sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Pazva Red Blend 2014

A Vinal Winery, produtora do vinho de hoje, foi criada em 1947 e está situada na cidade de Lovech (centro norte da Bulgária) na planície do Danúbio, uma das cinco principais regiões vitivinícolas do país. Mantém uma ampla gama de produção, incluindo vinhos brancos, roses e tintos (secos, semi-secos, semi-doces, sobremesas, espumantes), licores de frutas, vermute, vodka, gim, conhaque, etc. A produção média de vinho por ano é 8 500 000 e as instalações de armazenamento de vinho têm uma capacidade superior a 13 000 000 litros. Possui três linhas de engarrafamento e a tecnologia de fabricação disponível permite o engarrafamento de seus produtos em diversas dosagens, de 0,1 l a 3,0 l. As suas vinhas abrangem tanto variedades internacionais como autóctones de uva, incluindo Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir, Cabernet Franc, Chardonnay, Muscat Ottonel, Mascate de Alexandria, Dimyat, Pamid, Gamza, Varna Muscatel e Viogner. A produção da Vinal é alocada tanto para o mercado interno como para exportação. A proporção é de 10% para o mercado interno e de 90% para os mercados de exportação. Os países de exportação incluem a Polônia, Rússia, EUA, Mongólia, Japão, República Tcheca, Inglaterra, Lituânia, Letônia, Croácia, Chipre, Ucrânia, Coréia do Sul, Iraque, Gana, Vietnã e outros.


Falando agora sobre o Pazva Red Blend 2014, podemos acrescentar que é um vinho feito a partir do corte das uvas Cabernet Franc , Merlot e Gamza (uva autóctone da região e conhecida na Bulgária como "orgulho do Norte") com passagem em barris franceses e húngaros por 12 meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e com alguma cor também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas, especiarias, café com leite, flores e um quê de tostado ao fundo.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um blend muito diferente, provando mais uma vez que é sempre bom variar e conhecer vinhos de diversas regiões do mundo. Eu recomendo a prova. Foi o fiel escudeiro de uma noite de churrasco na sede do Balaio e fez bem o papel. 

Até o próximo!

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Castell d'Olèrdola Cava Brut

O final do ano é sempre uma época de reflexão, de agradecimento, de planejamento e por que não, de celebração. E é por isso que eu sempre gosto de abrir ao menos um vinho espumante nesta época e, como é o caso de hoje, indicar coisas boas para meus seguidores. E a indicação de hoje é o Castell d'Olèrdola Cava Brut


O vinho espumante de hoje é produzido por uma das vinícolas do grupo Perelada, a Castell d’olèrdola. Mais de mil anos depois da sua construção, o Castell d'Olèrdola está em pé, ainda hoje, no coração da região de Cava. Construído no século 10, este castelo tipicamente medieval testemunhou vários conflitos ao longo de duzentos anos, desempenhando um papel importante na defesa e controle desta área de fronteira. Com a pacificação do território, a população se moveu gradualmente para as planícies, mais perto de vinhas e fontes de água. Hoje, Castell d'Olèrdola dá nome a estas cavas com um personalidade marcada pelo uso de variedades típicas da área, como Macabeo, Xarel·lo, Trepat ou Parellada.

Sobre o Castell d'Olèrdola Cava Brut, podemos ainda acrescentar que é um vinho espumante feito a partir das castas autóctones Macabeo (40%), Xarel·lo (30%) e Parellada (30%) onde a segunda fermentação ocorre na garrafa, seguindo o método tradicional. Permanece na adega mais de quinze meses em contato com as leveduras. A curiosidade aqui é que o nome de Cava deriva da palavra em espanhol para uma adega subterrânea, que se tornou o termo para o método de produção. Vamos as impressões?

Na taça o vinho espumante apresentou coloração amarelo palha com reflexos verdes, bom brilho e limpidez. Perlage muito fina e persistente, com pequeninas e barulhentas borbulhas. 

No nariz o vinho espumante apresentou aromas de frutas tropicais e cítricas, panificação e toques de flores brancas.

Na boca o vinho espumante se mostrou muito cremoso e fresco, com muito equilíbrio. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um belo vinho espumante que apresenta excelente relação custo benefício, pode ser um belo coringa para as celebrações de final de ano. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Monte das Promessas Tinto 2014

A Casa Santos Lima, produtora do vinho de hoje, é uma empresa familiar que se dedica à produção, engarrafamento e comercialização de vinhos portugueses. Trabalha diretamente ou indiretamente nas regiões de Lisboa, Algarve, Alentejo, Douro e Vinhos Verdes. Desta forma e a partir de cerca de 400 hectares de vinha, a empresa produz vinhos conhecidos pela sua excelente relação qualidade/preço e exporta cerca de 90% da sua produção total para perto de 50 países nos 5 continentes. Atualmente as principais instalações da empresa (escritórios, loja e as adegas de maiores dimensões) estão situadas na Quinta da Boavista em Alenquer, apenas a 45 km a Norte da cidade de Lisboa. Esta Quinta pertence à família Santos Lima há mais de 4 gerações e oferece condições ideais para a produção de vinho de qualidade.


Falando um pouco sobre o Monte das Promessas Tinto 2014, podemos acrescentar que este vinho é um regional alentejano feito a partir das castas Syrah, Touriga Nacional, Alicante Bouschet e Petit Verdot com estágio de quatro meses em barricas de carvalho francês e americano. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, de média velocidade e com alguma cor também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas escuras bem maduras, flores, especiarias e algo mineral.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos extremamente macios e sedosos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais uma boa opção de vinho português que encontramos por aqui em nosso mercado e que tem um bom custo benefício. Ah, eu amo esses patrícios.

Até o próximo!

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Guaspari Viognier Vista do Bosque 2015

Uma família de origem ligada ao campo, com espírito inovador e empreendedor, chega em 2001 a uma região tradicionalmente cafeeira e identifica condições muito favoráveis à viticultura. Era o começo do sonho que se transformaria na Vinícola Guaspari. As terras altas de Espírito Santo do Pinhal se tornaram sinônimo da convivência em família e do prazer de estar junto. A paixão pelo vinho e o desejo de retribuir à região toda a alegria proporcionada foram acentuados por uma rica e curiosa combinação de fatores: a semelhança da paisagem da fazenda com a da Toscana, a origem italiana da maioria da população local e da família, o terreno granítico, a oportunidade de adquirir videiras de uma estação experimental e o desenvolvimento de uma nova tecnologia por um pesquisador brasileiro radicado em Bordeaux. Em 2006, foram plantadas as primeiras videiras, que ocuparam seis hectares. Eram mudas de diversas variedades francesas, escolhidas em virtude das características do terroir da região. Dois anos após o primeiro plantio, a vinícola foi construída. Tendo nascido em uma antiga tulha de café, com projeto que preservou o estilo arquitetônico das antigas fazendas da região, integrou-se à cultura e à estética locais. O primeiro vinho foi produzido em 2008, de maneira artesanal. Foram apenas 30 garrafas, que reforçaram o potencial do projeto. A partir desse momento, não se mediram esforços para trazer para a Guaspari o que havia de melhor no mercado mundial. Gradualmente a área de plantio de parreirais veio sendo ampliada. Hoje são 50 hectares de vinhedos próprios a partir dos quais todo o vinho é produzido.


Sobre o Guaspari Viognier Vista do Bosque 2015 podemos ainda afirmar que é um vinho feito a partir uvas Viognier advindas do vinhedo Vista do Bosque, com estágio de 10 meses em barris de carvalho francês de 300 e 600 litros. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha com reflexos dourados, muito brilhante e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas tropicais, flores brancas, fósforo com leve toque de especiarias.

Na boca o vinho se mostrou ao mesmo tempo muito fresco e untuoso, com o retrogosto confirmando o que achamos no olfato. O final era de longa duração.

