quinta-feira, 25 de maio de 2017

Ménage à Trois California Red Wine 2014

Ménage à Trois originou-se como um blend de três variedades tintas, criado em 1996 por dois profissionais psiquiátricos na Folie à Deux Winery, em Santa Helena, Califórnia. Capturando a imaginação dos amantes do vinho através do boca-a-boca, a oferta foi logo expandida para blends brancos e rosés também. Continuando a crescer, a marca Ménage à Trois aumentou significativamente depois que foi adicionada à carteira da Trinchero Family Estates em 2004. Ménage à Trois é creditado com a criação da categoria Red Blend e definindo o segmento doméstico americano de vinhos super premium, elevando a marca para um status icônico dentro da indústria de vinho e bebidas espirituosas. A marca Ménage à Trois é atualmente composta por 15 variedades de vinhos e blends, mais três tipos de vodka.


Sobre o Ménage à Trois California Red Wine 2014, podemos ainda acrescentar que o vinho é feito a partir do corte das uvas Zinfandel (45%), Merlot (35%) e Cabernet Sauvignon (20%) sendo que, cada variedade foi fermentada separadamente, sendo que o blend final é feito antes do engarrafamento. Não encontrei detalhes, mas aparentemente o vinho tem passagem de 12 meses por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, de média velocidade e coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros em compota, chocolate, pimenta, tabaco e algo de coco.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, taninos macios e acidez média. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um ótimo vinho americano, bem característico e que tende a agradar principalmente os iniciantes, que estão naquela transição entre os vinhos suaves e os vinhos secos. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 23 de maio de 2017

Divulgação: Vem aí a semana do vinho em São Paulo!

SPWW vai oferecer rótulos com desconto em restaurantes da capital paulista



Entre os dias 5 e 11 de junho será realizada a 1ª São Paulo Wine Week, uma semana dedicada ao vinho em alguns dos mais renomados restaurantes da capital paulista. O evento acontece no mesmo período do ExpoVinis Brasil (6 a 8 de junho), principal feira de vinhos na América Latina, e o objetivo é fomentar o conhecimento e o consumo de tintos, brancos, rosés e espumantes através da experiência com vinhos do Brasil, Chile, Argentina, Uruguai, África do Sul, França, Itália e Portugal.

A mecânica é simples: os restaurantes participantes vão oferecer três taças de vinhos a um preço único e menor do que aquele praticado fora da SPWW. A ideia é que as casas montem um flight de vinhos de diferentes estilos, começando com um perfil aperitivo, mais leve e aumentando em intensidade e complexidade. A faixa de preços para cada “trio” de vinhos vai variar entre R$ 45,00 e R$ 60,00. A ação será focada nos jantares de segunda a sexta-feira (5 a 9 de junho) e almoços e jantares no sábado e domingo (10 e 11 de junho).

“Queremos oferecer uma experiência sensorial diferente e mais divertida para os consumidores, sem as formalidades que ainda atribuem ao consumo do vinho. Além disso, é uma oportunidade única de apreciar uma variedade de rótulos especiais de diversos países pagando um excelente preço”, explica Leonardo Sanchez, sócio da SPWW.

A lista completa dos restaurantes participantes da SPWW pode ser conferida em: www.spww.com.br.

O evento é organizado pela Wine Revolution, formada por um grupo de empreendedores (e apreciadores de vinhos) de vários segmentos, que promove ações para o público jovem e é responsável, entre outros projetos, pelo Malbec World Day em Buenos Aires, México e Nova York.

São Paulo Wine Week

5 a 11 de junho de 2017

*Os horários de almoço e jantar podem variar nos restaurantes participantes. Recomenda-se checagem prévia.

Mais informações: www.spww.com.br.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Stambolovo Estate Syrah & Merlot 2013

O vinho é produzido pela Stambolovo Winery, vinícola esta que tem as suas vinhas e instalações situadas no sul da Bulgária, em estreita proximidade com as fronteiras com a Grécia e a Turquia. A região é de importância geográfica chave. O caminho mais curto da Europa para a Ásia e Ásia Menor passa por estas terras. Muito provavelmente esse foi o caminho pelo qual as primeiras videiras foram trazidas para o que é hoje o território da Bulgária. Com uma história de quase 80 anos no negócio, atualmente a vinícola está entre os principais produtores de vinho na Bulgária. Devido às características benéficas climáticas e terroir da região, bem como com a qualidade e tradição comprovada pelo tempo, hoje a marca Stambolovo é considerado pela maioria dos profissionais de negócios de vinho, a vinícola com os melhores, da mais alta qualidade e mais típicos vinhos Merlot na Bulgária.


Já sobre o Stambolovo Estate Syrah & Merlot 2013, podemos ainda afirmar que o vinho é um blend das uvas citadas sem proporções descritas e com passagem em madeira (sem período divulgado). Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de média intensidade com halos granada, algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e quase sem cor também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias (pimenta em abundância), baunilha, tostado e algo que lembrava caramelo.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez e taninos marcados, de boa qualidade. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

A meu ver mais um excelente vinho búlgaro apresentado por aqui, um vinho no mínimo diferente, evoluído e que agrada paladares um pouco mais exigentes e acostumados com o mundo do vinho. Vale conhecer e provar. Este é mais um vinho que foi apresentado pelo Winelands Clube do Vinho, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Mirandelle De L. Lurton Bordeaux Sauvignon Blanc 2015

A família Récapet começou a plantar vinhas em St. Emillion ainda em 1650. Foi só na metade do século XIX que migraram para o sul da França, com destino à Branne. Desde 1897 a família é conhecida por sua produção, e atualmente a vinícola é comandada por François Lurton, membro da quinta geração da família. Enólogo de formação, ele esteve a frente de grandes projetos, entre eles, o grupo Möet & Chandon, no qual adquiriu grande experiência. Em 1988, abriu uma consultoria com seu irmão, Jacques, com quem passou a viajar o mundo conhecendo novos terroirs. Em 2007, deu continuidade aos projetos familiares, rebatizou a propriedade com seu nome e desde então dedica-se à produção de vinhos de qualidade impecável, na França, Espanha, Argentina e Portugal.


