terça-feira, 20 de junho de 2017

Champagne Aubry Brut Premier Cru

O Champagne de hoje é feito pelos irmãos Pierre e Philippe Aubry, em uma área de cinco hectares compostos por mais de sessenta parcelas. Esta gama de solos, exposições, diferentes variedades de uvas, permite que os dois irmãos perpetuem o estilo que o nome Aubry ajudou a criar. O interessante destes irmãos é que usam todas as uvas permitidas em Champagne para elaborar seus espumantes e não se prendem somente as 3 principais.


Falando especificamente do Champagne Aubry Brut Premier Cru, podemos dizer que o mesmo é feito a partir de 45% de uvas Pinot Meunier, 25% de Pinot Noir, 25% de Chardonnay e 5% das variedades antigas Arbanne, Petit Meslier e Fromenteau. Fica de 18 a 24 meses em contato com as leveduras. Vamos as impressões?

Na taça o Champagne apresentou coloração amarelo dourado brilhante e muito límpido com execelente formação de perlage, borbulhas bem pequenas e extremamente persistentes. Era "barulhenta" como dizem alguns. 

No nariz o Champagne apresentou aromas de frutos cítricos e tropicais, florais, minerais e de panificação. Como de se esperar, boa complexidade em um Champagne como esse.

Na boca o Champagne se mostrou muito cremoso e fresco, com muita elegância. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Este Champagne foi um baita achado na época em que comprei, um excelente custo benefício e que comprova toda sua qualidade e complexidade quando degustamos. Eu recomendo a prova. 

Até o próximo!

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Paulo Laureano Vinha das Lebres Reserva 2014

Paulo Laureano é um dos mais conceituados enólogos portugueses e uma referência dos vinhos no Alentejo. Agrônomo, enólogo formado entre Portugal, Austrália e Espanha, depois de ensinar na Universidade de Évora durante 10 anos, resolveu dedicar-se, em exclusivo, aquilo que o move desde 2003, desenhar vinhos. Sobretudo na empresa que criou com a família em 1999 e que foi assumindo uma importância cada vez maior na sua vida. Paulo Laureano define-se como um enólogo minimalista. Para ele desenhar vinhos é uma paixão, desvendar os seus aromas e sabores, avaliar e optimizar as razões da sua identidade e personalidade, promovendo-os como verdadeiras fontes de prazer, são os pontos-chave da sua filosofia. A sua aposta exclusiva nas castas portuguesas, traduz a sua maneira de estar, encarando o vinho como fator de cultura e civilização. Paulo Laureano trabalha com o terroir do Alentejo, que além de ser umas das regiões europeias ambientalmente mais bem preservada, abriga uma das mais importantes áreas de produção de vinho em Portugal. Um clima quente, chuvas reduzidas, solos pobres e excelentes exposições permitem locais de excepcional qualidade para a produção de vinhos.


Sobre o Paulo Laureano Vinha das Lebres Reserva 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com uvas tradicionais portuguesas como Aragonês e Trincadeira aparentemente sem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor violácea de média para grande intensidade com algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos em compota, chocolate e leve lembrança floral.

Na boca o vinho tinha corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos marcados, presentes, mas de boa qualidade. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um bom vinho português degustado por aqui, o que só comprova a qualidade dos mesmos e minha predileção. Eu ainda acho que dado o custo benefício, os vinhos portugueses ainda estão na frente Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 12 de junho de 2017

MontGras Intriga 2012

Os irmãos Hernán e Eduardo Gras, juntamente com o sócio Cristián Hartwig, deram vida à Vinícola MontGras em 1993, combinando tecnologia de ponta com o talento e a paixão de um grupo muito especial de pessoas. Com a inspiração de Hernán, que teve uma longa trajetória de vinificação no Canadá, juntamente com a visão empresarial do ponto de vista pragmático de seu irmão Eduardo e Cristián, eles fizeram uma combinação perfeita que converteu MontGras em um dos principais grupos vitivinícolas do Chile, com Presença nas principais regiões vinícolas do país - Colchágua, Maipo e Leyda-, além de uma alta participação nos mercados internacionais.


O MontGras Intriga 2012 é um vinho feito a partir de uvas Cabernet Sauvignon (85%), Cabernet Franc (9%) e Petit Verdot (6%) de vinhas plantadas na propriedade Intriga, sobre solos aluviais com idade média de 30 anos aos pés da majestosa Cordilheira dos Andes. O vinho passa por envelhecimento de 21 meses em barricas francesas 25% novo e 75% de segundo uso. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, espaçadas e coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, ervas, especiarias, baunilha, flores, cedro, grafite e toques de aromas animais e tostados.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um belo vinho chileno, complexo e elegante que tende a agradar aos paladares em geral. Eu recomendo a prova. Foi comprado em promoção no Pão de Açúcar por cerca de 100 dinheiros e em minha opinião, valeu o quanto paguei.

Até o próximo!

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Trumpeter Malbec Syrah 2015

A tradição vinícola da Família Rutini começa no início do século XIX, em Le Marche, Itália, quando Francisco Rutini produzia e vendia vinhos artesanais entre os seus vizinhos de Ascoli Piceno. Mais tarde, seu único filho, Felipe Rutini, emigrou para a Argentina para continuar a tradição da família e legado. Foi em Coquimbito, uma pequena, mas próspero distrito de Maipú, na província de Mendoza, que Felipe começou seu projeto Rutini: a Bodega La Rural. Don Felipe continuou a desenvolver vinhedos em Maipú e, em seguida, expandir suas operações nas áreas de Los Corralitos (Guaymallén) e Medrano (Rivadavia). Esta expansão duplicou a capacidade que tinha até então. Após a sua morte, em 1919, seus filhos estão no comando do projeto. A família Rutini foi uma das pioneiras a se envolver com plantações de vinhas em Tupungato, no coração do Valle de Uco, em 1925. Naquela época, Tupungato nada mais era do que uma parada na estrada que levava às montanhas mendocinas. Hoje, 90 anos após a epopeia da família Rutini a Tupungato, o lugar é sem dúvida uma das regiões vinícolas mais famosas de Mendoza e da Argentina. Em outubro de 2008 a construção da nova adega no Vale do Uco começou. No final de fevereiro de 2009, o batismo das instalações foi realizada com a chegada das primeiras uvas. No total, a Rutini Wines (nome utilizado pelo empreendimento atualmente) tem uma propriedade de 385 hectares de vinhedos, todos em um intervalo de altitude de 1050 a 1250 metros. As linhas "Rutini" e "Trumpeter" são produzidas exclusivamente na adega de Tupungato. Já em La Rural, sua adega inicial em Coquimibito, Maipú, produz todas as outras marcas da família: San Felipe, La Vuelta, Pequeña Vasija, entre outras, focadas principalmente no mercado argentino.