Vou ser sincero, provei alguns dos vinhos desta vinícola e este pra mim, é de longe o melhor deles. É típico, entrega o que promete e apesar do preço um pouco salgado, foi o que mais prazer me trouxe. Eu recomendo e muito a prova.

Até o próximo.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Como foi o 1o Festival do Espumante Frei Caneca

Nada é mais clichê e nada combina mais com o final do ano e todas as festividades que se enfileiram na época, do que muitos espumantes sendo espocados aqui e ali. E este foi o tema de um ótimo evento realizado neste final de semana em São Paulo, mais precisamente no Centro de Convenções do Shopping Frei Caneca.

O ambiente estava propício para tal, afinal o dia inteiro fez muito calor e a descontração com que os vinhos espumantes foram apresentados além do ambiente climatizado, alguns comes muito bem elaborados e a variedade de produtores/importadores, atraiu muitas pessoas para o evento. Também pudera, as seguintes vinícolas e importadoras se fizeram presentes: Adega Alentejana, Bacardi Martini, Barrinhas, Cantu, Casa Flora, Casa Perini, Casa Valduga, Cave Geisse, Decanter, Epice, Interfood, Italia Mais, Lidio Carraro, LVMH, Maison Lanson, Miolo, Pernod Ricard, Qualimpor, Salton, Vinicola Aurora, Winebrands e World Wine

Vale ressaltar aqui que, para um evento deste porte (com o número de expositores mais público visitante), a organização foi impecável. O local era aconchegante, com uma boa disposição entre os expositores, pontos de aperitivos, água e locais de "descanso" além de uma sala para a imprensa. Durante o evento, os vinhos degustados estavam a preços promocionais e muito convidativos lá no Empório Frei Caneca, no mesmo prédio só que alguns andares abaixo. Convenhamos também que, devido ao porte e número de rótulos a se degustar, fica um tanto quanto difícil falar sobre todos eles e, assim sendo (além de respeitar o mote do blog de não se tornar repetitivo/cansativo) optamos por selecionar alguns poucos rótulos para falar sobre. Acompanhem conosco nas próximas linhas.


O primeiro vinho espumante que venho a destacar é o Cusona Brut Spumante di Vernaccia di San Gimignano da Tenute Giucciardini Strozzi e trazido ao Brasil pela importadora ItáliaMais. O vinho espumante produzido pelo método Charmat longo (longo tempo de contato com as leveduras em tanques inox) com uvas Vernaccia di San Gimignano. Apresentou coloração amarelo palha com muito brilho, perlage fina, delicada e persistente, nariz de frutas tropicais, leveduras com final amendoado. Em boca é cremoso e fresco, fácil de beber.


O segundo vinho espumante a se destacar foi o Filipa Pato 3B Rose Brut, feita pela filha do famoso e experiente Luis Pato, família que já está há cinco gerações se dedicando à criação de vinhos na Bairrada,  em Portugal. Este vinho espumante é feito com as uvas Baga e Bical pelo método champenoise, com a 2ª fermentação por 4 meses em garrafa. Como resultado obteve-se um vinho espumante de coloração salmão um pouco mais escuro, com ótima perlage fina, delicada e persistente. No nariz pude notar frutos vermelhos frescos, panificação, tostado, flores e algo mineral. Cremoso, fresco e deixa um longo final em boca.


E para não dizer que eu sou anti nacionalista, destaco por fim os vinhos espumantes da Casa Valduga, os 130 Brut Blanc de Blanc e o 130 Brut. O primeiro um 100% Chardonnay elaborado pelo método champenoise e com 36 meses de contato do vinho com a levedura. O segundo um corte Chardonnay e Pinot Noir elaborado também pelo método champenoise e com 36 meses de contato com a leveduras. Ambos são parte das comemorações e homenagens aos 130 anos da chegada da família italiana, Valduga, ao Brasil. Ambos muito frescos, cremosos e com suas características aromáticas mas que valem sempre a prova.

É claro que tinhamos outros belos espumantes, champagnes e afins mas, como de praxe, a ideia aqui é ressaltar o evento e trazer alguns vinhos que seriam novidades, ao menos por aqui.

Mais um belo evento que pudemos registrar e onde tivemos oportunidade de provar muitos vinhos, da mais variada gama de preços, tipos e origens. Mal podemos aguardar o ano que vem. Se você, caríssimo leitor, participou do evento e quer compartilhar suas experiências, fique a vontade e utilize o espaço de comentários ao final deste post.


Até o próximo!

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Covela Edição Nacional Avesso 2015

Num anfiteatro natural com exposição a Sul nas encostas do rio Douro, situado na fronteira entre a zona granítica da Região dos Vinhos Verdes e a região de xisto dos Vinhos do Porto, situa-se, desde o Século XVI, a Quinta de Covela, produtora do vinho de hoje. Com vistas panorâmicas sobre o rio, a quinta tem 49 hectares, dos quais 18 plantados com vinha, distribuídos por duas freguesias do Baixo Douro, São Tomé de Covelas e Santa Cruz do Douro, reconhecidas pela sua extraordinária beleza natural e pela sua rica história cultural. Em tempos mais recentes, a Covela pertenceu a Manoel de Oliveira, um dos mais importantes cineastas europeus da metade do século passado até à atualidade. O realizador, também ele um "Homem do Renascimento", transformou a quinta em várias frentes, construindo aquedutos, muros maciços, casas de pedra e eiras de granito para secar o milho aqui cultivado.


Falando um pouco agora sobre o Covela Edição Nacional Avesso 2015,  O nome Edição Nacional deve-se à casta usada, Avesso, 100% portuguesa e característica da sub-região de Baião. O vinho não tem passagem por madeira. A curiosidade aqui é que este vinho é o primeiro Vinho Verde DOC da Quinta de Covela. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha com reflexos verdeais com muito brilho e limpidez. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos, flores, leve toque de ervas sobre um fundo mineral. 

Na boca o vinho apresentou corpo leve para médio e uma excelente acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa direção.

Um ótimo vinho verde que provamos por aqui, foi um belo escudeiro para um rodízio de comida japonesa. É trazido pela Winebrands e vale o quanto custa, eu recomendo a prova!

Até o próximo.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Quinta do Carmo Tinto 2014

Eu tenho a certeza de que todos nós, vez ou outra, passamos por dias mais pesados onde diversas áreas da vida parece que vão entrar em parafuso. No final, conseguimos lidar com tudo mas o que sobre é aquele cansaço mental e físico que sempre pedem um afago na alma. E foi assim que acabei abrindo o vinho Quinta do Carmo Tinto 2014, vinho este feito por uma das mais conceituadas vinícolas de Portugal, a Bacalhôa Vinhos de Portugal.


A vinícola existe desde 1922 mas ganhou um grande impulso com a parceria com o Grupo Francês Lafitte Rothschild e a aquisição de propriedades como a Quinta do Carmo, por exemplo. O Grupo Bacalhôa possui adegas nas regiões mais importantes de Portugal: Alentejo, Península de Setúbal (Azeitão), Lisboa, Bairrada, Dão e Douro, produzindo uma grande variedade de vinhos, dos mais simples aos topo de gama. A Quinta do Carmo está localizada na região do Alentejo, a poucos quilômetros da cidade de Estremoz. É uma propriedade tipicamente alentejana, com uma área total de 1.000ha, onde estão incluídos 100ha de oliveiras, cereais, plantações de sobreiros e florestas. 

