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Monday, February 17, 2020

Winterlicious: Cibo Wine Bar, o que Toronto tem de melhor na culinária italiana.

A cidade de Toronto, em parceria com uma série de restaurantes e bares locais, criou a alguns anos uma espécie de festival gastronômico chamado Winterlicious (um mix de Winter com Delicious, ou inverno com delicioso), com o intuito de promover estes estabelecimentos e gerar uma oportunidade única para que as pessoas tenham acesso a restaurantes e pratos que normalmente não teriam. Tudo isso por que o festival tem menus com entrada, prato principal e sobremesa a preços fixos, que variam entre almoço e jantar. Assim, você não precisaria se preocupar com a conta uma vez que você já saberia o quanto iria pagar, e este valor é bem mais acessível do que o dia a dia nestes restaurantes. O valores giram em torno de 23 a 33 dólares no almoço (depende do nível do restaurante, assim por se dizer) e 33 a 53 dólares no jantar. Quem aí lembrou do Restaurant Week ai no Brasil? Pois é, eu diria que esta é uma versão aprimorada pois os restaurantes que provei estavam simplesmente sensacionais. O único problema, e eu peço desculpas mais uma vez a vocês, é que meu timing ainda não está acertado 100% com o blog e meus afazeres, e o festival deste ano já acabou (foi de 31 de Janeiro a 13 de Fevereiro). Mas como temos o festival todo ano, a idéia é se programar para aproveitar ainda mais o ano que vem. Hoje vou falar do primeiro dos restaurantes que visitei, o Cibo Wine Bar.

Detalhe da cozinha aonde os pratos são preparados no fundo do salão

Elegância e sofisticação são a marca do local

Detalhes para a arrumação da mesa

O Cibo Wine Bar é um dos maiores e mais novos restaurantes italianos na área de Uptown Yonge Street. Criado pelo Liberty Entertainment Group, conta com um ambiente arrojado e bonito, numa mistura do chique industrial rústico com um quê do moderno vindo do velho mundo. Sua culinária é dita como inspirada no sul da Itália, sempre fresca e detalhe, é feita aos olhos do cliente em um enorme balcão aberto nos fundos do salão. Possui ainda uma premiada sala climatizada de vinhos com dois andares e muito muito vidro e sofisticação. Como dito anteriormente, os valores do almoço eram ligeiramente mais acessíveis e então, aproveitamos que tínhamos esta opção e assim foi feito.

O menu do Cibo para o Winterlicious era composto conforme as opções abaixo:

Cardápio do Winterlicious

De entrada, fomos unânimes e escolhemos a berinjela a parmegiana, e como estávamos certos! Apesar de frita, é claro, a berinjela estava bem sequinha e crocante, com a milanesa devidamente grudada e sem desmontar. O molho de tomate estava delicioso e o queijo parmesão adicionava o sal necessário além de mais uma camada de crocância a receita. Uma folha de manjericão completava o conjunto adicionando cor e claro, muito perfume. Vejam por vocês mesmos:


Já os pratos principais foram bem divididos mas igualmente saborosos: as escolhas variaram entre Linguine ao molho pesto e frango; Tagliatelle com cogumelos, presunto cortado em juliene ao molho de vinho branco e por fim, um belo Panini recheado com short rib braseado, cebola crocante, rúcula e gorgonzola. Difícil dizer qual era o melhor. As massas são frescas e feitas na hora, cozidas al dente de maneira genial com molhos igualmente sensacionais e o panini parecia explodir de tanto recheio, de uma carne que derretia na boca. Mais uma vez, trago imagens pornográficas abaixo. Fiquem com elas:

Tagliatelle com presunto e cogumelos

Panini de short rib

Não tinha como ficar melhor. Pensando bem, ainda restava a sobremesa. Meus amigos e amigas, o que posso dizer sobre isso? Entre um "quase" mousse de chocolate branco com framboesas e pistache, um creme brulée com amaretto e um semi-freddo de chocolate meio amargo, salted caramel e laranja fica difícil eleger um vencedor, certo? Todas sobremesas muito bem preparadas, sem estarem muito doces ou enjoativas e fechando um almoço com chave de ouro.

White chocolate Pistachio Budino
 
Amaretto Creme Brulée

Dark Chocolate Semi-Freddo

Mas como eu poderia me esquecer? Teve vinho sim para acompanhar todo este banquete. O escolhido do dia foi o Cantine Due Palme Primitivo de Salento. Um vinho macio, com muita fruta escura, baunilha, chocolate e alguma especiaria. Taninos integrados com uma boa muito macia e com um final longo. Foi uma boa escolha, acompanhou bem os pratos. Eu recomendo a prova.

Cantine Due Palme Primitivo de Salento

Em suma, um belo restaurante com um ótimo ambiente, e claro, comida sensacional. Conhecer lugares como esse em oportunidades únicas faz valer cada centavo. Eu recomendo a visita.

Até o próximo!

Sunday, February 9, 2020

Little Italy e Trattoria Traverniti: um quê de Itália em Toronto

Assim como a maioria das grandes cidades do mundo, Toronto também é bastante conhecida por ser uma cidade cosmopolita e influenciada por uma infinidade de outras culturas, fruto de uma imigração intensa em épocas passadas, e nos dias atuais também. E um dos frutos desta imigração, se é que podemos chamar de fruto, são comunidades ou distritos em que pessoas de uma mesma ascendência costumam estar em maioria e criar raízes, gerando uma infinidade de negócios, bares, restaurantes e afins, com um "sotaque estrangeiro". Este é o caso de Little Italy, a comunidade italiana em Toronto.



Localizado a Oeste da rua College (College Street West) e apesar de não ser tão característico como outros distritos da cidade, possui forte ligação com a terra da bota e seus costumes. As lâmpadas da rua tem formato do mapa da Itália (a famosa bota), as placas com os nomes das ruas tem as cores da bandeira da Itália e existem uma série de restaurante e bares bem típicos, eu diria até que parecem ter saído de um filme. E hoje falaremos de um deles em especial, que é a Trattoria Traverniti.


