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Monday, August 20, 2018

Brandina Vinhos - Diretamente do interior de Sampa

Alguns dias atrás eu estava viajando com minha família em Campos do Jordão, região serrana do interior de São Paulo, quando descobri que existia um novo empreendimento vinícola na região, e resolvi arriscar a visita. E não é que, dadas as devidas proporções, fui surpreendido positivamente? Vamos ver o que eu pude descobrir sobre a Villa Santa Maria - Brandina Vinhos?


Saindo de Campos do Jordão, o passeio se inicia descendo a serra pelo Vale do Baú em pequenas estradas vicinais de terra, areia e pedriscos, o que pode assustar de princípio. Mas a passagem por bosques e muita mata nativa da região vale a vista e a chegada até a sede da produtora de vinhos é deslumbrante.


Recebidos então pelo Cristian (peço perdão caso o nome não seja esse, minha memória não me ajudou neste quesito), começamos a entender a história por trás do empreendimento bem como da produção dos vinhos na propriedade. O projeto teve seu início em meados dos anos 2004 através do empresário Mario Carbonari, que herdou o amor pelo vinho dos avós, italianos da região do Vêneto, e resolveu apostar no seu sonho depois de anos no mercado de tecnologia. Segundo o Cristian, a meta é de se plantar até 90 mil vinhas até o final deste ano. E aqui falamos de Sauvignon Blanc, Syrah, Merlot, Cabernet entre outras. O relevo e clima da região são bem interessantes no quesito luminosidade, amplitude térmica, chuvas moderadas, altitude e solo pobre, criando boas condições para o cultivo de uvas.


Todo o mix de condições descritas acima tem sido comumente chamadas de "terroir de inverno" atualmente, o que obriga ainda os viticultores a fazer a inversão de ciclo das parreiras (em relação ao hemisfério norte) e a utilização da dupla poda das plantas. E para tal a Villa Santa Maria, detentora dos rótulos Brandina Vinhos, conta ainda com a consultoria de Murilo Albuquerque, um dos grandes especialistas nestas técnicas em nosso país.


O projeto Villa Santa Maria, ainda em fase de expansão, tem atualmente as uvas colhidas e enviadas para a EPAMIG, em Minas Gerais, onde passam pelos processos de fermentação, envelhecimento e engarrafamento, antes de estarem disponíveis para a venda. O mais legal disso tudo é que a esposa do Mário, Célia Carbonari, é a arquiteta responsável por todo o projeto da vinícola. Atualmente está em fase final de construção uma grande cave subterrânea e num futuro próximo, um local para produção local também está nos planos.


A propriedade conta ainda com diversos atrativos que complementam ainda mais a visita: trilhas, cachoeiras, bosques para piquenique, quadra de bocha, loja de vinhos e quitutes da região além de uma Bruschetteria, espaço gastronômico da propriedade. O restaurante chama-se Bruschetteria da Villa e está a cargo do chef Guilherme Pazzianotto.


Eu confesso que sempre fui muito cético com vinhos nacionais, embora tenho visto uma boa evolução nos últimos anos, principalmente no tocante ao uso do termo terroir único e coisas correlatas. Afinal, mundo a fora, o termo terroir é empregado a locais "seculares" e que possuem toda uma cultura ancestral quando falamos de cultivo de uvas e produção de vinhos, coisa que o Brasil ainda não tem a curto e médio prazo. De qualquer forma, a descoberta de novas regiões produtoras de vinho de qualidade aqui no Brasil tem despertado atenção e portanto eu, como apreciador da bebida de Bacco, sempre tento conhecer mais sobre o assunto. O grande questionamento que eu deixo aqui é que, dadas todas as variáveis envolvidas no processo produtivo e de vendas de vinho (como a de taxação e impostos, a mais sensível no mercado nacional), o preço aplicado aos vinhos nacionais não me parecem compatíveis com o que o mercado consumidor está disposto a pagar, nem tem condições para tal. Gostaria de saber a opinião de vocês. 


Sobre os vinhos, farei um post específico para eles logo menos.

Até o próximo!

Monday, February 26, 2018

Ravin e Pasquale montam loja de vinho e restaurante

Recebi esta notícia a pouco, embora tenha visto algumas fotos e acompanhado algum barulho sobre, e fiquei muito feliz e vim logo divulga-la aqui no blog para vocês, prezados leitores. A importadora Ravin, do empresário Rogério D’avila, abriu nos Jardins um misto de loja e osteria que oferece 4.000 garrafas de vinho de 11 diferentes países e também serve pratos rápidos da premiada e tradicional cantina Pasquale. Eu que já tive o prazer de comer na Pasquale Cantina em uma outra oportunidade fiquei empolgado pois o casamento com a Ravin, que possui um portfolio muito interessante de vinhos (que variam de R$25 a R$ 3.000), já era um trunfo da casa na zona Oeste.


Situada no número 498 da rua Melo Alves, a Ravin Vinho & Pasta foi inspirada em uma rede italiana. O pequeno ambiente – apenas 30 lugares – é aconchegante e, ao mesmo tempo, despojado e elegante. Nas estantes, 450 rótulos, para todos os gostos e bolsos, ficam expostos no salão com os respectivos preços. As garrafas custam entre R$25 e R$ 3.000, e são vendidas pelo preço da importadora.

Não há carta de vinhos. O cliente escolhe a faixa de preço e o resto fica por conta do experiente sommelier Paulo Trondoli, que mostra as opções disponíveis. Há desde vinhos mais acessíveis como Viña Maipo e Palo Alto até marcas como Sassicaia e Renato Ratti. Além de degustar durante a refeição, é possível comprar vinhos para apreciar em casa.

O cardápio, enxuto, oferece cinco opções de entrada – entre elas a Burrata com Piselli, feita com creme de ervilhas e azeite trufado – e seis pratos, como Spaghetti Carbonara e Penne Caprese, além de duas sobremesas: Tiramissu e Pana Cotta. Os pratos, que vêm da Cantina Pasquale e são finalizados ali, são servidos em menos de dez minutos após o pedido. Para beber, além dos vinhos, há dois tipos de cerveja, suco de uva orgânico e água com e sem gás.

Rogério D’avila fornece vinhos à cantina Pasquale, do restauranteur Pasquale Nigro, há 10 anos, por meio da importadora Ravin. Os dois são amigos. Agora, com a Ravin Vinho & Pasta, acontece o inverso: Pasquale Nigro fornece os saborosos pratos de sua cantina à loja de D’avila.

Ravin Vinho & Pasta
Rua Melo Alves, 498, Cerqueira César
Funcionamento
Loja – De segunda a sábado, das 10h às 23h e domingos, das 12h às 16h00
Restaurante – De segunda a sexta, das 12h às 15h00, sábado das 12h às 16h00 e 19h às 23:30. Domingos, das 12h às 16h00

Eu já estou planejando uma visita, e assim que o fizer, revivirei este post com minha opinião sobre a nova casa. E você, prezado leitor, já visitou ou tem vontade de fazê-lo? Deixe nos comentários sua experiência ou expectativa, divida conosco!