O vinho Quinta do Carmo Tinto 2014 é um blend das castas Aragonez (40%), Alicante Bouschet (30%), Trincadeira (20%) e Cabernet Sauvignon (10%). As vinhas que dão origem ao vinho estão instaladas num vale junto ao sopé da Serra D’Ossa em terrenos argilo-xistosos. Cada casta é vinificada separadamente e é utilizada uma vinificação tradicional com fermentações em tanques de aço inox e em lagares com temperatura controlada. No final da fermentação segue-se uma maceração prolongada (7 a 15 dias). Os vinhos estagiam em barricas de carvalho francês durante 12 meses. No final do estágio é feito o lote final do vinho. Vamos ver como foram as impressões sobre ele?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas mais lentas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros bem maduros, baunilha, especiarias e algo de mentolado.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

É como eu sempre digo, os portugueses vivem me surpreendendo positivamente. Este sem dúvida é um vinhaço!! Está entre os melhores que já provei. Não é barato, principalmente aqui no Brasil (este foi comprado na própria vinícola, após visita e degustação) mas vale cada centavo!!

Até o próximo!

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Cerro da Cruz Cabernet Tannat Merlot 2012

A Cooperativa Nova Aliança, produtora do vinho de hoje, une a força, a experiência e a solidez de uma história de mais de 80 anos de cinco tradicionais cooperativas vitivinícolas da Serra gaúcha: Cooperativa Aliança e a Cooperativa São Victor, de Caxias do Sul, a Cooperativa São Pedro e a Cooperativa Santo Antônio, de Flores da Cunha, e a Cooperativa Linha Jacinto, de Farroupilha. Juntas, decidiram se transformar em uma única família, reunindo pessoas, valores e histórias para formar a Cooperativa Nova Aliança, que tem a missão de semear um futuro de oportunidades e desenvolvimento com o firme propósito de ser referência em seus segmentos de atuação e reconhecida pela atitude cooperativa e resultados alcançados. A Cooperativa Nova Aliança congrega aproximadamente 900 famílias associadas, distribuídas em três regiões produtoras com distintas características, representando o que o país oferece de melhor para o cultivo de videiras: Serra Gaúcha, Encruzilhada do Sul, Sudeste e Campanha Gaúcha. Desde 2013 a produção de suco e o envase de vinho e de espumante estão concentrados na nova sede da Cooperativa, em Flores da Cunha, que conta com prédio de 24 mil metros quadrados e capacidade para processar até 60 milhões de quilos de uva por ano.


Sobre o Cerro da Cruz Cabernet Tannat Merlot 2012, podemos ainda acrescentar que o vinho é um blend das uvas Cabernet Sauvignon, Tannat e Merlot com amadurecimento de 14 meses em barricas de carvalho francês e americano com posterior envelhecimento em garrafa por um ano. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, mentolado, chocolate, flores e especiarias.

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio para encorpado com uma boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um ótimo vinho nacional que degustamos por aqui, realmente impressionou pela complexidade e equilíbrio, assim como pela qualidade. Eu recomendo demais a prova.

Até o próximo!

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Shabo Nouveau Cabernet Sauvignon Merlot 2015

A empresa industrial e comercial Shabo, localizada a 70 km de Odessa e 5 km do resort Zatoka, na Ucrânia, cria bebidas finas da mais alta qualidade desde 2003, respeitando a tradição da vinificação, mas também aplicando as tecnologias mais avançadas. Com isso, os vinhos Shabo incorporam as melhores propriedades naturais de uvas, preservando o sabor e aroma das mesmas, recém-colhidas, as suas características varietais brilhantes. O nome da empresa é derivado de um dos mais antigos terroirs na Europa - Shabo. Os progenitores da vinificação em Chabot são considerados os gregos antigos, que nos séculos VI-II eram baseados na aldeia da costa do Mar Negro de Tiro e as primeiras videiras plantadas por lá, há 2500 anos atrás. No século XVI nesta região começou o "período turco". O assentamento turco foi nomeado "Asha-Abaga", que se traduz em "abaixar as vinhas". O nome não foi escolhido por acaso - geograficamente localizado abaixo dos vinhedos de Ackerman (mais tarde Belgorod-Dniester). Existem diferentes variedades de uvas cultivadas, mas entre elas havia uma que até hoje cresce em Chabot, e é considerada autóctone - "Teltow Kuruk", que em turco significa "cauda raposa". Para salvar estas videiras únicas na empresa "Shabo", um programa especial foi criado.


Já sobre o Shabo Nouveau Cabernet Sauvignon Merlot 2015, podemos ainda acrescentar que o vinho é feito a partir de um corte das uvas citadas acima, quase num corte que lembra um vinho bordalês, sem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, ligeiramente mais lentas e quase sem cor também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros, especiarias e leve toque floral.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom vinho tinto para o dia a dia, diferente do que estamos acostumados e que surpreende por ser uma uva até certo ponto conhecida por aqui. Eu recomendo a prova. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Estrelas do Brasil Nature 2007

Com o perdão antecipado pelo infame trocadilho que vem a seguir, hoje é dia de falar de uma das estrelas de um churrasco que fiz aqui em casa para a família, que foi o espumante Estrelas do Brasil Nature 2007. Passado o vexame, vamos ao que interessa que é saber um pouco mais da vinícola e do espumante em si. Você me acompanham?


A Vinícola Estrelas do Brasil foi fundada em 2005 na Região da Serra Gaúcha, em Bento Gonçalves-RS, entre dois amigos enólogos, um brasileiro e outro uruguaio, tendo como objetivo principal de atuação a elaboração e comercialização de vinhos espumantes finos de qualidade. O nome Estrelas do Brasil é uma homenagem especial ao descobridor Dom Pérignon que no ano de 1670 na região de Champagne, França, após desvendar esta magnífica bebida saiu gritando "Estou Provando Estrelas". Além do emprego de novas tecnologias, como o uso de leveduras encapsuladas que fazem com que o processo de remuage não se faça necessário na produção de seus vinhos espumantes ou mesmo a produção de um belo Prosseco através de um método de única fermentação ao melhor estilo Asti, prezam pelo meio ambiente e saúde de seus consumidores. Conta com quase que único meio de vendas seu website na internet. Os sócio fundadores possuem larga experiência em vitivinicultura. Participam diretamente em todas as etapas de produção, desde o vinhedo até a comercialização. Primando sempre pela preservação do meio ambiente e a saúde do consumidor.

Já sobre o Estrelas do Brasil Nature 2007 podemos ainda acrescentar que é um vinho espumante oriundo de um blend de vinhos base das variedades Chardonnay, Pinot Noir, Riesling Itálico ISV1 e Viognier, elaborado pelo método clássico champenoise, ficando em contato com as leveduras durante 60 meses ou seja, 5 anos. Vamos as impressões?

Na taça o vinho espumante apresentou coloração amarelo palha com reflexos dourados, bom brilho e com formação intensa e muito duradoura de pequeninas borbulhas, a chamada perlage.

No olfato o vinho espumante começa a revelar toda sua complexidade, passeando por aromas de frutos cítricos e tropicais, mel, amêndoas, panificação, toques especiados e de ervas.

Na boca o vinho espumante se mostrou cremoso e muito fresco. Era possível ainda sentir as borbulhas enquanto o espumante descia lentamente pela parede da taça em direção a minha boca. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um ótimo vinho espumante, um belo exemplar nacional e que tende a agradar paladares mais experimentados por toda sua complexidade. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Guaspari Cabernet Sauvignon Cabernet Franc Vista da Mata 2014

Uma família de origem ligada ao campo, com espírito inovador e empreendedor, chega em 2001 a uma região tradicionalmente cafeeira e identifica condições muito favoráveis à viticultura. Era o começo do sonho que se transformaria na Vinícola Guaspari. As terras altas de Espírito Santo do Pinhal se tornaram sinônimo da convivência em família e do prazer de estar junto. A paixão pelo vinho e o desejo de retribuir à região toda a alegria proporcionada foram acentuados por uma rica e curiosa combinação de fatores: a semelhança da paisagem da fazenda com a da Toscana, a origem italiana da maioria da população local e da família, o terreno granítico, a oportunidade de adquirir videiras de uma estação experimental e o desenvolvimento de uma nova tecnologia por um pesquisador brasileiro radicado em Bordeaux. Em 2006, foram plantadas as primeiras videiras, que ocuparam seis hectares. Eram mudas de diversas variedades francesas, escolhidas em virtude das características do terroir da região. Dois anos após o primeiro plantio, a vinícola foi construída. Tendo nascido em uma antiga tulha de café, com projeto que preservou o estilo arquitetônico das antigas fazendas da região, integrou-se à cultura e à estética locais. O primeiro vinho foi produzido em 2008, de maneira artesanal. Foram apenas 30 garrafas, que reforçaram o potencial do projeto. A partir desse momento, não se mediram esforços para trazer para a Guaspari o que havia de melhor no mercado mundial. Gradualmente a área de plantio de parreirais veio sendo ampliada. Hoje são 50 hectares de vinhedos próprios a partir dos quais todo o vinho é produzido.