O Trattoria Taverniti serve cozinha italiana autêntica e caseira no coração da Little Italy de Toronto. Uma verdadeira trattoria, este pequeno e acolhedor restaurante proporciona uma atmosfera intimista que te deixa a vontade, como se fossemos parte da família e estivéssemos todos na mesa em um almoço de domingo. Mesas de madeira? Presentes. Toalhas quadriculadas de vermelho e branco?Também.


O restaurante apresenta as receitas da família de Rosina Taverniti, a "nona" responsável pela cozinha. As vezes é possível ainda vê-la conversando com os clientes e discutindo os pratos e as impressões. O maior charme entretanto é que a massa é fresca e feita lá mesmo, com você quase como um espectador.Tudo é feito do zero e com ingredientes incrivelmente frescos e locais, quando possível.


A escolha não foi muito difícil e fomos de Spaghetti, eu com o meu preferido: carbonara; minha esposa nem pensou e amante dos camarões, pediu o "con Pomodori e Gamberi", ou seja, molho pomodoro e camarões. As porções são generosas e a massa, como era de se esperar, all dente no ponto. Simplesmente um deleite para os amantes da boa cozinha italiana. 

Além disso, eles tem uma seleção decente de vinhos (sim, conforme meu post anterior, este é um dos restaurante que tem licença especial para venda de bebidas alcoólicas). Escolhemos um típico Sangiovese Fantini do grupo Farnese, que foi o par perfeito com sua acidez pronunciada, aquele toque vinoso e taninos sempre contidos. Gostei da combinação.

Se estiver de passagem por Toronto e não souber onde almoçar, eu diria que a Trattoria Traverniti é um bom começo. E depois claro, venha nos contar o que achou. Isso se já não tiver passado por lá. Não perca tempo e divida conosco suas experiências.

Até o próximo!

Wednesday, July 17, 2019

Torre Zambra Villamagna 2015

Foi em 1910 que Vincenzo foi a Nápoles para concluir a negociação que o levou a comprar um pedaço de terra de cerca de 20 hectares, onde havia uma torre de vigia. A terra era de propriedade da família Zambra, e essa torre era conhecida como "Torre Zambra". Foi nesse terreno ao redor da torre que o genro de Vincenzo, Laurentino De Cerchio, cultivou os primeiros vinhedos de Montepulciano e Trebbiano, o que o levou, em 1961, a fundar uma das vinícolas que escreveu a história da viticultura de Abruzzo, então chamada de Torre Zambra. As colinas de Villamagna desfrutam de um microclima único que as torna entre as mais adequadas no mundo para o cultivo de uvas. A proximidade extrema com o mar e as montanhas significa que há mudanças bruscas de temperatura entre o dia e a noite e entre as diferentes estações do ano. Estas características climáticas particulares permitem que os diferentes aromas das uvas se apresentem na sua melhor expressão, aumentando a sua intensidade e realçando as suas cores. As colinas onde as vinhas da adega são cultivadas estão em perfeita exposição a sudeste, entre 150 e 300 metros de altitude. Os solos são calcários-argilosos, ricos em húmus e nutrientes.


Falando agora sobre o Torre Zambra Villamagna 2015, podemos ainda dizer que o vinho é feito com uvas 100% Montepulciano de vinhedos em Villamagna, considerado o melhor terroir de Abruzzo, limitado a um total de 85 hectares entre três aldeias (em comparação com um total de 30.000 hectares em toda a região), sendo ainda uma DOC bem recente, datando de 2011. Passa ainda por envelhecimento em cimento vitrificado por 12 meses e em garrafa por 6 meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, coloridas e de média velocidade também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, chocolate, couro e algo de especiarias. 

Na boca o vinho se mostrou encorpado com taninos macios aliados a uma boa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um belíssimo vinho italiano provado por aqui. Mais um vinho apresentado pelo clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Wednesday, February 13, 2019

Fiano di Avellino Campore Terredora 2009

A Terredora é considerada uma das melhores produtoras de vinho italianas, obtendo prêmios e mais prêmios de prestígio ao longo dos anos. Desde 1978 é a protagonista indiscutível do renascimento do vinho na Campania Italiana. Combinando experiência e tradição, introduziu o cultivo das uvas nativas milenares, inovações modernas, conhecimento técnico e implantes para melhorar o futuro, promovendo o retorno da viticultura à sua tradição mais antiga e mais qualificada.


Falando sobre o vinho de hoje, o Fiano di Avellino Campore Terredora 2009, podemos complementar que o vinho é feito com 100% de uvas Fiano de um vinhedo chamado Campore, na Itália. As uvas são colhidas bem maduras, quase como um "late harvest" seguida de cuidadosa vinificação com fermentação em baricas e cuidadoso envelhecimento "sur lie" por pelo menos 6 meses e posterior refino em garrafa por pelo menos 24 meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração dourada com bom brilho e limpidez. 

No nariz o vinho apresentou aromas de mel, frutas tropicais maduras, flores brancas e baunilha.

Na boca o vinho se mostrou gordo e, a despeito dos seus já 10 anos, uma acidez gostosa e que estimulava o próximo gole. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.


