sábado, 29 de dezembro de 2012

Champagne, Natal & pessoas queridas: combinação perfeita!

Champagne Moët & Chandon Impérial Brut


O natal é uma época do ano que eu gosto muito, e explico o por que. Primeiro por que como o próprio significado da data quer dizer, é horar de nascimento, de esperança renovada, enfim, de fazer crescer na gente uma nova motivação pra tudo. Gosto também por que é uma época em que podemos refletir sobre tudo o que fizemos ao longo do ano que se findou. E é claro, amo a oportunidade de podermos nos reunir com as pessoas que queremos bem, como pais, noiva, etc. E nada melhor do que comemorar isto tudo com um bom champagne. E o escolhido deste ano foi o Champagne Moët & Chandon Impérial Brut.

Falar sobre champagne muitas vezes é chover no molhado e ainda por cima de uma casa como a Moët & Chandon, que já tem seu nome escrito na produção de champagnes e na história francesa. Por isso, não irei me prender muito a falar sobre métodos de produção, a casa em si ou sobre outras amenidades. Tentarei ser mais direto. Esta champagne tem o corte clássico das três uvas permitidas na região: Pinot Noir, Pinot Meunier e Chardonnay nas proporções de 30 a 40% da primeira, 30 a 40% da segunda e 20 a 30% da última. Por ser uma champagne brut, tem quase nenhum açúcar residual. Vamos as impressões.

No taça o champagne apresentou uma bonita cor amarelo palha com reflexos levemente dourados, uma perlage consistente e com bolhas bem pequeninas e em abundância.

No nariz o vinho abriu com aqueles aromas típicos de panificação/fermentação (brioche/fermento), frutas cítricas e leve toque floral. Com o tempo em taça nuances minerais também podiam ser notadas.

Na boca o champagne era extremamente fresco (muita acidez) e as borbulhas formavam um colchão no interior da boca. Trazia muita fruta cítrica, muita mineralidade e os toques de panificação também no paladar. Final de longa duração.

O que posso eu dizer mais sobre este vinho? Simplesmente um deleite a cada gole da taça. Cumpriu fielmente seu propósito de celebrar e de acompanhar ainda uma refeição a base de bacalhau. Eu recomendo.

Até o próximo!!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

6 Aspectos essenciais quando degustamos um vinho

Estava lendo um artigo muito interessante que dizia que, antes de tudo, degustar um vinho vai muito além (e quando eu digo muito além, quero dizer muito mesmo) do que listar uma sério de descritores para aromas e sabores. E eu fiquei um pouco perplexo, não por não concordar com o artigo, mas por me dar aquele estalo de que na maioria dos lugares ou na maioria das vezes quando estamos degustando/escrevendo, nos prendemos a estes descritores de uma maneira quase xiita. Continuando pelo artigo, o autor ( Matt Kramer para a WineSpectator) nos brinda com sua sempre brilhante opinião sobre alguns aspectos muito mais importantes que devem ser notados quando degustamos um vinho. Abaixo listo quais são estes aspectos numa tradução/adaptação livre.

Textura: esta é uma característica do vinho que muitas vezes é negligenciada. No entanto, preste atenção à textura, ela pode ser o recurso "escondido" mais importante da qualidade do vinho. Isto é especialmente verdadeiro com vinhos brancos, um dos "brindes" para a qualidade e longevidade (potencial) de vinhos brancos secos é revelada pela textura. A esta altura o autor usa como exemplo um Borgonha feito em 1950 ou anteriormente, dizendo que podemos ser surpreendidos pela descoberta do quão espessa e densa a textura de tais vinhos normalmente é. Isto, ainda segundo ele, é devido a rendimentos muito baixos e tamanho de bagas pequenas. Esses recursos também eram (e são) críticos para a longevidade. De uma maneira mais simples, tais vinhos são texturalmente um convite para diluir sabores e vida curta, não importando o uso de um lote de carvalho novo e outros sabores adquiridos a partir de borras de agitação. A textura é quem manda na história.

Densidade de Extrato: cada degustador tem uma característica preferida nos vinhos. Para alguns é o buquê. Para outros é o comprimento final do um vinho, seja curto ou longo, intenso ou leve. Para o autor, entretanto, o que importa é a densidade do extrato que o vinho possui. Normalmente esta característica não é muito fácil de se reconhecer, mesmo para degustadores um pouco mais experientes. Eu me lembro muito bem de minha professora (Alexandra Corvo) frisar sempre que este era um aspecto fundamental, que dava sustentação e que fazia a diferença de um vinho bom para outro ruim. A maneira mais fácil de apreender esta noção é imaginar um doce com um centro duro, denso. Você pode ir derretendo o doce na boca achando que ele está se indo muito depressa. Então você chegar a esse centro, muito denso e você descobre que há muito mais por vir. Voilà! É o que poderíamos chamar de densidade de extrato. Para os fãs de Pilates, pense neste extrato como força central. Sem ele, um vinho é fraco. Os vinhos assim como as árvores, morrem de dentro para fora. Se um vinho carece de densidade de extrato, ele irá, com o tempo, revelar-se meramente superficial e vistoso. O extrato vem da vinha, ao invés da vinificação. É uma criação de baixos rendimentos e frutos pequenos, muitas vezes a partir de vinhas velhas.

Proporção: o elemento de proporção é facilmente compreendido. Um vinho, como uma pessoa atraente, deve ser razoavelmente proporcional. Não deve terminar "curto". Você deve ter uma sensação de sabores do vinho em quantidades aproximadamente iguais e nos mesmos intervalos de tempo: o cheiro, o gosto, o extrato e, criticamente, o final. Às vezes, especialmente com vinhos muito jovens, essas proporções podem ser distorcidas e depois entrar em uma maior igualdade. Mas com um vinho maduro, você deve esperar proporção razoável. Se ela não está presente, então o vinho ou está em uma curva descendente ou realmente nunca teve muita qualidade.

Finesse: este recurso é como os sabores de um vinho são entregues. Imagine uma bandeja no basquete, onde o jogador se aproxima em direção à cesta graciosamente e solta a bola rola pela ponta dos dedos e esta cai facilmente na rede. Isso é finesse. É assim que os vinhos devem entregar-se a você. Sem finesse, vinhos são desajeitados, não importa o quanto de complexidade possam ter. Finesse, como boas maneiras, é essencial para o refinamento.

Equilíbrio: este conceito significa coisas diferentes para diferentes degustadores. É um exemplo clássico de algo que você sabe o que é assim que o vê/sente suas qualidades. A noção mais básica de equilíbrio refere-se a um equilíbrio criado por quantidades aproximadamente iguais de "frutado" e acidez no vinho (e doçura de um vinho doce). O equilíbrio é essencial na medida em que faz um vinho revigorante para nós. Um vinho que não tem equilíbrio enjoa muito rapidamente. E olha que conseguimos notar o equilibrio (falta de) quase que desde o primeiro gole. Não é facilmente mensurável e está longe de ser exato. Um vinho, ao contrário de uma bailarina, não está equilibrado ou simplesmente está. Há sempre um intervalo em que constitui o equilíbrio para cada pessoa. Nos últimos anos, os vinhos se tornaram mais alcoólicos como resultado de uvas colhidas em níveis elevados de maturação, e o conceito de equilíbrio passou a incluir a capacidade de um vinho de "equilibrar" o seu nível de álcool com a densidade de frutas. É por isso que o equilíbrio tornou-se um termo tão proeminente no vocabulário do dia a dia do vinho.

Complexidade: o  único padrão de grande valia que pode ser usado singularmente para avaliar a qualidade de um vinho é a complexidade. Quanto mais vezes você pode voltar a um copo de vinho e encontrar algo diferente nele, no buquê, no sabor, mais complexo é o vinho. Complexidade não é um padrão arbitrário. Estamos, de fato, criados para responder favoravelmente a ele. Nós temos grandes cérebros e córtex. Nós sabemos através de décadas de trabalho em psicologia experimental que durante um período de tempo, nós sempre buscamos estímulos mais complexos. A complexidade é mais do que a multiplicidade. Em se tratando de vinho,  para ser verdadeiramente satisfatória, especialmente após uma exposição prolongada, deve continuamente nos surpreender (incerteza) e ainda assim devemos ser capazes de compreender essas surpresas, como parte de um padrão maior e agradável. Assim é com o vinho. Uma multiplicidade de sabores e aromas sem algum tipo de coesão se torna chocante e eventualmente irritante. A verdadeira complexidade está ai para nos surpreender, mas nunca para nos cansar. Isso não é um pequeno truque. Mas é ai que os grandes vinhos se destacam num mercado tão recheado, e podem ser aclamados como os maiores!

E você, meu caro leitor, se lembra de mais algum aspecto que possa ser interessante ou indispensavel para a degustação de vinhos? Use o espaço de comentários do blog e nos ajude a criar um conteúdo ainda melhor! Eu vou ficando por aqui.

Até o próximo!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Em busca das origens do vinho

Eu confesso que gosto muito de ler reportagens/posts/etc sobre vinhos na internet e sempre que acho algo interessante, tento trazer aqui pro blog e divulgar para meu leitores, pessoas que prezo muito. E não vai ser diferente hoje. Acredito que todos nós, enófilos de plantão, sempre tivemos curiosidade e saber como/quando e onde o vinho surgiu, sob que circunstâncias, etc. E existem diversos estudos e teorias sobre o assunto, mas me parece que agora um botânico geneticista suíço em cooperação com um arqueologista biomolecular se envolveram em uma pesquisa de mais de 10 anos sobre o assunto, e alguns resultados surgiram dai. Segue abaixo a matéria traduzida e adaptada do site www.winespectator.com . Espero que gostem.

