terça-feira, 28 de agosto de 2018

Mània Rosso Toscano IGT 2015

A Poggio Nicchiaia é uma jovem produtora de vinhos, com espírito e vontade, sendo colocada no contexto de uma propriedade toscana maravilhosa de centenas de hectares, que cresce nas colinas cerca de 40 km ao sul de Pisa, adjacente à cidade de Peccioli. A altura não excede 200 metros de altura com um clima suave, leve e a paisagem com grande influencia pelas correntes da costa próxima, rico em referências históricas que datam desde os etruscos distância. O solo é um compósito muito interessante, de origem marinha e rico em fósseis com textura arenoso-siltosa-argilosa. Neste contexto abençoado pela natureza, Poggio Nicchiaia tem cerca de 50 hectares de vinha muito bem expostos, com uma média de 5000 cubas por hectare e com a variedade Sangiovese da Toscana muito mais presente. A vinícola tecnologicamente vanguardista está localizada em Montelopio, uma charmosa vila com um gosto do passado, localizada a poucos quilômetros de Peccioli. O corpo principal se estende ao longo da Serre estrada e suas várias fazendas é o cenário, em um maravilhoso ambiente natural, a igreja Serre de Nossa Senhora, que foi construído pela primeira vez em 1423. As variedades tintas cultivadas com um sistema de cordão estimulado, além da Sangiovese, são Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah. Tal é a paixão na empresa e há um forte desejo de produzir vinhos que, de acordo com os cânones da tradição toscana para representar uma interpretação moderna, uma evolução requintado de gosto, não moderno, mas sim respeitosa dos valores prazer que durarão.


Falando agora do Mània Rosso Toscano IGT 2015, podemos afirmar que o vinho é um corte das uvas 70% Sangiovese, 15% Merlot e 15% Cabernet Sauvignon com passagem em madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros, tabaco, couro, especiarias doces e leve toque apimentado.

Na boca o vinho apresentou corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um belo vinho toscano sem dúvidas. Combinou bem com cortes suculentos de carne. Eu recomendo a prova. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Vinhos Hello Kitty em Duas Novas Variedades

Esta é para quem foi ou é fã da personagem japonesa em forma de gatinho ou que nutre alguma afeição pela mesma. Ou quem sabe um enófilo curioso, assim como eu. O personagem bonitinho de  Sanrio agora tem sete vinhos com rótulos que levam o seu nome.

Foto cortesia de Sanrio para a foodandwine.com

Enquanto muitos observadores casuais podem ainda relegar a Hello Kitty de Sanrio apenas como uma criança, a personagem bonitinha e com aparência de gatinha tem tido sua própria linha de bebidas para adultos, vinho para ser exato, por alguns anos. Afinal de contas, os fãs que cresceram com a Hello Kitty engessada em todos os acessórios imagináveis também precisam de algo colecionável quando crescerem! Este ano, esses mesmos entusiastas podem adicionar mais algumas garrafas ao seu vinho Hello Kitty com o lançamento de duas novas variedades: Hello Kitty Prosecco e Hello Kitty Pinot Grigio.

Os vinhos são distribuídos somente nos Estados Unidos (que pena) por SW Vino e vêm em sete variedades no total, incluindo Pinot Grigio, Pinot Nero, Pinot Noir, "sweet rosé", rosé espumante (em garrafa regular e brilhante, edição limitada rosa), e o par de novas ofertas.

Ficou curioso? Se um dia estiver de passagem pela terra do Tio Sam e conseguir provar um exemplar, diga pra mim o que achou. Eu fico te esperando por aqui.

Até o próximo!


Matéria original veiculada em www.foodandwine.com

terça-feira, 21 de agosto de 2018

7 Maneiras Surpreendentes para se Resfriar seu Vinho

Imagine a seguinte situação: você precisa resfriar de maneira mais rápida que o usual algumas (ou muitas) garrafas de vinho para serem servidas numa degustação, confraria etc. A questão que fica é: como fazer isto de forma eficiente e no menor período de tempo possível? Abaixo listamos algumas maneiras comumente utilizadas por experts e que funcionam.