Finalmente, sobre o Trumpeter Malbec Syrah 2015 podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir de um corte 50% - 50% de Syrah e Malbec oriundas de Tupungato e La Consulta, respectivamente, ambos em San Carlos, Mendoza. Tem passagem de 7 meses em barricas de primeiro e segundo usos. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e ótima limpidez. Lágrimas finas, de média velocidade e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, flores, especiarias doces, chocolate e leve tostado ao fundo.

Na boca o vinho mostrou corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirmou o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom vinho argentino, que mostra toda a potência e elegância que os vinhos que usam uma mescla com a uva Syrah podem alcançar por lá. Foi comprado em um promoção no Pão de Açúcar. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Crasto Superior Syrah 2014

Ainda falando sobre o último Wine Day da Importadora Qualimpor (no último dia 25 de maio), hoje falaremos de um vinho tinto que a meu ver, também foi um grande destaque do evento. Estou falando é claro do Crasto Superior Syrah 2014.


A Quinta do Crasto, S.A. é uma empresa portuguesa produtora de vinhos do Douro e do Porto, sediada em Gouvinhas, concelho de Sabrosa, Norte de Portugal. Localizada em pleno Vale do Douro, a mais antiga região vitícola regulamentada do mundo e também classificada como Patrimônio Mundial pela UNESCO em 2001, a Quinta do Crasto usufrui de condições excecionais para a produção de vinhos e de azeites da mais alta qualidade. Anualmente, a Quinta do Crasto produz no Douro um milhão e quatrocentas mil garrafas de vinho do Douro e do Porto de diversas categorias, 25% das quais destinadas ao mercado nacional e as restantes 75% destinadas a exportação para cerca de 40 mercados, localizados nos 5 continentes. Nestes últimos três anos, a Quinta do Crasto tem lançado um novo vinho anualmente – em 2014, lançou o vinho do Douro Crasto Superior Branco e, em 2015, lançou um vinho Regional Duriense, o Crasto Superior Syrah – fruto da sua aposta na inovação e na conquista de novos mercados internacionais. 

Falando agora especificamente do Crasto Superior Syrah 2014, podemos acrescentar que o vinho é feito a partir de uvas Syrah provenientes das plantações experimentais de 2004 da casta Syrah no – Douro Superior da Quinta da Cabreira, com uma temperada de 3 % de Viogner. Após a fermentação alcoólica, o vinho faz fermentação malolática e envelhece em barricas de carvalho francês durante 16 meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas mais espessas e ligeiramente mais lentas, além de coloridas, também estavam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros, especiarias, chocolate e algo de tostado ao fundo de taça.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e cativante.

Mais um belo exemplar de nosso patrícios, um vinho português interessante que provamos por aqui com aquele sotaque francês mas que sem dúvida, vale o investimento. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Castillo De Albai Rioja Reserva 2010

O vinho de hoje é produzido pela Pagos del Rey La Rioja, que foi inaugurada em 2006 e faz parte do grupo Felix Solis Avantis, líder no setor vitivinícola internacional - com presença em mais de 115 países. A Felix Solis Avantis é uma empresa familiar dedicada à produção de vinhos de qualidade, suco de uva e sangria, propriedade dos irmãos Solís de terceira geração, a família se esforça para unir tradição e inovação. A sede em Valdepeñas evoluiu para se tornar uma das maiores instalações de produção de vinhos com tecnologia de ponta no mundo. Sua presença em seis regiões vitícolas importantes na Espanha permite oferecer a mais ampla gama de variedades na indústria espanhola. A adega Pagos del Rey é uma das maiores em La Rioja, estando localizada junto a um antigo leito de rio com vista para o pico da montanha de Rioja Alavesa. Combina a tradição com a arquitetura moderna. Grandes chaminés e revestimentos de aço dominam a paisagem em vez de um navio. No entanto, os pilares de madeira de abeto adornam a delicada adega de barril. A família Solís trabalha em parceria com mais de 1.000 produtores de vinhos familiares que cobrem 3.500 hectares em La Rioja.


Falando sobre o Castillo De Albai Rioja Reserva 2010, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com 100% de uvas Tempranillo de vinhedos localizados ao norte da Espanha, perto do rio Ebro. Após a fermentação o vinho passa 18 meses em barricas novas de carvalho americano e mais 18 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas médias, ligeiramente coloridas também se mostraram presentes.

No nariz o vinho abriu com aromas de frutos vermelhos, coco, especiarias doces e picantes (pimentas, cravo, canela), toques animais e leve tostado ao fundo.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era longa duração.

Mais um belo vinho espanhol que passou aqui pela minha taça e que eu fiz questão de comentar por que eu acho que os espanhóis estão cada vez mais trazendo boas opções para o nosso mercado. Este, por exemplo, é vendido no Pão de Açúcar a preços acessíveis. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Logodaj Shiraz & Cabernet Sauvignon 2012

Há pouco mais de 10 anos, houve uma revelação: o futuro da vinificação na Bulgária teve que seguir um novo caminho enológico, em busca de qualidade absoluta e harmonia total. Para atingir esse objetivo, era necessário o local adequado, o tempo adequado e as melhores pessoas. A Logodaj Winery, criada em 1994, é fruto desta revolução e está situada no coração do pitoresco vale de Struma. É a parte mais solitária e a mais gostosa da Bulgária, tendo história antiga e rica e tradições duradouras na vinificação. Os raios de sol quentes e o terreno contribuem grandemente para isso e o artesanato dos vinicultores foi reconhecido por muitos anos. Por lá, todos tem orgulho em trabalhar sob a consultoria do famoso enólogo Riccardo Cotarella, que usa tecnologias inovadoras para criar vinhos nobres e harmoniosos. 