Até o próximo!

Wednesday, January 3, 2018

Viapiana Barricas Selecionadas Lote I

O último mês do ano de 2017 reservou diversos desafios a nós aqui do Balaio e, como consequência, estivemos um pouco ausentes como vocês já devem ter notado. Mas as coisas estão se acertando e finalmente pretendemos voltar com toda força já neste início de 2018, trazendo os vinhos que andamos provando neste período além é claro de muita informação e divulgação. Começo hoje com um vinho nacional que me foi apresentado por amigos de confraria e que deixou uma baita boa impressão. Este vinho é o Viapiana Barricas Selecionadas Lote I. Vamos conhecer um pouco mais sobre ele e sobre o produtor?


A história de vinhos na família Viapiana, cuja vinícola é homônima, chegou ao Brasil com a vinda dos primeiros imigrantes da Província de Mântova, na Itália. Datados de 1925, a família preserva o certificado e medalha recebidos pelo patriarca no primeiro concurso de vinhos em que participou, promovido no Brasil em comemoração ao cinquentenário da imigração italiana no país. Passada de geração em geração, a paixão pela produção de vinhos foi a motivação para, em 1986, ser elaborada a primeira safra da vinícola. Sempre atenta às novidades em tecnologia e processos, tanto em vinhedos quanto em vinícola, em pouco tempo a Viapiana se consolidou como sinônimo de qualidade e confiança. Em 2009, percebendo o potencial enoturístico da região, inaugurou o Enoespaço Viapiana, evidenciando diferenciação e consolidando a marca em conceito grife. O mesmo posicionamento é aplicado aos produtos, sempre elaborados em quantidade limitada. Limpos e atrativos, os rótulos de cada linha possuem um diferencial: os vinhos jovens apresentam obras de artistas renomados e as espumantes evidenciam o tempo de contato com as leveduras; já a linha premium alia elegância e descontração, através da apresentação de jogos interativos. Micro Lotes e Ícone são vinhos conceito, sinônimos de sofisticação em apresentação e complexidade de produto.

Já sobre o Viapiana Barricas Selecionadas Lote I, podemos ainda afirmar que o vinho é feito a partir de um corte de vinhos de diferentes castas e uvas, a saber: 60% Merlot 2012, 20% Cabernet Sauvignon 2012, 10% Cabernet Sauvignon 2011 e 10% Marselan 2012. O vinho conta ainda com estágio entre 25 a 38 meses em barricas de carvalho francesas e americanas (de acordo com a safra e/ou casta utilizada). Vamos finalmente as impressões sobre o vinho?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, ligeiramente mais lentas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias (em especial pimenta e canela/cravo da índia), coco, chocolate e algo de tostado.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos domados. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais um bom vinho nacional que conhecemos por aqui e que nos faz sempre questionar o por que do Brasil não conseguir criar e manter um mercado de vinhos mais sólido, tendo em vista que temos bons vinhos sendo feitos por aqui. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, December 4, 2017

Guaspari Viognier Vista do Bosque 2015

Uma família de origem ligada ao campo, com espírito inovador e empreendedor, chega em 2001 a uma região tradicionalmente cafeeira e identifica condições muito favoráveis à viticultura. Era o começo do sonho que se transformaria na Vinícola Guaspari. As terras altas de Espírito Santo do Pinhal se tornaram sinônimo da convivência em família e do prazer de estar junto. A paixão pelo vinho e o desejo de retribuir à região toda a alegria proporcionada foram acentuados por uma rica e curiosa combinação de fatores: a semelhança da paisagem da fazenda com a da Toscana, a origem italiana da maioria da população local e da família, o terreno granítico, a oportunidade de adquirir videiras de uma estação experimental e o desenvolvimento de uma nova tecnologia por um pesquisador brasileiro radicado em Bordeaux. Em 2006, foram plantadas as primeiras videiras, que ocuparam seis hectares. Eram mudas de diversas variedades francesas, escolhidas em virtude das características do terroir da região. Dois anos após o primeiro plantio, a vinícola foi construída. Tendo nascido em uma antiga tulha de café, com projeto que preservou o estilo arquitetônico das antigas fazendas da região, integrou-se à cultura e à estética locais. O primeiro vinho foi produzido em 2008, de maneira artesanal. Foram apenas 30 garrafas, que reforçaram o potencial do projeto. A partir desse momento, não se mediram esforços para trazer para a Guaspari o que havia de melhor no mercado mundial. Gradualmente a área de plantio de parreirais veio sendo ampliada. Hoje são 50 hectares de vinhedos próprios a partir dos quais todo o vinho é produzido.


Sobre o Guaspari Viognier Vista do Bosque 2015 podemos ainda afirmar que é um vinho feito a partir uvas Viognier advindas do vinhedo Vista do Bosque, com estágio de 10 meses em barris de carvalho francês de 300 e 600 litros. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha com reflexos dourados, muito brilhante e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas tropicais, flores brancas, fósforo com leve toque de especiarias.

Na boca o vinho se mostrou ao mesmo tempo muito fresco e untuoso, com o retrogosto confirmando o que achamos no olfato. O final era de longa duração.

Vou ser sincero, provei alguns dos vinhos desta vinícola e este pra mim, é de longe o melhor deles. É típico, entrega o que promete e apesar do preço um pouco salgado, foi o que mais prazer me trouxe. Eu recomendo e muito a prova.

Até o próximo.

Monday, November 27, 2017

Como foi o 1o Festival do Espumante Frei Caneca

Nada é mais clichê e nada combina mais com o final do ano e todas as festividades que se enfileiram na época, do que muitos espumantes sendo espocados aqui e ali. E este foi o tema de um ótimo evento realizado neste final de semana em São Paulo, mais precisamente no Centro de Convenções do Shopping Frei Caneca.

O ambiente estava propício para tal, afinal o dia inteiro fez muito calor e a descontração com que os vinhos espumantes foram apresentados além do ambiente climatizado, alguns comes muito bem elaborados e a variedade de produtores/importadores, atraiu muitas pessoas para o evento. Também pudera, as seguintes vinícolas e importadoras se fizeram presentes: Adega Alentejana, Bacardi Martini, Barrinhas, Cantu, Casa Flora, Casa Perini, Casa Valduga, Cave Geisse, Decanter, Epice, Interfood, Italia Mais, Lidio Carraro, LVMH, Maison Lanson, Miolo, Pernod Ricard, Qualimpor, Salton, Vinicola Aurora, Winebrands e World Wine

Vale ressaltar aqui que, para um evento deste porte (com o número de expositores mais público visitante), a organização foi impecável. O local era aconchegante, com uma boa disposição entre os expositores, pontos de aperitivos, água e locais de "descanso" além de uma sala para a imprensa. Durante o evento, os vinhos degustados estavam a preços promocionais e muito convidativos lá no Empório Frei Caneca, no mesmo prédio só que alguns andares abaixo. Convenhamos também que, devido ao porte e número de rótulos a se degustar, fica um tanto quanto difícil falar sobre todos eles e, assim sendo (além de respeitar o mote do blog de não se tornar repetitivo/cansativo) optamos por selecionar alguns poucos rótulos para falar sobre. Acompanhem conosco nas próximas linhas.


