo benefício melhor.

Até o próximo!

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Herdade do Rocim Touriga Nacional 2015

A Herdade do Rocim é, sem dúvida, uma das propriedades mais impressionantes de todo Portugal. É além disso, principalmente, o resultado de um desejo e de um sonho. Lançando um projeto arquitetônico ousado, que prima beleza e delicadeza de detalhes, a vinícola se destaca também pela alta qualidade de seus vinhos. Situado nas imediações de Vidigueira, no Baixo Alentejo, ela conta com cerca de 120 hectares, entre os quais 70 de vinhas e 10 de olivais. Adquirida em 2000 pelo Grupo Movicortes, recebeu altos investimentos nas instalações, o que permitiu a vinícola implementar processos de produção muito mais modernos e atualizados. Graças à estrutura do projeto, além da fama do produto produzido, a vinícola se tornou uma fonte promocional para a região do Alentejo.


Falando sobre o Herdade do Rocim Touriga Nacional 2015, podemos ainda acrescentar que, como o próprio nome já diz, é um vinho feito com 100% de uvas Touriga Nacional fermentadas em grandes balseiros de carvalho. Após este processo, o vinho passa por 9 meses em barricas de carvalho para amadurecimento.Por fim, o vinho ainda envelhece por 3 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, de velocidade média e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, flores, especiarias com toques de baunilha e minerais. Um vinho de boa complexidade aromática.

Na boca o vinho apresentou um corpo de médio para encorpado, boa acidez e taninos macios e sedosos. O retrogosto confirmou o olfato e o final era de longa duração.

Mais um belo vinho português provado por aqui que demonstra acima de tudo uma boa estrutura podendo ser consumido agora mas que pode aguentar mais um bom tempo em garrafa. O vinho veio diretamente da terra pátria na bagagem da minha sogra e foi um presente de seu primo (meu xará) aos quais faço meu agradecimento público. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Degustação Vinhos Manuscrito com a enóloga Estela de Frutos

No último dia 28 de julho estive presente em um degustação bem especial de vinhos espanhóis que fogem do tradicional. Todos os rótulos de vinhos das linha Manuscrito são elaborados com uvas de procedências diferentes, que provém de vinhedos centenários. E a responsável por estes vinhos é ninguém menos que Estela de Frutos, que acompanha a vinícola/comercializadora Terra Furati, também na Espanha.

Estela de Frutos é uruguaia de nascimento (com o coração dividido entre Uruguai e Espanha) e sempre foi muito reconhecida com seu trabalho em amansar a uva Tannat (casta que ganhou notoriedade nos vinhos uruguaios) e seus trabalhos em prol da divulgação dos vinhos uruguaios mundo a fora. Mas após sua passagem por terras espanholas para estudos e trabalho, resolveu apostar em um projeto único. Como uma pessoa influente no meio, contou com a ajuda de amigos e conhecedores locais e descobriu não somente alguns terroirs pouco explorados em várias DOs espanholas como também vinhas centenárias de castas autóctones locais, com destaque para a Hondarrabi Zuri (que falaremos mais pra frente), buscando com isto mostrar em seus vinhos a identidade local. Segundo ela, seria uma forma de "encerrar a carreira" onde quase tudo havia começado. Como não possuem vinhedos próprios, Estela roda as DOs espanholas em busca das melhores uvas. A vinificação é feita em parceiros, uma vez que por legislação o vinho precisa ser vinificado na região a qual pertence para obter o status de DO. Nas próximas linhas irei comentar um pouco sobre os vinhos que se sobressaíram durante a degustação, um branco e um tinto, até para não tornar cansativa nossa conversa aqui. 


O primeiro destaque que trago aqui é o Manuscrito Hondarrabi Zuri 2014. As uvas Hondarrabi Zuri, e consequentemente os vinhos, são oriundos de uma DO pouco conhecida por aqui, Txakoli de Álava, sendo esta uma casta de uva branca nativa do País Basco. Por lá é cultivada desde o século XI e antes da praga de filoxera, cultivaram-se importantes extensões de vinhedos com a mesma, mas que hoje em dia estão restritos a poucas plantas. Após a fermentação, cerca de 50% do vinho passa um período sur lie para amadurecimento. E esta é uma grande sacada neste vinho. Como resultado temos um vinho de coloração amarelo palha com reflexos verdes (ainda bem jovem) e com aromas que trazem frutos cítricos, flores e toques minerais. Na boca porém é que o vinho se distingue com uma acidez bem pronunciada e um corpo de médio para encorpado. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso. Um excelente vinho branco sem dúvida.


Em se tratando de vinho tinto, pensei em fugir um pouco do óbvio mas iria trair minha preferência e acabei ficando mesmo com o Manuscrito Tempranillo 2014. Aqui entramos em uma DO muito conhecida no mercado brasileiro, a DO Ribeira Del Duero, porém de vinhedos situados nos extremos da região, em Valbuena del Duero e Baños de Valdearados (vinhedos com idades de 25 anos no primeiro e quase centenários no segundo). A elaboração dos vinhos é feita separadamente e depois é feito o corte (50 -50). Ambos fermentam em balseiros de carvalho francês de 8000 litros, onde permanecem até o final da fermentação maloláctica. Os vinhos Manuscrito não passam por barricas de carvalho para amadurecimento (sendo este o caso aqui também) e o objetivo aqui é que somente consigamos experimentar a verdadeira expressão da fruta. Como resultado temos um vinho de coloração rubi violácea de média intensidade com bom brilho e limpidez. No nariz o vinho trás aromas de frutos vermelhos e escuros, especiarias com algum toque mentolado. Na boca encontramos um vinho de corpo médio, boa acidez e taninos macios, sendo que o retrogosto acaba por confirmar o olfato. O final era de ótima persistência. O diferencial aqui é que em contra partida a muitos outros vinhos da mesma casta e origem, este não é marcado pela madeira mas pelo frescor, com a fruta em primeiro plano. Mais um primor de vinho.