Já sobre o Mirandelle De L. Lurton Bordeaux Sauvignon Blanc 2015, podemos ainda acrescentar que o vinho é feito com 100% de uvas Sauvignon Blanc da região de Bordeaux (sem uma AOC mais específica) e sem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha bem clarinho com reflexos esverdeados, límpida e com bom brilho. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos, ervas, flores e algo que lembrava melado.

Na boca o vinho apresentou muito frescor e certa untuosidade. O retrogosto confirmou o olfato e o final era de longa duração.

Um bom vinho branco de Bordeaux, de um afamado produtor e que trás um bom custo benefício. Foi bem com tilápia a parmigiana. Eu recomendo a prova. 

Até o próximo!



Fonte de informações sobre o produtor: www.grandcru.com.br

quarta-feira, 17 de maio de 2017

La Mora Maremma Toscana Rosso 2014

A Vinícola Cecchi, produtora do vinho de hoje, faz parte do Grupo Família Cecchi. Tudo começou em 1893, quando Luigi Cecchi se tornou um provador de vinho profissional e compreendeu o potencial da produção de vinho italiano. A empresa foi então criada neste mesmo ano, graças à paixão e dedicação da família Cecchi. A combinação de empreendedorismo e talento levou a empresa a se tornar sinônimo de vinificação, tanto na Itália como no mundo. Com mais de um século de experiência e amor para o campo, a Família Cecchi ainda enfrenta cada dia com forte entusiasmo.


Já sobre o La Mora Maremma Toscana Rosso 2014, podemos afirmar que o vinho é um blend de Cabernet Sauvignon e Merlot plantadas na região de Maremma Toscana. Vale lembrar que esta região era considerada uma IGT até 2011, quando foi alçada a DOC adicionada às 39 denominações existentes na Toscana. Após maceração prolongada, seguida de fermentação em inox (alcoólica e malolática), o vinho passa por um período em madeira de segundo e terceiro usos para ganhar alguma complexidade, quando é finalmente engarrafado e liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, folhas de chá, especiarias, baunilha e algo de floral.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um bom vinho italiano provado por aqui, que apresentou um bom custo benefício e apresentou, ao menos pra mim, uma nova denominação Toscana. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 16 de maio de 2017

Val di Suga Brunello di Montalcino 2009

A Tenimenti Angelini é uma produtora italiana que conta com cinco vinícolas (Val di Suga, em Montalcino; Tre Rose, em Montepulciano; San Leonino, em Chianti; Puiatti, em Friuli-Venezia Giulia; e Collepaglia, em Ancona). No caso de hoje, focaremos na Val di Suga, localizada em Montalcino, que conta com terras em ambos os lados da cidade, gerando certa complexidade a seus vinhos, somando cerca 120 hectares, dos quais 55 estão plantados com vinhas. Com uma produção que visa a qualidade de cada exemplar fabricado, ela tem se tornado, ano após ano, uma grande referência na elaboração de produtos bastante especiais. Atualmente ela exporta seus vinhos para países localizados nos cinco continentes do mundo.


Sobre o Val di Suga Brunello di Montalcino 2009, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Sangiovese plantadas ao redor da abadia de Santo Antimo e região. Todos os vinhos Val di Suga passam ao menos 36 meses em barricas de carvalho, assim como este aqui que passa ainda mais 12 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade com bom brilho, boa limpidez e algum halo granada principalmente em direção as bordas.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos negros bem maduros, toques mentolados, especiarias, tostados, florais e chocolate.

Na boca o vinho apresentou corpo médio para encorpado, ótima acidez e taninos macios e redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um belíssimo exemplar da Toscana que alia muita elegância e rusticidade típicas da região e da casta. Além de podermos considerá-lo um best buy dentro de sua faixa de mercado. Eu recomendo a prova, com toda certeza.

Até o próximo

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Divulgação: Vem ai a 11ª edição do Mania de Vinho Art des Caves

No próximo dia 09 de Maio, a Art des Caves, pioneira na fabricação de adegas climatizadas no país – que em 2017 completa 20 anos – inicia a 11ª edição do Mania de Vinho, temporada de descontos de até 40% em rótulos de diversas nacionalidades, com um evento no D&D Shopping, em São Paulo.
 

Na ocasião, clientes e convidados da empresa, entre eles sommeliers, arquitetos, decoradores e profissionais da imprensa, serão recebidos para a degustação dos vinhos em promoção. São esperadas durante a recepção, que será aberta também ao público, mais de 1,5 mil pessoas. Para participar, basta realizar a inscrição através do site http://bit.ly/2oEXsJN 
 
Além de títulos exclusivos da Art des Caves no Brasil, como Pinna Fidelis e Malco, o consumidor terá acesso – no dia do evento e durante todo o período de descontos –, a rótulos com excelente custo-benefício de empresas parceiras, que terão estações próprias na avant première: Obra Prima, Mistral, Ravin, Dominio Cassis, Bodegas, Optimus, Weinkeller, Lidio Carraro, Inovini, Wine Experience, Villaggio Grando e Vince.
 
Para que o público possa ter uma experiência completa ao degustar esses vinhos, as marcas Mestre Queijeiro e Senhora das Especiarias ficarão responsáveis, respectivamente, pela harmonização de queijos e geleias e compotas, com profissionais que darão dicas de como combinar os sabores com as características das bebidas. Participam ainda da ação a Weinkeller, com linguiças e mostardas, a Casa do Bento Pães Artesanais e a Água Platina.
 
Neste ano, o Mania de Vinho, que já faz parte do calendário paulistano dos amantes da enologia, acontece entre os dias 09 a 31 de Maio, em duas lojas físicas da Art des Caves.
 
Novidades em adegas
 
Para coroar os seus 20 anos de existência, a Art des Caves apresenta ao público, durante o Mania de Vinho 2017, os seus mais recentes lançamentos em adegas. Duas de suas mais conhecidas linhas acabam de ganhar novas versões: a Sommelier, que agora aparece nos modelos para 200, 90 e 40 garrafas; e a Petit, para 38 garrafas.
 
