quinta-feira, 29 de junho de 2017

Shabo Merlot 2014

A empresa industrial e comercial Shabo, localizada a 70 km de Odessa e 5 km do resort Zatoka, na Ucrânia, cria bebidas finas da mais alta qualidade desde 2003, respeitando a tradição da vinificação, mas também aplicando as tecnologias mais avançadas. Com isso, os vinhos Shabo incorporam as melhores propriedades naturais de uvas, preservando o sabor e aroma das mesmas, recém-colhidas, as suas características varietais brilhantes. O nome da empresa é derivado de um dos mais antigos terroirs na Europa - Shabo. Os progenitores da vinificação em Chabot são considerados os gregos antigos, que nos séculos VI-II eram baseados na aldeia da costa do Mar Negro de Tiro e as primeiras videiras plantadas por lá, há 2500 anos atrás. No século XVI nesta região começou o "período turco". O assentamento turco foi nomeado "Asha-Abaga", que se traduz em "abaixar as vinhas". O nome não foi escolhido por acaso - geograficamente localizado abaixo dos vinhedos de Ackerman (mais tarde Belgorod-Dniester). Existem diferentes variedades de uvas cultivadas, mas entre elas havia uma que até hoje cresce em Chabot, e é considerada autóctone - "Teltow Kuruk", que em turco significa "cauda raposa". Para salvar estas videiras únicas na empresa "Shabo", um programa especial foi criado.


Sobre o Shabo Merlot 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com 100% de uvas Merlot de Odessa, região na qual a influência do Mar Negro modera o clima extremo do país que habitualmente enfrenta verões muito quentes e invernos rigorosos. Tem passagem por madeira, embora não tenha certeza do período. Vamos as impressões?

Na taça o vinho mostrou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, florais, chocolate e leve toque de especiarias.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom vinho tinto para o dia a dia, diferente do que estamos acostumados e que surpreende por ser uma uva até certo ponto conhecida por aqui. Eu recomendo a prova. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

terça-feira, 27 de junho de 2017

Fontanafredda Dolcetto D'Alba 2014

No coração do Piemonte vitícola - nas colinas do Langhe - a Fontanafredda, produtora do vinho de hoje, nasceu: crônicas da época relatam que "ao fim de 17 de junho de 1858" uma área de 138.82 "giornate Piemontesi" (aproximadamente 54 hectares.) de propriedade de Roggeri Giacomo, filho de Giovanni Battista em Serralunga d'Alba, foi registrado sob a propriedade privada de Vittorio Emanuele II rei da Sardenha. O rei, que estava perdidamente apaixonado por Rosa Vercellana, também conhecido como "La Bela Rusin", uma plebéia e filha de um grande major a serviço de sua majestade, deu toda a parcela de terreno para ela, fazendo-a Condessa de Mirafiori e Fontanfredda um ano depois. A história de Fontanafredda tinha começado, mas não como um negócio propriamente dito, até vinte anos depois, em 1878, graças à clarividência de Emanuele Guerrieri, Conde de Mirafiori, filho do rei e Bela Rusin, um empresário nobre que dedicou sua vida ao vinho com uma abordagem muito moderna.


Já sobre o Fontanafredda Dolcetto D'Alba 2014, podemos afirmar que é um vinho feito com 100% de uvas Dolcetto das regiões de Alba, Treiso, La Morra and Neive  com envelhecimento de 3 meses em tanques de inox antes de ser engarrafado e posteriormente liberado ao mercado. Vamos então as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e quase incolores também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos bem maduros, toques florais e algo que lembrava folhas/floresta.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um bom vinho italiano que provamos por aqui, é um vinho de entrada se assim podemos dizer mas que, se você quer conhecer a tipicidade e se deliciar com um exemplar sem quebrar sua conta bancária, pode apostar. Eu recomendo.