Vale ressaltar que no Brasil são comercializados cinco vinhos da safra 2014 (onde estes dois se incluem), distribuídos pela importadora gaúcha La Charbonnade, que tem como representante em São Paulo o Sr. Atílio de Simone, também presente no evento. Excelentes vinhos, eu recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Vallado Tinto 2013: A vez do Douro na Confraria Brasileira de Enoblogs

Depois de um longo e tenebroso inverno (sem trocadilhos com a estação em que nos encontramos hoje) eis que voltamos a postar para a #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs. E o tema deste mês foi proposto pelo confrade Gil Mesquita (Vinho para Todos). A sua sugestão foi "Um tinto do Douro, de qualquer faixa de preço". E para meu deleite, pude continuar em um país que muito prazer me traz quando pensamos nos vinhos a preços acessíveis no mercado brasileiro, que é Portugal. Para a tarefa de hoje escolhemos o Vallado Tinto 2013.


A Quinta do Vallado, construída em 1716, é uma das quintas mais antigas e famosas do Vale do Douro, em Portugal. Pertenceu à lendária Dona Antónia Adelaide Ferreira e mantém-se até hoje na posse dos seus descendentes. A Quinta do Vallado é famosa pela produção de Vinhos do Douro e Vinhos do Porto de qualidade reconhecida mundialmente. Recentemente, fizeram a modernização de seu Wine Hotel para o receber ainda melhor os amantes da bebida de Bacco.

Falando um pouco do Vallado Tinto 2013, podemos afirmar que o vinho é feito com cerca de 80% das uvas provenientes de vinhas com cerca de 25 anos de Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca e Sousão e os restantes 20% de vinhas velhas com cerca de 70 anos. Já sobre envelhecimento, cerca de 70% do vinho estagiou durante 16 meses em cubas de aço inoxidável e o restante em barricas de 225 lt de carvalho Francês de 3º e 4º usos. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e com alguma cor também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, flores e especiarias. Leve toque de baunilha ao fundo. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um bom vinho português que provamos por aqui, este em especial para a #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs. Foi comprado em uma promoção da rede Pão de Açúcar e valeu o quanto custou. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 25 de julho de 2017

Divulgação: Eventos de Vinho pelo Brasil

Confesso que tenho ficado bem contente com o aumento do número de eventos relacionados ao vinho que vem se espalhando por todo o Brasil, mostrando que este mercado ao que tudo indica tem evoluído e crescido por aqui. Abaixo seguem apenas alguns que devem acontecer nos próximos dias:


4ª International Wine Show: Um dos principais eventos do segmento na capital paulista, a “4ª International Wine Show” será realizada no dia 29 de julho (sábado), das 16h00 às 21h00, no Centro de Convenções Frei Caneca, reunindo cerca de 240 rótulos premiados nacionais e internacionais, de mais de 40 importadoras e vinícolas: Adega Alentejana, Barrinhas, Bodega, Bruck, Calix, Cantu, Casa Flora, Casa Perini, Casa Valduga, Caves Santa Cruz, Chandon, Decanter, Devinum, Don Bonifácio, Epice, Galeria do Vinho, Inovini, Interfood, Itália Mais, KMM, La Charbonnade, La Pastina, Lidio Carraro, Lusovini, Miolo, Mistral, Mr. T, Obra Prima Orion, Portus, Premium Drink, Qualimpor, RGB Importadora, Santar, Sogrape, Terra Vinis, TW Vinhos, VCT, Vinci, Vinícola Aurora, Wine Brands, World Wine, Zahil e Vina Carmen;
Serviço:
“International Wine Show 2017”
Data: 29 de julho de 2017 (sábado)
Horário: das 16 às 21 horas
Valor do Convite: R$ 99,00
Compras pelo Ingresso Rápido ou no Empório Frei Caneca 
Local: Centro de Convenções Frei Caneca – 4º Andar
Rua Frei Caneca, 569 – Consolação - São Paulo SP
apenas para maiores de 18 anos


6º Curitiba Expovinhos 2017: Os apreciadores dos bons vinhos já têm encontro marcado em Curitiba. De 11 a 12 de agosto acontece a 6ª edição da Curitiba Expovinhos, um evento que apresentará mais de 500 rótulos de vinhos de 15 países, no setor de orgânicos do Mercado Municipal de Curitiba. O evento, realizado pela Associação dos Comerciantes do Mercado Municipal (Acesme), Mercado Municipal de Curitiba e Prefeitura de Curitiba, deverá reunir aproximadamente 1.000 pessoas nos dois dias de degustação, com diversos expositores oferecendo vinhos aos participantes no local. O evento vai reunir profissionais da área e apreciadores, para conhecer melhor grandes vinhos de diversos países. O formato será o de Wine Show, no qual os expositores apresentam seus produtos para a degustação, em contato direto com os visitantes. As edições anteriores foram um sucesso e este ano a organização espera passar de 1.000 participantes por dia. Será a maior feira do segmento além de ser a única na cidade. Nos rótulos, teremos marcas nacionais e internacionais, com vinhos de diferentes procedências, dos novos aos tradicionais, de diferentes países, para todos os bolsos. Serão mais de 20 expositores das maiores vinícolas do mundo apresentando vinhos de todos os continentes. 
Serviço
6º Curitiba Expovinhos 2017 Data: 11 e 12 de agosto, sexta e sábado Horário: das 16h às 21 (sexta) e das 12h às 18h (sábado) Local: Mercado Municipal de Curitiba End: Rua da Paz, 608 (Setor de Orgânicos) Informações: (41) 3363-3764;