Com perfis diferentes, ambas possuem o que há de mais moderno quando o assunto é tecnologia. A Sommelier, que pertence a uma linha mais profissional, é produzida com portas Bordeless, prateleiras cromadas, iluminação em LED, além de tecnologia antivibração e alarme sonoro. Já a Petit, destinada ao consumidor que está ingressando no mundo do vinho, vem com prateleiras cromadas, iluminação interna e painel touch. Em comum, as duas linhas apresentam controle eletrônico de temperatura.
 
Serviço
Data: 09 de Maio de 2017
Horário: das 15 às 21 horas
Local: D&D Shopping/Piso Superior
Endereço: Avenida das Nações Unidas, 12.551 – São Paulo
 
Onde encontrar:
 
SÃO PAULO 
                                                      
Morumbi Shopping
Av. Roque Petroni Junior, nº 1089
Loja 227-1
Fone: 11 5181-1723/1725
 
D&D Shopping
Av. Nações Unidas, nº 12551
Loja 239 – térreo
Fone: 11 5505-0223/0290

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Santa Rita Medalla Real Cabernet Sauvignon 2012

A Viña Santa Rita, produtora do vinho de hoje, foi fundada em 1880 por Domingo Fernandez, na mesma região onde hoje está a vinícola principal, em Alto Jauhel, no Vale do Maipo. No ano de 1980, o grupo Claro tornou-se o principal investidor e, pouco tempo depois, o único acionista da empresa. As décadas seguintes a esse acontecimento foram cruciais para o crescimento e expansão da empresa, que adquiriu as vinícolas chilenas Carmen e Terra Andina e Doña Paula na Argentina. Atualmente, o grupo Santa Rita possui um total de 5.000 hectares de vinhedos e produzem 24 milhões de garrafas por ano. A vinícola principal possui 1.000 hectares de terras nos principais e mais importantes vales do Chile: Maipo, Rapel, Lontué, Casablanca e Apalta. A equipe de enólogos é composta por oito pessoas lideradas por Cecília Torres e Andrés Ilbaca, que juntos são responsáveis pela produção de 19 milhões de garrafas. A vinícola é uma das maiores e mais importantes vinícolas do Chile com as estruturas de vinificação localizadas em Buin, Los Lirios, Palmilla e Lontué. A empresa tem a visão de ser referência mundial para vinhos premium e a missão de proporcionar às pessoas momentos agradáveis, através da busca pela excelência e comprometimento com a sustentabilidade. A Santa Rita foi a pioneira em obter em todos os seus vinhedos o certificado de sustentabilidade e respeito ao meio ambiente pela National Sustainability Code of Chilean Winemaking Industry.


Já sobre o Santa Rita Medalla Real Cabernet Sauvignon 2012, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Cabernet Sauvignon a partir de uvas de vinhedos do Alto Jahuel , no Vale do Maipo, Chile e uma parte do vinho é imediatamente transferida para barris de carvalho de 1°, 2° e 3° uso, para completar a fermentação malolatica enquanto o restante ocorre nos tanques de aço inox. O blend final ocorre 14 meses após o término da fermentação. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou cor violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas mais grossas, lentas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, chocolate, especiarias, mentol, tabaco e algo de tostado.

Na taça o vinho se mostrou encorpado, de boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um belíssimo vinho chileno que degustamos aqui no Balaio, best buy e super conhecido no nosso mercado. É trazido ao Brasil pela WineBrands. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Sam's Club vai se aventurar no Mundo dos Vinhos

Os Estados Unidos é um mercado altamente relevante quando falamos de produção, consumo e venda de vinhos, embora ainda alguns críticos torçam o nariz para todo o "capitalismo" que o envolva. A questão é que lá sempre se encontra uma maneira altamente rentável e comercial de se lançar novos produtos e alcançar o mercado consumidor. E é o caso do Sam's Club, que embora exista por aqui, não tem a dimensão nem a penetração que possui no mercado americano.


A cadeia de lojas de atacado do clube (de propriedade da Wal-Mart) vai revelar sua própria linha de vinhos este ano. O varejista provavelmente espera aproveitar o sucesso dos concorrentes, cuja venda de vinho representa 20% das vendas das lojas a cada ano. O Sam's Club já vende vinhos no momento, mas não sob sua própria marca. O primeiro vinho do Sam's Club é um Chardonnay de US $ 8 da costa central da Califórnia, de acordo com a Fortune. Em seguida, será um Cabarnet do Napa Valley e para aqueles que procuram uma maneira barata de ser chique, eles também estão desenvolvendo um Prosecco e um Champanhe.


O atacadista está atualmente passando por um processo de atualização da qualidade de seus produtos em todas as linhas. Por exemplo, eles recentemente começaram a trazer da Itália um azeite gourmet sob sua marca da casa, "Members Mark". O Sam's Club costumava ter 21 marcas próprias, mas na esperança de tornar sua mercadoria mais ágil, eles reduziram esse número para apenas um. Tudo isso faz parte de um processo de apresentar produtos mais "chiques"em suas prateleiras, a fim de atrair os clientes mais ricos. O CEO do Sam's Club chamou o movimento de um "reset para o nosso negócio." Atualmente existem 650 lojas nos Estados Unidos, geralmente perto das lojas do Wal-Mart em áreas de menor renda. A empresa quer começar a abrir mais dez por ano em comunidades mais "abastadas". As pessoas pagam uma taxa de associação esperando encontrar itens exclusivos", disse Chandra Holt, vice-presidente das marcas privadas do Sam's Club, à Fortune. Isso significa que eles estarão introduzindo 300 novos itens para suas lojas, além dos vinhos.

É uma pena que não exista, até o momento, qualquer pretensão de trazer esta nova linha de vinhos (produtos) para fora dos Estados Unidos, num futuro próximo. Estas ações no intuito de "democratizar" os vinhos sempre seriam bem vindas por aqui. Só nos resta ficar na torcida. Você, caro leitor, não concorda?