O primeiro vinho espumante que venho a destacar é o Cusona Brut Spumante di Vernaccia di San Gimignano da Tenute Giucciardini Strozzi e trazido ao Brasil pela importadora ItáliaMais. O vinho espumante produzido pelo método Charmat longo (longo tempo de contato com as leveduras em tanques inox) com uvas Vernaccia di San Gimignano. Apresentou coloração amarelo palha com muito brilho, perlage fina, delicada e persistente, nariz de frutas tropicais, leveduras com final amendoado. Em boca é cremoso e fresco, fácil de beber.


O segundo vinho espumante a se destacar foi o Filipa Pato 3B Rose Brut, feita pela filha do famoso e experiente Luis Pato, família que já está há cinco gerações se dedicando à criação de vinhos na Bairrada,  em Portugal. Este vinho espumante é feito com as uvas Baga e Bical pelo método champenoise, com a 2ª fermentação por 4 meses em garrafa. Como resultado obteve-se um vinho espumante de coloração salmão um pouco mais escuro, com ótima perlage fina, delicada e persistente. No nariz pude notar frutos vermelhos frescos, panificação, tostado, flores e algo mineral. Cremoso, fresco e deixa um longo final em boca.


E para não dizer que eu sou anti nacionalista, destaco por fim os vinhos espumantes da Casa Valduga, os 130 Brut Blanc de Blanc e o 130 Brut. O primeiro um 100% Chardonnay elaborado pelo método champenoise e com 36 meses de contato do vinho com a levedura. O segundo um corte Chardonnay e Pinot Noir elaborado também pelo método champenoise e com 36 meses de contato com a leveduras. Ambos são parte das comemorações e homenagens aos 130 anos da chegada da família italiana, Valduga, ao Brasil. Ambos muito frescos, cremosos e com suas características aromáticas mas que valem sempre a prova.

É claro que tinhamos outros belos espumantes, champagnes e afins mas, como de praxe, a ideia aqui é ressaltar o evento e trazer alguns vinhos que seriam novidades, ao menos por aqui.

Mais um belo evento que pudemos registrar e onde tivemos oportunidade de provar muitos vinhos, da mais variada gama de preços, tipos e origens. Mal podemos aguardar o ano que vem. Se você, caríssimo leitor, participou do evento e quer compartilhar suas experiências, fique a vontade e utilize o espaço de comentários ao final deste post.


Até o próximo!

Thursday, November 16, 2017

Estrelas do Brasil Nature 2007

Com o perdão antecipado pelo infame trocadilho que vem a seguir, hoje é dia de falar de uma das estrelas de um churrasco que fiz aqui em casa para a família, que foi o espumante Estrelas do Brasil Nature 2007. Passado o vexame, vamos ao que interessa que é saber um pouco mais da vinícola e do espumante em si. Você me acompanham?


A Vinícola Estrelas do Brasil foi fundada em 2005 na Região da Serra Gaúcha, em Bento Gonçalves-RS, entre dois amigos enólogos, um brasileiro e outro uruguaio, tendo como objetivo principal de atuação a elaboração e comercialização de vinhos espumantes finos de qualidade. O nome Estrelas do Brasil é uma homenagem especial ao descobridor Dom Pérignon que no ano de 1670 na região de Champagne, França, após desvendar esta magnífica bebida saiu gritando "Estou Provando Estrelas". Além do emprego de novas tecnologias, como o uso de leveduras encapsuladas que fazem com que o processo de remuage não se faça necessário na produção de seus vinhos espumantes ou mesmo a produção de um belo Prosseco através de um método de única fermentação ao melhor estilo Asti, prezam pelo meio ambiente e saúde de seus consumidores. Conta com quase que único meio de vendas seu website na internet. Os sócio fundadores possuem larga experiência em vitivinicultura. Participam diretamente em todas as etapas de produção, desde o vinhedo até a comercialização. Primando sempre pela preservação do meio ambiente e a saúde do consumidor.

Já sobre o Estrelas do Brasil Nature 2007 podemos ainda acrescentar que é um vinho espumante oriundo de um blend de vinhos base das variedades Chardonnay, Pinot Noir, Riesling Itálico ISV1 e Viognier, elaborado pelo método clássico champenoise, ficando em contato com as leveduras durante 60 meses ou seja, 5 anos. Vamos as impressões?

Na taça o vinho espumante apresentou coloração amarelo palha com reflexos dourados, bom brilho e com formação intensa e muito duradoura de pequeninas borbulhas, a chamada perlage.

No olfato o vinho espumante começa a revelar toda sua complexidade, passeando por aromas de frutos cítricos e tropicais, mel, amêndoas, panificação, toques especiados e de ervas.

Na boca o vinho espumante se mostrou cremoso e muito fresco. Era possível ainda sentir as borbulhas enquanto o espumante descia lentamente pela parede da taça em direção a minha boca. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um ótimo vinho espumante, um belo exemplar nacional e que tende a agradar paladares mais experimentados por toda sua complexidade. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, November 14, 2017

Guaspari Cabernet Sauvignon Cabernet Franc Vista da Mata 2014

Uma família de origem ligada ao campo, com espírito inovador e empreendedor, chega em 2001 a uma região tradicionalmente cafeeira e identifica condições muito favoráveis à viticultura. Era o começo do sonho que se transformaria na Vinícola Guaspari. As terras altas de Espírito Santo do Pinhal se tornaram sinônimo da convivência em família e do prazer de estar junto. A paixão pelo vinho e o desejo de retribuir à região toda a alegria proporcionada foram acentuados por uma rica e curiosa combinação de fatores: a semelhança da paisagem da fazenda com a da Toscana, a origem italiana da maioria da população local e da família, o terreno granítico, a oportunidade de adquirir videiras de uma estação experimental e o desenvolvimento de uma nova tecnologia por um pesquisador brasileiro radicado em Bordeaux. Em 2006, foram plantadas as primeiras videiras, que ocuparam seis hectares. Eram mudas de diversas variedades francesas, escolhidas em virtude das características do terroir da região. Dois anos após o primeiro plantio, a vinícola foi construída. Tendo nascido em uma antiga tulha de café, com projeto que preservou o estilo arquitetônico das antigas fazendas da região, integrou-se à cultura e à estética locais. O primeiro vinho foi produzido em 2008, de maneira artesanal. Foram apenas 30 garrafas, que reforçaram o potencial do projeto. A partir desse momento, não se mediram esforços para trazer para a Guaspari o que havia de melhor no mercado mundial. Gradualmente a área de plantio de parreirais veio sendo ampliada. Hoje são 50 hectares de vinhedos próprios a partir dos quais todo o vinho é produzido.