Até o próximo!

terça-feira, 20 de junho de 2017

Champagne Aubry Brut Premier Cru

O Champagne de hoje é feito pelos irmãos Pierre e Philippe Aubry, em uma área de cinco hectares compostos por mais de sessenta parcelas. Esta gama de solos, exposições, diferentes variedades de uvas, permite que os dois irmãos perpetuem o estilo que o nome Aubry ajudou a criar. O interessante destes irmãos é que usam todas as uvas permitidas em Champagne para elaborar seus espumantes e não se prendem somente as 3 principais.


Falando especificamente do Champagne Aubry Brut Premier Cru, podemos dizer que o mesmo é feito a partir de 45% de uvas Pinot Meunier, 25% de Pinot Noir, 25% de Chardonnay e 5% das variedades antigas Arbanne, Petit Meslier e Fromenteau. Fica de 18 a 24 meses em contato com as leveduras. Vamos as impressões?

Na taça o Champagne apresentou coloração amarelo dourado brilhante e muito límpido com execelente formação de perlage, borbulhas bem pequenas e extremamente persistentes. Era "barulhenta" como dizem alguns. 

No nariz o Champagne apresentou aromas de frutos cítricos e tropicais, florais, minerais e de panificação. Como de se esperar, boa complexidade em um Champagne como esse.

Na boca o Champagne se mostrou muito cremoso e fresco, com muita elegância. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Este Champagne foi um baita achado na época em que comprei, um excelente custo benefício e que comprova toda sua qualidade e complexidade quando degustamos. Eu recomendo a prova. 

Até o próximo!

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Paulo Laureano Vinha das Lebres Reserva 2014

Paulo Laureano é um dos mais conceituados enólogos portugueses e uma referência dos vinhos no Alentejo. Agrônomo, enólogo formado entre Portugal, Austrália e Espanha, depois de ensinar na Universidade de Évora durante 10 anos, resolveu dedicar-se, em exclusivo, aquilo que o move desde 2003, desenhar vinhos. Sobretudo na empresa que criou com a família em 1999 e que foi assumindo uma importância cada vez maior na sua vida. Paulo Laureano define-se como um enólogo minimalista. Para ele desenhar vinhos é uma paixão, desvendar os seus aromas e sabores, avaliar e optimizar as razões da sua identidade e personalidade, promovendo-os como verdadeiras fontes de prazer, são os pontos-chave da sua filosofia. A sua aposta exclusiva nas castas portuguesas, traduz a sua maneira de estar, encarando o vinho como fator de cultura e civilização. Paulo Laureano trabalha com o terroir do Alentejo, que além de ser umas das regiões europeias ambientalmente mais bem preservada, abriga uma das mais importantes áreas de produção de vinho em Portugal. Um clima quente, chuvas reduzidas, solos pobres e excelentes exposições permitem locais de excepcional qualidade para a produção de vinhos.


Sobre o Paulo Laureano Vinha das Lebres Reserva 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com uvas tradicionais portuguesas como Aragonês e Trincadeira aparentemente sem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor violácea de média para grande intensidade com algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos em compota, chocolate e leve lembrança floral.

Na boca o vinho tinha corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos marcados, presentes, mas de boa qualidade. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um bom vinho português degustado por aqui, o que só comprova a qualidade dos mesmos e minha predileção. Eu ainda acho que dado o custo benefício, os vinhos portugueses ainda estão na frente Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 12 de junho de 2017

MontGras Intriga 2012

Os irmãos Hernán e Eduardo Gras, juntamente com o sócio Cristián Hartwig, deram vida à Vinícola MontGras em 1993, combinando tecnologia de ponta com o talento e a paixão de um grupo muito especial de pessoas. Com a inspiração de Hernán, que teve uma longa trajetória de vinificação no Canadá, juntamente com a visão empresarial do ponto de vista pragmático de seu irmão Eduardo e Cristián, eles fizeram uma combinação perfeita que converteu MontGras em um dos principais grupos vitivinícolas do Chile, com Presença nas principais regiões vinícolas do país - Colchágua, Maipo e Leyda-, além de uma alta participação nos mercados internacionais.