Um belíssimo vinho branco italiano, de uma uva e região pouco conhecidas de minha parte mas que agradou demais a despeito de já ser um senhor. Foi o fiel escudeiro de uma bela massa com camarões. Mais um vinho apresentado pelo clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Tuesday, November 20, 2018

Ca'vegar Bardolino Classico 2015

Foi em abril de 1958, quando onze viticultores da região de Gardesan, perto de Verona na Itália, se encontraram e fundaram uma cooperativa para a produção de vinhos, conhecida como Cantina Sociale Veronese del Garda. O objetivo era trabalhar juntas as uvas dos membros e produzir bons e bons molhos e vinhos. Nos anos seguintes, já conhecida como Cantina di Castelnuovo del Garda, experimentou um crescimento lento mas constante. Hoje, a cooperativa tem mais de 200 membros, que processam suas uvas crescidas em um total de 1000 hectares de terra em vinho. Desde 2006, um importante projeto de renovação tecnológica está em andamento nos vinhedos e na adega. A Cantina não está longe do Lago de Garda e é um exemplo de uma empresa intimamente ligada ao seu território e às suas tradições. As vinhas dos membros cooperativos se estendem ao sudeste do Lago de Garda. Vinhos advindos das DOCs Bardolino, Custoza, Lugana, Valpolicella, Soave e Garda são produzidos. Na sede histórica da cooperativa, há uma loja que vende uma ampla gama de produtos a preços da cantina: brancos, rosés e tintos.


Sobre o Ca'vegar Bardolino Classico 2015, podemos ainda acrescentar que o vinho é um blend das uvas Corvina , Rondinella , Molinara, típicas da região sem qualquer passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de média intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, leve toque herbáceo e algo de flores também.

Na boca o vinho apresentou corpo leve para médio, ótima acidez e taninos bem fininhos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um ótimo vinho para o dia a dia, sem complicações. Acompanhou uma refeição bem simples de papilote de frango com tomates cereja e cebola. Uma boa alternativa aos vinhos que costumamos consumir no dia a dia, ainda mais nestes dias de mais calor. Tem um bom custo benefício. Este é mais um vinho do clube de vinhos Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Tuesday, October 30, 2018

Borgogno Langhe Nebbiolo DOC 2014

Ser lento nas ações significa ter tempo para entender melhor as coisas e fazê-las da maneira certa. Isto é o que a Borgogno tem feito em suas vinhas e com os seus vinhos desde 1761, na região do Langhe, Piemonte, Itália. Manter as coisas simples é de sua história: apenas algumas regras muito claras. Em todos os vinhedos que possuem, usam apenas fertilizantes orgânicos, sem herbicidas, e realizam apenas tratamentos ecológicos. É por isso que as uvas deixam resíduo zero; uvas limpas são essenciais para fazer vinhos de alta qualidade. Em 2016 iniciaram a conversão que os levará à certificação orgânica para a safra de 2019. A propriedade abrange cerca de 39 hectares, dos quais 8 são cultivados com bosques e 31 com vinhas. Cerca de 60% é cultivada com Nebbiolo, com o restante dividido entre Dolcetto, Barbera e Freisa. Cinco destes hectares dedicam-se ao cultivo de castas brancas, duas de Riesling e três de Timorasso. E também tem a imensa fortuna de possuir cinco dos melhores vinhedos Barolo cru: Lista, Cannubi, Cannubi San Lorenzo, Fossati e San Pietro delle Viole.


Sobre o Borgogno Langhe Nebbiolo DOC 2014 podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com 100% de uvas Nebbiolo da região de Langhe com envelhecimento em grandes barris de carvalho eslavo por 10 meses a uma temperatura de 18 ° C. O vinho é engarrafado e é refinado 3 meses antes do lançamento a fim de se manter seu frescor. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi de média para grande intensidade com bordas tendendo ao granada, muito límpido e brilhante. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias, flores, toques terrosos e leve tostado.

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio, com uma boa acidez e taninos equilibrados. Muito elegante. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa e saborosa duração.

Um belo vinho italiano, conhecido como o "baby Barolo" por ser digamos, mais acessível aos paladares menos experimentados no mundo do vinho. Este foi provado no Eataly de NY e eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, September 24, 2018

Belnero Toscana IGT 2013

O Castello Banfi é uma das vinícolas mais famosas da região da Toscana, na Itália, mais precisamente na região de Montalcino. Foi fundada em 1978 graças à vontade dos irmãos ítalo-americanos John e Harry Mariani. Esta vinícola é conhecida mundialmente pela busca incessante pela qualidade de seus vinhos, pelos grandes Brunellos e atualmente pela busca em diminuir a influência extra-natureza em seus vinhos e a utilização de técnicas de cultivo e produção orgânicas. Reconhecida também pelas pesquisas clonais da uva Sangiovese, a vinícola busca os melhores clones para manter a consistência de sua produção. Além da produção de vinhos, a vinícola também conta com serviços de visitação e hospedagem em suas dependências.


Falando sobre o Belnero Toscana IGT 2013, podemos afirmar que o vinho é feito quase que exclusivamente de uvas Sangiovese e pequenas quantidades de Cabernet Sauvignon e Merlot, oriundas das colinas do sul de Montalcino a uma altitude de 170 a 230 metros acima do nível do mar. Após a fermentação alcoólica, o vinho segue para barricas de carvalho onde passará pela fermentação malolática e grande período de amadurecimento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade, brilhante e muito límpido. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas muito complexos como frutos vermelhos, café, tabaco, baunilha e especiarias doces.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, carnudo, com boa acidez e taninos bem marcantes. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo de delicioso.

Um baita vinho italiano, fruto de uma recente viagem internacional de minha esposa e que agradou a todos além de acompanhar a refeição divinamente. Eu recomendo.

Até o próximo!