Baldes de Gelo
O método mais usado e comprovado para se resfriar o vinho, às pressas, ainda é um balde de gelo com um pouco de água e um punhado de sal - o sal reduz a temperatura gelada da água. (CIÊNCIA!) Recomenda-se ainda embrulhar garrafas especiais de vinho em sacos plásticos primeiro para preservar os rótulos, ou usar um refrigerador maior para congelar uma caixa inteira de cada vez - basta remover a caixa de papelão, colocar as garrafas na posição vertical no refrigerador e cubra com gelo, como eles fazem atrás do bar.

Vidraria Refrigerada
Assim como seu pai provavelmente costumava guardar um copo no freezer, sempre pronto para esfriar uma garrafa de cerveja, recomenda-se que você sempre guarde algumas taças de vinho e flutes de champanhe no freezer para refrigerar rapidamente seu vinho ou espumante.

Tolha Molhada
Um bom truque para esfriar o vinho quando você não tem gelo é embrulhar a garrafa de vinho em toalhas úmidas e colocá-la no freezer por sete minutos. Não tem um freezer, ou mesmo uma geladeira, acessível? Recomenda-se esse truque para piqueniques e festas - basta segurar a garrafa enrolada em uma toalha molhada na frente de um ventilador ou ar condicionado, seja em uma unidade de parede ou em um carro!

Copo Duplo
Só porque você está comemorando um happy hour longe de casa em um churrasco no quintal ou em um cruzeiro de bebida não significa que você não pode ter vinho devidamente refrigerado. Recomenda-se tirar proveito das amenidades de festa analógicas para improvisar um A + em enófilos de estilo universitário: Coloque seu copo de vinho de plástico dentro de um outro copo ligeiramente maior, com gelo entre os dois. Logo seu vinho atingirá uma temperatura agradável.

Frutas Congeladas
As guarnições podem às vezes ser muito mais do que coadjuvantes: tanto uvas como morango congelados, por exemplo, podem fazer o dobro do trabalho, adicionando juros e uma boa queda de temperatura às taças de vinho. Mas, ao contrário dos cubos de gelo, nenhum deles diluirá sua bebida ou fará com que você se sinta desclassificado.

Sacos Plásticos
Colocando em prática as habilidades científicas do Sr. Mago - especialmente se você tiver o luxo de resfriar seu vinho longe dos olhos curiosos de seus convidados - há esse útil truque diretamente da Wine Folly: Pegue metade da garrafa de vinho e despeje-a um saco Ziploc, mergulhe o saco em um banho de gelo até atingir a temperatura correta, em seguida, coloque nas taças. Recomenda-se também uma versão mais fácil, que é pegar o seu vinho e gelo extra no caminho para a festa e levá-los juntos no mesmo saco em sua caminhada /direção.

Espero que estas dicas tornem seu trabalho um pouco mais fácil quando precisar resfriar suas garrafas de vinho para uma ocasião bacana. Você conhece mais algum método para executar o trabalho ? Compartilhe conosco e vamos fazer desta uma comunidade viva e de troca de informação. Fico no aguardo de vossas manifestações.

Até o próximo!

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Brandina Vinhos - Diretamente do interior de Sampa

Alguns dias atrás eu estava viajando com minha família em Campos do Jordão, região serrana do interior de São Paulo, quando descobri que existia um novo empreendimento vinícola na região, e resolvi arriscar a visita. E não é que, dadas as devidas proporções, fui surpreendido positivamente? Vamos ver o que eu pude descobrir sobre a Villa Santa Maria - Brandina Vinhos?


Saindo de Campos do Jordão, o passeio se inicia descendo a serra pelo Vale do Baú em pequenas estradas vicinais de terra, areia e pedriscos, o que pode assustar de princípio. Mas a passagem por bosques e muita mata nativa da região vale a vista e a chegada até a sede da produtora de vinhos é deslumbrante.