O MontGras Intriga 2012 é um vinho feito a partir de uvas Cabernet Sauvignon (85%), Cabernet Franc (9%) e Petit Verdot (6%) de vinhas plantadas na propriedade Intriga, sobre solos aluviais com idade média de 30 anos aos pés da majestosa Cordilheira dos Andes. O vinho passa por envelhecimento de 21 meses em barricas francesas 25% novo e 75% de segundo uso. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, espaçadas e coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, ervas, especiarias, baunilha, flores, cedro, grafite e toques de aromas animais e tostados.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um belo vinho chileno, complexo e elegante que tende a agradar aos paladares em geral. Eu recomendo a prova. Foi comprado em promoção no Pão de Açúcar por cerca de 100 dinheiros e em minha opinião, valeu o quanto paguei.

Até o próximo!

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Trumpeter Malbec Syrah 2015

A tradição vinícola da Família Rutini começa no início do século XIX, em Le Marche, Itália, quando Francisco Rutini produzia e vendia vinhos artesanais entre os seus vizinhos de Ascoli Piceno. Mais tarde, seu único filho, Felipe Rutini, emigrou para a Argentina para continuar a tradição da família e legado. Foi em Coquimbito, uma pequena, mas próspero distrito de Maipú, na província de Mendoza, que Felipe começou seu projeto Rutini: a Bodega La Rural. Don Felipe continuou a desenvolver vinhedos em Maipú e, em seguida, expandir suas operações nas áreas de Los Corralitos (Guaymallén) e Medrano (Rivadavia). Esta expansão duplicou a capacidade que tinha até então. Após a sua morte, em 1919, seus filhos estão no comando do projeto. A família Rutini foi uma das pioneiras a se envolver com plantações de vinhas em Tupungato, no coração do Valle de Uco, em 1925. Naquela época, Tupungato nada mais era do que uma parada na estrada que levava às montanhas mendocinas. Hoje, 90 anos após a epopeia da família Rutini a Tupungato, o lugar é sem dúvida uma das regiões vinícolas mais famosas de Mendoza e da Argentina. Em outubro de 2008 a construção da nova adega no Vale do Uco começou. No final de fevereiro de 2009, o batismo das instalações foi realizada com a chegada das primeiras uvas. No total, a Rutini Wines (nome utilizado pelo empreendimento atualmente) tem uma propriedade de 385 hectares de vinhedos, todos em um intervalo de altitude de 1050 a 1250 metros. As linhas "Rutini" e "Trumpeter" são produzidas exclusivamente na adega de Tupungato. Já em La Rural, sua adega inicial em Coquimibito, Maipú, produz todas as outras marcas da família: San Felipe, La Vuelta, Pequeña Vasija, entre outras, focadas principalmente no mercado argentino.


Finalmente, sobre o Trumpeter Malbec Syrah 2015 podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir de um corte 50% - 50% de Syrah e Malbec oriundas de Tupungato e La Consulta, respectivamente, ambos em San Carlos, Mendoza. Tem passagem de 7 meses em barricas de primeiro e segundo usos. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e ótima limpidez. Lágrimas finas, de média velocidade e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, flores, especiarias doces, chocolate e leve tostado ao fundo.

Na boca o vinho mostrou corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirmou o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom vinho argentino, que mostra toda a potência e elegância que os vinhos que usam uma mescla com a uva Syrah podem alcançar por lá. Foi comprado em um promoção no Pão de Açúcar. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Crasto Superior Syrah 2014

Ainda falando sobre o último Wine Day da Importadora Qualimpor (no último dia 25 de maio), hoje falaremos de um vinho tinto que a meu ver, também foi um grande destaque do evento. Estou falando é claro do Crasto Superior Syrah 2014.