Já sobre o Logodaj Shiraz & Cabernet Sauvignon 2012, podemos ainda acrescentar que o vinho é um corte das castas Syrah e Cabernet Sauvignon de vinhedos próprios tendo estagiado em barricas novas de carvalho francês por 12 meses e descansado por mais 3 meses em garrafas antes de ser lançado no mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho, limpidez e leve traços granada próximos as bordas. Lágrimas finas, rápidas e quase incolores também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, bastante especiarias (pimentas em primeiro plano), baunilha e com toques de tostado ao fundo da taça.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

A meu ver mais um excelente vinho búlgaro apresentado por aqui, um vinho no mínimo diferente, evoluído e que agrada paladares um pouco mais exigentes e acostumados com o mundo do vinho. Vale conhecer e provar. Este é mais um vinho que foi apresentado pelo Winelands Clube do Vinho, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

terça-feira, 30 de maio de 2017

Garzón Reserva Cabernet Franc 2015

No último dia 8 de maio, a Bodegas Garzón, em conjunto com a Importadora World Wine, apresentou importante mudança em seus produtos, chegando a 13 rótulos de vinhos, divididos nas linhas Estate, Reserva e Single Vineyard. Os vinhos são elaborados sob a consultoria de Alberto Antonini, uma das maiores referências mundiais em produção de vinhos premium. Trago aqui hoje um dos destaques do evento, em minha opinião, que é o Garzón Reserva Cabernet Franc 2015.


Quando Alejandro Bulgheroni e sua esposa Bettina descobriram Garzón em 1999, viram nele sua “pequena Toscana em Uruguai”, e tiveram um sonho. Um sonho familiar que hoje se fez realidade: Agroland. Assim, entre olivedos e vinhedos, começaram a projetar Bodega Garzón. Os vinhedos da Bodega Garzón estão localizados em uma zona privilegiada do Uruguai, próxima a Punta del Este, La Barra e José Ignacio, o paraíso turístico uruguaio. A proximidade do oceano (18 km) cria também um clima que trás presente uma agradável brisa fresca quase diária, fazendo com que as uvas (principalmente as brancas) amadureçam da melhor forma possível.

Falando agora um pouco mais detalhadamente do Garzón Reserva Cabernet Franc 2015, podemos afirmar que é um vinho que é feito com 100% de uvas Cabernet Franc e que passa por maturação de 6 a 12 meses sobre as suas borras em barricas e bottis de 50 HL de carvalho francês. Vamos então as impressões sobre o vinho?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, especiarias, chocolate, carne defumada e leves toques herbáceos.

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um belo vinho uruguaio, que mostra como o Uruguay pode ser conhecido muito além da uva Tannat. Eu recomendo a prova, se puderem, provem vinhos diferentes, uvas diferentes sem qualquer preconceito, é isto que faz do vinho um universo tão fascinante.

Até o próximo!

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Quinta do Ameal Bico Amarelo Vinho Verde 2016

No último dia 25 de maio, no Museu da Casa Brasileira, aconteceu o Wine Day da Importadora Qualimpor, contando com uma degustação de todos os produtos do portfólio da Importadora, contando ainda com a presença dos produtores e enólogos das vinícolas Quinta do Crasto, Quinta do Ameal, Esporão, Taylor´s, Freixenet e Quinta dos Murças. Trago hoje aqui um dos destaques do evento, o vinho Bico Amarelo da Quinta do Ameal. Vamos ver o que conseguimos falar sobre ele?


A Quinta do Ameal, produtora do vinho em questão, é uma pequena propriedade, muito antiga (1710), de rara beleza natural. Lá são criados e produzidos vinhos brancos de excelência feitos a partir de uma casta de uvas portuguesa chamada Loureiro. Esta atinge a sua maior expressão aromática e gustativa neste fantástico Vale do Lima, onde a vinícola está situada. Exportado para mais de 15 Países, o Ameal encontra-se nas cartas de muitos dos melhores e mais exigentes restaurantes do Mundo assim como das mais prestigiadas lojas. E chega ao Brasil pelas mãos da Qualimpor, a importadora que entende de vinhos portugueses.

Ainda sobre o Quinta do Ameal Bico Amarelo Vinho Verde 2016, podemos acrescentar que o vinho é um corte de uvas provenientes das melhores sub-regiões da Denominação de Origem dos Vinhos Verdes: do Vale do Lima, a casta Loureiro, do Vale do Rio Minho, a casta Alvarinho e do Vale do Douro, a casta Avesso. A maturação ocorre de 3 a 6 meses em aço inox com remontagem constante. Vamos finalmente as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração amarelo palha bem clarinha com reflexos esverdeados, brilhante e límpido.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos e tropicais, flores brancas e mel.

Na boca o vinho apresentou corpo leve com uma excelente acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Mais um belo e interessante vinho verde branco. Simples e elegante ao mesmo tempo, mostra que um vinho branco pode ter muita personalidade. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Ménage à Trois California Red Wine 2014

Ménage à Trois originou-se como um blend de três variedades tintas, criado em 1996 por dois profissionais psiquiátricos na Folie à Deux Winery, em Santa Helena, Califórnia. Capturando a imaginação dos amantes do vinho através do boca-a-boca, a oferta foi logo expandida para blends brancos e rosés também. Continuando a crescer, a marca Ménage à Trois aumentou significativamente depois que foi adicionada à carteira da Trinchero Family Estates em 2004. Ménage à Trois é creditado com a criação da categoria Red Blend e definindo o segmento doméstico americano de vinhos super premium, elevando a marca para um status icônico dentro da indústria de vinho e bebidas espirituosas. A marca Ménage à Trois é atualmente composta por 15 variedades de vinhos e blends, mais três tipos de vodka.