5ª edição do Rio Wine and Food Festival (RWFF): Promovido e idealizado pelo Grupo Baco, o Festival de Vinho e Gastronomia do Rio de Janeiro – o RWFF - é hoje uma das maiores e mais prestigiadas iniciativas envolvendo o mundo do vinho, gastronomia e cultura existente no Brasil, sendo referência também fora do país. Seu formato inovador e democrático, envolve toda cidade e diferentes públicos, movimentando este segmento e impactando positivamente o consumidor final. Para esta quinta edição, uma novidade: o Rio Wine and Food Festival recebeu recentemente o certificado de “Relevância para o Turismo” da Secretaria do Estado de Turismo. Acessando o site do evento, www.riowineandfoodfestival.com.br, é possível checar a programação e clicar no botão que redireciona para o ingressocerto.com.
Serviço
Evento: 5º Rio Wine and Food Festival
Data: de 21 a 27 de agosto de 2017 (pré-abertura dia 19 de agosto)
Local: Rio de Janeiro (vários espaços da cidade)
Programação completa: www.riowineandfoodfestival.com.br
Inscrições e compra de ingressos: ingressocerto.com
Informações para público: contato@riowineandfoodfestival.com.br

Até o próximo!

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Norte 32 Etiqueta Negra 2014: Vinho mexicano no Balaio!

O projeto Norte 32 de vinhos nasceu em 2002 como um projeto de aposentadoria do Capitão Oscar E. Obregón após anos de trabalho e dedicação à aviação, uma paixão que precedeu a sua paixão atual pelo vinho. Neste mesmo ano, adquiriu uma pequena propriedade no coração do Valle de Guadalupe, localizada ao norte paralelo 32, no México. No início de 2003 cerca de 7 hectares são plantados, 20.000 plantas, principalmente a partir de 2 variedades; Merlot e Cabernet Sauvignon. Em 2005 é feita a primeira colheita do Norte 32, um blend de Cabernet Sauvignon, Nebbiolo e Grenache com 330 caixas de vinho produzidas. A próxima safra do Norte 32 (2006) é um corte diferente, este ano o produtor de renome, José Luis Durand, decide mudar o blend, Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah. E assim fora feito a cada ano, com um blend diferente. Atualmente a vinícola "North 32" produz cerca de 4.000 caixas por ano e todo o processo de vinificação é realizada nas instalações construídas em 2008, que tem suas portas abertas para passeios e degustações.


Sobre o Norte 32 Etiqueta Negra 2014, podemos ainda acrescentar que o vinho é um blend das uvas Tempranillo e Syrah com passagem de 7 meses em barricas de carvalho americano e francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e com alguma cor também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de caramelo, baunilha, frutas vermelhas e especiarias. Madeira um pouco pronunciada no nariz.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, acidez um pouco abaixo do esperado e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um vinho "diferente" que provamos por aqui, de um lugar pouco conhecido por seus vinhos (México) com um blend pouco usual e que, vale conhecer, mas que tem alguns defeitinhos como por exemplo a madeira muito pronunciada no nariz principalmente e acidez um pouco baixa. De qualquer maneira, mas uma ótima experiência que obtivemos por aqui.

Até o próximo!

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Esporão Trincadeira 2015

A pouco mais de 170 km a sudeste de Lisboa, junto à histórica cidade de Reguengos de Monsaraz, deparamo-nos com uma típica paisagem do Baixo Alentejo. É lá, por entre suaves planícies e vales pouco profundos escavados por ribeiras intermitentes, campos de cereais, vinhas e olivais que encontramos a Herdade do Esporão (produtora do vinho de hoje). Situada então no coração do Alentejo e integrada na Rota dos Vinhos da região, a Herdade do Esporão apresenta condições únicas para a agricultura e para o Enoturismo. Com cerca de 700ha de vinhas,olivais e outras culturas potenciadas pelo Modo de Produção Biológico e Produção Integrada. Neste território estão plantadas cerca de 40 castas, 4 variedades de azeitona, pomares e hortas.