Sobre o Guaspari Cabernet Sauvignon Cabernet Franc Vista da Mata 2014 podemos ainda afirmar que é um vinho feito a partir das castas Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon colhidas manualmente. O vinho estagiou por 19 meses em barricas de carvalho francês para amadurecimento e após engarrafado, descansou por mais 12 meses na garrafa apara envelhecimento antes de ser liberada ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas mais grossas, lentas e coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, cacau, especiarias, flores e leve toque herbáceo.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com taninos redondos e uma boa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um bom vinho que provamos por aqui da vinícola e que tende a agradar os paladares dos brasileiros em geral. Minha única ressalva é o preço, salgado, na minha humilde opinião. De qualquer forma, vale a prova. Eu recomendo.

Até o próximo!

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Sant’Ilia Chardonnay 2013

Em 2002, Edoardo Miroglio (produtor do vinho de hoje), um conhecido italiano produtor têxtil e de vinho , descobriu na região da Trácia, na Bulgária, o solo perfeito e ótimas condições climáticas para a produção de vinhos de qualidade na aldeia de Elenovo, 22 km a sudeste de Nova Zagora. Cercada por 220 hectares de vinhas, a Vinícola Edoardo Miroglio é uma impressionante combinação de arquitetura inspirada na antiguidade com as tecnologias modernas para a produção de vinho, combinadas naturalmente com o meio ambiente. As principais marcas produzidas pela vinícola são: Elenovo (reservas), Edoardo Miroglio(marca premium), Sant'Ilia, Soli e Sant'Ilia Estate (marcas comerciais). Acima da vinícola, existe o hotel boutique Soli Invicto (O sol invicto, do italiano), que dispõe de 10 quartos mobilados de forma única, salão de degustação de vinhos, restaurante requintado, lobby bar e piscina exterior.


Já sobre o Sant’Ilia Chardonnay 2013, podemos ainda acrescentar que o vinho é feito a partir da casta Chardonnay sem qualquer passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha com reflexos dourados, muito límpido e brilhante. Lágrimas finas, em grande quantidade e sem coloração também se faziam notar. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos, mel, fósforo e toques florais.

Na boca o vinho apresentou corpo médio e uma boa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um bom vinho para o dia a dia, alegre e fresco, sem maiores complicações. Uma boa alternativa aos vinhos que costumamos consumir no dia a dia, ainda mais nestes dias de mais calor. Tem um bom custo benefício. Este é mais um vinho do clube de vinhos Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Divulgação: 1° Festival do Espumante do Empório Frei Caneca!

Voltamos por aqui para divulgar um evento que tem tudo em comum com o final do ano e as festividades que se aproximam. Afinal de contas, é sempre muito bacaba abrirmos um espumante para celebramos os momentos felizes que a vida nos proporciona e para dividirmos com as pessoas que amamos. Estou falando do 1° Festival do Espumante do Empório Frei Caneca, que será realizado no dia 25 de novembro (sábado), das 15h00 às 21h00, no 6º andar do Centro de Convenções Frei Caneca, integrado ao Shopping Frei Caneca, na capital paulista.

O evento reunirá mais de 80 rótulos nacionais e importados, de 22 importadoras e vinícolas, destacando a oferta de espumantes com preços promocionais. Os organizadores estimam receber cerca de 500 pessoas. Segundo divulgado recentemente no jornal O Estado de S. Paulo, o consumo de Champagne e espumantes no Brasil cresceu 16,5% em 2016. Apesar da crise, o brasileiro vê motivos para comemorar estourando garrafas de Espumante. Ao contrário dos vinhos finos, os espumantes nacionais dominam as vendas do produto no país, com cerca de 80% do mercado.


Já confirmaram presença as seguintes vinícolas e importadoras: Adega Alentejana, Bacardi Martini, Barrinhas, Cantu, Casa Flora, Casa Perini, Casa Valduga, Cave Geisse, Decanter, Epice, Interfood, Italia Mais, Lidio Carraro, LVMH, Maison Lanson, Miolo, Pernod Ricard, Qualimpor, Salton, Vinicola Aurora, Winebrands e World Wine, entre outros. Os espumantes serão harmonizados com comidinhas e aperitivos, destacando produtos La Pastina, como funghis e patês especiais.

O “1º Festival do Espumante” conta com o patrocínio da Maison Lanson, uma das mais antigas e prestigiadas casas de Champagne da França. Os espumantes serão degustados em taças exclusivas de semi-cristal, trazidas da França pela Maison Lanson, que o convidado recebe logo na entrada e pode levar como brinde ao final do evento.

Nossa idéia é oferecer ao público do Shopping Frei Caneca e aos clientes do Empório Frei Caneca uma experiência única, onde podem provar cada um dos excelentes rótulos e comprar, na mesma hora e com preços especiais. Os espumantes dos mais variados tipos são preferência unânime do consumidor, principalmente nesta época, tanto pelas festas de final de ano, como nas celebrações de momentos especiais, formaturas, confraternizações corporativas e familiares e também casamentos”, afirma Francisco Separovic, organizador do evento.

O “1º Festival do Espumante”é aberto ao público maior de 18 anos e a entrada custa R$ 99,00. Os convites devem ser comprados antecipadamente pelo Ingresso Rápido ou no ponto de vendas instalado no Empório Frei Caneca, no 3º Andar do Shopping Frei Caneca. Cada ingresso comprado dá ao participante direito a uma taça exclusiva e um Guia, organizado por Importadora/Vinícola, com a relação dos espumantes, preços e a bandeira de seu país de origem. Os espumantes oferecidos estarão em uma faixa de preços que variam de R$ 40,00 a R$ 390,00, com sabores e preços para todos os gostos.

E ai, nos vemos lá?

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Pedra Cancela Castas Nativas Touriga Nacional & Alfrocheiro 2012

Eis que me vejo novamente as voltas com vinhos portugueses, que cada vez mais tem feito parte do meu dia a dia, ainda mais tendo em vista que agora conheço um pouco mais da cultura patrícia "in loco" e a admiro cada dia mais. Sendo assim, falaremos hoje do Pedra Cancela Castas Nativas Touriga Nacional & Alfrocheiro 2012.


A Quinta Pedra da Cancela é fruto da paixão pelo vinho da família Gouveia. A exploração vitivinícola é uma atividade da família há várias gerações, no inicio entregavam as suas uvas na Adega Cooperativa. Em 1999, com o final dos estudos superiores em Viticultura e Enologia de João Paulo Gouveia, filho de João Coelho Gouveia, decidem criar o seu próprio vinho. Reestruturaram-se as vinhas, adquiriram-se outras e edificou-se uma adega moderna e com apurada tecnologia, tudo isto respeitando a cultura da região demarcada do Dão. Em 2014 a denominação da empresa passou a ser Pedra Cancela Vinhos do Dão Ltda. A Quinta, de aproximadamente 8 hectares, encontra-se em Oliveira de Barreiros, em Viseu, considerada a capital da região do Dão.