Sobre o Guaspari Cabernet Sauvignon Cabernet Franc Vista da Mata 2014 podemos ainda afirmar que é um vinho feito a partir das castas Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon colhidas manualmente. O vinho estagiou por 19 meses em barricas de carvalho francês para amadurecimento e após engarrafado, descansou por mais 12 meses na garrafa apara envelhecimento antes de ser liberada ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas mais grossas, lentas e coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, cacau, especiarias, flores e leve toque herbáceo.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com taninos redondos e uma boa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um bom vinho que provamos por aqui da vinícola e que tende a agradar os paladares dos brasileiros em geral. Minha única ressalva é o preço, salgado, na minha humilde opinião. De qualquer forma, vale a prova. Eu recomendo.

Até o próximo!

Wednesday, September 27, 2017

Enobrasil 2017: O vinho nacional que surpreende

Como eu já disse a alguns posts atrás, o mercado de vinhos nacionais tem evoluído com uma velocidade muito interessante, transformando regiões até então impensáveis em produtores de vinho. Reforçando o que eu disse por lá, deixemos de lado ainda o termo terroir, empregado a locais "seculares" e que possuem toda uma cultura ancestral quando falamos de cultivo de uvas e produção de vinhos, coisa que o Brasil ainda não tem a curto e médio prazo. E não existe uma maneira melhor de ter contato com este "novo" mercado nacional de vinhos do que um evento como o Enobrasil 2017 que ocorreu no último mês de agosto e que tive a oportunidade de visitar.

A sommelière Mikaela Paim que dentre outras atividades, é sommelière desde 2007, Presidente da Confraria Vinhos do Brasil, colaboradora da Osteria Generale há 15 anos e ainda trabalha com consultorias e Eventos Enogastronômicos além de guiar grupos de viagens enoturísticas com a Agência Stell Tour Turismo, acerta novamente em trazer a um mesmo espaço produtores nacionais de vinhos, queijos, azeites e outros alimentos/bebidas que vem surgindo por todos os cantos do nosso país. Para se ter como base, tivemos vinhos que vinham do Sul (Rio Grande do Sul e Santa Catarina), Nordeste (Pernambuco), Sudeste (São Paulo e Minas Gerais) e por ai vai. E esse foi o mote do evento: a diversidade de produtos e regiões que o país produz e que ainda não temos acesso.


Mantendo o padrão que tenho aplicado por aqui, pretendo apontar vinhos e vinícolas que mais me surpreenderam durante o evento (afinal, somos um blog de vinhos). O maior exemplo que tive neste evento foi uma pequena vinícola do interior de São Paulo (mais especificamente de Amparo), a Vinícola Terrassos. O surgimento deste empreendimento em solos paulistas se deu em 2003 com o início da plantação das vinhas (cerca de 20 variedades viníferas foram testadas) e as primeiras garrafas começaram a sair em 2010. Existe ainda o curioso uso da casta Máximo, desenvolvida em solos paulistas pelo cruzamento de uvas Seibel 11342 e Syrah. O vinho apresentado, um blend de Syrah e Máximo, se mostrou rústico e instigante, com aromas de frutos vermelhos e especiarias, além de um certo toque terroso. Em boca corpo médio e taninos marcados. Pareceu bem gastronômico. 


Outro destaque positivo vem do nordeste com a Vinícola Rio Sol e o seu Rio Sal Gran Reserva Alicante Bouschet (não poderia ser diferente, afinal a empresa pertence a Global Wines, com sede na região do Dão, em Portugal, e usar uma casta portuguesa faz sentido aqui, dadas as devidas ponderações). O vinho resultante é de médio corpo, boa acidez e taninos macios. Aromas de frutos vermelhos, especiarias, flores, chocolate e algo de tabaco. Tende a agradar paladares diversos.


Por fim, do Rio Grande do Sul (Campanha Gaúcha) vem o Cordilheira de Sant'Ana Tannat 2005. A vinícola homônima (Cordilheira de Sant'Ana) está localizada numa mesma latitude de grande áreas vinícolas de nossos hermanos mais reconhecidos mundialmente, o que já dá uma dica de que coisas boas podem vir daqui. Foi fundada em 1999 e os proprietários são o casal de enólogos Rosana Wagner e Gladistão Omizzolo. O vinho é muito escuro e denso, mesmo com tanto tempo em garrafa. Trouxe aromas de frutos escuros em compota, especiarias, flores, cacau e toques de minerais e animais. Em boca é encorpado com taninos domados e acidez na medida. Evoluído e elegante, um vinho que empolga.

E como era de se esperar, o Enobrasil 2017 cumpriu seu papel de forma magistral, apresentando o consumidor brasileiro aos produtos disponíveis em seu próprio país e que devem ser consumidos por aqui. Incrível é quebrar paradigmas e verificar que o Brasil pode sim fazer bons vinhos, em diversas regiões do país, e que pode sim competir com alguns de nossos vizinhos. O evento tende a crescer de tamanho e "conteúdo" já para o próximo ano, segundo a Mikaela. É o que nós esperamos. Vale a pena esperar até lá.

Até o próximo!

Monday, September 18, 2017

Visitando a Vinícola Guaspari em SP

Eu confesso que sempre fui muito cético com vinhos nacionais, embora tenho visto uma boa evolução nos últimos anos, principalmente no tocante ao uso do termo terroir único e coisas correlatas. Afinal, mundo a fora, o termo terroir é empregado a locais "seculares" e que possuem toda uma cultura ancestral quando falamos de cultivo de uvas e produção de vinhos, coisa que o Brasil ainda não tem a curto e médio prazo. De qualquer forma, a descoberta de novas regiões produtoras de vinho de qualidade aqui no Brasil tem despertado atenção e portanto eu, como apreciador da bebida de Bacco, quis conhecer mais sobre o assunto. E em mais um "capítulo" da viagem enoturística adquirida junto a Stelltour Viagens, uma agência de viagens que tem como mote viagens com destinos relacionados ao vinho, fomos brindados com a visita a uma das vinícolas que muito tem se falado aqui no Brasil e também em alguns lugares do mundo, a Vinícola Guaspari.



A menos de 200 km de São Paulo encontramos a cidade de Espírito Santo do Pinhal, que possui aproximadamente 50.000 habitantes, onde está localizada a Vinícola Guaspari, uma das mais belas e premiadas vinícolas nacionais. O início da vinícola se deu em 2001, pelo menos conceitualmente, com a chegada de uma família muito ligada ao campo a esta região tradicionalmente cafeeira e identifica condições muito favoráveis à viticultura e depois fisicamente falando, com a aquisição de uma antiga propriedade, já em 2002. A altitude, clima seco, amplitude térmica elevada principalmente na época da colheita e demais característica do local foram o chamariz.




