terça-feira, 6 de novembro de 2012

Confraria Pane, Vinum et Caseus: curiosidades do leste Europeu.

Narrar os encontros da Confraria Pane, Vinum et Caseus é sempre muito especial e marcante pra mim. E desta vez, de fato, o será mais ainda. Explico: depois de mais de ano participando da confraria (salvo ledo engano) estava de volta ao local de minha primeira reunião e onde eu criei todos os laços com o pessoal que me recebeu de maneira ímpar, a casa do Comandante e sua esposa! Por isso não estranhem se o texto hoje for mais carregado de emoções e menos de vinhos, afinal eu fico realmente emocionado com a lembranças e  com a maneira como sou sempre muito bem recebido e muito carinhosamente tratado nestas ocasiões, fazendo com que eu faça sempre o esforço de comparecer ao maior número de reuniões possíveis.

Desta vez a "temática" da reunião fora toda idéia do Comandante e sua esposa, uma vez que ambos voltaram recentemente de uma viagem ao Leste Europeu. Aliás, me desculpem se me geografia não estiver tão afiada assim. Estiveram visitando entre outros Hungria, República Tcheca, etc. 


Como já é de praxe fomos recepcionados com muitos petiscos e vinhos que teoricamente não faziam parte da seleção da confraria para a noite de sábado. Entre deliciosos patês de ricota com páprica ou de fígado de frango, ficamos a conversar com nossos confrades sobre amenidades. E o Comandante caprichou, trazendo vinhos Húngaros, pouco conhecidos e/ou encontrados por aqui, para nossa apreciação. Entre os três tintos apresentados, eu destaco um deles: o Egri Merlot Barrique 2006, do produtor Molnár Dinerszet, um vinho que apesar da idade apresentava uma bonita cor violácea com reflexos alaranjados, guiado por muita fruta e toques florais com bom corpo e taninos aveludados, excelente! Alem deste, um vinho de uma uva típica da Hüngria, o Vesztergombi Szekszárd Kadarka 2008 também não fez feio, um vinho simples, porém gostoso e que desce bem.


Para o jantar,o prato principal era um delicioso Goulash feito com alcatra, tenra e macia, acompanhado de batatas assadas e arroz branco. O tempero e o molho do Goulash estavam na medida e faziam com que cada garfada puxasse a outra. O vinho escolhido pela confraria para acompanhar foi o Clos Reserva,  um Rioja feito com Tempranillo e Mazuelo muito bacana e que levou bem o desafio da harmonização com o Goulash, levando em conta seus aromas/sabores frutados, especiados e com toques de baunilha no seu corpo médio e de boa acidez e taninos. E de sobremesa, mais um deleite: Strudel de maçã com sorvete de creme, um clássico que deixou a todos de queixo caído dado a crocância da massa folhada em contraponto com o recheio cremoso com toques de canela e o sorvete por cima, dando o toque final. Tudo maravilhosamente feito, com muito carinho e atenção por nossos confrades cozinheiros.

Evidentemente tivemos muitos outros vinhos servidos e muita conversa e comida compartilhados. Falar de tudo se torna muito difícil, lembranças ficam na memória e a certeza de que cada reunião é especial e única cada vez fica mais evidente. Ficamos a espera da próxima reunião! Mais uma vez agradeço aos anfitriões Comandante e sua esposa pela recepção calorosa em sua casa, além de todos os confrades pelas delícias e experiências trocadas!

Até o próximo!

4 comentários:

  1. Respostas
    1. Sensacional é pouco viu Evelyn, esse povo manja da comida e da bebida de Baco. Só tenho a agradecer por fazer parte disso tudo, além é claro das amizades!

      Beijo

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  2. Victor, ficamos lisonjeados com suas palavras!!! Você é um poeta e descreve com tantos detalhes que nos faz relembrar com muito carinho daquela noite. Parabéns pelo seu blog, você está realmente um expert!
    Abraços
    Anna e Luiz

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    1. As palavras sempre me faltam pra descrever o quanto é gostoso fazer parte deste seleto grupo e ter tão calorosos anfitriões como vcs, Anna e Luiz. Fica aqui mais uma vez o meu agradecimento por tudo e também pelas palavras de incentivo ao blog.
      Abraços!

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