Através de perfis de DNA e da arqueologia, os pesquisadores descobriram o que acreditam ser o berço do cultivo de vinhas e produção de vinhos. Ainda segundo esta nova pesquisa destes cientistas, a longa história da humanidade ligada ao cultivo de uvas viníferas começou no sudeste da Anatólia, localizada onde atualmente se encontra a Turquia. A pesquisa mostrou também que as nossas uvas viníferas favoritas estão mais relacionadas entre si do que se pensava anteriormente.

Os pesquisadores já acreditavam que onde são encontradas a maior diversidade de videiras silvestres e estas compartilhem a maioria das semelhanças com as uvas viníferas cultivadas pelo homem, e as espécies europeias de vinhas de castas mais top pertencem a este grupo, que seria o lugar onde o homem primitivo começou a cultivar uvas especificamente para o vinho.

O sudeste da Anatólia tem aparecido na lista de prováveis ​​locais de nascimento da viticultura, juntamente com áreas próximas na Armênia, na Transcaucásia, na Geórgia e no Azerbaijão. Esta região (Anatólia) é parte do Crescente Fértil, onde se supõe que os agricultores da Idade da Pedra "domesticaram" os primeiros grãos selvagens. Essas culturas proveram uma base de abastecimento alimentar estável e permitiram que nossos ancestrais, nômades até então, pudessem se estabelecer dando origem aos povoados, à sociedade e à civilização como conhecemos hoje.

As evidências sugerem que as videiras eram abundantes na região naquela época. Uvas colhidas e não imediatamente consumidas podem ter sido armazenadas em uma cesta e inevitavelmente algumas teriam sido esmagadas, com as leveduras selvagens presentes nas cascas transformando rapidamente o suco em algo mais interessante. "Se algum homem ou mulher tinha provado este suco, observando o efeito de euforia, ele tinha uma única idéia: começar de novo". Por que então o homem começaria a plantar vinhas ao invés de colher uvas selvagens, como havia feito durante séculos? As uvas silvestres não seriam presas fáceis-as videiras subiram em árvores, fazendo com que a colheita das bagas se tornasse difícil e perigosa.

Ao combinar os dois campos de pesquisa (arqueologia e pesquisa de DNA) então as conclusões nos remetem a uvas domesticadas pela primeira vez entre 6000 e 8000 aC, possivelmente mais cedo. Os argumentos estão sempre ligados a que o ser humano tem tido a vontade de apreciar o vinho desde sempre e que existe uma verdade saga na busca de se evitar que o vinho vire vinagre. Usando métodos intensivos e precisos de identificação de compostos orgânicos deixados pelo vinho, estão sendo testados antigos vasos de barro da Anatólia claramente destinados para armazenamento e consumo da bebida. Ainda segundo a pesquisa, as amostras do leste da Turquia são realmente emocionantes, dizem os pesquisadores.

Há algumas conexões surpreendentes nestas descobertas também,que incluem as árvores genealógicas de 1.368 variedades de uva, com base na pesquisa de seu respectivo DNA. Por exemplo, a uva Syrah é a bisneta da Pinot. Outra surpresa: a uva Gouais Blanc, que sofre muito preconceito por parte de alguns supostamente por produzir vinhos de qualidade duvidosa, tem mais de 80 descendentes em circulação, inclusive Gamay, Chardonnay, Riesling e Furmint.

Para uvas viníferas européias, 13 "uvas fundadoras," ancestrais chave de nossas variedades favoritas, têm sido isoladas até agora, junto com os países cujos pesquisadores acreditam que prosperaram primeiro: na França, eles incluem Pinot Noir (Pinot Blanc e Gris são mutações) , Gouais Blanc, Savagnin, Cabernet Franc e Mondeuse Noire; na Itália, Garganega, Nebbiolo, Teroldego, Luglienga; na Itália ou na Grécia, Muscat Blanc Petit Grain; na Espanha, Cayetana Blanca; na Suíça ou na Áustria, Reze e na Croácia , Tribidrag.

Evidentemente existe muito mais para descobrir nos relacionamentos e linhagens dessas uvas viníferas. Estes mesmos estudos apontam para as variedades Savagnin e Pinot como as mais antigas, com idades entre um ou dois mil anos, ambas responsáveis ​​por uma série de cruzamentos que deram origem ao que cultivamos hoje.

Quanto a onde os primeiros viticultores começaram o seu trabalho, a investigação continua na Geórgia, e o Irã poderia guardar alguns segredos. Uma jarra de vinho encontrada no noroeste do Irã remonta a 5400 AC mas ainda não foi possível a coleta de amostras das videiras que lá estão até agora.


E nossa aula de história fica por aqui. Tem algo a acrescentar? Elogios, críticas e/ou sugestões? Estou aguardando seus comentários! 

Até o próximo!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Amigos, vinho, final de ano, papai noel....papai noel?

Com a chegada do mês de Dezembro, aparecem os almoços/jantares de final de ano e com isso, as oportunidades de nos juntarmos a pessoas queridas, comermos boa comida e é claro, bebermos bons vinhos. E foi na primeira destas reuniões, que grandes surpresas já aconteceram.


A queridíssima Evelyn Fligeri, do blog Taças e Rolhas  resolveu que iria organizar um almoço para o nosso grupo de blogueiros de vinho, e como sempre, ela caprichou. Comidinhas típicas de natal foram as estrelas, tais como: Queijos Brie, Camembert e Gouda; Salada de morangos com tomates "grapes" e redução de aceto balsâmico; Tender com mostarda e mel; Maionese de batata e legumes & Torta de palmito. Difícil escolher o que estava melhor pois a menina não é fraca não e manja muito de cozinha. Mas se fosse pra dizer o que eu gostei mais, o tender realmente estava "espetaculoso". Veja, eu sou carnívoro por natureza, então a opção ficou mais fácil. 

Dentre os vinhos, começamos com espumantes nacionais e champagnes já consagradas (Casa Valduga, Norton, Drapier Rosé e Veuve Clicquot está bom pra vocês?) onde a cada gole, uma sensação de prazer, um alívio para o calor que fazia neste final de semana em Sampa. Ai a coisa fica séria e você começa a se deparar com vinhos brancos esptaculares: Rieslings Alemão e Canadense, um Gewurs nacional bacanudo e um rosé de tirar o folego entre outros. E não é que até um belo Borgonha (tinto) apareceu por lá? Impressionante e difícil dizer o que era melhor ou de lembrar de detalhes de cada uma dos vinhos. Mas confesso que os dois Rieslings estavam demais e as champagnes então, de beber de joelhos. Veja, eu tenho uma frase estúpida que diz: Champagne é Champagne, o resto é espumante. Brincadeiras a parte, que deleite pra quem gosta (e até pra quem não gosta) de vinhos.

E pra quem leu o título do post está até agora sem entender o que eu quis dizer com o papai noel, certo? Pois bem, saibam que até a figura do bom velhinho fora evocada e trazida a nós pelo grande Evandro Silva (Confraria Dos Panas), que num grande gesto se vestiu de Papai Noel e nos presentou com garrafas de vinho. Uma grande idéia, que fez todos participantes do encontro muito felizes. 

O saldo final foram muitas risadas, comidas deliciosas, vinhos espetaculares e a certeza de que, o ano realmente foi especial e que as pessoas não aparecem em nossas vidas a toa, que existe um propósito e que a vontade de nos encontrar só cresce.

E que venha o próximo encontro!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Clube Des Sommeliers Sauvignon Blanc 2010 - Nova Zelândia a preços acessíveis

Eu sempre olhei com desconfiança para os vinhos de marca exclusiva do Grupo Pão de Açúcar, mesmo já tendo ouvido e lido muito bem a respeito. E confesso que este meu preconceito me fez perder algum tempo e que tive uma grata surpresa consumindo o rótulo que irei tratar hoje aqui no post.


Do site do Grupo Pão de Açúcar vem algumas linhas sobre a marca Club des Sommeliers:  "Club des Sommeliers é uma marca de vinhos exclusiva do Grupo Pão de Açúcar. Lançada em 2000, a linha possui mais de 60 rótulos de 10 países selecionados pelo enólogo e consultor de vinhos Carlos Cabral. Os vinhos Club des Sommeliers são selecionados nas melhores regiões vinícolas do mundo: França, Itália, Portugal, Espanha, Chile, Argentina, Brasil, África do Sul, Nova Zelândia e Austrália. Em 2011, lançamos a linha Reserva Club des Sommeliers, com vinhos que passam por um processo de envelhecimento em barricas de carvalho. O contato da bebida com a madeira torna-a mais saborosa e encorpada. A grande variedade de rótulos oferece a você vinhos de qualidade a preços acessíveis, com opções para o dia a dia e também para grandes celebrações. Confira nossos rótulos em diversas lojas do Extra e Pão de Açúcar com a garantia e exclusividade do Grupo Pão de Açúcar. Uma marca de vinhos especialmente selecionados para você".

Feito isso, focamos agora no vinho. O vinho é feito com uvas Sauvignon Blanc da região de Marlborough, na Ilha Sul da Nova Zelândia, região conhecida como a melhor no país para esta uva, e caso tenham interesse, dediquei um post exclusivo sobre a Nova Zelândia e suas regiões aqui. Não irei detalhar muito esta parte pra não deixar o post massante. Vamos as impressões.