Até o próximo!

terça-feira, 25 de abril de 2017

Gimenez Mendez Alta Reserva Touriga 2013

O vinho de hoje é produzido pela Vinícola Gimenez Mendez, uma vinícola uruguaia estabelecida na mais pura área da América do Sul e totalmente pertencente e gerida pela família Gimenez Mendez. Seus vinhedos, cerca de 100 hectares, e adega estão localizados nas regiões de Las Brujas em Montevideo, Los Cerrillos e Canelón Grande, no sul do Uruguai, territórios privilegiados para a produção de vinhos. A história da família Gimenez Mendez com a viticultura data de 1929, quando produziam praticamente só vinhos de mesa. Devido a uma crise do mercado uruguaio, em meados dos anos 90, adquiriram uma outra adega mais antiga e tiveram a oportunidade de expandir seus negócios, decisão esta que se mostrou acertada com o passar do tempo. Atualmente seus vinhos podem ser encontrados no Reino Unido, Alemanha, Suíça, EUA, Brasil, Barbados e México. 


Sobre o Gimenez Mendez Alta Reserva Touriga 2013 podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir de uvas Touriga Nacional da região de Las Brujas, no Uruguai, com passagem de 10 meses de maturação em carvalho francês e americano. Vamos então as impressões?

Na taça o vinho apresentou um coloração rubi violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. lágrimas ligeiramente mais lentas e gordinhas, com leve coloração.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas, especiarias, flores e leve toque mentolado.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais um excelente vinho uruguaio que provamos por aqui, que tem mostrado, ao menos pra mim, que o Uruguai conseguiu domar a difícil Tannat e ir além desta casta, com belos caldos fugindo do estilão fruta bombada e muito álcool. Eu recomendo a prova. É mais um vinho trazido pelo Clube de Vinhos Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Cantine Povero Priore Barolo DOCG 2010

Desde o plantio da primeira vinha, a família Povero, proprietária da Cantine Povero, sentiu um forte vínculo emocional e de posse em direção à sua própria terra, juntamente com o orgulho de poder continuar a tradição de seus ancestrais cujas raízes remontam a 1837. Hoje, mais de 150.000 vinhas, mais de 140 km de linhas que cobrem 45 hectares de vinhas situadas em Cisterna d'Alba, Canale d'Alba e San Damiano D'Asti (entre as áreas de Monferrato e Roero no Piemonte - Itália) são o mote da empresa, que evoluiu em termos de distribuição e seus vinhos se tornaram hoje "experiências engarrafadas para o mundo.


Sobre o Cantine Povero Priore Barolo DOCG 2010, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir de uvas Nebbiolo com passagem de 36 meses em barricas de carvalho. Sem mais delongas vamos as impressões sobre este grande vinho.

Na taça o vinho apresentou coloração rubi de média intensidade com reflexos granada, algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos secos, flores, alcatrão, fumo, especiarias, terroso e chocolate. Muito complexidade já demonstrada no nariz.

Na boca o vinho apresentou corpo de médio para encorpado, boa acidez (o que o tornou um belo amigo para comida) e taninos marcados mas de boa qualidade. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

O vinho é elegante, complexo e poderoso, como um Barolo que se preze, contando com um bom fator custo benefício em relação a outros irmãos da "sua raça". Se você quer conhecer um Barolo (ou já conhece e gosta), recomendo que prove este. Foi um dos vinhos que embalou as comemorações de abril por aqui.

Até o próximo!

terça-feira, 18 de abril de 2017

Degustar vinho engaja, e muito, o seu cérebro!

Em seu mais recente livro publicado, Neuroenology: How the Brain Creates the Taste of Wine, Gordon Shepherd, um neurocientista de Yale, argumenta que a degustação de vinho realmente estimula o seu cérebro mais do que atividades que supostamente exercitam o cérebro como ouvir música ou até mesmo lidar com um problema complicado de matemática.

Foto propriedade de Wines of Chile & Ch2A.

De acordo com Shepherd, degustar vinho "envolve mais do nosso cérebro do que qualquer outro comportamento humano". Seu livro - essencialmente uma extensão enológica de sua publicação anterior, Neurogastronomia: Como o cérebro cria sabor e por que importa - mergulha neste processo com detalhe extremo, a partir da dinâmica fluida de como o vinho é manipulado em nossas bocas ao efeito de sua aparência, cheiro e sensação na boca para o modo como nossos cérebros processam e compartilham toda essa informação. Ele sugere que, ao contrário de algo como matemática, que utiliza uma fonte específica de conhecimento, degustação de vinho envolve o cérebro mais completamente. Ele explicou como mesmo etapas básicas de degustação de vinho podem ser mais complicadas do que parecem. "Você não apenas coloca vinho em sua boca e deixa-o lá", disse Shepherd. "Você movê-lo e depois engoli-lo é um ato motor muito complexo."

No entanto, possivelmente a parte mais complexa da degustação de vinhos - um dos pontos centrais de Shepherd e o subtítulo de seu livro - é o argumento do que quando bebemos vinho, nossos cérebros são realmente necessários para criar os sabores para que desfrutemos totalmente a experiência. "A analogia que se pode usar é a cor", explica Shepherd. "Os objetos que vemos não têm cor própria, a luz atinge-os e ai a cor surge. É quando a luz atinge os nossos olhos que ativa sistemas no cérebro que criam cores a partir desses diferentes comprimentos de onda. Da mesma forma, as moléculas no vinho não têm aroma ou sabor, mas quando estimulam nossos cérebros, o cérebro cria sabor da mesma forma que cria cor ".

É uma filosofia bastante complexa para envolver nossa cabeça mas, ao final das contas, ao que tudo indica ainda não sabemos do total potencial que nosso cérebro possui. Quem sabe o que o vinho pode nos fazer?

Até o próximo!

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Pitars Cuvée Prestige Extra Brut

A história da Pitars, produtora do vinho espumante de hoje, é a história de uma família, de seu amor pelo vinho, uma história indissociavelmente ligada à terra e vinhedos que cultivou durante décadas. A vinícola Pitars está localizada em San Martino al Tagliamento, na DOC Friuli Grave. A atual geração de família Pittaro em Friuli, na Itália, chamados de "Pitars", está a frente da empresa hoje, mantendo viva a tradição da família. A filosofia da empresa sempre foi sinônimo de qualidade: viticultura e enologia são pilares de uma unidade percebida por sua excelência. A responsabilidade ambiental, pesquisa e vanguarda tecnológica e o desenvolvimento da área a torna um símbolo de qualidade do Made in Friuli, uma qualidade que se renova a cada colheita.