Sobre o Pedra Cancela Castas Nativas Touriga Nacional & Alfrocheiro 2012 podemos ainda afirmar que é um vinho feito a partir das castas Touriga Nacional e Afrocheiro com amadurecimento em barricas de carvalho por 6 meses além de envelhecimento de 3 meses em garrafa para posterior liberação ao mercado. Vamos então as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, especiarias e leve toque floral. Ao fundo também podíamos notar notas de baunilha e tostado.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais um excelente vinho português que provamos por aqui, este vindo do dão e que foi comprado numa promoção por aproximadamente 55 reais. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Santo Tomás Barbera - Merlot Tinta México 2011

No dia de ontem foi comemorado, especialmente nos Estados Unidos, o Halloween, mais comumente conhecido por aqui como "Dia das Bruxas". Originalmente uma tradição atribuída ao povo Celta (embora não haja uma confirmação sobre isso), foi nos Estados Unidos que a comemoração tomou o formato que vemos hoje, com fantasias, doces e travessuras, cultos aos mortos, terror (aqui entende-se como suspense, sustos, monstros, etc.), abóboras e afins tornando-se uma festa de mescla de tradições. Já no México temos a celebração do "Dia de Los Muertos" (Dia dos Mortos), que se inicia no dia 31 também mas que perdura até o dia 2 de Novembro (que coincide com o dia de finados, que celebramos por aqui). É durante esta festa mexicana que crianças e adultos se juntam para beber, cantar, dançar, se fantasiar e enfim, celebrar dias de alegria para receber as almas dos mortos que em teoria voltariam para visitar seus entes queridos. Resolvi que este ano iria aderir a comemoração mexicana e, enquanto minha filha se deleitava com a brincadeira baseada na comoração americana, tomei o vinho mexicano Santo Tomás Barbera - Merlot Tinta México 2011.


O vinho é produzido pela Bodegas de Santo Tomás, bodega esta que tem origem intrinsecamente ligada a missões dominicanas que começaram a chegar na Califórnia nos anos de 1697, como por exemplo, a missão de São Tomás de Aquino, que foi fundada em 1791. Em 1888, Francisco Andonegui e Miguel Ormart fundaram a Bodegas de Santo Tomás e desenvolveram, além da variedade da Missão que havia chegado no final do século 18, ramos de variedades espanholas como Valdepeñas, Palomino e Rosa del Perú. Em 1932, Abelardo Rodríguez comprou a propriedade fazendo o primeiro engarrafamento em 1939 (a primeira planta de engarrafamento é exibida no local). Com uma grande variedade de uvas, em 1988 sob o cuidado do vinicultor Hugo D Acosta, a produção de 300 mil caixas por ano é reduzida para 30 mil, garantindo alta qualidade. A Bodegas de Santo Tomás é atualmente uma empresa dinâmica que comemora 118 anos de vida e sua história continua agora a cargo de Santiago Cosío Pando, fortalecendo e intensificando a imagem do vinho como forma de vida. A empresa produz uma grande variedade de vinhos: Merlot, Cabernet Sauvignon e Chardonnay, entre outros. Hoje, a empresa está comprometida com seu passado, seu presente e seu futuro, é uma empresa histórica.

Falando agora especificamente sobre o Santo Tomás Barbera - Merlot Tinta México 2011, podemos ainda afirmar que o vinho é um blend das uvas Barbera e Merlot com passagem por doze meses em barris de carvalho francês novos, para amadurecimento. Vamos finalmente as impressões?

Na taça o vinho apresentou rubi violácea de média intensidade com halo granada. Lágrimas finas, rápidas e quase sem coloração também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, ervas, terrosos e algo de tostado.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos fininhos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um bom achado e uma boa surpresa de um vinho vindo do México, muito bem feito, sem qualquer ponto que possa desqualificá-lo. Foi bem num rodízio de pizza. Veio na mala, diretamente do México. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Lenda de Dona Maria Tinto 2014

A febre portuguesa se abateu sobre este blog vejam só vocês. Foi só fazer minha viagem dos sonhos para a "terrinha" que aflorou de vez toda minha paixão pelos vinhos vindos de lá. Ainda mais agora que sou oficialmente cidadão português. Mas isto é estória para uma próxima oportunidade. Hoje focaremos no vinho Lenda de Dona Maria Tinto 2014 e todas as surpresas que este nos trouxe. 


Há aproximadamente 150 anos que se produz vinho na Quinta de Dona Maria, mas somente a partir de 1988 é que o seu atual proprietário, Júlio Bastos, começa a comercialização a nível nacional e internacional dos vinhos então produzidos por lá. Em 1992, Júlio Bastos, pretendendo assegurar o seu crescimento e, ao mesmo tempo, o escoamento da produção, vende 50% da Sociedade Agrícola Quinta do Carmo aos Domaines Barons de Rothschild (Lafite). É nessa altura que a antiga adega é transferida da Quinta de Dona Maria ou Quinta do Carmo para a Herdade das Carvalhas, propriedade essa que, a partir dessa data passou a pertencer à Sociedade. Nunca tendo deixado de pensar em voltar a fazer o seu próprio vinho, foi na entrada do novo milênio que surgiu essa oportunidade. Júlio Bastos decide então vender a sua participação na Sociedade Agrícola Quinta do Carmo, e recomeça este novo projeto, os vinhos Dona Maria. Em 2003 faz-se a primeira vindima de uma nova etapa na longa vida desta Quinta, cujo conceito, é a produção de vinhos de qualidade aliado a um projeto familiar, que sempre distinguiu esta propriedade ao longo dos tempos.

O Lenda de Dona Maria Tinto 2014 pode ser considerado como vinho de entrada de gama desta quinta, mas vou te dizer, se a entrada é assim nem imagino como devem ser os outros vinhos. É um vinho feito a partir das castas tradicionais do Alentejo, a saber: Aragonez, Trincadeira e Alicante Bouschet com um pequeno estágio de 3 meses em barricas de carvalho francês e americano para amadurecimento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, flores e toques de chocolate.

Na boca o vinho era de médio corpo, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um bom vinho português provado por aqui, custou cerca de 50 reais no Pão de Açúcar e valeu o quanto custa, pra fugir dos manjados chilenos e argentinos que inundam nosso mercado. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Quinta do Sobreiró de Cima Touriga Nacional 2015

Hoje trago mais um vinho que provei em Portugal e que, depois de umas andanças pela rede, não encontrei referência ao mesmo no mercado nacional, o que me leva mais um vez a crer que o mesmo ainda não está por aqui, o que é uma pena, em minha opinião. Estou falando do Quinta do Sobreiró de Cima Touriga Nacional 2015.


A Quinta do Sobreiró de Cima está localizada na zona de Valpaços – num dos tesouros insondados do Portugal vitícola, refletindo a grande riqueza e vocação natural do país para a cultura da vinha e do vinho. Com origem em Valpaços, António Teixeira teve um percurso profissional que o levou aos quatro cantos do mundo, contactando com muitos grandes vinhos de castas aclamadas internacionalmente. A implantação da Quinta do Sobreiró de Cima foi um espelho dessas vivências, aliando o melhor ‘terroir’ de Trás-os-Montes às melhores castas que provou, tanto portuguesas como estrangeiras. A Quinta é composta por 2 áreas distintas, uma mais fresca e árida, e outra mais seca e quente. A nova geração da família procura alargar os horizontes deste trabalho precursor e visionário, ao transformar o desígnio e paixão familiar pela terra de origem, levando mais longe o nome da Quinta do Sobreiró de Cima e da Região de Valpaços, através da afirmação em Portugal e no mundo dos seus vinhos.