Já sobre o Esporão Trincadeira 2015, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com 100% de uvas Trincadeira de vinhas com cerca de 40 anos vinificadas em depósito de betão, onde também cumpriu o período de amadurecimento por 6 meses sem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos frescos com leve toque de especiarias e minerais.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, muito frescor e taninos suaves. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um ótimo vinho varietal português, pouco usual mas que é uma delícia. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 18 de julho de 2017

Arienzo de Marqués de Riscal Crianza 2013

A vinícola Marqués de Riscal foi inaugurada em 1858 na região de Elciego/Álava (Espanha). Foi a primeira bodega a elaborar vinhos de acordo com métodos bordaleses em território espanhol. No ano de 1895 alcança um fato histórico, onde o Marqués de Riscal foi o primeiro vinho, não francês, a conseguir o diploma de “Honor de la Exposición de Burdeos”. Graças ao vinhos brancos da Marqués de Riscal, a região “Rueda” se torna uma D.O no ano de 1890. Em 2006 outo fato histórico, a Marqués de Riscal foi eleita a melhor vinícola europeia pela revista norte americana Wine Enthusiast. Atualmente, os vinhos de Marqués de Riscal estão presentes em mais de 100 países. Os vinhos Marqués de Riscal representam uma marca ícone no Brasil dentro da categoria de vinhos premium espanhóis.


Sobre o Arienzo de Marqués de Riscal Crianza 2013, podemos ainda acrescentar que o vinho é produzido a partir das uvas Tempranillo, Mazuelo e Graciano oriundas de vinhedos situados em Laguardia e Elciego. Após a fermentação, o vinho passa por um período de 18 meses em barricas de carvalho americano antes de ser engarrafado e liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas de média velocidade e com alguma cor se faziam presentes. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, coco (lembrando até aquele danoninho de coco, sabe?), leve toque de especiarias e ao fundo de taça, toques de madeira tostada.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um ótimo vinho espanhol provado por aqui, valeu muito a pena, eu recomendo e muito a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Tavernello Vino Rosso

O vinho Tavernello é a muitos anos um dos principais produtos do Grupo Caviro, cooperativa agrícola que reúne produtores de todo o território italiano. A empresa foi fundada em 1966, reunindo na época nove vinícolas (hoje existem 32), localizado em toda a Itália; o consórcio, com sede em Faenza, é hoje uma empresa líder no cenário nacional e internacional de vinhos. A marca Tavernello faz parte do cotidiano das famílias italianas há mais de 30 anos e simboliza a tradição de sempre ter um bom vinho à mesa! Na Itália, são vendidos mais de 54 milhões de litros dos vinhos Tavernello por ano. A Importadora BEV GROUP traz ao mercado brasileiro, com exclusividade, os vinhos Tavernello Rosso Dry, Tavernello Bianco Dry e Tavernello Rosso Amabile.


Falando um pouco mais sobre o Tavernello Rosso Dry, podemos ainda dizer que o vinho é um blend de uvas italianas sem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e sem cor se mostraram presentes.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos escuros e leves toques florais.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um bom vinho para o dia a dia, como é mesmo a proposta da Caviro e da marca Tavernello, que pode ser tomado sozinho ou com pratos de massas com molhos vermelhos ou ainda carnes vermelhas mas magras e sem muito condimento. Enfim, eu recomendo a prova, ainda mais levando em conta seu custo (em torno de 35 dinheiros no nosso mercado). 

Até o próximo!

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Veuve Clicquot lança dois novos "sabores" de champanhe

Procurando por um novo toque no seu Champagne favorito?

A Veuve Clicquot cativou um seguimento bastante leal ao longo de sua impressionante história de 245 anos. Os amantes do Champanhe vieram conhecer e confiar na Veuve para oferecer luxo em cada garrafa, e se você é fã da bebida, então temos novidades para você. Existem agora duas novas garrafas de Veuve, chamadas Clicquot Rich e Rich Rosé, e eles são um toque divertido nos Champagnes clássicos da marca.


As duas misturas são inspiradas pela mixologia e, ao contrário do Champanhe tradicional, devem ser misturadas com outros ingredientes. Eles são projetados para serem servidos com gelo e combinados com frutas não só, mas também vegetais, incluindo abacaxi, pepino, aipo, pimentão, grapefruit e rapas de limão, e até mesmo certos tipos de folhas de chá. Parece estranho, certo? 


A razão pela qual a Clicquot Rich e a Rich Rosé combina tão bem com frutas e vegetais é porque eles têm um teor de açúcar maior do que o Champagne tradicional, então eles são um pouco mais doces do que os amantes de Veuve Clicquot se acostumaram. Quando bebidos sozinhos, eles serão muito doces, mas quando combinados com gelo e qualquer um dos ingredientes adicionados mencionados acima, os aromas e as notas do Champagne são melhorados para um sabor perfeito.

Clicquot Rich e Rich Rosé estão disponíveis em determinadas lojas de vinhos finos e bebidas espirituosas em Nova York, Califórnia e Flórida, e também podem ser encontradas online em Sherry-Lehmann.com. Será que um dia veremos as garrafas por aqui? Comentem se vocês, assim como eu, ficaram curiosos para provar.

Até o próximo!



terça-feira, 11 de julho de 2017

Coroa d'Ouro 2014

Para a vinícola Poças, tudo começou em 1918, quando Manoel Domingues Poças Júnior, nascido no centro da azáfama do Vinho do Porto, decidiu fundar o seu próprio negócio. Era 15 de agosto, poucos meses antes do Armistício. Manoel Poças tinha 30 anos e alguma experiência de trabalho na área. Com o seu tio, fundou uma empresa para vender brandies a grandes produtores de Vinho do Porto. Pouco depois estabeleceu a sede que se mantém até hoje, em Vila Nova de Gaia. Primeiro o seu tio, depois os irmãos, a mulher, os netos: toda a família Poças veio a partilhar a sua paixão pelo vinho, combinando o respeito pela tradição com a mente aberta à inovação trazida pelas novas gerações. Hoje, com três quintas nas melhores localizações da Região Demarcada do Douro, a Poças tem o controle total da qualidade dos seus vinhos. E o envolvimento da família é mais forte do que nunca.