Na taça uma cor amarelo palha de reflexos verdeais muito bonita, brilhante e bem transparente. Lágrimas finas, rápidas e incolores podiam ser observadas na taça.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutas cítricas como limão siciliano e toques de maracujá aliados a um leve quê de grama cortada e fresca. 

Na boca o vinho tinha um corpo leve, excelente acidez e muita lembrança de frutas cítricas e ácidas. Um final de média duração. 

Um vinho simples, que cumpre seu objetivo e qe combinou muito bem com o calor que vem nos assolando nos últimos dias. Custou cerca de 40 reais no Extra e valeu o investimento. Eu recomendo.

Até o próximo!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Qual a diferença entre barris de carvalho francês e americano?

Eu sempre tive esta curiosidade e aposto que muitos de meus leitores também a tem. Estava outro dia lendo artigos e notícias relacionadas a vinho pela rede quando me deparei com este pequeno artigo que, apesar de não satisfazer 100% a nossa curiosidade, pode ajudar a começar a entender um pouco melhor tal diferença. Espero que gostem e que as informações aqui contidas vos sejam úteis.

"A primeira diferença é bastante óbvia: barris franceses são feitos de carvalhos cultivados na França e barris americanos são feitos a partir de árvores de carvalho cultivadas nos Estados Unidos. Para ser mais específico, as duas espécies de árvores de carvalho usados ​​principalmente para barris na França são Quercus robur e Quercus sessiliflora, enquanto na América, o carvalho é tipicamente usado Quercus alba. Falando em traços largos, barris de carvalho francês são conhecidos por dar ao vinho notas mais sutis e picantes (especiarias), com texturas mais sedosas. Já os barris americanos tendem a ser mais potentes no seu sabor, muitas vezes descritos como aportando notas de baunilha e coco, com uma textura mais cremosa aos vinhos.

Dito isto, uma série de variáveis ​​podem afetar como o barril irá influenciar um vinho. Existem diferentes produtores de barril e diferentes níveis de "torra", que se refere ao aquecimento do interior da madeira para a moldagem da mesma. A influência também depende de como os barris são utilizados. Alguns vinhos são envelhecidos em barris por alguns meses, outros por alguns anos. Barricas mais novas (geralmente de primeiro e segundo uso) são mais fortes, enquanto barris mais velhos (terceiro e demais usos) são mais neutros. Muitos enólogos usam uma variedade de barris, incluindo uma mistura de francês e americano, ou barris de outras fontes, como a Hungria e Eslovênia."

E ai, será que ajuda a começar a entender as pequenas diferenças em seus vinhos quando sabemos qual tipo de madeira é aplicada no vinho? Você tem alguma coisa a acrescentar? Me ajudem a enriquecer o post colocando seus comentários ai embaixo do post!

Até o próximo

Matéria traduzida e adaptada de www.winespectator.com

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Barda Pinot Noir 2009

Eu vivo me perguntando se os produtores vitivinicultores do chamado "Novo Mundo" um dia irão entender que mais do que potência, fruta, extração, as pessoas esperam também por prazer, elegância, enfim, elementos que a meu ver veem a complementar uns aos outros e não competir, de forma a que um se sobressaia ao outro. E é muito bom quando conseguimos então descobrir vinhos que tendem a um equilíbrio, como é o caso deste que irei falar sobre no post de hoje. Eu já havia ouvido falar muito bem dele e como minha noiva teve a oportunidade de uma viagem a trabalho para a Argentina, pedi a ela que trouxesse uma garrafa para a prova, e olha que o preço saiu em média quase metade do que custa aqui, com toda a crise que o pais de nostros hermanos atravessa.


A Bodega Chacra, produtora do vinho, está localizada na Patagônia argentina, um local consideravelmente mais frio e seco, que se encontra equidistante do oceano e da cordilheira, criando assim condições especiais para o cultivo de uvas consideradas mais frágeis e de delicado cultivo, como é o caso da Pinot Noir.

O vinho em questão é feito com 100% de uvas Pinot Noir, que após a fermentação passam para as barricas francesas afim de que a fermentação malolática e o afinamento/envelhecimento do mesmo possam acontecer. Tem 14% de teor alcoólico. Vamos as impressões.

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor rubi, com bastante brilho e transparência, lembrando um bom exemplar da casta. Lágrimas finas, ligeiramente rápidas e sem cor complementam o aspecto visual.

No nariz o vinho abriu com muitas frutas vermelhas frescas, toques de especiarias e lembranças florais. Apesar de certa potência, o vinho conseguiu mostrar também muita harmonia e elegância entre os aromas.

Na boca o vinho tinha um corpo médio, boa acidez e taninos finos, sedosos e muito macios. Retrogosto trazendo muita fruta e toques de especiarias. Final de longa duração.

Um excelente exemplar de Pinot Noir argentino, lembra um pouco os vinhos borgonheses, pois conseguiu de maneira magistral aliar a força atribuída aos vinhos do Novo Mundo com a elegância dos vinhos do Velho Mundo. Como disse, este veio diretamente da Argentina, e se não me engano foi comprado na Tonel Privado. Além de tudo acabei ganhando de presente de minha noiva, então não poderia ter sido melhor. Eu recomendo!

Até o próximo!

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Gordon Brothers Columbia Valley Syrah 2007

E com a chegada de mais um excelente final de semana, era hora de abrir mais um bom vinho e mais do que tudo, brindar a vida, as novidades, ao amor, a felicidade, enfim, tudo de bom que tem acontecido na vida e pelo menos num dia de domingo, tentar exorcizar todo e qualquer obstáculo que possa ser alçado em nosso caminho. E foi exatamente o que eu fiz. E o vinho escolhido desta vez, é uma novidade pra mim, afinal ainda não havia provado qualquer vinho da região de Washington, nos EUA.


Confesso que ainda não conheço muito da região e que, por um pouco de preguiça, não pesquisei muito a respeito. Peço desculpas a vocês meus leitores, mas prometo que trarei mais informações e uma pesquisa mais apurada assim que possível aqui no blog. Mas por cima o que consegui descobrir é que a região recebe quase 300 dias de sol por ano, o que ajuda no amadurecimento das uvas, tem vinhedos plantados em altitude também o que faria com a amplitude térmica aumentasse na relação dia noite, o que também ajuda no cultivo e amadurecimento das vinhas. Além disso, a região pode ser considerada também mais seca do que outras em mesma latitude e protegida por montanhas, criando um clima propício para o cultivo destas uvas. Possui ainda abundância de fontes naturais de água e solo com formação antiga e com um mix de componentes. 

Quanto a vinícola, a Gordon Brothers State Family Vineyards é considerada uma das pioneiras na região, com início de plantio em 1980. A primeira safra que pode ser considerada é a de 1985, quando liberaram um pequeno lote de vinhos Chardonnay para o mercado interno. 

Finalmente sobre o vinho, é feito com 100% de uvas Syrah cultivadas nas propriedades da vinícola, sendo fermentado em tanques de inox e passando posteriormente por fermentação malolática e amadurecimento por aproximadamente 22 meses em barris de carvalho. O engerrafamento do vinho se deu em April de 2011. Possui ainda aproximadamente 14% de graduação alcoólica. Vamos então as impressões.

Na taça o vinho mostrou uma cor violácea de grande intensidade, escura e com muito brilho. Lágrimas coloridas, rápidas e em abundância ajudavam a tingir as paredes da taça. 

No nariz o vinho abriu um pouco alcoólico, mas logo arrefeceu e deu lugar a aromas de frutas escuras e especiarias, notadamente pimenta. Com o tempo em taça apresentou ainda aromas animais, madeira e coco.

Na boca o vinho tinha muito corpo, taninos finos,macios e bem redondos além de uma boa acidez. Retrogosto trazendo de volta a fruta e bem apimentado num final de média/longa duração.

Este é mais um exemplar vindo na seleção da SmartBuyWines que valeu conhecer. O vinho caiu bem com uma carne de costela bovina assada e batatas assadas recheadas com queijo e linguiça. Custou cerca de 100 dinheiros e valeu o investimento.

Até o próximo!

domingo, 25 de novembro de 2012

Rodney Strong Estate Vineyards Knotty Vines Zinfandel 2009

Este foi o vinho degustado no final de semana passada, ainda em estado de graça por tudo de bom que vem me acontecendo. Como já comentei sobre esta vinícola em outro post (relembrem aqui) vou ser direto e irei apenas comentar sobre o vinho em si e sobre minhas impressões.


Este vinho é feito com uvas 100% Zinfandel da apelação "Northern Sonoma", na região do condado de mesmo nome e, pra sermos mais precisos ainda, vindas somente do vinhedo apelidado de Knotty. Além disso passa por 16 meses de envelhecimento em barricas de carvalho francês e americano. Possui ainda 15% de graduação alcoólica. Vamos as impressões. 

Na taça uma bonita cor rubi violácea com toques granada, principalmente nas bordas. Lágrimas finas, levemente coloridas e bem rápidas completavam o aspecto visual. 

No nariz o vinho abriu mostrando leve toque alcoólico, que arrefeceu logo com o tempo de garrafa aberta, apresentando então aromas de frutas vermelhas em geléia e muita especiaria. Depois de um tempo, aromas de madeira e chocolate também se fizeram presentes.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, taninos finos e marcados, e boa acidez. Retrogosto trazendo fruta, chocolate e bastante pimenta. Final de média para longa duração.