Sobre o Ménage à Trois California Red Wine 2014, podemos ainda acrescentar que o vinho é feito a partir do corte das uvas Zinfandel (45%), Merlot (35%) e Cabernet Sauvignon (20%) sendo que, cada variedade foi fermentada separadamente, sendo que o blend final é feito antes do engarrafamento. Não encontrei detalhes, mas aparentemente o vinho tem passagem de 12 meses por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, de média velocidade e coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros em compota, chocolate, pimenta, tabaco e algo de coco.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, taninos macios e acidez média. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um ótimo vinho americano, bem característico e que tende a agradar principalmente os iniciantes, que estão naquela transição entre os vinhos suaves e os vinhos secos. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 23 de maio de 2017

Divulgação: Vem aí a semana do vinho em São Paulo!

SPWW vai oferecer rótulos com desconto em restaurantes da capital paulista



Entre os dias 5 e 11 de junho será realizada a 1ª São Paulo Wine Week, uma semana dedicada ao vinho em alguns dos mais renomados restaurantes da capital paulista. O evento acontece no mesmo período do ExpoVinis Brasil (6 a 8 de junho), principal feira de vinhos na América Latina, e o objetivo é fomentar o conhecimento e o consumo de tintos, brancos, rosés e espumantes através da experiência com vinhos do Brasil, Chile, Argentina, Uruguai, África do Sul, França, Itália e Portugal.

A mecânica é simples: os restaurantes participantes vão oferecer três taças de vinhos a um preço único e menor do que aquele praticado fora da SPWW. A ideia é que as casas montem um flight de vinhos de diferentes estilos, começando com um perfil aperitivo, mais leve e aumentando em intensidade e complexidade. A faixa de preços para cada “trio” de vinhos vai variar entre R$ 45,00 e R$ 60,00. A ação será focada nos jantares de segunda a sexta-feira (5 a 9 de junho) e almoços e jantares no sábado e domingo (10 e 11 de junho).

“Queremos oferecer uma experiência sensorial diferente e mais divertida para os consumidores, sem as formalidades que ainda atribuem ao consumo do vinho. Além disso, é uma oportunidade única de apreciar uma variedade de rótulos especiais de diversos países pagando um excelente preço”, explica Leonardo Sanchez, sócio da SPWW.

A lista completa dos restaurantes participantes da SPWW pode ser conferida em: www.spww.com.br.

O evento é organizado pela Wine Revolution, formada por um grupo de empreendedores (e apreciadores de vinhos) de vários segmentos, que promove ações para o público jovem e é responsável, entre outros projetos, pelo Malbec World Day em Buenos Aires, México e Nova York.

São Paulo Wine Week

5 a 11 de junho de 2017

*Os horários de almoço e jantar podem variar nos restaurantes participantes. Recomenda-se checagem prévia.

Mais informações: www.spww.com.br.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Stambolovo Estate Syrah & Merlot 2013

O vinho é produzido pela Stambolovo Winery, vinícola esta que tem as suas vinhas e instalações situadas no sul da Bulgária, em estreita proximidade com as fronteiras com a Grécia e a Turquia. A região é de importância geográfica chave. O caminho mais curto da Europa para a Ásia e Ásia Menor passa por estas terras. Muito provavelmente esse foi o caminho pelo qual as primeiras videiras foram trazidas para o que é hoje o território da Bulgária. Com uma história de quase 80 anos no negócio, atualmente a vinícola está entre os principais produtores de vinho na Bulgária. Devido às características benéficas climáticas e terroir da região, bem como com a qualidade e tradição comprovada pelo tempo, hoje a marca Stambolovo é considerado pela maioria dos profissionais de negócios de vinho, a vinícola com os melhores, da mais alta qualidade e mais típicos vinhos Merlot na Bulgária.


Já sobre o Stambolovo Estate Syrah & Merlot 2013, podemos ainda afirmar que o vinho é um blend das uvas citadas sem proporções descritas e com passagem em madeira (sem período divulgado). Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de média intensidade com halos granada, algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e quase sem cor também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias (pimenta em abundância), baunilha, tostado e algo que lembrava caramelo.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez e taninos marcados, de boa qualidade. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

A meu ver mais um excelente vinho búlgaro apresentado por aqui, um vinho no mínimo diferente, evoluído e que agrada paladares um pouco mais exigentes e acostumados com o mundo do vinho. Vale conhecer e provar. Este é mais um vinho que foi apresentado pelo Winelands Clube do Vinho, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Mirandelle De L. Lurton Bordeaux Sauvignon Blanc 2015

A família Récapet começou a plantar vinhas em St. Emillion ainda em 1650. Foi só na metade do século XIX que migraram para o sul da França, com destino à Branne. Desde 1897 a família é conhecida por sua produção, e atualmente a vinícola é comandada por François Lurton, membro da quinta geração da família. Enólogo de formação, ele esteve a frente de grandes projetos, entre eles, o grupo Möet & Chandon, no qual adquiriu grande experiência. Em 1988, abriu uma consultoria com seu irmão, Jacques, com quem passou a viajar o mundo conhecendo novos terroirs. Em 2007, deu continuidade aos projetos familiares, rebatizou a propriedade com seu nome e desde então dedica-se à produção de vinhos de qualidade impecável, na França, Espanha, Argentina e Portugal.


Já sobre o Mirandelle De L. Lurton Bordeaux Sauvignon Blanc 2015, podemos ainda acrescentar que o vinho é feito com 100% de uvas Sauvignon Blanc da região de Bordeaux (sem uma AOC mais específica) e sem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha bem clarinho com reflexos esverdeados, límpida e com bom brilho. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos, ervas, flores e algo que lembrava melado.

Na boca o vinho apresentou muito frescor e certa untuosidade. O retrogosto confirmou o olfato e o final era de longa duração.

Um bom vinho branco de Bordeaux, de um afamado produtor e que trás um bom custo benefício. Foi bem com tilápia a parmigiana. Eu recomendo a prova. 

Até o próximo!