Sobre o Coroa d'Ouro 2014 podemos ainda afirmar que é um vinho feito a partir castas tradicionais da região do Douro, a saber: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca de vinhas com idades entre 10 e 20 anos. O vinho não tem estágio em madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, de média velocidade e com alguma cor também se podiam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, flores e leve toque de especiarias.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acides e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais um bom vinho português para o dia a dia provado por aqui, fácil de beber e que te instiga ao próximo gole. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Naoussa Xynomavro 2014

A Cavino Winery SA, produtora do vinho em questão, é um grupo grego que tem sua fundação ainda em meados dos anos 50 na região do Peloponeso, na Grécia, mas que passou por algumas grandes modificações em todo este caminho. Aparentemente o ano de 1999 é o que detém a marca mais recente na vinícola, quando começa a introduzir no mercado local e nos mercados internacionais vinhos de alta gama no quesito qualidade. De lá pra cá contou com uma expansão forte em mais de 26 países e construiu uma linha de engarrafamento que dizem ser o estado da arte no quesito tecnologia, com capacidade de produção de 7000 garrafas por hora. Como curiosidade, podemos ainda citar que a Cavino Winery foi eleita a melhor vinícola grega do ano de 2015 (acredite sempre desconfiando de tais "eleições).


Agora falando sobre o Naoussa Xynomavro 2014, podemos dizer que o mesmo é feito 100% com uvas Xynomavro (principal uva tinta das terras altas de Naousa na unidade regional de Imathia, e em torno de Amyntaio, na Macedônia, Grécia). O vinho estagiou em tanques de inox por 6 meses e parte do vinho teve estágio em madeira antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade com algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores se faziam notar também.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, especiarias e toques animais que lembravam couro. Ao fundo de taça, algo de tostado também se fazia presente.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom vinho para o dia a dia, mais um vez fugindo dos hermanos chilenos e argentinos. É excelente para se ampliar a litragem com vinhos de outros países menos consumidos por aqui além de ser super fácil de beber, daqueles que a garrafa seca logo. Eu recomendo a prova. Mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Flor das Tecedeiras 2014

A Quinta das Tecedeiras, produtora do vinho de hoje, situa-se na zona nobre do Douro vinhateiro, a oito quilômetros a montante da vila do Pinhão. Nesta propriedade com vista privilegiada sobre o rio Douro moram memórias de uma história riquíssima, da vinha principalmente, mas também das freiras tecedeiras de linho (da onde vem o nome da Quinta), que lhe deram o nome, e do olival. Percorrendo-se a quinta compreende-se como cresce ali uma simbiose feliz entre os vinhedos antigos – alguns com mais de 80 anos - e novos, bem como com o olival que vem do tempo em que a filoxera exigiu ao Douro encontrar cultivos alternativos à vinha devastada. É desta herança que se valoriza, nascem, naturalmente, vinhos DOC Douro e vinhos do Porto Quinta das Tecedeiras de qualidade reconhecida internacionalmente.


Já sobre o Flor das Tecedeiras 2014 podemos acrescentar que é um vinho feito a partir das mais tradicionais castas do Douro – Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Amarela, Tinta Barroca e Tinto Roriz - com fermentação e estágio apenas em tanques de inox. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de média para grande intensidade com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e com alguma cor também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros em compota, baunilha, flores, especiarias e algo que lembrava tinta de caneta.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos sedosos. O retrogosto confirma o olfato e acrescenta um toque mais mineral com uma excelente persistência.

Um ótimo vinho Duriense que provamos por aqui, é trazido pela Winebrands e vale o quanto custa, eu recomendo a prova!

Até o próximo.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Cabeça de Toiro Tinto Reserva 2012

Depois de um longo e tenebroso inverno (sem trocadilhos com a estação em que nos encontramos hoje) eis que voltamos a postar para a #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs. E o tema deste mês foi proposto pelos nossos colegas Maykel e Anna, do Vinho por 2, pensando justamente no pouco tempo que temos para escolher os vinhos. A sugestão deles foi a seguinte: "No ano de 2016 o segundo maior importador de vinhos do Brasil foi um supermercado. Por isso, nada melhor do que comentarmos o que tem de bacana nas gôndolas, falando de qualquer tipo de vinho, de qualquer faixa de preço, que seja encontrado em supermercado". E nós aqui do Balaio fomos de Cabeça de Toiro Tinto Reserva 2012.


O Grupo Enoport United Wines, dono da marca produtora do vinho de hoje (Caves Velhas), resultou da união de algumas das mais antigas e prestigiadas empresas de vinho portuguesas, todas elas com características familiares e cada uma delas detendo uma especialidade vincada e definida, que lhes valeu o reconhecimento nacional e internacional, tais como as Caves Velhas, Caves Dom Teodósio, Adegas Camillo Alves, Caves Acácio, Caves Monteiros e Caves Moura Basto. Unindo a experiência do passado com novas capacidades de gestão e tecnologia, novas empresas foram criadas com base em três grandes núcleos - Agroturismo / Produção / Distribuição - cada uma delas com objetivos de excelência e comprometimento com as atuais exigências dos mercados globais. A Enoport United Wines oferece vinhos de várias regiões de Portugal, de diferentes segmentos, premiados em vários concursos nacionais e internacionais.