Falando agora do Quinta do Sobreiró de Cima Touriga Nacional 2015, podemos ainda acrescentar que o vinho é feito com uvas 100% Touriga Nacional oriundas de vinhas plantadas em solos xistosos da Quinta do Sobreiró de Cima, com exposição predominante Sul. A fermentação acontece em cubas inox, com maceração prolongada e posterior estágio nas mesmas até o engarrafamento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou cor violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, ligeiramente mais lentas e com alguma cor também se desprendiam pelas paredes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, flores e leve toque especiado.

Na boca o vinho mostrou corpo médio para encorpado, excelente acidez e taninos macios e sedosos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um belo caldo portuga que provamos por aqui, o que só me deixa mais e mais maravilhado com a terrinha e que me faz querer voltar lá por outras diversas vezes. Se tiver oportunidade, prove este vinho, eu recomendo.

Até o próximo!

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Alves Vieira Tinto 2015

Hoje vou falar sobre o vinho que abriu oficialmente a temporada de férias aqui do Balaio (que infelizmente já acabou). Este vinho é produzido pela família Alves Vieira, nome de uma família unida pelos sonhos de criar bons vinhos em Vidigueira, no Alentejo. Vinhos feitos com dedicação, cuidado e atenção ao detalhe. Alves Vieira é o símbolo, faz parte da família.


O Alves Vieira Tinto 2015 é produzido a partir das castas Trincadeira, Touriga Nacional e Alicante Bouschet, sem passagem por madeira. O rótulo é bonito e bem trabalhado, chamando atenção antes mesmo de provar o vinho. Vamos saber as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, flores e leve toque de cacau.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom vinho português que surpreende pela leveza e delicadeza em contra partida ao que é esperado de vinhos do Alentejo, o que o torna fácil de beber e companheiro ideal de uma refeição sem grandes propósitos. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Arribas do Pinhão Grande Reserva Douro 2014

Como vocês devem ter percebido estive um pouco ausente nestes últimos tempos, e conforme já me desculpei com vocês em um de meus posts anteriores, estava de férias e viajando. Sabe como é, limpando a mente e a alma, descansando dos afazeres do dia a dia e praticando uma das atividades que mais gosto, que é viajar. E, finalmente, consegui visitar o país que mais tinha vontade: Portugal. De lá trouxe muitas memórias e estórias, além é claro de alguns vinhos. E este é o caso do Arribas do Pinhão Grande Reserva Douro 2014, este por indicação do primo de minha esposa que vive por lá. Vamos ver o que descobrimos sobre ele e as sensações ao degusta-lo.


A Costa Boal Family Estates, produtora do vinho de hoje, é uma empresa familiar e jovem sob a gerência de António Boal e Raquel Boal, que um dia decidiram sujar suas mãos de terra. Para além das propriedades dos antepassados, situadas na Região Demarcada do Douro, Cima Corgo na localidade de Cabêda, decidiram avançar para a compra de mais sete hectares de vinha desta vez em Trás-os-Montes, Mirandela, nascendo então assim, a marca de vinhos Flor do Tua e Paredes Meias. Estes vinhos têm a sua origem em vinhas com 40 anos, cujas característica dos terrenos e variedades de castas permitem fazer vinhos de alta qualidade.

Falando agora sobre o Arribas do Pinhão Grande Reserva Douro 2014, podemos ainda dizer que o vinho é feito a partir das castas Touriga Nacional e Touriga Franca com estágio de 12 meses em barrica de carvalho francês. Vamos finalmente as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas mais grossas e lentas com bastante cor também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros maduros, especiarias, flores, chocolate e algo de tostado.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos aveludados. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um belo caldo português que provamos aqui. Não achei nenhuma referência a ele no mercado nacional e, como conclusão, entendo que o mesmo não é importado pro Brasil. Deveria. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Neragora Ares Merlot & Mavrud 2013

E não é que a onda biodinâmica chega também aos países menos conhecidos por aqui em relação a sua produção vinícola? E veja, não estou desdenhando ou fazendo pouco caso deste tipo de produção mas eu questiono um pouco é todo o alarido que tem se feito em torno da mesma. Minha opinião é de que o vinho é bom, basta, sendo ele biodinâmico, orgânico ou mesmo tradicional. Hoje trago ao blog um vinho biodinâmico da Bulgária, deste país do Leste Europeu com qual mantenho alguma relação, uma vez que parte da família de meu avô materno veio de lá em fuga das guerras que assolavam o continente na época. Enfim, sem muita delonga vamos ao que interessa, não é mesmo?


A vinícola Neragora nasce de duas almas e uma ótima visão, a partir da paixão da família Azzolini pela vinificação, vinhas e vinícolas, combinada com a dedicação e habilidades de enólogos e agrônomos italianos. A visão do empresário italiano Massimo Azzolini, que, com uma rica experiência no campo da agricultura orgânica, em 2002 foi para a Bulgária e descobriu o lado escondido da terra de Chernogorovo. Uma pequena extensão de terra de natureza crua, robusta, mas rica em beleza e potencial, atraiu a curiosidade de Massimo, levando-o a redefinir os contornos de uma paisagem que desapareceu. Uma curiosidade que rapidamente se transformou em um projeto ambicioso. Um projeto que agora está se concretizando, trazendo vida às almas gêmeas de um lugar com expressão de criatividade e excelência. A família Azzolini decidiu trazer alguns dos principais especialistas italianos - enólogos e agrônomos de renome internacional no campo da agricultura orgânica. O objetivo era claro - fazer vinhos de excelência em Chernogorovo. O nome Chernogorovo vem da palavra búlgara para "floresta negra". As colinas que são o lar dessas vinhas, "as colinas de ouro", foram famosas pelo cultivo de vinhas desde tempos imemoriais. Uma terra intocada cheia de vitalidade. 

Falando um pouco agora mais especificamente do Neragora Ares Merlot & Mavrud 2013, podemos dizer que o vinho é feito então com as uvas citadas a pouco (Merlot e Mavrud) vindas da região de Chernogorovo, no coração do Thracian Valley, região central da Bulgária sem maiores intervenções e/ou uso de madeira. A curiosidade é que O nome de Ares deriva do antigo Deus Trácio, mais tarde adotado pela mitologia grega como uma divindade da guerra. Sem mais delongas, vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, ligeiramente mais lentas e com alguma cor também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas, especiarias doces, chocolate amargo e toques florais.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um belo caldo búlgaro que provamos por aqui. Mais um vinho apresentado pelo clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Como os incêndios na Califórnia afetarão a safra 2017?

Depois de um período ausente em virtude das merecidas férias, nós do Balaio do Victor estamos por aqui para anunciar que voltamos com as energias recarregadas e com muito pique para compartilhas nossos textos com vocês. E já começamos com um assunto bem triste para nós que amamos o vinho: os incêndios que atingiram vinhedos e vinícolas na Califórnia. Eu sei que você, caríssimo leitor muito bem informado, vai falar que também houveram casos semelhantes em Portugal mas, como eu consegui um pouco mais de informações sobre a Califórnia, eis que aqui estamos.


À medida que os incêndios florestais atravessaram Napa, Sonoma, Carneros, Mendocino e além, os vinicultores avaliam seus vinhos jovens e as uvas que ainda estão sendo colhidas. A colheita do norte da Califórnia já estava paralisada quando os incêndios floresciam em partes dos condados de Sonoma, Napa e Mendocino, obrigando os vinicultores e os moradores a fugir. Com as equipes de bombeiros ainda lutando contra as chamas e muitas áreas sob evacuação obrigatória, os vinicultores estão enfrentando desafios, pois tentam terminar o que uma vez parecia uma colheita relativamente fácil.