Sobre o Pitars Cuvée Prestige Extra Brut, podemos ainda acrescentar que é um vinho espumante elaborado com as uvas Glera , Ribolla Gialla e Verduzzo Friulano provenientes do Friuli, na Itália. Se entendi bem, a segunda fermentação ocorre em tanques de inox, ou seja, pelo método charmat. Vamos as impressões?

Na taça o vinho espumante apresentou coloração amarelo palha com reflexos dourados, ótimo brilho e limpidez. Boa formação de perlage, fina, constante e em boa quantidade.

No nariz o vinho espumante apresentou aromas de frutos cítricos e tropicais e leve lembrança floral.

Na boca o vinho espumante era cremoso e fresco, com o retrogosto confirmando o olfato. O final era de média duração.

Uma boa surpresa este vinho espumante vindo da Itália. Elaborado com uvas pouco conhecidas do público brasileiro (exceção a Glera, conhecida pelos vinhos Prosseco), deve harmonizar bem com comidas mais simples e leves, com uma boa conversa ou pode ser bebido sozinho mesmo, especialmente em dias de calor intenso. Mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

quarta-feira, 12 de abril de 2017

El Enemigo Chardonnay 2015

Como alguns já devem ter notado em minhas redes sociais, cujos links se encontram em outra aba aqui do blog, este mês é meio carregado de comemoração e emoções para minha pessoa, afinal é o mês em que comemoro minha passagem de primaveras e também, dois dias depois, comemoro o aniversário de casamento. Em virtude disso, sempre tentamos aproveitar as oportunidades e tomar alguns bons vinhos, comer boas refeições, enfim, brindar a tudo e a todos. E foi numa destas comemoração que tomamos o vinho alvo do post de hoje, o El Enemigo Chardonnay 2015.


A Bodega El Enemigo foi fundada em 2007 e se encontra aos pés dos Andes, com vinhedos espalhados por Mendoza, especialmente em Luján de Cuyo, se utilizando das altitudes favoráveis e de clima propenso a produção de uvas de grande qualidade. É também um projeto de dois nomes de peso no cenário argentino: o enólogo Alejandro Vigil, um dos mais talentosos enólogos argentinos da atualidade, e Adrianna Catena, filha de ninguém menos que Nicolás Catena, dois românticos no que fazem e que nutriam uma paixão em comum que veio a uni-los ao redor do vinho. Uma curiosidade é que o nome El Enemigo faz referência ao inimigo que todos temos que lidar no dia a dia: nós mesmos. Tendo à sua disposição uma ampla gama dos melhores vinhedos da região de Mendoza — pertencentes à família CatenaAlejandro Vigil selecionou parcelas específicas das uvas que pudessem dar origem a vinhos com uma personalidade distinta dos talhados por ele em Catena Zapata

Falando um pouco mais do El Enemigo Chardonnay 2015 em si, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Chardonnay com passagem de 12 meses em carvalho francês (35% novo). Sem mais delongas, vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo dourado muito brilhante e límpido. Lágrimas finas, de média velocidade e sem cor também compunham o aspecto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos e tropicais, fósforo, manteiga, mel e toques minerais. 

Na boca o vinho se mostrou untuoso e guloso mas com uma ótima acidez. O retrogosto confirma o o olfato e o final era longo e saboroso. 

Um grande vinho branco argentino sem dúvidas, tem aquela pegada da madeira mas que não sobrepõe a fruta e não a deixa em segundo plano. Ao mesmo tempo entrega um frescor que trabalha muito bem para a limpeza do palato. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 11 de abril de 2017

Cusumano Syrah Terre Siciliane IGT 2013

Finalizando a série de posts sobre a uva Syrah, temos um intruso de última hora e vejam só, do Velho Mundo. Hoje falaremos de um Syrah curioso, vindo diretamente da Sicília, na Itália. Estamos falando do Cusumano Syrah Terre Siciliane IGT 2013


A Cusumano é uma vinícola familiar que tem em torno de sessenta anos. Originalmente apenas um produtor de uvas em diversas regiões da Itália, o foco começou a mudar em 1993 e a primeira safra da vinícola foi lançada em 2000. Hoje a vinícola está em sua segunda geração sob a orientação de dois irmãos Alberto e Diego Cusumano. Alberto tem formação em enologia e dirige a produção na adega. Diego com seu background em negócios e propaganda controla o marketing e as vendas da empresa. Contam ainda com a consultoria do enólogo. A Cusumano possui várias vinhas em diferentes áreas da Sicília. A região de Ficuzza está no norte e é aproximadamente 220 m acima do nível do mar. Esta área é mais adequada para vinhos brancos. No centro da Sicília, onde os solos são brancos e calcários, a uva mais popular da Sicília, a Nero d'Avola é cultivada. Esta região é conhecida como San Giacomo. Além disso, a Cusumano está criando vinhos que representam uma perspectiva moderna e inovadora para os vinhos da Sicília. Eles estão fazendo grandes vinhos aos pés do Monte Etna e seus solos vulcânicos ao mesmo tempo que está transmitindo o importante papel da uva Nero d'Avola na cultura do vinho italiano e aproveitando as uvas internacionais de maneira inteligente e deliciosa.

Falando agora especificamente do Cusumano Syrah Terre Siciliane IGT 2013, podemos ainda acrescentar que este é um vinho feito 100% com uvas Syrah da região de Presti e Pegni, em Monreale, sendo que estas vinhas tem idade média de 13 anos. após a fermentação o vinho fica em contato com as borras envelhecendo em tanques de inox por aproximadamente 5 meses antes de ser engarrafado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com bordas levemente atijoladas. Bom brilho e limpidez somam-se a lágrimas finas e quase incolores.