Recebidos então pelo Cristian (peço perdão caso o nome não seja esse, minha memória não me ajudou neste quesito), começamos a entender a história por trás do empreendimento bem como da produção dos vinhos na propriedade. O projeto teve seu início em meados dos anos 2004 através do empresário Mario Carbonari, que herdou o amor pelo vinho dos avós, italianos da região do Vêneto, e resolveu apostar no seu sonho depois de anos no mercado de tecnologia. Segundo o Cristian, a meta é de se plantar até 90 mil vinhas até o final deste ano. E aqui falamos de Sauvignon Blanc, Syrah, Merlot, Cabernet entre outras. O relevo e clima da região são bem interessantes no quesito luminosidade, amplitude térmica, chuvas moderadas, altitude e solo pobre, criando boas condições para o cultivo de uvas.


Todo o mix de condições descritas acima tem sido comumente chamadas de "terroir de inverno" atualmente, o que obriga ainda os viticultores a fazer a inversão de ciclo das parreiras (em relação ao hemisfério norte) e a utilização da dupla poda das plantas. E para tal a Villa Santa Maria, detentora dos rótulos Brandina Vinhos, conta ainda com a consultoria de Murilo Albuquerque, um dos grandes especialistas nestas técnicas em nosso país.


O projeto Villa Santa Maria, ainda em fase de expansão, tem atualmente as uvas colhidas e enviadas para a EPAMIG, em Minas Gerais, onde passam pelos processos de fermentação, envelhecimento e engarrafamento, antes de estarem disponíveis para a venda. O mais legal disso tudo é que a esposa do Mário, Célia Carbonari, é a arquiteta responsável por todo o projeto da vinícola. Atualmente está em fase final de construção uma grande cave subterrânea e num futuro próximo, um local para produção local também está nos planos.


A propriedade conta ainda com diversos atrativos que complementam ainda mais a visita: trilhas, cachoeiras, bosques para piquenique, quadra de bocha, loja de vinhos e quitutes da região além de uma Bruschetteria, espaço gastronômico da propriedade. O restaurante chama-se Bruschetteria da Villa e está a cargo do chef Guilherme Pazzianotto.


Eu confesso que sempre fui muito cético com vinhos nacionais, embora tenho visto uma boa evolução nos últimos anos, principalmente no tocante ao uso do termo terroir único e coisas correlatas. Afinal, mundo a fora, o termo terroir é empregado a locais "seculares" e que possuem toda uma cultura ancestral quando falamos de cultivo de uvas e produção de vinhos, coisa que o Brasil ainda não tem a curto e médio prazo. De qualquer forma, a descoberta de novas regiões produtoras de vinho de qualidade aqui no Brasil tem despertado atenção e portanto eu, como apreciador da bebida de Bacco, sempre tento conhecer mais sobre o assunto. O grande questionamento que eu deixo aqui é que, dadas todas as variáveis envolvidas no processo produtivo e de vendas de vinho (como a de taxação e impostos, a mais sensível no mercado nacional), o preço aplicado aos vinhos nacionais não me parecem compatíveis com o que o mercado consumidor está disposto a pagar, nem tem condições para tal. Gostaria de saber a opinião de vocês. 


Sobre os vinhos, farei um post específico para eles logo menos.

Até o próximo!

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Atlántico Sur Reserve Tannat 2013

Juan Carlos Deicas nasceu em Montevidéu no dia 6 de setembro de 1937, tendo crescido no bairro de Piedras Blancas, estudou Ciências Econômicas e, antes de entrar no mundo vitivinícola, trabalhou como bancário. Casou-se em 1960 com Elida Heres, com quem teve dois filhos: Mariela e Fernando. Em 1979, Juan Carlos Deicas, fundou o Establecimento Juanicó, que hoje em dia é uma das principais vinícolas do Uruguai. Antes de ser propriedade da Família Deicas, as terras do Establecimiento Juanicó passaram por diferentes donos. Entre eles destacou-se Don Francisco Juanicó, quem em 1830 rompeu com a tradição da criação de gado na região e construiu uma cave subterrânea que lhe permitiu elaborar vinhos de grande qualidade, devido a sua climatização natural. Porém, a grande mudança produziu-se recentemente quando Fernando Deicas assumiu o controle da vinícola no começo dos anos 80. Com uma nova visão e uma “grande mudança de mentalidade” a Família Deicas incorporou novas tecnologias e fez um forte investimento industrial para enfrentar novos desafios e assim abrir as portas do novo mundo para a vinícola. As novas gerações têm contribuído com outras visões e enfoques mais modernos e internacionais. Em 2010, a Família Deicas decidiu separar a produção de certos vinhos especiais e nasceu então a vinícola Premium Família Deicas. Esta vinícola fica em Progresso, Canelones, e o seu ícone é um casarão antigo conhecido pelo nome de Domaine Castelar. Os vinhos da Família Deicas são produzidos em pequena escala, cuidando minuciosamente todo o processo, desde o vinhedo até a guarda. Hoje, três gerações desta família compartilham a mesma paixão: atingir o perfeito equilíbrio entre tradição e inovação.