Tuesday, August 28, 2018

Mània Rosso Toscano IGT 2015

A Poggio Nicchiaia é uma jovem produtora de vinhos, com espírito e vontade, sendo colocada no contexto de uma propriedade toscana maravilhosa de centenas de hectares, que cresce nas colinas cerca de 40 km ao sul de Pisa, adjacente à cidade de Peccioli. A altura não excede 200 metros de altura com um clima suave, leve e a paisagem com grande influencia pelas correntes da costa próxima, rico em referências históricas que datam desde os etruscos distância. O solo é um compósito muito interessante, de origem marinha e rico em fósseis com textura arenoso-siltosa-argilosa. Neste contexto abençoado pela natureza, Poggio Nicchiaia tem cerca de 50 hectares de vinha muito bem expostos, com uma média de 5000 cubas por hectare e com a variedade Sangiovese da Toscana muito mais presente. A vinícola tecnologicamente vanguardista está localizada em Montelopio, uma charmosa vila com um gosto do passado, localizada a poucos quilômetros de Peccioli. O corpo principal se estende ao longo da Serre estrada e suas várias fazendas é o cenário, em um maravilhoso ambiente natural, a igreja Serre de Nossa Senhora, que foi construído pela primeira vez em 1423. As variedades tintas cultivadas com um sistema de cordão estimulado, além da Sangiovese, são Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah. Tal é a paixão na empresa e há um forte desejo de produzir vinhos que, de acordo com os cânones da tradição toscana para representar uma interpretação moderna, uma evolução requintado de gosto, não moderno, mas sim respeitosa dos valores prazer que durarão.


Falando agora do Mània Rosso Toscano IGT 2015, podemos afirmar que o vinho é um corte das uvas 70% Sangiovese, 15% Merlot e 15% Cabernet Sauvignon com passagem em madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros, tabaco, couro, especiarias doces e leve toque apimentado.

Na boca o vinho apresentou corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um belo vinho toscano sem dúvidas. Combinou bem com cortes suculentos de carne. Eu recomendo a prova. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Monday, June 18, 2018

Russolo Refosco Dal Pedunculo Rosso IGT 2012

Por mais de um século a história da família Russolo foi entrelaçada com o mundo da enologia. Tudo começou no final dos anos 1800, quando Giovanni Russolo ficou conhecido como produtor de vinho na região de Pordenone. Nos anos 60, Rino Russolo tornou-se o protagonista de importantes páginas da história do vinho italiano. A empresa toma forma na atual dimensão, em 1974, quando Iginio, juntamente com sua esposa Sonia, dá vida a sua nova atividade. Com a compra de vinhas em San Quirino, que ocorreu em 1990, a quarta geração entra no modo de operação da Companhia e com o apoio e Antonella Rino vai enfrentar novos desafios. No início de 2000, a Russolo deixou suas antigas instalações para se mudar para a nova vinícola San Quirino, construída no centro da empresa principal chamada Ronco Calaj, uma cidade na parte superior do Friuli Ocidental caracterizada por uma notável proximidade com as Dolomitas de Pordenone.


Falando agora do Russolo Refosco Dal Pedunculo Rosso IGT 2012, podemo afirmar ainda que o vinho é feito com 100% de uvas Refosco oriundas do vinhedo Ronco Calaj, maior em tamanho e importância para a vinícola. No final da fermentação, o vinho é mantido em barris de carvalho francês e americano por cerca de 12 meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, balsâmico, herbáceo com ligeiro toque especiado. Ao fundo de taça era possível notar toques tostados.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos marcados. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom vinho italiano, diferente do usual e com uma uva que não é muito difundida por aqui. De qualquer maneira eu recomendo a prova. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Monday, April 23, 2018

Monte Tessa Primitivo Di Manduria 2016

A Monte Tessa, produtora do vinho de hoje, é uma empresa única que sabe misturar o respeito pela tradição com a inovação, os métodos de processamento e a missão daqueles que, todos os dias, dão o melhor de si às suas terras. Uma empresa mergulhada em sua terra vermelha, de suor e fadiga, de paixão e trabalho. Um trabalho, o dos campos, que dá muitas satisfações, diretamente proporcional ao trabalho duro daqueles que, inabaláveis, de várias gerações trabalham ininterruptamente para trazer à sua mesa um delicioso e excelente vinho. Monte Tessa vem de uma tradição ancestral, um culto ao amor pela terra: Puglia, Itália, uma autêntica encruzilhada das culturas mediterrânicas. Monte Tessa vem de uma tradição ancestral, um culto ao amor pela terra: Puglia, uma autêntica encruzilhada das culturas mediterrânicas.


Sobre o Monte Tessa Primitivo Di Manduria 2016, podemos acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Primitivo da região de Salento-Manduria de vinhas com idades que variam de 15 a 40 anos. Após a fermentação, o vinho é colocado em barris de carvalho francês de tosta média onde a fermentação malolática ocorre e permanece por 6 meses para amdurecimento. Posteriormente, é engarrafado onde permanece por 4 meses antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?


Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos negros em compota, especiarias, baunilha, café expresso e leve toque floral.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um Primitivo que provamos por aqui, um dos vinhos que mais gosto e que foi o fiel escudeiro de um belo corte de carne. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!


Monday, March 26, 2018

Piccini Vito Cabernet Sauvignon 2015

Localizada em Castellina in Chianti, uma das 8 cidades da área de Chianti, a Tenute Piccini(produtora do vinho), ou simplesmente Piccini, é o início da saga da família Piccini no mundo do vinho. A propriedade, desenvolvida a partir de apenas 7 ha em 1882, é agora sede principal do Grupo Piccini, gerindo 400 ha de vinhas situadas nas principais áreas de vinho da Toscana, com um foco especial em Chianti Clássico e Chianti. A Tenute Piccini é hoje um dos maiores produtores da Toscana, cuja produção de Chianti representa entre 10% a 12% de toda a produção da região de mesmo nome. Sob a liderança de Mario e Martina, a Tenute Piccini conta com uma equipe de jovens profissionais na Itália e parceiros fortes no exterior para a sua rede de distribuição crescente, que já se estende por impressionantes 72 países.


Falando agora do Piccini Vito Cabernet Sauvignon 2015, podemos ainda afirmar que o vinho é feito 100% com uvas Cabernet Sauvignon sem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho mostrou uma coloração rubi violácea de média intensidade, algum brilho e boa transparência. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas, notas florais, especiarias e algo de folhas secas.