No nariz o vinho se mostrou mais austero, com aromas de frutos vermelhos, especiarias, azeitonas e toque terrosos. Algo de fumaça ao fundo também apareceu com algum tempo do vinho em taça.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos marcados mas de boa qualidade. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Chegamos ao fim destas postagens com vinhos feitos a partir da uva Syrah e a sinceramente, não sei ao certo dizer qual mais me agradou. Este último tem um tom mais austero, aquela lembrança terrosa que normalmente me remete a vinhos italianos ao passo que os outros do novo mundo aquela pujância e força. Cada um tem sua ocasião e nenhum deles foi um vinho ruim. Eu recomendo a prova de todos.

Até o próximo!

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Lote "d" Syrah 2013 by Polkura

Inicialmente este seria o terceiro e último post dos Syrahs do Novo Mundo mas, de última hora, apareceu um Syrah do Velho Mundo e este será então o derradeira post sobre o assunto. Voltando hoje as postagens sobre o assunto, vamos falar do Lote "d" Syrah 2013 by Polkura.


A Viña Polkura é um projecto vitivinícola, iniciado em 2002 pelas famílias Muñoz e Bruchfeld, com o objectivo de fazer um vinho excepcional, baseado na excitante variedade Syrah. Marchigue, o extremo ocidental do Vale de Colchagua no Chile foi escolhido como o local ideal, porque mostrou o potencial enorme produzir este varietal.O nome Polkura remete a uma montanha na extremidade mais ocidental do Vale do Colchágua onde os vinhedos estão localizados, e está escrita na língua Mapuche, povo antigo do Chile. Polkura significa "pedra amarela" e faz também menção ao solo granítico da região que possui coloração amarelada. Apesar da proximidade com o oceano, a cadeia montanhosa segura um pouco das brisas marítimas mais frescas, fazendo com que o micro clima da região se torne algo temperado.

Sobre o Lote "d" Syrah 2013 by Polkura, podemos ainda dizer que é um vinho feito a partir de uvas 100% Syrah de uma parcela 100% voltada para o norte, o que significa que o vinhedo recebe mais sol.O solo é ligeiramente diferente do restante dos vinhedos, com mais calcário do que argila. O vinho amadurece em tanques de inox, sem madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias, chocolate amargo, defumados, herbáceos e toques de tostado.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de curta para média duração. Talvez um dos pontos fracos deste vinho.

Mais um bom exemplar de Syrah degustado por aqui. Vamos aguardar o próximo e derradeiro final para darmos um veredicto sobre qual deles mais agradou.

Até o próximo!

terça-feira, 4 de abril de 2017

Guaspari Syrah Vista do Chá 2014

O vinho de hoje já despertava minha curiosidade a algum tempo mas, por uma série de motivos que não vem ao caso agora, eu ainda não tinha conseguido a oportunidade de prova-lo. Até agora. A segunda parte da nossa incursão na uva Syrah nos leva ao estado de São Paulo (quem diria) com o Guaspari Syrah Vista do Chá 2014. Vamos ver o que este vinho nos reserva? Mas antes, um pouco de história, diretamente do site do produtor.


Uma família de origem ligada ao campo, com espírito inovador e empreendedor, chega em 2001 a uma região tradicionalmente cafeeira e identifica condições muito favoráveis à viticultura. Era o começo do sonho que se transformaria na Vinícola Guaspari. As terras altas de Espírito Santo do Pinhal se tornaram sinônimo da convivência em família e do prazer de estar junto. A paixão pelo vinho e o desejo de retribuir à região toda a alegria proporcionada foram acentuados por uma rica e curiosa combinação de fatores: a semelhança da paisagem da fazenda com a da Toscana, a origem italiana da maioria da população local e da família, o terreno granítico, a oportunidade de adquirir videiras de uma estação experimental e o desenvolvimento de uma nova tecnologia por um pesquisador brasileiro radicado em Bordeaux. Em 2006, foram plantadas as primeiras videiras, que ocuparam seis hectares. Eram mudas de diversas variedades francesas, escolhidas em virtude das características do terroir da região. Dois anos após o primeiro plantio, a vinícola foi construída. Tendo nascido em uma antiga tulha de café, com projeto que preservou o estilo arquitetônico das antigas fazendas da região, integrou-se à cultura e à estética locais. O primeiro vinho foi produzido em 2008, de maneira artesanal. Foram apenas 30 garrafas, que reforçaram o potencial do projeto. A partir desse momento, não se mediram esforços para trazer para a Guaspari o que havia de melhor no mercado mundial. Gradualmente a área de plantio de parreirais veio sendo ampliada. Hoje são 50 hectares de vinhedos próprios a partir dos quais todo o vinho é produzido.

Já sobre o Guaspari Syrah Vista do Chá 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Syrah de vinhedos próprios da região de Espirito Santo do Pinhal e que passa por envelhecimento por 24 meses em barricas de carvalho francês. Sem mais delongas, vamos as impressões.

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea profunda, escura mas brilhante e límpida. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros bem maduros, especiarias (principalmente as picantes), flores, cacau e chocolate. Ao fundo da taça ainda foi possível sentir leve tostado. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, muita suculência e taninos redondos. O retrogosto confirmou o olfato e o final era longo e bem saboroso.

Um bela e grata surpresa em se tratando de vinho brasileiro que pode ser comparado a alguns bons vinhos da mesma casta produzidos mundo a fora. Ainda questiono um pouco o preço mas, vale e muito a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Oxford Landing Estates Shiraz 2011

O post de hoje inaugura uma série de 3 postagens até certo ponto comparativas em que a estrela é a uva Syrah. Escolhemos 3 países diferentes que plantam a uva e resolvemos fazer este mini comparativo. Vale ressaltar que os três vinhos vem de países considerados Novo Mundo quando falamos de vinhos. Vamos ver o que temos por aqui hoje na postagem inicial?


A vinícola Oxford Landing Estates está situada nas margens do majestoso rio Murray, no sul da Austrália. O vinhedo Oxford Landing tem o nome de um local próximo onde os uma vez foi palco de pastoreio e criação de ovelhas. Hoje é o lar de um bando leal de pessoas da terra que se orgulham muito em fazer vinhos de qualidade, apreciado em todo o mundo. Embora possuam 650 acres de vinhas, o pessoal da Oxford Landing teima em agir como um vinícola de pequeno porte. E sabem por que? Eles micro-gerenciam 130 blocos de cinco acres cada como se fossem ecossistemas separados, por isso se tornaram intimamente familiarizados com cada bloco e podem dar as uvas exatamente o que elas precisam para alcançar o seu melhor. A abordagem de "pequena escala" continua na adega com métodos normalmente reservados para a vinificação boutique. Assim sendo, todos seus vinhos são engarrafados na adega própria, garantindo um ciclo completo do vinhedo ao engarrafamento a fim de garantir a qualidade exigida em cada garrafa.