Fonte de informações sobre o produtor: www.grandcru.com.br

quarta-feira, 17 de maio de 2017

La Mora Maremma Toscana Rosso 2014

A Vinícola Cecchi, produtora do vinho de hoje, faz parte do Grupo Família Cecchi. Tudo começou em 1893, quando Luigi Cecchi se tornou um provador de vinho profissional e compreendeu o potencial da produção de vinho italiano. A empresa foi então criada neste mesmo ano, graças à paixão e dedicação da família Cecchi. A combinação de empreendedorismo e talento levou a empresa a se tornar sinônimo de vinificação, tanto na Itália como no mundo. Com mais de um século de experiência e amor para o campo, a Família Cecchi ainda enfrenta cada dia com forte entusiasmo.


Já sobre o La Mora Maremma Toscana Rosso 2014, podemos afirmar que o vinho é um blend de Cabernet Sauvignon e Merlot plantadas na região de Maremma Toscana. Vale lembrar que esta região era considerada uma IGT até 2011, quando foi alçada a DOC adicionada às 39 denominações existentes na Toscana. Após maceração prolongada, seguida de fermentação em inox (alcoólica e malolática), o vinho passa por um período em madeira de segundo e terceiro usos para ganhar alguma complexidade, quando é finalmente engarrafado e liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, folhas de chá, especiarias, baunilha e algo de floral.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um bom vinho italiano provado por aqui, que apresentou um bom custo benefício e apresentou, ao menos pra mim, uma nova denominação Toscana. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 16 de maio de 2017

Val di Suga Brunello di Montalcino 2009

A Tenimenti Angelini é uma produtora italiana que conta com cinco vinícolas (Val di Suga, em Montalcino; Tre Rose, em Montepulciano; San Leonino, em Chianti; Puiatti, em Friuli-Venezia Giulia; e Collepaglia, em Ancona). No caso de hoje, focaremos na Val di Suga, localizada em Montalcino, que conta com terras em ambos os lados da cidade, gerando certa complexidade a seus vinhos, somando cerca 120 hectares, dos quais 55 estão plantados com vinhas. Com uma produção que visa a qualidade de cada exemplar fabricado, ela tem se tornado, ano após ano, uma grande referência na elaboração de produtos bastante especiais. Atualmente ela exporta seus vinhos para países localizados nos cinco continentes do mundo.


Sobre o Val di Suga Brunello di Montalcino 2009, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Sangiovese plantadas ao redor da abadia de Santo Antimo e região. Todos os vinhos Val di Suga passam ao menos 36 meses em barricas de carvalho, assim como este aqui que passa ainda mais 12 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade com bom brilho, boa limpidez e algum halo granada principalmente em direção as bordas.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos negros bem maduros, toques mentolados, especiarias, tostados, florais e chocolate.

Na boca o vinho apresentou corpo médio para encorpado, ótima acidez e taninos macios e redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um belíssimo exemplar da Toscana que alia muita elegância e rusticidade típicas da região e da casta. Além de podermos considerá-lo um best buy dentro de sua faixa de mercado. Eu recomendo a prova, com toda certeza.

Até o próximo

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Divulgação: Vem ai a 11ª edição do Mania de Vinho Art des Caves

No próximo dia 09 de Maio, a Art des Caves, pioneira na fabricação de adegas climatizadas no país – que em 2017 completa 20 anos – inicia a 11ª edição do Mania de Vinho, temporada de descontos de até 40% em rótulos de diversas nacionalidades, com um evento no D&D Shopping, em São Paulo.
 

Na ocasião, clientes e convidados da empresa, entre eles sommeliers, arquitetos, decoradores e profissionais da imprensa, serão recebidos para a degustação dos vinhos em promoção. São esperadas durante a recepção, que será aberta também ao público, mais de 1,5 mil pessoas. Para participar, basta realizar a inscrição através do site http://bit.ly/2oEXsJN 
 
Além de títulos exclusivos da Art des Caves no Brasil, como Pinna Fidelis e Malco, o consumidor terá acesso – no dia do evento e durante todo o período de descontos –, a rótulos com excelente custo-benefício de empresas parceiras, que terão estações próprias na avant première: Obra Prima, Mistral, Ravin, Dominio Cassis, Bodegas, Optimus, Weinkeller, Lidio Carraro, Inovini, Wine Experience, Villaggio Grando e Vince.
 
Para que o público possa ter uma experiência completa ao degustar esses vinhos, as marcas Mestre Queijeiro e Senhora das Especiarias ficarão responsáveis, respectivamente, pela harmonização de queijos e geleias e compotas, com profissionais que darão dicas de como combinar os sabores com as características das bebidas. Participam ainda da ação a Weinkeller, com linguiças e mostardas, a Casa do Bento Pães Artesanais e a Água Platina.
 
Neste ano, o Mania de Vinho, que já faz parte do calendário paulistano dos amantes da enologia, acontece entre os dias 09 a 31 de Maio, em duas lojas físicas da Art des Caves.
 
Novidades em adegas
 
Para coroar os seus 20 anos de existência, a Art des Caves apresenta ao público, durante o Mania de Vinho 2017, os seus mais recentes lançamentos em adegas. Duas de suas mais conhecidas linhas acabam de ganhar novas versões: a Sommelier, que agora aparece nos modelos para 200, 90 e 40 garrafas; e a Petit, para 38 garrafas.
 
Com perfis diferentes, ambas possuem o que há de mais moderno quando o assunto é tecnologia. A Sommelier, que pertence a uma linha mais profissional, é produzida com portas Bordeless, prateleiras cromadas, iluminação em LED, além de tecnologia antivibração e alarme sonoro. Já a Petit, destinada ao consumidor que está ingressando no mundo do vinho, vem com prateleiras cromadas, iluminação interna e painel touch. Em comum, as duas linhas apresentam controle eletrônico de temperatura.
 
