quinta-feira, 19 de abril de 2018

O que mineralidade pode sugerir quando falamos de vinho

Quando somos amantes do vinho ou mesmo iniciantes neste mundo e estamos lendo notas de degustação ou descrição de um determinado vinho, em se tratando de vinhos brancos, usualmente encontramos adjetivos que remetem ao quão "mineral" aquele vinho é. E, geralmente, este aroma/sabor causa uma certa estranheza. Teria este vinho gosto de pedras, por exemplo? Encontrei este pequeno artigo que divaga um pouco sobre o assunto e o torna um pouco mais palatável e resolvi trazer pra vocês.


Voltando ao gosto de pedras, seria isso que sentimos quando falamos em mineralidade nos vinhos? Bem, sim e não. O vinho, claro, não tem gosto de pedras; rochas, em geral, não têm gosto de nada (e se você mordê-las, você quebra os dentes). No entanto, alguns vinhos, na maioria das vezes brancos, têm uma espécie de pedregosidade. Ou caráter mineral. Ou alguma coisa. O aroma e o sabor de Chablis podem lembrar o fundo de uma caixa de giz (no bom sentido). A nota esfumaçada em Pouilly-Fumé é tão diferente que deu o nome do vinho (fumée: fumaça). Outros vinhos podem se mostrar um pouquinho salgados.

De certa forma, a mineralidade é o umami do mundo do vinho. Umami é o termo relacionado a sabor, o quinto sabor. Nem doce, azedo, salgado nem amargo, é ... bem, é difícil descrever, certo? Carne, talvez? É real - tecnicamente, tem a ver com a forma como o ácido glutâmico se liga ao seu paladar -, mas o problema é descrevê-lo. Então, também, acontece o mesmo com a mineralidade dos vinhos. Ocorre; como e por que continua sendo um mistério. Para tentar discernir você mesmo, suas melhores apostas são geralmente brancos jovens e geralmente sem passagem por madeira, de regiões de clima frio. Convenientemente, estes vinhos frescos também são ótimos para beber na primavera e no verão: sirva-os com tudo, de ostras cruas a cacio e pepe com favas frescas.

E aí, o texto ajudou um pouco no assunto mineralidade? Eu espero que sim. De qualquer forma, deixem sua opinião na caixinha de comentários abaixo.

Até o próximo!

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Divulgação: Cono Sur e Emiliana entre as mais admiradas do mundo!

As vinícolas Cono Sur e Emiliana, amplamente conhecidas no mercado brasileiro, estão entre as 50 marcas de vinho mais admiradas do mundo, segundo a Revista Drinks International. O “The World’s Most Admired Wine Brands” é um ranking anual feito com a participação de renomados especialistas do mundo do vinho, e no ranking de 2018, as marcas importadas com exclusividade pela La Pastina, se destacaram entre as vinícolas mais prestigiadas do mundo, como a Chateau Lafite e Chateau Margoux.


A lista é construída com base numa série de critérios que orientam os jurados durante o processo de escolha. São avaliados: a qualidade consistente e crescente dos vinhos, a região ou país de origem, as necessidades e gostos dos consumidores, além da comercialização e distribuição dos vinhos.

A Cono Sur foi a primeira vinícola no Chile a produzir o Pinot Noir Premium e a primeira a exportar. A vinícola acabou se especializando nessa cepa, tanto que é a maior proprietária de vinhedos desta uva no mundo, produzindo 5 milhões de garrafas por ano.

A Emiliana é considerada a maior vinícola orgânica do mundo, produzindo vinhos com caráter e personalidade únicos, com a máxima expressão do terroir. Toda a produção é marcada por elevados padrões de qualidade que se refletem em seu extenso portfólio de vinhos de qualidade e elegância, além de serem sustentáveis, orgânicos e biodinâmicos.

Até o próximo!

terça-feira, 17 de abril de 2018

Fillo Carignan Old Vines 2015

A BOWines nasceu em 2012, devido ao desejo de desenvolver uma paixão pelo vinho através da procura de castas e áreas que permitam produzir vinhos modernos com personalidade e máxima qualidade. BOWines mantém um respeito e compromisso absoluto com a natureza, desenvolvendo uma viticultura que consegue manter e sustentar os diferentes "terroir" chilenos. Além disso, a BOWines entende que a produção de vinhos deve ser uma manifestação de cultura e expressão do ser humano, por isso, mantém um compromisso especial de apoiar a divulgação e o desenvolvimento de todo tipo de manifestações artísticas. Sua experiência e conhecimento no desenvolvimento de excelentes vinhos é a sua maior força. Esta experiência baseia-se no conhecimento adquirido pelo enólogo Alvin Miranda ao longo da sua vida profissional, tanto no Chile como na Europa, onde viveu durante mais de uma década.