Na companhia de uma enólogo da casa, o passeio se inicia em frente a um imponente logo da empresa e segue até os vinhedos, que aprendemos mais tarde terem sido plantados em meados de 2006 com algumas mudas importadas da França, e que para obter-se o vinho ali, o sistema de dupla poda foi empregado, criando o que chamamos de "colheita de inverno". O termo "terroir de inverno" surge novamente. Aqui descobrimos que cerca de 80 ha da propriedade estão cobertas com vinhas, dentre as quais encontramos Sauvignon Blanc, Syrah, Cabernet Franc e Sauvignon, entre outras. Continuamos então a visita ao restante da vinícola, do recebimento das uvas a parte produtiva, tanques, engarrafamento, caves de envelhecimento em barricas e em garrafa até o derradeiro final na sala de degustação. Tudo com muita tecnologia empregada, afinal o investimento feito ali passa da casa do milhão de reais. Além disso, descobrimos também que a vinícola conta ainda com o enólogo-residente chileno Cristian Sepúlveda e consultoria do americano Gustavo González, que são quem assinam os rótulos. Além do visual acachapante da vinícola e da região, a hora mais esperada é a da degustação, e como de praxe por aqui, iremos destacar dois vinhos para vosso deleite.


O primeiro vinho a destacarmos aqui é o Sauvignon Blanc Vale da Pedra 2015, um vinho que apesar de ser feito com uvas 100% Sauvignon Blanc, passa por um "blend" onde parte da fermentação foi realizada em tanques de inox e tanques de concreto em formato de ovo de concreto (tecnologia que proporciona a micro-oxigenação e uma fermentação mais delicada) e a a outra parte do vinho estagiou em barrica de carvalho francês de 600 litros. Após 12 meses, fez-se uma assemblage do tanque com a barrica. Como resultado temos um vinho de coloração amarelo palha bem clarinha com alguns reflexos dourados. No nariz aromas de frutos cítricos e tropicais, aspargos e uma leve lembrança floral. Na boca apresentou corpo leve para médio, acidez na medida e retrogosto marcado pelo cítrico, mas que confirma o olfato. Um bom vinho, mais equilibrado que muitos chilenos disponíveis por aqui. 


O segundo vinho foi o Syrah Vista da Serra 2014, considerado um dos ícones da vinícola. Como o próprio nome já diz, o vinho é feito com uvas 100% Syrah da parcela que dá nome ao vinho, "Vista da Serra", com amadurecimento de 20 meses em barricas de carvalho francês. Como resultado, observamos um vinho de coloração violácea profunda, escura, com algum brilho e limpidez. No nariz o vinho apresentou aromas de frutos negros em compota, especiarias, chocolate e algo que lembrava eucalipto. Em boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso. Excelente vinho, bate de frente com a maioria de seus "concorrentes" chilenos e argentinos.



Incrível é quebrar paradigmas e verificar que o Brasil pode sim fazer bons vinhos, em diversas regiões do país, e que pode sim competir com alguns de nossos vizinhos. Tudo isso numa paisagem incrível e com muita organização, investimento e coisa e tal. O grande questionamento que eu deixo aqui é que, dadas todas as variáveis envolvidas no processo produtivo e de vendas de vinho (como a de taxação e impostos, a mais sensível no mercado nacional), o preço aplicado aos vinhos nacionais não me parecem compatíveis com o que o mercado consumidor está disposto a pagar, nem tem condições para tal. Gostaria de saber a opinião de vocês.

Conforme eu havia dito anteriormente, esta visita foi parte de um pacote de viagem enoturística preparada e apresentada pela Stelltour Viagens, uma agência de viagens que tem como mote viagens com destinos relacionados ao vinho. Atualmente a agência tem criado pacotes relacionados ao mundo do vinho no Brasil em conjunto com a sommeliére Mikaela Paim, que dentre outras atividades, podemos citar que é sommelière desde 2007, Presidente da Confraria Vinhos do Brasil, colaboradora da Osteria Generale há 15 anos e ainda trabalha com consultorias e Eventos Enogastronômicos. Eu recomendo tanto a visita como os pacotes de viagens da agência.

Até o próximo!

Monday, September 11, 2017

Visitando a Vinícola Casa Geraldo em MG

Após apenas dois anos da fundação da cidade de Andradas, no Sul de Minas Gerais, em 1892, as primeiras mudas de videiras começaram a ser plantadas por lá, trazidas por um imigrante italiano que viu na região condições ideais para a produção de uvas e a consequente mudança de vida com o dinheiro que viria do negócio. A partir daí se deu o desenvolvimento do que muitos chamam de a "Terra do Vinho" na região, com a criação de aproximadamente 56 adegas. A localização privilegiada aos pés da Serra da Mantiqueira, o clima seco, a amplitude térmica e a altitude da região criam um terroir diferenciado na região, o terroir de inverno como tem sido chamado hoje em dia.



A Vinícola Casa Geraldo é sinônimo de tradição e está profundamente ligada também a história da cidade. Geraldo Marcon e seu pai dividiram experiências e, na busca de prosperidade econômica, viram na produção de uvas uma solução. Parte do processo entretanto consistia na aquisição de propriedades para abrigar estas produções. Foi ai que se deu a expansão territorial da vinícola em solo mineiro e as primeiras produções de vinho de garrafão para venda a granel. Tudo isso em meados dos anos 60. Com o falecimento de Geraldo Marcon, assume seu filho, Luis Marcon, e assim sucessivamente até chegarmos aos dias atuais com a quinta geração da família a frente dos negócios. Mas é com a entrada das novas gerações que a busca pela aplicação de novas tecnologias e a produção de vinhos finos aconteceu e se desenvolve até os dias atuais. São efetuadas duas podas e duas safras anuais, uma com as uvas americanas e outra com a uvas viníferas contando com a ajuda da Embrapa. Hoje são produzidos cerca de 2,5 milhões de litros de vinhos, ainda que numa divisão de 65% de vinhos de mesa e 35% de vinhos finos e espumantes, aproximadamente. Aliás, uma curiosidade aqui é que a Casa Geraldo pode ser considerada a pioneira na produção de vinhos espumantes feitos fora do Sul do país.



O visitante que se dispõe a vir até Andradas vai poder conhecer um pouco mais de perto como é o terroir da Serra da Mantiqueira, a história da vinícola até os dias atuais, todo processo produtivo da empresa além é claro de provar vinhos e produtos da região. As instalações da vinícola contam ainda com um bar, restaurante, auditório e loja. Os carros chefe da vinícola, no tocante aos vinhos finos (nosso foco aqui), são vinhos feitos a partir das castas Syrah e Sauvignon Blanc, castas estas que aparentemente melhor se adaptaram ao terroir de inverno de Andradas. Entretanto podemos ainda encontrar uvas como Cabernet Sauvignon e outras. Como de praxe por aqui, vou destacar alguns vinhos que entendo serem relevantes para vocês que acompanham o blog. Espero que gostem.