Sobre o Cabeça de Toiro Tinto Reserva 2012, podemos ainda acrescentar que o vinho é feito a partir de um corte com as uvas Touriga Nacional e Castelão com estágio de 9 meses em barricas de carvalho francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade com halo granada, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e praticamente incolores também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, flores, baunilha e notas tostadas no fundo de taça.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Mais um bom portuga para o dia a dia, trazido pelo Pão de Açúcar, que aposta neste país para trazer vinhos exclusivos e de bom custo beneficio. Eu recomendo.

Até o próximo!

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Shabo Merlot 2014

A empresa industrial e comercial Shabo, localizada a 70 km de Odessa e 5 km do resort Zatoka, na Ucrânia, cria bebidas finas da mais alta qualidade desde 2003, respeitando a tradição da vinificação, mas também aplicando as tecnologias mais avançadas. Com isso, os vinhos Shabo incorporam as melhores propriedades naturais de uvas, preservando o sabor e aroma das mesmas, recém-colhidas, as suas características varietais brilhantes. O nome da empresa é derivado de um dos mais antigos terroirs na Europa - Shabo. Os progenitores da vinificação em Chabot são considerados os gregos antigos, que nos séculos VI-II eram baseados na aldeia da costa do Mar Negro de Tiro e as primeiras videiras plantadas por lá, há 2500 anos atrás. No século XVI nesta região começou o "período turco". O assentamento turco foi nomeado "Asha-Abaga", que se traduz em "abaixar as vinhas". O nome não foi escolhido por acaso - geograficamente localizado abaixo dos vinhedos de Ackerman (mais tarde Belgorod-Dniester). Existem diferentes variedades de uvas cultivadas, mas entre elas havia uma que até hoje cresce em Chabot, e é considerada autóctone - "Teltow Kuruk", que em turco significa "cauda raposa". Para salvar estas videiras únicas na empresa "Shabo", um programa especial foi criado.


Sobre o Shabo Merlot 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com 100% de uvas Merlot de Odessa, região na qual a influência do Mar Negro modera o clima extremo do país que habitualmente enfrenta verões muito quentes e invernos rigorosos. Tem passagem por madeira, embora não tenha certeza do período. Vamos as impressões?

Na taça o vinho mostrou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, florais, chocolate e leve toque de especiarias.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom vinho tinto para o dia a dia, diferente do que estamos acostumados e que surpreende por ser uma uva até certo ponto conhecida por aqui. Eu recomendo a prova. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

terça-feira, 27 de junho de 2017

Fontanafredda Dolcetto D'Alba 2014

No coração do Piemonte vitícola - nas colinas do Langhe - a Fontanafredda, produtora do vinho de hoje, nasceu: crônicas da época relatam que "ao fim de 17 de junho de 1858" uma área de 138.82 "giornate Piemontesi" (aproximadamente 54 hectares.) de propriedade de Roggeri Giacomo, filho de Giovanni Battista em Serralunga d'Alba, foi registrado sob a propriedade privada de Vittorio Emanuele II rei da Sardenha. O rei, que estava perdidamente apaixonado por Rosa Vercellana, também conhecido como "La Bela Rusin", uma plebéia e filha de um grande major a serviço de sua majestade, deu toda a parcela de terreno para ela, fazendo-a Condessa de Mirafiori e Fontanfredda um ano depois. A história de Fontanafredda tinha começado, mas não como um negócio propriamente dito, até vinte anos depois, em 1878, graças à clarividência de Emanuele Guerrieri, Conde de Mirafiori, filho do rei e Bela Rusin, um empresário nobre que dedicou sua vida ao vinho com uma abordagem muito moderna.


Já sobre o Fontanafredda Dolcetto D'Alba 2014, podemos afirmar que é um vinho feito com 100% de uvas Dolcetto das regiões de Alba, Treiso, La Morra and Neive  com envelhecimento de 3 meses em tanques de inox antes de ser engarrafado e posteriormente liberado ao mercado. Vamos então as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e quase incolores também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos bem maduros, toques florais e algo que lembrava folhas/floresta.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um bom vinho italiano que provamos por aqui, é um vinho de entrada se assim podemos dizer mas que, se você quer conhecer a tipicidade e se deliciar com um exemplar sem quebrar sua conta bancária, pode apostar. Eu recomendo.

Até o próximo!

terça-feira, 20 de junho de 2017

Champagne Aubry Brut Premier Cru

O Champagne de hoje é feito pelos irmãos Pierre e Philippe Aubry, em uma área de cinco hectares compostos por mais de sessenta parcelas. Esta gama de solos, exposições, diferentes variedades de uvas, permite que os dois irmãos perpetuem o estilo que o nome Aubry ajudou a criar. O interessante destes irmãos é que usam todas as uvas permitidas em Champagne para elaborar seus espumantes e não se prendem somente as 3 principais.


Falando especificamente do Champagne Aubry Brut Premier Cru, podemos dizer que o mesmo é feito a partir de 45% de uvas Pinot Meunier, 25% de Pinot Noir, 25% de Chardonnay e 5% das variedades antigas Arbanne, Petit Meslier e Fromenteau. Fica de 18 a 24 meses em contato com as leveduras. Vamos as impressões?