Na boca o vinho tinha corpo médio, uma boa acidez e taninos sedosos e macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um vinho fácil e descontraído que foi o fiel escudeiro de uma pizza deliciosa e não decepcionou. Eu recomendo a prova.

Até o próximo.

Monday, February 19, 2018

Custoza Ca'vegar Bianco 2015: Frescor italiano na taça

Foi em abril de 1958, quando onze viticultores da região de Gardesan, perto de Verona na Itália, se encontraram e fundaram uma cooperativa para a producão de vinhos, conhecida como Cantina Sociale Veronese del Garda. O objetivo era trabalhar juntas as uvas dos membros e produzir bons e bons molhos e vinhos. Nos anos seguintes, já conhecida como Cantina di Castelnuovo del Garda, experimentou um crescimento lento mas constante. Hoje, a cooperativa tem mais de 200 membros, que processam suas uvas crescidas em um total de 1000 hectares de terra em vinho. Desde 2006, um importante projeto de renovação tecnológica está em andamento nos vinhedos e na adega. A Cantina não está longe do Lago de Garda e é um exemplo de uma empresa intimamente ligada ao seu território e às suas tradições. As vinhas dos membros cooperativos se estendem ao sudeste do Lago de Garda. Vinhos adivindos das DOCs Bardolino, Custoza, Lugana, Valpolicella, Soave e Garda são produzidos. Na sede histórica da cooperativa, há uma loja que vende uma ampla gama de produtos a preços da cantina: brancos, rosés e tintos.


Falando agora sobre o Custoza Ca'vegar Bianco 2015, podemos acrescentar que o vinho é um corte feito a partir das castas Garganega, Trebbiano Toscano, Trebianello (ou Tocai Friulano) e Cortese de vinhas que variam entra 10 e 25 anos de idade. Este vinho não é envelhecido em madeira, mas apenas em tanques de aço. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha com reflexos esverdeados, bom brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos tropicais, flores e ligeiro toque mineral.

Na boca o vinho apresentou corpo leve para médio aliado a um ótimo frescor. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom vinho para o dia a dia, alegre e fresco, sem maiores complicações. Uma boa alternativa aos vinhos que costumamos consumir no dia a dia, ainda mais nestes dias de mais calor. Tem um bom custo benefício. Este é mais um vinho do clube de vinhos Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Tuesday, January 23, 2018

Zonin Valpolicella Classico 2016

A Casa Vinícola Zonin tornou-se, no decorrer do século passado, uma das principais marcas nas cenas italiana e mundial, graças à paixão e à devoção à produção de vinho da família Zonin. A deles é uma família que manteve um vínculo íntimo com suas raízes: a terra e as vinhas das colinas de Gambellara, no coração da região do Veneto. Lá, a Zonin Company produz uma ampla gama de vinhos: clássico D.O.C.G. e D.O.C., I.G.T.s tradicionais e vinhos espumantes refinados. Estes são tipos de vinho que sublinham a exclusividade dos seus terrões e as características dos varietários a partir dos quais são fabricados. A sede da empresa está em Gambellara; um oásis de vinhas e colinas verdejantes que se encontram na fronteira entre as províncias de Vicenza e Verona. Gambellara está no coração de uma das áreas mais importantes da Itália pelo patrimônio histórico, cultural e arquitetônico, e que também foi reconhecido pela UNESCO: Verona, a cidade de Romeu e Julieta; Vicenza, a cidade de Palladio; e Veneza, a cidade da Serenissima, com seus famosos palácios e moradias.


Sobre o Zonin Valpolicella Classico 2016, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir das castas Corvina, Rondinella e Molinara com amadurecimento em barricas de carvalho esloveno. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam presentes. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, amendoas com leve toque balsâmico.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos finos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Uma boa opção para vinho de dia a dia, para acompanhar aquela pizza ou massa ou mesmo pra ser tomado descontraidamente durante um bate papo qualquer. Foi comprado por menos de 50 reais no Pão de Açúcar e vale o quanto custa.

Até o próximo!

Thursday, January 4, 2018

Prunotto Moscato D’Asti 2015

Passadas as festividades de final de ano, venho hoje falar de um vinho que descobri ser um excelente aliado para sobremesas a base de frutas, panetones e por que não, frutas frescas. Estou falando do Prunotto Moscato D’Asti 2015.


A Prunotto nasceu pelas mãos de Alfredo Prunotto, um famoso enólogo do século passado que produzia vinhos tão especiais e que trabalhou com tamanha dedicação que colocou os vinhos de Alba em todo o mundo. Prunotto sempre foi uma marca reconhecida como exemplo de qualidade do vinho piemontês. Em 1956, após grande sucesso, Prunotto retira-se do negócio, e a vinícola fica com seu amigo, também enólogo, Beppe Colla, que, primeiro associado a Carlo Filiberti e depois a seu irmão Tino Colla, continuou a produzir e a desenvolver o prestigioso Prunotto.

Falando um pouco mais especificamente do vinho, podemos afirmar que o mesmo é feito com 100% de uvas Moscato Bianco Di Canelli sem passagem em madeira. A fermentação alcoólica é interrompida (o vinho é resfriado) quando o vinho tem uma concentração em torno de 5,0 a 5,5% de álcool. Isso também ocasiona formação de CO2 deixando o vinho ligeiramente gaseificado e o enquadrando em uma linha de espumantes de fermentação única. Em seguida é clarificado e filtrado e então engarrafado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha com reflexos dourados, ótimo brilho e limpidez. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos tropicais, mel e flores brancas.

Na boca o vinho apresentou corpo leve para médio, ótima acidez e um equilíbrio interessante com o açúcar residual. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Uma ótima surpresa de final de ano por aqui no Balaio e que fez a alegria das festas se tornarem ainda mais intensas. É trazido pela Winebrands e vale o quanto custa, eu recomendo a prova!

