quinta-feira, 20 de julho de 2017

Norte 32 Etiqueta Negra 2014: Vinho mexicano no Balaio!

O projeto Norte 32 de vinhos nasceu em 2002 como um projeto de aposentadoria do Capitão Oscar E. Obregón após anos de trabalho e dedicação à aviação, uma paixão que precedeu a sua paixão atual pelo vinho. Neste mesmo ano, adquiriu uma pequena propriedade no coração do Valle de Guadalupe, localizada ao norte paralelo 32, no México. No início de 2003 cerca de 7 hectares são plantados, 20.000 plantas, principalmente a partir de 2 variedades; Merlot e Cabernet Sauvignon. Em 2005 é feita a primeira colheita do Norte 32, um blend de Cabernet Sauvignon, Nebbiolo e Grenache com 330 caixas de vinho produzidas. A próxima safra do Norte 32 (2006) é um corte diferente, este ano o produtor de renome, José Luis Durand, decide mudar o blend, Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah. E assim fora feito a cada ano, com um blend diferente. Atualmente a vinícola "North 32" produz cerca de 4.000 caixas por ano e todo o processo de vinificação é realizada nas instalações construídas em 2008, que tem suas portas abertas para passeios e degustações.


Sobre o Norte 32 Etiqueta Negra 2014, podemos ainda acrescentar que o vinho é um blend das uvas Tempranillo e Syrah com passagem de 7 meses em barricas de carvalho americano e francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e com alguma cor também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de caramelo, baunilha, frutas vermelhas e especiarias. Madeira um pouco pronunciada no nariz.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, acidez um pouco abaixo do esperado e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um vinho "diferente" que provamos por aqui, de um lugar pouco conhecido por seus vinhos (México) com um blend pouco usual e que, vale conhecer, mas que tem alguns defeitinhos como por exemplo a madeira muito pronunciada no nariz principalmente e acidez um pouco baixa. De qualquer maneira, mas uma ótima experiência que obtivemos por aqui.

Até o próximo!

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Esporão Trincadeira 2015

A pouco mais de 170 km a sudeste de Lisboa, junto à histórica cidade de Reguengos de Monsaraz, deparamo-nos com uma típica paisagem do Baixo Alentejo. É lá, por entre suaves planícies e vales pouco profundos escavados por ribeiras intermitentes, campos de cereais, vinhas e olivais que encontramos a Herdade do Esporão (produtora do vinho de hoje). Situada então no coração do Alentejo e integrada na Rota dos Vinhos da região, a Herdade do Esporão apresenta condições únicas para a agricultura e para o Enoturismo. Com cerca de 700ha de vinhas,olivais e outras culturas potenciadas pelo Modo de Produção Biológico e Produção Integrada. Neste território estão plantadas cerca de 40 castas, 4 variedades de azeitona, pomares e hortas.


Já sobre o Esporão Trincadeira 2015, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com 100% de uvas Trincadeira de vinhas com cerca de 40 anos vinificadas em depósito de betão, onde também cumpriu o período de amadurecimento por 6 meses sem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos frescos com leve toque de especiarias e minerais.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, muito frescor e taninos suaves. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um ótimo vinho varietal português, pouco usual mas que é uma delícia. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 18 de julho de 2017

Arienzo de Marqués de Riscal Crianza 2013

A vinícola Marqués de Riscal foi inaugurada em 1858 na região de Elciego/Álava (Espanha). Foi a primeira bodega a elaborar vinhos de acordo com métodos bordaleses em território espanhol. No ano de 1895 alcança um fato histórico, onde o Marqués de Riscal foi o primeiro vinho, não francês, a conseguir o diploma de “Honor de la Exposición de Burdeos”. Graças ao vinhos brancos da Marqués de Riscal, a região “Rueda” se torna uma D.O no ano de 1890. Em 2006 outo fato histórico, a Marqués de Riscal foi eleita a melhor vinícola europeia pela revista norte americana Wine Enthusiast. Atualmente, os vinhos de Marqués de Riscal estão presentes em mais de 100 países. Os vinhos Marqués de Riscal representam uma marca ícone no Brasil dentro da categoria de vinhos premium espanhóis.


Sobre o Arienzo de Marqués de Riscal Crianza 2013, podemos ainda acrescentar que o vinho é produzido a partir das uvas Tempranillo, Mazuelo e Graciano oriundas de vinhedos situados em Laguardia e Elciego. Após a fermentação, o vinho passa por um período de 18 meses em barricas de carvalho americano antes de ser engarrafado e liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas de média velocidade e com alguma cor se faziam presentes. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, coco (lembrando até aquele danoninho de coco, sabe?), leve toque de especiarias e ao fundo de taça, toques de madeira tostada.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um ótimo vinho espanhol provado por aqui, valeu muito a pena, eu recomendo e muito a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Tavernello Vino Rosso

O vinho Tavernello é a muitos anos um dos principais produtos do Grupo Caviro, cooperativa agrícola que reúne produtores de todo o território italiano. A empresa foi fundada em 1966, reunindo na época nove vinícolas (hoje existem 32), localizado em toda a Itália; o consórcio, com sede em Faenza, é hoje uma empresa líder no cenário nacional e internacional de vinhos. A marca Tavernello faz parte do cotidiano das famílias italianas há mais de 30 anos e simboliza a tradição de sempre ter um bom vinho à mesa! Na Itália, são vendidos mais de 54 milhões de litros dos vinhos Tavernello por ano. A Importadora BEV GROUP traz ao mercado brasileiro, com exclusividade, os vinhos Tavernello Rosso Dry, Tavernello Bianco Dry e Tavernello Rosso Amabile.