Serviço
Data: 09 de Maio de 2017
Horário: das 15 às 21 horas
Local: D&D Shopping/Piso Superior
Endereço: Avenida das Nações Unidas, 12.551 – São Paulo
 
Onde encontrar:
 
SÃO PAULO 
                                                      
Morumbi Shopping
Av. Roque Petroni Junior, nº 1089
Loja 227-1
Fone: 11 5181-1723/1725
 
D&D Shopping
Av. Nações Unidas, nº 12551
Loja 239 – térreo
Fone: 11 5505-0223/0290

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Santa Rita Medalla Real Cabernet Sauvignon 2012

A Viña Santa Rita, produtora do vinho de hoje, foi fundada em 1880 por Domingo Fernandez, na mesma região onde hoje está a vinícola principal, em Alto Jauhel, no Vale do Maipo. No ano de 1980, o grupo Claro tornou-se o principal investidor e, pouco tempo depois, o único acionista da empresa. As décadas seguintes a esse acontecimento foram cruciais para o crescimento e expansão da empresa, que adquiriu as vinícolas chilenas Carmen e Terra Andina e Doña Paula na Argentina. Atualmente, o grupo Santa Rita possui um total de 5.000 hectares de vinhedos e produzem 24 milhões de garrafas por ano. A vinícola principal possui 1.000 hectares de terras nos principais e mais importantes vales do Chile: Maipo, Rapel, Lontué, Casablanca e Apalta. A equipe de enólogos é composta por oito pessoas lideradas por Cecília Torres e Andrés Ilbaca, que juntos são responsáveis pela produção de 19 milhões de garrafas. A vinícola é uma das maiores e mais importantes vinícolas do Chile com as estruturas de vinificação localizadas em Buin, Los Lirios, Palmilla e Lontué. A empresa tem a visão de ser referência mundial para vinhos premium e a missão de proporcionar às pessoas momentos agradáveis, através da busca pela excelência e comprometimento com a sustentabilidade. A Santa Rita foi a pioneira em obter em todos os seus vinhedos o certificado de sustentabilidade e respeito ao meio ambiente pela National Sustainability Code of Chilean Winemaking Industry.


Já sobre o Santa Rita Medalla Real Cabernet Sauvignon 2012, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Cabernet Sauvignon a partir de uvas de vinhedos do Alto Jahuel , no Vale do Maipo, Chile e uma parte do vinho é imediatamente transferida para barris de carvalho de 1°, 2° e 3° uso, para completar a fermentação malolatica enquanto o restante ocorre nos tanques de aço inox. O blend final ocorre 14 meses após o término da fermentação. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou cor violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas mais grossas, lentas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, chocolate, especiarias, mentol, tabaco e algo de tostado.

Na taça o vinho se mostrou encorpado, de boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um belíssimo vinho chileno que degustamos aqui no Balaio, best buy e super conhecido no nosso mercado. É trazido ao Brasil pela WineBrands. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Sam's Club vai se aventurar no Mundo dos Vinhos

Os Estados Unidos é um mercado altamente relevante quando falamos de produção, consumo e venda de vinhos, embora ainda alguns críticos torçam o nariz para todo o "capitalismo" que o envolva. A questão é que lá sempre se encontra uma maneira altamente rentável e comercial de se lançar novos produtos e alcançar o mercado consumidor. E é o caso do Sam's Club, que embora exista por aqui, não tem a dimensão nem a penetração que possui no mercado americano.


A cadeia de lojas de atacado do clube (de propriedade da Wal-Mart) vai revelar sua própria linha de vinhos este ano. O varejista provavelmente espera aproveitar o sucesso dos concorrentes, cuja venda de vinho representa 20% das vendas das lojas a cada ano. O Sam's Club já vende vinhos no momento, mas não sob sua própria marca. O primeiro vinho do Sam's Club é um Chardonnay de US $ 8 da costa central da Califórnia, de acordo com a Fortune. Em seguida, será um Cabarnet do Napa Valley e para aqueles que procuram uma maneira barata de ser chique, eles também estão desenvolvendo um Prosecco e um Champanhe.


O atacadista está atualmente passando por um processo de atualização da qualidade de seus produtos em todas as linhas. Por exemplo, eles recentemente começaram a trazer da Itália um azeite gourmet sob sua marca da casa, "Members Mark". O Sam's Club costumava ter 21 marcas próprias, mas na esperança de tornar sua mercadoria mais ágil, eles reduziram esse número para apenas um. Tudo isso faz parte de um processo de apresentar produtos mais "chiques"em suas prateleiras, a fim de atrair os clientes mais ricos. O CEO do Sam's Club chamou o movimento de um "reset para o nosso negócio." Atualmente existem 650 lojas nos Estados Unidos, geralmente perto das lojas do Wal-Mart em áreas de menor renda. A empresa quer começar a abrir mais dez por ano em comunidades mais "abastadas". As pessoas pagam uma taxa de associação esperando encontrar itens exclusivos", disse Chandra Holt, vice-presidente das marcas privadas do Sam's Club, à Fortune. Isso significa que eles estarão introduzindo 300 novos itens para suas lojas, além dos vinhos.

É uma pena que não exista, até o momento, qualquer pretensão de trazer esta nova linha de vinhos (produtos) para fora dos Estados Unidos, num futuro próximo. Estas ações no intuito de "democratizar" os vinhos sempre seriam bem vindas por aqui. Só nos resta ficar na torcida. Você, caro leitor, não concorda?

Até o próximo!

terça-feira, 25 de abril de 2017

Gimenez Mendez Alta Reserva Touriga 2013

O vinho de hoje é produzido pela Vinícola Gimenez Mendez, uma vinícola uruguaia estabelecida na mais pura área da América do Sul e totalmente pertencente e gerida pela família Gimenez Mendez. Seus vinhedos, cerca de 100 hectares, e adega estão localizados nas regiões de Las Brujas em Montevideo, Los Cerrillos e Canelón Grande, no sul do Uruguai, territórios privilegiados para a produção de vinhos. A história da família Gimenez Mendez com a viticultura data de 1929, quando produziam praticamente só vinhos de mesa. Devido a uma crise do mercado uruguaio, em meados dos anos 90, adquiriram uma outra adega mais antiga e tiveram a oportunidade de expandir seus negócios, decisão esta que se mostrou acertada com o passar do tempo. Atualmente seus vinhos podem ser encontrados no Reino Unido, Alemanha, Suíça, EUA, Brasil, Barbados e México. 