Já sobre o Oxford Landing Estates Shiraz 2011 podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com uvas 100% Shiraz (Syrah, como também pode ser grafada) com passagem de 12 meses em tanques de aço inox antes de ser engarrafado e liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, espaçadas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros maduros, especiarias, flores, chocolate e leve toque defumado.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, uma suculenta acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um ótimo vinho Syrah australiano que degustamos por aqui, que fez com que nossa série de degustações desta uva em diferente locais começasse com  o pé direito! Mal posso esperar pelos próximo capítulos.

Até o próximo!

sexta-feira, 31 de março de 2017

La Celia Pioneer Reserva Malbec 2014

A Finca La Celia nasceu em 1890, quando Eugenio Bustos, depois de adquirir terras no Vale de Uco, começou a construir a sua vinícola. Sua filha, Celia Bustos, herdeira da propriedade após muito trabalho transformou a terra em prósperos vinhedos. A Finca La Celia foi a primeira vinícola a instalar-se no Vale do Uco, zona considerada uma das melhores de Mendoza. Seus vinhos estão presentes em mais de 35 países e são divididos em categorias que satisfazem as necessidades, preferências e exigências dos diversos consumidores.


Sobre o La Celia Pioneer Reserva Malbec 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Malbec oriundas de San Carlos, Vale de Uco, em Mendoza na Argentina e cerca de 80% do vinho estagia por 9 meses em barricas de carvalho francês antes de ser liberado ao mercado. Sem mais delongas, vamos então às impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, em grande quantidade e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos bem maduros, especiarias, flores e toques de chocolate e tostado.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, ótima acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um bom Malbec para o dia a dia, mais fresco e menos pesado do que comumente e que surpreendeu positivamente. Foi comprado em um promoção no Pão de Açúcar e valeu a prova, eu recomendo que provem.

Até o próxima!

quinta-feira, 30 de março de 2017

Clos des Fous Pinot Noir Latuffa 2014

O vinho de hoje é de um projeto de autor, a vinícola Clos des Fous, um até certo ponto novo e pequeno produtor independente, com sede em Maule, no sul do Chile e que surgiu em 2008. Os 'fous' (tolos) no nome da vinícola são quatro amigos, incluindo o enólogo François Massoc e Pedro Parra, o gênio do terroir do Chile, que se reuniram na Borgonha. Somam-se a eles ainda Paco Leyton (enólogo e viticultor) e Albert Cussen (o "portador da sabedoria"). A filosofia da Clos des Fous é de explorar grandes vinhedos fora das áreas vinícolas tradicionais chilenas, especialmente aquelas nas condições extremas mais ao sul e no leste - descritas como "loucura" por seus pares no país. Além disso, Pedro Parra acredita que os solos rochosos resultam em menor vigor da videira e raízes mais profundas, o que ele acredita dá um melhor equilíbrio e mais finesse aos vinhos. A Clos des Fous opera segundo o princípio da intervenção minimalista, inspirado nas experiências dos parceiros na Borgonha.


Já sobre o Clos des Fous Pinot Noir Latuffa 2014 podemos ainda acrescentar que é um vinho 100% Pinot Noir com uvas oriundas do vinhedo conhecido como Traiguen, localizado em Malleco D.O., a denominação de vinho mais ao sul e mais frio no Chile. O clima é continental, frio, nublado, com 900 a 1.200 mm de precipitação por ano. As videiras não são irrigadas. Passagem de 24 meses em carvalho. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos bem frescos, flores e algo de baunilha ao fundo. Com algum tempo em taça notas de folhas e ervas também se apresentam.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, taninos finos e uma acidez refrescante. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um bom vinho feito a partir da casta Pinot Noir no Chile, que tem mostrado especial aptidão para o cultivo desta uva em seus climas mais frios, trazendo boa tipicidade. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 28 de março de 2017

Enrique Mendoza La Tremenda Monastrell Alicante 2014

Apesar de ter fundado a vinícola em 1989, Enrique Mendoza deixou seu filho Pepe assumir o negócio com a ajuda do irmão caçula Julián. Pepe é o responsável pela produção do vinho, enquanto Julián trata do setor comercial da companhia. Pepe Mendoza certamente tem a paixão e o conhecimento para pôr a vinícola de sua família no lugar que merecem, que é no topo das propriedades do Mediterrâneo. A Bodegas Enrique Mendoza está localizada perto da cidade de Alfàs Del Pi, cerca de 45 quilômetros da cidade de Alicante, na Espanha, e está rodeado por jardins paisagísticos. A maioria dos vinhedos estão localizados perto de Villena em uma média de 1200 metros de elevação, com algumas parcelas de até 2100 m. As plantações tradicionais incluem Monastrell e Moscatel, embora recentemente Pepe Mendoza tenha experimentado variedades internacionais como Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah. A agricultura natural é priorizada na bodega Enrique Mendoza. Leveduras indígenas são usadas, e inseticidas, herbicidas e fertilizantes são evitados em favor das práticas biodinâmicas. Pepe Mendoza também enfatiza colocar suas videiras sob o nível ótimo de estresse hídrico para produzir uvas pequenas e concentradas; Ele usa sensores computadorizados para monitorar os níveis de umidade na vinha, ajustando a irrigação de acordo.