O primeiro vinho a comentarmos por aqui é o Casa Geraldo Relicário Rosé Brut, um vinho espumante feito com 100% de uvas Pinot Noir pelo método charmat (segunda fermentação em tanques de inox). Um espumante de coloração rosada um pouco mais escura que a casca de uma cebola com bom brilho, limpidez e formação de perlage consistente. Aromas de frutos vermelhos, leve toque de panificação e algo floral. Na boca é fresco, leve e com boa persistência. Grata surpresa.


O próximo vinho que iremos comentar aqui é o Casa Geraldo Family Reserve Cabernet Sauvignon 2012, um vinho feito a partir de um lote experimental de uvas Cabernet Sauvignon que passou por 18 meses em barricas de carvalho para amadurecimento. Feito, num primeiro momento, apenas para ser servido nas reuniões da família Geraldo, acabou sendo compartilhado e se tornou um "ícone". Como resultado temos aqui um vinho de coloração intensa com pouco brilho e boa limpidez. No nariz o vinho trás os aromas de frutos escuros maduros, especiarias, baunilha, tabaco e algo de tostado. Na boca o vinho encorpado de boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração. Bom vinho principalmente para acompanhar refeições.



Por fim, falaremos de outro espumante por aqui, este mais elabora e duma linha considerada superior. Estou falando do Espumante Casa Geraldo Memórias, um espumante feito com uvas 70% Chardonnay e 30% Pinot Noir através do método champenoise (segunda fermentação em garrafa) com cerca de 36 meses de contato com as leveduras. Como resultado temos um vinho espumante de coloração amarelo palha de boa limpidez e brilho. Excelente formação de uma perlage persistente e elegante. No nariz aromas de frutos cítricos e tropicais, panificação, mel e flores. Muito fresco e untuoso com um retrogosto que confirma o olfato. Final longo e saboroso. Ótima pedida.


Depois de visitarmos todo complexo enoturístico da vinícola ainda pudemos provar e aproveitar o restaurante da mesma, onde o almoço é servido na forma de buffet self service além é claro, de todos os vinhos da vinícola. Ainda a noite participamos do que seria um dos eventos mais importantes da vinícola e da cidade: a festa da vindima. Muita musica italiana, muita comida e muito mais diversão no restaurante da vinícola.

Esta visita foi parte de um pacote de viagem enoturística preparada e apresentada pela Stelltour Viagens, uma agência de viagens que tem como mote viagens com destinos relacionados ao vinho. Atualmente a agência tem criado pacotes relacionados ao mundo do vinho no Brasil em conjunto com a sommeliére Mikaela Paim, que dentre outras atividades, podemos citar que é sommelière desde 2007, Presidente da Confraria Vinhos do Brasil, colaboradora da Osteria Generale há 15 anos e ainda trabalha com consultorias e Eventos Enogastronômicos. Eu recomendo tanto a visita como os pacotes de viagens da agência.

Até o próximo!

Friday, August 18, 2017

Enobrasil 2017, maior evento de vinhos brasileiros vem ai!

Você ai que gosta de vinho brasileiro ou que tem aprendido a admirar a evolução que estes tem apresentado nos últimos tempos irá ter uma grane oportunidade no próximo dia 28 de agosto aqui em São Paulo. Eu estou falando do Enobrasil 2017, um evento anual que foi criado com a proposta de aproximar o consumidor final da nova realidade dos vinhos e produtos brasileiros.


O Enobrasil surge em 2014 criando experiências sensoriais, como; música brasileira ao vivo, degustações de vinhos, pães, queijos, chocolates, azeites, palestras, arte e cultura. Estimulando a valorização do Brasil. A idéia aqui é expressar a qualidade e a riqueza brasileira através de uma atmosfera sensorial única, onde todos participantes se envolvem na causa de um Brasil mais forte. Não é apenas um evento, é uma causa em fortalecer a valorização dos produtos e produtores brasileiros.

Na edição deste ano teremos ainda uma novidades, haverão 7 palestras de até 30 minutos para até 20 pessoas conforme programação abaixo:

  • 17:30 - Vinícola Perini com o diretor Rogério Salazar
  • 18:00 - Enoturismo com Stella Aranha da Agência Stell Tour
  • 18:30 - Terroir de Inverno com o Especialista Eduardo Barbosa
  • 19:00 - Estrelas do Brasil com Sommelier Wilson Carraro
  • 19:30 - Vinhos do Nordeste com João Santos da Vinícola Rio Sol
  • 20:00 - Vinho e Poesia com o Artista Raimundo Gadelha 
  • 20:30 - Chocolate e Vinho com Mariana da Chianti Chocommelier

Você deve estar se perguntando quem está organizando o evento, certo? Pois bem, a organização fica a cargo da sommelière Mikaela Paim que dentre outras atividades, podemos citar que é sommelière desde 2007, Presidente da Confraria Vinhos do Brasil, colaboradora da Osteria Generale há 15 anos e ainda trabalha com consultorias e Eventos Enogastronômicos além de guiar grupos de viagens enoturísticas com a Agência Stell Tour Turismo.

Agora que você ficou curioso, vamos ao que interessa, seguem os detalhes do evento:

Data: 28 de Agosto de 2017
Horário: 17h às 21h
Local: Rua Dr. Fausto Ferraz – 163 – Osteria Generale – São Paulo

Vinícolas Participantes:
Tire suas dúvidas remanescentes e compre seu ingresso neste link.

E ai, nos vemos lá?

Até o próximo!

Tuesday, April 4, 2017

Guaspari Syrah Vista do Chá 2014

O vinho de hoje já despertava minha curiosidade a algum tempo mas, por uma série de motivos que não vem ao caso agora, eu ainda não tinha conseguido a oportunidade de prova-lo. Até agora. A segunda parte da nossa incursão na uva Syrah nos leva ao estado de São Paulo (quem diria) com o Guaspari Syrah Vista do Chá 2014. Vamos ver o que este vinho nos reserva? Mas antes, um pouco de história, diretamente do site do produtor.


Uma família de origem ligada ao campo, com espírito inovador e empreendedor, chega em 2001 a uma região tradicionalmente cafeeira e identifica condições muito favoráveis à viticultura. Era o começo do sonho que se transformaria na Vinícola Guaspari. As terras altas de Espírito Santo do Pinhal se tornaram sinônimo da convivência em família e do prazer de estar junto. A paixão pelo vinho e o desejo de retribuir à região toda a alegria proporcionada foram acentuados por uma rica e curiosa combinação de fatores: a semelhança da paisagem da fazenda com a da Toscana, a origem italiana da maioria da população local e da família, o terreno granítico, a oportunidade de adquirir videiras de uma estação experimental e o desenvolvimento de uma nova tecnologia por um pesquisador brasileiro radicado em Bordeaux. Em 2006, foram plantadas as primeiras videiras, que ocuparam seis hectares. Eram mudas de diversas variedades francesas, escolhidas em virtude das características do terroir da região. Dois anos após o primeiro plantio, a vinícola foi construída. Tendo nascido em uma antiga tulha de café, com projeto que preservou o estilo arquitetônico das antigas fazendas da região, integrou-se à cultura e à estética locais. O primeiro vinho foi produzido em 2008, de maneira artesanal. Foram apenas 30 garrafas, que reforçaram o potencial do projeto. A partir desse momento, não se mediram esforços para trazer para a Guaspari o que havia de melhor no mercado mundial. Gradualmente a área de plantio de parreirais veio sendo ampliada. Hoje são 50 hectares de vinhedos próprios a partir dos quais todo o vinho é produzido.