A Quinta do Crasto, S.A. é uma empresa portuguesa produtora de vinhos do Douro e do Porto, sediada em Gouvinhas, concelho de Sabrosa, Norte de Portugal. Localizada em pleno Vale do Douro, a mais antiga região vitícola regulamentada do mundo e também classificada como Patrimônio Mundial pela UNESCO em 2001, a Quinta do Crasto usufrui de condições excecionais para a produção de vinhos e de azeites da mais alta qualidade. Anualmente, a Quinta do Crasto produz no Douro um milhão e quatrocentas mil garrafas de vinho do Douro e do Porto de diversas categorias, 25% das quais destinadas ao mercado nacional e as restantes 75% destinadas a exportação para cerca de 40 mercados, localizados nos 5 continentes. Nestes últimos três anos, a Quinta do Crasto tem lançado um novo vinho anualmente – em 2014, lançou o vinho do Douro Crasto Superior Branco e, em 2015, lançou um vinho Regional Duriense, o Crasto Superior Syrah – fruto da sua aposta na inovação e na conquista de novos mercados internacionais. 

Falando agora especificamente do Crasto Superior Syrah 2014, podemos acrescentar que o vinho é feito a partir de uvas Syrah provenientes das plantações experimentais de 2004 da casta Syrah no – Douro Superior da Quinta da Cabreira, com uma temperada de 3 % de Viogner. Após a fermentação alcoólica, o vinho faz fermentação malolática e envelhece em barricas de carvalho francês durante 16 meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas mais espessas e ligeiramente mais lentas, além de coloridas, também estavam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros, especiarias, chocolate e algo de tostado ao fundo de taça.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e cativante.

Mais um belo exemplar de nosso patrícios, um vinho português interessante que provamos por aqui com aquele sotaque francês mas que sem dúvida, vale o investimento. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Castillo De Albai Rioja Reserva 2010

O vinho de hoje é produzido pela Pagos del Rey La Rioja, que foi inaugurada em 2006 e faz parte do grupo Felix Solis Avantis, líder no setor vitivinícola internacional - com presença em mais de 115 países. A Felix Solis Avantis é uma empresa familiar dedicada à produção de vinhos de qualidade, suco de uva e sangria, propriedade dos irmãos Solís de terceira geração, a família se esforça para unir tradição e inovação. A sede em Valdepeñas evoluiu para se tornar uma das maiores instalações de produção de vinhos com tecnologia de ponta no mundo. Sua presença em seis regiões vitícolas importantes na Espanha permite oferecer a mais ampla gama de variedades na indústria espanhola. A adega Pagos del Rey é uma das maiores em La Rioja, estando localizada junto a um antigo leito de rio com vista para o pico da montanha de Rioja Alavesa. Combina a tradição com a arquitetura moderna. Grandes chaminés e revestimentos de aço dominam a paisagem em vez de um navio. No entanto, os pilares de madeira de abeto adornam a delicada adega de barril. A família Solís trabalha em parceria com mais de 1.000 produtores de vinhos familiares que cobrem 3.500 hectares em La Rioja.


Falando sobre o Castillo De Albai Rioja Reserva 2010, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com 100% de uvas Tempranillo de vinhedos localizados ao norte da Espanha, perto do rio Ebro. Após a fermentação o vinho passa 18 meses em barricas novas de carvalho americano e mais 18 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas médias, ligeiramente coloridas também se mostraram presentes.

No nariz o vinho abriu com aromas de frutos vermelhos, coco, especiarias doces e picantes (pimentas, cravo, canela), toques animais e leve tostado ao fundo.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era longa duração.

Mais um belo vinho espanhol que passou aqui pela minha taça e que eu fiz questão de comentar por que eu acho que os espanhóis estão cada vez mais trazendo boas opções para o nosso mercado. Este, por exemplo, é vendido no Pão de Açúcar a preços acessíveis. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!