Falando um pouco mais sobre o Tavernello Rosso Dry, podemos ainda dizer que o vinho é um blend de uvas italianas sem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e sem cor se mostraram presentes.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos escuros e leves toques florais.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um bom vinho para o dia a dia, como é mesmo a proposta da Caviro e da marca Tavernello, que pode ser tomado sozinho ou com pratos de massas com molhos vermelhos ou ainda carnes vermelhas mas magras e sem muito condimento. Enfim, eu recomendo a prova, ainda mais levando em conta seu custo (em torno de 35 dinheiros no nosso mercado). 

Até o próximo!

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Veuve Clicquot lança dois novos "sabores" de champanhe

Procurando por um novo toque no seu Champagne favorito?

A Veuve Clicquot cativou um seguimento bastante leal ao longo de sua impressionante história de 245 anos. Os amantes do Champanhe vieram conhecer e confiar na Veuve para oferecer luxo em cada garrafa, e se você é fã da bebida, então temos novidades para você. Existem agora duas novas garrafas de Veuve, chamadas Clicquot Rich e Rich Rosé, e eles são um toque divertido nos Champagnes clássicos da marca.


As duas misturas são inspiradas pela mixologia e, ao contrário do Champanhe tradicional, devem ser misturadas com outros ingredientes. Eles são projetados para serem servidos com gelo e combinados com frutas não só, mas também vegetais, incluindo abacaxi, pepino, aipo, pimentão, grapefruit e rapas de limão, e até mesmo certos tipos de folhas de chá. Parece estranho, certo? 


A razão pela qual a Clicquot Rich e a Rich Rosé combina tão bem com frutas e vegetais é porque eles têm um teor de açúcar maior do que o Champagne tradicional, então eles são um pouco mais doces do que os amantes de Veuve Clicquot se acostumaram. Quando bebidos sozinhos, eles serão muito doces, mas quando combinados com gelo e qualquer um dos ingredientes adicionados mencionados acima, os aromas e as notas do Champagne são melhorados para um sabor perfeito.

Clicquot Rich e Rich Rosé estão disponíveis em determinadas lojas de vinhos finos e bebidas espirituosas em Nova York, Califórnia e Flórida, e também podem ser encontradas online em Sherry-Lehmann.com. Será que um dia veremos as garrafas por aqui? Comentem se vocês, assim como eu, ficaram curiosos para provar.

Até o próximo!



terça-feira, 11 de julho de 2017

Coroa d'Ouro 2014

Para a vinícola Poças, tudo começou em 1918, quando Manoel Domingues Poças Júnior, nascido no centro da azáfama do Vinho do Porto, decidiu fundar o seu próprio negócio. Era 15 de agosto, poucos meses antes do Armistício. Manoel Poças tinha 30 anos e alguma experiência de trabalho na área. Com o seu tio, fundou uma empresa para vender brandies a grandes produtores de Vinho do Porto. Pouco depois estabeleceu a sede que se mantém até hoje, em Vila Nova de Gaia. Primeiro o seu tio, depois os irmãos, a mulher, os netos: toda a família Poças veio a partilhar a sua paixão pelo vinho, combinando o respeito pela tradição com a mente aberta à inovação trazida pelas novas gerações. Hoje, com três quintas nas melhores localizações da Região Demarcada do Douro, a Poças tem o controle total da qualidade dos seus vinhos. E o envolvimento da família é mais forte do que nunca.


Sobre o Coroa d'Ouro 2014 podemos ainda afirmar que é um vinho feito a partir castas tradicionais da região do Douro, a saber: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca de vinhas com idades entre 10 e 20 anos. O vinho não tem estágio em madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, de média velocidade e com alguma cor também se podiam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, flores e leve toque de especiarias.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acides e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais um bom vinho português para o dia a dia provado por aqui, fácil de beber e que te instiga ao próximo gole. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Naoussa Xynomavro 2014

A Cavino Winery SA, produtora do vinho em questão, é um grupo grego que tem sua fundação ainda em meados dos anos 50 na região do Peloponeso, na Grécia, mas que passou por algumas grandes modificações em todo este caminho. Aparentemente o ano de 1999 é o que detém a marca mais recente na vinícola, quando começa a introduzir no mercado local e nos mercados internacionais vinhos de alta gama no quesito qualidade. De lá pra cá contou com uma expansão forte em mais de 26 países e construiu uma linha de engarrafamento que dizem ser o estado da arte no quesito tecnologia, com capacidade de produção de 7000 garrafas por hora. Como curiosidade, podemos ainda citar que a Cavino Winery foi eleita a melhor vinícola grega do ano de 2015 (acredite sempre desconfiando de tais "eleições).