Quando os incêndios chegaram, os vinicultores colheram a maioria das suas uvas. Estimativas mostram que cerca de 90% das vinhas da região do condado de Sonoma foram colhidas. O Napa Valley Vintners relatou quadro semelhante enquanto o Mendocino WineGrowers estima que a maioria das uvas brancas e 75 por cento das uvas tintas da região também o estavam. A safra de 2017 foi quente e seca e os viticultores parecem muito satisfeitos com a qualidade dos vinhos nos tanques agora. Isso permitiu uma colheita precoce. Mas os vinicultores relatam que ainda há Cabernet Sauvignon e outras uvas tardias que aguardam nas videiras. Agora eles estão lutando para escolher a última das suas uvas e fermentar os vinhos enquanto lidam com evacuações, perdas de energia, fechamentos de estradas e nuvens grossas de fumaça.

Aqueles que conseguiram escolher suas uvas estão enfrentando outros desafios. Como muitos tiveram que evacuar e acabaram por perder suas casas, muitas vinícolas estão trabalhando com equipes mínimas no momento. As quedas de energia também estão criando problemas para os vinhos que fermentam em tanques uma vez que a maioria dos vinicultores tenta manter suas fermentações de vinho tinto entre 70 ° a 85 ° F e vinhos brancos entre 45 ° a 60 ° F. Se a temperatura estiver muito alta, os vinhos podem apresentar aromas e sabores cozidos ou as leveduras podem morrer antes de completar a fermentação. A utilização de gelo seco tem sido uma solução. 

Além de ser um perigo para a saúde, a fumaça grossa tem alarmado alguns viticultores. O resíduo de fumo contém altas concentrações de fenóis voláteis, como guaiacol e eugenol, que podem se acumular nas peles das uvas e podem ser liberados para os vinhos durante a fermentação. Amostras tem sido enviadas para ETS Laboratories, o principal pesquisador das vinícolas da Califórnia, mas a empresa está atualmente sobrecarregada. Como cerca de 15 por cento das uvas ainda precisam ser colhidas, o laboratório tem avaliado cada vinhedo individualmente e notificado seus clientes dos riscos. É difícil de prever o que os fumos e seus compostos podem causar e isso só se torna problemático em níveis elevados. Mas o futuro do vinho da Califórnia do Norte ainda é desconhecido. Maiores informações podem ser encontradas em www.winespectator.com .

Até o próximo!

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Divulgação: Capital paulista recebe Road Show Inovini 2017

Entre os dias 02 e 06 de outubro, a importadora Inovini realiza o Road Show Inovini - evento que segue sua segunda edição esse ano (a primeira contemplando) algumas cidades do interior paulista. Para a segunda edição 2017, as cidades escolhidas foram Vinhedo (SP), Santos (SP), São Paulo (capital), Anápolis (GO) e Brasília.



Em contramão aos megaeventos do setor, a Inovini aposta mais uma vez nos encontros mais intimistas. Uma ótima oportunidade para que parceiros de negócios e consumidores finais conheçam os produtos importados pela empresa, degustem e façam networking com os representantes das vinícolas, além de encontrarem vinhos com preços e condições especiais. Tudo em formato de bate papos e degustações descontraídas e assertivas tendo como mote um dos temas mais especiais do mercado: o mundo dos vinhos.

A vinícola portuguesa Herdade do Perdigão, da região do Alentejo, será um dos grandes destaques e lançamentos durante os cinco dias de evento. Ao lado de vinícolas conceituadas, como a Los Vascos (Chile); González Byass (Espanha); Doña Paula (Argentina), Undurraga (Chile), Hardy´s (Austrália); Kumala (África do Sul), Barone Ricasoli (Itália) e Nino Franco (Itália). “O Road Show já virou um marco para o setor de vinhos. A cada edição temos a preocupação de selecionar cidades importantes e que muitas vezes estão fora do eixo dos destinos de eventos do mercado de vinhos. Estamos felizes por sermos pioneiros nesse novo formato de evento, escolhendo regiões pouco exploradas e com um grande potencial de negócios”, diz a gerente de marketing da Inovini, Rita Ibanez. Degustações comentadas com representantes de vinícolas e lançamentos do portfólio da importadora também são alguns dos destaques. 

Serviço:

Data: 04 de outubro
Cidade: São Paulo, SP
Local: Jd. Aurélia - Rua Tabapuã, 838.
Horário: 18h às 22h
Preço: Antecipado R$ 120,00. Crédito de R$ 100,00 em compras no dia do evento. Crédito não cumulativo.
Onde comprar: Para participar adquira seu convite no Hortisabor.
Telefone para informações: (11) 2307-2000

Até o próximo!

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Tellus Syrah 2015

O vínculo entre a Família Cotarella e o mundo do vinho tem sua origem nos anos sessenta, quando Antonio e Domenico Cotarella, produtores em Monterubiaglio, fizeram a primeira adega para produzir seu próprio vinho. Os irmãos Renzo e Riccardo Cotarella, ambos vinicultores cresceram em uma terra de longas tradições vinícolas, impulsionada pela paixão de seu pai Domenico, fundando em 1979 a atual Vinícola Falesco, produtora do vinho de hoje, transformando o que era um pequeno negócio familiar em uma empresa de sucesso. Os investimentos feitos desde então, sem dúvida, têm sido de grande importância, mas hoje, após mais de trinta anos, pode ser considerado amplamente recompensado, especialmente em termos afetivos. Na empresa familiar, de fato, atualmente trabalham suas filhas Dominga, Marta e Enrica, com o mesmo entusiasmo e envolvimento de seus pais. A quarta geração de netos, então, sugere um futuro tão importante quanto, para a marca Falesco.


Falando agora sobre o Tellus Syrah 2015, podemos dizer que é um vinho feito com 100% de uvas Syrah de vinhedos localizados no Lazio a 300 metros de altitude, com posterior amadurecimento de 5 meses em carvalho francês de segundo uso. Como curiosidade, podemos ainda citar que Tellus é a deusa romana da terra. A garrafa do vinho, inspirada nas antigas garrafas do império romano, é diferente e chama a atenção por ser mais baixa e bojudinha que as convencionais e seu rótulo criado em 2009, é o quarto ganhador de um concurso com artistas no Castel Sant’Angelo, em Roma, para a criação da nova imagem do produto. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam presentes. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos bem maduros, especiarias, baunilha e leve lembrança de tostado.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um ótimo vinho italiano provado por aqui que tende a agradar os mais variados paladares. Eu recomendo a prova. Este vinho é trazido pela Winebrands e vale o quanto custa. 

Até o próximo!

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Angel Cabernet Sauvignon 2013

A Angelus Estate, produtora do vinho de hoje, está localizada perto da barragem de Zhrebchevo, em Nova Zagora, na Bulgária. Possui 106,5 ha de vinhas que incluem as seguintes variedades: Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Syrah, Petit Verdot, Chardonnay, Sauvignon Blanc, Traminer e Viognier. A sala de fermentação está sob o solo, com escotilhas de acesso no chão. Desse modo, as uvas chegam aos tanques de fermentação usando apenas gravidade.Existem duas caves para envelhecimento de vinhos em barricas tonéis e com níveis controlados por temperatura. Tudo isso resulta em alguns dos mais emblemáticos vinhos oriundos deste país do leste europeu.


Falando agora do Angel Cabernet Sauvignon 2013, podemos ainda acrescentar que o vinho é produzido a partir de uvas 100% Cabernet Sauvignon com amadurecimento de alguns meses em barricas de carvalho. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e com alguma cor também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, especiarias, chocolate e algo de tostado. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio a encorpado, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais uma boa opção de vinho búlgaro que tivemos o prazer de provar por aqui. Mais um vinho apresentado pelo clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Enobrasil 2017: O vinho nacional que surpreende

Como eu já disse a alguns posts atrás, o mercado de vinhos nacionais tem evoluído com uma velocidade muito interessante, transformando regiões até então impensáveis em produtores de vinho. Reforçando o que eu disse por lá, deixemos de lado ainda o termo terroir, empregado a locais "seculares" e que possuem toda uma cultura ancestral quando falamos de cultivo de uvas e produção de vinhos, coisa que o Brasil ainda não tem a curto e médio prazo. E não existe uma maneira melhor de ter contato com este "novo" mercado nacional de vinhos do que um evento como o Enobrasil 2017 que ocorreu no último mês de agosto e que tive a oportunidade de visitar.