Sobre o Gimenez Mendez Alta Reserva Touriga 2013 podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir de uvas Touriga Nacional da região de Las Brujas, no Uruguai, com passagem de 10 meses de maturação em carvalho francês e americano. Vamos então as impressões?

Na taça o vinho apresentou um coloração rubi violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. lágrimas ligeiramente mais lentas e gordinhas, com leve coloração.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas, especiarias, flores e leve toque mentolado.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais um excelente vinho uruguaio que provamos por aqui, que tem mostrado, ao menos pra mim, que o Uruguai conseguiu domar a difícil Tannat e ir além desta casta, com belos caldos fugindo do estilão fruta bombada e muito álcool. Eu recomendo a prova. É mais um vinho trazido pelo Clube de Vinhos Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Cantine Povero Priore Barolo DOCG 2010

Desde o plantio da primeira vinha, a família Povero, proprietária da Cantine Povero, sentiu um forte vínculo emocional e de posse em direção à sua própria terra, juntamente com o orgulho de poder continuar a tradição de seus ancestrais cujas raízes remontam a 1837. Hoje, mais de 150.000 vinhas, mais de 140 km de linhas que cobrem 45 hectares de vinhas situadas em Cisterna d'Alba, Canale d'Alba e San Damiano D'Asti (entre as áreas de Monferrato e Roero no Piemonte - Itália) são o mote da empresa, que evoluiu em termos de distribuição e seus vinhos se tornaram hoje "experiências engarrafadas para o mundo.


Sobre o Cantine Povero Priore Barolo DOCG 2010, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir de uvas Nebbiolo com passagem de 36 meses em barricas de carvalho. Sem mais delongas vamos as impressões sobre este grande vinho.

Na taça o vinho apresentou coloração rubi de média intensidade com reflexos granada, algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos secos, flores, alcatrão, fumo, especiarias, terroso e chocolate. Muito complexidade já demonstrada no nariz.

Na boca o vinho apresentou corpo de médio para encorpado, boa acidez (o que o tornou um belo amigo para comida) e taninos marcados mas de boa qualidade. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

O vinho é elegante, complexo e poderoso, como um Barolo que se preze, contando com um bom fator custo benefício em relação a outros irmãos da "sua raça". Se você quer conhecer um Barolo (ou já conhece e gosta), recomendo que prove este. Foi um dos vinhos que embalou as comemorações de abril por aqui.

Até o próximo!

terça-feira, 18 de abril de 2017

Degustar vinho engaja, e muito, o seu cérebro!

Em seu mais recente livro publicado, Neuroenology: How the Brain Creates the Taste of Wine, Gordon Shepherd, um neurocientista de Yale, argumenta que a degustação de vinho realmente estimula o seu cérebro mais do que atividades que supostamente exercitam o cérebro como ouvir música ou até mesmo lidar com um problema complicado de matemática.

Foto propriedade de Wines of Chile & Ch2A.

De acordo com Shepherd, degustar vinho "envolve mais do nosso cérebro do que qualquer outro comportamento humano". Seu livro - essencialmente uma extensão enológica de sua publicação anterior, Neurogastronomia: Como o cérebro cria sabor e por que importa - mergulha neste processo com detalhe extremo, a partir da dinâmica fluida de como o vinho é manipulado em nossas bocas ao efeito de sua aparência, cheiro e sensação na boca para o modo como nossos cérebros processam e compartilham toda essa informação. Ele sugere que, ao contrário de algo como matemática, que utiliza uma fonte específica de conhecimento, degustação de vinho envolve o cérebro mais completamente. Ele explicou como mesmo etapas básicas de degustação de vinho podem ser mais complicadas do que parecem. "Você não apenas coloca vinho em sua boca e deixa-o lá", disse Shepherd. "Você movê-lo e depois engoli-lo é um ato motor muito complexo."

No entanto, possivelmente a parte mais complexa da degustação de vinhos - um dos pontos centrais de Shepherd e o subtítulo de seu livro - é o argumento do que quando bebemos vinho, nossos cérebros são realmente necessários para criar os sabores para que desfrutemos totalmente a experiência. "A analogia que se pode usar é a cor", explica Shepherd. "Os objetos que vemos não têm cor própria, a luz atinge-os e ai a cor surge. É quando a luz atinge os nossos olhos que ativa sistemas no cérebro que criam cores a partir desses diferentes comprimentos de onda. Da mesma forma, as moléculas no vinho não têm aroma ou sabor, mas quando estimulam nossos cérebros, o cérebro cria sabor da mesma forma que cria cor ".

É uma filosofia bastante complexa para envolver nossa cabeça mas, ao final das contas, ao que tudo indica ainda não sabemos do total potencial que nosso cérebro possui. Quem sabe o que o vinho pode nos fazer?

Até o próximo!

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Pitars Cuvée Prestige Extra Brut

A história da Pitars, produtora do vinho espumante de hoje, é a história de uma família, de seu amor pelo vinho, uma história indissociavelmente ligada à terra e vinhedos que cultivou durante décadas. A vinícola Pitars está localizada em San Martino al Tagliamento, na DOC Friuli Grave. A atual geração de família Pittaro em Friuli, na Itália, chamados de "Pitars", está a frente da empresa hoje, mantendo viva a tradição da família. A filosofia da empresa sempre foi sinônimo de qualidade: viticultura e enologia são pilares de uma unidade percebida por sua excelência. A responsabilidade ambiental, pesquisa e vanguarda tecnológica e o desenvolvimento da área a torna um símbolo de qualidade do Made in Friuli, uma qualidade que se renova a cada colheita.


Sobre o Pitars Cuvée Prestige Extra Brut, podemos ainda acrescentar que é um vinho espumante elaborado com as uvas Glera , Ribolla Gialla e Verduzzo Friulano provenientes do Friuli, na Itália. Se entendi bem, a segunda fermentação ocorre em tanques de inox, ou seja, pelo método charmat. Vamos as impressões?