Já sobre o Guaspari Syrah Vista do Chá 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Syrah de vinhedos próprios da região de Espirito Santo do Pinhal e que passa por envelhecimento por 24 meses em barricas de carvalho francês. Sem mais delongas, vamos as impressões.

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea profunda, escura mas brilhante e límpida. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros bem maduros, especiarias (principalmente as picantes), flores, cacau e chocolate. Ao fundo da taça ainda foi possível sentir leve tostado. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, muita suculência e taninos redondos. O retrogosto confirmou o olfato e o final era longo e bem saboroso.

Um bela e grata surpresa em se tratando de vinho brasileiro que pode ser comparado a alguns bons vinhos da mesma casta produzidos mundo a fora. Ainda questiono um pouco o preço mas, vale e muito a prova.

Até o próximo!

Tuesday, January 10, 2017

Ponto Nero Celebration Brut

Se você é daqueles que gostam de um bom espumante no dia a dia, que se mostra imprescindível nestes dias quentes que vivemos no verão brasileiro mas que ao mesmo tempo são descontraídos, descomplicados e leves, o vinho espumante de hoje é uma dica que você não pode perder. 


A Domno Importadora nasce em 2008 de um novo projeto do Grupo Famiglia Valduga, reconhecido por seu padrão de excelência e pela tradição, como um projeto ambicioso que caracteriza-se por duas frentes de negócios: a importação de vinhos e a elaboração e exportação de espumantes. Só um grupo seguro do crescimento do setor de vinhos e espumantes no Brasil poderia efetuar tal movimento. O empreendimento esta localizado na cidade de Garibaldi (RS), terra dos espumantes, em uma área de mais de 60mil m2.

Já falando do Ponto Nero Celebration Brut, podemos falar que o vinho espumante é feito a partir das uvas Chardonnay, Riesling, Pinot Noir e Prosecco pelo método Charmat, onde a segunda fermentação ocorre dentro de tanques de inox. O vinho espumante fica em contato com as leveduras por dois meses antes do envase. Vamos as impressões?

Na taça o vinho espumante apresentou coloração amarelo palha com reflexos esverdeados com bom brilho e limpidez. Boa formação de um perlage fino e persistente.

No nariz o vinho espumante apresentou aromas de frutos cítricos e tropicais, principalmente abacaxi e pêssego, leve toque floral e de mel.

Na boca o vinho espumante mostrou corpo leve para médio e muito frescor. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Mais um bom vinho espumante nacional degustado por aqui, uma opção bem econômica e que demonstra todo o potencial do sul do país para a fabricação de espumantes. Um vinho espumante que deve cair bem em qualquer ocasião, até pra ser bebido sozinho.

Até o próximo!

Tuesday, November 22, 2016

Salton Intenso Licoroso Chardonnay

Ainda em meados de julho deste ano, tivemos mais um Winebar com lançamentos da Vinícola Salton, em mais uma campanha de sucesso comprovado desta parceria, que na oportunidade contou com 3 vinhos para a degustação. Até aquela data, no entanto, não havíamos tido a chance de provar todos os três vinhos mas, neste final de semana, fechamos a trinca com o Salton Intenso Licoroso Chardonnay. Sobre a Vinícola Salton já cansamos de falar por aqui e por isso irei poupá-los de mais amolação e repetição de histórias ok? Vamos ver o que achamos sobre o vinho então?


O Salton Intenso Licoroso Chardonnay é, como o próprio nome já deixa a entender, um vinho fortificado, ou seja, após o esmagamento e extração dos sucos das uvas Chardonnay, uma fermentação é iniciada e subitamente finalizada com a adição de mais álcool (aguardente vínica) ao mosto. Neste ponto, o vinho é então conservado em barricas de carvalho francês de segundo uso. Após um ano se retira a metade da barrica e se completa com um novo mosto do ano (método de solera). Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo dourado bem escuro, tendendo quase a um acobreado com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas grossas, lentas desciam pelas paredes da taça.

No nariz o vinho apresentou aroma de frutos cítricos e frutos secos, baunilha, pão com manteiga, nozes e mel. 

Na boca o vinho era encorpado mas com uma boa acidez, que contrabalanceava com a doçura residual. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um inusitado e delicioso vinho licoroso feito na Serra Gaúcha e que vai agradar em cheio o paladar do brasileiro. Em casa harmonizamos com uma bela torta de limão caseira que minha esposa fez e olha, que delícia de combinação. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, October 25, 2016

Perini Brut Champenoise

Os imigrantes Antonio e Giuseppe Perini chegavam ao Brasil trazendo da Itália a arte de transformar a uva em vinho há mais de 130 anos atrás, no entanto, a produção vinícola teve início mais tarde, com João Perini em 1928, quando a partir daí começou a expansão e, gradativamente, o aprimoramento do processo de elaboração em todos os aspectos, desde o cultivo de novas variedades viníferas até o produto final. Foi em 1970 que Benildo Perini, neto de Giuseppe e atual diretor da vinícola, iniciou a transformação do pequeno empreendimento familiar em empresa, engarrafando seu vinho com a marca Jota Pe em homenagem ao seu pai João Perini. Já em Garibaldi, as atividades têm início em 1996, quando a Perini terceiriza uma infraestrutura para elaborar seus Espumantes Casa Perini e no mesmo ano, a marca Casa Perini é lançada também para os vinhos finos da vinícola. Atualmente, a Vinícola Perini conta com 12 hectares de vinhedos localizados em Garibaldi e 80 hectares em Farroupilha, agregando uma área total de 92 hectares. (retirado do site do próprio produtor). Hoje com uma linha muito diversificada, a Vinícola Perini aposta em descomplicar o vinho e trazer para o mercado em todas suas linhas produtos de excelente custo benefício e que tendem a agradar uma vasta gama de paladares do brasileiro.


Sobre o Perini Brut Champenoise, podemos ainda acrescentar que é um vinho espumante feito a partir de uvas Chardonnay e Pinot Noir elaborado pelo Método Tradicional, método este no qual a segunda fermentação é realizada dentro da própria garrafa. Vamos as impressões?

Na taça o vinho espumante apresentou coloração amarelo palha com reflexos esverdeados, bom brilho e limpidez. Boa formação de uma perlage fina, consistente e intensa. 

No nariz o vinho espumante mostrou aromas de frutos cítricos, flores, panificação (fermento) e algo de nozes.

Na boca o vinho espumante mostrou bom corpo e bom frescor. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e muito fresco.