Na taça o Champagne apresentou coloração amarelo dourado brilhante e muito límpido com execelente formação de perlage, borbulhas bem pequenas e extremamente persistentes. Era "barulhenta" como dizem alguns. 

No nariz o Champagne apresentou aromas de frutos cítricos e tropicais, florais, minerais e de panificação. Como de se esperar, boa complexidade em um Champagne como esse.

Na boca o Champagne se mostrou muito cremoso e fresco, com muita elegância. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Este Champagne foi um baita achado na época em que comprei, um excelente custo benefício e que comprova toda sua qualidade e complexidade quando degustamos. Eu recomendo a prova. 

Até o próximo!

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Paulo Laureano Vinha das Lebres Reserva 2014

Paulo Laureano é um dos mais conceituados enólogos portugueses e uma referência dos vinhos no Alentejo. Agrônomo, enólogo formado entre Portugal, Austrália e Espanha, depois de ensinar na Universidade de Évora durante 10 anos, resolveu dedicar-se, em exclusivo, aquilo que o move desde 2003, desenhar vinhos. Sobretudo na empresa que criou com a família em 1999 e que foi assumindo uma importância cada vez maior na sua vida. Paulo Laureano define-se como um enólogo minimalista. Para ele desenhar vinhos é uma paixão, desvendar os seus aromas e sabores, avaliar e optimizar as razões da sua identidade e personalidade, promovendo-os como verdadeiras fontes de prazer, são os pontos-chave da sua filosofia. A sua aposta exclusiva nas castas portuguesas, traduz a sua maneira de estar, encarando o vinho como fator de cultura e civilização. Paulo Laureano trabalha com o terroir do Alentejo, que além de ser umas das regiões europeias ambientalmente mais bem preservada, abriga uma das mais importantes áreas de produção de vinho em Portugal. Um clima quente, chuvas reduzidas, solos pobres e excelentes exposições permitem locais de excepcional qualidade para a produção de vinhos.


Sobre o Paulo Laureano Vinha das Lebres Reserva 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com uvas tradicionais portuguesas como Aragonês e Trincadeira aparentemente sem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor violácea de média para grande intensidade com algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos em compota, chocolate e leve lembrança floral.

Na boca o vinho tinha corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos marcados, presentes, mas de boa qualidade. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um bom vinho português degustado por aqui, o que só comprova a qualidade dos mesmos e minha predileção. Eu ainda acho que dado o custo benefício, os vinhos portugueses ainda estão na frente Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 12 de junho de 2017

MontGras Intriga 2012

Os irmãos Hernán e Eduardo Gras, juntamente com o sócio Cristián Hartwig, deram vida à Vinícola MontGras em 1993, combinando tecnologia de ponta com o talento e a paixão de um grupo muito especial de pessoas. Com a inspiração de Hernán, que teve uma longa trajetória de vinificação no Canadá, juntamente com a visão empresarial do ponto de vista pragmático de seu irmão Eduardo e Cristián, eles fizeram uma combinação perfeita que converteu MontGras em um dos principais grupos vitivinícolas do Chile, com Presença nas principais regiões vinícolas do país - Colchágua, Maipo e Leyda-, além de uma alta participação nos mercados internacionais.


O MontGras Intriga 2012 é um vinho feito a partir de uvas Cabernet Sauvignon (85%), Cabernet Franc (9%) e Petit Verdot (6%) de vinhas plantadas na propriedade Intriga, sobre solos aluviais com idade média de 30 anos aos pés da majestosa Cordilheira dos Andes. O vinho passa por envelhecimento de 21 meses em barricas francesas 25% novo e 75% de segundo uso. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, espaçadas e coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, ervas, especiarias, baunilha, flores, cedro, grafite e toques de aromas animais e tostados.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um belo vinho chileno, complexo e elegante que tende a agradar aos paladares em geral. Eu recomendo a prova. Foi comprado em promoção no Pão de Açúcar por cerca de 100 dinheiros e em minha opinião, valeu o quanto paguei.

Até o próximo!

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Trumpeter Malbec Syrah 2015

A tradição vinícola da Família Rutini começa no início do século XIX, em Le Marche, Itália, quando Francisco Rutini produzia e vendia vinhos artesanais entre os seus vizinhos de Ascoli Piceno. Mais tarde, seu único filho, Felipe Rutini, emigrou para a Argentina para continuar a tradição da família e legado. Foi em Coquimbito, uma pequena, mas próspero distrito de Maipú, na província de Mendoza, que Felipe começou seu projeto Rutini: a Bodega La Rural. Don Felipe continuou a desenvolver vinhedos em Maipú e, em seguida, expandir suas operações nas áreas de Los Corralitos (Guaymallén) e Medrano (Rivadavia). Esta expansão duplicou a capacidade que tinha até então. Após a sua morte, em 1919, seus filhos estão no comando do projeto. A família Rutini foi uma das pioneiras a se envolver com plantações de vinhas em Tupungato, no coração do Valle de Uco, em 1925. Naquela época, Tupungato nada mais era do que uma parada na estrada que levava às montanhas mendocinas. Hoje, 90 anos após a epopeia da família Rutini a Tupungato, o lugar é sem dúvida uma das regiões vinícolas mais famosas de Mendoza e da Argentina. Em outubro de 2008 a construção da nova adega no Vale do Uco começou. No final de fevereiro de 2009, o batismo das instalações foi realizada com a chegada das primeiras uvas. No total, a Rutini Wines (nome utilizado pelo empreendimento atualmente) tem uma propriedade de 385 hectares de vinhedos, todos em um intervalo de altitude de 1050 a 1250 metros. As linhas "Rutini" e "Trumpeter" são produzidas exclusivamente na adega de Tupungato. Já em La Rural, sua adega inicial em Coquimibito, Maipú, produz todas as outras marcas da família: San Felipe, La Vuelta, Pequeña Vasija, entre outras, focadas principalmente no mercado argentino.