Devo confessar que sou fã assumido de vinhos da uva Zinfandel vindos da Califórnia e que, este é mais um excelente exemplar de lá. Este fez parte de uma das remessas do SmartBuy Club, da importadora SmartBuy Wines e como sempre, eles acertam em cheio. Pelo clube custou R$ 89,00 e valeu o quanto custou. Eu recomendo!

Até o próximo!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Skye Bar & Restaurante: Um pedido, um novo rumo na vida!

Como eu havia comentado no meu post anterior, o feriado prolongado da semana passada me reservaria muitas surpresas e emoções, sendo que a quinta feira seria apenas o aquecimento dos motores pra tudo que viria na sequencia. E já vou avisar que este talvez seja um post menos sobre comida, vinhos e mais sobre emoções e reações.

Eu programei pra sábado um passo muito importante em minha vida: iria oficializar meu noivado com a minha até então namorada. E eu precisava escolher um lugar bacana para isso. Nossa idéia inicial era o Terraço Itália no centro de Sampa, mas quis o destino que o mesmo não tivesse reservas disponíveis para a data. Foi ai que me lembrei do Skye, lugar que havia conhecido a um tempo atrás em uma reunião de negócios. Estava decidido então o lugar.

O lugar é simplesmente fantástico e fica localizado na cobertura do Hotel Unique, próximo ao Pq. do Ibirapuera, da onde se tem uma vista privilegiada assim como de todo o horizonte da cidade de São Paulo. A gastronomia do lugar é comandada pelo famoso Chef Emmanuel Bassoleil, que tem formação em escola de culinária francesa, e serve um menu eclético que mistura a culinária francesa, brasileira, italiana e japonesa de apresentação primorosa que faz com que queiramos provar logo os sabores ali apresentados.

O caminho da minha casa até a casa dela pareceu demasiadamente longo neste dia, apesar de ser no meio de um feriado e quase sem nenhum trânsito. Enquanto eu dirigia, um filme passava em minha cabeça. Apesar do pouco tempo que estávamos juntos, parece que nos conhecemos a muito tempo. Sim, eu a conheço a mais tempo, mas o relacionamento e a intimidade vieram só agora. Em meio a um som demasiadamente alto para me distrair e crises de riso e choro, cheguei a porta de sua casa. E lá estava ela, deslumbrante num vestidinho preto, cabelos soltos e seu sorriso inconfundível. Seguimos então ao restaurante.

A recepção e o serviço diferenciados do lugar realmente fazem jus a tudo que se fala por ai. Fomos direcionados a nossa mesa e era hora de decidirmos o que iriamos comer e beber para completar a noite. Eu fui de Confit de Canard com Risoto Malbec e ela de Salmão com legumes. Decidimos também pedir um vinho para acompanhar a refeição. Depois de muito pensar, o acompanhante da noite seria o Del Fin Del Mundo Reserva Pinot Noir 2010. Foi então que tudo aconteceu.

Após os pedidos feitos, ficamos conversando por um período que me pareceu até maior do que realmente foi. O olhar fixo em seus olhos me fazia enxergar que a hora tinha chegado. A baixa iluminação do lugar somado as velas na mesa faziam com que a sensação de ruborização em meu rosto só aumentasse. Foi assim que segurando suas mãos as palavras foram saindo de minha boca e o pedido de casamento aconteceu. E para minha sorte, apesar de já termos conversado sobre isso em outras oportunidades, ela aceitou com aquele sorriso sincero e verdadeiro. A felicidade exalava por todos os lados.

Mas e sobre a comida e o vinho, meus queridos leitores, vocês devem estar se perguntando. Ambos os pratos muito bem executados, sedutoramente apresentados e de se comer de joelhos. O vinho se mostrou uma escolha acertada, afinal seu corpo mais leve, taninos redondos e macios aliados a força dos aromas/sabores frutados, toques terrosos e de especiarias casou bem com os pedidos e a acidez do mesmo fazia com que se tornasse também muito gastronômico. Mas a esta altura do campeonato, serviram somente de pano de fundo pra o primeiro dia do resto de minha vida!

Até o próximo!

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Bardega: o sonho enófilo se torna realidade

Sabe quando dizemos que o sonho de toda criança é entrar naquelas lojas monstruosas de brinquedos e ter acesso a toda sorte deles, seja apenas para testar, seja pra brincar sem fim? Pois bem, faço a analogia ao recém inaugurado winebar em São Paulo com relação aos enófilos de plantão. Imagine você, meu caro leitor e enófilo, num lugar onde aproximadamente 100 garrafas de vinho (12 máquinas Enomatic) estão a sua disposição para que você escolha a que quer provar e a dose que quer mandar pra dentro (30 ml, 60 ml ou 120 ml). Foi mais ou menos assim, como aquela criança feliz do início do texto, que eu me senti na última quinta feira, feriado, quando entrei no Bardega. Não irei discutir preços aqui pois o vinho por si só já é um produto caro e elitizado no Brasil, e então, me foco no prazer que o lugar me proporcionou.


O lugar tem aquele estilo chique-descolado e o atendimento até então é muito cordial e atencioso (vamos ver se o tempo não irá deteriorar esta qualidade do lugar). O problema é que, e falo por mim mesmo, se você não vai até lá focado, o estrago pode ser grande. Resolvi de última hora que tentaria então harmonizar os vinhos com os pratos que eu escolheria para comer. E acho que fiz a escolha certa.


Minha primeira opção foi um lombo de cordeiro tenro e suculento, com o exterior bem passadinho e aquele tom rosado no interior, deixando o sabor do cordeiro bem preservado. De acompanhamento, aspargos verdes levemente cozidos, bem firmes e saborosos. Para este prato o vinho escolhido foi um francês da região do Rhône, o Alain Graillot Crozes-Hermitage 2009  que trazia aromas de frutos escuros, especiarias e toques de madeira além de lembrança animal, todos muito integrados num vinho mais austero, maduro e muito interessante que casou como uma luva com o cordeiro.


Como estava disposto a experimentar, meu segundo prato foi o que lá chamavam de "espeto de rabada", que consiste em carne de rabada cozida desfiada, disposta no prato como se estivesse em um espeto, sobre uma cama de purê de ervilha. A carne estava deliciosa, bem cozida e com o sabor característico da rabada e o purê dava o complemento necessário e quebrava um pouco a untuosidade da rabada. Desta vez ousei e fui pra Itália, buscar o Cinelli Colombini Brunello di Montalcino Prime Donne 2006  com aromas característicos (terrosos, animais, fruta mais madura, floral) e um retrogosto e final divinos, casando muito bem com a força e opulência do prato.

Fechando a fatura com chave de ouro, busquei um vinho de sobremesa que ainda não havia provado, para acompanhar uma torta de maça com sorvete de creme. E o escolhido foi o Dogobó Tokaji Classico 5 Puttonyos, divino, untuoso, aromas de frutos secos (damasco em evidência) além de uma boa acidez deixando o vinho delicioso! E acompanhou bem o doce em questão.

Devo dizer que a visita e a experiência foi incrível. A vontade é de ficar provando, provando, provando, até conhecer todos os vinhos. Com certeza, precisarei voltar por lá! O passeio foi bacana e as companhias fizeram com que a noite fosse inesquecível. Eu recomendo a visita! E não pense você que só pessoas que conhecem de vinho irão se divertir por lá. Minha até então namorada (hoje noiva, mas esta história será contada mais pra frente por aqui) que está começando no mundo do vinho curtiu cada momento e a experimentação. E tudo isso era parte da preparação para as emoções que o feriado me reservaria. Depois eu conto mais pra vocês. 

Até o próximo!

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Voyeur Carpe Noctem 2008: Observar ou ser observado?

Já se sentiu observado? No trânsito, no escritório, pela janela do seu quarto? De certeza que em alguma ocasião alguém tinha os olhos postos em si. Ninguém lhe tocou, mas foi alvo de desejo sem saber. À sua frente tem um objecto de prazer. Olhe bem... Não resista à provocação! Toque, sinta, cheire e beba. Não vai ter muitos momentos assim.


Assim está escrito no rótulo do vinho Voyeur, que pode ser considerado top de linha da Wines With Spirit, que degustamos no último winebar, dando sequência a meu post anterior. Este é um tinto elaborado com as uvas Castelão (48%), Touriga Nacional (28%) e Touriga Franca (24%) também na região de Península de Setúbal, em Portugal. É feito em edições especiais de 10 mil garrafas, se não me engano, e a minha era a de número 2853. Como já falei bastante sobre o projeto ou das linhas de produtos da Wine With Spirits no post anterior, me darei o direito de ir direto para as impressões sobre o vinho. Tenho certeza que vocês, meus leitores, irão achar melhor assim.

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor violácea escura, com bom brilho e pouco transparência. Lágrimas finas, rápidas e com pouca cor completam o aspecto visual.

No nariz o vinho se motrou muito aromático, trazendo aromas de frutas escuras, especiarias com pimenta em evidência e toques de chocolate e madeira.

Na boca o vinho tinha bom corpo, boa acidez e taninos finos e redondos mas bem marcados. Retrogosto de frutas escuras apimentado, num final longo e bem saboroso.

Um grande vinho, de muita qualidade e que valeu mais do que nunca a participação no Winebar. Se você ainda não provou, recomendo que o faça. Cada vez que provo um novo vinho português, fico mais fã ainda dos nossos patrícios no tocante a seus vinhos. 