Até o próximo.


Nota do editor: a descrição do produtor foi retirada do site www.baccos.com.br

Monday, November 27, 2017

Como foi o 1o Festival do Espumante Frei Caneca

Nada é mais clichê e nada combina mais com o final do ano e todas as festividades que se enfileiram na época, do que muitos espumantes sendo espocados aqui e ali. E este foi o tema de um ótimo evento realizado neste final de semana em São Paulo, mais precisamente no Centro de Convenções do Shopping Frei Caneca.

O ambiente estava propício para tal, afinal o dia inteiro fez muito calor e a descontração com que os vinhos espumantes foram apresentados além do ambiente climatizado, alguns comes muito bem elaborados e a variedade de produtores/importadores, atraiu muitas pessoas para o evento. Também pudera, as seguintes vinícolas e importadoras se fizeram presentes: Adega Alentejana, Bacardi Martini, Barrinhas, Cantu, Casa Flora, Casa Perini, Casa Valduga, Cave Geisse, Decanter, Epice, Interfood, Italia Mais, Lidio Carraro, LVMH, Maison Lanson, Miolo, Pernod Ricard, Qualimpor, Salton, Vinicola Aurora, Winebrands e World Wine

Vale ressaltar aqui que, para um evento deste porte (com o número de expositores mais público visitante), a organização foi impecável. O local era aconchegante, com uma boa disposição entre os expositores, pontos de aperitivos, água e locais de "descanso" além de uma sala para a imprensa. Durante o evento, os vinhos degustados estavam a preços promocionais e muito convidativos lá no Empório Frei Caneca, no mesmo prédio só que alguns andares abaixo. Convenhamos também que, devido ao porte e número de rótulos a se degustar, fica um tanto quanto difícil falar sobre todos eles e, assim sendo (além de respeitar o mote do blog de não se tornar repetitivo/cansativo) optamos por selecionar alguns poucos rótulos para falar sobre. Acompanhem conosco nas próximas linhas.


O primeiro vinho espumante que venho a destacar é o Cusona Brut Spumante di Vernaccia di San Gimignano da Tenute Giucciardini Strozzi e trazido ao Brasil pela importadora ItáliaMais. O vinho espumante produzido pelo método Charmat longo (longo tempo de contato com as leveduras em tanques inox) com uvas Vernaccia di San Gimignano. Apresentou coloração amarelo palha com muito brilho, perlage fina, delicada e persistente, nariz de frutas tropicais, leveduras com final amendoado. Em boca é cremoso e fresco, fácil de beber.


O segundo vinho espumante a se destacar foi o Filipa Pato 3B Rose Brut, feita pela filha do famoso e experiente Luis Pato, família que já está há cinco gerações se dedicando à criação de vinhos na Bairrada,  em Portugal. Este vinho espumante é feito com as uvas Baga e Bical pelo método champenoise, com a 2ª fermentação por 4 meses em garrafa. Como resultado obteve-se um vinho espumante de coloração salmão um pouco mais escuro, com ótima perlage fina, delicada e persistente. No nariz pude notar frutos vermelhos frescos, panificação, tostado, flores e algo mineral. Cremoso, fresco e deixa um longo final em boca.


E para não dizer que eu sou anti nacionalista, destaco por fim os vinhos espumantes da Casa Valduga, os 130 Brut Blanc de Blanc e o 130 Brut. O primeiro um 100% Chardonnay elaborado pelo método champenoise e com 36 meses de contato do vinho com a levedura. O segundo um corte Chardonnay e Pinot Noir elaborado também pelo método champenoise e com 36 meses de contato com a leveduras. Ambos são parte das comemorações e homenagens aos 130 anos da chegada da família italiana, Valduga, ao Brasil. Ambos muito frescos, cremosos e com suas características aromáticas mas que valem sempre a prova.

É claro que tinhamos outros belos espumantes, champagnes e afins mas, como de praxe, a ideia aqui é ressaltar o evento e trazer alguns vinhos que seriam novidades, ao menos por aqui.

Mais um belo evento que pudemos registrar e onde tivemos oportunidade de provar muitos vinhos, da mais variada gama de preços, tipos e origens. Mal podemos aguardar o ano que vem. Se você, caríssimo leitor, participou do evento e quer compartilhar suas experiências, fique a vontade e utilize o espaço de comentários ao final deste post.


Até o próximo!

Monday, October 2, 2017

Tellus Syrah 2015

O vínculo entre a Família Cotarella e o mundo do vinho tem sua origem nos anos sessenta, quando Antonio e Domenico Cotarella, produtores em Monterubiaglio, fizeram a primeira adega para produzir seu próprio vinho. Os irmãos Renzo e Riccardo Cotarella, ambos vinicultores cresceram em uma terra de longas tradições vinícolas, impulsionada pela paixão de seu pai Domenico, fundando em 1979 a atual Vinícola Falesco, produtora do vinho de hoje, transformando o que era um pequeno negócio familiar em uma empresa de sucesso. Os investimentos feitos desde então, sem dúvida, têm sido de grande importância, mas hoje, após mais de trinta anos, pode ser considerado amplamente recompensado, especialmente em termos afetivos. Na empresa familiar, de fato, atualmente trabalham suas filhas Dominga, Marta e Enrica, com o mesmo entusiasmo e envolvimento de seus pais. A quarta geração de netos, então, sugere um futuro tão importante quanto, para a marca Falesco.