Sobre o Enrique Mendoza La Tremenda Monastrell Alicante 2014 podemos ainda acrescentar que o nome "La Tremenda" faz referência ao nome da vinha de onde as uvas para este vinho são cultivadas e colhidas manualmente, uvas estas 100% Monastrell cultivadas na paisagem áspera e árida de Alicante. O vinho passa então por amadurecimento de seis meses em barricas de carvalho com mais um ano em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresento coloração rubi violácea de média para grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e quase sem cor também compunham o conjunto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros e vermelhos, chocolate amargo, tabaco e algo de especiarias. Notas de tostado no fundo de taça.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos marcados mas de boa qualidade. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um ótimo vinho espanhol que provamos por aqui cujo custo benefício se mostra bem coerente. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 27 de março de 2017

Divulgação: González Byass e sua Noite Espanhola no Vino Restaurante

Embaixador da vinícola González Byass no Brasil, Antonio Palácios comanda a Noite Espanhola promovida pelo Restaurante e Wine Bar Vino, em parceria com a Inovini - importadora exclusiva do grupo no Brasil, no dia 29 de março. A noite, que contará com reservas limitadas, apresentará um menu especial, elaborado para oferecer aos clientes uma experiência sensorial diferenciada.


Confira as harmonizações selecionadas para o jantar:

1. Carpaccio de Salmão Gravlax harmonizado com o vinho Altozano Verdejo-Sauvignon Blanc (da Finca Constancia), um branco leve, refrescante, sutilmente perfumado e elegante, que, por não amadurecer em contato com carvalho, é a mais pura e atraente expressão das uvas que o compõem.

2. Agnolotti de ricota com creme de espinafre harmonizado com o vinho Altozano Tempranillo (da Finca Constancia), um tinto seco produzido com a tradicional uva espanhola Tempranillo; possui um perfil frutado, jovem e moderno.

3. Cozido de coelho com legumes harmonizado com o vinho Beronia Crianza (da Bodegas Beronia), um tinto seco clássico espanhol, no qual a fruta límpida e intensa se encontra em harmonia com o carvalho, resultando em sabores e aromas equilibrados, com textura macia e delicioso frescor.

4. Assado de tiras com risotto de cogumelos harmonizado com o vinho Finca Constancia (da Finca Constancia), um tinto seco potente, límpido e de ampla complexidade, lembrando frutas vermelhas e negras maduras.

5. Pudim de Chocolate para fechar a noite!

Serviço:
Data: 29 de março
Local: Restaurante Vino (Rua Prof. Tamandaré de Toledo, 51 – Itaim Bibi)
Preço: R$ 129,00 + taxa de serviço - por pessoa
Reservas:(11) 3078-6442

terça-feira, 21 de março de 2017

Shabo Saperavi 2014: Mais um vinho ucraniano por aqui

A empresa industrial e comercial Shabo, localizada a 70 km de Odessa e 5 km do resort Zatoka, na Ucrânia, cria bebidas finas da mais alta qualidade desde 2003, respeitando a tradição da vinificação, mas também aplicando as tecnologias mais avançadas. Com isso, os vinhos Shabo incorporam as melhores propriedades naturais de uvas, preservando o sabor e aroma das mesmas, recém-colhidas, as suas características varietais brilhantes. O nome da empresa é derivado de um dos mais antigos terroirs na Europa - Shabo. Os progenitores da vinificação em Chabot são considerados os gregos antigos, que nos séculos VI-II eram baseados na aldeia da costa do Mar Negro de Tiro e as primeiras videiras plantadas por lá, há 2500 anos atrás. No século XVI nesta região começou o "período turco". O assentamento turco foi nomeado "Asha-Abaga", que se traduz em "abaixar as vinhas". O nome não foi escolhido por acaso - geograficamente localizado abaixo dos vinhedos de Ackerman (mais tarde Belgorod-Dniester). Existem diferentes variedades de uvas cultivadas, mas entre elas havia uma que até hoje cresce em Chabot, e é considerada autóctone - "Teltow Kuruk", que em turco significa "cauda raposa". Para salvar estas videiras únicas na empresa "Shabo", um programa especial foi criado.


Já sobre o Shabo Saperavi 2014 é feito, como o próprio nome sugere, a partir de uvas Saperavi, cujas características principais é ser de amadurecimento tardio e nativa da República da Georgia, onde é uma das mais cultivadas. Tem estágio em madeira antes de ser engarrafa e liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, coloridas e em boa quantidade também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas, chocolate amargo, flores e algo de ervas.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um bom vinho tinto para o dia a dia, diferente do que estamos acostumados e que surpreende pelo pouco conhecimento a respeito da uva, ao menos meu conhecimento. Eu recomendo a prova. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

segunda-feira, 20 de março de 2017

Castellani Chianti Classico 2014

O negócio da vinícola Castellani foi estabelecido em Montecalvoli no final do século 19 quando Alfredo, viticultor de longa data, decide começar o engarrafamento e venda de seu vinho próprio. O filho de Alfredo, Duilio, juntamente com seu irmão Mario, começa o período de expansão da empresa. A vinha mais importante é a de Santa Lucia, no fértil Vale do Arno, onde um vinho tinto, apto para o envelhecimento é produzido e engarrafado em frascos típicos cobertos de palha, ganhando o interesse dos mercados transalpinos. Em 1966, uma inundação causa grandes danos à adega de Montecalvoli. É então decidido transferir temporariamente o negócio para a Burchino Estate, nas colinas de Terricciola. A compra da vinha de Poggio al Casone coincide com a ampliação da adega da Fazenda Travalda em Santa Lucia. Durante a noite de ano novo de 1982, um incêndio queima quase completamente para baixo as premissas da empresa. Parece ser o fim, mas dentro de poucos meses os irmãos Castellani compram o Campomaggio Estate e, graças à contribuição de Piergiorgio, filho de Roberto, o negócio reúne forças novamente para prosperar.


Já sobre o Castellani Chianti Classico 2014, podemos ainda afirmar que é vinho feito com uvas Sangiovese e Cabernet Sauvignon (90% e 10% respectivamente) especialmente selecionadas cultivadas nas vinhas da denominação Chianti Classico, a mais antiga zona de Chianti. Passa por envelhcimento de um ano em madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho, boa limpidez e um toque granada nas bordas. Lágrimas finas, em pouca quantidade e quase sem cor se faziam notar também.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos silvestres com toques de tabaco e de especiarias mais picantes.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos redondinhos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais um bom vinho italiano trazido pelo Grupo Pão de Açúcar e que deve agradar à todos os paladares. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!