Até o próximo!

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Bastardo 2010: vinho português com muito bom humor

Ontem foi dia de mais um Winebar, desta vez com os vinhos portugueses da linha "Wine with Spirit" que estão sendo trazidos ao Brasil pelas mãos da importadora abflug e do competentíssimo Marcelo Toledo. 

Esta linha de vinhos possui um conceito interessante, onde os vinhos são vendidos como emoções engarrafadas, sendo que cada um representa uma emoção e serviria para uma ocasião específica. Além isso, são feitas pesquisas exaustivas com relação a todos os aspectos que envolvem o vinho e sua comercialização, tais como elementos visuais, blend que mais se adequa ao vinho e assim por diante. Uma das principais jogadas de marketing da empresa foi a criação também do conceito de enotainment, ou seja, entretenimento tendo como pano de fundo o vinho, o consumo do mesmo e as emoções que ele ajuda a intensificar, ou esquecer. Esta comunicação ousada faz com que a empresa esteja hoje muito bem posicionada no mercado, atingindo diversos mercados na América do Sul, Ásia, Europa e buscando uma expansão contínua.


Na noite de ontem começamos provando o vinho Bastardo 2010, um rosé não muito usual, corte das uvas Castelão (45%), Aragonez (25%) e Trincadeira (30%) provenientes da região de Península de Setúbal, em Portugal. Vejam o que a Wine with Spirit coloca no contra rótulo do vinho: "Pessoas furiosas por amor terão prazer ao saborear um copo deste fluido mágico que anulará a existência deste ser. Escrever uma dedicatória no rótulo, em honra de uma determinada pessoa, vai ajudar a refrescar a temperatura e carregar um vídeo no micro site vai ajudar a arrefecer a raiva. A comunidade on-line de apreciadores de Bastardo! será uma ferramenta poderosa para revelar o lado feminino do vinho que aguarda a sua libertação. À tua Bastardo!". Precisa falar alguma coisa mais? Acho que não. Vamos então as impressões sobre o vinho.

Na taça apresentou uma cor mais escura do que os convencionais rosés de Provence com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, incolores completavam o aspecto visual.

No nariz o vinho se mostrou bem simples com aromas marcantes de frutas vermelhas frescas e algo que me lembrava açúcar queimado, calda de pudim sabe? Ao fundo leve toque floral. 

Na boca o vinho apresentou um corpo médio, mais do que esperado pra um rosé, uma acidez um pouco mais baixa do que eu gostaria mas sem comprometer e taninos bem finos e macios. Retrogosto marcado por muita fruta vermelha e uma lembrança de algodão doce. Achei engraçado mas foi isso que me lembrou. 

Um vinho simples, que acerta na proposta de bebida despretensiosa, sem muita frescura e que servirá muito bem pra um happy hour ou mesmo bebericar sem motivos. Até minha namorada, que não havia tido experiências anteriores com vinhos rosés, achou o vinho interessante e gostoso. A marca acerta em cheio no seu público alvo! Eu recomendo!

No próximo post continuamos com os vinhos do Winebar. Até lá!

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Somm: documentário mostra a preparação para os exames de Master of Wine

O documentário em questão segue a rotina de quatro candidatos ao maior título que um sommelier pode almejar, o de Master of Wine, e fez sua estréia esta semana no festival de filmes do Napa Valley, na Califórnia. Nele, fica mais do que evidente que as pessoas que atingem este título são mais do que dedicados a sua profissão, são obssecados. O filme foca também na relação de amizade entre estes quatro candidatos, suas características individuais e como cada característica influi na relação entre eles. 

Nada menos do que apenas 200 pessoas ao redor do mundo ostentam este título, o que mostra o quão difícil o mesmo é para se obter. O exame final consta de três partes: serviço do vinho, teoria e degustação as cegas. O foco do filme se dá então em toda fase preparatória e de estudos até os dias que antecedem o exame e posteriormente como os candidatos lidam com os resultados obtidos, podendo estes serem bons ou não. É uma busca insana pelo sucesso que acarreta em noites de estudo em claro, família negligenciada, muitos livros e anotações, cuspideiras por todo lugar e muitos, mas muitos vinhos degustados ao longo deste período. 

Momentos de humor são também mostrados no filme, como por exemplo momentos em que os candidatos são aconselhados a dar um tempo apenas a poucos dia dos exames e ir ver um filme ou mesmo fazer uma massagem. Além disso, outro candidato vai ao médico pedir remédios que façam com que seu nariz esteja totalmente livre no dia do exame. Tudo isso com o intuito de se poder sentir no dia aromas mais diversos como urina de gato e frutas frescas do bosque da Birmânia.

Apesar de todo assunto relacionado ao vinho, o filme também trás as famosas lições de moral como amizade, camaradagem, dedicação aos estudos e sucesso profissional que a maioria dos filmes "comuns" trás para aqueles que não estão envolvidos no mundo do vinho, tornando a diversão também agradável para o público em geral. 

Confesso que não vi ainda o documentário mas que estou deveras curioso para tal. Imagino que deva ser extremamente desgastante a rotina destes candidatos. Me lembro da época em que fiz meu curso, que mesmo não seja neste nível de exigência, me tomou um tempinho legal. Depois conto o que achei do filme.

Até o próximo!

Matéria original publicada em www.winespectator.com 

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Amazon.com & Vinhos? Vamos ver no que vai dar

Começou nesta semana a nova incursão da gigante do varejo eletrônico americano, a Amazon, na venda on line de vinhos. Pelo pouco que puder pesquisar, me parece ser a segunda investida na área, com uma mal fadada primeira tentativa a tempos atrás. A Amazon está portanto adicionando vinhos ao seu já vasto catálogo de produtos vendidos através da internet.


Primeiramente, serão incluídos 12 estados americanos mais a capital, Washington DC, dentre os possíveis destinos das garrafas da bebida de Baco despachados pela Amazon. Pelo que disseram no lançamento, o frete mais comum para até seis garrafas deverá custar dez dólares. Pelo que pude entender também neste primeiro momento estarão disponíveis cerca de 1000 rótulos de vinícolas ao redor dos EUA com preços variando de menos de 10 dólares a valores que ultrapassam os 100 dólares. Não consegui identificar se já existem planos de expansão para vinhos de outros lugares do mundo ou mesmo expansão da rede de localidades atendidas pelo serviço.

Ao entrar neste mercado, no entanto, a gigante norte americana terá competição pesada com outros sites deste mercado, que jé se encontram estabilizados e com maior tempo de experiência neste tipo de vendas, assim como o Wine.com e outros.

Resta a nós brasileiros acompanharmos o movimento deste mercado e se esta nova tentativa da Amazon vai vingar, e por que não, tirarmos algumas lições de venda e atendimento ao cliente no pós venda. Vejamos no que vai dar!

Até o próximo!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Champagne Vollereaux Brut & Winebar: Eu conferi!

Este que vos fala se sente muito honrado em dizer que ontem teve a oportunidade de participar do Winebar realizado com as Champagnes Vollereaux tendo recebido uma garrafa da Champagne Vollereaux Brut, cortesia da importadora Chez France. E não poderia deixar de, em primeiro lugar, agradecer a oportunidade. Como no começo desta semana já comentei sobre o Winebar e seu funcionamento, hoje irei apenas me ater a comentar sobre minhas percepções sobre a champagne em si.


Sobre a importadora, retirada de seu próprio site: "É uma empresa franco-brasileira cuja estratégia baseia-se na divulgação e comercialização de produtos e serviços franceses no Brasil que estejam associados ao conceito de "Art de Vivre". A Chez France é uma empresa web (portal), baseada no comércio eletrônico e redes sociais, que irá ofertar um conjunto de soluções (comunicação, vendas, logística, comércio exterior, administrativo/financeiro/tributário) para que as empresas francesas ligadas ao conceito "Art de Vivre" tenham um ambiente diferenciado para ofertar e comercializar os seus produtos e serviços no mercado brasileiro".

Contando um pouco também sobre o produtor, retirado também do site da importadora: "Nascido em uma família de viticultores, instalada em Pierry et Moussy desde 1805, foi após a 1ª Grande Guerra que Victor Vollereaux decidiu produzir, ele próprio, o seu champagne. Ele fez o seu primeiro engarrafamento em 1923 e propôs a sua produção ao seu círculo de amigos e conhecidos. Essa operação se renovou de ano em ano. Pouco a pouco, ele constituiu seu estoque e uma clientela fiel que são a base da futura S.A. Vollereaux. A evolução será contínua, graças ao trabalho de todos, de geração em geração: Victor, Paul-Jules, Paul, Jean-Marc, Pierre. Atualmente, a S.A. Vollereaux é dirigida por Pierre Vollereaux e ainda persiste a mesma cooperação entre os filhos no que se refere à organização e ao funcionamento da empresa familiar, para confirmar e, sem dúvida, aperfeiçoar a conquista de seus predecessores".

Agora nos voltamos para o vinho, um champagne que pode ser considerado um clássico, feito com 1/3 de cada tipo de uva (Pinot Noir, Pinot Meunier e Chardonnay) e também um blend de vinhos dos anos 2005, 2006 e 2007 (sendo o último seu maior constituinte) sendo ainda que passa por 3 anos de contato com as leveduras e amadurecendo. Vamos as impressões.