Falando agora sobre o Tellus Syrah 2015, podemos dizer que é um vinho feito com 100% de uvas Syrah de vinhedos localizados no Lazio a 300 metros de altitude, com posterior amadurecimento de 5 meses em carvalho francês de segundo uso. Como curiosidade, podemos ainda citar que Tellus é a deusa romana da terra. A garrafa do vinho, inspirada nas antigas garrafas do império romano, é diferente e chama a atenção por ser mais baixa e bojudinha que as convencionais e seu rótulo criado em 2009, é o quarto ganhador de um concurso com artistas no Castel Sant’Angelo, em Roma, para a criação da nova imagem do produto. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam presentes. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos bem maduros, especiarias, baunilha e leve lembrança de tostado.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um ótimo vinho italiano provado por aqui que tende a agradar os mais variados paladares. Eu recomendo a prova. Este vinho é trazido pela Winebrands e vale o quanto custa. 

Até o próximo!

Wednesday, August 30, 2017

4o Internationl Wine Show: Sucesso e bons vinhos!

A quarta edição da “International Wine Show” - tradicional evento de degustação de vinhos de todo o mundo - aconteceu no último mês de julho no Centro de Convenções Frei Caneca, na capital paulista. No total foram mais de 40 expositores participantes e cerca de 270 rótulos de vinhos de mais de 120 vinícolas, diversos deles premiados pelos melhores guias de vinhos do mundo, dentro os quais podemos destacar as importadoras e vinícolas: Adega Alentejana, Barrinhas, Bodega, Bruck, Calix, Cantu, Casa Flora, Casa Perini, Casa Valduga, Caves Santa Cruz, Chandon, Decanter, Devinum, Don Bonifacio, Epice, Galeria dos Vinhos, Inovini, Interfood, Italia Mais, KMM, La Charbonnade, La Pastina, Lidio Carraro, Lusovini, Miolo, Mistral, Mr. T, Obra Prima, Orion, Portus, Premium Drink, Qualimpor, RGB Importadora, Santar, Sogrape, Terra Vinis, TW Vinhos, VCT, Vinci, Vinícola Aurora, Winebrands, Worldwine, Zahil e Vina Carmen.


Vale ressaltar aqui que, para um evento deste porte (com o número de expositores mais público visitante), a organização foi impecável. O local era amplo, com uma boa disposição entre os expositores, pontos de aperitivos, água e locais de "descanso". Porém, a grande sacada da organização este ano foi atender a um pedido recorrente de jornalistas e formadores de opinião: a abertura antecipada em uma hora para que este público especializado pudesse ter acesso aos importadores/produtores ainda com a possibilidade de se conversar com mais calma e atenção dos mesmos. E funcionou muito bem. Além disso, durante o evento, os vinhos degustados estavam a preços promocionais e muito convidativos.


Convenhamos que, devido ao porte e número de rótulos a se degustar, fica um tanto quanto difícil falar sobre todos eles e, assim sendo (além de respeitar o mote do blog de não se tornar repetitivo/cansativo) optamos por selecionar alguns poucos rótulos para falar sobre. Acompanhem conosco nas próximas linhas.


O primeiro vinho que venho a destacar é o Inconsciente Tempranillo Blanco 2015, produzido pela Bodegas Mateos e trazido ao Brasil pela Importadora Bodegas de Los Andes. Este vinho era um lançamento na feira e me chamou a atenção justamente por ser vinificado em branco a partir de uma casta tinta. Feito em Rioja, na Espanha, o vinho passa pelo processo de leve esmagamento dos bagos a fim de se obter seu suco e pouco após o término deste processo, as cascas e outros agentes "corantes" são removidos a fim de se manter o mosto "branco". É feita então a fermentação e após o processo, o vinho permanece sobre as leveduras por 6 meses em tanques de inox. Finalmente o vinho é engarrafado e liberado ao mercado. Como resultado obtêm-se um vinho de cor amarelo dourada com reflexos verdeais, límpido e com bom brilho. No nariz, o vinho trouxe aromas de frutos tropicais e algo de frutos cítricos, toques minerais e florais. Na boca o corpo era médio e a acidez muito boa com o retrogosto confirmando o olfato. Um bom vinho e uma ótima surpresa, sem dúvidas.


O próximo vinho que iremos destacar é o Léon Perdigal Côtes du Rhone 2015, um tradicional corte de uvas da região do Rhône (Grenache, Syrah, Cinsault, Carignan e Mourvèdre) cultivadas em quatro diferentes zonas dentro da região. O vinho é produzido e nomeado em homenagem a um famoso toneleiro da região de Ogier. Não tem passagem por madeira o que nos dá como resultado um vinho de coloração violácea de média intensidade com bom brilho e limpidez. No nariz o vinho trouxe aromas de frutos vermelhos e especiarias (pimenta preta em destaque). Na boca, corpo médio e boa acidez criam um bom conjunto com os taninos suaves. Um vinho considerado de entrada mas que surpreende pela qualidade. É trazido ao Brasil pela Épice


Por fim, gostaria de falar dos vinhos Toscanos do tenor Andrea Bocelli. Flutuando entre algumas das regiões mais famosas da Toscana (Chiantti, Bolgheri, Morellino) por quase 3 séculos, o tenor e sua família tem produzido vinhos da mais alta gama e espalhado um pouco da cultura italiana pelo mundo. Aqui destaco dois vinhos, o Bocelli Chianti DOCG e o Bocelli Tenor Red IGT. O primeiro é um blend de 80% Sangiovese e 20% Merlot com passagem em inox e concreto para amadurecimento. Trás muita tipicidade nos aromas com frutos vermelhos, flores, especiarias e algo de chocolate. Já o segundo é um vinho feito a partir de um corte de partes iguais de Cabernet Sauvignon (Bolgheri), Sangiovese e Merlot (Morellino) sendo que cerca de 10% do mosto amadurece em barris de carvalho francês por 8 meses. Com isso temos um vinho mais encorpado, denso com aromas de frutos escuros, especiarias, café com leite e leve tostado. Dois baita vinhos que representam bem o estilo toscano de fazer vinhos. São trazidos ao Brasil pela importadora Itália Mais.