Mais um bom vinho espumante nacional degustado por aqui, uma opção bem econômica e que demonstra todo o potencial do sul do país para a fabricação de espumantes. Um vinho espumante que deve cair bem em qualquer ocasião, até pra ser bebido sozinho.

Até o próximo!

Monday, August 1, 2016

Espumante Don Laurindo Brut Rosé: #CBE e as borbulhas!

Chegamos ao dia da #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs, aqui no Balaio, sendo que o tema de agosto foi proposto pelo amigo Marcello Galvão, do blog Agenda de Vinhos, que escolheu assim: "Pensei bastante no tema, e vou aproveitar que a temperatura subiu bastante aqui no Rio de Janeiro, pra sugerir uma bebida que muito me agrada. Espumante Brut Rosé do novo mundo elaborado pelo método tradicional. Sem faixa de preço." Bom, como por aqui missão dada é missão cumprida, fomos de Espumante Don Laurindo Brut Rosé. Vamos ver o que descobrimos sobre ele?


A Vinícola Don Laurindo recebeu este nome e se estabeleceu como produtora e comercializadora de vinhos em 1991, porém sua história data de muito antes, quando as primeiras gerações da família Brandelli saíram do norte da Itália, da província de Verona, e vieram aportar na Serra Gaúcha, mais precisamente em Bento Gonçalves. Como todos os imigrantes, no início, sobreviveram dedicando-se à agricultura rudimentar da época e simultaneamente, iniciaram o plantio de videiras, cujo vinho se destinava ao consumo da família. Em 1946, adquiriram terras na localidade Oito da Graciema, onde se consolidaram na produção de uvas e vinhos. Desde então o cuidado com as uvas desde os vinhedos até o envelhecimento, ou não, dos vinhos em madeira tem feito com que o prestígio e a qualidade da vinícola tenham subido e muito na consideração dos consumidores.

Já sobre o Espumante Don Laurindo Brut Rosé, podemos ainda acrescentar que é um espumante feito 100% com vinho base de uvas Merlot através do método champenoise (segunda fermentação na própria garrafa). Não encontrei informações e no dia em que provei também me esqueci de perguntar o tempo de contato com as leveduras. Enfim, vamos as impressões?

Na taça o vinho espumante apresentou coloração rosa salmão mais escura que o convencionalmente vemos neste tipo de espumante, bom brilho, limpidez e com boa formação de pequenas e consistentes borbulhas (perlage para os mais chatos).

No nariz o vinho espumante apresentou aromas de frutos vermelhos frescos, toques florais e minerais.

Na boa o vinho espumante era de corpo leve pare médio com um excelente frescor. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Mais um bom vinho espumante nacional degustado por aqui, uma opção bem econômica e que demonstra todo o potencial do sul do país para a fabricação de espumantes. Um vinho espumante que deve cair bem em qualquer ocasião, até pra ser bebido sozinho. Tarefa dada é tarefa cumprida.

Até o próximo!

Tuesday, April 19, 2016

Speciale Gran Reserva Chardonnay 2014: Brasil na taça!

O vinho é produzido pela LPG Wines, que fruto do amor pelo vinho, foi fundada por três amigos, um renomado enólogo português e dois brasileiros, outro Enólogo e um Engenheiro Agrônomo. O trabalho iniciou em 2008, com a implantação do projeto de Agricultura de Precisão e Segmentação de Colheita com alguns produtores parceiros na região de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha. O projeto de produção utiliza o mesmo sistema adotado em mais de 15 países do velho mundo, tendo como foco a melhoria da qualidade da uva para a produção de um bom vinho. São produções únicas e exclusivas com a baixa tiragem por hectare.


Sobre o Speciale Gran Reserva Chardonnay 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com 100% de uvas Chardonnay e passa por envelhecimento de 6 meses em barricas de carvalho francês 100% novos com fundo de acácia. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo dourado com reflexos prateados, com muito brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos tropicais como pêssego e abacaxi em calda, mel com própolis e algo de empireumático, lembrando plástico, o que me causou certa estranheza, mas está registrado.

Na boca o vinho era untuoso e com boa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.


Para acompanhar, fizemos um belo risoto de lulas e camarões com crispies de alho poró e queijo pecorino. A harmonização foi excelente e ambos cresceram em sabor, quando se encontraram no paladar. Mais um belo caldo nacional, o que só demonstra que os vinhos nacionais tem crescido cada vez mais em qualidade. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Friday, April 1, 2016

Casa Valduga Gran Reserva Heitor Villa-Lobos Cabernet Sauvignon 2006

Hoje é mais um daqueles dias em que eu me animo mais ainda para escrever aqui no blog, afinal é dia de uma brincadeira gostosa onde blogueiros ao redor do Brasil postam sobre vinhos que abordam um mesmo tema, escolhido por um dos confrades, é dia da #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs aqui no Balaio. E o tema deste mês foi escolhido pelo amigo Gustavo Kauffman, do blog Enoleigos. Ele andava meio sumido, mas aproveitou-se que era seu aniversário e foi pedido "um presente" para a CBE. A escolha foi: "Vinho Sul Americano com 10 anos de vida ou mais. Vamos ver como nossos vinhos, e de nossos hermanos, tem amadurecido!". De início fiquei um pouco tenso, pois não tinha um vinho com tais características em casa. Mas, como missão dada é missão cumprida, estamos aqui as voltas com o Casa Valduga Gran Reserva Heitor Villa-Lobos Cabernet Sauvignon 2006.


Pensei até em falar sobre a Casa Valduga, mas desculpe a heresia, seria chover no molhado. Um player gigante como este no mercado nacional não precisa de apresentações e portanto, ater-me-ei apenas ao vinho.

No ano do cinquentenário da morte do maior compositor erudito das Américas, a Casa Valduga selecionou as mais finas uvas Cabernet Sauvignon para compor uma verdadeira sinfonia de aromas e sabores em homenagem ao célebre maestro Heitor Villa-Lobos. Bem, isso é o que diz o site da vinícola. De qualquer maneira o Casa Valduga Gran Reserva Heitor Villa-Lobos Cabernet Sauvignon 2006 é um vinho feito com 100% de uvas Cabernet Sauvignon do Vale dos Vinhedos com amadurecimento de 12 meses em carvalho francês e mais 18 meses nas caves da vinícola antes de ser liberado ao mercado. Vamos ver qual é o resultado de tamanho primor nesta produção?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com halo granada, algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas se faziam notar também.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas em compota, especiarias, mentolado, chocolate e leve herbáceo.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, com acidez ainda viva e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um grande vinho nacional que provei para a CBE, este da Casa Valduga, o que só demonstra a dedicação com que esta família trata a vitivinicultura no Brasil. Se a idéia era verificar como os vinhos nacionais, ou melhor, sul americanos envelhecem, eu diria que a surpresa foi boa. O vinho estava muito vivo e no seu auge, mesmo com 10 anos de vida. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!