Focando agora no Fillo Carignan Old Vines 2015, podemos ainda afirmar que é um vinho feito com uvas Carignan (90%), Merlot e Cabernet Sauvignon (10% entre ambas as duas últimas) de vinhas com mais de 60 anos de idade, localizadas na melhor terra seca do Vale do Maule sem passagem por madeira. A curiosidade fica pelo nome, "Fillo" seria filho, em português. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas, com um toque mineral, de pimenta e notas florais.

Na boca o vinho apresentou corpo médio aliado a uma ótima acidez e taninos macios. O retrogosto confrima o olfato e o final era de longa duração.

Mais um belo vinho chileno que provamos por aqui, de uma uva que aos poucos vai caindo na graça dos nossos consumidores e que se mostrou muito elegante aliado a sua potência. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Chateau Burgozone Gold Marselan 2011

No território búlgaro onde as vinhas foram plantadas na propriedade da vinícola Chateau Burgozone, havia vestígios da antiga fortaleza romana de Burgozone. Os vinhos e o complexo vitivinicola foram nomeados depois. A fortaleza situa-se na antiga via romana Via Istrum, que conectou Constantinopla com Belgrado e defendeu as fronteiras do norte do Império Romano. As provas materiais encontradas aqui, como os restos de frascos e outras cerâmicas cerâmicas, ligadas à produção de vinhos e vinhos, datam desse período específico. Esta tradição antiga teve milhares de anos de história aqui e, juntamente com o comércio ativo ao longo do rio, tornou-se a base da riqueza e prosperidade da cidade de Oryahovo no passado. Em 2002 iniciou o projeto de revitalização do tradicional para a produção de vinho, que foi suspenso durante a proibição na década de 80 na União Soviética, imposta por Gorbachov. Para este efeito, um terrão único de 150 ha foi selecionado na margem sul do rio Danúbio, perto do porto de Oryahovo, sobre a ilha do Esperanto. Durante os séculos, deu a melhor uva da região. Além da própria vinha, o complexo inclui uma adega de boutique com o equipamento mais moderno. Os primeiros resultados são mais que encorajadores - Chateau Burgozone Chardonnay, produzido aqui, fez história ganhando em 2010 o primeiro da Grande Medalha de Ouro da Bulgária no ConcoursMondial de Bruxelles.


Falando sobre o Chateau Burgozone Gold Marselan 2011, podemos ainda afirmar que este vinho foi elaborado 100% com a casta Marselan, uva esta oriunda da Itália. Estagiou 8 meses em barricas novas de carvalho francês e mais 8 meses nas caves antes de ir ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com halo granada, algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e levemente coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos silvestres, carvalho, defumado e baunilha. Ao fundo, leve toque terroso também se fazia notar.

Na boca o vinho apresentou corpo médio aliado a uma boa acidez e taninos marcados, mas de boa qualidade, maduros. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um belo caldo búlgaro que provamos aqui no Balaio do Victor. Eu recomendo a prova. Foi o fiel escudeiro de um belo risoto de cogumelos e uma maminha assada, fazendo bem o papel. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Guia Descorchados me fez conhecer o Deus dos ventos: Eolo!

Faz algum tempo que eu tenho olhado de maneira diferente para os vinhos do Uruguai pois eles tem demonstrado uma qualidade muito evidente. E alguns dos vinhos que eu tinha muita curiosidade em provar eram os vinhos da bodega Viñedos de Los Vientos, em especial, o Eolo. E não é que eu finalmente consegui? No último dia 10 de Abril tivemos em São Paulo o lançamento do Guia Descorchados, o maior guia mundial de vinhos da Argentina, Chile, Uruguai e Brasil. Num evento com a presença de mais de 400 produtores e uma quantidade ainda maior de vinhos, fica muito difícil de escolher o que provar mas, foquei em vinhos que não conhecia e que tinha interesse de conhecer.


A história da Viñedo de Los Vientos remete a 1920, quando Angelo Fallabrino chega com sua família à cidade de Montevidéu, escapando da primeira guerra. Nativo de Alexandria, Angelo sabe fazer grandes vinhos e cria a maior adega do Uruguai. Seu filho Alejandro segue seus passos e se destaca como uma das pessoas mais inovadoras da indústria vinícola do Uruguai nos anos 70 e 80. Infelizmente ambos morrem, Alejandro no ano 91 e Angelo em 1995. Em 1995, Pablo, um dos três filhos de Alejandro, toma as rédeas de Viñedo de los Vientos, que na época era apenas um vinhedo.
Em 1997, Pablo decidiu começar sua própria adega e, com esse propósito, adquiriu o melhor equipamento italiano. Março de 1998 é marcado como a primeira vindima de Viñedo de los Vientos e levou 3 anos de trabalho depois, para desenvolver o melhor potencial da vinha e criar desta forma, uma série de vinhos orientados para serem únicos e especiais.