Na taça apresentou uma bonita cor amarelo dourada, brilhante e bem límpida. De perlage extremamente persistente, podia-se até ouvir a explosão de suas bolhas em determinados momentos, formando uma leve "colcha" no topo da taça.

No nariz abriu com aromas leves de fermentação/panificação logo alternando para frutas cítricas. Muito fragrante.

Na boca mostrou acidez marcante, um mousse delicioso formando um colchão de ar, e muita fruta cítrica também no paladar. De final longo e persistente, mostrou muito frescor.

É um champagne muito leve, fácil de beber e de extremo frescor. Eu me arrisco a dizer que tem muita relação com o paladar do brasileiro comum (e eu me incluo nesta faixa) e que se encaixa plenamente no clima quente do verão que se aproxima. Confesso que havia degustado o champagne dias antes por motivos diversos e que o mesmo serviu também para comemorar alguns novos horizontes que se abrem em minha vida. E só deixou o gostinho de quero mais. Além disso tem um ótimo posicionamento de preços proposto pelo importador, o que coloca este champagne como um belo custo benefício! Eu recomendo que provem. Meus agradecimentos finais aos organizadores do Winebar e a importadora Chez France pela oportunidade!

Até o próximo!

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Confraria Pane, Vinum et Caseus: curiosidades do leste Europeu.

Narrar os encontros da Confraria Pane, Vinum et Caseus é sempre muito especial e marcante pra mim. E desta vez, de fato, o será mais ainda. Explico: depois de mais de ano participando da confraria (salvo ledo engano) estava de volta ao local de minha primeira reunião e onde eu criei todos os laços com o pessoal que me recebeu de maneira ímpar, a casa do Comandante e sua esposa! Por isso não estranhem se o texto hoje for mais carregado de emoções e menos de vinhos, afinal eu fico realmente emocionado com a lembranças e  com a maneira como sou sempre muito bem recebido e muito carinhosamente tratado nestas ocasiões, fazendo com que eu faça sempre o esforço de comparecer ao maior número de reuniões possíveis.

Desta vez a "temática" da reunião fora toda idéia do Comandante e sua esposa, uma vez que ambos voltaram recentemente de uma viagem ao Leste Europeu. Aliás, me desculpem se me geografia não estiver tão afiada assim. Estiveram visitando entre outros Hungria, República Tcheca, etc. 


Como já é de praxe fomos recepcionados com muitos petiscos e vinhos que teoricamente não faziam parte da seleção da confraria para a noite de sábado. Entre deliciosos patês de ricota com páprica ou de fígado de frango, ficamos a conversar com nossos confrades sobre amenidades. E o Comandante caprichou, trazendo vinhos Húngaros, pouco conhecidos e/ou encontrados por aqui, para nossa apreciação. Entre os três tintos apresentados, eu destaco um deles: o Egri Merlot Barrique 2006, do produtor Molnár Dinerszet, um vinho que apesar da idade apresentava uma bonita cor violácea com reflexos alaranjados, guiado por muita fruta e toques florais com bom corpo e taninos aveludados, excelente! Alem deste, um vinho de uma uva típica da Hüngria, o Vesztergombi Szekszárd Kadarka 2008 também não fez feio, um vinho simples, porém gostoso e que desce bem.


Para o jantar,o prato principal era um delicioso Goulash feito com alcatra, tenra e macia, acompanhado de batatas assadas e arroz branco. O tempero e o molho do Goulash estavam na medida e faziam com que cada garfada puxasse a outra. O vinho escolhido pela confraria para acompanhar foi o Clos Reserva,  um Rioja feito com Tempranillo e Mazuelo muito bacana e que levou bem o desafio da harmonização com o Goulash, levando em conta seus aromas/sabores frutados, especiados e com toques de baunilha no seu corpo médio e de boa acidez e taninos. E de sobremesa, mais um deleite: Strudel de maçã com sorvete de creme, um clássico que deixou a todos de queixo caído dado a crocância da massa folhada em contraponto com o recheio cremoso com toques de canela e o sorvete por cima, dando o toque final. Tudo maravilhosamente feito, com muito carinho e atenção por nossos confrades cozinheiros.

Evidentemente tivemos muitos outros vinhos servidos e muita conversa e comida compartilhados. Falar de tudo se torna muito difícil, lembranças ficam na memória e a certeza de que cada reunião é especial e única cada vez fica mais evidente. Ficamos a espera da próxima reunião! Mais uma vez agradeço aos anfitriões Comandante e sua esposa pela recepção calorosa em sua casa, além de todos os confrades pelas delícias e experiências trocadas!

Até o próximo!

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Winebar e Champagne Vollereaux: não percam esta combinação!

Amanhã, dia 06 de Novembro as 20h o Winebar (salão virtual de degustações via Facebook) volta com estilo: o produtor Julien Breuzon em conjunto com a importadora Chez France fará a apresentação da sua linha de champagnes que está sendo disponibilizada no Brasil. 


Para quem ainda não conhece, o Winebar é um serviço criado para os apaixonados pelo vinho, onde serão realizados eventos e degustações online através das redes sociais. Além da participação dos convidados através de mensagens enviadas pelo Facebook, você poderá também assistir a transmissão ao vivo pela web. Winebar é um jeito fácil de conhecer ótimos vinhos, conversando diretamente com o produtor, só que no conforto de sua casa. E o melhor de tudo isso é que todos podem participar, tendo ou não um exemplar do vinho para degustar.

Confesso que não sou profundo conhecedor de champagnes mas eu não vou perder mais este evento por nada!! É a chance de aprofundar os conhecimentos tendo contato direto com o produtor e com o produto, além de pessoas que conhecem e podem passar muita informação. E depois evidentemente divulgar minhas impressões aqui no blog.

Caso você, meu caríssimo leitor, queira assistir a degustação cliquem aqui.

Espero encontrá-los por lá!

Um abraço!

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Chianti Colli Senesi Cantina Del Cerro 2009

Fechando um domingo melancólico, que provavelmente iria abrir uma semana cheia e tensa pela frente, não poderia deixar de relaxar e tomar um vinho pra esquecer não é? E eis que me deparo com a falta de opções de onde me encontrava. Minha esperteza (na verdade, a falta de) fez com que eu não trouxesse uma garrafa de minha adega e tive que sair em busca de alguma coisa. Confesso que escolhi meio a olho, afinal, não tinha muito o que escolher e queria sair do óbvio sul americano. Vamos ver o que deu.


Este vinho é feito por uma espécie de cooperativa (Saiagricola, se entendi direito, no site deles) que dentre as várias propriedades, engloba a Fattoria Del Cerro, no coração das verdejantes colinas Toscanas. Dentre seus mais de 170 hectares de uvas plantadas, 20 se encontrem na denominação de origem Chianti Colli Senesi, uma variação menos famosa do Chianti e Chianti Clássico. Por legislação o vinho tem que ter na maior parte de sua constituição a uva Sangiovese, complementada por outras autorizadas. No caso deste vinho, 90% é Sangiovese e 10% é Canaiolo. O fermentado final passa ainda por cerca de 3 meses em barricas para afinamento e ligeiro envelhecimento, antes de ficar um tempo em garrafa e ser liberado ao mercado. A seguir, minha opinião sobre o vinho.

Na taça uma cor rubi violácea com ligeiros toques granada, bastante transparência e brilho. Lágrimas finas, rápidas e incolores.

No nariz aromas essencialmente de frutas vermelhas com toques herbáceos e terrosos. Fruta sobrepõe, entretanto.

Na boca um corpo leve, boa acidez e taninos finos e bem redondos. Retrogosto frutado num final de média duração. Ligeiro amargor final.

Um vinho simples, sem grandes pretensões e que melhorou sensivelmente quando combinado com um macarrão a bolonhesa, comprovando sua vocação gastronômica. Entretanto, entendo que o vinho por si só deve ter atrativos, o que não é exatamente o caso aqui. De qualquer maneira, ajudou a combater a solidão do final de domingo.

Até o próximo!

domingo, 14 de outubro de 2012

Palo Alto Reserva 2009

Eu fico bastante feliz e surpreso quando bebo um vinho de preço bom e que me dá muito prazer. Evidentemente que a situação era mais do que propícia: eu estava junto com meu amor, ela havia preparado um delicioso jantar e enfim, quase podia dizer que estava em família. De qualquer forma, este famoso chileno me surpreendeu de forma muito positiva. 


O nome Palo Alto é um nome popular dado a um tipo de árvore espinhosa nativa do Vale Central  do Chile e dizem os produtores chilenos que, quando num terreno se encontram tais árvores, a probabilidade de se fazer bons vinhos é enorme. Fundada no Vale do Maule em 2006, a vinícola tinha como missão explorar e mostrar ao mundo o melhor que a região poderia representar em termos vitivinícolas. O vinho em questão é um corte de Cabernet Sauvignon (60%), Carmenére (25%) e Syrah (15%) com estágio de 8 meses em carvalho. Vamos ao vinho.

Na taça uma bonita cor violácea brilhante, profunda e quase sem transparência. Lágrimas finas, levemente coloridas e bem rapidinhas completam o conjunto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas, especiarias, toques de tabaco e madeira. Boa complexidade pra um vinho desta linha.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos finos, macios e prontos para o consumo. Retrogosto trazendo frutas e especiarias num final de média duração. Sem amargor final.

Mais um bom vinho, sinônimo de um bom custo x benefício, que eu recomendo mesmo para aqueles recém iniciados no vinho ou que queiram se iniciar, pois irá agradar em cheio. Eu recomendo!