Na taça o vinho espumante apresentou coloração amarelo palha com reflexos dourados, ótimo brilho e limpidez. Boa formação de perlage, fina, constante e em boa quantidade.

No nariz o vinho espumante apresentou aromas de frutos cítricos e tropicais e leve lembrança floral.

Na boca o vinho espumante era cremoso e fresco, com o retrogosto confirmando o olfato. O final era de média duração.

Uma boa surpresa este vinho espumante vindo da Itália. Elaborado com uvas pouco conhecidas do público brasileiro (exceção a Glera, conhecida pelos vinhos Prosseco), deve harmonizar bem com comidas mais simples e leves, com uma boa conversa ou pode ser bebido sozinho mesmo, especialmente em dias de calor intenso. Mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

quarta-feira, 12 de abril de 2017

El Enemigo Chardonnay 2015

Como alguns já devem ter notado em minhas redes sociais, cujos links se encontram em outra aba aqui do blog, este mês é meio carregado de comemoração e emoções para minha pessoa, afinal é o mês em que comemoro minha passagem de primaveras e também, dois dias depois, comemoro o aniversário de casamento. Em virtude disso, sempre tentamos aproveitar as oportunidades e tomar alguns bons vinhos, comer boas refeições, enfim, brindar a tudo e a todos. E foi numa destas comemoração que tomamos o vinho alvo do post de hoje, o El Enemigo Chardonnay 2015.


A Bodega El Enemigo foi fundada em 2007 e se encontra aos pés dos Andes, com vinhedos espalhados por Mendoza, especialmente em Luján de Cuyo, se utilizando das altitudes favoráveis e de clima propenso a produção de uvas de grande qualidade. É também um projeto de dois nomes de peso no cenário argentino: o enólogo Alejandro Vigil, um dos mais talentosos enólogos argentinos da atualidade, e Adrianna Catena, filha de ninguém menos que Nicolás Catena, dois românticos no que fazem e que nutriam uma paixão em comum que veio a uni-los ao redor do vinho. Uma curiosidade é que o nome El Enemigo faz referência ao inimigo que todos temos que lidar no dia a dia: nós mesmos. Tendo à sua disposição uma ampla gama dos melhores vinhedos da região de Mendoza — pertencentes à família CatenaAlejandro Vigil selecionou parcelas específicas das uvas que pudessem dar origem a vinhos com uma personalidade distinta dos talhados por ele em Catena Zapata

Falando um pouco mais do El Enemigo Chardonnay 2015 em si, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Chardonnay com passagem de 12 meses em carvalho francês (35% novo). Sem mais delongas, vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo dourado muito brilhante e límpido. Lágrimas finas, de média velocidade e sem cor também compunham o aspecto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos e tropicais, fósforo, manteiga, mel e toques minerais. 

Na boca o vinho se mostrou untuoso e guloso mas com uma ótima acidez. O retrogosto confirma o o olfato e o final era longo e saboroso. 

Um grande vinho branco argentino sem dúvidas, tem aquela pegada da madeira mas que não sobrepõe a fruta e não a deixa em segundo plano. Ao mesmo tempo entrega um frescor que trabalha muito bem para a limpeza do palato. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 11 de abril de 2017

Cusumano Syrah Terre Siciliane IGT 2013

Finalizando a série de posts sobre a uva Syrah, temos um intruso de última hora e vejam só, do Velho Mundo. Hoje falaremos de um Syrah curioso, vindo diretamente da Sicília, na Itália. Estamos falando do Cusumano Syrah Terre Siciliane IGT 2013


A Cusumano é uma vinícola familiar que tem em torno de sessenta anos. Originalmente apenas um produtor de uvas em diversas regiões da Itália, o foco começou a mudar em 1993 e a primeira safra da vinícola foi lançada em 2000. Hoje a vinícola está em sua segunda geração sob a orientação de dois irmãos Alberto e Diego Cusumano. Alberto tem formação em enologia e dirige a produção na adega. Diego com seu background em negócios e propaganda controla o marketing e as vendas da empresa. Contam ainda com a consultoria do enólogo. A Cusumano possui várias vinhas em diferentes áreas da Sicília. A região de Ficuzza está no norte e é aproximadamente 220 m acima do nível do mar. Esta área é mais adequada para vinhos brancos. No centro da Sicília, onde os solos são brancos e calcários, a uva mais popular da Sicília, a Nero d'Avola é cultivada. Esta região é conhecida como San Giacomo. Além disso, a Cusumano está criando vinhos que representam uma perspectiva moderna e inovadora para os vinhos da Sicília. Eles estão fazendo grandes vinhos aos pés do Monte Etna e seus solos vulcânicos ao mesmo tempo que está transmitindo o importante papel da uva Nero d'Avola na cultura do vinho italiano e aproveitando as uvas internacionais de maneira inteligente e deliciosa.

Falando agora especificamente do Cusumano Syrah Terre Siciliane IGT 2013, podemos ainda acrescentar que este é um vinho feito 100% com uvas Syrah da região de Presti e Pegni, em Monreale, sendo que estas vinhas tem idade média de 13 anos. após a fermentação o vinho fica em contato com as borras envelhecendo em tanques de inox por aproximadamente 5 meses antes de ser engarrafado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com bordas levemente atijoladas. Bom brilho e limpidez somam-se a lágrimas finas e quase incolores.

No nariz o vinho se mostrou mais austero, com aromas de frutos vermelhos, especiarias, azeitonas e toque terrosos. Algo de fumaça ao fundo também apareceu com algum tempo do vinho em taça.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos marcados mas de boa qualidade. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Chegamos ao fim destas postagens com vinhos feitos a partir da uva Syrah e a sinceramente, não sei ao certo dizer qual mais me agradou. Este último tem um tom mais austero, aquela lembrança terrosa que normalmente me remete a vinhos italianos ao passo que os outros do novo mundo aquela pujância e força. Cada um tem sua ocasião e nenhum deles foi um vinho ruim. Eu recomendo a prova de todos.

Até o próximo!