Finalmente, sobre o Trumpeter Malbec Syrah 2015 podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir de um corte 50% - 50% de Syrah e Malbec oriundas de Tupungato e La Consulta, respectivamente, ambos em San Carlos, Mendoza. Tem passagem de 7 meses em barricas de primeiro e segundo usos. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e ótima limpidez. Lágrimas finas, de média velocidade e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, flores, especiarias doces, chocolate e leve tostado ao fundo.

Na boca o vinho mostrou corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirmou o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom vinho argentino, que mostra toda a potência e elegância que os vinhos que usam uma mescla com a uva Syrah podem alcançar por lá. Foi comprado em um promoção no Pão de Açúcar. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Crasto Superior Syrah 2014

Ainda falando sobre o último Wine Day da Importadora Qualimpor (no último dia 25 de maio), hoje falaremos de um vinho tinto que a meu ver, também foi um grande destaque do evento. Estou falando é claro do Crasto Superior Syrah 2014.


A Quinta do Crasto, S.A. é uma empresa portuguesa produtora de vinhos do Douro e do Porto, sediada em Gouvinhas, concelho de Sabrosa, Norte de Portugal. Localizada em pleno Vale do Douro, a mais antiga região vitícola regulamentada do mundo e também classificada como Patrimônio Mundial pela UNESCO em 2001, a Quinta do Crasto usufrui de condições excecionais para a produção de vinhos e de azeites da mais alta qualidade. Anualmente, a Quinta do Crasto produz no Douro um milhão e quatrocentas mil garrafas de vinho do Douro e do Porto de diversas categorias, 25% das quais destinadas ao mercado nacional e as restantes 75% destinadas a exportação para cerca de 40 mercados, localizados nos 5 continentes. Nestes últimos três anos, a Quinta do Crasto tem lançado um novo vinho anualmente – em 2014, lançou o vinho do Douro Crasto Superior Branco e, em 2015, lançou um vinho Regional Duriense, o Crasto Superior Syrah – fruto da sua aposta na inovação e na conquista de novos mercados internacionais. 

Falando agora especificamente do Crasto Superior Syrah 2014, podemos acrescentar que o vinho é feito a partir de uvas Syrah provenientes das plantações experimentais de 2004 da casta Syrah no – Douro Superior da Quinta da Cabreira, com uma temperada de 3 % de Viogner. Após a fermentação alcoólica, o vinho faz fermentação malolática e envelhece em barricas de carvalho francês durante 16 meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas mais espessas e ligeiramente mais lentas, além de coloridas, também estavam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros, especiarias, chocolate e algo de tostado ao fundo de taça.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e cativante.

Mais um belo exemplar de nosso patrícios, um vinho português interessante que provamos por aqui com aquele sotaque francês mas que sem dúvida, vale o investimento. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Castillo De Albai Rioja Reserva 2010

O vinho de hoje é produzido pela Pagos del Rey La Rioja, que foi inaugurada em 2006 e faz parte do grupo Felix Solis Avantis, líder no setor vitivinícola internacional - com presença em mais de 115 países. A Felix Solis Avantis é uma empresa familiar dedicada à produção de vinhos de qualidade, suco de uva e sangria, propriedade dos irmãos Solís de terceira geração, a família se esforça para unir tradição e inovação. A sede em Valdepeñas evoluiu para se tornar uma das maiores instalações de produção de vinhos com tecnologia de ponta no mundo. Sua presença em seis regiões vitícolas importantes na Espanha permite oferecer a mais ampla gama de variedades na indústria espanhola. A adega Pagos del Rey é uma das maiores em La Rioja, estando localizada junto a um antigo leito de rio com vista para o pico da montanha de Rioja Alavesa. Combina a tradição com a arquitetura moderna. Grandes chaminés e revestimentos de aço dominam a paisagem em vez de um navio. No entanto, os pilares de madeira de abeto adornam a delicada adega de barril. A família Solís trabalha em parceria com mais de 1.000 produtores de vinhos familiares que cobrem 3.500 hectares em La Rioja.


Falando sobre o Castillo De Albai Rioja Reserva 2010, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com 100% de uvas Tempranillo de vinhedos localizados ao norte da Espanha, perto do rio Ebro. Após a fermentação o vinho passa 18 meses em barricas novas de carvalho americano e mais 18 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas médias, ligeiramente coloridas também se mostraram presentes.

No nariz o vinho abriu com aromas de frutos vermelhos, coco, especiarias doces e picantes (pimentas, cravo, canela), toques animais e leve tostado ao fundo.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era longa duração.

Mais um belo vinho espanhol que passou aqui pela minha taça e que eu fiz questão de comentar por que eu acho que os espanhóis estão cada vez mais trazendo boas opções para o nosso mercado. Este, por exemplo, é vendido no Pão de Açúcar a preços acessíveis. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!