Mais um belo evento que pudemos registrar e onde tivemos oportunidade de provar muitos vinhos, da mais variada gama de preços, tipos e origens. Mal podemos aguardar o ano que vem. Se você, caríssimo leitor, participou do evento e quer compartilhar suas experiências, fique a vontade e utilize o espaço de comentários ao final deste post.

Até o próximo!

Thursday, August 17, 2017

Torcicoda Primitivo Salento 2015

Nomeada em função das antigas torres à beira-mar da região com vista para o Mar Adriático, a Tormaresca (produtora do vinho de hoje) acrescenta uma nova dimensão à paisagem vinícola de classe mundial da Itália. Na verdade, é o único produtor com vinhas em ambas as regiões vinícolas de elite da Puglia. A propriedade Bocca di Lupo está localizada dentro do Castel del Monte DOC, enquanto a propriedade Masseria Maìme está na área de Salento, o coração pulsante desta vibrante região vitivinícola. Tormaresca lidera o renascimento moderno da Puglia, combinando a vinificação clássica com as mais recentes técnicas vitivinícolas para criar vinhos excepcionais que estão à espera de serem descobertos. Todos os vinhos da Tormaresca são elaborados com 100% de frutas cultivadas por eles. Bocca di Lupo ocupa 250 acres de solo calcário a uma altitude de 800 pés acima do nível do mar em Murgia, perto do vulcão Vulture. Lá são cultivadas as variedades Chardonnay, Aglianico, Fiano, Moscato e Cabernet Sauvignon, produzindo vinhos com sabores frescos, vibrantes e elegantes. Os 625 hectares da propriedade de Masseria Maìme se estendem a meio quilômetro ao longo da costa do Adriático, proporcionando um ambiente ideal para o Negroamaro, Primitivo, Cabernet Sauvignon, Chardonnay e Fiano. Juntos, estas propriedades permitem que a Tormaresca cultive variedades nacionais e internacionais excepcionais no coração da Puglia.


Sobre o Torcicoda Primitivo Salento 2015, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com uvas 100% Primitivo da região de Salento, na Puglia. Tais uvas são colhidas ligeiramente sobremaduras e após a fermentação, o vinho passa por amadurecimento de 10 meses em barricas de carvalho francês e húngaro. Finalmente envelhece 8 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos em compota, especiarias com destaque para as doces como canela e cravo além de baunilha, chocolate e ligeiro tostado.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com taninos firmes mas muito redondos e uma boa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um ótimo vinho italiano provado por aqui que tende a agradar os mais variados paladares. Eu recomendo a prova. Este vinho é trazido pela Winebrands e vale o quanto custa. 

Até o próximo!

Monday, July 17, 2017

Tavernello Vino Rosso

O vinho Tavernello é a muitos anos um dos principais produtos do Grupo Caviro, cooperativa agrícola que reúne produtores de todo o território italiano. A empresa foi fundada em 1966, reunindo na época nove vinícolas (hoje existem 32), localizado em toda a Itália; o consórcio, com sede em Faenza, é hoje uma empresa líder no cenário nacional e internacional de vinhos. A marca Tavernello faz parte do cotidiano das famílias italianas há mais de 30 anos e simboliza a tradição de sempre ter um bom vinho à mesa! Na Itália, são vendidos mais de 54 milhões de litros dos vinhos Tavernello por ano. A Importadora BEV GROUP traz ao mercado brasileiro, com exclusividade, os vinhos Tavernello Rosso Dry, Tavernello Bianco Dry e Tavernello Rosso Amabile.


Falando um pouco mais sobre o Tavernello Rosso Dry, podemos ainda dizer que o vinho é um blend de uvas italianas sem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e sem cor se mostraram presentes.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos escuros e leves toques florais.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um bom vinho para o dia a dia, como é mesmo a proposta da Caviro e da marca Tavernello, que pode ser tomado sozinho ou com pratos de massas com molhos vermelhos ou ainda carnes vermelhas mas magras e sem muito condimento. Enfim, eu recomendo a prova, ainda mais levando em conta seu custo (em torno de 35 dinheiros no nosso mercado). 

Até o próximo!

Tuesday, June 27, 2017

Fontanafredda Dolcetto D'Alba 2014

No coração do Piemonte vitícola - nas colinas do Langhe - a Fontanafredda, produtora do vinho de hoje, nasceu: crônicas da época relatam que "ao fim de 17 de junho de 1858" uma área de 138.82 "giornate Piemontesi" (aproximadamente 54 hectares.) de propriedade de Roggeri Giacomo, filho de Giovanni Battista em Serralunga d'Alba, foi registrado sob a propriedade privada de Vittorio Emanuele II rei da Sardenha. O rei, que estava perdidamente apaixonado por Rosa Vercellana, também conhecido como "La Bela Rusin", uma plebéia e filha de um grande major a serviço de sua majestade, deu toda a parcela de terreno para ela, fazendo-a Condessa de Mirafiori e Fontanfredda um ano depois. A história de Fontanafredda tinha começado, mas não como um negócio propriamente dito, até vinte anos depois, em 1878, graças à clarividência de Emanuele Guerrieri, Conde de Mirafiori, filho do rei e Bela Rusin, um empresário nobre que dedicou sua vida ao vinho com uma abordagem muito moderna.


Já sobre o Fontanafredda Dolcetto D'Alba 2014, podemos afirmar que é um vinho feito com 100% de uvas Dolcetto das regiões de Alba, Treiso, La Morra and Neive  com envelhecimento de 3 meses em tanques de inox antes de ser engarrafado e posteriormente liberado ao mercado. Vamos então as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e quase incolores também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos bem maduros, toques florais e algo que lembrava folhas/floresta.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um bom vinho italiano que provamos por aqui, é um vinho de entrada se assim podemos dizer mas que, se você quer conhecer a tipicidade e se deliciar com um exemplar sem quebrar sua conta bancária, pode apostar. Eu recomendo.

Até o próximo!