Agora falando sobre o Naoussa Xynomavro 2014, podemos dizer que o mesmo é feito 100% com uvas Xynomavro (principal uva tinta das terras altas de Naousa na unidade regional de Imathia, e em torno de Amyntaio, na Macedônia, Grécia). O vinho estagiou em tanques de inox por 6 meses e parte do vinho teve estágio em madeira antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade com algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores se faziam notar também.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, especiarias e toques animais que lembravam couro. Ao fundo de taça, algo de tostado também se fazia presente.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom vinho para o dia a dia, mais um vez fugindo dos hermanos chilenos e argentinos. É excelente para se ampliar a litragem com vinhos de outros países menos consumidos por aqui além de ser super fácil de beber, daqueles que a garrafa seca logo. Eu recomendo a prova. Mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Flor das Tecedeiras 2014

A Quinta das Tecedeiras, produtora do vinho de hoje, situa-se na zona nobre do Douro vinhateiro, a oito quilômetros a montante da vila do Pinhão. Nesta propriedade com vista privilegiada sobre o rio Douro moram memórias de uma história riquíssima, da vinha principalmente, mas também das freiras tecedeiras de linho (da onde vem o nome da Quinta), que lhe deram o nome, e do olival. Percorrendo-se a quinta compreende-se como cresce ali uma simbiose feliz entre os vinhedos antigos – alguns com mais de 80 anos - e novos, bem como com o olival que vem do tempo em que a filoxera exigiu ao Douro encontrar cultivos alternativos à vinha devastada. É desta herança que se valoriza, nascem, naturalmente, vinhos DOC Douro e vinhos do Porto Quinta das Tecedeiras de qualidade reconhecida internacionalmente.


Já sobre o Flor das Tecedeiras 2014 podemos acrescentar que é um vinho feito a partir das mais tradicionais castas do Douro – Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Amarela, Tinta Barroca e Tinto Roriz - com fermentação e estágio apenas em tanques de inox. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de média para grande intensidade com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e com alguma cor também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros em compota, baunilha, flores, especiarias e algo que lembrava tinta de caneta.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos sedosos. O retrogosto confirma o olfato e acrescenta um toque mais mineral com uma excelente persistência.

Um ótimo vinho Duriense que provamos por aqui, é trazido pela Winebrands e vale o quanto custa, eu recomendo a prova!

Até o próximo.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Cabeça de Toiro Tinto Reserva 2012

Depois de um longo e tenebroso inverno (sem trocadilhos com a estação em que nos encontramos hoje) eis que voltamos a postar para a #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs. E o tema deste mês foi proposto pelos nossos colegas Maykel e Anna, do Vinho por 2, pensando justamente no pouco tempo que temos para escolher os vinhos. A sugestão deles foi a seguinte: "No ano de 2016 o segundo maior importador de vinhos do Brasil foi um supermercado. Por isso, nada melhor do que comentarmos o que tem de bacana nas gôndolas, falando de qualquer tipo de vinho, de qualquer faixa de preço, que seja encontrado em supermercado". E nós aqui do Balaio fomos de Cabeça de Toiro Tinto Reserva 2012.


O Grupo Enoport United Wines, dono da marca produtora do vinho de hoje (Caves Velhas), resultou da união de algumas das mais antigas e prestigiadas empresas de vinho portuguesas, todas elas com características familiares e cada uma delas detendo uma especialidade vincada e definida, que lhes valeu o reconhecimento nacional e internacional, tais como as Caves Velhas, Caves Dom Teodósio, Adegas Camillo Alves, Caves Acácio, Caves Monteiros e Caves Moura Basto. Unindo a experiência do passado com novas capacidades de gestão e tecnologia, novas empresas foram criadas com base em três grandes núcleos - Agroturismo / Produção / Distribuição - cada uma delas com objetivos de excelência e comprometimento com as atuais exigências dos mercados globais. A Enoport United Wines oferece vinhos de várias regiões de Portugal, de diferentes segmentos, premiados em vários concursos nacionais e internacionais.

Sobre o Cabeça de Toiro Tinto Reserva 2012, podemos ainda acrescentar que o vinho é feito a partir de um corte com as uvas Touriga Nacional e Castelão com estágio de 9 meses em barricas de carvalho francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade com halo granada, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e praticamente incolores também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, flores, baunilha e notas tostadas no fundo de taça.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Mais um bom portuga para o dia a dia, trazido pelo Pão de Açúcar, que aposta neste país para trazer vinhos exclusivos e de bom custo beneficio. Eu recomendo.

Até o próximo!