A sommelière Mikaela Paim que dentre outras atividades, é sommelière desde 2007, Presidente da Confraria Vinhos do Brasil, colaboradora da Osteria Generale há 15 anos e ainda trabalha com consultorias e Eventos Enogastronômicos além de guiar grupos de viagens enoturísticas com a Agência Stell Tour Turismo, acerta novamente em trazer a um mesmo espaço produtores nacionais de vinhos, queijos, azeites e outros alimentos/bebidas que vem surgindo por todos os cantos do nosso país. Para se ter como base, tivemos vinhos que vinham do Sul (Rio Grande do Sul e Santa Catarina), Nordeste (Pernambuco), Sudeste (São Paulo e Minas Gerais) e por ai vai. E esse foi o mote do evento: a diversidade de produtos e regiões que o país produz e que ainda não temos acesso.


Mantendo o padrão que tenho aplicado por aqui, pretendo apontar vinhos e vinícolas que mais me surpreenderam durante o evento (afinal, somos um blog de vinhos). O maior exemplo que tive neste evento foi uma pequena vinícola do interior de São Paulo (mais especificamente de Amparo), a Vinícola Terrassos. O surgimento deste empreendimento em solos paulistas se deu em 2003 com o início da plantação das vinhas (cerca de 20 variedades viníferas foram testadas) e as primeiras garrafas começaram a sair em 2010. Existe ainda o curioso uso da casta Máximo, desenvolvida em solos paulistas pelo cruzamento de uvas Seibel 11342 e Syrah. O vinho apresentado, um blend de Syrah e Máximo, se mostrou rústico e instigante, com aromas de frutos vermelhos e especiarias, além de um certo toque terroso. Em boca corpo médio e taninos marcados. Pareceu bem gastronômico. 


Outro destaque positivo vem do nordeste com a Vinícola Rio Sol e o seu Rio Sal Gran Reserva Alicante Bouschet (não poderia ser diferente, afinal a empresa pertence a Global Wines, com sede na região do Dão, em Portugal, e usar uma casta portuguesa faz sentido aqui, dadas as devidas ponderações). O vinho resultante é de médio corpo, boa acidez e taninos macios. Aromas de frutos vermelhos, especiarias, flores, chocolate e algo de tabaco. Tende a agradar paladares diversos.


Por fim, do Rio Grande do Sul (Campanha Gaúcha) vem o Cordilheira de Sant'Ana Tannat 2005. A vinícola homônima (Cordilheira de Sant'Ana) está localizada numa mesma latitude de grande áreas vinícolas de nossos hermanos mais reconhecidos mundialmente, o que já dá uma dica de que coisas boas podem vir daqui. Foi fundada em 1999 e os proprietários são o casal de enólogos Rosana Wagner e Gladistão Omizzolo. O vinho é muito escuro e denso, mesmo com tanto tempo em garrafa. Trouxe aromas de frutos escuros em compota, especiarias, flores, cacau e toques de minerais e animais. Em boca é encorpado com taninos domados e acidez na medida. Evoluído e elegante, um vinho que empolga.

E como era de se esperar, o Enobrasil 2017 cumpriu seu papel de forma magistral, apresentando o consumidor brasileiro aos produtos disponíveis em seu próprio país e que devem ser consumidos por aqui. Incrível é quebrar paradigmas e verificar que o Brasil pode sim fazer bons vinhos, em diversas regiões do país, e que pode sim competir com alguns de nossos vizinhos. O evento tende a crescer de tamanho e "conteúdo" já para o próximo ano, segundo a Mikaela. É o que nós esperamos. Vale a pena esperar até lá.

Até o próximo!

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Beau-Séant Merlot 2008

O vinho de hoje é produzido pela Stambolovo Winery, situada no sul da Bulgária, em estreita proximidade com as fronteiras com a Grécia e a Turquia. A região é de importância geográfica chave. O caminho mais curto da Europa para a Ásia e Ásia Menor passa por estas terras. Muito provavelmente esta foi a via pela qual as primeiras videiras foram trazidas para o que é hoje o território da Bulgária. Esse fato se deve, em grande certeza determinar a região como um dos primeiros centros de vinificação na Europa. Com uma história de quase 80 anos de atividade, atualmente a vinícola está entre os principais produtores de vinho na Bulgária. Devido às características benéficas climáticas e terroir da região, bem como a qualidade e tradição comprovada, hoje a marca Stambolovo é considerado pela maioria dos profissionais de negócios do mundo do vinho como a vinícola com os melhores, de maior qualidade e mais típicos vinhos Merlot na Bulgária.


Falando sobre o Beau-Séant Merlot 2008, podemos dizer que este vinho faz parte de uma coleção especial de vinhos, produzidos e engarrafados mediante marcação e licença sob o controle da Ordo Supremus Militaris Templi Hierosolymitani - Magnus Prioratus Magistralis Bulgariae, a ordem dos Templários, ordem militar de monges guerreiros foi fundada sob o nome de Os Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, posteriormente conhecida com o nome atual, Ordem dos Templários, cujo lema era: Non Nobis Domine, Non Nobis, Sed Nomini Tuo Da Gloriam (Não para nós, Senhor, não para nós, mas para o seu nome dar glória). 

Passando aos detalhes viticulturais do vinho, acrescentamos que o vinho é feito com uvas Merlot de uma microrregião controlada no sul da Bulgária, com amadurecimento em carvalho e posterior envelhecimento em garrafa, para liberação ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores também faziam parte do aspecto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, especiarias doces, chocolate amargo e leve toque de tabaco.
Na boca o vinho apresentou corpo médio, acidez na medida e taninos fininhos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais um belo vinho que foi apresentado pelo Winelands Clube do Vinho, o clube que eu assino e recomendo. E mais vindo das terras de meus antepassados, alimentando minha vontade de um dia passar por lá e verificar tudo isso e muito mais in loco.

Até o próximo.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Comenda Grande Tinto 2014

A exploração agrícola da Comenda Grande, produtora do vinho de hoje, foi iniciada por Maria José de Almeida Margiochi, neta de José Maria Eugênio de Almeida (hoje Fundação Eugênio de Almeida). Herdada pela senhora D. Maria Madalena de Noronha e seu marido D. João de Noronha, esta exploração agrícola de referência da casa Margiochi é hoje continuada por sua filha Maria de Lourdes S.A. de Noronha Lopes, pelo seu marido Eng. António Lopes e pelos filhos, compreendendo uma área de 750 hectares. Na vinha instalada, em que cerca de 36 hectares são castas tintas e 7 hectares castas brancas, privilegiaram-se as castas mais marcantes do Alentejo – Trincadeira e Aragonez nas tintas e Arinto e Antão Vaz nos brancos mas existem outras tais como Alfrocheiro, Tinta Caiada, Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon, Touriga Nacional, Syrah e Baga nas tintas, bem como Verdelho, Sauvignon Blanc e Roupeiro nas brancas. A Comenda Grande está sediada em Arraiolos, Alentejo, Portugal.


Falando sobre o Comenda Grande Tinto 2014 especificamente, podemos acrescentar que é um vinho feito a partir de um corte das uvas Aragonez, Alicante Bouschet e Trincadeira complementadas por Syrah, Tinta Caiada, Alfrocheiro e Cabernet Sauvignon. Após a fermentação o vinho passa por amadurecimento de 12 meses em barricas de carvalho francês e envelhecimento em garrafa de 6 meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com ligeiro halo granada, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também faziam parte do conjunto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias doces, baunilha e flores.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, acidez na medida e taninos macios e redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um bom vinho português degustado e aprovado por aqui que vale a prova, eu recomendo.

Até o próximo!