Falando sobre o Atlántico Sur Reserve Tannat 2013, podemos ainda afirmar que o vinho é feito 100% com uvas Tannat através da combinação dos melhores uvas de seus diferentes micro terroirs. Cerca de 40% do vinho tem uma passagem por barris de carvalho francês de segunda utilização durante 6 meses. Vamos as impressões?

Ns taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e com alguma cor também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias doces, mentolado, chocolate e leve toque tostado no fundo de taça.

Um belíssimo vinho uruguaio, que serviu o propósito de celebrar uma situação tão bacana (estava em Campos do Jordão com as pessoas que amo, minha família). Não é um vinho barato, mas vale o quanto custa. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Alexandra Estate Mourvedre & Syrah & Viognier 2015


Inovação, estilo e a busca dos melhores são a base do projeto Alexandra Estate. Tudo começou em 2012 com a compra de 200 acres de vinhedos na região de Sakar, uma das regiões vinícolas mais famosas da Bulgária. Os vinhedos de Alexandra Estate em Oreshets, Harmanli, já no primeiro ano de frutificação atraíram a atenção dos especialistas, e sua proximidade com a floresta de carvalhos de 100 anos e a localização no sopé dos Rhodopes orientais contribuem mais para sua seleção. As variedades incluídas nos vinhos da propriedade são: Syrah, Malbec, Cabernet Franc, Pinot Noir, Merlot, Chardonnay, Marsanne, Roussanne, Semillon e Viognier. Em 2013, a Alexandra Estate expandiu com outros 100 acres de vinhedos na vila de Rakitnitsa, Stara Zagora, localizada a 300 metros acima do nível do mar, e seus solos carbonatados contribuem para a excelente qualidade das uvas plantadas neles. O que distingue a Alexandra Estate no cultivo de vinhas, são os princípios da agricultura orgânica e biodinâmica. Em 2014, a Alexandra Estate produziu um total de 30.000 garrafas de vinho: branco, rosé e tinto. No mesmo ano começou a construção de uma adega na aldeia Rakitnitsa, que tem capacidade para até 60.000 garrafas. Para a vinificação são utilizados barris de carvalho francês com capacidade para 225 litros e 300 litros. Todos os vinhos, são fermentados e amadurecidos em barris, e até o Rosé é parcialmente fermentado em carvalho francês. Na Alexandra Estate o trabalho fica a cargo de profissionais conceituados: o cultivo das videiras é confiado a Atanas Shiderov e Eric Moro e para a produção de vinho e a criação de misturas cuidar Alexander Velyanov e Thierry Haberer.

Falando agora sobre o Alexandra Estate Mourvedre & Syrah & Viognier 2015, podemos afirmar que o vinho é um blend das uvas mencionadas no próprio nome do vinho, uvas estas oriundas da vila de Oreshets e da aldeia de Rakitnitsa. Após a fermentação, parte do vinho vai direto pra carvalho e outra parte permanece em inox para a fermentação malolática acontecer. Por fim, o vinho amadurece em barricas de carvalho francês de 225 litros por 10 meses de 100% da mistura, 80% dos barris são novos, de primeiro uso, e 20% são usados (2o e 3o usos). Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros, flores, chocolate e especiarias.

Na boca o vinho apresentou corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração

Mais uma ótima opção de vinho búlgaro que tivemos o prazer de provar por aqui. Como é um vinho bem potente, aconselho provar junto com comida. No meu caso, foi um belo corte de chorizo que o escortou. Mais um vinho apresentado pelo clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!