Até o próximo!

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Degustando Bodega Sottano na Vino & Sapore

Ah se toda segunda feira fosse assim, se toda semana começasse desta maneira! Fui convidado pelo grande João Filipe, dono da Vino&Sapore e blogueiro de vinhos para participar de um encontro promovido por ele em conjunto com o pessoal da MaxBrands, uma espécie de embate entre as uvas Cabernet Sauvignon e Malbec, com os vinhos da Bodega Sottano, de Mendoza, na Argentina. O João tem uma opinião de que a tempos os vinhos feitos com a uva Cabernet Sauvignon na Argentina tem superado e muito os famosos Malbecs da região. E a idéia do encontro era de compararmos, linha por linha, os varietais de cada uma delas e elegermos o que mais agradava a maioria. Foram convidados basicamente o pessoal que participa de blogs na internet, muitos dos quais me serviram de inspiração para a criação deste espaço, e por isso mesmo não poderia deixar de comparecer. Além disso, outro motivo para o encontro seria brindar o nosso amigo Deco Rossi, do blog Enodeco, por sua nova realização: ele será o "embaixador" da Wines of Argentina no Brasil, participando e planejando todas as ações envolvendo a entidade em terras brasilis. Uma pena que no final das contas ele não pode comparecer, mas deixo aqui mais uma vez meus parabéns e votos de sucesso na nova empreitada.

Para aquecermos as papilas gustativas, fomos recepcionados com o espumante italiano Batasiolo Millesimè 2006, um belo espumante muito aromático (flores, frutos, mel, panificação) feito pelo método clássico lá no Piemonte com 75% de Chardonnay e 25% de Pinot Noir, com um perlage persistente, uma bonita cor amarelo palha com tendencias ao dourado e muito fresco no paladar. Não poderíamos ter começado de maneira melhor.


Passamos então a linha de entrada da Bodega Sottano, chamada de Clássica, com vinhos feitos com 100% das uvas descritas em seus rótulos e com passagem de 8 meses em carvalho. Nesta linha, sinceramente a madeira sobressai sobre a fruta e deixa a sensação de que falta alguma coisa. Além disso, o álcool se mostra presente na boca (teores ao redor de 14,5%) e também se nota uma falta de acidez, o que deixa os vinhos cansativos. A presença de um leve amargor final prejudica também. Com preços girando em torno de 47 dinheiros, sinceramente não compensam o investimento.



Na sequência vieram os vinhos da linha Reserva, também com vinhos 100% Cabernet Sauvignon e 100% Malbec, com passagem de 12 meses em carvalho. Nesta linha começamos a diferenciar um pouco mais a fruta, com boa vantagem para o Cabernet Sauvignon, que apesar de apresentar toques herbáceos e balsâmicos, mostra um pouco mais de extrato. O que salva também o Cabernet é um pouco mais de acidez, ao contrário do Malbec, que continua um pouco cansativo. Madeira em excesso também aparece em ambos vinhos. Esta linha gira em torno dos 70 dinheiros, e talvez valha o investimento no Cabernet.


Finalizando o embate chegamos a linha Reserva da Família, onde ai sim, a brincadeira ficou mais séria. Mais uma vez nos deparamos com varietais 100% e com 12 meses de passagem por carvalho. Aqui os vinhos apresentaram maior equilíbrio, fruta se contrapondo a madeira, tostados e outros aromas mais secundários/terciários aliados a bom corpo e taninos domados. Ainda assim o Cabernet Sauvignon me pareceu mais pronto e mais equilibrado, com a acidez levanta Se não me engano esta linha ronda os 100 dinheiros, e talvez seja interessante pra se conhecer.


Depois do embate finalizado, era hora de provar a estrela da noite: Judas 2007, um vinho 100% Malbec top da Bodega Sottano. Esse passa por 18 meses em carvalho de primeiro uso. Um vinho equilibrado, macio, bastante fruta contraposta com camadas animais, tabaco, especiarias, muita complexidade num vinho de corpo médio/encorpado, pronto pra beber, taninos domados e redondos, enfim, como um vinho top deve ser. Porém, seu preço pode assustar. De qualquer maneira, vale conhecer.

Mas se achávamos que a noite acabaria aqui, nos enganamos. Ainda passamos muito tempo trocando idéias, contando histórias e apreciando a famosa pizza Obelix, que é feita com linguiça de javali e é realmente um espetáculo! Afinal, mais do que agradar o paladar, o vinho serve de agregador e como tempero de muitas amizades! Era um início de semana mais do que especial!

E que venham outros encontros!

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Raka Figurehead 2004

Já faz um tempo que eu tenho voltado os olhos para os vinhos sul africanos e sua grande vocação no quesito custo benefício, além é claro da existência da Pinotage, que na minha humilde opinião faz vinhos muito bacanas, carnudos e potentes sem aquele apelo de suco de madeira existente em alguns dos vinhos de nosso hermanitos. De qualquer forma este é mais um exemplo de que estes vinhos ainda devem ser mais explorados, quando pensamos em colocar nosso suado dinheiro em vinhos importados.


Eu confesso que não conhecia este produtor mas como obtive muitas boas indicações sobre o mesmo, resolvi arriscar. A vinícola está situada próxima a cidade do Cabo, na fazenda da família Dreyer, que a adquiriu em meados dos anos 80, sendo que a plantação de vinhas teve início no final da década de 90 com as primeiras mudas de Cabernet Sauvignon. Passado este primeiro estágio, ano após ano mudas de vinhas de diversas variedades foram sendo acrescentadas criando o que hoje já se encontra em torno de 68 ha de vinhas plantadas. A proximidade do oceano e também de terrenos elevados/montanhas criam um ambiente deveras propicio para o cultivo de uvas de qualidade e o empenho dos enólogos trazem gratas surpresas.

Falando um pouco do vinho, o mesmo é feito num corte de 45% Cabernet Sauvignon, 15% Cabernet Franc,15% Merlot, 14% Pinotage 7% Malbec, 4% Petit Verdot e é maturado em carvalho francês por 12 meses, sendo que o engarrafamento aconteceu em junho do ano seguinte. Vamos as impressões.

Na taça o vinho apresentou uma cor rubi já tendendo ao granada, com leve halo aquoso. Lágrimas finas, rápidas e incolores completavam o conjunto visual.

No nariz o vinho mostrou-se evoluído e complexo, abrindo com aromas de frutos escuros, especiarias, passando depois a notas balsâmicas e toques animais. Quanto mais tempo o vinho permanecia aberto e na taça, mais você conseguia extrair de aromas. 

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio para encorpado, taninos macios e redondos com uma acidez ainda viva, mostrando que o vinho aguentou bem o tempo em garrafa. Retrogosto trazendo lembrança das especiarias e frutos num final de média para longa duração.

Agradeço ao João Filipe da Vino& Sapore e ao Beto Acherboim pela indicação, afinal foi por causa deles que eu comprei o vinho. Valeu muito a pena, ainda mais que estava em promoção por volta de R$ 67,00. Eu pretendo provar outras safras e outros vinhos do produtor. Eu recomendo!

Até o próximo!

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

120 Reserva Especial “Edición Bicentenario” Carmenére 2011

No sábado, depois de um dia agitado, a noite foi marcada pela tranquilidade, descanso e boa companhia além de, é claro, um vinhozinho para ajudar a relaxar. E eu poderia até dizer que foi uma noite "típica" de hermanos, com direito a empanadas e este vinho característico do Chile para acompanhar. 


Este vinho é produzido pela gigante chilena Santa Rita, na região do Vale do Rapel, próximo a capital Santiago com a casta símbolo do Chile nos últimos anos, a Carmenére. É uma edição especial, comemorativa aos bicentenário da independência do Chile e o número 120 remete ao número de combatentes que resistiram até o final da batalha deste acontecimento. Pelo que pude apurar, cerca de 20% do vinho passa por seis meses de envelhecimento em carvalho francês e americano de segundo e terceiro usos. Sem maiores delongas, vamos a ele.

Na taça uma bonita cor violácea de grande intensidade, quase sem transparência, com lágrimas finas, levemente coloridas tingindo também as paredes da taça.

No nariz aromas de frutas vermelhas, leve toque de goiaba e especiarias (pimenta em profusão). Todos aromas bem característicos.

Na boca um vinho de corpo médio, boa acidez, taninos finos e bem domados. Retrogosto traz muita fruta vermelha e pimenta num final de média duração.

Um bom vinho para o dia a dia, sem defeitos e gostoso para acompanhar as empanadas. Eu recomendo.

Até o próximo.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Crianças francesas aprendendo os pilares da vitivinicultura em Bordeaux

Apesar do assunto ser controverso, eu achei bastante interessante e mostra a preocupação do povo francês com a criação e manutenção da cultura em torno do vinho. O Bordeaux Wine Bureau (CIVB) lançou um programa chamado La Gironde Verte com escolas infantis da região, com o intuito de que as crianças com idades entre os seis e os dez anos possam ser encorajadas a aprender os primeiros passos da vitivinicultura e que sejam enviadas para ter contato com os vinhedos por lá existentes.

Com a ajuda de apostilas intituladas Mon Cahier des Vignes (Meu Livro das Vinhas, numa tradução livre), os alunos podem identificar diferentes estações do ano nas videiras assim como lhes é solicitado provar uvas para ver se estas estão maduras e  perguntas lhes são feitas pelos enólogos tais como "Qual é o seu equipamento? "e" O que você  mais gosta  e o que menos gosta sobre o seu trabalho?" Apostilas separadas são fornecidas para os professores, enólogos e prefeitos locais, explicando os objetivos do programa e o que isso significaria para criar uma Escola de Vinhos.