Falando agora do Viñedo de Los Vientos Eolo Gran Reserva 2013, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir das castas Tannat (85%) e Ruby Cabernet (15%) com amadurecimento de 36 meses em barricas de carvalho francês. Vamos então as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, couro, especiarias, flores e algo de alcaçuz. Ao fundo também se nota baunilha.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com uma boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um belíssimo vinho uruguaio sem qualquer duvida e que pelo preço que é vendido, vale o quanto custa. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Angelus Estate Stallion Classic 2012

A Angelus Estate, produtora do vinho de hoje, está localizada perto da barragem de Zhrebchevo, em Nova Zagora (Bulgária), nas encostas de Sredna Gora e a partir desse local derivou-se o nome de Stallion, símbolo do surgimento de uma nova vida, cheia de energia e amor. Possui 106,5 ha de vinhas que incluem as seguintes variedades: Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Syrah, Petit Verdot, Chardonnay, Sauvignon Blanc, Traminer e Viognier. A sala de fermentação está sob o solo, com escotilhas de acesso no chão. Desse modo, as uvas chegam aos tanques de fermentação usando apenas gravidade.Existem duas caves para envelhecimento de vinhos em barricas tonéis e com níveis controlados por temperatura. Tudo isso resulta em alguns dos mais emblemáticos vinhos oriundos deste país do leste europeu.


Falando agora do Stallion Classic 2012, podemos ainda afirmar que o vinho é um blend das uvas Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Syrah e Merlot tendo estagiado por 6 meses em barricas de carvalho francês. Além disso, permanece algum tempo em garrafa nas caves da vinícola antes de ser liberado ao mercado.

Na taça o vinho apresentou coloração violácea profunda com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e bem coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos escuros, especiarias, coco e algum toque terroso.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com uma boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais uma boa opção de vinho búlgaro que tivemos o prazer de provar por aqui. Mais um vinho apresentado pelo clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

quarta-feira, 4 de abril de 2018

H.O. Colheita 2015 Tinto

A família Horta Osório e seus antepassados cultivam a vinha e produzem vinhos na Região Demarcada do Douro (a mais antiga região demarcada do mundo) desde o século XVII embora a linha atual tenha sido lançada ao mercado somente em 2012. Os seus vinhos H.O. provem exclusivamente de uvas produzidas de vinhas próprias da Casa Agrícola Horta Osório S.A., onde, além de "vinhas velhas"foram plantadas as melhores castas tradicionais do Douro em terroirs únicos. Os vinhos são produzidos sob a orientação dos enólogos João Brito e Cunha além de Fernando Lázaro. Os vinhos da H.O - Horta Osório Wines aliam a tradição do Douro às mais recentes técnicas de produção vitivinícola com a sabedoria, determinação e visão do seu fundador e proprietário.


Sobre o H.O. Colheita 2015 Tinto podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir das castas autóctones Touriga Nacional, Touriga Franca e Sousão com estágio de 15 meses em barricas de carvalho Francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, flores, especiarias com algo de ervas secas ao fundo.

Na boca o vinho apresentou corpo médio para encorpado, ótima acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom vinho português para o dia a dia mas que também possui certa complexidade para acompanhar algumas refeições mais pesadas. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 3 de abril de 2018

Real Compañía de Vinos Garnacha 2016

Existe um lugar onde o sol ilumina centenas de diferentes paisagens, onde cada vinhedo é único e cada dia acontece uma nova celebração. Existe um país que de maneira muito excitante, celebra a vida: com muito vinho de boa qualidade. A Real Compañía de Vinos nos apresenta assim a Espanha, com toda a sua varieade de solos, histórias, estilos e variedades de uvas. Em seus vinhedos espalhados ao longo da DO Castilla y León, a Real Compañía de Vinos desfila sua coleção de vinhos autênticos, de carácter distinto, com muita paixão, prazer e cheios de alma, a alma espanhola.


Assim sendo, o Real Compañia de Vinos Garnacha 2016 é uma prova viva de tudo que nos foi contado no primeiro parágrafo, um vinho feito 100% a base da uva Garnacha, uva que por muito tempo foi a mais dominante e de forte carácter local mas que com o tempo foi sendo colocada de lado em favorecimento a outras variedades. Hoje, com a retomada no seu plantio e na qualidade de seus vinhos, podemos encontrar exemplares como o de hoje que, mesmo sem passagem por madeira. se mostra ao mesmo tempo frutado e complexo. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e com alguma cor também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, destacando ameixas e morangos principalmente, com algum floral e herbáceo. Com algum tempo em taça também se nota um toque de especiarias.

Na boca o vinho apresentou um corpo médio, muito frescor aliado a taninos suaves e macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um vinho espanhol alegre e descontráido que me parece ser muito versátil e um bom curinga para se ter na adega. Eu recomendo a prova. É trazido ao Brasil pela Winebrands.

Até o próximo!