A iniciativa visa portanto a manutenção do patrimônio vitivinícola de Bordeaux, introduzindo os jovens para a importância econômica e social da vitivinicultura. Além disso, o objetivo também é de criar  compreensão da civilização do vinho como um todo. Tudo isso é 100% financiado pelo CIVB, que paga pelo transporte das escolas para as vinícolas e fornece materiais, a partir de folhetos e adesivos para o seguro.

Num país como o nosso, onde existe a falta de identidade cultural com o vinho é enorme, estas e outras iniciativas poderiam ser copiadas embutindo assim nas novas gerações além de conhecimento, respeito e  atitudes em relação a esta cultura do vinho. 

E você, prezado leitor, o que acha de tais iniciativas? Apóia? É contra? Deixem suas opiniões nos comentários do blog.

Até o próximo!

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Confraria Pane, Vinum et Caseus: Entre tapas & vinhos!

E chegamos àquela data especial de todo mês quando a confraria se reúne para degustar bons vinhos, comer belas comidas e mais do que isso, ter o convívio de pessoas incríveis e anfitriões de fazer você se sentir como se estivesse em casa conversando em família. O mais engraçado é que a cada mês o enfoque nos vinhos e na comida acaba sendo menor e as conversas, histórias e o enfoque na possibilidade de rever os amigos se torna mais evidente. E foi assim que fomos convidados a nos juntarmos para uma noite com apelo espanhol na Maison Piquet (apelido carinhoso que acabo de inventar).

O capricho e o carinho com que somos recepcionados desde o início da noite é de um prazer inenarrável aqui. Já que a temática da noite era espanhola, obviamente teríamos muitos vinhos e comidas típicas para apreciar. Mas nem por isso os recém iniciados no mundos dos vinhos ou que tem preferência pelo novo mundo são deixados de lado, com opções para todos os gostos. Eu seria muito pretensioso se quisesse discorrer sobre todos os vinhos por nós provados na noite, por isso resolvi apenas destacar alguns vinhos que me chamaram a atenção.


Começo então pelo rosé  Inurrieta Mediodía 2011, um vinho da região de Navarra e feito com a uva Garnacha, bem vivo e de coloração mais escura do que os rosés tradicionais, trazendo ainda aromas de frutas vermelhas em abundância com leves toques florais; já dos tintos uma boa pedida para o dia a dia foi o Paternina Banda Azul Crianza 2006, um Rioja bem típico feito com a uva Tempranillo e que apresentou aromas de frutos escuros, toques de especiarias e terrosos com um bom corpo e acidez na medida e segundo o "presidente da confraria" um vinho para algo em torno de 30 dinheiros, um baita custo benefício; para finalizar os vinhos destacados, o Pequeñas Bodegas Malbec, um bom exemplar de nossos hermanos (ainda sem importador aqui no Brasil), sem muita madeira aparente e com os típicos aromas de frutas escuras e flores em evidência, num corpo mediano com taninos já domados e boa acidez. Ainda tivemos muitos outros vinhos interessantes, mas estes foram meus destaques pessoais.


Já no lado das tapas, mais um deleite. A começar pela salada de frutos do mar com molho de limão siciliano sobre folhas de endívia preparada pela confrade Lucinéia, de cair o queixo com a textura dos moluscos/crustáceos utilizados (polvo/lulas/etc) e o toque amarguinho da endívia para quebrar um pouco da força do prato, passando por totillas preparadas pelo confrade John e sua esposa chegando ainda aos pães recheados (puxando o lado italiano da confraria, sempre presente) feitos pelo confrade Luiz, muito macios, recheados hora com calabreza, hora com queijo e presunto deixando a noite de todos muito agradável. E não foi só isso, ainda tivemos brusquetas deliciosas, embutidos típicos e deliciosas sobremesas feitas pelo casal anfitrião. Se eu fosse comentar individualmente de cada prato, precisaria de muitas outras linhas...

E assim que se passou mais uma agradável noite da confraria, com a certeza de que a cada reunião, amizades se fortalecem, descobertas gastronômicas e enofílicas são feitas e a vontade de que o mês se passe rápido para que a nova reunião aconteça. E eu estarei lá.

Só me resta agradecer mais uma vez aos anfitriões da noite por abrirem as portas de sua residência e nos receberem de uma forma tão calorosa e amigável, aos confrades pela oportunidade de nos reunirmos de novo e a todos envolvidos pela grande noite que tivemos.

Até o próximo!

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Kiara Private Reserve Syrah 2007

Eu sempre busco uma maneira de fechar com chave de ouro um final de semana que foi incrível. E nesta busca sempre incluo um vinho bacana como uma maneira de comemorar tudo de bom que tem acontecido comigo ultimamente. E desta vez parei nos EUA com este Syrah de Paso Robles.


O vinho é produzido pela Le Vigne Winery, da família  Filippini, cuja a propriedade situada na Califórnia, data desde os anos 60 mas que somente iniciou  sua produção nos anos 80, durante o boom dos vinhos em Paso Robles. De início, aquela coisa básica: Chardonnay e Cabernet Sauvignon. Com o tempo porém perceberam que o potencial da folclórica região ia muito além disso e para tal, expandiram sua produção para outras variedades como Syrah, Sangiovese, Tannat, etc.

Sobre o vinho em si, pouco consegui reunir de informações, mas é feito com uvas 91% Syrah, 4 % de Petit Syrah & 5 % de Cabernet Sauvignon, porém é considerado por legislação um varietal Syrah. Não encontrei informações sobre tempo em madeira mas pelos aromas e sabores, deduzo que sim. Ainda sobre isso, o produtor diz que foi engarrafado em janeiro de 2009, mais um indicativo de um envelhecimento em carvalho.  Possui teor alcoólico de 14,2%. Vamos as impressões.

Na taça uma bonita cor rubi com tons ainda violáceos e leve halo de evolução nas bordas. Lágrimas finas, rápidas e incolores complementam o conjunto visual.

No nariz o vinho trouxe aromas de frutas vermelhas maduras, pimenta e côco. Todos muito integrados sem se sobressaírem um aos outros.

Na boca o vinho se mostrou de médio corpo, taninos marcados porém de muita qualidade e uma acidez que considerei um pouco baixa. Retrogosto trazendo muita fruta e pimenta num final de média duração.

Mais um bom vinho, este trazido pela SmartBuyWines com valor de R$ 101,00. Confesso que o preço me deixou um pouco confuso, acho que se estivesse na faixa de uns R$ 80 estaria mais condizente. De qualquer forma, eu recomendo.

Até o próximo!

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Dicas para comprar melhor seu vinho

De vez em quando algumas pessoas me perguntam como eu faço pra comprar meus vinhos e pedem dicas de como proceder quando querem se iniciar no mundo dos vinhos. Acontece que nem sempre eu sei ao certo como responder tal pergunta. Evidentemente que sempre que possível eu digo: "siga seu gosto e prove o vinho antes de levá-lo pra casa". Evidentemente que nem sempre isto é possível, mas em minhas andanças virtuais encontrei um pequeno apanhado de dicas que eu acho que podem ser úteis e resolvi compartilhar. Se vocês, prezados leitores, quiserem concordar, discordar ou acrescentar algo, por favor insisto para que façam, que tornem este post bem interativo. Seguem as dicas:


1. Sempre provar antes de comprar. Não fique preso comprando o que os seus amigos ou os críticos chamam de melhor. Confie no seu próprio paladar. Prove uma garrafa antes de comprar seis garrafas ou uma caixa de determinado vinho;

2. Diversifique sua coleção. Você pode ter paixões por um determinado tipo de vinho ou outro, mas a variedade é o tempero da vida com vinho, então faça suas compras sempre de maneira diversificada;

3. Busque sempre o bom custo benefício. Mude sua maneira de encarar determinados vinhos e procure sempre aquele que lhe dê mais prazer gastando uma menor quantia de dinheiro;

4. Beba os seus vinhos antes que eles fiquem demasiadamente velhos. Até mesmo os vinhos tintos com maior capacidade de envelhecimento (alguns dignos representantes de Bordeaux, por exemplo) atingem um ápice de prazer com 10 anos ou pouco mais que isso. Afinal de contas, você pagou um bom dinheiro por seus vinhos, não os deixe estragar;

5. Mantenha os custos em perspectiva. Alguns vinhos finos são caros, mas muitos vinhos bem feitos a preços razoáveis ​​são ignorados porque eles não têm a imagem e o prestígio dado a vinhos mais caros;

6. Comprar vinho em caixas. A maioria dos varejistas oferecem descontos ou garrafas extras quando você adquire quantidades maiores. Caso não vá consumir uma grande quantidade de determinado vinho, se junte a amigos, parentes e outros para efetuar a compra;

7. Cuidado com a estrela do ano passado. O herói do ano passado pode vir a ser o bode deste ano;

8. Estoque um determinado vinho que você mais gosta de modo que você não fique sem ou hesite em abrir a última garrafa;

9. Investir no mercado futuro pode ser um negócio (muito) arriscado;

10. Reúna seus vinhos com rima e da razão. Pense sobre suas necessidades antes de partir para a farra com o seu dinheiro.

E então, prezados leitores, o que acharam da lista? Enviem suas sugestões também!

Até o próximo!